❑ Sugestão
❑ Dúvida
DOCUMENTOS EXIGIDOS
• Documento de identificação do segurado (carteira de
identidade, carteira de trabalho ou outro qualquer);
• Procuração (se for o caso);
• Cadastro de Pessoa Física (CPF) obrigatório;
• PIS/PASEP;
• Carteira de trabalho ou outro documento que comprove
o exercício de atividade anterior a julho de 1994.
❑ Outros
continua no verso
Destaque e envie para a ItauBank
❑ Crítica
DIREITO ADQUIRIDO
O trabalhador que, em 16 de dezembro de 1998, tinha
30 anos (homens) ou 25 anos (mulheres) de serviço tem o
direito de solicitar, a qualquer momento, a aposentadoria
proporcional que é calculada com base nos 36 salários de
contribuição anteriores àquela data e reajustada até o dia do
requerimento pelos índices da política salarial. Não é possível
incluir tempo de serviço posterior àquela data. Se o trabalhador
nesta condição optar por contar tempo de contribuição
posterior a 16 de dezembro de 1998, terá de cumprir o requisito
da idade mínima: 48 anos (mulheres) e 53 anos (homens).
FATOR PREVIDENCIÁRIO
Criado com o objetivo de equiparar a contribuição
do segurado ao valor do benefício, baseia-se em quatro
elementos: alíquota de contribuição, idade do trabalhador,
tempo de contribuição à Previdência Social e expectativa
de sobrevida do segurado (conforme tabela do IBGE).
A tabela completa do fator previdenciário está disponível
no site da Previdência Social.
Na aplicação do fator previdenciário, serão somados
ao tempo de contribuição do segurado:
• 5 anos para as mulheres;
• 5 anos para os professores que comprovarem efetivo
exercício do magistério no ensino básico, fundamental
ou médio;
• 10 anos para as professoras que comprovarem efetivo
exercício do magistério no ensino básico, fundamental
ou médio.
PARA SABER MAIS, CONSULTE O SITE WWW.PREVIDENCIASOCIAL.GOV.BR
Beneficiados
em milhões
de pessoas
Déficit em 1990
em bilhões de reais
14,3
7,3
1
0
0
13
Déficit em 2006
em bilhões de reais 13,5 28,5
Fonte: revista Veja, 07/02/2007
35
Outro item que deveria, conforme indica
o ex-ministro, ser excluído do cálculo do
déficit são as despesas com as
aposentadorias rurais, por se tratarem de um
gasto tipicamente assistencial que concede
aposentadoria para trabalhadores que, ao
longo de sua vida ativa, não contribuíram
em nada ou muito pouco com o INSS.
Com todas essas alterações, o déficit
da Previdência no setor privado (Regime
Geral de Previdência Social) em 2006
teria sido de R$ 4 bilhões e não de R$ 42
bilhões. As críticas à nova proposta contábil
do governo apontam que tal expediente em
nada muda os problemas existentes hoje na
Previdência Social. No entanto, muitos
especialistas acreditam que o mérito
indireto dessa iniciativa é aumentar a
transparência das contas da previdência que
revelam claramente, por exemplo, o enorme
abismo entre o número de contribuintes e
os déficits relativos aos aposentados
privados, rurais e públicos, como demonstra
o gráfico ao lado. Dessa forma, talvez seja
possível pensar em soluções voltadas aos
reais focos das distorções existentes.
Ainda ao longo do primeiro semestre deste
ano, será protocolado junto à Secretaria de
Previdência Complementar (SPC), do
Ministério da Previdência Social, o processo
de transferência do patrimônio da ItauBank
Sociedade de Previdência Privada para o Itaú
Fundo Multipatrocinado (IFM). Dessa forma, o
IFM assume a gestão dos recursos dos planos
de aposentadoria da ItauBank, bem como o
relacionamento com os participantes da
entidade (ativos, autopatrocinados, optantes
do BPD e assistidos).
Criado em 2001, o IFM atualmente atende seis
grupos econômicos e nove patrocinadoras. Entre
seus principais clientes, estão o Grupo Owens
Illinois, Campari, Schneider Electric, BHP Billiton,
Lhoist. A entidade administra atualmente um
patrimônio da ordem de R$ 188 milhões e deverá
chegar ao final deste ano com mais R$ 500
milhões em ativos e 11 mil participantes,
ocupando o quinto lugar no ranking nacional,
entre os fundos multipatrocinados.
Transparência
A implantação do IFM responde a
uma necessidade crescente no mercado:
as empresas desejam compor um plano
fechado de previdência complementar para
seus profissionais, mas preferem entregar sua
administração a empresas com estrutura
independente e expertise comprovado.
Em sua operação, o IFM também oferece serviços
de custódia, realizada pelo Banco Itaú, e
controladoria, fundamentais para o bom
gerenciamento da entidade e a manutenção
de um elevado nível de governança e
compliance. A gestão dos recursos (alocação
dos investimentos) e dos passivos é feita pelos
profissionais do Banco Itaú.
É importante destacar que, para os
participantes, a transferência não implica
nenhum impacto: o regulamento, benefícios
e contribuições permanecerão inalterados
e todos os seus direitos estão garantidos.
A partir da entrada do pedido junto à SPC,
o cronograma do processo depende
integralmente da liberação da Secretaria.
Os participantes serão continuamente
informados sobre o andamento de cada etapa,
com total segurança e transparência.
www.portalprev.com.br/itaubank
• pelo menos 48 anos de
idade;
• 25 anos de contribuição
(+ um adicional de 40% “pedágio” – sobre o tempo
que faltava, em 16 de
dezembro de 1998, para
completar 25 anos de
contribuição).
colar etiqueta aqui
Sob nova gestão
A ItauBank não se responsabiliza por decisões tomadas com base nas matérias divulgadas nesta publicação.
• pelo menos 53 anos de
idade;
• 30 anos de contribuição
(+ um adicional de 40% “pedágio” – sobre o tempo
que faltava, em 16 de
dezembro de 1998, para
completar 30 anos de
contribuição).
Na ponta do lápis
VALOR DO BENEFÍCIO
O salário de benefício dos trabalhadores inscritos até
28 de novembro de 1999 é calculado sobre os salários de
contribuição desde julho de 1994 até um mês anterior à
data da aposentadoria, corrigidos mensalmente com base
no INPC, desprezando os 20% menores salários e
aproveitando os 80% maiores. Para os inscritos a partir de
29 de novembro de 1999, o salário de benefício será a
média dos 80% maiores salários de contribuição de todo o
período contributivo.
