FACULDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA S/A – SESVALI S/A FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA – FAVIP CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM GLEIDSON MONTEIRO DOS SANTOS SÍNDROME DO COMPARTIMENTO ABDOMINAL E O CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO SOBRE A MENSURAÇÃO DA PRESSÃO INTRA-ABDOMINAL CARUARU 2011 GLEIDSON MONTEIRO DOS SANTOS SÍNDROME DO COMPARTIMENTO ABDOMINAL E O CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO SOBRE A MENSURAÇÃO DA PRESSÃO INTRA-ABDOMINAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade do Vale do Ipojuca, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Enfermagem. Orientadora: Profª MsC. Emanuela Batista Ferreira CARUARU 2011 Catalogação na fonte Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE S237s Santos, Gleidson Monteiro dos. Síndrome do compartimento abdominal e o conhecimento do enfermeiro sobre a mensuração da pressão intra-abdominal / Santos, Gleidson Monteiro dos. – Caruaru : FAVIP, 2011. 28 f. Orientador(a) : Emanuela Batista Ferreira. Trabalho de Conclusão de Curso (Enfermagem) -- Faculdade do Vale do Ipojuca. Artigo. 1. Cavidade abdominal. 2. Conhecimento do Enfermeiro. 3. Assistência de enfermagem. I. Título. CDU 616-083[12.1] Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367 GLEIDSON MONTEIRO DOS SANTOS SÍNDROME DO COMPARTIMENTO ABDOMINAL E O CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO SOBRE A MENSURAÇÃO DA PRESSÃO INTRA-ABDOMINAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade do Vale do Ipojuca, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Enfermagem. Orientadora: Profª MsC. Emanuela Batista Ferreira Aprovado em: ___/___/____ Orientador (a): ___________________________________________________________ 1º Avaliador (a): ___________________________________________________________ 2º Avaliador (a): ___________________________________________________________ CARUARU 2011 Este trabalho é dedicado a minha família, aos amigos que junto a mim percorreram a jornada acadêmica e a minha fantástica orientadora que exemplarmente foi inspiração em confiança, qualidade e compromisso para a conclusão dessa “obra”. AGRADECIMENTOS A Deus, Não existem palavras para gradecer-te nesse momento tão especial, como se não bastasse me permitir viver, ainda me abençoaste com a realização deste sonho. Foste o princípio de tudo a mão que me sustentou do início ao fim. Não é necessário vê-lo, sinto tua presença em tudo que nos cerca, sei que nos abençoa para que sejamos instrumentos do teu amor na missão de cuidar, com generosidade e desprendimentos, “santifica nossos corações, para que Tu possas dispor de nós com tudo o que temos e somos”. Aos meus pais que são responsáveis pelo que sou, obrigado pelo apoio incondicional, por confiar em mim e acreditar que o sonho de ser ENFERMEIRO é possível. A índole que possuo hoje, é reflexo do quanto vocês se dedicaram a construção do meu caráter, sempre com fé. Essa vitória dedico a vocês, nós conseguimos! Aos amigos que entraram em minha vida e foram capazes de se tornarem extremamente importantes, pessoas essas que possuem humildade, generosidade, carinho, atenção e cumplicidade como características intrínsecas de sua personalidade. A vocês que riram e choraram, secaram lágrimas e estimularam sorrisos, compartilharam angustias e conquistas a vocês que me ensinam muito e me fez perceber o quanto é bom e necessário tê-los ao meu redor. Aos Mestres, que pacientemente trabalharam com afinco para fazer emergir o saber múltiplo, que nos convenceram de que éramos melhores do que suspeitávamos. Que naturalmente acresceram, compareceram e caminharam junto conosco. Àqueles que nos ensinaram muito mais que teorias, nos preparando também para vida, todo o meu carinho e gratidão. A FAVIP e seus funcionários, que com simplicidade e com um sorriso de boas vindas nos acolheram de braços abertos, contribuindo com o alto nível de ensino e de investimento em tecnologia para a construção de um ambiente de aprendizado exemplar, a todos que acompanharam nossos passos, obrigado pela atenção e dedicação. Aos pacientes, o que seria da enfermagem sem ter a quem cuidar? Nossos anos de estudo e dedicação não teriam sentido. O ato de cuidar é a razão da enfermagem. Então a todos vocês que se entregaram aos nossos cuidados, mesmo sabendo que ainda éramos acadêmicos, a vocês que contribuíram para o nosso crescimento profissional e, sobretudo, pessoal; que nos revelaram a importância do humanizar, quero dizer: MUITO OBRIGADO! “Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo, expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar, caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração”. Steve Jobs SUMÁRIO Resumo ............................................................................................................................. 01 Abstract ............................................................................................................................. 02 Resumen ............................................................................................................................ 02 Introdução ......................................................................................................................... 02 Método .............................................................................................................................. 03 Resultados ......................................................................................................................... 04 Discussão .......................................................................................................................... 04 Conclusão .......................................................................................................................... 13 Referências ........................................................................................................................ 14 Apêndices Apêndice A – Carta de Anuência 1 ....................................................................... 16 Apêndice B – Carta de Anuência 2 ....................................................................... 17 Apêndice C – Carta de Anuência 3 ....................................................................... 18 Apêndice D – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ............................... 19 Apêndice E – Formulário de entrevista ................................................................. 20 Anexos Anexo 1 – Declaração de Anuência ...................................................................... 23 Anexo 2 – Folha de Rosto do CEP ........................................................................ 24 Anexo 3 – Parecer de Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa ...................... 25 Anexo 4 – Normas da Revista Eletrônica de Enfermagem ................................... 