ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES Flávia Galdino Silva Juliana de Freitas da Silva Lícia Mara Denis Ferreira Unisalesiano [email protected] [email protected] [email protected] RESUMO O estoque envolve todo um processo, desde a compra do produto até a sua organização. É de extrema importância dentro da organização, pois indica o seu sucesso ou fracasso. A administração de estoque pode trazer vantagens e desvantagens para uma empresa, dependendo da sua forma de administrar. Deve ser bem administrada em função da grande concorrência existente no dia de hoje, assim, tendo o material necessário para atender o cliente a qualquer hora. De um modo geral, a administração de estoques é um conjunto de atividades desenvolvidas dentro de uma empresa, destinadas a suprir as atribuições e abrangendo desde compras, recebimento, armazenagem, fornecimento e finalmente o controle de estoques. Palavras-chave: estoque.inspeção.armazenagem.transporte. localização. 1 INTRODUÇÃO Antigamente uma das áreas menos valorizadas dentro da empresa era a área de materiais, ou seja, administração de estoques, a qual engloba vários, que conforme o autor Petrônio Martins (2006) são:Compra de mercadoria, recebimento e inspeção do material, armazenagem, técnicas de separação de pedidos, transporte de mercadorias dentro do ambiente, entre outras. O estoque, por ser uma área desvalorizada antigamente, considerava-se como um depósito qualquer, que se localizava em qualquer ambiente dentro da empresa, sem muita interferência nos resultados da empresa. Hoje, com o aumento da competitividade, as empresas precisavam buscar um meio de sobrevivência. A parte de materiais hoje é um ponto estratégico na obtenção de seus lucros. A localização do estoque, mercadoria, passa ser um fator fundamental, por exemplo, a pessoa ou empresa que compra a mercadoria nem sempre tem tempo de esperar, e tem pressa no recebimento da mesma, ou seja, quanto melhor a localização do material, mais ágil no atendimento ao cliente. 2 O segredo de uma boa administração de estoque é o planejamento, não suprir as necessidades nem antes nem depois,ou seja, se abastecer as mercadorias antes, corre-se o risco de obter estoques com mercadorias paradas, se abastecer após, o cliente pode ficar sem o produto, acarretando o fenômeno de ruptura, dando margem para o cliente comprar o produto na concorrência, gerando custos indesejáveis para a empresa. Porém, administrar estoques é abastecer a mercadoria no momento certo, na quantidade certa, a preço de custos, afirma o autor Petrônio Martins (2006). Enquanto outras empresas desconhecem a palavra administração de estoques, outras buscam a oportunidade de atender bem a seus clientes, obtendo lucro por parte da eficácia da administração de estoques.i Utilizou-se na elaboração do artigo o método de revisão bibliográfica, onde foram abordados os seguintes autores:Hamilton Pozo (2007), Joary Corrêa (1975), Sunil Chopra e Peter Meindl (2006),Petrônio Martins (2006), Sérgio Messias Bolsonaro (1972), Clóvis Rosa (2003) e Paulo Roberto Bertaglia (2006). 2 GERENCIAMENTO NA CADEIA DE SUPRIMENTOS Segundo Corrêa (1975), há sempre grande dificuldade em definir alguma coisa. Acha-se que a definição dos vários fatores, parâmetros ou termos com que habitualmente se lida na gerência de material é de grande utilidade para a boa interpretação do contexto.Conforme a idéia do autor, é importante trabalhar com o estoque mínimo, isso é, a menor quantidade de material que deverá existir no estoque para prevenir qualquer eventualidade ou situação de emergência, quer provocada pelo consumo anormal de material, quer conseqüente de irregularidades no prazo de sua entrega. De acordo com o autor, adota-se como sendo mínima, a quantidade de material necessária, a pelo menos um mês de consumo, ou, como alternativa, a quantidade igual à maior retirada de uma só vez, do material de estoque. A adoção do mínimo dessa maneira não é absolutamente significativa. A gerência de um estoque implica lidar com dois fatores básicos, que segundo o autor Corrêa (1975) são: a) o controle físico e contábil da movimentação das peças e artigos; b) o seu ressuprimento periódico, a fim de que haja, em tempo hábil, disponibilidade de material. Já Rosa(2003), não encontra consenso sobre o que é estoque, sua definição sempre vai depender do tipo da empresa que se aplica a palavra. O valor de estoque em indústria é visto com muita importância na participação dos custos dos produtos finais e por conseqüência na formação do preço final do produto. 