Disciplina de Mercado Financeiro - GST0187
Curso de Graduação em Administração
Prof. Hubert Chamone Gesser, Dr.
Graduação em Administração - ESAG/UDESC
Doutorado e Mestrado em Engenharia de Produção - UFSC
- SUMÁRIO -
Sistema Financeiro Nacional
Mercados Financeiros: Monetário e Crédito
Mercados Financeiros: Capitais e Cambial
Risco da Taxa de Juros
Carteira Eficiente de Ações
Precificação de Ativos (CAPM)
Valor em Risco de Ações (VaR)
Produtos Financeiros
Bibliografia
Mercado Financeiro
Sistema Financeiro Nacional
Prof. Hubert Chamone Gesser, Dr.
Retornar
Sistema Financeiro Nacional
• Conjunto de instituições financeiras e instrumentos
financeiros que visam transferir recursos dos agentes
econômicos (pessoas, empresas, governo) superavitários
para os deficitários.
• Órgão normativo máximo: CMN
Lei de Reforma Bancária de 1964
Lei do Mercado de Capitais de 1965
Lei de criação dos Bancos Múltiplos de 1988
4
Estrutura do SFN
SUBSISTEMA
NORMATIVO
SISTEMA
FINANCEIRO
NACIONAL
(SFN)
SUBSISTEMA DE
INTERMEDIAÇÃO
5
Estrutura do SFN
Sistema Financeiro Nacional
SUBSISTEMA
NORMATIVO
Subsistema Normativo
CONSELHO
MONETÁRIO
NACIONAL (CMN)
Comissões
Consultivas
BANCO
CENTRAL
(BACEN)
SUBSISTEMA
NORMATIVO
(CVM) COMISSÃO
VALORES
MOBILIÁRIOS
INSTITUIÇÕES
ESPECIAIS
B.B.
BNDES
CEF
Responsável pelo funcionamento do
mercado financeiro e de suas instituições.
7
Conselho Monetário Nacional
CMN
FINALIDADE PRINCIPAL:
FORMULAÇÃO DE TODA A POLÍTICA DE MOEDA E DO
CRÉDITO, OBJETIVANDO ATENDER AOS INTERESSES
ECONÔMICOS E SOCIAIS DO PAÍS.
• Fixar diretrizes e as normas da política cambial
• Regulamentar as operações de câmbio
• Controlar a paridade da moeda e o equilíbrio do Balanço de Pagamentos
Composto por:
• Ministro da Fazenda
• Ministro de Planejamento
• Presidente do Banco Central
Comissões Consultivas:
• Assuntos Bancários
• Mercado de Capitais e Mercados Futuros
• Crédito Rural
• Crédito Industrial
• Política Monetária
• Política Cambial
Banco Central - BACEN
• Executor das políticas traçadas pelo CMN e órgão
fiscalizador do SFN.
• Banco fiscalizador e disciplinador do Mercado Financeiro.
• Banco que aplica penalidades, na intervenção e na
liquidação extrajudicial de instituições financeiras.
• Banco gestor do SFN ao expedir normas e autorizações e
promover o controle das instituições financeiras.
• Banco executor da política monetária.
9
Banco Central - BACEN
Setor Bancário Sul (SBS) Quadra 3 Bloco B - Ed. Sede
Brasília - DF
CEP: 70.074-900
Telefone: (61) 3414-1414
10
Atribuições do BACEN
• Fiscalizar as instituições financeiras.
• Autorizar o funcionamento, instalação e transferência de
sedes, fusões e incorporações das Instituições Financeiras.
• Emitir dinheiro e controlar a liquidez do mercado.
• Controlar o crédito, os capitais estrangeiros e receber os
depósitos compulsórios dos bancos.
• Efetuar operações de compra/venda de títulos públicos e
federais.
• Supervisionar o sistema de compensação de cheques.
11
CVM
Comissão de Valores Mobiliários
• Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.
• Incentiva a poupança no mercado acionário.
• Estimula o funcionamento das bolsas de valores e
das instituições operadoras do mercado acionário.
• Assegura a lisura nas operações de compra/venda
de valores mobiliários.
• Promove a expansão dos negócios do mercado
acionário.
• Protege os investidores do mercado acionário.
12
CVM
Comissão de Valores Mobiliários
Rua Sete de Setembro, 111
2°, 3°, 5°, 6° (parte), 23°, 26° ao 34° Andares - Centro
CEP - 20050-901
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
13
Atuação da CVM
Instituições Financeiras
do Mercado
CVM
Companhias de
Capital Aberto
Investidores
14
Banco do Brasil
• Sociedade Anônima de capital misto, controlada pela União.
Até 1986 foi considerada uma autoridade monetária,
atuando na emissão de moeda.
• Agente Financeiro do Governo Federal: na execução de sua
política creditícia e financeira sob a supervisão do CMN
(recebe tributos).
• Banco Comercial: pode exercer atividades próprias dessas
instituições.
• Banco de Investimento e Desenvolvimento: financia
atividades rurais, industriais, comerciais e de serviços, além
de fomentar a economia de diferentes regiões.
15
Banco do Brasil
16
BNDES
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
• Principal instrumento de médio e longo prazo de execução
da política de financiamento do Governo Federal.
• Objetivo: reequipar e fomentar empresas de interesse ao
desenvolvimento do país.
• Atua através de agentes financeiros, pagando uma comissão
chamada “del credere”. Esses agentes são co-responsáveis
na liquidação da dívida junto ao BNDES.
• O BNDES administra fundos como o FAT (que financia o
seguro-desemprego).
17
BNDES
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
18
CEF
Caixa Econômica Federal
• As caixas econômicas são instituições financeiras públicas,
autônomas e que apresentam um claro objetivo social.
• A CEF executa atividades características dos bancos
comerciais e múltiplos.
• A CEF é o principal agente do SFH (Sistema Financeiro de
Habitação), atuando no financiamento da casa própria.
• Os recursos para o SFH são originados pelo FGTS,
cadernetas de poupança e fundos próprios dos agentes
financeiros.
19
CEF
Caixa Econômica Federal
20
CEF
Caixa Econômica Federal
• Outros objetivos da CEF:
– Administrar com exclusividade os serviços de
loterias federais
– Constituir-se no principal arrecadador do FGTS
– Ter o monopólio das operações de penhor, que são
empréstimos garantidos com bens de valor e alta
liquidez como jóias, metais preciosos, pedras
preciosas, etc..
21
Subsistema de Intermediação
Instituições
Financeiras Bancárias
Instituições
Financeiras não
Bancárias
SUBSISTEMA
DE
INTERMEDIAÇÃO
Sistema Brasileiro de
Poupança e Empréstimo
(SBPE)
Instituições
Auxiliares
Instituições não
Financeiras
Composto pelas instituições bancárias e não bancárias
que atuam em operações de intermediação financeira.
Instituições Financeiras Bancárias
• Bancos Comerciais:
– Constituídos em forma de S.A.
– Capacidade de criar moeda escritural
Depósito  Ativo e Passivo  Empréstimo  Juros (direito a receber)
– Tendência a concentração via fusões
– Prestação de serviços:
pagamento de cheques, cobranças, transferências, ordens de pagamentos, aluguel de cofres, custódia de valores, operações de câmbio
– Classificação:
•
•
•
•
•
Bancos de varejo: trabalham com muitos clientes
Bancos de negócios: voltados a grandes operações
Private bank: atende pessoas físicas de renda/patrimônio elevado
Personal bank: para pessoas físicas de renda elevada e pequenas e médias empresas
Corporate bank: para pessoas jurídicas de grande porte
23
Instituições Financeiras Bancárias
24
Instituições Financeiras Não Bancárias
Não têm capacidade de criação de moeda.
• Bancos de Investimento: grandes fornecedores de créditos de médio e
longo prazo, lease-back, repasse de recursos do exterior
• Bancos de Desenvolvimento: instituições públicas estaduais que visam
promover o desenvolvimento econômico e social da região de atuação.
• Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento: conhecidas
como financeiras, dedicam-se a financiar bens duráveis às pessoas
físicas por meio do mecanismo de crédito direto ao consumidor (CDC).
• Sociedades de Arrendamento Mercantil: realizam operações de leasing
de bens nacionais, adquiridos de terceiros e destinados ao uso dos
arrendatários.
• Cooperativas de Crédito: voltadas a viabilizar créditos a seus
associados, além de prestar determinados serviços.
• Sociedades de Crédito Imobiliário: voltam-se ao financiamento de
operações imobiliárias, que envolvem compra e venda de imóveis. Os
recursos são levantados por meio de letras imobiliárias e cadernetas
de poupança.
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SBPE
Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo
SBPE
CEF
Sociedades
de
Crédito
Imobiliário
Associações
de
Poupança e
Empréstimo
Bancos
Múltiplos
A CAPTAÇÃO DE RECURSOS DESTAS INSTITUIÇÕES É FEITA ATRAVÉS DAS
CADERNETAS DE POUPANÇA E DOS FUNDOS PROVENIENTES DO FGTS.
26
Instituições Auxiliares
INSTITUIÇÕES
AUXILIARES
Bolsas
de
Valores
Sociedades
Corretoras
de Valores
Mobiliários
Sociedades
Distribuidoras
de Valores
Mobiliários
Agentes
Autônomos
de
Investimento
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Bolsa de Valores
• É uma associação civil sem fins lucrativos.
• Proporcionam liquidez aos títulos negociados, atuando por
meio de pregões contínuos.
• Têm responsabilidade pela fixação de preços justos, formados
pelo mecanismo da oferta e da procura.
• Obrigam-se a divulgar todas as operações realizadas no
menor tempo possível.
• Local onde são efetuadas as operações de compra e venda de
ações.
• Tipos de ações
ON (ordinárias nominativas)
PN (preferenciais nominativas)
28
Bolsa de Valores
29
Sociedades Corretoras
• Instituições que efetuam, com exclusividade, a intermediação
financeira nos pregões das bolsas de valores, das quais são
associadas, por meio da compra de um título patrimonial.
–
–
–
–
–
–
–
–
Promovem ou participam de lançamentos públicos de ações.
Administram e custodiam carteiras de títulos e valores.
Organizam e administram fundos e clubes de investimento.
Efetuam a intermediação em títulos e valores mobiliários.
Efetuam compra/venda de metais preciosos.
Operam em bolsas de mercadorias e futuros.
Operam em câmbio.
