JB NEWS
Informativo Nr. 1.720
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
A Loja Regeneração Barbacenense (GLMMG)
comemorando 120 anos de sua existência.
Reuniões às segundas-feiras – 20h00 –
em seu Templo próprio- Barbacena MG.
Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC
Editado em Melbourne - Austrália
Saudações, Prezado Irmão!
Índice do JB News nr. 1.720 – Melbourne – segunda-feira, 15 de junho de 2015
Edição Especial em Homenagem à Loja Regeneração Barbacenense
- Almanaque.......................................................................................... .....................pag. 2
- Loja Maçônica Regeneração Barbacenense – (Leonel Ricardo de Andrade)... pag. 5
- Mensagem do Venerável Mestre - (José Léo Renault Grossi).............................pag. 8
- Loja Maçônica Regeneração Barbacenense – 120 anos de fundação
(Geraldo Ribeiro da Fonseca)................................................................................ pag. 12
- Saudação à Bandeira do Brasil - (Honório Ferreira Harmond).........................pag. 14
- Discurso do Orador Oficial da Solenidade - (Gilberto Ribeiro da Fonseca).....pag. 17
- Corrupção Nunca Mais - (José Eduardo da Silva)............. ................................pag. 23
- A Força do Avental – (Leonel Ricardo de Andrade)...........................................pag. 24
- Fechando a Cortina (Encerramento) ...................................................................pag. 26
Pesquisas e artigos desta edição:
Arquivo próprio - Internet – Colaboradores
– Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e
www.google.com.br
Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste
informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores.
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Edição Especial –
Loja Regeneração Barbacenense
Nr. 317
BaRbacena – MG
Apoio:
Ir Leonel Ricardo de Andrade – Grão-Mestre da GLMMG
Ir José Léo Renault Grossi – Venerável Mestre da Loja Regeneração Barbacenense
Ir Geraldo Ribeiro da Fonseca – Historiador da Loja Regeneração Barbacenense
IIr da Loja regeneração Barbacenense
Ir Márcio Silva – Registros fotográficos
Editores: Jeronimo Borges e Geraldo Ribeiro da Fonseca
Hoje é o 166º. dia do Calendário Gregoriano – Lua Quarto Minguante
Faltam 199 para terminar 2015.
Início da Semana do Migrante e dia Mundial de Combate à Violência contra Idoso
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por favor, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem
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Loja Maçônica Regeneração Barbacenense
120 anos de trabalho pela causa maçônica
Fundada em Barbacena em 14 de junho de 1895 pelo Irmão Cel. Timotheo
Ribeiro de Freitas, a Centenária Loja Maçônica Regeneração Barbacenense é
uma das mais longevas Lojas no território de Minas Gerais.
Ela foi precedida por duas outras Lojas de pequena duração, mas de marcante
atuação naquela cidade, Loja Operário da Luz e União Fraternal. Irmãos
oriundos destas incorporam-se à nova Loja.
As primeiras décadas de trabalho maçônico na cidade foram decisivas na
formação da cidadania, posto que, além de uma escola noturna para
alfabetização, até uma farmácia a Loja manteve para atendimento aos pobres e
carentes e vítimas de terrível cólera assassina no início do século passado.
No curso de sua existência, a Regeneração esteve filiada a várias potências
maçônicas: no período de 1895 a 1973 foi filiada ao Grande Oriente do Brasil,
tendo passado pelo Grande Oriente Unido e também vestiu a camisa do Grande
Oriente Estadual Tiradentes; em 1973 filiou-se à COMAB - Grande Oriente de
Minas Gerais, onde num dos mais graves momentos pelos quais passou a
Potência, foi um de seus ilustres obreiros, Irmão Geraldo Ribeiro da Fonseca,
quem administrou as Lojas espalhadas por Minas Gerais, entregando o GrãoMestrado a quem de direito; em 16 de junho de 2008 a Regeneração
Barbacenense filiou-se à Grande Loja Maçônica de Minas Gerais.
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Com um histórico de defesa da cidadania, da legalidade, da ética e da causa
maçônica, a Loja sempre teve posicionamentos incisivos junto às autoridades
constituídas, sejam elas maçônicas ou profanas. Ao longo de sua história teve
64 Veneráveis Mestres que conduziram os seus destinos. Dentre esses
primeiros dirigentes deve ser destacado o trabalho do Irmão Alfredo Amaro
Renaut, ascendente de nosso atual Venerável José Léo Renaut Grossi.
Seu maravilhoso templo, que está situado no centro daquela cidade, foi
inaugurado em 21 de abril de 1924.
São tantos os fatos, atos, homens e nomes a ilustrar e engrandecer tal oficina
que fica difícil citá-los e homenageá-los individualmente sem cometer erros.
Todos os iniciados na Regeneração Barbacenense foram e são importantes
pelo que fizeram, fazem e farão pela Maçonaria Universal.
Vários foram os valorosos Irmãos que ajudaram na fundação de Triângulos e Lojas
Maçônicas em Barbacena, Barroso, Dores de Campos, Tiradentes e outras cidades.
A história da Regeneração Barbacenense confunde-se com a história do município que a
sedia, tantas foram as ações de seus obreiros para o desenvolvimento daquela região.
Muitos foram os presidentes do Legislativo Municipal que pertenceram à Loja. Da área da
saúde à educação; da elaboração de leis à segurança pública; da cultura ao comércio;
tantos e tantos empreendimentos foram idealizados, discutidos, apoiados e conduzidos por
barbacenenses de todas as classes e profissões que, nas segundas-feiras, tinham um
compromisso de honra para com a maçonaria e o progresso de Barbacena.
Com sua postura intolerante para com a corrupção e coerente com seus princípios e
história, em meados de 1993, a Loja repudiou, na Soberana Assembleia Legislativa do
Grande Oriente de Minas Gerais, todos os atos de corrupção política que, então, imperavam
no Brasil. Reportagem do Jornal Estado de Minas, datada de 15 de dezembro daquele ano,
assim definiu a posição da maçonaria de Minas: “ante a crescente onda de corrupção e
imoralidade que infesta o País na gestão dos negócios públicos, impõe-se uma tomada de
posição em face à situação”. O brado da Loja ganhou espaço na mídia nacional, com citação
inclusive no “New York Times”. Falou Barbacena, falou Minas, manifestou-se se a
maçonaria, condenando a patifaria, o desmando e o roubo.
Em 2013, novamente a Regeneração Barbacenense ergueu sua voz contra os desmandos da
corrupção e apresentou à Grande Loja Maçônica de Minas Gerais uma proposta abraçada
por esta e levada para a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, com a pronta
adesão das demais 26 Grandes Lojas Confederadas e convertida no projeto de lei de
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iniciativa popular denominado “Corrupção nunca mais!”, que visa reduzir a impunidade e a
prática de crimes contra o erário, e cuja campanha de coleta de
assinaturas atingiu todo o território nacional.
