ANO XIX
Nº 102
SETEMBRO / OUTUBRO 2011
Cocar representa
a riqueza da arte
plumária praticada
pelos indígenas.
A peça ganhou
destaque no
auditório da escola
2ª FEIRA DO CONHECIMENTO
Para saber mais
Todas as disciplinas e segmentos unidos em torno do conhecimento
E
ste ano a Feira do Conhecimento teve como
temas as Florestas, a Química e a Juventude,
todos eles definidos pela rede PEA-Unesco e
adotados pela Escola Monteiro Lobato. O
evento mostrou, nos dias 26 e 27 de agosto, a
variedade de trabalhos desenvolvidos pelos alunos
desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Várias
exposições e apresentações nos formatos oral, teatral e
musical movimentaram o ambiente da escola.
A professora de biologia, ciências e informática,
Lygia Loureiro Abreu, coordenadora geral do evento,
afirma que a integração de todos os alunos e a
realização de trabalhos interdisciplinares agregaram
valor para todos os envolvidos.
Corredores e salas da escola (batizadas com os
nomes dos elementos químicos da tabela periódica)
ganharam vida com o entusiasmo de alunos e
familiares ao percorrer cada uma das atrações. Os
alunos demonstravam prazer e orgulho ao explicar
seus trabalhos e fazer suas apresentações.
Enfim, uma grande festa do conhecimento
aconteceu na Escola Monteiro Lobato.
VEJA NAS PÁGINAS 4 A 8
Recado
Uma simples feira...
Simplesmente
conhecimento!
Peço licença à professora de português Petreya Cartolano Chaim para publicar neste espaço o texto que ela produziu sobre a nossa Feira do Conhecimento. (Miriam Ricci)
E
stes escritos não são um manual do tipo sinta o que
eu sinto, nem faça o que eu faço. Nem poderia ser.
Acredito na originalidade e criatividade das pessoas.
Leio, estudo, viajo sempre com os olhos bem abertos
para receber todas as novidades do mundo.
Preciso ter livros e flores por perto e estar rodeada de
objetos que contenham histórias e beleza, ter uma sala em
que eu possa ficar horas sentada ou em pé, lendo ou na
companhia de amigos.
Considero-me ainda jovem, pronta para novas empreitadas.
Procuro me inspirar em “Pessoa”, sendo inteira, talvez
um pouco “gauche” na vida, explorando todas as formas de
arte em cada traço, feito Picasso.
Gente! O talento de um simples fazer só se revela com
muito trabalho e tem um poder transformador!
O talento de se educar e de educar crianças e jovens é
uma arte, uma questão de estilo. Estilo é pessoal e intransferível. Vai do jeito de começar à forma de viver.
A escola tem seu estilo e revela quem estuda nela. É o
nosso lugar no mundo, portanto, deve ter a cara de quem
vive nela.
Escola é aroma, luz, silêncio, aconchego, sabor, está intrinsecamente ligada aos sentidos. E todas as evidências
da verdade vêm dos nossos sentidos, já dizia Nietzche.
A escola de estilo não quer ser moderna, quer ser eterna. E numa Feira cheia de cultura, o aprender e o ser permanecem.
É isto... Eternos serão os prazeres e saberes desta escola, que somados pelos seus fazedores e sabedores, divididos entre os jovens e crianças, se multiplicarão e farão
sempre a diferença nos cenários do conhecimento.
Um jardim de flores para toda a equipe administrativa e
pedagógica da Monteiro Lobato, anunciando uma primavera de muitas cores.
Professora Petreya Cartolano Chaim
MARIA BRASIL / ESCOLA MONTEIRO LOBATO
da Miriam
Acontece
Pais do Fundamental I recebem informações sobre o Fundamental II
REUNIÕES DIMINUEM
ANSIEDADE DOS PAIS
Para diminuir a ansiedade, esclarecer dúvidas e apresentar as
novidades de cada segmento, há
três anos a Escola Monteiro Lobato promove reuniões para os pais
com a finalidade de apresentar o
segmento seguinte para o qual o
filho será promovido.
“Apesar do sistema de ensino
ser o mesmo, as características de
cada fase são diferentes. As reuniões são feitas para os pais de
crianças do berçário até o nono
ano”, explica a professora Miriam
Ricci, diretora geral da escola.
No dia 8 de setembro, os pais
dos nonos anos participaram da
reunião para conhecer o Ensino
Médio; no dia 14, o Fundamental I
foi apresentado aos pais da Educação Infantil com filhos de 5 anos;
Pais da Educação Infantil tiram
dúvidas sobre o Fundamental I
dia 21, os pais dos alunos dos
quintos anos conheceram o Fundamental II e, no dia 29, os pais
dos alunos do berçário que vão
para a Educação Infantil tiveram a
sua reunião.
