Sindicato ASSUFOP
30 anos
de lutas,
conquistas
e desafios.
EXPEDIENTE
GESTÃO - 2011-2013 - DIRETORIA: Luiza de Marillac dos Reis, Sérgio Geraldo Neves, Maria Luiza Vieira, Nativo Lourenço de Barros, Dirlene Azevedo
Gomes, Luciana Rodrigues dos Santos, João Orlando Tobias, José Augusto Nunes Nogueira, Fabrícia Helena Mol Silva dos Santos, Alessandro Luiz
Maximiano Dias, Gilberto Correa Mota, Harley Balduíno Saraiva, Maurílio Marcos Conceição, José Maria Marcelino| CONSELHO FISCAL: José Henrique
Rodrigues, Pedro Alexandre de Paula e Carlos Nazareth Neves.
ESPECIAL ASSUFOP, 30 ANOS | Informativo do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP.
COORDENAÇÃO: Gilberto Correa Mota, diretor de Imprensa e Divulgação | JORNALISTA RESPONSÁVEL: Douglas Couto | PROJETO GRÁFICO e
DIAGRAMAÇÃO: Arlindo Diorio | REVISÃO: Érica Aniceto | COLABORAÇÃO: Kaio Barreto | IMPRESSÃO: Sempre Editora | TIRAGEM: 3.000 exemplares.
SINDICATO ASSUFOP | www.assufop.org.br
Rua Diogo de Vasconcelos, 408, Estação | Ouro Preto/MG | Fale conosco: (31) 3551-2401/3551-2577 - E-mail: [email protected]
2
Especial
ASSUFOP 30 ANOS
Foi fundada em 27 de julho de 1983 a Associação dos Servidores da UFOP (ASSUFOP),
como órgão representativo da categoria de trabalhadores da Universidade Federal
de Ouro Preto (UFOP).
Em 1990, transformou-se em Sindicato dos Trabalhadores Técnicoadministrativos, com objetivo de promover a união e desenvolver a integração
e solidariedade entre os técnico-administrativos, por meio de atividades de
caráter social, político, cultural, recreativo, desportivo e assistencial. Possui
1.029 trabalhadores sindicalizados.
O Sindicato ASSUFOP mantém convênio com o comércio de Ouro Preto e Mariana
em diversos ramos de atividade e também com o Hospital Santa Casa de
Misericórdia (Ouro Preto) e Monsenhor Horta (Mariana) e com alguns profissionais
de saúde. Mantém também um contrato coletivo com a Unimed Inconfidentes,
de abrangência estadual.
A estrutura de direção é presidencialista, eleita a cada biênio. Possui sede própria,
à Rua Diogo de Vasconcelos, 408, Praça da Estação, em Ouro Preto (MG). É filiado
à FASUBRA Sindical (Federação de Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades
Brasileiras).
Nesses 30 anos de existência, o Sindicato ASSUFOP esteve presente em eventos
nacionais, tais como congressos e plenárias, representando a categoria. Consolidouse como uma das grandes forças sindicais da região, participando das lutas por
melhores condições de trabalho e por uma sociedade mais justa e igualitária.
Em comemoração ao aniversário de fundação do Sindicato ASSUFOP, nesta edição
especial apresentamos um pouco dessa história de lutas, conquistas e desafios,
ouvindo a experiência dos ex-presidentes que estiveram à frente da entidade,
desde sua criação, em 1983, até os dias atuais e também de alguns membros da
base sindical.
Páginas 4 a 15
- História do Sindicato em seus 30 anos
de existência
- Registro dos quadros de gestão
- Depoimentos
Páginas 16 e 17
- Orgulho de fazer parte: depoimentos
de trabalhadores associados ao
Sindicato ASSUFOP
Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP | JULHO 2013
Página 18
- 30 anos de história e lutas: alguns
personagens que contribuíram para a
construção dessa história
3
1983-1985
O começo
de tudo...
O dia 27 de julho é a data da histórica fundação
da ASSUFOP, que nasceu em 1983 como Associação
dos Servidores da UFOP. Surgiu inspirada nos
movimentos estudantis, que, na década de 1980,
ganhava força no País, conforme explicou José
Cardozo Filho, fundador e o primeiro diretorpresidente da entidade.
“Desde a época de estudante, em Mariana, eu
participava dos movimentos e agremiações e,
quando ingressei na universidade, já tinha a ideia
de criação de uma associação para os trabalhadores,
nos moldes das que estavam sendo criadas em outras
universidades. Não era ainda um sindicato, porque
na época a gente estava no Regime Militar, que não
permitia falar em sindicato”, explicou Cardozo.
A ideia implícita era a criação de uma
cooperativa, de maneira que pudesse facilitar a
vida dos servidores. Foi criado o “armazém”, que
por anos fez a diferença na vida dos
trabalhadores. “Era um período com a inflação
galopante, e o preço dos alimentos praticados
no comércio em Ouro Preto era bem salgado. A
associação tinha as ferramentas adequadas para
adquirir a mercadoria em quantidade maior em
Belo Horizonte e oferecer aos trabalhadores a
preço de custo”, lembrou Cardozo.
Passados 30 anos de criação do ASSUFOP, Cardozo
acredita que a associação, que mais tarde se
transformou em sindicato, cumpriu seu objetivo.
