FACULDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA S/A – SESVALI S/A
FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA – FAVIP
CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM
GLEIDSON MONTEIRO DOS SANTOS
SÍNDROME DO COMPARTIMENTO ABDOMINAL E O CONHECIMENTO DO
ENFERMEIRO SOBRE A MENSURAÇÃO DA PRESSÃO INTRA-ABDOMINAL
CARUARU
2011
GLEIDSON MONTEIRO DOS SANTOS
SÍNDROME DO COMPARTIMENTO ABDOMINAL E O CONHECIMENTO DO
ENFERMEIRO SOBRE A MENSURAÇÃO DA PRESSÃO INTRA-ABDOMINAL
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade
do Vale do Ipojuca, como requisito parcial para obtenção
do título de Bacharel em Enfermagem.
Orientadora: Profª MsC. Emanuela Batista Ferreira
CARUARU
2011
Catalogação na fonte Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE
S237s
Santos, Gleidson Monteiro dos.
Síndrome do compartimento abdominal e o conhecimento do
enfermeiro sobre a mensuração da pressão intra-abdominal / Santos,
Gleidson Monteiro dos. – Caruaru : FAVIP, 2011.
28 f.
Orientador(a) : Emanuela Batista Ferreira.
Trabalho de Conclusão de Curso (Enfermagem) -- Faculdade
do Vale do Ipojuca.
Artigo.
1. Cavidade abdominal. 2. Conhecimento do Enfermeiro. 3.
Assistência de enfermagem. I. Título.
CDU 616-083[12.1]
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367
GLEIDSON MONTEIRO DOS SANTOS
SÍNDROME DO COMPARTIMENTO ABDOMINAL E O CONHECIMENTO DO
ENFERMEIRO SOBRE A MENSURAÇÃO DA PRESSÃO INTRA-ABDOMINAL
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade
do Vale do Ipojuca, como requisito parcial para obtenção
do título de Bacharel em Enfermagem.
Orientadora: Profª MsC. Emanuela Batista Ferreira
Aprovado em: ___/___/____
Orientador (a): ___________________________________________________________
1º Avaliador (a): ___________________________________________________________
2º Avaliador (a): ___________________________________________________________
CARUARU
2011
Este trabalho é dedicado a minha família, aos
amigos que junto a mim percorreram a jornada
acadêmica e a minha fantástica orientadora que
exemplarmente foi inspiração em confiança,
qualidade e compromisso para a conclusão dessa
“obra”.
AGRADECIMENTOS
A Deus,
Não existem palavras para gradecer-te nesse momento tão especial, como se não
bastasse me permitir viver, ainda me abençoaste com a realização deste sonho. Foste o
princípio de tudo a mão que me sustentou do início ao fim. Não é necessário vê-lo, sinto
tua presença em tudo que nos cerca, sei que nos abençoa para que sejamos instrumentos
do teu amor na missão de cuidar, com generosidade e desprendimentos, “santifica
nossos corações, para que Tu possas dispor de nós com tudo o que temos e somos”.
Aos meus pais que são responsáveis pelo que sou, obrigado pelo apoio
incondicional, por confiar em mim e acreditar que o sonho de ser ENFERMEIRO é
possível. A índole que possuo hoje, é reflexo do quanto vocês se dedicaram a construção
do meu caráter, sempre com fé. Essa vitória dedico a vocês, nós conseguimos!
Aos amigos que entraram em minha vida e foram capazes de se tornarem
extremamente importantes, pessoas essas que possuem humildade, generosidade,
carinho, atenção e cumplicidade como características intrínsecas de sua personalidade.
A vocês que riram e choraram, secaram lágrimas e estimularam sorrisos,
compartilharam angustias e conquistas a vocês que me ensinam muito e me fez perceber
o quanto é bom e necessário tê-los ao meu redor.
Aos Mestres, que pacientemente trabalharam com afinco para fazer emergir o
saber múltiplo, que nos convenceram de que éramos melhores do que suspeitávamos.
Que naturalmente acresceram, compareceram e caminharam junto conosco. Àqueles
que nos ensinaram muito mais que teorias, nos preparando também para vida, todo o
meu carinho e gratidão.
A FAVIP e seus funcionários, que com simplicidade e com um sorriso de boas
vindas nos acolheram de braços abertos, contribuindo com o alto nível de ensino e de
investimento em tecnologia para a construção de um ambiente de aprendizado
exemplar, a todos que acompanharam nossos passos, obrigado pela atenção e dedicação.
Aos pacientes, o que seria da enfermagem sem ter a quem cuidar? Nossos anos de
estudo e dedicação não teriam sentido. O ato de cuidar é a razão da enfermagem. Então
a todos vocês que se entregaram aos nossos cuidados, mesmo sabendo que ainda éramos
acadêmicos, a vocês que contribuíram para o nosso crescimento profissional e,
sobretudo, pessoal; que nos revelaram a importância do humanizar, quero dizer:
MUITO OBRIGADO!
“Lembrar que estarei morto em breve é a
ferramenta mais importante que já encontrei para
me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase
tudo, expectativas externas, orgulho, medo de
passar vergonha ou falhar, caem diante da morte,
deixando apenas o que é apenas importante. Não
há razão para não seguir o seu coração”.
Steve Jobs
SUMÁRIO
Resumo .............................................................................................................................
01
Abstract .............................................................................................................................
02
Resumen ............................................................................................................................
02
Introdução .........................................................................................................................
02
Método ..............................................................................................................................
03
Resultados .........................................................................................................................
04
Discussão ..........................................................................................................................
04
Conclusão ..........................................................................................................................
13
Referências ........................................................................................................................
14
Apêndices
Apêndice A – Carta de Anuência 1 .......................................................................
16
Apêndice B – Carta de Anuência 2 .......................................................................
17
Apêndice C – Carta de Anuência 3 .......................................................................
18
Apêndice D – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ...............................
19
Apêndice E – Formulário de entrevista .................................................................
20
Anexos
Anexo 1 – Declaração de Anuência ......................................................................
23
Anexo 2 – Folha de Rosto do CEP ........................................................................
24
Anexo 3 – Parecer de Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa ......................
25
Anexo 4 – Normas da Revista Eletrônica de Enfermagem ...................................
26
Síndrome do compartimento abdominal e o conhecimento do enfermeiro sobre a
mensuração da pressão intra-abdominal.
Abdominal
compartment
syndrome
and
knowledge
of
nurses
on
the
measurement of intra-abdominal pressure.
Síndrome compartimental abdominal y el conocimiento de las enfermeras en la
medición de la presión intra-abdominal.
Gleidson Monteiro dos Santos ¹
Emanuela Batista Ferreira ²
1
Acadêmico de Enfermagem da Faculdade do Vale do Ipojuca (FAVIP). Caruaru (PE).
E-mail: [email protected]
2
Enfermeira, Mestre em Determinantes da Saúde na Adolescência, Especialista em
Centro Cirúrgico pelo programa de Residência de Enfermagem da Secretaria de Saúde
de Pernambuco, Professor assistente da Universidade de Pernambuco e TI da FAVIP.
