Ministério da Educação - MEC Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará CURSO FIC – CONDUTOR CULTURAL LOCAL DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO TURISMO PROFESSOR: HANUZIA FERREIRA / JÚLIO CÉSAR F. LIMA Ministério da Educação - MEC Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará INTRODUÇÃO AO TURISMO HANUZIA FERREIRA / JÚLIO CÉSAR F. LIMA CURSO FIC – CONDUTOR CULTURAL LOCAL CRÉDITOS Presidente Dilma Vana Rousseff Coordenador Adjunto - Reitoria Armênia Chaves Fernandes Vieira Ministro da Educação Aloizio Mercadante Oliva Supervisão - Reitoria André Monteiro de Castro Daniel Ferreira de Castro Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Marco Antonio de Oliveira Reitor do IFCE Virgilio Augusto Sales Araripe Pró-Reitor de Extensão Zandra Maria Ribeiro Mendes Dumaresq Pró-Reitor de Ensino Reuber Saraiva de Santiago Coordenador Adjunto - Campus Fortaleza Fabio Alencar Mendonça Supervisores Daniel Gurgel Pinheiro Francisca Margareth Gomes de Araújo Francisco Alexandre de Souza George Cajazeiras Silveira José Roberto Bezerra Nildo Dias dos Santos Pró-Reitor de Administração Tássio Francisco Lofti Matos Orientadores Deborah Almeida Sampaio Antônio Indalécio Feitosa Pró-Reitor de Pesquisa, Pós Graduação e Inovação Auzuir Ripardo de Alenxandria Elaboração do conteúdo Hanuzia Ferreira Júlio César F. Lima Diretor Geral Campus Fortaleza Antonio Moises Filho de Oliveira Mota Diagramação Francisco Emanuel Ferreira Mariano Diretor de Ensino Campus Fortaleza José Eduardo Souza Bastos Coordenador Geral – Reitoria Jose Wally Mendonça Menezes O QUE É O PRONATEC? Criado no dia 26 de Outubro de 2011 com a sanção da Lei nº 12.513/2011 pela Presidenta Dilma Rousseff, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) tem como objetivo principal expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) para a população brasileira. Para tanto, prevê uma série de subprogramas, projetos e ações de assistência técnica e financeira que juntos oferecerão oito milhões de vagas a brasileiros de diferentes perfis nos próximos quatro anos. Os destaques do Pronatec são: • Criação da Bolsa-Formação; • Criação do FIES Técnico; • Consolidação da Rede e-Tec Brasil; • Fomento às redes estaduais de EPT por intermédio do Brasil Profissionalizado; • Expansão da Rede Federal de Educação Profissional Tecnológica (EPT). A principal novidade do Pronatec é a criação da Bolsa-Formação, que permitirá a oferta de vagas em cursos técnicos e de Formação Inicial e Continuada (FIC), também conhecidos como cursos de qualificação. Oferecidos gratuitamente a trabalhadores, estudantes e pessoas em vulnerabilidade social, esses cursos presenciais serão realizados pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, por escolas estaduais de EPT e por unidades de serviços nacionais de aprendizagem como o SENAC e o SENAI. Objetivos • • • • Expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio e de cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores; Fomentar e apoiar a expansão da rede física de atendimento da Educação Profissional e Tecnológica; Contribuir para a melhoria da qualidade do Ensino Médio Público, por meio da Educação Profissional; Ampliar as oportunidades educacionais dos trabalhadores por meio do incremento da formação profissional. Ações • • • • • • • Ampliação de vagas e expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica; Fomento à ampliação de vagas e à expansão das redes estaduais de Educação Profissional; Incentivo à ampliação de vagas e à expansão da rede física de atendimento dos Serviços Nacionais de Aprendizagem; Oferta de Bolsa-Formação, nas modalidades: Bolsa-Formação Estudante; Bolsa-Formação Trabalhador; Atendimento a beneficiários do Seguro-Desemprego. 6 Sumário APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA FUNDAMENTOS DO TURISMO ............... 7 AULA 1 – CONHECENDO A HISTÓRIA DO TURISMO .................................... 8 TÓPICO 1 – Surgimento e evolução ..................................................... 8 Atividade de pesquisa ...................................................................................... 14 TÓPICO 2 – Turismo no Brasil ............................................................ 14 Atividade de pesquisa ...................................................................................... 16 AULA 2 – O QUE É TURISMO?....................................................................... 17 TÓPICO 1– Principais conceitos ......................................................... 18 TÓPICO 2 – Aspectos positivos e negativos da prática do turismo ..... 20 Atividade de síntese ......................................................................................... 22 AULA 3 – ÓRGÃOS OFICIAIS DO TURISMO E ORGANIZAÇÕES TURÍSTICAS: IMPORTÂNCIA E FINALIDADE ................................................ 23 TÓPICO 1 – Órgãos Oficiais do Turismo............................................. 23 TÓPICO 2 – Órganizações turísticas................................................... 27 Atividade de pesquisa ...................................................................................... 28 AULA 4 – IMPORTÂNCIA DOS TERMOS TÉCNICOS PARA O ESTUDO DO TURISMO ......................................................................................................... 29 TÓPICO 1 – Glossário Turístico .......................................................... 29 REFERÊNCIAS ................................................................................................ 44 6 7 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA FUNDAMENTOS DO TURISMO O turismo possui terminologia e tipologia próprias. É um dos componentes do mercado global sob formas diversas e seu estudo inclui variáveis como oferta, demanda, sazonalidade, entre outras que lhe conferem um caráter interdisciplinar. Dessa maneira, hoje podem ser encontrados estudos acerca do setor de turismo resultante de áreas do conhecimento diferenciadas, como Economia, História, Geografia e diversas outras que o avaliam sob óticas específicas, mas que são imprescindíveis para o entendimento dos fundamentos do turismo aos que pretendem ingressar no mercado de trabalho por meio da qualificação profissional. Desta forma, serão utilizados e expostos ao longo deste curso, dados advindos de diferentes áreas do conhecimento, mas que tratam de uma única temática, o fenômeno turístico. Aqui nos utilizamos do termo fenômeno para nos referirmos ao turismo devido ao fato de este hoje ter alcançado não somente setores diversificados, incluindo organismos públicos e privados nacionais, mas também organizações internacionais. Isso demonstra sua importância e potencialidade de crescimento. Levando-se em conta que cada área do conhecimento possui uma linguagem que lhe é própria, foi incluído, ao final desta apostila, um glossário turístico, que conceitua de forma simplificada grande parte dos termos técnicos utilizados pelo trade turístico. Espera-se fornecer ao final desta disciplina não só conhecimentos técnicos acerca dos fundamentos do turismo, mas gerar um sentimento de pertencimento ao setor e um entendimento geral da importância e grandeza do mesmo. 7 8 AULA 1 – CONHECENDO A HISTÓRIA DO TURISMO Ao se falar em turismo, percebe-se a importância deste na atualidade e surgem naturalmente dúvidas. Entre essas possíveis dúvidas estão, por exemplo, onde se iniciou sua prática e por quais motivos; se existem datas que assinalam o período exato no qual se iniciou. São diversas as curiosidades, mas deve-se ter em mente que existem versões diferentes para o surgimento do turismo, sendo algumas destas mais aceitas e comprováveis que outras. A que será aqui brevemente exposta dará a você uma visão geral do surgimento do turismo em outros países para somente em seguida fazermos uma abordagem deste no contexto nacional. TÓPICO 1 – Surgimento e evolução Objetivos: • Realizar uma breve exposição da História do Turismo. • Demonstrar dentro do contexto histórico a importância do setor de turismo. Um evento é citado comumente como marco para o início das atividades caracterizadas como de interesse turístico; trata-se de um evento esportivo muito conhecido e antigo, os Jogos Olímpicos Gregos de 776 A.C. Além deste evento tinha-se também à época as viagens destinadas a visitação de fontes de águas termais romanas. Estas objetivavam levar pessoas que estavam em busca da cura para determinados males, pois acreditava-se que tais águas seriam medicinais, o que atraía um público vasto para delas usufruírem. 