Completando, neste dia 14 de junho de 2015, 120 anos de fundação e sem
ter abatido colunas por um dia sequer, a Loja Maçônica Regeneração
demonstra ser uma jovem senhora que honra os princípios e valores
maçônicos e que os primados da união e da paz apregoados pela filosofia
que abraçamos sempre imperaram naquela casa dedicada ao estudo e aperfeiçoamento de
costumes
Parabéns Regeneração Barbacenense. Parabéns à administração da Loja, ao Venerável
Mestre, Irmão José Léo Renaut Grossi, e a todos os 76 Irmãos que compõem o seu Quadro
de Obreiros.
Que o Grande Arquiteto do universo lhes dê saúde, força e sabedoria para que, vivendo a
modernidade e sem descuidar de sua história, possam continuar a ajudar na condução dos
destinos da Maçonaria dentro do nosso querido Brasil.
Fraternalmente,
Leonel Ricardo de Andrade
Grão-Mestre
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MENSAGEM DO VENERÁVEL
Honra-me, sobremaneira, na condição de Venerável Mestre da Centenária Loja
Maçônica Regeneração Barbacenense, empunhar o primeiro malhete desta oficina
nas comemorações de seus 120 anos de fundação.
Quis o destino que um dos membros da minha família, o irmão Alfredo Amaro
Renault, em 14 de junho de 1895, fosse um dos fundadores da Loja que hoje dirijo,
amparado por uma quadro de obreiros justo e perfeito.
A Regeneneração Barbacenense, comemorando 120 anos de implantação da
maçonaria em Barbacena, tem história, tem tradição, tem respeito e trabalho
marcante nas montanhas da Mantiqueira, em Minas Gerais e no Brasil.
Em Barbacena, pode-se ter a certeza que o dia do maçom são os 365 dias do
ano, pois a obra de edificar templos à virtude é contínua e suas seis Lojas caminham
unidas, visando ao bem comum.
Cumpre-nos informar que homens de todas as classes fizeram e fazem parte
da maçonaria em Barbacena, absorvendo sua filosofia. Foram maçons e membros
da Regeneração Barbacenense o Dr. Francisco Mendes Pimentel, notável jurista e
educador. Vários foram os prefeitos que administraram a cidade e, na Câmara
Municipal, maçons se revelaram a serviço do povo com destaque para Amarílio
Augusto de Paula, Paulo da Silva Fortes, Fernando Maluf Wutke , além de muitos
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outros, estando, hoje, seguindo-lhes os passos nosso operoso irmão Vereador Luiz
Gonzaga de Oliveira (Gonzagão).
Feira livre da cidade, Liga dos Homens do Trabalho, cerne do sindicalismo na
região, apoio financeiro para Instalação e funcionamento do Instituto Padre Mestre
Correia, manutenção de bolsas de estudos para estudantes carentes, escola de
datilografia, enterramento de mortos indigentes, internações de doentes e ações
várias eternizam a mão que ampara, a mente que pensa o coração que doa.
No anonimato, sem alarde, sempre incentivamos em Loja a ação política de
homens sérios a quem temos o dever de apoiar, criticar e ajudar, visando ao bemestar coletivo.
Educação, segurança, saúde, preservação ambiental, defesa dos bons
costumes, respeito às leis, preservação da família e temor a Deus é bandeira
sustentada pelos componentes da Regeneração Barbacenenses, desfraldada como
princípio maior da cidadania, pois nossa história foi é e sempre será escrita com
Civismo, Fé, Esperança e Caridade.
Barbacena, 14 de agosto de 2015.
JOSÉ LÉO RENAULT GROSSI – VENERÁVEL MESTRE
Relação dos obreiros da Loja Maçônica Regeneração Barbacenense
Administração 2014/2016:
Venerável Mestre:
José Léo Renault Grossi
1º Vigilante:
Jésus Moreira Guimarães
2º Vigilante:
José Eduardo da Silva
Obreiros:
Abílio Constâncio Rodrigues
Adolfo Luis Ferreira Bertoli
Adão Vieira da Silva Filho
Agezandro Cezar Zaidan
Alciano Fernandes Filho
Alex Liguori Goyatá
Álvaro Ferreira de Oliveira
Ângelo Moacir dos Santos Guido
Antônio José Garcia Da Silva
Antônio Bruno Ferreira Victor
Antônio Saad Resende Cândido
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Benedito Caldeira de Morais
Carlos Alberto de Souza
Carlos Augusto de Paula
Carlos José Bratiliere
Carlos Vinicius Costa da Cruz Machado
Darcy Fonseca Barbosa
Denis Geraldo da Cunha
Edson Pereira de Melo
Eduardo Quintão de Souza
Emerson da Silva Couto
Fauzi Haddad
Francisco Corrêa Armond
Francisco Gonçalves Trindade
Francisco Muniz Neto
Geraldo Henriques Alves de Faria
Geraldo Ribeiro Fonseca
Geraldo Tadeu da Fonseca
Gilton Maria da Silva
Honório José Franco
Humberto Fernandes Santos
Hélio Nepomuceno
Hélio Santiago
Hércules Gomes da Costa
Jacinto Antônio Sachett
José Antônio Andrade da Silva
José Ferreira dos Santos
José Márcio Ferreira de Paula
José Roberto da Conceição
José Vicente Tonholo
João Roberto Gonçalves de Souza
Julio Hermes da Silva
Leandro Bertola de Abreu
Leonardo Azevedo de Oliveira
Luciano de Freitas Gonçalves
Luiz Carlos Santos Oliveira
Luiz Gonzaga de Oliveira
Luiz Gonzaga Naves Brandão
Marceli Gomes Ferreira
Marcelo Campos Valle
Marcio Heitor Stelmo da Silva
Mauro Borgo
Mauro Eduardo Jurno
Onério Oscar Rosa
Paulo Ferreira Garcia
Paulo Tarcílio Garcia Esteves
Renato Sá Fortes
Reynaldo Humberto de Abreu Simões
Roberto Lúcio Costa Sad
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Roberto Luiz Claro Boa Morte
Roberto Luiz Claro Boa Morte Júnior
Rodrigo Meneghin Brandão
Silvio Pires Dias
Sérgio Luiz de Paiva
Sérgio Luiz Pereira da Silva
Thiago de Souza Melo
Tiago Siqueira Mota
Valtercir José da Silva
Victor Omar de Lucca Ferreira
Vitor Frank
Wagner José Ferreira
Walter Luiz Ianini
Wilson Araújo dos Santos
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LOJA MAÇÔNICA REGENERAÇÃO BARBACENENSE
120 ANOS DE FUNDAÇÃO
Geraldo Ribeiro da Fonseca – M.M. Historiador da Loja
Fundada em 14 de junho de 1895 por maçons das Lojas Operários da Luz e
União Fraternal que lhe antecederam, a Regeneração Barbacenense escreveu sua
história moldada nas tradições, porém sempre atenta às mudanças sociais.
Nomes da mais alta linhagem intelectual, política e moral, distinguiram os
irmãos do quadro da Loja, uma vez oriundos de famílias conceituadas e
representativas da s montanhas mineiras. Desta loja fizeram parte lideranças de
todos os níveis em Minas Gerais e no Brasil.
