Inovação em Micro e Pequenas Empresas: Uma Visão dos
Agentes Locais de Inovação do Sebrae em Aracaju - SE.
Margareth de Souza Costa 1
Maria Elena Leon Olave2
Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo identificar as razões que levam às micro e
pequenas empresas (MPE´s) à busca pela inovação, sob a ótica dos Agentes Locais de
Inovação do Sebrae na cidade de Aracaju/SE. Para tanto, a pesquisa foi caracterizada como
exploratória e descritiva, pois teve o intuito de entender como e vista a inovação por parte dos
Agentes Locais de Inovação, assim como também identificar as razões econômicas,
tecnológicas e sociais que levam as mesmas a procurar pela inovação. Foi realizada uma
survey, com a aplicação de um questionário com 20 perguntas, abordando o perfil dos
entrevistados, as razões tecnológicas, econômicas e sociais para à procura por inovação e a
caracterização da inovação. A pesquisa foi respondida por um total de 17 Agentes Locais de
Inovação. Os resultados da pesquisa apontaram como razões para inovar: a busca por aumento
do lucro, a exigência de atualização tecnológica por parte do mercado, o aumento da
concorrência, e a percepção de novas oportunidades de negócios.
Palavras-chave: Agentes Locais de Inovação. Inovação. Micro e pequenas empresas. Sebrae.
1 INTRODUÇÃO
As empresas de pequeno porte têm um papel fundamental para a geração de emprego e de
renda em qualquer país e, com isso, para o desenvolvimento econômico. Essas empresas
dependem cada vez mais da capacitação tecnológica e da geração de inovações para garantir a
sua sobrevivência e seu sucesso. Assim sendo, a capacitação tecnológica e a geração de
inovações devem ser entendidas como artifícios importantes que garantem a sobrevivência e o
sucesso desse tipo de empresas.
Na visão do Sebrae - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (2010), a
inovação é a principal ferramenta de competitividade de uma empresa, portanto a empresa
que não inova está direcionada à estagnação e, ao longo do tempo, a perder seu poder de
competição.
Pode-se dizer que há uma estreita relação entre inovação e competitividade, pois estas estão
atreladas a maior fluxo de bens, capitais, serviços e conhecimentos (CARON, 2004). A
inovação é uma ferramenta importante, porque ela se baseia em conhecimento, e as empresas
que inovam costumam crescer frequentemente, mais do que aquelas que não inovam.
1
2
Graduada em Administração. Universidade Federal de Sergipe. e-mail:[email protected]
Doutora em Engenharia de Produção. Universidade Federal de Sergipe. e-mail: [email protected]
1 Apesar da grande importância das pequenas empresas na economia nacional, aparentemente,
ainda estas empresas apresentam uma baixa capacidade para inovar e competir no mercado
globalizado (SEBRAE,2008).
Como forma de estímulo ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas (MPE´s), foi
criado o Projeto ALI (Agentes Locais de Inovação) promovido pelo Sebrae Nacional. Esse
projeto, segundo o Sebrae (2008), tem como finalidade promover a inovação nas empresas de
pequeno porte, por meio de assessoria dada por agentes com perfil multidisciplinar, que
facilitem a busca de soluções e respostas às demandas de cada empresa atendida, no que diz
respeito a seu desenvolvimento econômico- financeiro, estrutural, de serviços e de processos
produtivos.
Para Tether (2003) e Sebrae (2008) o atendimento fornecido às micro e pequenas empresas
(MPE´s) por parte de órgãos governamentais, favorece sua capacidade competitiva, trazendo
benefícios à comunidade, da qual faz parte, colaborando também para a sustentabilidade
ambiental e social.
Este projeto de pesquisa teve como objetivo identificar o perfil das pessoas que atuam como
Agentes Locais de Inovação (ALIs) no Sebrae- Aracaju, além de identificar quais as razões
econômicas, tecnológicas, e sociais que levam as pequenas empresas a inovar, assim como
fazer uma caracterização do que significa inovação para os MPE’s em Sergipe, sempre sob a
ótica dos ALIs.