8 9 A logística destas práticas veio ser aperfeiçoada quando os Fenícios1 criaram a moeda, o que facilitou sobremaneira as negociações turísticas, uma vez que para se deslocar era necessário levar uma grande soma de objetos de valor de troca. O pagamento pelos serviços consumidos eram pagos então com pedras preciosas ou sacos com ouro. A infraestrutura existente era precária, o que dificultava a prática do turismo com a realização de viagens prolongadas. Contudo, no apogeu do Império Romano2 surgiram as primeiras estradas, o que permitiu que os romanos fizessem constantes viagens a lazer para participarem de eventos em outras localidades. Os romanos costumavam se deslocar muito sobretudo para assistir as lutas de arena e para conquistar mais terras para seu governo. Na Idade Média, a maioria das viagens realizadas era de cunho religioso (ver Figura 1), sendo Roma e Jerusalém os principais destinos de peregrinação visitados. A partir do século XIX, ao mesmo tempo em que se verificava o crescimento das áreas urbanas, passou-se a ter uma valorização das áreas naturais, onde se poderia ter um descanso e afastamento das agitadas cidades. O turismo associado ao descanso e também ao lazer em áreas com atrativos naturais passou a ganhar mais adeptos. 1 Fenícia foi uma antiga civilização cujo epicentro se localizava no norte da antiga Canaã, ao longo das regiões litorâneas dos atuais Líbano, Síria e norte de Israel. A civilização fenícia foi uma cultura comercial marítima empreendedora que se espalhou por todo o mar Mediterrâneo durante o período que foi de 1500 a.C. a 300 a.C. Os fenícios foram a primeira sociedade a fazer uso extenso, a nível estatal, do alfabeto. O alfabeto fonético fenício é tido como o ancestral de todos os alfabetos modernos, embora não representasse as vogais (que foram adicionadas mais tarde pelos gregos). Fonte: Wikipédia. Acesso: 29 Nov. 2013. 2 Império Romano foi um Estado que se desenvolveu a partir da península Itálica, durante o período pós-republicano da antiga civilização romana, caracterizado por grandes propriedades territoriais na Europa e em torno do Mediterrâneo. Muitas datas são habitualmente propostas para marcar a transição da república ao império, incluindo a data da indicação de Júlio César como ditador perpétuo (44 a.C.). O império alcançou sua maior extensão sob o imperador Trajano: durante o seu reinado o Império Romano controlava aproximadamente 6,5 milhões de km² da superfície terrestre. Por causa da vasta extensão do império e sua longa duração, as instituições e a cultura de Roma tiveram uma profunda e duradoura influência sobre o desenvolvimento dos idiomas, religião, arquitetura, filosofia, direito e formas de governo nos território governados, particularmente a Europa e, por meio do expansionismo europeu, em todo o mundo moderno. Fonte: Wikipédia. Acesso: 29 Nov. 2013. 9 10 Figura 01 – Ponto de peregrinação desde a Idade Média Com a Revolução Industrial3, ocorrida no entre o fim do século XIIIV e início do século XIX, o cenário mundial é afetado nas mais variadas áreas do conhecimento e, em especial, do mundo do trabalho. A conscientização e aquisisão de mais direitos sociais4 como redução na jornada de trabalho, férias remuneradas e melhores condições de trabalho inicia uma mudança no cenário europeu e depois mundial. Com o passar do tempo, facilidades tecnológicas, acúmulo de capital e melhoria na infraestrutura das áreas de lazer fizeram com que se tornasse mais fácil o acesso a zonas de interesse para prática do lazer e descanso, 3 Revolução Industrial foi a transição para novos processos de manufatura no período entre 1760 a algum momento entre 1820 e 1840. Esta transformação incluiu a transição de métodos de produção artesanais para a produção por máquinas, a fabricação de novos produtos químicos, novos processos de produção de ferro, maior eficiência da energia da água, o uso crescente da energia a vapor e o desenvolvimento das máquinas-ferramentas, além da substituição da madeira e de outros biocombustíveis pelo carvão. A revolução teve início no Reino Unido e em poucas décadas se espalhou para a Europa Ocidental e os Estados Unidos. o progresso tecnológico e econômico ganhou força com a adoção crescente de barcos a vapor, navios, ferrovias, fabricação em larga escala de máquinas e o aumento do uso de fábricas que utilizavam a energia a vapor. Fonte: Wikipédia. Acesso: 29 Nov. 2013. 4 “Os direitos sociais exaustivamente defendidos no século XX se preocupam em oferecer a todos os indivíduos um bem-estar aceitável, segundo o ponto de vista de cada sociedade onde esses indivíduos estão inseridos, ou como afirma Carvalho (2009), a justiça social é a base ideológica desses direitos. O mínimo para atender às necessidades do ser humano abrange o mínimo de satisfação econômica e de acesso aos serviços educacionais e sociais.” (LIMA, 2012, p. 58) 10 11 profissionalizando e aumentando consideralvelmente a prática do turismo. Surgem, então, profissionais diversos para atuar no ramo, desde o suporte básico para a organização e realização de viagens até a prestação de serviços para clientes especializados. Um grande aliado desse desenvolvimento é a melhoria na área dos transportes, principalmente o marítimo e o ferroviário. Dentre os visionários que viram no turismo organizado e profissional um campo a ser desenvolvido, destaca-se o nome do inglês Thomas Cook5. Ele aproveita o momento de crescimento do setor turístico e cria a primeira Agência de Viagens. O sucesso ocorre pelo ineditismo do negócio e porque a partir de então os trabalhadores passam a ter e usufruir tempo livre remunerado, que é um dos principais fatores para a prática de atividades de lazer, incluindo o turismo. Após a melhoria nos transportes ferroviário e marítimo, chega a vez do transporte rodoviário. No século XIX, logo depois das duas Guerras Mundiais e a consolidação do transporte rodoviário como meio de transporte de uso popular, cresce o número de pessoas que realizam viagens e deslocamentos com finalidades turísticas, utilizando-se de automóvel próprio ou de ônibus de empresas privadas. Até então eram comuns às viagens turísticas serem feitas em meios de trasnporte ferroviário ou marítimo. 5 Foi em 1840 que Thomas Cook, considerado o pai do Turismo Moderno, promove a primeira viagem organizada da historia. Mesmo tendo sido um fracasso comercial é considera como um rotundo sucesso em relação a organização do primeiro pacote turístico, pois se constatou a enorme possibilidade econômicas que, este negócio, poderia chegar a ter como atividade, criando assim em 1851 a Agência de Viagens “Thomas Cook and son”. Cook criou as viagens em grupos, iniciando a primeira e maior agência de viagens de todos os tempos. A grande arrancada de Cook se deu em 1841, quando organizou o primeiro tour de viagem em larga escala, conduzindo 500 pessoas para Leicester. Thomas Cook também foi o primeiro a usar campanhas publicitárias e de marketing para captar clientes. Cook criou um jornal The excursionist and Exhibition Advertiser voltado para orientação em viagens, onde justificava seus produtos, visando atingir um público maior. O filho de Cook, seu sócio decidiu criar o circular notes que seria precedente dos atuais traveller´s checks onde os clientes adquiriam os cupons (moeda circulante) podendo ser trocadas nos hotéis participantes. Suas idéias eram sempre surpreendentes e mostravam a rapidez em criar novas modalidades para facilitar as viagens. Fonte: <http://turistificando.wordpress.com/2009/11/13/thomas-cook-o-pai-do-turismomoderno/>. Acesso: 29 Nov. 2013. 