3 De acordo com o autor Rosa (2003) estoque é uma porção armazenada de mercadorias para venda, exportação, ou uso, é uma porção disponível de mercadoria. Isso nos dá a imediata responsabilidade que a política de estoque exige. Qual a quantidade da porção, onde ficará essa porção, quem cuidará, quanto vai custar. Todas essas questões levam a uma verdadeira administração de estoque, ou seja, a política de estoque que se preocupa com as necessidades de investimento de capital em estoque e as quantidades de materiais para atendimento a produção. O seu objetivo básico é não deixar faltar material para a fabricação e consumo, o que se ocorrer, implica perda financeira irrecuperável. Para atingir esse objetivo o almoxarifado acompanha o planejamento de vendas e o processo, flexibilizando o estoque e observando as constantes mudanças do mercado. Segundo Pozo (2007), cabe a administração de estoques, o controle da disponibilidade e das necessidades totais do processo produtivo, envolvendo não só os almoxarifados de matéria-prima e auxiliares, como também os intermediários e os de produtos acabados. Seu objetivo é não deixar faltar material ao processo de fabricação, evitando alta imobilização aos recursos financeiros. Conforme autor Pozo (2007), controle de níveis de estoque evita uma série de problemas. É notório que todas as organizações de transformação deve-se preocupar com o controle de estoque, visto que desempenham e afetam de maneira bem definida o resultado da empresa.De acordo com o mesmo, a função principal da administração de estoques é maximizar o uso dos recursos envolvidos na área logística da empresa, e com grande efeito dentro dos estoques. Segundo Chopra(2006) e Meindl(2006), uma ótima estratégia competitiva é ter como alvo clientes de classe alta. Esses clientes estão dispostos a pagar mais para adquirirem os produtos que anseiam na hora que lhes for conveniente. Para sustentar esta estratégia utiliza-se o estoque, a empresa armazena uma grande variedade e quantidade de produtos, para garantir uma grande disponibilidade. Assim, tentando manter um grau de estoque maior do que as outras empresas,fica sujeito a custos altos devido a opção de armazenagem, mas obtém uma margem extra de seus clientes, dispostos a pagar pelo nível de serviço que os estoques conseguem proporcionar. Conforme o autor Chopra(2006) e Meindl(2006), as decisões dos gerentes em relação ao estoque podem tornar a empresa eficiente ou não, essa escolha, porém, tem um preço, o estoque adicional reduz a eficiência. Já o autor Bertaglia(2006), afirma que existem vários fatores que afetam os estoques, tais como: 4 a) estoque por antecipação: é aplicado para produtos com comportamento sazonal, ou seja, os fabricantes de sorvetes, ovos de páscoa, panetones, brinquedos, roupas de inverno, enfrentam condições diferenciadas de demanda. Normalmente as empresas não dimensionam os recursos para atender aos picos de demanda. Portanto, os estoques são feitos previamente e consumidos durante o período. Investimentos em fábricas adicionais de equipamentos extras podem reduzir a necessidade do estoque antecipado; b) estoque de segurança: a função do estoque de segurança é proteger a empresa contra imprevistos na demanda e no suprimento. Atrasos na entrega de materiais e produtos de aumentos inesperados no consumo, podem gerar faltas de produtos. Caso o produto não esteja disponível na gôndola, o consumidor levará, mesmo em menor quantidade, um produto similar.Os atrasos podem ocorrer por vários motivos, como entrega de materiais com qualidade fora de tolerância, materiais errados, problemas de transporte, atrasos de negociação, etc. O estoque de segurança permite a redução dos riscos de falta; c) tempo de vencimento ou período de vigência da validade: o prazo da validade do produto é fator fundamental na tomada de decisão para a formação de estoque. Produtos com período de validade pequenos não podem ter estoques elevados, uma vez que se tornarão absolutos em curto espaço de tempo. Essa não é uma situação simples, pois a maximização da disponibilidade de produto para atender a demanda deve ser feita limitando os riscos de obsolência e estragos do produto; d) estoque de proteção: nesse caso, o objetivo é proteger-se contra eventualidades que envolvem especulações de mercado, relacionadas às greves, aumento de preços, situação econômica e política instáveis, ambiente inflacionário e imprevisível. Esses fatores afetam as estratégias da organização, colocando em riscos seus resultados. Conforme observa-se sobre o gerenciamento de estoques é fundamental o conhecimento da função de administração de materiais e das atividades a elas relacionadas. Organizações voltadas para bens de consumo, devem ter uma preocupação especial com o volume de seus estoques, as quantidades a serem obtidas e os recursos capacitados para administrá-los. Administrar estoque não é especulação e exige profundo senso de profissionalismo. Não é raro que as fórmulas aplicadas aos lotes econômicos são extremamente odiadas pelos profissionais de administração. Que lançam mão de recursos na maioria das vezes intuitivos para determinar as quantidades notadamente, os bons profissionais existem e contribuem sobre maneira para que as organizações em que atuam consigam obter benefícios da administração de estoques. 