Este Boletim é produzido pela Fundação Ulysses Guimarães por meio de Impresso Especial sua Assessoria de Comunicação Social, em parceria com a Presidência e as 991218260/2007-DR/BSB Lideranças do PMDB na Câmara e no Senado. PMDB www.pmdb.org.br Brasília, Distrito Federal, 16 de Outubro de 2013, número 169. Henrique Alves, em pronunciamento, ressalta avanços da Constituição Wendel Lopes/PMDB Senado aprova novas regras para a criação de partidos propostas por Edinho Wendel Lopes/PMDB Wendel Lopes/PMDB Wendel Lopes/PMDB Wendel Lopes/PMDB Moka: recursos de ações judiciais poderão ir para saúde e educação CONGRESSO MP dos taxistas é sancionada com apoio de peemedebistas 2 Eunício propõe penas mais duras para crime de espionagem CÂMARA SENADO Eduardo Cunha propõe financiamento para prédios invadidos CÂMARA Jucá avalia trabalhos de regulamentação da Constituição 3 Requião fala sobre Mercosul em Fórum Mundial na Grécia FUNDAÇÃO E PMDB Alceu Moreira propõe debate sobre erva-mate na CAPADR 3 Dia de Ulysses é comemorado no Espírito Santo e em Minas Gerais 2 4 1 Congresso Nacional CÂMARA SENADO Projeto de Eunício que torna crime espionagem chega à Câmara Vital relata na CE projeto que destina recursos de ações judiciais para saúde e educação Wendel Lopes/PMDB Wendel Lopes/PMDB Senador Eunício Oliveira (CE) A Câmara dos Deputados se prepara para analisar o PLS 727/2011, de autoria do senador Senadores Vital do Rêgo (PB) e Waldemir Moka (MS) O senador Vital do Rêgo (PB) foi designado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte Eunício Oliveira (CE), que amplia a aplicação de penas para aqueles que interceptarem comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não previstos em lei. O projeto foi aprovado na semana passada em decisão terminativa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. De acordo com o texto do projeto, a pena para interceptação telefônica é reclusão de dois a quatro anos, além de multa. A mesma pena é prevista para quem produzir, fabricar, importar, comercializar, oferecer, emprestar, adquirir, possuir, manter sob sua guarda ou ter em depósito, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, equipamentos destinados especificamente a interceptação, escuta, gravação e decodificação das comunicações telefônicas. Para Eunício, existe um submundo de escutas telefônicas no Brasil, que ainda sobrevive apesar dos esforços e recomendações que partiram da Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas Clandestinas ou Ilegais, criada em 2007, na Câmara dos Deputados. “Algo precisa ser feito para reverter esse quadro. Condutas as mais reprováveis devem ser tipificadas como crime. Responsabilidades devem ser atribuídas a cada um dos atores do processo - produção, comercialização e posse dos equipamentos – até o mandante do crime, ou seja, a quem interessar o teor das conversas ou imagens gravadas”, defendeu. A proposta prevê também reclusão de dois a oito anos mais multa, caso o crime seja praticado para perseguição por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica, ideológica ou política. (CE) do Senado, relator do PLS 303/2012, de autoria do senador Waldemir Moka (MS). O projeto destina às áreas de educação e saúde recursos públicos recuperados por meio de ações judiciais. A proposta determina que todos os recursos arrecadados sejam encaminhados, em proporções iguais, ao Fundo Nacional de Saúde (FNS) e ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Tais recursos provêm do ressarcimento ao erário de valores provindos de sanções aplicadas a agentes públicos que foram processados por enriquecimento ilícito em razão do exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta. Moka ressaltou que um dos maiores problemas da administração pública é a corrupção, mais especificamente o desvio de recursos públicos. Assim, os valores desviados dos cofres públicos poderão, ainda segundo Moka, sanar em grande medida dificuldades de caixa que tornam difícil a destinação de recursos para as duas áreas em questão. “Os recursos recuperados serão canalizados para os serviços dos quais realmente mais se precisa. Chegando ao FNS, esses fundos serão distribuídos de acordo com a necessidade de cada ente federativo; já os que forem incorporados ao FNDE na forma de dotação orçamentária servirão para