11 12 Quando as viagens ráfpidas já se encontravam solidificadas através do uso de automóveis e ônibus, surge o avião para alavancar a possibilidade de viagens a destinos mais distantes. Diminui assim as fronteiras mundiais. O avião fez com que ficasse possível a visitação a destinos mais distantes, necessitando de um curto espaço para deslocamento de ida e volta. Se comparada ao meio marítimo que anteriormente era utilizado, o avião troxe uma opção mais barada e menos cansativa. Durante o século XX, auxiliando no desenvolvimento do turismo, surgiram os primeiros hotéis de luxo, bons restaurantes e lojas sofisticadas. A partir da década de 70, passa-se a ter a comercialização de diversos destinos espalhados pelos cinco continentes. Aos poucos a mídia passou cada vez mais a associar o turismo à melhoria da qualidade de vida e a representação de um posicionamento social diferenciado, pois aqueles que viajam possuem dinheiro e tempo livre para dedicar a tal atividade. No final do século XX, as empresa de turismo passaram a se modernizar. Essa modeernização deve-se à utilização massiva da internet e dos equipamentos modernos de informática. Logo, o setor passou a ser mais eficiente e pulverizado, pois tanto reservas de hotéis como compra de passagens aéreas e passeios puderam ser feitas on-line pelo próprio usuário. Já no século XXI, o setor turístico está como uma das fontes principais de renda de muitos cidades e países por todo o mundo. O setor movimenta um complexo de relações que envolvem desde empresas privadas a órgãos públicos, gerando renda para inúmeros trabalhadores de forma direta ou indireta. O turismo se popularizou e atingiu diversas clases sociais. Na era da tecnologia, os deslocamentos são bem mais rápidos, havendo variedade de destinos a serem visitados e facilidades na aquisição de pacotes turísticos. Há 12 13 também a oportunidade, através da internet, de conhecer o destino e suas opções de lazer, antes da viagem ser realizada de fato6. O que há de mais atual é a preocupação recente com a sustentabilidade do meio ambiente, ou seja, o uso adequado da oferta turística para que não prejudique ou amenize o prejuízo ao ecossistema. Essa preocupação está, sobretudo, na utilização e preservação dos recursos naturais pelo setor turístico. A sustentabilidade dos destinos turísticos deve ocorrer através da redução da perda da biodiversidade e da utilização consciente do material humano, possibilitando a manutenção das condições de vida para pessoas e outras espécies tendo em conta a habitabilidade, a beleza do ambiente e a sua função como fonte de energias renováveis. Finalmente, outro fator que deve ser destacados é a segmentação deste mercado, que envolve formas diferentes de praticá-lo (ver Figura 2), e a preocupação constante com a regulamentação do setor, o que assinala parte da proporção e importância da área na atualidade. Figura 2 – Variantes de turismo Fonte: Google. Acesso: 29 Nov. 2013 6 Existem várias páginas oficiais na Internet que mostram ao visitante dicas para realização de uma viagem. Um exemplo destes sites no Brasil é o Viagem Legal do Ministério do Turismo, que pode ser acessado pelo seguinte endereço: http://www.viajelegal.turismo.gov.br/. 13 14 Atividade de pesquisa Pesquisar os tópicos a seguir em no mínimo 5 fontes. Apresentar trabalho escrito ao professor e oral para todos os componentes da turma. Verificar número de componentes, forma, duração e data da apresentação com o professor. Pioneiros do turismo (Thomas Cook, Freddie Laker e César Manrique); Sites com dicas interessantes sobre turismo; Variantes de turismo. TÓPICO 2 – Turismo no Brasil Objetivo: Descrição da história do turismo no Brasil O turismo para alguns autores se inicia no Brasil com a vinda da família real para o Brasil, pois esta trouxe hábitos de lazer e veraneio da Europa. O banho de mar, por exemplo, se tornou uma tendência e acabou incentivando o crescimento de casas de veraneio próximas às praias. Mas somente no século XIX, com o ciclo do café, gerando riqueza e uma aristocracia crescente, passou-se a adquirir o hábito de viajar para a Europa, primeiramente para estudos e depois para passar férias. Já no início do século XX, os ideais desenvolvimentistas oriundos da industrialização incentivavam as viagens de férias e as atividades de lazer. A expansão da publicidade e a popularização do cinema tiveram um papel preponderante no desenvolvimento do turismo, divulgando lugares e modos de vida que incentivavam o deslocamento e o consumo de bens e serviços. Assim, as segundas residências de férias e lazer começam a se popularizar entre as classes mais altas da sociedade, com construções de casas de veraneio no litoral e em regiões próximas aos centros urbanos. Também como manifestação de culto à saúde e ao corpo, a expansão das 14 15 estâncias hidrominerais, climáticas e termais deu um novo impulso para o crescimento da atividade turística, que, associado ao cassinismo, oferecia diversão e lazer para a elite brasileira. O século XX foi bastante proveitoso para o desenvolvimento do Brasil como um todo, e o turismo não ficou de fora desse desenvolvimento. Aliás, o turismo cresceu e se organizou a ponto de passar a ser uma das principais fontes de renda de várias cidades. Dentre os fatos que contribuíram para a melhoria na economia gerada pelo turismo citamos a Copa do Mundo de Futebol realizada no Rio de Janeiro em 1950. Esta contribuiu para a divulgação do Brasil no exterior, mostrando a cultura e as belezas naturais, ampliando assim, a entrada de turistas estrangeiros no país. Também, com a popularização da TV no final dos anos 70, o turismo interno passou a ser mais divulgado e cobiçado pelos brasileiros das diversas classes sociais. Ainda nesse período, houve considerável ampliação da rede hoteleira e da malha rodoviária no país, impulsionando a realização de viajens para diversos destinos. A partir dos anos 90, o mundo se transforma com o avanço das novas tecnologias da informação e se torna globalizado. A criação de novos destinos mundiais tornou o mercado mais competitivo, exigindo discussões mais profundas sobre o fenômeno, em especial com as questões relacionadas à capacitação de recursos humanos, à política e ao desenvolvimento sustentável do turismo. O Brasil continuou atraindo um grande fluxo internacional, sendo o Rio de Janeiro a capital mais visitada por turistas estrangeiros. Os brasileiros, por sua vez, passaram também a viajar mais, tanto para o exterior, quanto dentro do território nacional. Fatos que impulsionaram esse consumo foram a melhoria dos meios de hospedagem e de infraestrutura dos aeroportos que foram reformados, e com o gradual barateamento das passagens aéreas devido a cocorrência entre as companhias aéreas. 15 16 O Brasil é hoje um destino turístico consolidado e está tendo a criação de pólos novos de atração em novas localidades diversas, como também a ampliação da qualidade dos serviços e equipamentos turísticos de polos já consolidados. Um bom exemplo de desenvolvimento turístico é o caso do estado do Ceará, que passou a ser amplamente visitado por turistas nacionais e internacionais nas últimas três décadas, O estado do Ceará possui programas e projetos municipais e estaduais de investimento e divulgação dos atrativos turísticos e potencialidades locais. Atualmente, pode-se dizer que o setor turístico encontra-se bastante evoluído e têm-se expectativas para um crescimento ainda maior, após dois grandes eventos esportivos de 2014 e 2016 que são a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos respectivamente. Conjectura-se que ambos os eventos darão uma visibilidade internacional ainda maior ao país. Atividade de pesquisa Pesquisar pólos (cidades, estados, regiões) do Brasil e seus atrativos turísticos. Apresentar trabalho escrito ao professor e oral para todos os componentes da turma. Verificar número de componentes, forma, duração e data da apresentação com o professor. Ufa! Primeira lição terminada. Que venha a próxima! 16 17 AULA 2 – O QUE É TURISMO? Quanto ao conceito de turismo, não existe uma definição exata e única, adotada por estudiosos. Existem, na verdade, várias definições que vem se modificando ao longo dos anos. Algumas são simples e associam ao termo turismo qualquer passeio ou viagem, chamando turista qualquer indivíduo que se desloca a lazer. Outras definições, no entando, descrevem requisitos para que um passeio ou viagem seja definido como a prática de turismo. Entre os requisitos mais comuns estão, o indivíduo não estar a trabalho, o estabelecimento do tempo mínimo de deslocamento, a realização de pernoite em locais diferentes de sua residência e a utilização de equipamentos de lazer, entre outros. Não há como avaliar em certa ou errada as diversas definições, mas algumas já se encontram em desuso, como a asociação do turismo a uma indústria, dado que hoje é comumente aceito pelos pesquisadores que o turismo é uma atividade do terceiro setor, ou seja, trata-se de uma atividade própria do setor de serviços e não do setor industrial. Ainda assim, não é raro encontrarmos autores escreverem “a industra do turismo”, nos dias atuais. Desta maneira veremos aqui algumas das principais definições e conceitos de diferentes estudiosos do turismo para ao final podermos entender o que estas possuem em comum. Para não adotarmos uma única definição como correta para uma atividade tão ampla e relativamente nova, é importante termos uma visão geral da diversidade de opiniões existentes. 