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Estratégia da imagem turística da Cidade de Foz do Iguaçu na
percepção dos turistas: Uma Análise Integrada de Turismo e
Marketing
Nivaldo Pereira da Silva (UTFPR) [email protected]
Antonio Carlos de Francisco (UTFPR) [email protected]
João Luiz Kovaleski (UTFPR) [email protected]
Resumo: Este artigo tem como objetivo analisar as estratégias para a formação da imagem
percebida em um destino turístico, especificamente em um dos pontos turísticos mais
relevantes do Brasil. Desta forma efetuou-se a seguinte problematização: Qual a imagem que
o turista tem sobre a Cidade de Foz do Iguaçu? No desenvolvimento deste trabalho foi
aplicada uma pesquisa quantitativa com questionário fechado para a coleta de dados, com
turistas em visita a cidade de Foz do Iguaçu – Paraná. A intenção deste trabalho é obter uma
compreensão mais ampla sobre o papel da imagem turística, por meio dos seguintes objetivos
específicos: identificar se as expectativas dos turistas foram totalmente correspondidas;
refletir sobre a importância da imagem, por meio da visão do turista; verificar a qualidade
do destino conforme os resultados da pesquisa de campo, identificando os pontos positivos e
negativos; e por fim constatar se o desenvolvimento é compatível com a manutenção dos
processos ecológicos essenciais, para constituir-se em um modelo de turismo sustentável.
Saliente-se que, sendo a análise da imagem fundamental nas atividades turísticas, é ainda
pouco expressiva, provavelmente porque não se considera o quanto esta imagem é
importante dentro do contexto do turismo, e despreza-se o seu valor em virtude de não haver
compreensão da sua real função.
Palavras chaves: Imagem, marketing, expectativas dos turistas, sustentável, turismo.
1. Introdução
Esta pesquisa busca detalhar o tema “Imagem Turística” de uma localidade, que tem
como premissa básica a expressão econômica da atividade do local e sua importância no
mundo, baseada no sustentáculo do patrimônio natural, cultural e social.
A concepção de exploração comercial, vigente durante todo o século XX, que levava
ao esgotamento dos recursos, não se alinha a esse tipo de atividade. Atualmente, as
expectativas geradas nos turistas são fundamentais para satisfação, e quanto maior for a
informação que o turista dispõe sobre o destino, maior será a influência na eleição para a
futura viagem.
Assim, para que se possa ter um entendimento sobre o turismo, este trabalho aborda a
imagem turística da cidade de Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, Brasil, na forma de
questionários. Desta forma, questiona-se se os turistas tiveram suas expectativas plenamente
atendidas ou superadas, com a qualidade do atendimento do turismo receptivo. Procura, ainda,
demonstrar a preocupação da destinação turística com a formulação das políticas públicas
corretas para o segmento em que atua, ressaltando a importância da localidade.
2. Imagem turística
Na última década, o turismo assumiu um papel importante como alternativa de
desenvolvimento social, econômico e cultural da sociedade. As perspectivas de exploração
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dessa atividade têm incentivado municípios a lançarem um novo olhar sobre seu patrimônio
cultural e natural, como oportunidade de criação de atividades que proporcionem incremento
de renda para a população e, também, desenvolvimento econômico e social.
A imagem turística de uma localidade pode ser trabalhada, existindo, atualmente
inúmeros recursos tecnológicos que transformam a imagem, tornando-a cada vez mais
espetacular e marcante para o consumidor (BENI, 2003).
Gândara (2007) afirma que a imagem de um destino turístico é a soma do produto
global que se oferece, mais o conjunto das informações e das ações comunicativas de que é
objeto este produto ou destino. Porém, os olhos são os verdadeiros instrumentos de visão e de
observação. Desse modo, analisa-se a imagem de uma pintura, uma fotografia, um filme ou o
encanto de uma localidade. Ainda que a imagem desta localidade seja de fato uma
representação verdadeira do interesse do turista, o importante no contexto é a imagem que foi
produzida na mente do turista, conforme Rossato (2005).
