SÍNTESE – MAPA DAS EMPRESAS:
BAYER
BOSCH
BOMPREÇO
PHILIPS
THYSSEM
UNILEVER
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SÍNTESE – MAPA DAS EMPRESAS: BAYER, BOSCH, BOMPREÇO, PHILIPS, THYSSEM E UNILEVER
Este documento sintetiza os estudos iniciais que o Observatório Social realizou sobre as atividades de seis empresas de capital
alemão e holandês no Brasil.
1. AS EMPRESAS
As seis empresas estudadas atuam nos setores metalmecânico, eletro-eletrônico, químico e no comércio varejista.
Tratam-se de empresas líderes nos seus setores de atividade
EMPRESA
Atividades / Produtos
BAYER
Químico
BOMPREÇO
BOSCH
PHILIPS
THYSSEN
UNILEVER
e no contexto nacional (além de internacional). Alguns dados
básicos das empresas no país encontram-se no quadro
abaixo.
Unidades no Brasil
São Paulo (SP)
Porto Feliz (SP)
Camaçari (BA)
Belford Roxo (RJ)
São Leopoldo (RS)
Comércio varejista
104 Hiper e supermercados (jun/2001)
Autopeças, ferramentas elétricas e
Campinas (SP), São Paulo (SP),
máquinas industriais
Curitiba (PR) e Aratu (BA)
Eletro-eletrônico
S. José dos Campos, S. Mateus e
Capuava (SP);
Varginha (MG) (Walita);
Recife (PE);
Manaus (AM)
Metalurgia / Fundição
Barra do Piraí (RJ)
Matozinho (MG)
Fabricação, instalação e assistência Guaíba (RS)
técnica para elevadores
Alimentos/ Químicos/ Higiene
Vinhedo (SP)
Pessoal
São Paulo (SP) 1
Rec. Operac.
Líquida *
950,4
2.614
Número de
Empregados
2.650
21.000
10.200
735.8(1)
62
(3)
2.031(2)
1.418
121(3)
24.700
3.300
935
332
3
São Paulo (SP) 2
Indaiatuba (SP)
Anastácio (SP)
Valinhos (SP)
Vespasiano (MG)
Pato de Minas (MG)
Rio Verde (GO)
Juazeiro (BA)
Recife (PE)
Igarassu (PE)
90
287
112
543
226
180(4)
498
198
445
297
* R$ milhões
(1) Philips da Amazônia
(2) Na unidade de Manaus
(3) Em 1998
(4) Em 10/2001 a empresa demitiu 400 de um total de 580 trabalhadores
BAYER: O Grupo Bayer no Brasil concentra as suas atividades em cinco Estados brasileiros, atuando em quatro setores:
polímeros, químicos, saúde e agropecuária. O Grupo é composto pela Bayer S.A., maior empresa do Grupo, formada por quatro
fábricas (RJ, RS, SP e BA) e duas filiais, uma em Recife (PE) e outra em São Leopoldo (RS), e pela Bayer Polímeros S.A.(SP),
pela Dystar Ltda (SP) e pela Haarmann & Reimer Indústria e Comércio de Essências Ltda (SP). Em 1999, o grupo integrou os
negócios de diagnósticos da Chiron Diagnostics e a Bayer AG da Alemanha disponibilizou e vendeu, em nível internacional, as
ações da AGFA (que pertencia ao Grupo) na Bolsa de Valores. No mesmo ano foi criada a joint-venture entre a coligada Dystar e a
Basf, colocando a empresa como a maior fornecedora mundial de corantes têxteis. E, também, adquiriu os negócios de poliol da
empresa americana Lyondell Chemical Company, assegurando a liderança no segmento de poliuretano. O faturamento do Grupo
em 1999 foi de R$ 950,4 milhões com um aumento de 30,16% em relação ao ano anterior.
BOMPREÇO: É a terceira maior rede de supermercados do país e a líder desse segmento na região Nordeste, onde hoje não
enfrenta grandes concorrentes. Em 1997 a Royal Ahold adquiriu 50% das ações da empresa e em 2000 assumiu o controle
integral do capital votante. Nesse período a rede experimentou uma grande expansão, seja pela aquisição de redes menores, seja
pela inauguração de novas lojas. As lojas do Bompreço se localizam nas principais cidades da região Nordeste, concentrando-se
sobretudo nas regiões metropolitanas de Salvador (Bahia) e de Recife (Pernambuco), onde fica a sede da empresa. Há três
centros de distribuição nessas cidades.