17 18 TÓPICO 1– Principais conceitos Objetivo: Dissertar acerca dos conceitos e definições do termo turismo Iniciando com a definição da Organização Mundial do Turismo, temos que turismo é o "movimento de pessoas a lugar diverso do qual habite por tempo inferior a 360 dias, desde que esta não realize atividades econômicas". Com isso, surge a primeira polêmica, pois há divergência sobre a correta utilização do termo "Turismo de negócios". Essa atividade iniciou-se antes mesmo de existir uma autodenominação propriamente dita. De acordo com Cooper et al. (2001), é difícil encontrar uma estrutura coerente na abordagem da definição de turismo, sendo assim, têm sido criadas definições com o intuito de atender as necessidades e situações específicas. Portanto, serão aqui apresentadas algumas das mais divulgadas definições e a opinião de estudiosos acerca da tentativa de conceituar turismo. Dutra (2003) afirma na Revista Turismo simplismente que turismo “é o movimento de pessoas, é um fenômeno social, econômico e cultural que envolve pessoas.” Pessoas estas que possuem uma motivação para realizarem estes deslocamentos. Antes da definição de turismo, devem ser levados em consideração quatro elementos fundamentais: o turista, a empresa, o governo e a comunidade anfitriã. O turista é o cliente que busca experiências diversas na realização da viagem. Por sua vez, a empresa prestadora de serviço representa o corpo empresarial que tem o turismo como forma de obtenção de lucro. Já o poder público, em suas esferas executiva e legislativa, observa no turismo a oportunidade de ativar a economia local, fomentando a entrada de receita e a arrecadação de impostos. Por fim, a comunidade anfitriã percebe o turismo como geração de emprego e renda. Assim, Goelnder, Ritchie e 18 19 Macintosh (2002, p. 23) definem turismo como: “a soma de fenômenos e relações originados da interação de turistas, empresas, governos locais e comunidades anfitriãs, no processo de atrair e receber turistas ou visitantes”. Já para Andrade (1998), antes de se estabelecer considerações teóricas sobre turismo, turista ou qualquer outro elemento que envolva o setor, deve-se refletir sobre os três elementos que ele considera a base para a reflexão turística: o homem, o espaço e o tempo. O homem é o sujeito da viagem, é aquele que é motivado a deslocar-se, toma a decisão e a realiza. Ele é o consumidor no turismo, que define para onde, quando, como ir para um determinado destino e por quanto tempo. Sem a decisão do ato de viajar, um destino é apenas um cenário a ser usufruído. O homem se desloca de uma região geradora de visitantes (núcleo emissor), para outro, a região de destinação turística (núcleo receptor) através de um espaço (a zona de rota de trânsito). A distância de um núcleo emissor para o núcleo receptor delineia o tempo de viagem e é fator preponderante para a tomada de decisão e escolha do destino a ser visitado. Da mesma forma, o núcleo receptor com seus elementos socioculturais e geográficos, seus atrativos, constitui-se em outro grande elemento para a tomada de decisão do consumidor no momento de escolha de uma destinação turística. O economista austríaco, Herman Von Schullard definia o turismo como: “a soma das operações, especialmente as de natureza econômica, diretamente relacionadas com a entrada, a permanência e o deslocamento de estrangeiros para dentro e para fora de um país, cidade ou região”. (WAHAB, 1991). Andrade (1999, p. 35) destaca o conceito de turismo de Bormann (1930), como “o conjunto de viagens que tem por objetivo o prazer ou motivos comerciais, profissionais ou outros análogos, durante os quais é temporária a ausência da residência habitual.” 19 20 Para De la Torre (1992), turismo é um fenômeno social que consiste no deslocamento voluntário e temporário de indivíduos ou grupos de pessoas que, fundamentalmente por motivos de recreação, descanso, cultura ou saúde, saem de seu local de residência habitual para outro, no qual não exercem nenhuma atividade lucrativa nem remunerada, gerando múltiplas inter-relações de importância social, econômica e cultural. Dias (2003) descreve que os diversos conceitos de turismo podem ser analisados sob duas vertentes: um sistema econômico e uma prática cultural e social. O conceito de turismo como sistema econômico é deli-neado quando se refere ao sistema de produção necessário para realizar a viagem, onde estão presentes várias empresas que oferecem uma variedade de produtos e serviços com o objetivo de atender ao cliente turista. O turismo é visto, então, como uma atividade geradora de emprego e renda e um grande indutor da economia local, regional, nacional e mundial. Pela diversidade de conceitos, é óbvio que não há uma unanimidade sobre o conceito de turismo. Porém, é lógico que todos citam o deslocamento de pessoas com o não intuito de fixar residência em um novo local e com várias possibilidades de características. Essas características defendidas pelos autores contem várias semelhanças e difirenças que não esgota a discussão sobre uma definição de tursimo a ser adotada. TÓPICO 2 – Aspectos positivos e negativos da prática do turismo POSITIVOS Geração de emprego e renda; Aumento no investimento para a conservação e manutenção do ambiente; Incentivos a realização de estudos de conservação, preservação, proteção e recuperação dos ambientes naturais; 20 21 Sensibilização dos moradores e turistas para as questões culturias e ambientais. Geração do contato entre diferentes comunidades, impulsionando o intercâmbio cultural; Aumento da compreensão e do respeito às diferenças; NEGATIVOS Poluição; uso inadequado dos recursos e do solo; Mudança do comportamento da fauna silvestre; Degradação e ocultação da paisagem; Aceleração do processo de mudança de culturas locais; Geração de demandas muitas vezes maiores que a capacidade de carga dos pólos receptores; Excesso de turistas intervindo nos ambientes natural e humano (desmatamento para a construção de resorts, rios represados para a prática de esportes náuticos, etc); Criação de novas necessidades de consumo na comunidade local; Possível aumento da prostituição e da exploração infanto-juvenil. Depois de conhecermos os dois lados da moeda criada pela atividade turística, podemos perceber que há áreas claramente afetadas. Assim, os efeitos do turismo são percebidos na área ambiental, cultural, política, social e econômica. O meio ambiente pode ser pertubado pela chegada do turismo, todavia também pode ser o grande impulso para a conservação de uma paisagem intocada, que poderia estar vulnerável ao desenvolvimento industrial. Já a área cultural, um dos maiores atrativos do turismo, pode ser educativa para o visitante e altamente rentável para a comunidade, ao mesmo tempo em que pode empurrar as comunidades tradicionais para o mundo moderno, ameaçando seus estilos de vida distintos e seus produtos culturais. Os efeitos políticos são sentidos quando as extremas diferenças de riqueza e de estilo de vida entre os moradores e turistas causam ressentimento. O emprego no turismo traz novos fluxos de renda para uma comunidade, mas também pode inibir indivíduos da realização de tarefas tradicionais e participação em 21 22 atividades sociais em detrimento da nova e moderna possibilidade. Isso afeta socialmente a comunidade. Por fim, a economia é beneficiada pelo lucro gerado pelo turismo, mas o fardo financeiro suportado por uma comunidade para construir e manter uma indústria de turismo também deve ser considerado. O desenvolvimento do turismo também causa a invasão de empresas de fora, que prestam serviços para turistas ricos, tirando lucros maiores da população local. Em razão do tamanho, força e impacto da indústria do turismo nas economias locais do mundo todo, o debate sobre os efeitos positivos e negativos do turismo é um pouco complexo. Não obstante, esse debate deve smpre ocorrer e para ser menos prejudicial, deve envolver todos os interessados ou participantes diretos. Atividade de síntese Faça um resumo de tudo que foi visto na Aula 2. Além disso, tente criar a sua definição para turismo e avaliar segundo os aspectos mostrados se o turismo é muito ou pouco prejudicial para as comunidades. Eita, que tá bom demais! 