Revista do Grupo Cemig
Ano 1 - N0 3 - Setembro-Outubro/2010
Sustentabilidade
em primeiro lugar
Pela 11a vez, Cemig integra ranking da Dow Jones como
empresa comprometida com o futuro das próximas gerações
PROJETO LEVA FIBRA
ÓPTICA AOS CONDOMÍNIOS
RUA LARGA NO RIO
DE JANEIRO É REVITALIZADA
Presença sul-americana
Expediente
Diretor-Presidente:
Djalma Bastos de Morais
Diretor Vice-Presidente:
Arlindo Porto Neto
Diretor de Distribuição e Comercialização:
Fernando Henrique Schuffner Neto
Diretor de Finanças, Relações com
Investidores e Controle de Participações:
Luiz Fernando Rolla
Diretor de Geração e Transmissão:
Luiz Henrique de Castro Carvalho
Diretor de Gestão Empresarial:
Marco Antonio Rodrigues da Cunha
Diretor de Desenvolvimento de
Novos Negócios:
José Carlos de Mattos
Diretor Comercial:
Bernardo Afonso Salomão de Alvarenga
Diretor de Gás:
Márcio Augusto Vasconcelos Nunes
Em 58 anos, o Grupo Cemig investiu
na diversificação e na qualidade de
seus serviços, expandindo sua
atuação no Brasil e na América do Sul.
Confira onde a Companhia está
presente e suas respectivas operações.
Universo Cemig
Revista institucional do Grupo Cemig
Ano I - número 3
Setembro-Outubro/2010
Av. Barbacena, 1.200 - 19º andar
Tel.: (31) 3506-4949|3506-2052
Caixa Postal 992
Belo Horizonte|MG
e-mail: [email protected]
End. internet: www.cemig.com.br
Editor responsável:
Luiz Henrique Michalick - Reg. no 2.211 SJPMG
Coordenação de edição:
João Batista Pereira e Carlos Henrique Santiago
Apoio:
Jonatas Andrade
Projeto Gráfico:
Press Comunicação Empresarial
Produção, redação e edição:
Press Comunicação Empresarial
(Jornalista responsável – Licia Linhares MG 10.283)
Edição de arte e diagramação:
Press Comunicação Empresarial
Revisão:
Cláudia Rezende
Impressão:
Tiragem: 24.000
Foto capa:
Estação Ambiental de Peti (Ronaldo Guimarães)
ARA APLICAÇÃO
UZIDAS
Filiado à Aberje
2
Universo Cemig
geração
geração eólica
transmissão
distribuição
cliente livre
cemig
geração
(construção)
geração eólica
(construção)
transmissão
(construção)
distribuição
de gás
compra de
energia
sumário
08
04
Editorial
Sustentabilidade com energia
05
Bem-estar
11
14
Ir ao clube Gremig é a melhor
pedida para as famílias dos
empregados da Cemig que
querem desfrutar de momentos
de lazer
16
Horário de Verão traz diversos
benefícios à geração e economia
de energia elétrica
Governança
Em apresentação no 21º
Congresso da Apimec, diretor
da Cemig explica a relação
entre Governança Corporativa e
sustentabilidade
Prêmio
A Empresa Amazonense
de Transmissão de Energia
S.A. (EATE) desbanca
concorrentes e leva o Prêmio
Valor 1000
23
Sustentabilidade
Foco Social
26
Parceria da Cemig Telecom e
Algar Telecom leva rede de
fibra óptica a condomínios
da Grande Belo Horizonte
18
Investimento
Trabalho pelos empregados
da Cemig coloca o nome da
Empresa no topo
Regionalismo
A Rua Larga, palco de
importantes acontecimentos
da Cidade Maravilhosa,
ganhará sobrevida com
projeto de recuperação e
restauração
30
Capa
Pela 11ª vez consecutiva,
a Cemig é apontada pelo
Índice Dow Jones como
uma das empresas mais
sustentáveis do planeta
Vitrine
Trabalhar ao ar livre durante
a estação mais quente
do ano exige cuidados
redobrados com a pele
32
Dicas Culturais
34
35
Terça-feira é dia de curtir
música regada a muito bom
gosto em São Paulo e Rio de
Janeiro
Com a Palavra
Ana Luisa de Castro Almeida
traz à tona a discussão
sobre a ética nas e das
organizações
Retratos do Brasil
A beleza e graça das
orquídeas geram
encantamento naqueles que
são presenteados
Setembro - Outubro/2010
3
EDITORIAL
Sustentabilidade com energia
“Sustentabilidade significa conduzir
as nossas ações considerando a
importância das dimensões econômica,
ambiental e social e do papel da
empresa de servir a sociedade.”
4
Universo Cemig
É com muito orgulho e satisfação
que compartilho, com os leitores da
revista Universo Cemig, a seleção
pelo 11º ano consecutivo no Índice
Dow Jones de Sustentabilidade
(Dow Jones Sustainability Index
World – DJSI World), para o período
2010/2011. Outro feito, também
digno de ser comemorado, é que a
Cemig continua mantendo-se como
a única empresa do setor elétrico da
América Latina a compor esse Índice
tão importante.
Fazer parte e permanecer por
tanto tempo no índice é uma prova
de empenho da empresa para com
a sustentabilidade. Sustentabilidade
significa conduzir as nossas ações
considerando a importância das
dimensões econômica, ambiental e
social e do papel da empresa de servir a sociedade.
Representa também, e gostaria
de destacar, o esforço de cada empregado em executar suas atividades
de forma sustentável, comprometida
com a melhoria da empresa, do meio
ambiente e da sociedade.
De um universo de 2.500 das
maiores empresas do mundo, apenas 318 de 27 ramos industriais
fazem parte da nova composição do
DJSI World. Ao todo, sete empresas
brasileiras foram selecionadas para
compor o índice: Cemig, Bradesco, Fibria Celulose, Itaú, Itaúsa, Petrobras
e Redecard.
O DJSI World é composto por
ações das maiores empresas que, em
seus diferentes setores econômicos,
caracterizam-se por sua reconhecida
sustentabilidade corporativa, capazes de criar valor para os acionistas
no longo prazo, por conseguirem
aproveitar as oportunidades e gerenciar os riscos associados a fatores
econômicos, ambientais e sociais. O
critério para a seleção anual dessas
empresas é conduzido pelo Dow Jones e pela SAM Research, sendo todo
o processo auditado pela Deloitte.
O fato de a Cemig pertencer ao
DJSI World é considerado por administradores e investidores como um
atestado de reconhecimento por sua
atuação sustentável e interação com
seus clientes, acionistas, funcionários, fornecedores e governo, criando
uma relação transparente, sólida e
responsável. A seleção leva em conta
não apenas o desempenho financeiro, mas, principalmente, a qualidade
e a melhoria contínua da gestão da
Cemig. É um selo de sustentabilidade respeitado em todo o mundo, o
que, com certeza, ajuda a Cemig a se
tornar mais conhecida, atraindo mais
investidores, acionistas, parceiros
comerciais e novas oportunidades de
mercado.
Esperamos que a Cemig continue
no seu caminho de permanecer no
Índice Dow Jones de Sustentabilidade, por meio do esforço contínuo
de praticar a sustentabilidade como
elemento de sua cultura empresarial,
assegurando que cada empregado e
parceiro contemple as boas práticas
de sustentabilidade nas sua atividades, com bom desempenho financeiro, respeito ao meio ambiente e
atuação social responsável, lembrando que o reconhecimento no Índice é
uma conquista de todos na empresa.
Arlindo Porto
Vice-presidente
Arquivo Cemig
BEM-ESTAR
Diversão e lazer
o ano todo
Espaços de lazer e atividades culturais
proporcionam a integração de empregados da
Cemig de todo o Estado
T
odos os sábados, faça chuva ou faça
sol, o técnico financeiro Euzelimar
Souza Braga marca presença nas dependências da sede campestre da
Associação Recreativa e Cultural dos
Empregados da Cemig (Gremig). Ele é um dos
16.291 sócios da entidade, que, há 54 anos, oferece opções de lazer e integração aos empregados da Cemig, aposentados e seus familiares em
toda Minas Gerais.
Sócio desde 1988, Euzelimar não perde um
só fim de semana de diversão na sede campestre de Contagem (Região Metropolitana de Belo
Horizonte), uma área de lazer com 550 mil metros quadrados. Para ele, é uma ótima oportunidade para encontrar com antigos colegas de
trabalho. “Conheço muitas pessoas que já se
aposentaram na Cemig e que frequentam o lugar. Nós chegamos e já tem alguém fazendo um
churrasco”, conta.
