RELATÓRIO DA REUNIÃO DA COORDENAÇÃO NACIONAL DA CSP-CONLUTAS Central Sindical e Popular Rio de Janeiro - RJ - 02, 03 E 04 DE ABRIL DE 2011 ENTIDADES, OPOSIÇÕES SINDICAIS E MOVIMENTOS SOCIAIS REPRESENTADOS: A reunião contou com 230 participantes, sendo 148 representantes com direito de voto e 82 observadores. Estavam representadas 41 entidades sindicais, 23 minorias de entidades e oposições sindicais, 05 movimentos populares, 03 movimentos de luta contra a opressão e 02 entidades estudantis. Relação das Entidades sindicais, oposições sindicais, movimentos sociais e entidades estudantis representados na reunião: Federação Nacional dos Trabalhadores das Indústrias Gráficas; ANDES- Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior; ADUFS –BA; APRUMA; ADEMB; ADUNESP, Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica; Federação Sindical e Democrática dos Trabalhadores Metalúrgicos de Minas Gerais-MG; Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal do Maranhão; Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Vale do Paraíba-SP; Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região-SP; Associação Democrática dos Metalúrgicos Aposentados de SJC e RegiãoSP; Sindicato dos Trabalhadores da Previdência do Rio de Janeiro-RJ; Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II; Sindicato dos Comerciários de Santa Cruz do Sul-RS; Sindicato dos Comerciários de Passo Fundo-RS; Sindicato dos Comerciários de Nova Iguaçu; Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Itajubá-MG; Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém-PA; Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza-CE; Sindicato dos Profissionais da Educação do Estado Rio de Janeiro; Sindicato dos Profissionais da Educação da FAETEC; Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Bayeux-PB; Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo-SP; Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru-SP; Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte-MG; Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de MG; Sindicaixa–RS, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de BH e Região-MG; Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do RN; Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisa, Perícias e Informações – MG; Sindicato dos Metalúrgicos de Itaúna/MG, Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Divinópolis/MG; Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São João Del Rei/MG; Sindicato dos Metalúrgicos de Pirapora/MG; Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Goiás, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de Goiás; Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro; Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal de Alagoas; Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal do Mato Grosso; Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal de Pernambuco; Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Amazonas; Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal de São Paulo; Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Rio Grande do Norte; Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos de Pernambuco; Sindicato dos Metroviários de São Paulo; Sindicato dos Professores e Professoras de Guarulhos-SP; Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juazeiro do Norte; Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Limoeiro do Norte; Sindicato dos Servidores Municipais de Santo André-SP; Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e Alagoas; Oposição do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo-SP; Minoria Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul-CPERS; Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto-MTST/SP e DF; Movimento Urbano Sem-Teto (MUST-Pinheirinho); Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL); Comando de Base da Capital; ANEL - Assembléia Nacional dos Estudantes Livre; MML Movimento Mulheres em Luta; Quilombo Raça e Classe; Minoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Porto Alegre; Minoria do Sindicato dos Advogados de São Paulo; Minoria Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo; Minoria Sindipetro Rio de Janeiro; Oposição Bancária – SP, RJ, BH e Baixada Fluminense; Oposição e Minoria do Sindicatos dos Trabalhadores de Industrias de Alimentação de São José dos Campos; Minoria Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de Minas Gerais; Minoria APEOESP; Oposição Sindicato dos Professores do Estado do Paraná; Oposição Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí; Oposição Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá-PR; Oposição Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos de São Paulo; Oposição Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro; Minoria Sindicato dos Metroviários do Rio de Janeiro e a Minoria Sindicato dos Químicos Unificados de Osasco. PAUTA E RESOLUÇÕES DE CADA PONTO 1. Conjuntura Internacional O ponto foi apresentado pelo companheiro Dirceu Travesso, Didi, membro da Secretaria Executiva Nacional, que abordou a discussão sobre os conflitos nos países árabes e na região do norte da África além de outras regiões do mundo como em Honduras. O companheiro Magno de Carvalho, também membro da SEN apresentou um informe sobre a campanha pela libertação de Césare Batistti. Após o debate foi aprovada a resolução abaixo: Resolução Internacional Trabalhadores e juventude derrubam ditaduras e mostram sua força Com uma força avassaladora, multidões tomaram as ruas em diversos países árabes para protestar contra seus governos. Primeiro foi a Tunísia, onde uma grande revolta popular contra o regime ditatorial de Ben Ali conseguiu por fim a 23 anos de tirania. Logo após foi a vez do Egito, onde uma onda de protestos e greves após dias de uma feroz luta derrubou o regime de Hosni Mubarak. A praça Tahir, no Cairo, ficou marcada como centro de protestos. Foi lá, às vésperas da queda do ditador Mubarak, que foi lida uma carta da CSP-Conlutas apoiando o processo revolucionário no país. Insatisfação, mobilizações e protestos se sucedem no Iêmen, em Bahrein, na Síria, na Argélia, na Arábia Saudita, no Marrocos e na Líbia. O papel destacado das mulheres nas mobilizações, demonstra a necessidade dos processos revolucionários de massas na luta pela superação da opressão. São demonstrações de que o povo não suporta mais a repressão imposta por seus governos e o aumento da miséria, reflexo da crise econômica imperialista mundial. Líbia: todo apoio à luta do povo. Não à intervenção militar. Fora Kadafi! Neste país, os protestos vêm sofrendo uma sangrenta resposta do ditador Muhamar Kadafi. Esta situação levou o país a uma guerra civil. Ataca os que estão armados e a população desarmada ao melhor estilo de Hitler. Apesar da brutal repressão, a insurreição continua até o momento. Os países imperialistas (EUA e Europa), após ignorar por décadas a ditadura que lhe era conveniente e a opressão do povo líbio, agora invadem militarmente a Líbia. Esta ação teria um duplo objetivo: garantir que o resultado das mobilizações populares nos países árabes não escape do seu controle e a exploração direta dos recursos energéticos daquele país. Por isso lamentamos declarações como de as Chaves, Castro e Ortega que procuram igualar a luta do povo líbio a manobra do imperialismo e jogam confusão na necessária tarefa de construir a solidariedade e apoio a luta em curso contra Kadafi. Ao mesmo tempo não nos somamos aos que se calam ante as manobras do imperialismo norte americano e europeu que apresentam uma intervenção militar clássica, em função de seus interesses econômicos, como se fosse parte da defesa do povo líbio. s governos que têm utilizado de invasões e massacres em países como no Iraque, Afeganistão e Haiti não têm nenhuma autoridade ou credibilidade para falar em democracia e direitos humanos, com seus tanques e marines. A CSP-Conlutas rechaça a intervenção militar imperialista na Líbia. Apoiamos a luta do povo líbio contra o regime reacionário de Kadafi sem nos confundirmos com setores internos da Líbia que buscam uma saída para a crise apoiando a agressão militar imperialista. A saída é o desenvolvimento concreto da unidade entre os povos árabes que também está nas ruas lutando por transformações em seus países e pelo fim das ditaduras e da opressão imperialista que causam somente miséria e destruição. A vitória do povo árabe, em todas as mobilizações em curso na região depende da unidade política e militar na resistência travada por todos e na ampliação de uma campanha de solidariedade internacional que busque armar e fortalecer a resistência do povo líbio e demais povos da região. Parte decisiva desta luta é a solidariedade ao povo palestino, o fim do bloqueio a faixa de Gaza e a luta contra a dominação do estado sionista de Israel representante direto, político e militar do imperialismo na região. Contra a presença militar da OTAN e dos EUA no Norte da África, fim imediato dos bombardeios; Contra a intervenção política das potências colonialistas européias e dos EUA nos processos revolucionário no Norte da África; Fora Khadafi e todos os ditadores da região; Todo apoio à luta de emancipação dos trabalhadores e da população dos países do Norte da África Resolução Pela Libertação de Cesare Battisti A Coordenação Nacional da CSP-Conlutas reunida no Rio de Janeiro de 2 a 4 de abril de 2011 encaminha a todas as entidades e movimentos populares filiados a Central o que segue: 1. Que as entidades de classe, movimentos sociais e iniciativas individuais se pronunciem por email, cartas e telegramas exigindo da Presidente Dilma e do STF a libertação imediata de Cesare Battisti, preso ilegalmente no Brasil; 2. Esclarecer na base de nossas categorias a situação de Cesare Battisti 3. Que na ocasião do novo julgamento de Cesare Battisti pelo STF, ou no caso da Presidente Dilma marcar audiência pública solicitada pelas entidades sindicais, partidos políticos, senadores e deputados, enviemos representantes para uma manifestação no Palácio do Planalto e no STF 2. Conjuntura Nacional e Atividades O ponto foi apresentado pela companheira Marina Barbosa, da Secretaria Executiva Nacional. Foi ainda apresentado um informe pela companheira Clara, da ANEL, sobre o 1° Congresso da entidade. Após o debate foram aprovadas as resoluções abaixo: Resolução de Conjuntura e Atividades O contexto internacional esta marcado pela crise econômica estrutural do capitalismo expressa na taxa de desemprego, inflação alimentícia, bolha de comodities, retirada de direitos, desastres ambientais, criminalização da pobreza e da resistência política. No outro pólo a marca deste contexto são as resistências da classe que vão do Norte da África até a Ásia e a China passando pela Europa Ocidental e o coração do imperialismo, tendo também a América Latina como local de lutas frente à desigualdade social. O Brasil se insere neste contexto de crises, lutas e incertezas. Porém há uma situação de diferenciação