Nos dois casos (aposentadoria integral e proporcional),
será aplicado o fator previdenciário.
março/abril2007 ano1 nº02
(MTb 20.273) • Projeto gráfico: Hiro Okita • Tiragem: 4.500 exemplares.
Mulheres
Informativo bimestral da ItauBank Sociedade de Previdência Privada
Palavra. Oficina de Textos, tel. (11) 3034-0007 • Jornalista responsável: Beth Leites
Homens
Previdência Social. Fazem parte desse bloco,
por exemplo, as renúncias previdenciárias
para beneficiar entidades filantrópicas,
como as Santas Casas, que, de acordo com
Machado, deveriam ir para as contas do
Ministério da Saúde. O mesmo vale para o
ProUni – Programa Universidade para Todos,
cujas renúncias deveriam ser contabilizadas
no orçamento do Ministério da Educação.
Tais vantagens são concedidas a setores
considerados prioritários pelo governo e
deveriam, portanto, estar enquadradas em
seus respectivos Ministérios.
Jabaquara, CEP 04344-902, São Paulo, SP, tel. (11) 5019-4053 • Projeto editorial:
Aposentadoria proporcional
Esse tipo de aposentadoria combina três requisitos:
tempo de contribuição,“pedágio” e idade mínima.
No final do mês de janeiro, o então ministro da
Previdência Social, Nelson Machado, propôs
uma nova forma de se abordar contabilmente
o tão comentado déficit da previdência.
Machado pretende separar as despesas e
receitas previdenciárias das que são subsídios
e transferências unilaterais desvinculados do
sistema de previdência propriamente dito.
Segundo o ex-ministro, o déficit da previdência
acaba parecendo maior do que efetivamente
é porque a ele se somam despesas que não
deveriam estar enquadradas nas contas da
Aposentado público federal
Aposentadoria integral
O homem que completar 35 anos de contribuição ou a
mulher que atingir 30 anos de contribuição terá direito a
requerer a aposentadoria sem limite de idade e sem
cumprimento de “pedágio” (veja abaixo).
TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
Considera-se para tempo de contribuição:
• período de exercício de atividade remunerada abrangida
pela Previdência Social urbana e rural, ainda que anterior
à sua instituição, mediante indenização das contribuições
relativas ao respectivo período;
• período de contribuição efetuada por segurado depois de
ter deixado de exercer atividade remunerada que o
enquadrava como segurado obrigatório da Previdência
Social;
• período em que o segurado recebeu auxílio-doença ou
aposentadoria por invalidez, entre períodos de atividade;
• tempo de serviço militar, salvo se já contado para outro
regime de previdência;
• período em que a segurada recebeu salário-maternidade;
• período de contribuição efetuada como segurado
facultativo;
• outros, dependendo do caso.
Aposentado rural
nome
endereço
e-mail e/ou outlook
fone / fax
Dúvidas sobre previdência complementar? Fale conosco!
TIPOS
A aposentadoria por tempo de contribuição é irreversível
e irrenunciável, ou seja, a partir do primeiro pagamento,
o segurado não pode desistir do benefício. O trabalhador
não precisa sair do emprego para requerer esse benefício.
Atualmente, existem dois tipos de aposentadoria por tempo
de contribuição: a integral e a proporcional.
– Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100, Bloco Alfredo Egydio, 2º andar,
Governo altera
cálculo do déficit
São muitas as dúvidas a respeito das regras das aposentadorias pagas pelo INSS. A partir desta
edição, você acompanhará as respostas às perguntas mais freqüentes sobre esses benefícios.
Veja, agora, os principais aspectos relacionados à aposentadoria por tempo de contribuição
(antiga aposentadoria por tempo de serviço).
Atendimento ItauBank
(11) 5019-9398 / 4053
As aposentadorias da previdência social
Informativo bimestral da ItauBank Sociedade de Previdência Privada
previdência
Aposentado privado
ouvindo você
ItauBank
Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100,
Bloco Alfredo Egydio, 2º andar, Jabaquara
CEP 04344-902, São Paulo , SP
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Atendimento ItauBank (11) 5019- 9398/4053
Fax (11) 5019-4737
fique por dentro
histórias de vida
Acompanhamento constante
para assegurar os benefícios
Desde 1994, Isaura Beatriz Pereira Rodrigues, gerente de desenvolvimento e atuária da Valia – Fundação Vale do Rio Doce
de Seguridade Social, faz parte da Comissão Técnica Nacional (CTN) de Atuária da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de
Previdência Complementar (Abrapp). Quatro anos depois de sua chegada, ela passou a coordenar os trabalhos da Comissão que conta,
entre seus 17 membros, com a participação de José Ailton Ragazi David que representa as entidades ligadas ao Banco Itaú.
Com 24 anos de experiência como atuária no segmento de fundos de pensão, Isaura conhece bem a importância dessa ciência
para a solidez e longevidade das entidades. Confira, a seguir, a entrevista exclusiva que Isaura deu ao informativo
“ItauBank com Você”, na qual ela fala sobre o trabalho dos atuários e o papel da CTN que coordena.
➺ Com que periodicidade ocorrem os encontros
da CTN de Atuária?
Temos encontros mensais entre março e
dezembro, além de reuniões extraordinárias
sempre que necessário.
UMA PROFISSÃO EM ALTA
Apesar de ainda ser uma
profissão pouco difundida
no Brasil, a atuária vem
conquistando espaço no país.
No ano passado, por exemplo,
a Universidade de São Paulo
voltou a oferecer o curso de
Ciências Atuariais que havia
sido extinto no final dos anos 70,
devido ao baixo número de
alunos. Esse retorno está ligado
a uma mudança de mentalidade
entre os brasileiros que se
preocupam cada vez mais com
seguros e com a aposentadoria
complementar. A expansão desses
segmentos vem alavancando a
procura por profissionais que
façam os cálculos e estudos
necessários para estimar a relação
entre pagamentos e benefícios.
➺ Quais os temas discutidos por
essa Comissão?
Em nossas reuniões, abordamos todos os
aspectos que afetam o custeio dos planos – desde
mudanças na legislação até procedimentos internos.
