UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná
DAMAT – Departamento Acadêmico de Matemática
Cálculo Diferencial e Integral 4 (MA64A)
SÉRIES - TRANSFORMADAS
NOTAS DE AULA
Rudimar Luiz Nós
2o semestre/2011
2
Não é paradoxo dizer
que nos nossos momentos de inspiração mais teórica
podemos estar o mais próximo possível
de nossas aplicações mais práticas.
A. N. Whitehead (1861-1947)
[email protected]
http://pessoal.utfpr.edu.br/rudimarnos
3
4
SUMÁRIO
1. SÉRIES .................................................................................................................................................................................9
1.1 – SEQUÊNCIAS INFINITAS .................................................................................................................................................9
1.2 – SÉRIES INFINITAS ..........................................................................................................................................................9
1.3 – CONVERGÊNCIA DE SÉRIES ..........................................................................................................................................10
1.3.1 – A série geométrica..............................................................................................................................................10
1.3.2 – Condição necessária à convergência.................................................................................................................11
1.3.3 – Teste da divergência...........................................................................................................................................11
1.3.4 – Série de termos positivos: o teste da integral.....................................................................................................11
1.3.5 – Convergência absoluta e condicional ................................................................................................................12
1.3.6 – Convergência uniforme (série de funções).........................................................................................................12
1.3.7 – Teste M de Weierstrass ......................................................................................................................................13
2. A SÉRIE DE FOURIER....................................................................................................................................................17
2.1 – FUNÇÕES PERIÓDICAS .................................................................................................................................................17
2.2 – SÉRIES TRIGONOMÉTRICAS ..........................................................................................................................................18
2.3 – SÉRIE DE FOURIER .......................................................................................................................................................22
2.3.1 – Definição............................................................................................................................................................22
2.3.2 – Coeficientes ........................................................................................................................................................22
2.3.3 – Continuidade seccional ou por partes................................................................................................................25
2.3.4 – Convergência: condições de Dirichlet ...............................................................................................................25
2.4 – SÉRIE DE FOURIER DE UMA FUNÇÃO PERIÓDICA DADA ................................................................................................27
2.5 – FUNÇÕES PARES E FUNÇÕES ÍMPARES ..........................................................................................................................35
2.6 – SÉRIE DE FOURIER DE COSSENOS.................................................................................................................................39
2.7 – SÉRIE DE FOURIER DE SENOS .......................................................................................................................................40
2.8 – O FENÔMENO DE GIBBS ...............................................................................................................................................44
2.9 – A IDENTIDADE DE PARSEVAL PARA SÉRIES DE FOURIER..............................................................................................45
2.10 – CONVERGÊNCIA DE SÉRIES NUMÉRICAS ATRAVÉS DA SÉRIE DE FOURIER ..................................................................47
2.11 – DERIVAÇÃO E INTEGRAÇÃO DA SÉRIE DE FOURIER....................................................................................................48
2.12 – A FORMA EXPONENCIAL (OU COMPLEXA) DA SÉRIE DE FOURIER ...............................................................................50
2.13 – APLICAÇÕES DA SÉRIE DE FOURIER NA SOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS PARCIAIS .........................................55
2.13.1 – Equações diferenciais ......................................................................................................................................55
2.13.2 – Equação do calor .............................................................................................................................................56
2.13.3 – Equação da onda..............................................................................................................................................59
2.13.4 – Equação de Laplace .........................................................................................................................................61
2.14 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ..........................................................................................................................................65
2.15 – EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES ................................................................................................................................77
3. A INTEGRAL DE FOURIER / TRANSFORMADAS DE FOURIER .........................................................................91
3.1 – A INTEGRAL DE FOURIER ............................................................................................................................................92
3.2 – CONVERGÊNCIA DA INTEGRAL DE FOURIER ................................................................................................................92
3.2.1 – Convergência absoluta e condicional ................................................................................................................93
3.3 – A INTEGRAL COSSENO DE FOURIER .............................................................................................................................93
3.4 – A INTEGRAL SENO DE FOURIER ...................................................................................................................................94
3.5 – FORMAS EQUIVALENTES DA INTEGRAL DE FOURIER....................................................................................................95
3.6 – DEFINIÇÃO DA TRANSFORMADA DE FOURIER E DA TRANSFORMADA INVERSA DE FOURIER ........................................97
3.7 – TRANSFORMADA COSSENO DE FOURIER E TRANSFORMADA COSSENO DE FOURIER INVERSA ......................................99
3.8 – TRANSFORMADA SENO DE FOURIER E TRANSFORMADA SENO DE FOURIER INVERSA .................................................100
3.9 – FUNÇÃO DE HEAVISIDE .............................................................................................................................................102
3.10 – ESPECTRO, AMPLITUDE E FASE DA TRANSFORMADA DE FOURIER ............................................................................104
3.11 – PROPRIEDADES OPERACIONAIS DAS TRANSFORMADAS DE FOURIER ........................................................................106
3.11.1 – Comportamento de F(α) quando |α|→∞ ........................................................................................................107
3.11.2 – Linearidade ....................................................................................................................................................108
3.11.3 – Simetria (ou dualidade)..................................................................................................................................108
3.11.4 – Conjugado ......................................................................................................................................................109
3.11.5 – Translação (no tempo) ...................................................................................................................................109
3.11.6 – Translação (na frequência) ............................................................................................................................110
5
3.11.7 – Similaridade (ou mudança de escala) e inversão de tempo ...........................................................................110
3.11.8 – Convolução ....................................................................................................................................................111
3.11.9 – Multiplicação (Convolução na frequência)....................................................................................................114
3.11.10 – Transformada de Fourier de derivadas .......................................................................................................115
3.11.11 – Derivadas de transformadas de Fourier ......................................................................................................116
3.12 – RESUMO: PROPRIEDADES OPERACIONAIS DAS TRANSFORMADAS DE FOURIER ........................................................119
3.13 – DELTA DE DIRAC.....................................................................................................................................................120
3.13.1 – Propriedades do delta de Dirac .....................................................................................................................121
3.13.2 – Transformada de Fourier do delta de Dirac ..................................................................................................122
3.14 – MÉTODOS PARA OBTER A TRANSFORMADA DE FOURIER .........................................................................................122
3.14.1 – Uso da definição.............................................................................................................................................122
3.14.2 – Uso de equações diferenciais .........................................................................................................................126
3.14.3 – Decomposição em frações parciais................................................................................................................128
3.15 – TRANSFORMADA DE FOURIER DE ALGUMAS FUNÇÕES ............................................................................................130
3.15.1 – A função constante unitária ...........................................................................................................................130
3.15.2 – A função sinal.................................................................................................................................................131
3.15.3 – A função degrau .............................................................................................................................................132
3.15.4 – Exponencial....................................................................................................................................................132
3.15.5 – Função cosseno ..............................................................................................................................................133
3.16 – RESUMO: TRANSFORMADAS DE FOURIER DE ALGUMAS FUNÇÕES ...........................................................................134
3.17 – IDENTIDADE DE PARSEVAL PARA AS INTEGRAIS DE FOURIER ..................................................................................135
3.18 – CÁLCULO DE INTEGRAIS IMPRÓPRIAS ......................................................................................................................137
3.19 – SOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ...................................................................................................................141
3.19.1 – Equações diferenciais ordinárias...................................................................................................................141
3.19.2 – Equações diferenciais parciais ......................................................................................................................142
Derivação sob o sinal de integração – Regra de Leibniz .................................................................................................................. 142
3.19.2.1 – Equação do calor (EDP parabólica).................................................................................................................................. 144
3.19.2.2 – Equação da onda (EDP hiperbólica) ................................................................................................................................. 146
3.19.2.3 – Equação de Laplace (EDP elíptica) .................................................................................................................................. 148
3.20 – SOLUÇÃO DE EQUAÇÕES INTEGRAIS E DE EQUAÇÕES ÍNTEGRO-DIFERENCIAIS .........................................................151
3.21 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ........................................................................................................................................154
3.22 – EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES ..............................................................................................................................157
4. TRANSFORMADAS DE LAPLACE ............................................................................................................................165
4.1 – DEFINIÇÃO DA TRANSFORMADA DE LAPLACE ...........................................................................................................165
4.1.1 – Motivação.........................................................................................................................................................165
4.1.2 – Função de Heaviside........................................................................................................................................166
4.1.2.1 - Generalização........................................................................................................................................................................ 167
4.1.3 – Transformada de Laplace ................................................................................................................................168
4.2 – FUNÇÕES DE ORDEM EXPONENCIAL...........................................................................................................................171
4.3 – CONVERGÊNCIA DA TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL ..............................................................................174
4.3.1 – Convergência absoluta e condicional ..............................................................................................................174
4.3.2 – Condições suficientes para a convergência .....................................................................................................174
4.4 – TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL DAS FUNÇÕES ELEMENTARES ...............................................................175
4.4.1 – f(t) = tn ..............................................................................................................................................................175
4.4.2 – f(t) = eat ............................................................................................................................................................177
4.4.3 – Transformada de algumas funções elementares ..............................................................................................177
4.5 – PROPRIEDADES DA TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL ................................................................................178
4.5.1 – Comportamento da transformada de Laplace F(s) quando s→∞ ....................................................................178
4.5.2 – Linearidade ......................................................................................................................................................178
4.5.3 – Primeira propriedade de translação ou deslocamento ....................................................................................181
4.5.4 – Segunda propriedade de translação ou deslocamento.....................................................................................181
4.5.5 – Similaridade (ou mudança de escala) ..............................................................................................................182
4.5.6 – Transformada de Laplace unilateral de derivadas ..........................................................................................183
4.5.7 – Transformada de Laplace unilateral de integrais............................................................................................185
4.5.8 – Derivadas de transformadas de Laplace unilaterais (multiplicação por tn) ....................................................186
4.5.9 – Integrais de transformadas de Laplace unilaterais (divisão por t) ..................................................................187
4.5.10 – Convolução ....................................................................................................................................................189
4.5.11 – Valor inicial ...................................................................................................................................................190
4.5.12 – Valor final ......................................................................................................................................................191
4.6 – TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL DE FUNÇÕES PERIÓDICAS ......................................................................192
6
4.7 – CÁLCULO DE INTEGRAIS IMPRÓPRIAS ........................................................................................................................194
4.8 – MÉTODOS PARA DETERMINAR A TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL ...........................................................196
4.8.1 – Uso da definição...............................................................................................................................................196
4.8.2 – Expansão em série de potências.......................................................................................................................196
4.8.3 – Uso de equações diferenciais ...........................................................................................................................200
4.8.4 – Outros métodos ................................................................................................................................................200
4.8.5 – Uso de tabelas de transformadas .....................................................................................................................200
4.9 – TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL DE ALGUMAS FUNÇÕES .........................................................................200
4.9.1 – Função nula .....................................................................................................................................................200
4.9.2 – Função degrau unitário ...................................................................................................................................200
4.9.3 – Função impulso unitário ..................................................................................................................................201
4.9.4 – Algumas funções periódicas.............................................................................................................................202
4.10 – MÉTODOS PARA DETERMINAR A TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL INVERSA...........................................204
4.10.1 – Completando quadrados ................................................................................................................................204
4.10.2 – Decomposição em frações parciais................................................................................................................204
4.10.3 – Expansão em série de potências.....................................................................................................................209
4.10.4 – Uso de tabelas de transformadas de Laplace.................................................................................................211
4.10.5 – A fórmula de Heaviside ..................................................................................................................................211
4.10.6 – A fórmula geral (ou complexa) de inversão ...................................................................................................212
4.11 – SOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ...................................................................................................................213
4.11.1 – Equações diferenciais ordinárias com coeficientes constantes......................................................................213
4.11.2 – Equações diferenciais ordinárias com coeficientes variáveis........................................................................219
4.11.3 – Equações diferenciais ordinárias simultâneas...............................................................................................221
4.11.4 – Equações diferenciais parciais ......................................................................................................................223
4.12 – SOLUÇÃO DE EQUAÇÕES ÍNTEGRO-DIFERENCIAIS ....................................................................................................229
4.13 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ........................................................................................................................................232
4.14 – EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES ..............................................................................................................................240
5. TRANSFORMADAS Z ...................................................................................................................................................251
5.1 – DEFINIÇÃO DA TRANSFORMADA Z UNILATERAL .......................................................................................................252
5.2 – TRANSFORMADA Z UNILATERAL DE ALGUMAS SEQUÊNCIAS .....................................................................................253
5.2.1 – Versão discreta da função delta de Dirac........................................................................................................253
5.2.2 – Sequência unitária ou passo discreto unitário .................................................................................................253
5.2.3 – Exponencial......................................................................................................................................................254
5.2.4 – Potência............................................................................................................................................................255
5.3 – SÉRIES DE POTÊNCIAS: DEFINIÇÃO, RAIO DE CONVERGÊNCIA ....................................................................................256
5.4 – EXISTÊNCIA E DOMÍNIO DE DEFINIÇÃO DA TRANSFORMADA Z UNILATERAL .............................................................258
5.5 – PROPRIEDADES DA TRANSFORMADA Z UNILATERAL .................................................................................................260
5.5.1 – Linearidade ......................................................................................................................................................260
5.5.2 – Translação (ou deslocamento) .........................................................................................................................264
5.5.3 – Similaridade .....................................................................................................................................................265
5.5.4 – Convolução ......................................................................................................................................................266
5.5.5 – Diferenciação da transformada de uma sequência ..........................................................................................267
5.5.6 – Integração da transformada de uma sequência ...............................................................................................269
5.5.7 – Valor inicial .....................................................................................................................................................270
5.5.8 – Valor final ........................................................................................................................................................271
5.6 – RESUMO: TRANSFORMADA Z UNILATERAL DAS FUNÇÕES DISCRETAS ELEMENTARES ...............................................272
5.7 – TRANSFORMADA Z UNILATERAL INVERSA ................................................................................................................272
5.8 – MÉTODOS PARA DETERMINAR A TRANSFORMADA Z UNILATERAL INVERSA ..............................................................273
5.8.1 – Uso da transformada Z unilateral e de suas propriedades..............................................................................273
5.8.2 – Decomposição em frações parciais..................................................................................................................274
5.8.3 – Expansão em série de potências.......................................................................................................................277
5.8.4 – Estratégia geral de inversão ............................................................................................................................279
5.9 – TRANSFORMADA Z BILATERAL .................................................................................................................................280
5.9.1 - Série de Laurent................................................................................................................................................280
5.8.1.1 - Singularidades ....................................................................................................................................................................... 280
5.9.2 – Definição..........................................................................................................................................................282
5.10 – EQUAÇÕES DE DIFERENÇAS .....................................................................................................................................286
5.10.1 – Definição ........................................................................................................................................................286
5.10.2 – Equações de diferenças lineares ....................................................................................................................287
7
5.10.3 – Solução de equações de diferenças lineares ..................................................................................................287
5.11 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ........................................................................................................................................294
5.12 – EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES ..............................................................................................................................301
6. FORMULÁRIO ...............................................................................................................................................................307
REFERÊNCIAS...................................................................................................................................................................317
8
1. SÉRIES
1.1 – Sequências infinitas
Uma sequência infinita é uma função discreta cujo domínio é N \ {0} .
Notação: {a n }, n ∈ N \ {0}, a n = f (n )
Exemplos
n2
 1 4 9 16 25 
1 ) {a n } = (− 1)
⇒ {a n } =  ,− , ,− , ,L
3n − 1
 2 5 8 11 14 
n
2o) A sequência {a n } =
é convergente ou divergente?
2n + 1
{a n } =  1 , 2 , 3 , 4 , 5 ,L , n , n + 1 ,K
2n + 1 2n + 3 
 3 5 7 9 11
o
n +1
Se lim a n existe, então {a n } é convergente. Caso contrário, {a n } é divergente.
n →∞
Como lim
n →∞
n
= lim
2n + 1 n → ∞
1
1
2+
n
=
1
, {a n } é convergente.
2
1.2 – Séries infinitas
Uma série infinita é definida como sendo a soma dos termos de uma sequência infinita.
∞
Notação:
∑
a n = a1 + a 2 + a 3 + L + a n + L
n =1
S1 = a 1
S2 = a1 + a 2
Somas parciais: S3 = a 1 + a 2 + a 3
M
Sn = a1 + a 2 + a 3 + L + a n
Se lim S n = S , então a série infinita é convergente. Se o limite S não existe, então a série
n →∞
infinita é divergente.
Exemplo
∞
1
1
1
1
1
1
∑ n(n + 1) = 1.2 + 2.3 + 3.4 + 4.5 + L + n(n + 1) + L
n =1
9
an =
1
1
1
= −
n (n + 1) n n + 1
1 
 1 1 1 1 1
1
S n = a 1 + a 2 + a 3 + L + a n = 1 −  +  −  +  −  + L +  −