em relação a outros países, com altas reservas de dólares e sua condição de exportador de comodities. Mas a continuidade da crise internacional e a necessidade de medidas preventivas, tem servido de justificativa para o conservadorismo e recrudescimento da política do governo com eixo no controle da inflação e ampliação do ajuste fiscal para recompor as metas de superávit. Assim tem-se contenção do crescimento e do consumo, retenção do crédito, redução dos gastos públicos (corte no orçamento de 50 bilhões) e arrocho dos salários. Mais uma vez o trabalhador é penalizado com o aumento generalizado dos preços nesta lógica, o que se verifica é a intensificação da ofensiva da criminalização e repressão à pobreza e aos movimentos sociais, combinada à limpeza étnica, social e sexual e retirada de direitos. A resistência é crescente, como vemos na luta pelo salário mínimo, nas ações dos servido, na luta da juventude contra o aumento das passagens, na explosão dos operários das obras do PAC, nas greves, nas marcha s e enfrentamentos do movimento popular. Este cenário de crise e desafios gesta possibilidades e abre espaço para uma política de luta socialista junto à classe. Neste sentido a unificação das lutas e afirmação de um pólo antigovernamental e de resistência dos trabalhadores é fundamental. Assim a Coordenação Nacional decide: 1Construir a luta cotidiana nas categorias e promover ações unitárias em defesa dos direitos da juventude e dos trabalhadores. O fórum de unidade de ação construído com ouras organizações a partir das reuniões de Brasília deve continuar centralizado as nossas iniciativas. Devemos estender este fórum para os estados para organizar as mobilizações no dia 28 de Abril; 2- Priorizar o trabalho de base com o jornal da CSP-Conlutas neste mês de abril; 3Organizar o dia 13/04 – Dia Nacional de Luta dos Servidores Públicos com ato em Brasília. Os outros setores devem enviar delegações para o ato Dia 28 de abril construir mobilizações nos estados e paralisações onde for possível, combinando também com as manifestações do dia internacional das vítimas de acidente de trabalho; 4- Implementar as campanhas já votadas e em curso. - Criminalização: pelo arquivamento do processo dos 13 do Rio - Campanha pela criminalização da homofobia - Campanha contra as remoções forçadas e apoio a jornada do movimento popular - Campanha de solidariedade as greves da construção civil e das obras do PAC em todo o país - Campanha contra o assédio moral no serviço público e empresas privadas - Campanha contra a violência das mulheres, por creches e licença maternidade - Luta por creches 24h, públicas, gratuitas e de qualidade para todas (os). - Pela imediata ampliação da licença maternidade para seis meses para todas. Rumo à ampliação para um ano. E licença paternidade de seis meses. - Pelo fim da violência sofrida pelas mulheres. - Campanha pelos 10% do PIB para a Educação - Juventude: apoio ao Congresso da ANEL - Contra a reforma política antidemocrática - Acompanhar julgamento do STF da ADIN dos Quilombolas - Reforma Tributária: contra a redução da contribuição previdenciária patronal, correção da tabela do imposto de renda - Campanha contra a alta programada e pelo fim do fator previdenciário - Campanha contra a privatização dos correios e o Correio AS - Pelo petróleo 100% estatal - Meio ambiente: contra o novo código florestal e pelo fim das usinas nucleares - Reforma agrária radical sob o controle dos trabalhadores - Apoio a Frente contra as privatizações da saúde - Unificação das campanhas salariais e participação na jornada de debates do DIEESE A Coordenação Nacional da CSP-Conlutas reafirma ainda a plataforma aprovada no espaço unitário de unidade de ação que vem se reunindo em Brasília, bem como as resoluções e bandeiras já discutidas nas reuniões anteriores desta Coordenação. Jornada de Debates do DIEESE A Jornada Nacional de Debates promovida pelo Dieese (Departamento de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos) e as centrais sindicais terá sua quinta edição neste ano. O tema deste ano é: Negociações Coletivas em Cenário de Crescimento Econômico A CSP-Conlutas, como filiada e participante do Conselho Político do Dieese, orienta a todas as entidades da base da Central que participem e fortaleçam os debates que ocorrerão em cada estado. Orientamos também que as direções estaduais ajudem na divulgação e que organizem a nossa participação, fazendo o contato com os sindicatos e buscando comprometer cada entidade a enviar sua representação. Vários estados já estão com suas datas marcadas e os relacionamos abaixo. 29 de março: Espirito Santo 31 de março: Brasília 06 de abril: Paraná, Bahia, Amazonas, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sta. Catarina 07 de abril: Goiás 12 de abril: Acre, Amapá, Piauí, Mato Grosso, 13 de abril: Rio Grande do Norte 14 de abril: Mato Grosso do Sul, Paraíba, São Paulo Resolução sobre a Campanha contra os cortes no orçamento da Educação Pública e pela aplicação de, no mínimo, 10% dos recursos públicos do PIB na Educação Pública. Considerando: 1. Que o acesso à Educação Pública e Gratuita de Qualidade é direito social inalienável da população brasileira, devendo constituir-se, para cumprimento deste dever, em política estratégica de Estado; 2. Que a Educação Pública brasileira sofre de carência estrutural de recursos, aprofundandose a privatização, a precarização e as já degradantes condições de trabalho e de aprendizado em todos os níveis de ensino; 3. Que o Plano Nacional de Educação (PNE) – Proposta da sociedade brasileira, elaborado em 2001, previa atingirmos, em 2010, o investimento anual de, ao menos, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de recursos públicos em Educação Pública, no lugar dos cerca de 3,5% do PIB que tem sido o patamar de gasto no período 2001-2010. 4. Que o PNE do governo para o decênio 2011-2020 é inteiramente inadequado como política pública para a Educação, desrespeitando até mesmo deliberações tomadas na Conferência Nacional de Educação (CONAE), por ele próprio convocada. 5. Que o governo Dilma Roussef, ao mesmo tempo em que corta 3,1 bilhões de reais do orçamento da Educação em 2011, contribuirá para gastos estimados em 45% de um PIB anual brasileiro com obras relacionadas às Olimpíadas e à Copa do Mundo. A Coordenação Nacional da CSP Conlutas resolve: 1. Articular ampla campanha em defesa do aumento do financiamento da Educação Pública e Gratuita de Qualidade, reivindicando a aplicação anual e imediata de, no mínimo, 10% do PIB de recursos públicos para o cumprimento deste dever do Estado; 2. Denunciar os recentes cortes feitos pelo governo federal nos orçamentos dos serviços públicos essenciais, tais como Educação, Saúde, Moradia Popular, que alcançam 50 bilhões de reais; 3. Divulgar esta campanha, tanto na manifestação no dia 13 de abril, em Brasília, quanto nas atividades estaduais e regionais programadas para o dia 28 de abril, produzindo, em particular, material específico sobre a situação da Educação Pública no Brasil; 4. Tendo como referência o PNE – Proposta da Sociedade Brasileira, articular com o movimento sindical, o movimento estudantil, os movimentos populares, com entidades da sociedade civil e todos os setores que consideram essencial o direito à Educação Pública e Gratuita de Qualidade, a realização de Plebiscito Popular, no segundo semestre de 2011, como forma de angariar apoio político e social para a destinação anual e imediata de, no mínimo, 10% do PIB brasileiro de recursos públicos à Educação Pública em todos os níveis. Resolução sobre o 1º Congresso Nacional da ANEL Considerando que: 1) O surgimento da ANEL é a expressão mais avançada no movimento estudantil do processo de reorganização que o movimento social brasileiro vivencia desde a eleição do governo Lula. 2) Desde a sua fundação, a ANEL é filiada à Conlutas, e após o CONCLAT à CSP Conlutas, como parte de defender um movimento estudantil classista e a aliança entre estudantes e trabalhadores. 3) Ao longo de sua curta trajetória, a ANEL desenvolveu diversas campanhas em conjunto com a Central, em apoio a luta dos trabalhadores, às eleições sindicais e aos movimentos populares. 4) Será realizado nos dias 23 a 26 de junho o 1º Congresso da ANEL, que será um momento crucial para a consolidação da entidade e, consequentemente, do caráter sindical, popular e estudantil da CSP Conlutas. 5) O 1º Congresso da ANEL será uma grande oportunidade de ganhar o conjunto dos ativistas do movimento estudantil para as reivindicações e lutas do movimento sindical, popular e de combate às opressões. A Coordenação Nacional da CSP-Conlutas resolve que: 1) Do ponto de vista da intervenção da CSP Conlutas no movimento estudantil, o 1º Congresso da ANEL é uma atividade prioritária ao longo do 1º semestre de 2011 e por isso recomenda que as entidades filiadas busquem na medida do possível debater medidas de apoio para a construção do 1° Congresso da ANEL , a Central se compromete com sua construção política, organizativa e material. 2) Será articulada uma delegação sindical, do movimento popular e de combate às opressões para participar do 1º Congresso da ANEL, e de seus espaços de debates. 3) A ANEL visitará as entidades para apresentar o projeto do Congresso e discutir o apoio político, financeiro e material. Resolução da Coordenação Nacional da CSP Conlutas sobre a reforma política As, entidades sindicais, populares e estudantis, reunidas na coordenação Nacional da CSPConlutas, queremos manifestar nossa preocupação e desacordo como os rumos que a chamada reforma política vem tomando dentro do Congresso Nacional. Ao invés de uma reforma que amplie os limitados espaços democráticos que temos, estamos assistindo, ao contrário, iniciativas que visam diminuir ainda mais a possibilidade de participação dos trabalhadores e da juventude. Queremos manifestar nossa oposição ao chamado distritão ou voto majoritário bem como o ao voto distrital e distrital misto que aumentam ainda mais a influência do poder econômico, dificultam a eleição de candidatos com base na defesa de idéias e programa, privilegiando os currais eleitorais. Queremos nos manifestar contra a inclusão da cláusula de barreira ou de desempenho ,que visa acabar com os partidos menores em particular os socialistas que se reivindicam da classe trabalhadora, por meio da eliminação do tempo de TV, restringindo assim a liberdade partidária. Defendemos o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais, para impedir o financiamento por parte dos bancos e empresas como acontece hoje e é , inegavelmente, fonte de corrupção e desvio do dinheiro público. Ressaltamos que não é possível que uma verdadeira reforma política fique circunscrita a pequenos círculos no Congresso Nacional, onde prevalece os interesses das grandes empresas, bancos e latifúndio. Defendemos uma ampla participação popular, com debate nas universidades, fábricas, escolas, bancos e locais de concentrações populares, bem