Nem mesmo o frio espanta Euzelimar. “Se
está calor, tem as piscinas. Se está frio, uso a
sauna. De qualquer forma, é sempre uma boa
opção para me divertir com os amigos. Quando
estou lá, nem vejo o dia passar.”
Setembro - Outubro/2010
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Fotos: Eugênio Paccelli
Haroldo e seu filho Lucas aproveitam as atividades para se divertirem juntos
Além de piscinas para as crianças e adultos
e serviços de bar e restaurante, a sede campestre de Contagem oferece completa infraestrutura para a prática de esportes. Futebol, tênis,
voleibol, peteca e basquete são apenas algumas
das modalidades contempladas no espaço. “Não
deixo de participar de um campeonato sequer”,
fala o técnico financeiro Haroldo Alves Araújo,
que, há 16 anos, é sócio da Gremig. Junto com
o filho Lucas, de 7 anos, ele aproveita os fins de
semana ensolarados à beira da piscina ou nas
quadras do clube.
Diversão em todo o Estado
Euzelimar (à esq.) joga futebol, uma das modalidades esportivas
promovidas na associação
6
Universo Cemig
Os empregados da Cemig no interior de Minas também contam com atividades culturais
e espaços de lazer oferecidos pela Gremig. Em
quatro cidades, a entidade mantém áreas de
camping localizadas às margens dos reservatórios da Empresa. Nas demais localidades, os
sócios são beneficiados com convênios firmados
com clubes locais, além de eventos promovidos
pelas coordenadorias regionais da Gremig.
O eletricista Jader Lúcio, de Divinópolis (MG),
é um dos frequentadores do Camping de Carmo
do Cajuru, no município de mesmo nome, localizado no Centro-Oeste de Minas. “Sempre aproveito os feriados para levar a família. Além do
visual maravilhoso, podemos pescar e descansar
bastante”, conta.
Serviço
Para se associar à Gremig, basta ser empregado ou aposentado
da Cemig, da Forluz
ou de subsidiárias
da Empresa. Contato
pelos telefones (31)
3025-4500 e (31) 30254520 ou pelo o e-mail
atendimento@gremig.
com.br. Para associados
do interior, o telefone é
0800-6009394.
As crianças contam com uma programação especial, que inclui brincadeiras nas piscinas
Situada às margens do reservatório da Usina
de Cajuru, da Cemig, a área oferece condições
propícias à prática de esportes aquáticos, além
de momentos de descanso em meio à natureza.
As demais áreas de lazer ficam às margens do reservatório da Usina de Itutinga, da Cemig, no Sul
de Minas, onde os sócios podem se divertir em
uma praia artificial, e em Juiz de Fora, na Zona
da Mata.
Festa o ano todo
A agenda de eventos da Gremig conta com
opções para todos os gostos. Durante o ano, são
realizadas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no interior de Minas, mais de 30 atividades, entre festas comemorativas, campeonatos esportivos, caminhadas e confraternizações.
Entre os eventos mais esperados pelos associados, está o Forró Gremig, festa “julina” promovida na sede campestre de Contagem e que
atrai um público de cerca de cinco mil pessoas.
Os torneios de futebol, organizados para faixas
etárias diferentes, que vão desde o infantil até
os masters, para associados com mais de 50
anos, também fazem sucesso e movimentam os
sócios durante o ano todo.
Lazer garantido
As crianças têm programação especial na
Gremig. Além dos torneios e da escolinha de
futebol, os pequenos se divertem na Colônia de
Férias, realizada, anualmente, nas unidades da
Região Metropolitana e do interior, com apresentações de teatro, entre outros eventos.
Neste ano, a diversão foi garantida na tradicional Festa das Crianças da Sede Campestre
da Gremig, em Contagem, que teve show dos
personagens da série infantil Backyardigans,
pula-pula, cama elástica e apresentação de mágica. Ruas de lazer e recreação movimentaram
as cidades do interior, onde a data também não
passou em branco.
Setembro - Outubro/2010
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INVESTIMENTO
Em alta
velocidade
Cemig Telecom investe em projeto pioneiro que levará tecnologia
de ponta a moradores da Região Metropolitana de BH
8
Universo Cemig
R
apidez, confiabilidade e preço justo.
Esses são os principais benefícios
que moradores de 30 condomínios
da Região Metropolitana de Belo
Horizonte terão com a implantação
do projeto FTTH GPON, uma parceria entre a
Cemig Telecom e a Algar Telecom. Em operação
desde setembro, o projeto, pioneiro no Estado,
terá capacidade para levar fibra óptica a cerca de
4 mil residências até o final de 2011.
Moderno e confiável, o sistema de transmissão de dados a residências via fibra óptica já vinha sendo estudado pela Cemig Telecom desde
2006. “Uma consultoria especializada nos mostrou que havia demanda por serviços convergentes – voz, internet em banda ultralarga e TV
por assinatura – de alta qualidade nos condomínios”, comenta o gerente Comercial, Paulo Tozo.
No ano passado, a Empresa iniciou as negociações com a Algar Telecom, organização que,
há 56 anos, atua no mercado, comercializando
serviços como telefonia fixa, celular, internet e
TV. Com o nome CTBC, marca que utiliza para o
setor de varejo, a Algar ficará responsável por
prover o conteúdo e comercializar os planos aos
moradores dos condomínios de Nova Lima, um
dos municípios que mais crescem na RMBH.
A instalação da fibra óptica é simples e se assemelha à implantação de um cabo telefônico.
“O cabo óptico tem sua origem na rede externa
e percorre a mesma infraestrutura destinada aos
demais cabos de telecomunicações. Ele prossegue até o interior da casa, onde é interligado aos
dispositivos do cliente, como computador, televisão e telefone”, explica Paulo Tozo.
Fibra óptica
Meio físico de transmissão que
apresenta velocidades próximas à da luz. Por esse mecanismo, a luz é confinada em
um filamento cilíndrico muito
longo, de diâmetro pequeno,
o qual é predominantemente
feito de vidro de sílica com alto
grau de pureza ou de plástico
especial.
FTTH
Sigla para a expressão em inglês Fiber to the Home, ou fibra para a casa, em tradução
livre. Aplicada ao projeto, significa uma rede em que a fibra
óptica é conectada da área externa até a residência dos moradores.
Entenda como a
fibra óptica chega
até as residências
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Tendência
Saiba mais sobre os planos
através do site
www.algartelecom.com.br/
condominios
INTERNET
O uso da fibra óptica em substituição a cabos
metálicos é uma tendência mundial no ramo das
telecomunicações. Em países como Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul, a tecnologia já é
empregada em larga escala. Em Minas Gerais, a
rede FTTH da Cemig Telecom é pioneira, sendo
o maior projeto em fase operacional no Brasil.
Segundo o gerente de Implantação da Cemig Telecom, Edmilson Durães, a fibra óptica
permite o desenvolvimento de projetos que,
sem essa tecnologia, seriam impensáveis. “Já temos casas-piloto em que tudo é automatizado.
A pessoa pode, mesmo fora de sua residência,
gerir o consumo de energia e luz, ligar eletrodomésticos e até controlar a alcalinidade (ph) da
sua piscina. Parece algo de um futuro distante,
mas já está bem próximo.”
Para conhecer melhor os planos, os moradores podem acessar o site da Algar Telecom ou
entrar em contato pelo telefone 0800 942 8012.
Referência em tecnologia
Sala de videoconferência
e fachada da
Ativas, empresa
de TI do grupo
Asamar
Com investimento inicial da ordem de US$
50 milhões, foi inaugurado em Belo Horizonte
um dos mais modernos data centers da América
do Sul. O empreendimento, encabeçado pela
Ativas, empresa de tecnologia de informação do
grupo mineiro Asamar, conta com participação
da Cemig Telecom, que adquiriu 49% da organização. Com 11 mil metros quadrados de área
total, o novo data center promete gerar grandes
rendimentos e incrementar os negócios da subsidiária do Grupo Cemig para a área de telecomunicações.
Segundo o superintendente da Cemig Telecom, Sérgio Belisário, o data center foi construído seguindo pilares de sustentabilidade,
escalabilidade e disponibilidade: “Utilizamos a
chamada tecnologia de informação verde, que
possibilita a economia de água e energia. Além
disso, construímos uma estrutura que irá crescer
a partir da demanda e que vai funcionar 365 dias
ao ano.”