E-mail: [email protected]
RESUMO
O objetivo deste estudo foi investigar o conhecimento dos enfermeiros sobre a síndrome
do compartimento abdominal e suas repercussões sistêmicas, a mensuração da pressão
intra-abdominal e os motivos referidos pelos mesmos para a não mensuração da Pressão
intra-abdominal (PIA). Pesquisa descritiva desenvolvida em Unidades de Terapia
Intensiva (UTI Geral Adulto) localizadas no município de Caruaru - PE. Para a coleta de
dados utilizou-se um formulário semi-estruturado aplicado a 28 (vinte e oito) enfermeiros
em pleno exercício de suas funções nos plantões diurnos e noturnos. Constatou-se que
os profissionais abordados constituem uma equipe qualificada no município, entretanto,
notou-se significativas divergências entre os mesmos quanto a compreensão da
patologia, diagnóstico e execução da técnica de mensuração dos níveis pressóricos
abdominais, justificado muitas vezes por ser um assunto normalmente não contemplado
nos cursos de graduação e/ou pós graduação associado ao fato de ser uma situação
clínica de baixa prevalência na vivência deste profissional.
Descritores: Cavidade abdominal, conhecimento, Assistência de enfermagem
ABSTRACT
The objective of this study was to investigate nurses' knowledge about the abdominal
compartment syndrome and its systemic repercussions, the measurement of intraabdominal pressure and the same reasons mentioned for not measuring IAP. Descriptive
research developed in Intensive Care Units (ICU general Adult) located in the
municipality of Caruaru - PE. To collect data we used a semi-structured form applied to
28 (twenty eight) nurses in the full exercise of their functions in the day and night shifts.
It was found that professionals are qualified staff approached the city, however, we did
find significant differences between them and the understanding of the pathology,
diagnosis and the technique of measuring the abdominal pressure levels, often justified
by being a subject typically not covered in undergraduate and / or associated with
graduate to being a clinical situation of low prevalence in this professional experience.
Keywords: Abdominal cavity, knowledge, Nursing care
RESUMEN
El objetivo de este estudio fue investigar el conocimiento de enfermería sobre el
síndrome compartimental abdominal y sus repercusiones sistémicas, la medición de la
presión intra-abdominal y por las mismas razones mencionadas para no medir la IAP. La
investigación descriptiva desarrollados en Unidades de Cuidados Intensivos (UCI adultos
en general), ubicado en el municipio de Caruaru - PE. Para recopilar los datos se utilizó
un formulario semi-estructurado aplicado a 28 (veintiocho) enfermeras en el pleno
ejercicio de sus funciones en los turnos diurno y nocturno. Se encontró que los
profesionales son personal cualificado se acercó a la ciudad, sin embargo, sí encontramos
diferencias significativas entre ellos y la comprensión de la patología, el diagnóstico y la
técnica de medición de los niveles de presión abdominal, a menudo se justifica por ser un
tema general no incluidos en licenciatura y / o asociada a pasar a ser una situación
clínica de baja prevalencia en esta experiencia profesional.
Descriptores: Cavidad abdominal, el conocimiento, cuidados de enfermería
INTRODUÇÃO
A Hipertensão Intra-Abdominal (HIA) tem sido reconhecida como parte de
alterações fisiopatológicas evolutivas que terminam em falência orgânica, o que
chamamos de síndrome compartimental abdominal (SCA). Descritas inicialmente em
pacientes traumatizados, a HIA e a SCA atualmente são reconhecidas em uma ampla
variedade de pacientes clínicos ou cirúrgicos e representam uma causa significante de
morbidade e mortalidade(1).
Tais eventos patológicos foram descritos apenas nas últimas décadas associados a
ocorrências recorrentes nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). No entanto a
mortalidade é uma condição independente e com incidência variável entre 30 e 80%
dependendo da população estudada, doença de base e gravidade
(2)
.
Como estratégia de redução da mortalidade entre pacientes acometidos por estas
patologias, indica-se a mensuração da Pressão Intra-Abdominal (PIA). Nesse contexto,
pesquisa descritiva desenvolvida no Hospital das Clínicas de Curitiba(3), estimula o
investimento na educação em serviço, ressaltando a importância de o enfermeiro ser
previamente capacitado para a realização da mensuração da PIA, sendo fator relevante a
promoção da educação permanente em saúde e o desenvolvimento de práticas de
enfermagem baseadas em evidências científicas atualizadas, minimizando assim os
problemas e divergências que surgem durante a realização do procedimento.
Considerando que a presente temática é pouco descrita na literatura e constitui
fonte de interesse e curiosidade entre os profissionais enfermeiros e principalmente entre
os acadêmicos de enfermagem,
bem como, ser um assunto normalmente não
contemplado nos planos pedagógicos dos cursos de graduação em enfermagem, torna-se
motivador avaliar o conhecimento dos enfermeiros intensivistas sobre o assunto. É
igualmente importante discutir o manejo da técnica de mensuração da Pressão IntraAbdominal, visto que não há uniformidade nas informações das fontes literárias.
Diante dessa realidade, torna-se salutar investigar conceitos e atualizações sobre
SCA, PIA e sua monitorização, entre os profissionais de enfermagem, o Conselho
Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP), em 2009, afirma que tal
mensuração é ação privativa do enfermeiro(4). Assim sendo, esta pesquisa torna-se
instrumento importante, pois, é fonte de informação para subsidiar e direcionar estudos
principalmente na educação continuada local e fomentar as especializações dos
profissionais enfermeiros em terapia intensiva. O presente estudo teve como objetivo
analisar o conhecimento dos enfermeiros que exercem suas funções em Unidades de
Terapia Intensiva (UTI geral) adulto no município de Caruaru - PE, sobre Pressão Intra
Abdominal (PIA) sua mensuração e a Síndrome do Compartimento Abdominal (SCA).
MÉTODO
Estudo transversal, de natureza descritiva, desenvolvido em Unidades de Terapia
Intensiva (UTI Geral Adulto) localizadas no município de Caruaru - PE. As unidades de
terapia intensivas em questão estão distribuídas em instituições hospitalares referências,
estas contempladas nos âmbitos estadual, municipal e privado.
Participaram do estudo enfermeiros que estavam exercendo suas funções na escala
de serviço no período de agosto a setembro de 2011 e consequentemente receberam
informações a respeito do objeto a ser pesquisado, da influencia de sua participação e
dos riscos/benefícios do estudo, como também concordaram previamente em colaborar
com a pesquisa mediante a assinatura do TCLE (Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido).
Considerou-se com critérios de inclusão: todos os profissionais enfermeiros que se
encontravam em efetivo exercício e aceitaram participar da pesquisa, excetuando-se
àqueles que por ventura estavam sob atestado, licenças médica, gestação e prêmio e os
que não constituíam o quadro fixo de funcionários.
Utilizou-se como instrumento de coleta de dados um formulário semi-estruturado,
elaborado pelos autores de acordo com a literatura direcionada para a temática. A
primeira sessão do formulário propôs-se a caracterizar o perfil sócio acadêmico dos
sujeitos e a segunda teve a finalidade de investigar o conhecimento dos enfermeiros
sobre a síndrome do compartimento abdominal e suas repercussões sistêmicas, a
mensuração da pressão intra-abdominal e os motivos referidos pelos enfermeiros para a
não mensuração da PIA.
