DIREÇÃO DEFENSIVA – COMPORTAMENTO SEGURO
Um fator muito comum nos acidentes é não ter conseguido desviar ou parar a tempo o seu veículo, evitando a colisão.
Portanto é primordial termos um comportamento adequado e seguro sempre.
O condutor defensivo deve conhecer os tipos de paradas do veículo, tempo e distância necessários
para cada uma delas. Sempre atento para o tipo de veículo que dirige.
Para que a parada seja feita de forma certa, evitando acidentes, devemos sempre manter a distância
de seguimento correta.
 Distância de seguimento
É aquela que você deve manter entre o seu veículo e o que vai à frente, de forma que você possa parar mesmo numa
emergência, sem colidir com a traseira do outro.
 Distância de reação
É aquela que seu veículo percorre, desde o momento que você vê a situação de perigo, até o momento em que pisa no
freio. Ou seja, desde o momento em que o condutor tira o pé do acelerador até colocá-lo no freio.
 Distância de frenagem
É aquela que o veículo percorre depois de você pisar no freio até o momento total da parada.
 Distância de parada
É aquela que o seu veículo percorre desde o momento em que você vê o perigo e decide parar até a parada total do seu
veículo. É a soma da distância de reação mais a distância de frenagem.
Distância Segura
Existem tabelas e fórmulas para você calcular esta distância, principalmente nas rodovias, mas como elas variam muito, e
dependem além do tipo e peso do veículo, de outros fatores que também variam muito, o melhor é manter-se o mais longe
possível (dentro do bom senso), para garantir a sua segurança.
Utilizando a regra dos dois segundos:
 Observe a estrada à sua frente e escolha um ponto fixo de referência (à margem) como uma árvore, placa, poste,
casa, etc.
 Quando o veículo que está à sua frente passar por este ponto, comece a contar pausadamente: cinqüenta e um
cinqüenta e dois. (mais ou menos dois segundos).
 Se o seu veículo passar pelo ponto de referência antes de contar (cinqüenta e um e cinqüenta e dois), deve
aumentar a distância, diminuindo a velocidade, para ficar em segurança.
 Se o seu veículo passar pelo ponto de referência após você ter falado as seis palavras, significa que a sua distância,
é segura.
Este procedimento ajuda você a manter-se longe o suficiente dos outros veículos em trânsito, possibilitando fazer
manobras de emergência ou paradas bruscas necessárias, sem o perigo de uma colisão.
Atenção:
Esta contagem só é válida para veículos pequenos (até 6 metros), na velocidade de 80 e 90 km, em condições normais do
veículo, com o tempo seco, que a via não esteja molhada e não seja uma descida.
Cinto de segurança
Como o próprio nome diz, este é um dispositivo que garante a sua segurança em caso de acidentes, além de fazer parte dos
equipamentos obrigatórios e seu uso nas vias urbanas e rurais é obrigatório a todos os ocupantes do veículo.
Aplica-se aos automóveis, caminhonetes, camionetas, caminhões veículos de uso misto e aos veículos de transporte de
escolares.
Atualmente são usados três tipos de cinto:
 Cinto pélvico ou subabdominal - aquele que se prende à cintura
 Cinto torácico ou diagonal - aquele que se prende ao peito
 Cinto de três pontos - aquele que se prende ao peito e ao quadril ao mesmo tempo
O cinto de três pontos é o que dá mais proteção ao condutor e passageiros, impedindo que sejam jogados para fora do
veículo, ou mesmo contra o painel ou partes contundentes do veículo e sofram muitas vezes danos físicos graves ou a
morte.
O cinto é de uso obrigatório para todos os ocupantes na do veículo.
Crianças menores de 10 anos só podem ser transportadas no banco de trás, usando acessórios de segurança específicos.
Nos veículos de transporte de escolares, deve haver um cinto para cada ocupante, utilizando-o corretamente.
Vamos ver mais detalhes sobre o cinto de segurança?
O Cinto de Três Pontos:
Oferece maior proteção porque a força do impacto é distribuída e absorvida por ele em toda área de contato com o corpo,
trabalhando com a estrutura esquelética humana adulta. Para usá-lo corretamente devemos sentar com a coluna ereta
fazendo um ângulo de noventa graus com as pernas, daí o cinto diagonal passa pelo meio do ombro e se estende pela
coluna vertebral até o engate nos quadris e o cinto sub-abdominal ou pélvico deve ser colocado na articulação dos quadris
e não na barriga.
