ABEU- CENTRO UNIVERSITÁRIO RELATÓRIO FINAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Processo: E-26/102.405/2013 IDENTIDADE E PERTENCIMENTO EM CONTOS DE MÁRCIA BECHARA, TATIANA SALEM LEVY E JHUMPA LAHIRI ANNA CAROLINA MAIA DA SILVA TEIXEIRA AGOSTO DE 2014 2 RELATÓRIO FINAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA – FAPERJ 1. IDENTIFICAÇÃO 1.1 Processo: E-26/102.405/2013 1.2 Título do projeto individual do bolsista: IDENTIDADE E PERTENCIMENTO EM CONTOS DE MÁRCIA BECHARA, TATIANA SALEM LEVY E JHUMPA LAHIRI 1.3 Bolsista: Anna Carolina Maia da Silva Teixeira 1.4 Matrícula FAPERJ: 2013.2328.0 1.5 Orientador: Shirley de Souza Gomes Carreira 1.6 Matrícula FAPERJ: 2002.0517.2 1.7 Título do projeto do orientador: Travessias do espaço, do tempo e da memória: representações do imigrante na literatura contemporânea 2. RESUMO Este relatório apresenta as atividades desenvolvidas pela bolsista de Iniciação Científica, integrada ao projeto de pesquisa “Travessias do espaço, do tempo e da memória: representações do imigrante na literatura contemporânea”, da orientadora, Profª. Drª. Shirley de Souza Gomes Carreira. O relatório descreve os resultados finais da pesquisa realizada durante o período de 12 meses de vigência da bolsa de iniciação científica. Desde o surgimento dos Estudos Culturais, a questão da identidade tem sido amplamente examinada e, segundo Stuart Hall (1998, 88), a crise das suas antigas fontes de ancoragem foi originada pela ação conjunta de um duplo deslocamento: a descentralização dos indivíduos tanto do seu lugar no mundo social e cultural quanto de si mesmos. Nesse panorama, as diásporas passaram a ter especial relevância, na medida em que a diluição de fronteiras permitiu o aparecimento de identidades híbridas, fruto de encontros interculturais. A representação literária do contexto da imigração leva não apenas à compreensão da sua importância histórica, mas também à forma como as identidades e o sentido do pertencimento são reconfigurados na pátria de adoção, ao processo de transmissão da herança cultural em terra estrangeira e, principalmente, ao modo de tratamento dessa herança pelas sucessivas gerações de descendentes de imigrantes. A pesquisa bibliográfica desenvolvida teve por objetivo geral o exame da representação da identidade e do pertencimento em obras da literatura contemporânea por 3 meio da articulação entre os estudos literários e os estudos culturais. Mais especificamente, analisou comparativamente contos “Shabat”, de Tatiana Salem Levy, e “Travessia”, de Márcia Bechara, da coletânea Primos: histórias da herança árabe e judaica, e os contos “Uma vez na vida” e “Terra descansada”, de Jhumpa Lahiri, publicados no livro Terra descansada, a fim de examinar como as autoras, descendentes de imigrantes, registram ficcionalmente os diferentes processos de aculturação dos imigrantes, sua busca de pertencimento, bem como os conflitos experimentados pela segunda geração de imigrantes em relação à herança cultural. 3. INTRODUÇÃO No contexto da globalização, a migração assume o caráter de fenômeno sociocultural contemporâneo, muito embora seja interpretada como uma condição natural da experiência humana (GOLDBERG, 1997, p.21). O processo migratório contínuo gera, amplia e multiplica a experiência da transculturação: uma complexa teia de relações sociais, que reflete a tensão gerada a partir da vivência, pelos migrantes, de identidades múltiplas e fluidas, fundamentadas, ao mesmo tempo, nas sociedades de origem e nas "adotivas". Enquanto alguns se identificam mais com uma sociedade do que com a outra, a maioria dos migrantes parece desenvolver uma identidade híbrida, relacionando-se simultaneamente com mais de uma nação. No caso do imigrante de primeira geração, há uma tentativa de recuperar em terra estrangeira todos os elementos de ancoragem da identidade, ou seja, o seu “lugar antropológico” (AUGÉ, 1994, p.42), que é identitário, relacional e histórico, que, no entanto, é suplantada, na maioria