26 Síndrome do compartimento abdominal e o conhecimento do enfermeiro sobre a mensuração da pressão intra-abdominal. Abdominal compartment syndrome and knowledge of nurses on the measurement of intra-abdominal pressure. Síndrome compartimental abdominal y el conocimiento de las enfermeras en la medición de la presión intra-abdominal. Gleidson Monteiro dos Santos ¹ Emanuela Batista Ferreira ² 1 Acadêmico de Enfermagem da Faculdade do Vale do Ipojuca (FAVIP). Caruaru (PE). E-mail: [email protected] 2 Enfermeira, Mestre em Determinantes da Saúde na Adolescência, Especialista em Centro Cirúrgico pelo programa de Residência de Enfermagem da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Professor assistente da Universidade de Pernambuco e TI da FAVIP. E-mail: [email protected] RESUMO O objetivo deste estudo foi investigar o conhecimento dos enfermeiros sobre a síndrome do compartimento abdominal e suas repercussões sistêmicas, a mensuração da pressão intra-abdominal e os motivos referidos pelos mesmos para a não mensuração da Pressão intra-abdominal (PIA). Pesquisa descritiva desenvolvida em Unidades de Terapia Intensiva (UTI Geral Adulto) localizadas no município de Caruaru - PE. Para a coleta de dados utilizou-se um formulário semi-estruturado aplicado a 28 (vinte e oito) enfermeiros em pleno exercício de suas funções nos plantões diurnos e noturnos. Constatou-se que os profissionais abordados constituem uma equipe qualificada no município, entretanto, notou-se significativas divergências entre os mesmos quanto a compreensão da patologia, diagnóstico e execução da técnica de mensuração dos níveis pressóricos abdominais, justificado muitas vezes por ser um assunto normalmente não contemplado nos cursos de graduação e/ou pós graduação associado ao fato de ser uma situação clínica de baixa prevalência na vivência deste profissional. Descritores: Cavidade abdominal, conhecimento, Assistência de enfermagem ABSTRACT The objective of this study was to investigate nurses' knowledge about the abdominal compartment syndrome and its systemic repercussions, the measurement of intraabdominal pressure and the same reasons mentioned for not measuring IAP. Descriptive research developed in Intensive Care Units (ICU general Adult) located in the municipality of Caruaru - PE. To collect data we used a semi-structured form applied to 28 (twenty eight) nurses in the full exercise of their functions in the day and night shifts. It was found that professionals are qualified staff approached the city, however, we did find significant differences between them and the understanding of the pathology, diagnosis and the technique of measuring the abdominal pressure levels, often justified by being a subject typically not covered in undergraduate and / or associated with graduate to being a clinical situation of low prevalence in this professional experience. Keywords: Abdominal cavity, knowledge, Nursing care RESUMEN El objetivo de este estudio fue investigar el conocimiento de enfermería sobre el síndrome compartimental abdominal y sus repercusiones sistémicas, la medición de la presión intra-abdominal y por las mismas razones mencionadas para no medir la IAP. La investigación descriptiva desarrollados en Unidades de Cuidados Intensivos (UCI adultos en general), ubicado en el municipio de Caruaru - PE. Para recopilar los datos se utilizó un formulario semi-estructurado aplicado a 28 (veintiocho) enfermeras en el pleno ejercicio de sus funciones en los turnos diurno y nocturno. Se encontró que los profesionales son personal cualificado se acercó a la ciudad, sin embargo, sí encontramos diferencias significativas entre ellos y la comprensión de la patología, el diagnóstico y la técnica de medición de los niveles de presión abdominal, a menudo se justifica por ser un tema general no incluidos en licenciatura y / o asociada a pasar a ser una situación clínica de baja prevalencia en esta experiencia profesional. Descriptores: Cavidad abdominal, el conocimiento, cuidados de enfermería INTRODUÇÃO A Hipertensão Intra-Abdominal (HIA) tem sido reconhecida como parte de alterações fisiopatológicas evolutivas que terminam em falência orgânica, o que chamamos de síndrome compartimental abdominal (SCA). Descritas inicialmente em pacientes traumatizados, a HIA e a SCA atualmente são reconhecidas em uma ampla variedade de pacientes clínicos ou cirúrgicos e representam uma causa significante de morbidade e mortalidade(1). Tais eventos patológicos foram descritos apenas nas últimas décadas associados a ocorrências recorrentes nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). No entanto a mortalidade é uma condição independente e com incidência variável entre 30 e 80% dependendo da população estudada, doença de base e gravidade (2) . Como estratégia de redução da mortalidade entre pacientes acometidos por estas patologias, indica-se a mensuração da Pressão Intra-Abdominal (PIA). Nesse contexto, pesquisa descritiva desenvolvida no Hospital das Clínicas de Curitiba(3), estimula o investimento na educação em serviço, ressaltando a importância de o enfermeiro ser previamente capacitado para a realização da mensuração da PIA, sendo fator relevante a promoção da educação permanente em saúde e o desenvolvimento de práticas de enfermagem baseadas em evidências científicas atualizadas, minimizando assim os problemas e divergências que surgem durante a realização do procedimento. Considerando que a presente temática é pouco descrita na literatura e constitui fonte de interesse e curiosidade entre os profissionais enfermeiros e principalmente entre os acadêmicos de enfermagem, bem como, ser um assunto normalmente não contemplado nos planos pedagógicos dos cursos de graduação em enfermagem, torna-se motivador avaliar o conhecimento dos enfermeiros intensivistas sobre o assunto. É igualmente importante discutir o manejo da técnica de mensuração da Pressão IntraAbdominal, visto que não há uniformidade nas informações das fontes literárias. Diante dessa realidade, torna-se salutar investigar conceitos e atualizações sobre SCA, PIA e sua monitorização, entre os profissionais de enfermagem, o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP), em 2009, afirma que tal mensuração é ação privativa do enfermeiro(4). Assim sendo, esta pesquisa torna-se instrumento importante, pois, é fonte de informação para subsidiar e direcionar estudos principalmente na educação continuada local e fomentar as especializações dos profissionais enfermeiros em terapia intensiva. O presente estudo teve como objetivo analisar o conhecimento dos enfermeiros que exercem suas funções em Unidades de Terapia Intensiva (UTI geral) adulto no município de Caruaru - PE, sobre Pressão Intra Abdominal (PIA) sua mensuração e a Síndrome do Compartimento Abdominal (SCA). MÉTODO Estudo transversal, de natureza descritiva, desenvolvido em Unidades de Terapia Intensiva (UTI Geral Adulto) localizadas no município de Caruaru - PE. As unidades de terapia intensivas em questão estão distribuídas em instituições hospitalares referências, estas contempladas nos âmbitos estadual, municipal e privado. Participaram do estudo enfermeiros que estavam exercendo suas funções na escala de serviço no período de agosto a setembro de 2011 e consequentemente receberam informações a respeito do objeto a ser pesquisado, da influencia de sua participação e dos riscos/benefícios do estudo, como também concordaram previamente em colaborar com a pesquisa mediante a assinatura do TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido). Considerou-se com critérios de inclusão: todos os profissionais enfermeiros que se encontravam em efetivo exercício e aceitaram participar da pesquisa, excetuando-se àqueles que por ventura estavam sob atestado, licenças médica, gestação e prêmio e os que não constituíam o quadro fixo de funcionários. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados um formulário semi-estruturado, elaborado pelos autores de acordo com a literatura direcionada para a temática. A primeira sessão do formulário propôs-se a caracterizar o perfil sócio acadêmico dos sujeitos e a segunda teve a finalidade de investigar o conhecimento dos enfermeiros sobre a síndrome do compartimento abdominal e suas repercussões sistêmicas, a mensuração da pressão intra-abdominal e os motivos referidos pelos enfermeiros para a não mensuração da PIA. A tabulação dos dados foi organizada em planilhas do Microsoft Office Excel 2007, fazendo uso de freqüências absolutas e relativas, apresentados sob a forma de tabelas subseqüente a análise exaustiva dos resultados e referencial teórico, procurando estabelecer articulação entre os planos empírico e teórico. Foram respeitados, na pesquisa, os preceitos éticos legais preconizados pela Resolução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde que regulamenta as pesquisas envolvendo seres humanos. O projeto de pesquisa foi avaliado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Agamenon Magalhães, sob o registro CAAE: 0126.0.236.000-11. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram estudados 28 (vinte e oito) profissionais enfermeiros locados em unidades de terapia intensiva oportunamente distribuídas em instituições de saúde dos âmbitos estadual, municipal e privado no município de Caruaru. Entretanto optou-se por demonstrar os dados representativos da categoria em sua totalidade independente da esfera de atuação profissional, acreditando-se que o fato em questão expressa qualitativamente o cenário local de unidades de saúde intensivas. Tabela 1- Características sócio-demográficas dos enfermeiros intensivistas. Caruaru-PE, 2011. Características n % Feminino 27 96,4 Masculino 01 3,6 20-29 08 28,6 30-39 09 32,1 40-49 10 35,7 ≥ 50 01 3,6 Graduação 05 17,9 Especialização/Aperfeiçoamento 14 50 Residência 07 25 Mestrado 02 7,1 < 05 anos 13 46,4 06 – 10 anos 07 25 11 – 15 anos 01 3,6 ≥ 16 anos 07 25 < 05 anos 20 71,5 06 – 10 anos 03 10,7 11 – 15 anos 03 10,7 ≥ 16 anos Fonte: Dados Brutos 02 7,1 Sexo Faixa etária (em anos) Formação Tempo de formação Experiência em UTI A tabela 1 faz referência às características sócio-demográficas da população em estudo ordenadas por sexo, faixa etária, formação, tempo de formação e experiência em atividades de enfermagem exercidas na UTI. Verificou-se que 96,4% (n=27) dos entrevistados eram do sexo feminino e que 35,7% (n= 35,7%) dos enfermeiros encontram-se na faixa etária compreendida de 40 a 49 anos de idade. Quanto à formação dos mesmos, observa-se que 82,1% (n=23) deles fizeram especialização, destacando-se que 43,5% (n=10) dos sujeitos afirmam ser pós graduados em Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva. Ressalta-se que no grupo estudado há dois mestres, sendo um deles mestre em enfermagem do trabalho e o outro em ciências da saúde. No que diz respeito ao tempo de formação, 46,4% (n=13) têm menos de cinco anos de atuação profissional e 71,5% (n=20) possuem menos de cinco anos de experiência em terapia intensiva. Partindo desse pressuposto, a preparação específica da equipe de enfermagem para o desempenho de suas atividades laborais torna-se fundamental em unidades de terapia intensiva o que é percebido entre os enfermeiros responsáveis pelos cuidados nos presentes hospitais mediante predomínio da busca pela qualificação. Verificando a habilidade do enfermeiro em descrever o conceito da síndrome do compartimento intra-abdominal, observou-se que 67,9% (n=19) dos profissionais afirmaram estar ciente do significado da SCA, seguidos de 28,5% (n=08) dos sujeitos que não souberam defini-lo satisfatoriamente e 3,6% (n=01) que relatou desconhecer o evento patológico em questão. Contudo, dentre os que afirmaram estar ciente da definição da SCA, apenas 21% (n=4) descreveram a síndrome aproximando-se das fontes literárias, os 79% restante (n=15) mesmo afirmando ciência não conseguiram expressar coerentemente as características que determinam a doença, sendo citados aleatoriamente alguns achados que podem ocorrer na patologia. Os entendimentos proferidos pelos enfermeiros quanto à caracterização da SCA foram descritos como fato ou situação que representa: “Comprometimento das funções dos órgãos do aparelho digestivo”; “Quando as estruturas abdominais por algum fator não cabem no seu espaço gerando uma tensão”; “Rigidez abdominal a palpação, edema devido à diminuição da circulação e oxigenoterapia” e o “Aumento do volume podendo haver comprometimento dos órgãos, evoluindo para distensão severa.” Tais conceitos acima não representam fielmente o que ressalta as literaturas especializadas, que definem a SCA como estado mórbido de deterioração da fisiologia respiratória, cardiovascular, renal, esplênica e/ou do sistema nervoso central, provocada por hipertensão intra-abdominal(5,6,7,8-9). Reforçando a definição acima estudo realizado em uma Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Universitário de Curitiba relata que a síndrome compartimental abdominal (SCA) é conseqüente de um aumento agudo na pressão intra-abdominal (PIA), o que promove alterações fisiológicas adversas nos sistemas cardiovascular, renal e pulmonar, levando a falência orgânica e óbito(10). Podendo também ser definida como um conjunto de disfunções orgânicas, decorrentes do aumento da PIA onde o aumento de volume de qualquer uma das estruturas abdominais pode resultar em elevações da PIA(11). Tabela 2 Conhecimento dos enfermeiros intensivistas sobre a mensuração da PIA. Caruaru-PE, 2011. Conhecimento do mensuração da PIA enfermeiro sobre n % 22 78,6 Intraperitoneal 05 17,9 Outras 01 3,5 Via de mensuração Intravesical Frequencia de mensuração A cada 04 horas 05 17,8 Entre 04 – 08 horas 16 57,2 A cada 12 horas 04 14,3 Quando clinicamente indicado 02 7,1 Não soube informar 01 3,6 Trendelemburg reversa 03 10,7 Posição supina 23 82,1 Decúbito lateral esquerdo 01 3,6 Não soube informar 01 3,6 00 – 25 ml 05 17,8 25 – 50 ml 08 28,6 50 – 100 ml 09 32,2 > 100 ml 01 3,6 Não soube informar 05 17,8 -02 a +05 mmHg 05 17,9 -05 a +15 mmHg 07 25 +10 a +20 mmHg 