28-11-2012 ONS - APIRAC CT 185 - SC4 Influencia da Qualidade do Ambiente Interior na Saúde e Produtividade CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior Fernanda Jesus Silva Qualidade do ambiente Interior - QAmI Qualidade do Ar Interior Conforto Acústico Conforto Térmico Conforto Lumínico Condições ambientais dos espaços interiores que visam a eo dos ocupantes. 27/11/2012 Fernanda Jesus Silva 2 1 CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior 28-11-2012 Conforto Térmico Qualidade do Ar Interior Conforto Lumínico Conforto Acústico [3] Cada factor é caracterizado por um vasto conjunto de : - Temperatura do ar - Intensidade do som - Fonte de iluminação (natural/artificial) - Temperatura média radiante das superfícies - Duração e frequência - Distribuição pelo espaço - Humidade relativa - Volume do espaço - Intensidade - Velocidade do ar e turbulência - Ruido e vibrações - Cor - Actividade e vestuário - Constituição das superfícies, nomedamente as suas características acústicas - Modo como a luz é percebida pelos ocupantes - Concentração de parâmetros Microbiológicos … … … … 27/11/2012 - Concentração de parâmetros Físicos - Concentração de parâmetros Químicos Fernanda Jesus Silva 3 Conforto É um conceito subjectivo. Pode-se dizer que é um estado de espírito em que o indivíduo expressa satisfação em relação ao ambiente onde se encontra (ASHRAE). Difícil de quantificar. Não existe um indicador. • De modo a garantir um , é necessário que cada factor – conforto térmico, conforto lumínico, conforto acústico, QAI – tenha um nível satisfatório e também que seja minimizado o impacte adverso das suas interações. 27/11/2012 Fernanda Jesus Silva 4 2 CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior Ambiente Interior Aceitável • Os diferentes factores assumem diferentes proporções sob diferentes circunstâncias ou de acordo com diferentes indivíduos. A aceitabilidade global de um ambiente não coincide necessariamente com a aceitabilidade típica de todos os factores, já que a resposta humana ao ambiente interior, além de integrar todo o ambiente, está condicionada pelo filtro da percepção, pelas expectativas, experiência e condições físicas e psíquicas individuais. NÍVEL ACEITÁVEL QUALIDADE DO AMBIENTE INTERIOR CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior 28-11-2012 SATISFAÇÃO DOS OCUPANTES 27/11/2012 5 Fernanda Jesus Silva Influência da Qualidade do Ambiente Interior na saúde e produtividade Qualidade do Ambiente Interior - QAmI Características dos Edifícios Saúde e Produtividade dos Ocupantes • Melhoria da QAmI Incrementos na produtividade • Os benefícios económicos, muitas vezes, superam em muito os custos com a melhoria da Qualidade do Ambiente Interior. 27/11/2012 Fernanda Jesus Silva 6 3 28-11-2012 CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior Influencia dos factores do ambiente interior na produtividade Melhor desempenho Via direta MELHOR SAÚDE MAIS CONFORTO Conforto térmico Conforto lumínico Qualidade do ar interior Via indireta Conforto acústico Menor absentismo Menores custos com a saúde 27/11/2012 • 7 Fernanda Jesus Silva Outras condições adicionais, geralmente subjectivas e não incluídas nos 4 factores principais, podem ter efeito significativo ou mesmo dominante na resposta dos ocupantes ao ambiente. Conforto térmico Estação do ano Segurança Conforto lumínico … Ergonomia Qualidade do ar interior Estética do espaço Conforto acústico 27/11/2012 Fernanda Jesus Silva Cor Privacidade Densidade de ocupação 8 4 CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior 28-11-2012 Interações entre os factores • O número de interacções possíveis entre os quatro factores e os seus vários aspectos é bastante elevado: Por exemplo, considerando que existem 100 parâmetros do ambiente, o nº potencial de interações será: - entre pares de aspectos = 4950 45 - entre grupos de 3 aspectos = 161700 (120) 𝑁º 𝑑𝑒 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑎çõ𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝒏 𝑎𝑠𝑝𝑒𝑐𝑡𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑚𝑏𝑖𝑛𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑘 𝑎 𝑘 = 𝑛! 