Transcrição da Teleconferência de Resultados 3T13
12h00 (horário de Brasília)
TOTVS (TOTS3 BZ)
31 de outubro de 2013
Operadora:
Bom dia. Sejam bem-vindos à teleconferência da TOTVS referente aos resultados do 3T13.
Estão presentes os senhores Alexandre Dinkelmann, Vice-Presidente Executivo de Estratégia
e Finanças, e Gilsomar Maia, Diretor de Finanças Corporativas.
Informamos que todos os participantes estarão apenas ouvindo a teleconferência durante a
apresentação da Empresa. Em seguida, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas para
investidores e analistas, quando mais instruções serão fornecidas. Caso alguém necessite de
alguma assistência durante a conferência, por favor, solicite a ajuda de um operador,
digitando *0.
O áudio está sendo apresentado simultaneamente na Internet, no endereço www.totvs.com/ri.
Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que eventuais declarações que possam ser
feitas durante esta teleconferência, relativas às perspectivas de negócios da TOTVS,
projeções e metas operacionais e financeiras constituem-se em crenças e premissas da
Diretoria da Companhia, bem como em informações atualmente disponíveis. Considerações
futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois
se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não
ocorrer. Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da
indústria e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da TOTVS e
podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais
considerações futuras.
Agora gostaríamos de passar a palavra ao Sr. Alexandre Dinkelmann, que iniciará a
apresentação. Por favor, Sr. Alexandre, pode prosseguir.
Alexandre Dinkelmann:
Bom dia a todos. Bem-vindos à teleconferência de resultados do 3T13 da TOTVS. Gostaria
de iniciar pelo slide dois, falando sobre a contratação de linhas de crédito junto ao BNDES,
que totalizam R$659 milhões.
Deste total, R$597 milhões virão da linha Prosoft, para financiar pesquisa, desenvolvimento e
comercialização das soluções TOTVS. Essa linha tem juros de 1,5% + TJLP – Taxa de Juros
de Longo Prazo, equivalente atualmente a 5% nominal.
R$59 milhões virão da linha PSI, com juros de 3,5% ao ano, para financiar investimentos
relacionados ao desenvolvimento e comercialização da plataforma agnóstica Fluig de gestão
de processos, colaboração e identidade na nuvem.
E R$3 milhões virão da linha de subcrédito social, com juros de TJLP, para financiar
investimentos do IOS – Instituto da Oportunidade Social –, mantido pela TOTVS, que tem o
objetivo de apoiar e monitorar a empregabilidade de jovens carentes e pessoas com
deficiência.
Os recursos dessas linhas serão disponibilizados à TOTVS entre 2013 e 2015, de forma
anual, com base na execução dos projetos de investimento apresentados ao BNDES. A
amortização se dará em 72 meses, havendo um prazo de carência de 24 meses para o início
da amortização do montante principal.
A estruturação dessas linhas estabelece fontes de recursos para financiar os já planejados
investimentos em inovação e segmentação das soluções TOTVS, além de aumentar a
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eficiência da nossa estrutura de capital, e fortalecer a nossa capacidade financeira para
investimentos inorgânicos.
Ainda no slide dois, temos a vencedora do concurso TOTVS Start It Up, lançado em abril
deste ano pela TOTVS Ventures, a empresa chamada Intelie, desenvolvedora de soluções de
análise de dados em tempo real. Vale mencionar que o concurso contou com mais de 1.100
startups inscritas.
A premiação do concurso é uma imersão de cinco dias na TOTVS Labs, no Vale do Silício,
além de um potencial aporte de R$1,7 milhão pela TOTVS Ventures. O memorando de
entendimentos com a empresa está assinado e o processo de due diligence está em curso.
Reforço que a TOTVS Ventures é o braço de venture capital da TOTVS, que busca alavancar
a criação de valor através de investimentos em companhias com alto potencial de
crescimento, e que tenham relação com a estratégia do core business da TOTVS.
Nesse sentido, nosso diferencial é, além de aportar recursos, criar sinergias entre as
investidas e o ecossistema de negócios da TOTVS, do ponto de vista de tecnologia, produto
ou distribuição, assim como aproximar a TOTVS de empreendedores com ideias que possam
acelerar ainda mais o passo da inovação para os nossos clientes.
Passando para o desempenho financeiro, no slide três, a receita líquida consolidada do
trimestre cresceu 14% ano contra ano, superando tanto o crescimento dos últimos 12 meses
quanto o crescimento médio composto dos últimos cinco anos.