22 23 AULA 3 – ÓRGÃOS OFICIAIS DO TURISMO E ORGANIZAÇÕES TURÍSTICAS: IMPORTÂNCIA E FINALIDADE Pela importância que o turismo adquiriu em muitos países, muitos organismos públicos foram criados, em diversos níveis, para gerir a atividade e equalizar os interesses de todos os países envolvidos. Também muitas organizações foram criadas para atender às necessidades da iniciativa privada, já que também elas devem trabalhar em parcerias e discutir inúmeros interesses comuns, como os meios de hospedagem que interagem com os agentes de viagens e as transportadoras, por exemplo. (BOULLÓN, 2002). Os organismos que operam em nome de países, regiões e locais, por autoridade própria ou poder delegado, são denominados órgãos oficiais de turismo. Esses órgãos têm como principal meta interagir com os organismos internacionais e as empresas turísticas em todo o mundo (ANDRADE, 2000). Existem organizações criadas para gerenciar o turismo tanto em nível nacional quanto em nível internacional. Ambos os tipos d organização possuem funções diversas, desde o marketing e realização de pesquisas à regulamentação do setor. No tópico a seiguir, estão listadas algumas destas principais organizações, onde também se encontra descrita a principal forma de atuação de cada uma delas. TÓPICO 1 – Órgãos Oficiais do Turismo Objetivos: Listar os principais órgãos oficiais do turismo; Apresentar a missão e os objetivos dos Órgãos Oficiais do Turismo 23 24 3.1.1- Ministério do Turismo (MTur): Figura 3 – Marca Brasil Fonte: http://www.turismobrasil.gov.br/ O Ministério do Turismo tem como objetivo desenvolver o turismo como uma atividade econômica sustentável, com papel relevante na geração de empregos e divisas, proporcionando a inclusão social. É composto pela Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, que assume o papel de executar a política nacional para o setor orientada pelas diretrizes do Conselho Nacional do Turismo. A Secretaria também promove o turismo dentro do Brasil e zela pela qualidade da prestação do serviço turístico brasileiro. Esse ministério possui também a Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo que subsidia a formulação dos planos, programas e ações destinados ao fortalecimento do turismo nacional através da promoção do desenvolvimento da infraestrutura e a melhoria da qualidade dos serviços prestados. O Ministério do Turismo cadastra as empresas do setor tais como as agências de viagens e turismo, as operadoras de turismo, as transportadoras turísticas e os profissionais como ao turismólogos, os agentes de viagens. Somando-se as funções descritas anteriormente, há também a produção do planejamento do setor e fomentação da atividade turística. 24 25 3.1.2- Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR): Figura 4 – Logomarca da EMBRATUR Fonte: http:// www.embratur.gov.br Esse órgão foi criado em 18 de novembro de 1966 como Empresa Brasileira de Turismo que gerou a sigla EMBRATUR e a logomarca utilizadas até hoje (ver Figura 4). O órgão tinha o objetivo de fomentar a atividade turística ao viabilizar condições para a geração de emprego, renda e desenvolvimento em todo o País. Desde janeiro de 2003, com a instituição do Ministério do Turismo, a atuação da EMBRATUR, que com a reformulação passou a ser chamada de Instituto Brasileiro de Turismo, concentra-se na promoção, no marketing e no apoio à comercialização dos produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros no exterior. 3.1.3- Secretarias Estaduais e Municipais de Turismo: Buscam desenvolver e gerenciar o turismo a nível regional e local. Como exemplo podemos citar a Secretaria de Turismo do Estado do Ceará (SETUR-CE) e a Secretaria Municipal de Turismo de Fortaleza (SETFOR). A SETUR-CE foi criada em junho 1995 com a missão de fortalecer o estado do Ceará como destino turístico nacional e internacional. O fortaleciimento deveria acontecer de forma sustentável, com foco na geração de emprego e renda, na inclusão social e na melhoria de vida do cearense. Essa secretaria procura desenvolver o turismo em harmonia com o crescimento econômico, a preservação ambiental, a responsabilidade social e o fortalecimento da identidade e dos valores culturais. Para tanto, a secretaria 25 26 desenvolve ações de capacitação e qualificação dos segmentos envolvidos na cadeia produtiva do setor. O órgão tem consolidado parcerias com setores públicos e privados, captando negócios e investimentos para o desenvolvimento da infraestrutura e o crescimento sócio-econômico. O Estado desenvolve, ainda, ações de marketing em parceria com o trade turístico e operadoras junto aos mercados nacional e internacional. Dentre as ações da Secretaria do Turismo do Ceará estão o Desenvolvimento de destinos e produtos turísticos que visa a ordenar as atividades turísticas no Estado, diversificando a oferta de produtos com as especificidades de cada região ou município turístico. Marketing turístico que visa consolidar e conquistar novos mercados, assim como diminuir a sazonalidade e incentivar o mercado de eventos. Captação de Investimentos, que objetivo incrementar a oferta turística através da atração de investimentos e ampliação de negócios turísticos no Estado. Planejamento estratégico que visa elaborar estudos e pesquisas para o desenvolvimento do turismo; e monitorar os indicadores turísticos; assim como definir diretrizes e metas para o turismo do Estado. Por sua vez, a SETFOR foi criada em 2005, pela Lei Complementar nº 24/2005 e tem por finalidade ser um instrumento de transformação do turismo local, contribuindo para a melhoria da qualidade da vida urbana, da prestação de serviços públicos e da oferta de produtos, de forma a impulsionar a sustentabilidade da atividade turística na cidade. Dentre suas metas essa secretaria executa programas estratégicos como capacitação e qualificação para o turismo, marketing institucional, enfrentamento da exploração sexual contra crianças e adolescentes, além do desenvolvimento de produtos turísticos que fazem parte do calendário de eventos da cidade. Como outra função há pesquisas e fornecimento de 26 27 informações turísticas nas chamadas Casas do Turista (centros de informações estrategicamente espalhados pela cidade de Fortaleza), TÓPICO 2 – Órganizações turísticas Objetivos: • Listar os principais órgãos oficiais do Turismo; • Descrever a atuação e objetivos do Ministério do Turismo Além dos órgãos públicos oficiais, existem os organismos que coordenam vários interesses privados e que representam o trade turístico, dois destes serão descritas abaixo. O primeiro é a Associação Brasileira dos Agentes de Viagens (ABAV) e o segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), considerada uma das mais importantes organizações da área do turismo. A ABAV foi criada em 28 de dezembro de 1953, por força da iniciativa de representantes de quinze agências de viagens. A formalização da entidade se deu no Rio de Janeiro, à época capital do país. Hoje, a ABAV é a entidade mais representativa do turismo brasileiro. Sua sede fica em São Paulo. Fundada em 1953, com apenas 14 membros, hoje conta com cerca de 3.014 membros e parceiros. Com a criação do Ministério do Turismo, a ABAV passou a integrar o Conselho Nacional de Turismo, renovando sua condição de pólo catalisador dos diferentes segmentos e nichos do mercado. A associação objetiva representar as agências de viagens com a visão institucional e política de apoiar as atividades e as necessidades de todo o sistema turístico, agindo em conjunto com outros órgãos e entidades na defesa dos interesses do setor. Dentre esses interesses estão a promoção do congraçamento da classe em todo o território nacional; a divulgação e publicidade das matérias de interesse da entidade, objetivando a disceminação do conhecimento dos associados sobre os acontecimentos referentes ao 27 28 turismo nacional; a realização de congressos e exposições que contribuam para o desenvolvimento técnico do setor, e o treinamento de recursos humanos. A organização com caráter mais específico em atividades de turismo é a Organização Mundial de Turismo (OMT), que é uma agência especializada das Nações Unidas e a principal organização internacional criadora de políticas no campo do turismo. Funciona como um fórum global para questões de políticas turísticas. Sua sedese localiza em Madri, Espanha e conta com 153 estados-membros de todas as regiões do mundo. A finalidade da organização é a promoção e o desenvolvimento do turismo com vistas a contribuir para o desenvolvimento econômico dos países e trabalhar pelo entendimento internacional. A OMT, assim como também os organismos de turismo estaduais e municipais, tem dificuldades para adquirir recursos financeiros e financiar suas atividades, pois o órgão é mantido principalmente pelas contribuições de seus membros, cujos percentuais variam de acordo com o grau de desenvolvimento turístico de cada país. Assim, outras atividades como consultorias, receitas oriundas de investimentos e vendas das publicações e de produtos eletrônicos complementam as necessidades da organização (HALL, 2001). Ressalta-se que a OMT tem sido o órgão mais importante no desenvolvimento e planejamento do turismo de vários países e regiões, exercendo influência no que se refere ao uso do solo e no trato com os recursos turísticos. Atividade de pesquisa Visite os sites do Mtur, SETUR-CE, SETFOR e ABAV e escreva algumas ações realizadas no momento. Apresentar trabalho escrito ao professor e oral para todos os componentes da turma. 