A tabulação dos dados foi organizada em planilhas do Microsoft Office Excel 2007,
fazendo uso de freqüências absolutas e relativas, apresentados sob a forma de tabelas
subseqüente a análise exaustiva dos resultados e referencial teórico, procurando
estabelecer articulação entre os planos empírico e teórico.
Foram respeitados, na pesquisa, os preceitos éticos legais preconizados pela
Resolução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde que regulamenta as pesquisas
envolvendo seres humanos. O projeto de pesquisa foi avaliado e aprovado pelo Comitê
de Ética em Pesquisa do Hospital Agamenon Magalhães, sob o registro CAAE:
0126.0.236.000-11.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram estudados 28 (vinte e oito) profissionais enfermeiros locados em unidades
de terapia intensiva oportunamente distribuídas em instituições de saúde dos âmbitos
estadual, municipal e privado no município de Caruaru. Entretanto optou-se por
demonstrar os dados representativos da categoria em sua totalidade independente da
esfera de atuação profissional, acreditando-se que o fato em questão expressa
qualitativamente o cenário local de unidades de saúde intensivas.
Tabela 1- Características sócio-demográficas dos enfermeiros intensivistas. Caruaru-PE,
2011.
Características
n
%
Feminino
27
96,4
Masculino
01
3,6
20-29
08
28,6
30-39
09
32,1
40-49
10
35,7
≥ 50
01
3,6
Graduação
05
17,9
Especialização/Aperfeiçoamento
14
50
Residência
07
25
Mestrado
02
7,1
< 05 anos
13
46,4
06 – 10 anos
07
25
11 – 15 anos
01
3,6
≥ 16 anos
07
25
< 05 anos
20
71,5
06 – 10 anos
03
10,7
11 – 15 anos
03
10,7
≥ 16 anos
Fonte: Dados Brutos
02
7,1
Sexo
Faixa etária (em anos)
Formação
Tempo de formação
Experiência em UTI
A tabela 1 faz referência às características sócio-demográficas da população em
estudo ordenadas por sexo, faixa etária, formação, tempo de formação e experiência em
atividades de enfermagem exercidas na UTI.
Verificou-se que 96,4% (n=27) dos entrevistados eram do sexo feminino e que
35,7% (n= 35,7%) dos enfermeiros encontram-se na faixa etária compreendida de 40 a
49 anos de idade. Quanto à formação dos mesmos, observa-se que 82,1% (n=23) deles
fizeram especialização, destacando-se que 43,5% (n=10) dos sujeitos afirmam ser pós
graduados em Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva. Ressalta-se que no grupo
estudado há dois mestres, sendo um deles mestre em enfermagem do trabalho e o outro
em ciências da saúde.
No que diz respeito ao tempo de formação, 46,4% (n=13) têm menos de cinco
anos de atuação profissional e 71,5% (n=20) possuem menos de cinco anos de
experiência em terapia intensiva.
Partindo desse pressuposto, a preparação específica da equipe de enfermagem para
o desempenho de suas atividades laborais torna-se fundamental em unidades de terapia
intensiva o que é percebido entre os enfermeiros responsáveis pelos cuidados nos
presentes hospitais mediante predomínio da busca pela qualificação.
Verificando a habilidade do enfermeiro em descrever o conceito da síndrome do
compartimento intra-abdominal, observou-se que 67,9% (n=19) dos profissionais
afirmaram estar ciente do significado da SCA, seguidos de 28,5% (n=08) dos sujeitos
que não souberam defini-lo satisfatoriamente e 3,6% (n=01) que relatou desconhecer o
evento patológico em questão.
Contudo, dentre os que afirmaram estar ciente da definição da SCA, apenas 21%
(n=4) descreveram a síndrome aproximando-se das fontes literárias, os 79% restante
(n=15) mesmo afirmando ciência não conseguiram expressar coerentemente as
características que determinam a doença, sendo citados aleatoriamente alguns achados
que podem ocorrer na patologia.
Os entendimentos proferidos pelos enfermeiros quanto à caracterização da SCA
foram descritos como fato ou situação que representa:
“Comprometimento das funções
dos órgãos do aparelho digestivo”; “Quando as estruturas abdominais por algum fator
não cabem no seu espaço gerando uma tensão”; “Rigidez abdominal a palpação, edema
devido à diminuição da circulação e oxigenoterapia” e o “Aumento do volume podendo
haver comprometimento dos órgãos, evoluindo para distensão severa.”
Tais conceitos acima não representam fielmente o que ressalta as literaturas
especializadas, que definem a SCA como estado mórbido de deterioração da fisiologia
respiratória, cardiovascular, renal, esplênica e/ou do sistema nervoso central, provocada
por hipertensão intra-abdominal(5,6,7,8-9).
Reforçando a definição acima estudo realizado em uma Unidade de Terapia
Intensiva do Hospital Universitário de Curitiba relata que a síndrome compartimental
abdominal (SCA) é conseqüente de um aumento agudo na pressão intra-abdominal
(PIA), o que promove alterações fisiológicas adversas nos sistemas cardiovascular, renal
e pulmonar, levando a falência orgânica e óbito(10). Podendo também ser definida como
um conjunto de disfunções orgânicas, decorrentes do aumento da PIA onde o aumento
de volume de qualquer uma das estruturas abdominais pode resultar em elevações da
PIA(11).
Tabela 2 Conhecimento dos enfermeiros intensivistas sobre a mensuração da PIA.
Caruaru-PE, 2011.
Conhecimento
do
mensuração da PIA
enfermeiro
sobre
n
%
22
78,6
Intraperitoneal
05
17,9
Outras
01
3,5
Via de mensuração
Intravesical
Frequencia de mensuração
A cada 04 horas
05
17,8
Entre 04 – 08 horas
16
57,2
A cada 12 horas
04
14,3
Quando clinicamente indicado
02
7,1
Não soube informar
01
3,6
Trendelemburg reversa
03
10,7
Posição supina
23
82,1
Decúbito lateral esquerdo
01
3,6
Não soube informar
01
3,6
00 – 25 ml
05
17,8
25 – 50 ml
08
28,6
50 – 100 ml
09
32,2
> 100 ml
01
3,6
Não soube informar
05
17,8
-02 a +05 mmHg
05
17,9
-05 a +15 mmHg
07
25
+10 a +20 mmHg
03
10,7
13
46,4
Posicionamento do paciente
Volume de liquido injetado
Valor normal da PIA
Não soube informar
Fonte: Dados brutos
78,6% (n= 22) informaram ser a via intravesical o sítio de escolha para realização
da técnica e 57,2% (n=16) mencionaram o período de verificação da mensuração em
uma freqüência compreendida entre 04 e 08 horas. Em relação ao posicionamento do
paciente, 82,1% afirmaram ser a posição supina a mais apropriada e 32,2% (n=09)
referiram que o volume a ser injetado no paciente anteriormente a realização da técnica
deve está entre 50 e 100ml.
Salienta-se que a mensuração da pressão intra-abdominal (PIA) deve ser utilizada
como diagnóstico para todos os pacientes admitidos na UTI com pelo menos dois fatores
de risco para Hipertensão Intra-abdominal (HIA) e Síndrome do Compartimento
Abdominal (SCA) associados com novas ou progressivas disfunções orgânicas(12).