O data center tem capacidade para atender
empresas de todos os portes, com serviços
que vão desde os mais básicos, como hospedagem de dados, à prestação de consultoria em
soluções de TI e venda de software. Para Sérgio
Belisário, a Cemig Telecom vai agregar valor ao
seu negócio, tanto no papel de investidor quanto no de fornecedor de tecnologia, uma vez que,
para conectar os clientes, o data center demandará os serviços de telecomunicação.
O empreendimento já nasce como o único
da América do Sul a ter certificação Tier III, concedida pelo órgão Uptime Institute, referência
mundial em qualificação de data centers de
grande porte. A classificação se refere, principalmente, a questões relativas à segurança e à confiabilidade. O data center da Ativas conta com
clientes como a locadora de veículos Localiza,
o laboratório Hermes Pardini e a operadora de
planos de saúde Unimed.
Ronaldo Guimarães
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Universo Cemig
FOCO SOCIAL
Acertando
os ponteiros
Horário de verão chegou,
trazendo benefícios à população
A
cordar mais cedo e sair do trabalho
ainda com o sol brilhando no céu.
Todos os anos, com a chegada do
mês de outubro, lá está ele, o horário de verão, para mudar os hábitos e as rotinas da população. E a adaptação ao
novo horário, há anos, gera controvérsias entre
as pessoas.
Para o analista e programador Daniel Azevedo de Paula, o fato de acordar cedo e ter dias
mais longos só traz benefícios. “Sempre fico
mais disposto e, com isso, acabo aproveitando
melhor o meu dia”, diz. Entre as vantagens, está
a oportunidade de aproveitar o final da tarde
para fazer atividades que, geralmente, não praticaria sem o horário de verão. “Como moro em
Divinópolis (MG), muitas vezes, viajo a trabalho.
Com essa uma hora extra, consigo chegar mais
cedo ao meu destino e, em alguns casos, tam-
bém volto mais rápido, pois ainda está claro para
dirigir na estrada”, explica.
Porém, entrar em acordo com a necessidade
de acordar e a vontade de continuar na cama,
para algumas pessoas, não é uma tarefa fácil. O
chamado relógio biológico leva, em média, de 7
a 15 dias para se acostumar com alterações na
rotina, o que pode culminar com manhãs de preguiça e noites sem sono. Esse é o caso da coordenadora administrativa Fabiana de Souza Costa, de Campo Grande (MS). Para ela, a adaptação
ao novo horário é lenta e costuma influenciar
muito em sua rotina. “Com o passar dos dias,
sinto mais cansaço e, às vezes, um leve mal-estar. Tenho dificuldade para dormir e muito mais
para acordar, pois tenho a impressão de que o
tempo voa. Costumo perder a noção das horas
nos primeiros dias e, quando estou acostumando, voltamos ao horário normal”, fala Fabiana.
Setembro - Outubro/2010
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Benefícios comprovados
Curiosidades
„„ O horário de verão foi cogitado pela primeira vez em
1784, pelo político e cientista Benjamin Franklin, e adotado, oficialmente, durante
a Primeira Guerra Mundial.
„„ A mudança de horário pode
causar impactos em programas de informática. Alguns
desses sistemas precisam
ser desligados e religados
para que a atualização de
horário não provoque problemas internos nem efeitos indesejáveis.
„„ Na primeira vez em que foi
utilizado no Brasil, o horário
de verão durou quase meio
ano.
„„ Em 2006, o horário de verão foi adiado para o dia 5
de novembro, durante o segundo turno das eleições.
Havia o receio de que a mudança provocasse problemas no sistema das urnas
eletrônicas.
12
Universo Cemig
Apesar de algumas pessoas “torcerem o nariz” quando é mencionado o assunto, verdade
seja dita: ele traz importantes benefícios para o
setor energético. A mudança nos ponteiros do
relógio aumenta a confiabilidade e a segurança
da operação do sistema elétrico. Segundo o engenheiro Wilson Fernandes Lage, do Centro de
Operações do Sistema da Cemig, o adiantar dos
relógios em uma hora proporciona uma substancial redução da demanda máxima durante o
período de pico (entre 18 e 22 horas), quando há
maior gasto de energia elétrica.
A explicação está na geografia. No verão,
devido ao posicionamento da Terra em relação
ao sol, os dias passam a ter maior duração que
as noites. Como as pessoas acordam e saem
mais cedo do trabalho, existe um aproveitamento maior da luz natural. “No horário de verão,
quando chegamos em casa, ainda está claro e
tomamos nossos banhos sem a necessidade
de acendermos as luzes. Além disso, com dias
maiores, retarda-se o uso da iluminação pública,
que é acionada automaticamente quando fica
escuro”, explica Wilson Lage.
Como não há coincidência entre as cargas
dos chuveiros elétricos e a entrada da iluminação artificial residencial e pública, a economia
gerada é significativa. Outro ponto importante
na redução dos gastos é a rotina, já que as pessoas tendem, normalmente, a dormir no mesmo
horário, utilizando menos energia elétrica.
Entre os inúmeros benefícios que o horário
de verão proporciona, pode-se citar, também,
a redução no carregamento em linhas de transmissão, transformadores e unidades geradoras,
garantia da continuidade e qualidade de atendimento aos sistemas, aumento da flexibilidade
operativa e, principalmente, redução da necessidade de geração de energia térmica (mais cara
e poluidora, por usar a combustão de diesel e
carvão).
De acordo com informações do Operador
Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão responsável pela coordenação, controle da operação da geração e transmissão de energia elétrica
no Sistema Interligado Nacional, a expectativa é
de 4,4% de redução na demanda máxima. Isso
equivale a 30% da carga utilizada em Minas Gerais no horário de pico.
Em se tratando de economia no consumo
de energia, o valor médio fica em 0,5% durante
todo o período. Pode parecer pouco, mas essa
João Luiz
João Luiz aproveita os dias mais longos na Alemanha
quantidade é suficiente para abastecer durante
um mês, mais ou menos, uma cidade com 500
mil habitantes. Para o consumidor residencial,
a economia chega a 5% no consumo mensal de
energia.
Sob a luz do sol
O horário de verão não é um privilégio brasileiro. Ele foi adotado, pela primeira vez, em
1916, na Alemanha, como forma de reduzir os
gastos com a geração térmica durante a Primeira
Guerra Mundial. Hoje, o sistema é utilizado em
86 países, em sua maioria, do Hemisfério Norte.
Como nesses locais o inverno costuma ser
rigoroso, com menos incidência solar, no verão, ocorre uma inversão: a claridade costuma
perdurar até as 22 horas, gerando uma maior
economia com geração e gastos com energia
artificial.
“Como há bastante luz nessa época do ano,
a mudança acaba sendo positiva. Durante o
tempo em que estou aqui, minha adaptação ao
horário de verão não representou nenhum tipo
de problema”, conta o estudante de Ciência da
Computação João Luiz Menicucci Aroeira, que,
há quatro anos, mora na cidade de Freiburg
im Breisgau (Alemanha). “Uma vez que os dias
se tornam realmente mais longos, com o sol a
partir das 5h30 até as 21h30, além de economizarmos mais energia, podemos ainda aproveitar
um resto do dia após o trabalho”, explica.
No Brasil, a adoção do horário de verão começou na década de 1930, com o governo Getúlio Vargas, vigorando de 3 de outubro de 1931
até 31 de março de 1932. Mas, como existia ainda uma irregularidade quanto a sua adoção, nas
décadas seguintes, vigorou apenas entre 1949 e
1952, em 1963 e de 1965 a 1967.
Depois de vários períodos sem o adiantamento dos ponteiros, em 1985, o governo
Sarney decidiu instituir, novamente, o horário
de verão devido à queda do nível de água nos
reservatórios das hidrelétricas, o que poderia
comprometer, seriamente, a geração elétrica no
País. Após esse incidente, seu uso passou a ocorrer todos os anos, porém, sem obedecer a uma
data específica.
Em 2008, por meio de um decreto do Ministério de Minas e Energia, o horário de verão
passou a ter uma temporalidade fixa, sendo seu
início à zero hora do terceiro domingo de outubro e término à zero hora do terceiro domingo
do mês de fevereiro do ano seguinte. Caso seu
encerramento coincida com o Carnaval, a data
final passa para a semana seguinte. Em sua versão 2010/2011, teve início previsto para o dia 17
de outubro e final, para 20 de fevereiro.
Saiba mais sobre
o horário de verão
no blog da Cemig
cemig-energia.blogspot.com
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GOVERNANÇA
Boa governança no caminho
da sustentabilidade
Congresso discute a importância do mercado de capitais e da
Governança Corporativa para garantir o futuro das empresas
Ronaldo Guimarães
Luiz Fernando Rolla,
diretor da Cemig,
apresentou um dos
painéis da Apimec
Proporciona aos
acionistas ou cotistas
a gestão estratégica da
empresa e a monitoração
da direção-executiva.