28 29 AULA 4 – IMPORTÂNCIA DOS TERMOS TÉCNICOS PARA O ESTUDO DO TURISMO Ao comerçarmos um curso em qualquer área do conhecimento, percebe-se rapidamente a quantidade de palavras que fazem parte do vocabulário específico desta área. Nos cursos profissionalizantes não se dá de maneira diferente, e talvez de forma ainda mais expressiva no turismo. Isso ocorre porque muitos dos termos e expressões são originários de línguas estrangeiras, o que faz com que aqueles que não têm o domínio destas línguas, não compreendam de forma imediata o siginificado de alguns destes termos e expressões. Para aprendermos os termos e expressões, chamados técnicos, devese realizar um estudo prévio, mas, sobretudo, ter uma lista para verificação imediata sempre que surgir alguma dúvida sobre o significado destes. É neste contexto que se elaboram os chamados glossários, que reúnem de forma objetiva os significados dos mais variados termos e expressões de interesse para uma área de estudo. Tendo em vista a utilidade desse material, apresenta-se abaixo um Glossário Turístico para que possamos consultar sempre que tivermos interesse ou necessidade. TÓPICO 1 – Glossário Turístico Objetivo: • Apresentar alguns dos principais termos técnicos utilizados na área do turismo AGÊNCIA DE VIAGENS E TURISMO São empresas prestadoras de serviços de operação de viagens e excursões (individuais ou coletivas), comprendendo a organização, contratação e execução de programas, roteiros e itinerários, quando relativos a excursões do Brsial par o exterior (EMBRATUR, 1980 apud TOMELIN, 2001, p. 23). 29 30 São AGENTES ECONÔMICOS DO TURISMO os turistas, os excursionistas, as empresas turísticas e os estabelecimentos turísticos que movimentam a ativide turística. (EMBRATUR, 1992). ALOJAMENTO TURÍSTICO Segundo a OMT, é denominado alojamento turístico “toda instalação que regularmente (ou ocasionalmente) disponha de lugares para o turista passar a noite”. Dividem-se, para fim de classificação, em estabelecimentos de alojamento coletivos e alojamentos privados. A seguir encontram-se as subdivisões dos tipos de alojamentos. 1. Os alojamentos coletivos agrupam-se em: 1.1 Hotéis e estabelecimentos para hoteleiros: a) Hotéis, apart-hotéis, motéis, clubes residenciais e outros estabelecimentos com serviços hoteleiros complementares à arrumação do quarto; b) Estabelecimentos para hoteleiros: pensões, casas de hóspedes, albergues, residências para turistas; com serviços hoteleiros limitados à arrumação do quarto. 1.2 Estabelecimentos especializados: a) Estabelecimentos de cura: estações termais, balneários, clínicas, sanatórios de montanha, centros de convalescença, geriátricos, etc.; b) Acampamentos de trabalho e férias: alojamento para atividades em férias, como trabalhos agrícolas, arqueológicos e ecológicos, colônias e povoados de férias, acampamentos de escoteiros e refúgios de montanha; c) Alojamento nos meios de transporte coletivo: alojamento, com instalações para dormir, associados aos serviços de transporte, em geral em trens e barcos; d) Centros de conferência: alojamentos especialmente equipados para congressos, cursos, etc. 30 31 1.3 Outros estabelecimentos coletivos: a) Alojamento de férias: compreende as instalações coletivas, como conjuntos de chalés organizados em alojamentos do tipo apartamento. Não se incluem limpeza e arrumação do quarto; b) Alojamento de camping turístico: instalações coletivas em recintos fechados para acolher barracas de camping, mobil homes, etc.; c) Outros estabelecimentos de alojamento coletivo: albergues da juventude, lugares de férias para 3ª idade, locais para empregados de empresas, residências escolares e similares, com administração comum. 2. Os alojamentos turísticos privados são: 2.1 Vivendas em propriedade: apartamentos, vilas, chalés, segundas residências. 2.2 Quartos alugados em casas particulares: o turista participa da vida da família e paga um aluguel; 2.3 Quartos alugados em vivendas familiares ou agências profissionais: apartamentos, vilas, casas, alugadas em totalidade a famílias; 2.4 Hospedagem proporcionada gratuitamente por familiares ou amigos; 2.5 Outros alojamentos particulares, ex.: embarcações. ATRATIVO TURÍSTICO É todo lugar, objeto ou acontecimento de interesse para o turismo. (EMBRATUR, 1992). Constitui o componente principal e mais importante da atividade turística, pois determina a seleção, por parte do turista, do local de destino de uma viagem, ou seja, gera uma corrente turística até a localidade. Podem ser naturais, culturais, manifestações (usos tradicionais e populares), realizações técnicas, científicas, contemporâneas e acontecimentos programados. ATRATIVOS DE EVENTOS São aqueles em que um acontecimento constitui o principal fator para que o turista visite o lugar tais como: feiras, exposições, congressos, convenções e acontecimentos especiais que podem ser um evento esportivo, festivo, etc. 31 32 CADEIAS HOTELEIRAS INTEGRADAS ou REDES HOTELEIRAS São grupos hoteleiros que operam tanto nos hotéis de que são proprietários como em outros que lhe são arrendados. Podem ainda apenas administrá-los ou operar acordos de franquia. A característica principal deles é a manutenção de padrões de qualidade de serviços e alojamento mais uniforme. As razões para essa concentração devem-se, especialmente, aos notáveis ganhos de escala, principalmente nos setores de compras, finanças e marketing. As maiores cadeias internacionais hoteleiras são: Holiday Inn Worldwide, Best Western, Accor, Choice, Marriot, Sheraton, Hilton, Forte e Hyatt. CAMPINGS ou CARAVANNINGS São locais equipados com serviços sanitários, podendo ou não incluir restaurantes ou cafeterias, serviço de estacionamento de veículos, lojas, recreação (tanto em ambientes internos, como ao ar livre) e outros equipamentos ou serviços. Devem possuir fácil acesso, bons serviços de águas e esgotos, declives limitados e boa orientação solar. Quando possível, devem ser intercalados com cercas vivas e árvores, para proteção do vento e obtenção de certa privacidade. CAPACIDADE DE CARGA É a medida que determina o número máximo de visitantes (por dia, mês e ano) de um local. A medida está atrelada ao que o meio ambiente de uma área consegue suportar ao nível de subsistência, pelos recursos ambientais disponíveis, sem que ocorram alterações nos meios físico e social. CARTÃO DE IDENTIFICAÇÃO DO HÓSPEDE É um cartão identificador entregue ao hóspede no momento de entrada. O cartão serve para identificá-lo nos diversos setores do hotel sempre que se fizer necessário como para assinatura de despesas extras. CHECK-IN TIME É o horário de comparecimento ao aeroporto para despacho de bagagem e embarque. Dada à rigidez dos horários de vôo, as companhias aéreas 32 33 estabelecem a apresentação dos passageiros em uma hora antes nos vôos nacionais e duas para os internacionais. Decorrido metade desse tempo, a princípio, a empresa pode começar a chamar a lista de espera do vôo. Também é o horário de entrada do hóspede no hotel, geralmente convencionada a partir do meio-dia. A ocupação do quarto por hóspedes que chegam pode não ser possível até depois do horário estabelecido para o check-out do hóspede anterior. Para facilitar, algumas empresas hoteleiras utilizam o early check-in que, na prática, pode ser qualquer horário antes do meio-dia. CHECK-OUT TIME É o horário de saída do hóspede, quando se dá o pagamento da conta relativa a sua estada, o que o permite deixar as dependências, com sua bagagem. Costumam estar afixado na portaria, o horário do check-out para orientação do cliente, pois caso ele venha a sair após esse prazo, o hotel se reserva no direito de cobrar mais uma diária. Entretanto, para facilitar e servir como diferencial no mercado, algumas empresas hoteleiras utilizam o late check-out que, na prática, pode ser qualquer horário após o meio-dia. Alguns estabelecimentos não seguem esse horário como padrão. CITY-TOUR (Sightseeing) São passeios de ônibus pela cidade, passando pelos principais pontos turísticos (Tour oficial de uma cidade com o mínimo de 3 horas de duração). COMPLEXO TURÍSTICO É uma superfície variável do território que reúne seguintes condições: a) atrativos turísticos cuja visita exija pelo menos três dias; b) no mínimo um centro turístico urbano; c) atrativos e centros turísticos secundários localizados dentro do raio de influência do centro principal (distância máxima de 3 horas utilizando-se meios de transportes coletivos). 