Pelo seu grande empenho na causa dos desvalidos, criando meios para que
os carentes da cidade fossem vacinados, medicados e alimentados essa Loja
Recebeu do Grande Oriente do Brasil o Pomposo título de “ Grande Loja
Benemérita”. Ela manteve, por muitos anos, um curso noturno de alfabetização de
adultos, atestando, com isto, fidelidade ao princípio de combater sistematicamente a
ignorância.
O notável Jurista e educador Dr. Mendes Pimentel foi um de seus
luminares no início do século passado. Vários Prefeitos e Vereadores, instruídos na
filosofia maçônica, revelaram-se a Serviço da Comunidade citando-se , a exemplo,
o Ex Pracinha da FEB e ferroviário, irmão Paulo da Silva Fortes, que exerceu o
cargo de vereador, sem receber remuneração dos cofres públicos, e foi Venerável
de destaque.
Nas Universidades de Barbacena sempre militaram na cátedra grandes
expoentes, formando médicos, advogados, administradores de empresas e outros
profissionais de relevo.
No campo das artes, um de seus obreiros mais destacados na Loja foi o
Príncipe dos Poetas mineiros, Honório Ferreira Armond, além de maestros e
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escritores de renome. O Manifesto aos mineiros, de cunho libertário e político, foi
assinado por notáveis maçons e impresso na gráfica de um irmão da Regeneração
Barbacenense.
No curso de seus 120 anos de existência, dois de seus membros foram
Presidentes do Legislativo Maçônico. Célio Cordeiro foi Grão-Mestre pelo GOB. Os
irmãos Bianor Malta foi Presidente da Soberana Assembleia do GOMG-COMAB,
seguido em tal Presidência por Geraldo Ribeiro da Fonseca que veio a ocupar o
cargo de Grão Mestre do GOMG-COMAB.
A ação profícua dos obreiros da Regeneração Barbacenense se perde no
tempo a lembrar situações, fatos e visitantes ilustres que passaram pela cidade e
aportaram na Loja, citando-se, dentre eles, o irmão Alberto Santos Dumont, Quintino
Bocaiúva, Rodrigues Alves, Evaristo de Moraes e inumeráveis outras figuras de
destaque do cenário nacional e internacional.
Os grandes encontros para decisões das mais polêmicas situações,
envolvendo a maçonaria de Minas e do Brasil tiveram sempre o aval da Loja
Regeneração Barbacenense. Está registrado para a posteridade que a maçonaria
em Barbacena protagonizou vários embates , buscando a união e a concórdia entre
as potências maçônicas do Brasil. Barbacena sempre foi escolhida como cidade
polo em termos de grandes decisões, haja vista que, no curso dos seus 120 anos de
existência sua Loja maçônica pioneira
nunca faltou ao chamado da luta pela
legitimidade, pela ordem e pelo progresso.
De 1895 a 1973, a Loja Regeneração Barbacenense esteve filiada ao Grande
Oriente do Brasil. De 1973 a 2008, filiada ao Grande Oriente de Minas Gerais,
GOMB- COMAB, esta centenária oficina, por seus obreiros, sempre operantes,
firmou-se como a voz da Mantiqueira no pioneirismo das ações. A vibrante e culta
oratória do barbacenense, irmão Carlos Mário Lacerda da Cruz Machado, marcou
época, impulsionadas pelas elucidativas lições do Grande Mestre, médico e
intelectual maçom, irmão Leonardo Vieira Peret, formador de opinião e de
lideranças.
Hoje, unida e forte, sempre à sombra da acácia e ao lado de mais cinco Lojas
em Barbacena, a Regeneração Barbacenense mantém-se alerta e no rumo das
grandes decisões em prol do bem comum da cidade, de Minas e do Brasil. A Loja
está, atualmente, filiada à Grande Loja Maçônica de Minas Gerais.
Foi das reuniões semanais da Regeneração Barbacenense que, depois de
acirrados debates, os obreiros deram um basta na situação de corrupção que
assola o pais. A vontade de servir, ao lado da necessidade de agir, fez com que a
todos os obreiros ombreassem com um dos irmãos do Quadro, o Coronel PM José
Eduardo da Silva” para a elaboração de um Projeto de Lei, visando a combater
essa hidra da modernidade : A CORRUPÇÃO.
O PROJETO DE LEI “CORRUPÇÃO NUNCA MAIS”, acatado em reunião da
CMSB e capitaneado pelo ilustre irmão Leonel Ricardo de Andrade, Grão-Mestre
da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, levantou âncora em Barbacena, aportou
na Capital Belo Horizonte e avulta-se por todo o Brasil.
Ao comemorar 120 anos de conquistas, os obreiros da Centenária Loja
Maçônica Regeneração Barbacenense prioriza os ideais democráticos e luta pelo
progresso do Brasil.
Barbacena, 14 de junho de 2015
Geraldo Ribeiro da Fonseca – M.M. Historiador da Loja
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SAUDAÇÃO À BANDEIRA DO BRASIL
Escrita pelo Príncipe dos Poetas Mineiros Honório
Ferreira Harmond no ano de 1940 . Esta saudação foi
proferida em festa cívica do Dia da Bandeira na Centenária
Loja Maçônica Regeneração Barbacenense , BarbacenaMinas Gerais , da qual fazia parte o eminente poeta.
“ Querida Bandeira de minha terra , __ quantas vezes , para minha honra e para
meu prazer, tenho eu te saudado , em nobres e altos momentos de alegria e de
esplendor! Em meio ao brilho espelhante das armas, ao ritmo gritante dos sons dos
clarins, enquanto desabrochas as tuas cores por entre a policronia dos uniformes e o
palpitar aéreo dos pavilhões, já te sonhei bandeira de glórias e de esperanças, entre
os soldados sobre cujas cabeças te alteias como promessa de combates, de vitórias
e de exaltações! Ao som dos hinos e dos cânticos, por entre flores e palmas, já te
elevei os anseios de meu coração e o incenso do meu culto, por entre as filas
alegres e risonhas da mocidade das escolas, cohorte vanguardeira da Patria,
primaveril esperança do Brasil de amanhã! Entre os rudes homens do trabalho que,
com suas mãos construtoras, marcam , na oficina, no campo, nas ruas e nos
arsenais, o compasso trepidante do trabalho que erige as civilizações, eu já te disse,
ó Bandeira , da minha fé confiante, das minhas supremas esperanças e do meu
transcendente amor. __E nunca me senti tão emocionado como agora me sinto, ao
te saudar, Pavilhão de minha Pátria, por que me parece a mim que nesta hora torva,
monstruosa e marcante da história do homem sobre a terra, estás aqui , sendo
saudada por algumas consciências livres reunidas em torno do símbolo de uma
Pátria livre e em nome de um ideal superior! Recebe , pela minha boca, ó bandeira, a
saudação dos teus filhos! Em ti contemplamos o transcento e a espiritualização da
Terra-mãe. Quando, batida pelos ventos do céu, abres os teus panos no espaço
como uma flor espansa em hasto , neles vemos a selva amazônica de mistério e
encantamento, o musical aflar dos palmares nordestinos , a onda verde dos cafezais
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do centro, a heróica planura gaúcha onde ruiva o minuano a galope livre, o
descendente do indomável Chuí.
