1ª LISTA DE EXERCÍCIOS FILOSOFIA 3º BIMESTRE
Nome:
No
Prof.: Heleno Licurgo do Amaral
1 [ 112885 ]. (Uncisal 2012) Observe o trecho da música
“Admirável Gado Novo”, de Zé Ramalho, e perceba que sua
análise pode nos levar a discutir o conceito de alienação.
O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonha com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela...
Espera nova possibilidade
De ver este mundo se acabar
A Arca de Noé, o dirigível
Não voam nem se pode flutuar
Seguindo o pensamento de Karl Marx, veremos que a alienação
se dá em uma situação determinada que gera toda uma gama de
desdobramentos e consequências. Tal situação ocorre na esfera
a) religiosa, por meio das concepções escatológicas.
b) cientifica, com a ampliação do conhecimento.
c) política, por meio da organização partidária.
d) cultural, com o avanço da cultura de massa.
e) produtiva, a partir das relações de produção.
Resposta:
Turma: 2º Ano ____
Data: ____/____/____
A partir da análise desse fragmento de texto, é correto afirmar:
a) A existência para Marx se reduz à transcendência.
b) O pensamento marxista pode ser denominado de materialista
mecanicista.
c) As relações de produção para Marx determinam a produção
social da existência.
d) As forças produtivas materiais não têm importância para o
pensamento marxista.
e) O conceito de relações de produção, em Marx, está restrito às
classes dominantes.
Resposta:
[C]
Somente a alternativa [C] é correta. O método marxista, também
chamado de materialismo dialético, está preocupado com a
produção material da existência humana, na qual as relações que
importam são relações de imanência (e não de transcendência). É
com tais pressupostos que Marx faz uma análise do capitalismo a
partir do desenvolvimento das suas forças produtivas em um
processo histórico de luta de classes.
[E]
Ainda que cause efeitos em todas as esferas da vida social, a
alienação é produto das relações de produção que ocorrem ao
interno do sistema capitalista. Sua origem se dá na medida em
que o trabalhador produz uma mercadoria, mas que lhe é
destituída, passando para as mãos do burguês. Assim, o
trabalhador não pode se satisfazer enquanto ser humano e se
torna um indivíduo alienado.
2 [ 108216 ]. (Unicentro 2012) “Na produção social de sua
existência, os homens estabelecem relações determinadas,
necessárias, independentes da sua vontade, relações de produção
que correspondem a um determinado grau de desenvolvimento
das forças produtivas materiais.”
IN: Karl Marx, Contribuição à crítica da economia política. São
Paulo: Martins Fontes, 1977, p. 23. APUD: ARANHA, Maria
Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando –
introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 4. ed., 2009.
3 [ 107749 ]. (Uema 2011) A palavra ideologia, criada por
Destutt de Tracy (1754-1836), significa estudo da gênese e do
desenvolvimento das ideias. Com Karl Marx, o termo ideologia
adquiriu um significado crítico e negativo. Identifique, nas
opções abaixo, a única que contém informação correta sobre a
concepção de Marx sobre ideologia.
a) Conjunto de ideias que apresenta a sociedade dividida em duas
classes, dominantes e dominados, visando à conscientização
dos indivíduos.
b) Conjunto de ideias que mostra a totalidade da realidade,
levando os indivíduos a compreenderem-na em si mesma.
c) Conjunto de ideias que dissimula e oculta a realidade,
mostrando-a de maneira parcial e distorcida em relação ao que
de fato é.
d) Conjunto de ideias que esclarece de forma contundente a
realidade, mostrando que apenas pessoas da classe dominante
podem governar.
e) Conjunto de ideias que estimula a classe dominada a alcançar
o poder.
Resposta:
[C]
Como afirma o enunciado da questão, Marx se utiliza do termo
“ideologia” dando a ele um significado crítico e negativo. A
única alternativa que apresenta uma visão pessimista a respeito
da ideologia é a [C]. Esta está totalmente de acordo com o
conceito marxista de ideologia, sendo esta a forma como a
realidade é ocultada, visando à manutenção da estrutura de
dominação.
4 [ 122585 ]. (Ufpa 2013) “Pode-se referir à consciência, à
religião e tudo o que se quiser como distinção entre os homens e
os animais; porém, esta distinção só começa quando os homens
iniciam a produção dos seus meios de vida [...].
A forma como os indivíduos manifestam a sua vida reflete muito
exatamente o que são. O que são coincide portanto com a sua
produção, isto é, com aquilo que produzem como com a forma
como produzem.”
Marx, K. Ideologia Alemã, Lisboa: Editora Presença, 1980, p. 19.
Considerando que, segundo Marx, a maneira de ser do homem
depende de alguns fatores, identifique, no conjunto de fatores
listados abaixo, os que, na visão do citado filósofo, distinguem o
ser humano:
I. os respectivos modos de produção.
II. a própria produção de sua vida material.
III. a forma de utilidade dos objetos produzidos em sociedade.
IV. o estado de desenvolvimento de sua consciência depende de
sua história de vida.
V. a produção dos meios de subsistência tendo em vista o bem
comum da sociedade.
Os fatores estão corretamente identificados em:
a) I e II
b) II e IV
c) III e IV
d) II e V
e) I, III e V
Resposta:
[A]
A obra A Ideologia alemã, escrita conjuntamente por Marx e
Engels, é uma crítica ao pensamento produzido por aqueles que
costumam ser chamados de “jovens hegelianos” (Feuerbach,
Bauer, Stirner). Na obra, a intenção é apontar para a importância
da materialidade na constituição da realidade e principalmente
superar a ideia hegeliana de que é o espírito, e não a atividade
humana, o sujeito da história.
