Fazenda Santa Cecı́lia Centro de Documentação e Memória do Café Fundacão de Apoio às Ciências: Humanas, Exatas e Naturais / FAC Ciências da Informação e Documentação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto Universidade de São Paulo Profa. Dra. Silvia Maria do Espı́rito Santo LaCCa - Laboratório do Corredor do Café - CID/DEDIC Ribeirão Preto, SP - 2011 Agradecimentos Os membros do presente projeto gostariam de agradecer a todos que tornaram possı́vel a realização das atividades já cumpridas, a citar Omilton Visconde Júnior, Paulo Sérgio Toni Cruz, Prof. Dr. Marcos Tognon, Prof. Dr. Wagner Ferraresi Di Giovani, Renato Oliva, Cecı́lia Sampaio Moreira e aos funcionários da Fazenda Santa Cecı́lia. i ii “É um enorme projeto de pesquisa. Interessante pela sua tematica variada e interdisciplinaridade. Sem contar que o tal ‘locus’ da pesquisa é maravilhoso. É uma boa responsabilidade coordenar esta variedade de projetos independentes e interdependentes.” Aldo de A. Barreto Sumário 1 Apresentação 2 2 Identidade do Centro de Documentação 2.1 Natureza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2 Como deverá ser acondicionada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 7 9 3 Objetivos 3.1 Objetivos Gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.2 Objetivos Especı́ficos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.2.0.1 Etapas e Fases de Execução . . . . . . . . . . . . . . 3.2.1 Fı́sica Clássica - Teoria e Aplicação em Equipamentos Cafeeiros 3.2.1.1 Atividades do Projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.2.1.2 Esquema de Participação da Fı́sica no Projeto . . . . 3.2.1.3 Gerenciamento de Risco . . . . . . . . . . . . . . . . 11 11 11 12 15 15 16 16 4 Metodologia 4.1 Proposta de Funcionamento . . . . . . . . . . 4.1.1 Recursos Materiais . . . . . . . . . . . 4.1.2 Recursos Humanos . . . . . . . . . . . 4.2 Área de Atuação Multidisciplinar . . . . . . . 4.3 Implantação do Centro de Documentação . . . 4.4 Equipamentos a serem instalados . . . . . . . 4.4.1 Descrição de Processos de Higienização 4.4.1.1 Monitoramento . . . . . . . . 4.4.1.2 Descrição dos Materiais . . . 4.4.1.3 Métodos . . . . . . . . . . . . 4.4.2 Gerenciamento de Risco . . . . . . . . 4.5 Restauro da Fazenda . . . . . . . . . . . . . . 20 20 20 21 22 22 23 24 25 26 27 28 33 iii . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . iv 5 Acervo 5.1 Organização . . . . . . . . . . . . . 5.1.1 Aquisição . . . . . . . . . . 5.2 Acervo com Acessibilidade Pública 5.2.1 Acervo Documental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 36 36 37 37 6 Orçamento de Recursos 6.1 Restauro e Adequação dos Equipamentos ao Prédio 6.1.1 Equipamentos e Materiais Técnicos . . . . . 6.2 Manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.3 Recursos Humanos Gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 40 40 43 44 7 Plano de Mediação 7.1 Eventos Cientı́ficos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.1.1 Eventos Realizados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.1.2 Eventos Futuros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 46 46 47 8 Considerações Finais 49 9 Referências Bibliográficas 51 10 Bolsistas Envolvidos 54 11 Profissionais Envolvidos 55 12 Créditos 58 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1. Apresentação 1 Apresentação A expressividade patrimonial da Fazenda Santa Cecı́lia envolve sua arquitetura, localização geográfico-temporal e documental. A Fazenda Santa Cecı́lia, situada na rodovia 338, km 300 (coordenadas -21.346887, -47.256436), teve sua origem ainda nas frentes pioneiras do café. Durante o século XVII e meados do século XVIII, as terras eram cotadas a preços inferiores ao de um escravo (BACELLAR, 1999). A finalidade última do projeto consiste na criação do “Centro de Memória Fazenda Santa Cecı́lia” que, posteriormente, estenderá a sua atuação como instituição de guarda, preservação, difusão e mediação do acervo organizado. Por esta razão, o objetivo do nosso trabalho é compreender as relações sociais, econômicas e culturais que perfizeram, e perfazem a memória deste lugar, a partir de metodologias que se estruturam interdisciplinarmente. Neste sentido, o caráter multi/interdisciplinar do projeto permitirá adotar metodologias diferenciadas, como o uso da história oral, da área das ciências históricas, a análise documentária e a preservação/conservação de documentos, da Ciência da Informação. Continuadamente, comparações teóricas e bibliográficas das publicações referentes ao ciclo do café, compõem-se no objeto de estudo. O primeiro momento da pesquisa objetivou o reconhecimento dos documentos referentes ao cotidiano da fazenda, o segundo momento destinou o acervo ao tratamento de conservação preventiva e o terceiro deverá acondicioná-lo devidamente para o acesso e sua reprodutividade. Esta pesquisa aponta no contexto cultural da cidade de Cajuru, Região Administrativa de Ribeirão Preto, a história da produção do café e as relações sociais no Brasil, no final do século XIX, partindo do acervo documental do registro da produção cafeeira. Particularmente, o perı́odo em questão refere-se à segunda fase de produção econômica e de desenvolvimento no Oeste Paulista. Ainda, a pesquisa baseia-se na identificação das ações e documentos produzidos pelos agentes sociais, dos sujeitos das ações nas atividades de administrar a Fazenda Santa Carlota, hoje Santa Cecı́lia, parte do grande complexo cafeeiro, de propriedade da famı́lia Sampaio Moreira (1899). Visto que a saga do café na região do novo Oeste Paulista, em fins do século XIX e inı́cio do XX, é caracterizada pela dominância 2 1 - Apresentação 3 fundiária de abastadas famı́lias e pela utilização de mão de obra imigrante européia, o projeto também contempla a abordagem historiográfica/documental condizente com as questões relativas à imigração no estado de São Paulo, especialmente a região administrativa de Ribeirão Preto e Cajuru. A compreensão das relações existentes neste complexo cafeeiro perpassa pelo reconhecimento e resgate do itinerário histórico da famı́lia Sampaio Moreira, primeiro proprietário da fazenda, das ramificações de seus negócios, oriundos do capital acumulado com a produção cafeeira, bem como das famı́lias imigrantes e suas relações com o local. Documentos cartoriais como registros de compra e venda de terras, periódicos, livros de impostos (municipal e estadual), passaportes, contratos/processos trabalhistas, livros/documentos contábeis, fotografias e genealogias constam no rol das fontes a serem pesquisadas. Na fase inicial de pesquisa documental, o pesquisador sensibilizado na leitura dos conteúdos descritivos e perceptivo na leitura das imagens, é favorecido pelo ambiente natural das edificações originais dos aspectos construtivos da arquitetura paulista rural, dos terreiros encismados que protegiam as enormes quantias espalhadas do café, para destiná-lo aos maquinários ensurdecedores dos motores modernos e selecionadores os grãos do café representativos de uma época, 1899-1950. Tais documentos recebiam atributos no passado e, na atualidade, ainda podem ser identificados os elementos informacionais da vida cotidiana, da economia, da relação proprietário-colono, dos interesses voltados para o escoamento do café. Os livros de registros representam nı́veis de gradação das microresistências de informar, isto é, elementos que informam o leitor do que já não é possı́vel ser vivenciado na produção econômica no século XXI. As microrresistências estão situadas em estruturas textuais previamente organizadas. Entende-se por microrresistências da informação as descrições textuais, realizadas na escrita das canetas tinteiras, das máquinas datilográficas, da impressão mecânica; da imagem, fotografias produzidas na matriz do negativo em vidro ou acetato, entre os limites citados assim como a do som, isto é, a informação estruturada (construı́da) a partir do escrita, de conteúdo e da forma, pela qual está fixada em suportes e formatos variados em que há procura do interessado. A acessibilidade atende a demanda para o alcance da transformação do conhecimento na sociedade atual. Dessa forma, pode-se visualizar o processo de apropriação realizando o ciclo vital da informação na sociedade. Entende-se por estrutura a forma pela qual a informação está fixada em suportes variados, se houve tratamento diferenciado em forma impressa, cujas partes são coerentes e seus atributos informacionais podem constituir uma temática relativa à História do Café na região na região da Estrada de Ferro Mogiana. Tais propriedades, nas instituições, são valorizadas no momento em que há procura do sujeito para a transformação do conhecimento. A partir da análise documentária procurou-se identificar informações insubstituı́veis nessas estruturas