Poente de ouro jaede e de ouro cinábio! Ouro da terra e Ouro do Céu! Nuvens
fantasiosas que guardais no vosso bojo errante os incêndios florais das madrugadas
e dos ocasos brasileiros! “ Ouro nativo que, na ganga impura, a bruta mina, entre os
cascalhos vela”! Aos azuis que vos arqueais sobre a paz civilizadora das nossas
cidades e dos nossos campos, e para os quais, por esse maravilhoso tropismo que
irmana almas e chamas, sobem as chamas dos círios votivos e as almas que se
espiralam entre os braços da Esperança “ a divina mentira, que deu ao homem o
Dom de suportar o mundo “! Sementeira de sóis ! Via Lactea! Infinito espaço
calmado de astros , pátria, talvez, de seres melhores , mais justos e mais puros que
nós outros. A tua contemplação é uma perene lição de humanidade! Deus é bem
maior do que tudo quanto possamos imaginar! E tu, ó poeira astral que ardes nos
infinitos intermundos, tu me ensinas que tão louco é o homem que nega Deus
como aquele que o define! Lírio , portentoso luzeiro do espaço! Signo do ardente
caminho, que tão bem simbolizas na tua dupla massa de luz azul como a ilusão
deforma em fantasia, como a verdade é relativa e como são iguais, aos olhos do
Grande Arquiteto do Universo, o íon invisível e o sol ovante! E ainda o Escorpião
agressivo e Antares, rubro fruto de luz suspenso da arvore da noite, e a Espiga , a
lira companheira das noites de Hiparco, nosso longínquo e recuado irmão cujo
maravilhoso gênio permitiu que o homem levasse a precisão aritmética do número e
da medida aos frios espaços intersolares! E se assim representas o guião da Pátria e
da gente, na tua conformação, nas tuas cores, nos teus símbolos, o corpo e o
espírito, a terra boa, o céu sereno , o mar nostálgico e azul, astros, sonhos de
progresso e afirmações fraternas de paz, muito mais nos dizes no teu brando tatalar
de asa porque nos teus panos dorme o espírito imortal da raça , a alma das extintas
legiões que criaram e defenderam , na paz e na guerra , a Pátria que é nossa e de
nossos filhos! É isto que vejo, sinto e traduzo no teu drapejar orgulhoso: Sonhos de
Bandeirantes e Pioneiros, mundos fantasmas de soldados e marujos, manes de
sábios e juristas, lares de obreiros anônimos que veneram a mata, edificaram a casa,
violaram a natureza, anularam a distância , escreveram o livro, criaram a consciência
jurídica da Nação, venceram ou morreram no campo em que jogavam os destinos do
Brasil . Sinto no teu gesto de acolhida o voo de braços que se abrem das mães
sacrificadas no trabalho de cada dia e dos pais que se mataram na luta humilde e
obscura dos lares que a fartura esqueceu a fim de que os filhos fossem mais do que
eles foram e mais do que eles tivessem na terra boa do Brasil! És, por assim dizer, o
lugar geométrico do nosso orgulho, da nossa esperança e do nosso amor! Bandeira
livre de um povo feliz! Consente que um de teus filhos te diga do teu afeto nesta hora
de fraternas expansões, nesta oficina de trabalho , neste templo mais velho que a
civilização, onde se cultiva , acima de tudo , a solidariedade humana!
Consente que seja a minha voz o ressoador onde se unifiquem as vozes laudatórias
daqueles que, em torno de ti, se rendem no anseio supremo de viverem com
dignidade, cultuando a verdade, odiando o ódio, amando o amor, confiando na
justiça, esperando no Direito e praticando o bem sem rodeios infantis e teológicos de
castigos, nem fúteis e mesquinhos anseios de recompensa sejam uns e outros da
terra ou do céu! Glória a ti, Pendão Brasileiro! Teus filhos te saúdam com os
corações voltados para o triângulo místico com que nos acena: Ordem por base ;
Amor por princípio: Progresso por fim!”
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Nota : Honório de Almeida Armond , que também assinava Honório Ferreira
Armond , nasceu a 27 de junho 1891 em Barbacena –MG morreu em 12 de
dezembro 1958,. Foi Poeta, Professor e Maçom. Membro ativo da Centenário
Loja Maçônica Regeneração dignificou a Maçonaria mineira e brasileira, tendo
atuado como Secretário da Loja e Orador.
Como Professor , Honório Armond militou no ensino de Francês , Latim e
Língua Portuguesa em vários colégios de Barbacena, com destaque na
Tradicional Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) e no antigo
Ginásio Mineiro, tendo sido, ainda diretor da Escola de Menores Lima Duarte, em
Sítio, hoje Antônio Carlos. Foi, também, professor da Escola Agrotécnica de
Barbacena. Seu conhecimento intelectual habilitou-o a reger aulas de geografia e
cosmografia. Seus alunos são unanimes em afirmar que Honório era realmente
um grande mestre.
Literariamente, escrevendo versos lapidares, seguiu os ensinamentos de
Charles Baudelaire, Verlaine, Rimbaud , Gerard de Nerval , Paul Valery e
Mallarme
Nascer, morrer, amar, ter prazer e sofrer são abordagens de suas obras,
fundamentadas no “drama de existir”. É comparado aos simbolistas Alphonsus de
Guimarães e Cruz e Souza, porém a autenticidade de seus versos fala alto aos
críticos literários do vanguardismo. É um poeta cuja obra deveria ser lida e
analisada pela elite intelectual, considerando os paradoxos entre o moderno e o
tradicional.
“Honório Armond , de modéstia que tocava as raias da morbidez, figura
ímpar no mundo intelectual de Barbacena, foi consagrado, em concurso da
Academia Mineira de Letras, o príncipe dos poetas mineiros.
Seu livro “PERANTE O ALÉM”, publicado em 1921, foi considerado obra
prima por Humberto de Campos e Agripino Grieco. O modernista Carlos Drumond
de Andrade , mineiro de Itabira , foi amigo e correspondente de Honório Armond ,
bem como Tristão de Ataíde.
Obras Publicadas
-
Ignotae Deae – 1917
Perante o Além – 1921
Sombra e Saudade
Sunt Voces
Milagre das Rosas
Les Voix et Les Bonheurs – 1932
Era uma vez ... 1922 – ( peça representada em teatros)
Saudade
Os caminhos da Vida e do Destino – Inédito ( 1991)
Honório Ferreira Armond ocupou e é Patrono da Cadeira nº 38 da Academia Mineira de
Letras e Patrono da Cadeira nº 18 da Academia Barbacenense de Letras.
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DISCURSO DO ORADOR OFICIAL DA SOLENIDADE COMEMORATIVA
120 ANOS DE FUNDAÇÃO DA MAÇONARIA EM BARBACENA-MG
Saúdo calorosamente os componentes da
mesa, demais autoridades e personalidades do
mundo político, social e cultural já nomeados e
que nos honram e dignificam com suas
presenças.
