JORDAN HENRIQUE DE SOUZA PROCESSO DE MAPEAMENTO DE ÁREAS URBANIZADAS COM RISCO À ESCORREGAMENTO DE SOLO: O CASO DE JUIZ DE FORA - MG Dissertação à ser submetida ao programa de Pós Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal Fluminense como requisito parcial para obtenção do Grau de Mestre. Orientador: Carlos Alberto Pereira Soares Niterói Agosto 2010 2 Ficha Catalográfica elaborada pela Biblioteca da Escola de Engenharia e Instituto de Computação da UFF 3 JORDAN HENRIQUE DE SOUZA PROCESSO DE MAPEAMENTO DE ÁREAS URBANIZADAS COM RISCO À ESCORREGAMENTO DE SOLO: O CASO DE JUIZ DE FORA - MG Dissertação à ser submetida ao programa de Pós Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal Fluminense como requisito parcial para obtenção do Grau de Mestre. Aprovada em 03 de agosto de 2010 BANCA EXAMINADORA Carlos Alberto Pereira Soares, D. Sc – Orientador. UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Wainer da Silveira e Silva, D. Sc. UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE José Abrantes, D. Sc. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Niterói Agosto 2010 4 "O Processo de mapeamento de áreas de risco é apenas o meio... ... o objetivo final é a efetiva preservação de vidas por meio das ações de prevenção" Jordan Henrique de Souza 5 Dedico esta dissertação a todos que me auxiliaram a chegar até aqui. 6 AGRADECIMENTOS À Deus, inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, Aos meus pais, e irmão, pelo apoio sempre à mim dispensados, À Gislaine, minha companheira de longas jornadas, Aos Professores Gil, Marangon, Geraldo e Abramo (UFJF), pelas imensuráveis considerações técnicas, desde a graduação, Ao Subsecretário da Defesa Civil de Juiz de Fora, Major Mendes, pelo incentivo nesta pesquisa e disponibilização de dados técnicos, Aos companheiros do 4º BBM, os amigos certos nas horas incertas, Á Direção do Instituto Vianna Jr, pelo incentivo no ingresso neste curso, Ao Prof. Carlos Alberto Pereira Soares – meu orientador, pelo imenso apoio e paciência no processo de construção do conhecimento, Ao Prof. Wainer da Silveira e Silva, pelo constante apoio ao longo do curso, A todos aqueles que me incentivaram e me ajudaram no desenvolvimento deste trabalho 7 RESUMO: O intenso processo de urbanização desde os anos 70 conjugado com a falta de uma política habitacional e social adequada tem levado os grandes centros urbanos a ocupações desordenadas, principalmente populares, a graves situações de risco geotécnico. Neste contexto, uma longa caminhada torna-se necessária a ser praticada em todo o país, cujo objetivo é o de mitigar os efeitos nocivos que as áreas de riscos têm causado a população brasileira. Estas ocupações nunca foram implantadas do ponto de vista da engenharia civil de uma forma tecnicamente correta, muito pelo contrário, houve total inexistência de técnicas de engenharia não só nas obras de terraplenagem, drenagem e pavimentação, como também nas edificações. O mapeamento das áreas de risco por muito temo restringia-se à estudos acadêmicos ou algumas iniciativas de cidades mais desenvolvidas. A política pública dos “Planos Municipais de Redução de Riscos à Escorregamento de Solo e Rocha em Assentamentos Precários” – PMRR, adotada pelo Ministério das Cidades, por meio de metodologia de avaliação simplificada desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo – IPT, veio a promover amplo estudo desta temática em âmbito nacional. A propositura da presente pesquisa é além da indicação de uma etapa complementar ao processo desenvolvido pelo IPT, visando a facilitação no mapeamento das áreas de risco, por meio da utilização do Sistema de Análise Geoambiental da Universidade Federal do Rio de Janeiro – SAGA/UFRJ promovendo também discussão acerca do “Processo de Mapeamento de Áreas Urbanizadas com risco à Escorregamento de Solo”. 8 O Processo de mapeamento de áreas de risco é o ponto de partida para o conhecimento do cenário ambiental urbano, neste caso, o uso de ferramentas de geoprocessamento e dos conhecimentos de cartografia e topografia avançada permite avaliações em nível de acurácia quase real. O objetivo final é o planejamento das ações de Defesa Civil, bem como do mecanismo de gestão de risco, compreendendo intervenções estruturais, por exemplo, obras de engenharia, ou não estruturais, como ações de educação ambiental, desenvolvimento de sistema de alerta e alarme e formação dos núcleos comunitários locais de defesa civil. 9 ABSTRACT This intense process of urbanization since the '70s and a failure of an adequate social housing policy and has led major cities the disorderly occupation, especially popular, serious geotechnical risk situations. In this context, a long walk is required to be deployed throughout the country, whose goal is to mitigate the adverse effects that the areas of risk have caused the population. These occupations have never been deployed from the standpoint of engineering calendar in a technically correct, quite the contrary, there was total absence of engineering works not only in earthworks, drainage and paving, as well as in buildings. The mapping of risk areas for very fear was limited to some academic studies or initiatives that are more developed. The public policy of the "Municipal Plans to Reduce Risks Slip on Soil and Rock Slum "- PMRR, adopted by the Ministério das Cidades (Ministry of Cities), through the evaluation methodology Simplified developed by the Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT, came to encourage extensive study this issue in context national. The commencement of this research is beyond the specified one additional step to the process developed by the IPT in order to facilitating the mapping of risk through the use of Geoenvironmental Analysis System, Federal University of Rio de Janeiro - SAGA / UFRJ, also promotes discussion of the "Process Mapping urban areas at risk to slip Soil. " 10 Process mapping of risk areas is the starting point to the knowledge of urban environmental scenario in this case, the use of geoprocessing tools and knowledge of cartography and topography enable advanced assessments in near real level of accuracy. The ultimate goal is the planning of Civil Defence and the mechanism for risk management, including structural interventions, for example engineering works, or non-structural actions such as education environmental, development and alarm warning system and training of core local community civil defense. 11 LISTA DE QUADROS QUADRO 1 – GRAUS DE PROBABILIDADE DE RISCO ............................................... 32 QUADRO 2 - DADOS OBTIDOS POR MEIO DO MAPA LITOLÓGICO ............................... 61 QUADRO 3 - DADOS OBTIDOS POR MEIO DO MAPA DE DECLIVIDADE ......................... 67 QUADRO 4 - DADOS OBTIDOS POR MEIO DO MAPA DE ALTIMETRIA ........................... 69 QUADRO 5 - DADOS OBTIDOS POR MEIO DO MAPA DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO..... 73 QUADRO 6 - DADOS OBTIDOS DO MAPA DE PROXIMIDADE DE RUAS......................... 75 QUADRO 7 - DADOS OBTIDOS DO MAPA ESTRUTURAL ............................................ 77 QUADRO 8 - DADOS OBTIDOS DO MAPA DE DENSIDADE DEMOGRÁFICA ................... 82 QUADRO 9 - DADOS OBTIDOS DO MAPA DE PROXIMIDADE DE CURSOS D’ÁGUA ......... 84 QUADRO 10 - DADOS OBTIDOS DO MAPA DE QUALIDADE DE VIDA ........................... 87 QUADRO 11 - DADOS OBTIDOS PELO MAPA DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS OCORRÊNCIAS ............................................................................................ 90 QUADRO 12 - DADOS OBTIDOS DO MAPA DE ÁREAS DE ESPECIAL INTERESSE SOCIAL ................................................................................................................. 91 QUADRO 13 - DADOS OBTIDOS DO MAPA DE ABRANGÊNCIA DOS ABRIGOS ALTERNATIVOS ........................................................................................... 96 QUADRO 14 - DADOS OBTIDOS PELO MAPA DE SUSCEPTIBILIDADE DE RISCO ............ 99 QUADRO 15 - VALORES OBTIDOS DO AGRUPAMENTO DE CATEGORIAS DE SUSCEPTIBILIDADE DE RISCO À ESCORREGAMENTO ......................................... 99 QUADRO 16 - RESULTADO DA SETORIZAÇÃO ...................................................... 112 QUADRO 17 - ÁREAS DE RISCO ALTO E MUITO ALTO EM ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS DE JUIZ DE FORA ...................................................................................... 116 QUADRO 18 - INTERVENÇÕES NÃO ESTRUTURAIS ................................................ 118 QUADRO 19 - TIPOLOGIAS DE INTERVENÇÕES ESTRUTURAIS VOLTADAS À REDUÇÃO DE RISCOS ASSOCIADOS A ESCORREGAMENTOS EM ENCOSTAS OCUPADAS. ......... 120 12 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1- CONTEXTUALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO NO BRASIL. .................................... 25 FIGURA 2 - DELIMITAÇÃO DO MUNICIPIO .............................................................. 25 FIGURA 3 - FASES DE ELABORAÇÃO DOS PLANOS MUNICIPAIS DE REDUÇÃO DE RISCOS. ..................................................................................................... 35 FIGURA 4 - FORMULAÇÃO MATEMÁTICA DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO ................... 47 FIGURA 5- DIAGRAMA DO MÉTODO DELPHI. ......................................................... 49 FIGURA 6 - RETÂNGULO DE ANÁLISE .................................................................... 59 FIGURA 7 - MAPA LITOLÓGICO E CATEGORIAS DE INFORMAÇÕES............................ 60 FIGURA 8 - MAPA GEOMORFOLÓGICO E CATEGORIAS DE INFORMAÇÕES .................. 63 FIGURA 9 - MAPA DE DECLIVIDADE E CATEGORIAS DE INFORMAÇÕES ...................... 66 FIGURA 10 - MAPA DE ALTIMETRIA E CATEGORIAS DE INFORMAÇÕES ..................... 68 FIGURA 11 - TELA DO APLICATIVO ER MAPPER COM OS PONTOS DE CONTROLE UTILIZADOS NA CORREÇÃO DA FOTOGRAFIA DE SATÉLITE. ................................ 71 FIGURA 12 - MAPA DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E CATEGORIAS DE INFORMAÇÕES72 FIGURA 13 - MAPA DE PROXIMIDADE DE RUAS E CATEGORIAS DE INFORMAÇÕES ..... 74 FIGURA 14 - MAPA ESTRUTURAL E CATEGORIAS DE INFORMAÇÕES ......................... 77 FIGURA 15 - MAPA DE DENSIDADE DEMOGRÁFICA E CATEGORIAS DE INFORMAÇÕES 79 FIGURA 16 - MAPA DE PROXIMIDADE DE CURSOS D’ÁGUA E CATEGORIA DE INFORMAÇÕES ............................................................................................ 84 FIGURA 17 - MAPA DE QUALIDADE DE VIDA E CATEGORIA DE INFORMAÇÕES ............ 86 FIGURA 18 - EDIFICAÇÕES GEOREFERENCIADAS E CATEGORIA DE INFORMAÇÕES .... 89 FIGURA 19 - MAPA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DE OCORRÊNCIAS DE ESCORREGAMENTO DE SOLO E CATEGORIA DE INFORMAÇÕES ...................................................... 89 FIGURA 20 - ÁREAS DE ESPECIAL INTERESSE SOCIAL E CATEGORIA DE INFORMAÇÕES ................................................................................................................. 90 FIGURA 21 - – MAPA DE DISTRIBUIÇÃO PLUVIOMÉTRICA ANUAL (2006) E LEGENDA (MM) .......................................................................................................... 91 FIGURA 22 - MAPA E LEGENDA DO MAPA DE ABRANGÊNCIA DOS ABRIGOS ALTERNATIVOS ........................................................................................... 92 FIGURA 23 - FLUXOGRAMA UTILIZADO PARA A DETERMINAÇÃO DE ÁREAS DE SUSCEPTIBILIDADE À ESCORREGAMENTO DE SOLO, COM RESPECTIVOS PESOS .. 97 FIGURA 24 - MAPA DE SUSCEPTIBILIDADE DE RISCO À ESCORREGAMENTO DE SOLO E CATEGORIA DE INFORMAÇÕES...................................................................... 98 FIGURA 25 - FLUXOGRAMA DE SOBREPOSIÇÃO DE INFORMAÇÕES CARTOGRÁFICAS PARA DETERMINAÇÃO DAS ÁREAS COM INDICATIVO DE RISCO ......................... 104 FIGURA 26 - MAPA DE RISCO À ESCORREGAMENTO DE SOLO EM ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS .............................................................................................. 121 FIGURA 27 – PROCESSO DE MAPEAMENTO DE ÁREAS DE RISCO À ESCORREGAMENTO DE SOLO................................................................................................... 126 FIGURA 28 - MAPA DE RISCO: ÁREA C2 - BAIRRO DOM BOSCO ........................... 146 FIGURA 29 - MAPA DE RISCO: ÁREA C3 - BAIRRO DOM BOSCO ........................... 147 FIGURA 30 - MAPA DE RISCO: ÁREA C4 - BAIRRO SANTA CECÍLIA ........................ 148 13 FIGURA 31 - MAPA DE RISCO: ÁREA E1 - BAIRRO LINHARES ................................ 149 FIGURA 32 - MAPA DE RISCO: ÁREA E2 – FAZENDA DO YUNG ............................. 150 FIGURA 33 - MAPA DE RISCO: ÁREA E3 – FAZENDA DO YUNG ............................. 151 FIGURA 34 - MAPA DE RISCO: ÁREA E5 - BAIRRO SANTA RITA ............................. 152 FIGURA 35 - MAPA DE RISCO: ÁREA E8 - BAIRRO TRÊS MOINHOS ....................... 153 FIGURA 36 - MAPA DE RISCO: ÁREA E9 - BAIRRO SANTA RITA ............................. 154 FIGURA 37 - MAPA DE RISCO: ÁREA E10 - BAIRRO MARUMBI .............................. 155 FIGURA 38 - MAPA DE RISCO: ÁREA E13 - BAIRRO SÃO BERNARDO..................... 156 FIGURA 39 - MAPA DE RISCO: ÁREA E14 - BAIRRO MARUMBI .............................. 157 FIGURA 40 - MAPA DE RISCO: ÁREA E15 - BAIRRO BONFIM ................................. 158 FIGURA 41 - MAPA DE RISCO: ÁREA E16 - BAIRRO SANTOS ANJOS...................... 159 FIGURA 42 - MAPA DE RISCO: ÁREA E17 - BAIRRO VILA ALPINA .......................... 160 FIGURA 43 - MAPA DE RISCO: ÁREA E19 - BAIRRO LADEIRA ................................ 161 FIGURA 44 - MAPA DE RISCO: ÁREA N7 - BAIRRO SÃO DAMIÃO ........................... 162 FIGURA 45 - MAPA DE RISCO: ÁREA N8 - BAIRRO SANTA CRUZ ........................... 163 FIGURA 46 - MAPA DE RISCO: ÁREA N12 - BAIRRO CIDADE DO SOL ..................... 164 FIGURA 47 - MAPA DE RISCO: ÁREA N14 - BAIRRO JÓQUEI CLUBE....................... 165 FIGURA 48 - MAPA DE RISCO: ÁREA N21 - BAIRRO CARLOS CHAGAS ................... 166 FIGURA 49 - MAPA DE RISCO: ÁREA N27 - BAIRRO MILHO BRANCO ..................... 167 FIGURA 50 - MAPA DE RISCO: ÁREA N29 - BAIRRO ESPLANADA ........................... 168 FIGURA 51 - MAPA DE RISCO: ÁREA NE1 - BAIRRO FILGUEIRAS .......................... 169 FIGURA 52 - MAPA DE RISCO: ÁREA NE7 - BAIRRO PARQUE INDEPENDÊNCIA ....... 170 FIGURA 53 - MAPA DE RISCO: ÁREA NE8 - BAIRRO GRANJAS BETHÂNIA............... 171 FIGURA 54 - MAPA DE RISCO: ÁREA NE12 - BAIRRO DOM BOSCO ....................... 172 FIGURA 55 - MAPA DE RISCO: ÁREA NE20 - BAIRRO GRANJAS BETHÂNIA............. 173 FIGURA 56 - MAPA DE RISCO: ÁREA O3 - BAIRRO JARDIM CASA BLANCA.............. 174 FIGURA 57 - MAPA DE RISCO: ÁREA O5 - BAIRRO BORBOLETA ............................ 175 FIGURA 58 - MAPA DE RISCO: ÁREA O6 - BAIRRO BORBOLETA ............................ 176 FIGURA 59 - MAPA DE RISCO: ÁREA S4 - BAIRRO SANTA LUZIA ........................... 177 FIGURA 60 - MAPA DE RISCO: ÁREA S6 - BAIRRO CRUZEIRO DO SUL ................... 178 FIGURA 61 - MAPA DE RISCO: ÁREA S9 - BAIRRO BELA AURORA ......................... 179 FIGURA 62 - MAPA DE RISCO: ÁREA S11 - BAIRRO SÃO GERALDO ....................... 180 FIGURA 63 - MAPA DE RISCO: ÁREA S14 - BAIRRO SANTA EFIGÊNIA .................... 181 FIGURA 64 - MAPA DE RISCO: ÁREA S15 - BAIRRO JARDIM DE ALÁ ...................... 182 FIGURA 65 - MAPA DE RISCO: ÁREA SE2 - BAIRRO JARDIM DA LUA ...................... 183 FIGURA 66 - MAPA DE RISCO: ÁREA SE3 - BAIRRO NOSSA SENHORA DE LOURDES 184 FIGURA 67 - MAPA DE RISCO: ÁREA SE6 - BAIRRO OLAVO COSTA....................... 185 FIGURA 68 - MAPA DE RISCO: ÁREA SE10 – ESTRADA UNIÃO INDÚSTRIA (PRÓXIMO BAIRRO RETIRO) ....................................................................................... 186 FIGURA 69 - MAPA DE RISCO: ÁREA SE7 - BAIRRO PARQUE GUARUÁ .................. 187 FIGURA 70 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E19/1 ........................................... 188 FIGURA 71 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E15/2 ........................................... 189 FIGURA 72 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E5/5 ............................................. 190 FIGURA 73 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: S6/5 ............................................. 191 14 FIGURA 74 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N4/2 ............................................. 192 FIGURA 75 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N4/5 ............................................. 193 FIGURA 76 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E9/2 ............................................. 194 FIGURA 77 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: NE21/1......................................... 195 FIGURA 78 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: NE12/1......................................... 196 FIGURA 79 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: SE6/9 ........................................... 197 FIGURA 80 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: NE7/1........................................... 198 FIGURA 81 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: C4/1 ............................................. 199 FIGURA 82 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N14/3 ........................................... 200 FIGURA 83 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N27/2 ........................................... 201 FIGURA 84 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N27/1 ........................................... 202 FIGURA 85 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N21/1 ........................................... 203 FIGURA 86 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N8/1 ............................................. 204 FIGURA 87 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: C3/1 ............................................. 205 FIGURA 88 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N7/1 ............................................. 206 FIGURA 89 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: NE8/1........................................... 207 FIGURA 90 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E17/1 ........................................... 208 FIGURA 91 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E16/1 ........................................... 209 FIGURA 92 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E9/1 ............................................. 210 FIGURA 93 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR:E8/2 .............................................. 211 FIGURA 94 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E8/1 ............................................. 212 FIGURA 95 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E5/1 ............................................. 213 FIGURA 96 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E3/1 ............................................. 214 FIGURA 97 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N7/2 ............................................. 215 FIGURA 98 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: SE8/1 ........................................... 216 FIGURA 99 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR:S11/1 ............................................ 217 FIGURA 100 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: NE1/1......................................... 218 FIGURA 101 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: S12/1 ......................................... 219 FIGURA 102 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: S15/1 ......................................... 220 FIGURA 103 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: S4/1 ........................................... 221 FIGURA 104 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: SE3/1 ......................................... 222 FIGURA 105 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: O3/1 ........................................... 223 FIGURA 106 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: SE8/2 ......................................... 224 FIGURA 107 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: SE7/1 ......................................... 225 FIGURA 108 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: O5/1 ........................................... 226 FIGURA 109 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: C2/2 ........................................... 227 FIGURA 110 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: C2/1 ........................................... 228 FIGURA 111 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: O6/2 ........................................... 229 FIGURA 112 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: SE10/1 ....................................... 