Boletim Mensal do Mercado de Trabalho com
Balanço de 2011
Nº 01 – Fevereiro / 2013
I - Emprego Formal no Brasil
Segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS do Ministério do
Trabalho e Emprego - MTE, o ano de 2011 se encerrou com 46.310.631 postos de trabalho
formais no Brasil. Em 31 de dezembro de 2002, somavam-se 28.683.913 trabalhadores ativos.
Ao longo destes nove anos, 17.626.718 novos postos de trabalho surgiram no país.
De acordo com as estimativas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados –
CAGED, em 2012 os trabalhadores nos setores de atividade econômica no Brasil somavam
47.612.473, uma vez que surgiu 1.301.842 novos empregos durante o ano, um crescimento de
2,8% sobre o estoque anterior.
Tabela 1
Estoque e Saldo do Emprego Formal
Brasil, 2000-2012
De modo geral, em termos de movimentação dos postos de trabalho em 2011 e 2012,
período em que a crise econômica internacional afetou de forma diferenciada os setores de
2
atividade, nota-se que no decorrer dos meses o saldo total de emprego foi positivo, com
exceção somente aos meses de dezembro de ambos os anos.
Gráfico 1
Saldo Mensal do Emprego
Brasil, 2011-2012
Deste modo, fica perceptível que, apesar de algumas quedas pontuais, a curva
ascendente no nível de emprego se destaca na maioria dos casos, como demonstra o gráfico 2.
Gráfico 2
Emprego Total por Setor de Atividade Econômica (em mil)
Brasil, 2011-2012
3
Por setores de atividade econômica, os três maiores setores em termos de quantidade de
trabalhadores com carteira de trabalho assinada, em dezembro de 2012, eram: os serviços, com
33,6% do total, os setores de comércio e administração pública, empatados com 19,3% na
sequência e a indústria de transformação, com 17,3%. A seguir, a tabela 2 apresenta a
distribuição do conjunto dos setores de atividade.
Tabela 2
Distribuição do Emprego por Setores de Atividade
Brasil, 2000-2012
Em 1990, o setor de serviços já liderava em quantidade de empregos formais com
27,8%, seguido pela indústria de transformação com 23,6%, a administração pública com
20,6%, o comércio com 12,8%, a construção civil com 4,1%, a agropecuária com 1,6%, os
serviços industriais de utilidade pública1 com 1,4% e o extrativismo mineral, com 0,6%. Havia
ainda 7,5% de trabalhadores não classificados nos setores, de acordo com os dados do MTE.
Entre 1990 e 2012, observou-se o crescimento do emprego com carteira assinada em
todos os setores de atividade, porém, destacam-se a agropecuária (291,3%), o comércio
(205,9%) e a construção civil (194,1%) como os maiores geradores de postos de trabalho. A
indústria de transformação (49,1%) e os serviços industriais de utilidade pública (30,2%)
geraram empregos em menor escala.
1
No subsetor de atividade do IBGE “Serviços Industriais de Utilidade Pública” encontram-se empresas de
geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, comércio atacadista de energia elétrica, produção de gás,
captação, tratamento e distribuição de água, gestão de redes de esgoto, coleta de resíduos perigosos e não
perigosos, descontaminação, entre outros.
4
Tabela 3
Evolução do Emprego Formal, por Setores de Atividade
Brasil, 1990/2012
II - Emprego Formal no Grande ABC
Nos últimos 24 meses, os municípios do Grande ABC apresentaram comportamentos
distintos no que tange à movimentação mensal do emprego.
Em 2011, o município de Ribeirão Pires se destacou por apresentar queda consecutiva
dos postos de trabalho no primeiro semestre, enquanto que as demais cidades apresentaram
variação negativa apenas em junho. No segundo semestre deste mesmo ano Santo André, São
Bernardo do Campo e São Caetano do Sul tiveram resultados positivos no mês de novembro,
ao contrário do restante que começou a apresentar redução no nível de emprego. O mês de
dezembro se encerrou com todos os municípios do Grande ABC eliminando postos de trabalho.