Prestam assessoria técnica em assuntos inerentes ao mercado financeiro.
30
Instituições Não Financeiras
• Sociedades de Fomento Comercial (Factoring): são empresas
comerciais que operam por meio da compra de duplicatas,
cheques e outros títulos, de forma similar ao desconto
bancário.
Fórmula de cálculo do Desconto Bancário Simples
DBS = Vn . id . nd
• Companhias Seguradoras: são consideradas no sistema
financeiro porque têm a obrigação de aplicar parte de suas
reservas no mercado de capitais.
31
Composição do SFN
(Proposta pelo BACEN)
Orgãos
Normativos
Entidades
Supervisoras
Banco Central do Brasil
Bacen
Instituições financeiras
captadoras de depósitos
à vista
Comissão de Valores
Mobiliários - CVM
Bolsas de mercadorias e
futuros
Conselho Monetário
Nacional - CMN
Conselho Nacional de
Seguros Privados CNSP
Operadores
Superintendência de Seguros
Privados - Susep
Conselho Nacional de Superintendência Nacional de
Previdência
Previdência Complementar
Complementar - CNPC
PREVIC
Resseguradores
Demais instituições
financeiras
Bancos de Câmbio
Outros intermediários
financeiros e administradores
de recursos de terceiros
Bolsas de valores
Sociedades seguradoras
Sociedades de
capitalização
Entidades
abertas de
previdência
complementar
Entidades fechadas de previdência complementar
(fundos de pensão)
32
Títulos Públicos Negociados
no Mercado Financeiro
• São títulos federais, estaduais e municipais.
• Os títulos federais são adquiridos no mercado primário
por meio de leilões promovidos pelo BC e podem,
posteriormente, ser negociados no mercado secundário
para outras instituições financeiras ou não financeiras.
• Exemplos:
 LTN (Letras do Tesouro Nacional - pré-fixado),
 LFT (Letras Financeiras do Tesouro - pós-fixado),
 NTN (Notas do Tesouro Nacional - indexado pelo IPCA).
33
Organismos Financeiros Internacionais
•
•
•
•
•
Fundo Monetário Internacional (FMI)
Banco Mundial
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
Grupo dos 20 (G-20)
Blocos Econômicos
União Européia
NAFTA
MERCOSUL
ASEAN
Pacto Andino
APEC
34
G-20
PAÍSES MEMBROS: Argentina. México, Brasil, Canadá, Estados Unidos, África do Sul, China,
Japão, Coréia do Sul, Índia, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia, União Européia, Alemanha,
França, Itália, Rússia, Reino Unido e Austrália.
• O Grupo dos 20 foi proposto como um fórum para cooperação e consulta nas matérias pertinentes ao sistema
financeiro internacional. Estuda, revisa e promove a discussão entre os principais países desenvolvidos e
os emergentes.
• É integrado pelos ministros de finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G7 e de outros 12 países chaves, além
do Banco Central Europeu.
35
Mercado Monetário e de Crédito
Prof. Hubert Chamone Gesser, Dr.
Retornar
Segmentação do Mercado Financeiro
MERCADO
DE
CRÉDITO
MERCADO
MONETÁRIO
MERCADO
FINANCEIRO
MERCADO
DE
CAPITAIS
MERCADO
CAMBIAL
JUROS: MOEDA DE TROCA DESSES MERCADOS
37
Mercado Monetário
•
•
•
•
Envolve operações de curto e curtíssimo prazo.
Visa o controle da liquidez do mercado.
Prazos reduzidos e alta liquidez (NTN, LTN, CDI).
Constituído pelos Bancos Comerciais e Sociedades
Financeiras.
• SELIC: Sistema Especial de Liquidação e Custodia, criado em
1979 para o controle, liquidação e custódia das operações com
títulos públicos.
• CETIP: Central de Custódia e de Liquidação Financeira de
Títulos privados, começou a funcionar em 1986. Semelhante ao
SELIC, abriga títulos como CDB, RDB, debêntures, CDI, etc...
38
Mercado Monetário
• SELIC: Sistema Especial de Liquidação e Custodia, tem
uma taxa de juros chamada Taxa Selic ou D0 .
• CETIP: Central de Custódia e de Liquidação Financeira de
Títulos privados, tem uma taxa de juros chamada Taxa Cetip
ou D1 ou ADM.
• A taxa Selic permite a compra e venda diária de títulos, através
da taxa Selic apurada diariamente.
• Como os títulos negociados no Selic são de grande liquidez e risco
mínimo, a taxa definida nesse ambiente se reconhece como uma
taxa livre de risco da economia.
• Na Cetip a liquidação é feita no dia seguinte ao da operação. Por
isso D1. A taxa Cetip é ligeiramente maior que a Selic pelo risco
desse dia adicional.
39
Mercado Monetário
CÁLCULO DA TAXA SELIC
Operação
Volume ($ mil)
Taxa Diária (% ao dia)
I
$108,0
0,054667%
II
$207,6
0,055179%
III
$491,3
0,054533%
IV
$350,1
0,055861%
Total
$1.157,0
-
Operação
Volume (%)
Taxa Diária
(% ao dia)
Taxa Ponderada
(% ao dia)
I
9,34%
0,054667%
0,005106%
II
17,94%
0,055179%
0,009899%
III
42,46%
0,054533%
0,023155%
IV
30,26%
0,055861%
0,016904%
Total
100%
0,055063%
Mercado Monetário
CÁLCULO DA TAXA SELIC EFETIVA ANUAL
Taxa SELIC Anual = [ ( 1 + Taxa SELIC Diária ) 252 - 1 ] x 100
Taxa SELIC Anual = [ ( 1 + 0,00055063 ) 252 - 1 ] x 100
Taxa SELIC Anual = 14,8803% ao ano
A Taxa SELIC representa a taxa média de juros das operações diárias de
financiamentos realizadas entre instituições financeiras no mercado monetário
(lastreadas em títulos públicos).
A Taxa SELIC é a taxa básica de juros da economia.
Taxas Equivalentes na HP-12c
f
f
P/R
PRGM
x >y
x >y
f
x>y
yx
P/R
1
Entrada no modo de programação
Limpeza de programas anteriores
1
0
1
0
0
1
0
+
X
Saída do modo de programação
Programa para Cálculo de Taxas Equivalentes na Calculadora Financeira HP-12c
Cálculo de Taxas Equivalentes na
Calculadora Financeira HP-12c
EXEMPLO: Transformando a taxa de 14% ao mês em uma taxa diária
f
REG
1
4
1
Limpa os Registradores
ENTER
R/S
3
0
ENTER
0,437716065% a.d.
 Roteiro de Cálculo:
1º Informe a taxa que você tem, aperte ENTER e dê o tempo em dias;
2º Informe o número de dias da taxa que você quer e
3º Aperte a tecla R/S para obter a resposta
Exercícios de Taxas Equivalentes
EXERCÍCIOS
Faça as seguintes conversões de taxas equivalentes na HP-12C
0,055063% a.d. para ano útil (252 dias)
 14,8803% a.a.
4,678% a.m. para ano comercial (360 dias)  73,0872% a.a
34,8234% a.s. para dia
 0,1661% a.d.
129,673% a.a. (comercial) para mês
 7,1747% a.m.
Títulos Públicos
• Títulos do Tesouro Nacional: voltados a execução da
política fiscal do Governo,
financiando déficits.
antecipando
receitas
ou
• LTN - Letras do Tesouro Nacional
• LFT - Letras Financeiras do Tesouro
• NTN - Notas do Tesouro Nacional
• Títulos do Banco Central: têm por objetivo a implementação e execução da política monetária.
• BBC - Bônus do Banco Central
• LBC - Letras do Banco Central
• NBC - Notas do Banco Central
45
Títulos Públicos
• LTN - Letras do Tesouro Nacional: emitidas por prazos de
28 dias e negociadas com deságio.
• LFT - Letras Financeiras do Tesouro: rendimentos definidos
pela taxa Selic. Papéis atraentes para o investidor sendo seus
prazos de emissão definidos pelo Tesouro Nacional.
• NTN - Notas do Tesouro Nacional: oferecem rendimento
pós-fixado e atrelados a um indexador da economia. Prazo
de emissão 3 meses e pagamento dos juros periódico.
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Mercado Aberto
Títulos
BACEN
Venda Primária
ou Leilão Primário
Propostas IF
através dos
Dealers
Mercado Secundário
ou Mercado Aberto
OPERAÇÕES
OVER NIGHT
Taxa Selic
47
Atuação dos Bancos no Mercado Monetário
RESERVAS MONETÁRIAS DOS BANCOS
• Volume de Depósitos Voluntários junto ao BACEN
• Volume de Depósitos Compulsórios junto ao BACEN
• Dinheiro no caixa das instituições
CAPTAÇÃO DE RECURSOS
BANCOS
• Depósitos à vista
• Colocação de Títulos
APLICAÇÕES EM ATIVOS
• Créditos
• Carteiras de Títulos e Valores
• Moeda estrangeira
48
Transações que Afetam às Reservas Bancárias
• Depósitos compulsórios
• Recolhimentos e transferências ao Tesouro de
tributos e contribuições federais
• Negociações com títulos de sua própria emissão
• Saldo das transações realizadas (entrada/saída)
• Operações com títulos públicos em leilão primário e no mercado secundário
• Operações com moeda estrangeira
49
Equilíbrio de Contas das Instituições
Financeiras no Final do Dia
• Mercado Interfinanceiro: operações lastradas em
CDI, de emissão dos participantes e de circulação restrita a esse mercado.
• Transações realizadas eletronicamente entre
instituições financeiras e repassadas aos
terminais da CETIP, para registro e controle.
Taxa Cetip > Taxa Selic.
50
Mercado de Títulos da Dívida Externa
• Constituído pelos papéis emitidos pelas diversas
economias na renegociação de suas dívidas externas
com credores privados e organismos financeiros
internacionais como o FMI e o Banco Mundial.
• Bônus (Bonds): principal papel representativo da
dívida do Brasil. É um título de renda fixa que
identifica uma obrigação de pagamento do Brasil,
diante de um empréstimo concedido por um investidor.
• Bradies Bonds: os emitidos depois de abril de 1994, são
de diversos tipos como C, IDU, Par, Discount, EI.
51
Taxas de Juros do Mercado Financeiro
• TR ou Taxa Referencial: apurada e mensalmente
anunciada pelo governo, calcula-se pela remuneração
média mensal (taxas prefixadas) dos CDB/RDB
operados pelos maiores bancos.
• TBF ou Taxa Financeira Básica: calculada pelo BC
com base nos rendimentos médios mensais oferecidos
pelos CDB de 30 dias.
• TBC ou Taxa do Banco Central: tem por objetivo
definir o nível de juros nas operações do mercado
aberto. Formada livremente pela oferta e a procura.
52
Taxas de Juros do Mercado Financeiro
• TBAN ou Taxa de Assistência do Banco Central:
apurada e mensalmente divulgada, se aplica ao mercado
aberto. TBC e TBAN são usadas nas operações de