“Esse sindicato beneficiou demais os servidores,
porque nasceu forte na luta, reivindicando melhores
condições de trabalho e salários. Com muita
humildade, posso dizer que dá orgulho ver que
floresceu a ideia lá da década de 1980: a criação da
associação”, finalizou.
José Cardozo Filho
GESTÃO - 1983-1985
Presidente: José Cardozo Filho
Vice-Presidente: Flávio Duarte de Almeida
DIRETORIA: Venâncio dos Santos Lopes, Elizabeth
Moreira Leite, Vicente de Melo, José Tarcísio Lopes
Cançado, Manoel Botelho da Fonseca, Paulo Gonçalves
Mudin, Luiz Carlos Heidenreich e Clotilde Maria de Assis.
4
Especial
ASSUFOP 30 ANOS
1985-1987
Em 1985,
a primeira greve
Um dos marcos da recém-criada ASSUFOP, e que
ainda hoje é recordado com saudosismo pelo
segundo diretor-presidente da entidade, Romeu
Teixeira Campos, é a primeira grande greve na
Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
Romeu assumiu a direção da entidade em 1985, e
confessa que abraçou a causa como uma missão.
“Eu assumi como um sacerdócio, um serviço ao povo
da universidade para elevar o nível do setor técnicoadministrativo que estava sem consciência dos seus
direitos”, disse.
A primeira grande missão foi mobilizar a categoria
na greve que paralisou a universidade e deu mais
credibilidade à associação.
“Até hoje ainda se fala muito nessa mobilização.
Na época, Victor Godoy, que trabalhava na
administração, chegou a dizer que duvidava que
houvesse alguma greve em Ouro Preto. Isso chegou
ao nosso conhecimento e provamos a ele justamente
o contrário. A gente mobilizou a greve e parou a
universidade”, recorda.
Aos poucos, a entidade descobriu a sua força. “A
associação foi criada para cumprir as tarefas
assistencialistas. Tanto que logo fizeram o armazém,
mas havia muita gente do setor que viu a iniciativa
como uma entidade cujos objetivos eram pequenos
e precisava levar o setor para os movimentos sociais,
a fim de lutar por seus direitos, e o negócio era
transformar a associação em sindicato”, disse Romeu.
Para o ex-presidente, não resta dúvida da
importância da ASSUFOP na vida dos trabalhadores.
“Hoje os técnico-administrativos são muito mais
respeitados, graças ao trabalho da ASSUFOP ao longo
dos 30 anos de muita luta e conquistas”.
Romeu Teixeira Campos
GESTÃO - 1985-1987
Presidente: Romeu Teixeira Campos
Vice-Presidente: Osvaldo Gonçalves Costa
DIRETORIA: José das Dores Silva, Aloizio Moura de Almeida, José da
Silva Gomes, Geraldo Monteiro Filho. CONSELHO DELIBERATIVO:
Flavio Duarte de Almeida, Eurídice Ana Huhn Cristino, Mário José Maia,
José Jacinto Ferreira, Hilton Timóteo Rodrigues, Lúgera Ana da Silva,
Francisco Geraldo Alves, Pedro dos Santos, Sirlei da Conceição
Gomes, Luzia Célia da Silva, Sebastião Teodoro, José Maria de Oliveira
Pena, João Bosco Toledo, Márcio Flávio Mol. CONSELHO FISCAL:
Benedito Amâncio de Morais, Paulo da Silva, Antônio Laia, Paulo
Juventino Ferraz e Luiz Alcides Mesquita Lara.
Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP | JULHO 2013
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1987-1989
A criação
do “chequinho”
A partir de 1987, a ASSUFOP dava os passos para a
transformação da associação em sindicato. Era um
período de transição, tempo de luta e muitos
desafios, marcado pelo encerramento das atividades
da “mercearia”, conforme recorda Salvador Gentil
dos Santos, presidente da entidade à época.
“Ficamos com alguns atendimentos e buscávamos
alternativas para garantir a alimentação do pessoal”,
disse Salvador.
Uma iniciativa da gestão foi a criação do
“chequinho”, uma espécie de “cartão de crédito”
de hoje, utilizado pelos associados para fazer a
compra no mercado. “Foi um marco importante,
que ajudou muito trabalhador mais carente a fazer
a lista de compras do mês. Mas também houve muito
abuso, o pessoal assumia compromisso e depois a
associação era chamada a intermediar. Ainda assim,
foi super importante para o funcionalismo”, explicou
o ex-presidente.
Apesar dos desafios, Salvador acredita que a
associação teve um papel importante para os
trabalhadores. “Sinto orgulho de ter contribuído para
a melhoria de muita gente e acredito que a
associação foi relevante. Ainda hoje há pessoas que
não entendem que a filosofia mudou de filantropia
e se voltou para trabalhista, e se sentem insatisfeitas
com o fato de a associação ter se transformado em
sindicato. No entanto, da nossa filantropia da antiga
associação para a luta trabalhista do sindicato de
hoje, eu acredito que os servidores têm mais
assistência”, disse Salvador.
Para o ex-presidente, o engajamento dos novos
companheiros à luta é fundamental para o
fortalecimento da categoria. “É preciso entender que
eles precisam entrar e compor o maior número de
associados, para que a nossa voz seja ouvida e as
nossas reinvidicações sejam atendidas pela
administração”, aconselhou.