5 [ 124531 ]. (Ufsj 2013) “A Filosofia a golpes de martelo” é o
subtítulo que Nietzsche dá à sua obra Crepúsculo dos ídolos. Tais
golpes são dirigidos, em particular, ao(s)
a) conceitos filosóficos e valores morais, pois eles são os
instrumentos eficientes para a compreensão e o norteamento
da humanidade.
b) existencialismo, ao anticristo, ao realismo ante a sexualidade,
ao materialismo, à abordagem psicológica de artistas e
pensadores, bem como ao antigermanismo.
c) compositores do século XIX, como, por exemplo, Wolfgang
Amadeus Mozart, compositor de uma ópera de nome
“Crepúsculo dos deuses”, parodiada no título.
d) conceitos de razão e moralidade preponderantes nas doutrinas
filosóficas dos vários pensadores que o antecederam e seus
compatriotas e/ou contemporâneos Kant, Hegel e
Schopenhauer.
Resposta:
[D]
O indivíduo soberano, diz Nietzsche, deve livrar-se da
moralidade, das coerções sociais. Um indivíduo assim se move
de acordo com o seu instinto e sua natureza; ele não se submete à
consciência que reprime seus impulsos desiderativos. O soberano
se livra da consciência destruindo sua memória e alcança a
liberdade através do esquecimento. Com marteladas, a ética pode
ser fundada com o esquecimento do moralis mo.
6 [ 124533 ]. (Ufsj 2013) Ao declarar que “a moral e a religião
pertencem inteiramente à psicologia do erro”, Nietzsche
pretendeu
a) destruir os caminhos que “a psicologia utiliza para negar ou
afirmar a moral e a religião”.
b) criticar essa necessidade humana de se vincular a valores e
instituições herdados, já que “o Homem é forjado para um fim
e como tal deve existir”.
c) denunciar o erro que tanto a moral quanto a religião cometem
ao confundir “causa com efeito, ou a verdade com o efeito do
que se considera como verdade”.
d) comprovar que “a moral e a religião estão no imaginário
coletivo, mas para se instalarem enquanto verdade elas
precisam ser avalizadas por uma ciência institucionalizada”.
Resposta:
[C]
O erro da confusão de causa e consequência está em toda tese
formulada pela moral e pela religião, quer dizer, a razão doente
considera erroneamente que o procedente está antes do
precedente, por exemplo, a causa da felicidade é a vida virtuosa –
diz a moral e a religião –, quando, ao contrário, a felicidade
mesma é quem permite o sujeito agir virtuosamente.
[B]
7 [ 124521 ]. (Ufsj 2013) Na filosofia de Friedrich Nietzsche, é
fundamental entender a crítica que ele faz à metafísica. Nesse
sentido, é CORRETO afirmar que essa crítica
a) tem o sentido, na tradição filosófica, de contentamento,
plenitude.
b) é a inauguração de uma nova forma de pensar sem metafísica
através do método genealógico.
c) é o discernimento proposto por Nietzsche para levar à
supressão da tendência que o homem tem à individualidade
radical.
d) pressupõe que nenhum homem, de posse de sua razão, tem
como conceber uma metafísica qualquer, que não tenha
recebido a chancela da observação.
Resposta:
[B]
O método genealógico de Nietzsche impõe em última instância
que nada é sagrado, isto é, nada é separado deste mundo e tudo
possui uma origem artificial e artificiosa. Desse modo, não há
maneira de afirmar nenhuma espécie de transcendental; tudo
possui uma origem imanente e se afirma a si mesmo. A
genealogia expõe essas origens e desmascara os dogmatismos
disfarçados de verdade última que desvela a realidade do mundo.
Thomas Hobbes (1588-1679) foi um filósofo inglês que hoje é
mais conhecido pela sua filosofia política. Na sua principal obra,
o Leviatã, o autor estabelece a fundação de uma grande tradição
do pensamento político, a tradição contratualista. Apesar de
favorecer na sua teoria o governo absoluto de um monarca, ele
também desenvolveu pontos decisivos do liberalismo: o direito
individual, a necessidade do caráter representativo do poder
político, etc.
Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo alemão
ocupado principalmente com a questão da fundamentação da
moral. Para ele não há qualquer fundamento indiscutível para a
moral e, por conseguinte, a ação se justifica por ela mesma e não
pela sua conformação com algum código. Sua filosofia é
extremamente inspirada nos pensadores pré-socráticos e se
organiza através de um método genealógico.
David Hume (1711-1776) foi um filósofo escocês dedicado ao
desenvolvimento do empirismo e do ceticismo. No seu
pensamento a ação moral não possui um caráter absolutamente
racional, pois uma ação não pode ser movida unicamente pela
razão, ela necessita também das paixões.
Jean-Paul Sartre (1905-1980) foi um filósofo francês central
para o desenvolvimento da tradição existencialista. Sua ideia
fundamental era a de que os homens são condenados a ser livres
e com isso ele promove uma inversão, a saber, que a existência
precede a essência, ou seja, não existe um criador que nos forma,
porém nos formamos durante nossa existência através daquilo
que projetamos e realizamos. A existência é primordialmente
uma responsabilidade.
8 [ 124522 ]. (Ufsj 2013) Leia atentamente os fragmentos
abaixo.
I. “Também tem sido frequentemente ensinado que a fé e a
santidade não podem ser atingidas pelo estudo e pela razão,
mas sim por inspiração sobrenatural, ou infusão, o que, uma
vez aceita, não vejo por que razão alguém deveria justificar a
sua fé...”.
II. “O homem não é a consequência duma intenção própria duma
vontade, dum fim; com ele não se fazem ensaios para obter-se
um ideal de humanidade; um ideal de felicidade ou um ideal
de moralidade; é absurdo desviar seu ser para um fim
qualquer”.
III. “(...) podemos estabelecer como máxima indubitável que
nenhuma ação pode ser virtuosa ou moralmente boa, a menos
que haja na natureza humana algum motivo que a produza,
distinto do senso de sua moralidade”.
IV. “A má-fé é evidentemente uma mentira, porque dissimula a
total liberdade do compromisso. No mesmo plano, direi que
há também má-fé, escolho declarar que certos valores existem
antes de mim (...).”