financiar programas de educação tanto da União quanto dos demais entes da Federação”, ponderou. Na última semana o texto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que é presidida pelo peemedebista. SENADO CÂMARA PEC de Ricardo Ferraço sobre voto facultativo será votada em plenário Comissão debate isenção de impostos para erva-mate O Plenário do Senado deve analisar a Os integrantes da Comissão de Agricultura Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2012, de autoria do senador Ricardo Ferraço (ES), que institui o voto facultativo. A matéria foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no início do mês, mas, com o apoio de alguns senadores, o peemedebista conseguiu apresentar recurso para que a proposta seja discutida em Plenário. Para Ferraço, o voto obrigatório é um instituto anacrônico, ultrapassado, que não se justifica no Brasil amadurecido de hoje. O senador considera que o voto obrigatório Wendel Lopes/PMDB não eleva o nível de consciência e particiSenador Ricardo Ferraço (ES) pação política e não confere credibilidade aos partidos, aos mandatos e às instituições democráticas. “O eleitor que tem noção do peso do seu voto, do peso da sua participação no debate público faz questão de escolher o seu candidato. Portanto, não é a quantidade, e sim, a qualidade do voto que pode aprimorar a democracia representativa”, ponderou. (CAPADR) da Câmara se reuniram nesta terça feira (15) para debater o PL 6483/2013, de autoria do deputado Alceu Moreira (RS), que propõe a redução a zero da exigência da Contribuição para o PIS/PASEP e da Cofins sobre as cadeias de produção e comercialização da erva-mate. A audiência pública recebeu representantes dos ministérios da Fazenda, da Agricultura, de federações de agricultura, de trabalhadores e de sindicatos dos estados produtores. Na avaliação de Alceu, o setor ervateiro tem grande importância na economia de diversos estados do país, especialmente Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, os quais reúnem aproximadamente quatrocentas pequenas indústrias e mais de trinta mil produtores rurais gerando empregos para cerca de oitenta mil Wendel Lopes/PMDB Deputado Alceu Moreira (RS) coordena debate pessoas. “A ausência de uma política pública de desenvolvimento e proteção do setor, contudo, vem ameaçando a sobrevivência de todos esses produtores e trabalhadores, resultando em risco de aumentos acentuados de preços e até mesmo de desabastecimento”, afirmou. O peemedebista esclareceu ainda que o setor não conta com nenhum amparo de uma política econômica voltada para sua preservação e desenvolvimento. CÂMARA Peemedebistas comemoram sanção de MP que beneficia taxistas A Medida Provisória 615/2013, que permite a sucessão da licença de titular de táxi, em 2 caso de morte ou invalidez, para seus herdeiros diretos, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff na última semana. O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou que a nova lei garante à família do taxista poder trabalhar com o carro do titular falecido enquanto a permissão tiver validade. “Não é uma transferência de permissão. É um direito de sucessão”, disse Raupp ao reafirmar que a nova lei é uma vitória dos taxistas brasileiros. Ao comemorar a conquista, o senador Eunício Oliveira (CE) disse que o “tema vem sendo debatido desde 2004. O diálogo entre categoria, parlamentares e governo proporcionou essa vitória justa para mães e pais de família, que passam a ter maiores garantias”. A presidente Dilma Rousseff destacou o empenho de Eunício e do pre- sidente do Senado, Renan Calheiros (AL), em regulamentar a matéria: “quero reconhecer o trabalho dos senadores Renan Calheiros e Eunício Oliveira, porque eles apresentaram projetos de lei anteriores a este, que, embora apresentasse alguns problemas, nós nos empenhamos para revolvê-los”. O deputado Fabio Trad (MS) foi um dos parlamentares que se concentraram na aprovação da proposta. Na opinião de Trad, a nova lei acaba com a insegurança quanto ao futuro das famílias de taxistas mortos.