Salvador Gentil dos Santos
GESTÃO - 1987-1989
Presidente: Salvador Gentil dos Santos
Vice-Presidente: Vicente de Mello
DIRETORIA: Lísia Rócio de Abreu, Luzia Cardoso, Wanda Ramos
Fernandes, Márcio Lourenço Capucho. CONSELHO DELIBERATIVO:
Alcione Ramos de Oliveira Morais, Antônio Margarida da Silva, Elcio
do Nascimento BC Maia, Elmano Luiz da Cunha, Francisco Basílio de
Castro Neto, Hilton Timóteo Rodrigues, José Custódio Fernandes,
José Geraldo da Silva II, José Humberto Cerceau Ibrahim, Maria
Geralda Satler, Antônio Leocádio Reis Ferreira, José Antônio da Silva,
Leone Alves Ferreira, Lúcio da Silva André, Wesley Orfeu Alves.
CONSELHO FISCAL: Alvimar Ambrósio, Geraldo Monteiro Filho,
Raimundo de Paula Dias, José Izidoro Mendes e Paulo Amaro.
6
Especial
ASSUFOP 30 ANOS
1989-1991
Associação
virou sindicato
Sob a direção de Ariosvaldo Figueiredo Santos Filho,
o ano de 1990 passou a ser outro marco histórico da
ASSUFOP. A associação dos servidores da UFOP, criada
com a finalidade assistencial, assumiria o papel de
representação sindical, com a mudança para
Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos.
“Quando assumimos a presidência da ASSUFOP, já
havia sido promulgada a Constituição 1988, que
permitia a associação sindical dos servidores
públicos. A partir daí, demos início ao processo, que
foi importante por legitimar a associação enquanto
representação sindical, legalizando uma situação já
existente. Eu acredito que foi o passo mais
importante da nossa gestão”, disse Arisovaldo.
Na avaliação do ex-presidente, a sua gestão foi
ativa, marcada pela participação dos movimentos
sindicais e o início da gestão democrática na UFOP,
com o reitor Fernando ABC. Foi também o período
de implantação do Plano de Cargos e Salários dos
técnico-administrativos na universidade. “Era o
momento de vida nacional ativo, com as assembleias
sempre cheias e movimentos fortes. Foi um período
de grande movimentação sindical”, recorda o expresidente.
Passadas décadas da transição, Ariosvaldo acredita
que o papel do sindicato está consolidado. “Vivemos
um momento em que o sindicato desempenha o
papel que lhe cabe na sociedade, que é ampliar os
direitos dos trabalhadores, coordenado com uma
proposta social que, no nosso caso, é a educação
em terceiro grau”, disse.
O grande desafio, segundo ele, é evitar a tentação
corporativista. “Penso que o nosso papel é ampliar
os direitos dos trabalhadores, sempre coordenados
com a construção de uma nova sociedade. A nossa
entidade tem feito isso, trabalhado a parte sindical
e se colocando bem nas questões gerais sempre
quando é chamada”.
Ariosvaldo Figueiredo Santos Filho
GESTÃO - 1989-1991
Presidente: Ariosvaldo Figueiredo Santos Filho
Vice-Presidente: Hilton Timóteo Rodrigues
DIRETORIA: Maria do Carmo Lima e Silva, Neide Nativa, Rubens Tavares
dos Santos, Geraldo Aureliano Maurílio. CONSELHO DELIBERATIVO: Elido
Bonomo, Luiza de Marillac dos Reis, João de Deus de Castro, Adão Geraldo
Gomes Pereira, Maria Clara Apolonio Correia, Antônio Lourenço Pinheiro,
Milton Borges Campos Filho, Maria do Socorro Gomes Nominato, Paulo
Juventino Ferraz, José Antônio da Silva, Raimundo da Silva Filho, Euzébio
Cândido Correia, Afonso José de Souza Quites, Maria das Graças Silva
Camargo, Maria José Marcelino. CONSELHO FISCAL: José Augusto Nunes
Nogueira, José Mauro Elias, Adão José do Patrocínio, Ilário Monteiro da
Silva e Maurílio Marcos da Conceição.
Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP | JULHO 2013
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1991-1993 | 1995-1997
Em defesa
da democracia
A garantia do processo democrático na eleição para
a Reitoria da UFOP e a mobilização da classe
trabalhadora nos movimentos de lutas sociais, entre
elas a contra a privatização da Vale do Rio Doce,
foram marcos das gestões de Rubens Tavares dos
Santos à frente do Sindicato ASSUFOP. Ele assumiu
a presidência entre 1991 e 1993, e retornou anos
mais tarde, no período de 1995 a 1997.
na Praça Tiradentes, no “21 de Abril”.
“Fomos uma das primeiras universidades do país a
organizar um sindicato. A nossa missão era acabar
com assistencialismo forte que existia. Ficamos
orgulhosos por ter sido um dos precursores da luta
dos trabalhadores dentro de uma universidade
pública”, disse Rubens.
Em todas as ações, havia a grande participação do
ASSUFOP. “A turma atendia o nosso chamamento,
confiava em nosso trabalho, dava respaldo em nossa
atuação política e vinha em massa”, completa o expresidente.
