Interação solo-muro em: alvenaria de pedra, concreto convencional e concreto com agregado de resíduo de construção e demolição (RCD) Silvio Romero de Melo Ferreira Departamento de Engenharia Civil, UNICAP e UFPE, Recife, Brasil Joaquim Teodoro Romão de Oliveira Departamento de Engenharia Civil, UNICAP, Recife, Brasil Wallace Borges de Sá Mestrando do Departamento de Engenharia Civil, UNICAP, Recife, Brasil RESUMO: O ângulo de atrito solo-muro é um parâmetro fundamental para o dimensionamento de um muro de arrimo. A prática de projetos considera esse ângulo como sendo igual a uma parcela do ângulo de atrito interno do solo. Ensaios de cisalhamento direto foram realizados com o objetivo de obter os ângulos de atrito solo-muro em dois solos das encostas do Recife, um arenoso e outro argiloso, em contato com outro material representativo de muros de arrimo (concreto convencional, concreto com agregado de resíduos de construção e demolição - RCD e rocha). Foram avaliadas as rugosidades das superfícies de contato com os solos. A relação entre o ângulo de atrito solo-muro e o ângulo de atrito do solo (δ/φ) varia de 3/4 a 1 independente da rugosidade da superfície no solo arenoso, e de 1/3 a 3/4 a depender da rugosidade da superfície de contato, para o solo argiloso. PALAVRAS-CHAVE: Atrito solo-muro, muro de arrimo, resíduo de construção e demolição 1 INTRODUÇÃO Um dos principais problemas na Região Metropolitana do Recife (RMR) nas encostas é a ocupação antrópica desordenada aumentando o número de moradias em áreas de risco. Uma das soluções para a estabilização das encostas é o uso da construção de estrutura de contenção como muro de arrimo. O ângulo de atrito solo-muro é um parâmetro fundamental para o dimensionamento de estruturas de contenção. O seu valor é utilizado na avaliação dos empuxos ativo e passivo na análise de estabilidade do muro em relação ao tombamento, deslizamento e ruptura do terreno de fundação. A prática atual de projetos no Brasil considera o valor do ângulo de atrito solo-muro (δ) igual ao ângulo de atrito do solo, uma parcela dele ou mesmo nulo a depender do caso (Terzaghi e Peck 1967, Moliterno 1980, Caputo 1986, Pimenta Velloso apud Marangon 2005). Valores experimentais do ângulo de atrito solo-muro de solos brasileiros em contato com superfícies usuais utilizadas na prática construtiva de obras de contenção não estão disponíveis na literatura. O estudo do efeito do tipo de solo no atrito solo-muro é geralmente feito considerando duas classes extremas de solos arenosos e argilosos que na maioria dos casos práticos não ocorre. Deve ser considerado as propriedades de ambos os solos, diferenciando-se pela ponderação das características de um ou outro tipo de solo. Por outro lado a utilização de Resíduos de Construção e Demolição (RCD) como agregado de concreto é de grande interesse do ponto de vista ambiental, pois reduz o volume de entulho produzido em uma grande cidade, além de minimizar o impacto ambiental. Neste sentido o presente artigo analisa a interação solo-muro em 12 superfícies com diferentes rugosidades, três tipos de materiais (concreto convencional, concreto com agregado de RCD e rocha), em contato com 2 solos das encostas do Recife nos bairros de Nova Descoberta e do Ibura, um argiloso e outro arenoso. 