textuais dos acervos documentais dos descritivos manuscritos históricos do perı́odo de produção do café, em formatos diversos como livros de registros, borradores, memoriais, diários documentos em séries, coleções fotográficas, 1 - Apresentação 4 audiovisuais entre outras, presentes nas datas-limites de 1899-1950. As fases determinadas no projeto para a confecção de diagnósticos são: a análise documentária, comparações teóricas e bibliográficas das linguagens adotadas por agentes comissários do café, além de desenvolver a observação e o acompanhamento das ações mediáticas dos profissionais da informação, necessárias para realizar proposições acadêmicas. No quadro seguinte estão elencadas de maneira ilustrativa algumas fases de reconhecimento documental − formato − estrutura textual − descrições comerciais. Figura 1.1. Itens para aplicação de diagnóstico institucional. Todavia, o emprego do substantivo estrutura para indicar a correspondência entre organização/produção e a geração dos suportes, não se desfaz ao empregar o conceito estrutura social, polı́tica ou econômica para as ciências sociais. Ademais podem ser interpretados como um sistema simbólico que se interagem nas relações sociais e suas representações no campo da produção econômica. Não se trata, por isso, de definir somente um local fı́sico, mas dirigir o olhar e as inquietações do pesquisador para a constituição de arranjos e classificações documentais das instituições e/ou entidades na sociedade ou de uma polı́tica cultural pública. A seguir, o projeto indica as etapas necessárias à continuidade da pesquisa, documental e cumprir com a atividade de centralizar o conteúdo informacional representativo de uma época. Além disso, os itens de Identidade do Centro de Documentação como natureza, acondicionamento e uso serão descritos assim como seus objetivos baseados no método lógico cientı́fico orientado por profissionais renomados, com o apoio da Associação dos Arquivistas de São Paulo, Fundação de 1 - Apresentação 5 Apoio às Ciências: Humanas, Exatas e Naturais (FAC) e empresa Rotunda Holding Ltda. Com essa finalidade, o projeto conta com a participação de alunos do curso de Ciência da Informação e Documentação e de alunos do curso de Fı́sica Médica da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP), sob a coordenação da Profa. Dra. Sı́lvia Maria do Espı́rito Santo (FFCLRP/USP). 2. Identidade do Centro de Documentação 2 Identidade do Documentação 2.1 Centro de Natureza A Ciência da Informação está baseada no estudo da diversidade de naturezas das informações e investiga as procedências informacionais, assim como a Arquivologia e a História, respeitando os princı́pios de proveniência, cuidando para não confundir as suas origens. São denominados Fundos Documentais. Desta maneira, submetendo documentos às análises, o pesquisador preocupa-se em estabelecer sentidos ao homem em seu tempo, interpretando-os, identificando-os a partir dos registros de suportes diferentes em memoriais da trajetória humana. Estes fenômenos, deslocados de seus contextos e suportes, são adotados como objeto de análise e estão ”prontos”para serem submetidos a novos contextos no campo da subjetividade ou da coletividade. A Ciência da Informação, área cientı́fica na qual se considera o fluxo completo da informação como conhecimento, depende da metadenominação linguı́stica: informar/documentando/informando. Assim, propõe-se a realizar tarefas mais árduas como tratamento, classificação, recuperação e mediação. Para esclarecer tais questões, a CI além de analisar os ”comportamentos”das informações, importa-se com as relações sociais amalgamadas nos sentidos. A natureza especı́fica da informação, no contexto cultural de nosso interesse, será identificada no perı́odo econômico do café, pertinente à Fazenda Santa Carlota e dimensões territoriais de sua abrangência. Essa natureza fertiliza o solo da investigação dessa produção, dos agentes envolvidos: fazendeiros, colonos, comissários, moradores do campo e da cidade. Nesse sentido, serão observados os seguintes aspectos: q Volume de documentos pertencentes ao núcleo Santa Carlota; q Formato/suporte da informação registrada; q Estado de conservação do material; 7 2.1 - Natureza 8 q Reconhecimento dos núcleos da geração e da proveniência dos documentos; q Realização de oficinas de Preservação e Conservação; q Levantamento Bibliográfico. Concomitantemente ao estudo da estrutura documental, a leitura das referências da temática do café nos permitirá realizar as primeiras inferências e análises pertinentes às relações sociais, econômicas, polı́ticas e suas representações nos documentos analisados. Dessa maneira, o documento é reconhecido e entendido como um resultante destas relações, daı́ seu valioso caráter informativo para as ciências sociais. A respeitada professora Norma Cianflone Cassares ministrou a oficina “Conservação Preventiva de Documentos”, em agosto de 2011, dirigida para os integrantes do projeto, cujo objetivo contemplou o manuseio e limpeza adequados à documentação da fazenda, para que haja eficiência na preservação dos documentos referentes á sua história. É de suma importância para os graduandos da Ciência da Informação a interação com estas instituições de memória, pesquisa e conhecimento para que haja efetivo desenvolvimento das habilidades técnicas e teóricas que são requisitos da área, pois envolvem as seguintes noções/conceito e práticas: q Análise e o tratamento documental; q Criação de catálogos e ı́ndices; q Noções práticas de conservação e preservação; q Reconhecimento da memória como vetor do presente; q Instituição do patrimônio como portador de identidades; q Documento como mediador e receptor da informação; q Reconhecimento da web como ferramenta essencial de disseminação do conhecimento produzido. O contato com o acervo documental se dará na própria fazenda, sendo permitida sua saı́da apenas durante o processo de restauração e digitalização, com permissão do proprietário. Este estudo tem uma importância única, ao retratar a influência da região do Oeste Paulista na produção cafeeira do Brasil no século XX, através da fazenda Santa Cecı́lia, poderá desenvolver-se no sentido regional. A partir das considerações e análises histórico-documental pautadas na corrente historiográfica da micro-história, procura-se compreender o recorte temático-geográfico-temporal especı́fico da Fazenda Santa Cecı́lia e suas relações com a história regional e nacional. Assim, a partir deste micro-contexto que é a fazenda e as relações sociais e econômicas dela advindas, outros micro-contextos a serem abordados de 2.2 - Como deverá ser acondicionada 9 maneira secundária estão com seu núcleo central na famı́lia Sampaio Moreira. Outra abordagem referenciada neste projeto é a “história oral”, metodologia aplicada mediante entrevistas realizadas com os descendentes da famı́lia Sampaio Moreira, que depois de transcritas, tornam-se valiosas fonte de informação. O trabalho solidificará os conceitos e aproximações entre as Ciências da Informação e a História. A pesquisa histórica é intima dos documentos, utiliza-os e deles sobrevivem. A história e a memória são feitas, também, com documentos. 2.2 Como deverá ser acondicionada Para o tratamento e restauração a serem realizados sobre os documentos da fazenda devem ser levados em consideração alguns aspectos: q Deve haver uma climatização pontual: controle de umidade e temperatura; q Controle sobre todos os riscos que podem danificar ou modificar a documentação; q Deve ser realizado um controle contı́nuo após a instalação do centro de documentação dos fatores ambientais que podem vir a interferir na conservação dos documentos; q Apoio técnico de entidades e associações da área; q Realização de microfilmagem e leitura do material; q Instalação de um centro de memória da região considerando que outras fazendas entrarão no projeto; q Deve-se levantar o valor arquitetônico da fazenda aliado à documentação; Após a instalação do centro de documentação deve haver uma viabilização do acesso de pessoas interessadas a estes documentos para trabalhos e/ou pesquisas acadêmicas, mediante autorização. Será realizado o compartilhamento da história do café, da qual a Fazenda Santa Cecı́lia faz parte, com a perspectiva da Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo em RP. 3. Objetivos 3 Objetivos 3.1 Objetivos Gerais O Centro de Documentação e Memória − CMDCSC − tem como objetivo envolver os alunos do curso de Ciência da Informação e da Documentação, DEDIC − FFCLRP, assim como de outras áreas das exatas e humanas do campus USP e outras universidades que participarão das pesquisas dirigidas à recuperação, tratamento e disseminação da documentação da fazenda. Podemos destacar algumas atividades como: q Pretende-se realizar uma preservação e organização dos documentos históricos com mais de 100 anos de existência; q Serão desenvolvidos projetos criativos estimulando os pesquisadores do curso de Ciência da Informação e Documentação, entre outros, a serem multiplicadores das ações otimizadas na construção da memória do café; q Realizar exposições temporárias ou permanentes com o material do acervo; q Disponibilizar on line grande parte do acervo; q Organizar um arquivo de história oral com depoimentos de ex-proprietários, pessoas que conviviam nesse ”corredor cafeeiro”, ex-trabalhadores da região e historiadores; q Disponibilizar conteúdo no site, de maneira que este possa ser utilizado também como referência na área da educação, servindo como base para criação de materiais didáticos. 