03 10,7 13 46,4 Posicionamento do paciente Volume de liquido injetado Valor normal da PIA Não soube informar Fonte: Dados brutos 78,6% (n= 22) informaram ser a via intravesical o sítio de escolha para realização da técnica e 57,2% (n=16) mencionaram o período de verificação da mensuração em uma freqüência compreendida entre 04 e 08 horas. Em relação ao posicionamento do paciente, 82,1% afirmaram ser a posição supina a mais apropriada e 32,2% (n=09) referiram que o volume a ser injetado no paciente anteriormente a realização da técnica deve está entre 50 e 100ml. Salienta-se que a mensuração da pressão intra-abdominal (PIA) deve ser utilizada como diagnóstico para todos os pacientes admitidos na UTI com pelo menos dois fatores de risco para Hipertensão Intra-abdominal (HIA) e Síndrome do Compartimento Abdominal (SCA) associados com novas ou progressivas disfunções orgânicas(12). Segundo estudo de revisão literária desenvolvido pela UNIFESP(13) a mensuração da PIA pode ser feita de forma direta ou indireta, devendo sempre ser medida em mmHg e com o paciente em posição supina ao final da expiração. Reforça ainda que a verificação direta é realizada pela introdução de um cateter ou agulha na cavidade peritoneal, conectado a um equipo e um manômetro de pressão enquanto o método indireto é mais utilizado e é realizado através da pressão intravesical, com o paciente em uso de sonda vesical de demora. Podendo ainda ser monitorada, também, através da medida da pressão intra-gástrica e da veia cava superior(1). Investigação prospectiva realizada em um centro de trauma no estado de Sergipe9 comunga da mesma idéia em relação ao método indireto, ao afirmar que a técnica utilizada para diagnóstico de hipertensão intra-abdominal é de fácil execução, baixo custo e eficiência comprovada, fazendo da mensuração da PIA pela técnica de Kron (mensuração intra vesical) bastante oportuna para o diagnóstico da HIA. Referente à freqüência com a qual a medida da PIA é empregada, percebe-se que são heterogêneas as informações obtidas nas fontes literárias específicas, podendo influenciar de forma negativa para o estabelecimento de um protocolo para a rotina do setor. Encontram-se descritos intervalos de 4, 8, 12 ou 24 horas e até mesmo apenas quando clinicamente indicado, ou seja, sem periodicidade definida(14). Devendo-se enfatizar o achado referente a periodicidade de mensuração, pois, coincidentemente o mesmo resultado destacou-se como preferência de 60% dos médicos intensivistas abordados em estudo similar(14). Observou-se também que não há consenso entre os autores quanto ao volume de liquido injetado no paciente para a realização da técnica da mensuração indireta da PIA. No entanto a Sociedade Mundial de Síndrome do Compartimento Abdominal (SMSCA) recomenda a instilação de um volume máximo de 25 ml de solução salina estéril(15). Estudos recentes reforçam as proposições da SMSC indicando infundir 1ml/kg para crianças de até sete anos de idade e para crianças maiores e adultos até um máximo de 25ml de solução salina na bexiga, ou de acordo com o protocolo institucional(2, 4, 12). Sugere-se adicionalmente que todos os locais de atendimento que realizem a mensuração da PIA possuam protocolos relativos a diretrizes de execução da técnica, bem como cuidados de enfermagem direcionados aos pacientes antes, durante e após o procedimento, incluindo a avaliação dos resultados esperados(4). Observou-se divergências entre os enfermeiros , quando questionados sobre os valores pressóricos normais da PIA, onde aproximadamente 82,1% (n=23) dos entrevistados equivocaram-se ou não souberam informar. O êxito sobre o parâmetro clínico em questão foi visualizado em apenas 17,9% (n=05) dos pesquisados. Nessa perspectiva a Sociedade Mundial de Síndrome Compartimental Abdominal lançou as bases consensuais para diagnóstico e tratamento da patologia propondo uma escala de graduação dos valores de HIA em 4 tipos: Grau I entre 12 a 15 mmHg, grau II compreendida entre 16 a 20 mmHg, grau III entre 21 a 25 mmHg e grau IV caracterizada com um valor acima de 25 mmHg(16,17-12) . Para a medicina baseada em evidências(2), a HIA pode ser sub classificada de acordo com a duração dos sintomas e há quatro formas de ocorrências: hiperaguda, aguda, subaguda e crônica. Dentre estas destaca-se a HIA aguda que possui estreita relação com a SCA desenvolvendo-se por um período de horas e principalmente em pacientes cirúrgicos, associado ao trauma ou hemorragia intra-abdominal. Os pacientes com a SCA apresentam-se gravemente enfermos e mesmo com os cuidados adequados o índice de mortalidade é elevado, sendo o prognóstico afetado negativamente quando na ocorrência de inadequada condução terapêutica. Entretanto, a adoção de medidas de intervenção precoces e a utilização de técnicas apropriadas ao controle de danos são asseguradas mediante ações como o rápido encaminhamento dos pacientes ao centro cirúrgico, estabilização hemodinâmica e correta monitorização da PIA, reduzindo assim a morbidade e a mortalidade(10). Indagados sobre o material para a realização da mensuração da PIA, 42,8% (n=12) dos enfermeiros souberam citar todo o material necessário para a realização da mensuração indireta (intravesical) da PIA. Enfatiza-se que quantitativo expressivo de enfermeiros possui conhecimento dos dispositivos previstos para realização da técnica de Kron, o que se configura como ponto positivo para a categoria mesmo não se constituindo prática contínua das instituições de trabalho dos sujeitos. O quadro 1 diz respeito as informações pertinentes a realização da técnica de Kron referenciadas nas literaturas especializadas(4,9,11,14). Tal método é conhecido também como mensuração indireta ou verificação por via intravesical. Quadro 1 - Procedimento para mensuração da PIA (técnica de KRON) Procedimento para mensuração da PIA 1- Reunir o material necessário; 2- Esclarecer ao paciente sobre o procedimento a ser realizado; 3- Higienizar as mãos; 4- Posicionar o paciente em posição supina; 5- Calçar luvas estéreis; 6- Introduzir cateter de Foley de duas ou três vias mantendo aberto para drenagem do conteúdo vesical em sistema fechado esvaziando a bexiga; 7- Adaptar o transdutor de pressão ou a coluna de água em um suporte, posicionando ao lado do paciente, sendo à linha axilar média, considerada o ponto “zero” do paciente para a fita calibrada em centímetros; 8- Clampear a via de drenagem do cateter; 9- Realizar a anti-sepsia da via de aspiração, com solução alcoólica 70%; 10-Puncionar a via de aspiração do coletor com agulha calibre 16 ou 18; 11-Utilizar o sistema de mensuração adequado de acordo com o protocolo institucional; 12-Infundir 1ml/kg para crianças de até sete anos de idade e para crianças maiores e adultos até um máximo de 25ml de solução salina para o interior da bexiga, ou de acordo com o protocolo institucional; 13-Realizar a leitura da pressão intra-abdominal no final da expiração, no monitor de pressão ou na coluna de solução salina após a