PESQUISAS / RESEARCH / INVESTIGACIÓN
Participação do companheiro na promoção do aleitamento materno
exclusivo em hospital amigo da criança
Participation fellow in promoting exclusive breastfeeding for baby-friendly hospital
La participación en la promoción del compañero de la lactancia materna exclusiva de Hospital Amigo del Niño
Juliana Peixoto Salvador
Enfermeira especialista em Saúde da Mulher,
enfermeira obstetra, IMIP (Recife), jupsnurse@msn.
com.
Valessa de Lima Ximenes
Especialista em Saúde da Mulher e em Saúde da
Família, enfermeira obstetra, [email protected].
.Rua Desembargador Pires de Castro, 2299 (304) –
Primavera – Teresina – PI. CEP: 64002-902.
Isabela Cristina Menezes da Silva
Enfermeira especialista em Saúde da Mulher, IMIP
(Recife), [email protected].
Maria de Fátima Patu da Silva
Assistente Social, Mestre em Saúde Coletiva e
doutoranda em Ciências Sociais, pesquisadora
da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de
Pernambuco - HEMOPE/CNPq, [email protected].
RESUMO
O leite materno é o alimento mais adequado para o lactente, porém, a interrupção precoce da amamentação continua a ocorrer de maneira significativa. A presença e colaboração do companheiro/
pai têm contribuído de forma positiva no incentivo dessa prática. Este estudo teve como objetivo
verificar a participação do companheiro na promoção do aleitamento materno exclusivo. A metodologia empregada foi quantitativa, exploratória, descritiva e para coleta dos dados utilizou-se um
questionário elaborado, com perguntas fechadas e abertas aplicado durante a consulta de pós-natal
com as puérperas que residiam com seu companheiro. A amostra foi constituída por 191 puérperas.
66% dos seus companheiros referiram apoiar o aleitamento materno exclusivo. Identificou-se que
a participação das puérperas com companheiro em grupo de gestantes e/ou casais grávidos da
gestação atual foi 9,9% e gestações anteriores 13%. A presença do companheiro em palestras no
pré-natal da gestação atual foi 9,9%; em multíparas nas gestações anteriores 3,1%. Este resultado
chama atenção, uma vez que 66% das mulheres entrevistadas relataram apoio do companheiro no
aleitamento materno exclusivo. O reflexo deste aumento no apoio proporcionalmente com o passar
dos anos romperá o modelo tradicional de paternidade, uma vez que o mesmo exerce influência
positiva na duração da amamentação.
Descritores: Aleitamento materno. Paternidade. Período pós-parto.
ABSTRACT
Breast milk is the most suitable food for infants, however, the early cessation of breastfeeding continues to occur significantly. The presence and collaboration of the partner / father have contributed
positively in encouraging this practice. This study aimed to check the participation of the partner in
the promotion of exclusive breastfeeding. The methodology employed was quantitative, exploratory, descriptive and data collection used a questionnaire with open and closed questions applied
during the consultation with the post-natal mothers who lived with her partner. The sample consisted of 191 puerperal women. 66% of his companions said to support exclusive breastfeeding. It
was found that the participation of mothers with a partner in a group of pregnant women and /
or pregnant couples the present pregnancy was 9.9% and 13% in anterior pregnancies. Having a
partner in lectures during the prenatal period of current pregnancy was 9.9%; in multiparous in
the anterior pregnancies 3.1%. This result calls attention, since 66% of women reported partner in
support of exclusive breastfeeding. The reflex of this proportionally with increase in support over
the years will break the traditional model of parenting, since it exercises a positive influence on
breastfeeding duration.
Descriptors: Breastfeeding. Fatherhood. Postpartum period.
RESUMEN
Submissão: 13/04/2010
Aprovação: 26/08/2010
30
La leche materna es el alimento más adecuado para los niños, sin embargo, la interrupción temprana
de la lactancia materna se sigue produciendo de manera significativa. La presencia y la colaboración
de el compañero / padre han contribuido positivamente en el fomento de esta práctica. Este estudio
Revista Interdisciplinar NOVAFAPI, Teresina. v.5, n.1, p.30-36, Jan-Fev-Mar. 2012.
Participação do companheiro na promoção do aleitamento materno exclusivo em hospital amigo da criança
tuvo como objetivo comprobar la participación del socio en la promoción
de la lactancia materna exclusiva. La metodología utilizada fue cuantitativa, exploratorio, descriptivo y la recolección de datos se utilizó un cuestionario con preguntas abiertas y cerradas, aplicado durante la consulta con
las madres después del parto, que vivían con su compañero. La muestra
constó de 191 puérperas. 66% de sus compañeros, dijo apoyar la lactancia
materna exclusiva. Se encontró que la participación de las madres con un
compañero en un grupo de mujeres embarazadas y / o parejas embarazadas el embarazo en curso fue de 9,9% y el 13% de embarazos previos.