3.2 Objetivos Especı́ficos Os objetivos especı́ficos deste projeto são: 11 3.2 - Objetivos Especı́ficos 12 q Produção de artigos e livros, resultante do trabalho realizado; q Produção de site, material audiovisual, fotografias, resumos para sites educacionais; q Contribuição do grupo da Fı́sica no estudo do restauro e funcionamento dos equipamentos cafeeiros da fazenda; q Relação interdisciplinar entre o grupo da Fı́sica e o grupo da Ciência da Informação e Documentação na busca de construir um contexto que melhor elucide a situação e atuação da Fazenda Santa Cecı́lia na produção de café. 3.2.0.1 Etapas e Fases de Execução Abaixo encontram-se delineadas as etapas e fases de execução quanto ao acervo documental presente na Fazenda Santa Cecı́lia: q Elaboração e coordenação dos projetos especı́ficos de pesquisa: histórica, documental, maquinário/objetos e treinamento, cujo prazo máximo é junho de 2012. Área de apoio à pesquisa cientı́fica, equipamentos para implantação de Centro de Documentação e difusão cultural - treinamento e acompanhamento dos estagiários para elaboração de projetos na área da Fazenda Santa Cecı́lia. q Coordenação e participação de estagiários nos trabalhos de definição das metodologias das determinações de campo de pesquisa, cujo prazo máximo é de junho de 2012. Área de apoio à pesquisa: acervos e bibliotecas públicas e privadas - treinamento e acompanhamento dos estagiários para execução de projetos na área de tratamento e preservação documental do acervo da Fazenda Santa Cecı́lia, viagens às cidades e fazendas circunscritas no levantamento da documentação cafeeira. q Execução, coordenação e participação de estagiários nos trabalhos de produção de dados e interpretação da análise documental do acervo da Fazenda Santa Cecı́lia, entre outros conjuntos documentais (pesquisa em arquivos públicos e privados): resultados experimentais e efetivos, cujo prazo máximo é janeiro de 2012. q Execução, coordenação e participação de estagiários nos trabalhos de produção, levantamento de dados e interpretação da análise documental do acervo da Fazenda Santa Cecı́lia, entre outros conjuntos documentais (pesquisa em arquivos públicos e privados): resultados experimentais e efetivos, cujo prazo máximo é fevereiro de 2012. . q Execução, coordenação e participação de estagiários nos trabalhos de produção de exposição, sites e representação da interpretação da análise documental do acervo da Fazenda Santa Cecı́lia entre outros conjuntos documentais (pesquisa em arquivos públicos e privados): resultados experimentais e efetivos, cujo prazo máximo é março de 2012. 3.2 - Objetivos Especı́ficos 13 Figura 3.1. Plano de classificação do grupo da Ciência da Informação e Documentação. q Execução, coordenação e participação de estagiários nos seminários nacionais e internacionais da análise e interpretação documental e implantação do Centro de Documentação do acervo da Fazenda Santa Cecı́lia, entre outros conjuntos documentais. (pesquisa em arquivos públicos e privados): resultados experimentais e efetivos, cujo prazo máximo é março de 2012. q Execução, coordenação e participação de estagiários nos seminários nacionais e internacionais da análise e interpretação da análise documental e implantação do Centro de Documentação do acervo da Fazenda Santa Cecı́lia, entre outros conjuntos documentais (pesquisa em arquivos públicos e privados): resultados experimentais e efetivos: Implantação do Centro de Documentação, cujo prazo máximo é abril de 2012. q Execução, coordenação e participação de estagiários nos seminários nacionais e internacionais e interpretação da análise documental e implantação do Centro de Documentação do acervo da Fazenda Santa Cecı́lia, entre outros conjuntos documentais (pesquisa em arquivos públicos e privados): resultados 3.2 - Objetivos Especı́ficos 14 Figura 3.2. Plano de classificação do grupo da Ciência da Informação e Documentação. experimentais e efetivos: Implantação do Centro de Documentação, cujo prazo máximo é maio de 2012. q Execução, coordenação e participação de estagiários nos seminários nacionais e internacionais e interpretação da análise documental e implantação do Centro de Documentação do acervo da Fazenda Santa Cecı́lia, entre outros conjuntos documentais (pesquisa em arquivos públicos e privados): resultados 3.2 - Objetivos Especı́ficos 15 experimentais e efetivos: Implantação do Centro de Documentação, Exposição e Publicação de Livro, dois produtos que estarão sujeitos à aprovação de projeto especı́fico, não constando no custo ou discriminado no presente orçamento e contrato, cujo prazo máximo é junho de 2012. q Relatório de Resultados: Execução, coordenação e participação de estagiários e produtos no processo de implantação do Centro de Documentação do acervo da Fazenda Santa Cecı́lia, entre outros conjuntos documentais (pesquisa em arquivos públicos e privados): resultados experimentais e efetivos: Implantação do Centro de Documentação, cujo prazo máximo é julho de 2012. 3.2.1 Fı́sica Clássica - Teoria e Aplicação em Equipamentos Cafeeiros Com a evolução industrial ocorrida no século XVIII, e com maior intensidade no século XIX, ficou nı́tida para a comunidade cientı́fica a importância da fı́sica e engenharia e suas aplicações na criação e adaptação de novas tecnologias em benefı́cio da sociedade. É com esta ideologia que o grupo de Fı́sica da USP contribuirá no projeto “Centro de Documentação Fazenda Santa Cecı́lia”, sob financiamento da empresa Rotunda e em conjunto com a Fundação de Apoio às Ciências: Humanas, Exatas e Naturais (FAC/USP). Uma análise sob a Fı́sica Newtoniana e suas aplicações em todos os equipamentos cafeeiros da Fazenda Santa Cecı́lia se faz necessária, para que possamos entender de maneira mais clara como os inventores da época adaptavam os equipamentos disponı́veis a cada situação proposta. O trabalho interdisciplinar da Fı́sica com a Ciência da Informação e Documentação buscará entender mais a fundo como ocorreu o processo de produção de café na Fazenda Santa Cecı́lia. O referido projeto foi idealizado pela Profa. Dra. Silvia Maria do Espı́rito Santo, do curso de Ciências da Informação e Documentação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP). 3.2.1.1 Atividades do Projeto Durante todo o perı́odo de participação no projeto, o grupo da Fı́sica vem realizando as seguintes atividades: q Levantamento de como eram e quais eram os equipamentos cafeeiros utilizados no inı́cio do século XX, até a sua aplicação na fazenda; q Obtenção de imagens (fotos) de alta qualidade, cuja finalidade seja dar suporte ao site da fazenda e utilizada para realização de esquemas fı́sicos e/ou animações para melhor elucidar a produção de café ocorrida no inı́cio do século XX; q Aplicação da fı́sica clássica para explicação do princı́pio de funcionamento do maquinário que compõe a fazenda; 3.2 - Objetivos Especı́ficos 16 q Suporte na área da fı́sica e engenharia para restauração de maquinários que constituem a fazenda; q Suporte contı́nuo de material para alimentar o site da fazenda. 