Neste mesmo período, a receita de taxas de licenciamento cresceu 8%, principalmente por
conta das vendas a clientes existentes, que cresceram 28,5% ano contra ano. Este
crescimento decorre não somente do crescimento natural de nossos clientes, mas
principalmente da nossa capacidade de oferecer soluções adicionais que atendam suas
necessidades, incluindo ai o próprio core ERP.
Nas vendas a clientes novos, o ticket médio apresentou queda de 22% na comparação com o
3T12, e aumento de 34% sobre o 2T13.
Essa oscilação trimestral de ticket médio é uma característica do negócio, uma vez que o
ticket médio trimestral reflete o tamanho médio dos projetos vendidos. Porém, quando
analisado em bases anuais, o ticket médio tem um comportamento mais estável.
Nosso pipeline de vendas continua muito consistente, com inúmeras oportunidades, em
especial nos setores orientados a serviços. No entanto, o ciclo de vendas permanece mais
longo, notadamente com relação às oportunidades relacionadas a grandes empresas, o que
prejudica nossa visibilidade de curto prazo sobre o ritmo de conversão dessas oportunidades
em novas vendas.
Passando para a receita de serviços, tivemos crescimento de 15% ano contra ano, também
superando o crescimento dos últimos 12 meses e o crescimento médio dos últimos cinco
anos, mostrando que o aumento da produtividade da equipe de serviços segue em curso. Nos
últimos 12 meses, o crescimento foi de aproximadamente 13%, refletindo também o forte
crescimento dos serviços de consultoria, educação à distância e serviços relacionados à
cloud computing.
A receita de manutenção segue forte, mostrando o alto nível da fidelização da base de
clientes da Companhia, que é composta principalmente por clientes médios e pequenos. Vale
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lembrar que o comportamento dessa linha é importantíssimo para a manutenção do nosso
nível de recorrência de receita, abordado no próximo slide.
No slide quatro, temos a receita recorrente total, composta principalmente pela receita
proveniente dos contratos de manutenção, aluguel de licenças de software, subscrição e
cloud computing.
A receita recorrente cresceu mais de 13% no trimestre, quando comparada ao ano anterior.
Apenas como ilustração, se assumíssemos que a receita recorrente do 4T13 fosse igual à do
3T13, a receita recorrente de 2013 já apresentaria um crescimento de 13,5% sobre o ano
inteiro de 2012.
Na prática, a estabilidade da receita recorrente retrata o relacionamento de longo prazo que
mantemos com os nossos clientes, o que nos permite ampliar as soluções e serviços providos
ao longo do tempo.
A TOTVS continuará o processo de segmentação de suas soluções e de sua equipe de
vendas, intensificando investimentos, tanto orgânicos quanto inorgânicos, em setores e
regiões com maiores oportunidades de negócio, para continuar capturando o crescimento do
mercado latino-americano de software.
Agora passo a palavra ao Maia, para que continue a apresentação a partir do slide cinco.
Gilsomar Maia:
Obrigado, Alexandre. Bom dia a todos. Falando agora sobre os custos e despesas
operacionais, no slide cinco, os custos com taxas de licenciamento, de serviços e de P&D
tiveram sua participação sobre a receita líquida elevada em 2,5 p.p. no trimestre, na
comparação com o ano anterior.
Aproximadamente 2/3 desse aumento estão relacionados a P&D, que tem seu aumento como
percentual da receita em grande parte explicado pelo fato desses investimentos em inovação
e segmentação estarem em linha com o planejamento do ano, diferentemente de vendas, que
estão aquém do planejado.
Estamos confiantes em manter nossos investimentos em P&D, mesmo em um ambiente
macro ainda complexo, porque nossa visão de médio e longo prazo das possibilidades de
negócios ligadas à tecnologia é animadora.
Outra linha que apresentou crescimento como percentual de receita foi a de custos com taxa
de licenciamento, que representa o custo com soluções de parceiros. Esse crescimento se
deve à ampliação do ecossistema de parceiros de solução mantido pela TOTVS, que tem
relevância na conversão de oportunidades, especialmente em vendas segmentadas. Boa
parte desse custo não tem a mesma relevância quando analisada com relação à receita
recorrente.
Finalizando esse primeiro grupo de custos, o custo dos serviços apresentou redução em
relação ao trimestre anterior, tendo a margem bruta de serviços do trimestre alcançado os
mesmos patamares registrados há um ano. A Companhia reitera que manterá seus esforços
para ganhar eficiência de sua operação de serviços, recuperando-se de uma performance
aquém do previsto no 1S13.
