SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ DEPARTAMENTO DE ENSINO PARA A EDUCAÇÃO DISCIPLINA: FÍSICA APLICADA I PROF.: ALESSANDRO FREITAS Texto 03 – FORÇA E LEI DE NEWTON OBJETIVO Fazer o aluno entender o significado de força na Física e por que as forças são vetores; Significado da força resultante sobre um objeto e o que acontece quando essa força é nula; Relação entre a força resultante sobre um objeto, a massa do objeto e sua aceleração; Como se relacionam as forças que dois corpos c exercem mutuamente; Como usar a primeira lei de Newton para resolver problemas referentes as forças que atuam sobre um corpo em equilíbrio; Como usar a segunda lei de Newton para resolver problemas referentes as forças que atuam sobre um corpo em aceleração; leração; A natureza dos diversos tipos de forças de atrito - atrito estático, atrito cinético, atrito de rolamento e resistência de fluido e como resolver problemas que envolvem estas forças; Como resolver problemas referentes as forças que atuam sobre um u corpo que se move ao longo de uma trajetória circular; As principais propriedades das quatro forças fundamentais da natureza. Primeira Lei De Newton Ou Lei Da Inércia (Referenciais Inerciais) O estudo da dinâmica de corpos envolvendo grandezas vetoriais e escalares, no âmbito da mecânica clássica, (baixas velocidades e objetos fora da escalar atômica) é completamente descrito pelas três leis de Newton. Um objeto permanecerá em repouso ou em MRU, MR movimento retilíneo uniforme indefinidamente para um dado referencial, se nenhuma força atuar sobre ele. O vetor força, F = m.a, no SI tem a dimensão Kg.m/s2 = (N), Em homenagem ao filósofo, Sir Isaac Newton. No sistema CGS será: segurando numa bóia salva-vidas. vidas. Para que possamos determinar a força resultante sobre ela, devemos primeiramente descrever o seu diagrama de força, figura (b). Para em seguida decompor esses vetores nos eixos, “x” e “y”, o que facilitará sobremaneira a determinação da resultante, isto é, para onde, ângulo e sentido, e com que força ela irá se deslocar, em relação um dado referencial? FIGURA 1 – TRÊS PESSOAS SEGUNDO UM BOTE SALVA VIDAS Fonte: BOOK - Physics ysics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. Por exemplo Dois objetos de 11 kg estão ligados a um dinamômetro, conforme figura abaixo. FIGURA 2 – DOIS OBJETOS LIGADOS A UM DINAMÔMETRO F = g.cm/ s2 ( d) dina ⇒ F = 10−3Kg.10−2 m/ s2 = 10−5 Kg.m/ s2ou 1d = 10−5 N. 3.1 SEGUNDA LEI DE NEWTON Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. n ∑F = m.a , a. Quanto marca o dinamômetro? i i =1 esta equação pode ser traduzida como: em um sistema fechado o somatório do produto de todas as massas mi pela sua aceleração ai é igual ao vetor força F. Podemos representar o vetor força e suas componentes no espaço tridimensional da seguinte forma: R: Como não movimento, e o módulo da força que atua no dinamômetro são de, F = 11 Kg.9,8m / s 2 , ⇒ F = 10, 78 N , então o Dinamômetro marcará 10,78 N. n ∑Fx = m.ax x =1 n F = ∑Fy = m.a y y =1 n ∑Fz = m.az z =1 b. Para a situação da figura abaixo, qual será a leitura no dinamômetro? A representação do vetor força em suas componentes retangulares, como feita acima, tem a finalidade de proporcionar uma maneira que facilite a resolução de situações que se encontram no dia a dia daqueles envolvidos com essa problemática. Assim como na situação uação mostrada na figura abaixo, temos três pessoas Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. FIGURA 3 – UM OBJETO LIGADO A UM DINAMÔMETRO R: Será a mesma, pois a força atuando sobre ele é de 10,78 N. 1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ DEPARTAMENTO DE ENSINO PARA A EDUCAÇÃO 3.2 APLICAÇÕES DAS LEIS DE NEWTON Na figura abaixo duas forças atuam, sobre a caixa de 2 kg, mas somente uma é mostrada. A caixa se move sobre o eixo “x”. A aplicação da 2ª. Lei de Newton para as forças atuantes em “y” será: ∑F y FIGURA 4 – DUAS FORÇAS ATUANDO SOBRE UMA CAIXA repouso = 0 logo = N − m.g = m.a y , como o objeto está em N = m.g . 