3.2.1.2 Esquema de Participação da Fı́sica no Projeto Segue o esquema de produção do grupo da Fı́sica, além de algumas imagens de equipamentos e lugares presentes na Fazenda: Figura 3.3. Resumo das atividades do grupo da Fı́sica. 3.2.1.3 Gerenciamento de Risco Devido à importância do acervo a ser implantado na fazenda esta sendo feito um levantamento sobre os riscos que os documentos podem sofrer no local. Esta sendo verificada a vulnerabilidade e exposição que estes documentos sofrerão no centro de documentação a ser implantado. Dentre os vários fatores de risco no local, destacamos alguns agentes como: q Forças fı́sicas; q Criminosas; q Fogo; 3.2 - Objetivos Especı́ficos 17 Figura 3.4. Fotos de equipamentos que eram utilizados na época da produção de café (Fotos: Francisco Sampaio & Lucas Del Lama, Agosto de 2011). Figura 3.5. Tulha, local em que se realizava o processamento do café (Fotos: Francisco Sampaio & Lucas Del Lama, Agosto de 2011). q Água; q Pragas; 3.2 - Objetivos Especı́ficos 18 Figura 3.6. Imagem paranorâmica na qual visualiza-se todo o terreiro de secagem do café (Fotos: Francisco Sampaio & Lucas Del Lama, Setembro de 2011). q Poluentes; q Luz Ultravioleta; q Variações de temperatura e umidade 4. Metodologia 4 Metodologia 4.1 Proposta de Funcionamento 4.1.1 Recursos Materiais A sua criação oficial, através dos instrumentos formais adequados, que contemplem denominação, natureza, finalidade, objetivos, subordinação, estrutura interna e funções; instrumentos esses aprovados pelas instâncias competentes. Os passos seguintes seriam a definição do espaço fı́sico e recursos humanos: q Gestão: responsável pela gestão/coordenação geral do centro, tanto do ponto de vista técnico-cientı́fico quanto do administrativo; y Administração: responsável pelo apoio administrativo do Centro, no exercı́cio de suas competências. Poderá desenvolver atividades de acordo com o grau de autonomia jurı́dico-administrativa do centro; q Área de tratamento documental: responsável pelo tratamento documental do acervo arquivı́stico, bibliográfico e hemerográfico, treinamento dos estagiários para elaboração de projetos na área; q Área de conservação e reprografia: responsável pela conservação fı́sica do acervo e pelos serviços de reprodução de documentos, treinamento dos estagiários para elaboração de projetos na área; q Área de apoio à pesquisa e mediação cultural: responsável pelas pesquisas instrumentais, pela elaboração de referências, pelo atendimento ao público, pela divulgação do Centro e pelo intercâmbio com instituições afins, treinamento dos estagiários para elaboração de projetos na área; 20 4.1 - Proposta de Funcionamento 4.1.2 21 Recursos Humanos O passo inicial, como a instalação de equipamentos e contratos dos estagiários e bolsistas, é fundamental para materializar o centro. Podemos destacar atividades importantes a serem aplicadas no centro de documentação: q Área De Tratamento Documental: treinamento dos estagiários para elaboração de projetos na área. Participação em oficinas oferecidas na Associação de Arquivistas de São Paulo; q Área de conservação e reprografia: treinamento dos estagiários para elaboração de projetos na área; q Área de apoio à pesquisa e difusão cultural: treinamento e acompanhamento dos estagiários para elaboração de projetos na área; q Preparação de texto para apresentação em Seminários, Congressos e Oficinas; q Preparação de textos (equipe), imagens e arte gráfica (Cláudio Novaes) para apresentação em Exposição e Livro; q Área de apoio à pesquisa e difusão cultural: realização de toda a equipe e estagiários para elaboração de projetos de exposição do acervo na área; q Finalização de textos (equipe), imagens e arte gráfica para apresentação em Exposição e Livro. Figura 4.1. Organograma mostrando as diversas áreas existentes no gerenciamento de um Centro de Documentação. 4.2 - Área de Atuação Multidisciplinar 4.2 22 Área de Atuação Multidisciplinar O estudo interdisciplinar tem importância no sentido colaborativo, de fomentação, de ampliar o conhecimento utilizando ferramentas contemporâneas, ao retratar a influência da região do antigo Oeste Paulista, na produção cafeeira do Brasil no inı́cio do século XX, ocorrida na Fazenda Santa Carlota, hoje denominada Santa Cecı́lia. A agregação do estudo literário ao estudo do contexto industrial da época, e da influência da chegada de máquinas de beneficiamento de café para a região, e como estas foram adaptadas ao local, tornaram-se dispositivos para um entendimento mais completo do desenvolvimento regional. Haverá na perspectiva multidisciplinar uma busca em retratar ao máximo a visão dos engenheiros da época no desenvolvimento destes maquinários, buscando no estudo da fı́sica newtoniana a solução para vários problemas encontrados naquela época, seja no tipo de equipamento a ser desenvolvido até a sua aplicação e adaptação na fazenda destinatária. Uma explicação fı́sica do funcionamento do complexo maquinário cafeeiro presente na Fazenda Santa Cecı́lia tem como objetivo deixar de forma clara e sucinta, a ideia de como este maquinário funcionava e mostrar através de princı́pios fı́sicos o tipo de equipamento escolhido e adaptado ao modelo da fazenda. Este projeto será iniciado com um estudo histórico, partindo da descrição dos equipamentos cafeeiros utilizados no inı́cio do século XX, até a sua aplicação na fazenda. Com este intuito, será dado um suporte na área da fı́sica e engenharia para restauração de maquinários que constituem a fazenda no que diz respeito a: q Levantamento histórico de todo o maquinário em questão, assim como o contexto industrial que se encontrava na época de sua aplicação; q Explicação de funcionamento e princı́pio fı́sico aplicado aos maquinários. A união da Fı́sica com a Ciência da Informação e Documentação tem a finalidade de realizar um trabalho interdisciplinar no estudo sobre a produção de café na Fazenda Santa Cecı́lia, buscando elucidar de maneira mais clara e prática de que maneira ocorreu o processo de produção na fazenda. Para tanto, este projeto conta com a participação e colaboração de dois doutorandos do programa de pós graduação em Fı́sica Aplicada a Medicina e Biologia (FAMB) da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP) e um aluno de graduação do curso de Fı́sica Médica, também, da mesma faculdade. 4.3 Implantação do Centro de Documentação Abaixo segue a planta do centro de documentação que será instalado próximo a entrada da Fazenda Santa Cecı́lia. 4.4 - Equipamentos a serem instalados 23 Figura 4.2. Planta do Centro de Documentação. 4.4 Equipamentos a serem instalados Para o adequado funcionamento do centro de documentação a ser instalado na fazenda, foi sugerido a compra de alguns equipamentos: q Mesa restauradora com dimensões de 100 × 150 cm; Esta deve ser instalada no centro da sala pequena (antiga cozinha) q Mesa de higienização (tipo capela) com dimensões de 50 × 100 cm; Esta mesa de possuir rodinhas de modo que seja móvel q Espátula térmica; Esta ficará como acessório em cima da mesa restauradora q Suporte para rolos de papel para embalagem com dimensões de 100 × 40 cm; Este deve ser instalado na parede à uma altura de aproximadamente 150 cm q Mesa suporte para rolo de poliéster com dimensões de 100 × 70 cm; q Armário embutido com dimensões de aproximadamente 270 × 50 × 70 cm; Este deve ser instalado na parede à uma altura de aproximadamente 150 cm q Mapoteca vertical com dimensões de 50 × 150 × 130 cm; 4.4 - Equipamentos a serem instalados 4.4.1 24 Descrição de Processos de Higienização Esta descrição apresenta-se com o objetivo de orientar as atividades básicas de conservação do acervo do Centro de Documentação da Fazenda Santa Cecı́lia. As ações para conservação de documentos que compõem os acervos de arquivos e Centros de Documentação devem respeitar a composição do material que os constituem, e seu comportamento em relação ao ambiente em que estão inseridos. Esses acervos são constituı́dos normalmente de documentos textuais, manuscritos, fotografias, desenhos, projetos e plantas produzidos em diversas técnicas em épocas diferentes. Os cuidados a serem tomados no momento em que se faz uma simples limpeza, tanto no ambiente, como dos documentos requerem procedimentos cientı́ficos. As alunas de iniciação cientı́fica do Projeto de Implantação do Centro de Documentação da Fazenda Santa Cecı́lia dedicam-se no estudo de metodologias para este fim. Figura 4.3. Processo de higienização dos documentos. Figura 4.4. Processo de higienização dos documentos. 4.4 - Equipamentos a serem instalados 25 Figura 4.5. Processo de higienização dos documentos. 4.4.1.1 Monitoramento Periodicamente todo o acervo como as áreas de armazenamento e o prédio de um Centro de Documentação devem ser monitorados sistematicamente, quanto à: q Infestação de insetos q Contaminação por microorganismos q Calor q Umidades Para auxiliar nesse monitoramento algumas regras básicas devem ser seguidas para evitar situações incontroláveis, observando no dia a dia, os seguintes aspectos: q Evitar a presença de água seja por infiltração, inundações (exemplo: banheiro), baldes com água do serviço de limpeza ou qualquer outra situação semelhante. Se for detectada a presença de umidade de qualquer natureza, medidas devem ser tomadas imediatamente para solucionar o problema; q Manter toda a área do acervo, depósito, estantes e invólucros externos, sempre higienizados, livres de poeira; q A limpeza das áreas de armazenamento do acervo deve ser realizada com produtos que evaporem rapidamente, preferencialmente o álcool etı́lico 70%, que auxilia no controle de contaminação por microorganismos; q Manter totalmente fechadas as janelas e portas da área de armazenamento do acervo. Pois se estas estiverem abertas possibilitarão a entrada de ar externo e consequentemente ocorrerão alterações nos ı́ndices de temperatura e umidade relativa do ar, provocando oscilações indesejáveis à conservação do acervo; 4.4 - Equipamentos a serem instalados 26 Higienização Mecânica A limpeza dos documentos ou higienização mecânica é um método de limpeza a seco, eficiente para remoção de sujidades superficiais de documentos e objetos de arquivos, museus, centros de documentação e bibliotecas. Os métodos de limpeza superficial envolvem materiais como: pincéis, espátulas, aspiradores e borrachas. Figura 4.6. Ilustração do processo de higienização mecânica. 