As boas práticas de
governança corporativa
têm a finalidade de
aumentar o valor da
sociedade, facilitar
seu acesso ao capital
e contribuir para a sua
perenidade.
14
Universo Cemig
C
olocar em prática a boa governança é a receita de sucesso para a empresa que deseja atrair acionistas e, assim, afirmar sua
longevidade. Essa foi a conclusão dos especialistas que participaram de um dos painéis do 21º
Congresso da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais
(Apimec), realizado entre 25 e 27 de agosto, em
Belo Horizonte (MG).
O painel, que tratou das transformações da
Governança Corporativa e seu papel na construção de empresas sustentáveis, contou com a
presença do diretor de Finanças, Relações com
Investidores e Controle de Participações da Cemig, Luiz Fernando Rolla. “Se você toma decisões sem levar a boa governança e a sustentabilidade em consideração, muito provavelmente,
a perenidade da empresa será comprometida. A
sustentabilidade é a única forma de garantir o
valor da organização”, acredita.
O que é
governança corporativa?
Empresas cujo
capital está
dividido em ações
que podem ser
transacionadas
livremente. E
preveem a obtenção
de lucros a serem
distribuídos aos
acionistas.
Para a diretora de Sustentabilidade da Bolsa
de Valores de São Paulo (Bovespa), Sônia Favaretto, que também participou do painel, “a sustentabilidade nada mais é do que o desenvolvimento equilibrado para as próximas gerações.
Ela é o único caminho, uma nova forma de gerir
o negócio”. De acordo com a especialista, os aspectos social e ambiental são tão importantes
quanto o econômico.
Carlos Eduardo Lessa Brandão, conselheiro
do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), defende, inclusive, a publicação dos
demonstrativos financeiros junto aos balanços
sociais. “Uma economia saudável precisa levar
em conta a tendência internacional de convergência das informações. Governança e sustentabilidade se tornam inseparáveis. É necessário um
entendimento holístico, focando o desempenho,
os impactos e os riscos da empresa“, defende.
Para o IBGC, Governança Corporativa
é o sistema pelo qual as sociedades
anônimas são dirigidas e monitoradas,
envolvendo os relacionamentos entre
acionistas/cotistas, conselho e administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal. Seus princípios são
transparência, equidade, prestação de
contas e responsabilidade corporativa.
As empresas cujo capital está dividido
em ações podem ser transacionadas
livremente, prevendo a obtenção de lucros a serem distribuídos aos acionistas.
Código das
Melhores Práticas
A quarta versão do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa do IBGC foi lançada em setembro
de 2009, depois de quase dois anos de
trabalho. O código é a referência nacional em conduta de gestão empresarial
e nas escolas de negócios. A primeira
versão do código data de 1999.
Para a diretora de
Sustentabilidade
da Bovespa, Sônia
Favaretto (ao lado de
Carlos Brandão, do
IBGC), o futuro das
gerações depende da
conscientização das
empresas
Setembro - Outubro/2010
15
PrêMIO
A melhor
energia do Brasil
Resultados positivos garantem vitória da EATE no Prêmio Valor 1000
Paulo Godoy,
presidente da Alupar,
representou a EATE
na premiação
16
Universo Cemig
V
alorização e reconhecimento de
um grande trabalho. Foi com esse
sentimento que a equipe da Empresa Amazonense de Transmissão de
Energia S.A. (EATE) recebeu o troféu do Prêmio Valor 1000, no último dia 30 de
agosto, em cerimônia realizada pelo jornal Valor
Econômico, em São Paulo.
Motivo de orgulho e satisfação para todo o
Grupo Cemig, o prêmio tem abrangência nacional, sendo disputado pelas mil maiores companhias do País por receita líquida. Entre as empresas responsáveis pela geração, transmissão,
distribuição e comercialização de energia elétrica nacional, nenhuma deles apresentou, em
2009, a margem de atividade de mais de 80%
do lucro sobre a receita líquida obtida pela EATE,
que também teve altos índices de crescimento
sustentável e geração de valor, avaliados pela
equipe do jornal.
Uma das razões apontadas pelo Anuário Valor 1000 para os excelentes resultados obtidos
é a eficiência das instalações da EATE, que funcionam quase ininterruptamente durante os 365
dias do ano. Enquanto a média nacional de indisponibilidade (período em que ficam desligadas)
das linhas de transmissão que atuam no Sistema
Interligado Nacional na tensão de 500 kV é de
0,62%, a indisponibilidade da EATE foi de apenas
0,18%, ou seja, menos de um terço da média das
demais linhas de transmissão que operam nesse
nível de tensão.
Papel de destaque
Classificação final
(pontuação obtida pelas
empresas nos sete critérios)
1º EATE
32
2º Termorio
3º Itaipu Binacional
4º AES Eletropaulo
5º CEEE Geração
e Transmissão
6º CEEE Distribuição
7º Copel Distribuição
8 º CPFL Paulista
9º TSN
10º AES Sul
28
27
24
24
24
22
20
20
20
Integrante do grupo Transmissoras Brasileiras de Energia (TBE), formado por nove empresas de transmissão, a EATE possui quase mil
quilômetros de linhas de alta-tensão, que levam
parte da energia produzida na Usina Hidrelétrica Tucuruí, desde a Subestação Tucuruí (PA)
até a Presidente Dutra (MA), envolvendo cinco
subestações nesse trajeto. Ao todo, as linhas
atravessam 29 municípios da região Norte e são
necessárias duas mil torres para sustentar todo
esse aparato.
Para o gerente de Engenharia da TBE, Marcus Vinícius do Nascimento, o segredo é a eficiência energética das linhas medidas pela disponibilidade ao Sistema Interligado Nacional.
“Atualmente, a empresa aplica recursos com
eficiência na operação e manutenção e mantém
uma receita anual constante, o que a possibilita
gerar resultados que permitem manter os investimentos no setor eletroenergético brasileiro”,
disse. Na solenidade de entrega do prêmio, estiveram presentes representantes do Conselho de
Administração, acionistas, diretores e executivos
da transmissora.
Em 2006, ao buscar um crescimento mais
expressivo no setor de transmissão de energia,
a Cemig realizou junto com a Alupar e outros
sócios uma parceria público-privada, adquirindo
parte da EATE.
Destaca-se que a EATE entrou em operação dois meses antes da data prevista em seu
contrato de concessão, o que permitiu aferir
receitas antecipadas de um dos trechos da interligação Norte - Nordeste. Após a entrada da
Cemig, a TBE adquiriu, em 2008, as concessionárias Sistema de Transmissão Catarinense S.A
(STC) e Lumitrans – Companhia Transmissora
de Energia Elétrica. Participou e venceu o leilão
da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
para construção, operação e manutenção de
782 quilômetros de linhas de transmissão com
sete subestações associados no Mato Grosso,
que constituem a Empresa Brasileira de Transmissão de Energia S.A (EBTE). Nesse último empreendimento, o Grupo Cemig possui 49% de
participação.
Torre de energia da TBE: investimento que garante resultado
Setembro - Outubro/2010
17
Capa
A energia da Cemig
é a mais sustentável
da América Latina
Resultado do Índice Dow Jones de Sustentabilidade é
divulgado, e a Cemig crava seu nome entre as empresas
mais sustentáveis do mundo, pela 11ª vez
18
Universo Cemig
O que é o
Índice Dow Jones?
O Dow Jones Sustainability World Index (DJSI
World), ou Índice Dow Jones de Sustentabilidade, avalia e seleciona as performances das
instituições públicas e privadas de todo o mundo, de acordo com os resultados financeiros e a
qualidade da gestão, que deve integrar a atuação ambiental e social. O DJSI World é considerado um Índice de alta confiabilidade mundial e
uma referência importante para os investidores
e administradores de recursos estrangeiros.
P
ode chacoalhar e estourar o champanhe porque a Cemig é undecacampeã em sustentabilidade. Talvez, soe
melhor aos ouvidos dizer que a empresa conquistou, pela 11ª vez consecutiva, o direito de figurar no seleto ranking
das empresas mais sustentáveis do planeta. No
dia 9 de setembro, o Índice Dow Jones de Sustentabilidade foi divulgado e a apontou, mais
uma vez, como referência mundial no setor de
energia elétrica.