dos casos, pela necessidade de interação com a sociedade do país de adoção. Dentre as diversas formas de manutenção da tradição, há os vínculos com conterrâneos e a reprodução de comportamentos e traços culturais, como hábitos alimentares, vestuário, religião e o idioma. No entanto, as gerações subsequentes, privadas do contato com a terra natal de seus ancestrais, tende a ver a tradição como um ritual que, aos poucos, é relegado ao esquecimento. Na literatura contemporânea, pode ser observado o surgimento de uma vertente de narrativas que têm por tema a imigração, em parte devido ao boom da literatura pós- 4 colonial, em parte devido à mobilidade característica do mundo atual, globalizado e lócus de identidades híbridas e cambiáveis. Ao abordar o processo de aculturação do imigrante, bem como a relação de seus descendentes com a herança cultural, a literatura possibilita a transmissão, transformação e condicionamento dessa memória no meio social. Celebrada pelos críticos como a sucessora de Salman Rushdie, Jhumpa Lahiri explora um universo ficcional em que transitam imigrantes indianos radicados nos Estados Unidos. Seus textos deixam entrever questões essenciais aos estudos literários contemporâneos, como a identidade cultural e o papel da memória étnica na reconfiguração da identidade do migrante. Lahiri focaliza especialmente a problemática da integração de uma segunda geração de famílias imigrantes, nascida na América, dividida entre a manutenção da tradição, imposta pelos ascendentes, e a necessidade de mudança, a fim de adequar-se ao modo de vida americano. Márcia Bechara e Tatiana Salem Levy, por sua vez, e mais especificamente na coletânea selecionada, se reportam às relações entre membros de diferentes gerações de famílias de imigrantes libaneses e judeus, bem como à sua relação com a tradição. A pesquisa justificou-se em sua proposta de análise do corpus literário de um ponto de vista que aborda as relações entre identidade, pertencimento, memória étnica e ficção, por meio da análise comparativa de textos de autoras cuja fortuna crítica é ainda incipiente, o que também lhe conferiu originalidade. 4. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO 4.1 Etapas da execução do projeto A metodologia de trabalho da bolsa de Iniciação Científica consistiu em: a- pesquisa, leitura e fichamento de textos teóricos sobre as formas de construção da identidade individual, cultural e nacional, bem como da literatura como difusora da memória étnica; b-levantamento de dados sobre o contexto histórico e social da imigração indiana na América do Norte e a imigração libanesa e judaica no Brasil; c-leitura, fichamento análise do corpus literário, ou seja, análise dos contos (“Shabat”, de Tatiana Salem Levy, “Travessia”, de Márcia Bechara e “Uma vez na vida” e “Terra 5 descansada”, de Jhumpa Lahiri) a fim de investigar como as autoras abordam a temática da imigração, da identidade e do pertencimento, bem como da transmissão e manutenção da herança cultural. d-elaboração do trabalho de conclusão de curso e do relatório final. As etapas mencionadas foram desenvolvidas a partir de Encontros quinzenais com a orientadora Discussão acerca das questões relacionadas aos conceitos de identidade presentes na corpo teórico e a análise destes processos dentro do corpus literário. 4.2 Cronograma de execução Os objetivos foram alcançados conforme o cronograma apresentado abaixo: De agosto a novembro de 2013 Releitura da bibliografia básica De dezembro de 2013 a janeiro de 2014 Releitura do corpus literário, bem como de bibliografia teórica, não constante da relação básica, que venha a ser incorporada à pesquisa. De fevereiro a março de 2014 Obtenção de resultados parciais referentes à análise das obras que compõem o corpus literário De abril a maio de 2014 Redação de monografia de final de curso De junho a julho de 2014 Revisão do texto e entrega do relatório final 5. RESULTADOS OBTIDOS 5.1 Revisão bibliográfica básica: referencial teórico 6 O