230 FIGURA 113 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: SE6 ............................................ 231 FIGURA 114 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: O5/2 ........................................... 232 FIGURA 115 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: SE2/2 ......................................... 233 FIGURA 116 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: SE2/1 ......................................... 234 FIGURA 117 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E2/1 ........................................... 235 15 FIGURA 118 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E1/2 ........................................... 236 FIGURA 119 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E13/1 ......................................... 237 FIGURA 120 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: S14/1 ......................................... 238 FIGURA 121 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: S7/1 ........................................... 239 FIGURA 122 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E1/1 ........................................... 240 FIGURA 123 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E10/1 ......................................... 241 FIGURA 124 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E10/2 ......................................... 242 FIGURA 125 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E6/1 ........................................... 243 FIGURA 126 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: S6/2 ........................................... 244 FIGURA 127 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N20/1 ......................................... 245 FIGURA 128 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: NE9/1......................................... 246 FIGURA 129 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N29/3 ......................................... 247 FIGURA 130 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N29/1 ......................................... 248 FIGURA 131 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: S7/2 ........................................... 249 FIGURA 132 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: S6/1 ........................................... 250 FIGURA 133 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E14/1 ......................................... 251 FIGURA 134 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: C3/2 ........................................... 252 FIGURA 135 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N4/4 ........................................... 253 FIGURA 136 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: S8/1 ........................................... 254 FIGURA 137 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: S8/2 ........................................... 255 FIGURA 138 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: S9/1 ........................................... 256 FIGURA 139 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: E15/1 ......................................... 257 FIGURA 140 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N12/1 ......................................... 258 FIGURA 141 - FICHA DE CAMPO ÁREA/SETOR: N12/2 ......................................... 259 16 LISTA DE EQUAÇÕES EQUAÇÃO 1 - EXPRESSÃO DO RISCO (CARVALHO, 2007) ................................... 32 EQUAÇÃO 2 - AVALIAÇÃO DO DANO (CARVALHO, 2007) ..................................... 33 EQUAÇÃO 3 - EXPRESSÃO DO RISCO (NOGUEIRA, 2002) ................................... 33 17 LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS DE LITOLOGIA ..................... 61 GRÁFICO 2 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS DE GEOMORFOLOGIA .......... 64 GRÁFICO 3 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS DE GEOMORFOLOGIA (SIMPLIFICADA) ........................................................................................... 65 GRÁFICO 4 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS DE DECLIVIDADE ................. 67 GRÁFICO 5 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS DE ALTIMETRIA ................... 70 GRÁFICO 6 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO ................................................................................................................. 73 GRÁFICO 7 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS DO MAPA DE PROXIMIDADE DE RUAS ........................................................................................................ 76 GRÁFICO 8 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS DO MAPA ESTRUTURAL ........ 78 GRÁFICO 9 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS DO MAPA DE DENSIDADE DEMOGRÁFICA ........................................................................................... 82 GRÁFICO 10 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS HIDROGRÁFICAS ............... 85 GRÁFICO 11 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS DE QUALIDADE DE VIDA ..... 87 GRÁFICO 12 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS DE SUSCEPTIBILIDADE DE RISCO ..................................................................................................... 100 GRÁFICO 13 - REPRESENTATIVIDADE DAS CATEGORIAS DO MAPA DE RISCO À ESCORREGAMENTO DE SOLO EM ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS ................... 122 GRÁFICO 14 - NÚMERO DE EDIFICAÇÕES SOBRE AS FAIXAS DE DECLIVIDADE ........ 123 GRÁFICO 15 - NÚMERO DE EDIFICAÇÕES NAS CATEGORIAS DE QUALIDADE DE VIDA 124 GRÁFICO 16 - NÚMERO DE EDIFICAÇÕES EM ÁREAS DE SUSCEPTIBILIDADE DE RISCO ............................................................................................................... 125 GRÁFICO 17 - NÚMERO DE EDIFICAÇÕES EM ÁREAS DE RISCO ............................. 125 18 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................ 21 1.1 CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA .................................................... 21 1.2 OBJETIVOS ........................................................................................... 22 1.2.1 GERAL ............................................................................................ 22 1.2.2 ESPECÍFICOS ................................................................................ 22 1.3 JUSTIFICATIVA / RELEVÂNCIA ............................................................ 23 1.4 METODOLOGIA .................................................................................... 24 1.4.1 Tipo da pesquisa: ............................................................................ 24 1.4.2 Universo, amostra e sujeitos: ........................................................... 24 1.4.3 Coleta de dados:.............................................................................. 25 1.4.4 Tratamento dos dados: .................................................................... 26 1.4.5 Desenvolvimento: ............................................................................ 26 1.4.6 Limitações do método: ..................................................................... 27 1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO ............................................................... 27 2. AVALIAÇÃO DE ÁREAS DE RISCOS ........................................................ 28 2.1 DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS ................................................ 28 A) ÁREA URBANA: ......................................................................................... 28 B) ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS: ............................................................. 29 C) EVENTO: ................................................................................................... 29 D) ACIDENTE/ DESASTRE: ........................................................................... 29 E) VULNERABILIDADE: ................................................................................. 30 F) RISCO ........................................................................................................ 30 G) GRAUS DE PROBABILIDADE: .................................................................. 30 H) ÁREAS DE RISCO GEOLÓGICO: ............................................................. 32 I) PLANOS MUNICIPAIS DE REDUÇÃO DE RISCOS: ................................... 34 J) ÁREAS DE ESPECIAL INTERESSE SOCIAL ............................................. 35 2.2 PROCESSOS DE AVALIAÇÃO APLICADOS A ÁREAS DE RISCO ....... 36 2.2.1 O PROCESSO DE SETORIZAÇÃO EM CAMPO DO INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS ................................................................ 36 2.2.1.1) CADASTRO DAS ÁREAS DE RISCO ......................................... 36 a) MOVIMENTOS DE MASSA.................................................................. 37 b) EROSÃO .............................................................................................. 39 c) ENCHENTES/INUNDAÇÕES ............................................................... 41 2.2.1.2) DESENVOLVIMENTO DAS FICHAS DE CARACTERIZAÇÃO ... 42 2.2.1.4) DETERMINAÇÃO DO GRAU DE RISCO .................................... 45 19 2.2.2 INDICAÇÃO DE ÁREAS DE RISCOS ATRAVÉS DA SUSCEPTIBILIDADE DE RISCOS POR MEIO DO APLICATIVO SAGA/UFRJ ............................................................................................. 46 a) AVALIAÇÃO AMBIENTAL: ................................................................... 46 b) PROCESSO DELPHI NA ATRIBUIÇÃO DE PESOS E NOTAS ........... 48 c) APLICAÇÕES EM ÁREAS CRÍTICAS .................................................. 50 d) RESULTADOS ..................................................................................... 51 e) A TÉCNICA DE ELABORAÇÃO DE CARTOGRAMAS ........................ 51 f) FONTES DE DADOS: ........................................................................... 52 g) ASSINATURA AMBIENTAL: ................................................................ 53 2.3 GEOREFERENCIAMENTO DE INFORMAÇÕES................................... 54 2.4 O ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO ..................................................... 55 2.5 A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DAS ÁREAS DE RISCO ....................... 55 3. PROCESSO DE MAPEAMENTO DE ÁREAS URBANIZADAS COM RISCO À ESCORREGAMENTO DE SOLO APLICADO EM JUIZ DE FORA .............. 57 3.1 CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO..................................................... 57 3.2 DESENVOLVIMENTO DE CARTOGRAMAS ......................................... 58 3.2.1 MONTAGEM DA BASE DE DADOS GEORREFERENCIADA DIGITAL ................................................................................................... 58 3.2.2 CARTOGRAMAS BASE PARA ANÁLISE DE SUSCEPTIBILIDADE DE RISCO: ............................................................................................... 59 a) Litologia ................................................................................................ 60 b) Geomorfologia ...................................................................................... 61 c) Declividade ........................................................................................... 65 d) Altimetria (Hipsometria) ........................................................................ 68 e) Correção da Fotografia de satélite ........................................................ 70 f) Uso e Ocupação do Solo ....................................................................... 71 g) Proximidade de Ruas ........................................................................... 73 g) Estrutural .............................................................................................. 76 h) Densidade Demográfica ....................................................................... 78 i) Proximidade de Cursos d’água .............................................................. 82 j) Qualidade de Vida ................................................................................. 85 3.2.3 CARTOGRAMAS BASE PARA ESTUDO E COMPREENSÃO DAS ÁREAS DE RISCO: .................................................................................. 88 k) Georeferenciamento das edificações .................................................... 88 l) Distribuição Espacial das Ocorrências de Escorregamento de Talude de 1985 à 2007 ............................................................................................. 89 m) Áreas de Especial Interesse Social ..................................................... 90 n) Distribuição Pluviométrica .................................................................... 91 3.2.4 CARTOGRAMAS PARA O PROCESSO DE GESTÃO DAS ÁREAS DE RISCO ................................................................................................ 92 o) Localização dos Abrigos Alternativos e área de abrangência ............... 92 20 3.3 DESENVOLVIMENTO DA AVALIAÇÃO DA SUSCEPTIBILIDADE DE RISCOS.................................................................................................... 97 3.4 ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO ....................................................... 100 3.4.1 MOBILIZAÇÃO: ............................................................................. 101 3.4.2 ROTEIRO: ..................................................................................... 101 3.4.3 AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL ........................................................ 102 3.5 SOBREPOSIÇÃO DE INFORMAÇÕES PERTINENTES AO RISCO AJUSTADO ............................................................................................... 103 3.6 APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE SETORIZAÇÃO IPT (AVALIAÇÃO EM CAMPO) .............................................................................................. 104 3.6.1 ÁREAS DE RISCO ALTO E MUITO ALTO EM ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS .......................................................................................... 113 3.7 DESENVOLVIMENTO DE PROPOSTAS DE INTERVENÇÕES NAS ÁREAS DE RISCOS .................................................................................. 117 3.8 ASSINATURA AMBIENTAL ................................................................. 122 a) Mapa de Edificações com Mapa de Declividades ............................ 123 b) Mapa de Edificações com Mapa de Qualidade de Vida ................... 124 c) Mapa de Edificações com Mapa de Susceptibilidade de Risco ........ 125 d) Mapa de Edificações com Mapa de Risco ........................................ 125 4. CONCLUSÕES ......................................................................................... 126 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................... 129 6 ANEXOS .................................................................................................... 141 ANEXO 1 – FICHA DE CADASTRO DE ÁREAS COM RISCO DE ESCORREGAMENTOS . 142 ANEXO 2 – FICHA DE CADASTRO DE ÁREAS COM EROSÃO ................................. 143 ANEXO 3 – FICHA DE CADASTRO DE ÁREAS COM RISCO DE INUNDAÇÃO .............. 145 21 1. INTRODUÇÃO 1.1 CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA O intenso processo de urbanização desde os anos 70 conjugado com a falta de uma política habitacional e social adequada tem levado os grandes centros urbanos a ocupações desordenadas, principalmente populares e consequentemente, a graves situações de risco geotécnico. Neste contexto, uma longa caminhada torna-se necessária a ser implementada em todo o país, cujo objetivo é o de mitigar os efeitos nocivos que as áreas de riscos têm causado a população brasileira. Estas ocupações nunca foram implantadas do ponto de vista da engenharia civil de uma forma tecnicamente correta, muito pelo contrário, houve total inexistência de técnicas de engenharia não só nas obras de terraplenagem, drenagem e pavimentação, como também nas edificações. Relatórios recentes do Intergovernmental Panel on Climate Change alertam que as alterações climáticas já são realidade, e que promoverão precipitações pluviométricas mais intensas e consequentemente maiores números de escorregamentos de solo e inundações (IPCC, 2007). Nos órgãos públicos, atualmente, existem sistemáticas de financiamento de mapeamento das áreas de riscos (Planos Municipais de Redução de Riscos), de elaboração de projetos de engenharia para estabilização das áreas identificadas no mapeamento e por último o desenvolvimento das obras indicadas. 22 Por muito tempo o processo de mapeamento de áreas de risco restringia-se à municípios mais organizados, porém na grande maioria dos casos não era objeto de políticas públicas no âmbito municipal. Não é raro, que os municípios contemplados com o recurso financeiro para mapeamento, por não conseguir completar o processo de mapeamento, ou até mesmo por nem iniciá-lo, percam tal recurso. 1.2 OBJETIVOS 1.2.1 GERAL Desenvolver um processo de avaliação das áreas de risco à escorregamento de solo em assentamentos precários dentro dos preceitos exigidos pelo Ministério das Cidades (órgão financiador de mapeamento de riscos), promovendo maior facilitação na identificação das áreas de risco, bem como maior nível de precisão no mapeamento de áreas em risco de escorregamento de solo. 1.2.2 ESPECÍFICOS Descrever as etapas do processo de mapeamento de áreas de risco, detalhando-as por meio do estudo de caso no município de Juiz de Fora. Realização de diagnóstico do processo de mapeamento de áreas de riscos nas áreas urbanas, geralmente áreas de ocupação irregular, com definição de setores de risco à escorregamento de solo, nos níveis: baixo, médio, alto e muito alto, permitindo assim quantificação das moradias em risco e posteriores definições de intervenções estruturais e não estruturais; Demonstrar que a utilização do aplicativo SAGA-UFRJ (Sistema de Análise Geoambiental) como ferramenta de análise de áreas com susceptibilidade de risco à escorregamento de solo tem muito a contribuir na aceleração do processo de avaliação de risco; 23 Indicar fontes de informações técnicas, algumas gratuitas, úteis no processo de mapeamento, como as cartas topográficas do IBGE, imagens de radar (Embrapa), e fotografias de satélites (Google Tele atlas). Descrever as etapas de mapeamento desde o desenvolvimento de cartogramas bases, até o mapa final de risco, mensurando assim o grau de risco e identificando os atores envolvidos. Transferência de conhecimento, know how, para que outros municípios possam utilizar as técnicas aqui descritas, nos estudos de áreas de riscos. Promover ampla discussão da temática do Processo de Mapeamento de áreas urbanizadas com risco a escorregamento de solo. 1.3 JUSTIFICATIVA / RELEVÂNCIA Uma pesquisa realizada pela Fundação João Pinheiro em 2005 apontou um déficit habitacional de 7.902.699 moradias no Brasil. Isso reflete o atual quadro de exclusão social quanto ao direito de moradia, tendo como pano de fundo o processo desordenado histórico de urbanização no País. A ausência ou má aplicação de uma política de habitação e de desenvolvimento urbano levou boa parte da população a ocupar áreas ambientalmente frágeis, especialmente em margens de rios e encostas. Em regiões marcadas por períodos chuvosos mais severos, tais ocupações, caracterizadas por baixo padrão construtivo e pela ausência de infraestrutura urbana, tornam-se extremamente vulneráveis a eventos como os deslizamentos de encostas e inundações que, por sua vez, implicam acidentes envolvendo danos materiais e perdas humanas. 1.4 BENEFÍCIOS ESPERADOS Ter-se-á como benefício do trabalho proposto, a elaboração de um instrumento que poderá ser utilizado como parâmetro para adoção de políticas públicas, por meio do mapeamento das áreas de risco de escorregamento de 24 solo, visando à redução ou até mesmo mitigação do grau de vulnerabilidade destas áreas e conseqüentes danos humanos, materiais, sociais e econômicos resultantes deste tipo de sinistro. O desenvolvimento do mapa de susceptibilidade mostrará como o processo de mapeamento das áreas de risco pode ser acelerado, promovendo análise de toda a área avaliada, de acordo com os parâmetros físicos (declividade, uso do solo, processo de formação do relevo) de cada localidade, indicando até mesmo áreas que não devem ser ocupadas. 1.5 METODOLOGIA 1.4.1 Tipo da pesquisa: Estudo exploratório visando promover a caracterização do processo de mapeamento de áreas de risco geotécnico, no perímetro urbano, por meio de pesquisas de dados quantitativos e qualitativos, bem como de estudo de caso aprofundado no município de Juiz de Fora. Promoveu-se avaliação de dados cartográficos desta cidade e informações provenientes de questionários de campo, desenvolvidos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, e entrevistas com os diversos atores da temática em questão. O estudo afundado em áreas de risco com eventos recorrentes foi uma estratégia para formulação dos elementos necessários para o desenvolvimento do presente trabalho. 