Passando para o segundo grupo, que concentra os gastos com propaganda, vendas,
comissões e PDD, observamos uma redução de 0,4 p.p. como percentual da receita líquida
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na comparação com o último trimestre, e de 0,7 p.p. na comparação com o ano anterior. Esse
comportamento se deve principalmente à redução da participação das despesas com
comissões sobre a receita líquida, impactado principalmente pelo mix de vendas nos
períodos.
O terceiro grupo, que compreende DGA e honorários da administração, apresentou
estabilidade no trimestre, mas vem apresentando redução como percentual da receita líquida
historicamente.
Esses ganhos de escala ao longo dos anos são fruto da combinação da eficiência
administrativa na gestão das operações do dia a dia e das integrações das empresas
adquiridas. Entendemos que ainda há espaço para ganharmos eficiência nesse grupo, e
continuaremos buscando esses ganhos.
Passando para a evolução de EBITDA, no slide seis, pela primeira vez na história da TOTVS
o EBITDA trimestral superou R$100 milhões, totalizando quase R$105 milhões no 3T13.
Aliás, mesmo com a queda de margem, o EBITDA dos últimos 12 meses já supera em 4,5% o
montante do ano inteiro de 2012.
Aqui, o histórico dos últimos cinco anos nos ajuda a ilustrar que flutuações de margem no
curto prazo podem ocorrer, uma vez que os investimentos em propaganda e P&D não são
capitalizados e seguem o planejamento de médio e longo prazo, contribuindo direta e
indiretamente para a geração de receita.
Continuaremos buscando o aumento da eficiência operacional da Companhia, mantendo
sempre uma rígida disciplina de gestão de custos. Dado o seu mercado-alvo e sua presença
continental, a TOTVS tem um modelo de negócio que leva à expansão de margem no longo
prazo.
Indo para o slide sete, o lucro líquido atingiu R$56,4 milhões, o que representa 31% de
crescimento ano contra ano. Este crescimento foi influenciado positivamente, e principalmente
pelo melhor resultado financeiro, por conta da menor dívida bruta, e pela redução de imposto
de renda decorrente do pagamento de juros sobre capital próprio no mês de agosto.
Aqui também vale destacar o histórico de crescimento dos últimos anos, acima de 20%, bem
como a expansão de quase 4 p.p. de margem líquida.
Agora volto a palavra ao Alexandre para dar seguimento à apresentação a partir do slide oito.
Alexandre Dinkelmann:
Obrigado, Maia. O caixa líquido da Companhia saiu de R$18 milhões no 2T, para R$38
milhões no 3T, mesmo com o pagamento de juros sobre capital próprio em agosto, a
amortização semestral de principal e juros da linha de financiamento Prosoft captada em
2008, a amortização de juros semestrais das debêntures emitidas em 2008, e o pagamento
da aquisição da RMS.
Aqui, eu gostaria de lembrar que a dívida bruta apresentará elevação de R$250 milhões no
4T13, devido à liberação da primeira parcela das linhas recentemente contratadas junto ao
BNDES, como comentado no início dessa conferência.
Antes de passarmos para a sessão de perguntas e respostas, gostaria de reiterar os pilares
que orientam a agenda da Administração para a geração de valor da Companhia no longo
prazo, bem como as ações em curso, apresentados no slide nove.
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Em Inovação, o lançamento do Fluig, nossa plataforma agnóstica, isto é, que permite operar
em vários ambientes e sistemas, para gestão de identidade, processos, conteúdo e
colaboração, se tornando a interface natural dos clientes para os sistemas de gestão
utilizados dentro de uma empresa. Tal investimento reflete nossa visão de evolução do
mercado de software, trazendo mais produtividade aos clientes, assim como uma interface
mais leve e natural para os sistemas de gestão. Estamos muito animados com o potencial de
adoção dessa plataforma.
Também, a segmentação de soluções para endereçar demandas de core business das
empresas. Como falado, cada vez mais precisamos aprofundar a aderência de nossas
soluções para o core business do cliente. Estamos avançando bem, apostando nas diversas
verticais que atualmente atendemos.
Em terceiro, as iniciativas da TOTVS Ventures para atrair inovações de ruptura na indústria
de tecnologia da informação ao nosso ecossistema de negócios.