2 METODOS DE ANÁLISE A metodologia foi dividida em duas partes. A primeira visa obter o ângulo de atrito do solo e da interação solo-muro. Dois solos da Formação Barreiras na cidade do Recife foram utilizados, um da zona Norte e outro da zona Oeste. A segunda etapa avalia a rugosidade das superfícies de contato solo-muro, utilizando conceitos e métodos aplicados para superfícies de peças metálicas e aqui utilizados para aferir a rugosidade de superfícies de contato do solo com o concreto e a rocha. Doze superfícies de contato foram consideradas, sendo seis de dimensões 50mm x 50mm x 20mm e seis de 100mm x 100mm x 20mm. De cada dimensão foram consideradas superfícies de diferentes rugosidades, sendo três de concreto convencional, duas de concreto utilizando agregado de resíduo da construção e demolição (RCD) e uma de rocha. 2.1 Caracterização dos Solos Nas amostras deformadas coletadas dos solos foram realizadas ensaios de caracterização de granulometria, limites de consistência e compactação de acordo com as metodologias da Associação Brasileira de Normas Técnicas. 2.2 Resistência ao Cisalhamento do Solo Os ensaios de cisalhamento direto foram realizados em amostras dos solos compactados na umidade ótima e peso específico aparente seco máximo. Os corpos de prova tinham formatos prismáticos com dimensões 50mm x 50mm x 40mm e 100mm x 100mm x 40mm. Para cada dimensão foram moldados quatro corpos de prova e consolidados nas tensões verticais de 50 kPa, 100 kPa, 150 kPa e 200 kPa. Após estabilização das deformações, as amostras foram levadas a ruptura com velocidade de 0,018mm/s e medidos os deslocamentos horizontais e verticais com extensômetros de sensibilidade de 0,001mm/div. As forças cisalhantes foram avaliadas com um anel dinamométrico com constante de 0,16 kgf/div. As deformações horizontais finais atingidas nos ensaios foram de 15% nos corpos de prova de lado 100 e de 20% nos corpos de prova de lado 50mm. 2.3 Ensaios de Cisalhamento Direto para Avaliar a Interação Solo-Muro As superfícies de concreto com agregado convencional foram obtidas a partir do substrato padrão elaborado com cimento Portland CP- Z II 32 no traço 1:2,58:1,26 seguindo a norma padrão NBR 14082 (2004), com relação água e cimento de 0,50 e serradas nas dimensões desejadas. A partir dos agregados reciclados dos Resíduos de Construção e Demolição - RCD foi elaborado um concreto com traço 1:2,17:3,16 e fator água cimento de 0,57, com uso de cimento Portland, CP- II Z 32. Foi montada uma forma de madeira com capacidade de moldar 4 corpos de prova de concreto nas dimensões de 100mm x 100mm x 20mm. Uma delas foi cortada na dimensão de 50mm x 50mm x 20mm. A superfície de rocha utilizada foi obtida a partir de uma Biotita Gnaisse Branda, tipo de rocha muito utilizada em alvenarias de pedra de obras de contenção. A superfície de contato com o solo foi deixada intacta enquanto as demais foram cortadas nas dimensões desejadas. As superfícies de contato entre os dois materiais eram ajustadas durante a moldagem para coincidir com o plano médio de cisalhamento, Sá (2006). O procedimento dos ensaios foi similar ao utilizados para fazer o cisalhamento do solo. 2.4 Avaliação da Rugosidade das Superfícies de Contato Solo-Muro A avaliação da rugosidade das superfícies foi dividida em duas etapas. A primeira consiste em marcar, com grafite, quadrículas de lado 10mm em toda a superfície de observação, totalizando 121 vértices e 22 linhas nos corpos de prova de 100mm x 100mm x 20mm, e nos corpos de prova de 50mmx50mmx20mm, 36 vértices e 12 linhas. Em cada um dos vértices das quadrículas mediam-se as reentrâncias e saliências com um deflectômetro digital de 0,0001mm de sensibilidade com capacidade de 12,5mm, Figura 1. Figura 3. Esquema simplificado de rugosidade total (http://myspace.eng.br/eng/rugosid.asp) Ra = n ∑ i =1 y . 