Tener un compañero en las clases durante el período prenatal del embarazo actual fue del 9,9%; en los embarazos previos en multíparas 3,1%. Este
resultado llama la atención, ya que 66% de las mujeres asociadas en apoyo
de la lactancia materna exclusiva. El reflejo de esta forma proporcional con
el aumento del apoyo a lo largo de los años va a romper el modelo tradicional de crianza de los hijos, ya que ejerce una influencia positiva sobre la
duración de la lactancia materna.
Descriptores: La lactancia materna. Paternidad. Periodo de posparto.
1
INTRODUÇÃO
O aleitamento materno é parte do processo reprodutivo e tem sido
valorizado como elemento essencial para o desenvolvimento saudável
dos bebês. Tradicionalmente, as sociedades tendem a atribuir às mulheres
a maior responsabilidade pela gestação e criação dos filhos saudáveis, o
que inclui a exigência do aleitamento materno. Porém nos últimos anos,
tem se enfatizado a necessidade de focalizar também os homens como
co-atores em todo processo reprodutivo, sob a perspectiva de que este
ocorre no âmbito das relações de gênero (DUARTE, 2005).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a amamentação seja exclusiva durante os primeiros seis meses de vida do bebê,
devendo começar então a alimentação complementar, mantido, porém, o
aleitamento materno até os dois anos de idade. A amamentação exclusiva
é definida como aquela em que o bebê recebe somente o leite materno,
sem acréscimo de nenhum outro alimento ou líquido, nem mesmo de
água; por aleitamento predominantemente exclusivo entende-se aquele
em que o principal alimento da criança é o leite materno (DUARTE, 2005).
A recomendação para que o bebê receba aleitamento materno
exclusivo nos seis primeiros meses de vida baseia-se nas evidências epidemiológicas das vantagens da amamentação nesse período. Vários estudos
têm demonstrado que o aleitamento exclusivo reduz a mortalidade infantil devido a causas comuns na infância, tais como diarréia e pneumonia;
que as crianças alimentadas com o leite materno normalmente dobram
de peso desde o nascimento até os seis meses e que, além disso, o leite
materno é barato e não corre o risco de ser contaminado com bactérias,
como pode ocorrer com outros leites e mamadeiras. Dados do Ministério da Saúde de 2009 mostram que, no total das crianças analisadas no
estudo realizado, 67,7% mamaram na primeira hora de vida, variando de
58,5% em Salvador/BA a 83,5% em São Luis/MA. A prevalência do aleitamento materno exclusivo - AME - em menores de 6 meses foi de 41,0% no
conjunto das capitais brasileiras e DF (BRASIL, 2009).
A construção social do aleitamento materno tem estabelecido que
se trata de prática natural e instintiva para as mulheres, razão pela qual os
programas de incentivo à amamentação investem intensamente sobre o
dever das mulheres amamentarem, cumprindo, assim, uma função social.
Uma vez que amamentar é tido como função das mulheres, tende-se a
Revista Interdisciplinar NOVAFAPI, Teresina. v.5, n.1, p.30-36, Jan-Fev-Mar. 2012.
excluir os homens de responsabilidade quanto ao sucesso ou fracasso
dessa ação. Entretanto, mesmo diante dessa inviabilidade, no contexto das
relações sociais de gênero precisa-se considerar que os homens podem
exercer forte influência sobre a decisão das mulheres amamentarem os
filhos, por meio de uma atitude moralizadora e imperativa ou ao procurar
exercer controle sobre elas para assegurar que preencham os requisitos
necessários ao sucesso na amamentação (MOREIRA; NAKANO, 2002).
Nas últimas duas décadas, a participação masculina nas diversas
etapas do processo reprodutivo tem recebido grande ênfase, razão pela
qual se multiplicaram estudos com enfoque sobre os homens no contexto
da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos (DUARTE, 2005).
A importância de compreender este envolvimento partiu de evidências científicas que comprovam como o pai pode influenciar na decisão da mulher de amamentar ou não seu filho (SILVEIRA; LAMOUNIER,
2006). Além disso, este tema ainda é pouco explorado no Brasil, uma vez
que as pesquisas tem se debruçado sobre o binômio mãe e filho, negligenciando muitas vezes o pai.
A relevância deste estudo está em apresentar os resultados da
participação do companheiro da puérpera no estímulo ao Aleitamento
Materno Exclusivo (AME) visando reestruturar as orientações oferecidas ao
casal e escolha do momento ideal para início das orientações. Tendo em
vista que, a prática do aleitamento com incentivo em especial do companheiro ou de qualquer membro familiar, favorece o vínculo afetivo mãe-filho, contribui para a realização da maternidade e trás benefícios para
a criança reduzindo muitas doenças na infância e consequentemente a
morbimortalidade perinatal.
Diante do exposto o estudo tem como objetivo geral: verificar a
participação do companheiro na promoção do Aleitamento Materno Exclusivo entre puérperas atendidas no pós-natal de um Hospital Amigo da
Criança, e como objetivos específicos, caracterizar o perfil sócio-demográfico, gestacional e obstétrico das puérperas que residem com companheiro e verificar se a puérpera reconhece a importância da participação de
seu companheiro no apoio ao aleitamento materno.
3
METODOLOGIA
3.1 Caracterização do Desenho do Estudo
Trata-se de um estudo do tipo descritivo, exploratório no qual foram utilizados os pressupostos do método quantitativo.