E, por último, o suporte financeiro do BNDES aos investimentos em inovação e evolução do
portfólio de soluções TOTVS. Esse funding nos traz mais poder de fogo para nossos
investimentos orgânicos e inorgânicos.
No pilar de crescimento, vale mencionar a receita total crescendo 14%, em linha com o CAGR
histórico da Companhia; e, segundo, a orientação da estrutura organizacional para capturar o
fluxo de oportunidades seguindo a dinâmica regional e setorial, especialmente em segmentos
da economia mais orientados a serviços, tanto de forma orgânica, quando via aquisições.
No pilar de fidelização, algumas evidências do alto grau de fidelização dos nossos clientes,
tais como o crescimento de 13% da receita recorrente e de quase 29% das vendas a clientes
existentes. E em segundo lugar, a manutenção dos investimentos em construção de marca é
também um elemento importante para o futuro da fidelização, bem como do crescimento.
E por último, em margem, o foco em eficiência de serviços e o compromisso com a disciplina
de custos e despesas, combinados aos ganhos de escala do modelo de negócio da TOTVS,
tende a levar à expansão de margem no longo prazo.
A partir de agora, ficamos à disposição para a sessão de perguntas e respostas.
Fabio Levy, BTG Pactual:
Bom dia, pessoal. Uma pergunta rápida sobre as últimas aquisições: se vocês puderem
comentar um pouco sobre a integração das aquisições que fizeram, principalmente no 1S13,
e qual a estratégia para cada segmento que podemos considerar aplicada às operações em
geral.
Alexandre Dinkelmann:
OK, Fabio. Boa tarde. Obrigado por sua pergunta. Estamos falando da PC Sistemas, uma
empresa focada no segmento de atacado, e bastante forte também no mercado de atacarejo;
estamos falando da PRX, uma companhia totalmente focada no setor agrícola. Essas foras as
duas aquisições no 1S13, com esse viés de especialização.
Ambas estão sendo bem administradas do ponto de vista de integração. O que fazemos em
qualquer processo é determinar os pontos fracos e fortes desses targets, e como podemos
adicionar valor a esses pontos fracos e procurar manter seus pontos fortes por algum tempo
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No caso da PC, do ponto de vista administrativo, já está totalmente integrado. Pudemos
trabalhar com eles para disponibilizar a oferta em todo o país, isso foi muito importante. Do
ponto de vista de P&D, estamos agora conversando com eles em termos de como
evoluiremos a tecnologia, a plataforma e o produto. Então as equipes estão trabalhando
juntas.
E o principal ponto do processo de integração é que, como essas empresas tem uma
orientação de verticalização, elas se integram facilmente na estrutura que temos aqui na
empresa. Agora, nós vemos a PC como o nosso hub dos setores de atacado e distribuição no
Brasil. A companhia fica sediada em Goiânia, na região centro-oeste, e é lá que
concentramos todo esse esforço setorial nesse hub. O mesmo vale para a PRX, no setor
agrícola. Eles estão localizados no interior de São Paulo, e queremos manter a expertise local
deles, é muito importante manter esse conceito de hubs.
Então, do ponto de vista administrativo, no curtíssimo prazo nós conseguimos integrar as
operações. Trabalhamos duro ainda no curto prazo para treinar toda a equipe de vendas e
divisão de serviços para adquirirem conhecimento dessas companhias, com o mesmo
processo que mantemos.
Essa é a nossa visão para integração de companhias verticais. Temos um mapa de
integração no curto, no médio e no longo prazo. Mas há premissas importantes que sempre
utilizamos: não queremos criar rupturas internas nos targets, em termos de perda de talentos.
Pelo contrário, trabalhamos duro para manter o equilibro e mostrar-lhes que, apesar de essa
ser uma fase nova, é uma fase melhor. E, principalmente, evitamos qualquer ruído em termos
de clientes.
Sempre reafirmamos nossa política de manter o produto e continuar evoluindo o mesmo, e
oferecendo um suporte melhor ainda ao cliente, dando a eles a percepção de que realmente
podemos alavancar a escala do negócio e reforçar a capacidade de investimento da
companhia. Esse é o nosso mantra sempre que falamos de M&A.
Fabio Levy:
Certo, ótimo. Então, vimos um crescimento relativo bastante forte este trimestre, devido em
parte à consolidação dessas duas companhias, mas, ao mesmo tempo, você vê alguma
recuperação do ritmo de crescimento orgânico relacionado às novas aquisições? Você já vê
algum impacto na receita dessas nossas aquisições, na prospecção de novos clientes?