EXCURSÕES DIVERTEM E ENSINAM
n Visita do Ensino Médio à Unicamp durante a UPA (Unicamp
Portas Abertas). (3 de setembro)
n Excursão dos Ciclos II a Pindamonhangaba e Campos do
Jordão. (6 e 9 de setembro)
n Ensino Médio faz estudos de
estilos arquitetônicos em Taubaté. (13 de setembro)
n Visita do Ensino Médio ao
Gacc. (15 de setembro)
n Visita dos quintos anos a Holambra. (28 de setembro)
Calendário
Publicação da Escola de Educação Infantil, Ensino
Fundamental e Ensino Médio Monteiro Lobato
Diretora Geral: Miriam Ramos Ricci Diretor Administrativo-Financeiro:
Alexandre Ricci Coordenadora de Cursos: Marina Ricci de Siqueira
Psicóloga: Marisa Ramos Ricci
Produção Editorial: Textual Comunicação Integrada Textos: Gisela Alves
Natal Fotos: (veja créditos) Produção Gráfica: Carlos Eduardo Toledo
Impressão: Jac Gráfica e Editora Editor Responsável: Wagner Matheus
(MTb 18.878 /SP) Cartas: Avenida São João, 2.500 – CEP 12242-000 –
São José dos Campos – SP – Fone: (12) 3928-9700. Site: www.
monteirolobato-sjc.com.br. E-mail: [email protected]
n
2
Registrado no cartório de registro de títulos e documentos sob o número 171385
MONTEIRO INFORMA SET / OUT 2011
NOVEMBRO
DEZEMBRO
4 – Teatro dos oitavos anos
11 – Oscar – Atividade dos nonos anos
17 – Formatura do Proerd
19 – Torneio de xadrez
21 a 25 – Vernissage – Integral
22 e 23 – Festa da passagem dos alunos do Fundamental I para o Fundamental II
25 – Formatura do Ensino Médio
30 – Apresentação de balé
1º — Festa da Educação Infantil – Teatro da Univap
5 e 6 – Encerramento da ginástica rítmica
7 – Formatura da Educação Infantil
12 – Encerramento da capoeira
13 – Encerramento da flauta – Integral
14 e 15 – Formatura dos nonos anos
O SIG proporciona
ao aluno a construção
de seu conhecimento
geográfico. Ele constrói
os próprios mapas
através da observação
de imagens e análise
de dados
Trabalho prático dos alunos da Monteiro realizado na Estação Ecológica do Tapanhão
PROJETO SIG DA ML
É DESTAQUE
C
omo a única escola da América Latina a utilizar o SIG (Sistemas de
Informações Geográficas), a Monteiro Lobato participou do II Encontro de Usuários Esri, em 30 e 31 de agosto, no Centro de Convenções do Shopping
Center Norte, em São Paulo. O evento reuniu
mais de 800 pessoas do Brasil e do exterior.
A coordenadora de Atividades Extras e
pedagoga Teresa Gama Meyen foi convidada
para o evento e apresentou a palestra “SIG
Aplicado à Educação – Preparando o Usuário
do Futuro”.
O SIG na Monteiro
Em parceria com a empresa Imagem –
Soluções de Inteligência Geográfica, os alunos utilizam o software ArcGIS, desenvolvido pela empresa Esri, desde 2006. A ferramenta é empregada a partir do 6º ano, nas
aulas de geografia no laboratório de informática da escola.
A Monteiro Lobato utiliza os recursos oferecidos pela tecnologia SIG para auxiliar na
compreensão pelos alunos dos problemas do
mundo real pela análise de dados geográficos. A ferramenta traz a vantagem de ser
compartilhada entre as diversas disciplinas,
garantindo uma maior abrangência na aprendizagem dos alunos. Segundo Teresa, o pro-
jeto permite o ensino da
geografia de maneira dinâmica e interativa.
Através do SIG, que
fornece imagens de satélite, os alunos podem
observar, por exemplo,
cidades, rios, monta- A equipe do SIG: Rosane, Silvia Helena, Diego,
nhas, rodovias, florestas Alessandra, Maria do Carmo e Teresa Cristina
etc. e têm condições de
produzir o seu próprio Atlas.
Os alunos da Monteiro ainda participam
do GIS Day, atividade que ocorre em mais de
70 países todos os anos, sempre na quartafeira da terceira semana de novembro. É
quando eles colocam em prática muitos conceitos aprendidos em aula.