Os quatro fragmentos de texto acima são, respectivamente,
atribuídos aos seguintes pensadores
a) Nietzsche, Sartre, Hobbes, Hume.
b) Hobbes, Nietzsche, Hume, Sartre.
c) Hume, Nietzsche, Sartre, Hobbes.
d) Sartre, Hume, Hobbes, Nietzsche.
Resposta:
9 [ 107474 ]. (Ueg 2011) No século XIX, o filósofo alemão
Friedrich Nietzsche vislumbrou o advento do “super-homem” em
reação ao que para ele era a crise cultural da época. Na década de
1930, foi criado nos Estados Unidos o Super-Homem, um dos
mais conhecidos personagens das histórias em quadrinhos. A
diferença entre os dois “super-homens” está no fato de Nietzsche
defender que o super-homem
a) agiria de modo coerente com os valores pacifistas, repudiando
o uso da força física e da violência na consecução de seus
objetivos.
b) expressaria os princípios morais do protestantismo, em
contraposição ao materialismo presente no herói dos
quadrinhos.
c) abdicar-se-ia das regras morais vigentes, desprezando as
noções de “bem”, “mal”, “certo” e “errado”, típicas do
cristianismo.
d) representaria os valores políticos e morais alemães, e não o
individualismo pequeno burguês norte-americano.
Resposta:
[C]
A única alternativa correta é a C. O conceito de super-homem
(Ubermensch, em alemão) nietzschiniano em nada se relaciona
com o personagem das histórias em quadrinhos. É, na realidade,
um homem no seu estado natural, onde se manifesta a sua
vontade de poder (ou vontade de potência) e não é mais
dominado pelas regras culturais e pela moral cristã.
10 [ 119573 ]. (Ufsj 2012) Nietzsche identificou os deuses
gregos Apolo e Dionísio, respectivamente, como
a) complexidade e ingenuidade: extremos de um mesmo
segmento moral, no qual se inserem as paixões humanas.
b) movimento e niilismo: polos de tensão na existência humana.
c) alteridade e virtu: expressões dinâmicas de intervenção e
subversão de toda moral humana.
d) razão e desordem: dimensões complementares da realidade.
Resposta:
[D]
Primeiramente, o apolíneo e o dionisíaco representam na filosofia
nietzschiana conceitos estéticos, não conceitos ontológicos, isto
é, são conceitos referentes à experiência sensível, mas não ao ser
ou ao real, por conseguinte, eles não podem ser classificados
como “dimensões complementares da realidade”. Segundamente,
o apolíneo representa um estado de excitação do olhar, um estado
no qual está o sentimento de acréscimo e plenitude da visão para
exigir a transformação de algo na sua perfeição, para exigir a
transformação de algo em arte. O apolíneo representa o
visionário; é a embriaguez do pintor, do es cultor, do poeta épico.
Já o dionisíaco representa um estado de excitação e intensificação
de todo o sistema afetivo, “de modo que ele descarrega de uma
vez todos os seus meios de expressão e, ao mesmo tempo, põe
para fora a força de representação, imitação, transfiguração,
transformação, toda espécie de mímica e atuação” (F. Nietzsche.
Crepúsculo dos ídolos, IX, 10).
Vale também lembrar que Nietzsche possui uma posição crítica
extremamente dura com a razão transformando-a no engano que
os antigos racionalistas diziam estar nos sentidos (cf. F.
Nietzsche, Crepúsculo dos ídolos, III).
11 [ 110135 ]. (Ufu 1998) A luta de classes para Marx, até hoje,
tem sido a história dos homens. Podemos afirmar que o
materialismo histórico, para ele, é dialético, porque
a) é a consciência dos homens que determina o mundo material.
b) a base do conhecimento histórico é a arte do diálogo que
permite a compreensão da História.
c) o processo histórico é linear e contínuo.
d) o processo histórico é movido por contradições sociais.
e) a base do mundo material é a superestrutura jurídica e política.
pretensão de ter feito a dialética hegeliana virar de ponta-cabeça.
E diferentemente de uma abordagem hegeliana, que afirmaria,
por exemplo, o Espírito do povo grego ter se tornado em certo
momento da História um empecilho para o desenvolvimento do
Espírito do mundo e deixou, por conseguinte, de ser um povo
dominante, Marx afirmará que o modo de produção baseado na
escravidão se transformará em certo momento um empecilho
para o desenvolvimento das forças produtivas e, por conseguinte,
deixará de ser predominante para ser substituído por outro mais
eficiente. Desse modo, a história não é composta de ideias e nem
movida por elas, porém a composição e o movimento histórico
são alterados através da modificação das relações que os homens
mantêm com o mundo material, isto é, com as necessidades da
subsistência, com os meios de produção, com os modos de
produção, com a reprodução do trabalho, com o desenvolvimento
das forças produtivas, etc.
Marx, então, organiza uma reflexão materialista que relaciona os
meios de produção, as forças produtivas e os donos dos meios de
produção de tal modo que uma luta de classes entre os que
possuem capital (possuindo o meio de produzir) e os que vendem
sua mão de obra (constituindo a força produtiva) é sempre
presente. Alguma revolução deveria, portanto, indicar,
necessariamente, uma passagem para um estado de coisas no qual
a superação de contradições entre as classes fossem
progressivamente sendo superadas.
Para uma noção geral:
http://www.youtube.com/watch?v=zkf60xQKn 0c
12 [ 96138 ]. (Ufu 2009) Em Marx, o conceito de ideologia
designa uma forma de consciência invertida, que distorce e
encobre as formas de dominação existentes nas relações sociais.