As imagens são motivações históricas que fomentam a necessidade de conservação da
paisagem, além da permanência da identidade cultural do lugar. Razões ecológicas valorizam
a natureza, contribuem com a preservação, geram informações para manter o ecossistema
local e geram demanda de capacidade de suporte e planejamento.
Desta forma, valoriza-se o destino turístico, que ainda necessitará de um sistema de
marketing para divulgação ao mercado de sua existência, para atrair clientes e vender seus
produtos turísticos (PETROCCHI, 1998).
Quando o cliente vai à procura de algo para comprar no turismo, ele quer algo sob
medida. Esses clientes, sejam empresas ou consumidores finais, não estão à procura de boas
opções, querem encontrar exatamente aquilo que desejam. Quando e onde desejarem,
influencia tanto na escolha, quanto na forma de negociar, pois a competição vai além da lei da
oferta e da demanda.
Portanto, deve-se valorizar o encanto do município, seu diferencial, suas tradições, seu
patrimônio histórico natural e cultural, e fornecer um serviço de qualidade com infra-estrutura
e informações turísticas adequadas. Garante-se assim, o possível retorno do visitante e a
manutenção de uma demanda constante de turistas através de expectativas atingidas e
imaginárias concretizadas.
3. Tipos de imagem
A paisagem urbana começa a ser retratada pela arte depois da revolução industrial, que
foi a grande responsável pela expansão das cidades. Grandes obras urbanísticas, largas
avenidas, catedrais, centros de lazer, foram a fonte de inspiração para pintores e escritores da
época. Mais tarde surgem outros elementos que também intervieram na dinâmica da imagem
urbana. A descoberta da fotografia, do cinema e depois da televisão foram fundamentais na
evolução do conceito de imagem para poder reproduzi-la e associá-la a uma história.
(GONTIJO, 2004).
Os esquemas interpretativos, ou imagens, possuem um papel fundamental no
direcionamento das localidades turísticas. Por meio das imagens é possível moldar o
pensamento e direcionar as ações estratégicas das localidades (MACHADO DA SILVA et al.,
2000).
Neste sentido, a imagem sofre forte influencia da ação das pessoas através do viés
cognitivo. Este viés tem como efeito a focalização e o enrijecimento da reflexão estratégica.
Assim, tem-se a tendência de tomar decisões baseadas em pressupostos já conhecidos, em
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princípios que evitam um contato direto com o desconhecido.
Destaque-se que existem dois tipos de imagem: a imagem orgânica que se forma a
partir de uma informação que não provém da publicidade ou da promoção, isto é, livros,
jornais, filmes e outros; e a imagem induzida, que provém diretamente da propaganda que os
órgãos turísticos fazem. Esta última imagem é controlável por meio de marketing (SANCHO,
2001).
Corroborando com esta afirmação, Kotler (2002) enfatiza que as estratégias de
marketing da imagem são interpretações de interferências e reações dos consumidores acerca
de uma marca. Um exemplo seria que os momentos prazerosos de uma viagem poderiam ser
associados positivamente à marca da companhia aérea, do hotel, da agência de viagem ou da
cidade que o turista visitou.
De acordo com Cobra (2005), o nome da marca é o “gancho” que a sustenta em uma
janela na mente do consumidor e ajuda a decidir na hora das ofertas de viagem e estadia. As
preferências são decorrentes de experiências positivas com relação à marca das empresas de
turismo.
Além da natureza do serviço turístico, tornar esta empresa e seus produtos e serviços
lembrados e desejados dependem do conceito da empresa e do esforço de propaganda.
Segundo Sancho (2001), a decisão de compra tomada pelo turista consumidor se guia por
maior cautela, em relação a outros bens de consumo, já que o risco financeiro é mais alto.