No GIS Day, os estudantes usam o mapa Alessandra Rosa – professora de geografia
trabalhado em laboratório e um receptor GPS
Diego Macedo – técnico de informática e bapara percorrer a área estudada – no ano pas- charelando em geografia
sado foi a Estação Ecológica do Tapanhão,
Maria do Carmo Solano – professora de geoem Jambeiro –, verificando se o que eles grafia
viram pelo software é real. Eles fazem obSilvia Helena Martinson – professora de geoservações e anotações e, ao retornar do exer- grafia
cício, registram correções em seus mapas no
Teresa Cristina da Gama Meyen – pedagoga
laboratório.
Rosane Maria Gama Ramos – coordenadora
Com o SIG, os professores de geografia
perceberam que o nível de absorção dos con- Consultoria: Luiz Felipe Martins Pereira – Imagem
teúdos ficou muito mais alto e mais agradável para os alunos.
O TIME DO SIG NA ML
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MONTEIRO INFORMA
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O teatro de sombras teve como tema a Floresta Viva
Cartaz ensina a preservar o meio ambiente
2ª FEIRA DO CONHECIMENTO
Prazer em Con
EVENTO MOBILIZA A ESCOLA INTEIRA E DÁ SHOW DE CRIATIVIDADE
‘FLORESTA VIVA’
ABRE O EVENTO
A abertura oficial da Feira do Conhecimento foi feita pela diretora Miriam Ricci na manhã
do dia 26 de agosto. Houve o hasteamento das
bandeiras ao som do Hino Nacional. Em seguida, os alunos foram convidados a visitar as
exposições.
No final da tarde, as turmas dos quintos
anos, do Fundamental II e do 2º ano do Ensino
Médio fizeram uma apresentação especial para
pais e convidados intitulada “Floresta Viva”.
n Na primeira parte, foi exibido um vídeo com
a narração do poema Dá-me a flauta e canta!,
do escritor Gibran Khalil Gibran, feita pela atriz
Letícia Sabatella.
n Os alunos dos quintos anos apresentaram
um teatro de sombras mostrando o caos e a
destruição provocados pelos homens na natureza e na convivência social.
n Em seguida, os alunos interpretaram o renascimento da floresta, transformados em
elementos da natureza: animais, rio, peixes,
árvores, passarinhos, borboletas e homens,
com direito a belíssimas músicas e luzes coloridas. O aluno Riad Hassan Alves Sidaoui leu
um texto intitulado Floresta Viva, feito em sala
de aula. Foi um momento marcante, que sensibilizou a quem assistiu ao evento.
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MONTEIRO INFORMA SET / OUT 2011
Alunos fazem representações dos seres da natureza
n FUNDAMENTAL I / CICLOS I E II / QUINTOS ANOS
VAMOS
CONHECER
A FLORESTA?
Ciclo I
Usando diversos tipos de materiais reciclados, os alunos de cada sala do Ciclo I confeccionaram os elementos de uma floresta especialmente montada no auditório da escola. Os
Maquetes mostram como queremos ver as florestas do futuro
animais foram feitos com caixas de cereais e
de leite, TNT, papelão, EVA, folhas secas recolhidas do chão da Monteiro etc.
“Além de confeccionar cada animal da floresta, como o macaco, o sapo e o pavão, por
exemplo, os alunos estudaram cada um deles,
enriquecendo o aprendizado”, explica Dinah
Rachid Hatun, coordenadora do Fundamental
I. O trabalho fechou o projeto Florestas desse
segmento.
hecer
n EDUCAÇÃO INFANTIL
PEQUENOS
AMBIENTALISTAS
Os alunos da Educação Infantil também fizeram a sua parte na Feira do Conhecimento.
Em sala de aula, trabalharam os cuidados necessários para preservar as florestas e os animais e também conversaram sobre as atitudes
que o homem pode adotar para preservar o
meio ambiente.
Isto resultou na criação de cartazes mostrando os tipos de árvores e de animais em
extinção e na confecção de maquetes de floresta. Eles montaram um estande no auditório com o título “Vamos dar uma mãozinha para
a natureza?” e chamaram a atenção dos visitantes distribuindo mudas de ervas medicinais,
de temperos, da flor margarida e da gramínea
conhecida como amendoim.
Junto com as plantinhas, entregavam folders com desenhos feitos por eles próprios com
dizeres como “Floresta... Um dia destruída, ficaremos sem vida”.
“Eles estavam orgulhosos do trabalho e ficavam esperando as pessoas passarem pelo
estande para poder entregar a muda e o folder”, conta Lourdes Cristina de Oliveira Brazil,
coordenadora da Educação Infantil.