Tomando isso em consideração, marque a alternativa que
apresenta corretamente a relação entre os conceitos de estrutura e
superestrutura no pensamento de Marx.
a) Marx afirma que a superestrutura projeta falsamente as
relações sociais de produção como justas, e que uma sociedade
igualitária somente poderá surgir com a revolução da estrutura
econômica da sociedade.
b) Marx afirma que a superestrutura jurídica é o fundamento da
divisão social do trabalho, e que toda revolução deve
principiar com a alteração da legislação que regulamenta a
atividade econômica.
c) Marx afirma que os homens retêm em sua consciência uma
imagem transparente das relações sociais de produção, e que
somente a alteração da consciência de cada indivíduo pode
conduzir à revolução dessas relações sociais de produção.
d) Marx afirma que a democracia burgues a e os partidos políticos
são o motor da história. Logo, toda revolução social principia
no domínio político, que é a esfera em que podem se
manifestar legitimamente os conflitos de interesses.
Resposta:
[D]
Resposta:
Poderíamos dizer que Marx afirma, contra Hegel, não ser a Ideia
aquilo que constitui o movimento do pensamento, mas sim o
mundo material, pois apenas existe isto e o pensamento reflete
sobre esta existência. O ideal é apenas o mundo material
traduzido em formas de pensamento – a Ideia não é uma espécie
de fenômeno do Espírito. Marx, como é bem sabido, tem a
[A]
Segundo Marx, a superestrutura corresponde a um mecanismo
ideológico, composto pelo Direito e pelo Estado, que é resultado
da estrutura econômica da sociedade, ou seja, do modo de
produção da vida material. A revolução começa com a tomada de
consciência das contradições desse sistema e com a consequente
transformação da estrutura econômica da sociedade.
13 [ 107509 ]. (Uema 2005) O Maranhão vive a expectativa da
implantação de um grande polo siderúrgico. De um lado, o
discurso afirma que os maranhenses terão um momento de
desenvolvimento com a geração de emprego e renda. Do outro, o
discurso versa sobre o impacto ambiental para a população.
Ambos os discursos são ideológicos, embora diferentes, pois há
vários sentidos para a palavra
ideologia que, segundo Karl Marx, adquiriu um sentido negativo,
como instrumento de dominação, que tem como função:
a) produzir uma divergência entre as classes.
b) enfatizar as diferenças, como as de classe, e de fornecer aos
membros da sociedade um sentimento de identidade social.
c) desenvolver consciência crítica na relação dos homens entre si
e suas condições de existência.
d) dar aos membros da sociedade dividida em classes um sentido
de desigualdade entre todos.
e) dar aos membros da sociedade dividida em classes uma
explicação racional para as diferenças sociais, políticas e
econômicas.
Resposta:
[E]
Segundo Marx, a ideologia serve para ocultar a luta de classes e
as contradições inerentes ao sistema capitalista. Ela é uma
construção da burguesia e apresenta-se como explicação racional,
mesmo sendo fantasiosa. Nesse sentido, somente a alternativa [E]
está correta.
14 [ 114257 ]. (Ufsj 2011) A ideia do “martelo” de Nietzsche é
entendida como
a) argumento construído com a clara intenção de fomentar o
debate e a defesa privilegiada dos valores e da moral cristã.
b) instrumento metafórico de destruição de todos os ídolos, de
todas as crenças estabelecidas, de todas as convenções e
valores transcendentais fundamentados na moral e na religião
cristã, bem como na filosofia metafísica socrático-platônica.
c) uma normalização para todo e qualquer embate moral e
sistemático no âmbito das relações do Homem com o mundo
no qual ele está inserido.
d) uma afirmação da derrogação do universo racional e religioso
no qual estava mergulhada a natureza humana do século
XVIII.
Resposta:
[B]
Filosofar a golpes de martelo, segundo Nietzsche, corresponde a
pôr em questão os ídolos, os valores e as crenças estabelecidas,
tanto pela religião, quanto pela filosofia, tal como é afirmado na
alternativa [B], a única correta.
15 [ 96697 ]. (Ufu 2010) Friedrich Nietzsche (1844 – 1900) opõe
à moral tradicional, herdeira do pensamento socrático-platônico e
da religião judaica-cristã, a transvaloração de todos os valores.
Conforme Aranha e Arruda (2000): “Ao fazer a crítica da moral
tradicional, Nietzsche preconiza a ‘transvaloração de todos os
valores’. Denuncia a falsa moral, ‘decadente’, ‘de rebanho’, ‘de
escravos’, cujos valores seriam a bondade, a humildade, a
piedade e o amor ao próximo”. Desta forma, opõe a moral do
escravo à moral do senhor, a nova moral.
(ARANHA, M. L. de A. e MARTINS, M. H. P. Filosofando:
introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2000, p. 286.)
Assinale a alternativa que contenha a descrição da “moral do
senhor” para Nietzsche.
a) É caracterizada pelo ódio aos instintos; negação da alegria.
b) É negativa, baseada na negação dos instintos vitais.
c) É transcendental; seus valores estão no além-mundo.
d) É positiva, baseada no sim à vida.
Resposta:
[D]
A moral dos senhores, baseada no sim à vida é positiva e se
configura sob o signo da plenitude, do acréscimo, por isso se
funda na capacidade criação, de invenção, cujo resultado é
alegria, consequência da afirmação da potência.
16 [ 107392 ]. (Ufu 2007) Qual é a diferença entre o conceito de
movimento histórico, em Hegel, e o de processo histórico, em
Marx?
a) Para Hegel, através do trabalho, os homens vão construindo o
movimento da produção da vida material e, assim, o
movimento histórico. Para Marx, a consciência determina cada
época histórica, desenvolvendo o processo histórico.
b) Para Hegel, a História pode sofrer rupturas e ter retrocessos,
por isso utiliza-se do conceito de movimento da base
econômica da sociedade. Marx acredita que o modo de
produção encaminhe para um objetivo final, que é a
concretização da Razão.
c) Para Hegel, a História tem uma circularidade que não permite
a continuidade. Para Marx, a História é construída pelo
progresso da consciência dos homens que formam o processo
histórico.
d) Para Hegel, a História é teleológica, a Razão caminha para o
conceito de si mesma, em si mesma. Marx não tem uma visão
linear e progressiva da História, sendo que, para ele, ela é
processo, depende da organização dos homens para a
superação das contradições geradas na produção da vida
material, para transformar ou retroceder historicamente.