conceito de identidade híbrida, que pode ser definida como fruto do intercâmbio entre culturas, pôde ser compreendido a partir da leitura dos textos de Stuart Hall e Homi Bhabha. Para Hall (2003), assim como a identidade subjetiva, a identidade nacional se forma e se transforma no âmbito da representação, uma vez que a nação não é apenas uma identidade política, mas um sistema de representação cultural. Assim, no processo migratório dos libaneses, o deslocamento levou à produção de identidades diaspóricas híbridas. Segundo Bhabha (2003), o espaço de desenvolvimento da identidade híbrida é um entre-lugar, que ele denomina “terceiro espaço”, ou seja, o local de confluência de duas culturas diferentes, permitindo a uma cultura considerar a outra em sua alteridade, sem que, para isso, necessite lançar mão de quaisquer pressupostos hierárquicos. A diferença, ao invés de fator de separação, passa a ser um índice de acolhimento. No que diz respeito à transmissão da memória étnica, e em consequência da leitura dos textos de Halbswach (2004) e Pollak (1989), concluiu-se que a preservação da memória é responsável pela perpetuação de um sentido de identidade e é na sociedade que as pessoas normalmente adquirem, relembram, reconhecem e localizam as suas memórias. A memória individual existe sempre a partir de uma memória coletiva, posto que todas as lembranças são constituídas no interior de um grupo. Por outro lado, a memória étnica constitui uma herança cultural, transmitida de geração a geração, que engloba a cultura e a tradição de um grupo étnico. Os textos de Truzzi (2005, 2008), Sayad (1998) e Knowton(1960) proporcionaram uma melhor compreensão das circunstâncias que geraram as emigrações árabes, assim como do processo de aculturação do imigrante libanês no Brasil. Os textos de Truzzi(2005) permitiram a identificação das quatro fases da emigração libanesa para o Brasil: de 1850 a 1900, quando tem início o processo imigratório destinado a várias regiões do país; de 1900 a 1950, quando a imigração já se encontra em processo avançado e é possível falar em colônias árabes no Brasil; e de 1950 em diante, período que associa as duas fases finais e leva os libaneses mais para a região sul do país em decorrência do crescimento econômico. A percepção do potencial da literatura para a configuração da memória étnica foi possível após a leitura dos textos de Carreira (2003, 2011), que discutem o processo de aquisição de conhecimento sobre a cultura de uma determinada etnia via obra literária. 7 Esses textos apontam também para o papel da memória coletiva na construção do sentido do pertencimento. 5.2 Análise do corpus literário 5.2.1 O contexto histórico social da imigração libanesa e judaica no Brasil Mozart Linhares da Silva, no prefácio de Sírios e Libaneses, de Cecília Kemel (2000, p.10), afirma que “O Brasil historicamente se constituiu como um espaço de encontro de civilizações” e um estudo superficial da diversidade de culturas que constituem a civilização brasileira aponta para a sua influência na demografia, cultura e economia do país. Ao falar em encontro de civilizações, Mozart se referia aos imigrantes, tanto àquelas pessoas que entraram no país após 1822, ano da independência, como às que chegaram aqui antes desse ano e que são comumente chamados de colonizadores. Colonizadores ou imigrantes, o fato é que portugueses, africanos, alemães, italianos, espanhóis, poloneses, japoneses, judeus, sírios e libaneses iniciaram uma troca que culminou com o mosaico que é a cultura brasileira, fruto da incorporação de características dos quatro cantos do mundo. Enquanto os estudos apontam para o fato de que a maioria dos imigrantes esteve ligada às lavouras, os libaneses, desde o início, dedicaram-se a atividades predominantemente urbanas, como o comércio e a indústria. Eles começaram a chegar ao fim do século XIX, após uma viagem de Dom Pedro II ao Líbano. Há, no entanto, historiadores que defendem a presença deles, assim como de turcos e