Entre os fatos marcantes da época, o ex-presidente
recorda a ocupação da reitoria no período em que a
universidade estava sob o comando de interventores.
Na luta contra a privatização da Vale do Rio Doce,
os movimentos sindicais colocaram 15 mil pessoas
“Foram passos marcantes da época, mostramos que
Ouro Preto tinha um sindicato forte e ativo.
Participamos de movimentos de lutas fortes, lutamos
contra o fechamento da Alcan, as demissões em
massa e apoiamos o MST (Movimento dos Sem-Terra)
em uma ação na localidade chamada Cafundão”.
Para Rubens, o maior orgulho é ter contribuído para
fazer do ASSUFOP uma das maiores forças sindicais
de Ouro Preto e região. “Com a nossa atuação,
mostramos que a região tinha uma representação
política forte, sempre fomos referência na luta em
defesa dos trabalhadores”, disse.
Rubens Tavares dos Santos
GESTÃO - 1991-1993
Presidente: Rubens Tavares dos Santos
Vice-Presidente: Geraldo Horta
DIRETORIA: Neide Aparecida Gomes, Flávio Henrique Ferreira, João de Deus de Castro,
João Orlando Tobias, Hilton Timóteo Rodrigues, Geraldo Beraldo Moreira, Decio José
Alves, Diniz da Cruz Neves, Jorge Raimundo de Paula, Antônio Lourenço Pinheiro,
Lúgera Ana da Silva e Paulo Roberto dos Santos. CONSELHO FISCAL: Ilário Monteiro
da Silva e Raimundo de Paula Dias.
GESTÃO - 1995-1997
Presidente: Rubens Tavares dos Santos
Vice-Presidente: João de Deus de Castro
DIRETORIA: Gabriel Augusto Sanches Hernandes, João Batista Pereira, Neide do
Rosário Lemos, Djalma Gomes de Assis, Maurílio Marcos da Conceição, Geraldo
Beraldo Moreira, Sérgio Geraldo Neves, Joaquim de Paula Moreira, Oliveiro Soares
Rodrigues, Geraldino da Silva Ramalho, Vicente de Paula Cândido e Agostinho Ferreira
Guimarães. CONSELHO FISCAL: Antônio Helvécio da Silva, Maria José Marcelino e
Raimundo da Silva Filho.
8
Especial
ASSUFOP 30 ANOS
1993-1995
Reavaliando
a própria história
Hilton Timóteo Rodrigues é o sexto presidente a
assumir a direção do ASSUFOP, mas a sua atuação
em defesa da classe é antiga. Seja como diretor ou
conselheiro do sindicato, ele esteve sempre
presente, nas lutas e participando de diversas
conquistas para os servidores técnicoadministrativos da UFOP.
“Se estamos neste patamar hoje, isso se deve à luta
de muita gente, mas, principalmente, da participação
da nossa base. E não podemos deixar de reconhecer o
empenho dos nossos funcionários que, na parte
administrativa, há anos tem sempre ajudado a
organizar a categoria”, disse o ex-presidente.
Na avaliação de Hilton, ao longo dos 30 anos, o
sindicato vem cumprindo sua missão. “Ainda que
pese poder dizer que houve diretorias mais ou menos
combativas no nível político, isso se deve à
temperatura da nossa base. Nenhuma diretoria faz
o movimento isoladamente, é preciso ter condições
políticas do momento”.
Em relação à sua gestão na presidência, ele preferiu
não fazer uma avaliação pontual. “Quem poderia
responder a isso é a nossa história e também quem
conviveu conosco. Eu só não cometeria os erros que
cometi. Apesar de que todo ser humano tem erros e
acertos. Ninguém acerta o tempo todo, eu não seria
nada do que sou e não teria nada do que fiz se não
fosse a nossa base”, disse.
Para Hilton, não restam dúvidas de que, se não
fosse a atuação do sindicato, a categoria não teria
as conquistas. “Por isso, defendo que é preciso
fortalecer a nossa representação. Nesses 30 anos,
acredito que fizemos muito e ainda teremos que
fazer muito mais. Hoje, a condição que o sindicato
dá para a luta é bem melhor que no passado, quando
começamos com a entidade”, disse o ex-presidente.
Hilton Timóteo Rodrigues
GESTÃO - 1993-1995
Presidente: Hilton Timóteo Rodrigues
Vice-Presidente: Maurílio Marcos da Conceição
DIRETORIA: Maria José Marcelino, Luzia Célia Moreira, Geraldo Horta,
Antônio Lourenço Pinheiro, Sérgio Geraldo Neves, Djalma Gomes de
Assis, Oliveiro Soares Rodrigues, Sebastião Teodoro Ferreira, Geraldo
Beraldo Moreira, José Ricardo Borges, Dimas da Cruz Neves, Paulo
Silva. CONSELHO FISCAL: Braz Pereira Silva, José Teixeira Oscar e
Oscar Venâncio Ferreira.
Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP | JULHO 2013
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1977-1999 | 2001-2003
Tempo de lutas
e desafios
A gestão de Sérgio Neves no Sindicato ASSUFOP foi
marcada por um período de luta e muitos desafios.
Após ter passado pela direção sindical, ele se
candidatou à presidência e foi eleito em 1997.