3.4 A FORÇA DE ATRITO Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. Determine a segunda força para os seguintes valores da componente ax da aceleração da caixa: 2 Ao tentarmos deslizar um objeto sobre uma superfície qualquer, uma força no sentido contrário à do movimento, força f, mostrada na figura ao lado, surgirá instantaneamente em função do atrito existente entre o corpo e superfície, fazendo com que um esforço maior (trabalho) seja necessário para realizar a tarefa. (a) 10m/s ; FIGURA 6 – OBJETO DESLIZANDO SOBRE UMA SUPERFÍCIE PLANA COM ATRITO 2 (b) 20m/s ; (c) 0; 2 (d) -10m/s 2 (e) -20m/s . Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. Resp. a ) ⇒ F = m.a F1 + F2 = m.a ⇒ F2 = m.a – F1 = 2 Kg .10 m / s 2 – 20 N ⇒ F2 = 0 . Caixa em repouso. O papel dessa força e suas atuações em função da superfície e da velocidade do objeto, serão considerados em detalhes no próximo Texto. 3.5 TENSÃO OU FORÇA DE TRAÇÃO 2 b ) F2 = m.a – F1 = 2 Kg .20 m / s – 20 N F2 = 20 N , sentido positivo de “x”. c ) F2 = m.a – F1 = 2 Kg .0 m / s 2 – 20 N ⇒ F2 = − 20 N , sentido negativo de “x”. d ) F2 = m.a – F1 = 2 Kg. −10m / s 2 ( ( FIGURA 7 – OBJETO SUSTENTADO POR UMA CORDA ) – 20 N ⇒ F2 = − 40 N ) – 20 N ⇒ F2 = − 60 N , sentido negativo de “x”. e) F2 = m.a – F1 = 2 Kg. −20m / s 2 Quando um ou mais objetos ficam sustentados por uma corda, fio ou cabo, uma força atuará sobre esses meios de sustentação, essa força é conhecida como tração, T. , sentido negativo de “x”. 3.3 A FORÇA NORMAL Quando um objeto apóia sobre uma superfície como mostrado na figura (a) ao lado uma força na mesma direção, porém em sentido contrário surge em resposta à força peso P = mg é a chamada força normal N. O diagrama de forças dessa situação está figurado em (b). FIGURA 5 – OBJETO APOIADO SOBRE UMA SUPERFÍCIE PLANA Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. Em geral por uma questão de simplicidade de tratamento do problema, esse cabo, cordão ou fio será, didaticamente, considerado como tendo massa desprezível. O que facilitará a análise da situação, mas ainda fornecendo resultados com boa aproximação, do evento real. FIGURA 8 – OBJETO SUSTENTADO POR UMA CORDA ATRAVÉS DE UMA POLIA Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. 2 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ DEPARTAMENTO DE ENSINO PARA A EDUCAÇÃO 3.6 TERCEIRA LEI DE NEWTON Forças atuam sempre em pares, isto é, se alguma coisa exerce uma força sobre obre um determinado ponto, uma força de mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário se oporão a essa força. Como figurado abaixo a aplicação desse enunciado resulta em: FIGURA 9 – FORÇAS ATUANDO EM PARES Para determinar o vetor aceleração em módulo e direção evidenciando o ângulo com o eixo “x”. Devemos obtê-la obtê a partir das duas componentes encontradas acima e resolver a equação: 2 ( −1,2i ) + ( −0,36 j ) aR = 2 = 1,44 + 0,13 = 1,25 m s2 Sendo o ângulo com o eixo “x” dado por: −0,36 0 = x60 −1, 2 θ = arctag 3.7 APLICAÇÕES DAS LEIS DE NEWTON Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. FAB = − FBA . Essa é a terceira lei de Newton. As três leis de Newton com as particularidades mostradas acima nos permitirá a resolução e o melhor entendimento de um grande de número de situações plausíveis de serem tratadas com essas poderosas ferramentas. Vejamos algumas de suas aplicações: EXERCÍCIO RESOLVIDO A figura abaixo mostra cinco forças atuando sobre um bloco de massa 4 kg. Determine a sua aceleração: 3.7.1 Atrito O Atrito ocorre, devido à atração mútua entre os átomos de superfícies em contato; Exemplos: andar, correr, parar, escrever, fixar prego, costurar e muitas outras atividades de nosso cotidiano, só são possíveis de se realizarem devido ao atrito. 