2 INOVAÇÃO E A EMPRESA DE PEQUENO PORTE
A inovação é um conceito muito abordado no meio acadêmico e empresarial, uma vez que, as
contínuas mudanças nas economias, obrigam as empresas de qualquer porte a procurar por
melhores alternativas para suprir as necessidades do mercado, cada vez mais exigente. A
literatura aborda diversos conceitos sobre inovação, alguns deles são apresentados a seguir:
Para Barbieri (1997), a inovação é um novo processo produtivo ou modificação no mesmo,
mudanças no produto ou substituição por outro com as mesmas funções e/ou acrescidas de
outras, geração de novos produtos e novos produtos advindos de novas tecnologias. Na visão
de Dougherty (1996), a inovação pode envolver o significado de novos clientes, novos usos,
nova estrutura de manufatura, nova logística, nova tecnologia de produto ou qualquer
combinação desses elementos. Para Drucker (1998), a inovação é a aplicação do
conhecimento para a produção de novos conhecimentos. Enquanto que para Mayo (2003), a
inovação é uma forma de constante aperfeiçoamento. E na visão de Mort et al (2003), a
inovação é uma aquisição de conhecimento e processo de integração.
Segundo Quandt (2009), a inovação representa a possibilidade de um desenvolvimento
diferenciado e, especificamente, responde por aumentos na produtividade e pela oportunidade
de novos patamares de vantagem competitiva, sendo a capacidade inovadora, portanto, um
elemento crucial para a avaliação do potencial de um setor da economia.
Para Shumpeter (1997), a inovação é entendida como o conjunto de novas funções evolutivas
que alteram os métodos de produção, criando novas formas de organização do trabalho e, ao
2 produzir novas mercadorias, possibilita a abertura de novos mercados mediante a criação de
novos usos e consumos.
Para Tether (2003), a inovação é um dos principais impulsionadores da produtividade,
constatando que há evidências de que as empresas inovadoras têm maior desempenho e
crescem mais rapidamente que aquelas que não utilizam práticas de inovação. Este autor
apresenta três conceitos diferentes para o termo inovação, já que quando se pensa em
inovação, algumas vezes esse conceito é confundido. A primeira conceituação é que inovação
pode ser vista como realização, a segunda é que a inovação pode ser vista como
consequências ou impactos resultantes das realizações e a terceira apresenta a inovação como
capacidade dinâmica, capacidade de mudar.
Atualmente o conceito mais utilizado de inovação é o do Manual de Oslo produzido pela
Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o qual afirma que
inovação é a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente
melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método
organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações
externas.
Na visão de Reis (2004), a inovação tecnológica é o principal agente de mudanças no mundo
atual, sendo que através da inovação os diversos países e organizações obtêm vantagens
competitivas e consequentemente, um maior crescimento e desenvolvimento sustentáveis.
Portanto, a inovação tecnológica tornou-se um requisito fundamental para todas as
organizações, sejam estas de micro, pequenas, médias e grandes empresas, bem como estejam
envolvidas em qualquer setor de atuação. Reis (2004) afirma que para que ocorra uma
inovação tecnológica deve haver a criação de um novo produto, processo ou serviço, ou ainda,
mudanças em produtos, processos e serviços já existentes no mercado. Outra consideração do
autor em relação à inovação tecnológica é a sua subdivisão em inovações incrementais (ou
menores) e inovações radicais (ou maiores).
O estudo desenvolvido por Teixeira et al (2011), relata que as empresas de pequeno porte são
de fundamental importância para o desenvolvimento econômico e social no Brasil,
especialmente para a geração de empregos, o que pode ser comprovado pelos dados
apresentados pelo Sebrae em 2010. As autoras anteriormente citadas, ainda afirmam que em
Sergipe não é diferente. De acordo com os dados do Sebrae (2010), as MPE’s representam
98,7% do total de empresas do Estado, e o setor de comércio é quem mais gera postos de
trabalho. Segundo este mesmo estudo, no período de 2000 a 2008 o número de micro e
pequenas empresas aumentaram de 4,1 milhões para 5,7 milhões. Um aumento que refletiu
também no número de contratações com carteira assinada nesses negócios: de 8,6 milhões
para 13,1 milhões.