Em conseqüência, a imagem que existe na mente do consumidor sobre um destino ou
um serviço, poderá ser decisiva para o processo de tomada de decisão, e afetará o tipo de
férias eleito, ainda que a imagem não corresponda à realidade. Nesse sentido, Sancho (2001,
p. 65) define essa imagem como “idéias ou conceitos que se têm do destino turístico no
individual ou coletivo do imaginário”.
Conseqüentemente, o turismo pode criar um imaginário, pois vender “lugares” ou
“destinos” é uma atividade capitalista que constrói e destrói, conturbando a realidade do local.
A própria atividade turística, por trabalhar diretamente com seres humanos e seus sonhos,
torna-se algo complexo, que necessita de constantes análises e pesquisas.
De acordo com COBRA (2005), o marketing e motivação estão diretamente ligados,
pois o marketing a motivação é aquilo que nos move num determinado sentido, onde ele
procura descobrir o que leva o ser humano a sentir-se motivado por alguma causa, por algum
objetivo, exemplo: como fazer uma viagem a lazer, a negócios.
Destaca-se que a motivação humana é à base do marketing, pois sem ela o homem não
se esforça, não busca, não se envolve e não luta pelos seus reais desejos.
A este contexto colocamos o marketing de serviços, que um produto colocado à venda
no mercado turístico, e para ter sucesso é necessário investirem em divulgação, pois isto
motiva o turista a conhecer o produto divulgado na hora de escolher a viagem.
Para que o turista conheça a destinação desejada, goste, indique, e retorne mais vezes
ao local visitado, é necessário que a rede de serviços funcione da forma como o visitante
estava esperando. A qualidade do atendimento e o tipo de recepção são fundamentais para que
o serviço conquiste o turista. Afinal, turismo há muito tempo deixou de ser razão para ser
emoção.
Não importa o local que o turista visite, o turismo sempre será movido por emoções e
os profissionais precisam cuidar bem da qualidade no atendimento para não frustrar as
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expectativas dos turistas, e segundo COBRA (2005, p. 91) O turismo deve ser encarado com
um profissionalismo de marketing para que os serviços sejam desenvolvidos para atender as
expectativas do mercado.
A constatação dessa realidade vem de encontro ao desejo de assumir com
responsabilidade, compromisso e ética, uma atividade que precisa ser desenvolvida,
respeitando a expectativa do turista, e sua total satisfação quando viaja para conhecer um
atrativo tão bem divulgado através do marketing turístico.
Para BENI (2003, p. 207) o Marketing de Turismo pode ser definido como um
processo administrativo através do qual as empresas e outras organizações de turismo
identificam seus clientes (turistas), reais e potenciais, e com eles se comunicam para
conhecerem e influenciarem suas necessidades, desejos e motivações nos planos local,
nacional e internacional em que atuam, com o objetivo de formular e adaptar seus produtos
para alcançar a satisfação ótima da demanda.
A qualidade do destino turístico depende do desempenho dos diversos setores
envolvidos, sejam eles públicos ou privados e de sua perfeita interação. Não devem ser apenas
um elo desta cadeia, e não devem se preocupar com o desempenho, pois o resultado pode não
ser compensador se pensarmos na imagem a que se propõe formar para o destino.
BENI (2003, p. 207) afirma que o marketing é essencial no produto turístico, pois, a
descoberta daquilo que os turistas desejam (pesquisa de mercado), o desenvolvimento de
serviços turísticos adequados (planejamento do produto), a informação aos turistas sobre o
que está disponível (publicidade e promoção) e a orientação sobre locais onde podem comprar
os serviços (canais de distribuição: operadoras turísticas e agências de viagens), de modo que
estes sejam atribuídos valor (preço), e a empresa de turismo lucre atingindo suas metas.
Importante destacarmos que a qualidade do atendimento, preço do produto e uma
necessidade vital para o nexo entre a localidade e o turista, como salienta BENI (2003, p. 207)
nesse cenário, deve trabalhar para atender a uma demanda cada vez mais exigente e
sofisticada.