Resposta:
trabalho em troca de um salário que lhe permite somente
sobreviver.
[D]
Em linhas gerais, pode-se dizer que o materialismo marxista
opõe-se ao idealismo hegeliano. Isso se percebe na forma como
cada um concebe o processo histórico. Na dialética hegeliana, a
ideia caminha para sua síntese, em um processo que, em certa
medida, pode ser chamado de teleológico. Para Marx, a História é
determinada pela produção da vida material dos homens, em um
processo de luta de classes. A única alternativa que contempla de
forma correta essas duas perspectivas é a [D].
17 [ 111445 ]. (Ufu 2004) Leia o fragmento abaixo, de Karl
Marx.
“Com o próprio funcionamento, o processo capitalista de
produção reproduz, portanto, a separação entre a força de
trabalho e as condições de trabalho, perpetuando, assim, as
condições de exploração do trabalhador. Compele sempre o
trabalhador a vender sua força de trabalho para viver, e capacita
sempre o capitalista a comprá-la.”
MARX, K. O capital, Livro I, O processo de produção do Capital
[Vol. II]. Trad. de Reginaldo Sant.Anna. 11.ed. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 1987, p. 672.
De acordo com o filósofo alemão, a condição do trabalhador na
economia capitalista clássica é
I. de realização plena da sua capacidade produtiva, alcançando a
autonomia financeira e a satisfação dos valores existenciais tão
almejados pela humanidade, desde os primórdios da história.
II. de alienação, pois os trabalhadores possuem apenas sua
capacidade de trabalhar, que é vendida ao capitalista em troca
do salário, por isso, a produção não pertence ao trabalhador,
sendo-lhe estranha.
III. de superação da sua condição de ser natural para tornar-se ser
social, liberto graças à divisão do trabalho, que lhe permite o
desenvolvimento completo de suas habilidades naturais na
fábrica.
IV. de coisa, isto é, o trabalhador é reificado, tornando-se
mercadoria, cujo preço é o salário, ao passo que as coisas
produzidas pelo trabalhador, na ótica capitalista, parecem
dotadas de existência própria.
Assinale a alternativa que apresenta as assertivas corretas.
a) II e IV
b) I e II
c) II e III
d) III e IV
Resposta:
[A]
As afirmativas I e III são incorretas e contrariam as outras duas,
que são corretas. O trabalhador no capitalismo é o trabalhador
reificado (coisificado) e alienado, que vende sua força de
18 [ 107393 ]. (Ufu 2007) Em relação ao conceito de História e
de luta de classes em Marx, marque a alternativa correta.
a) A luta de classes movimenta a História na medida em que
expressa, no interior da sociedade, o conflito entre forças
produtivas e meios de produção.
b) A burguesia constitui o principal motor da História desde a
antiguidade, marcando todas as fases do desenvolvimento
econômico do mundo ocidental.
c) Destituído dos meios de produção, o proletariado tem papel
irrelevante na passagem do capitalismo para o socialismo.
d) O socialismo caracteriza-se pela inversão das relações sociais
de produção, de tal modo que o proletariado assumirá o papel
histórico da burguesia, e esta o do papel histórico do
proletariado.
Resposta:
[A]
Somente a alternativa [A] está correta. É famosa a frase de Marx
que “a história da humanidade é a história da luta de classes”. Na
sociedade capitalista, essa luta ocorre entre a burguesia e o
proletariado. A primeira possui os meios de produção, enquanto
que o segundo vende sua força de trabalho como forma de
garantir a sua sobrevivência. Segundo o autor alemão, a
modificação dessa relação é um processo histórico que exige do
proletariado uma ação transformadora.
19 [ 121055 ]. (Ueg 2013) O movimento cartista (1838-1848) foi
uma das primeiras manifestações coletivas do movimento
operário inglês. Entre suas reivindicações, estavam o voto
universal e secreto, o pagamento aos deputados e as eleições
anuais para o Parlamento. Em fevereiro de 1848, houve a
revolução que derrubou a monarquia liberal francesa e foi
realizada essencialmente pela burguesia e pelo proletariado. Ao
relacionar estes acontecimentos históricos com a teoria da luta de
classes de Karl Marx, pode-se afirmar:
a) a Revolução de 1848 foi uma revolução burguesa que
instaurou uma nova organização estatal que, posteriormente,
reprimiu o movimento operário, manifestando o que Marx
denominou de “contrarrevolução”.
b) a Revolução de 1848 foi uma revolução policlassista que
gerou um regime socialista democrático, o que Marx
considerou como modelo e primeira experiência de via
pacífica para o comunismo pluralista.
c) a Revolução de 1848 foi uma revolução proletária que
constituiu a primeira forma daquilo que Marx denominou
“ditadura do proletariado” e que seria repetida na Comuna de
Paris de 1871 e na Revolução Russa de 1917.
d) o movimento cartista foi a primeira expressão política do
movimento comunista internacional e teve em Karl Marx o
seu principal ideólogo e ativista, sendo a base da criação da
Associação Internacional dos Trabalhadores.
Resposta:
[A]
Apesar de a teoria de Karl Marx (1818-1883) prever uma
revolução, ela não é uma teoria da revolução, isto é, o
pensamento de Marx indica uma inevitabilidade da revolução,
todavia não constrói um conceito de revolução. Para estabelecer
suas predições, Marx organiza uma reflexão materialista que
relaciona os meios de produção, as forças produtivas e os donos
dos meios de produção de tal modo que uma luta de classes entre
os que possuem capital (possuindo o meio de produzir) e os que
vendem sua mão de obra (constituindo a força produtiva) é
sempre presente. A revolução, então, necessariamente deveria
indicar uma passagem para um estado de coisas no qual a
superação de contradições entre as classes fossem
progressivamente sendo superadas; porém, quando uma class e (a
nobreza) é simplesmente substituída por outra (a burguesia) para
manter um domínio irrestrito dos meios de produção e a
manutenção das tensões sociais e uma subjugação de outra classe
(o proletariado), então aquilo que pareceria revolucionário é
apenas a modificação dos atores que mobilizam os mecanismos
que criam as contradições.