redesconto. Indica o percentual máximo a ser adotado
como referência nas operações com títulos públicos.
• TJLP ou Taxa de Juros de Longo Prazo: se calcula
em base as taxas de juros dos títulos da dívida externa e
interna do Brasil. Prazo de 3 meses. Usa-se para
remunerar os recursos do PIS/PASEP, e do FAT. Está
previsto para substituir a TR nos financiamentos do
BNDES.
53
Precatórios
• Quando o Estado é considerado culpado em uma ação
judicial a obrigação financeira decorrente chama-se
Precatório.
• O Precatório é um documento originado de ordem
judicial que obriga o devedor a pagar ao credor o valor
atribuído na causa.
• Os Precatórios são negociados no Mercado Secundário
com Deságio (atraindo devedores do Estado).
54
Mercado de Crédito
• Visa suprir as necessidades de caixa de curto e médio prazo
dos vários agentes econômicos, por meio de créditos a pessoas
físicas ou empréstimos e financiamento às empresas.
• Empréstimos de Curto e Médio Prazo
–
–
–
–
–
–
–
Desconto Bancário de Títulos
Contas Garantidas
Créditos Rotativos
Operações de Hot Money
Empréstimos para Capital de Giro e Pagamento de Tributos
Operações Vendor
CDC/Assunção de Dívidas/ACC/ACE
55
Intermediação Financeira
Crédito
Tomador de
Recursos
Aplica
Instituição
Financeira
Resgate
Operações Ativas
Poupador
(aplicador)
Resgate
Operações Passivas
56
Empréstimos de Curto e Médio Prazo
• Desconto Bancário de Títulos: operação de crédito típica do
sistema bancário, envolvendo duplicatas e promissórias. O
empréstimo é concedido contra a garantia do título
representativo de um crédito futuro.
• Contas Garantidas: similar ao cheque especial.
• Créditos Rotativos: para financiar capital de giro. São
próximas às contas garantidas, mas com garantia de
duplicatas. A medida que as duplicatas vencem, devem ser
substituídas por outras para manter o limite e a rotatividade
do crédito. Movimentadas por meio de cheques.
57
Empréstimos de Curto e Médio Prazo
• Operações Hot Money: empréstimos de curto e curtíssimo
prazo (de 1 à 7 dias), para cobrir necessidades permanentes de
caixa das empresas.
Taxas formadas com base nas taxas dos CDI.
• Empréstimos para Capital de Giro e Pagamento de Tributos:
– Capital de Giro: garantias por meio de duplicatas, avais, notas
promissórias etc.
– Pagamento de Tributos: adiantamentos para liquidação de impostos e
tarifas públicas, como IPI, ICMS, IR, INSS etc.
58
Empréstimos de Curto e Médio Prazo
• Operações de Vendor: financiamento das vendas baseado
no princípio da cessão de crédito, que permite a uma empresa
vender a prazo e receber o pagamento a vista.
SEM VENDOR
À VISTA R$ 100
EMPRESA
VENDEDORA
À PRAZO R$ 110
EMPRESA
COMPRADORA
COM VENDOR
EMPRESA
VENDEDORA
À VISTA R$ 100
EMPRESA
COMPRADORA
BANCO
À PRAZO R$ 108
59
Empréstimos de Curto e Médio Prazo
• Repasse de Recursos Externos: repasse de recursos
contratados por meio de captações em moeda estrangeira
efetuada pelos bancos comerciais e múltiplos e os bancos de
investimento.
Encargos: taxa Libor + spread + comissão de repasse + variação cambial.
• Crédito Direto ao Consumidor (CDC): operação destinada a financiar a compra de bens e serviços por
consumidores ou usuários finais. É concedido por sociedades
financeiras e a garantia é a alienação do próprio bem.
O CDC com interveniência representa o crédito concedido às
empresas para repasse aos clientes.
60
Empréstimos de Curto e Médio Prazo
• Assunção de Dívidas: operação de empréstimo para
empresas que dispõem de caixa para quitação de uma
dívida e, por tanto, não necessitam de crédito.
Esta operação permite reduzir o custo direto da dívida original.
 Funcionamento:
O importador (devedor) de uma dívida internacional transfere a
responsabilidade da dívida ao Banco mediante sua liquidação
antecipada.
O ganho está no desconto (deságio) pelo pagamento antecipado.
61
Empréstimos de Curto e Médio Prazo
• Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC): são
adiantamentos aos exportadores lastreados nos contratos de
câmbio firmados com clientes externos.
Incentiva a exportação.
• Cessão de Crédito: realizada entre Instituições Financeiras
interessadas em negociar carteiras de crédito.
• Commercial papers: nota promissória comercial. É
negociado com deságio.
• Export notes: um exportador cede seus direitos (cessão de
créditos) a um investidor, recebendo em moeda nacional.
• Crédito
Consignado:
financiamentos a funcionários
públicos e trabalhadores do setor privado (desconto em folha).
62
Serviços Bancários
• Ganhos por meio de cobrança de tarifas ou do floating.
• Floating: retenção temporária de recursos de terceiros, que
proporciona ganhos financeiros até a data da entrega a seus
proprietários.
• Principais Serviços Bancários:
 Emissão de saldos e extratos de c/c, DOC e TED, cartões
eletrônicos e cartões de crédito e/ou débito.
 Acesso eletrônico a saldos e Home Banking
 Fornecimento de cheques
 Disponibilização de caixas eletrônicos
 Sustação pagamento cheques
 Cobranças bancárias, empréstimos
 Cofres de aluguel
 Débito automático em c/c de tarifas públicas
63
Títulos de Crédito
• Duplicata e Fatura
A Duplicata é um título de crédito que representa uma
transação de compra e venda mercantil.
A Fatura não é um título de crédito, mas um documento
que comprova a operação comercial.
• Letra de Câmbio
Ordem de pagamento emitida pelo credor contra o
devedor. O Favorecido pode ser uma terceira pessoa.
• Nota Promissória
É uma promessa de pagamento feita pelo devedor em
favor de um credor. Pode ser endossada.
64
Títulos de Crédito
Duplicata
65
Títulos de Crédito
A Fatura não é um título de crédito
66
Títulos de Crédito
Letra de Câmbio
67
Títulos de Crédito
Nota Promissória
68
Mercado de Capitais e de Câmbio
Prof. Hubert Chamone Gesser, Dr.
Retornar
Mercado de Capitais
• Está estruturado para suprir as necessidades de
investimento dos agentes econômicos, por meio de diversas
modalidades de financiamento a médio e longo prazos para
capital de giro e capital fixo.
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
Ações
Opções sobre ações
Depositary Receipts
Brazilian Depositary Recepts
Debêntures
Letras de Câmbio
Certificados/Recibos de Depósitos Bancários (CDB/RDB)
Caderneta de Poupança
Letras hipotecárias
Letras imobiliárias
Warrants
70
Mercado de Capitais
• O Mercado de capitais é um sistema de distribuição de
valores mobiliários que proporciona liquidez aos títulos de
emissão de empresas e viabiliza o processo de capitalização.
• É constituído pelas bolsas de valores, sociedades
corretoras e outras instituições financeiras autorizadas.
• Os principais títulos negociados: ações, empréstimos
tomados pelas empresas, no mercado representado
por debêntures, bônus de subscrição e outros papéis
comerciais (commercial papers).
AÇÕES
DEBÊNTURES
71
Ações
• Títulos de renda variável, emitidos por sociedades
anônimas, que representam a menor fração do capital da
empresa emitente.
• O investidor em ações é um coproprietário da sociedade
anônima da qual é acionista, participando dos seus
resultados.
Todo acionista é dono de uma parcela da empresa
72
Tipos de Ações
• Ordinárias (ON): São as que conferem direito comuns aos
sócios (incluindo o direito de voto), sem restrições ou
privilégios. Nas companhias fechadas as ações poderão ser
divididas em classes diferentes, já nas abertas serão todas
iguais
• Preferenciais (PN): São aquelas que dão as seus titulares
alguns privilégio ou preferência, como a prioridade da
distribuição dos dividendos no mínimo superior a 10% do
que foi atribuído às ordinárias.
73
Classificação das Ações
Pela liquidez do papel:
• Primeira linha ou blue chips: grande volume negociado,
grande número de vendedores e compradores;
• Segunda linha: ações menos negociadas.
Pelo grau de capitalização de mercado da empresa:
• Large caps: alta capitalização
• Mid caps: média capitalização
• Small caps: baixa capitalização
74
Rentabilidade com Ações
Dividendos:
• É o recebimento da fração correspondente ao lucro líquido
apurado no DRE.
• Pelo § 2º, do art. 202 da Lei 6.404 (Lei das sociedades
anônimas) as empresas devem distribuir pelo menos 25%
do lucro líquido.
Ganho de Capital:
• Quando o preço de venda supera o de compra
75
Oferta Pública de Ações
• A emissão e colocação de ações é uma operação típica das
S.A. Ela é uma das formas mais vantajosas de levantar
recursos. Obedecem a uma sistemática legal.
• Denomina-se subscrição de ações ou underwriting, tendo os
atuais acionistas o privilégio da compra dessas ações.
• Lançamento no mercado primário e negociadas entre
investidores no mercado secundário.
76
Debêntures
• Títulos emitidos por empresas do tipo S/A (Sociedades
Anônimas). Os recursos são destinados principalmente
para capital fixo das empresas, paga juros, participações
nos lucros etc.
• São títulos de crédito de médio e longo prazo emitidos por
uma empresa (S.A.) Ou seja, você se torna credor da
companhia, de acordo com as regras divulgadas na
escritura do título.
Todo debenturista é um credor da empresa
77
Rentabilidade das Debêntures
• Rentabilidade média: rendem juros fixos ou variáveis, que
podem estar atrelados, entre outros indexadores, à inflação
(IPCA mais juros), ao CDI ou às taxas de juros de
referência (TJ3 e TJ6).
• O pagamento ao debenturista se faz pelo Sistema de
Amortização Americano.
 Pagamento de cupons periódicos
 Pagamento da amortização no final