BOSCH: A Bosch tem uma participação no mercado internacional de 65,0% no setor automotivo, de 21,6% no setor de bens de
consumo, de 3,8% no setor de bens de produção e 9,6% em outros setores. As vendas na Europa chegam a 73,4%, na América
chegam a 19,9% e na Ásia/África/Austrália chegam á 6,7%. Quanto a sua dimensão mundial , são mais de 200.000
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trabalhadores, atividades em 120 países, faturamento de US$ 25 bilhões, 190 fábricas e 145 fora da Alemanha, e ainda
subsidiárias/operações associadas em 48 países. No Brasil, a Bosch começou a fabricar autopeças em 1954, com a implantação
da indústria automobilística no País. Hoje existem cinco fábricas no Brasil que produzem sistemas e componentes automotivos,
ferramentas elétricas e máquinas industriais.
PHILIPS: A Philips está entre as dez maiores fabricantes de aparelhos eletro-eletrõnicos em todo o mundo e uma das mais
rentáveis. Sua produção concentra-se nos segmentos de aparelhos eletrônicos para consumo, componentes eletrônicos,
semicondutores, produtos para iluminação, eletrodomésticos e sistemas médicos. No Brasil, a empresa tem as seguintes unidades
produtivas em Recife (PE), duas fábricas de lâmpadas automotivas e canhões eletrônicos; em S. José dos Campos (SP),
cinescópios; em Capuava (SP) duas fábricas de lâmpadas incandescentes e fluorescentes e telas de 14” e 20“; em S. Mateus
(SP), luminárias públicas; em Manaus (AM) duas fábricas de aparelhos de audio e vídeo, transmissores de TV, circuitos impressos,
telas de grande dimensão e visores para celulares; e em Varginha (MG) eletrodomésticos (unidade Walita) e reatores (unidade
Philips).
THYSSEN: A Thyssen Sûr Elevadores e Tecnologia detém 26% do mercado nacional de elevadores e esteiras rolantes, em 1998
era a terceira maior no segmento e o faturamento esperado para este ano é de R$ 180 milhões. A empresa tem sede no estado
do Rio Grande do Sul e unidades em outros quatro estados, além de uma ampla rede de assitência técnica. Sobre a Thyssen
Fundições, outra empresa do Grupo no Brasil, em 1998 era a 8ª empresa de metalurgia de ferro do país, com faturamento de R$
62 milhões nos primeiros nove meses do ano. Seus produtos direcionam-se para a indústria automotiva sendo um dos principais
fornecedores deste tipo de produto no país e também para a exportação.
UNILEVER: A empresa Unilever atua em vários segmentos da indústria de alimentação, limpeza industrial e produtos de higiene
pessoal (cosméticos, creme dental, perfumaria, etc.). Em vários deles é líder de mercado. Nos últimos anos, adquiriu empresas
(Kibon, Cica, Diversy) e promoveu uma extenso processo de restruturação produtiva e comercial que ainda não terminou. A
compra da BestFoods nos EUA significou a incorporação da RMB (Refinações de Milho Brasil) que, por sua vez, detinha o controle
da Arisco. O processo de reestruturação incluiu a terceirização de fábricas com a produção de bens de baixo valor agregado.
Calcula-se que existam 40 unidades independentes constituídas pela própria Unilever para o fornecimento exclusivo de produtos,
embalagens, rótulos e insumos.
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LIBERDADE SINDICAL E NEGOCIAÇÃO COLETIVA: O QUADRO 1 mostra que os sindicatos que representam os trabalhadores
das unidades empresariais estudadas são filiadas à CUT Brasil na sua maioria, a taxa de sindicalização varia entre 15% e 50% e
que a organização sindical no local de trabalho é basicamente formada por dirigentes sindicais que permanecem trabalhando. Há
comissões de fábricas nas unidades da Bayer, mas que não fazem parte da estrutura sindical. Em todas as empresas há CIPAs
formadas em parte por membros eleitos pelos trabalhadores, havendo diferentes relações entre estes cipeiros e os sindicatos.