20 [ 123090 ]. (Uem 2013) O filósofo alemão Karl Marx (18181883) afirma que “A totalidade das relações de produção forma a
estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se
levanta uma superestrutura jurídica e política, e à qual
correspondem formas sociais determinadas de consciência. O
modo de produção da vida material condiciona o processo da
vida social, política e espiritual em geral. Não é a consciência dos
homens que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser
social que determina sua consciência” (MARX, K. Prefácio. In:
Para a crítica da Economia Política. SP: Abril Cultural, 1982, p.
23, apud FIGUEIREDO, V. Filósofos na sala de aula. volume 2.
SP: Berlendis & Vertecchia Editores, 2008, p. 121-122). A partir
do trecho citado, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) A economia determina o que acontece nas outras partes da
vida social — tudo tem que ser explicado pela economia.
02) Essa teoria marxiana é reducionista, pois tudo se reduz a um
princípio explicativo único, o fundamento material.
04) Antes de serem elementos contraditórios, a superestrutura
jurídico-política se articula com a estrutura econômica da
sociedade.
08) A consciência humana não tem o mesmo poder que as
relações de produção sobre a determinação do ser social dos
homens.
16) Para a teoria marxiana, somente pode existir entre os homens
relações de produção econômica, que são determinadas
materialmente.
Resposta:
01 + 02 + 04 + 08 = 15.
Karl Marx (1818-1883) é geralmente conhecido como o teórico
que influenciou as revoluções e a constituição de inúmeros
regimes políticos comunistas, porém as coisas não são tão
simples. Evidentemente, Marx é o teórico do comunismo, porém
o seu pensamento não pode ser reduzido aos resultados
alcançados por parte da tradição que dele surgiu. Sua formação é
filosófica e com o passar do tempo Marx foi profundamente
influenciado por questões políticas e econômicas. Dessa mistura
surge, por exemplo, sua teoria da história na qual se desenvolve a
concepção de que as formas da sociedade se materializam e se
decompõem de acordo com o desenvolvimento das forças
produtivas e o conflito presente em uma sociedade dividida em
classes – para Marx essa concepção é uma superação da teoria da
história hegeliana na qual havia uma centralidade na
fenomenologia do espírito, e como o próprio Marx diz no
prefácio d’O Capital: “o meu método dialético não só difere, pela
sua base, do método hegeliano, mas é exatamente o seu oposto.
Para Hegel, o movimento do pensamento, que ele personifica
com o nome de Ideia, é o demiurgo da realidade, que não é
senão a forma fenomenal da Ideia. Para mim, pelo contrário, o
movimento do pensamento é apenas o reflexo do movimento real,
transposto e traduzido no cérebro do homem”.
21 [ 114256 ]. (Ufsj 2011) Para Caio Prado Jr., a observação de
Engels: “O núcleo que encerra as verdadeiras descobertas de
Hegel... o método dialético na sua forma simples em que é a
única forma justa do desenvolvimento do pensamento”, revela
a) a herança da dialética hegeliana assumida por Karl Marx.
b) a filosofia de Marx com sua herança escolástica partilhada por
Hegel.
c) a perspectiva dialética do Homem, que permite considerá-lo
capaz de conceituar termos científicos no aspecto ou feição do
Universo.
d) o tema central da filosofia, a saber, o desenvolvimento da
dialética do ser humano, fator determinante do existencialismo
contemporâneo.
Resposta:
[A]
O enunciado da questão pressupõe que o aluno perceba que a
citação faz referência a Karl Marx. Tendo isso em conta, a
citação leva a crer que Engels enfatiza a herança hegeliana
assumida por Marx. Sendo assim, somente a alternativa [A] está
correta.
22 [ 138147 ]. (Ueg 2015) Para Marx, diante da tentativa
humana de explicar a realidade e dar regras de ação, é preciso
considerar as formas de conhecimento ilusório que mascaram os
conflitos sociais. Nesse sentido, a ideologia adquire um caráter
negativo, torna-se um instrumento de dominação na medida em
que naturaliza o que deveria ser explicado como resultado da
ação histórico-social dos homens, e universaliza os interesses de
uma classe como interesse de todos. A partir de tal concepção de
ideologia, constata-se que
a) a sociedade capitalista transforma todas as formas de
consciência em representações ilusórias da realidade conforme
os interesses da classe dominante.
b) ao mesmo tempo que Marx critica a ideologia ele a considera
um elemento fundamental no processo de emancipação da
classe trabalhadora.
c) a superação da cegueira coletiva imposta pela ideologia é um
produto do esforço individual principalmente dos indivíduos
da classe dominante.
d) a frase “o trabalho dignifica o homem” parte de uma noção
genérica e abstrata de trabalho, mascarando as reais condições
do trabalho alienado no modo de produção capitalista.
Resposta:
[D]
O uso do conceito de ideologia em Marx esta ligado ao
mascaramento da realidade, não há um caráter positivo na
ideologia em sua teoria. Embora a ideologia seja orgânica em
qualquer sociedade, ela sempre servirá como instrumento de
dominação, sempre esta a serviço de uma classe dominante uma
vez que pode ser usada para destituir ou construir significados
que impedem a percepção do real. A ideologia possui como
principais características: prescrever de normas, servir como
forma de representação social, generalizar o particular, criar um
discurso lacunar, explicar a realidade a serviço de interesses
específicos, inverter da realidade, alienar, fetichizar a mercadoria,
reificar, naturalizar e ocultar a realidade. Neste sentido a
ideologia é sempre coletiva, não há emancipação em seu
desenvolvimento, apenas ilusão e dependência. Quando se
observa a afirmação “o trabalho dignifica o homem” acaba por
justificar a necessidade do trabalho independente das condições
de exploração a que este homem esta submetido.
