Revista do Grupo Cemig Ano 1 - N0 3 - Setembro-Outubro/2010 Sustentabilidade em primeiro lugar Pela 11a vez, Cemig integra ranking da Dow Jones como empresa comprometida com o futuro das próximas gerações PROJETO LEVA FIBRA ÓPTICA AOS CONDOMÍNIOS RUA LARGA NO RIO DE JANEIRO É REVITALIZADA Presença sul-americana Expediente Diretor-Presidente: Djalma Bastos de Morais Diretor Vice-Presidente: Arlindo Porto Neto Diretor de Distribuição e Comercialização: Fernando Henrique Schuffner Neto Diretor de Finanças, Relações com Investidores e Controle de Participações: Luiz Fernando Rolla Diretor de Geração e Transmissão: Luiz Henrique de Castro Carvalho Diretor de Gestão Empresarial: Marco Antonio Rodrigues da Cunha Diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios: José Carlos de Mattos Diretor Comercial: Bernardo Afonso Salomão de Alvarenga Diretor de Gás: Márcio Augusto Vasconcelos Nunes Em 58 anos, o Grupo Cemig investiu na diversificação e na qualidade de seus serviços, expandindo sua atuação no Brasil e na América do Sul. Confira onde a Companhia está presente e suas respectivas operações. Universo Cemig Revista institucional do Grupo Cemig Ano I - número 3 Setembro-Outubro/2010 Av. Barbacena, 1.200 - 19º andar Tel.: (31) 3506-4949|3506-2052 Caixa Postal 992 Belo Horizonte|MG e-mail: [email protected] End. internet: www.cemig.com.br Editor responsável: Luiz Henrique Michalick - Reg. no 2.211 SJPMG Coordenação de edição: João Batista Pereira e Carlos Henrique Santiago Apoio: Jonatas Andrade Projeto Gráfico: Press Comunicação Empresarial Produção, redação e edição: Press Comunicação Empresarial (Jornalista responsável – Licia Linhares MG 10.283) Edição de arte e diagramação: Press Comunicação Empresarial Revisão: Cláudia Rezende Impressão: Tiragem: 24.000 Foto capa: Estação Ambiental de Peti (Ronaldo Guimarães) ARA APLICAÇÃO UZIDAS Filiado à Aberje 2 Universo Cemig geração geração eólica transmissão distribuição cliente livre cemig geração (construção) geração eólica (construção) transmissão (construção) distribuição de gás compra de energia sumário 08 04 Editorial Sustentabilidade com energia 05 Bem-estar 11 14 Ir ao clube Gremig é a melhor pedida para as famílias dos empregados da Cemig que querem desfrutar de momentos de lazer 16 Horário de Verão traz diversos benefícios à geração e economia de energia elétrica Governança Em apresentação no 21º Congresso da Apimec, diretor da Cemig explica a relação entre Governança Corporativa e sustentabilidade Prêmio A Empresa Amazonense de Transmissão de Energia S.A. (EATE) desbanca concorrentes e leva o Prêmio Valor 1000 23 Sustentabilidade Foco Social 26 Parceria da Cemig Telecom e Algar Telecom leva rede de fibra óptica a condomínios da Grande Belo Horizonte 18 Investimento Trabalho pelos empregados da Cemig coloca o nome da Empresa no topo Regionalismo A Rua Larga, palco de importantes acontecimentos da Cidade Maravilhosa, ganhará sobrevida com projeto de recuperação e restauração 30 Capa Pela 11ª vez consecutiva, a Cemig é apontada pelo Índice Dow Jones como uma das empresas mais sustentáveis do planeta Vitrine Trabalhar ao ar livre durante a estação mais quente do ano exige cuidados redobrados com a pele 32 Dicas Culturais 34 35 Terça-feira é dia de curtir música regada a muito bom gosto em São Paulo e Rio de Janeiro Com a Palavra Ana Luisa de Castro Almeida traz à tona a discussão sobre a ética nas e das organizações Retratos do Brasil A beleza e graça das orquídeas geram encantamento naqueles que são presenteados Setembro - Outubro/2010 3 EDITORIAL Sustentabilidade com energia “Sustentabilidade significa conduzir as nossas ações considerando a importância das dimensões econômica, ambiental e social e do papel da empresa de servir a sociedade.” 4 Universo Cemig É com muito orgulho e satisfação que compartilho, com os leitores da revista Universo Cemig, a seleção pelo 11º ano consecutivo no Índice Dow Jones de Sustentabilidade (Dow Jones Sustainability Index World – DJSI World), para o período 2010/2011. Outro feito, também digno de ser comemorado, é que a Cemig continua mantendo-se como a única empresa do setor elétrico da América Latina a compor esse Índice tão importante. Fazer parte e permanecer por tanto tempo no índice é uma prova de empenho da empresa para com a sustentabilidade. Sustentabilidade significa conduzir as nossas ações considerando a importância das dimensões econômica, ambiental e social e do papel da empresa de servir a sociedade. Representa também, e gostaria de destacar, o esforço de cada empregado em executar suas atividades de forma sustentável, comprometida com a melhoria da empresa, do meio ambiente e da sociedade. De um universo de 2.500 das maiores empresas do mundo, apenas 318 de 27 ramos industriais fazem parte da nova composição do DJSI World. Ao todo, sete empresas brasileiras foram selecionadas para compor o índice: Cemig, Bradesco, Fibria Celulose, Itaú, Itaúsa, Petrobras e Redecard. O DJSI World é composto por ações das maiores empresas que, em seus diferentes setores econômicos, caracterizam-se por sua reconhecida sustentabilidade corporativa, capazes de criar valor para os acionistas no longo prazo, por conseguirem aproveitar as oportunidades e gerenciar os riscos associados a fatores econômicos, ambientais e sociais. O critério para a seleção anual dessas empresas é conduzido pelo Dow Jones e pela SAM Research, sendo todo o processo auditado pela Deloitte. O fato de a Cemig pertencer ao DJSI World é considerado por administradores e investidores como um atestado de reconhecimento por sua atuação sustentável e interação com seus clientes, acionistas, funcionários, fornecedores e governo, criando uma relação transparente, sólida e responsável. A seleção leva em conta não apenas o desempenho financeiro, mas, principalmente, a qualidade e a melhoria contínua da gestão da Cemig. É um selo de sustentabilidade respeitado em todo o mundo, o que, com certeza, ajuda a Cemig a se tornar mais conhecida, atraindo mais investidores, acionistas, parceiros comerciais e novas oportunidades de mercado. Esperamos que a Cemig continue no seu caminho de permanecer no Índice Dow Jones de Sustentabilidade, por meio do esforço contínuo de praticar a sustentabilidade como elemento de sua cultura empresarial, assegurando que cada empregado e parceiro contemple as boas práticas de sustentabilidade nas sua atividades, com bom desempenho financeiro, respeito ao meio ambiente e atuação social responsável, lembrando que o reconhecimento no Índice é uma conquista de todos na empresa. Arlindo Porto Vice-presidente Arquivo Cemig BEM-ESTAR Diversão e lazer o ano todo Espaços de lazer e atividades culturais proporcionam a integração de empregados da Cemig de todo o Estado T odos os sábados, faça chuva ou faça sol, o técnico financeiro Euzelimar Souza Braga marca presença nas dependências da sede campestre da Associação Recreativa e Cultural dos Empregados da Cemig (Gremig). Ele é um dos 16.291 sócios da entidade, que, há 54 anos, oferece opções de lazer e integração aos empregados da Cemig, aposentados e seus familiares em toda Minas Gerais. Sócio desde 1988, Euzelimar não perde um só fim de semana de diversão na sede campestre de Contagem (Região Metropolitana de Belo Horizonte), uma área de lazer com 550 mil metros quadrados. Para ele, é uma ótima oportunidade para encontrar com antigos colegas de trabalho. “Conheço muitas pessoas que já se aposentaram na Cemig e que frequentam o lugar. Nós chegamos e já tem alguém fazendo um churrasco”, conta. Nem mesmo o frio espanta Euzelimar. “Se está calor, tem as piscinas. Se está frio, uso a sauna. De qualquer forma, é sempre uma boa opção para me divertir com os amigos. Quando estou lá, nem vejo o dia passar.” Setembro - Outubro/2010 5 Fotos: Eugênio Paccelli Haroldo e seu filho Lucas aproveitam as atividades para se divertirem juntos Além de piscinas para as crianças e adultos e serviços de bar e restaurante, a sede campestre de Contagem oferece