sírios, no país desde a época colonial, baseados no fato de que Portugal mantinha relações comerciais com a Síria. A par da época exata, a primeira leva significativa de imigrantes libaneses chegou oficialmente por volta de 1880. Os primeiros libaneses vieram para o Brasil impulsionados por mudanças no panorama econômico do Líbano e por perseguições religiosas sofridas pelos cristãos durante o domínio do Império Otomano, que reprimiu a produção cultural e obrigou os cristãos a servir ao exército turco. O período de colonialismo francês (1920-1940) acarretou uma outra onda imigratória, desta vez de libaneses muçulmanos, insatisfeitos com os privilégios dispensados aos cristãos. O domínio de uma elite francófila e predominantemente cristãmaronita causou uma insatisfação generalizada por parte daqueles que professavam outras religiões. 8 Os libaneses dessa segunda onda migratória, ao contrário dos pioneiros, não pretendiam retornar a terra natal e buscavam integrar-se socialmente. A terceira onda migratória deveu-se à falta de perspectiva para os jovens após o término da guerra civil libanesa. Os habitantes das zonas rurais, principalmente, foram os que viram na emigração uma possibilidade de melhoria da condição de vida. Os problemas socioeconômicos agravados no Oriente Médio no início do século XX fizeram crescer a emigração para o Brasil, dando origem ao último fluxo migratório. Conforme aponta Lourenço Neto (2009, p.225), o caso da imigração judaica é mais complexo, uma vez que o rótulo de judeu não encerra as múltiplas subidentidades que existem no interior da comunidade: algumas definidas por questões puramente regionais, como os sefaradis e os azkhenazis, enquanto que outras delimitadas pelo uso da língua, hebraico ou iídiche. 5.2.2 A migração, o sentido do pertencimento e a manutenção da herança cultural A literatura tem se constituído fonte para o estudo, a análise e a compreensão das relações dos membros do grupo de imigrantes entre si e desses membros em seu novo espaço cultural. No caso específico do corpus literário desta pesquisa, ou seja, os contos da coletânea Primos: histórias da herança árabe e judaica, há uma memória efetiva do processo migratório, uma vez que 20 autores descendentes de imigrantes árabes e judeus participam da coletânea, convocados pelas escritoras Adriana Armony e Tatiana Salem Levy, organizadoras da obra. São nomes como Moacyr Scliar, Salim Miguel, Fabrício Carpinejar e Alberto Mussa, que, nas histórias, oscilam entre o vínculo expresso e a vaga ligação com as tradições desses povos do Oriente Médio. Assim, há referências ao Holocausto e ao cenário de conflitos da região, mas também a aspectos culturais dos povos, como a gastronomia. O conto “Shabat”, de Tatiana Salem Levy, sintetiza a perda dramática da memória e da tradição com a força de uma sentença desoladora e implacável. Narrado em primeira pessoa, Francisco relembra como foi a sua iniciação religiosa, bem como o medo que sentiu ao entrar no porão, lugar que, até então, havia sido proibido para ele e suas irmãs. Aos sete anos, ele passara a ser considerado um adulto pelo pai, tomando parte nos rituais 9 religiosos judaicos, murmurados numa língua que lhe soava estranha: “Depois desse dia, nunca mais pude brincar com as minhas irmãs às sextas-feiras” (LEVY, 2010, p. 293). Ao fim do conto, já idoso, rememora esse momento junto ao filho, esperando transmitir-lhe parte da sua experiência, que, no entanto, não faz sentido para este. “Travessia”, de Márcia Bechara, narra a trajetória de uma família libanesa. Dividese em duas partes: a primeira, intitulada “A ida”, narra a relação distante de Naceb com a mãe Rana e a sua ida para o Brasil para casar-se com o primo Abraão. A segunda parte “A volta” narra a volta da quarta geração da família de Naceb, mais especificamente de seu neto, Suad, ao Líbano, para lutar por uma guerra que ele considera sua também. Contrariando os pais, ele faz o caminho inverso, julgando que os seus laços identitários