Senhoras e Senhores...
Louvo a juventude de nossos sobrinhos
De Molays e belas filhas de Jó.
Obrigado queridas cunhadas e companheiras fiéis. Vocês são âncoras,
sustentando nossos lares e a Fraternidade Feminina de nossas Lojas.
Grão-Mestres, Veneráveis Mestres e Meus Irmãos.
A jovialidade e liderança de nosso Venerável José Leo Renaut Grossi
credenciam-no a empunhar o primeiro malhete para comemorar os 120 anos de
fundação da Regeneração Barbacenense, sendo ele descendente direto de Alfredo
Amaro Renaut, fundador desta casa e Venerável por seis mandatos.
Parcela viva e atuante na comunidade, a maçonaria sempre registrou suas
sessões semanais através de atas lavradas a bico de pena, ciente da necessidade
de resgatar, quando necessário, nomes e fatos marcantes, acautelando
e
preservando as tradições históricas que sirvam de paradigma para a formação da
cidadania.
Instalada pelo Dr. Luis Chapet Prevot, em 14 de junho de 1895, a Loja
Regeneração Barbacenense teve como primeiro venerável o Coronel Timóteo
Ribeiro de Freitas.Em suas reuniões primárias iniciou cidadãos da mais alta
linhagem e profissões numa casa
no Largo do Rosário. Foram
arrebanhados,também, irmãos oriundos das Lojas Operários da Luz e União
Fraternal, aqui fundadas em 1873 e 1880. Estes pioneiros definiram 120 anos de
conquistas com Honra, Trabalho e Perseverança.
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Irmãos mortos em combates fratricidas, neste nosso rincão brasileiro, foram
eternizados, em 28 de junho de 1897, por um membro da Regeneração
Barbacenense, propondo uma moção, encaminhada ao ilustre cidadão Presidente
da República com o pesar que sentia nossa Augusta Loja pelos desastres de
Canudos.
Descendo a serra, rumo a Palmira, hoje Santos Dumont, os maçons de
Barbacena ajudaram a fundar e consolidar, no ano de 1900, a Loja União
Palmirense, hoje nossa amada co-irmã Antenor Ayres Vianna.
Maçons barbacenenses, escondidos no anonimato, fecharam o século
dezenove, lutando pelo ensino gratuito nas escolas, empenhados de corpo e alma
em campanhas para erradicar o analfabetismo e vício do alcoolismo. Pensadores
livres, quer monarquistas ou republicanos, eles fundaram escolas e criaram
bibliotecas públicas.
Esta Loja, hoje completando 120 anos de fundação, teve fecunda
participação no Congresso da Paz em 1903 e, a 22 de setembro do mesmo ano,
recebeu, aqui na cidade, de braços abertos, o argonauta e nosso irmão Alberto
Santos Dumont.
Num brado de revolta contra o ataque germânico ao Brasil, foi ela quem,
em 1917, enviou carta ao irmão Grão-Mestre, Dr. Nilo Peçanha, exigindo a
Declaração de guerra aos alemães.
É dever cívico lembrar a participação maçônica nas campanhas profiláticas
de vacinação contra as grandes febres e doenças, pois foi a Regeneração
Barbacenense quem socorreu 1.019 famílias pobres e miseráveis atacadas pela
fatídica gripe espanhola, mantendo uma farmácia funcionado e aviando 217 receitas
de medicamentos. Foram gastos milhares de contos de réis para agasalhar e
alimentar os pobres e patrocinar centenas de enterros. A repercussão por tanta
caridade fê-la receber o título de “Loja Benemérita”, outorgado pelo Grande Oriente
do Brasil.
Imigrantes italianos, libaneses, portugueses e de outras nacionalidades foram
maçons e, nesta Barbacena abençoada, fundaram e administraram Indústrias,
radicando-se como prósperos negociantes.
Os maçons foram donos de cinematógrafos, teatros ambulantes, circos e
parques divulgando a cultura, quer na tela ou nos improvisados palcos para
encenações. Nas retretas das bandas, ou na marcha dos escoteiros, o labor, a arte e
o civismo dos pedreiros livres sempre se fizeram presentes.
Os fomentadores do Espíritismo, maçons do quilate de José Abrantes, Manoel
Varandas e Jacinto Bertola apoiaram, como marco indelével, o Comité Pró-liberdade
de pensamento. Lutando contra a discriminação, eles foram arautos de novos
tempos.
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Na segunda década do século passado, Barbacena acolheu, intelectuais
vindos do Norte do País para aqui sediar o Colégio Militar. Civis e militares, eles
eram maçons e, se lá foram perseguidos, aqui não foi diferente. Suas ideias
libertárias levaram ao fechamento de tão importante Liceu de cultura, culminando
com suas transferências.
Do quadro de obreiros da Loja, no período de consolidação da República,
fizeram parte o Dr. Francisco Mendes Pimentel, notável jurista e educador, além de
Hermilo Alcântara de Oliveira Pena, Alfredo Amaro Renaut, Antônio de Azeredo
Coutinho, Pedro Massena, Camilo de Castro Leite e Modesto de Araújo Lacerda,
seguidos de perto por
Astórico de Queiróz, Alfredo Doux, Antônio Batista
Guimarães, Teobaldo Tolendal, Honório Ferreira Harmond e Laurindo Claro da Boa
Morte, ilustrando, a galeria da velha guarda de nossa Loja.
Além do Venerável, líder nato, eram obreiros o Juiz de Direito da cidade, o
advogado, o promotor de justiça, o jornalista, o professor, o dono de cartório, o
escriturário, o militar, o motorista, o tecelão. A alta cúpula do município pertencia à
maçonaria, sem se esquecer dos prósperos fazendeiros e até de um humilde
Sapateiro e Seleiro chamado Laurindo Claro Boa Morte. Foi ele, na condição de
Venerável, que pagou, do próprio bolso, o terreno onde hoje se encontra nosso
Templo.
Em 1932, sob o matraquear das metralhadoras nos túneis da Mantiqueira,
perdemos irmãos, mas ganhamos heróis e, ainda, sob império da ditadura de
Vargas, foi redigido o Manifesto aos mineiros, libelo de cunho libertário e político,
assinado por notáveis maçons e impresso na gráfica de um irmão da Regeneração.
Era o ano de 1943 e o mês outubro.
Prudente no Estado Novo, A Regeneração viu dezenas de jovens pracinhas da
FEB partirem para os campos de batalha na Europa e, daquele contingente de
bravos que retornou, quatro se tornaram respeitáveis maçons.