3.2 Local de Referência do Estudo
A pesquisa foi realizada no ambulatório de consulta de enfermagem pós-natal do Hospital Barão de Lucena (HBL), que é um dos Hospitais
Amigo da Criança na cidade do Recife - PE. Integrado ao Sistema Único
de Saúde (SUS), hospital terciário de grande porte, possuindo atualmente uma área construída de 28.784m2 é referência para o atendimento de
gestantes/parturientes de alto risco, desempenha desde a promoção de
serviços básicos de saúde até atenção de alta complexidade, como também atividades de ensino e pesquisa.
3.3 População e Período do Estudo
A amostra do estudo foi composta por 191 puérperas que tiveram
seu parto realizado no Hospital Barão de Lucena e retornaram ao serviço
31
Salvador, J. P.; et al.
para realização da consulta puerperal no período de agosto a outubro de
2009.
3.4 Aspectos Éticos
O protocolo de pesquisa foi autorizado pela Diretoria Clínica do
Hospital Barão de Lucena e submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa
do Hospital Agamemnom Magalhães e aprovado em 30 de Abril de 2009.
Seguindo os princípios da Declaração de Helsinque e da Resolução nº
196/96 sobre pesquisa envolvendo seres humanos (BRASIL, 1996).
No segundo momento, foi solicitada às puérperas que concordaram em participar da pesquisa a assinatura do Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido, assim como, explicado os objetivos do estudo e as repercussões do processo investigativo, assegurando, entre outros, o sigilo
das informações em toda a etapa do processo, inclusive a divulgação dos
resultados.
3.5 Instrumento para a Coleta de Dados
A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário, com
perguntas fechadas e abertas, Este questionário foi aplicado durante a
consulta de pós-natal com as puérperas que residem com companheiro,
visto que tratou especificamente em obter as informações gestacionais,
obstétrica, sócio-demográficas, étnicas, bem como questões referentes à
participação do companheiro na promoção do AME.
3.6 Processamento e Análise dos Resultados
Foi realizada uma análise estatística de frequência e os dados da
pesquisa foram digitados e processados utilizando-se o software Excel
2007 apresentados na forma de tabelas e figuras e discutidos considerando o referencial teórico que aborda a temática.
4
RESULTADOS E DISCUSSÕES
As puérperas entrevistadas foram 191, 90 (47,1%) estavam no intervalo entre 20 - 30 anos e 4 (2,1%) acima de ≥ 40 anos. Tal fato pode
significar pouco relevante na prática de amamentar, uma vez que nesta
faixa etária a maturidade fisiológica e emocional está mais atingida entre
essas mulheres.
As adolescentes, por sua vez, aliam muitas vezes sua própria insegurança e falta de confiança em si mesma, para prover a alimentação para
o seu bebê, à falta de apoio das próprias mães ou familiares mais próximos,
ao egocentrismo próprio dessa idade e aos problemas com a autoimagem, alcançando, frequentemente, um menor índice de aleitamento (GIGANTE; VICTORA; BARROS, 2000).
Alguns autores consideram não haver uma associação significativa
entre a idade materna e a duração do aleitamento materno, outros, por
sua vez, verificam que os filhos daquelas mães com mais idade mamam
por mais tempo, exclusiva ou parcialmente, em relação aos filhos das mães
mais jovens, especialmente quando estas tinham maior número de filhos
e/ou história pregressas de sucesso em aleitamento materno (LIMA; OSÓRIO, 2003).
Com relação aos anos de estudo 76 (39,8%) possuíam menos que
oito anos de estudo e outros 115 (60,2%) mais que oito anos de estudo. No
32
que se refere ao grau de instrução materna, esse fator afeta a motivação
para a amamentação.
Em muitos países desenvolvidos, mães com maior grau de instrução tendem a amamentar por mais tempo, talvez pela possibilidade de
um maior acesso a informações sobre as vantagens do aleitamento materno. Já em países em desenvolvimento, as mães de classes menos favorecidas, também menos instruídas, frequentemente não casadas, começam
o pré-natal mais tarde e, consequentemente, se preocupam em decidir
sobre a forma do aleitamento também mais tarde (ESCOBAR et al. 2002).
No Brasil, ainda são poucos os estudos que incluem o pai no processo da amamentação. No entanto os que existem destacam a influência dos anos de estudo do casal na duração do aleitamento materno e
mostram que as camadas de nível sócio econômico mais elevado estão
realizando a amamentação por tempo mais prolongado. Esses mesmos
estudos ainda esclarecem que, em áreas urbanas, à família tende a se isolar
de outros parentes, diante deste isolamento, a participação do pai nessa
prática, se torna mais necessária (FAGERSKIOLD, 2008).
Quanto à ocupação 121 (63,3%) são do lar e outras 26 (13,6%) possuíam emprego fixo. Desta forma, neste grupo estudado os valores culturais continuam persistentes, onde grande parte das mulheres acredita
que devem permanecer em seus lares, ocupando-se apenas com tarefas
domésticas e com a criação dos filhos.