2 (3) i n 3. RESULTADOS E ANÁLISE 3.1 Caracterização Física dos Solos Figura 1. Medidas da rugosidade. Y (x) Na segunda etapa utilizando planilhas eletrônicas, foram obtidas as rugosidades médias, totais e médias quadrática de cada superfícies, seguindo a metodologia proposta por Palma (2006), aplicadas a metais e aqui adaptadas para os materiais utilizados. A Rugosidade Média de cada superfície foi avaliada utilizando a Equação 1 calculando-se inicialmente altura média, definindo assim plano médio, de cada linha de observação. Foram obtidas as diferenças de altura entre cada profundidade medida e a altura média, como ilustra Figura 2. A Rugosidade Total de cada superfície foi avaliada calculando inicialmente a diferença entre o maior valor e o menor valor da profundidade de cada linha de observação Equação 2, e posteriormente obteve-se a média de todas as determinações, Figura 3. A Rugosidade Média Quadrática de cada superfície foi calculada utilizando a Equação 3, para cada linha de observação e fazendo a média de todas as linhas. Perfil Médio x L Ra= 1 n ∑y n i=1 (1) Figura 2. Rugosidade Média – Esquema simplificado de rugosidade média. http://myspace.eng.br/eng/rugosid.asp Rt O solo localizado no Ibura é uma areia argilosa (SC) com 1% de pedregulho, 69% de areia, 5% de silte e 25% de argila. Apresenta Limite de Liquidez de 23% e Limite de Plasticidade de 15%. O solo é inativo (Ia = 0,38) e tem um peso específico aparente seco máximo de 19,50 kN/m3 e umidade ótima de 10,70%. O solo localizado em Nova Descoberta é argila de baixa compressibilidade (CL), com 1% de pedregulho, 47% de areia, 6% de silte e 46% de argila. Apresenta Limite de Liquidez de 28% e Limite de Plasticidade de 12%. O solo é inativo (Ia = 0,36) e apresenta um peso específico aparente seco máximo de 16,50 kN/m3 e umidade ótima de 19,30%. 3.2. Avaliação das Rugosidades das Superfícies de Contato Os valores de Rugosidade Equivalente publicados por Tullis (1989) empregados na fabricação de tubos para diferentes materiais, foram utilizados como referência para classificar qualitativamente as superfícies dos matérias utilizados. Para rugosidades variando de 0,1mm a 0,5mm a superfície é lisa, de 0,5mm a 2mm a superfície é rugosa e para valores superiores a 2mm muito rugosa. Os valores obtidos das rugosidades médias, totais e médias quadráticas são apresentados na Tabela 1. Considerando as faixas acima indicadas, 6% das superfícies são muito rugosas, 42% são rugosas e 52% são lisas. Rt= ymax- ymin (2) Tabela 1 - Valores de rugosidade das superfícies de contato solo-muro Dimensões dos Rugosidade * (mm) Material Superfície corpos de prova Rt Ra Rq Classificação da rugosidade** Rt Ra Rq 3.4 Resistência ao Cisalhamento Solo-Muro Resultados dos ensaios de cisalhamento direto realizados em corpos de provas constituídos de dois materiais: solo-concreto (com agregado convencional e com agregado do RCD) e solorocha são apresentados na Tabela 2. Curvas típicas τ x εa (tensão cisalhante x deformação horizontal), envoltória de Mohr-Coulomb curva τ x σn (tensão cisalhante x tensão normal) e ∆V/V x εa (variação de volume x deformação específica horizontal) são apresentadas na Figura 4, para a areia argilosa do Ibura em contato solo-rocha. L L L L L L L L L R L R L L L L R R L L L R L R 300 250 50 kPa 100 kPa 150 kPa 200 kPa 200 150 100 50 0 0 10 20 30 40 Deformação Horizontal (%) 200 Tensão Cisalhante (kPa) A areia argilosa (SC) localizada no Ibura tem um intercepto de coesão que varia de 14 a 32 kPa e ângulo de atrito que varia de 36º a 39º para corpos de prova de lados 50mm e 100mm respectivamente. O valor médio de 37º foi considerado para relacionar com o ângulo de atrito solo-muro (δ). A argila (CL) localizada em Nova Descoberta tem um intercepto de coesão que varia de 12 a 127 kPa e o ângulo de atrito de 29º a 33º a depender da dimensão do corpo de prova. Lafayette (2000) obteve para este mesmo solo, em condição natural, coesão que variou de 13 a 70 kPa e ângulo de atrito que variou de 24º a 32º em função da sucção inicial do solo. O valor médio de 31º foi considerado para relacionar com o ângulo de atrito solo-muro (δ). 