completa infraestrutura para a prática de esportes. Futebol, tênis, voleibol, peteca e basquete são apenas algumas das modalidades contempladas no espaço. “Não deixo de participar de um campeonato sequer”, fala o técnico financeiro Haroldo Alves Araújo, que, há 16 anos, é sócio da Gremig. Junto com o filho Lucas, de 7 anos, ele aproveita os fins de semana ensolarados à beira da piscina ou nas quadras do clube. Diversão em todo o Estado Euzelimar (à esq.) joga futebol, uma das modalidades esportivas promovidas na associação 6 Universo Cemig Os empregados da Cemig no interior de Minas também contam com atividades culturais e espaços de lazer oferecidos pela Gremig. Em quatro cidades, a entidade mantém áreas de camping localizadas às margens dos reservatórios da Empresa. Nas demais localidades, os sócios são beneficiados com convênios firmados com clubes locais, além de eventos promovidos pelas coordenadorias regionais da Gremig. O eletricista Jader Lúcio, de Divinópolis (MG), é um dos frequentadores do Camping de Carmo do Cajuru, no município de mesmo nome, localizado no Centro-Oeste de Minas. “Sempre aproveito os feriados para levar a família. Além do visual maravilhoso, podemos pescar e descansar bastante”, conta. Serviço Para se associar à Gremig, basta ser empregado ou aposentado da Cemig, da Forluz ou de subsidiárias da Empresa. Contato pelos telefones (31) 3025-4500 e (31) 30254520 ou pelo o e-mail atendimento@gremig. com.br. Para associados do interior, o telefone é 0800-6009394. As crianças contam com uma programação especial, que inclui brincadeiras nas piscinas Situada às margens do reservatório da Usina de Cajuru, da Cemig, a área oferece condições propícias à prática de esportes aquáticos, além de momentos de descanso em meio à natureza. As demais áreas de lazer ficam às margens do reservatório da Usina de Itutinga, da Cemig, no Sul de Minas, onde os sócios podem se divertir em uma praia artificial, e em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Festa o ano todo A agenda de eventos da Gremig conta com opções para todos os gostos. Durante o ano, são realizadas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no interior de Minas, mais de 30 atividades, entre festas comemorativas, campeonatos esportivos, caminhadas e confraternizações. Entre os eventos mais esperados pelos associados, está o Forró Gremig, festa “julina” promovida na sede campestre de Contagem e que atrai um público de cerca de cinco mil pessoas. Os torneios de futebol, organizados para faixas etárias diferentes, que vão desde o infantil até os masters, para associados com mais de 50 anos, também fazem sucesso e movimentam os sócios durante o ano todo. Lazer garantido As crianças têm programação especial na Gremig. Além dos torneios e da escolinha de futebol, os pequenos se divertem na Colônia de Férias, realizada, anualmente, nas unidades da Região Metropolitana e do interior, com apresentações de teatro, entre outros eventos. Neste ano, a diversão foi garantida na tradicional Festa das Crianças da Sede Campestre da Gremig, em Contagem, que teve show dos personagens da série infantil Backyardigans, pula-pula, cama elástica e apresentação de mágica. Ruas de lazer e recreação movimentaram as cidades do interior, onde a data também não passou em branco. Setembro - Outubro/2010 7 INVESTIMENTO Em alta velocidade Cemig Telecom investe em projeto pioneiro que levará tecnologia de ponta a moradores da Região Metropolitana de BH 8 Universo Cemig R apidez, confiabilidade e preço justo. Esses são os principais benefícios que moradores de 30 condomínios da Região Metropolitana de Belo Horizonte terão com a implantação do projeto FTTH GPON, uma parceria entre a Cemig Telecom e a Algar Telecom. Em operação desde setembro, o projeto, pioneiro no Estado, terá capacidade para levar fibra óptica a cerca de 4 mil residências até o final de 2011. Moderno e confiável, o sistema de transmissão de dados a residências via fibra óptica já vinha sendo estudado pela Cemig Telecom desde 2006. “Uma consultoria especializada nos mostrou que havia demanda por serviços convergentes – voz, internet em banda ultralarga e TV por assinatura – de alta qualidade nos condomínios”, comenta o gerente Comercial, Paulo Tozo. No ano passado, a Empresa iniciou as negociações com a Algar Telecom, organização que, há 56 anos, atua no mercado, comercializando serviços como telefonia fixa, celular, internet e TV. Com o nome CTBC, marca que utiliza para o setor de varejo, a Algar ficará responsável por prover o conteúdo e comercializar os planos aos moradores dos condomínios de Nova Lima, um dos municípios que mais crescem na RMBH. A instalação da fibra óptica é simples e se assemelha à implantação de um cabo telefônico. “O cabo óptico tem sua origem na rede externa e percorre a mesma infraestrutura destinada aos demais cabos de telecomunicações. Ele prossegue até o interior da casa, onde é interligado aos dispositivos do cliente, como computador, televisão e telefone”, explica Paulo Tozo. Fibra óptica Meio físico de transmissão que apresenta velocidades próximas à da luz. Por esse mecanismo, a luz é confinada em um filamento cilíndrico muito longo, de diâmetro pequeno, o qual é predominantemente feito de vidro de sílica com alto grau de pureza ou de plástico especial. FTTH Sigla para a expressão em inglês Fiber to the Home, ou fibra para a casa, em tradução livre. Aplicada ao projeto, significa uma rede em que a fibra óptica é conectada da área externa até a residência dos moradores. Entenda como a fibra óptica chega até as residências Setembro - Outubro/2010 9 Tendência Saiba mais sobre os planos através do site www.algartelecom.com.br/ condominios INTERNET O uso da fibra óptica em substituição a cabos metálicos é uma tendência mundial no ramo das telecomunicações. Em países como Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul, a tecnologia já é empregada em larga escala. Em Minas Gerais, a rede FTTH da Cemig Telecom é pioneira, sendo o maior projeto em fase operacional no Brasil. Segundo o gerente de Implantação da Cemig Telecom, Edmilson Durães, a fibra óptica permite o desenvolvimento de projetos que, sem essa tecnologia, seriam impensáveis. “Já temos casas-piloto em que tudo é automatizado. A pessoa pode, mesmo fora de sua residência, gerir o consumo de energia e luz, ligar eletrodomésticos e até controlar a alcalinidade (ph) da sua piscina. Parece algo de um futuro distante, mas já está bem próximo.” Para conhecer melhor os planos, os moradores podem acessar o site da Algar Telecom ou entrar em contato pelo telefone 0800 942 8012. Referência em tecnologia Sala de videoconferência e fachada da Ativas, empresa de TI do grupo Asamar Com investimento inicial da ordem de US$ 50 milhões, foi inaugurado em Belo Horizonte um dos mais modernos data centers da América do Sul. O empreendimento, encabeçado pela Ativas, empresa de tecnologia de informação do grupo mineiro Asamar, conta com participação da Cemig Telecom, que adquiriu 49% da organização. Com 11 mil metros quadrados de área total, o novo data center promete gerar grandes rendimentos e incrementar os negócios da subsidiária do Grupo Cemig para a área de telecomunicações. Segundo o superintendente da Cemig Telecom, Sérgio Belisário, o data center foi construído seguindo pilares de sustentabilidade, escalabilidade e disponibilidade: “Utilizamos a chamada tecnologia de informação verde, que possibilita a economia de água e energia. Além disso, construímos uma estrutura que irá crescer a partir da demanda e que vai funcionar 365 dias ao ano.” O data center tem capacidade para atender empresas de todos os portes, com serviços que vão desde os mais básicos, como hospedagem de dados, à prestação de consultoria em soluções de TI e venda de software. Para Sérgio Belisário, a Cemig Telecom vai agregar valor ao seu negócio, tanto no papel de investidor quanto no de fornecedor de tecnologia, uma vez que, para conectar os clientes, o data center