Um exemplo é a questão das Tábuas de Mortalidade
que devem ser utilizadas pelos planos – apuramos dados,
avaliamos aspectos positivos e negativos e conversamos
sobre a experiência de cada entidade com o tema. Esses
encontros são uma ótima oportunidade para a troca de
experiências e boas práticas entre os profissionais e isso,
com certeza, se reflete em nosso trabalho.
➺ O que faz um atuário?
A atuária é um ramo da matemática presente nas áreas
de avaliação de riscos e cálculos no setor de seguros,
pecúlios, planos de aposentadoria, pensões, financiamento
e capitalização. O atuário é o profissional graduado em
Ciências Atuariais e registrado no Instituto Brasileiro de
Atuária (IBA). Ele atua, de modo geral, em seguro privado
e social, calculando probabilidade de eventos, avaliando
riscos e fixando prêmios, indenizações, benefícios e
reservas matemáticas. No mercado econômico-financeiro,
promove pesquisas e estabelece planos e políticas de
investimentos e amortizações.
➺ Como a atuária contribui para a solidez
das entidades?
A ciência atuarial é fundamental para avaliar os custos
dos benefícios propostos e indicar as contribuições
necessárias para a cobertura desses benefícios. Como esse
é um processo evolutivo, é preciso acompanhar a tendência
dos parâmetros que são utilizados nos cálculos atuariais
para que as projeções sejam ajustadas ao longo do tempo.
➺ Quais são esses parâmetros que devem ser
continuamente analisados?
O atuário deve avaliar todas as premissas relativas
à atuação das entidades, tais como taxa de mortalidade,
de invalidez, rotatividade de funcionários, crescimento
salarial nas patrocinadoras e outras variáveis internas à
realidade de cada entidade, além de variáveis externas,
ligadas a cenários e conjunturas econômicas e financeiras,
como taxas de juros e índices de inflação.
O olho do atuário é o olho do futuro, com base também
nas experiências do passado e na realidade do presente.
Precisamos estar atentos ao curto, ao médio e ao longo
prazo e ir sempre fazendo os ajustes necessários. Andamos
continuamente no fio da navalha para que as entidades
tenham o melhor benefício com o menor e mais seguro
custo possível.
➺ Quais os principais riscos relacionados às questões
atuariais?
Sem dúvida, o maior risco é não acompanhar a evolução
dos parâmetros que são utilizados nos cálculos atuariais e,
portanto, não fazer os ajustes no custeio quando da
confirmação das tendências de mudança. Nosso trabalho
necessita de revisões periódicas para validação ou correção
das diretrizes estabelecidas.
➺ Como os fundos brasileiros se comparam aos de
outros países em relação aos cuidados atuariais?
As realidades e as características dos fundos variam
muito de país para país. Por isso, essa não é uma
comparação simples. O que podemos dizer com
tranqüilidade é que, no aspecto atuarial, a legislação
brasileira está entre as mais avançadas do mundo.
É uma legislação minuciosa que procura oferecer
muitas garantias aos participantes.
➺ Quais os avanços alcançados por essa Comissão
da Abrapp?
Por meio da Diretoria da ABRAPP, temos participado
de forma pró-ativa em discussões que visam apresentar
sugestões de melhoria para as leis e resoluções relativas
à previdência complementar. Isso se deu, por exemplo, nas
análises sobre os novos institutos (Resgate, Portabilidade,
Benefício Proporcional Diferido e Autopatrocínio).
Também participo da Comissão de Entidades Fechadas
de Previdência Complementar do Instituto Brasileiro de
Atuária (IBA) e faço uma ponte entre as discussões técnicas
no IBA e na CTN de forma a convergirmos nos aspectos
técnicos.
➺ Como as discussões da CTN são levadas às demais
associadas da Abrapp?
Em alguns assuntos, interagimos com outras Comissões,
como no estudo dos institutos que citei acima, quando
trabalhamos em conjunto com a CTN Jurídica. Procuramos
sempre atuar em sinergia com outras CTNs para obter
resultados sempre melhores. Além disso, respondemos a
consultas de associadas e divulgamos informações nos
veículos da Abrapp e em seminários e palestras.
➺ Se pensarmos no sistema como um todo,
é possível que falhas em um fundo gerem
conseqüências mesmo sobre entidades que estão
em dia com suas premissas atuariais?
Eu costumo dizer que o relacionamento com um fundo
de pensão é um dos casamentos mais longos que existe –
inicia na fase ativa, continua na aposentadoria e ainda
perdura, de certa forma, após a morte. Para um
relacionamento tão longo, é necessário ter credibilidade.
Por isso, quando a mídia veicula alguma informação sobre
problemas em fundos de pensão, ainda que não existam
impactos financeiros (que afetem o equilíbrio de outros
planos), os participantes podem se sentir “ameaçados”.
Infelizmente, as notícias de problemas aparecem com mais
freqüência e com maior destaque.Mas existem inúmeros
avanços extremamente positivos que vêm ocorrendo dentro
do sistema e que mereceriam mais atenção por parte da
imprensa. Até porque este seria um incentivo a mais para o
fortalecimento da previdência complementar em nosso país.
Uma fase com muitas novidades
Fausto Fonseca , de 62 anos, teve uma trajetória longa e de muito sucesso no sistema
financeiro. Nessa caminhada, fez sua carreira praticamente em um só banco ao longo de 41
anos. Hoje, ele aproveita a aposentadoria com muita qualidade de vida: pratica esportes,
viaja bastante, é voluntário e curte a família (esposa, filhos, enteados e netos) e sua chácara.
“Comecei a trabalhar cedo, aos 12 anos, como
balconista de uma loja de ferragens na Mooca.
Em seguida, atuei em duas financiadoras, nos cargos de
contínuo e mecanógrafo. Fiquei até 1963, quando servi o exército,
retornando ao trabalho em 1965. Naquele ano, entrei como
auxiliar de contabilidade na Valnasa S. A. Crédito, Financiamento
e Investimentos, empresa adquirida pelo The First National Bank
of Boston que, mais tarde, se chamaria Boston-Financeira S/A
Crédito Financiamento e Investimentos, que se tornou
BankBoston Banco Múltiplo. Lá permaneci até 2004 como
funcionário (contador, diretor adjunto e superintendente) e,
de 2005 a 2006, assumi a função de consultor.