estão na terra de seus avós, o Líbano, sua comunidade imaginada. Ao contrário de seus antepassados, porém, ele não está acostumado à guerra, à paisagem da morte coletiva. Em uma missão no sul do Líbano, atira em alguém, que, em seguida, percebe ser um jovem de cerca de quinze anos, que, ferido, implora para que não o deixe morrer. Aquele é o instante em que Suad perde a sua guerra, perde a crença no seu sentimento de pertença. A imagem do menino à morte o leva à atitude extrema do suicídio. Os contos “Uma vez na vida” e “Terra descansada”, extraído do livro Terra descansada, de Jhumpa Lahiri, expõem os diferentes modos de aculturação, que influenciam a identidade dos migrantes quando se estes encontram em um processo diaspórico: o de separação, o de assimilação e o hibridismo. As identidades assim formadas são destacadas ao longo da narrativa em diferentes personagens, demonstrando, deste modo, o conflito entre aqueles que estão fora de seu país de origem, mas que mantêm suas raízes culturais, e os que já foram assimilados pela nova cultura e não possuem mais os hábitos que outrora faziam parte da sua identidade cultural. A herança cultural enraizada nas famílias da primeira geração de imigrantes e as identidades híbridas que vão se moldando ao longo do tempo nas gerações seguintes demonstram claramente que a identidade não é algo fixo e imutável, mas sofre modificações, indiferente à vontade daqueles que saíram de sua terra natal em busca de melhores oportunidades. 5.2.3 Alterações na execução do projeto 10 Em virtude de o ABEU Centro Universitário exigir um artigo científico ao invés de monografia no curso de Letras, optou-se pelo primeiro, o que resultou em um trabalho final de menor proporção, que ainda está em fase de revisão, uma vez que a discente está no sexto período, com formatura prevista para agosto de 2015. 6. PRODUÇÃO RESULTANTE DO PROJETO 6.1 PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS INTERNOS NA UNIABEU 6.1.1 Comunicação: A identidade e a tradição na obra de Jhumpa Lahiri Apresentação oral de trabalho no evento “Só Letrando”, realizado em 25 de maio de 2013 pela Coordenação do Curso de Letras da Uniabeu, compondo a mesa-redonda intitulada “A Índia revisitada na ficção”. 6.1.2 Comunicação: Primos: um resgate da herança cultural Apresentação oral no evento “Só Letrando”, compondo a mesa intitulada “Memória e herança cultural na literatura contemporânea”. 6.1.3 Comunicação: A busca pelo pertencimento e pela identidade no conto “Uma vez na vida”, de Jhumpa Lahiri Apresentação realizada em 21 de maio de 2014 , durante o X Encontro de Educadores – Educação e Direitos Humanos: o individual e o coletivo na formação do cidadão, como parte da mesa -redonda intitulada “O individual e o coletivo nas representações literárias de identidade”. 6.2 Publicação de artigo científico, intitulado “Travessia” e “Uma vez na vida”, uma busca pela identidade e pelo pertencimento, na Revista Alumni- Revista Discente da UNIABEU, v.1, n.1, 2013. O texto foi produzido no segundo semestre de 2013, mas foi selecionado para o número 1 da Revista Alumni, que saiu com atraso. 11 6.3 Capítulo do e-book que conterá o resultado final do projeto da orientadora, que também conta com auxílio da FAPERJ e que será publicado ainda no segundo semestre de 2014. O capítulo aborda a obra de Tatiana Salem Levy. 7. BIBLIOGRAFIA ANDERSON, Benedict. Imagined Communities. Londres: Verso, 1991. AUGÈ, Marc. Não-lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Campinas: Papirus, 1994. BAUMAN, Zygmunt, Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. , 2003. BECHARA, Márcia. Métodos extremos de sobrevivência. São Paulo, Publisher, 2009. _____. Travessia. In: LEVY, Tatiana Salem; ARMONY, Adriana. Primos: histórias da herança árabe e judaica. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2010. BHABHA, Homi. O Local da Cultura. Tradução Eliana L.L. Reis, Gláucia R.Gonçalves e Myriam Ávila. 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