Podemos salientar a importância da estratégia de marketing nas diversas fases do ciclo
de vida de um produto turístico; a promoção de venda desde Merchandising, publicidade
divulgando o produto turístico, distribuição adequada para a comercialização dentro dos
canais de distribuição em massa do produto e, por último, o planejamento prolongando o ciclo
de vida do produto, nas tendências do mercado turístico. Assim, faz-se necessário um
planejamento estratégico local que viabilize a extinção desta realidade deprimente, pois a
questão sócio-ambiental é um dos problemas essenciais a serem resolvidos para o
desenvolvimento do turismo.
Por meio da divulgação uma cidade torna-se conhecida, porém é necessário que
existam recursos aplicados em melhorias e investimentos para que os resultados sejam
alcançados, pois de outra forma, uma cidade que depende em grande parte do turismo, pode
fracassar. E conforme cita COBRA:
“Para construir uma boa imagem uma localidade turística, deve levar em conta alguns
preceitos básicos.
• Nunca relaxe na qualidade e inove sempre;
• A instituição deve ser pró-ativa e credível;
• Encante com serviços inusitados;
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• Valorize o seu consumidor e cliente distribuidor;
• Procure satisfazer necessidades reais e desejos ocultos;
Mesmo fazendo tudo isso, não há garantias de que os clientes vão estar satisfeitos
sempre. Na verdade, os clientes de turismo nunca estão totalmente satisfeito. COBRA (2005,
p. 245)
A imagem é importante para o setor de turismo, pois ela normalmente é um fator que
impulsiona as pessoas ao desejo de conhecer determinado produto turístico, pelo estímulo
visual que traz. Os veículos de comunicação usam essa ferramenta com freqüência, dentro do
marketing turístico, pois este tem papel relevante no momento da venda do produto turístico
devendo transmitir uma imagem favorável e persuasiva.
Desta forma, o fenômeno turístico não é um mito, mas sim o mistificador da realidade,
dando-lhe novos conteúdos na estrutura das cidades. Ao revalorizar as paisagens naturais e as
culturas regionais, a própria cidade transforma-se em sua voraz consumidora, colocando em
movimento a construção real e simbólica dos territórios turísticos (RUSCHMANN, 2001 e
BARRETO, 2000).
4. Área de estudo
Foz do Iguaçu esta localizada no extremo oeste do estado do Paraná - Brasil, nas
fronteiras com Argentina e Paraguai. Município criado em 10 de junho de 1914, faz limite
com os Municípios de Medianeira, Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu. A
Cidade de Foz do Iguaçu está distante 640 quilômetros da capital Curitiba.
As principais fontes de renda de Foz do Iguaçu são o turismo e a geração de energia
elétrica, possuindo a maior Usina Hidrelétrica do planeta. A cidade é famosa por suas atrações
turísticas, visitadas por turistas do Brasil e do mundo. Entre elas estão as Cataratas do Iguaçu,
o Parque Nacional do Iguaçu, (Patrimônio Mundial Natural da Humanidade tombado pela
UNESCO) a Hidrelétrica Binacional de Itaipu, o Marco das (3) Três Fronteiras, a foz do Rio
Iguaçu no Rio Paraná (área onde as fronteiras da Argentina, Brasil e Paraguai se encontram),
a Ponte Internacional da Amizade (divisa entre Brasil e Paraguai), o Parque das Aves (com
aproximadamente 900 aves de 150 espécies), entre outras atrações turísticas de menor
hierarquia.
5. Metodologia e análise dos resultados
Para alcançar os objetivos pretendidos deste trabalho, foram aplicados questionários
para desenvolver o tema proposto. Segundo Gil (1996, p.90), “o questionário constitui o meio
mais rápido e barato de obtenção de informações, além de não exigir treinamento de pessoal e
garantir o anonimato”.