No acumulado de 2012, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André e São
Caetano do Sul registraram crescimento no estoque de emprego. Os municípios de Diadema,
Mauá e São Bernardo do Campo registraram saldos mensais negativos em grande parte dos
meses. Observe gráfico a seguir com o comportamento do conjunto da região.
5
Gráfico 3
Saldo Mensal do Emprego
Grande ABC, 2011-2012
De acordo com os dados do CAGED, estima-se que o Grande ABC encerrou 2012 com
um total de 814.922 trabalhadores formais, sendo que mais de um terço se encontra em São
Bernardo do Campo, como demonstra o gráfico 4:
Gráfico 4
Estoque de Emprego, por Município
Grande ABC, 2012
6
Por setor de atividade, os setores mais representativos da economia local, em termos de
emprego, são os serviços (38,9%), a indústria de transformação (31,6%) e o comércio (17,8%).
Ressalte-se que em dezembro de 2008, os serviços possuíam 37,7% do total do emprego e a
indústria, 34,8%.
Tabela 4
Emprego por Setor de Atividade Econômica
Grande ABC, 2012
Considerando os dados agregados por município, nota-se que apesar da crise que afetou
setores importantes da economia, o Grande ABC registrou um crescimento de 11,6 mil postos
de trabalho em 2011 e 5,0 mil em 2012.
Em 2011, São Bernardo do Campo se destacou uma vez que sozinha gerou cerca de
10,0 mil postos de trabalho formais. Destes, 3,8 mil foram de contratações no setor de serviços
nas mais variadas ocupações (serviços de proteção e segurança, condutores de veículos etc.),
2,0 mil no comércio (vendedores, embaladores etc.) e 2,3 mil na indústria de transformação
(montadores de máquinas e aparelhos mecânicos, alimentadores de produção, escriturários
etc.).
Em 2012, os setores de atividade em Santo André geraram 9,0 mil postos de trabalho,
sendo 78%, ou 7,0 mil, no setor de serviços. Em resumo, 2,2 mil novos postos de trabalho
surgiram em ocupações para as áreas de administração, conservação e manutenção de edifícios
e logradouros, 2,0 mil em ocupações destinadas a serviços de proteção e segurança, 1,1 mil
referiam-se a novos vendedores e demonstradores no comércio e 1,0 mil para áreas de
informações ao público.
7
A tabela seguinte apresenta a evolução dos postos de trabalho em cada cidade do
Grande ABC em termos absolutos e em termos relativos.
Tabela 5
Evolução do Emprego, por Município
Grande ABC, 2010-2012
Já na comparação entre os setores nota-se que a evolução do mercado de trabalho sofre
dois movimentos, antes e após 2003. Como resultado da política econômica adotada pelos
gestores públicos no país, assim como os efeitos da abertura do mercado, praticamente todo o
emprego perdido na região entre 1989 e 1994 (-14,5%) foram de responsabilidade da indústria.
No período seguinte o quadro se reverteu. De 2002 a 2012, ações efetivas dos governos
nacional e locais resultaram no aumento dos níveis de emprego em todos os setores na ordem
de 47,3%, com destaque para a construção civil (220,2%), a agropecuária (205,6%), os serviços
industriais de utilidade pública (103,7%) e o comércio (76,6%).
O emprego industrial cresceu, neste período, 33,5%, somando-se mais 64,7 mil pessoas
às fábricas locais. Apesar de relativamente ter apresentado evolução menor, o impacto positivo
sobre os outros setores de atividade é muito grande, uma vez que neste setor se encontram
postos de trabalho de maior qualidade, seja em termos de salários, jornadas, escolarização,
qualificação, condições de trabalho, entre outras.
8
Tabela 6
Evolução do Emprego, por Setor de Atividade
Grande ABC, 1989/2012
O peso dos setores na região também já não se assemelha com aquele de 23 anos atrás.