Em relação ao trabalho materno, de modo geral, o mesmo não se
apresenta como empecilho específico ao aleitamento, porque a maioria
das mães não trabalha fora ou deixa de fazê-lo após o nascimento de seus
bebês. Por outro lado, alguns autores referem que o trabalho materno só
não é empecilho se houver condições favoráveis à manutenção do aleitamento, como, por exemplo, respeito à licença gestante, creche ou condições para o aleitamento no local e horário do trabalho (FALEIROS; TREZZA;
CARANDINA, 2006).
Das 191 puérperas entrevistadas 102 (53,4%) eram primíparas e outras 89 (46,6%) eram multíparas. Daquelas que tinham mais de 1 filho, 49
(55,1%) teve amamentação exclusiva de gestações anteriores, enquanto
que 40 (44,9%) não tiveram.
A influência da paridade materna na decisão pelo tipo de aleitamento é um fator bastante discutível na literatura, com alguns estudos
sugerindo que as primíparas, ao mesmo tempo em que mais propensas a
iniciar o aleitamento, costumam mantê-lo por menos tempo, introduzindo mais precocemente os alimentos complementares, parecendo haver
para as multíparas uma forte correlação entre o modo como seus filhos
anteriores foram amamentados e como este último o será (BERRA et al.
2003).
Das 49 puérperas que referiram amamentar exclusivamente 29
(59,2%) ofereceram somente leite materno a suas crianças por 6 meses
enquanto 20 (40,8%) ofereceram somente leite materno a suas crianças
por mais de 6 meses.
A recomendação atual é que os neonatos e crianças sejam amamentados exclusivamente até os seis primeiros meses de vida, continuando com o aleitamento até dois anos ou mais. Das puérperas que tiveram
mais de 1 filho, a amamentação exclusiva de seis meses ocorreu em 55,1%
e as demais 44,9% não amamentaram exclusivamente.
De acordo com o Ministério da Saúde (2009) a prevalência do AME
em menores de 6 meses foi de 41% no conjunto das capitais brasileiras. E
interessante observar que o comportamento desse indicador é bastante
heterogêneo entre as regiões e capitais brasileiras. A região Norte foi a que
apresentou maior prevalência desta pratica (45,9%), seguida da CentroRevista Interdisciplinar NOVAFAPI, Teresina. v.5, n.1, p.30-36, Jan-Fev-Mar. 2012.
Participação do companheiro na promoção do aleitamento materno exclusivo em hospital amigo da criança
-Oeste (45,0%), Sul (43,9%) e Sudeste (39,4%), com a região Nordeste
apresentando a pior situação (37,0%).
O resultado encontrado foi relevante porque na maioria dos estudos, apesar das ações de incentivo à amamentação, tal prática se desenvolve de forma lenta. Muitas mulheres continuam não amamentando ou
amamentando por pouco tempo, desconsiderando as orientações técnicas do aleitamento materno.
TABELA 1- Distribuição de frequência quanto aos dados do pré-natal e orientação sobre aleitamento materno das puérperas atendidas no
ambulatório de pós-natal do HBL, no período de agosto a outubro de 2009.
Fonte: Pesquisa direta
A tabela 1 mostra 189 (98,9%) das puérperas realizaram pré-natal.
Destas, 148 (78,3%) realizaram mais de 6 consultas de pré-natal e 131
(69,3%) realizaram o pré-natal em outro serviço. O fato da maioria das mulheres terem feito pré-natal é de suma importância uma vez que, a maior
parte das gestantes está se preocupando em comparecer aos serviços de
saúde na busca de uma adequada assistência aos seus filhos e a elas mesmas, favorecendo o acesso delas as informações acerca do aleitamento
materno exclusivo.
A assistência pré-natal exerce ação apreciável no aumento da secreção láctea, pois nesta ocasião, tem-se a oportunidade de observar os
princípios dietéticos da mãe, melhorando a sua saúde e do feto, e consequentemente aumentando a capacidade de amamentar; e são durante
esse período que a mãe deve receber orientação quanto aos cuidados
com as mamas, correções de anomalias de conformação dos mamilos e
preparação psicológica da gestante e de seus familiares, ressaltando as
virtudes do aleitamento materno (COSTA, 2007).
Na prática à assistência à saúde das gestantes, puérperas e recém-nascidos, observa-se que, de modo geral o marido ou o pai da criança
não participa diretamente das orientações que as esposas recebem sobre
a amamentação, durante as consultas de assistência pré-natal ou grupo
de gestantes, como também na internação, para o parto, puerpério e puericultura.
Revista Interdisciplinar NOVAFAPI, Teresina. v.5, n.1, p.30-36, Jan-Fev-Mar. 2012.
Na realidade o foco de atenção, para as orientações, quando oferecidas pela equipe de saúde, é apenas direcionado à mulher, sendo o homem excluído dessas situações e, portanto, privado da oportunidade de
adquirir ou aprofundar conhecimentos sobre a amamentação (PONTES;
ALEXANDRINO; OSÓRIO, 2008).