78
Debêntures
Nas Debêntures há a presença de coupons periódicos.
Debêntures
Componentes das Debêntures
COUPON 10.000,00
VALOR NOMINAL
1o SEMESTRE
$200.000,00
COUPON 10.000,00
VENCIMENTO
COUPON 10.000,00
2o SEMESTRE
3o SEMESTRE
2 ANOS
COUPON 10.000,00
4o SEMESTRE
Coupons periódicos
Debêntures
PLANILHA DO FINANCIAMENTO
Amortização pelo Sistema Americano
n
Saldo Devedor
Inicial
1
200.000
Juros
Amortização
Total
Saldo Devedor
Final
2
3
4
Observação: valores em $, 4 parcelas e taxa de juros de 5% a.m.
81
Debêntures
PLANILHA DO FINANCIAMENTO
Amortização pelo Sistema Americano
n
Saldo Devedor
Inicial
Juros
Amortização
Total
Saldo Devedor
Final
1
200.000
(10.000)
-
(10.000)
200.000
2
200.000
(10.000)
-
(10.000)
200.000
3
200.000
(10.000)
-
(10.000)
200.000
4
200.000
(10.000)
(200.000)
(210.000)
-
Observação: valores em $, 4 parcelas e taxa de juros de 5% a.m.
82
Títulos Conversíveis
• Concedem a seu titular o direito de trocar os ativos
possuídos por outros.
• Um caso comum é o Bônus Conversível em Ações da
empresa emitente.
• As debêntures costumam ser emitidas com cláusula de
conversibilidade em ações da empresa. No momento do
resgate, o debenturista faz a opção de receber em dinheiro
ou em ações.
83
Warrants
• Representam uma opção de compra futura concedida pelo
emitente do título, a um preço previamente definido.
• Os warrants são geralmente conversíveis em ações ou em
títulos de dívidas. Alguns dão o direito de escolha na
compra de ações ou obrigações e outros, mais raros, dão o
direito de compra de mercadorias.
• As condições da opção são indicadas no lançamento.
Warrants são títulos que dão ao seu portador o direito de comprar ações
ordinárias de uma empresa a preço fixo dentro de um certo período.
84
Mercado Cambial
• Segmento financeiro em que ocorrem operações de compra e
venda de moedas internacionais conversíveis.
• Operadores de câmbio: especialistas vinculados às Instituições
Financeiras na função de transacionar divisas.
• Corretoras de câmbio: intermediários entre os operadores e
os agentes econômicos interessados em comprar ou vender
moedas.
Taxa LIBOR: taxa de juros interbancária de Londres.
Taxa PRIME: taxa de juros cobradas pelos bancos
norte-americanos aos clientes preferenciais.
85
Atividades de Câmbio
• É utilizado quando se faz comércio internacional e quando
se captam recursos no exterior (investimentos, empréstimos,
pagamento de juro, remessa de dividendos, viagens
internacionais etc.)
Empresas
Exportadoras
Empresas
Importadoras
86
Operações Futuras
e Arbitragem de Câmbio
• Na modalidade de operação cambial futura, a moeda é
negociada no presente em paridade e quantidade, ocorrendo a entrega efetiva no futuro.
• Permite se proteger de eventuais variações da moeda no
período considerado, eliminando os riscos cambiais tão
comuns nas operações de comércio internacional.
• As diferenças de cotações temporárias de uma moeda em
diferentes centros financeiros, permite tirar vantagens
através do processo chamado arbitragem.
87
Moeda Européia: Euro ( € )
• Foi criado o Banco Central Europeu com sede em
Frankfurt, que define e executa a política monetária do
continente.
• Justificativos do Euro:
–
–
–
–
–
apoio /facilidades às relações comerciais e financeiras da UE
redução de custos com a eliminação de comissões cambiais
permitir a comparação dos preços dos diferentes países
ampliação da força política e econômica da UE no mundo
maior integração européia.
A zona euro foi criada no início de 1999 com 11 países fundadores:
Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Holanda,
Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal.
88
Moeda Européia: Euro ( € )
89
Moeda Americana: Dólar (US$)
As notas acima de US$100,00 deixaram de ser produzidas
em 1946 e foram retiradas de circulação em 1969.
90
Outras Moedas Internacionais
Libra Esterlina (Inglaterra)
Yuan (China)
Iene (Japão)
Franco Suíço (Suíça)
91
Variação Cambial
• Suponha-se que, em determinado mês, era necessário R$4,00
para adquirir US$1,00 e no seguinte essa paridade alterouse para R$6,00 por US$1,00.
Fórmula:
TCn
VC 
1
TCb
Onde:
VC = Variação Cambial
TCn = Taxa de Câmbio na Data de Referência
TCb = Taxa de Câmbio na Data Base
 No exemplo acima tem-se:
VC 
6
4
 1  0,50
Pode-se dizer que a moeda brasileira
sofreu um desvalorização de 50%.
92
Variação Cambial
• Para o mesmo caso anterior, US$0,25 era equivalente a
R$1,00 e depois essa relação de paridade alterou-se para
US$0,1667 para cada R$1,00.
Fórmula:
TCn
VC 
1
TCb
Onde:
VC = Variação Cambial
TCn = Taxa de Câmbio na Data de Referência
TCb = Taxa de Câmbio na Data Base
 No exemplo acima tem-se:
VC 
0,1667
0,25
1
VC= -0,3332
Pode-se dizer que a moeda americana
sofreu uma valorização de 33,32%.
93
Produtos Financeiros
Prof. Hubert Chamone Gesser, Dr.
Retornar
Principais Papéis Privados Negociados
no Mercado Financeiro
•
•
•
•
•
•
•
•
Ações
Depositary Receipts
Commercial Papers e Export Notes
Debêntures
Letras de Câmbio
Certificados de Depósitos Bancários (CDB)
Recibos de Depósitos Bancários (RDB)
Certificados de Depósitos Interfinanceiros (CDI)
95
Principais Papéis Privados Negociados
no Mercado Financeiro
• Ações: menor parcela do capital social de uma S.A. Têm
valores negociáveis e são distribuídos aos subscritores de
acordo com sua participação monetária. Podem ser
emitidas com e sem valor nominal.
 Ações ordinárias: direito a voto.
Dividendo obrigatório fixado por lei ou o indicado nos estatutos.
 Ações Preferenciais: sem direito a voto.
Preferência no recebimento dos dividendos
Preferência no reembolso do capital
 Ações de Gozo ou Fruição: montante em ações, que caberia aos
acionistas em caso de dissolução da companhia.
96
Principais Papéis Privados Negociados
no Mercado Financeiro
• Depositary Receipts: são recibos de depósitos de ações
depositadas em custódia em uma instituição financeira
custodiante, responsável por manter a guarda dos títulos. O
DR é emitido com base nesse lastro de ações, por um banco
depositário no exterior.
 ADR: American Depositary Receipt, são recibos lançados nos Estados
Unidos.
 IDR: Internacional DR, são recibos emitidos em outros países.
 BDR: recibos representativos de valores mobiliários emitidos no país, por
empresas sediadas no exterior e negociados no Brasil.
97
Principais Papéis Privados Negociados
no Mercado Financeiro
• Commercial Papers: nota promissória de curto prazo
emitida por sociedade tomadora de recursos para financiar
seu capital de giro. A garantia do título é o desempenho da
empresa e os títulos podem ser adquiridos pelas IF para sua
própria carteira ou para repasse aos seus clientes.
• Export Notes: representa a cessão de créditos de contratos
de exportação de empresas brasileiras. O exportador
transfere a um investidor, por este título, seus direitos sobre
uma exportação realizada recebendo em troca o pagamento
em moeda nacional. Este título é negociável no Mercado
Financeiro.
98
Principais Papéis Privados Negociados
no Mercado Financeiro
• Debêntures: títulos de crédito emitidos por sociedades
anônimas, tendo por garantia seus ativos. Os recursos
gerados por esta emissão se usam para o financiamento do
capital de giro e o capital fixo das empresas.
Oferecem juros, participação nos lucros e prêmios de
reembolso. Se emitidas com cláusula de conver-sibilidade,
por opção do debenturista, a debênture é resgatada no
vencimento em dinheiro ou em seu equivalente em ações.
99
Principais Papéis Privados Negociados
no Mercado Financeiro
• Letras de Câmbio: são emitidas pelos financiados dos
contratos de crédito. Após do aceite, a Letra de Câmbio é
vendida a investidores através do Mercado Financeiro. São a
principal fonte de recursos para financiar bens duráveis,
utilizadas pelas Sociedades Financeiras.
• Certificados de Depósitos Bancários (CDB): é uma obrigação
de pagamento futura de um capital aplicado em depósito a
prazo fixo em Instituição Financeira. Transferível.
• Recibos de Depósitos Bancários (RDB): similar ao anterior,
intransferível, obrigatoriamente nominativos.
100
Principais Papéis Privados Negociados
no Mercado Financeiro
• Certificados de Depósitos Interfinanceiros (CDI): títulos
emitidos pelas instituições que participam do mercado
financeiro.
As taxas negociadas não sofrem normalmente
intervenções oficiais diretas, refletindo as expectativas do
mercado com relação ao comportamento das taxas de
juros da economia.
A taxa CDI pode ser entendida como taxa básica do
mercado financeiro que influencia a formação das demais
taxas de juros.
101
Risco da Taxa de Juros
Prof. Hubert Chamone Gesser, Dr.
Retornar
Risco da Taxa de Juros na
Carteira de Títulos de Renda Fixa
• Os investidores buscam diminuir a sua exposição
ao risco.
• O risco é baseado na expectativa futura da taxa de
juros.
Indicadores de Avaliação da Exposição ao Risco:
- Duração
- Convexidade
103
Indicador Duração
• É a média ponderada dos prazos restantes de um
título de uma carteira de títulos em função do
valor presente do fluxo financeiro do título
calculado pela taxa de mercado.
Menor Duração = Maior Liquidez
Maior Duração = Maior Risco
Conceito de Duração de Macaulay
(Frederick Robertson Macaulay, 1938)
104
Frederick R. Macaulay
(Frederick Robertson Macaulay, 1882-1970)
Economista Canadense - PhD Columbia University
105
Cálculo do Valor Presente
(1º Passo)
Cupom Cupom Valor Re sgate
VP 