Em 1989, mais da metade do emprego formal era industrial (60,4%); os serviços participavam
com 20,0% e o comércio, 10,5%. Em 2012, os serviços detêm 38,9% dos empregos, a indústria
de transformação, 31,6% e o comércio, 17,8%. A administração pública aumentou sua
participação de 4,4% para 6,1% e a construção civil, de 2,3% para 5,0%.
Ainda assim, o Grande ABC é uma região fortemente industrializada, e se compara a
poucas regiões brasileiras. Em São Paulo, se assemelha à região administrativa de Campinas,
Franca e Sorocaba. Fora do Estado, a comparação se dá com o colar metropolitano de Belo
Horizonte/MG e algumas áreas de Santa Catarina (vide Anexos I e II). No Brasil, o peso do
emprego industrial é de 17,3%, como consta na primeira parte deste boletim.
Tabela 7
Distribuição do Emprego, por Setor de Atividade
Grande ABC, 1989/2012
9
III - Os Metalúrgicos no Brasil
Segundo estimativas do MTE a partir dos dados mensais do CAGED, os metalúrgicos
no Brasil totalizaram 2.394.543 pessoas em dezembro de 2012.
Durante o ano, 10,3 mil novos postos de trabalho formais integraram à categoria. Em
grande parte dos meses do ano os saldos mensais apresentaram indicadores positivos, com
exceção a maio, junho e dezembro.
Gráfico 5
Saldo Mensal do Emprego Metalúrgico
Brasil, 2012
Apesar de um crescimento menos robusto que o presenciado nos anos anteriores, ainda
assim o setor atingiu um indicador de 37,5% de rotatividade.
Cada subsetor da metalurgia, segundo as divisões do CNAE 2.0, apresentou
comportamento diferenciado quando se compara o último ano. Detentores de 39,7% da força de
trabalho, três subsetores, ou seja, metalurgia, equipamentos de informática, eletrônicos e
ópticos e veículos automotores, reboques e carrocerias (incluem montadoras e autopeças),
registraram perdas de trabalhadores durante o período na ordem de -2,1% (-5.572 empregos),
-1,4% (-2.462) e -0,7% (-3.500), respectivamente.
10
O gráfico 6 demonstra o referido movimento:
Gráfico 6
Evolução Anual do Estoque do Emprego Metalúrgico, por CNAE
Brasil, 2011-2012
Recortando o setor automotivo (montadoras e autopeças) do conjunto dos metalúrgicosque durante o ano de 2012 foi objeto de uma série de reuniões entre Governo Federal,
trabalhadores e empresários, conduzindo ao surgimento do Inovar-Auto2 -, tem-se dois
movimentos distintos.
Por um lado, nas montadoras observou-se um crescimento de 6.478 postos de trabalho
durante o ano, com saldo mensal positivo na maioria dos meses. Observe gráfico 7:
2
Inovar- Auto: Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Vaículos
Automotores.
11
Gráfico 7
Saldo Mensal do Emprego nas Montadoras
Brasil, 2012
Entre 2010 e 2012, cerca de 11,0 mil novos postos de trabalho foram abertos no
segmento, alguns deles por estímulo da redução do IPI para o setor, conforme medida
sancionada pela Presidenta Dilma em agosto de 2011.
Como pode ser comprovado no próximo gráfico, no final de 2011 o comportamento
ascendente que estava presente até setembro foi interrompido com uma série de demissões. Em
2012, a recuperação ocorre a partir de junho.
Desagregando o segmento, nota-se que, em 2011, as fabricantes de automóveis e
comerciais leves geraram 2.434 postos de trabalho, e, em 2012, um total de 6.894, finalizando o
ano com 102.510 empregos. Já as fabricantes de caminhões e ônibus geraram 1.933 novas
vagas em 2011 e eliminaram 416 postos de trabalho em 2012, encerrando o ano com 26.358
empregos.
As montadoras praticaram uma taxa de rotatividade de 9,8% em 2012.
O gráfico 8 apresenta a evolução do estoque do conjunto de trabalhadores nas
montadoras de automóveis e comerciais leves e caminhões e ônibus no Brasil.