3 AS ENTIDADES TECNOLÓGICAS DE APOIO AS MICRO E PEQUENAS
EMPRESAS ( MPE´s): UMA VISÃO DO SEBRAE
Existem várias entidades preocupadas com o desenvolvimento e abertura de novas empresas.
O Sebrae desde 1972 atua como promotor de desenvolvimento das MPE’s. Até 1989 a razão
social da entidade era Centro Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (CEBRAE),
3 mantido pelo Ministério da Indústria e Comércio e representado nos Estados pelo CEAGs –
Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa. Naquela época tinha como meta promover a
capacitação gerencial e garantir crédito aos empreendedores de todo o país (SEBRAE, 2010).
Em 1990, foi sancionada a Lei 2318, que criou o novo Sebrae, desvinculado do Ministério da
Indústria e Comércio e transformado em serviço social autônomo. O Sistema Sebrae é
composto por 27 unidades regionais e pelo Sebrae Nacional que tem como missão: “fomentar
o surgimento e o desenvolvimento das micro e pequenas empresas, através de ações
educadoras, melhorando seu resultado, estimulando o espírito empreendedor e fortalecendo
seu papel socioeconômico”. (SEBRAE, 2010)
O Sebrae é a entidade designada formalmente para tratar do desenvolvimento e abertura de
novos negócios no Brasil. Outras entidades, no entanto, também têm colaborado com a
missão do Sebrae – entre elas o SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio, o
SENAI- Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, os Centros Tecnológicos, as
Associações Comerciais e Industriais, os Sindicatos, enfim, todas as entidades envolvidas
com o segmento das MPEs. (SEBRAE, 2010)
Segundo o Sebrae (2008), as micro e pequenas empresas achavam que falar sobre inovação
tecnológica era algo sofisticado e próprio de grandes organizações, ou seja, distante de sua
realidade e necessidade. Hoje, a maioria das empresas que procuram o Sebrae, ainda buscam
ajuda na modernização, o que caracteriza ações de tecnologia e inovações simples
(incrementais).
De acordo com o Sebrae (2011), a instituição tem se voltado às micro e pequenas empresas,
identificando números significativos de atendimentos com resultados de melhoria de
processo, produto e métodos de gestão, além de crescente presença de projetos de inovação,
principalmente de novos produtos.
Deve ser destacado, segundo o Sebrae (2011), que ele se utiliza dos serviços de terceiros, o
que, de alguma forma, é uma estratégia de agregação de conhecimento à empresa de forma
otimizada, pois se utiliza da capacidade de infra-estrutura de C&T (Ciência e Tecnologia)
instalada no país, reduzindo-se os custos fixos de manutenção de equipes especializadas nas
empresas de pequeno porte. Dessa forma, as universidades e seus departamentos, institutos
públicos e privados, banco de dados, empresas de consultoria e infraestrutura tecnológica são
consideradas fontes de informação relevantes. Em geral, estes arranjos institucionais são
criados e/ou mantidos através da provisão de recursos (financeiros) públicos que permitem
que a oferta de serviços acima mencionada ocorra a um preço mais baixo do que de mercado
(GODINHO e VEDOVELLO, 2003).
4 METODOLOGIA
A pesquisa foi caracterizada como exploratória e descritiva, pois teve como objetivo verificar
como é entendida a inovação tornando-a um diferencial competitivo nas empresas que foram
assistidas pelos ALIs, assim como identificar as razões (econômicas, tecnológicas e sociais)
que levam a inovação por parte das empresas de pequeno porte.
4 O método utilizado para realizar esta pesquisa foi o Survey, pois é frequentemente empregado
nos estudos descritivos. A escolha do método é adequada ao objetivo geral do estudo que
busca identificar as principais razões que levam as micro e pequenas empresas a inovar, na
visão dos Agentes Locais de Inovação do Sebrae em Aracaju/SE.
Foram realizadas visitas por parte das pesquisadoras à Sede do Sebrae em Aracaju, para
conseguir um contato inicial com os Agentes Locais de Inovação dessa cidade. Nessas visitas,
as pesquisadoras ficaram sabendo que os agentes só se reúnem uma vez por mês e que nem
sempre todos comparecem. Por esta razão e por sugestão das diretoras do projeto ALI do
Sebrae, foi enviado um questionário de pesquisa via e-mail aos 25 Agentes Locais de
Inovação que atuam na cidade de Aracaju. O envio dos questionários aconteceu na última
semana de Junho de 2013, obtendo-se resposta somente de 17 Agentes Locais de Inovação.