“São 600 mil famílias em todo o país que estarão protegidas porque terão a renda garantida em caso de falecimento do titular da concessão”, disse. O segundo vice-presidente do Senado, Romero Jucá (RR), também registrou a importância da proposta: “Em setembro do ano passado, conversei com os taxistas e prometi a eles que resolveríamos este problema antigo da categoria: o de não conseguir renovar o alvará. O MPE considerava que, por se tratar de concessão, seria necessário que o processo de concessão passasse por licitação. Mas agora, com a lei aprovada pelo município e com esta lei federal já sancionada, os taxistas podem ficar tranquilos”, frisou. Congresso Nacional CONGRESSO Constituição reduziu desigualdades e trouxe liberdade, avalia Henrique Eduardo Alves Remetido à sanção projeto de Edinho Araújo sobre criação de novos partidos O Plenário do Senado aprovou na última semana o Projeto de Lei da Câmara (PLC) Wendel Lopes/PMDB Câmara realiza sessão solene em comemoração aos 25 anos da Constituição Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), fez uma avaliação dos 25 anos da Constituição Federal na vida dos brasileiros. “Neste mês de outubro, faz 25 anos que o Congresso Nacional promulgou a atual Constituição. Tive a honra de participar da Assembleia Nacional Constituinte, que passou nosso país a limpo, realizando a vontade soberana do povo. A nova Carta melhorou a vida dos brasileiros: reduziu desigualdades, transformou a economia e trouxe liberdade e democracia”, disse. O peemedebista fez um paralelo entre as reivindicações da sociedade em 1988 – muitas das quais incluídas no texto constitucional – e as feitas durante as manifestações populares deste ano. Ele explicou que o princípio de priorizar as aspirações populares no trabalho legislativo, o mesmo princípio que norteou a elaboração do texto em 88, continua sendo o objetivo central da atividade legislativa e parlamentar. “O momento histórico da Constituinte ilumina a Câmara Federal, agora em que escrevemos novo capítulo de mudanças em sintonia com os desejos da sociedade. Somos a casa do povo: aqui a ‘Constituinte das ruas’ ressoa livremente na voz dos parlamentares e dos movimentos sociais”, ressaltou Henrique Alves. O presidente também falou sobre as propostas aprovadas pela Câmara, fruto da vontade popular, e destacou as seguintes: desoneração do transporte e aprovação do Estatuto da Juventude, ações estas que incluem o direito à meia-passagem interestadual para os estudantes; aprovação da MP que flexibiliza e moderniza a gestão dos portos, desatando o nó da infraestrutura de transportes; destinação dos royalties do petróleo do pré-sal para investimentos pesados em saúde e em educação; aprovação da Emenda Constitucional dos empregados domésticos, garantindo-lhes direitos sociais e modernizando as relações de trabalho; redução do tempo de serviço e de contribuição para a aposentadoria aos portadores de necessidades especiais; aprovação do Orçamento Impositivo, entre outros. “A Câmara Federal tem a cara do Brasil. É o poder que melhor expressa a diversidade social, econômica e cultural do nosso povo. Esta Casa trabalha junto com os brasileiros para construir um Brasil sério na política e eficiente na gestão pública”, finalizou Henrique Alves. Selo Comemorativo – Como parte das comemorações aos 25 anos da Constituição, o presidente Henrique Eduardo Alves lançou na semana passada um selo personalizado e um carimbo comemorativo. Durante a cerimônia, Henrique voltou a lembrar o papel de Ulysses Guimarães à frente da Assembleia Constituinte e a simbologia presente na promulgação da Carta Magna. “O texto constitucional representa o casamento indissolúvel entre o Parlamento e a sociedade”, afirmou. A sessão solene realizada no Plenário da Câmara em celebração à Constituição serviu também para homenagear autoridades e lideranças políticas que tiveram um papel importante na elaboração do texto constitucional. Foram entregues medalhas de ouro para os atuais Chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, 60 medalhas de prata para parlamentares constituintes, entre eles os peemedebistas Rose de Freitas (ES), Mauro Benevides (CE), Edison Lobão (MA) e José Sarney (AP), e 23 medalhas de bronze para outros colaboradores. 