EMPRESA
Unidades
Entidade sindical
BAYER RJ
Complexo de
Belford Roxo
(RJ)
Bayer S.A (SP)
Sindiquímica – Belford Roxo
NÃO
49%
Sindicato dos Químicos, Plásticos e
Similares de São Paulo
SIM
41%
104 lojas de seis
estados da Reg.
NE
Sindicatos dos Comerciários de:
Salvador
Pernambuco
Rio Grande do Norte
João Pessoa (PB)
Campina Grande (PB)
Aracaju (SE)
Fortaleza (CE)
BAYER SP
BOMPREÇO
Fil. CUT
51%
PHILIPS
Manaus
THYSSEN RJ
Fundição em
Barra do Piraí
(RJ)
Vinhedo (RJ)
Valinhos e
Indaiatuba (SP)
Dirigentes sindicais
Comissão Fábrica
Cipeiros
Dirigentes sindicais
Comissão Fábrica
Cipeiros
Dirigentes sindicais
Cipeiros
SIM
NÃO
SIM
SIM
SIM
NÃO
SIM
BOSCH
UNILEVER
% SINDIC Org. no local de trabalho
Dirigentes sindicais, cipeiros e
grupo informal
Dirigentes sindicais e diretores
de base.
Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias Metalúrgica, Mecânica e
de material Elétrico de Manaus
Sindicato dos Metalúrgicos de Barra
do Piraí
SIM
18%
SIM
27%
Dirigentes sindicais
Sindicato dos Trabalhadores
Químicos e Abrasivos de Vinhedo
SIM
56%
Dirigentes sindicais e grupo
informal
Sindicato dos Trabalhadores da
Alimentação de Campinas e Região
(Valinhos, Indaiatuba, entre outras
NÃO
Dirigentes sindicais e grupo
informal
6
cidades)
Recife (PE)
Sindicato de Laticínios e Bebidas
SIM
Dirigentes sindicais
Rio Verde (GO)
Sindicato da Alimentação de R.
Verde
NÃO
Dirigentes sindicais
São Paulo (SP)
Sindicato dos Químicos de São
Paulo
SIM
Dirigentes sindicais, Comissão
de fábrica
Dirigentes sindicais
Sâo Paulo (SP)
Sindicato dos Trabalhadores da
Indústria da Alimentação da Cidade
de São Paulo
NÃO
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PRINCIPAIS PROBLEMAS E QUESTÕES SOBRE LIBERDADE SINDICAL E NEGOCIAÇÃO COLETIVA
EMPRESA
LIBERDADE SINDICAL
BAYER RJ
Falta de acesso e espaço para o trabalho sindical no local de
trabalho
Atuação da CF desligada do sindicato
Empresa orienta a não contribuição com o sindicato
Casos de punição e demissão de dirigentes sindicais
BAYER SP
Falta de acesso e espaço para o trabalho sindical no local de
trabalho
Um caso de demissão de dirigente sindical tramita na justiça
Transferência de local de trabalho dos dirigentes sindicais
BOMPREÇO Dificuldade no acesso dos dirigentes aos locais de trabalho
Casos de punição a dirigentes sindicais
BOSCH
PHILIPS
THYSSEN
RJ
UNILEVER
Vigilância sobre atividade sindical inibe participação dos
trabalhadores
Falta de espaço para reuniões e eventos promovidos pelo
sindicato
Raros casos de punição por atividade sindical
Empresa utiliza força policial para esvaziar greves
Gerência respeita a representação sindical
NEGOCIAÇÃO COLETIVA
Negociação direta com a empresa
Negociações efetivas para tratar de reclamações
Empresa fornece poucas informações
Negociações não abrangem terceirizados
Negociação direta com a empresa
Negociações são difíceis
Negociação com uma empresa terceirizada
Negociação com entidade patronal
Negociações por região impedem ação conjunta
Diferenças nas condições e benefícios
Plano de cargos não negociado
Dificuldades para obter informações da empresa
Negociações com entidade patronal e com a empresa
Menor salário R$ 666,60
Plano de cargos não negociado
Terceirizados não têm os mesmos direitos
Dificuldades para obter informações da empresa
Direção local não autorizada a negociar com o Sindicato.