n
n
1  i 252
1  i 252
VP = Valor Presente
i = Taxa de mercado do título na data do cálculo (taxa na forma unitária)
n = Número de dias úteis restantes até o resgate
106
Cálculo da Duração
(2º Passo)
D
VP  n1  VP  n2  VP  n3  ...  VP n n
VP
D = Duração do título ou da carteira
VP = Valor Presente do fluxo de cada título descontado a taxa de mercado
n = Número de dias úteis restantes
VP = Soma dos valores presentes
107
Exemplo 1
(1º Passo): Cálculo do Valor Presente
Nota do Tesouro Nacional - Série C (IGPM)
Valor Nominal de Resgate: R$1.000,00
Taxa de Cupom: 6% ao ano
Periodicidade do Cupom: semestral
1º Cupom com 80 dias úteis até o resgate
VP 
VP 
29,56
1  0,08
80
252

Taxa equivalente = 2,956% ao semestre
Taxa de mercado: 8% ao ano
2º Cupom com 205 dias úteis até o resgate
Cupom Cupom Valor Re sgate

n
n
252
252
1  i 
1  i 
29,56  1000
1  0,08
205
252
VP = 28,84 + 967,08
VP = R$995,52
108
Exemplo 1
(2º Passo): Cálculo da Duração
Nota do Tesouro Nacional - Série C (IGPM)
Valor Nominal de Resgate: R$1.000,00
Taxa de Cupom: 6% ao ano
Periodicidade do Cupom: semestral
1º Cupom com 80 dias úteis até o resgate
D
Taxa equivalente = 2,956% ao semestre
Taxa de mercado: 8% ao ano
2º Cupom com 205 dias úteis até o resgate
VP  n1  VP  n2  VP  n3  ...  VP n n
VP
28,84  80  967,08 205
D
28,84  967,08
D = 201 dias úteis
109
Indicador Convexidade
• Está relacionado com a Taxa de Juros e com o
Valor Presente.
• É expressa pela derivada segunda da função
duração.
Menor Taxa = Maior VP (Curva Menos Convexa)
Maior Taxa = Menor VP (Curva Mais Convexa)
Em títulos com mesmo valor e mesma duração, opta-se pelo de
MAIOR CONVEXIDADE
110
Cálculo do Valor Presente
(1º Passo)
Cupom Cupom Valor Re sgate
VP 

