FUNDAÇÃO OSWALDO ARANHA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA PRÓ REITORIA DE PÓS GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO PROGRAMA DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE E MEIO AMBIENTE DANIEL BARBOSA MARUJO NOVA ABORDAGEM ENTRE A RELAÇÃO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA COM A ESCALA SUBJETIVA DE ESFORÇO RPE - 20 VOLTA REDONDA 2010 FUNDAÇÃO OSWALDO ARANHA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA PRÓ REITORIA DE PÓS GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO PROGRAMA DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE E MEIO AMBIENTE NOVA ABORDAGEM ENTRE A RELAÇÃO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA COM A ESCALA SUBJETIVA DE ESFORÇO RPE - 20 Dissertação apresentada ao Programa de Mestrado Profissional em Ensino em Ciências da Saúde e Meio Ambiente, do UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda / RJ – como requisito para obtenção do título de Mestre. Autor: Daniel Barbosa Marujo Orientador: Dr. Miguel de Lemos Neto Orientador: Dr. Fábio Aguiar Alves VOLTA REDONDA 2010 FICHA CATALOGRÁFICA Bibliotecária: Gabriela Leite Ferreira -- CRB 7/RJ - 5521 M389n Marujo, Daniel Barbosa. Nova abordagem entre a relação da frequência cardíaca com a escala subjetiva de esforço RPE – 20 / Daniel Barbosa Marujo. – Volta Redonda: UniFOA, 2010. 51 f. : il.; grafs. Dissertação (Mestrado Profissional) – Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA. Pós-graduação em Ensino de Ciências da Saúde e do Meio Ambiente, 2010. Orientadores: Dr. Miguel de Lemos Neto e Dr. Fábio Aguiar Alves 1. Intensidade do esforço 2. Freqüência cardíaca. 3. Testes ergométricos submáximos. I.Título. CDD: 616.1 FOLHA DE APROVAÇÃO Daniel Barbosa Marujo Título da Dissertação: NOVA ABORDAGEM ENTRE A RELAÇÃO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA COM A ESCALA SUBJETIVA DE ESFORÇO RPE - 20 Orientadores: Prof. Dr. Miguel de Lemos Neto Prof. Dr. Fábio Aguiar Alves Banca Examinadora: ___________________________________________________ Prof. Dr. Miguel de Lemos Neto _________________________________________________ Prof. Dr. Miguel de Lemos Neto ___________________________________________________ Prof. Dr. Miguel de Lemos Neto AGRADECIMENTOS Agradeço a todos que de alguma forma contribuíram para a minha formação e para que eu desenvolvesse esse trabalho. Em especial, gostaria de agradecer aos meus alunos, que se dispuseram a serem testados para o desenvolvimento dessa Dissertação. Aos engenheiros Alexandre Marujo, Juliana Marujo e a Prof. Nara Rubim, por me auxiliarem na análise estatística do estudo. A minha futura esposa, Juliana Lustosa, pelos momentos de compreensão no decorrer desta caminhada. A minha Família e amigos por estarem comigo em todos os momentos e por terem compreendido minha (grande) ausência em todo esse período. Sobretudo, gostaria de agradecer aos meus orientadores, professores Miguel de Lemos Neto e Fábio Aguiar Alves, orientador e amigo, por serem exemplos de profissionais e de seres humanos. SUMÁRIO 1.INTRODUÇÃO........................................................................................................12 2. REFERENCIAL TEÓRICO....................................................................................15 2.1 Frequência Cardíaca.................................................................................15 2.2 Percepção Subjetiva de Esforço...............................................................16 2.3 Testes Ergométricos.................................................................................19 3. OBJETIVOS...........................................................................................................20 3.1 Objetivo Geral...........................................................................................20 3.2 Objetivo Específico...................................................................................20 4.METODOLOGIA.....................................................................................................21 4.1 Amostra.....................................................................................................21 4.2 Critérios de Exclusão................................................................................21 5. MATERIAIS E MÉTODOS.....................................................................................22 5.1 Protocolo de Teste...................................................................................23 5.2 Instrumentos para coleta de dados e variáveis selecionadas para o estudo............................................................................................................24 5.3 Limitações do Estudo...............................................................................24 5.4 Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos – CoEPS.....................25 5.5 Análise Estatística: Teste Qui Quadrado..................................................25 6. RESULTADOS.......................................................................................................23 7. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS........................................................................27 8. PRODUTO DISSEMINÁVEL..................................................................................39 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................42 10. BIBLIOGRAFIA.....................................................................................................44 LISTA DE FIGURAS 1. ESCALAS DE BORG (RPE 20 / CR 10 / CR 100).................................................18 2. PRODUTO DISSEMINÁVEL: CARTAZ..................................................................40 3. PRODUTO DISSEMINÁVEL: ADESIVO................................................................41 LISTA DE TABELAS 1. VALORES DAS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS.....................................27 2. VALORES MÉDIOS DAS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS......................28 3. VALORES DA EPE EM 50%, 60%, 70% E 80% DA FC MÁXIMA.........................29 4. CLASSIFICAÇÃO DA INTENSIDADE DO EXERCÍCIO COM BASE EM UM TREINAMENTO DE RESISTÊNCIA CARDIORESPIRATÓRIA DE 30 A 60 MINUTOS...................................................................................................................30 5. VALORES DA EPE RELACIONADAS A 50% DA FC............................................31 6. VALORES DA EPE RELACIONADAS A 60% DA FC ...........................................33 7. VALORES DA EPE RELACIONADAS A 70% DA FC............................................35 8. VALORES DA EPE RELACIONADAS A 80% DA FC............................................37 LISTA DE ANEXOS 1. TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE.....................50 