 2  2 3  3 4
 n n + 1
1
n
Sn = 1 −
=
n +1 n +1
n
lim S n = lim
=1
n →∞
n →∞ n + 1
Logo, a série infinita é convergente.
1.3 – Convergência de séries
Diferenciar:
•
•
•
Condições necessárias à convergência;
Condições suficientes à convergência;
Condições necessárias e suficientes à convergência.
1.3.1 – A série geométrica
Teorema: A série geométrica
∞
∑
a r n -1 = a + ar + ar 2 + ar 3 + K , com a≠0,
n =1
a
, se r < 1 (− 1 < r < 1) ;
1− r
(ii) diverge, se r ≥ 1 (r ≤ -1 ou r ≥ 1) .
(i) converge, e tem por soma
Exemplos
1o)
∞
∑2
n =1
1
n −1
=1+
1 1
1
1
1
+ 2 + 3 + 4 + L + n −1 + L =
2 2
2
2
2
2o) 0, 5 = 0,5555K =
1
1
1−
2
=2
5
5
5
5
5
5
10 = 10 = 5
+
+
+
+K =
9
10 100 1000 10000
9
1− 1
10
10
10
1.3.2 – Condição necessária à convergência
∞
Teorema: Se a série infinita
∑
a n é convergente, então lim a n = 0 .
n →∞
n =1
A recíproca não é sempre verdadeira.
1.3.3 – Teste da divergência
∞
Se lim a n não existir ou lim a n ≠ 0 , então a série infinita
n →∞
n →∞
∑
a n é divergente.
n =1
1.3.4 – Série de termos positivos: o teste da integral
Teorema: Se f é uma função contínua, decrescente e de valores positivos para todo x ≥ 1 , então
a série infinita
∞
∑ ( ) ()
∫ ()
∫ ()
f n = f 1 + f (2 ) + L + f (n ) + L
n =1
∞
(i) converge se a integral imprópria
f x dx converge;
1
∞
(ii) diverge se a integral imprópria
f x dx diverge.
1
Exemplo
∞
∑
A série harmônica
n =1
lim
n →∞
∫
1
∞
1
=0
n
1
1 1 1 1
= 1 + + + + + L é divergente.
n
2 3 4 5
(condição necessária, porém não suficiente)
1
dx = lim
b→∞
x
∫
1
b
1
b
dx = lim[ln (x )]1 = lim[ln (b ) − 0] = ∞
b →∞
b→∞
x
Como a integral diverge, a série harmônica diverge.
11
1.3.5 – Convergência absoluta e condicional
∞
A série
∑
∞
a n é dita absolutamente convergente se
n =1
∑
a n = a 1 + a 2 + a 3 + K convergir.
n =1
∞
Se
∑
∞
a n convergir mas
n =1
∑
∞
a n divergir, então
∑
n =1
n =1
∞
∑
Teorema: Se
a n é dita condicionalmente convergente.
∞
a n converge, então
∑
n =1
a n também converge.
n =1
Exemplo
A série 1 +
1
1
1
1
1
1
1
− 2 − 2 + 2 + 2 − 2 − 2 + L é absolutamente convergente, uma vez que
2
2
3
4
5
6
7
8
1
1
1
1
1
1
1
1+ 2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 +L =
2
3
4
5
6
7
8
∞
∑
n =1
1 π2
(provaremos usando a série de Fourier).
=
6
n2
1.3.6 – Convergência uniforme (série de funções)
Série de números reais
∞
∑
a n = a1 + a 2 + a 3 + K
n =1
∞
Exemplo:
∑
2n
4 8 16 32
= 2+ + + +
+K
n!
2! 3! 4! 5!
n =1
Série de funções
∞
∑
u n (x ) = u 1 (x ) + u 2 (x ) + u 3 (x ) + K
n =1
∞
Exemplo:
∑
sen (2 x ) sen (3x ) sen (4 x )
sen (nx )
= sen (x ) +
+
+
+K
n!
2!
3!
4!
n =1
12
a
A série de Fourier 0 +
2
∞
∑
n =1