23 [ 125830 ]. (Uem 2013) “Primeiramente, o trabalho alienado
se apresenta como algo externo ao trabalhador, algo que não faz
parte de sua personalidade. Assim, o trabalhador não se realiza
em seu trabalho, mas nega-se a si mesmo. Permanece no local de
trabalho com uma sensação de sofrimento em vez de bem-estar,
com um sentimento de bloqueio de suas energias físicas e
mentais que provoca cansaço físico e depressão. Nessa situação,
o trabalhador só se sente feliz em seus dias de folga, enquanto no
trabalho permanece aborrecido. Seu trabalho não é voluntário,
mas imposto e
forçado.”
(MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos. Primeiro
manuscrito, XXIII. In: COTRIM, G. Fundamentos da Filosofia.
São Paulo: Saraiva, 2006,p. 25-36).
A partir do texto, assinale o que for correto.
01) A alienação do trabalho é fruto do cansaço físico e mental do
trabalhador.
02) A forma de trabalho típica do sistema de produção capitalista
não realiza o trabalhador.
04) Segundo o filósofo, não existe a possibilidade de um trabalho
que satisfaça o homem.
08) Não há bem-estar no trabalho quando ele é imposto e
forçado.
16) Um trabalho feito voluntariamente e que não negue o
trabalhador não é um trabalho alienado.
Resposta:
02 + 08 + 16 = 26.
Marx organiza em sua teoria uma reflexão materialista que
relaciona os meios de produção, as forças produtivas e os donos
dos meios de produção de tal modo que uma luta de classes entre
os que possuem capital (possuindo o meio de produzir) e os que
vendem sua mão de obra (constituindo a força produtiva) é
sempre presente. O trabalho é parte dessa relação conflituosa e
estabelece a estrutura de dominação do capitalista sobre o
proletariado.
Sobre os Manuscritos de Marx. Canal oficial da
imprensaboitempo.
http://www.youtube.com/watch?v=vxalNQqIoHQ
24 [ 110372 ]. (Uem 2012) “Marx e Hegel têm em comum a
crítica à exacerbação do individualismo egoísta moderno, bem
como das suas consequências, porém discordam quanto às
possibilidades de solução da questão. Um dos elementos
fundamentais desse debate é a questão da soberania política”
(MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba:
SEED – PR, 2009, p.466.).
Sobre as relações entre indivíduo e Estado, assinale o que for
correto.
01) Karl Marx considera que a emancipação humana realizar-se-á
na sociedade comunista, pois, nessa sociedade, o indivíduo
não será mais submetido a um Estado e à divisão social do
trabalho, podendo, dessa forma, passar do reino da
necessidade ao reino da liberdade.
02) Para Karl Marx, a liberdade do indivíduo, como concebida
pelo Estado burguês, não passa de um formalismo jurídico; é
uma ficção da lei, pois o indivíduo só pode ser livre quando a
esfera da produção estiver sujeita ao controle daqueles que
produzem.
04) Para G. W. Friedrich Hegel, o Estado deveria ser substituído
pela sociedade civil, pois essa pode representar os interesses
coletivos e é capaz de garantir os interesses de cada
indivíduo.
08) G. W. Friedrich Hegel critica as teorias políticas
contratualistas, segundo as quais os indivíduos isolados
abandonam o estado de natureza para se reunirem em
sociedade, por meio de um pacto, a fim de formar
artificialmente o Estado e garantir a liberdade individual e a
propriedade privada.
16) A filosofia política de Karl Marx fundamenta-se numa nova
antropologia, segundo a qual a natureza humana varia
historicamente, pois o indivíduo se produz à medida que
transforma a natureza pelo trabalho dentro de certas relações
sociais de produção.
Resposta:
01 + 02 + 08 + 16 = 27.
Sobre as teorias políticas de Marx e Hegel, todas as afirmativas
estão corretas, com exceção da [04]. Marx é um materialista, que
considera o Estado como expressão da dominação burguesa sobre
a sociedade. Hegel, inversamente, considera que no Estado é que
se manifesta historicamente a liberdade. Segundo ele, o Estado é
um todo que representa a unidade, sendo, por isso, maior que a
sociedade civil.
25 [ 114258 ]. (Ufsj 2011) Nietzsche estampa a sua
inconformidade e indignação quanto ao homem que se deixa
levar pelos valores morais e religiosos instituídos. Assinale a
alternativa que CORRETAMENTE corrobora essa afirmação.
a) “Hoje não desejamos o gado moral nem a ventura gorda da
consciência”.
b) “O verme se retrai quando é pisado. Isso indica sabedoria.
Dessa forma ele reduz a chance de ser pisado de novo. Na
linguagem da moral: a humildade”.
c) “À força de querer buscar as origens nos tornamos
caranguejos. O historiador olha para trás e acaba crendo para
trás”.
d) “Há um ódio contra a mentira e a dissimulação que procede
duma sensível noção de honra; há outro ódio semelhante por
covardia, já que a mentira é interdita pela lei divina. Ser
covarde demais para mentir...”.
sociedade, sendo, por isso, expressão dos interesses da classe
burguesa, aquela que é detentora dos meios de produção da
sociedade.
27 [ 108432 ]. (Unioeste 2009) Sobre os impulsos estéticos que
se unem de modo específico na Tragédia, diz Nietzsche:
“Teremos ganho muito a favor da ciência estética se chegarmos
não apenas à intelecção lógica mas à certeza imediata da intuição
[Anschauung] de que o contínuo desenvolvimento da arte está
ligado à duplicidade do apolíneo e do dionisíaco, da mesma
maneira como a procriação depende da dualidade dos sexos, em
que a luta é incessante e onde intervêm periódicas
reconciliações”.