Desse período, guardo muitas lembranças, histórias e amizades. Tenho enorme satisfação por ter
sempre contado com o respeito e apoio de meus subordinados e supervisores e ter construído uma
extensa rede de contatos. A chegada da aposentadoria foi bem tranqüila. Desde então, a atividade física
ganhou maior relevância em minha vida. Freqüento a academia cerca de três horas por dia, onde
faço musculação, aeróbica e pilates. Posso dizer que sinto no organismo todos os benefícios:
melhor condicionamento físico, alívio das
dores nas costas e excelentes níveis de
colesterol e triglicérides.
Meus hobbies são cuidar do jardim de minha
chácara em Mairiporã e viajar para destinos
diferentes. Entre os mais marcantes, estão
Santiago de Compostela (Espanha), Bonito (MT)
e Parintins (AM). Também faço parte de um
grupo de voluntários que irá recuperar uma
creche na periferia de São Paulo. Não me
considero aposentado, apenas mudei de
profissão: aproveito mais a vida. Por isso,
aconselho a todos os aposentados
Esopo, fabulista, autor
que saiam dessa condição para
descobrir atividades que lhes
de “A cigarra e a formiga”.
preencham por completo!”
“Deve-se cuidar
hoje das
necessidades
de amanhã.”
Arquivo Pessoal
Arquivo
entrevista
histórias de vida
Acompanhamento constante
para assegurar os benefícios
Desde 1994, Isaura Beatriz Pereira Rodrigues, gerente de desenvolvimento e atuária da Valia – Fundação Vale do Rio Doce
de Seguridade Social, faz parte da Comissão Técnica Nacional (CTN) de Atuária da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de
Previdência Complementar (Abrapp). Quatro anos depois de sua chegada, ela passou a coordenar os trabalhos da Comissão que conta,
entre seus 17 membros, com a participação de José Ailton Ragazi David que representa as entidades ligadas ao Banco Itaú.
Com 24 anos de experiência como atuária no segmento de fundos de pensão, Isaura conhece bem a importância dessa ciência
para a solidez e longevidade das entidades. Confira, a seguir, a entrevista exclusiva que Isaura deu ao informativo
“ItauBank com Você”, na qual ela fala sobre o trabalho dos atuários e o papel da CTN que coordena.
➺ Com que periodicidade ocorrem os encontros
da CTN de Atuária?
Temos encontros mensais entre março e
dezembro, além de reuniões extraordinárias
sempre que necessário.
UMA PROFISSÃO EM ALTA
Apesar de ainda ser uma
profissão pouco difundida
no Brasil, a atuária vem
conquistando espaço no país.
No ano passado, por exemplo,
a Universidade de São Paulo
voltou a oferecer o curso de
Ciências Atuariais que havia
sido extinto no final dos anos 70,
devido ao baixo número de
alunos. Esse retorno está ligado
a uma mudança de mentalidade
entre os brasileiros que se
preocupam cada vez mais com
seguros e com a aposentadoria
complementar. A expansão desses
segmentos vem alavancando a
procura por profissionais que
façam os cálculos e estudos
necessários para estimar a relação
entre pagamentos e benefícios.
➺ Quais os temas discutidos por
essa Comissão?
Em nossas reuniões, abordamos todos os
aspectos que afetam o custeio dos planos – desde
mudanças na legislação até procedimentos internos.
Um exemplo é a questão das Tábuas de Mortalidade
que devem ser utilizadas pelos planos – apuramos dados,
avaliamos aspectos positivos e negativos e conversamos
sobre a experiência de cada entidade com o tema. Esses
encontros são uma ótima oportunidade para a troca de
experiências e boas práticas entre os profissionais e isso,
com certeza, se reflete em nosso trabalho.
➺ O que faz um atuário?
A atuária é um ramo da matemática presente nas áreas
de avaliação de riscos e cálculos no setor de seguros,
pecúlios, planos de aposentadoria, pensões, financiamento
e capitalização. O atuário é o profissional graduado em
Ciências Atuariais e registrado no Instituto Brasileiro de
Atuária (IBA). Ele atua, de modo geral, em seguro privado
e social, calculando probabilidade de eventos, avaliando
riscos e fixando prêmios, indenizações, benefícios e
reservas matemáticas. No mercado econômico-financeiro,
promove pesquisas e estabelece planos e políticas de
investimentos e amortizações.
➺ Como a atuária contribui para a solidez
das entidades?
A ciência atuarial é fundamental para avaliar os custos
dos benefícios propostos e indicar as contribuições
necessárias para a cobertura desses benefícios. Como esse
é um processo evolutivo, é preciso acompanhar a tendência
dos parâmetros que são utilizados nos cálculos atuariais
para que as projeções sejam ajustadas ao longo do tempo.
➺ Quais são esses parâmetros que devem ser
continuamente analisados?
O atuário deve avaliar todas as premissas relativas
à atuação das entidades, tais como taxa de mortalidade,
de invalidez, rotatividade de funcionários, crescimento
salarial nas patrocinadoras e outras variáveis internas à
realidade de cada entidade, além de variáveis externas,
ligadas a cenários e conjunturas econômicas e financeiras,
como taxas de juros e índices de inflação.
O olho do atuário é o olho do futuro, com base também
nas experiências do passado e na realidade do presente.
Precisamos estar atentos ao curto, ao médio e ao longo
prazo e ir sempre fazendo os ajustes necessários. Andamos
continuamente no fio da navalha para que as entidades
tenham o melhor benefício com o menor e mais seguro
custo possível.
➺ Quais os principais riscos relacionados às questões
atuariais?
Sem dúvida, o maior risco é não acompanhar a evolução
dos parâmetros que são utilizados nos cálculos atuariais e,
portanto, não fazer os ajustes no custeio quando da
confirmação das tendências de mudança. Nosso trabalho
necessita de revisões periódicas para validação ou correção
das diretrizes estabelecidas.
➺ Como os fundos brasileiros se comparam aos de
outros países em relação aos cuidados atuariais?
As realidades e as características dos fundos variam
muito de país para país. Por isso, essa não é uma
comparação simples. O que podemos dizer com
tranqüilidade é que, no aspecto atuarial, a legislação
brasileira está entre as mais avançadas do mundo.
É uma legislação minuciosa que procura oferecer
muitas garantias aos participantes.
➺ Quais os avanços alcançados por essa Comissão
da Abrapp?
Por meio da Diretoria da ABRAPP, temos participado
de forma pró-ativa em discussões que visam apresentar
sugestões de melhoria para as leis e resoluções relativas
à previdência complementar. Isso se deu, por exemplo, nas
análises sobre os novos institutos (Resgate, Portabilidade,
Benefício Proporcional Diferido e Autopatrocínio).