33 34 CONTINENTAL BREAKFAST È uma refeição matinal leve. Tradicionalmente estão incluídos nessa reifeição pães, bolos, sucos e bebidas quentes. Às vezes encontram-se também cereais, frutas e ovos. CONVENTION & VISITORS BUREAU É o organismo que algumas cidades dispõem para apoiar, fomentar e viabilizar a captação de eventos e turistas (EMBRATUR, 1995). DEMANDA TURÍSTICA Quantidade de bens e serviços turísticos consumidos por empresas e/ou famílias, dado o nível de renda, os preços e necessidades dos consumidores (EMBRATUR, 1992). DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO TURISMO “(...) aquele que atende às necessidades dos turistas atuais, sem comprometer a possibilidade do usufruto dos recursos pelas gerações futuras.” (WORLD COMISSION OF ENVIRONMENT AND DEVELOPMENT, 1987). EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS TURÍSTICOS Representam o conjunto de edificações, de instalações e de serviços indispensáveis ao desenvolvimento da atividade turística. Compreendem os meios de hospedagem, os serviços de alimentação, o entretenimento e diversão, o agenciamento, os transportes, a locação de veículos, os eventos, os guias, a informação e outros serviços turísticos. EXCURSIONISTA Também conhecido como “turista itinerante”, excursionista é quem se desloca individualmente ou em grupo para local diferente de sua residência permanente, por período inferior a 24 horas, sem efetuar pernoite (EMBRATUR, 1992). Comumente chamados de “visitantes de um dia”. 34 35 FAMILIARIZATION TOUR ou FAM TOURS Programa educacional, geralmente para agentes de viagem ou pessoal de linha aérea, visando avaliação das instalações turísticas. Geralmente promovido em cooperação entre linhas aéreas, operadoras e organismos de turismo locais. FLUXO TURÍSTICO DE ESTADA Processa-se pelo deslocamento de turistas que se destinam a um ou mais núcleos receptores, aí permanecendo por mais de 24 horas, gerando, portanto, um pernoite ou estada. FLUXO TURÍSTICO EMISSIVO É o conjunto de turistas estrangeiros ou nacionais que parte de uma determinada área geográfica emissora para uma ou várias áreas receptoras. Também aqui se propõe que este fluxo seja dividido em duas classes: internacional e nacional ou interno. FLUXO TURÍSTICO EMISSIVO INTERNACIONAL É aquele que se processa com o deslocamento de turistas para destinos fora dos limites nacionais. FLUXO TURÍSTICO EMISSIVO NACIONAL OU INTERNO É aquele que se processa pelo deslocamento de residentes de um país para centros de atração turística dentro do limite nacional. Esse tipo de fluxo é o que prioritarialmente deve ser incentivado em primeira instância, por permitir maior circulação da moeda local e desenvolvimento educacional e cultural da população local de cada país. Com isoo, se realizao assim uma valoricação dos aspectos próprios dos povos. FLUXO TURÍSTICO RECEPTIVO Conjunto de turistas estrangeiros ou nacionais que aflui a uma determinada área geográfica receptora para ali permanecer por um tempo limitado. Pode ser dividido em dois tipos: o internacional e o nacional, também denominado fluxo 35 36 interno. Esta divisão está sendo proposta para melhor quantificar e caracterizar os dados estatísticos segundo as fontes de origem e destino. FORFAIT É a viagem totalmente organizada, ou conjunto de serviços, incluindo passagens de ida e volta, hospedagem, alimentação, alojamento, traslados, excursões locais, gratificações, etc., O Forfait é programado conforme o desejo dos clientes, com um preço final fixo, ou seja, é a viagem elaborada a pedido, personalizada, “sob medida”. FULL PENSION (Pensão completa) São acomodações hoteleiras com três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) incluídas no preço do quarto. O mesmo que American plan ou Full American plan. HÓSPEDE VIP (Very Importante Person) É uma pessoa muito importante a qual, por sua posição pessoal ou por ser muito recomendada, recebe atenção especial. HOSPITALIDADE Recepção cordial e generosa aos hóspedes. Compreende a prestação, gratuita ou não, de serviços obtidos normalmente por uma pessoa em seu próprio lar, mas que por estar dele ausente, temporariamente, não os tem à sua disposição. Basicamente, esses seviços abrangem leito e alimentação. Quando a hospitalidade proporciona acomodações para dormir, denominase de hospedagem, acompanhada ou não de refeições. Se apenas essas são oferecidas, têm-se a hospitalidade, mas não a hospedagem. 36 37 IMPACTO DO TURISMO Gama de modificações ou sequência de eventos provocados pelo processo de desenvolvimento turístico nas localidades. As variáveis que provocam os impactos têm natureza, intensidade, direções e magnitudes diversas, porém os resultados interagem e são geralmente irreversíveis quando ocorrem no meio ambiente natural. Eles têm origem em um processo de mudança e não constituem eventos pontuais resultantes de uma causa específica, como por exemplo, um equipamento turístico ou um serviço. INCLUSIVE TOUR / PACKAGE TOUR (Pacote turístico) Viagem planejada, preparada e cotizada pelas operadoras, com tarifa confidencial, que inclui todos os elementos de um itinerário, usualmente tornando desnecessário ao passageiro gastar dinheiro em qualquer item, exceto extras pessoais. Tem um programa impresso, o folder (ou folheto), comissiona o agente de viagens por sua comercialização, obriga o cumprimento de todas as datas de vôo, estada, etc. INFRAESTRUTURA BÁSICA É a estrutura física de base que criam condições para o desenvolvimento de uma unidade turística, tais como sistema de transportes, comunicações e serviços urbanos (redes de abastecimento de água, luz, esgoto, limpeza e segurança pública). INFRAESTRUTURA TURÍSTICA Conjunto de instalações (estrutura física e serviços urbanos) que dão suporte ao desenvolvimento da atividade turística em determinada área. Exemplos: hotéis, locadoras, posto de informações turísticas, bares e restaurantes, locais de entretenimento, etc. INFRAESTRUTURA URBANA Formado pelas redes de instalações para atender às funções urbanas de circulação (rodovias, ferrovias, hidrovias, aerovias), à comunicação (telefonia e de sinais televisivos), ao suprimento de energia (energia predominantemente 37 38 utilizadas na cidade, como eletricidade e gás) e ao saneamento básico (abastecimento de água potável; coleta, tratamento e disposição final do lixo). INVENTÁRIO DA OFERTA TURÍSTICA Processo pelo qual se registra o conjunto dos recursos turísticos (atrativos turísticos / equipamentos e serviços turísticos / infraestrutura de apoio turístico) de uma determinada região, visando à correta ordenação e exploração do território, de forma a aperfeiçoar a utilização de seus recursos naturais e culturais. É LAZER a “(...) situação de ter tempo à disposição, à liberdade e à oportunidade para fazer outra coisa daquelas usuais: trabalhar, dormir e satisfazer as necessidades básicas” (CONGRÉS DE L’AIEST, 31°. 1981). Ou ainda, “... uma atividade voluntária, realizada no tempo livre, organizada para o atendimento de objetivos pessoais e sociais, incluindo a recuperação física e a integração social” (KELLY, 1982). MARKETING TURÍSTICO É o conjunto de técnicas estatísticas, econômicas, sociológicas e psicológicas, utilizadas para estudar e conquistar o mercado, mediante lançamento planejado de produtos, consistindo numa estratégia dos produtos para adequar seus recursos às novas oportunidades que o mercado oferece (EMBRATUR, 1992). 