 nπ x 
 nπ x  
a n cos L  + b n sen  L  é uma série de funções trigonomé




ricas.
∞
Sejam a série
∑
u n (x ) , onde {u n (x )}, n = 1,2,3,K é uma sequência de funções definidas em
n =1
[a,b], S n (x ) = u 1 (x ) + u 2 (x ) + u 3 (x ) + L + u n (x ) a soma parcial da série e lim S n (x ) = S(x ) . A série
n →∞
converge para S(x ) em [a , b] se para cada ε > 0 e cada x ∈ [a , b] existe um N > 0 tal que
S n (x ) − S(x ) < ε para todo n > N . O número N depende geralmente de ε e x . Se N depende
somente de ε , então a série converge uniformemente ou é uniformemente convergente em [a , b] .
∞
Teorema 1: Se cada termo da série
∑
u n (x ) é uma função contínua em [a,b] e a série é
n =1
uniformemente convergente para S(x) em [a,b], então a série pode ser integrada termo a termo, isto é,
∞
b ∞

 b



u n (x )dx =

 u n (x )dx  .
 a

a 

n =1 
 n =1
∫ ∑
∑∫
∞
Teorema 2: Se cada termo da série
∑
u n (x ) é uma função contínua com derivada contínua
n =1
∞
em [a,b] e se
∑
∞
u n (x ) converge para S(x) enquanto
n =1
∑
u 'n (x ) converge uniformemente em [a,b],
n =1
d 
então a série pode ser diferenciada termo a termo em [a,b], isto é,
dx 