2. PRODUTO DISSEMINÁVEL: CARTAZ..................................................................51 3. PRODUTO DISSEMINÁVEL: ADESIVO................................................................52 RESUMO NOVA ABORDAGEM ENTRE A RELAÇÃO DA FREQÜÊNCIA CARDÍACA COM A ESCALA SUBJETIVA DE ESFORÇO RPE - 20 Autor: Prof. MsC. Daniel Barbosa Marujo Orientador: Prof. Dr. Miguel de Lemos Neto Orientador: Prof. Dr. Fábio Aguiar Alves Na década de 60, o psicólogo sueco Gunnar Borg criou a Escala Subjetiva de Esforço (RPE-20), com o objetivo de mensurar a intensidade do esforço de forma subjetiva e não invasiva. Em seu estudo Borg relata que ao multiplicarmos por 10 a escala correspondente, estaremos na Freqüência Cardíaca (FC) desejada para indivíduos saudáveis, característica não encontrada em nosso estudo. Ao avaliarmos 32 brasileiros, homens e mulheres, em um Teste Ergométrico Submáximo de Esteira, encontramos a seguinte relação: em 50% da FC, 31% dos avaliados encontram-se com diferença de 31% a 50% da FC prevista na literatura; em 60% da FC, 47% dos indivíduos encontram-se com diferença de 11% a 20% da FC prevista; em 70% da FC, 41% dos indivíduos encontram-se com diferença de 11% a 20% da FC prevista; e em 80% da FC, 44% dos indivíduos encontram-se com diferença de até 10% da FC prevista. Sendo assim, observamos que a resposta da FC através da RPE-20 encontra-se mais próxima do ideal quando trabalhamos com FC mais altas, o que faz indispensável à associação da Escala com a monitorização da FC, para a obtenção de resultados eficazes. Podemos concluir que, ao analisarmos a população brasileira, a associação da FC com a RPE-20 não traz a mesma resposta descrita no estudo original. Não foi encontrado na literatura, nenhum estudo que confrontasse os resultados descritos no estudo de Borg. Palavras chaves: Intensidade Ergométricos Submáximos. do Esforço, Freqüência Cardíaca, Testes ABSTRACT NEW APPROACH AMONG THE RELATIONSHIP OF THE HEART RATE WITH THE SUBJECTIVE SCALE OF EFFORT RPE - 20 Autor: Prof. Mst. Daniel Barbosa Marujo Orientador: Prof. Dr. Miguel de Lemos Neto Co-orientador: Prof. Dr. Fábio Aguiar Alves In the sixties, the Swedish psychologist Gunnar Borg created the Subjective Scale of Effort (RPE-20), with the objective of measuring the intensity of the effort in a subjective and no invasive way. In this study, Borg affirms that when we multiply the corresponding scale by 10, we will be in the Heart Rate (HR) wanted for healthy individuals, characteristic not found in our study. When we evaluated 32 individuals (man and woman) in a Submaximal Ergometric Test of Mat, the following relationship was found: in 50% of HR, 31% of the individuals are with difference of 31% to 50% of foreseen HR in literature; in 60% of HR, 47% of the individuals are with difference of 11% to 20% of foreseen HR; in 70% of HR, 41% of the individuals are with difference of 11% to 20% of foreseen HR; and in 80% of HR, 44% of the individuals are with difference of up to 10% of foreseen HR. So, we observed that EPE is closer to the ideal when we worked with higher HR, being indispensable for us the use of EPE with the monitor of HR to obtain effective results. As a consequence of this study, we developed some products for the master degree, like posters and adhesives with the intention of spreading the newly found information. Key words: Intensity of the Effort, Heart Rate, Ergometric Submaximal Test. 1. INTRODUÇÃO O termo Exercício Físico é compreendido como qualquer movimento corporal oriundo de uma contração muscular, gerando gasto energético acima dos níveis de repouso, permitindo alterações em valências físicas como força, flexibilidade e resistência, sejam para aspectos relacionados à composição corporal ou desempenho desportivo (RAMOS, 1999). Praticar exercícios físicos regularmente demonstra a opção por um estilo de vida mais saudável, seja no campo biológico e/ou psico-sócio-cultural (CIOLAC e GUIMARÃES, 2004), haja visto que diversos órgãos profissionais envolvidos com a saúde, publicam inúmeras diretrizes com o intuito de promover estilos de vida mais saudáveis em todo o ciclo vital (DATASUS, 2001). Além disso, estudos epidemiológicos confirmam cada vez mais o papel decisivo da prática de exercícios físicos como prevenção e controle de diversas doenças (HELMRICH et al; 1994; CLAPP e LITLLE, 1995). De acordo com as recomendações do “American College Sports Medicine ACSM” (2003), indivíduos aparentemente saudáveis devem exercitar-se de três a cinco vezes por semana, procurando utilizar exercícios que envolvam os grandes grupos musculares, em intensidades que variando entre 60-80% do consumo máximo de oxigênio (VO2máx) ou entre 70-85% da freqüência cardíaca máxima. Ao analisar a população brasileira, Monteiro et al; (2003) verificaram que apenas 13% da população realizavam o mínimo de 30 (trinta) minutos de atividade física contínua em um ou mais dias da semana, enquanto apenas 3,3% realizavam exercícios físicos superiores a trinta minutos em cinco ou mais dias da semana. Atualmente, os baixos níveis de atividade física são considerados um dos principais fatores de risco, no que diz respeito a doenças crônicas nãotransmissíveis, que podem ser modificados. (WAXMAN, 2004). A correlação entre a inatividade física, os altos índices de massa corporal (IMC), de colesterol total e de hipertensão, aliada aos baixos níveis de aptidão cardiovascular, estão associados com as altas taxas de morbidade e mortalidade, podendo destacar como principais problemas às doenças cardiovasculares e o câncer (CARNETHON et al; 2005). Yusuf et al; (2004) demonstraram que 12,2% dos infartos do miocárdio ocorrem em indivíduos sedentários, sendo assim, a inatividade física pode ser um fator predisponente para doenças cardiovasculares. A baixa aptidão e os riscos de doenças cardiovasculares entre jovens são mais aparentes entre mulheres do que em homens (CARNETHON et al; 2005), e em adultos, tornaram-se as principais causas de mortes nos países Ocidentais (SHEPHARD, 1977 apud WATKINS). A obesidade e o sobrepeso são vistos como problemas de saúde pública (OLSHANSKY et al; 2005), sendo causados pelo desequilíbrio entre a demanda e a oferta alimentar, podendo ser minimizado pela prática sistemática de atividade física, visto que a mesma reduz a morbidade desencadeada pelos fatores de risco em desenvolvimento (DIABETES PREVENTION RESEARCH GROUP, 2002). Resultados ainda mais expressivos são obtidos, quando integrados com uma alimentação adequada (WHO, 1995). Devido a essas características, torna-se extremamente importante que o praticante de atividade física submeta-se a exames clínicos prévios com o intuito de que sejam avaliadas suas condições físicas (ACSM, 2003), garantindo assim, maior segurança e eficácia na montagem dos treinamentos (AHA, 2001; DISHIMAN, 1994). Passada a fase de exames, os profissionais responsáveis poderão adequar de forma mais específica os exercícios ao praticante, levando em consideração as características e respostas oriundas dos testes. Para elaborar um programa adequado de exercícios, independentemente da idade, capacidade funcional, existência de fatores de risco ou doenças (ACSM, 2000 apud GRAEF e KRUEL, 2006), algumas características devem ser levadas em conta, tais como: Seleção da modalidade de exercício; Intensidade do esforço; Duração da atividade; Freqüência semanal (GRAEF e KRUEL, 2006). Embora estas condições devam ser sempre atendidas, alguns profissionais ainda estimulam a superdosagem de exercícios para seus alunos. A elevada intensidade de exercício físico é considerada um dos fatores determinantes para as altas taxas de abandono em programas de atividade física (DISHMAN et al; 1994). Diversos parâmetros fisiológicos podem ser utilizados para mensurar essas variáveis, como a Freqüência Cardíaca (FC) (NAKAMURA et al; 2005), a Pressão Arterial (AHA, 2001), o Consumo de Oxigênio (VO 2), a Percepção Subjetiva de Esforço (EPE), os Limiares Ventilatório (LLV), a Dosagem de Lactato (LL) (GRAEF e KRUEL, 2006) e as Unidades Metabólicas (BARBOSA et al; 2008). Dentre os diversos indicadores que podem ser utilizados, alguns vêm sendo amplamente utilizados pelos profissionais para mensurar a intensidade do esforço principalmente por serem mais práticos e de baixo custo (BRUNETTO et al; 2005), tais como a Percepção Subjetiva de Esforço (BRANDÃO et al; 1989) e a Freqüência Cardíaca (CAMBRI et al; 2006; GRAEF e KRUEL, 2006). 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Frequência Cardíaca A Freqüência Cardíaca tem sido a variável clínica mais empregada para avaliarmos a intensidade do treinamento (GRAEF e KRUEL, 2006; ALMEIDA e ARAÚJO, 2003) inclusive em testes ergométricos de esforço máximo que não utilizem a medida de gases expirados (ARAÚJO e PINTO, 2005). Em academias, por exemplo, a utilização de equações de regressão (como por exemplo, subtrair 220 pela idade do aluno) para estimativa da Freqüência Cardíaca Máxima, tem sido um procedimento habitual para a determinação das intensidades dos exercícios aeróbios (ARAÚJO et al; 1980 apud BARBOSA et al). A utilização dessas equações permite que a intensidade do treinamento seja feita de maneira simples e barata, já que a mesma é feita tendo como base o percentual da Freqüência Cardíaca Máxima e não o percentual do Volume de Oxigênio Máximo, feito de uma maneira mais elaborada através da análise de gases expirados (DENADAI et al; 2005). O grande problema na utilização dessas equações, é que muitas vezes a individualidade do atleta e a especificidade do treinamento são ignoradas, fazendo com que a intensidade do treinamento não seja a almejada (DENADAI et al; 2005). Isso significa que ao basearmos o treinamento nessa equação, estaremos superestimando a Freqüência Cardíaca Máxima em indivíduos jovens (BARBOSA et al; 2008), isto é, a Frequência Cardíaca Máxima da atividade será maior do que a Freqüência Cardíaca Máxima real, e subestimando a mesma em indivíduos idosos (POLICARPO e FERNANDES FILHO, 2004), isto é, a Frequência Cardíaca Máxima da atividade será menor do que a Freqüência Cardíaca Máxima real. Essa relação mostra que, independente da condição física, os limites superiores e inferiores da Freqüência Cardíaca Medida são afetados pela utilização da Freqüência Cardíaca Prevista. 2.2 Percepção Subjetiva de Esforço Nos anos 60, o psicólogo sueco Gunnar Borg iniciou os estudos sobre Percepção Subjetiva de Esforço. Seu objetivo era buscar uma ferramenta que pudesse estimar não somente marcadores fisiológicos como resposta a intensidade do esforço (BORG, 1998 apud FAULKNER et al), mas também quantificar e qualificar a sensação de bem estar dos avaliados quando submetidos a algum tipo de exercício físico. O conceito de Percepção de Esforço refere-se principalmente ao trabalho muscular, envolvendo uma grande participação dos sistemas cardiovascular, muscular e pulmonar, além de sofrer relação direta com a intensidade do exercício, ao mesmo tempo em que as emoções, a motivação pessoal e as condições patológicas também estão envolvidas. Resumidamente, seria a sensação de “quão pesado, difícil ou desgastante seria a tarefa executada” (BORG, 1998). Segundo Brandão et al (1989) o principal fundamento da Percepção Subjetiva de Esforço baseia-se no fato que os alunos podem quantificar a intensidade do exercício que estão realizando, podendo ser vista como “o ato de detectar e interpretar sensações vindas do corpo durante o exercício” (NOBLE e ROBERTSON, 1996). De acordo com Borg (1998 apud FAULKNER et al), a percepção do esforço pode ser entendida como um tipo de gestalt, ou configuração de sensações, tais como dores, fadiga dos músculos periféricos e do sistema pulmonar, sendo formada por um sentimento complexo que integra diferentes sinais do corpo. Uma das formas mais empregadas para estimar a Percepção Subjetiva de Esforço é a utilização da Escala de Borg (BORG, 2000), visto que além de ser de fácil aplicação, possui boa reprodutibilidade. De acordo com Mattos e Farinatti (2007) a Escala de Borg ainda apresenta boa relação com percentuais da Freqüência Cardíaca Máxima. A Escala de Percepção Subjetiva de Esforço foi construída de forma crescente e linear, de acordo com a intensidade do esforço (BORG e KAIJSER, 2004). Anos mais tarde, a escala foi modificada para uma escala de quinze pontos, de maneira que as linearidades entre as categorias e a freqüência cardíaca no exercício ficassem mais evidentes. Esta escala foi denominada RPE 20. A Escala RPE 20 é composta por quinze números, compreendidos entre os números 6 (seis) e 20 (vinte), com 7 (sete) parâmetros verbais, ou âncoras verbais, variando de: Muito Leve até Muito Pesado (BORG, 1998 apud BORG e KAIJSER). Borg (1998 apud BORG e KAIJSER) afirma que a Percepção Subjetiva de Esforço pode ser mensurada tanto durante o treinamento, como durante a competição, já que os aspectos psicológicos devem ser aliados aos aspectos fisiológicos na análise dos resultados. A determinação da Percepção Subjetiva de Esforço é simples e de fácil manipulação (SILVA et al; 2005), além de ser feita de forma prática e não invasiva. Quando associada à resposta lactacidêmica, torna-se uma ferramenta útil (KANG et al; 2003 apud LIMA et al), sendo um bom indicador de intensidade para testes incrementais, ou seja, testes que utilizem aumento de cargas (LIMA et al; 2006), não só para indivíduos saudáveis, mas também para grupos especiais (SILVA et al; 2005). Diversos pesquisadores têm demonstrado que a Percepção Subjetiva de Esforço não pode ser afetada pelo gênero (DEMELLO et al; 1987 apud LIMA et al; KANG et al; 2003 apud LIMA et al), estágio de treinamento (HELD, 1999 apud LIMA e cols.; SEIP, 1991 apud LIMA e cols.) e modalidade de exercício (LIMA et al; HETZLER, 1991). Outros estudos avaliaram a relação da Percepção Subjetiva de Esforço e da Frequência Cardíaca com o objetivo de mensurar o Limiar Anaeróbio (MAHLER et al; 1990 apud SILVA et al) e com o Limiar Aeróbio (HILL et al; 1987 apud SILVA et al; FERICHE et al; 1998 apud SILVA et al; GREEN et al; 2003 apud SILVA et al). As Escalas Perceptivas de Esforço, mais conhecidas e utilizadas, são a RPE 20 (BORG, 1970; 1998 apud BORG e KAIJSER) e a CR 10 (BORG, 1982; 1998 apud BORG e KAIJSER). Posteriormente essas escalas tiveram uma seguidora, a CR 100 (BORG e BORG, 1994; 2001; 2002 apud BORG e KAIJSER), conforme demonstradas na Figura 1. Cabe ressaltar que as Escalas possuem o mesmo objetivo, analisar o esforço de forma subjetiva através de âncoras verbais que variam do menor até o maior esforço possível, porém possuem escalas numéricas diferenciadas. . 