12
Gráfico 8
Estoque de Emprego nas Montadoras
Brasil, 2010-2012
Por outro lado, nas autopeças o nível de emprego se reduziu em 4.562 postos em 2012,
com expressivos saldos mensais negativos de emprego, após ter crescido em 9.964 em 2011.
Observe a movimentação de 2012:
Gráfico 9
Saldo Mensal do Emprego nas Autopeças
Brasil, 2012
Desta forma, os dois últimos anos apresentaram fortes oscilações no estoque de
emprego dos trabalhadores em indústrias de autopeças no país. De acordo com as estimativas
13
do MTE (RAIS/CAGED), o ano de 2012 se encerrou com 324.581 mil trabalhadores no
segmento, como mostra o gráfico 10.
Gráfico 10
Estoque de Emprego nas Autopeças
Brasil, 2010-2012
Apesar da eliminação de postos de trabalho, as autopeças ainda praticaram uma taxa de
rotatividade total em 2012 de quase um terço dos trabalhadores, isto é, de 27,3%.
IV - A base dos Metalúrgicos do ABC
Segundo estimativas do MTE, os trabalhadores na base do Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC totalizaram 103.504 pessoas em dezembro de 2012, sendo 88.219 (85,2%) homens e
15.285 (14,8%) mulheres.
A base observou o fechamento de inúmeros postos de trabalho mais especificamente a
partir de novembro de 2011, como demonstram os saldos mensais pelo CAGED. Somente em
2012, do estoque total foram reduzidos -3.827 empregos, ou 3,6%, também em resultado da
crise econômica internacional. Veja gráfico 11.
14
Gráfico 11
Saldo Mensal do Emprego na Base do
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Grande ABC, 2011-2012
Dos postos de trabalho eliminados na base sindical (do total do gênero), -3.515 (-3,8%)
foram de ocupações dos homens e -312 (-2,0%) das mulheres.
Apesar de negativo, este dado geral é 40% inferior ao suprimido durante a crise
2008/2009, quando a categoria perdeu -9.635 postos de trabalho. De setembro de 2011 (quando
a crise começa a impactar o nível de emprego na base sindical) a dezembro de 2012, a redução
significou -5.207 empregos.
O gráfico 12, a seguir, demonstra a evolução do emprego acumulado na base do
SMABC entre janeiro de 2010 e dezembro de 2012. Vale destacar que, embora o nível de
emprego já estivesse se recuperando em janeiro de 2010, pois a crise se distanciava, na
comparação com os dias atuais houve um aumento de 5.585 postos de trabalho.
15
Gráfico 12
Estoque de Emprego na Base do SMABC
Grande ABC, 2010-2012
A base do SMABC detém hoje 70,5% do total de emprego metalúrgico no Grande ABC
(7 municípios), que somou em dezembro 146.909 trabalhadores. Na região, foram eliminados
-4.704 postos de trabalho durante o ano de 2012.
1) Comportamento mensal do emprego por subsetor de atividade
Por subsetores de atividade da metalurgia, segundo as Divisões da CNAE 2.0, o
emprego apresentou comportamentos bem distintos, sendo os fabricantes de equipamentos de
informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,4%), a metalurgia geral (-4,4%), os fabricantes
de produtos de metal (-4,3%) e a indústria automotiva - montadoras e autopeças (-3,9%) os
mais impactados negativamente durante o ano de 2012. Na contramão, houve crescimento de
emprego nas empresas de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos
(+3,8%) e fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+1,4%).
16
A seguir, os gráficos demostram o saldo mensal de emprego nestes subsetores nos dois
últimos anos.
a. Fabricação de Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos
Embora com baixa representação no conjunto dos metalúrgicos (2,4%), este subsetor
apresentou 263 eliminações de postos de trabalho, de forma sistemática nos meses de 2012,
como pode ser observado no gráfico 13.