1.4.2 Universo amostra e sujeitos: Do universo dos riscos nos cenários urbanos, foi considerado apenas o risco à escorregamento de solo, desastre este, que na cidade em estudo representa a grande parte dos sinistros atendidos pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, no perímetro urbano, compreendendo uma farta fonte de informação para a presente proposta de pesquisa. Os sujeitos da pesquisa foram os órgãos públicos (Municipal, Estadual e Federal), como Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, Universidade Federal de Juiz de Fora e arquivos históricos. 25 Figura 1- Contextualização do Município no Brasil. Fonte: O AUTOR, 2010. Figura 2 - Delimitação do Município Fonte: O AUTOR, 2010. 1.4.3 Coleta de dados: Pesquisas bibliográficas, nas diversas publicações inerentes avaliação, mensuração e classificação de riscos em áreas urbanas. a 26 Avaliação dos Planos de Contingência pertinentes ao risco avaliado, no município de Juiz de Fora. Avaliação de toda a documentação técnica do 1º Plano Municipal de Redução de Riscos à Escorregamento de Solo e Rocha em Assentamentos precários, desenvolvido entre 2006 e 2007. Entrevista com os atores envolvidos no processo de mapeamento das áreas de risco, o único mapeamento realizado na cidade, desde a fundação da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil em 1974. Pesquisas documentais, nos registros históricos dos eventos correlatos registrados na área alvo do estudo de caso. 1.4.4 Tratamento dos dados: Através dos dados do mapeamento das áreas de risco, promoveu-se avaliação do processo de mapeamento destas áreas, seja sob as exigências do Ministério das Cidades, órgão financiador deste mapeamento, bem como do processo realizado pelo município de Juiz de Fora, onde foram atendidos os preceitos necessários, porém com um viés mais facilitador, por meio do desenvolvimento de cartogramas de susceptibilidade de risco de geotécnico, que facilitou sobremaneira a identificação das áreas de risco. Além desta avaliação, promoveu-se também avaliação, desde a implantação do Plano de Mapeamento de Riscos em 2007, seus reflexos nas ocorrências de escorregamento de talude. 1.4.5 Desenvolvimento: Diante da revisão das bibliografias: acadêmica e preceitos do Ministério das Cidades, dos relatos das entrevistas com atores envolvidos no processo de mapeamento e das avaliações das variáveis envolvidas, promoveu-se avaliação crítica do processo de mapeamento das áreas de risco, no município de Juiz de Fora, comparando-se também com outras cidades que desenvolveram mapeamentos subsidiados pelo Governo Federal. 27 1.4.6 Limitações do método: Segundo Vergara (1998), todo processo tem possibilidades e limitações. No caso específico desta pesquisa, o risco estudado restringiu-se aos escorregamentos de solo, apenas na área urbana, e de acordo com a modalidade de financiamento do Ministério das Cidades, em assentamentos precários. De acordo com relatos dos engenheiros da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Juiz de Fora, a grande maioria dos escorregamentos de solo acontecem nas áreas socialmente mais vulneráveis, e que de acordo com bibliografias específicas dos Planos Municipais de Redução de Riscos, estas áreas são denominadas “Assentamentos Precários” cuja definição será abordada no capítulo 2. Portanto, dos 1.429,8 km2 de área municipal, apenas 347,08 km2 foram analisados, em risco específico, e em assentamentos precários. 1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO Capítulo 1 – Parte introdutória da pesquisa, caracterização do problema, objetivos, metodologia. Capítulo 2 – Os conceitos pertinentes à avaliação de riscos, os estudos teóricos a cerca do tema. Os processos de avaliação do Ministério das Cidades e Metodologia de avaliação de susceptibilidades de risco do Sistema de Análise Geoambiental – SAGA/UFRJ. Capítulo 3 – Aplicação do estudo de caso no município de Juiz de Fora, desde o desenvolvimento dos cartogramas bases, análises de risco e proposta de gestão do risco. Capítulo 4 – Parte conclusiva da pesquisa, com sugestões de novos estudos. Capítulo 5 – Referências bibliográficas 28 2. AVALIAÇÃO DE ÁREAS DE RISCOS 2.1 DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS Apresenta-se neste capítulo, as definições e conceitos básicos provenientes da revisão bibliográfica. Observa-se neste caso, que muitos dos conceitos aqui apresentados são provenientes das bibliográficas de Defesa Civil. Do ponto de vista acadêmico, observa-se que a temática mapeamento de risco, apesar de muito discutida, é pouco aplicada. Tal afirmação se comprova pelo fato dos recentes desastres naturais ocorridos no Brasil, e em muitos dos casos, despreparo das autoridades competentes, para contingenciamento de cenários extensos destes sinistros. a) ÁREA URBANA: Segundo a Lei Nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, define que toda "zona urbana" deve observar o requisito mínimo da existência de melhoramentos em pelo menos dois dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público: I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais; II - abastecimento de água; III - sistema de esgotos sanitários; IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar; 29 V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de três quilômetros do local considerado. A legislação municipal pode ainda considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nesses termos. A classificação das zonas urbanas obedece às normas da Instrução nº 4/79 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano – CNDU. b) ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS: Caracterizam-se por serem desprovidos, parcial ou totalmente, de urbanização (a infraestrutura urbana e serviços são insuficientes ou inexistentes), regularização fundiária (são irregulares) e dissociados do contexto da cidade (apresentam-se segregados demandando inclusão sócioespacial e integração ao tecido urbano). A precariedade pode ser definida em graus diferenciados segundo a inexistência ou presença parcial destes elementos. (MINISTÉRIO DAS CIDADES: 2006) Os conceitos abaixo foram sintetizados de diversos autores (Cerri & Amaral, 1998; Nogueira, 2002; FIDEM, 2003; Leite, 2005; Pereira, 2007), cujos trabalhos, entre outros, orientam a metodologia dos Planos Municipais: c) EVENTO: Fato já ocorrido, no qual não são registradas consequências danosas. d) ACIDENTE/ DESASTRE: Acidente é um fato ocorrido, onde foram registradas consequências danosas. Denomina-se desastre quando as consequências extrapolam a capacidade normal de resposta e recuperação da população afetada. 30 e) VULNERABILIDADE: São as características intrínsecas do sistema exposto a um evento. Corresponde à predisposição do sistema em ser afetado ou sofrer danos. f) RISCO Probabilidade de um evento provocar perdas ou danos acima de valores aceitáveis. g) GRAUS DE PROBABILIDADE: Grau de Descrição Probabilidade 1. Os condicionantes geológico-geotécnicos predisponentes (inclinação, tipo de terreno, etc.) e o nível de intervenção no setor são de baixa ou nenhuma potencialidade para o desenvolvimento de processos de deslizamentos e solapamentos. R1 – Baixo ou sem risco 2. Não se observa(m) sinal/feição/evidência(s) de instabilidade. Não há indícios de desenvolvimento de processos de instabilização de encostas e de margens de drenagens. 3. Mantidas as condições existentes não se espera a ocorrência de eventos destrutivos no período compreendido por uma estação chuvosa normal. 1. Os condicionantes geológico-geotécnicos predisponentes (inclinação, tipo de terreno, etc.) e o nível de intervenção no R2 – Médio setor são de media potencialidade para o desenvolvimento de processos de deslizamentos e solapamentos. 2. Observa-se a sinal/feição/evidencia(s) presença de instabilidade de algum(s) (encostas e 31 margens de drenagens), porem incipiente(s). Processo de estabilização em estagio inicial de desenvolvimento. 3. Mantidas as condições existentes, e reduzida a possibilidade de ocorrência de eventos destrutivos durante episódios de chuvas intensas e prolongadas, no período compreendido por uma estação chuvosa. 1. Os condicionantes geológico-geotécnicos predisponentes (inclinação, tipo de terreno, etc.) e o nível de intervenção no setor são de alta potencialidade para o desenvolvimento de processos de deslizamentos e solapamentos. 2. Observa-se a presença de significativo(s) sinal/ feição/ evidencia(s) de instabilidade (trincas no solo, degraus de R3 – Alto abatimento em taludes, etc.). Processo de estabilização em pleno desenvolvimento, ainda sendo possível monitorar a evolução do processo. 3. Mantidas as condições existentes, e perfeitamente possível a ocorrência de eventos destrutivos durante episódios de chuvas intensas e prolongadas, no período compreendido por uma estação chuvosa. 1. Os condicionantes geológico-geotécnicos predisponentes (inclinação, tipo de terreno, etc.) e o nível de intervenção no setor são de desenvolvimento muito de alta processos potencialidade de para o deslizamentos e solapamentos. R4 - Muito Alto 2. Os sinais/feições/evidências de instabilidade (trincas no solo, degraus de abatimento em taludes, trincas em moradias ou em muros de contenção, árvores ou postes inclinados, cicatrizes de deslizamento, feições erosivas, proximidade da moradia em relação à margem de córregos, etc.) são expressivas e estão presentes em grande número ou magnitude. Processo de instabilização em avançado 32 estágio de desenvolvimento. É a condição mais crítica, sendo impossível monitorar a evolução do processo, dado seu elevado estágio de desenvolvimento. 3. Mantidas as condições existentes, é muito provável a ocorrência de eventos destrutivos durante episódios de chuvas intensas e prolongadas, no período compreendido por uma estação chuvosa. Quadro 1 – Graus de Probabilidade de Risco Fonte: CARVALHO, 2007 h) ÁREAS DE RISCO GEOLÓGICO: São aquelas sujeitas a sediar evento geológico natural ou induzido ou serem por ele atingidas. O risco pode ser representado pela expressão matemática: R = A x V onde: Equação 1 - Expressão do Risco (CARVALHO, 2007). A = probabilidade de ocorrência de um evento perigoso (ameaça). V = vulnerabilidade dos elementos expostos. Neste caso, o risco (R) é tido como uma condição latente ou potencial, e seu grau dependem da intensidade provável da ameaça (A) e dos níveis de vulnerabilidade (V) existentes. Quando se considera possível prognosticar temporal e espacialmente uma ameaça ou probabilidade (P), com base nos processos e mecanismos geradores, permitindo a avaliação dos prováveis danos (D), tem-se: 33 R=PxD Equação 2 - Avaliação do Dano (CARVALHO, 2007). Nogueira (2002) propõe que quando se agrega à estas definições a existência de algum gerenciamento do problema, pode-se expressar o risco (R) da seguinte forma: R = P (ƒA) x C (ƒV) x g-1 Equação 3 - Expressão do Risco (NOGUEIRA, 2002). A probabilidade (P) de ocorrer um fenômeno físico (A) com previsão de local, intervalo de tempo, dimensão, etc., e os danos ou consequências (C) que são função da vulnerabilidade (V) das pessoas ou bens, o que pode ser modificado pelo grau de gerenciamento (g). Na avaliação da vulnerabilidade considera-se as possibilidades técnicas e econômicas de prevenir ou mitigar os vários efeitos destrutivos do fenômeno. O grau de organização e coesão interna das comunidades em risco, considerando sua capacidade de prevenir, mitigar ou responder às situações de desastre, pode ser denominado de gestão social do risco. O gerenciamento dos problemas identificados envolve: monitoramento, capacitação da população exposta, priorização de intervenções, oferta de alternativas, registro dos fatos, tomada de decisão em campo etc.. Diante dos conceitos apresentados é possível perceber que o risco geológico em áreas urbanas não depende apenas das características intrínsecas dos materiais envolvidos nos processos geodinâmicos, da morfologia das encostas ou do regime pluviométrico da estação chuvosa. Está diretamente relacionado à forma de ocupação, tanto em encostas como em baixadas, e à conscientização da população envolvida. 34 A proximidade de moradias à base ou crista de encostas ou ao leito dos córregos, a deposição inadequada de lixo e de águas servidas, a execução de cortes indevidos no terreno ou o plantio de bananeiras são exemplos de ações antrópicas que podem deflagrar ou potencializar eventos de movimentação de terreno ou maximizar os danos relacionados a um acidente. Nas áreas de vilas e favelas, em função de sua alta vulnerabilidade determinada, na maioria das vezes, pela forma ou localização inadequada da ocupação, pela ausência de infraestrutura urbana (drenagem, pavimentação, saneamento) e de serviços básicos (coleta de lixo, redes elétrica e hidráulica, etc.) e pela consequente degradação do ambiente, tipos diversos de riscos ambientais podem ser registrados. i) PLANOS MUNICIPAIS DE REDUÇÃO DE RISCOS: Foi instituído pela Ação de Apoio à Prevenção de Riscos em Assentamentos Precários no âmbito do Programa de Urbanização, Regularização e Integração de Assentamentos Precários do Ministério das Cidades, É um instrumento de planejamento para o diagnóstico do risco e a proposição de medidas estruturais para a sua redução, considerando a estimativa de custos, os critérios de priorização e a compatibilização com outros programas nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal. Esse Plano é parte de uma política pública para redução de risco que inclui o fortalecimento institucional das administrações municipais, por meio de programas de capacitação em escala nacional e suporte financeiro não só para a execução do PMRR, como também para a elaboração de projetos de engenharia para as intervenções nos setores de risco, classificados como prioritários pelo PMRR (CARVALHO: 2007). 35 Figura 3 - Fases de Elaboração dos Planos Municipais de Redução de Riscos. Fonte: CARVALHO, 2007 j) ÁREAS DE ESPECIAL INTERESSE SOCIAL As ZEIS ou áreas de especial interesse social (AEIS) podem ser definidas como áreas do território urbano que serão destinadas, quando vazias, para provisão de habitação popular e, quando ocupadas por assentamentos irregulares, para a regularização fundiária e urbanística (ROLNIK, 2002). Destinam-se especialmente à produção e manutenção de habitações de interesse social, incorporando favelas, assentamentos urbanos populares, loteamentos irregulares e cortiços à cidade legalizada. A demarcação de ZEIS em áreas classificadas como favelas, loteamentos irregulares ou clandestinos é mais fácil de ser efetivada pelos municípios. A demarcação dessas áreas em locais desocupados pode gerar conflitos com os proprietários dos terrenos e com a vizinhança que pode vincular a implantação do instrumento ao aumento do número de habitações precárias e à desvalorização imobiliária (ROLNIK, 2002). 36 Além da questão da regularização da terra os moradores de assentamentos irregulares enfrentam outros tipos de dificuldade, dentre as quais se destaca a falta de infraestrutura urbana. Através da delimitação de assentamentos como ZEIS, o Poder Público deverá destinar recursos para melhorar as condições de vida dessa população, oferecendo mais equipamentos e serviços públicos. 2.2 PROCESSOS DE AVALIAÇÃO APLICADOS A ÁREAS DE RISCO 2.2.1 O PROCESSO DE SETORIZAÇÃO EM CAMPO DO INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS 2.2.1.1 ) CADASTRO DAS ÁREAS DE RISCO Usualmente cadastramento tem o significado que lhe deu Cerri & Amaral (1998) como sendo a representação da distribuição do risco geológico, na carta de risco, “no qual são marcados no mapa os pontos notáveis sujeitos a risco...”, com grau de risco, documentação sobre processos geológicos e possíveis danos, croquis esquemáticos e fotografias locais. A distribuição do risco geológico é obtida por meio de levantamentos de campo onde a base é uma ficha contendo uma espécie de “check list”, com as informações e parâmetros referentes ao processo estudado. Cerri (1993) já mencionava que a utilização de fichas elaboradas exclusivamente para sistematizar as observações de campo e para registrar os resultados das vistorias é sempre recomendável. Com referência aos cadastros de escorregamentos, o Working Party on World Landslide Inventory (WP/WLI), da ONU, é um grupo que congrega representantes das associações internacionais científicas que tratam do tema. Este grupo, durante a vigência da Década Internacional de Redução de Desastres Naturais – DIRDN, propôs um formulário de cadastros (WP/WLI, 1990). Um exemplo de preenchimento deste cadastro pode ser visto em WP/WLI (1991). Esse mesmo grupo publicou os métodos para descrever o grau de atividade (WP/WLI, 1993a) e para levantamento das causas dos escorregamentos (WP/WLI, 1994). 37 Existem vários exemplos de fichas de cadastro. Macedo (1992) publicou o cadastramento de riscos de escorregamentos em área da cidade de Guaratinguetá. Este cadastramento permitiu a distribuição do risco em uma planta do bairro e o estabelecimento de prioridades de atuação por parte da Prefeitura Municipal. Macedo et al. (1993) apresentaram levantamento realizado em São Sebastião (SP), também utilizando ficha de cadastro (IPT, 1992). Este cadastramento foi realizado em área de baixa renda sujeita a movimentos de massa tipo escorregamentos de cortes e aterros, planares, circulares e queda e rolamento de blocos e visava o levantamento de problemas e sua priorização. IPT (1996) realizou zoneamento de risco de escorregamentos em área de risco no município de Jundiaí e utilizou uma ficha de vistoria de campo, mais completa que as mencionadas anteriormente. No final do ano de 2000, o IPT realizou extenso cadastro das áreas de risco de escorregamentos nos municípios do Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira, no Estado de São Paulo (IPT, 2000). Embora não constasse da ficha, o resultado obtido levou em consideração a expectativa de danos às moradias, conforme dados levantados. Em 2003, o IPT fez o levantamento de áreas com risco de escorregamentos, erosão e inundações em 90 cidades da região administrativa de Campinas. A seguir serão abordados os processos do meio físico objeto desses levantamentos. A sua descrição é importante para se entender quais são as informações que devem ser coletadas, por meio das fichas, e que são importantes para o perfeito entendimento desses processos e sua interação com a ocupação. a) MOVIMENTOS DE MASSA Os movimentos de massa, ou seja, escorregamentos e processos correlatos estão diretamente relacionados à dinâmica das vertentes. Augusto Filho (1992) classifica tais movimentos em quatro grandes grupos: rastejos (creep), escorregamentos stricto sensu (slides), quedas (falls) e corridas (flows). 