Destaque-se que não apenas rapidez e o baixo custo tornam o questionário uma
excelente ferramenta de coleta de dados, mas sua real efetividade, pois é uma ferramenta
aplicada em tempo real, ou seja, no momento em que ocorre o contato do turista com o local
eleito para sua viagem
A pesquisa de cunho quantitativo utilizou-se do método descritivo estatístico, que
buscam responder às questões quantitativas da pesquisa, apresentando resultados analisados e
interpretados a partir de médias e percentuais das respostas obtidas. A pesquisa de cunho
quantitativo foi aleatória, por acessibilidade, sendo aplicada junto a 500 (quinhentos) turistas
hospedados nos hotéis de Foz do Iguaçu, sob a forma de questionário, tendo como objetivo
descobrir o que os turistas pensam em geral sobre a Cidade e seus atrativos.
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46%
Masculino
Feminino
54%
FIGURA 1 – Classificação dos turistas quanto ao sexo
A figura 1 mostra que mais da metade dos entrevistados são do sexo feminino. Este
número deve-se a uma considerável quantidade de jovens (mulheres e moças) viajando. Em
alguns casos as mulheres respondem o questionário pelo casal, além das avós e filhas
adolescentes, fazendo parte do contexto familiar.
6%
Rio Grande do Sul
0%
Santa Catarina
5%
6%
11%
Parana
13%
7%
São Paulo
Bahia
Rio de Janeiro
2%
Goias
5%
Rio Grande do Norte
45%
Mato Grosso Sul
Minas Gerais
FIGURA 2 – Classificação dos turistas quanto ao estado da federação em que residem
Na figura 2, verifica-se que a Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio grande do Sul)
é o maior pólo emissor de turistas, por estar geograficamente mais próxima de Foz do Iguaçu,
superando inclusive da Região Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de
Janeiro). Pode-se observar, que os resultados apresentados pelos estados da Região CentroOeste (Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) não devem ser desprezados por serem
quantitativamente inferiores ao da região Sudeste. Deve-se, ao contrário, ser repensado um
trabalho de mídia, visando estimular novos visitantes.
100
Você já conhecia a cidade
90
80
70
Pretende retornar a cidade
60
50
Expectativas com relação a
cidade plenamente atendida
40
30
Recomendaria Foz do Iguaçu
como destino turístico a outra
pessoa
20
10
0
Sim
Não
FIGURA 3 – Expectativas quanto à cidade
30
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Os resultados na figura 3 mostram que 58% dos turistas conheceram a Cidade pela
primeira vez, e que 42% já estiveram na cidade por mais de uma vez. Na questão sobre a
intenção em retornar à cidade, fica claro o grau de satisfação dos turistas, pois 86% dos
entrevistados mostraram pré-disposição em retornar a Foz do Iguaçu. Assim, fica evidente
que, sendo o turista bem acolhido, ele retorna e indica o passeio para outras pessoas. Assim,
observa-se que para assegurar a prosperidade de uma localidade não basta apenas melhorar a
sua imagem, é necessário ter características especiais para atrair o turista,
Com relação ao atendimento das expectativas quanto à cidade, tem-se que, de uma
forma geral, a beleza natural de Foz do Iguaçu supera as expectativas para 95% dos visitantes,
deixando os turistas satisfeitos com o destino. Quando questionados se recomendariam Foz do
Iguaçu como destino turístico a outras pessoas, a maioria, ou seja, 91% responderam que sim.
8%
14%
42%
1 vez
2 vezes
3 vezes
mais
36%
FIGURA 4 – Quantidade de visitas à cidade
A figura 4 mostra que os turistas, em sua grande maioria, já estiveram na cidade por
mais de uma vez. Sendo importante destacar que a Cidade de Foz do Iguaçu atrai o turismo
em nível nacional e internacional.
5%
3%
11%
44%
12%
25%
Lazer
Descanso
Trabalho
Outros
Compras
Curiosidade
Figura 5 – Classificação quanto ao motivo da viagem
Na figura 5, neste questionamento registra-se que 44,2% dos turistas procuram a
cidade com o propósito de lazer. Portanto, é necessário um planejamento voltado para o lazer
e recreação, atingindo as reais necessidades do ser humano.