Gráfico 13
Saldo Mensal do Emprego nas Indústrias de Equipamentos de
Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos
Grande ABC, 2011-2012
b. Metalurgia e Fabricantes de Produtos de Metal
Nestes subsetores, foram eliminados -1.028 trabalhadores em 2012. A metalurgia, com
5,3% do total de emprego, encerrou 254 vagas. Já os fabricantes de produtos de metal, que
detém 16,6% dos empregos, eliminaram 774 postos de trabalho.
17
Gráfico 14
Saldo Mensal do Emprego na Metalurgia e nas Fabricantes de Produtos de Metal
Grande ABC, 2011-2012
c. Indústria automotiva – Montadoras
Nas montadoras (com 33,8% dos trabalhadores), cuja base de dados deriva das
informações fornecidas pelas próprias empresas, reduziu-se -1.112 postos de trabalho em 2012.
Se considerarmos como inicial o mês de novembro de 2011, quando o saldo do emprego
começa a decair no segmento, somam-se -1.488.
Neste caso, além dos efeitos da crise econômica que refletiram na redução da produção
automotiva, destacam-se negociações sobre reestruturação produtiva e novos investimentos em
plantas de automóveis e comerciais leves, bem como de ajustes decorrentes da introdução de
novas tecnologias na produção de motores de caminhões e ônibus.
18
Gráfico 15
Saldo Mensal do Emprego nas Montadoras
Grande ABC, 2011-2012
Cabe ressaltar que os movimentos de postos de trabalho ocorridos em agosto e setembro
de 2012 referem-se a classificações de trabalhadores em lay-off, uma vez que eles haviam sido
excluídos dos registros pelas informações da própria empresa, mas foram rapidamente
devolvidos ao estoque no mês seguinte.
d. Indústria automotiva – Autopeças
Com 22,4% de representação na base sindical, os trabalhadores em autopeças foram os
mais afetados em termos de dispensas.
Somente em 2012, 9,2% ou -2.340 postos de trabalho foram eliminados no subsetor, ou
quase 200 por mês. Desde o início da crise, esta soma atinge -4.102 posições.
19
Gráfico 16
Saldo Mensal do Emprego nas Autopeças
Grande ABC, 2011-2012
e. Indústria de Máquinas e Equipamentos
Com 12,4% do total do emprego metalúrgico, ou 12.784 trabalhadores, o subsetor de
máquinas e equipamentos encerrou o ano de 2012 com a redução de -282 postos de trabalho
(ou -2,2%).
Em 2011, este subsetor havia evoluído em 1.032 postos de trabalho, para atendimento
das encomendas das empresas diante do aumento de produção do início do ano, bem como das
expectativas que antecederam à crise.
Observe os respectivos comportamentos no gráfico a seguir.
20
Gráfico 17
Saldo Mensal do Emprego nas Indústrias de Máquinas e Equipamentos
Grande ABC, 2011-2012
f. Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos
Os metalúrgicos deste subsetor, que representam 2,9% do total (2.976 empregos),
observaram um movimento contrário: nestas empresas foram acrescidos 110 postos e o setor de
construção civil é responsável por parcela deste movimento. Apenas três dos doze meses de
2012 apresentaram saldo negativo, como pode se verificar no próximo gráfico.
Gráfico 18
Saldo Mensal do Emprego nas Empresas de Manutenção, Reparação
e Instalação de Máquinas e Equipamentos
Grande ABC, 2011-2012
21
g. Fabricação de Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos
Com a geração de 55 postos em 2012 (relativa estabilidade), representando 1,4% de
crescimento, o subsetor conta-se hoje com 3.992 trabalhadores (3,9% do total).
Gráfico 19
Saldo Mensal do Emprego nas Indústrias de Máquinas,
Aparelhos e Materiais Elétricos
Grande ABC, 2011-2012
2) Remuneração – valores e evolução
O aumento dos rendimentos médios dos trabalhadores em dezembro de 2012 (tabela 8)
refletem, além das negociações da campanha salarial, o movimento de contratações e
desligamentos ocorridos dentro do ano em questão.