Falta de efetividade das negociações
Desemprego dificulta trabalho sindical
Negociações com entidade patronal e com a empresa
Falta de espaço para realizar atividades sindicais
Empresa não estabelece negociações efetivas
Isolamento dos sindicalistas, transferências de local de trabalho Recusa a negociar Plano de Cargos e Salários
Discriminação contra sindicalistas na promoção funcional e na Negociação se dá com a empresa
O Plano de Cargos não foi negociado com o sindicato mas este
admissão de seus parentes
discute sua implementação
Empresa orienta a não contribuição financ. ao sindicato
Não há repasse de informações úteis para a negociação
Um caso de demissão de cipeiro
Terceirizados não são representados pelo sindicato e suas
Impedimento a distribuição de material de divulgação
condições de emprego e trabalho são diferenciadas
Empresa utiliza força policial contra movimentos
Patrocínio de chapa de oposição à direção sindical
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DISCRIMINAÇÃO NO TRABALHO
EMPRESA
QUESTÕES E PROBLEMAS RELEVANTES
BAYER RJ
Não existe queixa formal por discriminação no trabalho
Sub-representação de negros(as) e mulheres em cargos de gerência e chefia
Não existe programa de promoção de igualdade de oportunidades
Mulheres grávidas têm condições adequadas à sua condição especial
Não existe queixa formal por discriminação no trabalho
Sub-representação de negros(as) e mulheres em cargos de gerência e chefia
Sindicato reivindicou cláusula contra a discriminação e creche, sem obter sucesso
Não existe queixa formal por discriminação no trabalho
Dados disponíveis nos sindicatos indicam que os salários das mulheres são menores que os dos homens
Avaliação de que as mulheres estão sub-representadas nos cargos de gerência chefia
Empresa contesta estas avaliações e diz que não discrimina as mulheres
Emprego de deficientes nas lojas através de programas com entidades beneficentes
Uso da aparência física como critério de seleção reduziria chances de admissão de negros(as) na empresa
Na Bahia, inclusão de reivindicação nas pautas de reivindicação dirigidas à organização empresarial
Não existe queixa formal por discriminação no trabalho
Sub-representação de negros(as) e mulheres em cargos de gerência e chefia
Programas de promoção de igualdade existiriam só no papel, não sendo implementados de fato
Atividades sindicais para a questão gênero/raça são voltadas para a categoria como um todo
Inclusão de reivindicação na pauta encaminhada ao patronato
Mulheres grávidas não têm condições de trabalho compatíveis
Instalações não são adequadas à condição especial dos deficientes físicos
Condições de trabalho provocam perda da capacidade auditiva
Não há mulheres nos cargos de gerência ou superiores.
Não há políticas de promoção da igualdade mas não há reivindicação nesse sentido.
Gestantes têm condições de trabalho adequadas à sua condição.
Reivindicação sobre o tratamento dispensado a homossexuais e soropositivos não foi atendida.
Não existe queixa formal por discriminação no trabalho
Presença de mulheres apenas na área administrativa
Relativamente maior presença de negros nas áreas mais insalubres
Recrutamento por indicação não garante contratação por critérios objetivos
Proporção de mulheres e pessoas negras nos cargos de gerência é muito baixa
A empresa não tem programa de promoção da igualdade de oportunidades
Acordo estipulando a não discriminação de qualquer natureza
Mulheres grávidas: problemas nas condições de trabalho após retorno da licença maternidade
BAYER SP
BOMPREÇO
BOSCH
PHILIPS
THYSSEN RJ
UNILEVER
9
TRABALHO INFANTIL:
Todas as empresas pesquisadas cumprem a legislação nacional quanto à idade mínima para o emprego, fixada em 16 anos, e de
proteção ao trabalho do adolescente (proibição do trabalho em condições insalubres, penosas ou perigosas). Algumas empresas,
tais como a Bosch e o Bompreço empregam adolescentes em programas de aprendizagem com supervisão de entidades de
ensino reconhecidas pelas autoridades públicas. Na Bosch há emprego de adolescentes com idade inferior a 16 anos contratados
por uma instituição em condições aparentemente legais mas que levantam críticas dos sindicalistas entrevistados.