Quintos anos e Ciclos II
Os alunos dos quintos anos participaram da apresentação “Floresta
Viva”, fazendo o teatro de sombras e
interpretando passarinhos e borboletas. Além disso, os quintos anos A e
B percorreram o espaço da escola e
tiraram fotos que resultaram na exposição “Meu Olhar Arborizado”.
Os quintos anos C e D e os Ciclos II E, F, G
e H criaram um painel exposto no auditório com
dois poemas compostos pelos alunos sobre a
arte indígena e um grande cocar mostrando a
arte plumária.
Os alunos do Ciclo II desenvolveram maquetes e painéis reproduzindo o que trabalharam sobre a Floresta Tropical, inclusive usando os conhecimentos obtidos durante a excursão a Campos do Jordão, quando visitaram o
Horto Florestal.
Todo esse aprendizado gerou várias exposições: Nossas Florestas, Explorando o Chão
da Floresta, Releitura do logotipo do Ano Internacional das Florestas, Florestas Tropicais,
Animais em extinção, Florestas e animais em
época de cheia e animais que vivem no Dossel, Desmatamento Indevido versus Ganância
Um painel fez um alerta sobre as
espécies animais em extinção
Após pesquisa em sala de aula, os alunos
criaram o solo de uma floresta tropical
Humana, Biodiversidade na Floresta Tropical e
Trabalhando com a Química (Integral III B).
No ateliê, os alunos fizeram pequenos animais usando massa de modelagem. No segundo dia da Feira, a professora de artes Luana
Cristina de Oliveira orientou uma oficina de modelagem e pintura para pais e alunos.
n DESTAQUE
Floresta provocou encantamento
Floresta montada no auditório fez sucesso
Quem entrou no auditório da Monteiro se encantou com a floresta criada
pelos alunos do Ciclo I, sob a coordenação da professora do Ciclo I D Marivalda
Ribeiro de Oliveira. Com os elementos
produzidos em cada sala, a floresta tomou forma: árvores, animais, folhas pelo
chão, nascente, rio com vitória-régia, insetos, peixinhos e até a reprodução do
som da floresta.
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MONTEIRO INFORMA
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Especial
Os sextos anos desenvolveram castelos encantados nas florestas
Alunos trabalharam o tema floresta durante as aulas
n FUNDAMENTAL II
Diversidade foi o
O
s alunos do Fundamental II desenvolveram atividades diversificadas, contribuindo com entusiasmo para o sucesso da Feira.
É o que afirma a coordenadora do segmento, Rosane Maria Gama Ramos. Além da performance no espetáculo Floresta Viva, os alunos do Fundamental II desenvolveram os
seguintes trabalhos:
n Os sextos, sétimos e oitavos anos apresentaram pesquisa e poesias sobre a diversidade na Floresta Amazônica.
n Os sextos anos expuseram os “Castelos da
Floresta Encantada”, resultado de trabalhos
desenvolvidos nas aulas de desenho geométrico e artes, relacionados ao tema Florestas. As meninas se vestiram de princesas
para receber os convidados.
n Onde está a Mata Atlântica? Este foi o
tema da exposição feita pelos sextos anos a
partir do aprendizado obtido durante excursão à Fazenda Guirra, no subdistrito de São
Francisco Xavier, orientados pela professora
de ciências Lygia Macedo de Loureiro Abreu
e Silva.
n Os sextos anos criaram textos a partir de
um vídeo da Unesco.
n Alunos dos sextos aos nonos anos criaram
flores de papel com poesias e as distribu6
MONTEIRO INFORMA SET / OUT 2011
Nonos anos apresentaram as várias espécies amazônicas
Visitantes conheceram os produtos feitos a partir da floresta
A natureza foi transformada e
n DESTAQUE
Brincando
com a química
As turmas dos nonos anos, com o apoio
dos professores de química e biologia, desenvolveram no laboratório da escola a atividade
“Brincando com a Química”.
Com intervalos de 30 minutos, um grupo
de visitantes da Feira podia participar de três
experimentos. As pessoas aprendiam a produzir a pintura mágica, uma espuma (produção de polímeros) e uma massa (conhecida
pela criançada como geleca).
A atividade fez tanto sucesso que formouse fila na porta do laboratório.
A química virou diversão para pais e filhos
de espanhol
destaque
em arte pelos alunos
íram aos visitantes.
n No corredor do Fundamental II, os alunos
dos sétimos anos instalaram a mostra “Fazendo Arte com Flores e Folhas”, resultado
de projeto desenvolvido no Portal Educacional.
n Usando o software Imagine, os alunos
dos sétimos anos apresentaram os vários tipos de florestas.