As respostas correspondem a 68% do total dos ALIs que atuam em Aracaju/SE.
Para esta pesquisa, as variáveis foram agrupadas de acordo com três dimensões:
• Perfil dos Entrevistados: são os aspectos relacionados às características pessoais e
funcionais dos Agentes Locais de Inovação de Aracaju/SE;
• Razões para inovação: são os aspectos relacionados com as razões econômicas,
tecnológicas e sociais que levam as pequenas empresas a inovar, sob a ótica dos Agentes
Locais de Inovação de Aracaju;
• Caracterização da inovação: são os aspectos relacionados com as práticas que definem
ou caracterizam uma inovação como, por exemplo: clima favorável à inovação, percepção de
inovação, motivações a buscar inovação, características da inovação, formas de fazer a
inovação, processo de inovação, fatores facilitadores da inovação, fatores inibidores da
inovação e técnicas voltadas para a inovação, na visão dos ALIs (Agentes Locais de
Inovação) do Sebrae em Aracaju.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Esta seção apresenta a análise dos resultados encontrados na pesquisa de campo, a qual
aconteceu através da coleta de dados com 17 questionários respondidos pelos Agentes Locais
de Inovação que atuam em Aracaju.
De acordo com a análise dos dados, no que compete ao perfil das pessoas que atuam como
Agentes Locais de Inovação em Aracaju pôde-se verificar que dentre os dezessete
respondentes, a maior parte corresponde ao sexo feminino (9) e está dentro de uma faixa
etária compreendida entre 25 e 29 anos, sendo que o maior número de respondentes possui
graduação, sobressaindo nesse item os ALIs que possuem graduação e pós graduação – MBA,
mestrado e/ou doutorado. A faixa salarial das pessoas que atuam como ALIs está entre 3 a 5
salários mínimos. A grande maioria dos agentes possui experiência (88,23%), quer seja com
estágios na área administrativa, docência e até mesmo na área de consultoria de empresas. Os
profissionais envolvidos diretamente com a inovação dedicam-se a grande maioria (88,23%),
integralmente ao projeto ALI. A figura 1 apresenta o resumo do perfil das pessoas que atuam
como ALIs no Sebrae em Aracaju.
5 Perfil dos ALIs 120,00% 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% Idade -­‐ 25 e 29 Sexo -­‐ anos Feminino Graduação Dedicação integral Tem Faixa de 3 a 5 experiência salários profissional mínimos Figura 1: Perfil dos Agentes Locais de Inovação que atuam em Aracaju/SE
Fonte: Pesquisa de campo (2013)
Quando perguntado aos entrevistados quais as razões econômicas que levam as MPE’s a
procurar por inovação foram citadas: a busca por aumento no lucro e o aumento de mercado.
Todavia, a busca por aumento do lucro (70,58%), é a primeira razão econômica citada pelos
pesquisados, assim como também foi relatado que o aumento do lucro é conseguido através
de um bom planejamento empresarial.
Na visão de Tellechea (2013), uma das razões econômicas que leva as empresas a inovar é o
lucro obtido e apurado na exploração de certa atividade econômica. Para este autor, o lucro é
a razão que motiva aos empreendedores a empreender e aos inovadores a inovar,
especialmente por intermédio de uma empresa ou espécie jurídica, a que seja mais apropriada
para tal propósito.
Quando perguntado pelas razões tecnológicas que levam as MPE’s a inovar, os ALIs
pesquisados afirmaram que a decisão na hora de adotar alguma inovação tecnológica decorre
da necessidade da micro e pequena empresa desenvolver-se e, conseguir um posicionamento
competitivo frente às outras MPE’s que não buscam inovar, principalmente na área
tecnológica. Os resultados apresentados demonstram que a manutenção da competitividade
face à concorrência (41,17%) e a exigência do mercado atual (58,83%) são responsáveis pelas
razões tecnológicas que levam as micro e pequenas empresas a inovar de acordo com a visão
dos ALIs, correspondendo, respectivamente, a 7 e 10 pessoas. Este resultado revela a forte
preocupação do micro e pequeno empresário por maior eficiência.