∞
∑
n =1

u n (x ) =


∞
∑
n =1
 d

 u n (x )  .
 dx

1.3.7 – Teste M de Weierstrass
Karl Theodor Wilhelm Weierstrass (1815-1897): matemático alemão.
Se existe uma sequência de constantes M n , n = 1,2,3,K , tal que para todo x em um intervalo
(a) u n (x ) ≤ M n
e
∞
(b)
∑
M n converge,
n =1
∞
então
∑
u n (x ) converge uniforme e absolutamente no intervalo.
n =1
13
Observações:
1a) O teste fornece condições suficientes, porém não necessárias.
2a) Séries uniformemente convergentes não são necessariamente absolutamente convergentes ou viceversa.
Exemplo
∞
∑
n =1
cos(nx )
cos(2 x ) cos(3x ) cos(4 x )
= cos(x ) +
+
+
+L
2
n
22
32
42
é
uniforme
convergente em [0,2π] (ou em qualquer intervalo), uma vez que
cos(nx )
1
≤ 2 e
2
n
n
∞
∑
1
π2
=
.
6
n2
n =1
Exercícios
∞
01. Mostre que a série
∑
n2
diverge.
5n 2 + 4
n =1
R.: Use o teste da divergência.
∞
02. Mostre que a série
∑(
n =1
R.:
1
converge e determine sua soma.
2n − 1)(2n + 1)
1
2
03. Determine se as séries infinitas a seguir são convergentes ou divergentes.
∞
a)
∑
n =1
∞
b)
n
2
n +1
∑
ln(n )
n3
R.: A série é divergente:
∫
∞
x
dx = ∞ .
x +1
2
1
R.: A série é convergente:
∫
1
n =1
14
∞
ln (x )
1
dx = .
3
4
x
e
absolutamente
∞
c)
∑
ne
−n
R.: A série é convergente:
xe − x dx =
1
n =1
∞
d)
∫
∞
∑
1
n ln (n )
n =2
R.: A série é divergente:
∫
∞
2
.
e
dx
= ∞.
x ln (x )
2
04. Verifique se as séries de funções seguintes são uniformemente convergentes para todo x .
∞
a)
∑
cos(nx )
2n
R.: A série é uniformemente convergente para todo x .
1
n + x2
R.: A série é uniformemente convergente para todo x .
sen 2 (nx )
2n − 1
R.: A série é uniformemente convergente para todo x .
n =1
∞
b)
∑
n =1
∞
c)
∑
n =1
2
∞
05. Seja f (x ) =
∑
n =1
sen (nx )
. Prove que
n3
∫
∞
∑(
π
f (x )dx = 2
0
1
2n − 1)
n =1
4
.
∞
sen (nx )
1
1
,
o
teste
M
de
Weierstrass
(prove
que
converge usando o teste da
≤
∑
3
3
3
n
n
n =1 n
integral) e o fato de que uma série uniformemente convergente pode ser integrada termo a termo.
R.: Use
∞
Observação: Mostraremos futuramente que
∑(
n =1
06. Prove que
∫
π
0
1
2n − 1)
4
 cos(2 x ) cos(4x ) cos(6 x )

 1.3 + 3.5 + 5.7 + L dx = 0 .


15
π4
. Assim,
=
96
∞
∫∑
π
0
n =1
sen (nx )
π4
.
dx
=
48
n3
16
2. A SÉRIE DE FOURIER
Jean-Baptiste Joseph Fourier (1766-1830): físico, matemático e engenheiro francês. Principais
contribuições: teoria da condução do calor, séries trigonométricas.
Por que aproximar uma função por uma função dada por senos e cossenos?
Para facilitar o tratamento matemático do modelo, uma vez que as funções trigonométricas seno
e cosseno são periódicas de período fundamental 2π , contínuas, limitadas e de classe C ∞ , ou seja, são
infinitamente diferenciáveis.
2.1 – Funções periódicas
Uma função f : R → R é periódica de período fundamental P se
f (x + P ) = f (x ) ∀x, P > 0 .
Exemplos
(a)
(b)
(c)
(d)
Figura 1: (a) f (x ) = sen (x ) , função de período fundamental P = 2π ; (b) f (x ) = cos(x ) , função de
período fundamental P = 2π ; (c) f (x ) = 5 , função de período fundamental P = k, k > 0 ; (d) função
onda triangular, de período fundamental P = 2 .
17
Como as funções sen (x ) e cos(x ) são 2π-periódicas, temos que
sen (x ) = sen (x + 2π ) = sen (x + 4π ) = sen (x + 6π ) = L
cos(x ) = cos(x + 2π ) = cos(x + 4π ) = cos(x + 6π ) = L
.
Funções periódicas surgem em uma grande variedade de problemas físicos, tais como as
vibrações de uma corda, o movimento dos planetas em torno do sol, a rotação da terra em torno do seu
eixo, o movimento de um pêndulo, a corrente alternada em circuitos elétricos, as marés e os
movimentos ondulatórios em geral.
2.2 – Séries trigonométricas
Denomina-se série trigonométrica a uma série da forma
a0
+ a 1 cos(x ) + b1sen (x ) + a 2 cos(2 x ) + b 2 sen (2x ) + a 3 cos(3x ) + b 3 sen (3x ) + L
2
ou
a0
+
2
∞
∑[
a n cos(nx ) + b n sen (nx )]
(2.2.1)

 nπ x 
 nπ x  
a n cos L  + b n sen  L  .





(2.2.2)
n =1
ou
a0
+
2
∞
∑
n =1
Obtém-se a forma (2.2.2) através de uma transformação linear que leva um intervalo de
amplitude 2L em um intervalo de amplitude 2π .
Em (2.2.1) ou (2.2.2), para cada n temos um harmônico da série e a 0 , a n e b n são os
coeficientes da série.
a 0 : constante
a n = f (n ) e b n = f (n ) : sequências infinitas
Exemplo
n
an =
2
2(− 1)
2 1
2
 2 1

cos(nπ ) =
,−
,K
⇒ {a n } = − , ,− ,
nπ
nπ
 π π 3π 2π 5π

A série trigonométrica (2) também pode ser escrita na forma
18
a0
+
2
∞
∑
n =1
 nπ x

A n sen
+ φn  ,
 L

2
(2.2.3)
2
onde A n = a n + b n , a n = A n sen (φ n ) e b n = A n cos(φ n ) .
A forma (2.2.3) é obtida multiplicando-se e dividindo-se a forma (2.2.2) por
2
2
2
2
a n + bn
a0
2
a n + bn
a0
+
2
∞
∑
n =1
a0
+
2
∞
∑
n =1
∞
∑
n =1
+
∑
n =1
2
2
2

 nπ x 
 nπ x  a n + b n
a n cos L  + b n sen  L 



 a n 2 + b n 2



an
bn
 nπ x 
 nπ x 
2
2
a n + bn 
cos
+
sen


2
2
 a n 2 + bn 2
 L 
 L 
a n + bn


Considerando
a0
+
2
∞
2
a n + bn .
2
2
a n + bn = An ,
an
b
= sen (φ n ) e n = cos(φ n ) , temos que:
An
An

 nπ x 
 nπ x 
A n sen (φ n ) cos
 + cos(φ n )sen 

 L 
 L 

 nπ x

A n sen
+ φn 
 L

 nπ x

Em (2.2.3), o termo A n sen 
+ φ n  é chamado harmônico de ordem n e pode ser
 L

caracterizado somente pela amplitude A n e pelo ângulo de fase φ n .
Questões
01. Dada uma função f(x) 2L-periódica, quais as condições que f(x) deve satisfazer para que exista uma
série trigonométrica convergente para ela?
02. Sendo m, n ∈ N , mostre que:
(a)
∫
L
 nπ x 
cos
dx = 0, n ≠ 0
 L 
−L
19
u=
nπ x
L
L
 nπx 
cos
dx =
L