38 Os rastejos são deslocamentos lentos e progressivos do solo, induzidos pela alta declividade do terreno. Os escorregamentos são processos rápidos, que podem ser de formas diferentes em função do tipo de solo e rocha, do relevo, etc. Os tipos de escorregamentos são definidos em função de sua forma e tamanho, bem como o tipo de material (solo, rocha) que foi mobilizado. As formas mais comuns são os escorregamentos planares, os circulares e em cunha. As corridas são fenômenos catastróficos decorrentes de chuvas muito intensas, que provocam a mobilização de solo, rocha, detritos, etc. ao longo das drenagens. Grandes volumes de material são transportados como um líquido viscoso, podendo ter grandes deslocamentos com velocidade elevada. As quedas de blocos ocorrem nos paredões rochosos, deslocando lascas, blocos, placas, etc. com velocidades muito altas, mas, normalmente, o material removido tem pouco volume. Assim sendo, como já havia observado Cerri (1993), a ficha de cadastro completa deve contemplar os seguintes aspectos: perfil do solo; condicionantes estruturais; tipologia dos taludes (natural, corte, aterro); declividades das encostas e taludes; ocorrência de fendas de tração nos terrenos e nas moradias; ocorrência de degraus de abatimento; ocorrência de árvores, postes ou muros inclinados (“embarrigados”); presença de lixo e entulho depositados; situação das águas servidas e esgotos; situação das águas pluviais; situação dos sistemas de drenagem e redes de abastecimento de água; tipologia da vegetação, inclusive cultivos; análise da proximidade das moradias em relação à base ao topo de taludes; análise da tipologia das construções. Destaca-se a grande quantidade de aspectos de origem antrópica. Collet et al. (1997) descrevem método para estudo de risco geotécnico em favelas do Rio de Janeiro. O método propõe cadastramento de risco, mapeamento de risco e análise de risco. Afirma que para o cadastramento de risco foi desenvolvida uma ficha com quatro campos, a saber: geometria da situação de risco, apresentando a forma do talude, por meio de planta de situação em relação às moradias e de seções transversais; descrição das ocorrências geotécnicas localizadas (escorregamentos, desplacamentos, erosões superficiais, trincas no topo dos taludes, abatimentos no topo dos taludes, 39 blocos de rocha e afloramentos de água) e das ocorrências antrópicas (aterros, vias de acesso, lixo ou entulho, tubulações de esgoto ou canaletas de drenagem danificados, contenções, poços de água e fossas sépticas); perfil geotécnico identificando as camadas de solo nos taludes; e avaliação pessoal e preliminar de risco, onde por meio dos critérios estabelecidos localizam-se as áreas críticas. Macedo (2001) e Macedo (2002) propôs um roteiro de vistoria visando o cadastro de risco em situações emergenciais, com público-alvo formado por não especialistas, onde foram contemplados os parâmetros mais importantes para a realização da avaliação, dentre aqueles listados pelo meio técnico, conforme os trabalhos mencionados anteriormente. Estes parâmetros foram: tipologia da moradia, dos taludes e dos materiais; geometria do local (inclinação da encosta e distâncias da moradia); situação das águas servidas e pluviais; situação da vegetação; sinais de movimentação; tipologia dos processos esperados ou já ocorridos. Com estes parâmetros foi proposta uma escala de risco simplificada tendo em vista o usuário do roteiro. A proposta de roteiro de cadastro emergencial de risco de escorregamentos, foi feita na forma de 10 passos que, se seguidos, deverá permitir ao usuário a conclusão sobre o grau de risco da situação em análise. É importante observar que esse cadastro foi proposto para uso de pessoas que não tenham necessariamente formação técnica em geologia ou engenharia. Ainda é comum, em todo o Brasil, a inexistência de engenheiros, geólogos e geógrafos nos quadros de recursos humanos das Coordenadorias Municipais de Defesa Civil, isto posto, justifica-se a necessidade de um processo simplificado de avaliação de áreas de risco. b) EROSÃO A abordagem da erosão pluvial é iniciada pela consideração do desprendimento das partículas do solo pela ação do impacto das gotas de chuva. Havendo condições favoráveis ao escoamento superficial ocorre o transporte das partículas desprendidas por escoamento difuso ou concentrado. 40 O escoamento difuso é aquele responsável pela erosão laminar, enquanto o escoamento concentrado caracteriza o processo de erosão linear. A erosão linear instala-se a partir do momento em que a velocidade do fluxo superficial vence a resistência mecânica do solo e consegue fazer incisões no terreno. A intensificação das chuvas leva à concentração do escoamento superficial. O escoamento deixa de ser laminar e uniforme, concentrando-se em filetes, onde a velocidade da água é maior. A concentração do escoamento tende a ocorrer em linhas preferenciais persistentes dando origem aos sulcos e outras feições lineares de maior porte, como as ravinas e as boçorocas, que compõem o conjunto de feições desenvolvidas pela erosão linear. Constituem fatores condicionantes do desenvolvimento da erosão linear o substrato rochoso, o relevo, os tipos de solo e ação da chuva, que são potencializados pelas intervenções que induzem ao escoamento d’água concentrado. A esses fatores deve ser agregado ainda o comportamento da água subterrânea. A erosão linear manifesta-se na forma de sulcos, ravinas e boçorocas. Sulcos e ravinas são normalmente diferenciados pela profundidade da incisão. As ravinas correspondem a uma feição erosiva de grande porte, geralmente com mais de meio metro de profundidade, na qual não atua apenas o mecanismo do desprendimento e transporte de partículas do solo, mas também movimentos de massa, correspondentes aos deslizamentos dos taludes. São normalmente de forma alongada mais compridas do que largas, e com profundidades variáveis, mas, normalmente, inferiores a uma dezena de metros, não chegando a atingir o lençol freático. Raramente ramificadas, possuem, freqüentemente, um perfil transversal com forma de um V. As boçorocas têm, em geral, um porte maior que as ravinas; entretanto, a principal diferença entre os dois tipos está no mecanismo dos processos de desenvolvimento. Nas boçorocas, a erosão não é provocada somente pela ação da água superficial, mas também pelo escoamento subterrâneo, que se traduz pela manifestação de mecanismos mais complexos. Segundo Vieira (1978) “embora, no sentido amplo, possamos considerar as boçorocas como 41 ravinas, na realidade esses dois termos devem ser diferenciados, pois cada um apresenta as suas características próprias... “enquanto o ravinamento se processa em função apenas da erosão superficial”... “as boçorocas formam-se tanto devido à erosão superficial como à erosão subterrânea”. O papel da água subterrânea compreende diversos mecanismos ou processos que intensificam a erosão, como a liquefação das areias, que instabiliza os taludes, e, em especial, dado seu poder erosivo, em intensidade e em extensão, o fenômeno da erosão interna regressiva dos solos, ou entubamento “piping”. O IPT vem realizando mapeamento de erosões desde o início da década de 1980, principalmente a partir do Convênio com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). Todos os municípios do estado de São Paulo foram visitados e tiveram suas erosões urbanas cadastradas. Em 2003, as equipes dessa instituição vistoriaram as cidades da região administrativa de Campinas (90 cidades). c) ENCHENTES/INUNDAÇÕES As águas das chuvas ao alcançar um curso d’água, causam o aumento no volume por certo período de tempo. Este acréscimo na descarga d’água, recebe o nome de cheia ou enchente. Por vezes, no período de enchente, as vazões atingem tal magnitude que podem superar a capacidade de descarga da calha do curso d’água e extravasar para áreas marginais habitualmente não ocupadas pelas águas. Esse extravasamento caracteriza uma inundação e a área marginal, que periodicamente recebe esses excessos de água, denominase leito maior, planície de inundação de um rio, ou ainda, várzea. Os condicionantes naturais climáticos, geológicos e geomorfológicos de um dado local são determinantes na ocorrência de processos de enchentes e inundações. Por outro lado, a freqüência, magnitude e os fatores predisponentes dos acidentes de enchentes têm também, muitas vezes, uma profunda relação com a forma e intensidade das intervenções antrópicas realizadas no meio físico. 42 Os processos de enchente e inundação apresentam diferentes características dinâmicas, as quais dependem muitas vezes das características do relevo e da conformação geológica e geomorfológica de uma dada bacia. São eles: inundações extensas em áreas de baixada; enchentes com alta energia de escoamento; enchentes com alta carga de material sólido. Ao longo de cursos d’água em vales encaixados ou espremidos pela ocupação marginal, enchentes violentas, com alta velocidade de escoamento podem produzir forças hidrodinâmicas capazes de causar acidentes destruindo moradias situadas no leito menor, junto aos barrancos dos rios, por ação direta das águas, ou por erosão e consequente solapamento das margens dos rios. Enchentes com alta energia cinética e poder erosivo e de impacto, são processos ocorrentes principalmente nas áreas de domínio serrano e montanhoso, em bacias hidrográficas que permitem rápida concentração e altos valores de vazão. Em enchentes de alta energia cinética a água pode transportar elevada carga de material sólido (sedimentos de diferentes granulometrias e detritos vegetais) por saltação, suspensão, rolamento e arraste. São processos que ocorrem principalmente no ambiente de relevos montanhosos e, em razão da presença de muito material sólido, o fenômeno adquire poder destrutivo maior do que aquele descrito anteriormente. 2.2.1.2) DESENVOLVIMENTO DAS FICHAS DE CARACTERIZAÇÃO O cadastro de riscos é um instrumento que permite determinar a potencialidade de ocorrência de acidentes, por meio de vistorias realizadas em campo objetivando identificar as situações de risco. As fichas de campo utilizadas nas vistorias para cadastramento devem conter os aspectos a serem analisados (“check list”), e permitir ao profissional uma conclusão quanto aos riscos a que está sujeita a área analisada. Não existe uma ficha que possa ser padrão para qualquer situação. Como as fichas são voltadas para os processos e estes variam de acordo com condicionantes naturais e antrópicos, é de se 43 esperar que cada área tenha suas especificidades contidas em sua própria ficha de cadastro. A Ficha de Caracterização de Áreas de Risco de Escorregamento (Anexo 1) apresenta a localização e tipo de ocupação em determinada unidade de análise como encostas, baixadas ou talvegues. Em primeiro lugar são determinadas as características da área analisada quanto ao tipo de “relevo” (encostas naturais, taludes de corte e de aterro, paredes rochosas), declividades, alturas e distância da moradia, depósitos de encosta como solo, lixo e entulho, presença de matacões. Na caracterização da situação das águas pluviais e servidas deve ser considerado a ocorrência de concentração de água de chuva em superfície, sistema de drenagem superficial, vazamento de tubulação, lançamentos de águas servidas em superfície, fossa e surgência d’água. A presença ou não de evidências de movimentação deve ser identificada e determinada (trincas, muros e paredes embarrigados, cicatrizes, degraus de abatimento, árvores, postes e muros inclinados, feições erosivas em talude e erosão das margens), já que são os mais importantes aspectos para a determinação do grau de risco. A Ficha de Cadastro de Erosão (Anexo 2) apresenta a localização, as características fisiográficas locais: bacia hidrográfica, geologia, geomorfologia, e pedologia. Também são caracterizados os dados geométricos das boçorocas como o comprimento, profundidade média, largura média e volume, bem como as características da área de contribuição, com a determinação da área, do comprimento da rampa da vertente e sua declividade (da cabeceira). Numa segunda etapa, são descritas a dinâmica e fenomenologia do processo, as medidas de combate e desempenhos, as previsões de evolução e os níveis de criticidade. Também são apresentados os croquis e a interação com área urbana. Ficha de Caracterização de Áreas de Risco de Inundação (Anexo 3) é subdividida em duas partes. A primeira apresenta os dados gerais de localização da área, as características de uso e ocupação, características do 44 canal e intervenções realizadas a área de influência da drenagem. A segunda parte apresenta os eventos de inundação ocorridos, o diagnóstico dos problemas, observações relevantes, croquis e fotos. As características de uso e ocupação envolvem a identificação das condições das vias (pavimentada, não pavimentada e mista), sendo importante para caracterização de área fonte de sedimentos para o canal. Se a área apresenta ou não sistema de drenagem, se este se encontra obstruído ou não, se existe rede de esgoto. Deve ser verificado o entorno da área observando a ocorrência de áreas com solo exposto, lixão, aterro, existência de vegetação e pontos de erosão. Outro fator importante é a caracterização da ocupação no entorno, com a determinação da densidade de ocupação, distância do canal e o tipo de moradia (madeira, alvenaria ou mista). Para a caracterização do canal deve-se determinar o tipo do canal (natural, retificado, retilíneo ou sinuoso), o tamanho da lâmina d’água e a altura do talude marginal e das cheias, a existência de mata ciliar, pontos de assoreamento, captação de água, lixo e solapamento de margem, e a presença de intervenções como diques, barragem, piscinão, pontes, canalizações e travessias. O segundo grupo de observações envolve o levantamento dos eventos ocorridos obtendo a data, a altura, distância do canal principal e dados de chuva. É importante anotar a fonte das informações (morador, prefeitura, Defesa Civil). Conclui-se que a utilização de fichas de cadastro possibilita a homogeneização da coleta dos dados e a manutenção de arquivos, que podem se transformar em bancos de dados, bem como a possibilidade de análise histórica dos eventos. Como já mencionado, cada processo deve ter sua ficha especialmente desenvolvida e para cada área podem ser necessárias adaptações. É importante ressaltar que o uso de uma ficha pressupõe conhecimento dos processos e clareza de critérios por parte das equipes de trabalho. Assim, trata-se de trabalho coletivo e que envolve conhecimentos teóricos e práticos. 45 2.2.1.4) DETERMINAÇÃO DO GRAU DE RISCO Os graus de probabilidade de ocorrência do processo ou risco propostos estão baseados naqueles estabelecidos por exigência do Ministério das Cidades por meio dos editais de sistemáticas de financiamentos e nos trabalhos realizados na Prefeitura de São Paulo, pelo IPT e UNESP. Para a tomada de decisão em termos dos parâmetros analisados nos passos do roteiro, tem-se: Padrão construtivo (madeira ou alvenaria): para uma mesma situação a construção em alvenaria deve suportar maior solicitação e, portanto, deve ser colocada em classe de risco inferior à moradia de madeira; Tipos de taludes: taludes naturais estão, normalmente, em equilíbrio. Taludes de corte e de aterro são mais propensos a instabilizações; Distância da moradia ao topo ou à base dos taludes: deve ser adotada como referência uma distância mínima com relação à altura do talude que pode sofrer a movimentação; lembrar que para a Serra do Mar e outras áreas em São Paulo, adota-se a relação 1:1; Inclinação dos taludes: os deslizamentos ocorrem a partir de determinadas inclinações. Por exemplo, na região da Serra do Mar, em São Paulo, ocorrem a partir de 17º (poucos) e 25/30º (a maioria). Pode-se estabelecer que taludes acima de 17º são passíveis de movimentações e assim relacionar com a Lei 6766/79 (Lei Lehman). Lembrar que as estruturas geológicas 46 podem condicionar a existência de taludes muito inclinados e mesmo assim estáveis. A presença de água deve ser criteriosamente observada. A existência de surgências nos taludes e a infiltração de água sobre aterros devem ser tomadas como sinais de maior possibilidade de movimentações. A chave para a classificação é a presença de sinais de movimentação/feições de instabilidade. Essa presença pode ser expressiva e em grande número; presente; incipiente ou ausente. 2.2.2 INDICAÇÃO DE ÁREAS DE RISCOS ATRAVÉS DA SUSCEPTIBILIDADE DE RISCOS POR MEIO DO APLICATIVO SAGA/UFRJ a) AVALIAÇÃO AMBIENTAL: O método de Avaliação Ambiental consiste em se realizar estimativas sobre possíveis ocorrências de alterações ambientais, segundo diversas intensidades, definindo-se a extensão destas estimativas e suas relações de proximidade e conexão (em outras palavras, prever o que ocorrerá, em que intensidade, em que extensão e próximo a que). Estas estimativas pressupõem um conhecimento prévio da área a ser analisada, conhecimento este que pode advir principalmente da etapa de levantamento dos dados ambientais, bem como dos conhecimentos sistemáticos específicos detidos pelo usuário. Podem ser citados como objetos de avaliações, áreas problemáticas (quanto a potenciais e riscos específicos), potenciais conflitantes, áreas críticas, incongruências de uso, impactos ambientais, entre outros. O Vista SAGA/UFRJ fornece as seguintes opções dos tipos de avaliações que podem ser realizadas: Avaliação simples com ou sem relatório e Avaliação estendida com ou sem relatório. A Avaliação quanto a ser estendida ou não, representa a utilização de intervalos de maior ou menor discretização, atribuindo-se notas de 0 a 10 para a “sem extensão”, e de 0 a 100 para a “estendida”. 47 A Avaliação com relatório oferece a possibilidade de apresentação e impressão de toda a informação resultante da avaliação executada. Os relatórios gerados com a realização da Avaliação são: temas, classes, mapa final, freqüências, bloqueios e combinações encontradas. Conforme mencionado acima, para cada classe encontrada em cada cartograma digital será atribuída uma “nota”, em uma das seguintes escalas: “0 a 10” (avaliação sem extensão) ou “0 a 100” (avaliação estendida). Estas notas serão as coordenadas definidoras da posição de cada pixel no espaço classificador criado pelo algoritmo acima, devendo estas notas serem atribuídas em resposta à seguinte pergunta: “Quais as possibilidades, nas escalas de “0 a 10”ou “0 a 100”, de que ocorram, num mesmo local, a alteração sendo estimada e a classe para a qual se está dando uma “nota”? Exemplificando: “qual a chance da ocorrência territorial conjunta de enchentes e declividades inferiores a cinco graus?” Figura 4 - Formulação Matemática do Processo de Avaliação Fonte: XAVIER-DA-SILVA, 2004 Onde: Aij = pixel da base georeferenciada sob análise; n = número de cartogramas digitais utilizados; Pk = pontos percentuais atribuídos ao cartograma digital “k”, dividido por 100; Nk = possibilidade (nas escalas de “0 a 10” ou “0 a 100”) da ocorrência conjunta da classe “k”, com a alteração ambiental sob análise (uma única classe, para cada cartograma digital, pode ocorrer em cada pixel). 48 b) PROCESSO DELPHI NA ATRIBUIÇÃO DE PESOS E NOTAS O Processo de avaliação por meio do Sistema SAGA/UFRJ, foi concebido para utilização por uma equipe multidisciplinar na atribuição dos pesos e notas. Sobre estes valores, nem sempre há consenso entre os especialistas. O Processo Delphi é uma técnica para a busca de um consenso de opiniões de um grupo de especialistas a respeito de eventos futuros. A evolução em direção a um consenso obtida no processo representa uma consolidação do julgamento intuitivo de um grupo de peritos sobre eventos futuros e tendências. A técnica baseia-se no uso estruturado do conhecimento, da experiência e da criatividade de um painel de especialistas, pressupondo-se que o julgamento coletivo, quando organizado adequadamente, é melhor que a opinião de um só indivíduo. Conceitualmente, o método Delphi é bastante simples, pois se trata de um questionário interativo, que circula repetidas vezes por um grupo de peritos, preservando o anonimato das respostas individuais. Na primeira rodada os especialistas recebem um questionário preparado por uma equipe de coordenação, que são solicitados a responder individualmente, usualmente com respostas quantitativas apoiadas por justificativas e informações qualitativas. O questionário, em geral, é bastante elaborado, apresentando para cada questão uma síntese das principais informações conhecidas sobre o assunto, e, eventualmente, extrapolações para o futuro, de forma a homogeneizar linguagens e facilitar o raciocínio orientado para o futuro. As respostas das questões quantitativas são tabuladas, recebendo um tratamento estatístico simples, definindo-se a mediana e os quartis, e os resultados são devolvidos aos participantes na rodada seguinte. Quando há justificativas e opiniões qualitativas associadas a previsões quantitativas, a coordenação busca relacionar os argumentos às projeções quantitativas correspondentes. 49 A cada nova rodada as perguntas são repetidas, e os participantes devem reavaliar suas respostas à luz das respostas numéricas e das justificativas dadas pelos demais respondentes na rodada anterior. São solicitadas novas previsões com justificativas, particularmente se estas previsões divergirem das respostas centrais do grupo. Este processo é repetido nas sucessivas rodadas do questionário, até que a divergência de opiniões entre especialistas tenha se reduzido a um nível satisfatório, e a resposta da última rodada seja considerada como a previsão do grupo. Figura 5- Diagrama do Método Delphi. Fonte: WRIGHT, 1986 A Avaliação Ambiental pode ser subdividida em avaliações diretas e complexas. 