5 Administração de estoques não visa apenas a sua organização mas também a área de segurança nos transportes. Segundo Bolsonaro(1972), a segurança nos transportes devem ser mais enfatizadas, porém é a área que mais tem ocorrido acidentes, razão pela qual é muito importante a segurança neste tipo de trabalho, portanto é preciso observar as regras: a) manter limpo e em bom estado onde transporta os materiais; b) usar equipamentos necessários para sua proteção pessoal, como luvas, óculos, botas,etc; c) não levantar sozinho materiais em peso excessivo, para não correr o risco de derrubar; d) não andar em velocidade dentro da fábrica, com os veículos destinados a movimentação de carga. O autor enfatiza ainda o uso de cores nos almoxarifados como um fator de segurança. A técnica moderna apresenta instrumentos de grande valia, capazes de prevenir acidentes que tem como objetivo identificar máquinas e equipamentos de segurança, delimitar áreas, advertir contra perigos, possibilitando o pessoal da empresa identificar os perigos por intermédio das cores. Por exemplo, vermelho: perigo, amarelo: atenção, branco: limpeza e púrpura: radiação. Conforme Martins(2006), a manutenção de estoques trás vantagens e desvantagens para a empresa. Vantagens no que se refere ao pronto atendimento de clientes e desvantagens no que se refere aos custos decorrentes de sua manutenção. Compete ao administrador encontrar um ponto de equilíbrio. Segundo ele, estoque custa dinheiro e essa afirmativa é bem verdadeira, pois a necessidade de manter estoques acarreta uma série de custos, tais como: a) armazenagem: quanto mais estoque, mais área necessita, mais custo de aluguel; b) manuseio: quanto mais estoque, mais pessoas e equipamentos necessários para manusear os estoques, mais custo de mão-de-obra e equipamentos; c) perdas: quanto mais estoque, maiores as chances de perdas, mais custos decorrentes de perdas. 3 CONCLUSÃO O objetivo desse artigo foi descrever o papel exercido pelos estoques e discutir sobre as ações que podem ser realizadas pelos gerentes para diminuí-las sem aumentar o custo ou lesar o nível de disponibilidade de produtos. Também descreveu-se como os gerentes podem gerenciar as fontes de seus produtos para melhorar o lucro. Enfim, concluí-se que estoques são quantidades armazenadas com a função principal de criar uma independência e que existem vários tipos de estoques quando se trata de administração de empresas. 6 Há o estoque de matéria-prima, o estoque do material em processo, o estoque de componente, o estoque do produto pronto, o estoque do material em uso e finalizando, um de grande importância para os administradores, que é o estoque de segurança.Não importa quanto tenha em estoque, mas sim o giro do seu estoque. 4 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA POZO, Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: uma abordagem logística, 4° ed , São Paulo: Atlas, 2007; CHOPRA, e; MEINDL. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: estratégia, planejamento e operação tradução Claúdia Freire; revisão técnica Paulo Roberto Leite São Paulo: Pretince Hall, 2003. MARTINS. Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais Saraiva, São Paulo, 2006. 2° Ed, editora BERTAGLIA. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento, São Paulo: Saraiva, 2006. BOLSONARO. Editora Atlas, 2° ed, 1972. CORRÊA. Gerência Econômica de estoques e compras. FGV,1975. 5 IDENTIFICAÇÃO DOS AUTORES Flavia Galdino Silva. Unisalesiano Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium (14) 3533-6200 e-mail: [email protected] 6° semestre em Administração em Empresas Juliana de Freitas da Silva. Unisalesiano Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium (14) 3533-6200 e-mail: [email protected] Lícia Mara Denis Ferreira. Unisalesiano Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium (14) 3533-6200 e-mail: [email protected] 7 Prof° M.Sc Máris de Cássia Ribeiro Coordenadora dos cursos de Administração e Ciências Contábeis do Unisalesiano Lins. This document was created with Win2PDF available at http://www.daneprairie.com. The unregistered version of Win2PDF is for evaluation or non-commercial use only.