Título do Projeto: Impactos da pobreza no desenvolvimento da saúde comunitária: avaliação psicossocial das comunidades rurais nas regiões Nordeste, Norte e Sul Coordenador do Projeto: Instituição Executora: Edital: Verônica Morais Ximenes Universidade Federal do Ceará (UFC) CHAMADA UNIVERSAL – MCTI/CNPq Nº 14/2013 Resumo O estudo da situação de pobreza contribui para a compreensão dos processos psicossociais que acontecem na vida de moradores e moradoras das comunidades pobres, objeto da Psicologia Comunitária e da Saúde Comunitária. Então as discussões sobre pobreza e psicologia propiciam o desenvolvimento de teorias e metodologias que auxiliem na melhoria de vida das pessoas que vivem em situação de pobreza. A concepção de pobreza está atrelada à deficiência na renda do sujeito e portadora de compreensões degradantes sobre o pobre, sem analisar a multidimensionalidade desse problema. O problema de pesquisa está na naturalização em que a pobreza se faz presente na realidade do Brasil, especificamente nas zonas rurais. A pesquisa tem como objetivo geral comparar as implicações psicossociais (sentimentos, pensamentos e ações) da pobreza na vida de moradores/moradoras das comunidades rurais das regiões Nordeste, Norte e Sul. Os objetivos específicos são identificar o nível do Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) dos participantes da pesquisa; descrever a realidade de pobreza dos participantes das comunidades do Vale do Rio Canindé (Ceará), Humaitá (Amazonas) e Cascavel (Paraná); conhecer os sentidos e significados dos participantes da pesquisa sobre a pobreza e as formas de enfrentamento com essa realidade e avaliar os determinantes sociais da saúde a partir da realidade de pobreza dos participantes da pesquisa. O Brasil tem 16,2 milhões de pessoas vivem na extrema pobreza (IBGE, 2011), Do total de brasileiros residentes no campo, um em cada quatro se encontra em extrema pobreza (25,5%) (IBGE, 2011). A extrema pobreza se distribui da seguinte forma na zona rural: Norte (56%), Nordeste (52%), Sul (39%), CentroOeste (33%) e Sudeste (21%) (IBGE, 2011). O que respalda a escolha pelas três primeiras regiões. Como também, pelas parcerias construídas com professores/pesquisadores universitários que desenvolvem atividades em comunidades rurais da região Norte e Sudeste. Pretende-se utilizar uma metodologia mista com dados quantitativos e qualitativos em virtude da complexidade do problema. Serão utilizados questionário e grupo focal para desenvolvimento da pesquisa nas comunidades do Vale do Rio Canindé (Ceará), Humaitá (Amazonas) e Cascavel (Paraná). Participarão moradores/moradoras, maiores de 18 anos, dessas comunidades e que estão em situação de pobreza. Ao relacionar pobreza com saúde, encontramos que a maioria dos usuários dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) está em situação de pobreza. A análise das influências da pobreza na saúde das pessoas deveria estar presente em vários diagnósticos de transtornos mentais, problema com uso de álcool, crack e outras drogas, diabetes, hipertensão e outra doenças. A pobreza pode ser considerada um dos Determinantes Sociais da Saúde (DSS). Dessa forma, o estudo visa contribuir para a avaliação psicossocial de pessoas em situação de pobreza e colaborar na formulação de políticas públicas, que possibilitem a melhoria de vida dessa população. Palavras chave: Pobreza, Saúde Comunitária, Psicologia Comunitária, Determinantes Sociais da Saúde.