Também participo da Comissão de Entidades Fechadas
de Previdência Complementar do Instituto Brasileiro de
Atuária (IBA) e faço uma ponte entre as discussões técnicas
no IBA e na CTN de forma a convergirmos nos aspectos
técnicos.
➺ Como as discussões da CTN são levadas às demais
associadas da Abrapp?
Em alguns assuntos, interagimos com outras Comissões,
como no estudo dos institutos que citei acima, quando
trabalhamos em conjunto com a CTN Jurídica. Procuramos
sempre atuar em sinergia com outras CTNs para obter
resultados sempre melhores. Além disso, respondemos a
consultas de associadas e divulgamos informações nos
veículos da Abrapp e em seminários e palestras.
➺ Se pensarmos no sistema como um todo,
é possível que falhas em um fundo gerem
conseqüências mesmo sobre entidades que estão
em dia com suas premissas atuariais?
Eu costumo dizer que o relacionamento com um fundo
de pensão é um dos casamentos mais longos que existe –
inicia na fase ativa, continua na aposentadoria e ainda
perdura, de certa forma, após a morte. Para um
relacionamento tão longo, é necessário ter credibilidade.
Por isso, quando a mídia veicula alguma informação sobre
problemas em fundos de pensão, ainda que não existam
impactos financeiros (que afetem o equilíbrio de outros
planos), os participantes podem se sentir “ameaçados”.
Infelizmente, as notícias de problemas aparecem com mais
freqüência e com maior destaque.Mas existem inúmeros
avanços extremamente positivos que vêm ocorrendo dentro
do sistema e que mereceriam mais atenção por parte da
imprensa. Até porque este seria um incentivo a mais para o
fortalecimento da previdência complementar em nosso país.
Uma fase com muitas novidades
Fausto Fonseca , de 62 anos, teve uma trajetória longa e de muito sucesso no sistema
financeiro. Nessa caminhada, fez sua carreira praticamente em um só banco ao longo de 41
anos. Hoje, ele aproveita a aposentadoria com muita qualidade de vida: pratica esportes,
viaja bastante, é voluntário e curte a família (esposa, filhos, enteados e netos) e sua chácara.
“Comecei a trabalhar cedo, aos 12 anos, como
balconista de uma loja de ferragens na Mooca.
Em seguida, atuei em duas financiadoras, nos cargos de
contínuo e mecanógrafo. Fiquei até 1963, quando servi o exército,
retornando ao trabalho em 1965. Naquele ano, entrei como
auxiliar de contabilidade na Valnasa S. A. Crédito, Financiamento
e Investimentos, empresa adquirida pelo The First National Bank
of Boston que, mais tarde, se chamaria Boston-Financeira S/A
Crédito Financiamento e Investimentos, que se tornou
BankBoston Banco Múltiplo. Lá permaneci até 2004 como
funcionário (contador, diretor adjunto e superintendente) e,
de 2005 a 2006, assumi a função de consultor.
Desse período, guardo muitas lembranças, histórias e amizades. Tenho enorme satisfação por ter
sempre contado com o respeito e apoio de meus subordinados e supervisores e ter construído uma
extensa rede de contatos. A chegada da aposentadoria foi bem tranqüila. Desde então, a atividade física
ganhou maior relevância em minha vida. Freqüento a academia cerca de três horas por dia, onde
faço musculação, aeróbica e pilates. Posso dizer que sinto no organismo todos os benefícios:
melhor condicionamento físico, alívio das
dores nas costas e excelentes níveis de
colesterol e triglicérides.
Meus hobbies são cuidar do jardim de minha
chácara em Mairiporã e viajar para destinos
diferentes. Entre os mais marcantes, estão
Santiago de Compostela (Espanha), Bonito (MT)
e Parintins (AM). Também faço parte de um
grupo de voluntários que irá recuperar uma
creche na periferia de São Paulo. Não me
considero aposentado, apenas mudei de
profissão: aproveito mais a vida. Por isso,
aconselho a todos os aposentados
Esopo, fabulista, autor
que saiam dessa condição para
descobrir atividades que lhes
de “A cigarra e a formiga”.
preencham por completo!”
“Deve-se cuidar
hoje das
necessidades
de amanhã.”
Arquivo Pessoal
Arquivo
entrevista
❑ Sugestão
❑ Dúvida
DOCUMENTOS EXIGIDOS
• Documento de identificação do segurado (carteira de
identidade, carteira de trabalho ou outro qualquer);
• Procuração (se for o caso);
• Cadastro de Pessoa Física (CPF) obrigatório;
• PIS/PASEP;
• Carteira de trabalho ou outro documento que comprove
o exercício de atividade anterior a julho de 1994.
❑ Outros
continua no verso
Destaque e envie para a ItauBank
❑ Crítica
DIREITO ADQUIRIDO
O trabalhador que, em 16 de dezembro de 1998, tinha
30 anos (homens) ou 25 anos (mulheres) de serviço tem o
direito de solicitar, a qualquer momento, a aposentadoria
proporcional que é calculada com base nos 36 salários de
contribuição anteriores àquela data e reajustada até o dia do
requerimento pelos índices da política salarial. Não é possível
incluir tempo de serviço posterior àquela data. Se o trabalhador
nesta condição optar por contar tempo de contribuição
posterior a 16 de dezembro de 1998, terá de cumprir o requisito
da idade mínima: 48 anos (mulheres) e 53 anos (homens).
FATOR PREVIDENCIÁRIO
Criado com o objetivo de equiparar a contribuição
do segurado ao valor do benefício, baseia-se em quatro
elementos: alíquota de contribuição, idade do trabalhador,
tempo de contribuição à Previdência Social e expectativa
de sobrevida do segurado (conforme tabela do IBGE).
A tabela completa do fator previdenciário está disponível
no site da Previdência Social.
Na aplicação do fator previdenciário, serão somados
ao tempo de contribuição do segurado:
• 5 anos para as mulheres;
• 5 anos para os professores que comprovarem efetivo
exercício do magistério no ensino básico, fundamental
ou médio;
• 10 anos para as professoras que comprovarem efetivo
exercício do magistério no ensino básico, fundamental
ou médio.