estabilização, o valor é registrado com base na altura da coluna em relação ao ponto zero; 14-Desclampear a via de drenagem da bolsa; 15-Desconte o volume infundido do débito urinário, a cada mensuração da PIA; 16-Documentar a realização do procedimento e os valores pressóricos no prontuário do paciente, avaliando a evolução clínica deste e os resultados dos cuidados de enfermagem A tabela 3 descreve o conhecimento dos enfermeiros sobre as características clínicas observadas nos pacientes que elevam os níveis pressóricos intra-abdominais e que contribuem substancialmente para evolução da SCA. Ressalta-se que 67,8% (n=19) dos enfermeiros conseguiram evidenciar alterações orgânicas sugestivas da hipertensão intra-abdominal (HIA). As repercussões sistêmicas resultantes deste aumento da PIA são vastas e de impacto notável sobre diversos aparelhos e sistemas. Ressalta-se que qualquer insulto que cause um aumento da pressão abdominal pode levar a SCA(12). Os sistemas fisiológicos freqüentemente comprometidos são o renal, trato gastrintestinal, hepático, nervoso central, cardiovascular e respiratório. Tabela 3 Indicações clínicas para mensuração da pressão intra-abdominal segundo enfermeiros intensivistas. Caruaru-PE, 2011. Indicações clínicas para mensuração da PIA n % Laparotomia associado a fatores de risco (oligúria, dispnéia e desorientação) 19 67,8 Laparotomia de urgência reposição volêmica 03 10,7 Ventilação mecânica invasiva associada a drogas vasoativas 05 17,8 Desconforto abdominal e sudorese intensa 04 14,3 01 3,6 Não soube informar Fonte: Dados brutos e após Observam-se também alterações na parede abdominal e complicações metabólicas na ocorrência de tais patologias. O aumento da PIA leva a redução da perfusão da parede abdominal, o que aumenta consideravelmente as complicações pós-operatórias, como deiscência de sutura, herniação e fasceíte necrotizante. O desenvolvimento de acidose metabólica bem como a liberação de citocinas é devido a redução do débito cardíaco (DC) e isquemia tecidual intra e extra-abdominal (acidose lática), comprometimento renal (IRA) e ao hipermetabolismo, com o aumento da geração de ácidos não-voláteis. Portanto a acidose metabólica pura, e muitas vezes mista vista na HIA e SCA, reflete principalmente a gravidade e intensidade dos comprometimentos orgânicos(18). A tabela 4 demonstra o entendimento dos enfermeiros sobre as alterações fisiológicas seqüenciais ocorridas na SCA que podem vir a comprometer o sistema nervoso central. Nota-se que 50% (n=14) dos enfermeiros abordados conseguem identificar as alterações em cadeia responsáveis pela lesão do SNC, que em situação extrema é caracterizado pelo aumento da PIC. Tabela 4 Alterações fisiológicas seqüenciais comprometedoras do sistema nervoso central na ocorrência da síndrome do compartimento abdominal segundo enfermeiros intensivistas. Caruaru-PE, 2011. Alterações fisiológicas em cadeia que lesionam o SNC n % Aumento da pressão intratorácica → aumento da PVC → diminuição do retorno venoso → edema cerebral → aumento da PIC. 14 50 Aumento da tensão abdominal → ventilação inadequada → hipoxemia → edema cerebral. 04 14,2 Aumento da pressão intra-abdominal → compressão torácica diminuída → ventilação inadequada → dispnéia → crise convulsiva. 07 25 Aumento da pressão arterial → ventilação inadequada → desorientação → aneurisma cerebral. 01 3,6 02 7,2 Não soube informar Fonte: Dados brutos A literatura afirma que a SCA promove alterações fisiológicas adversas devido ao acometimento principalmente dos sistemas cardiovascular, renal e respiratório(10). Sendo na maioria das vezes, apenas esses os sistemas de maior relevância clinica. É oportuno enfatizar que a elevação da pressão intra-abdominal e intratorácica ocasionam o aumento da pressão venosa central alterando assim a pressão intracraniana. Por isso torna-se fundamental a monitorização adequada da PIA em pacientes vítimas de traumatismo craniano com lesão abdominal associada, já que há interação entre as pressões intra abdominal, intratorácica e intracraniana. Tal combinação em pacientes com hipotensão pode acarretar a diminuição da perfusão cerebral, e distúrbios como isquemia cerebral(19). Apesar de não ser o aparelho fisiológico inicialmente comprometido, infere-se que a lesão do SNC pode ser em virtude da ausência de condutas adequadas ou insuficiência de recursos terapêuticos. Entretanto percebe-se no estudo, que o enfermeiro foi capaz de identificar e compreender as repercussões sistêmicas relacionadas, distanciando-se assim da visão em foco que limita a assistência. Pesquisa recente(12), afirma que a sensibilidade do exame físico na detecção dos agravos ocasionados pela patologia tem se demonstrado muito baixa (40 – 60%) o que pode ser útil ferramenta diagnóstica. Ressalta ainda que o reconhecimento do complexo Hipertensão Intra-Abdominal/ Síndrome Compartimental Abdominal é subdiagnósticado. Quando questionados se já haviam mensurado a pressão intra-abdominal entre os clientes assistidos apenas 61% (n=17) dos enfermeiros responderam positivamente, porém de forma esporádica, evidenciando os motivos pelos quais não mensuram a pressão intra-abdominal. A tabela 05 diz respeito aos principais motivos proferidos pelos enfermeiros para a não mensuração rotineira da PIA. Observa-se que 100% (n=28) afirmam não ser rotina da instituição a realização do procedimento, seguido por 67,8% (n=19) que relatam não realizar o procedimento por não ser solicitado. Tabela 5 Motivos pelos quais NÃO se mensura a pressão intra-abdominal rotineiramente segundo enfermeiros intensivistas. Caruaru, 2011. Motivos pelos quais não se mensura a pressão intra-abdominal n % Não sabe como medir 07 25 Não sabe o material necessário 05 17,8 04 14,3 03 10,7 Não é solicitado 19 67,8 Nunca foi solicitado Nunca trabalhou com com HIA 07 25 04 14,3 28 100 Não tem oportunidade Não sabe como interpretar resultados da mensuração os paciente Não é rotina do setor Fonte: Dados brutos * Respostas múltiplas de 28 entrevistados na pesquisa. Machado(4) afirma em seus relatos que a mensuração da PIA é um procedimento de indicação médica, como qualquer outro na área de avaliação de monitorização invasiva, porém, reforça ainda que o ato médico é a referência do procedimento, contudo é de competência privativa do enfermeiro a realização da monitoração, corroborando os dados encontrados referente aos 67,8% (n=19) que relatam o fato de “não ser solicitado” como explicação para a não realização da mensuração dos níveis pressóricos intra-abdominais. Vale salientar, que apesar de expresso de forma muito discreta apenas 14,3% (n=04) dos profissionais nunca trabalharam com pacientes com HIA ou SCA. CONCLUSÃO Este estudo permitiu investigar a compreensão dos profissionais enfermeiros que lidam com pacientes críticos e com diagnóstico de síndrome do compartimental abdominal em unidades de terapia intensiva. Tais enfermeiros estavam locados em instituições de saúde distintas da cidade de Caruaru – PE, gerenciadas