Discutida, perseguida e combatida, a maçonaria nunca se curvou e
incontáveis projetos sociais, tais como, Escola noturna Venerável Hermilo Alcântara
de Oliveira Pena para alfabetização de adultos, Liga dos homens do Trabalho, Aero
Clube, Associação Comercial, Instituto Padre Mestre Correia de Almeida,
Maternidade Municipal, Cooperativa dos Carpinteiros de Barbacena, Feira livre
municipal, Rotary Clube, Banco de sangue da Santa Casa, Ginásio Tiradentes,
Ginásio Sete de Setembro, Faculdades de Filosofia e Medicina, Sistema de
Telecomunicação, Implantação e ampliação do sinal de TV a cores do Monte Mário,
Sistema municipal de abastecimento de luz e água, Lei de postura municipal, defesa
do meio ambiente e tantos e tantos outros empreendimentos idealizados, discutidos,
apoiados e conduzidos por cidadãos que, nas segundas-feiras, se reuniam na
Regeneração Barbacenense para implementar o progresso de nossa cidade.
Vários irmãos foram prefeitos da cidade de Barbacena e, na Câmara
Municipal,políticos atuantes se revelaram, a exemplo de Amarílio Augusto de Paula,
Paulo da Silva Fortes, Fernando Maluf Wutke e muitos outros, estando, hoje, a
seguir-lhes os passos o irmão Vereador Luis Gonzaga ( O Gonzagão). Nossa Loja,
sempre consultada pela cúpula administrativa, quer no Rio de Janeiro, Brasília ou
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Belo Horizonte participou de grandes decisões, tendo, inclusive a honra de ver um
de seus membros servindo à Igreja como respeitável e digno Padre católico.
Entre 1950 e 1956 nossa Loja esteve filiada ao Grande Oriente Unido,
dissidente do Grande Oriente do Brasil e aliado da Grande Loja Maçônica do Brasil.
Ao lado do bravo Cel Otávio Batista Diniz, 1º Comandante do 9º Batalhão de Polícia,
o Sentinela da Mantiqueira, também ombreamos com o Grande Oriente Tiradentes.
Na década de sessenta não ficamos alheios na defesa dos irmãos e dos
ideais democráticos, tendo a Ordem por Base, o Amor por Princípio e o Progresso
por fim.
Nos anos setenta, com o malhete nas mãos firmes do Venerável Dr. Ayrton
Muniz de Carvalho, A Loja deixou o Grande Oriente do Brasil, filiando-se ao Grande
Oriente de Minas Gerais- COMAB.
Homens de extirpe, cultura, coragem e desprendimento, da têmpera de um
Olavo Machado Brandão, Dr. Paulo Ferreira Garcia, Bianor Malta e Paulo da Silva
Fortes edificaram templos à virtude sob a vibrante oratória de Carlos Mário Lacerda
da Cruz Machado. Marcou época como formador de opinião e lideranças, o
médico e intelectual, irmão Leonardo Vieira Peret.
Na Assembleia Legislativa do GOMG, nossa Loja teve papel de destaque com
dois barbacenenses presidindo aquela casa. Numa das mais graves crises pela
qual passou a instituição, um membro da Regeneração Barbacenense administrou
278 Lojas espalhadas por Minas Gerais, ocupando honradamente o cargo de GrãoMestre.
A Regeneração Barbacenense teve papel fundamental na fundação de novas
Lojas na cidade e região, filiando-se, em 2008 à Grande Loja Maçônica de Minas
Gerais, onde hoje permanece de braços dados com centenas de operosos irmãos
de lojas diversas.
Senhores, senhoras, juventude aqui presente e meus irmãos.
Nosso irmão maçom e Estadista inglês, Sir Winston Churchil, legou-nos uma
lição a ser rememorada e repetida:
“Quanto mais para trás puderes olhar, tanto mais para diante provavelmente
verás”.
É mister que, com os olhos no passado e certeza no futuro, nos situemos no
presente, constatando estar o diálogo cedendo lugar ao toque, ao clique e ao delete
do arquivo da fala. O monossilabismo está se impondo como repositório de uma
comunicação sem atrativos. Já não se lê, nem se pensa; mal e sem nexo se
virtualiza, pois o egocentrismo está embrutecendo o homem.
A aldeia foi
globalizada, ampliando horizontes, encurtando distâncias e exigindo lógica.
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O planeta necessita hoje de uma hábil saída para a sustentabilidade de seus
recursos naturais. Toda a humanidade, debruçada no comodismo do supérfluo e da
parafernália tecnológica esqueceu de preservar e economizar. Como agravante, a
fraternidade está fenecendo, estimulada pela carência da ética e da religiosidade.
Os métodos naturais de vida foram esquecidos num contra senso retrógrado
dos que agem para ter e não para ser.
Perdido e incapacitado de dominar o imediatismo, o homem, que se diz
moderno, já não contempla, não pensa e nem se extasia diante da natureza,
antes a agride e sufoca na fuligem e no lixo do pseudo progresso. Terror, ódio,
fanatismo e vingança refletem ambição desmedida na busca de Poder e
Autoafirmação.
Neste contexto e lutando pela Democracia, a maçonaria se impõe como escola
de vida, voltada para o enfrentamento de construir um mundo melhor. Ela proclama
que as diferenças servem de ponto de partida para a reflexão de que somente o
amor ao próximo rompe as barreiras da ganância, da hipocrisia e da ignorância. Ela
tem na Liberdade a essência, na Igualdade um norte e na Fraternidade um fim.
Se no plano filosófico o maçom é burilado em Loja, diante do clamor das
ruas ele tem de lutar como agente de mudanças, ainda que se expondo a riscos de
ser mal interpretado em suas intenções e labor.
Os brasileiros de hoje sentimos náuseas pela falta de valores éticos.
Manietados, claudicantes e sem um norte seguro, clamamos nas ruas, em casa, nas
escolas e onde estivermos por decência dos políticos que elegemos.
Estamos escravisados por imperfeições numa democracia hostilizada com a
impunidade. Leis protecionistas, travestidas de Direitos humanos, premiam
fascinoras e condenam o cidadão ao vilipêndio de ver e sentir a juventude,
naufragando nas drogas, na insensibilidade e na carência de Deus e de valores.
Nossos sistemas de Saúde, transporte, cultura e segurança padecem sem
recursos, enquanto o dinheiro de impostos e taxas são desviados para o bolso de
corruptos, travestidos de administradores da coisa pública.
O professor, mal pago e desprestigiado, deixou de ser o Mestre, transmutado
em subserviente do Estado, passivo e sujeito a agressões normatizadas num
Estatuto de amparo ao bandido adolescente que rouba, mata, estupra e ri da
polícia, dizendo que é menor.
Maculando a liberdade, na ânsia de cegar o povo com ideologias anti-éticas e
antinaturais, tenta-se implantar no sistema educacional brasileiro a fatídica Ideologia
de gênero, em atentado silente a valores da família tradicionalmente constituída.
Infeliz é a Pátria, quando os tentáculos da corrupção e do desmando
administrativo tendem a desestabilizar a Democracia; Justa e perfeita é a Nação que
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tem homens livres e de bons costumes a velar pela cidadania, pela paz e pelo
progresso.
Diante desta nefasta situação, a Regeneração Barbacenence, com o apoio de
todas as lojas da cidade e da região, além do engajamento da Grande Loja de
Minas Gerais e Confederação Maçônica Simbólica do Brasil lançou e tornou pública
a Campanha “ Brasil Corrupção Nunca Mais”.