como a realização de plebiscitos, referendos para impedir os retrocessos que estão querendo nos impor. A CSP Conlutas chama a todas as suas organizações a realizar este debate nas bases da nossa Central e a construir um processo de mobilização dos trabalhadores e da juventude que coloque os setores populares como protagonistas nesta luta. A CSP Conlutas participará de todas as iniciativas que visem combater esta reforma elitista, bem como impulsionará a participação popular no processo . Buscaremos também construir ações unitárias com outras organizações democráticas , do movimento social , centrais sindicais, partidos políticos e outros com base em pontos comuns contemplados nesta resolução . Resolução sobre 13 perseguidos políticos do Consulado dos EUA. Na noite do dia 18 de março de 2011 o governo Dilma, tendo como executor o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, encarcerou seus primeiros presos políticos: 13 manifestantes que participavam do ato contra a presença do chefe da maior máquina de guerra da história humana, Barack Obama, foram presos e atirados aos presídios. Por que foram presos? Os materiais editados pela CSP-Conlutas para convocação das manifestações, explicam as razões para a vinda de Obama, a convite de Dilma, e, assim, explicitam as verdadeiras razões das prisões: “Obama quer aproveitar o peso político do Brasil na América Latina e no mundo, ainda mais agora com uma mulher na Presidência, para tomar fôlego político que o permita intervir militarmente contra a Revolução Árabe no Oriente Médio e no Norte da África, especialmente na Líbia. O grande temor do imperialismo é a mobilização das massas árabes, derrubando ditaduras, ameaçando levar a uma situação na região que comprometa seus negócios, e principalmente que o Estado sionista de Israel fique isolado e a luta do povo palestino possa dar um salto em unidade com os povos da região. Com sua presença Obama quer garantir os contratos comerciais favoráveis às grandes empresas que ele mesmo representa, e, portanto prejudiciais ao povo brasileiro. Entre outros acertos quer garantir a compra de aviões norte americanos para a aeronáutica brasileira. O governo Dilma já sinalizou em reuniões com os norte americanos que pretende assinar acordos para a exploração do petróleo do Pré Sal por empresas norte americanas. Além disso quer comprometer-se que a Petrobras extraia petróleo no Pré sal e entregue para as empresas norte americanas. O governo Dilma e o governo Obama pretendem firmar um Tratado de Cooperação Econômica e Comercial, retomando assim a política acertada entre Bush e FHC, derrotada pelos trabalhadores e o povo brasileiro, de implementação de uma Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA. Obama quer garantir que o novo governo brasileiro, o governo Dilma, siga fazendo o jogo sujo para os Estados Unidos no Haiti, mantendo o comando brasileiro das tropas de ocupação militar do Haiti. · Obama persona non grata, GO HOME · Fora Kadafi, viva a Revolução na Líbia. · Viva a Revolução Árabe Fora as tropas imperialistas do Iraque e Afeganistão. · Não à intervenção imperialista no Oriente Médio e Norte África, mesmo disfarçada de ajuda humanitária ou de “tropas de Paz” da ONU. · Foras as tropas brasileiras, norte americanas e a Minustah do Haiti. · Liberdade imediata para Mumia Abul Jamal. (Dirigente do povo negro mantido como preso político e condenado à morte nos Estados Unidos). · Não aos acordos comerciais e econômicos com os Estados Unidos que entregam as riquezas nacionais e escancaram o país para o saque imperialista. · Não ao Plano Colômbia. · O Petróleo tem que ser nosso. Não à entrega do Pré-Sal. Não aos leilões do Petróleo feitos pelos governos brasileiros. Foram presos por não aplaudirem o novo senhor da guerra. Amargaram as prisões de Cabral e Dilma por quebrarem o consenso que tentaram construir em torno de Obama. Foram encarcerados por exercerem o democrático direito de divergir. Cabral e Dilma enjaularam os 13 do Rio para dar satisfações à Obama. Tentaram humilhá-los, raspando suas cabeças, mas não conseguiram raspar seu caráter e disposição de luta. Os acontecimentos do Rio de Janeiro, a submissão do governo brasileiro aos ditames de Washington, as ocupações imperialistas no Haiti, Afeganistão, e no Iraque; os ataques militares contra o povo líbio nos reafirmam uma certeza: o Presidente é negro, mas a casa é branca. Estas prisões são, também, parte da política de tentar criminalizar os movimentos sociais, e para nós lutar é direito, lutar não é crime! Cada sindicato, movimento, minoria, oposição, cada entidade, cada dirigente cada ativista com referência na CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular), nos comprometemos a impulsionar uma campanha nacional e internacional, uma campanha sem fronteiras: · Em defesa dos 13 perseguidos políticos do Consulado dos EUA · Pelo arquivamento do processo · Em defesa das liberdades democráticas · Não à criminalização dos movimentos sociais 3. Debate sobre reforma urbana O debate teve duas mesas de discussão. A primeira foi conformada por professores universitários, especialistas com atuação na temática dos conflitos urbanos e cidades, os companheiros José Carlos de Souza Alves, da UFRRJ, Filipe Brito da UFF e José Domingues de Godoi Filho, da UFMT. A segunda mesa foi coordenada por companheiros da Secretaria Executiva Nacional que atuam no movimento popular urbano, os companheiros Guilherme Boulos do MTST, Valdir “Marrom” Pontes do MUST e Manoel Crispim do MTL. Após os debates, foi aprovada a resolução a seguir: Resolução sobre Reforma Urbana O caráter sindical e popular da CSP – Conlutas nos coloca uma série de novos desafios para a integração real das pautas e das lutas nos diferentes segmentos da classe trabalhadora. Do mesmo modo a conjuntura de fortes ataques do capital imobiliário, os despejos e remoções relacionados aos mega eventos esportivos e a política de militarização dos territórios urbanos nos exige pensar a luta contra o capital e seu estado para além do espaço das relações de trabalho. Considerando essas questões a Coordenação Nacional resolve: 1 - Orientar as entidades filiadas a realizarem em suas instâncias de direção e base discussões em torno de uma reforma urbana anticapitalista, a partir de um material a ser elaborado pela secretaria de movimentos populares da Central, com foco nos seguintes eixos: - Por uma lógica urbana oposta ao modelo cidade/empresa e que supere a segregação territorial que atira os trabalhadores a regiões cada vez mais periféricas. - Por um enfrentamento a especulação imobiliária por meio de uma política de desapropriação de terrenos ociosos ou sub-utilizados sem remuneração dos especuladores acompanhado por uma política de IPTU fortemente progressivo. - Pela desmilitarização das policias e fim das função policial das forças armadas. - Por uma política de construção habitacional baseada em subsídio estatal integral as famílias trabalhadoras, nenhuma participação das empreiteiras com controle direto das organizações populares do projeto até a obra. Além disso utilização de imóveis vazios principalmente nas regiões centrais das cidades com finalidade de assentamento para trabalhadores. - Por uma política de mobilidade urbana com forte ênfase no transporte sobre trilhos, que seja pública, gratuita, estatal e de qualidade. - Por uma anistia geral as ocupações “irregulares” realizadas pelos trabalhadores urbanos, com urbanização (água, luz, saneamento, asfalto, etc) e garantia dos serviços de creche, educação e saúde estatal e de qualidade. - Pelo fim das ocupações militares nas comunidades. 2 - Para a valorização das pautas cotidianas que são comuns a sindicatos e movimentos populares seria importante viabilizarmos iniciativas mais concretas de integração local, tais como: - Desenvolvimento de lutas e campanhas conjuntas nas suas regiões de atuação. - Contribuição dos movimentos populares em campanhas salariais, assembléias e lutas das categorias e, reciprocamente, participação dos sindicatos nas lutas populares da região. - Incorporação dos temas relacionados a reforma urbana e lutas populares nos boletins informativos dos sindicatos. 3 - A conjuntura de ataques que estamos vivendo (privatizações mascaradas, precarização do serviço público e obras do PAC/ mega-eventos) coloca a necessidade de uma unidade especial entre os movimentos populares e sindicatos de trabalhadores da construção civil, do transporte e dos servidores públicos, na medida em que o foco dos ataques criam um potencial de unificação maior das pautas com movimentos com esses setores. 4. Reorganização O debate deste tema foi realizado a partir do informe e de um texto apresentado pelo companheiro Sebastião Carlos “Cacau”, já incorporando algumas observações e sugestões de membros da Secretaria Executiva Nacional. Na Secretaria não houve tempo suficiente e acúmulo para que o texto fosse a voto. Mas optou-se por distribuí-lo na reunião e iniciar as discussões. Após o debate foi deliberado publicar o texto para toda a militância da Central (ele segue anexado a este relatório) e abrir espaço na página da internet para que todas as entidades que queiram possam também publicar as suas contribuições. Na próxima reunião da Coordenação Nacional o debate será retomado. 5. Informe do andamento das discussões com os setores que se retiraram do Conclat O companheiro Saulo Arcangelli, da Secretaria Executiva Nacional, apresentou o informe e a proposta de resolução deste ponto, que foi aprovada e segue abaixo: Informe e resoluções acerca das discussões entre a CSP-CONLUTAS e setores que se retiraram do Conclat Em reunião realizada no dia 15 de dezembro de 2010, entre nós da CSP-Conlutas e setores que se retiraram do Conclat (Intersindical, Unidos, TLS) foi tomada a resolução que segue abaixo, de comum acordo entre os setores (a exceção da Unidos, que se negou a assinar o relatório): “Entramos em um novo momento no processo que estamos desenvolvendo com vistas à recomposição dos segmentos que estiveram no Conclat numa mesma organização nacional. (…) Com vistas a avançar nos esforços pela recomposição dos setores que convocaram o Conclat, buscaremos garantir um clima fraterno e tolerante nas discussões entre nós, seja nas reuniões nacionais, seja nos espaços comuns de intervenção e nas bases dos setores que representamos. (...) E, para avançar nas discussões políticas e programáticas, decidimos por construir um calendário de debates, que se inicia por uma primeira reunião no dia 9 de fevereiro de 2011. Essa reunião definirá as demais datas de discussão dos temas pendentes ou polêmicos entre nós, tendo como referência três blocos temáticos: - Funcionamento da entidade, direção e formas de composição - Autonomia das organizações e movimentos (quanto às táticas sindicais e na relação com a Central) e nome da organização unitária - Meios e processos de recomposição dos setores que estiveram no Conclat Para essas discussões