14/2013, de autoria do deputado Edinho Araújo (SP), que estabelece regras para a criação de novos partidos, limitando a portabilidade do fundo partidário e do tempo de rádio e TV. O texto agora irá para a sanção presidencial, mas as regras ainda não valem para 2014 e não alcançam os partidos criados neste ano. Edinho Araújo defendeu que o projeto é moralizador e que respeita a opção do eleitor. “Hoje temos partidos demais e propostas de menos. Não se trata de inibir a livre organização partidária, mas, sim, de criar regras básicas para evitar o que a imprensa chamou nos últimos dias de ‘comércio’ de tempo de TV e de fundo partidário”, destacou. Pelo texto aprovado, o partido novo não ganha automaticamente o equivalente, em tempo e fundo partidário, aos votos de deputados que decidiram aderir à nova legenda. O texto também prevê que, ao trocar de partido, o político não poderá levar para a nova legenda os votos que obteve na eleição que lhe garantiu o mandato. Esses votos não poderão ser contabilizados nos cálculos para obtenção de dinheiro do Fundo Partidário e do tempo de propaganda eleitoral gratuita das novas legendas. 95% dos recursos do Fundo irão para os partidos na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, sem considerar as mudanças de filiação partidária. E os 5% restantes serão entregues em partes iguais a todas as siglas registradas no Tribunal Superior Eleitoral. Já os horários de propaganda gratuita de cada eleição serão distribuídos somente entre os partidos e coligações que tenham candidatos. Apresentado na Câmara em setembro do ano passado como PL 4470/2012, o projeto restringe o acesso ao dinheiro do fundo partidário e ao tempo de propaganda na TV para os novos partidos, até que eles se submetam à primeira eleição, evitando, assim, o troca-troca partidário de conveniência, como ocorreu nesta reta final de filiações visando às eleições de 2014. Para o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), a proposta vai coibir a criação de novos partidos que apenas tenham intenção de negociar recursos e tempo de propaganda. “A inflação verdadeira, aquela com que se deve preocupar, é a inflação partidária. Já são mais de 32 agremiações – a maior profusão, talvez do planeta, de partidos políticos, e isso acontece em detrimento de uma orientação ideológica e programática. Então, é chegado o momento de nós pormos um basta nisso”, afirmou. Requião debate crise financeira global na Grécia O senador Roberto Requião (PR) participou no início deste mês da 11ª Sessão Anual do Fórum Mundial Diálogos de Civilizações, realizado na Ilha de Rodes, na Grécia. Durante o evento, o peemedebista discutiu a crise financeira global, as relações do Mercosul com a Europa e as perspectivas políticas e econômicas para a América Latina. Requião, que integra o Parlamento do Mercosul (Parlasul), apresentou aos participantes a palestra intitulada “A crise global e o Mercosul”. Em sua palestra, o senador defendeu uma integração comercial efetiva entre os países do bloco, a qual venha a minimizar os efeitos da crise econômica mundial. “Em média, nos últimos quatro anos, mais de 30% de nossos produtos manufaturados foram exportados para os países do Mercosul. Se acrescentarmos os demais países da América do Sul e da América Latina, veremos que 50% de nossos produtos industriais são exportados para o continente latinoamericano”, destacou. De acordo com Requião, a metade do que as indústrias brasileiras produzem é consumida na América Latina. “Atualmente a União Europeia consome 19,5% da produção industrial; os Estados Unidos, 13,5%; a China pouco mais 2%; e o restante do mundo, 14,8%. Além de o Brasil exportar mais para a América Latina, esta região paga melhor”, esclareceu. Dados apresentados pelo senador mostram que, como resultado do acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil exportou US$ 234,19 bilhões, vendendo seus produtos ao preço médio de US$ 425 dólares a tonelada. “Para a América Latina, exportamos US$ 50,16 bilhões e vendemos os nossos produtos a US$ 1.424 a tonelada. A venda apenas para o Mercosul tem um preço médio melhor ainda: US$ 1.534 a tonelada”, ressaltou. AGENDA & NOTAS CDU analisa PL de Cunha que prevê venda de imóveis invadidos para ocupantes Jucá faz balanço dos trabalhos realizados pela Comissão de Consolidação das Leis A Comissão de Desenvolvimento Urbano O vice-presidente do Senado, Romero Jucá (CDU) se prepara para votar o PL 7562/2010, de autoria do deputado Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB na Câmara, que assegura a venda, por meio de financiamento pela Caixa Econômica Federal, de imóveis