Segundo estudo de revisão literária desenvolvido pela UNIFESP(13) a mensuração da
PIA pode ser feita de forma direta ou indireta, devendo sempre ser medida em mmHg e
com o paciente em posição supina ao final da expiração. Reforça ainda que a verificação
direta é realizada pela introdução de um cateter ou agulha na cavidade peritoneal,
conectado a um equipo e um manômetro de pressão enquanto o método indireto é mais
utilizado e é realizado através da pressão intravesical, com o paciente em uso de sonda
vesical de demora. Podendo ainda ser monitorada, também, através da medida da
pressão intra-gástrica e da veia cava superior(1).
Investigação prospectiva realizada em um centro de trauma no estado de Sergipe9
comunga da mesma idéia em relação ao método indireto, ao afirmar que a técnica
utilizada para diagnóstico de hipertensão intra-abdominal é de fácil execução, baixo custo
e eficiência comprovada, fazendo da mensuração da PIA pela técnica de Kron
(mensuração intra vesical) bastante oportuna para o diagnóstico da HIA.
Referente à freqüência com a qual a medida da PIA é empregada, percebe-se que
são heterogêneas as informações obtidas nas fontes literárias específicas, podendo
influenciar de forma negativa para o estabelecimento de um protocolo para a rotina do
setor. Encontram-se descritos intervalos de 4, 8, 12 ou 24 horas e até mesmo apenas
quando clinicamente indicado, ou seja, sem periodicidade definida(14). Devendo-se
enfatizar o achado referente a periodicidade de mensuração, pois, coincidentemente o
mesmo resultado destacou-se como preferência de 60% dos médicos intensivistas
abordados em estudo similar(14).
Observou-se também que não há consenso entre os autores quanto ao volume de
liquido injetado no paciente para a realização da técnica da mensuração indireta da PIA.
No entanto a Sociedade Mundial de Síndrome do Compartimento Abdominal
(SMSCA) recomenda a instilação de um volume máximo de 25 ml de solução salina
estéril(15). Estudos recentes reforçam as proposições da SMSC indicando infundir 1ml/kg
para crianças de até sete anos de idade e para crianças maiores e adultos até um
máximo de 25ml de solução salina na bexiga, ou de acordo com o protocolo
institucional(2, 4, 12).
Sugere-se adicionalmente que todos os locais de atendimento que realizem a
mensuração da PIA possuam protocolos relativos a diretrizes de execução da técnica,
bem como cuidados de enfermagem direcionados aos pacientes antes, durante e após o
procedimento, incluindo a avaliação dos resultados esperados(4).
Observou-se divergências entre os enfermeiros , quando questionados sobre os
valores pressóricos normais da PIA, onde aproximadamente 82,1% (n=23) dos
entrevistados equivocaram-se ou não souberam informar. O êxito sobre o parâmetro
clínico em questão foi visualizado em apenas 17,9% (n=05) dos pesquisados.
Nessa perspectiva a Sociedade Mundial de Síndrome Compartimental Abdominal
lançou as bases consensuais para diagnóstico e tratamento da patologia propondo uma
escala de graduação dos valores de HIA em 4 tipos: Grau I entre 12 a 15 mmHg, grau II
compreendida entre 16 a 20 mmHg, grau III entre 21 a 25 mmHg e grau IV
caracterizada com um valor acima de 25 mmHg(16,17-12) .
Para a medicina baseada em evidências(2), a HIA pode ser sub classificada de
acordo com a duração dos sintomas e há quatro formas de ocorrências: hiperaguda,
aguda, subaguda e crônica. Dentre estas destaca-se a HIA aguda que possui estreita
relação com a SCA desenvolvendo-se por um período de horas e principalmente em
pacientes cirúrgicos, associado ao trauma ou hemorragia intra-abdominal.
Os pacientes com a SCA apresentam-se gravemente enfermos e mesmo com os
cuidados adequados o índice de mortalidade é elevado, sendo o prognóstico afetado
negativamente quando na ocorrência de inadequada condução terapêutica. Entretanto, a
adoção de medidas de intervenção precoces e a utilização de técnicas apropriadas ao
controle de danos são asseguradas mediante ações como o rápido encaminhamento dos
pacientes ao centro cirúrgico, estabilização hemodinâmica e correta monitorização da
PIA, reduzindo assim a morbidade e a mortalidade(10).
Indagados sobre o material para a realização da mensuração da PIA, 42,8% (n=12)
dos enfermeiros souberam citar todo o material necessário para a realização da
mensuração indireta (intravesical) da PIA.
Enfatiza-se que quantitativo expressivo de enfermeiros possui conhecimento dos
dispositivos previstos para realização da técnica de Kron, o que se configura como ponto
positivo para a categoria mesmo não se constituindo prática contínua das instituições de
trabalho dos sujeitos.
O quadro 1 diz respeito as informações pertinentes a realização da técnica de Kron
referenciadas nas literaturas especializadas(4,9,11,14). Tal método é conhecido também
como mensuração indireta ou verificação por via intravesical.
Quadro 1 - Procedimento para mensuração da PIA (técnica de KRON)
Procedimento para mensuração da PIA
1- Reunir o material necessário;
2- Esclarecer ao paciente sobre o procedimento a ser realizado;
3- Higienizar as mãos;
4- Posicionar o paciente em posição supina;
5- Calçar luvas estéreis;
6- Introduzir cateter de Foley de duas ou três vias mantendo aberto para drenagem
do conteúdo vesical em sistema fechado esvaziando a bexiga;
7- Adaptar o transdutor de pressão ou a coluna de água em um suporte,
posicionando ao lado do paciente, sendo à linha axilar média, considerada o
ponto “zero” do paciente para a fita calibrada em centímetros;
8- Clampear a via de drenagem do cateter;
9- Realizar a anti-sepsia da via de aspiração, com solução alcoólica 70%;
10-Puncionar a via de aspiração do coletor com agulha calibre 16 ou 18;
11-Utilizar o sistema de mensuração adequado de acordo com o protocolo
institucional;
12-Infundir 1ml/kg para crianças de até sete anos de idade e para crianças maiores
e adultos até um máximo de 25ml de solução salina para o interior da bexiga, ou
de acordo com o protocolo institucional;
13-Realizar a leitura da pressão intra-abdominal no final da expiração, no monitor de
pressão ou na coluna de solução salina após a estabilização, o valor é registrado
com base na altura da coluna em relação ao ponto zero;
14-Desclampear a via de drenagem da bolsa;
15-Desconte o volume infundido do débito urinário, a cada mensuração da PIA;
16-Documentar a realização do procedimento e os valores pressóricos no prontuário
do paciente, avaliando a evolução clínica deste e os resultados dos cuidados de
enfermagem
A tabela 3 descreve o conhecimento dos enfermeiros sobre as características
clínicas observadas nos pacientes que elevam os níveis pressóricos intra-abdominais e
que contribuem substancialmente para evolução da SCA. Ressalta-se que 67,8% (n=19)
dos enfermeiros conseguiram evidenciar alterações orgânicas sugestivas da hipertensão
intra-abdominal (HIA).
As repercussões sistêmicas resultantes deste aumento da PIA são vastas e de
impacto notável sobre diversos aparelhos e sistemas. Ressalta-se que qualquer insulto
que cause um aumento da pressão abdominal pode levar a SCA(12). Os sistemas
fisiológicos freqüentemente comprometidos são o renal, trato gastrintestinal, hepático,
nervoso central, cardiovascular e respiratório.