Alexandre Dinkelmann:
Sim, a história é essa. Na maioria das vezes nossa experiência é que logo após concluirmos
um negócio conseguimos acelerar o desempenho das vendas dos nossos targets, porque
inserimos esse target no nosso ecossistema. Conseguimos expandir a capilaridade dessa
oferta no mercado, treinamos muito rápido nossa rede de distribuição e migramos todas as
oportunidades no setor para o novo hub adquirido.
Então, realmente procuramos exercitar uma abordagem complementar, a fim de realmente
ganhar ou adicionar valor à aquisição. Nesse sentido, elas se tornam o hub natural do
negócio. Por isso observamos um impacto muito positivo desde o início de qualquer
transação.
Fabio Levy:
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Certo, ótimo. Obrigado.
Marcelo Santos, JPMorgan:
Boa tarde. Obrigado por aceitar minha pergunta. Gostaria de saber um pouco mais, ou saber
a sua opinião sobre as tendências dos clientes que buscam soluções mais tecnológicas para
os seus negócios principais em contraste à solução tradicional de ERP, que é mais voltada
para o back office. Conforme vemos o aumento da penetração no Brasil, acho que os clientes
começam a ter mais ERP e depois podem migrar para uma solução analítica. Gostaria de
entender melhor como você vê essa tendência e o que você pretende fazer a respeito.
Qualquer informação nesse sentido seria ótimo.
Alexandre Dinkelmann:
Marcelo, obrigado pela sua pergunta. Esse é um ponto muito importante da nossa estratégia.
Vemos isso acontecer no mercado de PME, nos mercados mais avançados, e é isso que
motiva a nossa estratégia de reforçar a especialização dentro da TOTVS.
Por que isso? Vemos que o Brasil é um mercado bastante competitivo para todo mundo,
todos os clientes enfrentam concorrência, então temos uma economia diversificada, temos
uma economia impulsionada pelo setor privado, várias novas empresas tentando ganhar
participação de mercado. Então, ninguém tem vida fácil em termos de concorrência no Brasil.
E isso é um ponto positivo para nós, porque os modelos de negócios estão evoluindo muito
devido à tecnologia, as companhias tentam estabelecer novas formas de agregar clientes,
novos canais de distribuição, usando tecnologia e canais digitais.
Há ainda um grande desfio em termos de produtividade no Brasil; a mão de obra é cara e não
necessariamente produtiva. Por isso vemos vários setores diferentes no Brasil adotando o
uso de tecnologias, alguns até tardiamente. De maneira geral, os setores ligados a nontradable são os mais atrasados em termos de tecnologia, e esse é um dos vetores que
queremos capturar mais fortemente no Brasil no próximo ciclo de cinco a dez anos.
O que isso significa? Que mesmo uma companhia, tecnicamente falando, que já tenha 100%
de penetração de software, deseja se atualizar, deseja migrar de um software desenvolvido
internamente para um novo software que atenda suas necessidades principais. É isso que
temos visto em pequenas e médias empresas, e também em grandes empresas.
Em termos do ERP de back office, o que causa isso é o crescimento tão intenso de algumas
companhias, que elas passam a precisar de soluções mais robustas. De maneira geral, eles
começam usando soluções bem pequenas de fornecedores locais, e então esse fornecedor
local muitas vezes não consegue escalonar e acompanhar o ritmo de crescimento intenso
desses clientes. E há ainda um grande mercado em termos de novas necessidades de
atividades de back office. Essas duas dimensões combinadas agregam boas perspectivas
para o nosso mercado.
Marcelo Santos:
OK. Muito obrigado.
Carlos Siqueira, BTG:
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Boa tarde, Alexandre e Maia. Minha pergunta é com relação à concorrência, se vocês podem
falar um pouco sobre como está o mercado hoje. Quer dizer, segregando pelos diferentes
tipos de clientes, como clientes grandes, médios e pequenos, como está o ambiente
competitivo.
E como um follow-up, se puder nos contar um pouco mais sobre o projeto Fluig, como está
avançando e o que podemos esperar dele. Obrigado.
Alexandre Dinkelmann:
Obrigado pela pergunta, Cadu. Bom, começando pela primeira, sobre o ambiente
concorrencial, precisamos analisar isso por segmentos, como você mesmo disse. Começando
pelo mercado mais avançado, high-end, esse já é um mercado que apresenta grande
penetração. Aqui eu não vejo um grande vetor de aumento de receita para ERP.