6 Nenhum esforço 0 Nada Máximo Absoluto 120 110 7 0,3 Extremamente leve 8 0,5 100 Extremamente Leve Máximo Esforço 95 90 Extremamente Intenso 0,7 85 9 Muito leve 1 Muito Leve 10 1,5 11 Leve 2 12 2,5 13 Pouco Intenso 3 14 4 15 Intenso (pesado) 5 16 6 17 Muito intenso 7 18 8 19 Extremamente intenso 9 20 Máximo esforço 10 Extremamente intenso 80 75 Leve 70 Muito Intenso 65 60 Pouco Intenso 55 50 45 Intenso (pesado) Intenso (pesado) 40 35 Muito intenso 30 25 Pouco Intenso 20 15 Leve 10 09 11 . 06 Máximo Esforço Muito Leve 03 Extremamente Leve 1,5 Esforço Mínimo 0 Nenhum Esforço Fig.1: Tabela da Esquerda: Borg RPE 20 (modificada de BORG, 1970;1998); Tabela do Centro: Borg CR10 (modificada de Borg 1982; 1998); Tabela da Direita: Borg centiMax CR100 (modificada BORG e BORG, 1994; 2001; 2002). 2.3 Testes Ergométricos Em 1972, os professores Josef Feher e Hélio Magalhães introduziram o Teste Ergométrico no Brasil, que com o passar dos anos ganhou um crescimento extraordinário em sua utilização, tornando-se um importante método diagnóstico para doenças cardíacas prévias, passando a ser utilizado em diversos serviços em todo o país (ANDRADE et al; 2002). A escolha de um Teste de Esforço Maximo ou Submáximo deve variar de acordo com as razões para a execução do teste, do tipo de indivíduo a ser testado, da disponibilidade de equipamento e de recursos apropriados (ARAÚJO e PINTO, 2005). Araújo et al (2005) testaram nove diferentes protocolos experimentais e identificaram que nos Testes de Esteira Rolante com protocolos que utilizam incrementos progressivos, os indivíduos apresentam uma Freqüência Cardíaca mais elevada ao final do exercício. Por isso, nos laboratórios clínicos brasileiros de ergometria, observa-se uma preferência pela utilização da Esteira Rolante quando comparada ao Cicloergômetro de Membros Inferiores. Em outro estudo, MYERS et al; (apud ARAÚJO et al, 2005) com o intuito de identificar um protocolo que trouxesse melhor adequabilidade e acurácia, estudaram o mesmo protocolo citado acima, analisando não somente a Freqüência Cardíaca, mas também respostas hemodinâmicas e trocas gasosas e chegaram ao mesmo resultado. Foi visto que o nível de aptidão cardiorrespiratória é um importante componente, já que possui relação com os controles neurais que regulam a Freqüência Cardíaca em relação ao Consumo de Oxigênio (BARBOSA et al, 2005). As respostas fisiológicas para os testes máximos também foram descritas extensivamente, e visto sobre o aspecto psicológico, sabe-se que existe um aumento muito grande na ansiedade dos avaliados (OLSHANSKY et al; 1995). Pesquisas anteriores demonstraram que testes submáximos são associados a melhorias no humor e apresentam baixos níveis de ansiedade (MORGAN, 1985). 3. OBJETIVOS 3.1 Objetivo Geral Confrontar o estudo da Escala Subjetiva de Esforço (RPE-20), desenvolvida na década de 60 por Borg, com uma pesquisa atual, buscando verificar se passados 50 anos, seus achados ainda podem ser aplicados a todas as populações, em especial a brasileira, e propor o desenvolvimento de material informativo sobre esta relação. 3.2 Objetivos Específicos a) Demonstrar a praticidade da Percepção Subjetiva de Esforço, através da RPE-20, para mensurar a Intensidade do Exercício; b) Verificar, através de um Protocolo de Teste Ergométrico Submáximo em Esteira, a resposta da associação entre a Frequência Cardíaca e a RPE-20 na população brasileira, e compará-la com o descrito na literatura; c) Desenvolver um material impresso sobre a relação da Frequência Cardíaca com a Percepção Subjetiva de Esforço, através da RPE-20, contendo informações de fácil entendimento, voltado para o Ensino Formal e Não Formal. 4. METODOLOGIA 4.1 Amostra Participaram do estudo, trinta e dois voluntários de ambos os sexos, devidamente matriculados em Academias de Ginástica localizadas em diversos pontos da cidade de Barra Mansa. Os mesmos foram informados sobre a proposta do estudo e sobre os procedimentos do estudo e assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido explicado pelo avaliador. Os avaliados, foram orientados que poderiam desistir a qualquer momento de participar do estudo, por livre escolha, sem qualquer constrangimento ou danos às atividades exercidas pelos mesmos. 4.2 Critérios de Exclusão Foram excluídos do Teste, os avaliados que não apresentaram as seguintes características: Idade entre 21 e 35 anos; Pelo menos 1 (um) ano de prática em exercícios contra-resistivos; Assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido; Atestado Médico avaliando a saúde do voluntário no mês do teste. Também foram excluídos os avaliados que: Utilizassem medicamentos de uso contínuo que pudessem atrapalhar o resultado do Teste ou colocar em risco a saúde dos próprios avaliados; As voluntárias que estivessem em período menstrual. 5. MATERIAIS E MÉTODOS Os voluntários foram submetidos a uma análise morfológica, com o objetivo de estabelecermos algumas características relevantes ao treinamento, tais como: Altura; Peso; Índice de Massa Corporal (IMC); Freqüência Cardíaca de Repouso; Pressão Arterial Sistólica e Diastólica. A Pressão Arterial e a Freqüência Cardíaca foram analisadas no início e no final do teste. Para a determinação da Freqüência Cardíaca Máxima, foi utilizada a equação de Karvonen (KARVONEN, 1957 apud ACSM), proposta pelo American College Sports Medicine (2003) para prescrição de treinamento aeróbio. A equação mencionada apresenta correlação entre os percentuais da Freqüência Cardíaca Máxima e do Volume Máximo de Oxigênio, embora o objetivo do estudo não tenha sido verificar a correlação entre as variáveis acima citadas (POLICARPO e FERNANDES FILHO, 2004). A equação é baseada na utilização da Freqüência Cardíaca de Repouso (FCr), sendo a mesma subtraída da Freqüência Cardíaca Máxima (FCmáx) estimada por uma equação ou real, sendo