n
n
1  i 252
1  i 252
VP = Valor Presente
i = Taxa de mercado do título na data do cálculo (taxa na forma unitária)
n = Número de dias úteis restantes até o resgate
111
Cálculo da Duração
(2º Passo)
VP  n1  VP  n2  VP  n3  ...  VP n n
D
VP
D = Duração do título ou da carteira
VP = Valor Presente do fluxo de cada título descontado a taxa de mercado
n = Número de dias úteis restantes
VP = Soma dos valores presentes
112
Cálculo da Convexidade
(3º Passo)
VP  (n12  n1 )  VP  (n22  n2 )  VP  (nn2  nn )
1
C(i ) 

2
(1  i)
VP
C(i) = Convexidade do título ou carteira
VP = Valor Presente do fluxo de cada título
n = Número de dias úteis restantes
i = Taxa de juros de mercado na data do cálculo (taxa na forma unitária)
VP = Soma dos valores presentes
113
Exemplo 2
(1º Passo): Cálculo do Valor Presente
Nota do Tesouro Nacional - Série B
Valor Nominal de Resgate: R$1.000,00
Taxa de Cupom: 6% ao ano
Periodicidade do Cupom: semestral
1º Cupom com 80 dias úteis até o resgate
3º Cupom com 330 dias úteis até o resgate
VP 
VP 
Cupom
1  i 
n
252

Cupom Cupom Valor Re sgate

n
n
252
252
1  i 
1  i 
29,56
1  0,08
Taxa equivalente = 2,956% ao semestre
Taxa de mercado: 8% ao ano
2º Cupom com 205 dias úteis até o resgate
80
252

29,56
1  0,08
205
252

29,56  1000
1  0,08
330
252
VP = 28,84 + 27,76 + 930,85
VP = R$987,45
114
Exemplo 2
(2º Passo): Cálculo da Duração
Nota do Tesouro Nacional - Série B
Valor Nominal de Resgate: R$1.000,00
Taxa de Cupom: 6% ao ano
Periodicidade do Cupom: semestral
1º Cupom com 80 dias úteis até o resgate
3º Cupom com 330 dias úteis até o resgate
D
Taxa equivalente = 2,956% ao semestre
Taxa de mercado: 8% ao ano
2º Cupom com 205 dias úteis até o resgate
VP  n1  VP  n2  VP  n3
VP
28,84  80  27,76  205 930,85 330
D
28,84  27,76  930,85
D = 319 dias úteis
115
Exemplo 2
(3º Passo): Cálculo da Convexidade
Nota do Tesouro Nacional - Série B
Valor Nominal de Resgate: R$1.000,00
Taxa de Cupom: 6% ao ano
Periodicidade do Cupom: semestral
1º Cupom com 80 dias úteis até o resgate
3º Cupom com 330 dias úteis até o resgate
Taxa equivalente = 2,956% ao semestre
Taxa de mercado: 8% ao ano = 0,030545% ao dia
2º Cupom com 205 dias úteis até o resgate
VP  (n12  n1 )  VP  (n22  n2 )  VP  (nn2  nn )
1
C(i ) 

2
(1  i)
VP
28,84 (802  80)  27,76 (2052  205 )  930,85 (3302  330 )
1
C(i ) 