4.4.1.2 Descrição dos Materiais Pincéis: devem ser de cerdas macias e bem flexı́veis. A parte metálica do pincel deve ser protegida com fitas ou outros materiais para evitar que as partes de metal danifiquem os papéis. Espátulas: são eficientes para remoção de grampos ou outros materiais metálicos aderidos aos documentos. É importante que se faça a remoção com cuidado para não rasgar o documento. Essas espátulas podem auxiliar na remoção de sujidades incrustadas. Figura 4.7. Tipos de pincéis, da esquerda para direita: escova com cerdas macias; trincha de cerdas macias; dois pincéis finos de cerdas firmes e espátula plástica. 4.4 - Equipamentos a serem instalados 27 Aspirador de pó: servem para a limpeza do mobiliário e também para a limpeza superficial dos livros: bordas, capas e lombadas. Os aspiradores devem estar equipados com tela fina de proteção para não danificar os livros. Borrachas: devem ser utilizadas como auxilio na limpeza de capas, bordas e lombadas. No bloco de notas devem ser utilizadas somente quando esse não estiver nada escrito, pois a borracha pode apagar anotações perdendo assim informações que podem ser relevantes. Figura 4.8. Aspirador de pó e borracha Mars plastic. 4.4.1.3 Métodos Recomenda-se o uso de luvas cirúrgicas descartáveis, essa recomendação deve ser seguida, porque artefatos de papel absorvem os óleos, os ácidos e os sais produzidos pela pele. Esses produtos são transferidos para o papel causando danos locais irreversı́veis. O documento deve ser colocado sobre uma superfı́cie limpa e cuidadosamente segurado para preceder a limpeza. O pincel deve ser passado de baixo para cima. A higienização superficial de livros pode ser feita com pincel e/ou aspirador. O local de trabalho deve estar sempre limpo para se evitar a contaminação do ambiente. Essa medida reduzirá as chances de contaminação do ambiente, mas é importante salientar que não as eliminam completamente, por isso, a necessidade do uso de equipamentos de proteção individuais descartáveis. Sempre que terminar a atividade do dia, as mesas de higienização devem ser minuciosamente limpas com um pano umedecido e, por último, álcool etı́lico a 70%. Os instrumentos de uso na higienização superficial devem ser deixados devidamente organizados e limpos em local previamente determinado. Os documentos depois de higienizados devem ser acondicionados em embalagens adequadas à sua conservação. Assim recomenda-se a utilização de papéis de pH neutro ou alcalino, dependendo do material de composição do documento, para a confecção das embalagens que estiverem em contato direto com o mesmo. 4.4 - Equipamentos a serem instalados 28 Figura 4.9. Limpeza da superfı́cie onde será realizada a higienização. Figura 4.10. Higienização da capa do livro com escova macia que deve ser passada de baixo para cima. 4.4.2 Gerenciamento de Risco Em Setembro de 2011 os grupos CID e Fı́sica realizaram o curso de gerenciamento de riscos ministrado em São Paulo, para dar subsı́dios na ação gerencial da conservação preventiva. Livros, fotografias e quaisquer outros registros, especialmente se impresso em papel, estão vulneráveis às condições de seu ambiente de armazenamento. Fatores como o calor, a umidade, a luz e os poluentes do ar produzem reações quı́micas destrutivas sobre os documentos. Museus, bibliotecas, associações históricas, enfim qualquer tipo de centro de documentação também está sujeita a esses fenômenos deletérios, porém possui uma responsabilidade bem maior devido à preservação de suas coleções para futuras gerações. Embora não se possam eliminar todas as causas responsáveis pela deterioração seja qual for o acervo histórico, sua ação pode ser bastante reduzida a partir do acondicionamento do ambiente em que ele está armazenado. O controle de alguns agentes de deterioração como a luz são relativamente fáceis e pouco onerosos. 4.4 - Equipamentos a serem instalados 29 Contudo, o controle de outros agentes como o clima (temperatura e umidade relativa) torna-se uma tarefa um pouco mais complicada. Para se obter êxito no correto acondicionamento do acervo, é essencial que este seja constantemente monitorado. Para tanto, os arquivistas devem adquirir indicadores para cada agente especı́fico a fim de monitorar as áreas de armazenamento. Considerando-se as diversas maneiras para se armazenar os registros históricos é preciso compreender bem a relação e a ação de cada agente. A começar pela umidade relativa, esta é expressa percentualmente através de uma grandeza que define a quantidade de vapor de água em um corpo de ar para dada temperatura em relação à quantidade de vapor de água que o ar poderia conter em sua máxima saturação (100%). A umidade relativa que o ar pode apresentar aumenta significativamente com o aumento da temperatura do meio, sendo o recı́proco verdadeiro, e como são frequentemente interdependentes quanto aos danos ao papel, elas são tratadas juntas. Para se obter a máxima estabilidade quı́mica, recomenda-se que a temperatura de armazenamento do papel seja a menor possı́vel. Para documentos impressos ou escritos sobre o papel, uma faixa de temperatura variando desde temperaturas gélidas como -18o C até temperaturas mais razoáveis como 18o C seriam as mais recomendadas para o ambiente. Além desse intervalo, recomenda-se que ocorram poucas flutuações de temperatura, uma vez que isso aumenta a taxa de degradação do papel (SHAHANI, 1989). Ainda com a finalidade de aumentar a estabilidade quı́mica do acervo e reduzir ações degradantes, recomenda-se baixos valores de umidade relativa. Para uso cotidiano, o papel pode ser seguramente manuseado com umidades relativas ao redor de 20%. Todavia, se o papel encontra-se dobrado, valores um pouco maiores como 30% seriam mais seguros durante o manuseio. Historicamente, recomendam-se umidades relativas de 50% ou maiores para o armazenamento de documentos, já que o papel torna-se mais maleável para esses valores de umidade relativa. Isso baseia-se no fato de que a resistência de papéis dobrados é de duas ou três vezes maior em 50% de umidade relativa do que em 25% (CROOK, 1962). Na verdade, a Organização Nacional de Padrões de Informação (National Information Standards Organization, NISO) recomenda que para se evitar mofo, documentos feitos de papel, couro e pergaminhos devem ser armazenados em umidades relativas menores do que 55% (WILSON, 1995), embora nem todos os dados da literatura concordem com essa recomendação. O quı́mico sueco Svante August Arrhenius (1859-1927) desenvolveu uma relação matemática entre a taxa de reação relativa e a temperatura absoluta de um determinado corpo. Isso foi possı́vel a partir da relação entre a energia de ativação (energia mı́nima necessária para promover transformações e reações moleculares) e a temperatura do corpo. Verificou-se que há uma relação de proporcionalidade entre a taxa de reação e a variação de temperatura. Essa relação é capaz de proporcionar informações significativas aos arquivistas e bibliotecários em relação às possı́veis consequências de se armazenar acervos sob condições de temperatura e umidade relativa indesejáveis. Aliás, é de considerável relevância o ganho na longevidade que 4.4 - Equipamentos a serem instalados 30 Figura 4.11. Tabela com todos os possı́veis riscos que a documentação do acervo pode sofrer ao longo do tempo. pode ser atingido com armazenamento em temperaturas congelantes, abordagem 4.4 - Equipamentos a serem instalados 31 essa adotada para acervos que possuem valor inestimável, em condições precárias e com pouca freqüência de uso. A temperatura e umidade relativa devem variar entre determinados limites, os quais são diferentes para cada ambiente dependendo de fatores como infiltrações, eficiência de isolamento, o tipo e a capacidade do sistema de refrigeração, acurácia dos dispositivos de controle, etc. Embora existam fontes luminosas especı́ficas para arquivos e bibliotecas, as formas de iluminação mais comuns são as lâmpadas fluorescentes, as incandescentes e a luz natural proveniente das janelas. Na Fı́sica, a energia da radiação luminosa é definida de acordo com o comprimento de onda, λ, que a luz apresenta. A energia da luz aumenta de acordo com que o comprimento de onda diminui. A celulose