CONCEITOS Para auxiliar o seu entendimento e aperfeiçoamento apresentaremos alguns conceitos de suma importância relacionados à estética. Nas páginas a seguir você conhecerá sobre bases biocompatíveis, cosméticos inteligentes, biossegurança na estética, Cosméticos e cosmecêuticos, cosméticos e Anvisa e permeabilidade cutânea. B ASES BIOCOMPAT Í VEIS MAIS SEGUR ANÇA E MELHOR ES R ESULTADOS AS BASES BIOCOMPATÍVEIS FAZEM PARTE DE UM NOVO CONCEITO INTERNACIONAL DE QUALIDADE QUE VEM CRESCENDO NO MERCADO O DOS COSMÉTICOS ECOLOGICAMENTE CORRETOS, QUE OFERECEM MAIS SEGUR ANÇA. RICAS EM ÔMEGAS 3, 6 E 9, QUANDO EM FORMULAÇÕES CREMOSAS OU GEL CREME, ELAS SÃO IMPORTANTES PAR A GAR ANTIR A SEGUR ANÇA E EFICÁCIA DOS COSMÉTICOS E ESTÃO ENTRE OS FATORES QUE INFLUENCIAM A CARREAÇÃO DOS ATIVOS E SUA PERMEAÇÃO NA PELE. E, PAR A QUE ESSAS BASES SEJAM BIOCOMPATÍVEIS, DEVEM SER ESTRUTUR ALMENTE SEMELHANTES AO MANTO HIDROLIPÍDICO DA PELE. OU SEJA, CONSEQUENTEMENTE, DEVEM SER LIVRES DE SUBSTÂNCIAS ALTAMENTE IRRITANTES E SENSIBILIZANTES. CO N C E I TO S E, para que essas bases sejam biocompatíveis, devem ser estruturalmente semelhantes ao manto hidrolipídico da pele. Ou seja, consequentemente, devem ser livres de substâncias altamente irritantes e sensibilizantes. Hoje, mundialmente falando, existem apenas 4 empresas de ponta de cosméticos profissionais que oferecem seus produtos dentro desse padrão: Thalgo e Algologie (França), Botanical Extracts (Austrália) e Buona Vita (Brasil). Os benefícios são tanto para os clientes quanto para os profissionais de estética, pois, ao trabalhar com um cosmético de base biocompatível, que garante melhor permeação dos ativos na pele e, portanto, melhores resultados, o cliente ganha em satisfação e o profissional em saúde e qualidade de vida, além de agregar valor ao seu trabalho ao oferecer atendimento com produtos diferenciados. Entre os fatores que afetam a permeação cutânea estão a integridade da barreira cutânea, pH e hidratação da pele, as características dos ativos cosméticos (tamanho e concentração), e a base do produto, que deve ser miscível ao manto hidrolipídico, livre de agentes tamponantes. Ou seja, deve ser semelhante à pele para que, ao se misturar a ela, fique homogêneo, fator que não ocorre quando há presença de óleo mineral na composição da base cosmética. As bases cosméticas podem ser emulsões (cremes e loções), géis, séruns e iontos. Quando essas bases são biocompatíveis, contendo óleos vegetais (ricos em ômegas 3, 6 e 9), no caso de cremes e loções, elas passam a se comportar de maneira semelhante ao manto hidrolipídico da pele, o que torna sua permeação mais efetiva e segura. O uso de cosméticos inadequados pode comprometer não só os resultados esperados com o tratamento bem como ocasionar reações indesejadas em várias partes do corpo. Por isso é necessário que seja feita uma avaliação do risco potencial dos produtos, que, conforme orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deve levar em consideração vários fatores, como a categoria do produto (se é de uso profissional ou home care), qual a dosagem de cada ingrediente na formulação, frequência de uso e duração do contato e até mesmo a possibilidade de uso acidental ou mau emprego do produto. É importante ressaltar que o contato do cliente com o produto é apenas esporádico, já para o profissional, a preocupação com a segurança da formulação cosmética deve ser prioridade, pois ele estará manipulando o produto constantemente, várias vezes ao longo do dia. Nos protocolos que exigem técnicas manuais de aplicação, serão necessárias menos manobras, menos esforço físico e, claro, menos desgaste do profissional que chega a passar várias horas ao dia seguidamente realizando procedimentos estéticos, tudo isso porque o próprio cosmético estará agindo para alcançar os resultados desejados. Deve-se ressaltar também que não é a quantidade de produto utilizado no protocolo que mostrará sua eficácia, mas sim a concentração dos ativos e sua capacidade de chegar até as camadas mais profundas da pele, através da capacidade de permeação. De acordo com pesquisa da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo em que foram realizadas entrevistas com pessoas que frequentemente utilizam cosméticos, 60% dos dados registrados apontam casos de irritações e alergias decorrentes do uso desses produtos, sendo que as partes do corpo mais atingidas são a pele, os olhos, os cabelos e as unhas. E, nesse caso, os profissionais de estética também merecem uma atenção especial. Dados do Departamento Especializado de Alergia em Dermatologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia mostram que, nos casos relacionados à dermatite de contato, as mãos são frequentemente as mais atingidas, devido principalmente à manipulação constante de diversas substâncias, umidade excessiva, atrito, entre outros fatores. Entre as principais matérias-primas presentes nos cosméticos que estão associadas à sensibilização e processos alérgicos na pele, listadas pela Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia, estão o óleo mineral, propilenoglicol, fragrâncias