demandará os serviços de telecomunicação. O empreendimento já nasce como o único da América do Sul a ter certificação Tier III, concedida pelo órgão Uptime Institute, referência mundial em qualificação de data centers de grande porte. A classificação se refere, principalmente, a questões relativas à segurança e à confiabilidade. O data center da Ativas conta com clientes como a locadora de veículos Localiza, o laboratório Hermes Pardini e a operadora de planos de saúde Unimed. Ronaldo Guimarães 10 Universo Cemig FOCO SOCIAL Acertando os ponteiros Horário de verão chegou, trazendo benefícios à população A cordar mais cedo e sair do trabalho ainda com o sol brilhando no céu. Todos os anos, com a chegada do mês de outubro, lá está ele, o horário de verão, para mudar os hábitos e as rotinas da população. E a adaptação ao novo horário, há anos, gera controvérsias entre as pessoas. Para o analista e programador Daniel Azevedo de Paula, o fato de acordar cedo e ter dias mais longos só traz benefícios. “Sempre fico mais disposto e, com isso, acabo aproveitando melhor o meu dia”, diz. Entre as vantagens, está a oportunidade de aproveitar o final da tarde para fazer atividades que, geralmente, não praticaria sem o horário de verão. “Como moro em Divinópolis (MG), muitas vezes, viajo a trabalho. Com essa uma hora extra, consigo chegar mais cedo ao meu destino e, em alguns casos, tam- bém volto mais rápido, pois ainda está claro para dirigir na estrada”, explica. Porém, entrar em acordo com a necessidade de acordar e a vontade de continuar na cama, para algumas pessoas, não é uma tarefa fácil. O chamado relógio biológico leva, em média, de 7 a 15 dias para se acostumar com alterações na rotina, o que pode culminar com manhãs de preguiça e noites sem sono. Esse é o caso da coordenadora administrativa Fabiana de Souza Costa, de Campo Grande (MS). Para ela, a adaptação ao novo horário é lenta e costuma influenciar muito em sua rotina. “Com o passar dos dias, sinto mais cansaço e, às vezes, um leve mal-estar. Tenho dificuldade para dormir e muito mais para acordar, pois tenho a impressão de que o tempo voa. Costumo perder a noção das horas nos primeiros dias e, quando estou acostumando, voltamos ao horário normal”, fala Fabiana. Setembro - Outubro/2010 11 Benefícios comprovados Curiosidades O horário de verão foi cogitado pela primeira vez em 1784, pelo político e cientista Benjamin Franklin, e adotado, oficialmente, durante a Primeira Guerra Mundial. A mudança de horário pode causar impactos em programas de informática. Alguns desses sistemas precisam ser desligados e religados para que a atualização de horário não provoque problemas internos nem efeitos indesejáveis. Na primeira vez em que foi utilizado no Brasil, o horário de verão durou quase meio ano. Em 2006, o horário de verão foi adiado para o dia 5 de novembro, durante o segundo turno das eleições. Havia o receio de que a mudança provocasse problemas no sistema das urnas eletrônicas. 12 Universo Cemig Apesar de algumas pessoas “torcerem o nariz” quando é mencionado o assunto, verdade seja dita: ele traz importantes benefícios para o setor energético. A mudança nos ponteiros do relógio aumenta a confiabilidade e a segurança da operação do sistema elétrico. Segundo o engenheiro Wilson Fernandes Lage, do Centro de Operações do Sistema da Cemig, o adiantar dos relógios em uma hora proporciona uma substancial redução da demanda máxima durante o período de pico (entre 18 e 22 horas), quando há maior gasto de energia elétrica. A explicação está na geografia. No verão, devido ao posicionamento da Terra em relação ao sol, os dias passam a ter maior duração que as noites. Como as pessoas acordam e saem mais cedo do trabalho, existe um aproveitamento maior da luz natural. “No horário de verão, quando chegamos em casa, ainda está claro e tomamos nossos banhos sem a necessidade de acendermos as luzes. Além disso, com dias maiores, retarda-se o uso da iluminação pública, que é acionada automaticamente quando fica escuro”, explica Wilson Lage. Como não há coincidência entre as cargas dos chuveiros elétricos e a entrada da iluminação artificial residencial e pública, a economia gerada é significativa. Outro ponto importante na redução dos gastos é a rotina, já que as pessoas tendem, normalmente, a dormir no mesmo horário, utilizando menos energia elétrica. Entre os inúmeros benefícios que o horário de verão proporciona, pode-se citar, também, a redução no carregamento em linhas de transmissão, transformadores e unidades geradoras, garantia da continuidade e qualidade de atendimento aos sistemas, aumento da flexibilidade operativa e, principalmente, redução da necessidade de geração de energia térmica (mais cara e poluidora, por usar a combustão de diesel e carvão). De acordo com informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão responsável pela coordenação, controle da operação da geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional, a expectativa é de 4,4% de redução na demanda máxima. Isso equivale a 30% da carga utilizada em Minas Gerais no horário de pico. Em se tratando de economia no consumo de energia, o valor médio fica em 0,5% durante todo o período. Pode parecer pouco, mas essa João Luiz João Luiz aproveita os dias mais longos na Alemanha quantidade é suficiente para abastecer durante um mês, mais ou menos, uma cidade com 500 mil habitantes. Para o consumidor residencial, a economia chega a 5% no consumo mensal de energia. Sob a luz do sol O horário de verão não é um privilégio brasileiro. Ele foi adotado, pela primeira vez, em 1916, na Alemanha, como forma de reduzir os gastos com a geração térmica durante a Primeira Guerra Mundial. Hoje, o sistema é utilizado em 86 países, em sua maioria, do Hemisfério Norte. Como nesses locais o inverno costuma ser rigoroso, com menos incidência solar, no verão, ocorre uma inversão: a claridade costuma perdurar até as 22 horas, gerando uma maior economia com geração e gastos com energia artificial. “Como há bastante luz nessa época do ano, a mudança acaba sendo positiva. Durante o tempo em que estou aqui, minha adaptação ao horário de verão não representou nenhum tipo de problema”, conta o estudante de Ciência da Computação João Luiz Menicucci Aroeira, que, há quatro anos, mora na cidade de Freiburg im Breisgau (Alemanha). “Uma vez que os dias se tornam realmente mais longos, com o sol a partir das 5h30 até as 21h30, além de economizarmos mais energia, podemos ainda aproveitar um resto do dia após o trabalho”, explica. No Brasil, a adoção do horário de verão começou na década de 1930, com o governo Getúlio Vargas, vigorando de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. Mas, como existia ainda uma irregularidade quanto a sua adoção, nas décadas seguintes, vigorou apenas entre 1949 e 1952, em 1963 e de 1965 a 1967. Depois de vários períodos sem o adiantamento dos ponteiros, em 1985, o governo Sarney decidiu instituir, novamente, o horário de verão devido à queda do nível de água nos reservatórios das hidrelétricas, o que poderia comprometer, seriamente, a geração elétrica no País. Após esse incidente, seu uso passou a ocorrer todos os anos, porém, sem obedecer a uma data específica. Em 2008, por meio de um decreto do Ministério de Minas e Energia, o horário de verão passou a ter uma temporalidade fixa, sendo seu início à zero hora do terceiro domingo de outubro e término à zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano seguinte. Caso seu encerramento coincida com o Carnaval, a data final passa para a semana seguinte. Em sua versão 2010/2011, teve início previsto para o dia 17 de outubro e final, para 20 de fevereiro. Saiba mais sobre o horário de verão no blog da Cemig cemig-energia.blogspot.com Setembro - Outubro/2010 13 GOVERNANÇA Boa governança no caminho da sustentabilidade Congresso discute a importância do mercado de capitais e da Governança Corporativa para garantir o futuro das empresas Ronaldo Guimarães Luiz Fernando