pelas secretarias de saúde do estado, município e a terceira de administração privada. Os serviços de saúde em foco prestam atendimento a pacientes clinicamente comprometidos, entretanto, com perfis de internamento específicos. Em virtude destas propostas de trabalho referenciais e as demandas individualizadas de atendimento, oportunidades diferenciadas de manejo são vivenciadas pelos enfermeiros uma vez que o desenvolvimento da síndrome do compartimento abdominal está associada a condições específicas que determinam a referência e contra referência dos clientes potencialmente assistidos. Em muitos casos esse paciente não faz parte da realidade da instituição. Entre os profissionais abordados evidenciou-se a especialização em UTI em parcela significativa, configurando uma equipe qualificada e compromissada com a assistência. O fato em questão denota um fator importante e enaltecedor para o município, uma vez que o mesmo é considerado referência para as regiões circunvizinhas. Entretanto, notou-se dificuldade na maioria desses profissionais em discutir sobre o tema abordado, justificado provavelmente por ser um conteúdo não contemplado nos planos de curso de graduação aliado a particularidade de ser uma situação clínica de baixa freqüência na vivência destes profissionais. O tema em questão possui relevância entre os intensivistas devido às numerosas implicações orgânicas intra- e extra-abdominais e incapacidades resultantes da evolução clínica dos pacientes comprometendo praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo, de modo direto ou indireto, representando inclusive causa significante de morbidade e mortalidade. Percebeu-se durante a coleta dos dados, a curiosidade de todos os profissionais abordados, induzindo-os a interessar-se pelo tema e provocando nos mesmos a busca pelo conhecimento. A aplicação do formulário despertou igualmente o interesse e inclinação dos demais profissionais que por ventura souberam da pesquisa. A escassez das fontes literárias, bem como ausência de estudos nacionais consistentes sobre SCA e monitorização da pressão intra-abdominal constituíram-se como fatores limitantes da pesquisa. Atenção especial deve ser dispensada para as informações heterogêneas descritas nas investigações e pesquisas, podendo influenciar negativamente o estabelecimento de protocolos para a rotina das instituições interessadas. Baseando-se nos achados do estudo, alertamos aos responsáveis por coordenar serviços de saúde dessa natureza e principalmente os coordenadores dos cursos de graduação ou especializações na área, a necessidade de investimento e o conhecimento sobre a patologia e que o empenho vem desde a formação do profissional, humanizado e qualificado com uma boa fundamentação teórica. É notório que os enfermeiros das Unidades de Terapia Intensiva, assim como todos os outros enfermeiros que atuam em outros setores necessitam de educação continuada, visando à máxima qualidade e capacidade técnica. Por fim, a enfermagem é relevante nesse contexto com papel e funções definidas. REFERÊNCIAS 1 - Souza AL Jr, Porta RMP, Poggetti RS. Síndrome compartimental abdominal. In: Martins HS, Damasceno MCT, Awada SB. Pronto-socorro: Condutas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Barueri - SP: Editora Manole Ltda, 1ª edição. 2007. p. 1412-1415. 2 – Azevedo LCP, Oliveira AR, Ladeira JP, Velasco IT. Medicina Intensiva baseada em evidências. São Paulo: Editora Atheneu; 2009. Sindrome do compartimento abdominal. 3 - Bisinelli F, Mendes M, Lourenço TM. Monitorização da pressão intra abdominal: Conhecimento da equipe de enfermagem. Boletim de enfermagem. 2008; 02. 4 – Machado AF. Mensuração de pressão intra-abdominal. Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, COREN - SP. 2009. 5 – Jurkovich GD, Carrico CJ – “Trauma”. In Sabiston CD, Lyerli HK – Tratado de cirurgia. As bases da prática cirúrgica moderna. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 1999, pp. 279- 319. 6 – Ivatury RR, Diebel L, Porter JM, et al. Intra-abdominal hypertension and the abdominal compartment syndrome. Surg Clin North Am. 1997, 77(4): 783-800. 7 – Feliciano DV, Burch JM – Towel clips, silos, and heroic form of wound clousure. In Maull KI, Cleveland HC, Feliciano DV, et al (eds) – Advances in trauma and critical care. Chicago, Year Book Medical Publishers, 1991, vol. 6, pp. 231-250. 8 – Ivatury RR, Porter JM, Simon RJ, et al. – Intra-abdominal hypertension after life– threatening penetrating abdominal trauma: prophylaxis, incidence and clinical relevance to gastric mucosal pH and abdominal compartment syndrome. J Trauma. 1998, 44(6): 1016 – 1023. 9 – Prado LFA, Alves Júnior A, Cardoso ES, Andrade RS, Andrade RS, Fernandes MKl. Pressão intra-abdominal em pacientes com trauma abdominal. Rev Col Bras Cir. 2005; 32(2). p. 83-89. 10 - Von Bahten LC, Guimarães PSF. Manuseio da síndrome compartimental abdominal em unidade de tratamento intensivo. Rev Col Bras Cir. [on line] 2006; 33(3). p.146-150. 11 – Andrade JI. A síndrome de compartimento do abdome. Medicina, Ribeirão Preto, 1998; 31: 563-567. 12 – Zeni M, Gieburowski Júnior RL, Silva AB. Síndrome compartimental abdominal: rotinas do serviço de cirurgia geral do Hospital Governador Celso Ramos. Associação médica brasileira: Arquivos Catarinenses de Medicina, [on line]. 2010; 39(1). p. 97-102. 13 - Silva M. Mensuração da Pressão Intra-Abdominal em Pacientes Criticamente Graves. clinicamedicaepm.wordpress.com/ .../mensuração-da-pressao-intra-abdominal-em- pacientes-criticamente-graves.10f., 2008. 14 – Japiassú AM, Falcão H, Freitas F, Feitas S, Souza PCP, Lanes R, et al. Mensuração da pressão intra-abdominal nas unidades de tratamento intensivo: A opinião dos médicos intensivistas. Rev Bras Ter Intens, 2007; 19(2). p. 186–191. 15 – Oliveira VC, Souza ACC. Pressão intra-abdominal: Parâmetro vital para a assistência de enfermagem ao paciente crítico. In: 61º Congresso Brasileiro de Enfermagem; 2009 dez. 7-10; Fortaleza, BR, Ceará: CBEn; 2009. p. 5293-5296. 16 – Malbrain ML. et al. Results from the International Conference of Experts on Intraabdominal Hypertension and Abdominal Compartment Syndrome. I. Definitions. Intensive Care Med. 2006; 32: 1722 – 1732. 17 - Cheatham ML, Malbrain ML. et al. Results from the International Conference of Experts on Intra-abdominal Hypertension and Abdominal Compartment Syndrome II. Recomendations. Intensive Care Med. 2007; 33: 951-962. 18 – Santos JFG. Síndrome compartimental abdominal. In: Ratton JLA. Emergências médicas e terapia intensiva. Rio de Janeiro. Editora Guanabara Koogan. 2005. 