invadidos. O projeto, que recebeu parecer favorável do relator da proposta na comissão – deputado Flaviano Melo (AC) – permite a compra do imóvel invadido por pessoas que ocupem as unidades habitacionais há pelo menos cinco anos. Na avaliação do autor, a proposta encerra um impasse vivido pela Caixa Econômica Federal, que luta há muitos anos para reintegrar propriedades invadidas, cujo efeito final seria um novo esqueleto de edifício, necessitando de obras para possível venda a terceiros. “Por outro lado, várias famílias irão para as ruas procurar imóveis Wendel Lopes/PMDB Deputado Eduardo Cunha (RJ) para morar. Então, a presente proposta tem o intuito de permitir o fim desse impasse, possibilitando aos ocupantes pagarem pelos imóveis e ao mesmo tempo permanecerem neles”, justificou. (RR), fez um balanço das atividades que a Comissão Mista de Regulamentação vem realizando a respeito de 110 artigos que ainda precisam ser definidos em lei. O balanço foi divulgado na última semana, mesmo período em que se comemoraram os 25 anos da Constituição. “A Comissão foi criada exatamente para regulamentar estes itens. Trata-se de situações que acabam indo parar no Judiciário por falta leis claras”, disse. Até hoje, já foram regulamentados os direitos do trabalhador doméstico, os horários da programação regional de TV e rádio, a disciplina em casos de vacância de cargos eletivos e a reforma eleitoral. O colegiado está debatendo agora a regulamentação das paralisações do funcionalismo público. Outros temas que estão em pauta se referem à demarcação de terras Wendel Lopes/PMDB Senador Romero Jucá (RR) indígenas, à tipificação e à penalização dos crimes de terrorismo e ao combate ao trabalho escravo. Também estão sendo realizadas reuniões com representantes do setor financeiro, área cujas leis demandam muitos ajustes. “É um setor sensível, principalmente em momentos de crise”, afirmou Jucá. 3 Constituição *Delfim Netto Na última semana, comemoramos o primeiro quarto de século da Constituição de 1988. A maioria das análises ressaltou a excelência de suas cláusulas pétreas que asseguram os direitos do cidadão, em particular a sua mais plena liberdade de iniciativa, até de protestar, sob a proteção do Supremo Tribunal Federal, que tem se desincumbido bem da sua missão. Foi mais crítica em relação à organização do sistema produtivo, em que a Constituição estabelece um poder incumbente forte, capaz de garantir o bom funcionamento dos mercados e de amenizar seus conhecidos inconvenientes: suas tendências ínsitas ao aumento das desigualdades e ao excesso de flutuação. Olhadas mais de perto, as restrições não se referem propriamente ao “modelo”, mas à forma com que ele vem sendo implementado e à indisposição do governo de empenhar-se em algumas reformas necessárias ao aumento da produtividade. Entre elas, sobressai o hospício a céu aberto que criou, principalmente por obra e arte dos Estados, um sistema tributário que nos rouba, anualmente, de 1% a 2% do PIB. No seu cerne, a Constituição de 1988 propõe a construção de uma sociedade civilizada que: 1º) quer uma República onde todos, inclusive o poder incumbente, estejam sujeitos à mesma lei; 2º) quer uma democracia, com eleições livres realizadas em períodos bem definidos, com apuração expedita e sem fraude; 3º) quer uma política social e econômica que aumente continuadamente a igualdade de oportunidades. É apenas natural, portanto, que ela proponha um utópico provimento pelo Estado de serviços de educação e saúde universais e gratuitos. Obviamente, eles serão pagos tributando toda a sociedade. Saúde e educação são investimentos civilizatórios em capital humano fundamentais para aumentar a igualdade de oportunidades, a coesão social e a aceleração do desenvolvimento. No Brasil, as duas áreas padecem, menos por falta de recursos e mais por uma lamentável deficiência de gestão. De 1988 a 2012, a taxa de analfabetismo caiu 55%; o número de alunos no ensino médio cresceu 250% (5,4% ao ano) e, no curso superior, 190% (4,6% ao ano). O número médio de anos da instrução brasileira tem tido um acréscimo, em média, de 2% ao ano. Nesse passo, precisaremos de duas décadas para nos igualarmos ao nível atual dos emergentes mais dinâmicos, quando eles já serão desenvolvidos. No campo da saúde, a mortalidade infantil caiu 