A Cemig possui cadeira cativa no Índice desde quando ele foi instituído, em 1999, feito inédito na América Latina no setor de utilities. Em
2010, 105 empresas que atuam nos serviços de
gás, energia elétrica e saneamento participaram
da seleção e apenas 13 foram escolhidas, sendo que sete são da Europa, quatro, dos Estados
Unidos, uma, da Austrália e apenas a Cemig é
da América Latina, o que engrandece e valoriza,
ainda mais, a proeza. No total, 2,5 mil empresas,
agrupadas em 19 “supersetores” da economia,
que vão de automóveis e autopeças a telecomunicações, foram analisadas, e apenas 318
companhias do mundo inteiro emplacaram seus
nomes entre as comprovadamente sustentáveis.
O vice-presidente da Cemig, Arlindo Porto,
traduz a importância da conquista e lembra que
o Índice é uma referência mundial para investidores e administradores tomarem decisões de
investimento. “A visibilidade da Empresa se torna muito maior no mundo inteiro. Se mencionar
para qualquer investidor que a Cemig está no
Índice, o tratamento é outro, faz toda a diferença. Tornamos-nos um investimento muito mais
atrativo e seguro para o mercado de capitais”,
pontua. Atualmente, fundos investem mais de
US$ 8 bilhões em ações das companhias que integram o Índice Dow Jones de Sustentabilidade.
Participar do ranking significa ser capaz de
criar valor para os acionistas no longo prazo, sobretudo pela capacidade de gerenciar os riscos
e as oportunidades relacionados aos âmbitos
ambiental, social e econômico. O gerente de
Responsabilidade Ambiental e Social da Cemig,
Ricardo Prata Camargos, vai além. “Qual empresa é melhor para o investidor? Uma empresa
que está na lista geral ou a que está na lista das
maiores empresas sustentáveis, que agregam
mais valor e trabalham com ética nos negócios,
com respeito ao meio ambiente e ao bem-estar
social?”, incita.
Utilities:
Engloba as empresas
prestadoras de serviço de
energia elétrica, distribuição
de gás, saneamento e outros
serviços de utilidade pública.
INTERNET
Saiba mais sobre o
Índice Dow Jones de
Sustentabilidade no site
www.sustainability-index.com
Setembro - Outubro/2010
19
Investir em bolsa de
valor é uma ação
estratégica das
grandes empresas
20
Universo Cemig
Empresas do setor
de Energia Elétrica
Empresa
AGL Energy Ltd.
Cemig
País
Austrália
Brasil
Duke Energy Corp.
Estados Unidos
E.ON AG
EDP – Energias de
Portugal S.A.
Endesa S.A.
Enel S.p.A.
Entergy Corp.
Fortum Oyj
Iberdrola S.A.
PG&E Corp.
Public Service Enterprise Group Inc.
RWE AG
Alemanha
Portugal
Espanha
Itália
Estados Unidos
Finlândia
Espanha
Estados Unidos
Estados Unidos
Alemanha
Ordem na casa
Para a Cemig, o Índice Dow Jones é uma ferramenta estratégica de gestão da sustentabilidade. A partir dos resultados divulgados, é possível
perceber os pontos que receberam as menores
pontuações e que são passíveis de serem melhorados, além de se configurar em uma maneira de
analisar as tendências de mercado. “A partir das
respostas do questionário, conseguimos prever
quais são as principais tendências com relação à
sustentabilidade e gestão da Empresa”, esclarece a engenheira ambiental Soraya Simões Barroso, da Cemig.
O envolvimento dos empregados é outro
ponto que merece atenção. Com o tempo, eles
perceberam a importância de a Empresa participar do Índice. “Isso é fruto do trabalho constante dos empregados e das diversas áreas. Caso
contrário, a Cemig não estaria nesse importante
Índice de sustentabilidade. Nada disso seria possível sem esse compromisso”, destaca Ricardo
Prata, que mira o futuro e confessa que a Cemig não vai descansar. “O desenvolvimento do
termo sustentabilidade muda com o tempo, e
vamos acompanhar essa evolução para garantir
as condições de vida para a geração atual e para
as gerações futuras, o que também garantirá a
perenidade da Cemig”, vislumbra.
Presença da Cemig na Bolsa
de Nova Iorque é resultado
do trabalho integrado entre
suas áreas
Para Rita Mundim, economista e comentarista econômica da Rádio Itatiaia, ser sustentável
não é apenas um bom negócio, mas a única forma de fazer negócio com respeito ao planeta e
à humanidade. “A palavra sustentável vem do
latim sustinere e significa manter vivo. As empresas sustentáveis são aquelas que conseguem
produzir e atender as necessidades das gerações
presentes com respeito ao meio ambiente, à sociedade na qual estão inseridas e, consequentemente, às gerações futuras”, diz.
Eugênio Paccelli
Muito além dos números
Nenhum projeto da Cemig é levado adiante
sem que as questões ambientais e sociais sejam
levadas em consideração. Aliás, elas possuem
muito peso na hora de decidir pela implementação do negócio. Por exemplo, antes de optar
pela instalação de novos tranformadores, dotados da nova tecnologia de núcleo de metal
amorfo, a área de engenharia providenciou avaliação econômica, técnica, ambiental e social do
novo equipamento junto à Universidade Federal
de Minas Gerais (UFMG). O aparelho foi aprovado e, hoje, contribui para redução de cerca de
70% no gasto de energia elétrica em comparação com o antigo transformador.
Outro exemplo é o Programa Peixe Vivo, que
prevê a criação e expansão de ações voltadas
para a preservação da fauna aquática nas bacias hidrográficas. Além de ser viável economicamente, a iniciativa envolve e beneficia pescadores e comunidades vizinhas aos reservatórios,
por meio da transmissão de tecnologia e conhecimento.
Saiba mais sobre
os novos
transformadores
no blog da Cemig
cemig-energia.
blogspot.com
Bons antecedentes
Não satisfeita com a presença em todas as
edições do índice, em 2007 e 2009, a Cemig
foi eleita como a líder mundial em sustentabilidade do setor de utilities. Antes, no período
2005/2006, ela já tinha sido eleita a líder mundial do segmento de energia elétrica.
Investimentos em projetos socioambientais contribuem
para a conquista do ranking
Setembro - Outubro/2010
21
Para Geraldo Soares
Leite Filho, analista
do Itaú Unibanco,
a conduta ética dos
negócios é fator decisivo
para a boa qualificação
da empresa
De braços dados
Arquivo Itaú Unibanco
Empresas brasileiras
Empresa
Banco Bradesco
Cemig
Fibria Celulose
Itaú Unibanco
Itausa
Investimentos Itau
Petrobras
Redecard
22
Universo Cemig
Setor
Bancos
Utilities
Recursos
Básicos
Bancos
Serviços
Financeiros
Óleo e Gás
Serviços
Financeiros
A Cemig compartilha com o Itaú Unibanco o feito de serem as únicas empresas brasileiras a marcarem presença em
todas as 11 edições do índice Dow Jones
de Sustentabilidade. Segundo o analista
Geraldo Soares Leite Filho, do Itaú Unibanco, a participação do banco “reflete o
compromisso de longo prazo com a conduta ética dos negócios, a transparência,
a governança corporativa e a responsabilidade social, cultural e ambiental.” Para
ele, o compromisso com a sustentabilidade é fator determinante para a criação
de valor diante dos acionistas e da sociedade.
Ser bem qualificado e figurar entre
as melhores empresas facilitam as parcerias. É o que prova a experiência da
Cemig e Itaú Unibanco. “As empresas
são parceiras em vários negócios. Inclusive, já realizamos eventos para auxiliar
outras empresas a verem a importância
do Índice e, frequentemente, trocamos
ideias. Acredito que crescemos juntos”,
exalta Geraldo. Ricardo Prata, da Cemig,
por sua vez, lembra-se das parcerias com
setores diversos da sociedade. “As parcerias com comunidades, organizações não
governamentais (ONGs), universidades,
entre outros, são igualmente imprescindíveis”, acrescenta.
Neste ano, 45 companhias brasileiras
foram convidadas a participar do processo de seleção e apenas sete foram classificadas, sendo que a Itausa foi considerada a líder no supersetor de serviços
financeiros.