Em alguns setores, tais como autopeças, metalurgia geral e equipamentos de
informática, eletrônicos e ópticos, a soma dos salários foi reduzida em consequência da
diminuição dos postos de trabalho. No entanto, autopeças e equipamentos de informática
apresentaram aumentos da remuneração média acima do índice de reajuste dos salários. Este
fato ocorre, de modo geral, quando os postos de trabalho eliminados são aqueles com rendas
mais baixas.
22
Tabela 8
Remuneração na Base do SMABC
Grande ABC, 2012
3) Rotatividade
Os indicadores de rotatividade total, que diminuíram no último período. Em 2012,
foram trocados 16,8% dos trabalhadores na base, sendo 13,0% nas autopeças e somente 2,2%
nas montadoras.
4)Resumo dos indicadores
A tabela seguinte apresenta o resumo dos resultados de emprego na categoria por
subsetor de atividade, cujo movimento mensal foi detalhadamente exposto nos itens anteriores.
Tabela 9
Resumo dos Indicadores de Emprego e Rotatividade na Base do SMABC
Grande ABC, 2011-2012
23
V – Evolução e Participação da Indústria nas Regiões
Administrativas de São Paulo
De acordo com os dados do MTE (vide ANEXO II), o crescimento dos postos de
trabalho formais nas regiões metropolitanas brasileiras foi da ordem de 61,5% entre 2002 e
2011. Entretanto, a indústria de transformação evoluiu 55,7%, abaixo do que aconteceu com o
setor de construção civil (148,6%), serviços (67,4%), extrativa mineral (88,4%) e comércio
(83,2%).
Ainda assim, regiões metropolitanas como Núcleo Metropolitano de Foz do Rio
Itajaí/SC (106,4%), Salvador/BA (82,4%), Núcleo Metropolitano de Florianópolis/SC (82,3%),
Grande Vitória/ES (71,9%), Belo Horizonte/MG (66,8%), Curitiba/PR (65,4%) e Vale do
Aço/MG (64,2%), entre outros, além de presenciarem um crescimento expressivo dos
empregos industriais, igualmente observaram o aumento da participação do emprego na
indústria quando comparado com os demais setores de atividade.
Outras regiões metropolitanas como Goiânia/GO (59,1%), Campinas/SP (57,0%), o
Colar Metropolitano de Belo Horizonte/MG (53,2%), Londrina/PR (49,4%), Baixada
Santista/SP (44,7%), Rio de Janeiro/RJ (37,4%), São Paulo/SP (34,7%), Porto Alegre/RS
(17,3%) etc., apesar de contabilizarem o aumento da força de trabalho – nos patamares em
destaque – tiveram uma redução na participação do emprego industrial.
No caso das regiões administrativas de São Paulo (vide ANEXO I), chama atenção a
região de São José do Rio Preto (95,4%), Ribeirão Preto (80,6%), Central (76,7%), Presidente
Prudente (74,5%) e Sorocaba (73,2%), com evolução no nível de emprego acima dos 70% e
todos com aumento da participação do emprego industrial no referido período.
Nas regiões administrativas de São Paulo, exclusivamente, ainda que tenha aumentado
quantitativamente os postos de trabalho no setor, a indústria perdeu participação no emprego
em Bauru, Campinas, Franca, São José dos Campos, Santos e São Paulo.
24
VI – PED/ABC
Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED3 para a região do ABC, a
população economicamente ativa (PEA4) estava estimada, em dezembro de 2012, em 1,38
milhão de pessoas5. Isto representa 52,6% da população total da região6. A PEA diminuiu em
-0,09% quando comparada a dezembro de 2011, mas evoluiu em 1,0% na comparação com
dezembro de 2010.
A população ocupada está subdividida nos seguintes setores de atividade: 26,1% na
indústria de transformação (sendo 13,9% na metalmecânica), 5,6% na construção civil, 16,3%
no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas e 51,1% nos serviços
(transporte e armazenagem, correios, atividades administrativas, serviços complementares,
administração pública, defesa e seguridade, educação, saúde, alojamento, alimentação, serviços
domésticos, entre outros).