é transparente para luz com comprimentos de onda entre 330 e 450 nm. Dessa forma, a luz que degrada a celulose tem de ser absorvida por impurezas, pela lignina e outros materiais no papel e promovem modificações quı́micas na celulose. De fato, a fotólise da celulose, que é a quebra direta das ligações interatômicas da molécula, ocorre no espectro do ultravioleta, especificamente para comprimentos de onda abaixo de 340 nm (PADFIELD, 1965). Outros autores defendem que as fontes luminosas tanto do local de armazenamento quanto de consulta devem ser filtradas para comprimentos de onda abaixo de 415 nm (WILSON, 1995), eliminando, assim, a maioria dos danos fotoquı́micos. Como parte do processo primário, a energia radioativa que é absorvida pelos documentos pode ser convertida tanto em calor, como em geração de mais luz, através da fluorescência. Porém, essa energia também pode ser transferida à outras moléculas por colisões e outras reações serem ativadas. Essas são as reações que mais preocupam os responsáveis pelos acervos, pois são as responsáveis pelos maiores danos nas coleções. Em uma escala arbitrária, estipula-se que o dano relativo à celulose varia de acordo com a tabela abaixo (HARRISON, 1954): Tabela 4.1. Estimativa do dano da luz ao acervo em função do comprimento de onda. Comprimento de Onda (nm) Dano Relativo (u.a.) 546 1 436 22 405 60 389 90 365 135 Apesar de que os documentos, normalmente, encontram-se em arquivos ou caixas e a exposição à luz ocorrer apenas quando eles estão em uso, suas lombadas estão vulneráveis à luminosidade e ao proceso de descoloração. Assim, para situações em que as limitações orçamentárias não permitem grandes controles com relação à iluminação, lâmpadas incandescentes de baixa potência 4.4 - Equipamentos a serem instalados 32 são a primeira escolha, já que não emitem radiação ultravioleta (a filtração é algo questionável). A próxima escolha seriam as lâmpadas fluorescentes, que apresentem as menores emissões ultravioleta possı́veis. A luz solar não filtrada proveniente de janelas de vidro devem ser sempre evitadas devido a substancial componente ultravioleta em seu espectro. Matéria particulada envolve uma vastidão de possı́veis contaminantes, que são gerados tanto dentro quanto fora do centro de documentação. É comum remover a maior parte dessas partı́culas ao mover o ar por filtros, os quais permitem a passagem apenas de partı́culas de tamanhos especı́ficos, de acordo com sua porosidade. Apesar de existire filtros que removem partı́culas menores, esses têm grande resistência do ar, necessitando de mais energia para movimentar o ar pelo sistema. A ação dos contaminantes gasosos nos registros é a longo prazo e, por muitas vezes, os efeitos não são exibidos por anos. Contudo, embora pouco notável, os danos podem ser devastadores. Gases como o dióxido de enxofre, o dióxido de nitrogênio e o ozônio são reconhecidos como os principais contaminantes para as bibliotecas e os arquivos. A partir de dados da literatura, a maioria ou toda essa A contaminação pode ser removida por purificadores de ar, os quais são projetados com alguma forma de absorvedor, normalmente por carvão ativado (KELLY, 1993). Além disso, as localizações das entradas de ar externas devem evitar locais em que existam altas concentrações de poluentes, como no nı́vel da rua, próximo de exaustores de descarga ou próximos de estacionamentos não pavimentados. Inclusive, algumas normas de bibliotecas e museus permitem a suspensão temporária da entrada de ar durante a hora do rush, a fim de diminuir a entrada de poluentes veiculares. A determinação dos nı́veis máximos de contaminante gasosos depende, em suma, dos limites de detecção dos instrumentos e da capacidade dos filtros em remover tais contaminantes. Os nı́veis máximos para os contaminantes gasosos supracitados variam entre 5-10 ppb por unidade de volume (WILSON, 1995). O dióxido de enxofre é um gás que é imediatamente absorvido pelo papel, sendo a quantidade absorvida dependente do tipo de papel e da concentração desse gás no ambiente. Além disso, a quantidade absorvida é diretamente proporcional à temperatura e à umidade relativa do ar. Dessa maneira, a probabilidade de maior degradação está vinculada a ambientes com maiores temperatura e umidade relativa do ar (WILSON, 1984), uma vez que o dióxido de enxofre, assim como o dióxido de nitrogênio (LITTLE, 1964), acelera a fotodegradação da celulose. Já o ozônio é especialmente danoso para as cores impressas sobre o documento (CASS, 1991). Dadas as inerentes caracterı́sticas de estabilidade de determinados tipos de impressões, slides ou negativos e assumindo bons cuidados no processamento e manuseio, assim como os documentos em papel, a vida útil de fotografias e filmagens será determinada pelas condições de armazenamento e exibição. Independentemente da umidade relativa do ar, todas as formas de deterioração de fotografias sejam elas coloridas ou em preto e branco diminuem simultaneamente quando a temperatura também é reduzida. Caso nı́veis satisfatórios de umidade, em geral em torno de 40% (The Art Institute of Chicago), possam ser mantidos, 4.5 - Restauro da Fazenda 33 as temperaturas de armazenamento devem ser tão baixas quanto economicamente possı́vel e as temperaturas de exibição e áreas de trabalho tão baixas quanto o conforto térmico humano possa permitir. Para impressões e filmagens em preto e branco temperaturas que não excedam 21o C têm sido frequentemente recomendadas para armazenamento a médio prazo (tempo de vida útil superior a 10 anos). Porém, para aquelas armazenadas em temperatura ambiente, a umidade relativa mostra-se muito mais importantes em termos de sua preservação (ANSI, 1991). De fato, a umidade relativa mostra-se, também, um fator muito importante no desvanecimento e na descoloração de fotografias coloridas, todavia, desde que a umidade não ultrapasse valores superiores a 65-70% por longos perı́odos de tempo (o que poderia proporcionar ambiente favorável para o aparecimento de fungos), a temperatura de armazenamento mostra-se como um fator bem mais significativo para a maioria das impressões, slides e negativos. Como regra geral, a taxa de desvanecimento das cores de imagens coloridas dobra para cada aumento de 10o C na temperatura (WILHELM, 1993). Independentemente da temperatura, a umidade relativa para o armazenamento tanto de filmagens quanto de impressões, coloridas e/ou preto e brancas, deve ser, idealmente, entre 20-30%. Isso uma vez que a alta umidade relativa aumenta consideravelmente as taxas de quase todo tipo de deterioração fı́sica da imagem. Tanto a oxidação quanto a sulfatação aumentam muito mais rapidamente em umidades elevadas. Inclusive, para valores superiores a 65%, o próprio oxigênio presente no ar pode começar a atacar espontaneamente as imagens que contêm prata. Alterações de umidade em curto espaço de tempo devem ser minimizadas em fotografias. Idealmente, essas flutuações devem ser limitadas a não mais do que ±5%, isto é, de forma gradual como as das mudanças de estação. Flutuações muito grandes na umidade relativa produzem stress fı́sico, que ao longo do tempo pode causar rachaduras na base e/ou emulsão, separação das camadas e outras formas de deterioração. Filmes e fotografias sem a gelatina anti-curvamento atrás da emulsão têm tendências de se curvarem em condições constantes de baixa umidade de modo que o stress induzido pela baixa umidade na armazenagem pode, com o tempo, causar rachaduras na emulsão ou outros danos fı́sicos. A patir disso, sugeriu-se, assim como os documentos enrolados de papel, que umidades de armazenamento maiores como 50% são preferı́veis. 4.5 Restauro da Fazenda A Fazenda Santa Cecı́lia, localizada no municı́pio de Cajuru, se configura como uma dos maiores complexos cafeeiros históricos do Estado de São Paulo com os seus mais de 50 edifı́cios e estruturas funcionais. A alta representatividade da Fazenda Santa Cecı́lia enquanto patrimônio cultural rural paulista se vale sobretudo pela presença de um circuito completo da tecnologia produtiva histórica agrı́cola 4.5 - Restauro da Fazenda 34 do nosso paı́s, que abrange não apenas o vetor terreiro-tulha-armazéns-ferrovia relacionados ao café, mas também apresenta importante testemunhos de sistemas de processamento de grãos e da produção do açúcar em meados do século XX. A Capela, o Clube e o Laboratório, os equipamentos funcionais, a Sede principal e as casas de colonos completam, coerentemente, todas as dimensões culturais de uma História Econômica, Artı́stica e Tecnológica do paı́s, do Estado e, eloqüentemente da região. Grande parte do seu conjunto edificado se encontra em ótimo estado de conservação, sem problemas estruturais ou de integridade de seus sistemas construtivos ou funcionais. Por se tratar de um verdadeiro