O Cinto Diagonal:
Preso atrás do ombro e ao lado do quadril, impede que a pessoa seja lançada para a frente, mas o corpo pode passar por
baixo do cinto, causando lesões no pescoço e até mesmo estrangulamento, isto é chamado efeito submarino.
Cinto de Dois Pontos, Sub-Abdominal ou Pélvico:
Colocado na articulação dos quadris, não impede que o corpo se dobre e seja arremessado para a frente, causando lesões
no tórax, pescoço e cabeça.
Seja qual for o modelo, não pode ser usado torcido, embaixo do ombro, desgastado pelo sol, as fibras das cintas se
desprendendo, amarrado, costurado, sistema de engate-desengate e estiramento defeituoso, modificado ou não instalado
por profissionais com conhecimento específico, banco reclinado, postura torácica inadequada, isto anula o sistema de
segurança.
Nestes casos se acontecer acidentes, não foi o cinto o causador das lesões e mortes, já que assim ele não era mais
dispositivo de segurança.
As crianças até os dez anos de idade, observar abaixo também a altura adequada, devem ser transportadas no banco
traseiro do veículo, devidamente sentadas em cadeiras especiais.
Para as pequenas, existem dispositivos específicos, que são as cadeiras ou assentos de segurança.
Para saber a partir de quando a criança pode utilizar o cinto de três pontos do assento de trás, certifique-se de que ela
esteja sentada corretamente no banco, fazendo um ângulo de noventa graus com o tronco e as pernas, a cinta pélvica deve
ajustar-se de um lado a outro da articulação do quadril, não na barriga.
A cinta diagonal deve cruzar o centro do ombro, não no pescoço, garganta, cabeça ou rosto, passando ao longo do tórax
pelo centro. Este ajuste anatômico assegura a eficiência do dispositivo.
A utilização do cinto pélvico e diagonal não são seguros para as crianças e gestantes.
Observar e orientar com carinho para que as pessoas obesas o utilizem corretamente, elas conseguem sentar-se como
orientado acima, daí as cintas passam adequadamente pelo corpo. Este cuidado é muito importante porque lesões no
tecido adiposo (gordura), geram grandes e incontroláveis hemorragias com alto índice de óbitos.
Cinto de segurança, velocidade e desaceleração dos órgãos
O uso do cinto de segurança não impede que o acidente ocorra, ele apenas ameniza as conseqüências dele nos condutores
e passageiros.
Portanto, não conduza em alta velocidade, mantenha distância do veículo da frente, somente mude de faixa e ultrapasse se
a sinalização permitir e faça isto após certificar-se que é realmente seguro, sem esquecer-se de sinalizar antecipadamente
estas intenções, se adapte as condições adversas.
Também, mesmo que a sinalização te der a preferência em cruzamentos, antecipadamente sinalize com a luz de freio para
avisar o condutor de trás e reduza levemente a velocidade e certifique-se da segurança para seguir em frente ou realizar
conversões para a direita ou esquerda.
O motivo deste alerta é a desaceleração dos órgãos humanos, que veremos em detalhes a seguir.
Inércia:
Propriedade Física da matéria que determina: se um corpo está no movimento estático (parado, repouso), permanece
neste estado de movimento.
Se está em movimento dinâmico (movimento), permanece neste estado no sentido reto, se não for submetido a nenhuma
ação.
Ou seja, esta lei da Física determina que os corpos permaneçam no estado de movimento que estão, a não ser que uma
força exerça uma ação modificando (princípio formulado por Galileu, posteriormente confirmado por Newton, chamado: 1ª
lei de Newton ou Princípio da Inércia. “Todo corpo permanece em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em
linha reta, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas a ele.”).
Podemos observar isto quando estamos em pé dentro de um ônibus, assim que o motorista coloca o veículo em
movimento, os passageiros tendem a deslocar-se para trás, o corpo quer permanecer no estado de movimento estático.
Quando o motorista pára ou freia, os passageiros deslocam-se para frente.
Quando o condutor faz uma curva ele e os passageiros têm a impressão de estarem sendo jogados para fora da curva. Na
realidade os corpos estão tentando manter-se em sua trajetória em linha reta, e o veículo tentando-os virar, mas quem
está sob a ação da inércia é o veículo.
Desaceleração dos órgãos humanos:
Também chamadas lesões ocultas ou potenciais, isto acontece nos acidentes de trânsito quando o veículo está em alta
velocidade e colide, nosso corpo é parado abruptamente e os órgãos continuam em inércia, rompendo suas estruturas de
fixação e eles mesmos.