partimos dos acordos construídos previamente ao Conclat e das deliberações do Congresso até o momento da ruptura”. A Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, reunida no início de fevereiro, respaldou essa resolução e delegou a uma comissão a continuidade das discussões. A primeira reunião ocorreu efetivamente no dia 9 de fevereiro. Participaram os representantes da CSP-CONLUTAS, INTERSINDICAL, TLS E MAS (na condição de observadores). A Unidos/CST não compareceu. Foi adotado um relatório, também consensual, que afirmava os seguintes pontos: “1. FUNCIONAMENTO DA ENTIDADE, DIREÇÃO E FORMAS DE COMPOSIÇÃO 1.1 - FUNCIONAMENTO DA ENTIDADE Os representantes das entidades e organizações acordam o seguinte: - A Central que nos propomos a construir é uma organização da classe trabalhadora, de frente única das entidades e movimentos sindicais e populares e, nos termos da decisão do Conclat, com participação delimitada (5%) de entidades estudantis e movimentos de luta contra a opressão - O funcionamento da Central unitária deverá se pautar pelo debate amplo e democrático, pela busca do consenso, convencimento e da construção de acordos políticos entre as várias entidades e organizações participantes. Para as questões que persistirem divergentes, deliberaremos por votação. - As questões gerais de princípios, estratégia e programa da organização unificada, que constarão dos Estatutos da Central, serão protegidas para modificação com maioria de 2/3 dos votos em Congresso - No seu funcionamento de dia a dia e para a definição de sua política, as instâncias de deliberação da Central funcionarão pela maioria simples de votos em suas decisões - Esse princípio geral deve se manifestar no respeito à autonomia das entidades filiadas quanto às decisões que estejam em contradição com seus fóruns de deliberação - Outras questões que envolvam caracterização de correntes e outras organizações do movimento social e de governos estrangeiros não serão levadas a voto, no caso de haver divergências quanto à caracterização e manutenção de relações políticas, o que não prejudica a definição das políticas concretas ante a conjuntura, em consonância com os princípios e programa da Central. Essa decisão não será tratada em Estatuto - No caso de filiação internacional, por um período transitório, a Central unitária não tomará qualquer deliberação sobre o tema. A Central deverá impulsionar campanhas internacionalistas, podendo participar de encontros e campanhas unitárias com outras organizações internacionais, dentro dos princípios estatutários. Também neste caso será respeitada a autonomia das entidades filiadas 1.2 - DIREÇÃO E FORMAS DE COMPOSIÇÃO · Sobre esse tema prevalece o acordo pré-Conclat e seus ajustes nas negociações durante o congresso, conforme abaixo: Sobre a Coordenação Nacional A Coordenação Nacional é o órgão de direção cotidiana da Central entre seus congressos nacionais e se reunirá, ordinariamente, a cada 2 (dois) meses, ou extraordinariamente conforme necessidade, mediante convocação a cargo da Secretaria Executiva Nacional da Central. A Coordenação Nacional será composta por representantes eleitos/eleitas nas instâncias das entidades e movimentos que compõem a Central unitária, envolvendo as entidades sindicais, oposições sindicais e minorias das entidades sindicais não filiadas à Central, movimentos populares e organizações do movimento estudantil e de luta contra as opressões. Para cada reunião da Coordenação Nacional as entidades e movimentos indicarão seus representantes eleitos para compô-la, de acordo com o regimento interno de cada entidade. A participação das entidades estudantis e dos movimentos de luta contra as opressões não poderá exceder o percentual de 5% do total de votantes na Coordenação Nacional, devendo as representações desses segmentos reunirem-se durante a Coordenação Nacional para indicação dos representantes com direito a voto. SOBRE A SECRETARIA EXECUTIVA NACIONAL A Secretaria Executiva Nacional é o órgão executivo da Coordenação Nacional de entidades de base filiadas, e terá como atribuição fundamental implementar as resoluções aprovadas na Coordenação no intervalo entre as suas reuniões. A Secretaria terá ainda a atribuição de convocar as reuniões da Coordenação Nacional. O mandato dos membros da Secretaria Executiva Nacional é de dois anos, revogável pela Coordenação Nacional ou pela entidade (ou base) a qual pertença o representante, a qualquer momento que esta julgar necessário, nos termos do Estatuto. A revogabilidade do mandato de membros da Secretaria Executiva Nacional apoia-se no princípio de que o mandato não pertence à pessoa que o exerce nem ao organismo de direção a que ele pertença. O mandato pertence à base que ele representa. O mandato de membro da Secretaria Executiva Nacional é revogável nas seguintes situações: I) A pedido da entidade ou da base a que pertença o membro da Secretaria, entendida, no segundo caso, a representação de uma minoria ou oposição sindical, cabendo tão somente ao setor de base a que este membro representa pedir a sua substituição; II) Por ruptura com o Programa e Princípios da Central; III) Por boicote deliberado no encaminhamento das resoluções aprovadas pelo Congresso ou pela Coordenação Nacional; IV) Por falta moral grave. Em todos os casos será garantido amplo direito de defesa ao membro que se propõe substituir. Nos casos das alíneas II e III a decisão poderá se tomada pela maioria simples dos votantes na Coordenação Nacional. No caso da alínea IV a Coordenação Nacional terá que observar o quórum mínimo de 50% mais um das entidades com direito à representação na Coordenação Nacional, e o voto de 2/3 dos presentes. Em nenhuma hipótese poderá ocorrer a revogação do mandato em função de diferenças políticas. No caso de renúncia do membro da Secretaria Executiva Nacional, não havendo oposição da base a qual representa, a substituição poderá ser feita por suplente ou pela chapa pela qual foi eleito para a Secretaria. No que diz respeito a organização da central unitária nos estados, remetemos essa discussão para a próxima reunião”. No último dia 3 de março, conforme o calendário acertado conjuntamente com os setores que se retiraram do Conclat, foi instalada a reunião para continuidade das discussões. A reunião teve a presença de todos os setores, incluindo a Unidos, mas foi uma reunião bastante tensa, ao contrário da anterior. A pauta definida anteriormente, por acordo, previa a discussão dos seguintes pontos: organização da Central nos estados, autonomia das entidades e nome da organização unificada. No entanto, a reunião foi aberta com uma proposta de inversão de pauta, apresentada pela Intersindical e apoiada pelos demais setores, que começasse pela discussão do nome. Não houve acordo e, depois de um longo debate sobre o encaminhamento, ficou acertado discutir os dois primeiros temas até o horário do almoço e reservar a parte da tarde para o tema do nome. A discussão da manhã foi esvaziada de conteúdo pela maior parte dos setores e, dado o encaminhamento proposto, não se esgotou a discussão. Ficou a reunião sem um relatório dos dois temas (organização nos estados e autonomia) que pontuasse os acordos e divergências, ao contrário da reunião anterior. No tema da tarde, os companheiros da Intersindical (falando pelos demais), após algumas considerações iniciais, apresentaram uma posição fechada entre eles de condicionar a continuidade dos debates a que a CSP-Conlutas apresentasse, naquele momento, uma proposta de nome para a Central (retirando Conlutas do nome). A reunião foi encerrada após algumas intervenções, mas com um impasse colocado, na medida em que houve a quebra do acordo estabelecido entre todos os setores quanto ao ordenamento dos temas. Posteriormente, circulou uma nota assinada por um grupo de companheiros da Coordenação Nacional e coordenações estaduais da Intersindical, além de dirigentes da Unidos, que, de maneira distorcida, informa sobre a suspensão das negociações e acusa a representação da CSP-Conlutas de “empurrar o debate” e “inviabilizar a construção de uma central unitária”. Nós consideramos a atitude tomada pelos companheiros um grave erro. Justamente no momento em que as discussões foram retomadas de forma organizada, com registro em ata dos debates realizados, dos acordos e diferenças, os companheiros tomam uma decisão unilateral de romper o calendário, ordem dos temas que havia sido acertada e decidem se retirar das discussões. Os temas colocados em debate e a ordem das discussões tinham uma lógica política e uma metodologia. A lógica política é que há outros temas em debate além do nome. A ata reproduzida nesta resolução trata de uma parte importante destes temas (estatutos, funcionamento, relações internacionais etc.) e avanços no debate entre os vários setores, na primeira reunião. Nossa expectativa era a de seguir com esse processo, que se demonstrou correto e produtivo. Todos os temas foram sugeridos pelos companheiros da Intersindical/Unidos/TLS, numa carta que enviaram após uma plenária nacional realizada no dia 14 de agosto e foram reafirmados na reunião conjunta de 15 de dezembro de 2010. Por isso consideramos absolutamente injustificável a atitude de suspender as discussões. Já a metodologia acertada previa justamente esclarecer os acordos sobre os temas políticos, de concepção e funcionamento, bem como as divergências e, a partir daí, reabrir o debate sobre o nome. Sobre o nome, a representação da Secretaria Executiva reafirmou por diversas vezes a nossa disposição de que, se avançássemos nos outros temas, respeitando-se as instâncias da entidade, o debate sobre a mudança de nome seria recolocado. Restaria ainda discutir as formas de recomposição: realização de um novo congresso, incorporação à Central via Coordenação Nacional ou congresso ordinário, ou outras formas que se apresentassem. À luz dessas considerações, a Coordenação Nacional da CSP-Conlutas reunida no Rio de Janeiro, nos dias 2, 3 e 4 de abril de 2011 resolve: - Reafirmar a disposição da CSP-Conlutas de seguir na busca das condições para a unidade de todos que estiveram no Conclat, o que pressupõe a retomada e o esgotamento das discussões pendentes; - Reafirmar a disposição de prosseguir com as iniciativas de intervenção comum na luta de classes, definidas consensualmente no espaço unitário que se reuniu em Brasília/DF; - Reiterar a disposição de retomar os debates, nos termos definidos (POR CONSENSO) entre todos os setores. Esperamos que os companheiros reflitam sobre a atitude que tomaram, que não é coerente com as aspirações e necessidades de nossa classe e frustra os esforços que vínhamos desenvolvendo pela recomposição. Resolução sobre o I Congresso da CSP-CONLUTAS: Nos termos da resolução adotada na reunião da Coordenação Nacional anterior, foi aberto e realizado o debate nas instâncias de várias entidades filiadas e reuniões de Coordenação Estadual acerca da realização do I Congresso da Central. Nesta reunião de Coordenação Nacional foram apresentadas duas opiniões sobre o tema. A primeira, realizar o Congresso em 2011 e a segunda, realiza-lo em 2012. Após o debate foi aprovada a indicação de realizar o I Congresso da CSP-Conlutas no primeiro semestre de 2012. A Secretaria Executiva Nacional deverá submeter, numa próxima reunião de Coordenação, a votação da proposta de data e local. Resolução sobre organização da Central A Coordenação Nacional da CSP-Conlutas reunida nos dias 2, 3 e 4 de abril de 2011, reafirma a resolução já votada em Coordenação anterior e reitera o encaminhamento de que o tema da organização da Central seja pauta regular de todas as reuniões da Coordenação Nacional. 