150 φ sm = 33 graus Adesão = 1 kP a 100 50 0 0 50 100 150 200 250 300 T e n s ã o N o r m a l (k P a ) Deformação Vertical (%) 3.3. Resistência ao Cisalhamento dos Solos Tensão Cisalhante (kPa) Concreto com S1 0,901 0,274 0,328 R agregado S2 0,519 0,147 0,179 R 50mm x 50mm convencional S3 0,433 0,134 0,162 L x 40mm Concreto com S5 1,260 0,392 0,449 R agregado RCD S4 1,46 0,439 0,524 R Rocha S6 1,083 0,391 0,509 R Concreto com S7 1,229 0,274 0,356 R agregado S8 0,779 0,206 0,247 R 100mm x 100mm convencional S9 0,634 0,147 0,185 R x 40mm Concreto com S10 2,682 0,718 0,847 MR agregado RCD S11 1,507 0,385 0,467 R Rocha S12 2,336 0,601 0,723 MR * Rt - Rugosidade Total, Ra - Rugosidade Média e Rq - Rugosidade Média Quadrática. * * L – Superfície Lisa, R - Superfície Rugosa e MR – Superfície Muito Rugosa 4,000 3,000 50 kPa 100 kPa 150 kPa 200 kPa 2,000 1,000 0,000 -1,000 -2,000 0 5 10 15 20 25 30 Deformação Horizontal (%) Figura 4 – Curvas do ensaio de cisalhamento direto solorocha – Solo do Ibura – Corpo de prova com lado 50 mm 3.5 Fatores Influentes na Interação Solo-Muro 3.5.1 Influência do Tamanho do Corpo de Prova no Ângulo de Atrito O ângulo de atrito interno do solo e o ângulo de Tabela 2 - Parâmetros de resistência ao cisalhamento: interação solo-muro Dimensões dos corpos de prova Solo/Material SC Concreto com agregado convencional Rocha Concreto com agregado convencional CL Concreto com agregado RCD Rocha 50mmX50mmX40mm Parâmetros de resistência de pico Superfície Adesão Ângulo de de contato (kPa) atrito φ (°) S1 18 34 S2 05 37 S3 09 38 S4 14 39 S5 0 19 S6 0 11 S7 0 12 S5 0 20 S6 0 10 S10 05 10 100mmX100mmX40mm Parâmetros de resistência de pico Superfície Adesão Ângulo de atrito de contato (kPa) φ (°) S7 09 38 S8 17 28 S9 20 36 S10 0 33 S7 5 20 S8 0 25 S9 0 18 S10 0 23 S11 7 22 S12 0 20 50 40 Figura 6. Variação do atrito solo-muro com a Rugosidade Média para a areia argilosa do Ibura. 30 Arenoso Solo-muro 20 Argiloso Solo-muro Reta 1:1 10 Arenoso Solo-solo Argiloso Solo-solo 0 0 10 20 30 40 50 o Ângulo de atrito 50x50 mm ( ) Figura 5. Relação entre valores dos ângulos de atrito obtidos com corpos de prova de lado 50mm e de lado 100mm, em diferente superfícies de contato 3.5.2 Relação de Atrito Solo-Muro com a Rugosidade Para o solo arenoso do Ibura o ângulo de atrito solo-muro tem pequena variação em relação à rugosidade da superfície considerando qualquer um dos índices de rugosidade (Total, Média e Média Quadrática). O valor médio do ângulo de atrito solo-muro (δ = 330) para os diferentes materiais e superfícies de contato é próximo ao ângulo de atrito interno do solo (φ = 370), exceto para a superfície de contato lisa do concreto com agregado convencional que foi de (δ = 280), Figura 6. No solo argiloso (CL) de Nova Descoberta o valor ângulo de atrito solo-muro é influenciado significativamente pela rugosidade da superfície. Para valores de Rugosidade Média inferiores a 0,2mm, quanto menos rugosa for a superfície de contato menor é o ângulo de atrito solo-muro, Figura 7. Para valores de Rugosidade Média <0,20mm o ângulo de atrito solo-muro varia de δ= 220 a 100. Para valores de Rugosidade Média > 0,20mm, tal como ocorre no solo arenoso do Ibura, o ângulo de atrito solo-muro independe da rugosidade da superfície e do tipo de material, porém tem valor inferior ao ângulo de atrito interno do solo δ = 230 . Ângulo de atrito solo-muro ( o) o Ângulo de atrito 100x100 mm ( ) atrito solo-muro na areia argilosa (SC) do Ibura obtidos a partir de corpos de prova de lado 50mm foram ligeiramente superiores aos obtidos com corpos de prova de lado 100mm. Na argila (CL) de Nova Descoberta os resultados foram inferiores, Figura 5. 