Este projeto, hoje nacionalmente conhecido e apoiado, visa a criminalizar a
corrupção com serveras penas, mediante Lei de iniciativa popular.
Com esta bandeira desfraldada, por Barbacena, por Minas e pelo Brasil,
juntamente com nossas co-irmãs Lojas Luz das Vertentes,Fraternitat et Justitia,
Portal da Mantiqueira, Cavaleiros da Inconfidência, Estrela Serena e Epaminondas
Souza Costa, a Regeneração Barbacenense comemora seus 120 anos de vida,
firmando e consolidando laços de verdadeira fraternidade.
Ao povo de nossa terra, neste momento solene de festa e reflexão,
lançamos rede nas palavras do Papa Francisco, repetindo que a Corrupção é praga
da sociedade e pecado grave que brada aos céus.
Que o bem prevaleca contra o mal, para que as gerações futuras colham
bons frutos e, a cada colheita, possam agradecer a Deus, o Grande Arquiteto do
Universo.
Barbacena, 14 de junho 2014.
Geraldo Ribeiro da Fonseca MM 33
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CORRUPÇÃO NUNCA MAIS!
José Eduardo da Silva
O Projeto de Lei de Iniciativa Popular denominado “Corrupção Nunca Mais” é um
projeto que nasceu em razão daqueles questionamentos que sempre pululam em
Loja: A maçonaria não vai fazer nada em relação aos desmandos?; O que a
maçonaria vai fazer em relação a isto?; Vamos continuar vivendo somente de
passado? ...
Foram com estes questionamentos que Irmãos da Loja Maçônica Regeneração
Barbacenense abordaram o Sereníssimo Irmão Leonel Ricardo de Andrade por
ocasião da Assembleia Geral Plenária comemorativa do solstício de verão de 2013.
Naquela ocasião a Loja já havia remetido prancha ao Grão Mestrado expondo seu
ponto de vista sobre os movimentos populares ocorridos no primeiro semestre
daquele ano. Às abordagens o Sereníssimo respondeu com o seguinte desafio:
“Apresentem proposta que a Grande Loja apoiará!”.
E assim foi que, na Plenária comemorativa do solstício de inverno de 2014, o Grão
Mestre recebeu o projeto, recepcionou e encampou a ideia e a levou ao
conhecimento dos Veneráveis Mestres presentes na ocasião como um projeto da
maçonaria brasileira para estancar a impunidade nos crimes de corrupção (termo
genérico que define a má conduta de utilizar o poder ou autoridade para conseguir
obter vantagens e fazer uso do dinheiro pagamos em impostos para o seu próprio
interesse, de um integrante da família ou amigo). O próximo passo foi levar a
proposta à Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e ter o apoio de
todos os Grão-Mestres das Grandes Lojas brasileiras, o que ocorreu na XLIII
Assembleia Geral Ordinária que ocorreu em julho de 2014, materializado na Carta de
Belo Horizonte.
Durante todo o segundo semestre de 2014 o texto do projeto de lei passou por
aprimoramento através de sugestões das diversas Potências e Lojas e dos trabalhos
da comissão revisora e responsável pela redação final.
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Paralelamente caminharam
os trabalhos de idealização
de material promocional
através da Secretaria de
Comunicações da Grande
Loja Maçônica de Minas
Gerais, que foi distribuído
para todas as Lojas e
Grandes Lojas brasileiras.
21 de março de 2014, um
dia que entrou para a
história da Maçonaria
brasileira. Nesta data foi
efetuado, pela GLMMG, o
lançamento nacional da
campanha de coleta de
assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular, com a realização de uma
passeata com mais de 800 (oitocentos) emocionados Irmãos, cunhadas e sobrinhos
que se deslocaram pela Avenida Brasil até a Praça Tiradentes sob aplausos e apoio
da população belorizontina.
A este lançamento sucederam-se vários outros em diversas cidades de Minas Gerais
e em quase todos os Estados da Federação, estes sob a égide das respectivas
Grandes Lojas. A Maçonaria Brasileira demonstrava que está viva e atenta às suas
responsabilidades e que seus ideais e filosofia não ficam trancados dentro de nossos
templos, nem são letras mortas em nossos rituais, ressurgindo-se com toda força
perante as autoridades e à sociedade brasileira.
Estamos vivendo um importante estágio em nossa Sublime Ordem.
Por nossa participação e comprometimento com o projeto, definiremos qual
Maçonaria queremos: uma instituição forte, pujante e respeitada ou uma instituição
desagregada que sequer consegue se unir em torno de uma causa? Com certeza a
maciça maioria deseja o primeiro destino. Portanto algumas questões necessitam ser
lembradas: como toda instituição, a Maçonaria se materializa através de nossas
ações; a Ordem, enquanto instituição, fez a sua parte proporcionando-nos uma
proposta para mudar os rumos de nossa Pátria; nossas ações interferirão na pujança
da instituição.
Relembremos: juramos cumprir as determinações oriundas de nossa Potência; nos
foi alertado de que toda perda de oportunidade de ser útil é uma infidelidade para o
Maçom.
Unamo-nos em torno deste que foi definido como um ideal maçônico, por buscar o
aperfeiçoamento dos costumes, mas que também é uma aspiração de todo cidadão
de bem deste país. Vamos nos empenhar e coletar cada vez mais assinaturas.
Deixemos de lado a inércia e a impassividade. Trabalhemos do meio dia à meia
noite, mas não fraquejemos, pois nossa Pátria, nossa sociedade e nossa Ordem
dependem da dedicação de cada um de nós!
“Por um país mais honesto. Corrupção nunca mais!
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Mérito ao Irmão Mozart Hamilton Bueno
Irmão Mozart, homenageado pelo Ir. Leonel
Dentre as inúmeras homenagens, uma chamou a atenção. Lembram-se do juiz
aposentado, Mozart Hamilton Bueno, de 74 anos, que devolveu pelo correio a Medalha
da Inconfidência que recebeu do Governo de Minas Gerais no ano de 1982? E que em
uma carta aberta, o magistrado, juiz de Direito de Rondônia aposentado, natural de
Barbacena, esclareceu que o motivo que o levou enviar o presente de volta foi a
homenagem feita igualmente a João Pedro Stédile, líder do Movimento Sem Terra
(MST) pelo atual governador mineiro?
Pois é. Ele é irmão maçom iniciado na Regeneração Barbacenense em 1971 e se
encontra adormecido e residindo em Brasília. Ele estava sentado com todos os irmãos
da Loja Regeneração Barbacenense e teve a surpresa de ser agraciado pelo GrãoMestre Leonel Ricardo com a maior comenda Maçônica da Grande Loja de Minas
Gerais, por sua dignidade e honra de mineiro. Recebeu das mãos do Grão-Mestre a
Medalha Mário Bhering.
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Querido Irmão,
Se não a derradeira, está é uma das últimas mensagens que escrevo como Grão-Mestre
da GLMMG e, para me dirigir a você busquei na linha do tempo uma das mais singelas,
bela e expressiva Crônica Maçônica, dentre as várias sobre as quais pousei os olhos.