38 39 MEIO DE HOSPEDAGEM Estabelecimento administrado comercialmente por empresa hoteleira, destinado a prestar serviços de alojamento a hóspedes temporários, em unidades habitacionais especificamente construídas com essa finalidade. NO SHOW É o não comparecimento ao balcão de companhias aéreas para embarque, ou em hotéis, sem aviso prévio ou cancelamento. OFERTA TURÍSTICA É o conjunto de atrativos turísticos, assim como bens e serviços, que provavelmente induzirá as pessoas a visitarem especialmente um país, uma região ou uma cidade. A oferta turística compõe-se dos serviços de alojamento, de alimentação, de agenciamento, de lazer e de outros, bem como da infraestrutura local. OPERADORAS DE TURISMO São organizações comerciais que, além de comercialização de serviços, são “produtoras” de serviços em grande quantidade. Sua principal função é operarem grande escala de produtos ao mercado, facilitando a relação do agente de viagens e o consumidor - turista ou viajante. PATRIMÔNIO TURÍSTICO É a disponibilidade de elementos de uma região ou país, em determinado momento, em condições de funcionar como atrativos turísticos. Formado por equipamentos, instalações turísticas e pela infraestrutura turística (bens materiais), abrange também as características peculiares de uma comunidade (bens imateriais) como costurmes e festas populares. 39 40 PAX É a sigla internacional para designar passageiro. PESQUISA DE MERCADO É uma pesquisa sistemática de todos os fatores que influenciam a escolha de determinado destino e a venda de serviços turísticos. Tem por objetivo conhecer as tendências da demanda real e potencial, saber qual a imagem do produto e apontar as técnicas de publicidade mais adequadas. PLANEJAMENTO TURÍSTICO Processo pelo qual se analisa a atividade turística de um país ou região, diagnosticando seu desenvolvimento e fixando um modelo de atuação, mediante estabelecimento de objetivos, metas e instrumentos, com os quais se pretende impulsionar, coordenar e integrar a atividde turística ao conjunto macroeconômico onde ela se encontra inserida. (EMBRATUR, 1992). PLANO DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO Medidas, de tarefas e de atividades por meio das quais se pretende atingir as metas, o detalhamento e os requisitos necessários para a ordenação e a exploração de áreas com potencialidade turística. PRODUTO TURÍSTICO Bem ou serviço negociado na indústria turística. Pode ser unitário (passagem aérea, serviço de guia do turismo, hospedagem, etc.) ou um conjunto destes (pacote de viagem). RECEPTIVO É o adjetivo relativo aos locais que recebem turistas. Também podem ser empresas e serviços prestados por eles no local de visitação (ex.: núcleo receptivo). 40 41 RECREAÇÃO “[...] atividades realizadas durante o tempo de lazer e que visam à recuperação do desgaste psicofísico provocado pelas atividades profissionais.” (CONGRÉS DE L’AIEST, 31°. 1981). RECURSOS TURÍSTICOS CULTURAIS Resultam do desenvolvimento das atividades humanas e compreendem o conjunto de manifestações culturais, materiais ou espirituais de um país, região ou local (EMBRATUR, 1992). RECURSOS TURÍSTICOS NATURAIS Estão distribuídos no espaço geográfico e constituem o que se convencionou chamar de paisagem, identificados ou qualificados como de valor para uso turístico (EMBRATUR, 1992). ROOMING LIST É a lista de apartamentos com os nomes e distribuição dos ocupantes. SEGMENTO DE MERCADO Consumidores com características comuns (ex.: terceira idade) ou ainda subdivisão do mercado por atividades (ex.: turismo de negócios, científico, ecoturismo), como também, serviços turísticos, atrações, acessos e facilidades colocados no mercado, à disposição dos turistas, em conjunto ou individualmente, visando atender as suas necessidades, solicitações ou desejos (EMBRATUR, 1992). TAXA DE SERVIÇO É a importância adicionada ao valor das despesas dos hóspedes e dividida entre os funcionários de acordo com a pontuação definida em acordo coletivo com o sindicato dos empregados. 41 42 TRADE TURÍSTICO São organizações privadas e governamentais atuantes no setor de “Turismo e Eventos” como hotéis, agências de viagens especializadas em congressos, transportadoras aéreas, marítimas e terrestres, além de promotores de feiras, montadoras e serviços auxiliares (tradução simultânea, decoração, equipamentos de áudio visuais, etc.) (EMBRATUR, 1995). TURISMO Atividade econômica representada pelo conjunto de transações (compra e venda) de serviços efetuadas entre os agentes econômicos do turismo. É gerada pelo deslocamento voluntário e temporário de pessoas para fora dos limites da área ou região em que têm residência fixa, por qualquer motivo, excetuando-se o de exercer alguma atividade remunerada no local que visita (EMBRATUR, 1992). TURISTA Segundo Inskeep (1988), visitante temporário que fica pelo menos 24 horas no local visitado. O propósito pode ser classificado em: recreação, feriado, saúde, religião ou esporteç negócios; família; missão; etc. Para a EMBRATUR (1992), turista é aquele que se desloca para fora de seu local de residência permanente, por mais de 24 horas, realizando pernoite, por motivo outro que não o de fixar residência ou exercer atividade remunerada, realizando gastos de qualquer espécie com renda auferida fora do local visitado. 42 43 VISITANTES Pessoas que se deslocam do seu local de residência para realizar viagens curtas para negócios, participar de eventos, lazer, visitar parentes ou amigos, mas não pernoita no destino. Caso haja pernoite, já se classifica como turista. Os passageiros em cruzeiros que pernoitam a bordo das embarcações. VOCAÇÃO TURÍSTICA DO NÚCLEO RECEPTOR A demanda por turismo apresenta ainda uma especificidade própria, consoante com as diversas motivações, necessidades e preferências dos turistas. Isso imprime ao núcleo receptor sua vocação turística e seu consequente poder de atração, permitindo uma afluência autodeterminada ou dirigida. VOUCHER Cupom de pagamento de serviços expedido pela agência ou operadora de turismo. O voucher é um documento que determina o recebimento do valor do serviço a alguns estabelecimentos, pois é o recibo comprobatório da realização de pagamento à uma agência ou operadora por parte do cliente. 43 44 REFERÊNCIAS ACERENZA, Miguel Angel. Administração do turismo: conceituação e organização. Bauru, SP: Ed. EDUSC, 2002. AGUIAR, Marina Rodrigues de; DIAS, Reinaldo. Fundamentos do turismo: conceitos, normas e definições. Campinas, SP: Editora Alínea, 2002. ANDRADE, José Vicente de. Turismo, fundamentos e dimensões. 7.ed. São Paulo: Ed.Atica, 2000. BARRETTO, Margarita. Turismo e legado cultural: as possibilidades do planejamento. Campinas, SP: Ed.Papirus, 2000. ______. Manual de iniciação ao estudo do turismo. 3.ed. Campinas, SP: Ed.Papirus, 1998. COOPER, Chris. Turismo, princípios e prática. 2.ed. Porto Alegre: Ed.Bookman, 2001. COROLIANO, Luzia Neide Menezes Teixeira (org.). Turismo com ética. Fortaleza: Ed.FUNECE, 1998. DE LA TORRE, O. El turismo, fenômeno social. México: Fondo de Cultura Econômica, 1992. DIAS, Reinaldo. Introdução ao Turismo. São Paulo: Atlas, 2005. DENCKER, Ada De Freitas Maneti. Métodos e técnicas de pesquisa em turismo. São Paulo : Futura, 1998. DUTRA, Wagner Andrade Vieira. Turismo é... Revista Turismo. 2003. GOELDNER, C. R; RITCHIE, J. R. B; MCINTOSH, R. W. Turismo: princípios, práticas e filosofias. 8. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. IGNARRA, L.R. Fundamentos do Turismo. São Paulo : Pioneira, 2001. ______. Fundamentos do turismo / Luiz Renato Ignarra. – São Paulo : Pioneira, 1999. 135p. LIMA, Júlio Cear Ferreira Lima. O ensino profissionalizante como ferramenta para cidadania e inclusão social: o Projeto Mulheres de Fortaleza. Dissertação (Mestrado), Universidad Del Pacífico, Assunção, 2012, 190 p. 44 45 MOLETTA, Vânia Florentino; GOIDANICH, Karin Leyser. Turismo Cultural. 2.ed. Porto Alegre: Ed.SEBRAE, 2000. NUNES, Dagmar Sodré. Turismo: a maior indústria geradora de empregos. Revista Turismo, Maio de 2002, p.34. OLIVEIRA, Antonio Pereira. Turismo e desenvolvimento: planejamento e organização. 2.ed. São Paulo: Ed.Atlas, 2000. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO TURISMO. Introdução ao turismo. Trad. Dolores Martins Rodriguez Córner. São Paulo: Roca, 2001. ORTIZ, Renato. Um outro território – ensaios sobre a mundialização. 2.ed. São Paulo: Ed. Olho D’água, 2000. RUSCHMANN, Doris Van De Meene. sustentável. São Paulo: Papirus, 2002. Turismo e planejamento WAHAB, S. A. Introdução à administração do turismo. 3. ed. São Paulo: Pioneira, 1991. <www.embratur.gov.br>. <www.fortaleza.ce.gov.br/turismo>. <www.google.com>. <www.turismobrasil.gov.br/>. <www.wikipedia.com.org> 45