Rolla, diretor da Cemig, apresentou um dos painéis da Apimec Proporciona aos acionistas ou cotistas a gestão estratégica da empresa e a monitoração da direção-executiva. As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade. 14 Universo Cemig C olocar em prática a boa governança é a receita de sucesso para a empresa que deseja atrair acionistas e, assim, afirmar sua longevidade. Essa foi a conclusão dos especialistas que participaram de um dos painéis do 21º Congresso da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), realizado entre 25 e 27 de agosto, em Belo Horizonte (MG). O painel, que tratou das transformações da Governança Corporativa e seu papel na construção de empresas sustentáveis, contou com a presença do diretor de Finanças, Relações com Investidores e Controle de Participações da Cemig, Luiz Fernando Rolla. “Se você toma decisões sem levar a boa governança e a sustentabilidade em consideração, muito provavelmente, a perenidade da empresa será comprometida. A sustentabilidade é a única forma de garantir o valor da organização”, acredita. O que é governança corporativa? Empresas cujo capital está dividido em ações que podem ser transacionadas livremente. E preveem a obtenção de lucros a serem distribuídos aos acionistas. Para a diretora de Sustentabilidade da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Sônia Favaretto, que também participou do painel, “a sustentabilidade nada mais é do que o desenvolvimento equilibrado para as próximas gerações. Ela é o único caminho, uma nova forma de gerir o negócio”. De acordo com a especialista, os aspectos social e ambiental são tão importantes quanto o econômico. Carlos Eduardo Lessa Brandão, conselheiro do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), defende, inclusive, a publicação dos demonstrativos financeiros junto aos balanços sociais. “Uma economia saudável precisa levar em conta a tendência internacional de convergência das informações. Governança e sustentabilidade se tornam inseparáveis. É necessário um entendimento holístico, focando o desempenho, os impactos e os riscos da empresa“, defende. Para o IBGC, Governança Corporativa é o sistema pelo qual as sociedades anônimas são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre acionistas/cotistas, conselho e administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal. Seus princípios são transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. As empresas cujo capital está dividido em ações podem ser transacionadas livremente, prevendo a obtenção de lucros a serem distribuídos aos acionistas. Código das Melhores Práticas A quarta versão do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa do IBGC foi lançada em setembro de 2009, depois de quase dois anos de trabalho. O código é a referência nacional em conduta de gestão empresarial e nas escolas de negócios. A primeira versão do código data de 1999. Para a diretora de Sustentabilidade da Bovespa, Sônia Favaretto (ao lado de Carlos Brandão, do IBGC), o futuro das gerações depende da conscientização das empresas Setembro - Outubro/2010 15 PrêMIO A melhor energia do Brasil Resultados positivos garantem vitória da EATE no Prêmio Valor 1000 Paulo Godoy, presidente da Alupar, representou a EATE na premiação 16 Universo Cemig V alorização e reconhecimento de um grande trabalho. Foi com esse sentimento que a equipe da Empresa Amazonense de Transmissão de Energia S.A. (EATE) recebeu o troféu do Prêmio Valor 1000, no último dia 30 de agosto, em cerimônia realizada pelo jornal Valor Econômico, em São Paulo. Motivo de orgulho e satisfação para todo o Grupo Cemig, o prêmio tem abrangência nacional, sendo disputado pelas mil maiores companhias do País por receita líquida. Entre as empresas responsáveis pela geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica nacional, nenhuma deles apresentou, em 2009, a margem de atividade de mais de 80% do lucro sobre a receita líquida obtida pela EATE, que também teve altos índices de crescimento sustentável e geração de valor, avaliados pela equipe do jornal. Uma das razões apontadas pelo Anuário Valor 1000 para os excelentes resultados obtidos é a eficiência das instalações da EATE, que funcionam quase ininterruptamente durante os 365 dias do ano. Enquanto a média nacional de indisponibilidade (período em que ficam desligadas) das linhas de transmissão que atuam no Sistema Interligado Nacional na tensão de 500 kV é de 0,62%, a indisponibilidade da EATE foi de apenas 0,18%, ou seja, menos de um terço da média das demais linhas de transmissão que operam nesse nível de tensão. Papel de destaque Classificação final (pontuação obtida pelas empresas nos sete critérios) 1º EATE 32 2º Termorio 3º Itaipu Binacional 4º AES Eletropaulo 5º CEEE Geração e Transmissão 6º CEEE Distribuição 7º Copel Distribuição 8 º CPFL Paulista 9º TSN 10º AES Sul 28 27 24 24 24 22 20 20 20 Integrante do grupo Transmissoras Brasileiras de Energia (TBE), formado por nove empresas de transmissão, a EATE possui quase mil quilômetros de linhas de alta-tensão, que levam parte da energia produzida na Usina Hidrelétrica Tucuruí, desde a Subestação Tucuruí (PA) até a Presidente Dutra (MA), envolvendo cinco subestações nesse trajeto. Ao todo, as linhas atravessam 29 municípios da região Norte e são necessárias duas mil torres para sustentar todo esse aparato. Para o gerente de Engenharia da TBE, Marcus Vinícius do Nascimento, o segredo é a eficiência energética das linhas medidas pela disponibilidade ao Sistema Interligado Nacional. “Atualmente, a empresa aplica recursos com eficiência na operação e manutenção e mantém uma receita anual constante, o que a possibilita gerar resultados que permitem manter os investimentos no setor eletroenergético brasileiro”, disse. Na solenidade de entrega do prêmio, estiveram presentes representantes do Conselho de Administração, acionistas, diretores e executivos da transmissora. Em 2006, ao buscar um crescimento mais expressivo no setor de transmissão de energia, a Cemig realizou junto com a Alupar e outros sócios uma parceria público-privada, adquirindo parte da EATE. Destaca-se que a EATE entrou em operação dois meses antes da data prevista em seu contrato de concessão, o que permitiu aferir receitas antecipadas de um dos trechos da interligação Norte - Nordeste. Após a entrada da Cemig, a TBE adquiriu, em 2008, as concessionárias Sistema de Transmissão Catarinense S.A (STC) e Lumitrans – Companhia Transmissora de Energia Elétrica. Participou e venceu o leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para construção, operação e manutenção de 782 quilômetros de linhas de transmissão com sete subestações associados no Mato Grosso, que constituem a Empresa Brasileira de Transmissão de Energia S.A (EBTE). Nesse último empreendimento, o Grupo Cemig possui 49% de participação. Torre de energia da TBE: investimento que garante resultado Setembro - Outubro/2010 17 Capa A energia da Cemig é a mais sustentável da América Latina Resultado do Índice Dow Jones de Sustentabilidade é divulgado, e a Cemig crava seu nome entre as empresas mais sustentáveis do mundo, pela 11ª vez 18 Universo Cemig O que é o Índice Dow Jones? O Dow Jones Sustainability World Index (DJSI World), ou Índice Dow Jones de Sustentabilidade, avalia e seleciona as performances das instituições públicas e privadas de todo o mundo, de acordo com os resultados financeiros e a qualidade da gestão, que deve integrar a atuação ambiental e social. O DJSI World é considerado um Índice de alta confiabilidade mundial e uma referência importante para os investidores e administradores de recursos estrangeiros. P ode chacoalhar e estourar o champanhe porque a Cemig é undecacampeã em sustentabilidade. Talvez, soe melhor aos ouvidos dizer que a empresa conquistou, pela 11ª vez consecutiva, o direito de figurar no seleto ranking das empresas mais sustentáveis do planeta. No dia 9 de setembro, o Índice Dow Jones de Sustentabilidade foi divulgado e a apontou, mais