A alternativa “desenvolvimento de novos produtos” não foi apontada por nenhum
entrevistado, pois segundo eles não condiz com a realidade aracajuana. A percepção dos ALIs
é de que o empresariado de Aracaju não está preocupado no desenvolvimento de novos
produtos, mas sim, está preocupado em aperfeiçoar os seus serviços.
Segundo Araújo e Ferreira (2012), para que a tecnologia possa ser considerada como um fator
determinante da competitividade de uma empresa faz-se necessário que ela afete
6 significativamente a sua vantagem competitiva. A inovação na micro e pequena empresa é
mais que promover melhorias de gestão necessárias e fundamentais para a boa engrenagem do
mundo corporativo. É, sobretudo, um diferencial competitivo, que muitas vezes, define o
sucesso de um empreendimento.
Quando os entrevistados foram questionados sobre as razões sociais para que as micro e
pequenas empresas de Aracaju busquem inovar, foi apontado um ambiente organizacional
favorável com 35,29% dos respondentes. A motivação, a criatividade, o espírito inovador
interno correspondem a 11,76% das respostas. Dentre os que responderam “outros” (52,94%),
o que corresponde a 9 pessoas, afirmaram que a principal razão social que leva as MPE’s a
buscarem inovação é o aumento da concorrência externa, como forma de diferenciação e
necessidade. De acordo com os ALIs, nas MPE’s de Aracaju, observa-se uma inovação por
imitação, ao invés de uma atitude mais proativa que leva à procura por novas ideias. Para
muitos microempresários é desconhecido falar de inovação social.
Segundo Siqueira (2009), a motivação é considerada uma razão social para inovar. Para o
autor, a inovação é a aplicação da criatividade na solução de um problema ou na criação de
algo que atenda as necessidades ou desejos do mercado. A seguir a figura 2 resume as razões
econômicas, tecnológicas e sociais identificadas na pesquisa de campo.
Razões para inovar na visão dos ALIs
Razões sociais - Ambiente favorável
Razões tecnológicas - Exigência do mercado
Razões econômicas - Aumento do lucro
0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00%
Figura 2: Razões para inovar na visão dos ALIs
Fonte: Pesquisa de campo (2013)
Com relação à caracterização da inovação, tentou-se nesta dimensão, conhecer o real
significado de inovação para as pessoas que atuam como Agentes Locais de Inovação. A
seguir a figura 3 apresenta os resultados.
7 Caracterização da inovação Inovação -­‐ Imprescindível CaracterísPcas inovadoras -­‐ Máquinas Formas de inovação -­‐ Tecnologia Fatores inibidores -­‐ Falta de informação Fatores facilitadores -­‐ Recursos MoPvação para inovar-­‐ Lucro Clima não favorável à inovação 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% Figura 3: Caracterização da inovação
Fonte: Pesquisa de campo (2013)
A dimensão em questão foi subdividida nos seguintes subtópicos: clima favorável à inovação,
percepção de inovação, motivações pela busca de inovação, características da inovação,
formas de fazer a inovação, processo de inovação, fatores facilitadores da inovação, fatores
inibidores da inovação e técnicas voltadas para inovação.
Clima favorável à inovação: Quando perguntado aos ALIs, se as MPE’s que eles assessoram
mantêm um clima ou ambiente favorável à inovação, 58,83% afirmaram que não possuem um
clima favorável à inovação, enquanto que 41,17% afirmaram que o clima é favorável à
inovação. Segundo Caron (2003) a competitividade e a dinâmica das empresas dependem
diretamente de um clima regulador propício ao investimento, à inovação e ao
empreendimento.
Percepção de inovação para a MPE, na visão dos ALIs: Quando perguntado aos ALIs
sobre como percebem a inovação, 53% afirmaram que a inovação é uma atividade
imprescindível, enquanto que 47% afirmaram que a inovação tem média ou baixa
importância. Segundo a pesquisa Deloitte (2007), os empresários associam a inovação à
capacidade de expansão de seus negócios, dentro e fora dos próprios mercados de atuação. Na
avaliação sobre a dinâmica do mercado, a inovação é entendida como um fator decisivo
especialmente para se diferenciar da concorrência.