Na tabela 1 com relação às orientações do aleitamento materno no
pré-natal da gestação atual 99 (52,4%) referiram ter recebido orientação
sobre aleitamento materno durante o pré-natal, enquanto 90 (47,6%) relataram não receber orientação sobre aleitamento materno no pré-natal.
Das 89 mulheres que tiveram mais de uma gestação, 54 (60,7%) relatam
ter recebido orientação sobre aleitamento materno no pré-natal de gestações anteriores, enquanto 27 (30,3%) não receberam orientação alguma e
8 (9,0%) não lembram ter recebido orientação.
O acompanhamento pré-natal e o período pós-parto são excelentes oportunidades para as mulheres aumentarem seus conhecimentos
com relação à amamentação. Entretanto, alguns estudos revelam muitas
das mães que recebem assistência pré-natal não é informada quanto ao
aleitamento materno. Além disso, a avaliação do Programa Nacional de
Incentivo ao Aleitamento Materno revelou a falta de orientação sobre
amamentação nas maternidades (PONTES; ALEXANDRINO; OSÓRIO, 2008).
A participação do pai no Pré-Natal, ao lado da mãe, é importante
para que ele possa tomar conhecimento, junto com ela, das modificações
que estão ocorrendo em seus organismos durante o processo gravídico e
compreender as alterações físicas e emocionais de ambos. A paternidade
e a maternidade estão sempre em desenvolvimento num processo contínuo de aprendizagem (BRANDER, 2000).
O setor da saúde deve estar aberto para as mudanças sociais que
vem ocorrendo com o homem-pai na sociedade e cumpra de maneira
mais ampla o seu papel de educador e promotor de saúde, enfocando
no processo aprendizado não apenas a gestante, mas seu companheiro
e familiares.
O sucesso e a manutenção da amamentação dependem das condutas seguidas, envolvendo profissionais, puérperas e demais familiares.
Inúmeras são as dificuldades encontradas na prática da amamentação,
dentre elas destacam-se: falhas no processo de orientação e preparo oferecido pelos profissionais da saúde falta de incentivo do governo e/ou
empresas privadas, sejam eles, sociais, ocupacionais, por falta de conhecimento e de apoio, entre outros. Tais fatores isolados ou associados fazem
com que as lactantes não amamentem seus filhos até o mínimo de tempo
proposto pela OMS.
Desta maneira, o melhor período para inserir o pai no processo da
amamentação deve ser nas consultas durante o pré-natal. O casal teria
todos os esclarecimentos sobre o aleitamento materno e, desta forma, o
homem compreenderia os benefícios do leite materno. Portanto, poderia
então apoiar a mulher, dando suporte emocional e ajuda para superar as
crises ou dificuldades durante o aleitamento, fazendo com que o pai se
sinta integrante deste período, em que a mãe e o recém-nascido desenvolvam relação afetiva especial (PONTES; ALEXANDRINO; OSÓRIO, 2008).
Das puérperas entrevistadas, 97 (50,8%) foram submetidas ao parto vaginal, outros 1 (0,5%) parto vaginal com aplicação de fórceps e 93
(48,7%) parto por operação cesariana. Atualmente o parto vaginal vem
sendo incentivado e encarado de forma mais humanizada, pois é fato que
o mesmo é um mecanismo fisiológico das mulheres onde proporciona
inúmeros benefícios às mesmas.
Quanto ao tipo de parto, parece haver maior facilitação para o estabelecimento da lactação mais precoce e efetiva no parto vaginal, uma
33
Salvador, J. P.; et al.
vez que não há o fator dor incisional ou o efeito pós-anestésico da cesárea, dificultando, portanto, as primeiras mamadas. No parto normal, o
primeiro contato mãe-filho ocorre mais precocemente, enquanto que na
cesárea, dificilmente a criança vai até a mãe antes das primeiras seis horas
pós-parto, propiciando a introdução de fórmula láctea ou glicose para o
recém-nascido já no berçário em mamadeira (CARVALHO, 2003).
A preocupação em relação à evolução da gravidez está constantemente presente nos homens e ela se acentua no início do trabalho de parto. Entretanto, nem sempre os homens chegam a compartilhar este tipo
de vivência com outras pessoas. Independentemente do tipo de experiência vivido, o fato é que os homens passam a ter mais respeito em relação
às mulheres quando eles participam ativamente da experiência do parto.
Sendo assim, não houve diferença significativa quanto à incidência da amamentação conforme o tipo de parto. Excluir o pai do processo
da amamentação acarreta fragilidade no desenvolvimento da prática do
amamentar. Estes comportamentos podem ser produtos do processo histórico, social e cultural da paternidade, os quais foram internalizados pela
sociedade até os dias de hoje, responsabilizando apenas a mulher o que
é necessário reverter esta situação para aumentar a durabilidade do AME.
TABELA 2- Distribuição de frequência quanto à participação do
casal em grupo de gestantes ou “casais grávidos” durante o pré-natal das
puérperas atendidas no ambulatório de pós-natal do HBL, no período de
agosto a outubro de 2009.
mulher e de seu companheiro de acolher e cuidar paternalmente e maternalmente do filho que vai nascer.