uma vez, como referência mundial no setor de energia elétrica. A Cemig possui cadeira cativa no Índice desde quando ele foi instituído, em 1999, feito inédito na América Latina no setor de utilities. Em 2010, 105 empresas que atuam nos serviços de gás, energia elétrica e saneamento participaram da seleção e apenas 13 foram escolhidas, sendo que sete são da Europa, quatro, dos Estados Unidos, uma, da Austrália e apenas a Cemig é da América Latina, o que engrandece e valoriza, ainda mais, a proeza. No total, 2,5 mil empresas, agrupadas em 19 “supersetores” da economia, que vão de automóveis e autopeças a telecomunicações, foram analisadas, e apenas 318 companhias do mundo inteiro emplacaram seus nomes entre as comprovadamente sustentáveis. O vice-presidente da Cemig, Arlindo Porto, traduz a importância da conquista e lembra que o Índice é uma referência mundial para investidores e administradores tomarem decisões de investimento. “A visibilidade da Empresa se torna muito maior no mundo inteiro. Se mencionar para qualquer investidor que a Cemig está no Índice, o tratamento é outro, faz toda a diferença. Tornamos-nos um investimento muito mais atrativo e seguro para o mercado de capitais”, pontua. Atualmente, fundos investem mais de US$ 8 bilhões em ações das companhias que integram o Índice Dow Jones de Sustentabilidade. Participar do ranking significa ser capaz de criar valor para os acionistas no longo prazo, sobretudo pela capacidade de gerenciar os riscos e as oportunidades relacionados aos âmbitos ambiental, social e econômico. O gerente de Responsabilidade Ambiental e Social da Cemig, Ricardo Prata Camargos, vai além. “Qual empresa é melhor para o investidor? Uma empresa que está na lista geral ou a que está na lista das maiores empresas sustentáveis, que agregam mais valor e trabalham com ética nos negócios, com respeito ao meio ambiente e ao bem-estar social?”, incita. Utilities: Engloba as empresas prestadoras de serviço de energia elétrica, distribuição de gás, saneamento e outros serviços de utilidade pública. INTERNET Saiba mais sobre o Índice Dow Jones de Sustentabilidade no site www.sustainability-index.com Setembro - Outubro/2010 19 Investir em bolsa de valor é uma ação estratégica das grandes empresas 20 Universo Cemig Empresas do setor de Energia Elétrica Empresa AGL Energy Ltd. Cemig País Austrália Brasil Duke Energy Corp. Estados Unidos E.ON AG EDP – Energias de Portugal S.A. Endesa S.A. Enel S.p.A. Entergy Corp. Fortum Oyj Iberdrola S.A. PG&E Corp. Public Service Enterprise Group Inc. RWE AG Alemanha Portugal Espanha Itália Estados Unidos Finlândia Espanha Estados Unidos Estados Unidos Alemanha Ordem na casa Para a Cemig, o Índice Dow Jones é uma ferramenta estratégica de gestão da sustentabilidade. A partir dos resultados divulgados, é possível perceber os pontos que receberam as menores pontuações e que são passíveis de serem melhorados, além de se configurar em uma maneira de analisar as tendências de mercado. “A partir das respostas do questionário, conseguimos prever quais são as principais tendências com relação à sustentabilidade e gestão da Empresa”, esclarece a engenheira ambiental Soraya Simões Barroso, da Cemig. O envolvimento dos empregados é outro ponto que merece atenção. Com o tempo, eles perceberam a importância de a Empresa participar do Índice. “Isso é fruto do trabalho constante dos empregados e das diversas áreas. Caso contrário, a Cemig não estaria nesse importante Índice de sustentabilidade. Nada disso seria possível sem esse compromisso”, destaca Ricardo Prata, que mira o futuro e confessa que a Cemig não vai descansar. “O desenvolvimento do termo sustentabilidade muda com o tempo, e vamos acompanhar essa evolução para garantir as condições de vida para a geração atual e para as gerações futuras, o que também garantirá a perenidade da Cemig”, vislumbra. Presença da Cemig na Bolsa de Nova Iorque é resultado do trabalho integrado entre suas áreas Para Rita Mundim, economista e comentarista econômica da Rádio Itatiaia, ser sustentável não é apenas um bom negócio, mas a única forma de fazer negócio com respeito ao planeta e à humanidade. “A palavra sustentável vem do latim sustinere e significa manter vivo. As empresas sustentáveis são aquelas que conseguem produzir e atender as necessidades das gerações presentes com respeito ao meio ambiente, à sociedade na qual estão inseridas e, consequentemente, às gerações futuras”, diz. Eugênio Paccelli Muito além dos números Nenhum projeto da Cemig é levado adiante sem que as questões ambientais e sociais sejam levadas em consideração. Aliás, elas possuem muito peso na hora de decidir pela implementação do negócio. Por exemplo, antes de optar pela instalação de novos tranformadores, dotados da nova tecnologia de núcleo de metal amorfo, a área de engenharia providenciou avaliação econômica, técnica, ambiental e social do novo equipamento junto à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O aparelho foi aprovado e, hoje, contribui para redução de cerca de 70% no gasto de energia elétrica em comparação com o antigo transformador. Outro exemplo é o Programa Peixe Vivo, que prevê a criação e expansão de ações voltadas para a preservação da fauna aquática nas bacias hidrográficas. Além de ser viável economicamente, a iniciativa envolve e beneficia pescadores e comunidades vizinhas aos reservatórios, por meio da transmissão de tecnologia e conhecimento. Saiba mais sobre os novos transformadores no blog da Cemig cemig-energia. blogspot.com Bons antecedentes Não satisfeita com a presença em todas as edições do índice, em 2007 e 2009, a Cemig foi eleita como a líder mundial em sustentabilidade do setor de utilities. Antes, no período 2005/2006, ela já tinha sido eleita a líder mundial do segmento de energia elétrica. Investimentos em projetos socioambientais contribuem para a conquista do ranking Setembro - Outubro/2010 21 Para Geraldo Soares Leite Filho, analista do Itaú Unibanco, a conduta ética dos negócios é fator decisivo para a boa qualificação da empresa De braços dados Arquivo Itaú Unibanco Empresas brasileiras Empresa Banco Bradesco Cemig Fibria Celulose Itaú Unibanco Itausa Investimentos Itau Petrobras Redecard 22 Universo Cemig Setor Bancos Utilities Recursos Básicos Bancos Serviços Financeiros Óleo e Gás Serviços Financeiros A Cemig compartilha com o Itaú Unibanco o feito de serem as únicas empresas brasileiras a marcarem presença em todas as 11 edições do índice Dow Jones de Sustentabilidade. Segundo o analista Geraldo Soares Leite Filho, do Itaú Unibanco, a participação do banco “reflete o compromisso de longo prazo com a conduta ética dos negócios, a transparência, a governança corporativa e a responsabilidade social, cultural e ambiental.” Para ele, o compromisso com a sustentabilidade é fator determinante para a criação de valor diante dos acionistas e da sociedade. Ser bem qualificado e figurar entre as melhores empresas facilitam as parcerias. É o que prova a experiência da Cemig e Itaú Unibanco. “As empresas são parceiras em vários negócios. Inclusive, já realizamos eventos para auxiliar outras empresas a verem a importância do Índice e, frequentemente, trocamos ideias. Acredito que crescemos juntos”, exalta Geraldo. Ricardo Prata, da Cemig, por sua vez, lembra-se das parcerias com setores diversos da sociedade. “As parcerias com comunidades, organizações não governamentais (ONGs), universidades, entre outros, são igualmente imprescindíveis”, acrescenta. Neste ano, 45 companhias brasileiras foram convidadas a participar do processo de seleção e apenas sete foram classificadas, sendo que a Itausa foi considerada a líder no supersetor de serviços financeiros. SUSTENTABILIDADE Marcha pela sustentabilidade Os empregados entenderam o recado e se comprometeram com o preenchimento do questionário que mantém a Cemig entre as empresas mais sustentáveis do mundo Gláucia Rodrigues Equipe responsável pelo preenchimento do questionário que mede o Índice