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10%
1%
Televisão
23%
Rádio
3%
Jornal
Internet
30%
14%
19%
Agência de viagem
Sugestão de amigos
Outro
FIGURA 6 – Classificação quanto ao veículo de comunicação em que coletou informações
Na figura 6, o questionamento denota que as agências de viagem são os grandes
geradores de estímulos na escolha da localidade turística. Ressalte-se que existe a necessidade
de um trabalho de marketing através da mídia (televisão, rádio, jornal e internet), sendo este
um fator de estímulo na escolha do destino turístico, provavelmente em função de que a
maioria dos turistas visita a cidade mais de uma vez.
120
100
80
60
40
20
o
ut
ro
S
al
to
C
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ar
at
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e
er
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da
de
0
FIGURA 7 - Atrações que o turista visitou
Na figura 7, no universo de 500 pessoas entrevistadas, 97,8% estiveram nas Cataratas
do Iguaçu e 91% na Usina Hidrelétrica de Itaipu. Observa-se que a imagem desses pontos
turísticos tem um peso enorme na escolha da localidade turística.
É importante salientar a necessidade de marketing voltado para as demais atrações
turísticas da cidade de menor hierarquia atrativa, ou seja, utilizando-se das ferramentas de
marketing estratégico, identificar e formular as ações conjuntas, inclusive com a comunidade
local, para aumentar a visitação nos outros pontos turísticos. Aprimoram-se, assim, os canais
de comunicação, identificando alguns pontos chaves que podem ser mais trabalhados.
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90%
Infra-estrutura dos atrativos
turísticos
80%
70%
Qualidade dos serviços
prestados nos hotéis,
restaurantes
60%
50%
Receptividade da população
local
40%
30%
Preços praticados (hotéis,
restaurantes, locais turísticos,
souvenirs e etc...)
20%
10%
Limpeza da cidade,
conservação e paisagismo
0%
Ótima
Boa
Regular
Péssima
FIGURA 8 – Variável da qualidade dos serviços e infra-estrutura
Na figura 8, verificamos que 48% dos turistas classificam como ótima a infra-estrutura
dos pontos turísticos e 38% se manifestou satisfeita com a boa qualidade desta infra-estrutura.
Percebe-se que a imagem de uma localidade pode advir com a infra-estrutura, uma localidade
organizada para os seus cidadãos e visitantes, bons transportes, energia elétrica, educação de
qualidade, segurança, água de boa qualidade e saneamento.
Dentro deste percentual se torna mais significativa esta avaliação, pois o somatório
dos conceitos ótimos e bons ficou acima de 50%. O resultado é favorável, pois se refere aos
principais itens de infra-estrutura das atrações.
Observa-se que a maioria dos turistas questionados na pesquisa se mostra satisfeito
com a qualidade dos serviços prestados por hotéis, restaurantes e outros, sendo que 66%
responderam como ótima a qualidade. Na somatória dos conceitos, 89% dos entrevistados
responderam ótimo e bom.
No item receptividade, 82% dos entrevistados responderam que a comunidade local
está aberta para recepcionar o turista, possibilitando uma estada agradável do turista na região.
Percebe-se que a comunidade sente orgulho de sua localidade, engajam-se nas campanhas
preservacionistas e passam a atuar como guias de passeio dos turistas. Os preços praticados na
região estão dentro do padrão, com 69% dos turistas respondendo que são ótimos, e 19% dos
turistas afirmaram que estão bons. Observa-se que quanto à limpeza da cidade, conservação e
paisagismo 80 % dos turistas consideraram ótimos e 14% responderam que são boas.