Tabela 3 Indicações clínicas para mensuração da pressão intra-abdominal segundo
enfermeiros intensivistas. Caruaru-PE, 2011.
Indicações clínicas para mensuração da
PIA
n
%
Laparotomia associado a fatores de
risco
(oligúria,
dispnéia
e
desorientação)
19
67,8
Laparotomia de urgência
reposição volêmica
03
10,7
Ventilação
mecânica
invasiva
associada a drogas vasoativas
05
17,8
Desconforto abdominal e sudorese
intensa
04
14,3
01
3,6
Não soube informar
Fonte: Dados brutos
e
após
Observam-se também alterações na parede abdominal e complicações metabólicas
na ocorrência de tais patologias. O aumento da PIA leva a redução da perfusão da parede
abdominal, o que aumenta consideravelmente as complicações pós-operatórias, como
deiscência de sutura, herniação e fasceíte necrotizante. O desenvolvimento de acidose
metabólica bem como a liberação de citocinas é devido a redução do débito cardíaco
(DC) e isquemia tecidual intra e extra-abdominal (acidose lática), comprometimento
renal (IRA) e ao hipermetabolismo, com o aumento da geração de ácidos não-voláteis.
Portanto a acidose metabólica pura, e muitas vezes mista vista na HIA e SCA, reflete
principalmente a gravidade e intensidade dos comprometimentos orgânicos(18).
A tabela 4 demonstra o entendimento dos enfermeiros sobre as alterações
fisiológicas seqüenciais ocorridas na SCA que podem vir a comprometer o sistema
nervoso central.
Nota-se que 50% (n=14) dos enfermeiros abordados conseguem identificar as
alterações em cadeia responsáveis pela lesão do SNC,
que
em
situação
extrema
é
caracterizado pelo aumento da PIC.
Tabela 4 Alterações fisiológicas seqüenciais comprometedoras do sistema nervoso
central na ocorrência da síndrome do compartimento abdominal segundo enfermeiros
intensivistas. Caruaru-PE, 2011.
Alterações fisiológicas em cadeia que
lesionam o SNC
n
%
Aumento da pressão intratorácica →
aumento da PVC → diminuição do
retorno venoso → edema cerebral →
aumento da PIC.
14
50
Aumento da tensão abdominal →
ventilação inadequada → hipoxemia
→ edema cerebral.
04
14,2
Aumento da pressão intra-abdominal
→ compressão torácica diminuída →
ventilação inadequada → dispnéia →
crise convulsiva.
07
25
Aumento da pressão arterial →
ventilação
inadequada
→
desorientação → aneurisma cerebral.
01
3,6
02
7,2
Não soube informar
Fonte: Dados brutos
A literatura afirma que a SCA promove alterações fisiológicas adversas devido ao
acometimento principalmente dos sistemas cardiovascular, renal e respiratório(10). Sendo
na maioria das vezes, apenas esses os sistemas de maior relevância clinica. É oportuno
enfatizar que a elevação da pressão intra-abdominal e intratorácica ocasionam o
aumento da pressão venosa central alterando assim a pressão intracraniana. Por isso
torna-se fundamental a monitorização adequada da PIA em pacientes vítimas de
traumatismo craniano com lesão abdominal associada, já que há interação entre as
pressões intra abdominal, intratorácica e intracraniana. Tal combinação em pacientes
com hipotensão pode acarretar a diminuição da perfusão cerebral, e distúrbios como
isquemia cerebral(19).
Apesar de não ser o aparelho fisiológico inicialmente comprometido, infere-se que a
lesão do SNC pode ser em virtude da ausência de condutas adequadas ou insuficiência de
recursos terapêuticos. Entretanto percebe-se no estudo, que o enfermeiro foi capaz de
identificar e compreender as repercussões sistêmicas relacionadas, distanciando-se assim
da visão em foco que limita a assistência.
Pesquisa recente(12), afirma que a sensibilidade do exame físico na detecção dos
agravos ocasionados pela patologia tem se demonstrado muito baixa (40 – 60%) o que
pode ser útil ferramenta diagnóstica. Ressalta ainda que o reconhecimento do complexo
Hipertensão Intra-Abdominal/ Síndrome Compartimental Abdominal é subdiagnósticado.
Quando questionados se já haviam mensurado a pressão intra-abdominal entre os
clientes assistidos apenas 61% (n=17) dos enfermeiros responderam positivamente,
porém de forma esporádica, evidenciando os motivos pelos quais não mensuram a
pressão intra-abdominal.
A tabela 05 diz respeito aos principais motivos proferidos pelos enfermeiros para a
não mensuração rotineira da PIA. Observa-se que 100% (n=28) afirmam não ser rotina
da instituição a realização do procedimento, seguido por 67,8% (n=19) que relatam não
realizar o procedimento por não ser solicitado.
Tabela 5 Motivos pelos quais NÃO se mensura a pressão intra-abdominal rotineiramente
segundo enfermeiros intensivistas. Caruaru, 2011.
Motivos pelos quais não se mensura a
pressão intra-abdominal
n
%
Não sabe como medir
07
25
Não sabe o material necessário
05
17,8
04
14,3
03
10,7
Não é solicitado
19
67,8
Nunca foi solicitado
Nunca trabalhou com
com HIA
07
25
04
14,3
28
100
Não tem oportunidade
Não sabe como interpretar
resultados da mensuração
os
paciente
Não é rotina do setor
Fonte: Dados brutos
* Respostas múltiplas de 28 entrevistados na pesquisa.
Machado(4) afirma em seus relatos que a mensuração da PIA é um procedimento de
indicação médica, como qualquer outro na área de avaliação de monitorização invasiva,
porém, reforça ainda que o ato médico é a referência do procedimento, contudo é de
competência privativa do enfermeiro a realização da monitoração, corroborando os dados
encontrados referente aos 67,8% (n=19) que relatam o fato de “não ser solicitado” como
explicação para a não realização da mensuração dos níveis pressóricos intra-abdominais.
Vale salientar, que apesar de expresso de forma muito discreta apenas 14,3% (n=04)
dos profissionais nunca trabalharam com pacientes com HIA ou SCA.
CONCLUSÃO
Este estudo permitiu investigar a compreensão dos profissionais enfermeiros que
lidam com pacientes críticos e com diagnóstico de síndrome do compartimental
abdominal em unidades de terapia intensiva. Tais enfermeiros estavam locados em
instituições de saúde distintas da cidade de Caruaru – PE, gerenciadas pelas secretarias
de saúde do estado, município e a terceira de administração privada.
Os serviços de saúde em foco prestam atendimento a pacientes clinicamente
comprometidos, entretanto, com perfis de internamento específicos. Em virtude destas
propostas de trabalho referenciais e as demandas individualizadas de atendimento,
oportunidades diferenciadas de manejo são vivenciadas pelos enfermeiros uma vez que o
desenvolvimento da síndrome do compartimento abdominal está associada a condições
específicas que determinam a referência e contra referência dos clientes potencialmente
assistidos. Em muitos casos esse paciente não faz parte da realidade da instituição.