Dow Jones de Sustentabilidade trabalha de forma integrada O corre-corre nos corredores aponta que algo de muito importante acontece nos bastidores das empresas convidadas pelo Dow Jones para responder os questionários do índice mundial de sustentabilidade, realizado todos os anos. Equipes reunidas e debruçadas sobre planilhas por horas a fio e reuniões aqui e acolá mobilizam dezenas de empregados. Todos a postos com papel, caneta e calculadora à mão. Escreve ali, corta daqui, acrescenta uma vírgula, calcula os resultados e... pronto. Depois de suar a camisa e de quebrar a cuca, a equipe responde às 113 perguntas do questionário que mede o Índice Dow Jones de Sustentabilidade. Toda essa apreensão tem sua recompensa, no início de setembro, quando, anualmente, é divulgada a lista de empresas que farão parte do Índice. Pelo menos para as sete empresas brasileiras que fazem parte do índice, incluindo a Cemig. Não é de hoje que os índices de sustentabilidade, notoriamente o Dow Jones, são referências para os investidores que garimpam por empresas socialmente responsáveis, sustentáveis e rentáveis para aplicar seus recursos. Essa dinâmica é tão recorrente que ganhou até um nome e sigla: Investimentos Socialmente Responsáveis (SRI, sigla para a expressão Socially Responsible Investment ou Sustainable & Responsible Investment). Setembro - Outubro/2010 23 Gláucia Rodrigues Trabalho conjunto dos empregados garante agilidade no preenchimento das questões A valorização crescente das empresas sustentáveis parte do princípio de que elas geram mais valor ao acionista no longo prazo, já que estão mais preparadas para encarar os riscos econômicos, sociais e ambientais. Em outras palavras, é um investimento mais seguro, cujas possibilidades de perdas são minimizadas. Os índices provam sua funcionalidade e balizam as decisões dos investidores que estejam de antenas ligadas ao mercado de capitais. A engrenagem do Dow Jones O questionário que avalia as empresas candidatas a integrar os índices de sustentabilidade Dow Jones (além do mundial, a instituição realiza outros índices específicos para Saiba mais sobre sustentabilidade no blog da Cemig sustentabilidadecemig. blogspot.com Balanced Scorecard (BSC): metodologia de medição e gestão de desempenho desenvolvida por professores da Harvard Business School em 1992. 24 Universo Cemig as empresas europeias, norte-americanas e, mais recentemente, sul-coreanas) é elaborado pela SAM Research, empresa de gestão de ativos voltada para investimentos sustentáveis, com sede na Suíça. Primeiro, ela envia o convite oficial, sendo facultativa a participação da empresa. “O convite é direcionado às maiores empresas do mundo que comercializam ações”, enaltece o gerente de Responsabilidade Ambiental e Social da Cemig, Ricardo Prata Camargos. No total, 2,5 mil empresas, de 57 ramos industriais, de 51 países, foram convidadas em 2010. Após a confirmação da participação, cada empresa recebe o questionário on line com as 113 perguntas. É aí que começa o trabalho contra o tempo. As empresas, entre elas a Cemig, Entra e sai Entra ano sai ano, e o questionário sempre reserva surpresas. Em 2010, por exemplo, 33% das questões foram alteradas. A explicação é simples: como as perguntas acompanham as tendências mundiais de sustentabilidade, é preciso revisá-las e atualizá-las periodicamente. “O planejamento estratégico tinha um valor alto nos anos anteriores. Esse item foi cortado porque as grandes empresas já o haviam desenvolvido satisfatoriamente. Então, passaram a avaliar o Balanced Scorecard (BSC)”, exemplifica Ricardo Prata. Com o tempo, a governança corporativa e o código de ética ganharam mais peso, enquanto os itens de estratégias climáticas, biodiversidade e riscos relacionados à água foram introduzidos, além de ter sido dado maior valor às pessoas que trabalham nas empresas (capital intelectual). Ricardo Prata: apenas as grandes empresas são ‘‘ranqueadas’’ Temas avaliados em cada dimensão do questionário DJSI – 2010/2011 Social têm, em média, apenas seis semanas para responder. Neste ano, o questionário foi enviado em maio, e o prazo máximo para responder foi meados de junho. Como em jogo está a longevidade da Empresa, todo ano, cerca de 350 profissionais da Cemig prendem a respiração e mergulham de cabeça na sustentabilidade à procura das respostas. As questões são divididas nas três dimensões que compõem a sustentabilidade: econômica, social e ambiental, sendo que cada uma delas é subdividida em temas específicos. Algumas perguntas são direcionadas às áreas competentes, enquanto outras são respondidas por equipes multidisciplinares. Tudo é feito pela internet, mesmo quando é necessário anexar evidências para comprovar algum fato. Cada bloco de questões tem uma pontuação e um peso, e a nota final pode variar de 0 a 100. Neste ano, passaram no teste 318 empresas de 27 países. No setor de energia elétrica, apenas 13 foram selecionadas, sendo a Cemig a única da América Latina a fazer parte do índice desde a sua criação (confira na página 18). Filantropia e cidadania corporativa - Desenvolvimento do capital humano - Saúde e segurança - Atração e retenção de talentos - Engajamento com as partes interessadas - Relatório social - Indicadores de práticas trabalhistas Ambiental Relatório ambiental - Geração de eletricidade - Biodiversidade - Estratégia climática - Perdas na distribuição e transmissão - Riscos relacionados à água - Ecoeficiência - Política ambiental Econômico - Governança corporativa - Gerenciamento de risco - Relacionamento com o consumidor - Balanced Scorecard (BSC) - Código de Conduta - Oportunidade de mercado ISE Bovespa Outros índices A Cemig também marca presença há cinco anos, desde quando foi criado, no Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São Paulo (ISE Bovespa). A Bovespa, ao lado de instituições parceiras, criou o ISE para servir de referência para os investimentos socialmente responsáveis no Brasil. A avaliação é feita por meio de um questionário que avalia o desempenho das 150 companhias com as ações mais negociadas na Bovespa. São levados em consideração aspectos ambientais, sociais e econômicos e a governança corporativa. A empresa alemã Oekom Research divulga, todo ano, o ranking das instituições mais sustentáveis do mundo. Em 2009, a Cemig foi selecionada como empresa Prime, o que significa que é recomendada para investimento. Em outro índice do Dow Jones, o Global Dow, apenas três empresas brasileiras fazem parte, entre elas a Cemig. O Índice considera as 150 empresas líderes em seus setores que têm perspectivas de manter a posição de destaque no mercado. Setembro - Outubro/2010 25 REGIONALISMO Esquinas que contam histórias Projeto vai resgatar a memória de uma das partes mais importantes da Cidade Maravilhosa Arq uiv oL igh t Da Rua do Curtume, no século 18, à Rua Larga, em 2010: capítulo à parte na história do Rio de Janeiro 26 Universo Cemig Reprodução ‘‘Rua Larga’’ A Grande Rua Larga, cenário de momentos importantes da cidade e do país ao longo de três séculos, é aqui retratada em abordagens distintas por cinco fotógrafos consagrados. São cerca de 300 fotos, cuidadosamente escolhidas entre milhares, em perspectivas inusitadas o espírito arquitetônico e a paisagem humana, a rua e seu entorno, o cotidiano e a história. As fotos são ilustradas por textos que nos conduzem do passado de apogeu e declínio ao futuro de um presente que busca responder como e paisagem já não é mais a mesma. No passado, homens e mulheres de todos os cantos da cidade frequentavam a famosa e nobre Rua Larga, lugar onde pulsava a vida econômica, social e política do Rio de Janeiro. Hoje, muitos dos antigos casarões e sobrados por lá erguidos estão vazios, e a região, fincada no coração da Cidade Maravilhosa, aguarda pelo projeto que poderá trazer de volta todo o charme deixado no passado. Encabeçado pelo Instituto Light, em parceria com instituições públicas e privadas, o Projeto de Recuperação da Rua Larga quer