6. Outras resoluções Carta Aberta ao Reitor da USP A CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular, em reunião da Coordenação Nacional realizada de 2 a 4 de Abril de 2011 no Rio de Janeiro, se dirige ao Reitor da Universidade de São Paulo, João Grandino Rodas para expressar o que segue: É com surpresa e indignação que as entidades sindicais, populares e estudantis filiadas à nossa central acompanha os atos inaceitáveis e absurdos de ataque a universidade pública, gratuita e de qualidade, assim como a repressão e cerceamento à liberdade de organização dos trabalhadores e estudantes da USP. As declarações do Reitor desde o inicio da sua gestão, de que “a universidade deve estar a serviço do mercado” e “universidade pública não significa necessariamente gratuita”, explicam suas investidas no sentido de fechamento de cursos e contenção de verbas nas áreas de menor interesse mercadológico, em especial nas áreas de humanas, e a implantação de cursos pagos de graduação, além da crescente ingerência das empresas privadas na universidade, sobretudo das empresas de prestação de serviço terceirizado que avançam na super exploração de grande número de trabalhadores de nível básico, diariamente atingidos por péssimas condições de salário, trabalho e vida. A demissão sumária de 270 trabalhadores, o desmonte e a transferência arbitrárias de setores vitais inteiros para locais estranhos a atividade acadêmica e técnica-administrativa, envolvendo milhares de funcionários, acarreta investimentos que ultrapassam a casa dos 60 milhões de reais, enquanto é pública e notória a falta de investimentos para ensino, pesquisa, salários e direitos de funcionários e docentes. As dezenas de processos judiciais, administrativos e inquéritos policiais contra funcionários e estudantes, assim como a manutenção da demissão ilegal do diretor do Sintusp, Claudionor Brandão, e a constante ameaça de não pagamento dos dias paralisados durante as greves, tem a intenção de destruir a organização sindical e estudantil que resistem, e continuarão resistindo, a implantação do projeto de privatização da universidade pública. A Universidade de São Paulo deveria ser de fato um patrimônio do povo pobre e dos trabalhadores que a sustenta através do pagamento de impostos e por isso a CSP-Conlutas se soma aos funcionários, professores, estudantes, intelectuais e parlamentares que já se levantam em defesa da universidade pública, gratuita, democrática e autônoma. Aproveitamos para reiterar o pedido de reunião da nossa central com o Reitor da USP para discutir os graves acontecimentos que ocorrem na USP Resolução sobre Finanças A Coordenação Nacional da CSP-CONLUTAS reitera e reafirma a resolução votada na última Coordenação Nacional, nos seguintes termos: O princípio que norteia nossa organização é o de que a independência financeira é a condição para a independência de classe. A história recente do movimento sindical brasileiro tem demonstrado como a vinculação financeira aos patrões, governos e projetos do Estado levou à cooptação das entidades de luta. A CSP-CONLUTAS, em seu Estatuto, veta categoricamente o recebimento de dinheiro ou qualquer outro tipo de financiamento dos patrões, governos e Estado, entre eles, o Imposto Sindical. O esforço para que possamos ter uma política de finanças que nos garanta a independência é parte da luta política pela manutenção de nossos princípios e uma tarefa de todos nós e das nossas entidades. No sentido de garantir nossas tarefas e a manutenção de nossa independência política, a Coordenação Nacional resolve: Realizar, imediatamente, o recadastramento de todas as entidades filiadas a CSP-CONLUTAS, tendo como base os dados informados no CONCLAT, para correção e incidência do valor de 3% sobre a arrecadação mensal total das entidades; Reafirmar a necessidade de manter em dia as contribuições à Central, para seja garantido o efetivo funcionamento cotidiano e para que todas as entidades possam gozar de forma plena seus direitos. As entidades que estão com dívidas devem buscar regularizar a situação junto à Central. Abrir um processo de discussão na base das entidades sobre a ampliação da arrecadação de 3% para 5%, levando-se em conta que qualquer modificação estatutária sobre alteração de percentual será feita no Congresso da entidade. Priorizar o processo de legalização, deslocando parte do valor total votado para o processo de informatização, sem comprometimento do que já está em andamento, devendo o valor ser recomposto após a ampliação da arrecadação. Nos termos das resoluções do Conclat e de nossas definições estatutárias, sugerir às entidades sindicais filiadas que discutam o tema da dependência financeira do imposto sindical e busquem formas de se desvincular do recebimento desse valor, compulsoriamente retirado dos trabalhadores, para manter a estrutura sindical vigente, que atrela os sindicatos ao Estado. Resolução sobre Finanças para o Movimento Popular: Reafirmar a proposta de que as entidades possam contribuir, em sistema de rateio, com as atividades do movimento popular, em particular, o Encontro da Frente de Resistência Urbana, que se realizará em maio de 2011; Apresentar uma proposta para ser apreciada na próxima coordenação nacional a respeito do fundo para o movimento popular, uma vez que se esgotará o saldo votado na última coordenação. 7. Prestação de Contas e relatório do Conselho Fiscal A companheira Ana Pagamunici, da Comissão de Finanças, apresentou o relatório financeiro do semestre anterior. Em seguida, o companheiro Zé Batista, do Conselho Fiscal, apresentou o relatório a seguir, que foi aprovado pelos presentes. Não foi registrado voto contrário. CONSELHO FISCAL APRECIAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS DA CENTRAL SINDICAL E POPULAR CONLUTAS 1. Introdução A presente apreciação refere-se ao exercício de 2010 e compreende o período de julho a dezembro. Em 31/03/2010, o Conselho Fiscal recebeu da Comissão de Finanças da Central os documentos, a seguir listados, referentes à prestação de contas de 2010 da CSP-Conlutas. 1) DOCUMENTOS REFERENTES À PRESTAÇÃO DE CONTAS – Julho/2010 a Dezembro/2010 (anexos-1,1a e 1b); 2) Relatórios de Reuniões da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, ocorridas em 2010, dentre as quais os Relatórios das Reuniões de 19 de agosto de 2010 (Circular 00319.08.2010; anexos-2 e 2a) e de 28 de setembro de 2010 (Circular 005-28.09.2010; anexos-3, 3a e 3b); 3) RELATÓRIO DETALHADO DE PASSAGENS E HOSPEDAGENS – JUL/2010 A DEZ/2010 (anexo-4). A Comissão de Finanças colocou à disposição do Conselho Fiscal, para leitura, manuseio e conferência, toda a documentação comprobatória da movimentação financeira - extratos bancários, cópia de folha de pagamento, notas e cupons fiscais e recibos – de que trata a presente prestação de contas. No documento relacionado como anexo-1 que é constituído de uma “carta” da Comissão de Finanças, com o anexo-1a, “demonstrativo contábil”, e com o anexo-1b, ambos indicando as receitas (entradas), as despesas (saídas) e o saldo da referida prestação de contas. Na “carta”, a Comissão de Finanças esclarece que: a) “A apresentação dos dados está sintetizada em planilha semestral dividida em dois trimestres, demonstrando entradas e saídas. As despesas com pessoal, despesas correntes e administrativas estão discriminadas para melhor visualização do movimento financeiro da central.”; b) “As entradas são decorrentes exclusivamente de contribuição voluntária das entidades de classe (sindicatos) e movimentos populares, que se dão de diversas formas: rateios, pagamento de mensalidades e doação de entidades de trabalhadores.”; c) “As saídas compreendem as despesas de manutenção e funcionamento da entidade, dos investimentos em iniciativas políticas deliberadas nas instâncias da central e repasses às estaduais.” 2. Análise É importante contextualizar a situação de “transição” em que foram acontecendo as atividades e as tomadas de decisões nas reuniões da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas nessas questões administrativo-financeiras. Nesse sentido, ressaltamos que na reunião da Secretaria Executiva Nacional (SEN), 19 de agosto de 2010, a Comissão de Finanças da Central prestou um “INFORME ADMINISTRATIVOFINANCEIRO DA CSP-CONLUTAS” (anexo-2a), onde é indicada, de forma geral, a situação financeira da CSP-Conlutas à época. Faz-se a observação de que “A entidade é sustentada exclusivamente com a contribuição dos sindicatos filiados, num percentual de 3% cada uma delas. De toda arrecadação, 40% fica para a Nacional e 60% fica para as estaduais.” E de que “O saldo restante do Conclat é de R$ 181.000,00 e da Conlutas é de R$ 106.000,00. Esse saldo será incorporado à CSP-Conlutas e administrado por suas instâncias. Há uma deliberação da última coordenação nacional que define pela criação de um fundo para os movimentos populares...”