acervo de alto valor histórico, tecnológico e arquitetônico, a Fazenda Santa Cecı́lia será tema de intervenções técnicas rigorosas para promover a correta preservação de suas estruturas edificadas. Serão três as modalidades que segundo o estado de conservação: q Restauro: restituição dos valores formais e técnicos segundo dados e indı́cios cientificamente comprovados, visando a inteligibilidade, a segurança estrutural e a funcionalidade do edifı́cio; q Conservação Preventiva: conjunto de intervenções de mı́nimo impacto, que visam prevenir futuros danos ou colapsos em sua integridade e funcionalidade, assim como favorecer a sua conservação; q Requalificação: conjunto de intervenções que visam converter espaços e ambientes para novas funções e necessidades, introduzindo, coerentemente, materiais e soluções novas para substituir áreas faltantes ou em ruı́na. Todos os projetos de restauro, conservação ou requalificação no conjunto histórico da Fazenda Santa Cecı́lia seguirão as metodologias técnicas e cientı́ficas consagradas, para favorecer a implantação de um programa de uso baseado na valorização desse Patrimônio Cultural Rural Paulista, da História da tecnologia brasileira e das demais atividades sociais, corporativas e de pesquisa previstas. Todo o processo de restauração estará sob supervisão do Prof. Dr. Marcos Tognon 5. Acervo 5 Acervo 5.1 Organização A respeito do acervo, o diagnóstico será periodicamente aplicado considerando o volume, a qualidade documental do ponto de vista dos contextos históricos e culturais, se haverá ou não tratamento e sistema de acesso. A participação da comunidade, de pesquisadores e dos alunos do curso de Ciência da Informação e da Documentação, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, entre outras entidades, dedicados a conservação, organização e metodologia da arquivologia, museologia e arquitetura, será fundamental. Este item é importante para mapear a área e considerar como um ponto importante para avaliação do desempenho profissional dos envolvidos no projeto. O exemplo mais próximo de um projeto em que houve uma interferência direta dos meios digitais no contexto histórico museológico e da ciência foi apresentado no Programa Toutes Lês Expositions, Lês Châteaux de Versailles & Trianon, Lês Jardins & Lês Grandes Eaux Dês Visites Exclusives − www.chateuversailles.fr; intitulada: Versailles Royame dês sciences, em janeiro/fevereiro de 2011, em Paris. q Documental textual q Fotográfica q Maquinário/Objetos q Audiovisual 5.1.1 Aquisição Compra e doação de acervos circunstanciados no perı́odo da história do café. 36 5.2 - Acervo com Acessibilidade Pública 5.2 37 Acervo com Acessibilidade Pública Manter o atendimento dos pesquisadores para justificar o fluxo dos documentos e seu uso na construção do conhecimento. 5.2.1 Acervo Documental Abaixo encontram-se listados os documentos mais relevantes presentes na Fazenda Santa Cecı́lia correspondente ao perı́odo cafeeiro: q Livro despesas - pessoais e gerais, caixa, (1889-1900) q Livro Diário (Fazenda São Luis - propriedade de Manuel Ribeiro Lima Diário) (fev. 1919 - ) q Livro Cartas do Administrador 01 (Bessa) q Pasta Classificador. Archivo Particula q Livro Cartas do Administrador 02 (Bessa) q Livro Borrador 1905 desde setembro 1906, 1907 a partir de 1908 e 1909 q Livro Colono Mercadorias 1902-1903 q Serviços Obras n 03 1916, 200 q Borrador 1938-1939 q Livro de registro de colono 1918 q Borrador 1945 q Livro Colono Mercadorias 1900 q Cópia Balanço Geral 1901-1903 q Livro de Registro de colono 1948-1958 q Obs. Dois livros cedidos como empréstimo para centro de documentaçã0 (teste) Fazenda São Luis (Matiza e Mané) q Livro balanço 194 q Livro Colono Mercadorias 1903-1905 q Livro Gado Bovino 1916 q Livro Colheita de café 1905 5.2 - Acervo com Acessibilidade Pública 38 q Documento avulso de divisão da fazenda Santa Carlota 1938 q Pasta de notificação requerente artur de sampaio moreira e requerido José de Stephan 1950 q Inventário do armazém Santa Carlota em Sampaio Moreira realizado em 3 de outubro de 1945 q Livro registro de mercadorias importadas 1950 q Livro boletim diário de ponto e apropriação de serviços 1946 q Livro de Débito e crédito dos colonos 1923 q Livro de registro (5o ) 1907 q Livro 1o Borrador, 1915 q Livro Fazenda Santa Carlota Sampaio Moreira Razão, 1942 6. Orçamento de Recursos 6 Orçamento de Recursos Equipamentos: q interior do laboratório (funcional) q proteção do acervo/acondicionamento q segurança − gerenciamento de risco 6.1 Restauro e Adequação dos Equipamentos ao Prédio Responsável: Prof. Dr. Marcos Tognon (UNICAMP). 6.1.1 Equipamentos e Materiais Técnicos Seladoras Para selar bordas de filmes de poliéster, na confecção de acondicionadores, pastas e jaquetas, sem limite de comprimento. Mesa de luz Uma mesa restauradora deverá ser instalada no centro da sala pequena (cozinha) e deverá possuir dimensões de 100 × 150 cm; Ela é utilizada para localizar imperfeições em documentos, livros, mapas e gravuras, possibilitando as devidas restaurações. Tampo de vidro temeprado, difusor de luz, lâmpadas fluorescentes, confeccionada com estrutura metálica e madeira laminada, revestida em laminado melanı́nico. Equipamentos a serem utilizados para pequenos reparos e conservação. 40 6.1 - Restauro e Adequação dos Equipamentos ao Prédio 41 Figura 6.1. Mesa tipo seladora (Catálogo Di Constan). Figura 6.2. Mesa de trabalho (Catálogo Di Constan). Espátula tipo prancha Figura 6.3. Espátula tipo prancha (Catálogo Di Constan). Espátula de Teflon Usada para alisar superfı́cies, vincar ou dobrar papéis, filmes de poliéster e fitas. 6.1 - Restauro e Adequação dos Equipamentos ao Prédio 42 Figura 6.4. Espátula de teflon (Catálogo Di Constan). Mesas de higienização Utilizadas para recolher as sujidades de documentos, livros, fotogragfias, obras de arte, etc., durante o processo de higienização. Filtro não convencional, utiliza água como elemento filtrante, oferece mais segurança ao operador e ao ambiente. Evita o contato direto do operador com os resı́duos coletados durante a limpeza do filtro. Confeccionada em madeira laminada e revestida com laminado melanı́nico. Lâmpada fluorescente com filtro UV. Tamapa basculante em acrı́lico cristal. Necessitaremos de uma mesa de higienização (tipo capela) com dimensões de 50 × 100 cm. Esta mesa de possuir rodinhas de modo que seja móvel. Figura 6.5. Mesa de higienização (Catálogo Di Constan). Mapoteca com mesa de luz Filme de poliéster (rolo) Deverá haver um suporte para rolos de papel para embalagem com dimensões de 100 × 40 cm; Este deve ser instalado na parede à uma altura de aproximadamente 150 cm. Também será necessário uma mesa suporte para rolo de poliéster com dimensões de 100 × 70 cm; 6.2 - Manutenção 43 Figura 6.6. Mapoteca (Catálogo Di Constan). Lupas de bancada Porta pincéis Bancada de trabalho (sob medida) Espátula térmica Espátula com controle de temperatura. Disponibilidade de pontas ativas em diferentes formatos, adaptáveis às diversas necessidades. Esta ficará como acessório em cima da mesa restauradora. Figura 6.7. Espátula térmica (Catálogo Di Constan). Armários embutidos Será necessário a instalação de armário embutido com dimensões de aproximadamente 270 × 50 × 70 cm. Este deve ser instalado na parede à uma altura de aproximadamente 150 cm. 6.2 Manutenção q Recursos humanos q Limpeza 6.3 - Recursos Humanos Gerais 44 q Tratamento do acervo q Administrativo q Manutenção do convênio universitário com apoio da FAC 6.3 Recursos Humanos Gerais Contratações q Profissional da área de conservação de papéis, fotografias q Profissional/pesquisador da área multidisciplinar (Fı́sica, História, Geografia, Arquitetura) 7. Plano de Mediação 7 Plano de Mediação q Site (http://www.fazendasantacecilia.com.br/) q Eventos cientı́ficos 7.1 Eventos Cientı́ficos 7.1.1 Eventos Realizados q Participação da oficina ”Como Implantar Centros de Documentação”, promovido pela Profa. Dra. Viviane Tessitore, da Associação dos Arquivistas do Estado de São Paulo, nos dias 28 e 29 de Abril de 2011 q Participação e apresentação no ”Encontro de História Regional”, no municı́pio de Mococa, nos dias 21 e 28 de Julho de 2011 q Organização da Oficina ”Como Fazer Conservação Preventiva em Arquivos e Bibliotecas”, com a Profa. Dra. Norma Cianflone, da ABER (Associação Brasileira de Encadernação e Restauro), nos dias 4 e 5 de Agosto de 2011 q Participação no Workshop de ”Aperfeiçoamento em Gestão do Patrimônio Móvel e Integrado”na Unidade de Informação e Memória do CECH/UFSCAR, São Carlos, nos dias 10 e 11 de Outubro de 2011 q Submissão de trabalhos ao Simpósio Inernacional de Iniciação Cientı́fica da USP (SIICUSP) − ”O caso da Fazenda Santa Cecı́lia: A Constituição da Memória em Acervos Históricos”e ”Preservação e Conservação de Documentos da Fazenda