Quanto às empresas terceirizadas que prestam serviço para estas empresas também seguem a legislação nacional.
A existência de trabalho infantil na cadeia produtiva não foi objeto de estudo nessa fase dos trabalhos. Mesmo assim, ao menos o
Bompreço (uma unidade) tinha recebido o Selo Empresa Amiga da Criança, comprometendo-se a estimular que seus fornecedores
não empreguem mão-de-obra infantil.
Bayer, Bompreço, Bosch desenvolvem alguma ação social ou filantrópica em favor de crianças e adolescentes. Não foi possível
estimar o valor ou avaliar o alcance dessas ações. A Philips organizou campanha de recolhimento de donativos entre seus
funcionários em favor de crianças carentes
TRABALHO FORÇADO:
Nenhuma empresa faz uso de trabalho escravo, de trabalho de prisioneiros ou outras formas de trabalho compulsório, bem como
não o fazem as empresas terceirizadas por elas. A existência de trabalho forçado na cadeia produtiva não foi objeto de estudo
nessa fase dos trabalhos.
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SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO
Em todas as empresas estudadas, as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs) têm composição paritária onde
50% dos membros (os “cipeiros”) são eleitos pelos trabalhadores e os 50% restantes são indicados pelo empregador, que também
indica o Presidente. A CIPA tem como principal atribuição examinar situações de risco à saúde e segurança, investigar casos de
acidentes e recomendar medidas de prevenção. A obrigatoriedade da instalação de CIPAs e a quantidade de seus membros é
definida por Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho.
EMPRESA
QUESTÕES E PROBLEMAS RELEVANTES
BAYER RJ
O Sindicato não tem acesso a informações sobre SST da empresa
Atuação conjunta com cipeiros é eventual
Empresa se dispõe a discutir com o sindicato problemas de SST
Acordo prevê direito de recusa por risco grave ou iminente
Sindicato tem acesso a informações sobre SST
Atuação conjunta com cipeiros é freqüente
Empresa se dispõe a discutir com o sindicato problemas de SST, inclusive de terceirizados
Principal problema: LER, doenças das vias respiratórias, cortes, quedas, impactos
Sindicatos e cipeiros eleitos tem pouco trabalho conjunto
Poucas informações sobre situação da saúde são disponibilizadas pela empresa
O sindicato tem acesso a informações sobre SST, mas estas são incompletas e não confiáveis
Problemas: LER e riscos de acidentes. Ambiente de trabalho com vários problemas (ruído, iluminação, temperatura)
Sindicato queixa-se de que a empresa não reconhece toda a extensão do problema e não atua preventivamente. Grande
número de deficientes físicos.
Empresa se recusa a discutir o problema com o sindicato
A empresa não fornece informações sobre acidentes/segurança ao sindicato.
Não há atuação conjunta entre o Sindicato e a CIPA
Não há disposição de empresa para discutir os problemas relativos a SST com o Sindicato.
Informações sobre SST são limitadas e
O sindicato considera que a CIPA não atua efetivamente
Ambiente de trabalho: ruído, poeira de sílica, gases e produtos químicos, inclusive o benzeno
Empresa proibiu sindicalistas de acompanharem fiscalização das autoridades públicas
Casos de silicose
Os trabalhadores recebem informações sobre SST e o sindicato tem acesso
O sindicato não confia nos dados fornecidos pela empresa
Não há trabalho conjunto entre o sindicato e os membros eleitos para a CIPA
A empresa se dispõe a discutir com o sindicato problemas nas condições de SST
A empresa exige que os terceirizados tenham as mesmas condições de SST
BAYER SP
BOMPREÇO
BOSCH
PHILIPS
THYSSEN RJ
UNILEVER
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MEIO AMBIENTE
EMPRESA
QUESTÕES E PROBLEMAS RELEVANTES
BAYER RJ
O sindicato não discutiu com a empresa o sistema de gestão ambiental
Reclamações sobre emanação de gases, contaminação do solo e problemas na prestação de serviços para
terceiros
O sindicato não discutiu com a empresa o sistema de gestão ambiental
A empresa não mantém programa de preservação ambiental na comunidade
Não há reclamações sobre impactos da empresa ao meio ambiente
A empresa participa do Programa Atuação Responsável, da ABIQUIM (Responsible Care)
Preocupação atual é com os impactos da expansão das grandes redes no meio sócio-econômico, especialmente
sobre as pequenas empresas varejistas, no emprego e na renda.