. Sobre essa informação anterior (incorporação de fundos dos Congressos) a Coordenação Nacional – extrato do relatório da reunião de Sarzedo, MG, em 15 a 17 de outubro de 2010 – aprovou a seguinte Resolução sobre essa matéria (anexo-5): “Resolução de Finanças Tendo em vista que: O balanço financeiro dos Congressos da Conlutas e da Classe Trabalhadora demonstrou superávit; A última reunião da Coordenação Nacional deliberou pela criação de fundo para organizar a luta dos movimentos populares; As discussões realizadas na Secretaria Executiva Nacional apontaram a necessidade de investimento em estruturação (abertura de escritório em BSB, informatização), apoio às oposições e ao movimento popular; Há necessidade de se criar um fundo de reserva para eventualidades relativas às questões de sustentação da entidade. A Coordenação Nacional resolve: 1. Distribuir o superávit dos congressos (R$ 287.000,00) da seguinte maneira: Abertura do Escritório em Brasília: R$ 10.000,00 Criar Fundo de Reserva: R$ 100.000,00 Caderno e CD com resoluções finais: R$ 9.000,00 Designar ao fundo de oposições: R$ 30.000,00 Designar ao fundo do movimento popular: R$ 48.000,00 Informatização da entidade: R$ 90.000,00 2. Autorizar o gasto mensal médio de R$ 3.000,00 para manutenção do escritório em Brasília (pessoal, telefone, aluguel, condomínio, água e luz) 3. Autorizar o repasse mensal de R$ 1.000,00 ao fundo do movimento popular como uma forma de manutenção do saldo e recomposição permanente do fundo; 4. Continuar a repassar mensalmente R$ 1.000,00, como parte do investimento do fundo aos movimentos populares; 5. Orientar as regionais e as estaduais a criarem um fundo nos estados e regiões para o movimento popular, designando parte de sua receita para tanto; 6. Ratificar que a administração do fundo dos movimentos populares e das oposições é feita pela Comissão de Finanças da SEN, cujos investimentos devem estar de acordo com as demandas dos setores e a deliberação das instâncias; 7. Aprovar que a Secretaria Executiva elaborará proposta para debate acerca da criação de fundos; 8. Aprovar a autorização para a Secretaria Executiva buscar novo local para a sede da CSP Conlutas, tendo em vista o pedido da sede pelo proprietário. À Secretaria caberá buscar propostas para avaliação sobre novo aluguel e financiamento de local para compra, com o objetivo de buscar nova estrutura para a CSP-Conlutas.” No quadro demonstrativo do anexo-1a é apresentada a evolução geral da movimentação contábil, com saldo positivo (superávit), em 30 de dezembro de 2010 no montante de R$ 152.324,27 (cento e cinqüenta e dois mil, trezentos e vinte quatro reais e vinte e sete centavos). Nesse aspecto, é importante ressaltar a indicação feita pela Comissão de Finanças no sentido e que o balanço referido foi fechado com saldo positivo (superávit), com um aparente equilíbrio entre receitas (entradas) e despesas (saídas), considerando que favoreceu essa situação a incorporação dos saldos dos Congressos. No anexo-4 são indicados os gastos referentes às despesas com passagens e hospedagem, sendo que esses valores somam a cifra de R$ 46.039,95 (quarenta e seis mil, trinta e nove reais e noventa e cinco centavos). Esses valores representam, aproximadamente, 7% (sete por cento) da “receita líquida” das contribuições. No anexo-1a pode-se observar que o montante gasto com pessoal e encargos é da ordem de R$ 231.875,40 (duzentos e trinta e hum mil, oitocentos e setenta e cinco reais e quarenta centavos) equivalendo a 35,4% da “receita líquida” das contribuições. Acrescente-se que, também, consta no anexo-1a os valores referentes às despesas correntes (aluguel/condomínio/luz/telefone) no valor de R$ 49.889,74 (quarenta e nove mil, oitocentos e oitenta e nove reais e setenta e quatro centavos), equivalendo a 7,6% da referida receita. O saldo restante da referida receita líquida ainda é absorvido por despesas administrativas e demandas da Central, tendo-se respeitado as decisões/limites da Coordenação Nacional sobre a matéria. 3. Parecer Diante das informações apresentadas e analisadas na presente apreciação, o Conselho Fiscal da CSP-Conlutas é favorável a aprovação da prestação de contas da Central, referente ao exercício de 2010, salvo melhor juízo da Coordenação Nacional. Informes das reuniões setoriais Seguem abaixo as resoluções dos Setoriais que se reuniram e apresentaram relatório para aprovação da Coordenação Nacional. Os relatórios, na íntegra, estarão disponíveis na página da Central na internet. Setorial de Educação - Nossa militância construirá nos estados o dia 28/04, defendendo em seus sindicatos, assembléias, plenárias e seminários essa data como centro de nosso plano de lutas. Indicam uma delegação para o dia 13/04 em Brasília; - Campanha Andes e Anel – A CSP Conlutas se incorporará nessa campanha e orienta suas entidades filiadas a encaminharem essa luta em suas bases. Sem prejuízo dos setores como a Educação Básica que vai trabalhar como seguinte eixo: 10% do PIB já! Rumo aos 15%!Também foi incorporado o eixo Verbas Públicas apenas para as escolas públicas e a concretização da denuncia destacando o corte de verbas feito por Dilma na educação. - Plebiscito sobre Financiamento da Educação (Campanha Andes/Anel): Centralização pelas instâncias da CSP Conlutas, realização também pelas entidades de base. Realização no segundo semestre, indicativo mês de setembro. - Construção e participação da CSP Conlutas RJ no FEDEP-RJ de forma organizada realizando reuniões de nosso setorial – RJ, para preparação de nossa intervenção; - Eleições Sindicais: Prioritárias – APEOESP e CPERS; outras eleições do setor – APP-PR, Sintep-PB e Sinte-AP são eleições estaduais. Sinpeem- SP eleição municipal. Todas serão nesse semestre ainda; - Eleição de uma Coordenação do setorial: Op. Alternativa - Gêgê , CPERS (indicará), Militantes Sepe CSP-Conlutas – Eliana, Andes (indicará). Essa Coordenação tem como principal tarefa a formação de uma equipe para uma organização do setorial; - A coordenação se encarregará da discussão de um seminário nacional de educação para o segundo semestre (analisando o mês de julho como opção). Também é tarefa da coordenação a garantia de uma comunicação mais ágil e dinâmica, para que todos possam participar de nossas intervenções nos diversos estados; - Reafirmada nossa posição sobre a questão do Piso Nacional do Magistério: - Aplicação da Lei do Piso onde este for menor que a remuneração da categoria rumo ao Piso do Dieese; onde o valor for menor defenderemos diretamente o Piso do Dieese por 20h/a. Setorial de Aposentados - Propor à Coordenação Nacional da CSP Conlutas a realização de uma reunião nacional dos aposentados no dia anterior da próxima reunião da coordenação nacional, reunindo serviço público e trabalhadores das empresas privadas. - Intervir no próximo Congresso da COBAP, tentando aumentar o painel da CSP-Conlutas no evento. Participar das manifestações dos aposentados em todo país, por reajuste e pelo “Fim do fator previdenciário” e outras reivindicações, como a “paridade” reivindicada pelos companheiros do serviço público. - Participar da pressão, no congresso nacional, pela aprovação dos projetos que dizem respeito aos aposentados. - Que a CSP-Conlutas participe da campanha em defesa dos “13 do Rio”, apresentando uma moção de repúdio ao governo. - Incorporar e apoiar temas relacionados à Reforma Urbana. Setorial de Negros e Negras - Moção de Repúdio contra o Deputado Federal Jair Bolsonaro; - Unificarmos com a Setorial LGBT a Campanha nacional de lutas contra o Racismo e a Homofobia (com cartaz), denunciando o ato praticado pelo Deputado Federal Jair Bolsanaro, contra o espancamento do companheiro do setorial GLBT em São Paulo, a ameaça ao Deputado Federal Jean Willis e os ataques dos pastores Malafaia e Marcos Feliciano; - Em relação a semana do dia 13 de maio 2011 - Construir nos estados Atos e atividades que reflita a discussão contra a falsa Abolição e denuncie esta onda de racismo e homofobia; - Cartaz sobre o repúdio ao 13 de Maio, elaborar um texto sobre o 13 de Maio para o boletim quinzenal da central e uma matéria para site e o jornal contra os atos de Racismo no país, fazendo um paralelo com a conjuntura; - Incorporação à passeata LGBT do dia 18 de Maio em Brasília; E realizar entrega do documento a Ministra da Questão Racial (Luísa Barrios), apresentando nossa pauta de reivindicações; - Delegação da CSP-Conlutas que possa estar acompanhando o processo das Terras Quilombolas, que está em tramitação no Supremo Tribunal (Nº 3.129 - ADIN); - Dentro do Projeto de Ações Afirmativas tem a Lei 4228-01, de cotas no âmbito do serviço público - Ver audiência com Gabas; - Que as entidades filiadas busquem garantir a estrutura necessária para que os seus militantes do setorial de Negros, possam participar do Curso Nacional para o Setorial - Globalização e Racismo, nos dias 14 e 15 de Maio de 2011, em Belo Horizonte/MG; - Orientação para que se consolidem os Setoriais de Negros nos estados, e a construção e organização de Encontro do Setorial de Negras (os) estaduais, a partir do mês de junho, e um Encontro Nacional do Setorial com data indicativa para o primeiro ou último final de semana de novembro de 2011; - Construir uma articulação com os Quilombolas a nível nacional, visando a realização de uma reunião nacional. - Que a próxima Coordenação Nacional tenha como um dos temas de discussão a questão do “Mito da Democracia Racial”. Setorial de Mulheres 08 de março: Elaborar uma nota da entidade de balanço do calendário do mês de março e das atividades e atos realizados. Destacar a importância da unidade de ação com todos os setores do movimento feminista. Ter política de dialogar sobre a necessidade de exigir nossa pauta de reivindicação dos governos e denunciá-los pelos ataques feitos e previstos. Atividades 28/04- Construir uma atuação feminista nos atos, com colunas de mulheres, com eixos de luta das trabalhadoras. Incorporar o Setorial nas atividades do dia 13 de abril. Dia das mães: Orientar o debate nas entidades e movimentos em torno do direito ao exercício da maternidade. 1.° de maio: Participar dos atos com um perfil feminista incorporando o eixo de salário igual para trabalho igual e luta por creches Orientar a discussão em torno da importância histórica das mulheres na luta da classe trabalhadora. Seminário sobre a luta por creche um dia antes da próxima reunião da Coordenação Nacional. Realizar ainda esse ano um seminário sobre legalização do aborto e políticas públicas de orientação e contracepção e sobre violência sofrida pelas mulheres. 31/05 – Seminário de mulheres do ANDES. Elaborar uma nota de repúdio ao aumento do machismo e da violência na sociedade, repudiando o assassinato ocorrido em Pirassununga/ SP. Setorial de Saúde do Trabalhador - Um estudo sobre o índice de acidentes de trabalho e mortes nas categorias, em especial a categoria da construção civil; - O lançamento de uma campanha nacional da CSP-Conlutas contra a prática do Assédio Moral com elaboração de matérias como cartilhas, camisetas, debates. - A implementação da discussão com as entidades da CSP-Conlutas sobre a revitalização das CIPAS e CISAT. - Que a Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas viabilize a realização de uma discussão sobre o FAP e nexo técnico epidemiológico. - Elaborar um cartaz e encaminhar para nacional para ser reproduzido pelas entidades. - Elaborar um manifesto sobre o dia 28 de abril, dia de luta contra os acidentes de trabalho, a ser encaminhado para a Secretaria Executiva Nacional até o dia 8 (sexta-feira) para posterior envio às entidades; - Orientar as entidades a divulgar a data em seus veículos de comunicação - Que a CSP-Conlutas faça uma moção de repúdio contra a AMBEV sobre as mortes que ocorreram na empresa. Setorial de Saúde - Construção dos Atos do 07 de Abril (Dia Mundial da Saúde) nos estados para denunciar os sucessivos ataques à saúde pública. - Construção em conjunto com o setorial de saúde do trabalhador do dia 28 de Abril (Dia Mundial de Luta Contra Acidentes e Doenças de Trabalho), com ênfase na luta contra o assédio moral. Que esse dia também seja utilizado para denunciar a MP 520/10 que cria a empresa pública estatal, incorporar luta das 30 horas dos profissionais de saúde, com matéria sobre os respectivos temas nos materiais de divulgação da CSP-Conlutas. - Indicativo