“A gente vivia um momento um tanto quanto
conturbado, era a gestão de Dirceu do Nascimento
como reitor e período de efervescência na UFOP,
de grandes embates com a administração da
universidade”, disse.
Um dos grandes desafios era a abertura de diálogo
com a reitoria. “Dirceu foi um reitor de diálogo difícil,
muito autoritário, e tinha na sua administração
pessoas ligadas a partido de esquerda. Era o governo
FHC (Fernando Henrique Cardoso), que manteve a
classe sem reajuste por oito anos”, recorda.
Apesar dos desafios, Sérgio garante ter conseguido
algumas pequenas conquistas para os servidores com
a administração da UFOP. “Mas no plano federal não
avançamos, porque com o governo FHC não havia
conversa”.
Em 2001, Sérgio Neves foi eleito, novamente, ainda
com Dirceu do Nascimento na reitoria. O último ano
de seu mandato coincidiu com início do governo Lula.
“Logo de cara, enfrentamos uma greve pesada contra
a Reforma da Previdência”, disse.
Para Sérgio, apesar das dificuldades, as lutas
contribuíram para o fortalecimento da categoria.
“As pessoas foram se conscientizando do seu papel
enquanto servidor público, e, com isso, o sindicato
conseguiu defender a nossa causa, de universidade
pública, gratuita e de qualidade para todos”.
“A gente não avançou em tudo que queria, não
temos a carreira que desejamos e o salário ainda
não é o que a gente espera, mas muitas coisas
avançaram e a luta sempre foi positiva. Se não fosse
a luta do sindicato, as coisas estariam piores”, disse.
Sérgio Geraldo Neves
GESTÃO - 1997-1999
Presidente: Sérgio Geraldo Neves
Vice-Presidente: João de Deus de Castro
DIERTORIA: Neide do Rosário Lemos, Maria José Marcelino, Rubens Tavares dos
Santos, Ariosvaldo Figueiredo dos Santos Filho, Silvia Maria de Paula Alves Rodrigues,
José do Espírito Santo Souza, João Batista Pereira, Antônio Celso Torres, Nativo
Lourenço de Barros, José Pereira de Figueiredo Filho, Vicente de Paula Cândido e João
Raimundo de Souza. CONSELHO FISCAL: Maurílio Marcos da Conceição, João Orlando
Tobias e Flávio Henrique Ferreira.
GESTÃO - 2001-2003
Presidente: Sergio Gerado Neves
Vice-Presidente: Maria José Marcelino
DIRETORIA: José Pereira de Figueiredo Filho, Braz Pereira da Silva, João Batista Pereira,
Luciana Rodrigues dos Santos, Francisco de Paula Coelho, Geraldo Mariano Lourenço,
José Geraldo Fernandes Papa, Leonel Antônio da Silva Neto, João Bosco Neves, Maria
Chaves dos Santos, Pedro Tomaz e Hilton Timóteo Rodrigues. CONSELHO FISCAL:
Humberto Alves da Silva e José Pereira de Figueiredo.
10
Especial
ASSUFOP 30 ANOS
1999-2001
Diálogo difícil
com o poder
Quando assumiu a presidência em 1999, João
Orlando Tobias herdou um grande desafio: enfrentar
a administração da UFOP, que mantinha um diálogo
difícil com o Sindicato ASSUFOP. “Foi um período
de muita luta e que mobilizou toda a categoria.
Apesar das dificuldades internas com a reitoria,
sempre enfrentamos e batemos de frente em defesa
dos técnico-administrativos. Foi uma gestão de
diálogo difícil com o poder tanto local quanto
nacional”, disse.
Na gestão de João Orlando, a categoria se
mobilizou em duas greves. “Infelizmente, não
conseguimos atingir 100% dos nossos objetivos, mas
o que conseguimos foi com muita luta e garra da
nossa diretoria, em especial da nossa base, que
participava dos nossos movimentos. Conseguimos
parar quase 100% da universidade”.
Após dedicar boa parte de sua vida à luta sindical,
João Orlando se prepara agora para a aposentadoria,
mas se orgulha por ter dado a sua contribuição para
a construção de um sindicato forte e atuante.
“O sindicato ASSUFOP é tudo na minha vida. Sou
sócio fundador e, nesses 30 anos, sempre participei das lutas. Em primeiro lugar, está a minha
família, e depois está o sindicato. Eu gosto muito de fazer parte e tenho afinidade com todos os
diretores. Nesse tempo, não medi esforço para
me dedicar à luta da categoria, e valeu a pena.
Eu devo me aposentar no ano que vem, mas levarei comigo todos esses anos de luta que vivi
aqui”, disse João Orlando.
João Orlando Tobias
GESTÃO - 1999-2001
Presidente: João Orlando Tobias
Vice-Presidente: Luiza de Marillac Reis
DIRETORIA: Sérgio Geraldo Neves, Antônio Celso Torres, Luciana
Rodrigues dos Santos, Neide Nativa, Elson Rezende de Melo, Reinaldo
Paulino Pimenta, Paulo Roberto Santos, José Vitorino Santos, Silvia
Maria de Paula Alves Rodrigues, Raimundo da Silva Filho, Geraldo
Mariano Lourenço e Antônio Leocadio Reis Ferreira. CONSELHO FISCAL:
Humberto Alves da Silva, Braz Pereira da Silva e Ezequiel Pereira.
Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP | JULHO 2013
11
2003-2005
A mulher
na presidência
Maria José Marcelino é a primeira mulher a chegar
à presidência do Sindicato ASSUFOP. Eleita em 2003,
ela admite ter sido um período de muito trabalho,
mas, acima de tudo, de quebra de preconceitos.
“Foi um marco importante para mim e para todos
os colegas. Assumi a direção de um sindicato
machista, numa época em que homens não estavam
acostumados a ver mulher no comando. Sofri com
esse preconceito, mas, graças a Deus, abriram-se
as portas e hoje temos mais uma companheira de
luta na presidência”, disse.
A gestão da primeira mulher na direção do ASSUFOP
foi marcada também pela mobilização de greves,
caravanas à Brasília e movimentos em defesa dos
direitos dos trabalhadores. A luta se tornara ainda
mais árdua com a eleição de Lula à Presidência da
República. “O momento crucial para gente foi quando,
infelizmente, Lula assumiu o poder, porque antes a
gente tinha o PT e a CUT ao nosso lado, nas lutas.
Depois da eleição, essas lideranças ocuparam o poder
e ficou mais difícil conseguir alguma coisa do governo,
que deveria ser dos trabalhadores”, analisou.
O preconceito foi apenas um dos desafios para essa
mulher que decidiu dedicar sua vida à luta pela
classe trabalhadora. “O período foi trabalhoso,
estávamos envolvidos com questões de passivos
trabalhistas, vivíamos em meio à cobrança da base.
O governo não tinha preocupação em pagar e as
pessoas não tinham paciência, tivemos um trabalho
intenso, mas conseguimos apagar os resíduos do
Plano Bresser”.
Apesar dos desafios, Maria José não esmoreceu.
“A atuação da gente é contínua na vida sindical, é
uma luta constante, a presidência é apenas um
cargo. O sindicato é a força do trabalhador. Se o
sindicato é forte, a categoria avança junto; daí a
importância de contar com o apoio da classe. O
sindicato somos todos nós. A diretoria passa e o
sindicato fica. É importante as pessoas nos apoiarem
nas lutas”, defendeu.
Maria José Marcelino
GESTÃO - 2003-2005
Presidente: Maria José Marcelino
Vice-Presidente: Maria Chaves dos Santos
DIRETORIA: Neide do Rosário Lemos, Francisco de Paula Coelho, Maria
Raquel Pedrosa Xavier, Geraldo Aureliano Maurílio, Hilton Timóteo
Rodrigues, Sérgio Geraldo Neves, João Batista Pereira, José Geraldo
Fernandes Papa, Pedro Tomaz, Braz Pereira da Silva, Luciana Rodrigues
dos Santos, Antônio Julio Sales, CONSELHO FISCAL: Luiza de Marillac
dos Reis, Milton Silva Coelho, Dirlene Conceição de Azevedo, João Bosco
de Paula e José Hermenegildo da Costa.
12
Especial
ASSUFOP 30 ANOS
2005-2007 | 2007-2009
Gestão com
trabalho em equipe
Um dos marcos das gestões de Leonel Antônio da
Silva Neto é o trabalho em equipe. Apesar de ter
chegado à direção sindical sem qualquer
experiência, ele aceitou o desafio confiante no
grupo que apoiou a sua eleição. “Todos que
trabalharam no sindicato faziam parte da equipe.
Na minha época, cada um contribuiu para o bom
andamento dos trabalhos”, disse.
Leonel assumiu a presidência em 2005, foi reeleito
em 2007 e ficou no cargo por dois anos. “Na época
em que entrei no sindicato, a gente estava saindo
de uma greve, que nos levou a participar de reuniões
no comando nacional em Brasília”, recorda.
Apesar de todo sacrifício, ele garante ter valido a
pena. “Quando me proponho a fazer alguma coisa,
eu me dedico ao máximo. No sindicato, eu sempre
procurei fazer o melhor, embora ninguém seja
perfeito e nem acerte sempre, mas, se houve erro,
não foi intencional ou por negligencia”, destacou.
Entre as ações da sua gestão, ele destacou a
implantação do cartão assistencial, que veio
substituir o antigo “chequinho”, a construção da
página do sindicato na internet e também a
implantação do plano de saúde para os
servidores. Também foram feitas reformas na
sede, como a construção do calçamento na
entrada do sindicato e na sauna.
“O sindicato é a entidade que ajuda na defesa do
trabalhador, embora muitos não entendam assim.
Ele é a representação da classe trabalhadora. Então,
todos os servidores da universidade deveriam ser
sindicalizados e se envolver mais”, disse.
Leonel Antônio da Silva Neto
GESTÃO - 2005-2007
Presidente: Leonel Antônio da Silva Neto
Vice-Presidente: Washington Luiz Gonçalves
DIRETORIA: Terezinha Alexandrina Costa e Silva, Lindomar Pedrosa, Adilson Raimundo
Ribeiro, Maria Raquel Pedrosa Xavier, Fábio Luiz Martins da Silva, José Antônio da Silva,
Geraldino Lopes Duarte, João Bosco de Paula, Leandro Henrique dos Santos, Cláudio Batista
Rodrigues, Décio José Alves, José Mauro Elias, Fábio Luiz Martins da Silva. CONSELHO
FISCAL: José Geraldo Pereira, Luciana Rodrigues dos Santos e Sérgio Geraldo Neves.