medida em testes esforço máximo. O valor encontrado é multiplicado pelo percentual da intensidade desejada para o treinamento (%int) e seu resultado, somado a Freqüência Cardíaca de Repouso. Através dessa equação, é encontrada a intensidade de trabalho para uma determinada Freqüência Cardíaca de Treinamento (FCt). FCt = [(FCmáx - FCr) x %int] + FCr De acordo com a American Heart Association (2001), a duração dos Testes Ergométricos deve variar de oito a doze minutos. Optou-se por utilizar um protocolo de testes submáximos, visto que um protocolo máximo envolve procedimentos de laboratório sofisticados e o avaliador depende não somente de um alto nível de condicionamento do avaliado, mas também da vontade do mesmo para trabalhar até o esgotamento (WATKINS, 1984). Em seu estudo, Cox et al; (2003) verificaram que a maior taxa de aderência nos programas de exercício físico, apresentam atividades de intensidade moderada quando comparadas aos programas de intensidade vigorosa. Além disso, atividades de intensidade vigorosa podem representar um maior risco de ocorrência de lesões cardiovasculares e ortopédicas. Isso faz com que programas de exercícios físicos, envolvendo intensidades moderadas, ou seja, com uma variação entre 55 e 90% da Freqüência Cardíaca Máxima e de 50 a 85% do Volume Máximo de Oxigênio sejam recomendados (ACSM, 2000 apud BUZZACHERA et al). Sendo assim, foi escolhido trabalhar com a intensidade do aquecimento e da estabilização em 50% da Frequência Cardíaca Máxima, e os estágios de análise com 60%, 70% e 80% da Freqüência Cardíaca Máxima não acarretando assim riscos aos avaliados. 5.1 Protocolo de Teste Em nosso estudo, foi utilizado um protocolo Submáximo para Testes Ergométricos em Esteira, que tem por característica um período inicial de aquecimento e estabilização da Frequência Cardíaca e 3 (três) estágios de análise. O estágio de aquecimento poderia durar até três minutos e os três estágios de análise, possuíam dois minutos cada, tendo em média, um protocolo com duração de dez minutos. A base conceitual desse protocolo vem do protocolo de Bruce (FREITAS, 2004), onde existem estágios com duração de 3 minutos com aumento de carga e de inclinação da esteira. No nosso protocolo, optamos por aumentar a velocidade de acordo com o aumento da freqüência cardíaca e por ser um Teste de caráter Submáximo, não haverá a necessidade de aumento na Inclinação. O estágio inicial de aquecimento e estabilização foi realizado com intensidade de 50% da freqüência cardíaca máxima. Para os estágios de análise, foram acrescidos aumentos de 10% no percentual da freqüência cardíaca, sendo assim, o primeiro feito a 60%, o segundo a 70% e o terceiro a 80% da freqüência cardíaca máxima. Conhecendo todas as características do teste, os avaliados foram submetidos à análise morfológica e realizaram um teste, porém de caráter piloto, para uma correta adaptação ao protocolo utilizado. Após vivenciarem o protocolo de testes, os avaliados realizaram em datas posteriores, o teste que seria realmente válido para o estudo. 5.2 Instrumentos para Coleta dos Dados e Variáveis Selecionadas para o Estudo Balança, marca Filizola, graduada em gramas e centímetros, para medidas de Estatura em centímetros (cm) e Peso Corporal em quilogramas (kg); Frequencímetro Cardíaco, marca Polar, para monitoramento da Freqüência Cardíaca em batimentos por minutos (bpm); Esteira Ergométrica marca Movement LX 160; Aparelho de Pressão Arterial, marca G-TECH, certificado pela Sociedade Brasileira de Hipertensão, para Níveis de Pressão Arterial Sistólica e Diastólica; Tabela de BORG, modelo RPE 20, para avaliação dos níveis de Percepção Subjetiva de Esforço. 5.3 Limitações do Estudo A análise da Pressão Arterial foi mensurada com um aparelho de Pressão Arterial Digital, devido a uma ausência de sensibilidade por parte do avaliador. Vale ressaltar que o mesmo foi calibrado a cada 10 testes, com o objetivo de manter as medidas mais precisas. Não será feita nenhuma análise entre a relação das variáveis do estudo (Freqüência Cardíaca e Escala Subjetiva de Esforço) com o Volume Máximo de Oxigênio, deixando assim, uma possibilidade para futuros estudos. Não encontramos o estudo original de Borg, apenas sua notória contribuição deixada para a literatura científica. Isso pode trazer diferenças nos resultados encontrados por nossos estudos, já que a característica da amostra influencia diretamente o resultado de qualquer estudo. 5.4 Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos - CoEPS Todos os cuidados foram tomados com o intuito de garantir a integridade física e mental dos participantes, bem como para garantir o seu anonimato. Após serem definidas as características e procedimentos que seriam utilizados no estudo, o mesmo foi submetido e aprovado pelo CoEPS/UniFOA em 08 de junho de 2009 (processo Nº 84/09). 5.5 Análise Estatística: Teste Qui Quadrado Sob o propósito de analisar cientificamente os resultados encontrados, e atendendo a uma solicitação da Banca Qualificadora do Mestrado, o tratamento estatístico que a princípio analisava a diferença percentual entre as escalas, foi alterado para o Teste “Qui Quadrado”. De acordo com Conti (2009) o Teste Qui Quadrado, simbolizado pela letra 2, é um teste de hipóteses que se destina a encontrar um valor da dispersão para duas variáveis nominais, avaliando a associação existente entre variáveis qualitativas. É um teste não paramétrico, ou seja, não depende dos parâmetros populacionais como média e variância. O princípio básico deste método é comparar proporções, isto é, as possíveis divergências entre as freqüências observadas e esperadas para certo evento. Porém para utilizar o Teste Qui Quadrado, algumas condições são necessárias, entre elas: Os grupos devem ser independentes; Os itens de cada grupo devem ser selecionados aleatoriamente; As observações devem ser freqüências ou contagens; Cada observação deve pertencer a somente uma categoria; A amostra deve ser relativamente grande (CONTI, 2009). Karl Pearson (apud CONTI, 2009) propôs a seguinte fórmula para medir as possíveis discrepâncias entre proporções observadas e esperadas: 2= [(o - e)2 /e] o = freqüência observada para cada classe; e = freqüência esperada para a classe. Para definir os resultados utilizando o Teste Qui Quadrado, torna-se necessário à utilização de uma relação proposta onde o resultado deve ser maior que 3,841 para a hipótese ser significativa (> 3,841) ou menor que 3,841 para a hipótese não ser significativa (< 3,841). 