7%
5%
3% 1%
18%
1 á 2 dias
3 dias
15%
4 dias
5 dias
6 dias
7 dias
Mais de 7 dias
51%
FIGURA 9 - Dias que o turista permaneceu hospedado
Na pesquisa, foi possível identificar que os turistas que vão a Foz do Iguaçu, 51%
normalmente permanecem três dias e 16% ficam hospedados entre um e dois dias, em função
dos pacotes oferecidos. Já os turistas que conhecem o destino passam mais tempo desfrutando
a cidade, por já terem conhecimento do sistema de hospedagem e serviços em geral.
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29%
Aéreo
Rodoviario
71%
FIGURA 10 - Meio de transporte
Na figura 10, quanto ao meio de transporte, observa-se que 71% dos deslocamentos
são feitos por rodovias. Destaca-se que 232 (duzentos e trinta e dois) turistas vieram de
excursão e 122 (cento e vinte e dois) de carro próprio.
5. Considerações finais
O presente trabalho se propôs a refletir a imagem turística de uma localidade, por meio
da pesquisa quantitativa com a intenção de identificar se os turistas tiveram ou não as suas
expectativas plenamente correspondidas. Percebe-se que os turistas que visitam a cidade de
Foz do Iguaçu têm as expectativas correspondidas, porém é necessário um plano de marketing
voltado para a mídia, visando estimular novos visitantes.
Pode-se afirmar que os turistas entrevistados já estiveram na cidade uma ou mais
vezes, sendo assim, é importante destacar que Foz do Iguaçu recebe turistas de todas as partes
do mundo, e que a maioria vem conhecer principalmente as Cataratas do Iguaçu e Itaipu
Binacional. Diante do exposto, pode-se salientar que a imagem de Foz do Iguaçu está
centrada nestes dois pontos turísticos.
As imagens mentais, relacionadas ao imaginário, a fantasia ou aos sonhos que as
pessoas têm, cria expectativas. Neste ínterim, o papel do marketing é importante no auxílio de
propagandas ricamente ilustradas por fotografias e vídeos sobre os locais. Na realidade essas
imagens são as mudanças propostas pelos homens que através do tempo se transformam em
patrimônio nas cidades, passam a ser atrações, que bem estruturadas podem se transformar em
atrativos turísticos, levando muitas vezes multidões e multidões para observá-las.
Assim sendo, o campo de atuação do marketing paralelo a imagem turística da cidade,
deve ser trabalhada como ferramenta no desenvolvimento de pesquisas para os outros
atrativos, diagnóstico de problemas e estratégias de marketing.
Outro aspecto a ser trabalhado é que grande parte dos turistas é incentivada por
agências de turismo como fator estimulador a visitarem a cidade, endossado quando
responderam que indicariam o destino a outras pessoas, visto que afirmam seu desejo de
voltar. Por isto, é importante destacar o trabalho em mídia nacional, pois as pessoas sofrem a
influência de algum tipo de propaganda no momento de escolher o local a ser visitado.
Devem-se enfatizar ações de divulgação da localidade receptora, com materiais
promocionais, campanhas publicitárias dirigidas para as regiões centro-oeste, norte e nordeste,
centros emissores de turistas nacionais.
Também é importante salientar que as pessoas usam a imagem desde o momento da
compra do lugar a ser visitado até após a viagem, para guardar como recordação da visita e
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possivelmente para mostrar para outras pessoas.
Foz do Iguaçu retrata a beleza e a imponência da natureza, porém ela não é completa,
pois o homem também promoveu grandes maravilhas, tornando a cidade um imenso
complexo turístico. Seja pelo modelo de cidade organizada, de belezas artificiais e naturais,
sua arquitetura, mas também é impossível negar que ela não tenha como tantas outras cidades
brasileiras têm os problemas sociais, econômicos, ambientais e políticos que se traduzem de
forma negativa para o desenvolvimento do turismo. Porém, hoje a cidade busca o
envolvimento de todos os setores da comunidade, pois depende do desempenho dos diversos
setores envolvidos sejam públicos ou privados para a qualidade do destino turístico.
Referências
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