Dos ocupados, 72,1% são assalariados do setor privado (com ou sem carteira assinada)
e/ou funcionários do setor público, 14,7% são autônomos e 5,4%, empregados domésticos.
No final do ano os desempregados foram estimados em 129 mil pessoas, uma taxa de
desemprego de 9,3% da PEA, a menor de 2012 para o ABC. Nos meses de março, abril e junho
deste mesmo ano, a taxa de desemprego havia atingido 11,2%.
A taxa média de desemprego no ABC elevou-se de 9,9% em 2011 para 10,3% em 2012.
Ressalte-se que, com exceção de 2011, 10,3% foi a menor taxa média anual desde o início da
pesquisa em 1998.
Em dezembro de 2012, a taxa de desemprego para a Região Metropolitana de São Paulo
(RMSP) foi estimada em 10,0%, para o município de São Paulo em 9,2% e para o restante da
RMSP (exclui o município de São Paulo), em 10,9%.
3
A Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED é uma pesquisa domiciliar realizada mensalmente por meio de um
convênio entre o DIEESE e o SEADE. Em parceria com o Consórcio Intermunicipal do ABC, a pesquisa analisa o
comportamento da situação de emprego e/ou desemprego dos residentes nos sete municípios da região do ABC,
seja no mercado formal ou informal.
4
PEA – População Economicamente Ativa: parcela da população em idade ativa que está empregada ou
desempregada.
5
Segundo a PED/ABC, a população economicamente ativa está assim distribuída: 58% trabalham e residem no
ABC, 22,7% trabalham em outros municípios da Região Metropolitana de São Paulo – RMSP e 2,3% trabalham
em municípios fora da RMSP.
6
População total do ABC: estimada em 2,63 milhões de habitantes, em dezembro de 2012, segundo a PED/ABC.
25
A partir de uma análise anual dos dados de 2012 é importante destacar um breve perfil
dos desempregados: 46,7% eram homens e 53,3%, mulheres; 40,9% tinham entre 16 e 24 anos,
34,9% entre 25e 39 anos e 12,6% entre 40 e 49 anos de idade. Além disso, 24,0% dos
desempregados eram chefes de família e 47,5% eram filhos no domicílio de pesquisa. Em
termos de escolarização, um total de 48,9% dos desempregados possuía ensino médio completo
ou superior incompleto, 25,1% possuíam fundamental completo ou ensino médio incompleto e
14,1% apenas o fundamental incompleto. Desta população desempregada, 38,6% eram negros e
61,4% não-negros.
Os indicadores mensais da PED mostraram evolução do contingente de ocupados no
setor de serviços em 54 mil postos de trabalho, quando considerada a média de 2012. Porém,
observou a redução de 17 mil na indústria de transformação (6 mil destes na metalmecânica) e
10 mil no comércio.
Tabela 10
Indicadores Mensais de Ocupação, por Setores de Atividade (em mil)
Grande ABC, 2011-2012
26
ANEXO I – REGIÕES ADMINISTRATIVAS DE SÃO PAULO – 2002/2011
27
28
29
30
A N E X O II – REGIÕES METROPOLITANAS BRASIL (IBGE)
31
Continuação.
32
FICHA BIBLIOGRÁFICA
Título: Boletim Mensal do Mercado de Trabalho com Balanço de 2011 - Nº 01 – fevereiro/2013.
Autoria: Subseção DIEESE / Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Equipe técnica responsável: Fausto Augusto Junior; Zeíra Mara Camargo de Santana; Warley Batista
Soares; Silvana Martins de Miranda Nascimento; José Luiz Lei.
Resumo: Analisa os indicadores do mercado de trabalho brasileiro, com recorte especial para a base dos
Metalúrgicos do ABC.
Palavras-chave: metalúrgicos, emprego; mercado de trabalho.
Diretório: M\EMPREGO\Emprego Geral\Boletim emprego SS Met ABC_n.01_fev 2013.doc
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Emprego Formal no Brasil - Sindicato dos Metalúrgicos do ABC