6. RESULTADOS Como forma de caracterizar a amostra utilizada, as variáveis Idade, Peso, Altura, Índice de Massa Corporal, Pressão Arterial Diastólica e Sistólica no início e fim do exercício e Freqüência Cardíaca de Repouso, são apresentadas na TABELA 1. TABELA 1 – Valores das Características Morfológicas da amostra IDADE PESO (anos) (kg) 22 56 26 59 26 57 28 57 36 56 20 68 22 69 22 77 21 65,5 22 93 31 72 27 57 30 86 21 74 29 77 25 75 26 83 26 61 29 83 22 60 24 69 28 83 27 81 22 57 25 60 26 62 23 59 25 60 31 83 30 85 24 77 20 74 ALTURA (cm) 163 157 157 160 163 163 170 183 172 193 185 159 191 171 176 188 181 167 190 170 171 175 179 155 164 169 161 168 186 182 178 173 IMC 21,1 23,9 23,1 22,3 21,1 25,6 23,9 23,0 22,1 25,0 21,0 22,5 23,6 25,3 24,9 21,2 25,3 21,9 23,0 20,8 23,6 27,1 25,3 23,7 22,3 21,7 22,8 21,3 24,0 25,7 24,3 24,7 P.A.S P.A.D (inicial) (inicial) 100 70 110 60 110 60 90 60 120 80 130 80 110 70 140 80 130 70 110 50 110 70 130 80 110 70 120 80 100 70 110 70 140 70 130 80 120 70 110 60 130 80 140 100 130 90 120 80 110 70 130 90 120 80 130 90 140 100 130 90 120 80 140 100 P.A.S (final) 120 130 120 110 130 150 120 160 170 130 120 140 130 140 130 130 150 140 130 130 140 16 150 130 120 140 130 140,0 160 140 130 150 P.A.D (final) 70 70 80 80 90 100 80 60 130 50 70 100 90 90 70 70 90 100 90 80 100 120 110 90 80 110 90 90 120 110 90 100 FC rep (bpm) 71 74 75 85 70 83 60 73 75 66 57 61 77 76 65 68 73 69 76 65 71 82 78 68 63 62 69 71 83 80 76 75 LEGENDAS: IMC: Índice de Massa Corporal; P. A. D (inicial): Pressão Arterial Diastólica no início do exercício; P. A. D (final): Pressão Arterial Diastólica no fim do exercício; P. A. S (inicial): Pressão Arterial Sistólica no início do exercício; P. A. S (final): Pressão Arterial Sistólica no fim do exercício; FC rep (bpm): Frequência Cardíaca de Repouso em batimentos por minuto. Tendo como objetivo uma maior compreensão do estudo, a Tabela 2 representa as médias das variáveis morfológicas anteriormente citadas. TABELA 2 – Valores Médios das Características Morfológicas da amostra Idade (anos) Peso (kg) Estatura (cm) IMC FC repouso (bpm) 25,5 69,9 172,5 23,3 70,8 Conforme dito anteriormente, após serem analisados morfologicamente, os avaliados foram testados no estágio de aquecimento, em 50% da FC máxima, aumentando a FC em cada estágio de análise em: Primeiro estágio: 60% da FC máxima; Segundo estágio: 70% da FC máxima; Terceiro estágio: 80% da FC máxima. Sendo assim, a Tabela 3 apresenta os valores obtidos na relação das Freqüências Cardíacas com a Escala Subjetiva de Esforço em 50%, 60%, 70% e 80% da FC. TABELA 3 – Valores da EPE em 50%, 60%, 70% e 80% da FC máxima. VOLUNTÁRIOS 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 50% FC E.P.E 135 15 134 12 134,5 13 138,5 7 127 7 141,5 12 129 8 135,5 11 137 9 132 9 123 8 127 10 133,5 11 137,5 12 128 9 131,5 10 133,5 11 131,5 10 133,5 9 131,5 10 133,5 11 137 12 135,5 10 133 9 129 10 128 11 133 12 133 10 136 12 135 11 136 9 137,5 10 60% 70% FC E.P.E FC E.P.E 147 17 160 16 146 13 158 14 146,4 14 158,3 16 149,2 9 159,9 11 138,4 10 149,8 12 153,2 13 164,9 14 142,8 9 156,6 11 148 13 160,5 15 149,4 12 161,8 14 145,2 13 158,4 15 136,2 10 149,4 12 140,2 12 153,4 13 144,8 13 156,1 14 149,8 13 162,1 15 140,6 10 153,2 12 144,2 11 156,9 13 145,6 13 157,7 14 144 12 156,5 14 145 11 156,5 12 144,8 11 158,1 13 146 13 158,5 14 148 13 159 15 147 12 158,5 13 146 11 159 14 142,2 11 155,4 13 141,2 12 154,4 13 145,8 13 158,6 14 145,4 11 157,8 13 146,6 13 157,2 14 146 13 157 14 148 11 160 13 150 11 162,5 13 LEGENDAS: EPE: Escala Subjetiva de Esforço; FC: Frequência Cardíaca. 80% FC 173 170 170,2 170,6 161,2 176,6 170,4 173 174,2 171,6 162,6 166,6 167,4 174,4 165,8 169,6 169,8 169 168 171,4 171 170 170 172 168,6 167,6 171,4 170,2 167,8 168 172 175 E.P.E 18 16 18 13 13 15 13 16 16 17 13 15 15 16 13 14 16 15 14 15 16 16 16 15 14 15 16 15 16 15 16 15 7. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Segundo Guiselini (2007), a Escala de Borg original começa em valores correspondentes ao número “6”, uma vez que originalmente visava se aproximar à freqüência cardíaca de exercício a valores de frequência encontrados normalmente na população de uma forma direta. Por exemplo, uma Percepção Subjetiva de Esforço de valor 6 (seis) seria aproximadamente uma freqüência cardíaca de 60bpm; uma EPE de 15 (quinze) seria aproximadamente uma freqüência de 150bpm. Isso significa que ao multiplicarmos por 10 (dez) um valor citado pelo avaliado, estaríamos próximos à faixa de freqüência cardíaca correspondente ao exercício. No mesmo estudo Guiselini (2007), conforme descrito na Tabela 4, diz que uma EPE de 12 a 13 corresponde a aproximadamente 60 a 79% da Freqüência Cardíaca Máxima, ou 50 a 74% do consumo máximo de oxigênio ou da Freqüência Cardíaca de Reserva. TABELA 4 - Classificação da intensidade do exercício com base em um treinamento de resistência cardiorespiratória de 30 a 60 minutos. Intensidade Relativa (%) FC Máxima VO2 Máximo ou FC Escala de Classificação da Máxima de Reserva Percepção de Intensidade Esforço <35% <30% <10 Muito Leve 35-39% 30-49% 10-11 Leve 60-79% 50-74% 12-13 Moderado 80-89% 75-84% 14-16 Intenso >90% >85 >16 Muito Intenso Fonte: POLLOCK, M.J.; WILMORE, J.H. Exercise in Health and disease: Evaluation and prescription for prevention and rehabilitation. 2ed. Philadelphia: W. B. Saunders apud GUISELINI, 2007. Porém, nosso estudo encontrou resultados diferentes dos obtidos pela literatura científica, conforme Guiselini (2007) em seu estudo. Inicialmente, nossa análise foi realizada de forma percentual, ou seja, o percentual de diferença entre o resultado encontrado e o resultado proposto pela literatura científica. TABELA 5 – Valores da EPE relacionadas a 50% da FC. FC Desvio 50% segundo Padrão E.P.E FC Guiselini 15 12 13 7 7 12 8 11 9 9 8 10 11 12 9 10 11 10 9 135 134 134,5 138,5 127 141,5 129 135,5 137 132 123 127 133,5 137,5 128 131,5 133,5 131,5 133,5 150 120 130 70 70 120 80 110 90 90 80 100 110 120 90 100 110 100 90 10% 12% 3% 98% 81% 18% 61% 23% 52% 47% 54% 27% 21% 15% 42% 32% 21% 32% 48% 10 11 12 10 9 10 11 12 10 12 11 9 10 131,5 133,5 137 135,5 133 129 128 133 133 136 135 136 137,5 100 110 120 100 90 100 110 120 100 120 110 90 100 32% 21% 14% 36% 48% 29% 16% 11% 33% 13% 23% 51% 38% até 10% 2 6% 11% a 20% 7 22% 21% a 31% a acima 30% 50% de 50% Total 7 10 6 32 22% 31% 19% 100% Quando testados na faixa de 50% da Freqüência Cardíaca Máxima, e vistos sob a forma percentual, os avaliados apresentaram as seguintes características: 31% dos avaliados, ou seja, 10 (dez) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão de 31 a 50%; 22% dos avaliados, ou seja, 7 (sete) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão de 11 a 20%; 22% dos avaliados, ou seja, 7 (sete) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão desvio padrão de 21 a 30%; 19% dos avaliados, ou seja, 6 (seis) participantes, encontram-se com desvio padrão maior de 50%; 10% dos avaliados, ou seja, 2 (dois) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão de 10%. Ao serem analisados pelo protocolo de Teste Qui Quadrado em 50% da Frequência Cardíaca