Chama-se A Força do Avental, de autoria do Amigo e Irmão Jorge Tavares Vicente,
escritor, poeta, professor e Maçom do quadro da ARLS Evolução nº 2 de Niterói,
jurisdicionada à Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro – GLEMERJ, autor de
dezenas de obras maçônicas e sobre a língua portuguesa.
Conheci o Irmão Jorge em meados de 2007 quando ele me contemplou com algumas de
suas obras, algumas delas meus “livros de cabeceira”. Vamos então à mensagem
iluminada da crônica de nosso dileto Irmão que, como para mim, servirá de reflexão não
somente para o Irmão, mas para todos aqueles que oportunamente sobre ela pousarem os
olhos. Coisa que faço constantemente, sobretudo em momentos difíceis – quantas vezes
as suas palavras me ajudaram a discernir.
A Força do Avental
Começo esta manhã transbordando de emoção.
Hoje, ao revirar minhas gavetas, descobri algo que parecia estar no varal do tempo.
Tive necessidade de limpar meu armário. Digo meu armário, pois nele só eu mexo. Lá,
depois de tentar encontrar o que desejava, minha paciência parecia estar se esgotando.
Resmunguei muito. Quis brigar com o mundo, por não ver o que tanto queria.
De repente minha mão toca naquilo que eu não procurava, mas ali estava para me voltar à
razão.
O varal do tempo me entregava a calma, a paz, a tranquilidade.
Faz tanto tempo, mas parecia que foi ontem que eu recebi.
O meu avental de Aprendiz, minha maior relíquia, meu maior troféu ganho em toda a
minha vida, me esperava.
Esqueci-me do que procurava. Com cuidado do mesmo Aprendiz que viu as espadas
cintilando pela primeira vez ou a minha emoção de ver a luz como o verdadeiro maçom,
segurei-o.
Ah! Meu avental...!
Quanta saudade ao recebe-lo tão branco, tão puro.
Hoje, não está mais tão branco, mas continua puro, pois o meu trabalho na Pedra Bruta
não foi em vão.
Ah! Meu avental!
Dizer que tive vontade de lavá-lo, para continuar sempre alvo, demonstrando pureza, mas
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minhas mãos que eu seguia limpando ia deixando no avental todo o meu orgulho, todo
erro.
Ah! Meu avental!
Quantas vezes eu o acariciei como a um filho nas minhas aflições antes das reuniões.
Há quanto tempo você estava esquecido nesse armário.
Há quanto tempo não nos víamos, não tínhamos um ao outro.
Ah! Meu avental de Aprendiz!
Hoje nosso reencontro tem, com certeza, uma lição para mim.
Sei que não devo olvidar quão importante foi meu início.
Sei também que esse nosso encontro é para lembrar que devo sempre voltar e rever os
ensinamentos, para que o orgulho e a vaidade não se apoderem de mim me mostrando o
outro que não sou.
O avental do Aprendiz não pode ter o pó dos vícios, da ganância, da maldade.
O avental do Aprendiz é a satisfação da conquista, não o orgulho do poder.
Ao tocar o meu avental, volto a aprender a ser humilde, a não deixar de lado tudo aquilo
que me foi tão caro, tão bom.
Quanta saudade, meu Avental!
O tempo foi passando e eu aqui admirando o meu avental de Aprendiz.
Abro a gaveta para, novamente, colocá-lo no varal do tempo, mas minhas mãos teimam
em tê-lo comigo.
Que fazer?
Já nem sei mais o que procurava no armário, mas com certeza, encontrei o que tanto
precisava.
Eu precisava de paz, de um novo encontro comigo mesmo.
Eis a minha paz tão procurada, tão desejada, o meu avental de Aprendiz.
Aos poucos fui colocando o avental na gaveta e à medida que ele ia sumindo das minhas
mãos, meus olhos deixavam cair lágrimas de saudade.
Meu coração disparava, minhas forças sumiam.
Quanta Saudade, meu avental de Aprendiz.
(Irmão Jorge Tavares Vicente)
Caro Irmão, no inexorável curso da vida estar aberto a um permanente aprendizado é
fundamental para que o iniciado tenha uma caminhada iluminada pelos Sãos Princípios de
nossa Sublime Ordem e, quem sabe um dia possa de fato submeter a sua vontade e
vencer as suas paixões.
Não acredito em coincidências, mas sim em um direcionamento superior que sempre nos
leva ao encontro daqueles que nos são caros.
, e continuo a pensar: quanto ainda tenho que aprender!
Leonel Ricardo de Andrade
Grande Loja Maçônica de Minas Gerais
Av. Brasil, Nº 478 - Bairro Santa Efigênia Belo Horizonte - Minas Gerais CEP 30140-001 –
Telefone: (31) 3218-1400
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Festa maravilhosa... Presença de centena de irmãos que lotaram o auditório da
Faculdade de Medicina. Comitiva de Lojas de Santos Dumont, São João Del Rey,
Prados, Dores de Campos, Belo Horizonte e outras cidades mineiras, além de
representação de São Paulo e Rio Grande do Sul. Irmãos, cunhadas e sobrinhos De
Molays e Filhas de Jó .
As autoridades, dentre elas o Vice-Prefeito da Cidade de Barbacena, o Brigadeirodo -Ar Comandante da Escola Preparatória de Cadetes do Ar, o Coronel PM , irmão
Carlos Bratiliere, Cmt da 13ª Região, o Presidente da Câmara Municipal de
Barbacena, o representante do Poder Judiciário, Dr. Alanir Hauck Rabeca, o GrãoMestre da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais
Destaque para a homenagem prestada pelo Grão-Mestre Leonel ao Dr. Mozart
Hamilton Bueno, Juiz de Direito de Rondônia aposentado, e maçom, natural de
Barbacena e iniciado na Loja Regeneração Barbacenense em 197l.
Ele foi condecorado com uma das mais altas Comendas da Grande Loja Maçônica
de Minas Gerais e também recebeu o Colar da Ordem dos Cavaleiros
da Inconfidência Mineira, entregue pelo Comendador Grão-Colar - Grão Mestre
Celso Rafael de Oliveira. Evidentemente foi aplaudido de pé.
Vários outros irmãos da Loja aniversariante e representante de outras Lojas foram
homenageados e distinguidos com a outorga das Medalhas Eterno Aprendiz e Colar
da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira.
Todos os atos foram abrilhantados pela Banda de Música do 9º Batalhão da Polícia
Militar, comandada pelo competente maestro Ten. Caloi que recebeu o Colar dos
Cavaleiros da Inconfidência Mineira. Este militar e seus auxiliares, apoiado pela Loja
Regeneração Barbacenense, promovem importante trabalho social numa escola de
música para menores carentes.
Finalizando esta edição especial em que o JB News homenageia a Loja
Regeneração Barbacenense nr. 317, seguem, do Irmão Márcio Silva, os principais
registros fotográficos de tão importante solenidade maçônica.
Parabéns Venerável Mestre José Léo Renault Grossi!
Parabéns Obreiros da Loja Regeneração Barbacenense!
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