−L
∫
L
L
dx = [x ]−L = L − (− L ) = 2L
−L
 nπ x 
 nπ x 
sen
dx = 0 ( f (x ) = sen 
 é ímpar no intervalo [− L, L] )
 L 
 L 
−L
nπ x
L
du =
nπ
dx
L
L
du
nπ
dx =
L
∫
L
L   nπ x 
L
 nπ x 
sen
dx = − cos
 = − [cos(nπ ) − cos(− nπ )] = 0
nπ   L  −L
nπ
 L 
−L
n =0⇒
∫
∫
L
L
u=
(c)
L
du
nπ
dx =
L   nπx 
L
 nπx 
cos
sen
[sen(nπ) − sen (− nπ)] = 0
dx =
 =

nπ   L  − L nπ
 L 
−L
n =0⇒
∫
nπ
dx
L
L
∫
(b)
du =
∫
L
 nπ x 
sen
dx =
 L 
−L
∫
L
0dx = 0
−L
L
0, se m ≠ n
 mπ x   nπ x 
cos
 cos
dx = 
 L   L 
L, se m = n ≠ 0
−L
Lembrando que : cos(u ) cos(v ) =
∫
L
1
 mπ x   nπ x 
cos
 cos
dx =
2
 L   L 
−L
m=n ≠0⇒
m=n =0⇒
(d)
∫
1
[cos(u + v ) + cos(u − v )]
2
∫
∫
L
∫
1
 nπ x 
cos 
dx =
2
 L 
−L
2
L
−L
∫
  (m + n )π x 
 (m - n )π x  
+ cos 
cos 

 dx =0 se m ≠ n
L
L



 
L
  2 nπ x  
1
cos L  + 1 dx = 2

 
−L 
L
1
 mπ x   nπ x 
cos
 cos
dx =
2
 L   L 
−L
L
∫
∫
L
dx =
−L
1 L
[x ]−L = L
2
L
L
2dx = [x ]−L = 2L
−L
0, se m ≠ n
 mπ x   nπ x 
sen
(o produto de duas funções ímpares é par)
sen 
dx = 
 L   L 
L, se m = n ≠ 0
−L
20
Lembrando que : sen (u )sen (v ) =
∫
L
1
 mπ x   nπ x 
sen 
sen 
dx =
2
 L   L 
−L
m=n ≠0⇒
m=n =0⇒
(e)
∫
1
[cos(u − v ) − cos(u + v )]
2
∫
∫
∫
L
  (m - n )π x 
 (m + n )π x  
− cos 
cos 

 dx = 0 se m ≠ n
L
L



 
−L
L
1
 nπ x 
sen 
dx =
2
 L 
−L
2
∫
L

1
 2nπ x 
1 − cos L  dx = 2


−L 
L
1
 mπ x   nπ x 
sen 
sen
dx =
2
 L   L 
−L
∫
∫
L
dx =
−L
1 L
[x ]−L = L
2
L
0dx = 0
−L
L
 mπ x   nπ x 
cos
sen
dx = 0 (o produto de uma função par por uma ímpar é ímpar)
 L   L 
−L
Lembrando que : sen (u ) cos(v ) =
∫
L
1
[sen(u + v ) + sen(u − v )]
2
1
 mπ x   nπ x 
sen
 cos
dx =
2
 L   L 
−L
∫
L
  (n + m )π x 
 (n - m )π x  
+ sen 
sen 

 dx =0
L
L



 
−L
Observações:
1a) Os resultados encontrados anteriormente continuam válidos quando os limites de integração –L e L
são substituídos por c e c + 2L, respectivamente, com c ∈ R .
2a) Funções ortogonais
Definição 1: O produto interno ou produto escalar de duas funções f (x ) e g(x ) em um
intervalo [a,b] é o número
(f | g ) =
∫
b
f (x )g (x ) dx .
a
Definição 2: Duas funções f e g são ortogonais em um intervalo [a , b] se
(f | g ) =
∫
b
f (x )g(x ) dx = 0 .
a
 nπ x 
 nπ x 
Assim, as funções f (x ) = sen
 e g (x ) = cos
 são ortogonais no intervalo (− L, L ) .
 L 
 L 
21
2.3 – Série de Fourier
2.3.1 – Definição
Seja a função f(x) definida no intervalo (− L, L ) e fora desse intervalo definida como
f (x + 2L ) = f (x ) , ou seja, f (x ) é 2L-periódica. A série de Fourier ou a expansão de Fourier
correspondente a f(x) é dada por
a0
+
2
∞
∑
n =1

 nπ x 
 nπ x  
a n cos L  + b n sen L 





sendo que os coeficientes de Fourier a 0 , a n e b n são dados pelas expressões a seguir.
1
a0 =
L
1
an =
L
1
bn =
L
∫
∫
L
f (x )dx
−L
L
 nπ x 
f (x ) cos
dx
 L 
−L
∫
L
 nπ x 
f (x ) sen 
dx
L 

−L
2.3.2 – Coeficientes
Se a série
∞
A+
∑
n =1

 nπ x 
 nπ x  
a n cos L  + b n sen L 





converge uniformemente para f (x ) em (− L, L ) , mostre que, para n = 1,2,3,K ,
1
1. a n =
L
1
2. b n =
L
3. A =
∫
L
 nπ x 
f (x ) cos
dx ;
 L 
−L
∫
L
 nπ x 
f (x ) sen 
dx ;
L 

−L
a0
.
2
22
∞
1. Multiplicando f (x ) = A +
∑
n =1

 nπ x 
 nπ x 
 mπ x 
a n cos L  + b n sen L  por cos L  e integrando de –L







a L, obtemos:
∫
L
 mπ x 
f (x ) cos
dx = A
 L 
−L
L
∫
 mπ x 
cos
dx +
 L 
L
−
144
42444
3
I
∞
+
∑ ∫
L
L

 mπ x   nπ x 
 mπ x   nπ x  
cos
cos
a n
dx + b n
sen
dx 
 cos
L
L
L
L







 

−L
−L
1444444444444424444444444444
3
n =1
∫
II
n =1,2,3,K, m,K
Considerando m ≠ 0 em I e n = m em II:
∫
L
 mπ x 
f (x ) cos
dx = a m L
L 

−L
1
am =
L
∫
L
1
 mπ x 
f (x ) cos
dx ou a n =
L
 L 
−L
∫
1
Para n = 0 , a 0 =
L
 nπ x 
f (x ) cos
dx
L 

−L
L
f (x )dx .
(2.3.2.1)
−L
∞
2. Multiplicando f (x ) = A +
∫
L
∑
n =1

 nπ x 
 nπ x 
 mπ x 
a n cos L  + b n sen L  por sen L  e integrando de –L







a L, obtemos:
∫
L
∞
+
L
∫
∑ ∫
 mπ x 
f (x ) sen
dx = A
L


−L
n =1
 mπ x 
sen
dx +
L


−L
L
L

 mπ x   nπ x 
 mπ x   nπ x  
sen 
sen
a n
 cos
dx + b n
sen
dx 
 L   L 
 L   L  

−L
−L
1444444444444424444444444444
3
∫
I
Considerando n = m em I:
23
n =1,2,3,K, m,K
∫
L
 mπ x 
f (x ) sen
dx = b m L
L 