Sobre o pensamento trágico de Nietzsche, é incorreto afirmar que
a) há dois impulsos artísticos: o apolíneo (artes plásticas, diálogo)
e o dionisíaco (música).
b) o apolíneo e o dionisíaco são também impulsos cósmicos.
c) esses dois impulsos estão frequentemente em luta, mas,
periodicamente, reconciliam-se.
d) a tragédia é formada pela reconciliação desses dois impulsos:
diálogo (apolíneo) e coro musical (dionisíaco).
e) para apreendermos esses dois impulsos, devemos utilizar
apenas a intuição (Anschauung).
Resposta:
Resposta:
[E]
[A]
O homem que se deixa levar pelos valores morais e religiosos
instituídos, na terminologia de Nietzsche, corresponde ao
rebanho, ao gado moral, que valoriza a fraqueza e o
rebaixamento. Em oposição a isso, Nietzsche afirma a vontade de
potência que constitui o super-homem.
Ainda que valorize a intuição, Nietzsche não despreza a
intelecção lógica do espírito apolíneo. De fato,segundo ele, é
somente na duplicidade entre espírito apolíneo e dionisíaco que a
arte é formada, como bem afirma a alternativa [D].
28 [ 110241 ]. (Ufu 2000) Sobre a filosofia de Marx, analisando
o conceito de trabalho, é correto afirmar que
26 [ 110216 ]. (Ufu 2000) Segundo Marx (séc. XIX), o Estado é
a) garantidor do bem comum, da justiça, da ordem, da lei, da paz,
da segurança e da liberdade para todas as classes sociais.
b) o aparato da ordem e da força pública, sendo um poder público
distante e separado da sociedade civil, garantidor de justiça
para todas as classes sociais.
c) garantidor do direito de propriedade privada e expressão do
interesse geral, intervindo para impedir a luta de classes.
d) a expressão legal - jurídica e policial - dos interesses de uma
classe social particular, a classe dos proprietários privados dos
meios de produção ou classe dominante.
I. a produção e a reprodução das condições de existência se
realizam através do trabalho;
II. a divisão social do trabalho não é uma simples divisão de
tarefas, mas a manifestação da existência da propriedade;
III. os seres humanos distinguem-se dos animais porque são
dotados de consciência e não porque produzem.
Assinale a alternativa correta.
a) II e III
b) III
c) I e III
d) I e II
Resposta:
[D]
Resposta:
Segundo Marx, o Estado é um dos elementos que compõem a
superestrutura da sociedade. Surgindo a partir das relações de
produção da vida material, ele reflete as contradições da
[D]
A afirmativa III é a única correta e contraria as outras duas. O
homem, na concepção marxista, é dado a partir das condições de
produção da vida material e das relações de produção que se
estabelecem a partir disso. Ou seja, a característica humana
básica é a de produzir, a de trabalhar e dar significado a esse
trabalho. Nesse sentido é que se funda a sociedade, a partir das
relações de produção.
29 [ 110793 ]. (Ufu 2002) O filósofo alemão Karl Marx (18181883) afirmou que a totalidade “das relações de produção forma
a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se
levanta uma superestrutura jurídica e política”.
MARX, Karl. Para a crítica da economia política. Coleção “Os
Pensadores”. São Paulo: Abril Cultural, 1987, pp: 29-30.
Considerando a afirmativa de Karl Marx, assinale a alternativa
correta.
a) O capitalismo industrial tornou-se realidade efetiva porque não
existiu nenhuma contradição entre suas forças produtivas com
as antigas relações de produção.
b) No capitalismo, o desenvolvimento das forças produtivas
conduz a classe operária à realização da liberdade, ou seja, ao
reino da felicidade.
c) É a consciência dos homens que determina o seu ser, pois as
condições materiais são apenas contingências históricas que
independem das forças materiais.
d) O modo de produção da vida material determina as condições
concretas em geral de vida social, política e espiritual.
Resposta:
[D]
Somente a alternativa [D] é correta. Marx toma a produção da
vida material como fundamento para a sua teoria. Sendo assim,
as classes se formam a partir de relações de produção e a história
caminha segundo a sucessão dos modos de produção da vida
material. No capitalismo, a luta de classes se dá de tal forma que
condena o proletariado à submissão, que só poderá deixar de
existir com a superação do modo de produção capitalista.
30 [ 111147 ]. (Ufu 2003) “Para compreender a História, a
análise marxista remonta aos fundamentos materiais da ação
humana, à produção e à reprodução materiais da vida humana.
Nela descobre as leis históricas objetivas, mas não nega, no
entanto, o papel da subjetividade na História. Apenas determina o
lugar exato que lhe cabe na totalidade objetiva da evolução da
natureza e da sociedade.”
LUKÁCS, G. Existencialismo ou marxismo. São Paulo: Senzala,
1967. p. 127.
A citação acima exprime, com rigor, o método materialista
dialético, concebido por Karl Marx para a investigação social,
cujo propósito era a transformação da sociedade, tendo em vista a
superação do capitalismo e a construção da sociedade sem
classes.
Com base na citação, assinale a alternativa correta.
a) Os fundamentos materiais da ação humana decorrem das
relações sociais, manifestadas nas relações de produção, que
determinam o ser social do homem e interferem no mundo da
natureza.
b) A subjetividade é o motor da história, pois é ela, como
consciência, que determina todo o progresso material e dirige
a integração do homem com a natureza, resultando, então, a
objetivação da natureza.
c) As relações de produção, enquanto relações materiais
celebradas entre os homens, são relações mecânicas e
independentes da vontade e da subjetividade humana, que se
submetem à lei natural.
d) A totalidade objetiva da evolução da natureza e da sociedad e
cumprem seu destino natural e realizam a sua finalidade, que é
a harmonia, a paz e a prosperidade do homem graças ao
trabalho assalariado.
Resposta:
[A]
A produção da vida material é um fenômeno fundamental para a
teoria marxista. Segundo o filósofo alemão, é a partir dela que as
relações sociais se manifestam, que a história se transforma e que
a subjetividade do homem se forma. Sendo assim, podemos dizer
que somente a alternativa [A] é correta.
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