artificiais, conservantes parabenos e conservantes liberadores de formol (DMDM Hidantoin e Imidazolidinil Urea, por exemplo). Estes últimos, quando em contato com a pele que recebe aquecimento, seja por fricção ou radiação solar, liberam formaldeídos. CO N C E I TO S Os conservantes liberadores de formaldeído são considerados tão sensibilizantes e causadores de irritação quanto o próprio formaldeído (formol), de uso proibido no Brasil e identificado como tendo potencial cancerígeno. Também os parabenos, presentes em muitos produtos cosméticos, acarretam processos alergênicos e de sensibilização da pele. Os parabenos, segundo alguns estudos, apresentam características estrogênicas, ou seja, agem no organismo como se fossem estrogênio, um hormônio feminino. Essa é uma das razões pelas quais ele não deve estar presente em produtos anticelulíticos, por exemplo, uma vez que a principal causa da celulite é de origem hormonal, ou também em alguns casos de hipercromia. No caso do propilenoglicol, a ocorrência provoca dermatite de contato, devido ao seu alto potencial irritativo e alergênico. O uso do óleo mineral é totalmente contraindicado em cosméticos, pois resulta em difícil absorção de nutrientes pela pele, causando tamponamento e reduzindo sua capacidade em eliminar toxinas. Além disso, é altamente comedogênico (acneico), ocasionando obstrução dos poros, além de aumentar a sensibilidade cutânea. A ausência do óleo mineral chama a atenção também para a questão da estética sustentável, visto que 1 litro de óleo mineral contamina 1 milhão de litros de água. A utilização de cosméticos com óleo mineral é um ponto preocupante e que merece bastante atenção, já que algumas empresas fabricantes, por vezes mal intencionadas, alegam utilizar óleos vegetais, única fonte de ômegas, uma vez que os clientes sabem da importância dos ômegas para a pele, mas colocam também o óleo mineral em suas formulações, pois a presença dessa substância ajuda a baratear o custo do produto. O problema, porém, está no fato dessas empresas só destacarem a presença dos óleos vegetais e omitirem essa informação referente ao óleo mineral. Por isso verifique sempre a descrição completa da formulação no rótulo: se constarem as palavras mineral oil, paraffin oil ou paraffinum liquidum (petrolato), o produto terá sua eficácia diminuída, pois contém óleo mineral, agente notadamente tamponante. CO N C E I TO S JÁ O ÓLEO VEGETAL, ALÉM DE ECOLOGICAMENTE CORRETO, É RICO EM ÔMEGAS 3, 6 E 9, CONSIDERADOS BIODISPONÍVEIS, POIS NUTREM E HIDRATAM A PELE DE FORMA EFETIVA, DANDO SEGURANÇA E MAXIMIZANDO RESULTADOS NO CUIDADO DIÁRIO COM A BELEZA E A SAÚDE, ALÉM DE POTENCIALIZAR A PERMEAÇÃO DE OUTROS ATIVOS NA PELE. OS ÔMEGAS VÃO ATUAR DIRETAMENTE NA INTEGRIDADE DA BARREIRA CUTÂNEA, FORMANDO UMA PROTEÇÃO CONTRA OS ALERGÊNICOS, PROPORCIONANDO MENOR SENSIBILIZAÇÃO E UMA HIDRATAÇÃO REAL DA PELE, ALÉM DE SUA MANUTENÇÃO, ELASTICIDADE E RESISTÊNCIA. TA BEL A COMPAR AT I VA Ó LEO V EGETAL ÓLEO MINER AL OR IGEM O óleo vegetal é uma gordura extraída de plantas oleaginosas formada por triglicerídeos. Apesar de, em princípio, outras partes da planta poderem ser utilizadas na extração de óleo, na prática este é extraído na sua maioria (quase exclusivamente) das sementes. Substância biocompatível. (WIKIPEDIA, 2010). O óleo sintético-mineral é produzido pelo homem, em laboratórios, a partir de derivados de petróleo. São óleos pesados que não apresentam afinidade com a matéria orgânica. (ROSALINE KELY GOMES e MARLENE GABRIEL DAMÁZIO, 2008). COMPOSIÇÃ O Óleos vegetais são produtos ricos em compostos graxos insaturados. A constituição lipídica dos óleos vegetais não é muito variável, entretanto a composição centesimal dos corpos graxos é variável conforme o óleo justificando propriedades determinantes na boa aceitação para uso tópico dos mesmos (CASTILHO, 1986 e CASTRO,1999). Mistura complexa de hidrocarbonetos parafínicos e Naftênicos. BENEFÍCIOS ÆÆ Biocompatível; ÆÆ Deslizamento ÆÆ Permite respiração cutânea; ÆÆ Umectação por oclusão ÆÆ Assimilam a luz solar; ÆÆ Carreadores de ativos cosméticos; ÆÆ Efeitos terapêuticos de acordo com a fonte; ÆÆ Rico em ácidos graxos; ÆÆ Deslizamento; ÆÆ Hidratação; ÆÆ Aumento de EFA´s e diminui o TEWL. R ISCOS Até o presente momento não existe citação de riscos causados pelo óleo vegetal. Não é biocompátivel; Tamponamento dos poros; Tamponamento dos óstios; NUTR IENTES Ácidos graxos - Láurico Acelera o envelhecimento da pele ao encorajar os radicais livres; - Mirístico O óleo mineral contido em formulações cosméticas pode induzir à artrite (Sverdrup -1998); - Palmítico Ação comedogênica – acneica; - Esteárico Repele a água; - Oleico Não permeia no tecido; - Linoleico (Vitamina F); É tóxico para o meio ambiente. - Araquidônico. *** Os ácidos graxos essenciais apresentam uma função imunorreguladora vital no complexo processo bioquímico da manutenção das boas condições da pele. O ácido linoleico, conhecido como vitamina F, é convertido em ácido araquidônico e outros membros dos ácidos graxos da família ômega 6 pela biosintese in vitro. (VANZIN & CAMARGO, 2008). CO N C E I TO S