3.7.2 A força de atrito É a força que se opõe ao movimento de um objeto, devido ao atrito entre as superfícies de contato entre eles. A intensidade dessa interação é uma função direta do coeficiente de atrito µ e da condição em que se encontra enc o objeto em relação à superfície. Se em repouso estaremos lidando com o atrito estático µe , se em movimento estaremos tratando com o atrito dinâmico µd . Conseqüentemente estaremos abordar em nossos estudos as forças de atrito estático fe e dinâmica fd . Veremos também que a força de atrito estático será sempre maior ou igual à força de atrito dinâmica. Assim: µe > µ d f > f e d e As quatro figuras abaixo representam uma situação de mudança de força, mas que não chegam a movimentar o bloco de peso W. FIGURA 10 – DIAGRAMA DE FORÇAS (a) na notação de vetores unitários e (b) o seu módulo e direção evidenciando o ângulo com o eixo “x”. R: Devemos primeiramente determinarmos as componentes “x” e “y” da força de 14N que faz 30º com eixo “x”, para depois encontrarmos a aceleração resultante. Na direção “y” temos: FRY = 5N + 14N ( sen300 ) −17 N = 12 N −17 N = −5N Na direção “y” temos: FRX = −11N +14N ( cos300 ) = −11N + 9,57N = −1,43N A aceleração em termos dos vetores unitários fica: ax = − ay = − 5N i = −1,2 m s2 i 4kg Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. 1, 43 N j = −0,36 m s 2 j 4kg 3 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ DEPARTAMENTO DE ENSINO PARA A EDUCAÇÃO O diagrama de forças em (a) mostra a força peso W e a normal N em reação ao peso. O diagrama de forças na (b) mostra a aplicação da força F , onde na direção x e o surgimento da força de atrito estático fe f e < F , além é claro das duas forças já evidenciadas em (a). Nas figuras (c) e (d) temos acréscimos da força F porém essa não supera a força de atrito, permanecendo portanto o bloco em repouso. A figura abaixo mostra que a força F colocou o bloco em movimento, surgindo então uma aceleração a , evidenciando neste caso que a força F > f e . Para esta situação, a aplicação da 2ª. Lei de Newton fornece: FIGURA 11 – MOVIMENTO DO BLOCO ATRAVÉS DA FORÇA F . Propriedades da força de atrito 1ª. Se v = 0 então F = fe 2ª. A força de atrito estático fe tem um valor máximo dado por f e = µ e .N f d = µ d .N 3ª. Se v ≠ 0 e a > 0 então O coeficiente de atrito µ , é adimensional, depende da forma do objeto, da superfície de d deslocamento e da sua velocidade. Neste estudo analisaremos somente situações nas quais o coeficiente de atrito µ é independente da velocidade. EXEMPLO RESOLVIDO A figura abaixo mostra uma moeda sobre um livro, que está inclinado de um ângulo θ em relação rela à superfície de uma mesa. Quando o ângulo se torna igual 13º, a moeda começa a se deslizar, para baixo. Qual é o coeficiente de atrito estático entre a moeda e o livro? FIGURA 13 – MOEDA SOBRE UM LIVRO DE FÍSICA Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. n ∑ F = m .a i t i =1 s ⇒ F − f e = mb .a ⇒ a = F − fe mb A figura abaixo apresenta a situação de velocidade constante v, logo a aceleração a = 0, o que fornece segundo a última equação acima FIGURA 12 – MOVIMENTO DO BLOCO COM VELOCIDADE CONSTANTE Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. Aplicação