2
(1  0,00030545)
28,84  27,76  930,85
C(0,030545) = 104.281,7537
116
Carteira Eficiente de Ações
Prof. Hubert Chamone Gesser, Dr.
Retornar
Teoria da Carteira Eficiente
Teoria desenvolvida por Harry Max Markowitz (1952)
Pressupostos:
- Como avaliar, medir e quantificar o risco;
- Entender que o investidor é avesso ao risco;
- Tomar decisão pela relação retorno/risco maximizada.
O método de Markowitz é conhecido como
Algoritmo de Programação Quadrática, que objetiva
combinar os ativos que irão compor a carteira ótima.
Utiliza medidas estatísticas
(variância, correlação e covariâncias)
Harry Max Markowitz
Economista Americano - Universidade de Chicago
Prêmio Nobel de Economia (1990)
Correlação Linear de Pearson (r)
Ano
Retorno da Ação A
Retorno da Ação B
Retorno da Ação C
1
27
25
21
2
18
-1
-2
3
19
21
18
4
15
14
20
Cálculo da Correlação entre A e B na Calculadora HP-12c:
F
27
18
19
15
g
REG
ENTER
ENTER
ENTER
ENTER
y,r
25
1 CHS
21
14
x y
S+
S+
S+
S+
0,5728774
Coeficiente de
Correlação Linear
Correlação Linear de Pearson (r)
Coeficiente de Correlação Linear
na Calculadora HP-12c
O Valor de r varia de -1 a +1
Valores Positivos: Diretamente Proporcionais
Valores Negativos: Inversamente Proporcionais
Correlação Linear Positiva Forte: 0,7 a 1
Correlação Linear Negativa Forte: -0,7 a -1
Correlação Linear de Pearson (r)
Ano
Retorno da Ação A
Retorno da Ação B
Retorno da Ação C
1
27
25
21
2
18
-1
-2
3
19
21
18
4
15
14
20
- De modo análogo se faz o cálculo das correlações entre
as ações B e C e entre as ações A e C:
Correlação entre A e B
Correlação entre B e C
Correlação entre A e C
0,5728774
0,9196739
0,2818997
Coeficientes de Correlação Linear
Média ( x )
Cálculo da Média Aritmética
na Calculadora HP-12c
A média aritmética é a relação
entre a soma e a contagem.
Entende-se como o retorno
esperado de cada Ação.
Média ( x )
Ano
Retorno da Ação A
Retorno da Ação B
Retorno da Ação C
1
27
25
21
2
18
-1
-2
3
19
21
18
4
15
14
20
Média de A na HP-12c:
Média de B na HP-12c:
F
27
18
19
15
g
F
REG
25
S+
1 CHS S+
21
S+
14
S+
g
x
REG
S+
S+
S+
S+
x
Média da
Ação A
19,75
Média da
Ação B
14,75
Média ( x )
Ano
Retorno da Ação A
Retorno da Ação B
Retorno da Ação C
1
27
25
21
2
18
-1
-2
3
19
21
18
4
15
14
20
Média de C na HP-12c:
F
REG
21
S+
2 CHS S+
18
S+
20
S+
g
x
Média da
Ação C
Resumo:
Média de A  19,75
Média de B  14,75
Média de C  14,25
14,25
Variância ( s2 )
Cálculo da Variância
na Calculadora HP-12c
A variância (s2) é o
desvio-padrão (s) elevado
ao quadrado.
Variância ( s2 )
Ano
Retorno da Ação A
Retorno da Ação B
Retorno da Ação C
1
27
25
21
2
18
-1
-2
3
19
21
18
4
15
14
20
Variância de A na HP-12c:
Variância de B na HP-12c:
F
REG
27
S+
18
S+
19
S+
15
S+
g x S+ g
F
REG
25
S+
1 CHS S+
21
S+
14
S+
g x
S+ g
19,6875
s
2 yx
Variância da
Ação A
98,1875
s
2
yx
Variância da
Ação B
Variância ( s2 )
Ano
Retorno da Ação A
Retorno da Ação B
Retorno da Ação C
1
27
25
21
2
18
-1
-2
3
19
21
18
4
15
14
20
Variância de C na HP-12c:
F
REG
21
S+
2 CHS S+
18
S+
20
S+
g x S+ g s
89,1875
Resumo:
Variância de A  19,6875
Variância de B  98,1875
Variância de C  89,1875
2 yx
Variância da
Ação C
Sistema de Equações
Supõe-se uma taxa livre de risco de um título de renda fixa = 13% ao ano
Wa  s  Wb  ra,b  Wc  ra,c  Ra  RF
2
Wa  ra,b  Wb  sb  Wc  rb,c  Rb  RF
2
Wa  ra,c  Wb  rb,c  Wc  sc  Rc  RF
2
a
Onde:
W = Fator da ação
S2 = Variância da acão
r = Coeficiente de Correlação Linear de Pearson
R = Retorno esperado (média)
RF = Retorno livre de Risco (13% a.a.)
Sistema de Equações
Supõe-se uma taxa livre de risco de um título de renda fixa = 13% ao ano
Wa  s  Wb  ra,b  Wc  ra,c  Ra  RF
2
a
Wa  ra,b  Wb  s  Wc  rb,c  Rb  RF
2
b
Wa  ra,c  Wb  rb,c  Wc  s  Rc  RF
2
c
Wa 19,6875 Wb  0,5728774  Wc  0,2818997  19,7513
Wa  0,5728774 Wb 14,75  Wc  0,9196739  14,7513
Wa  0,2818997 Wb  0,9196739  Wc 14,25  14,2513
Sistema de Equações
Wa 19,6875 Wb  0,5728774  Wc  0,2818997  6,75
Wa  0,5728774 Wb 14,75  Wc  0,9196739  1,75
Wa  0,2818997 Wb  0,9196739  Wc 14,25  1,25
Utilizar a Regra de Cramer para calcular o Determinante Geral
(DG) e os Determinantes de A, B e C (DA, DB e DC).
1º passo – Calcular o DG
2º passo – Calcular o DA
3º passo – Calcular o DB
4º passo – Calcular o DC
5º passo – Apurar os valores W das ações
6º passo – Calcular o percentual de cada ação que será aplicado
ao investimento para compor a carteira ótima.
Cálculo do Determinante Geral
Wa 19,6875 Wb  0,5728774  Wc  0,2818997  6,75
Wa  0,5728774 Wb 14,75  Wc  0,9196739  1,75
Wa  0,2818997 Wb  0,9196739  Wc 14,25  1,25
19,6875
0,5728774
0,2818997
19,6875
0,5728774
0,5728774
14,75
0,9196739
0,5728774
14,75
0,2818997
0,9196739
14,25
0,2818997
0,9196739
DG = (L1C1.L2C2.L3C3) + (L1C2.L2C3.L3C4) + (L1C3.L2C4.L3C5) (L1C3.L2C2.L3C1) - (L1C4.L2C3.L3C2) - (L1C5.L2C4.L3C3)
DG = 4.115,86293 (Determinante Geral)
Cálculo do Determinante DA
Wa 19,6875 Wb  0,5728774  Wc  0,2818997  6,75
Wa  0,5728774 Wb 14,75  Wc  0,9196739  1,75
Wa  0,2818997 Wb  0,9196739  Wc 14,25  1,25
6,75
0,5728774
0,2818997
6,75
0,5728774
1,75
14,75
0,9196739
1,75
14,75
1,25
0,9196739
14,25
1,25
0,9196739
DA = (L1C1.L2C2.L3C3) + (L1C2.L2C3.L3C4) + (L1C3.L2C4.L3C5) (L1C3.L2C2.L3C1) - (L1C4.L2C3.L3C2) - (L1C5.L2C4.L3C3)
DA = 1.394,685092 (Determinante de A)
Cálculo do Determinante DB
Wa 19,6875 Wb  0,5728774  Wc  0,2818997  6,75
Wa  0,5728774 Wb 14,75  Wc  0,9196739  1,75
Wa  0,2818997 Wb  0,9196739  Wc 14,25  1,25
19,6875
6,75
0,2818997
19,6875
6,75
0,5728774
1,75
0,9196739
0,5728774
1,75
0,2818997
1,25
14,25
0,2818997
1,25
DB = (L1C1.L2C2.L3C3) + (L1C2.L2C3.L3C4) + (L1C3.L2C4.L3C5) (L1C3.L2C2.L3C1) - (L1C4.L2C3.L3C2) - (L1C5.L2C4.L3C3)
DB = 415,0335625 (Determinante de B)
Cálculo do Determinante DC
Wa 19,6875 Wb  0,5728774  Wc  0,2818997  6,75
Wa  0,5728774 Wb 14,75  Wc  0,9196739  1,75
Wa  0,2818997 Wb  0,9196739  Wc 14,25  1,25
19,6875
0,5728774
6,75
19,6875
0,5728774
0,5728774
14,75
1,75
0,5728774
14,75
0,2818997
0,9196739
1,25
0,2818997
0,9196739
DC = (L1C1.L2C2.L3C3) + (L1C2.L2C3.L3C4) + (L1C3.L2C4.L3C5) (L1C3.L2C2.L3C1) - (L1C4.L2C3.L3C2) - (L1C5.L2C4.L3C3)
DC = 306,664689 (Determinante de C)
Apuração dos Fatores W
DA 1.394,685092
WA 

 0,338856
DG 4.115,862930
DB
415,033563
WB 

 0,100837
DG 4.115,862930
DC
306,664689
WC 

 0,074508
DG 4.115,862930
WA WB WC  0,338856 0,100837 0,074508
WA WB WC  0,514201
Cálculo do Percentual de Cada Ação
WA
0,338856
%A 