Por exemplo: num impacto o cérebro, olhos, coração, pulmões, fígado, baço, rins, bexiga, etc., continuam o deslocamento
para o sentido que o corpo foi projetado, até colidirem com as partes internas das cavidades em que se situam, gerando
destruição de seus tecidos.
Outra maneira de esclarecer este aspecto é a Cinemática do Trauma, ou seja, uma colisão na realidade representa três
colisões.
A primeira do veículo com o objeto.
A segunda é a pessoa com o interior do veículo.
A terceira é a colisão dos órgãos com as paredes internas do nosso corpo. Em nossos olhos ocorre o deslocamento da
retina.
Com isto concluímos que os dispositivos de segurança que usamos quando estamos dentro do veículo e o capacete, são
potenciais aliados para depois de um acidente continuarmos vivos e com o menor número de lesões possíveis.
Mas isto não vai acontecer se o impacto ocorrer em altas velocidades e desobediência das regras de circulação.
DICAS
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Faça revisão no seu veículo antes de iniciar a viagem, verificando todos os equipamentos obrigatórios, o estado do
motor e do veículo e não esqueça de encher o tanque de combustível.
Verifique no guia rodoviário o trajeto que irá fazer, informe-se sobre os locais de serviços mecânicos, postos de
gasolina, hotéis, restaurantes, Polícia Rodoviária, atendimento médico de emergência, enfim tudo que possa
precisar.
Para entrar nas rodovias de maior velocidade, lembre-se de que você seja parte integrante do trânsito, deslocandose de maneira coerente com as condições locais e o fluxo de veículos.
Mantenha-se no ritmo da maioria procurando nunca frear bruscamente, não parar sobre a pista, não dar marcha à
ré e não fazer manobras na pista. Se perder uma saída ou retorno, siga até a próxima. É mais seguro.
Observe e obedeça à sinalização, preste atenção a tudo pois você não terá tempo de pensar duas vezes. Por isso,
mantenha-se bem distante do veículo da frente para evitar colisões.
Cuidado com a fadiga e o sono, pois você não percebe quando começa a dormir ao volante ou ao guidom e a fadiga
tira de você as condições de reagir prontamente em caso de emergência.
Ao conduzir nas rodovias, principalmente à noite, a tentação é maior para exceder a velocidade além da permitida,
tornando bem mais difícil qualquer manobra que você tenha que fazer, ou sua parada numa emergência além de
impedir a sua visão de obstáculos ou demais problemas na via.
Ao entrar ou sair das rodovias, diminua a marcha na pista de desaceleração ou em local indicado, e aguarde o
momento certo, pois estas manobras são muito perigosas por causa das velocidades mais altas.
Cuidado com os dias de chuva, neblina, neve ou geada, pois as pistas tornam-se escorregadias sujeitas a
derrapagens, o tempo e o espaço para parar é maior, e todas as manobras tornam-se mais difíceis e perigosas com
a pista molhada. Diminua a velocidade.
Quando for ultrapassar, ou mudar de faixa certifique-se se pode ou não pelos espelhos. Use as setas, olhe pelos
retrovisores de novo, e só comece a ultrapassagem ou mudança de faixa com segurança. Após ultrapassar, espere
até ver no seu retrovisor o veículo que ultrapassou, para sinalizar e voltar à faixa de origem.
Fonte:
DELIBERADOR, Ana Maria Ribeiro. Humanização no trânsito. Curitiba: DETRAN-PR, 1990.
JORNAL ASSOCIAÇÃO MÉDICA. A mulher e o cinto de segurança. autora Ana Maria K. S. Szymanski. Cascavel – Paraná, ano
V, n.º 39, abril 1995, p 11.
Lei 9.503, de 23/09/1997 – CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO.
MANUAL DO MOTORISTA, Editora Trânsito e Veículos Ltda, Belo Horizonte - MG. 1998.
MANUAL PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIAS. Programa: Sem Barreiras. Governo do Estado do Mato Grosso do Sul.
DETRAN-MS, outubro de 1997.
Revista da ABRAMET – Associação Brasileira de Acidentes e Medicina de Tráfego. Air bag, características, vantagens e
cuidados. Dra. Ana Maria Ker Saraiva Szymanski, n.º 17/18/19, maio-dezembro de 1996, p 15-18.
________Traumatismos de crianças no tráfego. Epidemiologia e Prevenção, n.º 35, maio-junho de 2000, p 9-30.
Revista QUATRO RODAS, ano 37, n.º 449, editora Abril, São Paulo, dezembro de 1997. p 69-77.
A Educação para o Trânsito. Eliane David. Curitiba-PR, março 2003.
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