70% e a expectativa de vida ao nascer aumentou oito anos. Melhoramos. Seguramente menos do que poderíamos ter feito com os mesmos recursos, se tivéssemos tido um pouco mais de confiança. * Professor emérito da FEA-USP e ex-ministro da Fazenda Artigo publicado na coluna Opinião do jornal Folha S.Paulo, no dia 9 de outubro de 2013. Raupp e Rui Falcão discutem cenário político para 2014 Espírito Santo e Minas comemoram o dia de Ulysses FUG-MG Peemedebistas se reúnem em Minas Gerais A Fundação Ulysses Guimarães do Espírito Santo realizou, nesta terça-feira (15), um evento para celebrar o “Dia de Ulysses” e homenagear o homem, professor e político que fez de sua atividade na política brasileira uma extensão de sua vida pessoal. O presidente da FUG-ES, Chico Donato, ressaltou a importância de fortalecer a caminhada em prol da educação “tão firmemente defendida pelo timoneiro do PMDB, e hoje disponibilizada aos quatro cantos do país pela via dos cursos de formação política no formato EAD, formação esta oferecida gratuitamente pela Fundação Ulysses Guimarães”. Minas Gerais — O PMDB e a Fundação Ulysses Guimarães de Minas Gerais celebraram nesta segunda-feira (14), o dia nacional de homenagem à memória do Dr. Ulysses Guimarães. Pelo terceiro ano consecutivo, os mineiros se reuniram para celebrar a memória do presidente Nacional do PMDB e da Assembleia Nacional Constituinte, tendo como orador da solenidade o ex-deputado federal e ex-presidente do PMDB Minas, Zaire Resende. O presidente do PMDB-MG, deputado Saraiva Felipe (MG), destacou o papel de Ulysses na política nacional e no restabelecimento da democracia no Brasil. O evento contou com a presença do presidente da Fundação Ulysses Guimarães no Estado, Itamar Oliveira (MG), de parlamentares, prefeitos, ex-prefeitos e dos núcleos partidários – PMDB Mulher, PMDB Jovem e PMDB Afro –, que prestaram homenagem póstuma ao ex-deputado estadual José Henrique (MG), recentemente falecido. DISCURSO Akira Otsubo comemora os 36 anos de Mato Grosso do Sul Mayana Oliveira/Agência Câmara Deputado Akira Otsubo (MS) Lindomar Gomes Rui Falcão e Valdir Raupp Os presidentes do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), e do PT, deputado Rui Falcão, discutiram, na manhã desta terça-feira (15), as alianças políticas entre as duas agremiações, nos estados e no plano nacional para as eleições de 2014. O encontro ocorreu na sede do PMDB, em Brasília. Aliados no plano nacional, PMDB e PT pretendem repetir a aliança nos estados, onde for possível, disse Valdir Raupp, que considerou o encontro positivo. “Analisamos a situação política de cada estado em um clima de bastante descontração”, disse. O presidente do PMDB revelou que o Partido pretende disputar com candidaturas próprias em cerca de 18 a 20 estados. A meta é a eleição do maior número de governadores, de deputados estaduais, federais e de senadores. Expediente 4 Assessoria de Comunicação Social da Fundação Ulysses Guimarães Jornalista Responsável: Thatiana Souza (DRT 3487/DF) Jornalistas: Ana C. Silva, Paulo Marcial e Roberta Ramos Revisão de Texto: Tayana Moritz Tomazoni Fotógrafo: Wendel Lopes Diagramação: Zoltar Design Tiragem: 1500 exemplares Periodicidade: Semanal Endereço: Câmara dos Deputados, Edifício Principal sala T6, Brasília - DF Fone: (61) 3223-7003 Email: [email protected] www.pmdb.org.br Em pronunciamento na última sexta-feira (11), o deputado Akira Otsubo (MS) parabenizou os sul-mato-grossenses pelos 36 anos de conquistas e por eles colocarem o estado entre os maiores produtores do setor agropecuário do país. “Tenho de lembrar que a mobilização pelo desmembramento da região do sul de Mato Grosso começou no século passado e foi se intensificando até a divisão feita por meio da Lei Complementar de 11 de outubro de 1977, atendendo ao anseio de quem morava na área do novo Estado. No dia 1º de janeiro de 1979, houve a instalação de Mato Grosso do Sul, ato que levou essa porção do território brasileiro a um desenvolvimento extraordinário, com economia dinâmica e diversificada que tem o agronegócio como base”, lembrou o parlamentar. O deputado também destacou a importância do programa MS Forte 2, lançado pelo governador André Puccinelli (MS), com investimento na ordem de 3,6 bilhões de reais em pavimentação de 3.662 quilômetros de rodovias.