PARA SABER MAIS, CONSULTE O SITE WWW.PREVIDENCIASOCIAL.GOV.BR
Beneficiados
em milhões
de pessoas
Déficit em 1990
em bilhões de reais
14,3
7,3
1
0
0
13
Déficit em 2006
em bilhões de reais 13,5 28,5
Fonte: revista Veja, 07/02/2007
35
Outro item que deveria, conforme indica
o ex-ministro, ser excluído do cálculo do
déficit são as despesas com as
aposentadorias rurais, por se tratarem de um
gasto tipicamente assistencial que concede
aposentadoria para trabalhadores que, ao
longo de sua vida ativa, não contribuíram
em nada ou muito pouco com o INSS.
Com todas essas alterações, o déficit
da Previdência no setor privado (Regime
Geral de Previdência Social) em 2006
teria sido de R$ 4 bilhões e não de R$ 42
bilhões. As críticas à nova proposta contábil
do governo apontam que tal expediente em
nada muda os problemas existentes hoje na
Previdência Social. No entanto, muitos
especialistas acreditam que o mérito
indireto dessa iniciativa é aumentar a
transparência das contas da previdência que
revelam claramente, por exemplo, o enorme
abismo entre o número de contribuintes e
os déficits relativos aos aposentados
privados, rurais e públicos, como demonstra
o gráfico ao lado. Dessa forma, talvez seja
possível pensar em soluções voltadas aos
reais focos das distorções existentes.
Ainda ao longo do primeiro semestre deste
ano, será protocolado junto à Secretaria de
Previdência Complementar (SPC), do
Ministério da Previdência Social, o processo
de transferência do patrimônio da ItauBank
Sociedade de Previdência Privada para o Itaú
Fundo Multipatrocinado (IFM). Dessa forma, o
IFM assume a gestão dos recursos dos planos
de aposentadoria da ItauBank, bem como o
relacionamento com os participantes da
entidade (ativos, autopatrocinados, optantes
do BPD e assistidos).
Criado em 2001, o IFM atualmente atende seis
grupos econômicos e nove patrocinadoras. Entre
seus principais clientes, estão o Grupo Owens
Illinois, Campari, Schneider Electric, BHP Billiton,
Lhoist. A entidade administra atualmente um
patrimônio da ordem de R$ 188 milhões e deverá
chegar ao final deste ano com mais R$ 500
milhões em ativos e 11 mil participantes,
ocupando o quinto lugar no ranking nacional,
entre os fundos multipatrocinados.
Transparência
A implantação do IFM responde a
uma necessidade crescente no mercado:
as empresas desejam compor um plano
fechado de previdência complementar para
seus profissionais, mas preferem entregar sua
administração a empresas com estrutura
independente e expertise comprovado.
Em sua operação, o IFM também oferece serviços
de custódia, realizada pelo Banco Itaú, e
controladoria, fundamentais para o bom
gerenciamento da entidade e a manutenção
de um elevado nível de governança e
compliance. A gestão dos recursos (alocação
dos investimentos) e dos passivos é feita pelos
profissionais do Banco Itaú.
É importante destacar que, para os
participantes, a transferência não implica
nenhum impacto: o regulamento, benefícios
e contribuições permanecerão inalterados
e todos os seus direitos estão garantidos.
A partir da entrada do pedido junto à SPC,
o cronograma do processo depende
integralmente da liberação da Secretaria.
Os participantes serão continuamente
informados sobre o andamento de cada etapa,
com total segurança e transparência.
www.portalprev.com.br/itaubank
• pelo menos 48 anos de
idade;
• 25 anos de contribuição
(+ um adicional de 40% “pedágio” – sobre o tempo
que faltava, em 16 de
dezembro de 1998, para
completar 25 anos de
contribuição).
colar etiqueta aqui
Sob nova gestão
A ItauBank não se responsabiliza por decisões tomadas com base nas matérias divulgadas nesta publicação.
• pelo menos 53 anos de
idade;
• 30 anos de contribuição
(+ um adicional de 40% “pedágio” – sobre o tempo
que faltava, em 16 de
dezembro de 1998, para
completar 30 anos de
contribuição).
Na ponta do lápis
VALOR DO BENEFÍCIO
O salário de benefício dos trabalhadores inscritos até
28 de novembro de 1999 é calculado sobre os salários de
contribuição desde julho de 1994 até um mês anterior à
data da aposentadoria, corrigidos mensalmente com base
no INPC, desprezando os 20% menores salários e
aproveitando os 80% maiores. Para os inscritos a partir de
29 de novembro de 1999, o salário de benefício será a
média dos 80% maiores salários de contribuição de todo o
período contributivo.
Nos dois casos (aposentadoria integral e proporcional),
será aplicado o fator previdenciário.
março/abril2007 ano1 nº02
(MTb 20.273) • Projeto gráfico: Hiro Okita • Tiragem: 4.500 exemplares.
Mulheres
Informativo bimestral da ItauBank Sociedade de Previdência Privada
Palavra. Oficina de Textos, tel. (11) 3034-0007 • Jornalista responsável: Beth Leites
Homens
Previdência Social. Fazem parte desse bloco,
por exemplo, as renúncias previdenciárias
para beneficiar entidades filantrópicas,
como as Santas Casas, que, de acordo com
Machado, deveriam ir para as contas do
Ministério da Saúde. O mesmo vale para o
ProUni – Programa Universidade para Todos,
cujas renúncias deveriam ser contabilizadas
no orçamento do Ministério da Educação.
Tais vantagens são concedidas a setores
considerados prioritários pelo governo e
deveriam, portanto, estar enquadradas em
seus respectivos Ministérios.
Jabaquara, CEP 04344-902, São Paulo, SP, tel. (11) 5019-4053 • Projeto editorial:
Aposentadoria proporcional
Esse tipo de aposentadoria combina três requisitos:
tempo de contribuição,“pedágio” e idade mínima.
No final do mês de janeiro, o então ministro da
Previdência Social, Nelson Machado, propôs
uma nova forma de se abordar contabilmente
o tão comentado déficit da previdência.
Machado pretende separar as despesas e
receitas previdenciárias das que são subsídios
e transferências unilaterais desvinculados do
sistema de previdência propriamente dito.
Segundo o ex-ministro, o déficit da previdência
acaba parecendo maior do que efetivamente
é porque a ele se somam despesas que não
deveriam estar enquadradas nas contas da
Aposentado público federal
Aposentadoria integral
O homem que completar 35 anos de contribuição ou a
mulher que atingir 30 anos de contribuição terá direito a
requerer a aposentadoria sem limite de idade e sem
cumprimento de “pedágio” (veja abaixo).
TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
Considera-se para tempo de contribuição:
• período de exercício de atividade remunerada abrangida
pela Previdência Social urbana e rural, ainda que anterior
à sua instituição, mediante indenização das contribuições
relativas ao respectivo período;
• período de contribuição efetuada por segurado depois de
ter deixado de exercer atividade remunerada que o
enquadrava como segurado obrigatório da Previdência
Social;
• período em que o segurado recebeu auxílio-doença ou
aposentadoria por invalidez, entre períodos de atividade;
• tempo de serviço militar, salvo se já contado para outro
regime de previdência;
• período em que a segurada recebeu salário-maternidade;
• período de contribuição efetuada como segurado
facultativo;
• outros, dependendo do caso.
Aposentado rural
nome
endereço
e-mail e/ou outlook
fone / fax
Dúvidas sobre previdência complementar? Fale conosco!
TIPOS
A aposentadoria por tempo de contribuição é irreversível
e irrenunciável, ou seja, a partir do primeiro pagamento,
o segurado não pode desistir do benefício. O trabalhador
não precisa sair do emprego para requerer esse benefício.
Atualmente, existem dois tipos de aposentadoria por tempo
de contribuição: a integral e a proporcional.
– Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100, Bloco Alfredo Egydio, 2º andar,
Governo altera
cálculo do déficit
São muitas as dúvidas a respeito das regras das aposentadorias pagas pelo INSS. A partir desta
edição, você acompanhará as respostas às perguntas mais freqüentes sobre esses benefícios.
Veja, agora, os principais aspectos relacionados à aposentadoria por tempo de contribuição
(antiga aposentadoria por tempo de serviço).
Atendimento ItauBank
(11) 5019-9398 / 4053
As aposentadorias da previdência social
Informativo bimestral da ItauBank Sociedade de Previdência Privada
previdência
Aposentado privado
ouvindo você
ItauBank
Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100,
Bloco Alfredo Egydio, 2º andar, Jabaquara
CEP 04344-902, São Paulo , SP
www.portalprev.com.br/itaubank
Atendimento ItauBank (11) 5019- 9398/4053
Fax (11) 5019-4737
fique por dentro
❑ Sugestão
❑ Dúvida
DOCUMENTOS EXIGIDOS
• Documento de identificação do segurado (carteira de
identidade, carteira de trabalho ou outro qualquer);
• Procuração (se for o caso);
• Cadastro de Pessoa Física (CPF) obrigatório;
• PIS/PASEP;
• Carteira de trabalho ou outro documento que comprove
o exercício de atividade anterior a julho de 1994.
❑ Outros
continua no verso
Destaque e envie para a ItauBank
❑ Crítica
DIREITO ADQUIRIDO
O trabalhador que, em 16 de dezembro de 1998, tinha
30 anos (homens) ou 25 anos (mulheres) de serviço tem o
direito de solicitar, a qualquer momento, a aposentadoria
proporcional que é calculada com base nos 36 salários de
contribuição anteriores àquela data e reajustada até o dia do
requerimento pelos índices da política salarial. Não é possível
incluir tempo de serviço posterior àquela data. Se o trabalhador
nesta condição optar por contar tempo de contribuição
posterior a 16 de dezembro de 1998, terá de cumprir o requisito
da idade mínima: 48 anos (mulheres) e 53 anos (homens).
FATOR PREVIDENCIÁRIO
Criado com o objetivo de equiparar a contribuição
do segurado ao valor do benefício, baseia-se em quatro
elementos: alíquota de contribuição, idade do trabalhador,
tempo de contribuição à Previdência Social e expectativa
de sobrevida do segurado (conforme tabela do IBGE).
A tabela completa do fator previdenciário está disponível
no site da Previdência Social.
Na aplicação do fator previdenciário, serão somados
ao tempo de contribuição do segurado:
• 5 anos para as mulheres;
• 5 anos para os professores que comprovarem efetivo
exercício do magistério no ensino básico, fundamental
ou médio;
• 10 anos para as professoras que comprovarem efetivo
exercício do magistério no ensino básico, fundamental
ou médio.
PARA SABER MAIS, CONSULTE O SITE WWW.PREVIDENCIASOCIAL.GOV.BR
Beneficiados
em milhões
de pessoas
Déficit em 1990
em bilhões de reais
14,3
7,3
1
0
0
13
Déficit em 2006
em bilhões de reais 13,5 28,5
Fonte: revista Veja, 07/02/2007
35
Outro item que deveria, conforme indica
o ex-ministro, ser excluído do cálculo do
déficit são as despesas com as
aposentadorias rurais, por se tratarem de um
gasto tipicamente assistencial que concede
aposentadoria para trabalhadores que, ao
longo de sua vida ativa, não contribuíram
em nada ou muito pouco com o INSS.
Com todas essas alterações, o déficit
da Previdência no setor privado (Regime
Geral de Previdência Social) em 2006
teria sido de R$ 4 bilhões e não de R$ 42
bilhões. As críticas à nova proposta contábil
do governo apontam que tal expediente em
nada muda os problemas existentes hoje na
Previdência Social. No entanto, muitos
especialistas acreditam que o mérito
indireto dessa iniciativa é aumentar a
transparência das contas da previdência que
revelam claramente, por exemplo, o enorme
abismo entre o número de contribuintes e
os déficits relativos aos aposentados
privados, rurais e públicos, como demonstra
o gráfico ao lado. Dessa forma, talvez seja
possível pensar em soluções voltadas aos
reais focos das distorções existentes.
Ainda ao longo do primeiro semestre deste
ano, será protocolado junto à Secretaria de
Previdência Complementar (SPC), do
Ministério da Previdência Social, o processo
de transferência do patrimônio da ItauBank
Sociedade de Previdência Privada para o Itaú
Fundo Multipatrocinado (IFM). Dessa forma, o
IFM assume a gestão dos recursos dos planos
de aposentadoria da ItauBank, bem como o
relacionamento com os participantes da
entidade (ativos, autopatrocinados, optantes
do BPD e assistidos).