Motivações que levam as MPE’s a buscar inovação: Quando os ALIs foram questionados
com relação as motivações que levam as micro e pequenas empresas de Aracaju a buscarem
inovação, foram encontrados os seguintes resultados: a busca por maior lucratividade
(52,94%), exigência dos clientes e o atendimento à legislação ou normas (35,30%),
respectivamente. Para os ALIs, atender aos requisitos legais não caracteriza a inovação, mas
é condição para que as micro e pequenas empresas estejam em um patamar a partir do qual,
possam realmente tirar vantagem das inovações. Muitas vezes, o esforço para atender aos
requisitos legais também resulta em um choque de gestão e modernidade que contribuem para
tornar a empresa mais preparada e aberta à inovação. (SEBRAE, 2010).
8 Para Carneiro (2007), as MPE’s inovam principalmente para aumentar a eficiência e
produtividade, por conta das oportunidades de mercado e para reagir à concorrência. A busca
por maior lucratividade e a exigência dos clientes também estão entre os fatores que motivam
a inovação.
A figura 4 a seguir apresenta os resultados da pesquisa.
60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% Oportunidade Exigência do cliente Legislação ou normas LucraPvidade Figura 4 Motivações que levam as MPE’s a inovar
Fonte: Dados coletados pela autora (2013)
Processo de inovação nas MPE’s: Quando perguntado aos ALIs sobre o processo de
inovação para a MPE, todos afirmaram que o processo de inovação é considerado pontual –
ocasional – reativo. O que indica que a inovação é feita de forma que satisfaça o micro e
pequeno empresário. Segundo o Manual de Oslo, o processo de inovação é centrado no
aperfeiçoamento e no desenvolvimento de novos meios de fabricação, comercialização,
distribuição e tem como objetivo minimizar os custos através da maximização da eficiência
dos meios disponíveis.
Fatores facilitadores da inovação nas MPE’s: Quando questionados sobre os principais
fatores facilitadores da inovação nas MPEs em Aracaju/SE, a grande maioria dos ALIs
respondeu que os recursos (52,94%) são considerados fatores facilitadores, seguido de
liderança (29,41%). Muitas das vezes o micro e pequeno empresário tem uma ideia inovadora
com relação a produtos, processos, mas não possui condição financeira, nem técnica para
desenvolvê-la. A limitação de recursos contribui para as taxas de insucesso no lançamento de
novos produtos, porém com o suporte do Sebrae, a situação pode ser revertida, como afirmado
pelos Agentes Locais de Inovação.
Segundo Araújo e Ferreira (2012), os fatores facilitadores da inovação tecnológica nas MPE’s
promovem melhorias de gestão, necessárias e fundamentais para a boa engrenagem no
mundo corporativo. A figura 5 apresenta os fatores facilitadores da inovação nas MPE’s de
Aracaju na perspectiva dos ALIs:
9 Tempo Cultura pró-­‐aPva Encorajamento Liderança Recursos 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% Figura 5. Fatores facilitadores da inovação nas MPE’s
Fonte: Dados coletados na Pesquisa (2013)
Fatores inibidores da inovação nas MPE’s: Quando perguntado aos ALIs sobre os
principais fatores inibidores da inovação nas MPE’s em Aracaju/SE, a grande maioria
respondeu que a falta de informação sobre tecnologia (47,05%), seguido da rigidez
organizacional (35,30%). Para Caron (2003) o baixo nível tecnológico dos produtos em
MPE´s e o desconhecimento de fontes de informações são considerados os principais
problemas vivenciados pelos empresários quando os mesmos pensam em inovar. A seguir a
Figura 6 espelha esses resultados.
50,00% 45,00% 40,00% 35,00% 30,00% 25,00% 20,00% 15,00% 10,00% 5,00% 0,00% Outros Escassez de Elevados serviços custos Falta de tempo Rigidez Falta de informação Figura 6- Fatores inibidores da inovação nas MPE’s
Fonte: Dados coletados pelas autoras (2013)
10 5 CONCLUSÕES
De uma maneira geral, esta pesquisa buscou entender as principais razões que levam as micro
e pequenas empresas a buscarem inovação, sob a ótica dos Agentes Locais de Inovação de
Aracaju/SE. Para isso, buscou responder às questões de pesquisa, retratando uma amostra da
realidade de Aracaju, ainda escassa em trabalhos científicos sobre esse tema.