de construção dos setoriais de saúde nos estados, onde existe Executiva formada. - Participação nos Fóruns de Saúde e na Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde. - Campanha Financeira para a atualização e reedição da Cartilha "A saúde no Brasil" a ser financiada pelos sindicatos que compõem a CSP-CONLUTAS (Carta de Solicitação de Apoio Financeiro às Entidades, abaixo). – Sindsprev se propôs a ajudar na publicação da cartilha. - Campanha e apoio à luta contra a MP 520/10 e em defesa das 30 h dos profissionais de saúde Setorial do Serviço Público Incorporação dos 07 eixos da campanha salarial dos SPF's: POLÍTICA SALARIAL PERMANENTE COM REPOSIÇÃO INFLACIONÁRIA; VALORIZAÇÃO DO SALÁRIO BASE E INCORPORAÇÃO DAS GRATIFICAÇÕES; CONTRA QUALQUER REFORMA QUE RETIRE DIREITOS DOS TRABALHADORES; REGULAMENTAÇÃO/INSTITUCIONALIZAÇÃO DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA NO SETOR PÚBLICO E DIREITO IRRESTRITO DE GREVE; RETIRADA DOS PLP´s, MP´s, DECRETOS CONTRÁRIOS AOS INTERESSES DOS SERVIDORES PÚBLICOS (PLP 549/09, PLP 248/98, PLP 92/07, MP 520/09 E DEMAIS PROPOSIÇÕES); CUMPRIMENTO POR PARTE DO GOVERNO DOS ACORDOS FIRMADOS E NÃO CUMPRIDOS; PARIDADE ENTRE ATIVOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS; DEFINIÇÃO DE DATA-BASE (1® DE MAIO). - Organizar a nossa participação nos estados para o ato do dia 13.04 em Brasília, enviando caravanas. Apoiar politicamente e financeiramente a ida do movimento popular e da juventude. - Eleger delegados à Plenária Nacional dos Federais que se realizará no dia 14.04. - Propor reuniões com entidades dos SPF's nos estados com o objetivo de organizar atividades conjuntas e implementar o calendário unificado, a exemplo de SP que se reunirá no dia 06/04 e RJ no dia 09. - Participar e ajudar na organização dos atos nos estados no dia 28.04. - Indicar a participação dos servidores nos atos que serão realizados nos estados no dia 07.04, no Dia Mundial da Saúde. Setorial LGBT - Campanha Nacional pela punição aos agressores do Guilherme, militante do movimento em São Paulo, unindo este caso com a solidariedade ao deputado Jean Willys, e pela criminalização da homofobia através da aprovação do PLC 122; - Orientar todas as entidades e grupos de oposição que atuam na CSP-Conlutas que divulguem em suas publicações e web sites esta campanha. O setorial LGBT divulgará um texto base; - Votar moções nas instâncias das entidades exigindo que as diferentes instâncias do governo Federal (presidência e secretaria de direitos humanos) e do governo de SP (governador e SSP) apurem e punam os agressores do Guilherme qualificando o crime como homofóbico. O setorial LGBT da CSP-Conlutas vai enviar um modelo de moção; - Fazer o primeiro boletim eletrônico do Setorial LGBT da CSP-Conlutas em formato A4 para ser trabalhado em todo o país; - Estudar a viabilidade de imprimir um cartaz e adesivo relativos a essa campanha com os eixos: HOMOFOBIA MATA; CRIMINALIZAÇÃO JÁ; IMEDIATA APROVAÇÃO DO PLC 122; - Reunir com o deputado Jean Wyllys para discutir atuação conjunta; - Adotar as medidas judiciais cabíveis contra o deputado Bolsonaro (quebra de imunidade parlamentar e processo jurídico); - Participar da 2ª Marcha Nacional contra a Homofobia a realizar-se no dia 18 de maio em Brasília. - Denunciar e repudiar as ações racistas e homofóbicas cometidas contra o estudante de História Helder Santos da Unipampa de Jaguarão/RS, após ser agredido por policiais da brigada local. Após denunciar as ações policiais na mídia local, o estudante passou a ser ameaçado de morte através de cartas anônimas, resultando no abandono se suas atividades acadêmicas e retornando à Bahia. Setorial dos Servidores Públicos Municipais As entidades presentes deram os informes de como andam as lutas em cada município e após estes informes partiu-se para a principal discussão do Setorial, acerca da realização do Encontro Nacional dos Servidores Municipais da CSP-Conlutas. Após um rico debate entre as entidades presentes, definiu-se que o Encontro Nacional dos Servidores Municipais ocorrerá durante a próxima reunião da Coordenação Nacional da CSPConlutas. O encontro será realizado um dia antes do início da reunião da Coordenação Nacional. Este terá como pontos de pauta os seguintes temas: Conjuntura Nacional, Saúde do Trabalhador, Planos de Carreira, Organização do Setorial e Composição da Coordenação Nacional do setor. Relatório do Coletivo do Judiciário Estadual RELAÇÃO COM A FENAJUD - Sobre a relação com a FENAJUD, o grupo vai enviar a companheira Marília para trazer elementos para uma caracterização e avaliação sobre a forma de atuação perante esta entidade. A avaliação é de que é uma entidade governista, mas pode ser interessante disputar a sua base. PEC 190 - No que se refere à PEC 190, que propõe a criação do Estatuto dos Servidores do Poder Judiciário, o grupo buscará apropriar-se com mais elementos acerca desta discussão. O SINDJUD-PE agendou uma paralisação no dia 13 que teve como razão inicial o movimento nacional em defesa da aprovação da PEC 190, mas Cristina levará as ponderações do grupo sobre aspectos positivos e negativos referentes a aprovação desta PEC. Aspectos positivos: unifica servidores e servidoras do judiciário estadual e federal; categorias estaduais não ficariam submetidas apenas aos tribunais estaduais, que muitas vezes são bastante autoritários. Aspectos negativos: as categorias não tem como esperar algo positivo remetendo suas demandas para o âmbito nacional, pela maneira como o congresso e a presidência vem tratando as reivindicações da classe trabalhadora; a perspectiva é de um nivelamento por baixo, resultando em cortes de direitos, em especial para as categorias estaduais, e perdas salariais, com destaque para o funcionalismo federal. SOCIALIZAÇÃO DE MATERIAIS E CAMPANHAS - O grupo socializará materiais, como as cartilhas já existentes sobre assédio moral e direito de greve, ambas do SINDJUSTIÇA-RJ; dará visibilidade a campanhas informativas e em defesa de direitos comuns aos sindicatos que integrarem esta rede. O sindicato em Pernambuco está elaborando uma cartilha sobre assédio moral e vai buscar a versão disponível no site do SINDJUSTIÇA-RJ. O assédio moral também foi destacado como um problema no TJSP, segundo Jersey. ATIVIDADES DE FORMAÇÃO POLITICO-SINDICAL - O SINJUSTIÇA-RJ vai realizar um seminário sobre o direito de greve no dia 16 de abril. Tentará viabilizar a vinda de uma representação de SP e de PE. Pela primeira vez, o SINDJUD-PE pautará um tema de formação em uma assembleia. O tema escolhido foi também o direito de greve. O sindicato tenta viabilizar uma oficina sobre assedio moral no dia 30 de abril, mas há dificuldades, pois a base marcou assembleia para este dia. ARTICULAÇÃO DA REDE - O grupo buscará reforçar o convite ao Sindicato dos Servidores do Tribunal de Justiça do Ceará, que havia declarado interesse em filiar-se à CSP Conlutas, assim como o Sindicato dos Servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas. Envidará esforços em rearticular ativistas que participaram da Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Justiça, que se constituía um pólo com perfil de esquerda, atualmente desarticulada. Os estados que participavam desta entidade e que serão procurados são Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Maranhão e Paraná. Milito vai tentar recuperar os contatos destas pessoas. Se necessário, o SINJUSTIÇA-RJ dará contribuição para viabilizar transporte de integrantes desta rede. A comunicação na rede ficará sob a responsabilidade de Cristina e Luiz Milito. AUMENTO DA CARGA HORÁRIA PELO CNJ - O Conselho Nacional de Justiça continua exigindo que os TJs ampliem o horário de atendimento ao público. Atualmente, esta situação é desigual nos estados, São Paulo tem jornada de 40 horas e Pernambuco, 30 horas. O grupo considera que esta ampliação abre a oportunidade de fazermos a defesa da jornada de 6 horas em dois turnos, sem redução de salários. LUTA POR ELEIÇÃO DIRETA PARA PRESIDENTES DOS TJs - Esta proposta deverá ser defendida por nossos sindicatos. Cristina fez o destaque de que na diretoria do SINDJUD-PE há pessoas que são contra esta proposta por considerarem que isto expõe o sindicato ao ridículo por ser algo que está fora do nosso alcance. PRÓXIMA REUNIÃO O grupo vai tentar articular sua próxima reunião para o dia 2 de junho, contando com a presença dos sindicatos e oposições nos estados citados como possíveis integrantes deste Coletivo do Judiciário Estadual na CSP Conlutas. Cacau tentará contatar o Sindicato dos Servidores do TJCE e contatos do judiciário estadual em Minas Gerais e Amazonas. - Os Diretores do SINTJAM – Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Estado do Amazonas, RONALDO AMORIM GOMES, Secretário-Geral e IONE AMARAL DE SOUZA, Secretária de Finanças, estiveram presentes na reunião da CSP Conlutas realizada no dia 02 – 04 de abril/2011, acompanhando todas as atividades realizadas. Solicitam que conste no relatório que não estiveram presentes à reunião do Coletivo do Judiciário Estadual da CSP-Conlutas por um desencontro de informações, haja vista que estão ingressando agora na Central, tendo sido deliberado em assembléia de sua categoria no Amazonas a filiação à mesma. A falha de comunicação, entretanto, foi suprida em uma reunião realizada no dia 04 de abril, que contou com a presença de Ione e Ronaldo (AM), Cristina (PE) e Barela, pela coordenação da CSP Conlutas. Nesta reunião, Ronaldo e Ione passaram informes sobre a situação da categoria no Amazonas. Cristina apresentou o relatório da reunião realizada na véspera, que foi apresentado também na plenária. Moções Moção de Repúdio e exigência Nós, participantes da Reunião da Coordenação Nacional da CSP Conlutas, realizada no Rio de Janeiro entre os dias 02 e 04 de Abril de 2011 repudiamos e responsabilizamos a AMBEV de Jacareí, o prefeito Hamilton da Mota (PT) de Jacareí e Geraldo Alckmin (PSDB) pelo abandono da estrada do Jaguari onde transitam mais de 1500 trabalhadores por dia. A omissão sobre quem são os responsáveis pelas péssimas condições desta estrada já causou vários acidentes e no último dia 27 causou a morte de um trabalhador que se chocou com um poste depois de ter perdido o controle em uma curva devido as péssimas condições da estrada. Exigimos que a prefeitura, o estado e a AMBEV se responsabilizem por este trágico acidente e ao mesmo tempo que façam imediatamente o conserto desta estrada. Moção de Apoio e Solidariedade Trabalhadores educação Pública do Maranhão Aos professores(as) e demais trabalhadores da educação pública do estado do maranhão que há 32 dias estão em greve exigindo do governo a aprovação do novo Estatuto do Magistério e com ele a reabilitação da carreira e melhores condições de trabalho. Ressalte-se que esses trabalhadores estão sendo sistematicamente criminalizados pela imprensa da oligarquia Sarney (que hoje é governo do estado) e pelo poder judiciário que faz o jogo dessa