GESTÃO - 2007-2009
Presidente: Leonel Antônio da Silva Neto
Vice-Presidente: Adão Julio da Conceição
DIRETORIA: Maria de Jesus Carvalho Gomes, Maria do Carmo Lima e Silva, Raimundo
Nonato Tomaz Gomes, Antônio Carlos Camilo, Hilton Timóteo Rodrigues, Nativo
Lourenço de Barros, José Henrique Rodrigues, Pedro Tomaz, Leandro Henrique dos
Santos, Margarida Maria Dias, José Geraldo Pereira, Francisco de Paula Coelho
CONSELHO FISCAL: José Milton Natividade, Sérgio Geraldo Neves, Vicente Coelho
Magalhães e Luciana Rodrigues dos Santos.
Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP | JULHO 2013
13
2009-2011
A nossa
missão é
reconstruir
14
Especial
ASSUFOP 30 ANOS
Em 2009, coube novamente a uma mulher, Luiza de
Marillac dos Reis, assumir a luta à frente da
presidência do ASSUFOP, com a missão de reconstruir
o sindicato e recolocá-lo no cenário de lutas em
defesa dos direitos dos técnico-administrativos.
“Percebemos que o sindicato estava perdendo um
pouco a sua característica de luta e que estava
voltando a assumir um caráter meramente
assistencialista; então entendemos que
precisávamos reerguer o sindicato não no ponto de
vista físico, mas de luta, e resgatar essa nossa
característica”, disse.
Para consolidar o projeto de recolocar o sindicato
no caminho das lutas sindicais é que Marillac foi
reeleita em 2011. “Foi um período difícil,
enfrentamos uma greve que marcou de modo triste
o movimento sindical, com a criminalização do
movimento. O governo federal, por meio da AGU
(Advocacia Geral da União), à revelia das
universidades, entrou com pedido de decretação da
ilegalidade da greve. Foi terrível, sentimos na pele
um pouco do que significou a ditadura”, recordou.
Ao final do seu segundo mandato à frente do
ASSUFOP, Marillac avalia que a sensação é de que
poderia ter feito mais pela categoria. “A gente
termina com a consciência tranquila de que, se não
fizemos tudo que desejávamos, conquistamos coisas
que não pensávamos. Um avanço muito importante
em nossa gestão foi a aprovação no Conselho
Universitário da Estatuinte, que é um pleito de mais
de duas décadas da categoria. Sem dúvida, essa
conquista deve ser creditada à nossa entidade, que
lutou incansavelmente, às vezes de forma isolada,
para a sua aprovação”.
O desafio, agora, segundo ela, é conseguir
modificar a estrutura de poder dentro da
universidade, onde há a hegemonia do segmento
docente, em detrimento aos técnicoadministrativos, que ainda são vistos como meros
apoiadores e trabalhadores de segunda classe.
Para Marillac, a criação do ASSUFOP foi uma
conquista. “Apesar de a gente questionar
determinada
postura
de
determinadas
administrações da entidade, todas foram
importantes para que chegássemos hoje aonde
chegamos. Temos um sindicato respeitado tanto em
nível local quanto nacional. O reflexo disso é que,
hoje, tenho a honra de fazer parte da direção
nacional da FASUBRA”.
Luiza de Marillac dos Reis
GESTÃO - 2009-2011
Presidente: Luiza de Marillac dos Reis
Vice-Presidente: Sérgio Geraldo Neves
DIRETORIA: Maria Luiza Vieira, Luiz Gonzaga Pinto, Dirlene da
Conceição Azevedo Gomes, Flávio Antônio de Abreu Magela, Fábio
Luiz Martins da Silva, Nativo Lourenço de Barros, Luciana Rodrigues
dos Santos, Raimundo da Silva Filho, João Bosco de Paula, Miguel
Arcanjo Gomes, Geraldo Mariano Lourenço, João Raimundo de Souza
CONSELHO FISCAL: Irmazio Ferreira dos Santos, José Secundino da
Silva, José Teixeira Mendes e Braz Adeodato Sales Neto.
Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP | JULHO 2013
15
Orgulho de
DJALMA GOMES DA SILVA, ESCOLA DE NUTRIÇÃO
“ASSUFOP sempre foi tudo para nós, servidores. Sem ela, a gente não teria
conseguido o respeito interno que a gente tem hoje. Vale à pena fazer parte do
sindicato, pois uma pessoa sozinha não consegue fortalecimento. Um grupo, unido,
consegue muito mais coisas”.
GERALDO MAGELA BHERING, ESCOLA DE NUTRIÇÃO
“Vi a ASSUFOP nascer e para mim ela é uma associação de classes muito importante.
A administração é experiente e sabe dirigir e conduzir a ASSUFOP. Ela é o único
órgão de classe que nós temos, que nos representa”.
MARIA GORETE, ESCOLA DE NUTRIÇÃO
“A ASSUFOP é por nos ajudar a resolver problemas políticos, garantindo os direitos
dos funcionários. Mas, além disso, também nos coloca em contato com outros
colegas, nos proporciona lazer, dão apoio. Estou quase me aposentando e pretendo
ajudar o sindicato, também, movimentando com o dom que eu tiver”.