Devido ao fraco desenvolvimento das micro e pequenas empresas e a baixa disponibilidade de
recurso usual, ao orientar a empresa, os ALIs priorizam as ações de resultado mais imediato,
incentivam a inovação gradual para reduzir os riscos e privilegiam o uso e não a geração de
conhecimento. Dessa forma, pode-se dizer que a gestão da inovação é a ferramenta essencial
para que a inovação aconteça com o máximo de aproveitamento e impacto e mínimo de erros
e riscos.
Os Agentes Locais de Inovação são capacitados nos conceitos de inovação, em técnicas
voltadas à busca de soluções inovadoras para que assessorem os micro e pequenos
empresários na alavancagem da inovação. Para permitir uma avaliação do processo de
inovação pelos ALIs, foi desenvolvida pelo Sebrae uma medida do grau de inovação nas
MPE’s. Os Agentes Locais de Inovação têm o papel de propor e implementar a inovação, de
acordo com as necessidades e as características de cada empreendimento. Os profissionais são
orientados a simplificar o processo de inovação e a sensibilizar os empresários sobre a
importância de inovar, traduzindo a teoria em prática concreta.
Assim, neste estudo, observou-se o perfil dos entrevistados, as razões para a inovação e a
caracterização da inovação. O perfil das pessoas que atuam como Agentes Locais de Inovação
em Aracaju predominam as mulheres entre 18 e 29 anos, com nível superior completo e
atuando como ALI de 1 a 2 anos. A maioria dos ALIs possui experiência, dos que não
possuem são jovens entre 18 e 24 anos. Por fim, quanto ao perfil dos ALIs, a grande maioria
dedica-se ao projeto integralmente.
Quanto às razões para a inovação, vale destacar as seguintes razões: econômicas, tecnológicas
e sociais. Observou-se que a razão econômica que leva as micro e pequenas empresas de
Sergipe a inovar é o aumento do lucro que é conseguido através de um bom planejamento
empresarial. Já a razão tecnológica é a exigência do mercado atual, pois para um mercado
cada vez mais competitivo é essencial que uma MPE busque inovações que atendam às
exigências dos clientes e assim conseguir manter a sua sobrevivência. E, por fim, as razões
sociais que levam as micro e pequenas de Sergipe a inovar é a necessidade, o aumento da
concorrência externa, como forma de diferenciação e a percepção de novas oportunidades
aplicadas em outros estados.
De uma forma geral, procurou-se observar, como as micro e pequenas empresas enxergam a
inovação, sob a ótica dos ALIs. As respostas apontaram que a maioria dos ALIs consideram
que as MPE’s ainda não possuem um ambiente favorável à inovação. Porém, quando
perguntado sobre a percepção da inovação nas MPE’s, os mesmos afirmaram que a
consideram imprescindível. Com relação às motivações, a busca por maior lucratividade foi o
fator mais citado. Para essas MPE’s a inovação ou a mesma é garantida, através da compra e
uso de novas máquinas e equipamentos. O processo da inovação é assegurado pelos ALIs
11 como pontual- ocasional- reativo. Por fim, quanto aos fatores facilitadores e inibidores para
inovar nas MPE’s, a maioria dos ALIs entrevistados afirmaram, que os recursos,
principalmente os tecnológicos, facilitam a inovação, e a falta de informação é o principal
inibidor quando se fala em inovação.
Na visão dos ALIs, a inovação na micro e pequena empresa em Aracaju, nem sempre requer
altos investimentos, mas sim criatividade e determinação, levando-se em conta que a mesma é
de fundamental importância para a competitividade das empresas e para o desenvolvimento
do país.
De forma a engendrar o processo de desenvolvimento pautado na inovação, é plausível
considerar o projeto ALI um bom instrumento. É fundamental aproveitar a experiência
acumulada com as edições do projeto anteriores para identificar as dificuldades e colocar em
pauta os ajustes para os projetos seguintes.
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