Gordo Neto
No registro geral ele pode ser conhecido como Eurico de Freitas Neto, no cenário teatral e
cultural baiano, porém, ele atende pela alcunha de Gordo Neto. Nascido em Salvador, na
Bahia, na década de 1970, Gordo Neto, publicitário de formação, é ator, diretor, dramaturgo e
articulador de políticas culturais por vocação. Há mais de 20 anos, esse multifacetado artista,
percorre os caminhos que direcionam o fazer teatral.
Sua estreia como ator ocorreu em 1990, no espetáculo Bailei na Curva. A esse trabalho se
seguiram atuações em Noites Vadias (1993), com direção de Hebe Alves; Bróder, uma
odisséia fantástica (1993?1994), com direção de Meran Vargens; Ponto de Fuga (1994),
também dirigido por Hebe Alves; Dias 94, com direção de Cláudio Simões (1994); Uma História
Sem Fim, do diretor Ricardo Invenon (1994) e Compact Hamlet, de Augusto Juncal (1998).
Sob a direção de Márcio Mairelles, atuou nos seguintes espetáculos: Barba Azul (1997); Um
Tal de Dom Quixote (1998); Sonho de Uma Noite de Verão (1999); Fausto Zero (1999) e
Material Fatzer (2001). Atuou ainda em Supernova (2000), do diretor português Fernando Mora
Ramos; O Belo Indiferente (2001), dirigido por Chica Carelli; Canteiros de Rosa, dirigido por
Jacyan Castilho (2006) e em A Memória ferida, com direção de Carol Vieira, indicado para o
prêmio Braskem de Teatro na categoria Melhor ator coadjuvante (2009).
Gordo Neto iniciou sua atuação como diretor no final da década de 1990, no Teatro Vila Velha,
através da montagem de cenas curtas, em projetos que incentivavam a emergência de novos
diretores e atores. Um dos fundadores do grupo Vilavox, em 2001, Gordo Neto dirigiu os
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seguintes espetáculos do grupo: Trilhas do Vila (2002); Almanaque da Lua (2003); Primeiro de
abril (2004) e codirigiu Autorretrato aos 40 (2004), uma montagem coletiva em comemoração
aos 40 anos do Teatro Vila Velha. Dirigiu também as peças: Rerembelde (2005); Um Momento
Argentino, de Rafael Spregelburd (2005) e Dissidente, de Michel Vinaver (2012), com seis
indicações ao Prêmio Braskem de Teatro. Gordo Neto acumula ainda os trabalhos de direção
dos shows musicais da soprano Graça Reis e do cantor e compositor André Simões.
Na posição de dramaturgo Gordo Neto assina textos montados pelo grupo Vilavox, como
Alamanaque da Lua e Primeiro de abril, possuindo ainda outros textos inéditos. Entre suas
atividades constam também participações como debatedor ? palestrante, em eventos que
visavam discutir temas relacionados ao teatro de rua ? grupos, ao financiamento público da
cultura e à gestão de espaços culturais. Entre eles se destacam o "Vias Alternativas",
promovido pelo circuito Off de Teatro de Belo Horizonte, em 2007, e o "Cena Pública",
promovido pela Cia. do Miolo, em São Paulo, em 2002.
O artista também assinou artigos referentes à área teatral, publicados pela Revista Subtexto,
Revista Repertório, Revista Cavalo Louco e Cartografia do Teatro de Grupo no Nordeste.
Gordo Neto tem em seu currículo ainda a direção da Área de Teatro da Fundação Cultural do
Estado da Bahia, além de se dedicar ao grupo Vivavox e ser sócio-diretor da Arraial
Produções, Eventos, Recreação e Lazer Ltda, produtora que montou vários espetáculos e
promoveu eventos ligados às áreas de teatro, dança, música e vídeo.
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