resgatar a memória de quase três séculos do local, cuja história coincide com a da própria cidade. Por meio de ações culturais e restauração do patrimônio arquitetônico, espera-se atrair moradores, empresários e visitantes de volta para a região. “Hoje, 35% dos imóveis estão vazios. Nosso objetivo é valorizar a região, para que a taxa de ocupação seja maior”, explica o diretorexecutivo do Instituto Light, Oscar Guerra. por que revigorar uma região como esta. Convidamos o leitor a um caminhar atento pelas páginas deste livro. Elas falam por si. FOTÓGRAFOS CUSTODIO COIMBRA HENRIQUE PONTUAL MABEL FERES RUA L ARGA A organizadas como um passeio apaixonado e curioso que revela ROGÉRIO REIS W A LT E R F I R M O ORGANIZADORES MOZART VITOR SERRA CARLOS ALBERTO RABAÇA Livro traz em fotos a história da Rua Larga Reprodução ‘‘Rua Larga’’ Histórias para contar Originada no início do século 18, a Rua Larga passou por diversas mudanças, tanto no aspecto estrutural quanto no cultural. Em princípio, o lugar era chamado de Rua do Curtume, em alusão a um estabelecimento dedicado ao tratamento de couros que por ali funcionava. Segundo historiadores, a rua era dona de má fama, em razão dos prostíbulos e casas de jogos que existiam ao longo de sua extensão. Com a construção, no local, da igreja de São Joaquim, em meados do século 18, a rua ganhou novo status. O templo passou a ser referência para a denominação de duas ruas nas suas imediações: as ruas Estreita e Larga de São Joaquim. No início do século 20, a igreja foi demolida, e as duas ruas se transformaram em uma só: a Rua Larga, que, graças a mudanças estruturais, fazia o acesso direto para o mar, na região portuária. Ao longo dos anos, a área passou por mudanças estruturais e culturais Setembro - Outubro/2010 27 Arquivo Light Linhas do projeto Orçado em R$ 800 mil, sendo uma parte advinda de recursos próprios do Instituto Light e outra, da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, o projeto de Recuperação da Rua Larga teve início em 2007. De lá para cá, diversas ações de caráter cultural e educativo vêm sendo desenvolvidas, como a criação de um boletim informativo sobre o local, intervenções em escolas, lançamento de um livro de histórias e fotografias sobre a região e apresentações culturais. Além dessas atividades, estão sendo trabalhadas ações direcionadas para longo prazo. “Existe o projeto de criação do Polo Empresarial da Nova Rua Larga, que visa a aperfeiçoar o comércio existente na região e atrair novos empresários, e um plano urbanístico que estamos elaborando em conjunto com a Cia. City, empresa que tem grande atuação em São Paulo”, explica Oscar Guerra. Ainda neste ano, o Instituto Light vai entregar à Prefeitura do Rio de Janeiro um plano diretor com um conjunto de propostas a serem implantadas na região. É o resultado de diversos estudos que o instituto vem fazendo desde que o projeto teve início. São parceiros do Instituto Light: Cia. City, Instituto Pereira Passos, Instituto Cidade Viva e Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. Sede do Instituto Light: marco arquitetônico na Cidade Maravilhosa Reprodução ‘‘Rua Larga’’ Projeto prevê, além da revitalização da rua, o resgate de sua história 28 Universo Cemig Arquivo Light Centro Cultural Light é um dos atrativos da Rua Larga Muito para ser visto Além de desenvolver a economia da Rua Larga, com a ocupação de imóveis ociosos, o projeto do Instituto Light visa a levar turistas para a região. Como atrativos, a Rua Larga e seus arredores têm um rico acervo, formado por belos patrimônios arquitetônicos. É o caso do Colégio Pedro II, imponente prédio datado de 1837, que, ainda hoje, encontra-se em plena atividade. Outro belo exemplar é o Palacete Itamaraty, construído em meados do século 19 pelo segundo Barão de Itamarati. Depois da Proclamação da República, o local foi sede do Governo Provisório, abrigando os presidentes Floriano Peixoto e Prudente de Morais, entre 1889 e 1897. No edifício, também funcionou o Ministério das Relações Exteriores até a transferência da capital federal para Brasília. Como parte desse acervo, está, também, o prédio onde, desde 1912, funciona a Companhia Light. Datado de 1911, o prédio representa um verdadeiro marco arquitetônico para cidade do Rio, uma vez que foi construído a partir de técnicas inovadoras trazidas da Inglaterra e dos Estados Unidos. Na parte inferior da edificação, funciona o Centro Cultural Light, um difusor de arte, cultura e memória para os cariocas. INTERNET Saiba mais sobre o Instituto Light no site www.light.com.br/ institutolight/apresentacao. asp Setembro - Outubro/2010 29 VITRINE Você já passou filtro solar hoje? Além de proteger a pele, produto também é usado como Equipamento de Proteção Individual C om a chegada do verão, o filtro solar se torna o maior aliado para as pessoas que querem pegar “aquele bronzeado”, mas com precaução. Pois quem pensa que o uso do produto é indicado apenas para os momentos do lazer engana-se. Ele é um Equipamento de Proteção Individual (EPI) muito importante para quem trabalha exposto ao sol. Segundo Walnéia Almeida Moreira, médica de Segurança do Trabalho da Cemig, o uso do filtro solar deve ser regular e obrigatório. “A Empresa orienta sua utilização e reembolsa o valor do produto aos empregados que precisam de se proteger durante o trabalho”, explica. A proteção da pele deve ser permanente, evitando problemas futuros e garantindo mais saúde e qualidade de vida. “A radiação acumulada na pele é a responsável pelo aparecimento de manchas, rugas e, até mesmo, de algumas doenças, como o câncer. O contato excessivo com os raios solares, sem proteção e por tempo prolongado, pode causar também queimaduras agudas”, orienta a dermatologista Luciana Soares. Na Cemig, o filtro solar indicado e reembolsado é o de fator de proteção solar (FPS) 30, independentemente da marca. No entanto, o produto deve ser industrializado e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Universo Cemig traz algumas opções para você escolher o filtro solar ideal para seu tipo de pele. 30 Universo Cemig Filtro Solar: escolha o seu Banana Boat Ultra Defense Promete o mais elevado nível de proteção: 96% dos raios UVA / UVB. A composição é enriquecida com aloe vera e vitamina A e E, sendo livre de óleo e de fragrância, além de hidratar. Os FPS disponíveis são 100, 50, 30 e 15. A linha Ultra Defense ainda possui a versão do produto em spray contínuo, com os FPS 85, 50 e 30. Sundown Embalagem Econômica Possui proteção imediata e duas horas de proteção. É a prova d’água e do suor. A textura é leve e livre de óleo. Contém vitamina E, que deixa a pele mais hidratada, sendo indicado para pele sensível. A embalagem econômica, de 200 ml, garante mais economia e produto para toda a família. Os FPS disponíveis são 15, 20, 30, 50 e 60. Sundown Illumine Sundown Fresh Spray Contínuo Sundown Fresh em spray contínuo é fácil de aplicar e, assim como os todos os modelos em spray, permite alcançar até os lugares mais difíceis do corpo, proporcionando uma rápida absorção. É disponível nos FPS 15 ou 30. Desenvolvido especialmente para a pele morena ou negra, possibilita um bronzeado saudável, ajudando a manter a cor dourada da pele e deixando-a bronzeada por mais tempo. Além disso, a fórmula é não gordurosa e de rápida absorção. Disponível nos FPS 4 e 15. Nivea Sun Protect & Bronze A fórmula de Nivea Sun Protect & Bronze, sem abrir mão da proteção UVA/UVB, ainda auxilia no processo de bronzeamento natural da pele, proporcionando uma cor duradoura. Os agentes emolientes hidratam a pele e ajudam a manter a cor saudável por muito mais tempo. O produto é resistente à água, sua fórmula não gordurosa espalha facilmente e é de rápida absorção. Os FPS disponíveis são 15 e 30. Natura Fotoequilíbrio Loção Protetora Facial Oferece proteção solar alta e imediata, além bloquear mais de 98% da radiação UVA. Contém Elastinol+R, que ajuda a manter a integridade da pele, preservando sua firmeza, elasticidade