SUSTENTABILIDADE
Marcha pela sustentabilidade
Os empregados entenderam o recado e se comprometeram com o preenchimento do
questionário que mantém a Cemig entre as empresas mais sustentáveis do mundo
Gláucia Rodrigues
Equipe responsável pelo preenchimento do questionário que mede o Índice Dow Jones de Sustentabilidade trabalha de forma integrada
O
corre-corre nos corredores aponta que
algo de muito importante acontece nos
bastidores das empresas convidadas
pelo Dow Jones para responder os questionários do índice mundial de sustentabilidade,
realizado todos os anos. Equipes reunidas e
debruçadas sobre planilhas por horas a fio e
reuniões aqui e acolá mobilizam dezenas de
empregados. Todos a postos com papel, caneta
e calculadora à mão. Escreve ali, corta daqui,
acrescenta uma vírgula, calcula os resultados
e... pronto. Depois de suar a camisa e de quebrar a cuca, a equipe responde às 113 perguntas do questionário que mede o Índice Dow Jones de Sustentabilidade.
Toda essa apreensão tem sua recompensa,
no início de setembro, quando, anualmente, é
divulgada a lista de empresas que farão parte
do Índice. Pelo menos para as sete empresas
brasileiras que fazem parte do índice, incluindo
a Cemig. Não é de hoje que os índices de sustentabilidade, notoriamente o Dow Jones, são
referências para os investidores que garimpam
por empresas socialmente responsáveis, sustentáveis e rentáveis para aplicar seus recursos.
Essa dinâmica é tão recorrente que ganhou até
um nome e sigla: Investimentos Socialmente
Responsáveis (SRI, sigla para a expressão Socially Responsible Investment ou Sustainable &
Responsible Investment).
Setembro - Outubro/2010
23
Gláucia Rodrigues
Trabalho conjunto dos empregados garante agilidade no preenchimento das questões
A valorização crescente das empresas sustentáveis parte do princípio de que elas geram
mais valor ao acionista no longo prazo, já que
estão mais preparadas para encarar os riscos
econômicos, sociais e ambientais. Em outras
palavras, é um investimento mais seguro, cujas
possibilidades de perdas são minimizadas. Os
índices provam sua funcionalidade e balizam as
decisões dos investidores que estejam de antenas ligadas ao mercado de capitais.
A engrenagem do Dow Jones
O questionário que avalia as empresas
candidatas a integrar os índices de sustentabilidade Dow Jones (além do mundial, a instituição realiza outros índices específicos para
Saiba mais sobre
sustentabilidade no
blog da Cemig
sustentabilidadecemig.
blogspot.com
Balanced Scorecard (BSC):
metodologia de medição
e gestão de desempenho
desenvolvida por
professores da Harvard
Business School em 1992.
24
Universo Cemig
as empresas europeias, norte-americanas e,
mais recentemente, sul-coreanas) é elaborado pela SAM Research, empresa de gestão de
ativos voltada para investimentos sustentáveis,
com sede na Suíça. Primeiro, ela envia o convite oficial, sendo facultativa a participação da
empresa. “O convite é direcionado às maiores
empresas do mundo que comercializam ações”,
enaltece o gerente de Responsabilidade Ambiental e Social da Cemig, Ricardo Prata Camargos. No total, 2,5 mil empresas, de 57 ramos
industriais, de 51 países, foram convidadas em
2010.
Após a confirmação da participação, cada
empresa recebe o questionário on line com as
113 perguntas. É aí que começa o trabalho contra o tempo. As empresas, entre elas a Cemig,
Entra e sai
Entra ano sai ano, e o questionário sempre reserva surpresas. Em 2010, por exemplo,
33% das questões foram alteradas. A explicação é simples: como as perguntas acompanham as tendências mundiais de sustentabilidade, é preciso revisá-las e atualizá-las
periodicamente. “O planejamento estratégico tinha um valor alto nos anos anteriores.
Esse item foi cortado porque as grandes empresas já o haviam desenvolvido satisfatoriamente. Então, passaram a avaliar o Balanced Scorecard (BSC)”, exemplifica Ricardo
Prata. Com o tempo, a governança corporativa e o código de ética ganharam mais peso,
enquanto os itens de estratégias climáticas, biodiversidade e riscos relacionados à água
foram introduzidos, além de ter sido dado maior valor às pessoas que trabalham nas
empresas (capital intelectual).
Ricardo Prata: apenas
as grandes empresas
são ‘‘ranqueadas’’
Temas avaliados em cada
dimensão do questionário
DJSI – 2010/2011
Social
têm, em média, apenas seis semanas para responder. Neste ano, o questionário foi enviado
em maio, e o prazo máximo para responder foi
meados de junho.
Como em jogo está a longevidade da Empresa, todo ano, cerca de 350 profissionais da
Cemig prendem a respiração e mergulham de
cabeça na sustentabilidade à procura das respostas. As questões são divididas nas três dimensões que compõem a sustentabilidade:
econômica, social e ambiental, sendo que cada
uma delas é subdividida em temas específicos.
Algumas perguntas são direcionadas às áreas
competentes, enquanto outras são respondidas por equipes multidisciplinares.
Tudo é feito pela internet, mesmo quando é
necessário anexar evidências para comprovar algum fato. Cada bloco de questões tem uma pontuação e um peso, e a nota final pode variar de
0 a 100. Neste ano, passaram no teste 318 empresas de 27 países. No setor de energia elétrica,
apenas 13 foram selecionadas, sendo a Cemig a
única da América Latina a fazer parte do índice
desde a sua criação (confira na página 18).
Filantropia e cidadania corporativa
- Desenvolvimento do capital humano
- Saúde e segurança
- Atração e retenção de talentos
- Engajamento com as partes interessadas
- Relatório social
- Indicadores de práticas trabalhistas
Ambiental
Relatório ambiental
- Geração de eletricidade
- Biodiversidade
- Estratégia climática
- Perdas na distribuição e transmissão
- Riscos relacionados à água
- Ecoeficiência
- Política ambiental
Econômico
- Governança corporativa
- Gerenciamento de risco
- Relacionamento com o consumidor
- Balanced Scorecard (BSC)
- Código de Conduta
- Oportunidade de mercado
ISE Bovespa
Outros índices
A Cemig também marca presença há cinco anos, desde
quando foi criado, no Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São Paulo (ISE Bovespa). A
Bovespa, ao lado de instituições parceiras, criou o ISE
para servir de referência para os investimentos socialmente responsáveis no Brasil. A avaliação é feita por
meio de um questionário que avalia o desempenho das
150 companhias com as ações mais negociadas na Bovespa. São levados em consideração aspectos ambientais, sociais e econômicos e a governança corporativa.
A empresa alemã Oekom Research divulga, todo
ano, o ranking das instituições mais sustentáveis
do mundo. Em 2009, a Cemig foi selecionada
como empresa Prime, o que significa que é recomendada para investimento. Em outro índice do
Dow Jones, o Global Dow, apenas três empresas
brasileiras fazem parte, entre elas a Cemig. O Índice considera as 150 empresas líderes em seus
setores que têm perspectivas de manter a posição
de destaque no mercado.
Setembro - Outubro/2010
25
REGIONALISMO
Esquinas que
contam histórias
Projeto vai resgatar a memória de uma das partes
mais importantes da Cidade Maravilhosa
Arq
uiv
oL
igh
t
Da Rua do Curtume, no
século 18, à Rua Larga,
em 2010: capítulo à
parte na história do Rio
de Janeiro
26
Universo Cemig
Reprodução ‘‘Rua Larga’’
A Grande Rua Larga, cenário de momentos importantes da
cidade e do país ao longo de três séculos, é aqui retratada em
abordagens distintas por cinco fotógrafos consagrados. São
cerca de 300 fotos, cuidadosamente escolhidas entre milhares,
em perspectivas inusitadas o espírito arquitetônico e a paisagem
humana, a rua e seu entorno, o cotidiano e a história. As fotos são
ilustradas por textos que nos conduzem do passado de apogeu e
declínio ao futuro de um presente que busca responder como e
paisagem já não é mais a mesma.
No passado, homens e mulheres de
todos os cantos da cidade frequentavam a famosa e nobre Rua Larga,
lugar onde pulsava a vida econômica, social e política do Rio de Janeiro. Hoje,
muitos dos antigos casarões e sobrados por lá
erguidos estão vazios, e a região, fincada no coração da Cidade Maravilhosa, aguarda pelo projeto que poderá trazer de volta todo o charme
deixado no passado.
Encabeçado pelo Instituto Light, em parceria
com instituições públicas e privadas, o Projeto de Recuperação da Rua Larga quer resgatar
a memória de quase três séculos do local, cuja
história coincide com a da própria cidade. Por
meio de ações culturais e restauração do patrimônio arquitetônico, espera-se atrair moradores, empresários e visitantes de volta para
a região. “Hoje, 35% dos imóveis estão vazios.