A psicologia pré-natal, com seus estudos avançados, tem demonstrado claramente a importância para o feto do contato precoce com a
figura paterna. Quanto mais cedo o vínculo é formado, tanto pelo contato físico no ventre da mulher quanto pela emissão de palavras, maiores
benefícios emocionais trarão após o nascimento, pois o bebê necessita
tanto dos cuidados maternos quanto dos paternos (HOTIMSKI; ALVARENGA, 2002).
TABELA 3- Distribuição de frequência quanto à participação das
puérperas e do companheiro em palestras sobre aleitamento materno durante o pré-natal das puérperas atendidas no ambulatório de pós-natal do
HBL, no período de agosto a outubro de 2009.
Fonte: Pesquisa direta
Fonte: Pesquisa direta
Conforme tabela 2 à participação das puérperas com o companheiro em grupo de gestantes da gestação atual, 19 (9,9%) frequentaram
o mesmo enquanto que outros 172 (90,1%) não frequentaram. Relacionando as 89 mulheres que tiveram mais de uma gestação, 12 (13,5%) participaram de grupo de gestantes com o companheiro e 77 (86,5%) não
participaram do grupo.
As atividades grupais com gestantes e seus acompanhantes criam
oportunidades para a troca de conhecimentos e experiências, expressão
de sentimentos, medos e dúvidas que surgem no cotidiano da mulher,
contribuindo para melhor adaptação a nova fase. Na convivência grupal,
há possibilidade de geração de conhecimentos, troca de vivências e de
narrativas. Segundo Alves (2004), com a verbalização das situações ocorridas em suas vidas, os envolvidos no processo de nascimento podem superar suas meras narrativas, aprendendo ainda mais com as experiências
e, assim, capacitarem-se para atuar de forma criativa, superar dificuldades
e reinventar a vida cotidiana, a partir das trocas e da participação crítica.
Dessa forma, o grupo de gestantes ajuda a consolidar a capacidade da
34
A tabela 3 mostra que 75 (39,3%) das puérperas participaram de
palestras sobre aleitamento materno durante o pré-natal desta gestação
enquanto que 116 (60,7%) não participaram de palestras sobre aleitamento materno da gestação atual.
Das puérperas com mais de um filho, 30 (33,7%) participaram de
palestras sobre aleitamento materno durante o pré-natal das gestações
anteriores e 59 (66,3%) não participaram.
Foi evidenciado no estudo o percentual de mulheres que frequentam as palestras de aleitamento materno foi pequeno comparando-se
ao total de mulheres entrevistadas. O amamentar gera conflitos, dúvidas,
insegurança e esta ação é uma maneira de ampliar os conhecimentos da
mulher facilitando assim o sucesso da amamentação. As principais falhas
na atenção pré-natal, em relação ao preparo para a futura amamentação,
se relacionaram com a pouca efetividade na comunicação estabelecida
entre as gestantes e os profissionais de saúde, uma maneira de aumentar
a frequência de mulheres nesta ação educativa seria busca ativa pelos próprios profissionais de saúde que prestam serviço nas comunidades.
Quanto à participação dos companheiros em palestras sobre aleitamento materno no pré-natal da gestação atual 172 (90,1%) não participaram. Com relação à gestação anterior 84 (94,4%) dos companheiros não
frequentaram a palestras sobre aleitamento materno (Tabela 3).
Programas de educação em saúde são medidas efetivas que poRevista Interdisciplinar NOVAFAPI, Teresina. v.5, n.1, p.30-36, Jan-Fev-Mar. 2012.
Participação do companheiro na promoção do aleitamento materno exclusivo em hospital amigo da criança
dem exercer papéis positivos na prática do aleitamento materno. Em estudo elaborado por Ryser (2004), de intervenção com medidas educativas,
verificou-se uma redução nas atitudes negativas em relação à amamentação. Isso pode ser um indicativo de que as intervenções realizadas desde
cedo podem exercer mais efeitos positivos do que intervenções pós-parto.
Nota-se que as palestras educativas sobre aleitamento materno
que são incentivadas no início da gestação, estão sendo pouco frequentadas pelos companheiros das mulheres. Estas ações são mais úteis e eficazes quando há a participação de pessoas que convivem no ambiente
social da mulher, tais como o pai, a avó da criança ou amigas íntimas, e que
exercem influência na decisão de amamentar, especialmente das mães
adolescentes, inseguras e inexperientes. Os pré-natalistas precisam buscar
formas de incentivo para aumentar a participação dos companheiros já
que facilita no apoio ao AME.
ser muito importantes, sendo o companheiro a pessoa de maior peso nesses diferentes tipos de apoio.
Analisando esses estudos, pode-se dizer que seria importante aumentar a informação aos pais sobre as vantagens do aleitamento materno
e do seu real significado, iniciando-se esse processo educativo no programa pré-natal, ou seja, promover campanhas que incentivem o companheiro a participarem do mesmo. Isso ajudaria não só os pais a optarem
mais pelo aleitamento materno, como também, a manejar melhor a nova
situação do casal promovendo, inclusive, satisfação e sucesso no aleitamento.