A apresentação dos Jovens Talentos durante a Feira
Temas dos oitavos anos
Os alunos dos oitavos anos ficaram com
os seguintes temas:
n Produtos das florestas – Expuseram produtos de beleza, chás e objetos confeccionados a partir de folhas, flores e frutos e
ainda maquetes de florestas.
n Vídeo em espanhol sobre a preservação
do meio ambiente, intitulado Las Florestas
nos Piden Ayuda.
n Os alunos apresentaram “Juventude Através das Décadas”, reunindo atividades desenvolvidas nas aulas de inglês, português
e história em formato de teatro, exposição
etc.
n Dentro do Ano Internacional da Juventude, os alunos dos nonos anos exibiram em
vídeo as apresentações protagonizadas durante o Show de Talentos.
Utilizando o software Imagine, alunos conheceram florestas
Oitavos anos abordaram a juventude
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MONTEIRO INFORMA
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Especial
O Cordel
Adolescente
mostrou o
talento e a
criatividade
dos alunos
do 1º ano do
Ensino Médio
n ENSINO MÉDIO
Apoio ao aprendizado
O
s alunos do Ensino Médio, com
exceção do 3º ano, que estavam
em atividade ligada ao vestibular (confecção de um dicionário) também participaram da Feira: o 1º ano
com o Cordel Adolescente e uma exposição
de fotografia e poesia e o 2º ano na apresentação da Floresta Viva e desenvolvendo
um trabalho sobre a importância da preservação da floresta e de quanto um grupo de
pessoas pode fazer a diferença na defesa
da natureza.
O professor de matemática Jutts Benedito Rezende Goulart, coordenador do Ensino
Médio, avalia a participação dos alunos como
positiva pelo aprendizado oferecido dentro
dos três temas trabalhados este ano pela
Monteiro Lobato (Florestas, Química e Juventude).
A união da fotografia com a poesia resultou numa exposição de intersemiótica
Cordel Adolescente
A professora de português Petreya Cartolano Chaim não esconde o entusiasmo com
seus alunos do 1º ano do Ensino Médio. Eles
participaram da Feira do Conhecimento com
o “Cordel Adolescente do Meio Ambiente –
Ó Xente”.
Segundo Petreya, nas aulas de redação
os alunos se revelaram notáveis cordelistas, cantadores, prosadores e poetas. “Com
olhares adolescentes e conscientes de suas
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MONTEIRO INFORMA SET / OUT 2011
A comunidade da Monteiro prestigiou
a apresentação do Cordel Adolescente
responsabilidades ambientais, se fizeram presentes na elaboração de um livreto em cordel, manifestando suas ideias e percepções
para um mundo melhor”, relata.
Os alunos também se apresentaram cantando as músicas Xodó e Asa Branca, homenageando os 100 anos que o cantor Luiz
Gonzaga completaria este ano.
Eles destacaram a importância da literatura de cordel como patrimônio histórico e
cultural do povo brasileiro. “Foi uma aventura em cordel de tirar o chapéu”, elogia a
professora.
FOTO MARIA BRASIL / ESCOLA MONTEIRO LOBATO
Fala, galera!
SEXTO ANO
Crescimento, vida nova!
T
odos os anos, nesta época, fazemos para os alunos dos quintos
anos um encontro com os professores e profissionais que trabalham no Fundamental II. Nessas ocasiões, quando conversamos
com os alunos dos quintos anos, eles nos apresentam suas dúvidas e
expectativas: É mais difícil? Tem muita tarefa? Quantos professores são?
O recreio é muito curto? Será que vou me acostumar com tantos professores diferentes? Como são as provas?
Certa ansiedade é natural, pois trata-se de uma mudança razoável
na rotina desses jovens e de
suas famílias, além de simbolizar um “crescimento”, um ritual
de passagem da infância para
a pré-adolescência.
Nosso objetivo ao fazer o
“Um Dia Como no 6º Ano”, com
as aulas divididas, várias matérias, professores novos, horário
novo, recreio diferente, é mostrar-lhes como será a continuidade de seus estudos. E também aliviar essa ansiedade que
vem de toda mudança, procurando lhes dar maior segurança, mostrando-lhes o que vão
encontrar.
Nossas alunas Valentina
Oliveira do Valle Simão e Carolina Soares de Lima, ambas
do 6º ano A, já passaram por
isso e contam quais foram as
suas expectativas e como se
adaptaram.
Carolina lembra que, com a
aproximação do final do ano,
estava ansiosa e preocupada.
“Mas, ao mesmo tempo, estava
feliz por ter passado de ano”,
diz. Um de seus maiores temores era relacionado com os professores. “Depois do ‘Um Dia...’
fiquei mais tranquila e tudo foi
muito legal”, afirma.