LORENA FAGUNDES, CENTRO DE CIÊNCIAS DA VIDA
“Graças ao ASSUFOP eu sei dos meus direitos e aprendo a lutar por eles e ser solidária
também com os direitos dos outros. Acho a administração competente, eles nos ajudam
de forma muito especial no Biotério, conseguindo melhores condições de trabalho,
por exemplo. Vale a pena fazer parte dela, pois não adianta caminhar sozinho”.
ÉRIKA CRISTINA, CENTRO DE CIÊNCIAS DA VIDA
“A ASSUFOP é importante, pois é por ela que a gente reivindica nossos direitos de
uma forma melhor. A gente tem apoio maior do sindicato e passa a conhecer melhor
a UFOP”.
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Especial
ASSUFOP 30 ANOS
fazer parte
As vésperas dos 30 anos do Sindicato ASSUFOP, alguns de nossos companheiros falam
sobre a experiência com o sindicato e a sua importância para os trabalhadores.
IONE LIMA, CENTRO DE SAÚDE
“A ASSUFOP me traz segurança. Digo que, como um todo, o sindicato é minha
terceira casa e eu me sinto muito bem lá. Ser associado a ela é uma garantia a
mais. Sei que tem alguém pensando na minha comodidade e eu tenho total confiança
neles”.
PEDRO TOMAZ, ESCOLA DE MINAS
“O Sindicato é extremamente importante por ser um órgão legítimo de representação dos
trabalhadores. Gosto muito do Sindicato, pois tudo que eles podem fazer para a gente,
eles fazem. Todos os segmentos da sociedade deveriam ter um órgão assim. A ASSUFOP
defende nossos direitos há trinta anos e o trabalho dela é fundamental para nós”.
FLÁVIO HENRIQUE, PRÓ-REITORIA DE ADMINISTRAÇÃO
“É muito interessante ter uma entidade que luta pelos direitos dos trabalhadores.
Se a gente depender de algo na Justiça, por exemplo, temos essa facilidade de
contar com o apoio da ASSUFOP. Estamos protegidos contra o descaso do governo”.
WASHINGTON LUIS GONÇALVES, PREFEITURA DA UNIVERSIDADE
“Acredito que a associação seja importante não só para mim, mas para todos os outros
servidores. É uma entidade que sempre esteve ao lado do trabalhador. É instrumento de
luta contra qualquer problema. Ela está sempre pronta para nos atender. Vale muito a pena
estar associado a ela por ser uma forma de organizar e ter força. Sozinho nós não conseguimos
nada, e ela faz uma interlocução entre nós servidores e a UFOP”.
TATIANA HUNDREL, ICSA
“A ASSUFOP auxilia muito na representação política do funcionário. Esse trabalho
eles fazem muito bem. Vale a pena ser sindicalizados, pois, além disso, ainda
contamos com benefícios como convênio médico, medicamentos mais baratos e
até mesmo lazer”.
Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP | JULHO 2013
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ASSUFOP
30 anos de
história e lutas
Os 30 anos do Sindicato
ASSUFOP não podem ser
contados
sem
que
se
mencionem alguns personagens
que contribuíram para a
construção dessa história de
lutas e conquistas. São os
funcionários, desde a área da
limpeza à secretaria, gente
simples e dedicada que veste a
camisa do sindicato.
Com 23 anos de casa (a serem
completados no próximo dia 23
de agosto), Ana Célia é a
funcionária mais antiga, e se
orgulha da sua trajetória no
sindicato. Ela, que chegou como
auxiliar de divulgação, foi
conquistando seu espaço até
ocupar o cargo na secretaria.
Nessas duas décadas, ela passou
por 12 diretorias.
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“Quando eu cheguei ao
sindicato, não sabia fazer outra
coisa, era o meu primeiro
emprego. Foi aqui que construí
a minha carreira, aprendi
conceitos importantes para a
vida,
como
ter
ética
profissional. Eu gosto muito de
trabalhar aqui. Não saberia
fazer outra coisa, porque aqui
foi o primeiro lugar que
trabalhei”, disse Ana.
Rômulo Ramalho é outro que,
em agosto, completará duas
décadas no Sindicato ASSUFOP.
Entrou em 1993, como
funcionário do bar “Hora Extra”
e responsável pela área de lazer
do sindicato. Hoje, ele é
assistente administrativo.
“Foi uma oportunidade que
apareceu, e eu logo assumi a
função com muito prazer e
seriedade, até porque a gente
trata diariamente com o público
e busca resolver os problemas
que nos são apresentados”,
disse Rômulo.
Ele diz sentir orgulho por fazer
parte da família ASSUFOP há
tanto tempo. “É a melhor
representação sindical dos
trabalhadores da região”,
assegura.
Além de Ana Célia e Rômulo, o
Sindicato ASSUFOP possui outros
funcionários na ativa: Douglas
Couto,
Edna
Gertrudes
Fernandes, Gislene Rosina
Fernandes da Silva e Isaias Vieira
Martins, que fazem parte desta
casa e trabalham de segunda a
sexta, com o objetivo de
atender mais e melhor a todos.
Especial
ASSUFOP 30 ANOS
Filiado
ra
à Fasub
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JULHO de 2013 - Especial 30 anos