Entre os profissionais abordados evidenciou-se a especialização em UTI em parcela
significativa, configurando uma equipe qualificada e compromissada com a assistência. O
fato em questão denota um fator importante e enaltecedor para o município, uma vez
que o mesmo é considerado referência para as regiões circunvizinhas.
Entretanto, notou-se dificuldade na maioria desses profissionais em discutir sobre
o tema abordado, justificado provavelmente por ser um conteúdo não contemplado nos
planos de curso de graduação aliado a particularidade de ser uma situação clínica de
baixa freqüência na vivência destes profissionais.
O tema em questão possui relevância entre os intensivistas devido às numerosas
implicações orgânicas intra- e extra-abdominais e incapacidades resultantes da evolução
clínica dos pacientes comprometendo praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo,
de modo direto ou indireto, representando inclusive causa significante de morbidade e
mortalidade.
Percebeu-se durante a coleta dos dados, a curiosidade de todos os profissionais
abordados, induzindo-os a interessar-se pelo tema e provocando nos mesmos a busca
pelo conhecimento. A aplicação do formulário despertou igualmente o interesse e
inclinação dos demais profissionais que por ventura souberam da pesquisa.
A escassez das fontes literárias, bem como ausência de estudos nacionais
consistentes sobre SCA e monitorização da pressão intra-abdominal constituíram-se
como fatores limitantes da pesquisa. Atenção especial deve ser dispensada para as
informações heterogêneas descritas nas investigações e pesquisas, podendo influenciar
negativamente
o
estabelecimento
de
protocolos
para
a
rotina
das
instituições
interessadas.
Baseando-se nos achados do estudo, alertamos aos responsáveis por coordenar
serviços de saúde dessa natureza e principalmente os coordenadores dos cursos de
graduação ou especializações na área, a necessidade de investimento e o conhecimento
sobre a patologia e que o empenho vem desde a formação do profissional, humanizado e
qualificado com uma boa fundamentação teórica.
É notório que os enfermeiros das Unidades de Terapia Intensiva, assim como todos
os outros enfermeiros que atuam em outros setores necessitam de educação continuada,
visando à máxima qualidade e capacidade técnica. Por fim, a enfermagem é relevante
nesse contexto com papel e funções definidas.
REFERÊNCIAS
1 -
Souza AL Jr, Porta RMP, Poggetti RS. Síndrome compartimental abdominal. In:
Martins HS, Damasceno MCT, Awada SB. Pronto-socorro: Condutas do Hospital das
Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Barueri - SP: Editora
Manole Ltda, 1ª edição. 2007. p. 1412-1415.
2 –
Azevedo LCP, Oliveira AR, Ladeira JP, Velasco IT. Medicina Intensiva baseada em
evidências. São Paulo: Editora Atheneu; 2009. Sindrome do compartimento abdominal.
3 -
Bisinelli F, Mendes M, Lourenço TM. Monitorização da pressão intra abdominal:
Conhecimento da equipe de enfermagem. Boletim de enfermagem. 2008; 02.
4 – Machado AF. Mensuração de pressão intra-abdominal. Conselho Regional de
Enfermagem de São Paulo, COREN - SP. 2009.
5 –
Jurkovich GD, Carrico CJ – “Trauma”. In Sabiston CD, Lyerli HK – Tratado de
cirurgia. As bases da prática cirúrgica moderna. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan,
1999, pp. 279- 319.
6 – Ivatury RR, Diebel L, Porter JM, et al. Intra-abdominal hypertension and the
abdominal compartment syndrome. Surg Clin North Am. 1997, 77(4): 783-800.
7 – Feliciano DV, Burch JM – Towel clips, silos, and heroic form of wound clousure. In
Maull KI, Cleveland HC, Feliciano DV, et al (eds) – Advances in trauma and critical care.
Chicago, Year Book Medical Publishers, 1991, vol. 6, pp. 231-250.
8 – Ivatury RR, Porter JM, Simon RJ, et al. – Intra-abdominal hypertension after life–
threatening penetrating abdominal trauma: prophylaxis, incidence and clinical relevance
to gastric mucosal pH and abdominal compartment syndrome. J Trauma. 1998, 44(6):
1016 – 1023.
9 – Prado LFA, Alves Júnior A, Cardoso ES, Andrade RS, Andrade RS, Fernandes MKl.
Pressão intra-abdominal em pacientes com trauma abdominal. Rev Col Bras Cir. 2005;
32(2). p. 83-89.
10 - Von Bahten LC, Guimarães PSF. Manuseio da síndrome compartimental abdominal
em unidade de tratamento intensivo. Rev Col Bras Cir. [on line] 2006; 33(3). p.146-150.
11 – Andrade JI. A síndrome de compartimento do abdome. Medicina, Ribeirão Preto,
1998; 31: 563-567.
12 – Zeni M, Gieburowski Júnior RL, Silva AB. Síndrome compartimental abdominal:
rotinas do serviço de cirurgia geral do Hospital Governador Celso Ramos. Associação
médica brasileira: Arquivos Catarinenses de Medicina, [on line]. 2010; 39(1). p. 97-102.
13 - Silva M. Mensuração da Pressão Intra-Abdominal em Pacientes Criticamente Graves.
clinicamedicaepm.wordpress.com/
.../mensuração-da-pressao-intra-abdominal-em-
pacientes-criticamente-graves.10f., 2008.
14 – Japiassú AM, Falcão H, Freitas F, Feitas S, Souza PCP, Lanes R, et al. Mensuração da
pressão intra-abdominal nas unidades de tratamento intensivo: A opinião dos médicos
intensivistas. Rev Bras Ter Intens, 2007; 19(2). p. 186–191.
15 – Oliveira VC, Souza ACC. Pressão intra-abdominal: Parâmetro vital para a assistência
de enfermagem ao paciente crítico. In: 61º Congresso Brasileiro de Enfermagem; 2009
dez. 7-10; Fortaleza, BR, Ceará: CBEn; 2009. p. 5293-5296.
16 – Malbrain ML. et al. Results from the International Conference of Experts on Intraabdominal
Hypertension
and
Abdominal
Compartment
Syndrome.
I.
Definitions.
Intensive Care Med. 2006; 32: 1722 – 1732.
17 - Cheatham ML, Malbrain ML. et al. Results from the International Conference of
Experts on Intra-abdominal Hypertension and Abdominal Compartment Syndrome II.
Recomendations. Intensive Care Med. 2007; 33: 951-962.
18 – Santos JFG. Síndrome compartimental abdominal. In: Ratton JLA. Emergências
médicas e terapia intensiva. Rio de Janeiro. Editora Guanabara Koogan. 2005.
19
–Bersani
AL,
Gomes
JO,
Braga
ILS,
Guimarães
HP,
Lopes
compartimental abdominal. Rev Bras Clin Med. 2009; 7. p. 313-321.
RD.
Síndrome
Apêndice D
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
Declaro, por meio deste termo, que concordei em participar na pesquisa de campo
intitulada SÍNDROME DO COMPARTIMENTO ABDOMINAL E O CONHECIMENTO
DO ENFERMEIRO SOBRE A MENSURAÇÃO DA PRESSÃO INTRA-ABDOMINAL EM
UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA DE CARUARU-PE desenvolvido pelo acadêmico
Gleidson Monteiro dos Santos, orientado pela Profª Msc Emanuela Batista Ferreira.