Valentina recorda que estava animada porque ia mudar de
ano. “Mas sentia um pouco de
medo. Participei do ‘Um Dia
Como no 6º Ano’ e isso me ajudou bastante”. Ela diz que sente saudades das professoras do
5º ano. “Mas não tenho vontade
de voltar. Gosto de ser do 6º
ano”, completa.
CAROLINA:
VALENTINA:
“Depois do ‘Um Dia...’
fiquei mais tranquila e
tudo foi muito legal.”
“Sentia um pouco de
medo. Participei e me
ajudou bastante.”
n Texto de Marisa Ricci, psicóloga da
Escola Monteiro Lobato, acrescido de
depoimentos de alunos.
SET / OUT 2011
MONTEIRO INFORMA
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n OLHAR E ARTE
Até o dia 5 de novembro a
comunidade da Monteiro Lobato vai poder apreciar o trabalho
do cartunista, desenhista e
chargista Jean Galvão, que iniciou sua carreira desenhando
para jornais de sindicatos,
atuou como chargista no jornal
Valeparaibano e atualmente faz
desenhos e tiras
para a Editora
Abril e para o jornal Folha de S.
Paulo. Através
dos desenhos, ele
mostra, passo a
passo, o seu processo de criação.
No dia 23 de
agosto
terminou a
Jean:
exposição “Entre
humor
o fogo e a cor”, do
com arte
ar tista plástico
Alex Carrari. Ele emprega em
seus trabalhos a técnica de pintura em encáustica, que consiste na pigmentação de uma mistura de ceras quentes aplicadas
em superfície rígida, garantindo um aspecto único e natural
às suas obras. Carrari é o único da região a utilizar a técnica.
As duas exposições fazem
parte da mostra Olhar e Arte da
Monteiro Lobato, coordenada
por Cláudia Gutlich. As obras
ficam expostas no hall da secretaria da escola.
Livraria e
Papelaria
Dona Benta
À sua disposição,
dentro da Escola
Monteiro Lobato
MA
TERIAL DIDÁTICO
MATERIAL
UNIFORMES
LIVROS PARADIDÁTICOS
PAPELARIA
Pedidos:
(012) 3928-9714
10
MONTEIRO INFORMA SET / OUT 2011
Ex-alunos
VITOR CRIA APLICATIVOS
E VENDE PARA A APPLE
Estudante da Monteiro Lobato ber (US$ 0,99), que tem a função
até o último ano do Ensino Médio, de adivinhar números, e o Size It!
Vitor Luiz Cesco afirma que a li- (US$ 0,99), que mostra a numeraberdade de criar e de se expres- ção do sapato e da roupa conversar é um dos valores que guarda tida nos formatos de todos os paíde suas lembranças da escola e ses. Todos esses dispositivos são
que hoje estão fazendo a diferen- para aparelhos iPhone.
ça na sua vida.
Vitor conta que é um apaixonaAos 19 anos, aluno do 2º ano do pelos produtos da Apple e que
de engenharia da computação na pesquisou tudo sobre a empresa
Unitau (Universidade de Taubaté), na internet. “Comecei na brincadeiVitor ganhou destaque na imra, depois me cadasprensa regional por ter desentrei no programa
volvido quatro aplicativos que
para desenvolveforam aprovados pela Apple
dores da Apple.
e colocados à venda pela
Em uma semaAppStore em todo o munna, eles aprovado.
ram as minhas criEle criou a
ações”, relata. Ele
sabe que é muito difíCamera Meter
(US$ 2,99), que
cil ser um empregado da
mede a distância
Apple. “Mas eu chego
e a altura de quallá”, afirma, confiante
quer objeto; a iBiem alcançar o seu
sonho.
nary Calc (US$
1,99), calculadon Veja Vitor no Álbum
ra em número biVitor conseguiu ser
de Retratos abaixo
nário; o The Numdesenvolvedor da Apple
NOVO RECITAL
DE LUCAS
O ex-aluno
Lucas Rocha
Pullin (foto ao
lado) retornou
à Monteiro Lobato para realizar seu segundo recital
de violão clássico no auditório da escola. Ele apresentou os prelúdios nº 1 e nº 5 de Heitor VillaLobos e uma transcrição para o
violão, feita por ele mesmo, da sonata para violino BWV 1001, de
Bach. Lucas cursa mestrado em
Performance na The Juilliard School, em Nova York, um dos principais conservatórios do mundo.
Andrea e Ingrid: sucesso em
festival de dança de Curitiba
DANÇANDO
E BRILHANDO
As ex-alunas Ingrid
Stetner e Andrea Januzelli
obtiveram uma ótima
classificação no Brasil Tap
Jazz – Festival Internacional
de Dança, realizado em
Curitiba no mês de julho.