Nosso objetivo é valorizar a região, para que a
taxa de ocupação seja maior”, explica o diretorexecutivo do Instituto Light, Oscar Guerra.
por que revigorar uma região como esta. Convidamos o leitor a
um caminhar atento pelas páginas deste livro. Elas falam por si.
FOTÓGRAFOS
CUSTODIO COIMBRA
HENRIQUE PONTUAL
MABEL FERES
RUA L ARGA
A
organizadas como um passeio apaixonado e curioso que revela
ROGÉRIO REIS
W A LT E R F I R M O
ORGANIZADORES
MOZART VITOR SERRA
CARLOS ALBERTO RABAÇA
Livro traz em fotos a história da Rua Larga
Reprodução ‘‘Rua Larga’’
Histórias para contar
Originada no início do século 18, a Rua Larga
passou por diversas mudanças, tanto no aspecto
estrutural quanto no cultural. Em princípio, o lugar era chamado de Rua do Curtume, em alusão
a um estabelecimento dedicado ao tratamento
de couros que por ali funcionava. Segundo historiadores, a rua era dona de má fama, em razão
dos prostíbulos e casas de jogos que existiam ao
longo de sua extensão.
Com a construção, no local, da igreja de São
Joaquim, em meados do século 18, a rua ganhou
novo status. O templo passou a ser referência
para a denominação de duas ruas nas suas imediações: as ruas Estreita e Larga de São Joaquim.
No início do século 20, a igreja foi demolida, e as
duas ruas se transformaram em uma só: a Rua
Larga, que, graças a mudanças estruturais, fazia
o acesso direto para o mar, na região portuária.
Ao longo dos anos, a área passou por mudanças estruturais e culturais
Setembro - Outubro/2010
27
Arquivo Light
Linhas do projeto
Orçado em R$ 800 mil, sendo uma parte
advinda de recursos próprios do Instituto Light
e outra, da Secretaria de Estado de Cultura do
Rio de Janeiro, o projeto de Recuperação da Rua
Larga teve início em 2007. De lá para cá, diversas
ações de caráter cultural e educativo vêm sendo
desenvolvidas, como a criação de um boletim
informativo sobre o local, intervenções em escolas, lançamento de um livro de histórias e fotografias sobre a região e apresentações culturais.
Além dessas atividades, estão sendo trabalhadas ações direcionadas para longo prazo.
“Existe o projeto de criação do Polo Empresarial
da Nova Rua Larga, que visa a aperfeiçoar o comércio existente na região e atrair novos empresários, e um plano urbanístico que estamos elaborando em conjunto com a Cia. City, empresa
que tem grande atuação em São Paulo”, explica
Oscar Guerra.
Ainda neste ano, o Instituto Light vai entregar à Prefeitura do Rio de Janeiro um plano
diretor com um conjunto de propostas a serem
implantadas na região. É o resultado de diversos
estudos que o instituto vem fazendo desde que
o projeto teve início. São parceiros do Instituto
Light: Cia. City, Instituto Pereira Passos, Instituto
Cidade Viva e Secretaria Estadual de Cultura do
Rio de Janeiro.
Sede do Instituto Light: marco arquitetônico na Cidade Maravilhosa
Reprodução ‘‘Rua Larga’’
Projeto prevê, além da revitalização da rua, o resgate de sua história
28
Universo Cemig
Arquivo Light
Centro Cultural Light é um dos atrativos da Rua Larga
Muito para ser visto
Além de desenvolver a economia da
Rua Larga, com a ocupação de imóveis
ociosos, o projeto do Instituto Light visa
a levar turistas para a região. Como atrativos, a Rua Larga e seus arredores têm
um rico acervo, formado por belos patrimônios arquitetônicos. É o caso do Colégio Pedro II, imponente prédio datado de
1837, que, ainda hoje, encontra-se em
plena atividade.
Outro belo exemplar é o Palacete Itamaraty, construído em meados do século
19 pelo segundo Barão de Itamarati. Depois da Proclamação da República, o local
foi sede do Governo Provisório, abrigando
os presidentes Floriano Peixoto e Prudente
de Morais, entre 1889 e 1897. No edifício,
também funcionou o Ministério das Relações Exteriores até a transferência da capital federal para Brasília.
Como parte desse acervo, está, também, o prédio onde, desde 1912, funciona
a Companhia Light. Datado de 1911, o prédio representa um verdadeiro marco arquitetônico para cidade do Rio, uma vez que
foi construído a partir de técnicas inovadoras trazidas da Inglaterra e dos Estados Unidos. Na parte inferior da edificação, funciona o Centro Cultural Light, um difusor de
arte, cultura e memória para os cariocas.
INTERNET
Saiba mais sobre o Instituto
Light no site
www.light.com.br/
institutolight/apresentacao.
asp
Setembro - Outubro/2010
29
VITRINE
Você já passou
filtro solar hoje?
Além de proteger a pele, produto também é
usado como Equipamento de Proteção Individual
C
om a chegada do verão, o filtro solar se
torna o maior aliado para as pessoas que
querem pegar “aquele bronzeado”, mas
com precaução. Pois quem pensa que o uso do
produto é indicado apenas para os momentos
do lazer engana-se. Ele é um Equipamento de
Proteção Individual (EPI) muito importante para
quem trabalha exposto ao sol. Segundo Walnéia
Almeida Moreira, médica de Segurança do Trabalho da Cemig, o uso do filtro solar deve ser
regular e obrigatório. “A Empresa orienta sua
utilização e reembolsa o valor do produto aos
empregados que precisam de se proteger durante o trabalho”, explica.
A proteção da pele deve ser permanente,
evitando problemas futuros e garantindo mais
saúde e qualidade de vida. “A radiação acumulada na pele é a responsável pelo aparecimento de
manchas, rugas e, até mesmo, de algumas doenças, como o câncer. O contato excessivo com os
raios solares, sem proteção e por tempo prolongado, pode causar também queimaduras agudas”, orienta a dermatologista Luciana Soares.
Na Cemig, o filtro solar indicado e reembolsado é o de fator de proteção solar (FPS) 30,
independentemente da marca. No entanto, o
produto deve ser industrializado e aprovado
pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa). A Universo Cemig traz algumas opções
para você escolher o filtro solar ideal para seu
tipo de pele.
30
Universo Cemig
Filtro Solar: escolha o seu
Banana Boat
Ultra Defense
Promete o mais elevado
nível de proteção: 96% dos raios
UVA / UVB. A composição é enriquecida com aloe vera e vitamina A e E,
sendo livre de óleo e de fragrância, além
de hidratar. Os FPS disponíveis são 100,
50, 30 e 15. A linha Ultra Defense ainda possui a versão do produto em
spray contínuo, com os FPS
85, 50 e 30.
Sundown
Embalagem Econômica
Possui proteção imediata e duas horas de proteção.
É a prova d’água e do suor. A textura é leve e livre de óleo. Contém
vitamina E, que deixa a pele mais
hidratada, sendo indicado para pele
sensível. A embalagem econômica,
de 200 ml, garante mais economia
e produto para toda a família. Os
FPS disponíveis são 15, 20,
30, 50 e 60.
Sundown
Illumine
Sundown Fresh
Spray Contínuo
Sundown Fresh em spray
contínuo é fácil de aplicar e,
assim como os todos os modelos em spray, permite alcançar até
os lugares mais difíceis do corpo,
proporcionando uma rápida
absorção. É disponível nos
FPS 15 ou 30.
Desenvolvido especialmente para a pele morena ou negra,
possibilita um bronzeado saudável, ajudando a manter a cor dourada da pele e deixando-a bronzeada por mais tempo. Além disso,
a fórmula é não gordurosa e de
rápida absorção. Disponível
nos FPS 4 e 15.
Nivea Sun
Protect & Bronze
A fórmula de Nivea Sun
Protect & Bronze, sem abrir mão
da proteção UVA/UVB, ainda auxilia
no processo de bronzeamento natural
da pele, proporcionando uma cor duradoura. Os agentes emolientes hidratam
a pele e ajudam a manter a cor saudável
por muito mais tempo. O produto é resistente à água, sua fórmula não gordurosa espalha facilmente e é de
rápida absorção. Os FPS disponíveis são 15 e 30.
Natura Fotoequilíbrio
Loção Protetora Facial
Oferece proteção solar alta e imediata, além bloquear mais de 98% da radiação UVA. Contém Elastinol+R, que ajuda
a manter a integridade da pele, preservando
sua firmeza, elasticidade e densidade. Possui
filtros fotoestáveis, que mantêm o grau de proteção durante o período de exposição solar,
além do Novo Complexo Antioxidante Natura
(vitamina E, extrato de café e extrato de cacau), que auxilia no combate aos radicais
livres, minimizando o fotoenvelhecimento. Disponível nos FPS
30 e 60.