19 –Bersani AL, Gomes JO, Braga ILS, Guimarães HP, Lopes compartimental abdominal. Rev Bras Clin Med. 2009; 7. p. 313-321. RD. Síndrome Apêndice D Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Declaro, por meio deste termo, que concordei em participar na pesquisa de campo intitulada SÍNDROME DO COMPARTIMENTO ABDOMINAL E O CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO SOBRE A MENSURAÇÃO DA PRESSÃO INTRA-ABDOMINAL EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA DE CARUARU-PE desenvolvido pelo acadêmico Gleidson Monteiro dos Santos, orientado pela Profª Msc Emanuela Batista Ferreira. Afirmo que aceitei participar de livre e espontânea vontade, sem receber qualquer incentivo financeiro ou ter qualquer ônus, com a finalidade exclusiva de colaborar para o sucesso da pesquisa. Fui informado dos objetivos estritamente acadêmicos do estudo, que, em linhas gerais é analisar o conhecimento dos enfermeiros que exercem suas funções em Unidades de Terapia Intensiva (UTI geral) do município de Caruaru - PE, sobre Pressão Intra Abdominal (PIA), sua monitorização e a Síndrome do Compartimento Abdominal (SCA). Fui também esclarecido (a) de que o uso das informações por mim oferecidas estão submetidos às normas éticas destinadas à pesquisas envolvendo seres humanos, da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde. Minha colaboração se fará anônima por meio de um instrumento de coleta composto por questões fechadas, abertas e de múltipla escolha, a ser utilizado a partir da assinatura desta autorização e preenchimento do mesmo. O acesso e análise dos dados coletados se farão apenas pelo pesquisador e sua orientadora. Fui ainda informado (a) de que posso me retirar dessa pesquisa a qualquer momento, sem sofrer quaisquer sanções ou constrangimento. Atesto recebimento de uma cópia deste Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, conforme recomendações da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e observo que abaixo está disponibilizado nomes e telefones para contato, caso tenha alguma dúvida sobre o projeto e sua participação ou queira fazer alguma reclamação. Aluno pesquisador: Gleidson Monteiro dos santos. Telefone: (81) 9602-2215/ 9483-6723 Professora responsável: Emanuela Batista Ferreira.Telefone profissional:(81) 3722-8080 Caruaru, ____de ________ de 2011 ___________________________________________ Assinatura do participante Apêndice E FORMULÁRIO DE ENTREVISTA 1- Unidade de Lotação: ____________________________________________________ 2- Sexo: [ ] feminino [ ] masculino 3- Idade: ________________________ 4- Titulação do Enfermeiro: [ ] Graduação [ ] Especialização [ ] Residência [ ] Mestrado [ ] Doutorado [ ] Pós-doutorado Se pós graduado, informar a especialização:__________________________________ 5- Quantos anos de experiência após a graduação em Enfermagem? _____________________________________________________ 6- Quantos anos de experiência em atividades de enfermagem exercidas na UTI? _____________________________________________________ 7- Relacionado ao nível de satisfação, como você considera-se exercendo suas atividades neste setor (UTI)? [ ] insatisfeito(a) [ ] satisfeito(a) [ ] muito satisfeito(a) 8- Você esta ciente do conceito de Síndrome do Compartimento Abdominal? [ ] sim [ ] não [ ] nunca ouvi falar Se SIM, informe o conceito que você tem em mente:___________________________ _____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 9- Qual a via mais utilizada para a mensuração da pressão intra-abdominal? [ ] intravesical [ ] intraperitoneal [ ] gástrica [ ] outra (especifique): _____________________________________________________________________ 10- Em que posição o paciente deverá estar para realização da técnica? a) Posição de Sims b) Trendelemburg reversa c) Posição supina d) Posição ginecológica e) Decúbito lateral esquerdo 11- Qual o material utilizado para a mensuração indireta da pressão intra-abdominal? a) Transdutor de pressão ou manômetro ou coluna de água, sonda de Foley, coletor fechado, luvas estéreis, seringa de 20ml, agulha calibre 16, água destilada, solução salina a 0,9% e material para assepsia; b) Transdutor de pressão ou coluna de água, cateter gástrico, coletor fechado, luvas de procedimentos, seringa de 60ml,água destilada e solução salina a 0,9%; c) Transdutor de pressão ou manômetro ou coluna de água, sonda de Foley, coletor fechado, luvas de procedimentos, seringa de 20ml, água destilada e solução salina a 0,9%; d) Transdutor de pressão, cateter intraperitoneal; e) Todas estão incorretas. 12- Qual é o volume de líquido a ser injetado pelo cateter, antes da mensuração da pressão intra-abdominal? a) 0-25ml b) 26-50ml c) 51-100ml d) >100ml e) Não sabe 13- Qual o valor normal da pressão intra-abdominal? a) - 02 a +05mmHg b) - 05 a +15mmHg c) +10 a +20mmHg d) 00 a +12mmHg e) Não sabe 14- Para que tipo de paciente indica-se a mensuração da pressão intra-abdominal? a) Todos os pacientes após laparotomia internados na UTI com dois ou mais fatores de risco; b) Apenas após reposição volêmica maciça e laparotomia de urgência; c) Qualquer paciente em ventilação mecânica invasiva utilizando drogas vaso -ativas; d) Pacientes com desconforto abdominal e sudorese intensa e) Não sabe 15- Qual é a freqüência ideal em horas por dia, da mensuração da pressão intra-abdominal a ser utilizada como rotina em pacientes com indicação? a) A cada 04 horas b) Entre 04 e 08 horas c) A cada 12 horas d) A cada 24 horas e) Somente quando clinicamente indicado 16- Quais os principais sinais e sintomas relacionados ao sistema respiratório causados pela hipertensão intra-abdominal? a) hipercapnia, hipoxemia e atelectasia alveolar b) ventilação inadequada, dispnéia e desorientação c) redução da complacência torácica, edema alveolar e anúria d) desorientação, desconforto respiratório e edema alveolar e) não sabe 17- As principais alterações em cadeia que lesam o sistema nervoso central, causadas pela síndrome do compartimento abdominal são: a) Aumento da pressão intratorácica, aumento da PVC, diminuição do retorno venoso, edema cerebral e aumento da PIC. b) Aumento da tensão abdominal, ventilação inadequada, hipoxemia e edema cerebral. c) Aumento da pressão intra-abdominal, compressão torácica diminuída, ventilação inadequada, dispnéia e crise convulsiva. d) Aumento da pressão arterial, ventilação inadequada, desorientação e aneurisma cerebral. e) Aumento da pressão torácica, diminuição da PVC, ventilação inadequada, hipoxemia e AVC isquêmico. 18- Você já mediu a pressão intra-abdominal em algum de seus pacientes? [ ] sim [ ] não 19- Se você rotineiramente NÃO mensura a pressão intra-abdominal, é porque ( pode marcar 1 ou mais opções): 1- [ ] Não sabe como medir 2- [ ] Não sabe o material necessário 3- [ ] Sente que é perda de tempo 4- [ ] Não tem oportunidade 5- [ ] Não sabe como interpretar os resultados da mensuração 6- [ ] Não é solicitado 7- [ ] Nunca foi solicitado 8- [ ] Nunca trabalhou com pacientes com hipertensão intra-abdominal 9- [ ] Não é rotina do setor ANEXO 3 ANEXO 4 CATEGORIA DOS ARTIGOS Artigos Originais: são trabalhos resultantes de pesquisa original, de natureza quantitativa ou qualitativa, que agreguem inovações e avanços na produção do conhecimento científico. Máximo de 15 laudas. Artigos de Revisão: serão aceitas apenas revisões sistemáticas ou revisões integrativas de literatura, que sejam fundamentadas em referencial metodológico adequado ao objeto de estudo e alcance pretendidos, organizadas por procedimentos rigorosos e detalhados na condução da pesquisa. Máximo de 15 laudas. Artigos de Atualização: são trabalhos que tem por objetivo a descrição, interpretação sobre determinado assunto, considerado relevante ou pertinente na atualidade. Máximo 15 laudas. (apenas para os manuscritos encaminhados até 02/09/2010). Relatos de caso/experiência: se caracterizam pela apresentação de relatos de caso ou experiência, de conteúdo inédito ou relevante, devendo estar amparada em referencial teórico que dê subsídios a sua análise. Máximo de 10 laudas.