Utilizando a coreografia
feita em parceria com
Andrea, professora de
sapateado, intitulada
Imagining, Ingrid se
apresentou na categoria
solo avançado (sapateado)
e ficou em 3º lugar.
ÁLBUM DE RETRATOS
1º ano B / Ensino Médio / 2007
ARQUIVO / ESCOLA MONTEIRO LOBATO
O HUMOR DE
JEAN GALVÃO
Vitor Luiz Cesco
Em pé, da esq. p/ a dir.: professora Ângela Rezende Oliveira, Luiz Felipe Pinheiro dos Santos, Luis
Augusto Kuwer Bugin, Luiz Felipe V. Azevedo, Vitor Luiz Santos Azevedo de Toledo Cesco, Júlio
César Araújo de Almeida, Igor Carvalho de Araújo, Jonathan Robert Baker Haynes, Nicolas Soares
Tozato, Henrique Junio Pereira Lopes, Pedro Pfau Cavalcante, Marcelo de Oliveira Rosa Júnior, Matheus Brum Miraflores, orientadora educacional Giovana Miyazaki. Ajoelhadas: Caroline Rodrigues dos
Anjos, Anna Gabriela Pereira Freitas, Isabela Ferreira, Mariana Ribeiro Farah Mazzilli, Laís Pereira
Leite, Uani Marques Soares de Alvarenga, Cecília Mosca Barbosa. Sentadas: Fernanda Costa Gonçalves Rodrigues, Beatriz Camilo Ferreira da Silva, Luise Velly, Gabriela Mendonça da Silveira, Raissa
Gabriela Cândido Nogueira, Ingrid Rabelo Stetner, Giovanna Capinzaiki de Macedo, Cinthia Bonato
Zagatto.
Família lembra
piquenique...
Pais e filhos se divertiram no pátio da escola
Proporcionar um momento especial de convivência ao ar livre entre
alunos da Educação Infantil e seus familiares foi a proposta de comemoração do Dia da Família, que aconteceu em 10 de setembro.
A equipe de educação física fez um aquecimento para todo o grupo
e desenvolveu exercícios que incentivavam o contato físico entre pais e
filhos. Depois, as famílias visitaram cada uma das estações preparadas
especialmente para oferecer diversão. Havia oficina de pipas, pintura de
rosto, escultura de bexigas, fotografia engraçada em família, pista para
bicicletas e velotrol e trabalho com sucatas com a orientação dos professores.
O evento foi encerrado com cada família fazendo um piquenique com
as guloseimas trazidas de casa.
Um jeito divertido de
aprender matemática
A biologia na prática
Montando
o esqueleto
de uma ave
Os alunos do 2º ano do
Ensino Médio desenvolveram o estudo do esqueleto
de uma ave no Laboratório
de Ciências durante as aulas de biologia da professora Ângela Rezende de
Oliveira. Segundo a professora, o trabalho refletiu a
criatividade dos alunos e
incentivou o desenvolvimento intelectual e prático
do grupo.
Eles montaram e identificaram as partes do esqueleto, além de pesquisar
sobre a estrutura e a morfologia das aves. O trabalho também envolveu aulas
de física e química.
Para incentivar a memorização da tabuada e a agilidade de cálculo, os alunos do Fundamental I participaram do projeto Matematicando, uma disputa que envolve
as operações de adição, subtração e multiplicação.
A competição é dividida em quatro fases: 1 – aquecimento (as crianças completam as tabuadas); 2 – realização das operações separadamente; 3 – realização de
operações misturadas (crianças de 7 anos fazem 20 operações e as crianças até 10 anos fazem 32); nessa fase
são definidas as crianças com maior número de pontos
(o tempo é usado como critério de desempate); 4 – as
crianças vão para a disputa final no auditório.
Dinah Rachid Hatun, coordenadora do Fundamental
I, observa que, embora exista uma competição, a atividade beneficia pedagogicamente a todas as crianças
desse segmento. Os nomes dos vencedores podem ser
vistos no site da escola.
Alguns dos alunos premiados no Matematicando
O Zippy é o amigo dos alunos de seis a sete anos
O AMIGO ZIPPY VOLTOU
Amigos do Zippy, programa bienal de desenvolvimento emocional destinado a crianças de seis a sete
anos, prossegue na Escola Monteiro Lobato.
A finalidade da atividade é ajudar as crianças a
enfrentar dificuldades do
dia a dia, identificar e conversar sobre seus sentimentos e lidar com eles
sem prejudicar os outros e
nem a si mesmas.
O Zippy é um bicho-pau.