O sindicato não discutiu com a empresa o sistema de gestão ambiental
A empresa demonstra preocupação em não emitir poluentes
Programa de reciclagem de resíduos
O Sindicato e a comunidade não participam do sistema de gestão ambiental da empresa
O Sindicato não tem notícia sobre problema ambiental causado pela empresa.
O sindicato não tem informações sobre e não discutiu com a empresa o sistema de gestão ambiental
A emanação de poeira de silica é identificado como problema ambiental pelo sindicato
O sindicato não discutiu com a empresa seu programa de gestão ambiental
A empresa tem programas ambientais (reciclagem e despoluição do rio Capivari)
Acidente ambiental: contaminação de lago por resíduo tóxico
BAYER SP
BOMPREÇO
BOSCH
PHILIPS
THYSSEN RJ
UNILEVER
12
METODOLOGIA
BAYER: O mapa da Bayer partiu de um estudo exploratório em que se utilizou dois tipos de técnicas: a documentação indireta,
quando recorreu-se a documentos internos e externos à empresa (relatórios financeiros do Brasil e do exterior, relatórios de órgãos
públicos e ONG’s, acordos coletivos, imprensa), e a documentação direta obtida com entrevistas e oficinas com dirigentes de
sindicatos dos trabalhadores químicos de Belford Roxo – RJ., e São Paulo –SP. Num segundo momento foi realizada a análise das
informações coletadas, buscando configurar o desempenho da empresa, correspondendo-o aos indicadores dos direitos
trabalhistas, saúde e segurança e meio ambiente. Por fim, levantamos uma problematização para fins de aprofundamento,
acompanhada por algumas recomendações para a pesquisa.
BOMPREÇO: A empresa foi objeto de pesquisa realizada pelo Observatório Social entre set/2000 e abr/2001, onde ocorreram
duas oficinas sindicais e realizadas entrevistas com dirigentes sindicais de cinco sindicatos. Posteriormente, duas outras atividades
sindicais foram realizadas, com a participação de pesquisadores do Observatório, onde foram recolhidas novas informações.
BOSCH: A empresa foi objeto de pesquisa realizada pelo Observatório Social entre ago/2001 e nov/2001, onde ocorreu uma
oficina sindical com os representantes da unidade de Campinas e uma reunião com todos os dirigentes sindicais da Bosch. Além
disso, foram realizadas entrevistas com dirigentes sindicais das três unidades onde não foi possível organizar a oficina sindical (o
principal motivo foi o fato do período coincidir com a negociação da data base).
PHILIPS: Foram entrevistados dois dirigentes sindicais que trabalham na unidade da empresa estudada. Foi frealizada uma oficina
com sindicalistas e trabalhadores dessa mesma unidade, em 08/11/2001, mas seus resultados ainda não estão disponíveis
THYSSEN: As informações contidadas no relatório sobre a fundição de Barra do Piraí (RJ) foram obtidos através de fontes
primárias e secundárias. Os dados gerais gerais foram obtidos a partir de uma pesquisa secundária: na internet, em material de
divulgação da empresa, em documentação do sindicato e entrevistas com sindicalistas. Os dados primários vieram de Oficina
Sindical realizada em outubro/2001.
UNILEVER: A partir de outubro de 2000 foram realizadas 68 entrevistas com empregados da Arisco (BestFoods, adquirida pela
Unilever em 2000) e duas com ex-empregados. A pesquisa foi realizada na porta de fábrica em outubro de 2000. Posteriormente,
foram realizadas duas oficinas reunindo a Federação da Alimentação de Goiás (presidente), o Sindicato da Alimentação de
Goiânia (três representantes), a FETAEG (Federação dos Trabalhadores da Alimentação do Estado de Goiás) e o Sindicato de
Trabalhadores Rurais (STR) de Piracanjuba (presidente). Em Vinhedo (SP) foram realizadas duas oficinas sindicais com
sindicalistas em outubro e novembro de 2001.
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Mapa da Empresa - síntese - V1 - Instituto Observatório Social