−L
1
bm =
L
∫
L
1
 mπ x 
f (x ) sen 
dx ou b n =
L
 L 
−L
∞
3. Integrando f (x ) = A +
∑
n =1
∫
L
f (x )dx = A
−L
∫
∫
L
 nπ x 
f (x ) sen 
dx
L 

−L

 nπ x 
 nπ x 
a n cos L  + b n sen L  de –L a L, obtemos:





∞
L
dx +
−L

a n

∑ ∫
n =1
L
 nπ x 
cos
dx + b n
 L 
−L
∫
 nπ x  
sen 
dx 
 L  
−L
L
Para n = 1,2,3,K , obtemos:
∫
L
f (x )dx = 2AL
−L
1
A=
2L
∫
L
f (x )dx
(2.3.2.2)
−L
Comparando (2.3.2.1) e (2.3.2.2), concluímos que a 0 L = 2AL ⇒ A =
a0
.
2
Observação: Os resultados encontrados continuam válidos quando os limites de integração –L e L são
substituídos por c e c + 2L, respectivamente, com c ∈ R .
∞
Teorema 1: Se
∑
∞
u n (x ) e
n =1
∑
v n (x ) são uniformemente convergentes em a ≤ x ≤ b e se
n =1
∞
h (x ) é contínua em
∞
∑[ ( )
h x u n (x )] e
n =1
a ≤ x ≤ b , então as séries
∞
∑[
∑[
n =1
n =1
u n (x ) + v n (x )] ,
u n (x ) − v n (x )],
∞
∑[ ( )
h x v n (x )] são uniformemente convergentes em a ≤ x ≤ b .
n =1
Demonstração: KAPLAN, W. Cálculo avançado. Vol 2. Página 393.
24
Teorema 2: Toda série trigonométrica uniformemente convergente é uma série de Fourier.
Mais precisamente, se a série
a0
+ a 1 cos(x ) + b1sen (x ) + a 2 cos(2 x ) + b 2 sen (2x ) + a 3 cos(3x ) + b 3 sen (3x ) + L
2
converge uniformemente a f (x ) para todo x , então f (x ) é contínua para todo x , f (x ) tem período
2π e a série trigonométrica é a série de Fourier de f (x ) .
2.3.3 – Continuidade seccional ou por partes
Uma função é seccionalmente contínua ou contínua por partes em um intervalo α ≤ t ≤ β se
este intervalo pode ser subdividido em um número finito de intervalos em cada um dos quais a função é
contínua e tem limites, à direita e à esquerda, finitos.
Exemplo
Figura 2: Função seccionalmente contínua – [13].
2.3.4 – Convergência: condições de Dirichlet
Peter Gustav Lejeune Dirichlet (1805-1859): matemático alemão.
Suponha que:
(1) f (x ) é definida em (− L, L ) , exceto em um número finito de pontos;
(2) f (x ) é 2L-periódica fora de (− L, L ) ;
(3) f (x ) e f ' (x ) são seccionalmente contínuas em (− L, L ) .
Então, a série
a0
+
2
∞
∑
n =1

 nπ x 
 nπ x  
a n cos L  + b n sen  L  ,





25
com coeficientes de Fourier, converge para:
(a) f(x), se x é um ponto de continuidade;
(b)
f (x + ) + f (x − )
, se x é um ponto de descontinuidade.
2
Observações:
1a) f (x + ) e f (x − ) representam os limites laterais de f(x), à direita e à esquerda, respectivamente.
f (x + ) = lim+ f (x + h ) e f (x − ) = lim+ f (x − h )
h →0
h →0
2a) As condições (1), (2) e (3) impostas a f(x) são suficientes para a convergência, porém não
necessárias.
Demonstração: SPIEGEL, M.R.; WREDE, R.C. Cálculo avançado. 2a ed. Porto Alegre:
Bookman.
Teorema fundamental: Seja f (x ) uma função definida e muito lisa por partes no intervalo
− π ≤ x ≤ π e seja f (x ) definida fora desse intervalo de tal modo que tenha período 2π . Então a série
de Fourier de f (x ) converge uniformemente a f (x ) em todo intervalo fechado que não contenha
descontinuidades de f (x ) . Em cada descontinuidade x 0 , a série converge para
1
lim f (x ) + lim f (x ) .


x
x →x 0 −
2  →x 0 +
Demonstração: KAPLAN, W. Cálculo avançado. Vol 2. Página 461.
Observação: Uma função contínua por partes é lisa por partes se em cada subintervalo tem derivada
primeira contínua; é muito lisa por partes se em cada subintervalo tem derivada segunda contínua.
Teorema da unicidade: Sejam f 1 (x ) e f 2 (x ) funções seccionalmente contínuas no intervalo
− π ≤ x ≤ π , de modo que ambas tenham os mesmos coeficientes de Fourier. Então, f 1 (x ) = f 2 (x ) ,
exceto talvez nos pontos de descontinuidade.
Demonstração: KAPLAN, W. Cálculo avançado. Vol 2. Página 456.
26
2.4 – Série de Fourier de uma função periódica dada
Exemplo 1
0, se - 5 < x < 0
Seja f (x ) = 
, f (x ) = f (x + 10) .
3, se 0 < x < 5
a) Construa o gráfico de f(x).
0, se - 5 < x < 0
, f (x ) = f (x + 10) .
Figura 3: Gráfico de f (x ) = 
3, se 0 < x < 5
b) f(x) satisfaz às condições de Dirichlet?
•
f (x ) é definida em (− 5,5) , exceto em x = 0 (há um número finito de
descontinuidades no intervalo);
f (x ) é periódica de período fundamental P = 10 , isto é, f (x ) = f (x + 10) ;
•
f (x ) e f ' (x ) são seccionalmente contínuas em (− 5,5) .
•
Assim, a série de Fourier converge para f (x ) nos pontos de continuidade e para
dos limites laterais) nos pontos de descontinuidade.
c) Determine a série de Fourier correspondente a f(x).
P = 2L = 10 ⇒ L = 5
1
a0 =
L
∫
1
f (x )dx = 
5
−L

L
∫
0
0dx +
−5
∫
5
0
 3
3
5
3dx  = [x ]0 = (5 − 0 ) = 3
5
 5

a0 = 3
27
3
(média
2
1
an =
L
∫
1 
 nπ x 
f (x ) cos
dx
=

5
 L 
−L

L
∫
0
 nπ x 
0 cos
dx +
5 

−5
∫

 nπ x  
3 cos
dx

 5  
0

5
5
3 5
3
 nπ x  
a n =  sen
[sen (nπ) − sen (0)] = 0
 =
5  nπ
 5   0 nπ
an = 0
1
bn =
L
∫
1 
 nπ x 
f (x )sen 
dx
=