𝑘! 𝑛 − 𝑘 ! ASHRAE Guideline 10-2011: Interações que afectam a possibilidade de criar ambientes interiores aceitáveis Guia que contém um conjunto de conhecimentos, resultantes da pesquisa e experiência, sobre a complexa interação da ampla gama de factores do ambiente interior que determinam as reações e afectam o conforto e a saúde dos ocupantes dos edifícios. 27/11/2012 9 Fernanda Jesus Silva ASHRAE Guideline 10-2011 • Objectivo - fornecer aos profissionais orientação sobre os 4 principais factores do ambiente interior e as suas interações. • Cobre praticamente todas as interacções de primeira ordem . Secções do Guia ASHRAE 10-2011 Térmico Iluminação Térmico 5.1 QAI Natural QAI Ruido e Vibrações Natural Eléctrica 5.2 5.3 5.4 5.5 6.1 - 6.3 6.4 6.5 6.6 7.1 7.2 7.3 Iluminação Eléctrica Ruido e Vibrações 27/11/2012 Fernanda Jesus Silva 8.1 9 10 5 CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior 28-11-2012 Alguns excertos do Guia 10-2012 (5.2 Conforto térmico – QAI) • Temperaturas mais altas provocam aumento das emissões de COV’s. • O sentido do olfacto é mais apurado em temperaturas mais quentes => quer os odores agradáveis, quer os odores desagradáveis ficam mais perceptíveis. (6.3 QAI, Partículas) • As partículas do interior têm tendência a ser geralmente maiores porque são geradas por meios físicos ou mecânicos como o movimento, o desgaste e a abrasão. As excepções são as partículas provenientes de reações químicas (resultantes de fumar, fontes de combustão) ou interações químicas que resultem em partículas de tamanho submicron. 27/11/2012 Fernanda Jesus Silva 11 Alguns excertos do Guia 10-2012 (7.3 Luz natural - Acústica) • O ruído que provém de uma origem conhecida é mais facilmente aceitável do que aquele que desconhecemos a sua proveniência. • A possibilidade de existir visibilidade para o exterior, contribui para uma redução (aceitação) do ruído em questão. Esta situação é evidente quando existem ruídos imprevisíveis, tais como os dos locais de construção ou de veículos de emergência, em que a ausência de mais informações pode sugerir perigo. 27/11/2012 Fernanda Jesus Silva 12 6 CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior Impacte económico da produtividade Estrutura de custos num escritório CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior 28-11-2012 [2] [7] • Os custos com recursos humanos excedem em muito os restantes custos operacionais do edifício. • Estudos de custo-benefício indicam que os benefícios podem muitas vezes exceder os custos num fator de 10 ou mais. 27/11/2012 13 Fernanda Jesus Silva Melhor QAmI, mais saúde – ganhos indirectos Doença Respiratória Aguda Características edifícios - Fatores de risco baixas taxas de ventilação relacionados elevadas temperaturas interiores concentrações elevadas de poluentes com 3 químicos e microbiológicos no ar ou nas categorias de superfícies interiores feitos na sujidade e problemas de humidade nos saúde sistemas de AVAC Melhoria da Qualidade do Ambiente Interior Redução dos fatores de risco Sintomas de Asma e Alergias Sintomas de Síndrome do Edifício Doente >> 23% a 76% redução na DRA; 9% a 20% redução no absentismo de curta duração; Redução de 1/3 em média nos sintomas de SED [1] 27/11/2012 benefício custo Fernanda Jesus Silva 14 7 CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior 28-11-2012 Cansaço/fadiga Dores de cabeça Irritação dos olhos, nariz e garganta Secura