Criado em 2001, o IFM atualmente atende seis
grupos econômicos e nove patrocinadoras. Entre
seus principais clientes, estão o Grupo Owens
Illinois, Campari, Schneider Electric, BHP Billiton,
Lhoist. A entidade administra atualmente um
patrimônio da ordem de R$ 188 milhões e deverá
chegar ao final deste ano com mais R$ 500
milhões em ativos e 11 mil participantes,
ocupando o quinto lugar no ranking nacional,
entre os fundos multipatrocinados.
Transparência
A implantação do IFM responde a
uma necessidade crescente no mercado:
as empresas desejam compor um plano
fechado de previdência complementar para
seus profissionais, mas preferem entregar sua
administração a empresas com estrutura
independente e expertise comprovado.
Em sua operação, o IFM também oferece serviços
de custódia, realizada pelo Banco Itaú, e
controladoria, fundamentais para o bom
gerenciamento da entidade e a manutenção
de um elevado nível de governança e
compliance. A gestão dos recursos (alocação
dos investimentos) e dos passivos é feita pelos
profissionais do Banco Itaú.
É importante destacar que, para os
participantes, a transferência não implica
nenhum impacto: o regulamento, benefícios
e contribuições permanecerão inalterados
e todos os seus direitos estão garantidos.
A partir da entrada do pedido junto à SPC,
o cronograma do processo depende
integralmente da liberação da Secretaria.
Os participantes serão continuamente
informados sobre o andamento de cada etapa,
com total segurança e transparência.
www.portalprev.com.br/itaubank
• pelo menos 48 anos de
idade;
• 25 anos de contribuição
(+ um adicional de 40% “pedágio” – sobre o tempo
que faltava, em 16 de
dezembro de 1998, para
completar 25 anos de
contribuição).
colar etiqueta aqui
Sob nova gestão
A ItauBank não se responsabiliza por decisões tomadas com base nas matérias divulgadas nesta publicação.
• pelo menos 53 anos de
idade;
• 30 anos de contribuição
(+ um adicional de 40% “pedágio” – sobre o tempo
que faltava, em 16 de
dezembro de 1998, para
completar 30 anos de
contribuição).
Na ponta do lápis
VALOR DO BENEFÍCIO
O salário de benefício dos trabalhadores inscritos até
28 de novembro de 1999 é calculado sobre os salários de
contribuição desde julho de 1994 até um mês anterior à
data da aposentadoria, corrigidos mensalmente com base
no INPC, desprezando os 20% menores salários e
aproveitando os 80% maiores. Para os inscritos a partir de
29 de novembro de 1999, o salário de benefício será a
média dos 80% maiores salários de contribuição de todo o
período contributivo.
Nos dois casos (aposentadoria integral e proporcional),
será aplicado o fator previdenciário.
março/abril2007 ano1 nº02
(MTb 20.273) • Projeto gráfico: Hiro Okita • Tiragem: 4.500 exemplares.
Mulheres
Informativo bimestral da ItauBank Sociedade de Previdência Privada
Palavra. Oficina de Textos, tel. (11) 3034-0007 • Jornalista responsável: Beth Leites
Homens
Previdência Social. Fazem parte desse bloco,
por exemplo, as renúncias previdenciárias
para beneficiar entidades filantrópicas,
como as Santas Casas, que, de acordo com
Machado, deveriam ir para as contas do
Ministério da Saúde. O mesmo vale para o
ProUni – Programa Universidade para Todos,
cujas renúncias deveriam ser contabilizadas
no orçamento do Ministério da Educação.
Tais vantagens são concedidas a setores
considerados prioritários pelo governo e
deveriam, portanto, estar enquadradas em
seus respectivos Ministérios.
Jabaquara, CEP 04344-902, São Paulo, SP, tel. (11) 5019-4053 • Projeto editorial:
Aposentadoria proporcional
Esse tipo de aposentadoria combina três requisitos:
tempo de contribuição,“pedágio” e idade mínima.
No final do mês de janeiro, o então ministro da
Previdência Social, Nelson Machado, propôs
uma nova forma de se abordar contabilmente
o tão comentado déficit da previdência.
Machado pretende separar as despesas e
receitas previdenciárias das que são subsídios
e transferências unilaterais desvinculados do
sistema de previdência propriamente dito.
Segundo o ex-ministro, o déficit da previdência
acaba parecendo maior do que efetivamente
é porque a ele se somam despesas que não
deveriam estar enquadradas nas contas da
Aposentado público federal
Aposentadoria integral
O homem que completar 35 anos de contribuição ou a
mulher que atingir 30 anos de contribuição terá direito a
requerer a aposentadoria sem limite de idade e sem
cumprimento de “pedágio” (veja abaixo).
TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
Considera-se para tempo de contribuição:
• período de exercício de atividade remunerada abrangida
pela Previdência Social urbana e rural, ainda que anterior
à sua instituição, mediante indenização das contribuições
relativas ao respectivo período;
• período de contribuição efetuada por segurado depois de
ter deixado de exercer atividade remunerada que o
enquadrava como segurado obrigatório da Previdência
Social;
• período em que o segurado recebeu auxílio-doença ou
aposentadoria por invalidez, entre períodos de atividade;
• tempo de serviço militar, salvo se já contado para outro
regime de previdência;
• período em que a segurada recebeu salário-maternidade;
• período de contribuição efetuada como segurado
facultativo;
• outros, dependendo do caso.
Aposentado rural
nome
endereço
e-mail e/ou outlook
fone / fax
Dúvidas sobre previdência complementar? Fale conosco!
TIPOS
A aposentadoria por tempo de contribuição é irreversível
e irrenunciável, ou seja, a partir do primeiro pagamento,
o segurado não pode desistir do benefício. O trabalhador
não precisa sair do emprego para requerer esse benefício.
Atualmente, existem dois tipos de aposentadoria por tempo
de contribuição: a integral e a proporcional.
– Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100, Bloco Alfredo Egydio, 2º andar,
Governo altera
cálculo do déficit
São muitas as dúvidas a respeito das regras das aposentadorias pagas pelo INSS. A partir desta
edição, você acompanhará as respostas às perguntas mais freqüentes sobre esses benefícios.
Veja, agora, os principais aspectos relacionados à aposentadoria por tempo de contribuição
(antiga aposentadoria por tempo de serviço).
Atendimento ItauBank
(11) 5019-9398 / 4053
As aposentadorias da previdência social
Informativo bimestral da ItauBank Sociedade de Previdência Privada
previdência
Aposentado privado
ouvindo você
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Bloco Alfredo Egydio, 2º andar, Jabaquara
CEP 04344-902, São Paulo , SP
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