5
 L 
−L

L
∫
0
 nπ x 
0sen
dx +
5 

−5
∫

 nπ x  
3sen
dx

 5  
0

5
5
3 5
3
3
 nπ x 
b n = −
cos
[1 − cos(nπ)]
 = − [cos(nπ) − cos(0)] =
5  nπ
nπ
nπ
 5  0
bn =
3
3
n
(− 1)n +1 + 1
1 − (− 1) =
nπ
nπ
bn =
3
(− 1)n +1 + 1
nπ
[
]
[
[
]
]
Série de Fourier de f (x ) :
3 3
f (x ) = +
2 π
∞
∑
(− 1)n +1 + 1 sen nπ x 
n


 5 
n =1
f (x ) =

3 3 2
πx 2
 3π x  2
 5π x  2
 7π x 
+  sen 
 + sen
 + sen
 + sen
 + K
2 π 1
 5  3
 5  5
 5  7
 5 

f (x ) =

3 6  πx 1
 3π x  1
 5π x  1
 7π x 
+ sen 
 + sen
 + sen
 + sen 
 + K
2 π  5  3
 5  5
 5  7
 5 

3 6
f (x ) = +
2 π
∞
∑
1
 (2n − 1)π x 
sen 

2n − 1
5

n =1
28
(a)
(b)
Figura 4: (a) Expansão de f(x) em série de Fourier com n = 19 ; (b) expansão de f(x) em série de
Fourier com n = 49 .
d) Redefina f(x) para que a série de Fourier venha a convergir para f(x) em − 5 ≤ x ≤ 5 .
3 2 , x = -5
0, - 5 < x < 0

f (x ) = 3 2 , x = 0
3, 0 < x < 5

3 2 , x = 5
Exemplo 2
Seja f (x ) = x 2 , 0 < x < 2π , f (x ) = f (x + 2π) .
a) Esboce o gráfico de f(x).
Figura 5: Gráfico de f (x ) = x 2 , 0 < x < 2π , f (x ) = f (x + 2π) .
29
b) Expanda f(x) em uma série de Fourier.
P = 2 L = 2π ⇒ L = π
Lembre-se de que a função está definida em (0,2L ) , e não em (− L, L ) .
1
a0 =
L
a0 =
∫
c+ 2L
c
1
f (x )dx =
π
∫
2π
2π
1 x3 
1
8π 2
x dx =   =
8π 3 − 0 =
π  3 0
3π
3
(
2
0
)
8π 2
3
1
an =
L
∫
c+2L
c
1
 nπ x 
f (x ) cos
dx =
π
 L 
∫
2π
x 2 cos(nx )dx
(2.4.1)
0
Usando integração por partes, temos que:
∫
udv = uv −
∫
vdu
u = x 2 , du = 2xdx, dv = cos(nx )dx , v =
∫
x 2 cos(nx )dx =
x 2 sen (nx ) 2
−
n
n
∫
sen (nx )
n
x sen (nx )dx
u = x , du = dx, dv = sen (nx )dx , v = −
cos(nx )
n
∫
x 2 cos(nx )dx =
x 2 sen (nx ) 2  x cos(nx ) 1
− −
+
n
n 
n
n
∫
x 2 cos(nx )dx =
x 2 sen (nx ) 2 x cos(nx ) 2sen (nx )
+
−
+C
n
n2
n3
∫

cos(nx )dx 

Voltando a (2.4.1), obtemos:
1
an =
π
∫
2π
2π
1  x 2 sen (nx ) 2x cos(nx ) 2sen (nx ) 
x cos(nx )dx = 
+
−

π
n
n2
n3 0
2
0
30
an =
1  4π
 4
− 0 = 2
2

π n
 n
an =
4
n2
1
bn =
L
∫
c+2L
c
1
 nπ x 
f (x )sen
dx =
π
 L 
∫
2π
x 2 sen (nx )dx
(2.4.2)
0
Usando integração por partes, temos que:
u = x 2 , du = 2xdx, dv = sen (nx )dx, v = −
∫
x 2 sen (nx )dx = −
x 2 cos(nx ) 2
+
n
n
∫
cos(nx )
n
x cos(nx )dx
u = x , du = dx, dv = cos(nx )dx , v =
sen (nx )
n
∫
x 2 cos(nx ) 2  x sen (nx ) 1
x sen (nx )dx = −
+ 
−
n
n 
n
n
∫
x 2 sen (nx )dx = −
2
∫

sen (nx )dx 

x 2 cos(nx ) 2 x sen (nx ) 2 cos(nx )
+
+
+C
n
n2
n3
Voltando a (2.4.2), obtemos:
1
bn =
π
bn =
∫
0
2π
2π
1  x 2 cos(nx ) 2x sen (nx ) 2 cos(nx ) 
x sen (nx )dx = −
+
+

π
n
n2
n3
0
2
1  4π 2
2
2
4π
+ 3 − 3=−
−
π n
n
n
n 
bn = −
4π
n
31
Série de Fourier de f (x ) :
∞
∑
4π 2
f (x ) =
+4
3
 cos(nx ) πsen (nx ) 
 n 2 −

n
(2.4.3)
n =1
Em x = 0 , (2.4.3) converge para a média dos limites laterais, ou seja
4π 2 + 0
= 2π 2 .
2
Figura 6: (a) Expansão de f(x) em série de Fourier com n = 10 ; (b) expansão de f(x) em série de
Fourier com n = 20 .
∞
c) Usando a série de Fourier de f(x), prove que
∑
n =1
Considerando x = 0 em (3), temos que:
∞
∑
4π 2
2π 2 =
+4
3
1
n2
n =1
∞
∑
4
1
4π 2 2π 2
2
=
2
π
−
=
3
3
n2
n =1
32
1
1
1
1
π2
.
= 1+ 2 + 2 + 2 +L =
6
n2
2
3
4
∞
∑
1
π2
=
6
n2
n =1
Observações:
1a) Comando do winplot para uma função definida por várias sentenças::
joinx( )
Exemplo

x 2 + 2,
x <1

f (x ) = − x + 4, 1 ≤ x ≤ 3
1
 ,
x>3
x
1

joinx  x 2 + 2 | 1,− x + 4 | 3, 
x

2a) Comando do winplot para uma soma:
sum(f(n,x),n,a,b): soma de f (n, x ) de n = a até n = b
Exemplo
4
f (x ) = +
π
∞
∑
1
sen (2nx )
n
n =1
(4/pi)+sum((1/n)*sin(2*n*x),n,1,100)
33
Exercícios
01. Seja f ( x ) = x + π , − π < x < π , uma função 2π -periódica.
a) Verifique se f ( x ) satisfaz às condições de Dirichlet.
b) Expanda f ( x ) em uma série de Fourier.
∞
∑
R.: f (x ) = π + 2
(− 1)n +1 sen(nx )
n
n =1
c) Mostre que
∞
(− 1)n+1 = π .
∑ 2n − 1
n =1
4
d) Como f ( x ) deveria ser definida em x = −π e x = π para que a série de Fourier convergisse para
f ( x ) em − π ≤ x ≤ π ?
e) Plote simultaneamente o gráfico de f ( x ) e da série de Fourier que converge para ela.
02. Calcule a série de Fourier do sinal periódico representado no gráfico (a) da figura abaixo.
(a)
(b)
Figura 7: (a) Sinal; (b) Série de Fourier do sinal com n = 5 .
R.: f (x ) =
1 8
+
2 π2
∞
∑
n =1
 nπ
1 − cos
 2
2
n