Setembro - Outubro/2010
31
DICAS CULTURAIS
Terça-feira: dia
de boa música
N
ão tem dia certo para sair, ouvir uma
boa música e se divertir. Mas, para as
empresas Light e Transmissora Aliança
de Energia Elétrica (Taesa), a melhor escolha é a
terça-feira. A data foi destinada à promoção da
cultura por meio de projetos musicais realizados
no Rio de Janeiro e em São Paulo, promovendo
atrações gratuitas ao público.
Jazz para todos os gostos
Patrocinado pela Taesa, o projeto Terça-Feira Instrumental consiste na realização de shows
gratuitos de MPB, jazz e música instrumental.
Na temporada 2010, são 42 apresentações, de
fevereiro a dezembro, na casa de espetáculos
Ao Vivo Music, na cidade de São Paulo, sempre
às terças-feiras.
Atrações como Caio Bassit, Coffee Breakers,
Rateté Big Bands, Banda Urbana, Quarteto Tempo, Mateus Barbosa & Thiago Espírito Santo,
Ney Conceição e Aquilo Del Nisso são alguns
dos destaques que já se apresentaram no local.
Serviço
Horário: 20h30 e 22h30
Local: Ao Vivo Music
Endereço: Rua Inhambu, 229 – Moema (São Paulo – SP)
Classificação: 16 anos
Ingresso: entrada gratuita
Informações e programação: www.aovivomusic.com.br
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Universo Cemig
Canal Comunicação & Cultura / Jô Freire
Mineiros na onda do jazz
Musicais mais lights
Realizado no Teatro do Centro Cultural Light, no Rio de Janeiro, o Terças Musicais Light
tem o compromisso de resgatar e manter viva
a obra daqueles que fizeram e fazem história na
música. O projeto, que tem o patrocínio da Light
Serviços de Eletricidade S/A, traz, para o público, nomes importantes, que, embora afastados
das paradas de sucesso, têm suas criações sendo
regravadas com frequência. O projeto ainda resgata o papel da cultura como instrumento de cidadania, pois é sugerida a doação no valor de R$
5 por pessoa, a título de ingresso, revertido para
as obras assistenciais da Sociedade Viva Cazuza.
Desde agosto de 2007, quando iniciou o projeto, mais de 60 artistas já passaram pelo palco
do teatro do Centro Cultural Light, entre eles
Jerry Adriani (foto), Golden Boys, The Fevers,
Wanderley Cardoso, Fernando Mendes, Byafra,
Renato e seus Blue Caps, Adriana, Silvio Brito,
Luiz Ayrão, Vanusa, Odair José, Os Vips, Marcio
Greyck, Ritchie, Os Incríveis, Kleiton & Kledir, Rosemary, Antônio Carlos e Jocafi, Benito di Paula,
Martinha, Alcione, Leoni, Luiz Melodia, Moraes
Moreira, Jair Rodrigues, Rosanah e Ângela Ro Ro.
Minas Gerais está se tornando referência como
ponto de grandes festivais de jazz. Com patrocíneos
da Cemig, os principais eventos foram realizados em
julho, agosto e setembro, em Belo Horizonte e Ouro
Preto, sendo responsáveis pela propagação e popularização do ritmo.
O Savassi Festival abriu a série. A oitava edição
passou por vários espaços de Belo Horizonte de 28
de julho a 1º de agosto. A programação contou com
shows de bandas nacionais e internacionais, além de
apresentações de DJs das novas tendências da música eletrônica inspirada no jazz.
O Festival Internacional I Love Jazz, em sua segunda edição, manteve a proposta de popularizar no
Brasil o ritmo que surgiu no sul dos Estados Unidos
como forma de expressão das camadas mais populares. O festival, que também passou por Brasília, São
Paulo e Rio de Janeiro, apresentou atrações internacionais e nacionais, além de pocket shows, master
classes em escolas de música e jam sessions interativas. Na capital mineira, as apresentações aconteceram de 30 de julho a 1º de agosto, em praças
públicas.
Outra cidade que respirou jazz foi Ouro Preto,
que, entre 16 e 19 de setembro, foi palco do tradicional festival Tudo é Jazz. O evento homenageou Louis
Armstrong, um dos artistas de jazz mais influentes de
todos os tempos, e também comemorou os 300 anos
de Ouro Preto, a antiga Vila Rica. Como parte da programação, além dos shows, o público pôde assistir às
palestras e oficinas gratuitas ministradas por artistas
do Brasil e do exterior.
Noir Comunicação Total / divulgação
Serviço
Horário: 12h30
Local: Centro Cultural Light – CCL
Endereço: Avenida Marechal Floriano, 168, Centro (próximo ao metrô da Presidente Vargas) – Rio de Janeiro (RJ).
Classificação: 12 anos, acompanhado de responsável
Ingresso: doação de R$ 5 para a Fundação Viva Cazuza
Informações: www.light.com.br
Eldar Djangirov se apresentou em Ouro Preto no Festival de Jazz
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COM A PALAVRA
Reputation Institute
Ética no contexto das organizações:
temas e/ou dilemas
“Consistência, coerência e
transparência são diretrizes que
devem marcar os discursos e as
práticas organizacionais.”
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Universo Cemig
Por que a ética no mundo corporativo está na pauta das principais
mídias com foco em negócios? O que
é ético ou não ético no mundo dos
negócios?
Alguns exemplos divulgados pela
mídia como o assédio sexual do presidente da HP a uma profissional
que prestava serviços a empresa; o
pagamento de bônus milionários da
seguradora AIG a executivos, após
receber um empréstimo de mais de
170 bilhões de dólares de dinheiro
público americano; a redução de 67%
do preço do iPhone dois meses após
seu lançamento pela Apple, apontam
para alguns dilemas enfrentados pelas grandes organizações.
Os grandes problemas e dilemas
corporativos hoje têm em sua raíz a
questão da ética ou de sua falta. Entendendo a ética como a busca pelo
bem comum, de todos os seres vivos, devemos pensar sua prática, no
contexto das organizações, como o
conjunto de princípios e valores que
orientam as pessoas a trabalharem
juntas para uma sociedade mais justa
e uma economia sustentável.
Dentre os projetos internacionais
voltados para as transformações no
mundo dos negócios, destacam-se o
“Tomorrow’s Global Company” (As
Empresas Globais do Futuro) e o relatório “Raising Our Game: Can We
Sustain Globalization?” (Uma Aposta
Mais Alta: a Globalização é Sustentável?”). Os documentos ressaltam que
as empresas devem redefinir seu conceito de sucesso, de forma a alinhar
o cumprimento de metas sociais, ambientais, humanas e financeiras.
Garantir que a ética esteja de
fato presente nas ações e comportamentos dos executivos e de todos os
empregados da organização não se
encontra nas fórmulas dos livros de
administração e nem nos trabalhos
de empresas de consultoria.
No entanto, algumas premissas
básicas têm contribuído para que as
organizações orientem e sinalizem
como deve ser a condução de seus
negócios, reconhecendo que, cada
vez mais, seus comportamentos e
ações impactam diretamente na forma como é percebida e determinam o
grau de estima, admiração, confiança
e respeito que possui diante de seus
grupos de relacionamentos.
Consistência, coerência e transparência são diretrizes que devem
marcar os discursos e as práticas organizacionais. Estabelecer um diálogo
honesto com todos os grupos de relacionamento nem sempre é fácil, mas
seguramente faz uma grande diferença na construção de relacionamentos
duradouros. Verdade e honestidade
devem fazer parte de qualquer boa
estratégia de negócio.
Como reflexão e entendendo a
ética como a escolha pelo bem comum, que mudanças você pode e
deve começar agora, em sua organização, sabendo que cada um de nós é
responsável pelas ações e comportamentos de nossa organização? Deixar
de fazer algo ou passar a responsabilidade para outros definitivamente não
é ético.
Ana Luisa de Castro Almeida
Professora da Fundação Dom
Cabral, da PUC Minas e diretora do
Reputation Institute Brasil.
Eugênio Paccelli
Como resistir a tanta graça
e beleza? As orquídeas, com
suas formas e cores variadas,
representam a delicadeza e a
perfeição. Seu misticismo chama
a atenção de quem a recebe,
exprimindo encantamento.
RETRATOS DO BRASIL
Setembro - Outubro/2010
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Setembro/Outubro