Santa Cecı́lia” q Ateliê de ”História Oral”com a pesquisadora Daisy Perelmütter no dia 22 de Outubro de 2011 46 7.1 - Eventos Cientı́ficos 7.1.2 Eventos Futuros q Seminários 2012 (internacional/nacional) q Oficinas (embalagens, tratamento de fotografias) 47 8. Considerações Finais 8 Considerações Finais A Região Administrativa de Ribeirão Preto representa significativamente pólos históricos e culturais a partir da imigração européia destinada à produção do café paulista. São corredores interconectados, nos espaços históricos territoriais, semânticos e curadores da memória cafeeira. Busca-se uma trajetória de pesquisa iniciada em municı́pios da antiga economia cafeeira, Ribeirão Preto e Cajuru. Hoje dominada pela produção do agronegócio, são localidades que concentram as edificações, documentos e paisagens do passado imperial, da República e dos indı́cios da modernidade no campo. Esta breve consideração insere as questões futuras na continuidade do tratamento dos documentos representativos da memória documental, na Fazenda Santa Cecı́lia e outras na região. Um olhar empresarial para o problema da organização informacional desses acervos, e mediações possı́veis, já foi realizado. A Universidade de São Paulo, a partir da ciência da informação e da fı́sica, com apoio da FAC e Rotunda Holding Ltda, procura superar questões da ordem do acesso aos estoques informacionais, contando com metodologias especificas e das tecnologias atuais. Contudo, para análise desse conjunto especı́fico, a que se propõe a presente pesquisa, devem-se cumprir as etapas fundamentadas como: da higienização e da conservação preventiva baseadas em tecnologias desenvolvidas no campo da quı́mica e da fı́sica, para seguir criteriosamente as fases de microfilmagem e digitalização documental cafeeira. As polı́ticas privadas ou públicas, adotadas na curadoria documental, entrelaçam o ambiente e ações éticas que se caracterizem como pesquisas e extensões da guarda e preservação de acervos na região de Ribeirão Preto, estudo do acervo documental de uma determinada produção do Ciclo do Café no Brasil. 49 9. Referências Bibliográficas 9 Referências Bibliográficas ANSI, American National Standard for Imaging Media - Processed Safety Photographic Film, New York, 1991. BACELLAR C.A.P. e Brioschi L.R. Na Estrada Do Anhanguera - Uma visão Regional da História Paulista, São Paulo: Humanitas FFLCH/USP, 1999. CAMILLO E.E.R., Modernização Agrı́cola e Máquinas de Beneficiamento: um estudo da Lidgerwood MFG. Co. Ltd., década de 1850 a de 1890, Campinas: Dissertação (Mestrado), Instituto de Economia - Unicamp, 2003. CASS G.R., Nazaroff W.W., Tiller C. e Whitmore P.M., Protection of Works of Arts from Damage due to Atmospheric Ozone, Atmospheric Environment, v.24A, n.2, 1991. CASSARES N.C., Como Fazer Conservação Preventiva em Arquivos e Bibliotecas, São Paulo: Arquivo do Estado e Imprensa Oficial, 2000. CROOK D.M. e Bennett W.E., The Effect of Humidity and Temperature on the Physical Proprieties of Paper, British Paper and Board Industry Research Association, 1962. ESPÍRITO SANTO S., Os ”corredores do café”como mediação do objeto cognitivo para a Ciência da Informação. The ”corridors of the coffee”as mediation of the cognitive object for Information Science. DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.10 n.4 ago09. Acesso em http : //www.dgz.org.br/ago09/Art0 2.htm. FAUSTO B., A História do Brasil, São Paulo: Edusp, 1999. FERRÃO A.M.A., Arquitetura do Café, Campinas: Editora da Unicamp, 2004. HARRISON L.S., An Investigation of the Damage Hazard in Spectral Energy, Illuminating Engineering 49:253, 1954. KELLY T.J. e Kinkead D.A., Testing Chemically Treated Absorbent Air Purifiers, American Society of Heating, Refrigerating and Air Conditioning Engineers (ASHRAE), 1993. LITTLE A.H., The Effect of Light on Textiles, Journal of the Society of Dyers and Colourists, v.80, n.10, 1964. 51 9 - Referências Bibliográficas 52 PADFIELD T., The Deterioration of Cellulose - A Literature Review. The Effects of Exposure to Light. Ultra-violet and High energy Radiation, Committee for Museum Laboratories, 1965. PEDERSOLI J.J.L., Gerenciamento de Risco para o Patrimônio Cultural, São Paulo: Associação de Arquivistas de São Paulo, 2011. SHAHANI C.J., Hengemihle F.H. e Weberg N., The Effect of Variations in Relative Humidity on the Accelerated Aging of Paper, ACS Symposium Series 410, 1989. SPINELLI J.J., Conservação de Acervos Bibliográficos e Documentais, Rio de Janeiro: Ministério da Cultura, Fundação Biblioteca Nacional, Departamento de Processos Técnicos, 1997. WILHELM H., The Permanence and Care of Color Photographs: Traditional and Digital Color Prints, Color Negatives, Slides, and Motion Pictures, Preservation Publishing Company, 1993. WILSON W.K. e Wessel C.J., Standards for Environmental Conditions in Archives and Libraries, 1984. WILSON W.K., Environmental Guidelines for Storage of Paper Records, National Information Standards Organization, 1995. 10. Equipe 10 Bolsistas Envolvidos Franciele dos Santos Ribeiro Graduanda em Ciências da Informação e Documentação Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto USP. Curso de Gestão do Patrimônio Móvel e Integrado: Higienização, Manuseio, Acondicionamento e exposição. Experiência na área de atendimento ao Público (Recepcionista) por três anos Condomı́nio Empresarial Alfa. Projeto ”A Mediação da Informação estruturada em instituições culturais: O Centro de Documentação Fazenda Santa Cecı́lia”. [email protected] Hystters Michael Kovalski Graduando em Fı́sica Médica pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, FFCLRP/USP. Cursou Matemática (Incompleto) no ICMC−USP São Carlos. Iniciação cientı́fica na área de dosimetria, desenvolvimento de dosı́metro diodo e simulação do dosı́metro fricke, sob orientação da Profa. Dra. Adelaide de Almeida. Foi monitor no CDCC- São Carlos, projeto de visita ao aterro sanitário. [email protected] Iandra Marcela Honorato Fernandes Possui graduação em Tecnologia em Comércio Exterior, pela UNIP (2007). Graduanda em Ciências da Informação e Documentação pela FFCLRP/USP. Fez curso de Pequenas Intervenções de Conservação em Livros e Documentos e Conservação Preventiva em Arquivos e Bibliotecas, em 2011, pela Associação dos Arquivistas do Estado de São Paulo. email: [email protected] 54 11 Profissionais Envolvidos Francisco Glaildo Almeida Sampaio Graduado em Fı́sica Médica pela Universidade de São Paulo (2005-2009). Doutorando em Fı́sica Aplicada à Medicina e Biologia pela Universidade de São Paulo desde 2009. Tem experiência na área de dosimetria e avaliação de feixes de radiação ionizante. Sua pesquisa intitulada “Avaliação de GAP em feixes de fótons e elétrons na radioterapia utilizando o dosı́metro Fricke Xilenol Gel e sistema de leitura CCD”, esta sob orientação da Profa. Dra. Adelaide de Almeida. email: [email protected] Lucas Sacchini Del Lama Possui graduação em Fı́sica Médica (2004-2008) pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, FFCLRP/USP. Atualmente, desenvolve pesquisa de Doutorado na área de dosimetria pelo programa de Fı́sica Aplicada à Medicina e Biologia (FAMB), cujo tı́tulo é “Caracterização e Adaptação do Dosı́metro Fricke para Dosimetria em Irradiação de Sangue”, sob a orientação da Profa. Dra. Adelaide de Almeida. email: [email protected] Silvia Maria do Espı́rito Santo (coordenação) Bacharel em Sociologia e Polı́tica pela Fundação Escola de Sociologia e Polı́tica de São Paulo (1981), mestre em Ciência da Informação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (2000) e doutora em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Júlio Mesquita Campus de Marı́lia (2009). Realizou pesquisas em acervos de diversas naturezas, exposições, assessorias de projetos artı́sticos e culturais, no paı́s e no exterior. Atualmente é docente da Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras − Departamento de e Educação, 55 11 - Profissionais Envolvidos 56 Documentação, Informação e Comunicação − DEDIC. [email protected] Marcos Tognon (restauração) É professor da Universidade Estadual de Campinas, atuando na área de História da Arquitetura, orientação de projetos de restauro arquitetônico (graduação) e da Literatura Arquitetônica e História das Técnicas Artı́sticas (pós-graduação). Foi coordenador da pós-graduação em História na UNICAMP (2004-2006), vice diretor novo campus de Limeira da UNICAMP, e atualmente é coordenador do Centro Cultural da Estação Guanabara. [email protected] B Participação na primeira fase do Projeto - 2011 Mariele Cunha, Ana Carolina Palma e Carolina de Carvalho Lorenzetto. 11. Créditos 12 Créditos Edição do book q Francisco Glaildo Almeida Sampaio q Lucas Sacchini Del Lama q Silvia Maria do Espı́rito Santo Idealização do Projeto q Silvia Maria do Espı́rito Santo 58