 65,90%
WA  WB  WC 0,514201
WB
0,100837
%B 

 19,61%
WA  WB  WC 0,514201
WC
0,074508
%C 

 14,49%
WA  WB  WC 0,514201
Conclusão
Assim, um investimento de $200.000,00 seria distribuído da
seguinte forma:
Ação
Participação (%)
Valor Investido
A
65,90%
$ 131.800,00
B
19,61%
$ 39.220,00
C
14,49%
$ 28.980,00
TOTAL
100%
$ 200.000,00
Precificação de Ativos (CAPM)
Prof. Hubert Chamone Gesser, Dr.
Retornar
Modelo de Precificação de Ativos
Capital Asset Pricing Model (CAPM)
Desenvolvido por Willian Sharpe, John Litner, Jack Treynor e Jan Mossin.
Willian Sharpe ganhou o prêmio Nobel de Economia de 1990, juntamente
com Markowitz e Merton Miller.
O Modelo CAPM mostra que a relação entre o risco e o retorno de títulos
é linear e explicada por um índice de mercado, como o IBOVESPA.
ReCAPM  R f  ( ERm  R f )  
A tomada de decisões é feita baseada nas estimativas de risco,
expressas pelos betas, e os retornos esperados.
Modelo de Precificação de Ativos
Modelo CAPM
ReCAPM  R f  ( ERm  R f )  
Taxa livre
de risco
ReCAPM
Rf
ERm
β
Prêmio de risco
 Retorno Exigido pelo Investidor
 Retorno do ativo sem risco
 Retorno esperado do mercado
 Beta da ação
Risco e Beta
RISCO
Associado à incerteza do mercado.
Risco Diversificável - não depende da flutuação do mercado
Risco Sistemático - não pode ser eliminado pela diversificação
COEFICIENTE BETA (β)
O coeficiente β mede o impacto da taxa de retorno da ação em
relação a taxa de retorno do mercado. Tende a ser estável
quando não há mudanças bruscas no desempenho das empresas
e na economia em geral.
O β é determinado por meio do modelo de regressão linear
simples, com a aplicação dos método dos mínimos quadrados.
Exemplo do Cálculo de α e β
Ano
Retorno da Ação B
(Rj)
Retorno do Mercado
IBOVESPA (Rm)
1
25
19
2
6
5
3
-15
-10
4
10
8
5
-5
-7
F REG
25 ENTER 19
6
ENTER 5
15 CHS ENTER
10 ENTER 8
5 CHS ENTER
Σ+
Σ+
10 CHS Σ+
Σ+
7 CHS Σ+
0 g
STO
y,r CHS
0
(Parâmetro alfa α)
(Armazena o valor de alfa)
α = 0,37148015
0 g
RCL
x,r CHS
0 x y ÷
(Alfa dividido por beta)
(Valor de Beta)
β = 1,27617329
Equação de Regressão
ERj      Rm
ERj  0,37148015 1,27617329 Rm
É útil para fazer previsões
Exemplo:
Se no próximo ano o retorno do IBOVESPA for de 19% (Rm) o retorno
esperado da ação será de 24,61877209% (0,37148015 + 1,27617329 x 19)
Coeficiente de Determinação ( r2 )
(É o quadrado do coeficiente de correlação)
Ano
Retorno da Ação B
(Rj)
Retorno do Mercado
IBOVESPA (Rm)
1
25
19
2
6
5
3
-15
-10
4
10
8
5
-5
-7
F REG
25 ENTER 19
6
ENTER 5
15 CHS ENTER
10 ENTER 8
5 CHS ENTER
Σ+
Σ+
10 CHS Σ+
Σ+
7 CHS Σ+
g
y,r x
y
(Coeficiente de Correlação)
r = 0,98880519
2
yx
(Coeficiente de Determinação)
r2 = 0,97773571
Coeficiente de Determinação ( r2 )
(É o quadrado do coeficiente de correlação)
Ano
Retorno da Ação B
(Rj)
Retorno do Mercado
IBOVESPA (Rm)
1
25
19
2
6
5
3
-15
-10
4
10
8
5
-5
-7
(Coeficiente de Determinação)
r2 = 0,97773571
Significa que 97,77% da variação do retorno da
Ação B é explicada pela variação do IBOVESPA.
Aplicação do Modelo CAPM
Modelo CAPM
ReCAPM  R f  ( ERm  R f )  
Conhecendo-se o Beta (β) de uma ação é possível estimar o seu retorno.
ERj x ReCAPM
Retorno Esperado
pelo Investidor
˃
˃
Retorno Esperado
pelo Investidor
Retorno Esperado
pelo CAPM
Ação
Subavaliada
Retorno Esperado
pelo CAPM
Ação
Superavaliada
Exemplo do Modelo CAPM
Ação
Beta (β)
Retorno Esperado pelo Investidor - ERj
A
1,60
14,31% a.a
B
0,90
24,51% a.a.
C
1,40
20,40% a.a.
Projeções para o ano seguinte:
-
Taxa de aplicação sem risco Rf = 12% a.a. (Exemplo: LTN)
Taxa de Mercado ERm = 18% a.a. (Exemplo: IBOVESPA)
Exemplo do Modelo CAPM
Ação
Beta (β)
Retorno Esperado pelo Investidor - ERj
A
1,60
14,31% a.a
B
0,90
24,51% a.a.
C
1,40
20,40% a.a.
ReCAPM  R f  ( ERm  R f )  
Ação A: ReCAPM = 12 + (18 - 12) x 1,60 = 21,60%
Ação B: ReCAPM = 12 + (18 - 12) x 0,90 = 17,40%
Ação C: ReCAPM = 12 + (18 - 12) x 1,40 = 20,40%
Exemplo do Modelo CAPM
Ação
ERj
(Esperado)
ReCAPM
(Exigido)
Situação
A
14,31% a.a.
21,60% a.a
Ação Superavaliada
B
24,51% a.a.
17,40% a.a.
Ação Subavaliada
C
20,40% a.a.
20,40% a.a.
Indiferente
Conclusões:
Ação A: ERj 14,31% < ReCAPM 21,60%
Vender a Ação
Ação B: ERj 24,51% > ReCAPM 17,40%
Permanência da Ação
Ação C: ERj 20,40% = ReCAPM 20,40%
Indiferença
Valor em Risco de Ações (VaR)
Prof. Hubert Chamone Gesser, Dr.
Retornar
Valor em Risco de Ações (VaR)
Elevado Desvio-padrão
dos resultados
Volatilidade do
Mercado
O VaR tem por objetivo medir o risco de um ativo ou de uma carteira.
É um bom indicador em mercados estáveis e no curto prazo.
VaR Paramétrico (Value at Risk)
•
•
•
•
Desenvolvido em 1994 pelo Banco J. P. Morgan
É uma das principais referências na gestão de risco.
Tem origem na Estatística (método da variância-correlações)
O método Var avalia a maior perda esperada em um tempo t, supondo
condições normais do mercado.
VaR para uma Ação
•
•
•
•
É necessário o conhecimento da média e do desvio-padrão.
Adota-se um intervalo de confiança de 95%.
O coeficiente Z = 1,644853627
É preciso determinar o intervalo de tempo (t) para o qual se
deseja fazer a previsão.
Retorno de uma Ação
 Cotação t 

Rt  ln
 Cotação t 1 
Emprega-se o logaritmo natural (ln)
Cálculo do Retorno de uma Ação
Data
Cotação da Ação
Retorno
d0 (Dia Atual)
33,00
-
d-1
35,00
-5,88%
d-2
32,87
6,28%
d-3
33,61
-2,23%
d-4
32,94
2,01%
d-5
33,58
-1,92%
d-6
33,83
-0,74%
d-7
33,34
1,46%
d-8
33,52
-0,54%
d-9
33,29
0,69%
d-10
33,51
-0,96%
Retorno de uma Ação
 Cotação t 

Rt  ln
 Cotação t 1 
Exemplo:
Rd 1
 33 
 ln

 35 
Rd 1  0,058840500
Média e Desvio-Padrão dos
Retornos de uma Ação
Data
Retorno
d0 (Dia Atual)
-
d-1
-5,88%
d-2
6,28%
d-3
-2,23%
d-4
2,01%
d-5
-1,92%
d-6
-0,74%
d-7
1,46%
d-8
-0,54%
d-9
0,69%
d-10
-0,96%
Cálculo na Hp-12c
F
5,88
6,28
2,23
2,01
1,92
0,74
1,46
0,54
0,69
0,96
g
Σ+
g
REG
CHS
CHS
CHS
CHS
CHS
CHS
x
s
Σ+
Σ+
Σ+
Σ+
Σ+
Σ+
Σ+
Σ+
Σ+
Σ+
-0,183% (Média dos Retornos)
3,012% (Desvio-padrão dos Retornos)
VaR para uma Ação
VaR  VE  Z   t
Value at Risk
Tempo
Desvio-Padrão
Populacional
Valor de Mercado
das Ações
Constante igual a
1,644853627
Adota-se um nível de confiança de 95%
Exemplificando o Cálculo do VaR
 Suponhamos que uma carteira de títulos seja composta de
1.000 ações de uma única empresa cotadas a data atual (d0) a
R$33,00, com um valor de mercado de R$33.000,00. Determine
a VaR para um dia útil com um intervalo de confiança de 95%.
VaR  VE  Z   t
3,012
1
VaR  330001,644853627

100
252
VaR  R$102,99
Esse valor seria a maior
perda esperada em um dia.
Bibliografia
Prof. Hubert Chamone Gesser, Dr.
Retornar
Bibliografia
ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro. 11.ed. São Paulo: Atlas, 2012.
MORAES, José Rabello; ARAÚJO, Carlos Roberto F. Mercado Financeiro:
administração de títulos - uma visão do risco. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2010.
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Mercado Financeiro - Professor Hubert Chamone Gesser, Dr.