50 Avaliações Diretas (ou simples): São aquelas que resultam da combinação imediata dos dados originalmente inventariados, isto é, são os primeiros resultados avaliativos obtidos com a combinação dos dados originais. Estas combinações podem gerar alguns tipos de mapeamento, entre os quais merecem destaque os de riscos e de potenciais ambientais. Avaliações Diretas e Complexas Em contraste com as chamadas avaliações diretas, feitas sobre os dados originais constantes do inventário ambiental, podem existir avaliações ditas complexas, isto é, que usam uma ou várias avaliações prévias como base para sua construção. Podem se referir ao cotejo de uma avaliação contra um dado básico, ou mesmo reproduzir o resultado do confronto entre as expressões territoriais de avaliações previamente elaboradas. c) APLICAÇÕES EM ÁREAS CRÍTICAS O confronto entre mapas de uso e estimativas de riscos ambientais permite a definição de áreas com diferentes níveis de ocorrência simultânea de riscos e de usos da terra específicos. Por exemplo, trata-se de uma área crítica quando um local com forte potencial de urbanização se apresenta com riscos de enchentes. Como esses riscos se concretizam episodicamente, é comum que urbanizações desordenadas (favelas) se verifiquem em locais sujeitos a enchentes esporádicas, com os efeitos catastróficos conhecidos (perdas materiais e de vidas humanas de toda ordem e eclosão de epidemias são exemplos). Outro caso comum nas cidades brasileiras, análogo ao da urbanização em áreas sujeitas a enchentes, é o da ocupação de encostas, por favelas, em áreas com riscos de desmoronamentos e deslizamentos. Também neste caso, o efeito é perverso pelo caráter desmoronamentos e deslizamentos. relativamente esporádico dos 51 A definição de áreas críticas quanto ao potencial agrário x riscos de erosão dos solos é um caso em que o caráter crítico do problema pode ficar mascarado pela natureza paulatina do processo de esgotamento dos solos agrícolas. Os efeitos definidos por este confronto entre potencial agrário e riscos de erosão dos solos podem, no entanto, ser estimados antecipadamente. Definidas previamente as áreas críticas, medidas de manejo e proteção do solo agrícola podem ser preconizadas e implementadas. Outro caso de definição de áreas críticas refere-se ao confronto entre Necessidades de Proteção Ambiental e Riscos de Poluição. A poluição pode ser um processo paulatino e sub-reptício. Entretanto, a previsão da possível ocorrência dessas áreas críticas pode ser apoiada no geoprocessamento por meio do confronto entre os mapas citados, para a identificação de entidades poluidoras (pela localização e distribuição geográfica dos agentes poluidores) e consequente criação de normas eliminadoras e/ou mitigadoras da ação poluente. Riscos de poluição podem ser cotejados contra o potencial de recursos hídricos de uma área (água superficial e subterrânea), assim como contra aproveitamentos econômicos do tipo pesca artesanal e comercial. Em todos esses casos de riscos de poluição, o apoio à decisão quanto à criação de normas de manejo ambiental é praticamente imediato, com base na definição de áreas críticas onde a poluição possa incidir sobre locais a serem protegidos. d) RESULTADOS Resultados em forma de mapa e relatório, cujas categorias poderão variar de 0 à 10, ou 0 à 100 nas escalas normal ou extendida respectivamente. Neste caso, é obtido mapa de susceptibilidade do risco avaliado. e) A TÉCNICA DE ELABORAÇÃO DE CARTOGRAMAS Para o desenvolvimento de cartogramas à serem utilizados pelo Sistema SAGA/UFRJ, os mesmos deverão ser no formato raster: 52 Imagem raster - representação digital de um documento original, composta por uma série de pontos - dots, em Inglês - ou pixels, tecnicamente falando. Os pixels são agrupados em linhas e colunas que compõem a representação visual de um documento. Imagem Raster-SAGA - derivação da imagem raster original, porém, esta possui informações a mais que a original para cada pixel. Na imagem raster original (formato Bitmap, Jpeg, Tiff, etc.), cada pixel possui um valor de cor. Na imagem Raster-SAGA, cada pixel informa, além da cor, a categoria relacionada a este e as coordenadas UTM (Universal Transversal de Mercator) ou Geográficas (Graus, Minutos e Segundos) daquele ponto. Resolução espacial da imagem - nas imagens Raster-SAGA, a resolução da imagem é informada em metros, indicando quantos metros quadrados do terreno real estão representados em um pixel. Neste caso, quanto menor esta relação metros/pixel, mais significativo é o cartograma e permitindo assim avaliações mais próximas da realidade. Se uma imagem Raster-SAGA possui 25 metros de resolução significa a área abrangida por um pixel equivale a 625 m2 (25m x 25m) no terreno real. f) FONTES DE DADOS: Para o desenvolvimento de mapas bases para Avaliações Ambientais no Sistema SAGA/UFJR, as mesmas poderão advir de levantamentos planialtimétricos, no caso de cartogramas de Declividade e Altimetria, fotografias aéreas para desenvolvimento de cartogramas de uso e ocupação do solo, ou por meio do Módulo Criar, onde mapas pré-existentes poderão ser importados para o formato Raster-SAGA. Na prática, para dados altimétricos, pode-se utilizar as Cartas Topográficas do IBGE, disponíveis gratuitamente no site do órgão, ou até mesmo as recentes imagens do Projeto ASTER, da NASA - National Aeronautics and Space Administration, com intervalos hipsométricos nominais de 20m. 53 g) ASSINATURA AMBIENTAL: Os Sistemas de Informações Geográficas – SIG’S permitem o trânsito entre localizações e atributos, ou seja, a recuperação da localização a partir da seleção de uma informação e vice-versa. Esta capacidade dos SIG’s pode ser usada em conexão com identificações de ocorrências oriundas de trabalhos de campo ou de gabinete, para a extração das chamadas assinaturas ambientais, conforme discutido a seguir. Assinaturas espectrais são obtidas no Sensoriamento Remoto, para identificação de alvos em termos de suas respostas físicas a uma incidência de energia, ao longo de segmentações (canais, bandas) do espectro eletromagnético, por exemplo. Um referencial análogo pode ser criado, tendo como eixos os planos de informação (parâmetros) constantes do inventario de um SGI. Uma vez definida uma ocorrência de interesse (uma área de enchentes, ou uma área com alta produtividade agrícola), que seria um alvo (uma ”verdade terrestre”), a base de dados pode ser consultada sobre quais as características ambientais que se localizam na área alvo, definindo assim sua assinatura ambiental, com a identificação da área de ocorrência e varredura dos planos de informação georeferenciados componentes da base de dados sendo feita pelo computo planimétrico mencionado acima. Assim sendo, as assinaturas ambientais são procedimentos que permitem identificar a ocorrência conjunta de variáveis, por meio de planimetrias dirigidas. Em outras palavras, se o usuário conhecer alguma ocorrência de interesse numa determinada área, dentro de uma região previamente inventariada (por exemplo, com os seguintes mapas temáticos: básico, uso do solo, litologia, altitude, declividade, geomorfologia, etc.), e, se desejar saber as características desta área nos diversos mapas temáticos, basta, então, selecionar os mapas a serem assinados e em um deles identificar a área que se quer analisar. 54 Para as classes que se encontram dentro da área selecionada serão, então, emitidos relatórios de cada mapa. Por exemplo, mapa de uso do solo (90% pastagem, 10% de mata), mapa de litologia (80% sedimentos quaternários, 20% granito) e assim sucessivamente. Além de expressar as características em percentual, o relatório também indica o correspondente em pixels e em hectares. Os percentuais são expressos em relação à área demarcada e também em relação a todo o mapa para que o pesquisador possa realizar uma comparação da área assinada com a área total. 2.3 GEOREFERENCIAMENTO DE INFORMAÇÕES Georeferenciamento ou georeferenciação (em referências portuguesas) de uma imagem ou um mapa ou qualquer outra forma de informação geográfica é “tornar suas coordenadas conhecidas num dado sistema de referência”. Este processo inicia-se com a obtenção das coordenadas (pertencentes ao sistema no qual se pretende georeferenciar) de pontos da imagem ou do mapa a serem georeferenciados, conhecidos como pontos de controle. Os pontos de controle são locais que oferecem uma feição física perfeitamente identificável, tais como intersecções de estradas e de rios, represas, pistas de aeroportos, edifícios proeminentes, topos de montanha, entre outros. A obtenção das coordenadas dos pontos de controle pode ser realizada em campo (a partir de levantamentos topográficos, GPS – Sistema de Posicionamento Global), ou ainda por meio de mesas digitalizadoras, ou outras imagens ou mapas (em papel ou digitais) georeferenciados”. (VENTURIERI: 2007). 55 2.4 O ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO A elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos tem, como uma de suas etapas previstas pelo Ministério das Cidades, o desenvolvimento da Metodologia da Participação Comunitária, compreendida com aquela que “(...) contemple a participação ativa das comunidades (...).” (MINISTÉRIO DAS CIDADES: 2006) Neste contexto, o recurso da Audiência Pública é utilizado como espaço de apresentação do plano à comunidade, com a finalidade de divulgar e discutir junto àquelas em situação de risco, sociedade civil e demais agentes envolvidos no problema, as ações propostas, prioridades de atendimento, custos estimados, possíveis fontes de recursos e responsabilidades de cada um dos agentes. 2.5 A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DAS ÁREAS DE RISCO Segundo Pereira (2007), é possível interferir nos fatores condicionantes e deflagradores e nas consequências prováveis para aumentar a margem de segurança dessa convivência com ações tais como: colocação de lona, selagem de trincas, obras paliativas, isolamento e inversão de cômodos, refúgio momentâneo, remoção temporária, conscientização e capacitação da população envolvida, repasse de informações (cartilhas, telefones, alertas), fomento e formação de núcleos de defesa civil - NUDEC, criação de arcabouço legal. A ação do homem pode potencializar o risco, o gerenciamento do problema pode reduzir acidentes ou minimizar as perdas, interferindo efetivamente na preservação de vidas e até mesmo evitando o desenvolvimento de processos geodinâmico por meio de ações de educação ambiental, conforme preconizado por Leite (2005) e Pereira (2007). De acordo com a agência das Nações Unidas voltada para a redução de desastres (UNITED NATIONS DISASTERS RELIEF OFFICE – UNDRO, 1991), 56 o gerenciamento de riscos ambientais deve estar apoiado em quatro estratégias de ação: • Identificação e análise dos riscos; • Planejamento e implementação de intervenções para a minimização dos riscos; • Monitoramento permanente das áreas de risco e implantação de planos preventivos de Defesa Civil; • Informação pública e capacitação para ações preventivas e de autodefesa. 57 3. PROCESSO DE MAPEAMENTO DE ÁREAS URBANIZADAS COM RISCO À ESCORREGAMENTO DE SOLO APLICADO EM JUIZ DE FORA 3.1 CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO Juiz de Fora é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, situado na Zona da Mata Mineira, sendo o quarto maior município do estado, em população, superado apenas por Belo Horizonte, Uberlândia e Contagem, com uma população estimada pelo IBGE para 2009 de 526.706 habitantes. É a 36ª maior cidade do Brasil segundo o IBGE. Atualmente um dos principais polos industriais, culturais e de serviços de Minas Gerais, chegou a ser chamada de "Manchester Mineira" à época em que seu pioneirismo na industrialização a fez o município mais importante do estado. Com a grande crise econômica de 1929, a economia dos municípios mineiros ligados à cafeicultura sofreu grande abalo e Juiz de Fora só conheceu novo período de desenvolvimento a partir da década de 1960. Sua área de influência estende-se por toda a Zona da Mata, uma pequena parte do Sul de Minas e também do Centro Fluminense. É o município mais extenso da Zona da Mata. Totalizando uma área de 1.436,8 km², é formado por quatro distritos: Juiz de Fora, Sarandira, Torreões e Rosário de Minas. 58 As terras do município encontram-se inseridas na Bacia do rio Paraíba do Sul. A cidade ergue-se às margens de um dos principais afluentes do Paraíba do Sul, o Rio Paraibuna, que corta o município no sentido norte-sul. Outros rios importantes que banham o município são os rios Cágado e do Peixe, afluentes do Paraibuna. O clima de Juiz de Fora é do tipo tropical de altitude, caracterizado por duas estações bem definidas: uma seca e de menores temperaturas, que se estende de maio a setembro, e outra úmida e de temperaturas mais elevadas, de outubro a abril. A temperatura média anual é de 19,3°C, sendo a média das máximas em torno de 24°C e a das mínimas em torno de 15°C. O município localiza-se nos contrafortes da Serra da Mantiqueira. O relevo é predominantemente montanhoso, apresentando formações típicas denominadas mar de morros. A altitude do município varia de 467 metros nos fundos de vale até 1.104 metros, estando o centro comercial da cidade a 678 metros de altitude. A localização de Juiz de Fora é privilegiada, pela proximidade das principais metrópoles do Sudeste brasileiro. Por rodovia, a cidade dista 255 quilômetros da capital Belo Horizonte, 180 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro e 480 quilômetros da cidade de São Paulo. Juiz de Fora é o município mais populoso da Zona da Mata. Possui alto grau de urbanização, residindo cerca de 99% da sua população na área urbana. As mulheres representam 52,4% da população, e os homens 47,6%. Segundo dados da Defesa Civil local, anualmente chove de 1500 à 2300 mm, no período de observação de 2000 à 2007. 3.2 DESENVOLVIMENTO DE CARTOGRAMAS 3.2.1 MONTAGEM DA BASE DE DADOS GEORREFERENCIADA DIGITAL 59 3.2.2 CARTOGRAMAS BASE SUSCEPTIBILIDADE DE RISCO: PARA ANÁLISE DE A montagem da base de dados georeferenciada digital da área urbana de Juiz de Fora abrangeu diversos cartogramas, delimitados pelo retângulo envolvente inferior esquerdo de coordenadas UTME 655.000m, UTMN 7.584.000m, superior direito UTME 680.000, UTMN 7.609.000m. Esta área de análise compreende toda a “mancha urbana” juiz-forana. A área rural do município, na época do desenvolvimento destes mapeamentos praticamente não dispunha de dados cartográficos. Figura 6 - Retângulo de análise Fonte: DEFESA CIVIL, 2007. Até 2007, o datum oficial do município era Córrego Alegre, sendo assim, todos estes cartogramas desenvolvidos neste datum. A resolução de cada mapa produzido foi de 5px/m, ou seja, cada ponto (pixel) correspondia a uma área de 25m². O fator crucial para determinação desta resolução foi a limitação do aplicativo SAGA/UFRJ cujo sistema matricial máximo suportado era de 5000 x 5000 pixels 60 a) Litologia O Mapa Litológico-Estrutural foi desenvolvido baseando-se em arquivos do Serviço Geológico do Brasil – Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM); Carta do IBGE Escala de 1:50.000; e trabalhos de campo. Este Mapa traz informações sobre a formação das rochas e das principais estruturas geológicas presentes na área urbana de Juiz de Fora. A formação dos solos é oriunda da rocha, residindo aí a importância deste documento. Figura 7 - Mapa Litológico e Categorias de Informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 61 Cat. - Legendas Total 0 - BIOTITA-GNAISSE-BANDADO 1606876 Pixels Total Ha % Área 4017,19 Asn. 6,43% 1 - COMPLEXO JUIZ DE FORA 1889707 4724,2675 7,56% 2 - COMPLEXO MANTIQUEIRA 5037370 12593,425 20,15% 3 - GRANADA-CHARNOCKITO 393244 983,11 1,57% 4 - QUARTZITO 422424 1056,06 1,69% 4510576 11276,44 18,04% 6 - ÁREA FORA DE ANÁLISE 11139803 27849,5075 GNAISSE Quadro 2 - Dados obtidos por meio do mapa litológico 44,56% 5 - SILLIMANITA-GRANADA-BIOTITA- Fonte: O Autor, 2010 Gráfico 1 - Representatividade das categorias de Litologia Fonte: O AUTOR, 2010 b) Geomorfologia Este mapa representa as formas de relevo, tendo em vista a origem, estrutura, natureza, das rochas, o clima da região e as diferentes forças endógenas e exógenas que, de modo em geral, entram como fatores construtores e destruidores do relevo terrestre (GUERRA: 1997). 62 O Mapa Geomorfológico foi confeccionado com 63 classes representando a forma (relevo), estrutura e ação antrópica. É o primeiro Mapa desenvolvido com tamanha discretização, sintetizando aspectos importantes relativos ao planejamento do uso e ocupação do solo. Baseou-se na Carta do IBGE 1:50.000; fotos aéreas monocromáticas disponibilizadas pela Prefeitura de Juiz de Fora (1983 a 1986); e trabalhos de campo. 63 Figura 8 - Mapa Geomorfológico e categorias de informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 64 Gráfico 2 - Representatividade das Categorias de Geomorfologia Fonte: O AUTOR, 2010 65 Gráfico 3 - Representatividade das Categorias de Geomorfologia (simplificada) Fonte: O AUTOR, 2010 c) Declividade Partindo-se das cartas topografias do IBGE, escala 1:50.000, com curvas de nível de 20m e utilizando-se recursos do Microstation - Decartes foi gerado o mapa de declividade, com objetivo de subsidiar a classificação da aptidão para ocupação do solo, em função dos diferentes níveis do relevo e inclinação do terreno (Uberti et al 1992, Carver 1988) O mapa de declividade pode ser gerado manualmente sobre carta topográfica sendo obtido pela comparação da distância linear em metros entre dois pontos na carta topográfica (ou foto) com a diferença de altura em metros de dois pontos ou ainda entre os contornos de curva de nível. Esta tarefa no entanto, pode ser realizada de forma automatizada com rapidez, por meio do GIS/SPANS. Foram adotadas catorze classes de declividade, que comportam características fundamentais da área estudada e que subsidiam a classificação da aptidão para o uso e ocupação do solo urbano. 66 Figura 9 - Mapa de Declividade e categorias de informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 O bairro Filgueiras, não pode ser mapeado, em virtude de não possuir dados cartográficos na época. 67 Cat. - Legendas 0 - ÁREA FORA DE ANÁLISE 1 - 0 - 5% (0º - 3º) 2 - 5 - 10% (3º - 6º) Total Pixels 11116806 Total Ha % Área 27792,015 Asn.44,47% 4808353 12020,8825 19,23% 418747 1046,8675 1,68% 3 - 10 - 20% (6º - 12º) 1939376 4848,44 7,76% 4 - 20 - 30% (12º - 17º) 2540427 6351,0675 10,16% 5 - 30 - 37% (17º - 21º) 1403150 3507,875 5,61% 6 - 37 - 47% (21º - 26º) 1296276 3240,69 5,19% 7 - 47 - 60% (26º - 31º) 818894 2047,235 3,28% 8 - 60 - 70% (31º - 35º) 287568 718,92 1,15% 9 - 70 - 80% (35º - 39º) 148025 370,0625 0,59% 10 - 80 - 90% (39º - 42º) 75221 188,0525 0,30% 11 - 90 - 100% (42º - 45º) 44512 111,28 0,18% 12 - 100 - 200% (45º - 64º) 77512 193,78 0,31% 13 - 200 - 300% (64º - 72º) 3152 7,88 0,01% 14 - > 300% (> 72º) 1388 3,47 0,01% 15 - LIMITE MUNICIPAL 20593 51,4825 Quadro 3 - Dados obtidos por meio do mapa de declividade Fonte: O Autor, 2010 Gráfico 4 - Representatividade das Categorias de Declividade Fonte: O AUTOR, 2010 0,08% 68 d) Altimetria (Hipsometria) A hipsometria é a representação altimétrica do relevo de uma região no mapa, pelo uso de cores convencionais. A separação da gama de cores é por meio das curvas de nível (linhas ao longo das quais as altitudes são iguais) (GUERRA: 1997). Figura 10 - Mapa de Altimetria e Categorias de Informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 Cat. - Legendas Total Pixels Total Ha % Área Asn. 0 - ÁREA FORA DE ANÁLISE 11137399 27843,4975 44,55% 69 1 - 500 - 520 5719 14,2975 0,02% 2 - 520 - 540 4943 12,3575 0,02% 3 - 540 - 560 12614 31,535 0,05% 4 - 560 - 580 12504 31,26 0,05% 5 - 580 - 600 27865 69,6625 0,11% 6 - 600 - 620 55391 138,4775 0,22% 7 - 620 - 640 151347 378,3675 0,61% 8 - 640 - 660 115457 288,6425 0,46% 9 - 660 - 680 134985 337,4625 0,54% 10 - 680 - 700 647908 1619,77 2,59% 11 - 700 - 720 1853956 4634,89 7,42% 12 - 720 - 740 1273992 3184,98 5,10% 13 - 740 - 760 1103292 2758,23 4,41% 14 - 760 - 780 1775980 4439,95 7,10% 15 - 780 - 800 1423885 3559,7125 5,70% 16 - 800 - 820 1417375 3543,4375 5,67% 17 - 820 - 840 1026948 2567,37 4,11% 18 - 840 - 860 654696 1636,74 2,62% 19 - 860 - 880 778956 1947,39 3,12% 20 - 880 - 900 545583 1363,9575 2,18% 21 - 900 - 920 381839 954,5975 1,53% 22 - 920 - 940 245114 612,785 0,98% 23 - 940 - 960 103515 258,7875 0,41% 24 - 960 - 980 56800 142 0,23% 25 - 980 - 1000 27311 68,2775 0,11% 26 - 1000 - 1020 17664 44,16 0,07% 27 - 1020 - 1040 3494 8,735 0,01% 28 - 1040 - 1060 1604 4,01 0,01% 29 - 1060 - 1080 1864 4,66 0,01% Quadro 4 - Dados obtidos por meio do mapa de altimetria Fonte: O Autor, 2010 70 Gráfico 5 - Representatividade das Categorias de Altimetria Fonte: O AUTOR, 2010 e) Correção da Fotografia de satélite O Processo dinâmico do uso e ocupação do solo, torna necessário a atualização constante das informações que podem ser obtidas de fotografias aéreas ou de satélites. Em 2006 havia sido disponibilizado pelo Google Tele atlas, fotografia recente que retratava toda a área urbana, e parte da rural em Juiz de Fora. Porém a mesma, encontrava-se em referencial, datum, diferente do utilizados nos outros cartogramas existentes, além disso, a mesma não se encontrava corrigida. Através do aplicativo ER Mapper, promoveu-se a correção desta informação por meio de sofisticadas técnicas de geoprocessamento (Control Points – Pontos de Controle no solo, com coordenadas geográficas 71 conhecidas). Obtendo assim, uma fotografia no datum Córrego Alegre, com acurácia estimada de 2m, e tamanho de 23GB. Figura 11 - Tela do Aplicativo ER Mapper com os pontos de Controle utilizados na correção da fotografia de satélite. Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 f) Uso e Ocupação do Solo A Base de dados Georeferenciada proveniente de cobertura da fotografia de satélite do ano de 2005, conforme descrito no item anterior. Foi o 72 principal documento utilizado para construir este Mapa. Este mapa foi produzido diretamente no aplicativo SAGA, módulo CRIAR. Figura 12 - Mapa de Uso e Ocupação do Solo e categorias de informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 Cat. - Legendas Total Pixels Total Ha % Área 0 - AREA COMERCIAL 127115 1 - AREA INDUSTRIAL 126800 317 0,51% 32623 81,5575 0,13% 1895822 4739,555 7,58% 2 - AREA MISTA 3 - AREA RESIDENCIAL COMERCIAL/RESIDENCIAL 317,7875 Asn.0,51% 73 4 - ARRUAMENTO 555528 1388,82 2,22% 6976680 17441,7 27,91% 5732 14,33 0,02% 3593642 8984,105 14,37% 2029 5,0725 0,01% 10586 26,465 0,04% 165306 413,265 0,66% 11 - RIO PARAIBUNA 47388 118,47 0,19% 12 - SOLO EXPOSTO 368895 922,2375 1,48% 5 - RASTEIRA/CAPOEIRA 6 - CORPOS D'ÁGUA 7 - MATA 8 - POÇO D’ANTA 9 - REPRESA DE SAO PEDRO 10 - REPRESA DR. JOAO PENIDO 13 - ÁREA FORA DE ANÁLISE 11091854 27729,635 44,37% Quadro 5 - Dados obtidos por meio do mapa de uso e ocupação do solo Fonte: O Autor, 2010 Gráfico 6 - Representatividade das Categorias de uso e ocupação do solo Fonte: O AUTOR, 2010 g) Proximidade de Ruas Baseado no Mapa Urbano Básico (MUB). Seguindo a Portaria nº. 15/98 da Secretaria Municipal de Transportes (SETTRA) que classifica o sistema 74 viário da cidade de acordo com o Art. 60 do Código de Trânsito Brasileiro – Lei Federal 9503/19997, a SETTRA estabelece no seu Art. 2º as Vias Arteriais de Juiz de Fora; no seu Art. 3º as Vias Coletoras; e no Art. 4º as Vias Locais. Para as Vias Locais foi estabelecida uma largura de 10 m de faixa marginal; para as Coletoras, 20 m; finalmente, para as Arteriais foi adotado o buffer de 50 metros. Partiu-se do princípio que os escorregamentos de solo de relevância para Defesa Civil ocorrem nas áreas urbanizadas, devendo portanto estar nas proximidades das vias de acesso. Figura 13 - Mapa de Proximidade de Ruas e categorias de informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 Cat. - Legendas 0 - AV. DEUSDETH SALGADO Total Pixels 6203 Total Ha % Área 15.5075 Asn. 0.02% 75 1 - AV. OLEGÁRIO MACIEL 8428 21.07 0.03% 2 - AV. PRESIDENTE JUSCELINO 31710 79.275 0.13% 3 - AV.ANTÔNIO SIMÃO FIRJAM KUBSTCHECK 8052 20.13 0.03% 4 - AV.BARÃO DO RIO BRANCO 23666 59.165 0.09% 5 - AV.BRASIL - MARGEM DIREITA 22421 56.0525 0.09% 6 - AV.BRASIL - MARGEM ESQUERDA 16160 40.4 0.06% 7 - AV.DOUTOR PAULO JAPIASSU 2920 7.3 0.01% 8 - AV.FRANCISCO BERNARDINO COELHO 3879 9.6975 0.02% 10721 26.8025 0.04% 8714 21.785 0.03% 11 - AV.INDEPENDÊNCIA 14570 36.425 0.06% 12 - AV.JUIZ DE FORA 28455 71.1375 0.11% 13 - AV.OLAVO BILAC 3271 8.1775 0.01% 14 - AV.RUI BARBOSA 5315 13.2875 0.02% 331908 829.77 1.33% 20593 51.4825 0.08% 1148189 2870.4725 4.59% 9 - AV.FRANCISCO VALADARES 10 - AV.GUADALAJARA 15 - COLETORAS 16 - LIMITE MUNICIPAL 17 - LOCAIS 18 - POÇO D´ANTA 2029 5.0725 0.01% 10647 26.6175 0.04% 134179 335.4475 0.54% 21 - RUA ALENCAR TRISTÃO 1415 3.5375 0.01% 22 - RUA OZÓRIO DE ALMEIDA 3585 8.9625 0.01% 12036164 30090.41 48.14% 24 - ÁREA FORA DE ANÁLISE 11116806 27792.015 Quadro 6 - Dados obtidos do mapa de Proximidade de Ruas 44.47% 19 - REPRESA DE SÃO PEDRO 20 - REPRESA DR. JOÃO PENIDO 23 - FUNDO Fonte: O Autor, 2010 76 Gráfico 7 - Representatividade das Categorias do Mapa de Proximidade de Ruas Fonte: O AUTOR, 2010 g) Estrutural Cartograma que contempla a separação de rochas de naturezas diferentes, sendo este mapeamento de grande importância para os geólogos e geomorfolólogos. O conhecimento dos contatos litológicos leva à compreensão do ciclo de erosão e de superfícies estruturais propícias a escorregamento de solo (GUERRA: 1997). 77 Figura 14 - Mapa Estrutural e categorias de informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 Cat. - Legendas Total 0 - ÁREA FORA DE ANÁLISE 11116806 Pixels 1 - ÁREAS INDEFINIDAS Total Ha 27792.015 Asn. 44.47% 13565413 33913.5325 2 - CONTATO LITOLÓGICO % Área 54.26% 52593 131.4825 0.21% 46 0.115 0.00% 229337 573.3425 0.92% 5 - LIMITE MUNICIPAL 20593 51.4825 0.08% 6 - ZONA DE CIZALHAMENTO 14510 36.275 0.06% 147 0.3675 0.00% 1.3875 0.00% 3 - CONTATO LITOLÓGICO E FALHAS DE 4 - FALHAS DE EMPURRÃO EMPURRÃO 7 - ZONA DE CIZALHAMENTO E CONTATO 8 - ZONA DE CIZALHAMENTO E FALHAS 555 LITOLÓGIC DE EMPURRÃ Quadro 7 - Dados obtidos do mapa Estrutural Fonte: O Autor, 2010 78 Gráfico 8 - Representatividade das categorias do Mapa Estrutural Fonte: O AUTOR, 2010 h) Densidade Demográfica Este mapa representa o número (a média) de habitantes por km2. Para sua obtenção dividiu-se a população absoluta pela área da microrregião censitária do IBGE. Dados estes obtidos pelo Censo do ano de 2000. 79 Figura 15 - Mapa de Densidade Demográfica e categorias de informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 Cat. - Legendas 0 - SEM DADOS 1 - LIMITES TEXTOS Total Pixels Total Ha % Área Asn. 4455380 11138.45 17.82% 59751 149.3775 0.24% 80 2 - 0,1 3040950 7602.375 12.16% 3 - 0,3 248004 620.01 0.99% 4 - 0,8 304731 761.8275 1.22% 5 - 0,9 78588 196.47 0.31% 6 - 1,8 497799 1244.4975 1.99% 7 - 2,2 178668 446.67 0.71% 8 - 2,3 82893 207.2325 0.33% 9 - 3,4 262560 656.4 1.05% 10 - 4,2 108717 271.7925 0.43% 11 - 4,8 806465 2016.1625 3.23% 12 - 5,9 109667 274.1675 0.44% 13 - 7,8 106797 266.9925 0.43% 14 - 9,1 89974 224.935 0.36% 15 - 14,5 5364 13.41 0.02% 16 - 18 157094 392.735 0.63% 17 - 20,6 557957 1394.8925 2.23% 18 - 22,4 11365 28.4125 0.05% 19 - 24,6 83073 207.6825 0.33% 20 - 25,2 34197 85.4925 0.14% 21 - 27,2 156115 390.2875 0.62% 22 - 27,5 47033 117.5825 0.19% 23 - 29,6 148424 371.06 0.59% 24 - 31,1 44988 112.47 0.18% 25 - 31,4 98652 246.63 0.39% 26 - 32,7 101260 253.15 0.41% 27 - 36,6 50784 126.96 0.20% 28 - 37,3 34019 85.0475 0.14% 29 - 37,5 46428 116.07 0.19% 30 - 37,9 162683 406.7075 0.65% 31 - 39,2 33584 83.96 0.13% 32 - 42,3 16530 41.325 0.07% 33 - 42,4 114888 287.22 0.46% 34 - 43,2 14095 35.2375 0.06% 35 - 44,6 16460 41.15 0.07% 36 - 45,1 45497 113.7425 0.18% 81 37 - 45,5 61672 154.18 0.25% 38 - 47,7 71513 178.7825 0.29% 39 - 48,6 14104 35.26 0.06% 40 - 52,6 41738 104.345 0.17% 41 - 55,1 68021 170.0525 0.27% 42 - 56,8 33522 83.805 0.13% 43 - 61,2 35788 89.47 0.14% 44 - 62,7 36865 92.1625 0.15% 45 - 66,6 25241 63.1025 0.10% 46 - 66,7 36404 91.01 0.15% 47 - 70,2 83924 209.81 0.34% 48 - 70,5 95572 238.93 0.38% 49 - 73 25057 62.6425 0.10% 50 - 74,4 9400 23.5 0.04% 51 - 83,9 5079 12.6975 0.02% 52 - 84,8 7590 18.975 0.03% 53 - 92,3 23114 57.785 0.09% 54 - 98,2 12433 31.0825 0.05% 55 - 99,2 20580 51.45 0.08% 56 - 100,3 29678 74.195 0.12% 57 - 100,7 56837 142.0925 0.23% 58 - 104,7 17622 44.055 0.07% 59 - 105,5 10076 25.19 0.04% 60 - 107,7 11746 29.365 0.05% 61 - 108,7 17749 44.3725 0.07% 62 - 108,8 36681 91.7025 0.15% 63 - 110,4 49133 122.8325 0.20% 64 - 114,2 13238 33.095 0.05% 65 - 119 71395 178.4875 0.29% 66 - 119,8 14720 36.8 0.06% 67 - 122 3993 9.9825 0.02% 68 - 122,5 4136 10.34 0.02% 69 - 127,5 33318 83.295 0.13% 70 - 127,6 9448 23.62 0.04% 71 - 137 9533 23.8325 0.04% 82 72 - 137,9 18224 45.56 0.07% 73 - 139,6 7386 18.465 0.03% 74 - 146 49111 122.7775 0.20% 75 - 151,1 15203 38.0075 0.06% 76 - 153,6 11436 28.59 0.05% 77 - 161,8 7981 19.9525 0.03% 78 - 165,3 15524 38.81 0.06% 79 - UFJF 46229 115.5725 0.18% 80 - LAJINHA 44965 112.4125 0.18% 158781 396.9525 0.64% 81 - KRANBECK 82 - ÁREA FORA DE ANÁLISE 11116806 27792.015 44.47% Quadro 8 - Dados obtidos do mapa de Densidade Demográfica Fonte: O Autor, 2010 Gráfico 9 - Representatividade das categorias do Mapa de Densidade Demográfica Fonte: O AUTOR, 2010 i) Proximidade de Cursos d’água 83 O solapamento das porções de solo limítrofes aos cursos d’água provocam movimentações de grandes porções de solo e no caso da existência de edificações ribeirinhas, com grande diferença altimétrica, representam alto risco de escorregamento de solo. Objetiva-se com este mapa a determinação da susceptibilidade deste evento nestas áreas. Para o desenvolvimento deste cartograma, foram utilizados as fotografias de satélite, bem como as cartas topográficas do IBGE. As categorias de ordem dos cursos d’água, obedeceram ao sistema de classificação de Horton, ou seja, Os cursos sem ramificação são os de 1a ordem; cursos que recebem apenas outros de 1ª ordem são os de 2ª ordem, e assim por diante. 84 Figura 16 - Mapa de Proximidade de Cursos d’água e categoria de informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 Total % Área Cat. - Legendas Pixels Total Ha Asn. 0 - 1 ORDEM 385012 962,53 1,54% 1 - 2 ORDEM 211405 528,5125 0,85% 2 - 3 ORDEM 153200 383 0,61% 3 - 4 ORDEM 99618 249,045 0,40% 4 - CORPOS D'ÁGUA 36820 92,05 0,15% 5 - LIMITE MUNICIPAL 20593 51,4825 0,08% 6 - POÇO D’ANTA 2029 5,0725 0,01% 7 - PROX.POÇO D'ANTA 618 1,545 0,00% 8 - PROX.REPRESA DR. JOÃO PENIDO 15441 38,6025 0,06% 9 - REPRESA DR. JOAO PENIDO 134179 335,4475 0,54% 10 - RIO PARAIBUNA (BUFFER) 316472 791,18 1,27% 11 - RIO PARAIBUNA (EIXO) 52401 131,0025 0,21% 12 - ÁREA EXTERNA AO LIMITE MUNICIPAL 11115392 27788,48 44,46% 13 - FUNDO 12456820 31142,05 49,83% Quadro 9 - Dados obtidos do mapa de Proximidade de Cursos d’água Fonte: O Autor, 2010 85 Gráfico 10 - Representatividade das Categorias Hidrográficas Fonte: O AUTOR, 2010 j) Qualidade de Vida Este cartograma foi retirado do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, desenvolvido no ano 2000. “Fornece um quadro da realidade social da área urbana...” “... retrata os impactos das políticas públicas postas em práticas...” servindo para caracterizar áreas de exclusão social, sendo um complemento da contribuição social na susceptibilidade à escorregamentos de solo devido a inexistência de infraestrutura mínima de segurança contra estes eventos catastróficos. 86 Figura 17 - Mapa de Qualidade de Vida e categoria de informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 87 % Área Cat. - Legendas Total Pixels Total Ha Asn. 0-A 17819 44,5475 0,07% 1-B 188193 470,4825 0,75% 2-C 1152367 2880,9175 4,61% 3-D 1629283 4073,2075 6,52% 4-E 2856246 7140,615 11,43% 5-F 1637282 4093,205 6,55% 6-G 2130757 5326,8925 8,52% 7-H 2111266 5278,165 8,45% 8 - ÁREAS INDEFINIDAS 977377 2443,4425 3,91% 10 - MATA 939733 2349,3325 3,76% 11 - AREA FORA DE ANÁLISE 11116519 27791,2975 44,47% 12 - CORPOS DÁGUA 243158 607,895 0,97% Quadro 10 - Dados obtidos do mapa de Qualidade de Vida Fonte: O Autor, 2010 Gráfico 11 - Representatividade das categorias de Qualidade de Vida Fonte: O AUTOR, 2010 88 3.2.3 CARTOGRAMAS BASE PARA ESTUDO E COMPREENSÃO DAS ÁREAS DE RISCO: k) Georeferenciamento das edificações Com a fotografia de satélite de 2005, por meio do módulo CRIAR do aplicativo SAGA/UFRJ promoveu-se a identificação das edificações contidas na área avaliada, este cartograma permite a combinação com o mapa de risco final, visando a enumeração de edificações em áreas de risco, simplificando o processo de mapeamento das áreas de risco 89 Figura 18 - Edificações Georeferenciadas e categoria de informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 Número de Edificações identificadas: 108.656 l) Distribuição Espacial das Ocorrências de Escorregamento de Talude de 1985 à 2007 Figura 19 - Mapa Distribuição Espacial de Ocorrências de Escorregamento de Solo e categoria de informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 90 Cat. - Legendas Total 0 - FUNDO 13501959 33754,8975 Asn. 54,01% Pixels 1 - ÁREA FORA DE ANÁLISE 11116680 27791,7 44,47% 53915 134,7875 0,22% 3 - PROXIMIDADES DAS ÁREAS COM 327446 818,615 SOLO Quadro 11 - Dados Obtidos pelo mapa de Distribuição Espacial das ESCORREGAMENTOS Ocorrências 1,31% 2 - ÁREAS COM ESCORREGAMENTOS DE Total Ha Fonte: O Autor, 2010 m) Áreas de Especial Interesse Social Figura 20 - Áreas de Especial Interesse Social e categoria de informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 % Área 91 Total % Área Pixels Total Ha Asn. 13709807 34274,5175 54,84% Cat. - Legendas 0 - FUNDO 2 - AVALIAÇÃO PELO CENTRO DE PESQUISAS SOCIAIS 129797 324,4925 0,52% 3 - AVALIAÇÃO PELA SECRETARIA DE POLÍTICA SOCIAL 43590 108,975 0,17% 4 - ÁREA FORA DE ANÁLISE 11116806 27792,015 44,47% Quadro 12 - Dados obtidos do Mapa de Áreas de Especial Interesse Social Fonte: O Autor, 2010 n) Distribuição Pluviométrica Figura 21 - – Mapa de Distribuição Pluviométrica Anual (2006) e Legenda (mm) Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 92 3.2.4 CARTOGRAMAS PARA O PROCESSO DE GESTÃO DAS ÁREAS DE RISCO o) Localização dos Abrigos Alternativos e área de abrangência Figura 22 - Mapa e Legenda do Mapa de Abrangência dos Abrigos Alternativos Fonte: O AUTOR, 2010 93 Cat. - Legendas Total 0 - ALDEIA INFANTIS SOS BRASIL 128458 Pixels Total Ha % Área 321,145 Asn.0,51% 1 - ASSEMBLÉIA DE DEUS 24414 61,035 0,10% 2 - CAPELA SÃO FRANCISCO XAVIER 66032 165,08 0,26% 3 - CESPORTE 21934 54,835 0,09% 4 - CLUBE CERÂMICA - FUTEBOL CLUBE 19467 48,6675 0,08% 193465 483,6625 0,77% 6 - CLUBE VASCO DA GAMA 29656 74,14 0,12% 7 - COLÉGIO TÉCNICO UNIVERSITÁRIO CTU 13422 33,555 0,05% 272899 682,2475 1,09% 9 - EDUCANDÁRIO CARLOS CHAGAS PIEDADE 14956 37,39 0,06% 10 - ESCOLA CLEMENTE MARIANI 58802 147,005 0,24% 11 - ESCOLA DE SAMBA JUVENTUDE 4946 12,365 0,02% 12 - ESCOLA ESTADUAL ALI HALFELD IMPERIAL 22790 56,975 0,09% 13 - ESCOLA ESTADUAL BATISTA DE 23835 59,5875 0,10% 14 - ESCOLA ESTADUAL BERNARDO OLIVEIRA 100403 251,0075 0,40% 15 - ESCOLA ESTADUAL DOM ORIONE MASCARENHAS 98671 246,6775 0,39% 16 - ESCOLA ESTADUAL DUARTE DO ABREU 62080 155,2 0,25% 17 - ESCOLA ESTADUAL FRANCISCO 26042 65,105 0,10% 18 - ESCOLA ESTADUAL JOSÉ FREIRE BERNARDINO 73085 182,7125 0,29% 19 - ESCOLA ESTADUAL MARIA DE 32263 80,6575 0,13% 20 - ESCOLA ESTADUAL MARIA ELBA BRAGA MAGALHÃES PINTO 23327 58,3175 0,09% 21 - ESCOLA ESTADUAL MARIA ILYDIA 2942 7,355 0,01% 22 - ESCOLA ESTADUAL OLAVO COSTA 2469 6,1725 0,01% 23 - ESCOLA ESTADUAL PADRE FREDERICO 21884 54,71 0,09% 24 - ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR VIEKEN 19081 47,7025 0,08% 25 - ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR CANDIDO MOTA FILH 16863 42,1575 0,07% 5013 12,5325 0,02% 109913 274,7825 0,44% 3755 9,3875 0,02% 812931 2032,3275 3,25% 5 - CLUBE DOS COMERCIÁRIOS 8 - COMUNIDADE NOSSA SENHORA DA 26 - ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR LOPES LINDOLFO GOMES 27 - ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR 28 - ESCOLA ESTADUAL TEODORICO RIBEIRO TEODORO COELHO 29 ESCOLA MUNICIPAL ADHEMAR REZENDE DE-ASSIS DE ANDRADE 94 30 - ESCOLA MUNICIPAL ALVARO BRAGA 50172 125,43 0,20% 31 - ESCOLA MUNICIPAL AMÉLIA ARAUJO 37618 94,045 0,15% 32 - ESCOLA MUNICIPAL AMÉLIA PIRES MASCARENHAS 62365 155,9125 0,25% 788658 1971,645 3,15% 34 - ESCOLA MUNICIPAL ANTONIO LESSA 62435 156,0875 0,25% 35 - ESCOLA MUNICIPAL ANTÔNIO FAUSTINO 12110 30,275 0,05% 36 - ESCOLA MUNICIPAL ARLETE BASTOS DE 1260434 3151,085 5,04% 37 - ESCOLA MUNICIPAL BELA AURORA MAGALHÃES 13709 34,2725 0,05% 38 - ESCOLA MUNICIPAL BELMIRA DUARTE 13276 33,19 0,05% 39 - ESCOLA MUNICIPAL BOM PASTOR DIAS 37580 93,95 0,15% 40 - ESCOLA MUNICIPAL CARLOS AUGUSTO 655600 1639 2,62% 41 ESCOLA MUNICIPAL CARLOS DRUMOND DE-ASSIS 226210 565,525 0,90% 42 ESCOLA MUNICIPAL CARLOS FAGUNDES DE-ANDRADE 45061 112,6525 0,18% 43 - ESCOLA MUNICIPAL CATARINA BARBOSA 168183 420,4575 0,67% 44 - ESCOLA MUNICIPAL CECÍLIA MEIRELES 231422 578,555 0,93% 45 - ESCOLA MUNICIPAL CENTENÁRIO 51736 129,34 0,21% 46 - ESCOLA MUNICIPAL CLOTILDE PEIXOTO 99293 248,2325 0,40% 47 - ESCOLA MUNICIPAL DANTE JAIME HARGREAVE 48522 121,305 0,19% 48 - ESCOLA MUNICIPAL DILERMANDO CRUZ 23341 58,3525 0,09% 49 - ESCOLA MUNICIPAL DILERMANDO FILHO 57119 142,7975 0,23% 11116928 27792,32 44,47% 37604 94,01 0,15% 114331 285,8275 0,46% 53 - ESCOLA MUNICIPAL FERNÃO DIAS PAES FARIAS 54584 136,46 0,22% 54 - ESCOLA MUNICIPAL GABRIEL 20794 51,985 0,08% 55 - ESCOLA MUNICIPAL GONÇALVES DA SILVA HELENA DE 11667 29,1675 0,05% 56 - ESCOLA MUNICIPAL HELYON DE ALMEIDA-EMEI 147522 368,805 0,59% 57 - ESCOLA MUNICIPAL HENRIQUE JOSÉ DE OLIVEIRA -CAIC. 125784 314,46 0,50% 58 - ESCOLA MUNICIPAL ILVA MELO REIS SOUZA 19807 49,5175 0,08% 59 - ESCOLA MUNICIPAL JESUS DE OLIVEIRA 17091 42,7275 0,07% 60 - ESCOLA MUNICIPAL JOSÉ HOMEM DE 14600 36,5 0,06% 61 - ESCOLA MUNICIPAL JOÃO EVANGELISTA CARVALHO 43391 108,4775 0,17% 177032 442,58 0,71% 63 - ESCOLA MUNICIPAL MANUEL BANDEIRA 23666 59,165 0,09% 64 - ESCOLA MUNICIPAL MARIA LIZARDO DAS 33262 83,155 0,13% 33 - ESCOLA MUNICIPAL ANDRÉ REBOUÇAS 50 - ÁREA (CESU) FORA DE ANÁLISE MARTINS 51 - ESCOLA MUNICIPAL EDITH MERHY 52 - ESCOLA MUNICIPAL ELPÍDIO CORREA 62 ESCOLA MUNICIPAL LION CENTRO DE-ASSIS DORES DI 95 65 - ESCOLA MUNICIPAL MARÍLIA DE DIRCEU 525428 1313,57 2,10% 66 - ESCOLA MUNICIPAL MENELICK DE 200793 501,9825 0,80% 12285 30,7125 0,05% 68 - ESCOLA MUNICIPAL NÚBIA PEREIRA 432013 1080,0325 1,73% 69 - ESCOLA MUNICIPAL OLINDA DE PAULA GUIMARÃES 384862 962,155 1,54% 70 - ESCOLA MUNICIPAL OSCAR SCHIMIDT MAGALHAES 16813 42,0325 0,07% 71 - ESCOLA MUNICIPAL OSWALDO VELOSO EMPOS 33567 83,9175 0,13% 72 - ESCOLA MUNICIPAL PADRE WILSON 12983 32,4575 0,05% 73 - ESCOLA MUNICIPAL PEDRO NAGIB 14412 36,03 0,06% 74 - ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR IRENEU NASSER (EMEI) 82539 206,3475 0,33% 75 - ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR JOÃO GUIMARÃES 57879 144,6975 0,23% 76 - ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA PANISSET 147534 368,835 0,59% 77 - ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA EUNICE ALVES VI 22344 55,86 0,09% 78 - ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA MARLENE BARROS 67173 167,9325 0,27% 430314 1075,785 1,72% 36874 92,185 0,15% 1775 4,4375 0,01% 82 - ESCOLA MUNICIPAL ROCHA POMBOANDRADE 86497 216,2425 0,35% 83 - ESCOLA MUNICIPAL SANTA CECÍLIA CAIC 36011 90,0275 0,14% 84 - ESCOLA MUNICIPAL SANTA CÂNDIDA 21035 52,5875 0,08% 85 - ESCOLA MUNICIPAL SANTOS DUMONT 69650 174,125 0,28% 86 - ESCOLA MUNICIPAL SÃO GERALDO 67887 169,7175 0,27% 87 - ESCOLA MUNICIPAL TANCREDO NEVES 53365 133,4125 0,21% 88 - ESCOLA MUNICIPAL TEODORO 14379 35,9475 0,06% 89 - ESCOLA MUSSEL MUNICIPAL TIA GLORINHA FREDERICO 42932 107,33 0,17% 197736 494,34 0,79% 67110 167,775 0,27% 122182 305,455 0,49% 23729 59,3225 0,09% 115435 288,5875 0,46% 95 - GUAPORÉ FUTEBOL CLUBE 53132 132,83 0,21% 96 - IGREJA CATÓLICA 45392 113,48 0,18% 97 - IGREJA CATÓLICA NOSSA SENHORA 39290 98,225 0,16% 98 - IGREJA CATÓLICA NOSSA SENHORA DAS AUXILIADORA 35307 88,2675 0,14% 99 - IGREJA CATÓLICA NOSSA SENHORA DE GRACAS 13908 34,77 0,06% 67 - ESCOLA MUNICIPAL MURILO MENDES CARVALHO 79 - ESCOLA MUNICIPAL QUILOMBO DOS ÁUREA NARDELI 80 - ESCOLA MUNICIPAL RAYMUNDO PALMARES 81 - ESCOLA MUNICIPAL REYNALDO DE HARGREAVES 90 - ESCOLA MUNICIPAL UNIÃO DA BETHÂNIA 91 - ESCOLA MUNICIPAL ÁLVARO LINS 92 - ESCOLA MUNICIPAL ÁUREA BICALHO 93 - ESPORTE CLUBE BENFICA 94 - GRUPO ESCOLAR ANNA SALES FONSECA FATIMA 96 100 - IGREJA CATÓLICA SANTA TEREZINHA 18593 46,4825 0,07% 101 - IGREJA IMACULADA CONCEIÇÃO 96594 241,485 0,39% 102 - IGREJA METODISTA 95130 237,825 0,38% 103 - IGREJA MISSIONÁRIA FILADELFIA 21171 52,9275 0,08% 104 - IGREJA MISSÃO PENTECOSTAL ÁGUA 62109 155,2725 0,25% 105 VIVA- IGREJA NOSSA SENHORA DA 11041 27,6025 0,04% 242029 605,0725 0,97% 107 - IGREJA NOSSA SENHORA DA PIEDADE 21847 54,6175 0,09% 108 - IGREJA NOSSA SENHORA DE LOURDES 9383 23,4575 0,04% 120324 300,81 0,48% 110 - IGREJA NOSSA SENHORA DO SERRA 19235 48,0875 0,08% 111 - IGREJASOCORRO SANTA RITA PERPÉTUO 13093 32,7325 0,05% 112 - IGREJA SÃO GERALDO 22517 56,2925 0,09% 113 - LAR DO CAMINHO 99979 249,9475 0,40% 114 - LBV 99010 247,525 0,40% 115 - PARÓQUIA NOSSA SENHORA MÃE DE 13010 32,525 0,05% 116 - PARÓQUIA SÃO PEDRO DEUS 80657 201,6425 0,32% 1423691 3559,2275 5,69% 106 - IGREJA NOSSA SENHORA DA PENHA APARECIDA 109 - IGREJA NOSSA SENHORA DO MONTE 117 - PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO 119 - SALAO DA SPM (ABAIXO DA UBS) 63062 157,655 0,25% 120 - SALAO DOS VICENTINOS PARQUE GUARANI 70154 175,385 0,28% 122 - SANTUÁRIO SAO JUDAS TADEU 40307 100,7675 0,16% 123 - SEDE DA SPM 12095 30,2375 0,05% 523301 1308,2525 2,09% 124 - SOCIEDADE DE AMIGOS DO GRAMA125 SAG- SOCIEDADE SÃO VICENTE DE PAULA F. 11547 28,8675 0,05% 126 - SOCIEDADE SÃO VICENTE DE PAULA 16851 42,1275 0,07% BERNARDIN Quadro 13 - Dados obtidos do mapa de abrangência dos Abrigos Alternativos SÃO BERNARDO Fonte: O Autor, 2010 97 3.3 DESENVOLVIMENTO DA AVALIAÇÃO DA SUSCEPTIBILIDADE DE RISCOS 3.2.1 ELABORAÇÃO DO MAPA PRELIMINAR DE RISCOS (SUSCEPTIBILIDADE DE RISCOS) Utilizando-se os cartogramas descritos no item anterior, por meio de reunião de equipe multidisciplinar, envolvendo engenheiros, geógrafos, geomorfólogos, gestores ambientais, promoveu-se o desenvolvimento do mapa de susceptibilidade à escorregamento de solo por meio do aplicativo SAGA/UFRJ, cujos pesos e notas foram consensuais a partir do processo Delphi, que se perdurou por três dias consecutivos. Figura 23 - Fluxograma utilizado para a determinação de áreas de susceptibilidade à escorregamento de solo, com respectivos pesos Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 98 Da avaliação descrita acima, obteve-se o seguinte cartograma: Figura 24 - Mapa de Susceptibilidade de Risco à Escorregamento de Solo e Categoria de Informações Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 99 Cat. - Legendas 0 - ÁREAS PLANAS OU SEMI PLANAS Total Pixels Total Ha % Área Asn. 9560972 23902,43 38,24% 27798,137 1 - ÁREA FORA DE ANÁLISE 11119255 5 44,48% 2 - NOTA 2 48702 121,755 0,19% 3 - NOTA 3 306212 765,53 1,22% 4 - NOTA 4 1162590 2906,475 4,65% 5 - NOTA 5 1536365 3840,9125 6,15% 6 - NOTA 6 910842 2277,105 3,64% 7 - NOTA 7 177152 442,88 0,71% 8 - NOTA 8 10166 25,415 0,04% 9 - NOTA 9 35 0,0875 0,00% 12 - POÇO D'ANTA 2029 5,0725 0,01% 13 - REPRESA DR. JOAO PENIDO 134440 336,1 0,54% 14 - REPRESA DE SAO PEDRO 10647 26,6175 0,04% 15 - LIMITE MUNICIPAL 20593 51,4825 0,08% Quadro 14 - Dados obtidos pelo mapa de susceptibilidade de risco Fonte: O Autor, 2010 Para melhor compreensão do mapa gerado, promoveu-se agrupamento das probabilidades de risco 2 a 9, em 4 categorias de susceptibilidade: Baixa (Notas 2,3). Média (Notas 4,5); Alta (Notas 6,7); Muito Alta (Notas 8 e 9). Cat. - Legendas Total Pixels Total Ha % Área Asn. 2 - SUSCEPTIBILIDADE BAIXA 354914 887,285 8,00% 3 - SUSCEPTIBILIDADE MÉDIA 2698955 6747,3875 65,00% 4 - SUSCEPTIBILIDADE ALTA 1087994 2719,985 26,00% 5 - SUSCEPTIBILIDADE MUITO ALTA 10201 25,5025 1,00% Quadro 15 - Valores obtidos do agrupamento de categorias de susceptibilidade de risco à escorregamento Fonte: O Autor, 2010 100 Gráfico 12 - Representatividade das Categorias de Susceptibilidade de Risco Fonte: O AUTOR, 2010 3.4 ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO A participação das comunidades, levado em conta os prazos delimitados para a elaboração do Plano, compreendeu 02 etapas: o encontro com as lideranças e membros das comunidades de cada área incluída no diagnóstico de risco alto ou muito alto em assentamentos precários, configurando as audiências locais e a audiência pública final, envolvendo a mobilização de representantes de toda a sociedade civil, organizada ou não e outros. Partindo então dos diagnósticos de risco, foi definido um cronograma inicial de trabalho por região do município – considerando as 07 (sete) regiões administrativas de Juiz de Fora, na seguinte ordem: Leste, Centro, Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Oeste – e foram estabelecidos os contatos com os setores organizados das comunidades: lideranças comunitárias (Sociedades Pró-Melhoramentos dos Bairros, Associações de Moradores), religiosas, instituições de apoio (ONGs, trabalhos filantrópicos), representantes de 101 entidades esportivas e de recreação (escolas de samba e de esportes), instituições educacionais e de saúde e representantes de programas sociais. Ao longo do trabalho, o cronograma inicial foi revisto, adaptando-se às necessidades do planejamento interno e das comunidades. 