O que vemos em termos de demanda potencial é em soluções verticais, que podem se
conectar a soluções já existentes. Então, esse é um fator para explorarmos e, do ponto de
vista concorrencial, não há ninguém realmente empreendendo esforços neste processo de
especialização. Em geral, grandes empresas internacionais utilizam uma abordagem mais
horizontal. E, você sabe, a customização da solução por setores é feita nos canais. Estamos
vendo boas oportunidades para explorar a adoção de soluções verticais por clientes high-end.
E essa é a hora, porque eles tendem a ser os mais impactados pelo cenário macro atual.
Então, o que vemos hoje é uma grande diferença entre as dinâmicas dos mercados de PME e
high-end. Dito isso, quando olhamos para o mercado de PMEs, a concorrência é totalmente
relacionada ao setor do qual estamos falando.
No setor de planos de saúde, a concorrência é bastante diferente da concorrência no setor de
educação ou em qualquer outro setor do nosso portfólio. Assim, hoje nós cobrimos os dez
maiores setores do Brasil, da economia brasileira, e em cada setor nós temos concorrentes
diferentes. A maioria deles, eu diria 100% deles, é menor que a gente, mesmo do ponto de
vista setorial. Mas a força deles vem da especialização, do foco, por isso temos investido em
especialização.
Há duas formas de abordarmos o cenário concorrencial no mercado de PMEs. A primeira é
investir mais organicamente. A segunda é adquirir companhias que sejam boas concorrentes
e que podem encaixar-se bem tanto à nossa estratégia quanto à nossa cultura.
Com relação ao Fluig, ele será lançado neste semestre. Estamos investindo nessa solução já
há alguns anos. É uma combinação de investimentos feitos no Brasil e no Vale do Silício, pela
Totvs Lab. E é uma nova forma de abordar a adoção de softwares por companhias e pelos
indivíduos dentre das companhias.
A proposta de valor aqui é criar uma nova camada para o cliente, combinando então
ferramentas de colaboração, ferramentas para gestão do workflow, ferramentas para gestão
de conteúdo e gestão de identidade.
A ideia aqui é realmente melhorar, ou aumentar a produtividade dentro da companhia,
oferecendo uma interface mais natural e simples de usar para qualquer software. Não apenas
da TOTVS, mas qualquer software utilizado dentro da companhia.
E aí podemos realmente adicionar essas funcionalidades nessa camada, que pode ser
instalada em nuvem ou localmente, e com isso tornar o ERP mais leve, flexível e escalonável.
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Essa é a ideia, é algo muito inovador. Ninguém tem ainda essa abordagem holística e
queremos dar o pontapé nessa tendência, que está muito alinhada, do nosso ponto de vista,
às necessidades dos clientes.
A primeira fase que estamos explorando desta oferta com nossos clientes, desenvolvendo
projetos-piloto, está avançando muito bem. Nós teremos a oportunidade de falar com vocês
especificamente sobre o Fluig e realizar demonstrações no próximo TOTVS Day, que
acontece aqui no Brasil e em Nova York na semana que vem. Então, convido a todos para
juntarem-se a nós nessa apresentação.
Carlos Siqueira:
OK. Obrigado, Alexandre.
Operadora:
Parece que não temos mais perguntas neste momento. Com isso concluímos a sessão de
perguntas e respostas de hoje. Gostaria de devolver a palavra ao Sr. Alexandre Dinkelmann.
Alexandre Dinkelmann:
Gostaria de encerrar essa teleconferência lembrando a todos que a TOTVS possui um
posicionamento único no mercado, fruto da combinação da nossa cobertura geográfica de
escala continental e da nossa forte presença em grandes setores da economia. Esse
posicionamento nos permite inovar através de soluções que integram cadeias de valor.
Quando falamos em inovação, eu me refiro a investimentos em P&D, que colocam a TOTVS
entre os cinco maiores investidores brasileiros em P&D no mundo. Isso é muito relevante.
Assim, continuaremos investindo para nos tornarmos cada vez mais essenciais para os
nossos clientes. Muito obrigado pela participação na teleconferência. E, mais importante que
isso, agradeço à equipe TOTVS pelo seu árduo trabalho diário para nos tornar a empresa
mais robusta do setor.
Operadora:
Obrigada. A teleconferência da TOTVS está encerrada. Agradecemos a todos pela
participação e tenham um bom dia.
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