oligarquia. Moção de Repúdio à Reitoria da Universidade Federal do Oeste do Pará. Pela forma autoritária com que decidiu pelo “afastamento preventivo”, por 60 dias do Professor GILSON DA SILVA COSTA, por participar de manifestações políticas realizadas na “Aula Magna” daquela instituição de ensino, no dia 18 de março de 2011. O afastamento do professor, através de portaria, se constitui, na prática, em penalização, afrontando o direito de ampla defesa. O ato autoritário do Reitor José Seixas Lourenço não respeita sequer a legislação existente e, pelos procedimentos adotados, acaba por criminalizar o docente. Pela revogação da Portaria 1011, de 19 de março de 2011. Moção de Exigência contra o crime cometido à José Maria do Tomé Nós, da CSP - Conlutas, exigimos que o crime cometido contra o ambientalista José Maria do Tomé, na chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte/CE, seja federalizado. Exigimos também a imediata prisão dos pistoleiros e mandantes. É importante considerar que o exame de balística, feito pela polícia estadual, constatou que uma das balas era de uso exclusivo da própria polícia. Vale ressaltar ainda que as viaturas da polícia da região são abastecidas pelas empresas do agronegócio, as quais, por sua vez, financiaram e financiam as campanhas eleitorais locais, que apoiam o atual governo do Estado. Nesse sentido, consideramos que todos esses fatos tenham criado obstáculos à elucidação do crime. Por isso, denunciamos a morosidade da polícia e justiça do Estado do Ceará para solucionar o crime. Moção de Repúdio ao Deputado Federal Jair Bolsonaro Nós, da CSP Conlutas, reunidos na Plenária Nacional da entidade no Rio de Janeiro entre os dias 2 e 4 de abril, vimos pelo presente manifestar nosso completo repúdio ao Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP/RJ), por suas declarações racistas, homofóbicas e machistas, feitas ao programa CQC exibido no dia 28 de março de 2010. As afirmações do deputado, em nosso entendimento, são criminosas e afrontosas à Constituição, pois propagam na mídia o preconceito racial, a aversão à homossexualidade e a discriminação da mulher negra. Assim, pela presente moção, reivindicamos a imediata apuração dos fatos com a imposição de responsabilidade penal ao deputado Jair Bolsonaro, que não poderá mais se esconder da lei em nome de sua “imunidade”. Moção de Repúdio à votação da Senadora Kátia Abreu Vimos a público repudiara votação ocorrida em maio/2011 no STF da ADIN 4.229 da Senadora Kátia Abreu – DEM/ TO ligada a bancada ruralista, que impede processos judiciais de Titulação de Terras de Quilombos e indígenas no país. Com o Decreto 4.887/03 que regulamenta Art.68/CF vigente desde 2003, e hoje existem mais de 1.480 processos de Quilombos esperando decisão STF pelos dados da CONAQ, e tem objetivo de Titular as Terras de Quilombo. Moção de Repúdio ao Deputado Federal Marcos Feliciano (PSC/SP) Nós, da CSP Conlutas, reunidos na Coordenação Nacional da entidade no Rio de Janeiro, entre os dias 02 e 04 de abril , apresentamos moção de repúdio ao Deputado Federal Marcos Feliciano (PSC/SP), que afirmou no twitter dentre outras declarações que: “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé” e “O caso do continente africano é sui generis: quase todas as seitas satânicas, de vudu, são oriundas de lá. Essas doenças, como a Aids, são todas provenientes da África” Essas declarações são criminosas. Não dá mais para permitir que parlamentares, em nome da IMUNIDADE, alardeiem o racismo, homofobia e intolerância religiosa. Com total respeito a nossa herança e cultura negra. Exigimos apuração imediata dos fatos com punição exemplar do deputado. Moção de Exigência e Apoio - Universidades Estaduais do Ceará A Coordenação Nacional da CSP-Conlutas reunida nos dias 02,03 e 04 de abril de 2011, no Rio de Janeiro, vem por meio deste instrumento, endossar a exigência do Fórum das três(03) sessões sindicais do ANDES-SN das universidades estaduais do Ceará de realização de uma audiência com o governo do estado, solicitada e protocolada no último dia 25, após recorrentes solicitações, para tratar de concurso público para professores efetivos, equiparação salarial dos professores substitutos, regulamentação do PCCV, construção da residência e restaurante universitário da UVA, dentre outras reivindicações. Nesse sentido, a Coordenação Nacional da CSP-Conlutas declara total apoio à mobilização dos professores e estudantes da UECE, URCA e UVA em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. Moção de repúdio a ameaça de fechamento do colégio de Aplicação – CAP/INES RJ A Reunião Nacional da CSP-CONLUTAS, reunida nos dias 2, 3 e 4 de abril de 2011, na cidade do Rio de Janeiro, repudia a ameaça de fechamento do Colégio de Aplicação (CAP/INES) e denuncia que ela é parte da política do Governo Dilma de corte de 50 bilhões de reais do orçamento federal, arrocho salarial, suspensão de concursos públicos e particularmente na Educação, de um corte de 3 bilhões de reais. No caso do INES, um representante do MEC anunciou que o colégio será fechado até o ano que vem, assim como o Ensino Médio oferecido pelo Instituto Benjamim Constant (IBC), e o corte de 50% dos gastos com diárias e passagens dos servidores. Nesse sentido, repudiamos o fechamento do INES e defendemos: - O fortalecimento do INES; - Abertura imediata de novos concursos. Moção de repudio a IMBEL e o Governo Dilma. Governo Dilma Faz Reestruturação na IMBEL a serviço do Capital ! Em 1996, o piso da IMBEL era de três salários mínimos. Em 2005, o piso da IMBEL já tinha sido rebaixado para um salário mínimo, situação que permaneceu até 2009, quando o piso passou a representar 1,3 salários mínimos, ainda muito longe de representar os três salários da década de 90 do século passado. Apesar da melhora que houve em 2009, melhora que foi resultado de uma luta de 20 anos de seu sindicato e dos seus trabalhadores, com greves radicalizadas, ainda está longe de recuperar o salário que tinha em 1996. A melhora do piso que houve em 2009, se deu em detrimento da média salarial. Isto é, melhorou o piso e piorou a média salarial da empresa. Enquanto em 2005 a média salarial era quase o dobro do piso, em 2009, a média e o piso quase que se equivaliam. Hoje a empresa vive um processo de reestruturação sob a ótica neoliberal e capitalista, procura privilegiar os ganhos alternativos como abonos e gratificações que estimulam a alta produtividade. Remuneração esta que não é permanente (não incorporada aos salários). Ou seja, querem priorizar os gastos em remuneração variável ligados a metas de produção e lucros, ao ligar o aumento da remuneração ao lucro ou aumento das metas de produção, querem aumentar a exploração dos trabalhadores, aumentando seu ritmo de produção. Este processo de reestruturação tem gerado prejuízos enormes para os trabalhadores da unidade em Itajubá. É notório as demissões que afetam os trabalhadores, demissões estas que vem acompanhado do não deposito de FGTS e que afeta, sobretudo os companheiros com mais tempo de casa. De janeiro a abril já mais de 100 demissões, assim empresa tem tomado medidas como o fim da insalubridade, acabou com o adicional noturno dando fim ao 2º turno, medida que constitui em diminuição de salários, além disso, a empresa tem feito uma ofensiva no processo de avaliação individual e a 3 anos enrola os trabalhadores com o atraso na implementação de nosso P.C.S, fato este que faz aumentar a disparidade salarial entre os trabalhadores. Sobretudo o próprio órgão gerenciador da empresa admite que a prioridade seja a criação de uma P.C.S que tenha como centro a MULTIFUNCIONALIDADE, ou seja um trabalhadores deverá cumprir varias funções no processo de produção, tudo isso coerente com a reestruturação da empresa e as demissões que diminuem a cada dia numero de trabalhadores da empresa. No ano passado éramos 1.150 hoje não passamos de 860 trabalhadores e a cada dia este numero vem diminuindo. Calote em Trabalhador para pagar Banqueiros. Estes ataques da empresa é parte da politica de sucateamento da empresa, empregada pelo governo DILMA, que visa colocar a IMBEL em segundo plano na distribuição internacional de fabricação de armas, com isso o governo DILMA mantém o monopólio de fabricação e vendas de armas de pequeno porte nas mão da TAURUS, cerca de 85% do mercado interno pertence a esta empresa, que tem parte de suas ações nas mão de empresas americanas. Enquanto a TAURUS cresce a IMBEL diminui pois não produz por que não tem para quem vender, por isso demite. Alem disso política adotada por Lula e seguida por Dilma tem como centro o corte nos orçamentos de 60 Bilhões. O ajuste Fiscal propagandeado por Dilma serve aos interesses de grandes empresas e especuladores internacionais, pois com o corte o governo pretende reservar 3,21% do PIB para o superávit primário afim de pagar bancos internacionais e a divida publica. No entanto Dilma nada disse em relação ao super aumento que tiveram os parlamentares, 132% presidente e 62% deputados, mas disse que não haverá reajuste para os funcionários públicos este ano, isto inclui a IMBEL. A IMBEL acaba de demitir 35 trabalhadores em um só dia, a direção da Imbel julgou nulo o contrato de trabalho de todos os 35 trabalhadores demitidos, que em sua maioria tem mais de 20 anos de trabalho e não receberam o seguro desemprego, férias e multa de 40%. Ou seja, saem da empresa com uma mão na frente e outra atrás com o aval do governo que da calote nos trabalhadores mas mantem os pagamentos aos banqueiros em dia. Toda esta situação de demissão e ataques se contrasta com negação por parte da empresa de pagar os direitos de nossos companheiros. Para banqueiro e deputado o governo tem dinheiro, mas quando se trata dos trabalhadores a desculpa e sempre a mesma respeitar o “ajuste fiscal”. *Em defesa dos trabalhadores da IMBEL. *Imediata implementação de nosso *P.C.S DECENTE. *Fim do processo de Reestruturação e Sucateamento na IMBEL. *Não ás demissões imotivadas. *Reintegração já de nossos companheiros Já. PRÓXIMA REUNIÃO DA COORDENAÇÃO NACIONAL Resolução de Encaminhamento A CSP-CONLUTAS empenhará todos os esforços políticos, organizativos e materiais na busca pela aplicação de suas resoluções agrárias aprovadas no CONCLAT. Para tanto dará início à elaboração de um plano de trabalho a ser discutido na Secretaria Executiva Nacional, ficando o companheiro João Batista da SEN/MTL responsável por apresentar e coordenar a construção do mesmo. A reunião da Coordenação Nacional da CSP-CONLUTAS resolve: Fica estabelecido que na próxima reunião da Coordenação Nacional da CSP-CONLUTAS será constituída uma mesa sobre a Reforma Agrária no Brasil também sob a responsabilidade e coordenação do companheiro João Batista. A próxima reunião da Coordenação Nacional será realizada nos dias 3, 4 e 5 de Junho (sextafeira, sábado e domingo). A próxima Reunião da Coordenação Nacional será realizada na cidade de São Paulo por conta das eleições sindicais da APEOESP.