Máxima, os avaliados apresentaram um resultado de 402,49, tornando a hipótese significativa; TABELA 6 – Valores da EPE relacionadas a 60% da FC. FC 60% Segundo Desvio E.P.E FC Guiselini Padrão 17 13 14 9 10 13 9 13 12 13 10 12 13 13 10 11 13 12 11 11 13 13 12 11 11 12 13 11 13 13 11 11 147 146 146,4 149,2 138,4 153,2 142,8 148 149,4 145,2 136,2 140,2 144,8 149,8 140,6 144,2 145,6 144 145 144,8 146 148 147 146 142,2 141,2 145,8 145,4 146,6 146 148 150 170 130 140 90 100 130 90 130 120 130 100 120 130 130 100 110 130 120 110 110 130 130 120 110 110 120 130 110 130 130 110 110 13% 12% 5% 66% 38% 18% 59% 14% 25% 12% 36% 17% 11% 15% 41% 31% 12% 20% 32% 32% 12% 14% 23% 33% 29% 18% 12% 32% 13% 12% 35% 36% até 10% 1 3% 11% a 20% 15 47% 21% a 31% a acima de 30% 50% 50% Total 4 10 2 32 13% 31% 6% 100% Quando testados na faixa de 60% da Freqüência Cardíaca Máxima, e vistos sob a forma percentual, os avaliados apresentaram as seguintes características: 47% dos avaliados, ou seja, 15 (quinze) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão de 11 a 20%; 31% dos avaliados, ou seja, 10 (dez) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão de 31 a 50%; 13% dos avaliados, ou seja, 4 (quatro) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão desvio padrão de 21 a 30%; 6% dos avaliados, ou seja, 2 (dois) participantes, encontram-se com desvio padrão maior de 50%; 3% dos avaliados, ou seja, 1 (um) participante, encontra-se na faixa de desvio padrão de 10%. Ao serem analisados pelo protocolo de Teste Qui Quadrado em 60% da Frequência Cardíaca Máxima, os avaliados apresentaram um resultado de 247,77, tornando a hipótese significativa; TABELA 7 – Valores da EPE relacionadas a 70% da FC. E.P.E 70% FC 16 14 16 11 12 14 11 15 14 15 12 13 14 15 12 13 14 14 12 13 14 15 13 14 13 13 14 13 14 14 13 13 160 158 158,3 159,9 149,8 164,9 156,6 160,5 161,8 158,4 149,4 153,4 156,1 162,1 153,2 156,9 157,7 156,5 156,5 158,1 158,5 159 158,5 159 155,4 154,4 158,6 157,8 157,2 157 160 162,5 FC segundo Desvio Guiselini Padrão 160 140 160 110 120 140 110 150 140 150 120 130 140 150 120 130 140 140 120 130 140 150 130 140 130 130 140 130 140 140 130 130 0% 13% 1% 45% 25% 18% 42% 7% 16% 6% 25% 18% 12% 8% 28% 21% 13% 12% 30% 22% 13% 6% 22% 14% 20% 19% 13% 21% 12% 12% 23% 25% até 11% a 10% 20% 6 13 19% 41% 21% a 30% 11 34% 31% a acima de 50% 50% Total 2 0 32 6% 0% 100% Quando testados na faixa de 70% da Freqüência Cardíaca Máxima, e vistos sob a forma percentual, os avaliados apresentaram as seguintes características: 41% dos avaliados, ou seja, 13 (treze) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão de 11 a 20%; 34% dos avaliados, ou seja, 11 (onze) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão de 21 a 30%; 19% dos avaliados, ou seja, 6 (seis) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão desvio padrão de 10%; 6% dos avaliados, ou seja, 2 (dois) participantes, encontram-se com desvio padrão de 31 a 50%; e nenhum participante encontrou-se na faixa de desvio padrão acima de 50%. Ao serem analisados pelo protocolo de Teste Qui Quadrado em 70% da Frequência Cardíaca Máxima, os avaliados apresentaram um resultado de 160,39, tornando a hipótese significativa; TABELA 8 – Valores da EPE relacionadas a 80% da FC. E.P.E FC 80% F Segundo C Guiselini 18 16 18 13 173 170 170,2 170,6 180 160 180 130 4% 6% 5% 31% 13 15 13 16 16 17 13 15 15 16 13 14 16 15 14 15 16 16 16 15 14 15 16 15 16 15 16 161,2 176,6 170,4 173 174,2 171,6 162,6 166,6 167,4 174,4 165,8 169,6 169,8 169 168 171,4 171 170 170 172 168,6 167,6 171,4 170,2 167,8 168 172 130 150 130 160 160 170 130 150 150 160 130 140 160 150 140 150 160 160 160 150 140 150 160 150 160 150 160 24% 18% 31% 8% 9% 1% 25% 11% 12% 9% 28% 21% 6% 13% 20% 14% 7% 6% 6% 15% 20% 12% 7% 13% 5% 12% 8% até 10% 14 44% 11% a 21% a 31% a acima 20% 30% 50% de 50% Total 12 4 2 32 38% 13% 6% 0% 100% Quando testados na faixa de 80% da Freqüência Cardíaca Máxima, e vistos sob a forma percentual, os avaliados apresentaram as seguintes características: 44% dos avaliados, ou seja, 14 (quatorze) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão de 10%; 38% dos avaliados, ou seja, 12 (doze) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão de 11 a 20%; 13% dos avaliados, ou seja, 4 (quatro) participantes, encontram-se na faixa de desvio padrão desvio padrão de 21 a 30%; 6% dos avaliados, ou seja, 2 (dois) participantes, encontram-se com desvio padrão de 31 a 50%; e nenhum participante encontrou-se na faixa de desvio padrão acima de 50%. Ao serem analisados pelo protocolo de Teste Qui Quadrado em 80% da Frequência Cardíaca Máxima, os avaliados apresentaram um resultado de 109,09, tornando a hipótese significativa; 8. PRODUTO DISSEMINÁVEL O Mestrado Profissional diferencia-se do Mestrado Acadêmico, pela obrigatoriedade no desenvolvimento de um Produto Disseminável. Sendo assim, ao finalizarmos os Resultados e a Análise Estatística dos testes, passamos a focar na elaboração do produto. Como estamos confrontando a literatura científica, pensamos em desenvolver um Produto, com uma linguagem simples e que fosse de fácil acesso para a população em geral, ou seja, um produto que não fosse voltado somente para os Profissionais e/ou Estudantes da área de Educação Física, mas também para o público em geral. Nossa primeira idéia de Produto foi um livro, mas, teríamos alguns problemas, como a falta de acesso de boa parte da população, visto que o mesmo seria restrito apenas para os Profissionais da área de Educação Física. Descartada a idéia do livro, pensamos em transformar nosso produto em uma cartilha, mantendo a idéia base de um Produto de fácil acesso e informações. Porém, analisando o mundo cada vez mais dinâmico e apressado em que vivemos, precisaríamos pensar em algo que fosse mais simples e que pudesse transmitir a informação desejada. Passamos então a focar nossa idéia no conceito de um Produto simples, de fácil acesso e com informações claras. Pensando assim, desenvolvemos como Produto, 2 (duas) ferramentas que disseminem os resultados da nossa pesquisa. Em ambos, foram explicitados os resultados em percentual, para que ficassem de forma mais clara e objetiva. A primeira ferramenta foi à elaboração um cartaz que pudesse ser colocado nos locais de treinamento (Figura 2), e a segunda, um adesivo para ser fixado em esteiras ergométricas (Figura 3). Figura 2 – Produto Disseminável: Cartaz Figura 3 – Produto Disseminável: Adesivo Assim alcançamos nosso objetivo, desenvolver um Produto simples, de fácil acesso e que trouxesse informações claras e que beneficiassem não somente para os Profissionais da área, mas a população em geral. 