3.4.1 MOBILIZAÇÃO: A mobilização das comunidades foi realizada por meio de entrega domiciliar e institucional de 5.000 (cinco mil) convites impressos, abordagem desenvolvida pelos acadêmicos de Serviço Social, sob orientação do supervisor responsável. Antecedendo a esse processo, houve ampla divulgação da proposta e cronograma de trabalho por meio da imprensa escrita e televisada. 3.4.2 ROTEIRO: As audiências foram planejadas com a duração prevista de 01:30, em locais centrais das comunidades em questão, facilitando o acesso de todos salões paroquiais, centros comunitários, quadras esportivas, escolas, unidades básicas de saúde, garagens, varandas e mesmo nas ruas, quando esta era a melhor opção para a comunidade – contatos realizados a cada semana pelos acadêmicos de Serviço Social responsáveis. A intervenção compreendeu três momentos principais: 1) Apresentação da proposta de mapeamento de risco do município, sua finalidade, objetivos, compreendendo todo o processo de levantamento e diagnóstico das áreas, por meio da tradução da metodologia utilizada pelo grupo técnico, que adotou linguagem acessível aos leigos, de forma a facilitar a compreensão e a relação dialógica. A utilização de mapas, fotografias e outros recursos audiovisuais foi indispensável. Este momento objetivou também promover uma aproximação das questões específicas diagnosticadas da área em debate, com a utilização de mapas e imagens específicas registradas nos trabalhos de campo. Responsável: Engenheiro Civil. Tempo previsto: 30 minutos. 2) Apresentação de possíveis propostas técnicas de intervenção, etapa que objetivou exemplificar os investimentos técnicos cabíveis a cada realidade 102 de risco, apontando possíveis obras de natureza estrutural e não estrutural. Tempo previsto: 10 minutos. 3) Debate entre técnicos e comunidade, momento que objetivou possibilitar não só o esclarecimento de possíveis dúvidas sobre o plano, mas também o conhecimento por parte do corpo técnico, da experiência e visão da própria comunidade – considerando-se principalmente o fato do risco não ser um conceito único, absoluto e objetivo, mas de ser também construído socialmente, perpassado por traços da cultura, visões de mundo diferenciadas, evidenciando que, os diversos sujeitos têm percepções diferentes de um mesmo perigo a que estão expostos. Responsáveis: Coordenador e Engenheiro Civil. Tempo previsto: 30 minutos. Encerramento do debate e convite para participação na Audiência Final. Responsável: Coordenador. Tempo previsto: 10 minutos. Em todas as audiências foram registradas as presenças dos participantes, desenvolvido um diário de campo onde os principais aspectos do encontro foram registrados, assim como as demandas e sugestões apontadas pelos grupos e ainda foi aplicada uma planilha de avaliação objetiva, onde se buscou entrevistar pelo menos 10 do total de participantes para o registro de suas impressões sobre o trabalho, somando uma amostragem de 262 avaliações entre 681 participantes, além dos registros fotográficos (Anexo 05) 3.4.3 AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL Foi realizada no dia 15 de maio de 2007, no Teatro Pró-Música de Juiz de Fora, situado à Av. Rio Branco, 2329 –Centro, às 19hs. Na verdade, este grande encontro apresentava-se como a única exigência em termos de chamado à participação colocado pelo Ministério das Cidades. No caso específico do município de Juiz de Fora, representou a grande amarração das 40 (quarenta) audiências locais anteriormente realizadas – onde foi possibilitada uma preparação mais minuciosa para o grande encontro, 103 permitindo o trato das questões específicas de cada área - somada à maior publicidade desse debate com toda a comunidade juiz-forana. Outros 3.000 (três mil) convites impressos e 1.000 (mil) cartazes foram disponibilizados para a Audiência Final, desta vez entregues diretamente às lideranças responsáveis pela mobilização em cada área e a setores estratégicos como Unidades Básicas de Saúde, Escolas, Igrejas e Associações de Moradores. Nesta última etapa especificamente, os convites também foram direcionados às representações da sociedade civil e outros, somando empresas, instituições militares, ONGs, Conselhos de Direito, Instituições de Ensino, representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como aberta aos cidadãos de maneira geral. 3.5 SOBREPOSIÇÃO DE INFORMAÇÕES PERTINENTES AO RISCO AJUSTADO Através da sobreposição do mapa de susceptibilidade de risco, das áreas de especial interesse social (assentamentos precários), ocorrências de escorregamento desde 1985, do conhecimento do comportamento pluviométrico local, desenvolveu-se um mapa preliminar de risco, permitindo assim, a determinação dos locais à serem visitados, aplicando-se a metodologia de setorização desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo. O Mapa Urbano Básico – MUB consiste no mapeamento de logradouros urbanos, aparelhamentos urbanos (praças, edifícios públicos, etc.) cuja finalidade era dispor geograficamente a área em estudo, para melhor localização. 104 Figura 25 - Fluxograma de sobreposição de informações cartográficas para determinação das áreas com indicativo de risco . Fonte: O AUTOR, 2010 3.6 APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE SETORIZAÇÃO IPT (AVALIAÇÃO EM CAMPO) Os trabalhos de campo constituíram-se basicamente em investigações geotécnicas, buscando identificar condicionantes dos processos de instabilização, evidências de instabilidade e indícios do desenvolvimento de processos destrutivos. Os resultados das investigações geológico-geotécnicas e das interpretações foram registrados em fichas de campo Foram seguidos os seguintes procedimentos: A localização precisa das áreas de risco foi realizada por meio de utilização de GPS (Global Positioning System), mapa georeferenciado (Mapa de Susceptibilidade de Risco), fotos de satélites ou aéreas (quando existentes) e mapa de arruamento; Delimitaram-se setores de risco e, com base em julgamento dos profissionais encarregados do mapeamento de risco, atribuindo, para cada 105 setor, um grau de probabilidade de ocorrência de processo de instabilização (escorregamento de encostas ou solapamento de margens de córregos), com base nos critérios descritos no quadro 1; Representaram-se cada setor de risco identificado em cópias de fotografias aéreas oblíquas de baixa altitude ou de satélites; Estimaram-se as consequências potenciais do processo de instabilização, por meio da avaliação das possíveis formas de desenvolvimento do processo destrutivo atuante (por ex., volumes mobilizados, trajetórias dos detritos, áreas de alcance, etc.), definiu-se e registrou-se o número de moradias ameaçadas (total ou parcialmente), em cada setor de risco. Para o diagnóstico do setor e descrição do processo de instabilização considerou-se os seguintes aspectos: Caracterização do local: Talude natural ou de corte; Altura do talude; Aterro compactado ou lançado; Distância da moradia em relação ao talude; Declividade do talude; Estruturas em solo ou rocha desfavoráveis; Presença de blocos de rocha, matacões ou paredões rochosos; Presença de lixo e/ou entulho sobre o talude; Aterro em anfiteatro; Ocupação em cabeceira de drenagem. Vegetação no talude ou proximidades: Presença de árvores Vegetação rasteira Área desmatada Área de cultivo 106 Evidências de movimentação: Trincas na moradia e/ou aterro; Inclinação de árvores, postes e/ou muros; Presença de degraus de abatimento; Presença de cicatrizes de escorregamentos; Feições erosivas; Muros e/ou paredes “embarrigados”. Água e Esgoto: Concentração de água de chuva sobre a superfície; Lançamento de água servida sobre a superfície; Presença de fossas, rede de esgoto e rede de água; Surgências d’água; Vazamentos em redes. Margens de córrego Tipo de canal (natural, sinuoso e retificado); Distância da margem; Altura do talude marginal; Altura de cheias; Trincas na superfície do terreno. A contagem do número de moradias ameaçadas e/ou do número de moradias indicadas para remoção foi realizada durante os trabalhos de campo visando a obtenção de números mais precisos e ainda com base no trabalho de atualização das AEIS desenvolvido pelo Centro de Pesquisas Sociais. Entretanto, nos casos em que esse procedimento não foi possível, indicou-se o número de moradias (ameaçadas e/ou indicadas para remoção) a partir das fotografias dos locais. 107 Em síntese o Trabalho de Campo constituiu-se em: a) investigações geológico-geotécnicas de superfície, visando identificar condicionantes dos processos de instabilização, evidências de instabilidade e indícios do desenvolvimento de processos destrutivos; b) identificação de setor de risco, com delimitação em cópias de fotografias aéreas ou de satélites e mapas; c) avaliação das consequências potenciais do processo de instabilização e definição do número de moradias passíveis de destruição em cada setor de risco; e d) indicação da (s) alternativa (s) de intervenção adequada (s) para cada setor de risco. Realizou-se a setorização nas 48 áreas identificadas no cruzamento entre os aspectos técnicos de engenharia e os aspectos sociais, a fim de identificar aquelas áreas que efetivamente possuíam risco alto ou muito alto. O resultado desta setorização encontra-se na Quadro 16. SSD AEIS C RU BAIRRO IDENTIFICAÇÃO RISCO APÓS SETORIZAÇÃO Região Norte Rua “5” N 04 NO 09 03 Vila Esperança N 07 NO 11 04 Vila São Damião Rua da Primavera R3 e R4 N 08 NO 13 04 Santa Cruz Rua Sebastião Marcos de Rezende R3 N 12 NO 16 06 Cidade do Sol Rua Geraldo Albano Fernandes R3 e R4 Rua “6” R3 e R4 108 N 13 N 14 N 21 N 27 NO 18 Rua José Basílio da Costa 08 R2 Rua Major José Teixeira Rua Detetive José Felipe NO 20 09 NO 25 A12 – 16 NO 21 Jóquei Clube Jóquei Clube R3 Rua Trajano Brás de Oliveira 11 Rua Chico Humaitá Carlos Chagas R3 Rua Carlos Martins Milho Branco Rua Ivan Batista de Oliveira R3 e R4 Rua Milton Ladeira N 28 NO 24 A12 – 16 Cerâmica Avenida Santa Cândida R2 Rua Eunice Weaver NO 26 N 29 15 Esplanada NO 27 Rua Walquírio Seixas de Faria R3 e R4 O setor N 04 apesar de apresentar o risco alto e muito alto e conter registros de ocorrências de escorregamentos não foi considerado no presente Plano em razão de não ser considerado Assentamento Precário nas duas fontes utilizadas (Atualização das AEIS – CPS/UFJF e Atlas Social – SPS/PJF) como informação. Região Nordeste NE 01 NE 07 Não tem NE 11 80 Filgueiras Rua Angelino Beligoli R4 Parque Independência Rua 5, final da Rua Archimedes Segadine (final do Parque independência). R2 e R3 109 NE 08 NE 06 Rua 9 de Julho 79 Granjas Bethânia 78 Parque Guarani Rua “C” R4 NE 03 NE 12 NE 04 Rua Major Vicente Moura R2 e R3 Próxima à Rua Sebastião Pereira Barbosa R3 NE 05 NE 20 NE 07 A79 Granjas Bethânia – 80 Região Leste L 09 E 01 67 Linhares Rua José Sobreira R4 A 67 Fazenda do Yung Rua do Boto I e II R3 A 67 Fazenda do Yung Rua Grota Funda R3 L 10 L 12 E 02 L 13 E 03 L 11 NE 18 E 05 NE 21 Rua Orville Derby Dutra 68 Santa Rita NE 23 E 07 L 01 66 Grajaú 67 A66 L 06 Rua Augusto Alves Três Moinhos R3 e R4 Rua José Luis Flores 67 R2 Rua “A” L 05 E 08 R3 Rua Doutor Geraldo Paleta 110 NE 19 E 09 68 Santa Rita NE 20 E 10 NE 13 Rua Marina de Oliveira R3 e R4 Rua São Pancrácio 73 Marumbi Rua Aleixo Martins Neto R3 e R4 Rua Marumbi Rua São Bernardo E 13 L 14 62 São Bernardo R3 Rua Avelino Debortoli E 14 E 15 E 16 NE 16 Rua Liberalino Gaspar 73 Marumbi Rua Barão do Retiro Rua Guaxupé NE 17 71 L 04 64 Bonfim R3 Rua Ouro Fino Santos Anjos Rua Maestro Max Gefter R3 Rua Sebastião Costa L 07 E 17 R3 65 Vila Alpina 66 Ladeira L 08 Rua Doutor Eurico Viana R3 Rua Capitão Bicalho E 19 L 02 R3 Rua 31 de Maio Região Sudeste SE 02 SE 08 SE 03 SE 19 Rua José Theodoro dos Santos 60 Jardim da Lua R3 e R4 Rua Natalino José de Paula 59 Nossa Senhora de Lourdes Rua Doutora Dulce Palmer Rua Florentino Garcia R4 111 SE 06 SE 07 SE 09 SE 10 SE 09 Rua da Esperança 50 Olavo Costa Rua da Fé SE 13 Rua Vera Consuelo 49 Parque Guaruá SE 14 SE 04 SE 05 R3 e R4 57 57 Vila Santo Antônio Estrada União Indústria (Próximo ao Retiro) Rua Agostinho de Castro R3 Rua Antônio Joaquim de Melo R2 Rua José Augusto de Araújo Rua “A” Rua “B” R3 Rua “C” Região Centro Rua Arminda Nunes Ribeiro C 02 C 04 39 Dom Bosco R3 e R4 Rua Professor João Macena Rua Silvério da Silveira C 03 C0 2 39 Dom Bosco Rua Doutor José Claro Dia R3 e R4 Rua Rita Monteiro C 04 C 01 41 Santa Cecília Rua João Francisco Monteiro R4 Região Sul S 04 S 02 42 Santa Luzia Rua Francisco Altomar R3 S 06 S 04 43 Cruzeiro do Sul Rua Waldomiro Eloy do Amaral R4 S 09 S 08 37 Bela Aurora Rua Licinio Pereira Cortes R3 112 Rua Adail Alevato Pinheiro S 10 S 16 36 Santa Efigênia R2 Rua Doutor Délcio Fortini Rua Ernesto Pereira S 10 S 11 35 São Geraldo 35 Vale Verde S 11 S 13 S 15 Rua Francisco P. da Fonseca Rua André dos Santos Rocha R3 R2 Rua da Conquista S 14 S 13 36 S 15 5.15* Santa Efigênia Jardim de Alá Rua João Batista Mendonça Rua Argemiro José Machado R3 R2 e R3 Rua “H” Região Oeste O 05 O 03 27 O 07 Jardim Casablanca Rua Engenheiro Leger Palmer R3 Rua “D” O 04 A 28 O 05 O 10 22 O 06 O 01 22 Borboleta Rua José Lourenço R3 Borboleta Rua Pedro Van Der Poll R3 *Os setores marcados de amarelo não se caracterizarão como de risco alto (R3) ou muito alto (R4) durante a setorização, portanto sendo excluídas deste Plano. Quadro 16 - Resultado da Setorização Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 113 3.6.1 ÁREAS DE RISCO ALTO E MUITO ALTO EM ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS Realizada a setorização foram identificadas 42 (quarenta e duas) áreas de risco alto ou muito alto em assentamentos precários na cidade de Juiz de Fora, identificadas na Quadro 17 e delimitadas no Mapa de Risco. SSD C AEIS RU BAIRRO IDENTIFICAÇÃO Região Norte 1 N 07 NO 11 04 Vila São Damião Rua da Primavera 2 N 08 NO 13 04 Santa Cruz Rua Sebastião Marcos de Rezende 3 N 12 NO 16 06 Cidade do Sol Rua Geraldo Albano Fernandes Rua Detetive José Felipe 4 N 14 NO 20 09 Jóquei Clube Rua Trajano Brás de Oliveira 5 N 21 NO 25 A12 – 16 Rua Chico Humaitá Carlos Chagas Rua Carlos Martins Rua Ivan Batista de Oliveira 6 N 27 NO 21 11 Milho Branco Rua Milton Ladeira NO 26 7 N 29 15 Esplanada Rua Professor Walquírio Seixas de Faria Filgueiras Rua Angelino Beligoli Parque Independência Rua Archimedes Segantine Granjas Bethânia Rua 9 de Julho NO 27 Região Nordeste 8 NE 01 Não tem 9 NE 07 NE 11 NE 08 NE 06 10 80 79 Rua 5 Rua C 114 NE 03 11 NE 12 NE 04 78 Parque Guarani Rua Major Vicente Moura A79 – 80 Granjas Bethânia Próxima à Rua Sebastião Pereira Barbosa 67 Linhares Rua José Sobreiro A 67 Fazenda do Yung Rua do Boto A 67 Fazenda do Yung Rua Grota Funda 68 Santa Rita NE 05 12 NE 20 NE 07 Região Leste L 09 13 E 01 L 10 L 12 14 E 02 L 13 15 E 03 L 11 NE 18 Rua Orville Derby Dutra 16 E 05 NE 21 Rua Doutor Geraldo Paleta NE 23 67 Rua “A” L 05 17 E 08 A66 Três Moinhos L 06 Rua José Luis Flores 67 NE 19 18 E 09 Rua Marina de Oliveira 68 Santa Rita NE 20 Rua São Pancrácio Rua Aleixo Martins Neto 19 E 10 NE 13 73 Marumbi Rua Marumbi Rua São Bernardo 20 E 13 L 14 62 São Bernardo Rua Avelino Debortoli Rua Liberalino Gaspar 21 E 14 NE 16 73 Marumbi Rua Barão do Retiro 115 Rua Guaxupé 22 E 15 NE 17 71 Bonfim Rua Ouro Fino 23 E 16 L 04 64 Santos Anjos 65 Vila Alpina L 07 24 E 17 Rua Maestro Max Gefter Rua Sebastião Costa L 08 Rua Doutor Eurico Viana Rua Capitão Bicalho 25 E 19 L 02 66 Ladeira Rua 31 de maio Região Sudeste 26 27 28 29 30 SE 02 Rua José Theodoro dos Santos SE 08 SE 19 SE 06 SE 09 SE 10 Jardim da Lua Rua Natalino José de Paula SE 03 SE 07 60 59 Nossa Senhora de Lourdes Rua Doutora Dulce Palmer Rua Florentino Garcia Rua da Esperança 50 Olavo Costa Rua da Fé SE 13 49 SE 14 Parque Guaruá Estrada União Indústria SE 05 57 (Próxima ao Retiro) Rua Vera Consuelo Rua Agostinho de Castro Rua “A” Rua “B” Rua “C” Região Centro Rua Arminda Nunes Ribeiro 31 C 02 C 04 39 Dom Bosco Rua Professor João Macena Rua Silvério da Silveira 32 C 03 C0 2 39 Dom Bosco Rua Doutor José Claro Dia 116 Rua Rita Monteiro 33 C 04 C 01 41 Santa Cecília Rua João Francisco Monteiro Região Sul Rua Francisco Altomar 34 S 04 S 02 42 Santa Luzia Rua Brás Antônio Falco 35 S 06 S 04 43 Cruzeiro do Sul Rua Waldomiro Eloy do Amaral 36 S 09 S 08 37 Bela Aurora Rua Licínio Pereira Cortes S 10 37 S 11 Rua Ernesto Pereira 35 São Geraldo S 11 Rua Francisco P. da Fonseca Rua da Conquista 38 S 14 S 13 36 Santa Efigênia Rua João Batista Mendonça Rua Argemiro José Machado 39 S 15 5.15* Jardim de Alá Rua “H” Região Oeste O 05 40 O 03 27 O 07 O 04 A 28 O 10 22 O 01 22 41 O 05 42 O 06 Jardim Casablanca Rua Engenheiro Leger Palmer Rua “D” Rua José Lourenço Borboleta Borboleta Rua Pedro Van Der Poll Quadro 17 - Áreas de Risco Alto e Muito Alto em Assentamentos Precários de Juiz de Fora Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 117 3.7 DESENVOLVIMENTO DE PROPOSTAS DE INTERVENÇÕES NAS ÁREAS DE RISCOS Após a etapa de setorização foi realizada ida aos locais setorizados, e indicadas as intervenções possíveis de serem implementadas no local, com objetivo da redução daqueles riscos. A fim de padronizar estas intervenções nas diversas áreas dos diversos bairros, foram criados Quadro 18 e Quadro 19 que serviram de balizadores para a escolha do tipo de intervenção, a ser proposta. A escolha de cada intervenção foi norteada pela facilidade da sua realização, aplicabilidade nos diversos pontos analisados e cujas tecnologias empregadas são já consagrados na prática dos serviços de engenharia e de fácil acesso ao município. Com isto conseguiu-se soluções de baixo custo e cuja mão de obra está disponível no mercado. A ida ao campo foi realizada com a presença de profissionais de notório saber, já acostumados aos problemas da cidade e a propor soluções geotécnicas, simples mas de grande eficácia. Estas propostas foram levadas às comunidades de todos as áreas setorizadas, que por meio das audiências públicas locais, obtiveram sua aprovação. Com isto, além de indicar as soluções técnicas de engenharia, o corpo técnico ouviu as indicações da própria comunidade, que foram avaliadas e devidamente orçadas. Neste momento da aproximação do corpo técnico com a comunidade, esta se viu impelida a uma participação mais ativa e possível neste momento para se lançar as bases do plano e as orientações educativas, tomaram lugar. Levou-se em consideração para a indicação das intervenções, as obras já executadas e em andamento pela Secretaria de Planejamento e Gestão Estratégica (SPGE) assim como as da Secretaria de Política Urbana, para evitar a superposição de indicações de intervenções e consequentemente o retrabalho. 