Figura 1- Distribuição de frequência quanto ao sentimento identificado relacionado ao companheiro sobre aleitamento materno exclusivo
das puérperas atendidas no ambulatório de pós-natal do HBL, no período
de agosto a outubro de 2009.
TABELA 4- Distribuição quanto ao planejamento em amamentar
seu filho durante a gestação atual das puérperas atendidas no ambulatório de pós-natal do HBL, no período de agosto a outubro de 2009.
Fonte: Pesquisa direta
Fonte: Pesquisa direta
A amamentação é um processo amplo que não se inicia com o nascimento da criança, mas a partir do momento em que o casal se descobre
grávido. Na tabela 6, 182 (95,3%) das puérperas planejavam amamentar
seu filho durante a gestação e 102 (56,0%) planejaram amamentar seu
filho com incentivo do companheiro.
A ausência paterna no envolvimento na amamentação, desde a
gestação, talvez seja decorrente do processo cultural que determina as
atribuições femininas e masculinas, as quais excluem o homem das fases
da saúde reprodutiva. Para algumas mulheres, a decisão de amamentar
acontece durante a gestação. Ela sofre influência dos companheiros, que,
quando bem orientados e sensibilizados da sua importância, podem ser
aliados significativos para essa prática.
Ainda são poucos os homens que vêem a criação dos filhos como
dever do casal. Sua colaboração, muitas vezes, restringe-se à manutenção
econômica do lar.
Várias pesquisas sustentam que o apoio e suporte familiar, principalmente do marido e da mãe, são fatores importantes na escolha da
alimentação da criança. A presença e ajuda do marido em casa colaboram
positivamente para a prática do aleitamento. Além disso, a aprovação e as
atitudes do esposo em relação ao aleitamento materno são consideradas
pelas mulheres na decisão de amamentar ou não (COSTA, 2007).
Das puérperas examinadas, 126 (66,0%) referiram ter apoio do
companheiro no AME. O fato das mães terem uma união estável e o apoio
de outras pessoas, especialmente do marido ou companheiro, parece
exercer uma influência positiva na duração do aleitamento materno. Tanto
o apoio social e econômico, como o emocional e o educacional parecem
Revista Interdisciplinar NOVAFAPI, Teresina. v.5, n.1, p.30-36, Jan-Fev-Mar. 2012.
Na figura 1, 170 (89%) das puérperas relataram que seus companheiros passam sentimentos positivos, ou seja, incentivam o aleitamento
materno, enquanto 21 (11%) passam sentimentos negativos não incentivam o AME.
Na atualidade, o discurso é a busca do “novo pai”, que rompe o
modelo tradicional de paternidade, desenvolvendo sentimentos afetivos
e de vínculo que favorecem a construção do trinômio pai-mãe filho (a).
Esses sujeitos sociais afastam-se do modelo tradicional de homens rígidos
e distantes ao compartilhar da experiência que é vivida no corpo da companheira. Essa aproximação com o filho, já na gravidez, vem sendo buscada especialmente pelos homens jovens, delineando-se um modelo de pai
que rompe estereótipos patriarcais. Esse novo pai participa da gravidez,
compartilhando as alegrias do nascimento e as tarefas diárias outrora reservadas culturalmente e exclusivamente às mulheres (CARVALHO, 2003).
Pontes, Alexando e Osório (2008), relatam que o comportamento
do companheiro diante da vivência do amamentar é emoldurado por sentimentos de felicidade, alegria, amor, afeto, carinho, prazer, emoção, orgulho, entre outros. O pai tem sido apontado como uma pessoa importante
no sentido de apoiar ou desestimular a mulher, em relação à amamentação. Ele pode sentir relações negativas diante da amamentação, como distância da mulher, ciúme e privação de vínculo mais estreito com o bebê.
Estudos demonstram ainda que a maioria dos pais não sabe como
dar apoio à amamentação, pela falta de conhecimento do assunto. Portanto existe a necessidade de se preparar melhor esses homens para um
novo papel de suporte na amamentação do filho, evitando a perpetuação
da representação da sexualidade masculina dissociada dos cuidados com
esta prática (CARVALHO, 2003).
A presença e ajuda do marido em casa colaboram positivamente
para a prática do aleitamento. Além disso, a aprovação e as atitudes do esposo em relação ao aleitamento materno são consideradas pelas mulheres na decisão de amamentar ou não. Neste estudo os sentimentos mais
significativos foram os positivos, ou seja, onde há apoio no amamentar
35
Salvador, J. P.; et al.
gera afeto, presença e onde não há gera repulsão confirmando a citação
dos estudos relatados anteriormente.
5
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Observou-se no estudo que mesmo a maioria das puérperas referindo apoio de seus companheiros no aleitamento materno exclusivo, a
participação deste ainda é baixa, 55% das puérperas amamentaram exclusivamente em gestações anteriores.
A amamentação declina consideravelmente ao longo das semanas
pós-parto, demonstrando que esta não é uma prática simples, nem instintiva da mulher. Portanto, esta precisa de uma rede de apoio em que o
parceiro deva estar inserido e o profissional de saúde que presta assistência pré-natal, para orientar o aleitamento materno exclusivo desde o início
da gestação, convocando sempre o companheiro da mulher, uma vez que
este passa a maior parte do tempo convivendo com a mesma.