(apenas para os manuscritos encaminhados até 02/09/2010). Editorial: destina-se a publicação da opinião oficial da revista sobre temas relevantes da área de Enfermagem e Saúde ESTRUTURA DO ARTIGO Os manuscritos devem ser estruturados de forma convencional, contemplando os itens introdução, métodos, resultados, discussão e conclusão. O conteúdo do texto deve expressar contribuições do estudo para o avanço do conhecimento na área da enfermagem. Introdução: texto breve, que apresente de forma clara e objetiva o problema estudado, fundamentado em referencial teórico pertinente e atualizado. Deve ser enfatizada a relevância da pesquisa em razão de lacunas do conhecimento identificadas e sua justificativa. Ao final devem-se apresentar os objetivos da pesquisa. Métodos: Definir tipo de estudo, local e período em que a pesquisa foi realizada. Apresentar fonte de dados, delimitando, no caso da população estudada, os critérios para inclusão e exclusão e seleção do número de sujeitos. Detalhar procedimentos de coleta e fundamentos da análise de dados, incluindo-se conteúdo dos instrumentos de coleta de dados. Pesquisas realizadas no Brasil devem explicitar cuidados éticos, informando aplicação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para pesquisas com seres humanos e numero de aprovação da pesquisa em comitê de ética em pesquisa. Autores estrangeiros devem informar os procedimentos adotados no país de origem da pesquisa. Resultados: devem ser apresentados de forma clara e objetiva, sem incluir interpretações ou comentários pessoais. Resultados expressos em tabelas e figuras são encorajados, evitando-se a repetição das informações em forma de texto. Discussão: deve ser concebida a partir dos dados e resultados obtidos, enfatizando as inovações decorrentes da investigação, evitando-se a repetição de informações apresentadas em seções anteriores (introdução, método e resultados). Todos os resultados devem ser discutidos, devendo-se buscar apoio em referencial teórico estritamente pertinente, atualizado e que permita identificar concordâncias e divergências com outras pesquisas já publicadas. Conclusão: texto articulado a partir dos objetivos do estudo, fundamentado nas evidências encontradas a partir da investigação. Deve mostrar claramente o alcance do estudo, iniciando-se por conclusões gerais que possam ser detalhadas e fundamentadas ao longo do item. Se pertinente podem ser apresentadas limitações identificadas e lacunas decorrentes da realização da investigação. Generalizações, quando pertinentes, são incentivadas. FORMATAÇÃO DO MANUSCRITO • • • • • • Formato .doc; Papel tamanho A4; Margens de 2,5 cm; Letra tipo Verdana, tamanho 10; Espaçamento 1,5 entre linhas em todo o texto; Parágrafos alinhados em 1,0 cm. INSTRUÇÕES PARA O PREPARO DOS MANUSCRITOS Título: Deve ser apresentado em alinhamento justificado, em negrito, conciso, informativo em até 15 palavras. Use maiúsculo somente na primeira letra do título que deve ser apresentada nas versões da língua portuguesa, inglesa e espanhola. Não utilizar abreviações no título e no resumo. A sequência de apresentação dos mesmos deve ser iniciada pelo idioma em que o artigo estiver escrito. Autoria: • • • A autoria dos manuscritos deve expressar a contribuição de cada uma das pessoas listadas como autores, no que se refere, à concepção e planejamento do projeto de pesquisa, obtenção ou análise e interpretação dos dados, redação e revisão crítica. A identificação de cada autor deve ser feita somente pelo sistema de submissão. Devem ser apresentadas as seguintes informações: nome(s) completo(s) do(s) autor(es), formação universitária, titulação, instituição de origem e e-mail, preferencialmente, institucional. Resumo: Deve ser apresentado na primeira página do trabalho, com no máximo 150 palavras, nas versões em português, inglês (abstract) e espanhol (resumen), na mesma sequência do titulo. Descritores: Ao final do resumo devem ser apontados de 3 a 5 descritores que servirão para indexação dos trabalhos. Para tanto os autores devem utilizar os “Descritores em Ciências da Saúde” da Biblioteca Virtual em Saúde (http://decs.bvs.br/). Siglas e abreviações: Para o uso de siglas e abreviações, os termos por extenso, aos quais estas correspondem, devem preceder sua primeira utilização no texto, a menos que sejam unidades de medidas padronizadas. Notas de rodapé: deverão ser indicadas por asteriscos, iniciadas a cada página e restritas ao mínimo indispensável. Ilustrações: São permitidas, no máximo, seis tabelas ou figuras que devem estar inseridas no corpo do texto logo após terem sido mencionadas pela primeira vez. Os títulos de tabelas e figuras devem conter informações precisas, indicando local do estudo e ano a que se referem os dados. As ilustrações e seus títulos devem estar centralizados e sem recuo, não ultrapassando o tamanho de uma folha A4. Citações: Para citações “ipsis literis” de referências deve-se usar aspas na sequência do texto. As citações de falas/depoimentos dos sujeitos da pesquisa deverão ser apresentadas em letra tamanho 10, em estilo itálico e na sequência do texto. Referências: • • • • • • Não ultrapassar 20 referências. Estas devem representar e sustentar o estado da arte sobre o tema, serem atualizadas e procedentes, preferencialmente, de periódicos qualificados. Deve-se evitar o uso de dissertações, teses, livros, documentos oficiais e resumos em anais de eventos. A exatidão das informações nas referências é de responsabilidade dos autores. Quando enviadas fora das normas é motivo de atraso no processo de avaliação do manuscrito. No texto devem ser numeradas consecutivamente na ordem em que forem mencionadas pela primeira vez, identificadas por números arábicos sobrescritos entre parênteses, sem espaços da última palavra para o parêntese, sem menção aos autores. Ao fazer a citação sequencial de autores, separe-as por um traço ex. (1-3); quando intercalados utilize vírgula ex. (2,6,11). As regras de referência da REE têm como base as normas adotadas pelo Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas (estilo Vancouver), publicadas no ICMJE - Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals (http://www.icmje.org/index.html). Agradecimentos e Financiamentos: Agradecimentos e/ou indicação das fontes a apoio de pesquisa deve ser informada ao final do artigo.