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A dinamização da baixa
portuense tem-se afirmado
como uma bandeira do
executivo camarário
liderado por Rui Rio que
tem vindo a desenvolver
esforços no sentido de
encontrar soluções para um
problema que se arrasta há
décadas. A par das
preocupações com a
revitalização do centro da
cidade, são vários os
projectos em
desenvolvimento entre os
quais o aproveitamento de
alguns espaços municipais e
a aposta em actividades
culturais.
Aposta na dinamização
Texto: Marta Almeida Carvalho
Fotos: Virgínia Ferreira
Projecto Mutatis Mutandis modela
árvores em forma de escultura
Texto: Marta Almeida Carvalho
Fotos: Virgínia Ferreira
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O projecto Mutatis Mutandis pretende “recuperar”
troncos de árvores, abatidas por doença ou velhice,
em peças de arte, prolongando-as na memória colectiva da cidade. A primeira escultura, com o título
“Sácoras”, da autoria do mestre Acácio de Carvalho,
foi realizada sobre um tronco de uma tília, abatida
por doença em 2007. A árvore, que pertencia aos
Jardins do Palácio de Cristal, vai lá permanecer, na
emblemática Avenida das Tílias. A segunda, sob o
título “Pásion” é também feita a partir de uma tília e
uma obra do mesmo autor que pode ser vista no
Complexo Desportivo Monte Aventino (Antas).
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Domus Trindade: Baixa portuense conta
com mais um espaço em prol da
revitalização
Localizada em pleno centro do Porto, junto ao
edifício da Câmara Municipal e da estação de
Metro da Trindade, a galeria comercial Trindade
Domus, inaugurada em Janeiro, oferece 25 lojassatélite, sete espaços de restauração e três lojasâncora distribuídas por dois pisos - um supermercado Froiz, o health club Active Life e a loja de
brinquedos Casa das Prendas. Cañas Y Tapas, Peoples Phone, Mister Minit, Retoucherie de Manuela e Ergovisão são outras marcas presentes no
espaço, que pretende vir a ser uma referência na
dinamização da baixa portuense. Aos cerca de seis
mil metros quadrados de área bruta, locável em
galeria, juntam-se mais cerca de três mil em lojas de rua. O centro da cidade passa agora a contar com mais 540 lugares de estacionamento. O
presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio,
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enalteceu a capacidade de iniciativa e perseverança de Martinho Tavares, responsável pela empresa promotora da obra, defendendo que “a reabilitação da baixa deve ter duas componentes: a
pública e a privada” sendo que a última deve ser a
principal. “Seria impensável recuperar o centro
do Porto com dinheiros públicos. Para isso eram
necessárias verbas astronómicas que nem o aumento de impostos, fora de questão, tornaria suficiente”, esclarece o autarca. Lino Ferreira, vereador do Urbanismo da autarquia portuense, salientou que este desfecho representa “o fim de uma
obra em agonia”, assegurando que já estão a ser
procuradas mais parcerias para outros locais da
cidade que se encontravam “ao abandono”. Martinho Tavares, da empresa promotora referiu que
“depois de um «parto» difícil, este projecto é uma
mais-valia para o centro do Porto e uma boa aposta para o desenvolvimento da cidade” que, após
alguns anos de impasse, se vê “finalmente concretizado”.
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ficado, o seu traçado não pode sofrer alterações
profundas e tem de ser preservado. O vereador garante que a pretensão da autarquia é a de manter a
função cultural e de lazer associada ao espaço,
sendo que o projecto vencedor terá de obedecer a
este objectivo e a outros requisitos de avaliação,
como o número de dias que o proponente o irá ceder, gratuitamente, à autarquia para que esta continue a facultar iniciativas de interesse municipal
aos portuenses.
Animação de Páscoa
Ferreira Borges: Mercado mais
«animado»
O Mercado Ferreira Borges é um dos edifícios
mais emblemáticos da cidade, com a sua característica arquitectura em ferro. Situado num local privilegiado do Porto, pode vir a ter um papel mais
activo na revitalização da baixa portuense. Segundo Gonçalo Gonçalves, vereador da Cultura, Turismo e Lazer da autarquia, o mercado tem vindo a ser
usado sobretudo em duas vertentes – a de interesse
municipal, em que o edifício é cedido pela câmara
para a realização de variadíssimos eventos, e no
aluguer do espaço a outras entidades. No entanto
estas são “actividades descontínuas” ao contrário
do que se pretende para o local. No sentido de
imprimir uma maior dinamização à infraestrutura, a
Câmara do Porto lançou um concurso de ideias para
a sua exploração por privados, para um prazo máximo de vinte anos, em que o vencedor terá de proceder a obras de requalificação e de conservação do
espaço. Em virtude da condição de edifício classi96
Este ano, a cidade do Porto conta com uma série
de concertos de Páscoa, cujo tema é dedicado à
presença da mulher na música pascal. Dando continuidade às iniciativas realizadas em 2007, a
Câmara do Porto pretende, uma vez mais, disponibilizar aos portuenses uma diversidade de iniciativas musicais para lembrar a quadra. Recorde-se
que o ano passado, a animação pascal foi disponibilizada através de dois programas distintos – Porto Bairro a Bairro (concertos) e Porto Lazer, sendo
que este ano os dois integram uma única actividade
que irá facultar ao público sete grandes concertos
para comemorar a época. O ciclo, que já teve início, prolonga-se até 19 de Março. Tome nota:
14 Março (6ª) - Coro Gregoriano de Paris - Voix
de Femmes 21h30, Igreja de Aldoar.