A importância da participação do companheiro em apoiar a
puérpera no incentivo ao aleitamento materno foi confirmada na pesquisa, o percentual de sentimento identificado com maior frequência foram
sentimentos positivos (89%) que confortam e estimulam a puérpera na
amamentação. A nutriz precisa do apoio, compreensão, amor, respeito de
seu companheiro no ato de amamentar. Cabe ao companheiro dar apoio
e compreensão principalmente no início, pois a harmonia do trinômio pai-mãe-filho favorece a amamentação.
REFERÊNCIAS
ALVES, V. S. Educação em saúde e constituição de sujeitos:
desafios ao cuidado no Programa da Saúde da Família. 2004.
1.v. 192. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva). Programa de Pós
Graduação em Saúde Coletiva do Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2004.
BERRA, S. et al. Correlates of breastfeeding duration in an urban cohort
from Argentina. Acta Paediatr, Estocolmo, v. 92, n. 8, p. 952 - 957, out.
2003. BRANDER, O. S. Enfermagem materno-infantil. 2. ed. Tradução de Carlos Henrique Cosendey. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2000.
BRASIL. II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno
nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal. Ministério da Saúde/
Secretaria de Atenção a Saúde. Brasília, 2009.
______. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Diretrizes
e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos:
Resolução nº 196/96. Brasília, 1996.
CARVALHO, M. L. M. Participação dos pais no nascimento em maternidade pública: dificuldades institucionais e motivação dos casais. Cad.
Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 19, n 2, p. 389 - 398, 2003. Suplemento. Disponível em: http://www.scielosp.org/pdf/csp/v19s2/a20v19s2.pdf.
Acesso em 12 maio 2011.
COSTA, C. R. Representação do papel do pai no aleitamento
materno. 2007. 132. Dissertação (Mestrado em Nutrição Clínica). Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, Universidade do Porto, 2007.
FALEIROS, F. T. V.; TREZZA, E. M. C.; CARANDINA, L. Aleitamento materno:
fatores de influência na sua decisão e duração. Rev. Nutr. Campinas, v.
19, n. 5, p. 623-630, out. 2006.
FAGERSKIOLD, A. A. Change in life as experienced by first-time fathers.
Scandinavian Journal of Caring Sciences, v. 22, n. 1, p. 64 -71,
mar. 2008.
GIGANTE, D. P.; VICTORA, C. G.; BARROS, F. C. Nutrição materna e duração
da amamentação em uma coorte de nascimento de Pelotas, RS. Rev.
Saúde Pública, São Paulo, v. 34, n. 3, p. 259-265, jun. 2000.
HOTIMSKI, S. N.; ALVARENGA, A. T. A. Definição do acompanhante no
parto: uma questão ideológica. Estudos feministas, Ribeirão Preto, v.
10, n. 2, p. 461 - 481, jul.-dez. 2002.
LIMA, T. M.; OSÓRIO, M. M. Perfil e fatores associados ao aleitamento materno em crianças menores de 25 meses, da Região Nordeste do Brasil. Rev.
Bras. Saúde Mater. Infant, Recife, v. 3, n. 3, p. 305-314, jul.- set. 2003.
MOREIRA, K. F. A.; NAKANO, M. A. S. Aleitamento Materno: instintivo?
Natural? O paradigma biológico X os direitos reprodutivos em discussão.
Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v.55, n. 6, p 685-690,
nov.-dez. 2002.
PONTES, C. M.; ALEXANDRINO, A. C.; OSÓRIO, M. M. Participação do pai
no processo da amamentação: vivências, conhecimentos, comportamentos e sentimentos. Jornal de Pediatria, Porto Alegre, v. 84, n.
4, 357-364, jul.-ago. 2008. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=S002175572008000400012&lang=pt.
Acesso em 22 set 2010.
DUARTE, G.A Vivências de casais com o aleitamento materno
do primeiro filho. 145 f. São Paulo. Tese (Doutorado em Tocoginecologia). Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Estadual de Campinas.
Campinas, 2005.
RYSER, F.G. Breastfeeding Attitudes, Intention, and Initiation in Low-Income Women: the Effect of the Best Start Program. J. Hum. Lact, Texas,
v. 20, n. 3, p. 300-305, ago. 2004.
ESCOBAR, A. M. U. et al. Aleitamento materno e condições socioeconômico-culturais: fatores que levam ao desmame precoce. Rev. Bras.
Saúde Mater. Infant, Recife, v. 2, n. 3, p. 253-261, set.-dez. 2002.
SILVEIRA, F. J. F.; LAMOUNIER, J. A. Fatores associados à duração do aleitamento
materno em três municípios na região do Alto Jequitinhonha, Minas Gerais,
Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 22, n. 1, p. 69 - 77, jan. 2006.
36
Revista Interdisciplinar NOVAFAPI, Teresina. v.5, n.1, p.30-36, Jan-Fev-Mar. 2012.
Download

Texto em PDF