da 2ª. Lei de Newton FIGURA 14 – FORÇAS ATUANDO SOBRE A MOEDA Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. A figura abaixo relaciona a crescimento da força de atrito estático fe , com o aumento de intensidade de outra força, sobre um objeto em uma superfície com atrito. Fica claro que a força de atrito atinge um valor máximo, para imediatamente após, diminuir, dando origem à força de atrito dinâmico, evidenciando experimentalmente que: FIGURA 13 – MAGNITUDE DAS FORÇAS Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. n ∑ F = m .a i t s i =1 Fornece: n ∑ F = m .a i t s = fe + W + N i =1 Fonte: BOOK - Physics For Scientists And Engineers 6E By Serway And Jewett. No instante antes da moeda iniciar o movimento temos n ∑ F = m .a i t s =0 i =1 4 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ DEPARTAMENTO DE ENSINO PARA A EDUCAÇÃO Assim no eixo x temos: Wx = f e w. ( sen 130 ) = µe .N , onde N = m.g. ( cos 130 ) , logo µe = ( tg 130 ) = 0, 23 ou µe = h d Suponha que a moeda comece a se movimentar, qual seria a equação que forneceria o coeficiente de atrito cinético? Quando ela começa o movimento temos: n ∑ F = m .a i t Que na direção x fornece: ou − f d + Wx = m.a − µd .m.g . cos 130 + m.g. sen 130 = m.a ( ) 6 - Se um nêutron livre é capturado por um núcleo, ele pode ser parado no interior do núcleo por uma força forte. Esta força, que mantém o núcleo coeso, é nula fora do núcleo. Suponha que um 7 nêutron livre com velocidade inicial de 1,4 X 10 m/s acaba de ser -14 capturado por um núcleo com diâmetro d = 1,0 X 10 m. Admitindo que a força sobre o nêutron é constante, determine a sua -27 s i =1 f d + Wx = m.a 5 - Um foguete experimental pode partir do repouso e alcançar a velocidade de 1778,4 km/h em 2s, com aceleração constante. Qual a intensidade da força média necessária, se a massa do veículo é 500 kg? R: 123500 N ( ) intensidade em módulo. A massa do nêutron é 1,67 X 10 Observação: considere duas casas decimais. R: 16,36 N kg. 7 - Vejaa a Figura abaixo. Vamos considerar a massa do bloco igual a 8,5 kg e o ângulo θ = 30º. Determine: − µd .g. cos 130 + g. sen 130 = a ( µd . = ) ( ) − a + g. sen 130 ( ( 0 g. cos 13 ) ) 3.8 EXERCÍCIOS PROPOSTOS Obs: Para todos os casos iremos considerar g = 10m/s2. 1 - Qual é o peso de um trenó de 630 kg? R: 6300 N 2 - Qual é o peso de uma bomba térmica de 421 kg? R: 4210 N 3 - Uma determinada partícula tem um peso de 20 N num ponto onde g = 10 m/s2. Qual é o peso da partícula, se ela for para um 2 ponto do espaço onde g = 5 m/s ? R: 10 N Qual o peso da partícula, se ela for deslocada para um ponto do espaço onde a aceleração de queda livre seja nula? R; 0 Dados: Sen 30º = 0,50 e cos 30º = 0,86 A tensão na corda R: 25 N A força normal aplicada sobre o bloco. R: 43 N O módulo da aceleração do bloco, se a corda c for cortada. R: - 5 m/s2 8 - Um elétron é lançado horizontalmente com velocidade de 1,5 7 X10 m/s no interior de um campo elétrico, que exerce sobre ele -16 uma força vertical constante de 9,11 X 10 N. Amassado elétron é -31 9,11 X 10 kg. Determine a distância dist vertical de deflexão do elétron, no intervalo de tempo em que ele percorre 30 mm, horizontalmente. R: 2 mm -3 4 - Um salame de 11 kg está preso por uma corda a uma balança de mola, que está presa ao teto por outra corda figura (a) abaixo. 