15 Março (sáb) - Coro Gregoriano de Lisboa,
21h30, Igreja dos Capuchinhos (Paranhos).
19 Março (4ª) - Soeur Marie Keyrouz e Ensemble Vocal de la Paix, 21h30, Igreja Sª da Conceição (Bonfim).
Mercado do Bolhão: Reconversão por
privados aprovada pela maioria do
executivo
A maioria PSD/CDS-PP viabilizou o projecto de
concepção, construção e exploração do Mercado
do Bolhão que será executado pela TCN - TramCroNe. De acordo com o vereador do Urbanismo da
autarquia, Lino Ferreira, a reconversão será feita de
forma “integrada, através de uma intervenção no
edificado, no tecido empresarial e, sobretudo, na
sua vivência”. As patologias construtivas e estru97
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ção dos comerciantes que pretendam continuar a
exercer a sua actividade naquele espaço”, diz. A
TCN deverá agora desenvolver o projecto na senda
do estudo preliminar apresentado e, depois da aprovação por parte das entidades implicadas no processo, incluindo o IGESPAR (antigo IPPAR), terão
início as obras, sendo o prazo de 24 meses o previsível para a sua execução. De acordo com o vereador, a TCN manifestou vontade de conseguir um
local provisório onde instalar os comerciantes, durante as obras de requalificação, para que não se
perca o «espírito» do mercado tradicional, que pretende manter no novo espaço. As preocupações dos
comerciantes quanto ao futuro do mercado são legítimas e há que “conciliar interesses”, sintetiza Lino
Ferreira, defendendo que “o Bolhão renascido será
melhor para todos, incluindo os que lá trabalham”.Q
turais, que têm contribuído para o definhamento
daquele que é o mais tradicional mercado da cidade, tornam cada vez mais difícil a sobrevivência
financeira dos que trabalham no seu interior. Apesar de tudo, e segundo Lino Ferreira, “o mercado
mantém o seu tipicismo e a qualidade dos produtos, que diariamente estão disponíveis para aqueles que têm tempo de procurá-los”. Lino Ferreira
defende, no entanto, que “o quotidiano das famílias
modernas não se coaduna com o seu horário de
funcionamento e com a limitada oferta de produtos”. Assim, a par da necessidade de uma reabilitação profunda surgiu a de transformar o espaço
num pólo de atracção e de vivência urbana da baixa
portuense. A Câmara do Porto decidiu, então, lançar um concurso público internacional para concepção, projecto, construção e exploração do mercado
cuja reabilitação do edificado respeitasse o traçado e garantisse “um projecto de exploração comercial, mantendo o que há de tradicional e adequando
o edifício a novas funcionalidades e exigências
comerciais”. O responsável sustenta que, no processo de candidatura, a autarquia pontuou de forma
significativa o concorrente que melhor acautelou a
questão dos comerciantes e que maiores garantias
se comprometeu a dar. “O projecto impõe a manutenção do mercado tradicional e garante a recondu98
Recolha de óleos
alimentares usados
A Junta Metropolitana abriu concurso público
comunitário para a concepção, montagem e
gestão de um sistema de recolha e transpor te
de óleos alimentares usados, nos municípios
da Área Metropolitana do Por to (AMP). O objectivo é o de desenvolver um compor tamento
de responsabilidade social e ambiental e incentivar a recuperação dos óleos alimentares usados, que são extraordinariamente nocivos em
termos ambientais e causadores de elevados
danos na eficiência das estações de tratamento de águas residuais (ETAR), nomeadamente
nas municipais. A promoção da recolha de proximidade dos óleos usados, através da requalificação e alargamento de pontos de recolha e
do envolvimento dos cidadãos para a sua correcta deposição, pretende ainda valorizar o aproveitamento e reciclagem dos óleos alimentares
usados, nomeadamente, para a produção de
biodiesel, permitindo ainda melhorias significativas a nível de impacte ambiental. Desta forma, as entidades envolvidas no projecto permitirão garantir não só um destino final e adequado a este tipo de resíduos como, também, contribuir para o cumprimento dos objectivos de
uma politica energética menos dependente dos
combustíveis fósseis.
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CM PORTO.p65