das mucosas e da pele Náuseas e tonturas/vertigens Rouquidão Espirros A Síndrome do Edifício Doente (SED) é caracterizada quando mais de 20% dos ocupantes de um edifício são afectados por algum dos sintomas acima 27/11/2012 15 Fernanda Jesus Silva Melhor QAmI, mais produtividade – ganhos directos • Estudos científicos confirmam uma relação directa entre o desempenho e as condições de temperatura e iluminação interior, sem efeitos aparentes na saúde do trabalhador. Zona de conforto térmico: entre 20 °C e 24 °C. efeito da temperatura sobre o desempenho do trabalho em ambientes de escritório - estudo da Universidade de Tecnologia de Helsínquia 27/11/2012 Fernanda Jesus Silva 16 8 CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior 28-11-2012 Melhor QAmI, mais produtividade – ganhos directos ESCRITÓRIOS 27 °C O desempenho decresce cerca de 0.43 %, em média, por cada °C de subida da temperatura. 22 °C O desempenho decresce cerca de 0.37 %, em média, por cada °C de abaixamento da temperatura. 18 °C Melhorias no sistema de iluminação de escritórios podem resultar em ganhos de 3 a 5% na produtividade dos funcionários e 20 a 25% menos de queixas de saúde. [2] [4] 27/11/2012 17 Fernanda Jesus Silva Melhor QAmI, mais produtividade – ganhos directos ESCOLAS 27 °C [2] [4] [5] O desempenho escolar em 8 tarefas tipo decresce cerca de 1,1% por °C à medida que a temperatura sobe de 20 a 27 °C 20 °C A iluminação natural melhora a aprendizagem dos alunos. Alunos em salas de aula com mais luz do dia apresentaram um aumento de desempenho por vezes superior a 20%. Uma visão ampla e agradável através de janelas, com vegetação ou actividade humana e objectos ao longe, conduz a uma melhor aprendizagem dos alunos. Fontes de brilho pioram o desempenho, especialmente em matemática. 27/11/2012 Fernanda Jesus Silva 18 9 28-11-2012 CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior Melhor QAmI, mais produtividade – ganhos directos ESCRITÓRIOS [6] [7] O ruido de conversa tem um impacto mais negativo na produtividade que o ruido acústico ao mesmo nível. O ruido de conversa em língua estrangeira impacta menos a produtividade que o ruido de conversa na língua nativa. Julian Treasure, autor do livro Sound Business estima que demasiado ruido pode reduzir a produtividade até 66%. ESCOLAS A exposição ao ruido provoca: Alunos - Défice na concentração e atenção visual; Redução do discernimento auditivo e na perceção do discurso; Défice em tarefas que usam a memória de longo prazo; Redução da capacidade de leitura; Desempenho pobre nos testes. Professores - necessidade de falar mais alto => ao fim de algum tempo pode provocar fadiga e doenças relacionadas com o sistema vocal. 27/11/2012 CONCLUSÃO: Fernanda Jesus Silva 19 Melhor QAmI, mais saúde e mais produtividade • Edifícios com estratégias de concepção que proporcionem condições de saúde e conforto aos seus ocupantes apresentam maior potencial de desempenho (além de que essas mesmas características podem também proporcionar reduções de custos adicionais de energia). • Devem ser considerados não como custos “extra” mas como investimentos que melhoram a produtividade e o sucesso global da organização. 27/11/2012 Fernanda Jesus Silva 20 10 CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior CT – 185 | SC4 – Qualidade do Ambiente Interior 28-11-2012 Referências • [1] ASHRAE Journal • [2] Lawrence Berkeley Laboratory • [3] ASHRAE Guideline 10-2011, Interactions Affecting the Achievement of Acceptable Indoor Environments • [4] ©2008 Philips Lighting Electronics, “Lighting Upgrades Boost Workplace Productivity” • [5] Heschong Mahone Group • [6] National Institute of Building Sciences • [7] Rehva 27/11/2012 Fernanda Jesus Silva Fernanda Jesus Silva [email protected] 27/11/2012 Fernanda Jesus Silva 11