30 25 20 15 10 Argiloso 50x50 mm 5 Argiloso 100x100 mm 0 0 0,2 0,4 0,6 Rugosidade média (mm) 0,8 Figura 7. Variação do atrito solo-muro com a Rugosidade Média no solo argiloso de Nova Descoberta. 3.5.3 Relação do Atrito Solo-Muro com o Ângulo de Atrito Interno do Solo A relação entre o ângulo de atrito solo-muro e o ângulo de atrito do solo (δ/φ) varia de 3/4 a 1 na areia argilosa (SC) do Ibura e de 1/3 a 3/4 na argila (CL) de Nova Descoberta, Figura 8. Os valores indicados na literatura definem apenas de forma isolada a relação com o tipo de solo ou com a rugosidade qualitativa da superfície do paramento do muro. Os dados apresentados na Tabela 2 combinam a rugosidade da superfície de contato mensurada a dois tipos de solos uma areia argilosa (SC) e uma argila de baixa compressibilidade (CL) da Formação Barreiras. 1 Relação Arenoso δ/φ = 3/4 0,8 0,6 Argiloso 0,4 δ/φ = 1/3 0,2 Arenoso Argiloso 0 0 0,2 0,4 0,6 Rugosidade média (mm) 0,8 Figura 8. Relação do ângulo de atrito solo-muro com ângulo de atrito do solo. 4 CONCLUSÕES - A metodologia utilizada para avaliar a rugosidade das superfícies de contato do solo com o material do muro foi adaptada da utilizada para avaliar a rugosidade dos metais. Os resultados obtidos são significativos para estabelecer uma relação do ângulo de atrito solo-muro, com índices de rugosidade. A rugosidade da superfície tem pequena influência na avaliação do atrito solo-muro, na areia argilosa (SC) do Ibura. O valor médio do ângulo de atrito solo-muro (δ = 330 ) é próximo ao ângulo de atrito do solo (φ = 370 ) para todas superfícies de contato, exceto na superfície lisa de concreto convencional, (δ = 280). - A rugosidade da superfície influencia significativamente no ângulo de atrito solomuro na argila (CL). Para valores de Rugosidade Média < 0,2mm o ângulo de atrito solo-muro varia de δ = 220 a 100. Para valores de rugosidade > 0,20mm, o ângulo de atrito solo-muro (δ= 230 ) independe da rugosidade da superfície e do tipo de material, porém tem valor inferior ao ângulo de atrito do solo. - A relação entre o ângulo de atrito solo-muro e o ângulo de atrito do solo (δ/φ) varia de 3/4 a 1 na areia argilosa (SC) e de 1/3 a 3/4 na argila (CL). Os valores da relação foram os associados a valores numéricos da rugosidade das superfícies. REFERÊNCIAS Caputo, H. P. (1986), Mecânica dos solos e suas aplicações. Rio de Janeiro, 5 Ed. Vol. 2. Livros Técnicos e Científicos. http://myspace.eng.br/eng/rugosid.asp acesso 31/01/06. Lafayette, K. P. V. (2000) Comportamento geomecânico de solos de uma topossequência na Formação Barreiras em uma encosta na área urbana do RecifePE. 122p Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) - UFPE, Recife. Pimenta Veloso Apud Marangon, M. (2005), NUGEO/UFJF, Mecânica dos Solos 2 – Empuxo das Terras, www.nugeo.ufjf.br/notas_aula.php acesso 31/01/06. Moliterno, A. (1980), Cadernos de muros de arrimo. São Paulo, Editora Edgar Blucher. NBR 14082 (2004) Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Execução do substrato-padrão e aplicação de argamassa para ensaios. Palma, E.S. (2006) Metrologia-apostila da disciplina de graduação em engenharia mecânica. PUC, Minas. Sá, W.B. (2006) Estudo da Interação Solo-Muro em Concreto Convencional, com Resíduo de Construção e Demolição (RCD) e Alvenaria de Pedra, 111p. 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