Afirmo que aceitei participar de livre e espontânea vontade, sem receber qualquer
incentivo financeiro ou ter qualquer ônus, com a finalidade exclusiva de colaborar para o
sucesso da pesquisa. Fui informado dos objetivos estritamente acadêmicos do estudo, que, em
linhas gerais é analisar o conhecimento dos enfermeiros que exercem suas funções em
Unidades de Terapia Intensiva (UTI geral) do município de Caruaru - PE, sobre Pressão Intra
Abdominal (PIA), sua monitorização e a Síndrome do Compartimento Abdominal (SCA).
Fui também esclarecido (a) de que o uso das informações por mim oferecidas estão
submetidos às normas éticas destinadas à pesquisas envolvendo seres humanos, da Comissão
Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde, do Ministério da
Saúde.
Minha colaboração se fará anônima por meio de um instrumento de coleta composto
por questões fechadas, abertas e de múltipla escolha, a ser utilizado a partir da assinatura desta
autorização e preenchimento do mesmo. O acesso e análise dos dados coletados se farão
apenas pelo pesquisador e sua orientadora.
Fui ainda informado (a) de que posso me retirar dessa pesquisa a qualquer momento,
sem sofrer quaisquer sanções ou constrangimento.
Atesto recebimento de uma cópia deste Termo de Consentimento Livre e Esclarecido,
conforme recomendações da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e observo
que abaixo está disponibilizado nomes e telefones para contato, caso tenha alguma dúvida
sobre o projeto e sua participação ou queira fazer alguma reclamação.
Aluno pesquisador: Gleidson Monteiro dos santos. Telefone: (81) 9602-2215/ 9483-6723
Professora responsável: Emanuela Batista Ferreira.Telefone profissional:(81) 3722-8080
Caruaru, ____de ________ de 2011
___________________________________________
Assinatura do participante
Apêndice E
FORMULÁRIO DE ENTREVISTA
1- Unidade de Lotação: ____________________________________________________
2- Sexo: [ ] feminino [ ] masculino
3- Idade: ________________________
4- Titulação do Enfermeiro:
[ ] Graduação
[ ] Especialização
[ ] Residência
[ ] Mestrado
[ ] Doutorado
[ ] Pós-doutorado
Se pós graduado, informar a especialização:__________________________________
5- Quantos anos de experiência após a graduação em Enfermagem?
_____________________________________________________
6- Quantos anos de experiência em atividades de enfermagem exercidas na UTI?
_____________________________________________________
7- Relacionado ao nível de satisfação, como você considera-se exercendo suas atividades
neste setor (UTI)?
[ ] insatisfeito(a)
[ ] satisfeito(a) [ ] muito satisfeito(a)
8- Você esta ciente do conceito de Síndrome do Compartimento Abdominal?
[ ] sim
[ ] não
[ ] nunca ouvi falar
Se SIM, informe o conceito que você tem em mente:___________________________
_____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
9- Qual a via mais utilizada para a mensuração da pressão intra-abdominal?
[ ] intravesical
[ ] intraperitoneal
[ ] gástrica [ ] outra (especifique):
_____________________________________________________________________
10- Em que posição o paciente deverá estar para realização da técnica?
a) Posição de Sims
b) Trendelemburg reversa
c) Posição supina
d) Posição ginecológica
e) Decúbito lateral esquerdo
11- Qual o material utilizado para a mensuração indireta da pressão intra-abdominal?
a) Transdutor de pressão ou manômetro ou coluna de água, sonda de Foley, coletor
fechado, luvas estéreis, seringa de 20ml, agulha calibre 16, água destilada, solução
salina a 0,9% e material para assepsia;
b) Transdutor de pressão ou coluna de água, cateter gástrico, coletor fechado, luvas
de procedimentos, seringa de 60ml,água destilada e solução salina a 0,9%;
c) Transdutor de pressão ou manômetro ou coluna de água, sonda de Foley, coletor
fechado, luvas de procedimentos, seringa de 20ml, água destilada e solução salina
a 0,9%;
d) Transdutor de pressão, cateter intraperitoneal;
e) Todas estão incorretas.
12- Qual é o volume de líquido a ser injetado pelo cateter, antes da mensuração da
pressão intra-abdominal?
a) 0-25ml
b) 26-50ml
c) 51-100ml
d) >100ml
e) Não sabe
13- Qual o valor normal da pressão intra-abdominal?
a) - 02 a +05mmHg
b) - 05 a +15mmHg
c) +10 a +20mmHg
d)
00 a +12mmHg
e) Não sabe
14- Para que tipo de paciente indica-se a mensuração da pressão intra-abdominal?
a) Todos os pacientes após laparotomia internados na UTI com dois ou mais fatores
de risco;
b) Apenas após reposição volêmica maciça e laparotomia de urgência;
c) Qualquer paciente em ventilação mecânica invasiva utilizando drogas vaso -ativas;
d) Pacientes com desconforto abdominal e sudorese intensa
e) Não sabe
15- Qual é a freqüência ideal em horas por dia, da mensuração da pressão intra-abdominal
a ser utilizada como rotina em pacientes com indicação?
a) A cada 04 horas
b) Entre 04 e 08 horas
c) A cada 12 horas
d) A cada 24 horas
e) Somente quando clinicamente indicado
16- Quais os principais sinais e sintomas relacionados ao sistema respiratório causados
pela hipertensão intra-abdominal?
a) hipercapnia, hipoxemia e atelectasia alveolar
b) ventilação inadequada, dispnéia e desorientação
c) redução da complacência torácica, edema alveolar e anúria
d) desorientação, desconforto respiratório e edema alveolar
e) não sabe
17- As principais alterações em cadeia que lesam o sistema nervoso central, causadas pela
síndrome do compartimento abdominal são:
a) Aumento da pressão intratorácica, aumento da PVC, diminuição do retorno
venoso, edema cerebral e aumento da PIC.
b) Aumento da tensão abdominal, ventilação inadequada, hipoxemia e edema
cerebral.
c) Aumento da pressão intra-abdominal, compressão torácica diminuída, ventilação
inadequada, dispnéia e crise convulsiva.
d) Aumento da pressão arterial, ventilação inadequada, desorientação e aneurisma
cerebral.
e) Aumento da pressão torácica, diminuição da PVC, ventilação inadequada,
hipoxemia e AVC isquêmico.
18- Você já mediu a pressão intra-abdominal em algum de seus pacientes?
[ ] sim
[ ] não
19- Se você rotineiramente NÃO mensura a pressão intra-abdominal, é porque ( pode
marcar 1 ou mais opções):
1- [
] Não sabe como medir
2- [
] Não sabe o material necessário
3- [
] Sente que é perda de tempo
4- [
] Não tem oportunidade
5- [
] Não sabe como interpretar os resultados da mensuração
6- [
] Não é solicitado
7- [
] Nunca foi solicitado
8- [
] Nunca trabalhou com pacientes com hipertensão intra-abdominal
9- [ ] Não é rotina do setor
ANEXO 3
ANEXO 4
CATEGORIA DOS ARTIGOS
Artigos Originais: são trabalhos resultantes de pesquisa original, de natureza
quantitativa ou qualitativa, que agreguem inovações e avanços na produção do
conhecimento científico. Máximo de 15 laudas.