9 - Uma esfera de massa 3,0 X 10 kg está suspensa por uma corda. Uma brisa horizontal constante empurra a esfera de maneira que ela faça um ângulo de 37° com a vertical de repouso da mesma. Determine a intensidade da força aplicada. Dado tg 37º = 0,75 R: 0,0225 N 10 - Um elevador e sua carga, juntos, têm massa de 1.600 kg. Determine a tensão no cabo de sustentação, quando o elevador, inicialmente mente descendo a 12 m/s, é parado numa distância de 30m com aceleração constante. R: 19840 N Qual a leitura na balança nos três casos? R: 110 N 11 - Um armário de quarto, com massa de 45 kg, incluindo gavetas e roupas, está em repouso sobre o assoalho. Se o coeficiente de atrito estático entre o móvel e o chão for 0,5, qual a menor força 5 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ DEPARTAMENTO DE ENSINO PARA A EDUCAÇÃO horizontal que uma pessoa deverá aplicar sobre o armário para colocá-lo em movimento? R: 225 N Se as gavetas e as roupas, que têm 17 kg de massa, forem removidas antes do armário ser empurrado, qual a nova força mínima? R: 140 N 12 - Um jogador com massa m = 79 kg escorrega no campo e seu movimento é retardado por uma força de atrito f = 474 N. Qual o coeficiente de atrito cinético µK centre o jogador e o campo? R: 0,6 17 - Um porco desliza para baixo, num plano inclinado de 35°, no dobro do tempo que levaria deslizando no mesmo plano sem atrito. Qual o coeficiente de atrito cinético entre ele e o plano? Dado tg 35º = 0,70. R: 0,52 13 - Uma pessoa empurra horizontalmente uma caixa de 50 kg, para movê-la la sobre o chão, com uma força de 220 N. O coeficiente de atrito cinético é 0,5. Qual o módulo da força de atrito? R: 250 N 14 - Uma alpinista de 49 kg está escalando uma "chaminé" entre duas lajes de rocha, como mostrado na Figura Figu abaixo. O coeficiente de atrito estático entre seus sapatos e a rocha é 1,2; entre suas costas e a rocha é 0,80. Ela reduziu sua compressão sobre a rocha até o limiar de deslizamento de seus pés e suas costas. 18 - Duas massas, m = 2 kg e m = 3 kg, deslizam para baixo sobre 1 2 um plano inclinado, conectadas por um bastão de massa desprezível, figura ao lado, com m seguindo m . O ângulo de 1 2 inclinação é θ = 30°. O coeficiente de atrito cinético entre m e o 1 plano é µ = 0, 3; e entre m e o plano é µ = 0, 4. Dados sen 30º = d 2 0,5 e cos 30º = 0,86 e g = 10 m/s2. d Com que força ela comprime a rocha? R: 245 N 15 - Uma casa é construída em cima de uma montanha com 450 de inclinação, aproximadamente Figura abaixo. Um estudo de engenharia indica que o ângulo de inclinação deve ser reduzido porque as camadas superiores do solo, ao longo da inclinação, podem deslizar sobre as camadas inferiores. Se o coeficiente de atrito estático entre duas dessas camadas é 0,5, qual o menor ângulo de redução cada atual inclinação, de forma a evitar um deslizamento? Considere duas casas decimais. Dado tg 26,56º = 0,5. R: 18,44º Calcule a aceleração conjunta das duas massas. R: 1,90 m/s2. 19 - Calcule a força de viscosidade sobre um míssil de 50 cm de diâmetro, viajando na velocidade de cruzeiro de 250 m/s, a baixa 3 altitude, onde a densidade do ar é de 1,5 kg/m . Suponha C = 0,8, onde C é o coeficiente de Viscosidade. R: 37500π N 20 - A massa m está sobre uma mesa, sem atrito, presa a um peso de massa M, pendurado por uma corda que passa através de um furo no centro da mesa, figura abaixo. Determine a velocidade escalar com que m deve se mover para M permanecer em repouso. R: v 2 = Mgr / m 16 - Um trabalhador deseja empilhar um monte de areia, em forma de cone, dentro de uma área circular. O raio do círculo é R e nenhuma areia vaza para fora do círculo figura abaixo. Se µ é o e coeficiente de atrito estático entre a camada de areia da superfície inclinada e a camada logo abaixo sobre a qual ela pode deslizar, mostre a equação que dá o maior volume de areia que pode ser empilhado dessa forma. Sabendo que o volume de um cone é Ah/3, onde A é a área da base e h a altura do cone. R: πµ e R 3 / 3 6