e densidade. Possui filtros fotoestáveis, que mantêm o grau de proteção durante o período de exposição solar, além do Novo Complexo Antioxidante Natura (vitamina E, extrato de café e extrato de cacau), que auxilia no combate aos radicais livres, minimizando o fotoenvelhecimento. Disponível nos FPS 30 e 60. Setembro - Outubro/2010 31 DICAS CULTURAIS Terça-feira: dia de boa música N ão tem dia certo para sair, ouvir uma boa música e se divertir. Mas, para as empresas Light e Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa), a melhor escolha é a terça-feira. A data foi destinada à promoção da cultura por meio de projetos musicais realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo, promovendo atrações gratuitas ao público. Jazz para todos os gostos Patrocinado pela Taesa, o projeto Terça-Feira Instrumental consiste na realização de shows gratuitos de MPB, jazz e música instrumental. Na temporada 2010, são 42 apresentações, de fevereiro a dezembro, na casa de espetáculos Ao Vivo Music, na cidade de São Paulo, sempre às terças-feiras. Atrações como Caio Bassit, Coffee Breakers, Rateté Big Bands, Banda Urbana, Quarteto Tempo, Mateus Barbosa & Thiago Espírito Santo, Ney Conceição e Aquilo Del Nisso são alguns dos destaques que já se apresentaram no local. Serviço Horário: 20h30 e 22h30 Local: Ao Vivo Music Endereço: Rua Inhambu, 229 – Moema (São Paulo – SP) Classificação: 16 anos Ingresso: entrada gratuita Informações e programação: www.aovivomusic.com.br 32 Universo Cemig Canal Comunicação & Cultura / Jô Freire Mineiros na onda do jazz Musicais mais lights Realizado no Teatro do Centro Cultural Light, no Rio de Janeiro, o Terças Musicais Light tem o compromisso de resgatar e manter viva a obra daqueles que fizeram e fazem história na música. O projeto, que tem o patrocínio da Light Serviços de Eletricidade S/A, traz, para o público, nomes importantes, que, embora afastados das paradas de sucesso, têm suas criações sendo regravadas com frequência. O projeto ainda resgata o papel da cultura como instrumento de cidadania, pois é sugerida a doação no valor de R$ 5 por pessoa, a título de ingresso, revertido para as obras assistenciais da Sociedade Viva Cazuza. Desde agosto de 2007, quando iniciou o projeto, mais de 60 artistas já passaram pelo palco do teatro do Centro Cultural Light, entre eles Jerry Adriani (foto), Golden Boys, The Fevers, Wanderley Cardoso, Fernando Mendes, Byafra, Renato e seus Blue Caps, Adriana, Silvio Brito, Luiz Ayrão, Vanusa, Odair José, Os Vips, Marcio Greyck, Ritchie, Os Incríveis, Kleiton & Kledir, Rosemary, Antônio Carlos e Jocafi, Benito di Paula, Martinha, Alcione, Leoni, Luiz Melodia, Moraes Moreira, Jair Rodrigues, Rosanah e Ângela Ro Ro. Minas Gerais está se tornando referência como ponto de grandes festivais de jazz. Com patrocíneos da Cemig, os principais eventos foram realizados em julho, agosto e setembro, em Belo Horizonte e Ouro Preto, sendo responsáveis pela propagação e popularização do ritmo. O Savassi Festival abriu a série. A oitava edição passou por vários espaços de Belo Horizonte de 28 de julho a 1º de agosto. A programação contou com shows de bandas nacionais e internacionais, além de apresentações de DJs das novas tendências da música eletrônica inspirada no jazz. O Festival Internacional I Love Jazz, em sua segunda edição, manteve a proposta de popularizar no Brasil o ritmo que surgiu no sul dos Estados Unidos como forma de expressão das camadas mais populares. O festival, que também passou por Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, apresentou atrações internacionais e nacionais, além de pocket shows, master classes em escolas de música e jam sessions interativas. Na capital mineira, as apresentações aconteceram de 30 de julho a 1º de agosto, em praças públicas. Outra cidade que respirou jazz foi Ouro Preto, que, entre 16 e 19 de setembro, foi palco do tradicional festival Tudo é Jazz. O evento homenageou Louis Armstrong, um dos artistas de jazz mais influentes de todos os tempos, e também comemorou os 300 anos de Ouro Preto, a antiga Vila Rica. Como parte da programação, além dos shows, o público pôde assistir às palestras e oficinas gratuitas ministradas por artistas do Brasil e do exterior. Noir Comunicação Total / divulgação Serviço Horário: 12h30 Local: Centro Cultural Light – CCL Endereço: Avenida Marechal Floriano, 168, Centro (próximo ao metrô da Presidente Vargas) – Rio de Janeiro (RJ). Classificação: 12 anos, acompanhado de responsável Ingresso: doação de R$ 5 para a Fundação Viva Cazuza Informações: www.light.com.br Eldar Djangirov se apresentou em Ouro Preto no Festival de Jazz Setembro - Outubro/2010 33 COM A PALAVRA Reputation Institute Ética no contexto das organizações: temas e/ou dilemas “Consistência, coerência e transparência são diretrizes que devem marcar os discursos e as práticas organizacionais.” 34 Universo Cemig Por que a ética no mundo corporativo está na pauta das principais mídias com foco em negócios? O que é ético ou não ético no mundo dos negócios? Alguns exemplos divulgados pela mídia como o assédio sexual do presidente da HP a uma profissional que prestava serviços a empresa; o pagamento de bônus milionários da seguradora AIG a executivos, após receber um empréstimo de mais de 170 bilhões de dólares de dinheiro público americano; a redução de 67% do preço do iPhone dois meses após seu lançamento pela Apple, apontam para alguns dilemas enfrentados pelas grandes organizações. Os grandes problemas e dilemas corporativos hoje têm em sua raíz a questão da ética ou de sua falta. Entendendo a ética como a busca pelo bem comum, de todos os seres vivos, devemos pensar sua prática, no contexto das organizações, como o conjunto de princípios e valores que orientam as pessoas a trabalharem juntas para uma sociedade mais justa e uma economia sustentável. Dentre os projetos internacionais voltados para as transformações no mundo dos negócios, destacam-se o “Tomorrow’s Global Company” (As Empresas Globais do Futuro) e o relatório “Raising Our Game: Can We Sustain Globalization?” (Uma Aposta Mais Alta: a Globalização é Sustentável?”). Os documentos ressaltam que as empresas devem redefinir seu conceito de sucesso, de forma a alinhar o cumprimento de metas sociais, ambientais, humanas e financeiras. Garantir que a ética esteja de fato presente nas ações e comportamentos dos executivos e de todos os empregados da organização não se encontra nas fórmulas dos livros de administração e nem nos trabalhos de empresas de consultoria. No entanto, algumas premissas básicas têm contribuído para que as organizações orientem e sinalizem como deve ser a condução de seus negócios, reconhecendo que, cada vez mais, seus comportamentos e ações impactam diretamente na forma como é percebida e determinam o grau de estima, admiração, confiança e respeito que possui diante de seus grupos de relacionamentos. Consistência, coerência e transparência são diretrizes que devem marcar os discursos e as práticas organizacionais. Estabelecer um diálogo honesto com todos os grupos de relacionamento nem sempre é fácil, mas seguramente faz uma grande diferença na construção de relacionamentos duradouros. Verdade e honestidade devem fazer parte de qualquer boa estratégia de negócio. Como reflexão e entendendo a ética como a escolha pelo bem comum, que mudanças você pode e deve começar agora, em sua organização, sabendo que cada um de nós é responsável pelas ações e comportamentos de nossa organização? Deixar de fazer algo ou passar a responsabilidade para outros definitivamente não é ético. Ana Luisa de Castro Almeida Professora da Fundação Dom Cabral, da PUC Minas e diretora do Reputation Institute Brasil. Eugênio Paccelli Como resistir a tanta graça e beleza? As orquídeas, com suas formas e cores variadas, representam a delicadeza e a perfeição. Seu misticismo chama a atenção de quem a recebe, exprimindo encantamento. RETRATOS DO BRASIL Setembro - Outubro/2010 35 36 Universo Cemig