118 TIPO DE INTERVENÇÃO DESCRIÇÃO Visa levar às comunidades fundamentos de educação ambiental que estão inseridas dentro de projetos já institucionalizadas na defesa civil como: Formação de Núcleos de Defesa Civil, Campanhas de Prevenção Orientação técnica voltada aos métodos junto às comunidades construtivos adequados a realização de construções seguras: Macro Vistorias Ações para viabilização do Projeto de Engenharia Pública do Município Deslocamento de famílias Ações Municipais Visa tirar estas famílias das áreas de risco, até que o risco seja neutralizado Visa tirar a família definitivamente das áreas Realocação de famílias de risco e realocá-las em assentamentos definitivos Visa regularizar a situação da área onde Regularização Fundiária estão assentadas as famílias, dando-lhes o direito legal de posse. Quadro 18 - Intervenções não estruturais Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 119 Tipo de intervenção Descrição Serviços SERVIÇOS DE LIMPEZA de limpeza de entulho, lixo, etc. Recuperação e/ou limpeza de sistemas de drenagem, esgotos e acessos. Também incluem obras de limpeza E RECUPERAÇÃO de canais de drenagem. Correspondem a serviços manuais e/ou utilizando maquinário de pequeno porte. Implantação de sistema de drenagem superficial OBRAS DE DRENAGEM SUPERFICIAL, PROTEÇÃO VEGETAL (GRAMÍNEAS) E DESMONTE DE BLOCOS E MATACÕES (canaletas, rápidos, caixas de transição, escadas d'água, etc.). Implantação de proteção superficial vegetal (gramíneas) em taludes com solo exposto. Eventual execução de acessos para pedestres (calçadas, escadarias, etc.) integrados ao sistema de drenagem. Proteção vegetal de margens de canais de drenagem. Desmonte de blocos rochosos e matacões. Predomínio de serviços manuais e/ou com maquinário de pequeno porte. Execução de sistema de drenagem de OBRAS DE DRENAGEM subsuperfície (trincheiras drenantes, DHP, poços de DE SUBSUPERFÍCIE rebaixamento, etc.). Correspondem a serviços parcial ou totalmente mecanizados. Implantação localizadas, de como estruturas chumbadores, de contenção tirantes, micro ESTRUTURAS DE estacas e muros de contenção passivos de pequeno CONTENÇÃO porte,(altura máxima de 5 m e comprimento máximo LOCALIZADAS OU igual a 10 m). Obras de contenção e proteção de LINEARES margens de canais (gabiões, muros de concreto, etc.). Correspondem mecanizados. a serviços parcial ou totalmente 120 OBRAS DE TERRAPLENAGEM DE MÉDIO A GRANDE PORTES Execução de serviços de terraplanagem. Execução combinada de obras de drenagem superficial e proteção vegetal (obras complementares aos serviços de terraplanagem). Obras de desvio e canalização de córregos com predomínio de serviços mecanizados. Implantação de estruturas de contenção de médio a grande porte (altura entre 5m e 10m , envolvendo ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO DE MÉDIO A GRANDE PORTES obras de contenção passivas e ativas (muros de gravidade, cortinas),rígidas ou flexíveis. Poderão envolver serviços mecanizados de terraplenagem. As remoções poderão ser definitivas ou não (para REMOÇÃO DE implantação de uma obra, por exemplo). Priorizar MORADIAS eventuais relocações dentro da própria área ocupada, em local seguro. Quadro 19 - Tipologias de intervenções estruturais voltadas à redução de riscos associados a escorregamentos em encostas ocupadas. Fonte: FUNDUNESP, 2003 A partir do processo de setorização em campo, e de acordo com o processo descrito Figura 25, obteve-se o seguinte mapa final de risco em assentamentos precários. 121 Figura 26 - Mapa de Risco à Escorregamento de Solo em Assentamentos Precários Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 122 Das áreas mapeadas obteve-se: Gráfico 13 - Representatividade das Categorias do Mapa de Risco à Escorregamento de Solo em Assentamentos Precários Fonte: O AUTOR, 2010 3.8 ASSINATURA AMBIENTAL De acordo com a metodologia de assinatura ambiental, descrita no capítulo 2, e dos dados apresentados anteriormente, promoveu-se as seguintes assinaturas ambientais: 123 a) Mapa de Edificações com Mapa de Declividades Gráfico 14 - Número de Edificações sobre as faixas de declividade Fonte: O AUTOR, 2010 Observa-se neste caso, que as áreas com maior probabilidade de ocorrência, são as de declividade superior a 35º, conforme registros de ocorrências da Defesa Civil, totalizando 1226 edificações. 124 b) Mapa de Edificações com Mapa de Qualidade de Vida Gráfico 15 - Número de Edificações nas categorias de qualidade de vida Fonte: O AUTOR, 2010 Predominância de maior número de edificações em categorias medianas de qualidade de vida, já as edificações em áreas de baixa qualidade de vida (F, G, H) representam 5,7% de todas as edificações avaliadas. 125 c) Mapa de Edificações com Mapa de Susceptibilidade de Risco Gráfico 16 - Número de Edificações em áreas de susceptibilidade de risco Fonte: O AUTOR, 2010 Observa-se neste gráfico, que as edificações em susceptibilidade alta é média são em maio número, porém não foram levadas em consideração as intervenções estruturais porventura existentes. d) Mapa de Edificações com Mapa de Risco Gráfico 17 - Número de Edificações em áreas de risco Fonte: O AUTOR, 2010 Nesta avaliação, os condicionantes físicos, sociais e antrópicos foram considerados. Diferentemente da avaliação anterior, as intervenções estruturantes foram consideradas, dentro do critério de avaliação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo. 126 4. CONCLUSÕES O processo de mapeamento de áreas de risco é o passo inicial para o mecanismo de gestão de áreas de risco. A metodologia aqui apresentada, principalmente na forma de estudo de caso, mostra que facilmente outros municípios poderão utilizá-la, obtendo os resultados esperados, conforme processo descrito na Figura 27. Figura 27 – Processo de Mapeamento de áreas de risco à escorregamento de solo. Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 127 Além do risco de escorregamento de solo, outros riscos tão comuns no meio urbano, como risco envolvendo produtos perigosos, inundações, explosões, podem ser avaliados por meio deste processo bastando adaptar as fichas de caracterização de campo e os tipos de cartogramas para análises de susceptibilidade de risco. O estudo prévio das áreas com susceptibilidade de risco, permite aos avaliadores, o estudo global de todo o contexto avaliado, permitindo assim o planejamento das visitas em campo, dentro de uma rota otimizada. Ainda sobre a susceptibilidade de risco, o Sistema SAGA é uma poderosa ferramenta para indicar áreas com restrições de ocupações, permitindo assim adoção de políticas públicas que impeçam ocupações destas áreas. Observa-se ainda necessidade do desenvolvimento de uma parceria entre o poder público e as comunidades por meio do desenvolvimento de relações de corresponsabilidade. Seu principal elo é a participação e deve se dar de maneira ampla disponibilizando-se todas as informações a fim de se criar um ambiente de confiança mútua e responsabilidade compartilhada. A presença dos voluntários deverá se dar nas diversas etapas do trabalho, desde as vistorias conjuntas para a construção de diagnósticos participativos, às priorizações de intervenções e discussões de atendimento, sempre obedecendo a critérios de graduação de risco, agregados às outras condições e variáveis. Para que este método tenha sucesso faz-se necessário o investimento na criação de Núcleos de Defesa Civil - NUDECs e na capacitação de seus membros e associações, com grande dedicação de técnicos sociais em reuniões de instrução. Apesar de ser um caminho longo e por vezes de difícil construção é o que estabelece bases sólidas para sustentar todas as etapas de trabalho com suas numerosas interfaces. Considerando que as situações de risco são variáveis e que na maioria das vezes são provocadas pela ação antrópica, observa-se que estas áreas sempre serão objeto de atenção e o trabalho preventivo nunca se extinguirá, 128 motivo pelo qual o investimento na formação de voluntários lançará as pontes para ações de sustentabilidade, como o controle e fiscalização de setores já atendidos, evitando-se sua reocupação ou ações capazes de restabelecer situações de risco. A responsabilização dos indivíduos por meio da sua participação neste processo é imprescindível para o sucesso do programa governamental como também para fazer a demarcação dos papeis de cada parceiro, construindo assim uma rede de proteção à população, isentando o executivo contra alegações de falta de informação à população ou de zelo do poder público. Durante a avaliação desta pesquisa, na avaliação da bibliografia pertinente, e da observação das políticas públicas nas áreas de risco, observase que há necessidade de um estudo aprofundado na Gestão de áreas de riscos geotécnicos, definindo e padronizando ações para sua gestão, pois o modelo adotado atualmente pelos órgãos governamentais, portanto, contemplam apenas as ações de planejamento e execução, carecendo de etapas de verificação contínua e correções, ou seja, a gestão das áreas em todo o processo, mesmo após intervenções. 129 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABREU, Estela dos Santos; TEIXEIRA, José Carlos de Abreu. Apresentação de Trabalhos Monográficos de Conclusão de Curso. Niterói Ed. UFF. 9 ª Ed. 2007. ALHEIROS, M. M. Avaliação econômica de perdas ambientais na análise de riscos geológicos. Disponível em: http://www.ufrj.br/eco/trabalhos/mesa4/3.doc. Acesso em: Abril. 2010. AMARAL E SILVA, Carlos Celso Gerenciamento de riscos ambientais. In: Phillippi Júnior et al. 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Mapa de Risco: Área E10 - Bairro Marumbi Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 156 Figura 38 - Mapa de Risco: Área E13 - Bairro São Bernardo Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 157 Figura 39 - Mapa de Risco: Área E14 - Bairro Marumbi Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 158 Figura 40 - Mapa de Risco: Área E15 - Bairro Bonfim Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 159 Figura 41 - Mapa de Risco: Área E16 - Bairro Santos Anjos Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 160 Figura 42 - Mapa de Risco: Área E17 - Bairro Vila Alpina Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 161 Figura 43 - Mapa de Risco: Área E19 - Bairro Ladeira Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 162 Figura 44 - Mapa de Risco: Área N7 - Bairro São Damião Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 163 Figura 45 - Mapa de Risco: Área N8 - Bairro Santa Cruz Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 164 Figura 46 - Mapa de Risco: Área N12 - Bairro Cidade do Sol Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 165 Figura 47 - Mapa de Risco: Área N14 - Bairro Jóquei Clube Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 166 Figura 48 - Mapa de Risco: Área N21 - Bairro Carlos Chagas Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 167 Figura 49 - Mapa de Risco: Área N27 - Bairro Milho Branco Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 168 Figura 50 - Mapa de Risco: Área N29 - Bairro Esplanada Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 169 Figura 51 - Mapa de Risco: Área NE1 - Bairro Filgueiras Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 170 Figura 52 - Mapa de Risco: Área NE7 - Bairro Parque Independência Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 171 Figura 53 - Mapa de Risco: Área NE8 - Bairro Granjas Bethânia Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 172 Figura 54 - Mapa de Risco: Área NE12 - Bairro Dom Bosco Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 173 Figura 55 - Mapa de Risco: Área NE20 - Bairro Granjas Bethânia Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 174 Figura 56 - Mapa de Risco: Área O3 - Bairro Jardim Casa Blanca Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 175 Figura 57 - Mapa de Risco: Área O5 - Bairro Borboleta Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 176 Figura 58 - Mapa de Risco: Área O6 - Bairro Borboleta Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 177 Figura 59 - Mapa de Risco: Área S4 - Bairro Santa Luzia Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 178 Figura 60 - Mapa de Risco: Área S6 - Bairro Cruzeiro do Sul Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 179 Figura 61 - Mapa de Risco: Área S9 - Bairro Bela Aurora Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 180 Figura 62 - Mapa de Risco: Área S11 - Bairro São Geraldo Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 181 Figura 63 - Mapa de Risco: Área S14 - Bairro Santa Efigênia Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 182 Figura 64 - Mapa de Risco: Área S15 - Bairro Jardim de Alá Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 183 Figura 65 - Mapa de Risco: Área SE2 - Bairro Jardim da Lua Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 184 Figura 66 - Mapa de Risco: Área SE3 - Bairro Nossa Senhora de Lourdes Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 185 Figura 67 - Mapa de Risco: Área SE6 - Bairro Olavo Costa Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 186 Figura 68 - Mapa de Risco: Área SE10 – Estrada União Indústria (próximo Bairro Retiro) Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 187 Figura 69 - Mapa de Risco: Área SE7 - Bairro Parque Guaruá Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 188 Figura 70 - Ficha de Campo Área/Setor: E19/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 189 Figura 71 - Ficha de Campo Área/Setor: E15/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 190 Figura 72 - Ficha de Campo Área/Setor: E5/5 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 191 Figura 73 - Ficha de Campo Área/Setor: S6/5 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 192 Figura 74 - Ficha de Campo Área/Setor: N4/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 193 Figura 75 - Ficha de Campo Área/Setor: N4/5 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 194 Figura 76 - Ficha de Campo Área/Setor: E9/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 195 Figura 77 - Ficha de Campo Área/Setor: NE21/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 196 Figura 78 - Ficha de Campo Área/Setor: NE12/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 197 Figura 79 - Ficha de Campo Área/Setor: SE6/9 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 198 Figura 80 - Ficha de Campo Área/Setor: NE7/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 199 Figura 81 - Ficha de Campo Área/Setor: C4/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 200 Figura 82 - Ficha de Campo Área/Setor: N14/3 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 201 Figura 83 - Ficha de Campo Área/Setor: N27/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 202 Figura 84 - Ficha de Campo Área/Setor: N27/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 203 Figura 85 - Ficha de Campo Área/Setor: N21/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 204 Figura 86 - Ficha de Campo Área/Setor: N8/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 205 Figura 87 - Ficha de Campo Área/Setor: C3/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 206 Figura 88 - Ficha de Campo Área/Setor: N7/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 207 Figura 89 - Ficha de Campo Área/Setor: NE8/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 208 Figura 90 - Ficha de Campo Área/Setor: E17/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 209 Figura 91 - Ficha de Campo Área/Setor: E16/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 210 Figura 92 - Ficha de Campo Área/Setor: E9/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 211 Figura 93 - Ficha de Campo Área/Setor:E8/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 212 Figura 94 - Ficha de Campo Área/Setor: E8/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 213 Figura 95 - Ficha de Campo Área/Setor: E5/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 214 Figura 96 - Ficha de Campo Área/Setor: E3/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 215 Figura 97 - Ficha de Campo Área/Setor: N7/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 216 Figura 98 - Ficha de Campo Área/Setor: SE8/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 217 Figura 99 - Ficha de Campo Área/Setor:S11/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 218 Figura 100 - Ficha de Campo Área/Setor: NE1/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 219 Figura 101 - Ficha de Campo Área/Setor: S12/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 220 Figura 102 - Ficha de Campo Área/Setor: S15/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 221 Figura 103 - Ficha de Campo Área/Setor: S4/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 222 Figura 104 - Ficha de Campo Área/Setor: SE3/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 223 Figura 105 - Ficha de Campo Área/Setor: O3/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 224 Figura 106 - Ficha de Campo Área/Setor: SE8/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 225 Figura 107 - Ficha de Campo Área/Setor: SE7/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 226 Figura 108 - Ficha de Campo Área/Setor: O5/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 227 Figura 109 - Ficha de Campo Área/Setor: C2/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 228 Figura 110 - Ficha de Campo Área/Setor: C2/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 229 Figura 111 - Ficha de Campo Área/Setor: O6/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 230 Figura 112 - Ficha de Campo Área/Setor: SE10/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 231 Figura 113 - Ficha de Campo Área/Setor: SE6 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 232 Figura 114 - Ficha de Campo Área/Setor: O5/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 233 Figura 115 - Ficha de Campo Área/Setor: SE2/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 234 Figura 116 - Ficha de Campo Área/Setor: SE2/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 235 Figura 117 - Ficha de Campo Área/Setor: E2/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 236 Figura 118 - Ficha de Campo Área/Setor: E1/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 237 Figura 119 - Ficha de Campo Área/Setor: E13/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 238 Figura 120 - Ficha de Campo Área/Setor: S14/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 239 Figura 121 - Ficha de Campo Área/Setor: S7/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 240 Figura 122 - Ficha de Campo Área/Setor: E1/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 241 Figura 123 - Ficha de Campo Área/Setor: E10/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 242 Figura 124 - Ficha de Campo Área/Setor: E10/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 243 Figura 125 - Ficha de Campo Área/Setor: E6/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 244 Figura 126 - Ficha de Campo Área/Setor: S6/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 245 Figura 127 - Ficha de Campo Área/Setor: N20/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 246 Figura 128 - Ficha de Campo Área/Setor: NE9/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 247 Figura 129 - Ficha de Campo Área/Setor: N29/3 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 248 Figura 130 - Ficha de Campo Área/Setor: N29/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 249 Figura 131 - Ficha de Campo Área/Setor: S7/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 250 Figura 132 - Ficha de Campo Área/Setor: S6/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 251 Figura 133 - Ficha de Campo Área/Setor: E14/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 252 Figura 134 - Ficha de Campo Área/Setor: C3/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 253 Figura 135 - Ficha de Campo Área/Setor: N4/4 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 254 Figura 136 - Ficha de Campo Área/Setor: S8/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 255 Figura 137 - Ficha de Campo Área/Setor: S8/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 256 Figura 138 - Ficha de Campo Área/Setor: S9/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 257 Figura 139 - Ficha de Campo Área/Setor: E15/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 258 Figura 140 - Ficha de Campo Área/Setor: N12/1 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007 259 Figura 141 - Ficha de Campo Área/Setor: N12/2 Fonte: DEFESA CIVIL, 2007