Ele é o animal de estimação de Tiago, que, com
seus amigos Leila e San-
dy, são os protagonistas de
várias histórias nas quais
enfrentam problemas como amizade, comunicação,
relacionamentos, resolução de conflitos, mudanças
e perdas e como lidar com
as dificuldades.
A psicóloga Thaís Ricci
Lopes, da Monteiro Lobato, explica que as professoras são capacitadas a aplicar o programa em sala de
aula e, através das histórias, as crianças discutem os
temas utilizando desenhos,
jogos e trocando ideias e
vivências.
SET / OUT 2011
MONTEIRO INFORMA
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Espaço
Bebê-Abá
n ENTREVISTA / LÉLIA ELENA ZONZINI RAMOS
A IMPORTÂNCIA
DAS TROCAS POSTURAIS
A
terapeuta ocupacional Lélia Elena
Zonzini Ramos (foto abaixo) iniciou a atividade de supervisão no
Berçário Bebê-Abá em 2008 por
meio de reuniões mensais com a equipe do berçário, realizando um trabalho teórico-prático. No
ano seguinte, diante da assimilação por parte
das professoras e da coordenação, os encontros passaram a ser trimestrais, com as novas
professoras sendo orientadas e com a discussão
de casos específicos ligados ao desenvolvimento
neuropsicomotor e outros
temas pertinentes. Nesta
entrevista, ela explica a
importância das trocas
posturais.
A princípio podemos pensar na autonomia que
ele vai alcançar e na quantidade de novos estímulos que vai conseguir buscar e receber explorando o espaço e o ambiente. Mas é muito
mais abrangente do que isso.
O que são trocas posturais?
São as mudanças corporais que fazemos com
um objetivo funcional, como rolar, passar de
deitado para sentado, de joelhos para em pé.
Os bebês são receptivos a essas atividades?
Alguns são muito receptivos. Outros se mostram resistentes a determinadas trocas por motivos diversos: insegurança, imaturidade, baixo
nível de estímulo recebido, superproteção, alterações de tônus e sensoriais, ou mesmo desconhecimento por parte dos cuidadores de como
fazê-lo adequadamente. A atividade deve ser
sempre prazerosa, os limites do bebê devem
ser respeitados e existem estratégias para que
o trabalho seja desenvolvido de forma gradativa e agradável como uma brincadeira.
Quais são as trocas posturais importantes
para o bebê desenvolver no primeiro ano
de vida?
Não há um critério rígido, mas de modo geral
chegam até essa idade realizando o rolar, pivotear, sentar, arrastar, engatinhar, ajoelhar, ficar em pé e, finalmente, andar.
Qual a importância do trabalho das trocas
posturais com os bebês de 3 meses a 1 ano?
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Você observa algum benefício para o desenvolvimento futuro das crianças que passam
por esse trabalho?
Normalmente, os bebês passam por essa evolução de modo natural. No entanto, por diversos fatores, isso pode não ocorrer. Outros fatores importantes estão intrínsecos nas trocas
posturais, como o desenvolvimento da percepção visual, espacial, corporal, sensorial, equilíbrio, força de membros superiores, lateralidade, padrões de preensão (essenciais para o
desenvolvimento cognitivo, manual, da escrita
etc.). Um olhar cuidadoso sobre a importância
de tal estímulo é um diferencial.
Quem desenvolve esse trabalho no dia a
dia? Com que frequência é realizado com
os alunos?
O que defendo é que esse trabalho seja inserido na rotina e, portanto, compreendido pela
equipe. Estamos falando de bebês saudáveis,
com famílias atentas, que realizam trocas de
informações constantes com a equipe do berçário. Portanto, o trabalho não necessita de um
horário fixo, mas deve ser realizado sempre,
desde a hora de retirar o bebê do berço, de
trocá-lo, de oferecer-lhe um brinquedo, de carregá-lo, auxiliá-lo a sentar-se ou a andar, assim como nas brincadeiras do dia a dia.
Antigamente as crianças não recebiam esses estímulos e se desenvolviam normalmente. Ou não?
Na grande maioria sim, até mesmo pelo estilo
de vida que levávamos tempos atrás. Atividades ao ar livre, dinâmicas, espaços físicos
maiores e mais tempo para os familiares dedicarem aos pequenos.
Por que o berçário Bebê-Abá acredita que
essas atividades sejam tão importantes?
Acredito que pela própria experiência anterior
da direção, vislumbrando as necessidades futuras dessas crianças no ambiente escolar e
social, e por compreender o processo de desenvolvimento e aprendizagem como global, ou
seja, sensório-percepto-cognitivo, afetivo e
motor. Um olhar apurado e uma intervenção
precoce evitam dificuldades e atrasos e preparam adequadamente a criança para a etapa
posterior, ou seja, a pré-escola.
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