Artigos de Revisão: serão aceitas apenas revisões sistemáticas ou revisões
integrativas de literatura, que sejam fundamentadas em referencial metodológico
adequado ao objeto de estudo e alcance pretendidos, organizadas por procedimentos
rigorosos e detalhados na condução da pesquisa. Máximo de 15 laudas.
Artigos de Atualização: são trabalhos que tem por objetivo a descrição, interpretação
sobre determinado assunto, considerado relevante ou pertinente na atualidade. Máximo
15 laudas. (apenas para os manuscritos encaminhados até 02/09/2010).
Relatos de caso/experiência: se caracterizam pela apresentação de relatos de caso ou
experiência, de conteúdo inédito ou relevante, devendo estar amparada em referencial
teórico que dê subsídios a sua análise. Máximo de 10 laudas.(apenas para os
manuscritos encaminhados até 02/09/2010).
Editorial: destina-se a publicação da opinião oficial da revista sobre temas relevantes da
área de Enfermagem e Saúde
ESTRUTURA DO ARTIGO
Os manuscritos devem ser estruturados de forma convencional, contemplando os
itens introdução, métodos, resultados, discussão e conclusão. O conteúdo do texto deve
expressar contribuições do estudo para o avanço do conhecimento na área da
enfermagem.
Introdução: texto breve, que apresente de forma clara e objetiva o problema estudado,
fundamentado em referencial teórico pertinente e atualizado. Deve ser enfatizada a
relevância da pesquisa em razão de lacunas do conhecimento identificadas e sua
justificativa. Ao final devem-se apresentar os objetivos da pesquisa.
Métodos: Definir tipo de estudo, local e período em que a pesquisa foi realizada.
Apresentar fonte de dados, delimitando, no caso da população estudada, os critérios para
inclusão e exclusão e seleção do número de sujeitos. Detalhar procedimentos de coleta e
fundamentos da análise de dados, incluindo-se conteúdo dos instrumentos de coleta de
dados. Pesquisas realizadas no Brasil devem explicitar cuidados éticos, informando
aplicação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para pesquisas com seres
humanos e numero de aprovação da pesquisa em comitê de ética em pesquisa. Autores
estrangeiros devem informar os procedimentos adotados no país de origem da pesquisa.
Resultados: devem ser apresentados de forma clara e objetiva, sem incluir
interpretações ou comentários pessoais. Resultados expressos em tabelas e figuras são
encorajados, evitando-se a repetição das informações em forma de texto.
Discussão: deve ser concebida a partir dos dados e resultados obtidos, enfatizando as
inovações decorrentes da investigação, evitando-se a repetição de informações
apresentadas em seções anteriores (introdução, método e resultados). Todos os
resultados devem ser discutidos, devendo-se buscar apoio em referencial teórico
estritamente pertinente, atualizado e que permita identificar concordâncias e
divergências com outras pesquisas já publicadas.
Conclusão: texto articulado a partir dos objetivos do estudo, fundamentado nas
evidências encontradas a partir da investigação. Deve mostrar claramente o alcance do
estudo, iniciando-se por conclusões gerais que possam ser detalhadas e fundamentadas
ao longo do item. Se pertinente podem ser apresentadas limitações identificadas e
lacunas decorrentes da realização da investigação. Generalizações, quando pertinentes,
são incentivadas.
FORMATAÇÃO DO MANUSCRITO
•
•
•
•
•
•
Formato .doc;
Papel tamanho A4;
Margens de 2,5 cm;
Letra tipo Verdana, tamanho 10;
Espaçamento 1,5 entre linhas em todo o texto;
Parágrafos alinhados em 1,0 cm.
INSTRUÇÕES PARA O PREPARO DOS MANUSCRITOS
Título: Deve ser apresentado em alinhamento justificado, em negrito, conciso,
informativo em até 15 palavras. Use maiúsculo somente na primeira letra do título que
deve ser apresentada nas versões da língua portuguesa, inglesa e espanhola. Não utilizar
abreviações no título e no resumo. A sequência de apresentação dos mesmos deve ser
iniciada pelo idioma em que o artigo estiver escrito.
Autoria:
•
•
•
A autoria dos manuscritos deve expressar a contribuição de cada uma das
pessoas listadas como autores, no que se refere, à concepção e planejamento do
projeto de pesquisa, obtenção ou análise e interpretação dos dados, redação e
revisão crítica.
A identificação de cada autor deve ser feita somente pelo sistema de submissão.
Devem ser apresentadas as seguintes informações: nome(s) completo(s) do(s)
autor(es), formação universitária, titulação, instituição de origem e e-mail,
preferencialmente, institucional.
Resumo: Deve ser apresentado na primeira página do trabalho, com no máximo 150
palavras, nas versões em português, inglês (abstract) e espanhol (resumen), na mesma
sequência do titulo.
Descritores: Ao final do resumo devem ser apontados de 3 a 5 descritores que servirão
para indexação dos trabalhos. Para tanto os autores devem utilizar os “Descritores em
Ciências da Saúde” da Biblioteca Virtual em Saúde (http://decs.bvs.br/).
Siglas e abreviações: Para o uso de siglas e abreviações, os termos por extenso, aos
quais estas correspondem, devem preceder sua primeira utilização no texto, a menos
que sejam unidades de medidas padronizadas.
Notas de rodapé: deverão ser indicadas por asteriscos, iniciadas a cada página e
restritas ao mínimo indispensável.
Ilustrações: São permitidas, no máximo, seis tabelas ou figuras que devem estar
inseridas no corpo do texto logo após terem sido mencionadas pela primeira vez. Os
títulos de tabelas e figuras devem conter informações precisas, indicando local do estudo
e ano a que se referem os dados. As ilustrações e seus títulos devem estar centralizados
e sem recuo, não ultrapassando o tamanho de uma folha A4.
Citações: Para citações “ipsis literis” de referências deve-se usar aspas na sequência do
texto. As citações de falas/depoimentos dos sujeitos da pesquisa deverão ser
apresentadas em letra tamanho 10, em estilo itálico e na sequência do texto.
Referências:
•
•
•
•
•
•
Não ultrapassar 20 referências. Estas devem representar e sustentar o estado da
arte sobre o tema, serem atualizadas e procedentes, preferencialmente, de
periódicos qualificados.
Deve-se evitar o uso de dissertações, teses, livros, documentos oficiais e resumos
em anais de eventos. A exatidão das informações nas referências é de
responsabilidade dos autores.
Quando enviadas fora das normas é motivo de atraso no processo de avaliação do
manuscrito.
No texto devem ser numeradas consecutivamente na ordem em que forem
mencionadas pela primeira vez, identificadas por números arábicos sobrescritos
entre parênteses, sem espaços da última palavra para o parêntese, sem menção
aos autores.
Ao fazer a citação sequencial de autores, separe-as por um traço ex. (1-3);
quando intercalados utilize vírgula ex. (2,6,11).
As regras de referência da REE têm como base as normas adotadas pelo Comitê
Internacional de Editores de Revistas Médicas (estilo Vancouver), publicadas no
ICMJE - Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals
(http://www.icmje.org/index.html).
Agradecimentos e Financiamentos: Agradecimentos e/ou indicação das fontes a apoio
de pesquisa deve ser informada ao final do artigo.
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