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS Verdadeiros Pesquisadores sabem que na ciência não existe verdade absoluta, o que é verdade hoje, amanhã possivelmente não mais será. Mesmo assim, ainda causa medo a alguns profissionais, que se consideram “pesquisadores”, o fato de situações como essa acontecerem. Ao anunciarmos que confrontaríamos o achado do brilhante pesquisador sueco Gunnar Borg, alguns desses pseudopesquisadores zombaram da idéia, dizendo que era muita pretensão querer modificar algo que era utilizado a mais de 50 anos! A Percepção Subjetiva de Esforço através da RPE 20 de Borg possui um valor inquestionável quanto a sua aplicabilidade em critérios de percepção de esforço. Porém em nosso trabalho, observamos que nos voluntários, brasileiros, que participaram dos testes, os valores preconizados pela tabela de Borg, não foram compatíveis com aqueles utilizados para determinar a intensidade de treinamento. Apoiado na literatura científica, Guiselini (2007) demonstra que ao multiplicarmos por 10 a EPE, estaremos próximos à freqüência cardíaca de trabalho. Assim, ao observarmos os resultados deste estudo, não obtivemos resultados que sustentam tal afirmação. Na primeira análise, foram verificados os resultados sob a forma de diferença de percentual dos resultados encontrados com o proposto pela literatura científica. Quando trabalhamos com 50% da FC máxima, 31% dos avaliados apontam um desvio padrão, em módulo, na resposta do teste comparadas com a da literatura científica de 31 % a 50%. Isso faz com que haja uma faixa muito extensa de variação na resposta no avaliado, já que a mesma pode ser de 31% a 50% maior ou menor do que a analisada. Ao analisarmos pelo Teste Qui Quadrado, os avaliados apresentaram em 50% uma resposta significativa de 402,49. Ao trabalharmos em 60% da FC máxima, 47% dos avaliados apontam um desvio padrão, em módulo, na resposta do teste comparadas com a da literatura científica de 11 % a 20%; esse resultado demonstra que a faixa de variação na resposta do avaliado seja um pouco menor, já que a mesma pode ser de 11% a 20% maior ou menor do que a analisada. Mas, no que diz respeito a treinamento, principalmente de alto rendimento, ainda estamos com uma variação muito extensa. Ao analisarmos pelo Teste Qui Quadrado, os avaliados apresentaram em 60% uma resposta significativa de 247,77. Porém, em 70% da FC máxima, 41% dos avaliados apontam um desvio padrão, em módulo, na resposta do teste quando comparadas com a da literatura científica de 11 % a 20%. Isso significa que quando testados em 70% da FC máxima, os avaliados possuem a mesma faixa de variação na resposta quando avaliados a 60% da FC máxima, podendo ser de 11% a 20% maior ou menor do que a analisada, mantendo uma faixa extensa no que diz respeito a treinamento de alto rendimento. Ao analisarmos pelo Teste Qui Quadrado, os avaliados apresentaram em 70% uma resposta significativa de 160,39. Completando a faixa de análise, ao trabalharmos em 80% da FC máxima, 44% dos avaliados apontam um desvio padrão, em módulo, na resposta do teste comparada com a da literatura científica de 10 %. Isso significa que a resposta dos avaliados pode ser 10% maior ou menor do que a analisada. Ao analisarmos pelo Teste Qui Quadrado, os avaliados apresentaram em 80% uma resposta significativa de 109,09. Após analisarmos os resultados, podemos depreender que independente da Análise Estatística utilizada, sejam em percentual ou pelo Teste de Qui Quadrado, as respostas dos avaliados ao serem testados, de forma geral, são maiores que o proposto pela literatura. Isso significa que a resposta obtida por Borg em seu estudo, e muito utilizada ao longo dos anos, não possui boa relação quando utilizada na população brasileira atual. Assim, de acordo com os resultados encontrados, fica comprovado que a utilização da Freqüência Cardíaca e da Escala Subjetiva de Esforço RPE-20, para ser apropriada para controlar a Intensidade do Exercício, precisa ser ajustada para a população brasileira ou sempre que optar-se por utilizar somente a Escala Subjetiva de Esforço RPE-20 deve-se associá-la diretamente a monitorização da Frequência Cardíaca para a obtenção de resultados próximos do ideal, visto que a utilização da Escala poderá trazer erros nos treinamentos desenvolvidos para a população brasileira. De qualquer forma, esperamos que estudos futuros apóiem-se em nossos resultados para, quando não dispuserem de recursos, analisarem a Intensidade do Esforço por meio da RPE-20 para trabalharem em uma faixa mais próxima do ideal buscada nos treinamentos, ou confrontem nossos achados para estabelecermos padrões mais precisos para analisarem a população brasileira nesses aspectos. Não foram encontrados estudos que confrontem os resultados descritos no estudo de Borg. 10. BIBLIOGRAFIA ACSM (American College of Sports Medicine). Manual de Pesquisa das Diretrizes do American College of Sports Medicine para os Testes de Esforço e sua Prescrição. 6ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. AHA (American Heart Association). Exercise standarts for testing and training: a statement for healthcare professionals from the American Heart Association. Circulation, v.104, p.1694-1740, 2001. ALMEIDA, M.B.; ARAÚJO, C.G.S. Efeitos do treinamento aeróbio sobre a freqüência cardíaca. 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Antes de serem avaliados, os participantes serão submetidos a uma análise morfológica, com o intuito de estabelecer características relevantes do treinamento, tais como Altura, Peso Corporal, Índice de Massa Corporal (IMC), Frequência Cardíaca de Repouso e Pressão Arterial Sistólica e Diastólica. O protocolo de teste é caracterizado por 4 estágios, com duração de 3 minutos cada, sendo o primeiro estágio realizado a 50% da Frequência Cardíaca, o segundo a 60%, o terceiro a 70% e o quarto a 80% da Frequência Cardíaca. Os testes serão aplicados na Clícia Academia, no bairro Centro, na cidade de Barra Mansa/RJ. Serão excluídos do teste, os avaliados que não apresentarem: Idade entre 21 e 35 anos; Pelo menos 1 ano de prática em exercícios contra-resistivos; Atestado Médico no mês do teste; Indivíduos que utilizem medicamentos de uso contínuo que possam atrapalhar o resultado ou colocar em risco o próprio avaliado; voluntárias em período menstrual. Cabe ressaltar que os avaliados serão voluntários no estudo, isto é, não terão nenhum privilégio e/ou renda por participarem do mesmo, podendo desistir de participar a qualquer momento, por livre escolha, sem qualquer constrangimento. Todos os cuidados serão tomados com o intuito de garantir a integridade física e mental de todas as participantes, bem como para garantir o seu anonimato. Vale lembrar que este estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos CoEPS/UniFOA em 08 de junho de 2009 (processo Nº 84/09). Barra Mansa, _____de ___________________ de 2009. Participante: ___________________________________________________________. ANEXO II ANEXO III