 cos nπ x 


 2 
34
03. Seja o sinal representado no gráfico abaixo.
y
4
3
2
1
x
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
−1
−2
−3
−4
Figura 8: Sinal.
a) Determine a série de Fourier correspondente ao sinal.
4
R.: f (x ) = 1 +
π
∞
∑
(− 1)n +1 + 1 sen (nπx )
n
n =1
b) Para quanto converge a série de Fourier do sinal em x = 1 ? E em x = 2 ?
R.: 1
c) Use a série de Fourier determinada em (a) para calcular para quanto converge a série numérica
∞
∑
1
.
n2
n =1
R.:
π2
6
d) Plote simultaneamente os gráficos de f (x ) e da série de Fourier de f (x ) .
2.5 – Funções pares e funções ímpares
Uma função f(x) é par se
f (− x ) = f (x ) .
Assim, f 1 (x ) = x 2 , f 2 (x ) = 2 x 6 − 4 x 2 + 5 , f 3 (x ) = cos(x ) e f 4 (x ) = e x + e − x são funções pares.
35
Figura 9: Gráfico da função f (x ) = e x + e − x .
Uma função f(x) é ímpar se
f (− x ) = −f (x ) .
Assim, f 1 (x ) = x 3 , f 2 (x ) = x 5 − 3x 3 + 2 x , f 3 (x ) = sen (x ) e f 4 (x ) = tg (3x ) são funções ímpares.
Figura 10: Gráfico da função f (x ) = x 5 − 3x 3 + 2 x .
Teorema – Propriedades das funções pares e ímpares
(a) O produto de duas funções pares é par.
(b) O produto de duas funções ímpares é par.
(c) O produto de uma função par e uma função ímpar é ímpar.
(d) A soma (ou diferença) de duas funções pares é par.
36
(e) A soma (ou diferença) de duas funções ímpares é ímpar.
(f) Se f é par, então
∫
(g) Se f é ímpar, então
a
f (x )dx = 2
−a
∫
∫
a
f (x )dx .
0
a
f (x )dx = 0 .
−a
Demonstração
Seja F(x ) = f (x ) g(x ) .
(a) Suponhamos f(x) e g(x) funções pares.
Assim:
f (− x ) = f (x ), g(- x ) = g (x )
F(− x ) = f (− x ) g (- x ) = f (x ) g(x ) = F(x )
∴ F(x ) é par
b) Suponhamos f(x) e g(x) funções ímpares.
Logo:
f (− x ) = −f (x ), g (- x ) = −g(x )
F(− x ) = f (− x ) g (- x ) = −f (x )[- g(x )] = f (x ) g(x ) = F(x )
∴ F(x ) é par
(c) Suponhamos f(x) par e g(x) ímpar.
Então:
f (− x ) = f (x ), g(- x ) = −g(x )
F(− x ) = f (− x ) g (- x ) = f (x )[- g (x )] = −f (x ) g(x ) = −F(x )
∴ F(x ) é ímpar
Seja F(x ) = f (x ) ± g(x ) .
(d) Suponhamos f(x) e g(x) funções pares.
Dessa forma:
f (− x ) = f (x ), g (- x ) = g(x )
F(− x ) = f (− x ) ± g(- x ) = f (x ) ± g (x ) = F(x )
∴ F(x ) é par
(e) Suponhamos f(x) e g(x) funções ímpares.
Assim:
37
f (− x ) = −f (x ), g (- x ) = −g(x )
F(− x ) = f (− x ) + g(- x ) = −f (x ) − g(x ) = −[f (x ) + g (x )] = −F(x )
∴ F(x ) é ímpar
F(− x ) = f (− x ) − g (- x ) = −f (x ) + g(x ) = −[f (x ) − g(x )] = −F(x )
∴ F(x ) é ímpar
(f) f(x) é par ⇒ f (− x ) = f (x )
∫
∫
0
0
f − x dx =
f − x dx =
a
a
0
0
f (x )dx =
−a
a
∫ ( ) ∫ ( ) ∫ ()
∫ () ∫ () ∫ () ∫
f (x )dx = −
−a
a
a
f x dx +
−a
f x dx
0
a
f x dx =
0
a
f (x )dx = 2
f x dx +
0
0
∫
a
f (x )dx
0
(g) f(x) é ímpar ⇒ f (− x ) = −f (x )
∫
∫
0
0
f − x dx =
f − x dx = −
a
a
0
0
f (x )dx =
−a
a
∫ ( ) ∫ ( ) ∫ ()
∫ () ∫ () ∫ () ∫
f (x )dx = −
−a
a
a
f x dx +
−a
f x dx
0
a
f x dx = −
0
a
f (x )dx = 0
f x dx +
0
Exemplo
f (x ) = x 5 cos(2 x )sen (3x ), x ∈ ]- ∞, ∞[
5
f (− x ) = (− x ) cos(− 2 x )sen (− 3x )
= -x 5 cos(2x )[− sen (3x )]
= x 5 cos(2 x )sen (3x )
= f (x )
f (x ) é função par
Exercícios
Verifique a paridade das seguintes funções:
01. f (x ) = sen (x ) cos(4 x ) , x ∈ ]− ∞, ∞[
02. f (x ) = cos(2 x ) cos(5x ) , x ∈ ]− ∞, ∞[
03. f (x ) = sen (3x )sen (x ) , x ∈ ]− ∞, ∞[
04. f (x ) = sen (5x ) cos(x )sen (2x ) , x ∈ ]− ∞, ∞[
38
0
05. f (x ) = x 4 sen (2x ) , x ∈ ]− ∞, ∞[
06. f (x ) = x 2 cos(3x ) , x ∈ ]− ∞, ∞[
07. f (x ) = x 7 cos(x )sen (4 x ) , x ∈ ]− ∞, ∞[
08. f (x ) = (x + 2 ) cos(2 x ) , x ∈ ]− ∞, ∞[
09. f (x ) = e x sen (x ) , x ∈ ]− ∞, ∞[
(
)
10. f (x ) = e x + e − x cos(3x )sen (x ) , x ∈ ]− ∞, ∞[
11. f (x ) = x + e x , x ∈ ]− ∞, ∞[
12. f (x ) =
1
, x ∈ ]− ∞,0[ ∪ ]0, ∞[
x
13. f (x ) =
1 x
(e + e − x )sen(10x )cos(8x ) , x ∈ ]− ∞,0[ ∪ ]0, ∞[
2
x
(
)
14. f (x ) = e x − e − x cos(x )sen (3x ) , x ∈ ]− ∞, ∞[
2.6 – Série de Fourier de cossenos
Se f(x) é uma função par em (− L, L ) , então temos que:
1
a0 =
L
1
an =
L
∫
∫
L
2
f (x )dx =
L
−L
L
−L
∫
L
f (x )dx
0
2
 nπ x 
f (x ) cos
 dx =
L
1442 4L43
∫
L
0
 nπ x 
f (x ) cos
dx
 L 
função par
1
bn =
L
∫
L
 nπ x 
f (x )sen
dx = 0
 4L43
− L 1442
função ímpar
a
Série de Fourier de cossenos: f (x ) = 0 +
2
∞
∑
n =1
 nπ x 
a n cos

 L 
Exemplos
− x , se - 2 < x < 0
01. Expanda f (x ) = 
, f (x ) = f (x + 4 ) , em uma série de Fourier de cossenos.
 x, se 0 < x < 2
39
R.: f (x ) = 1 +
4
π2
∞
∑
(− 1)n − 1 cos nπ x 
n =1


 2 
n2
y
4
3
2
1
x
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
−1
−2
−3
−4
− x , se - 2 < x < 0
Figura 11: Gráfico da função f (x ) = 
, − 2 < x < 2 , f (x ) = f (x + 4 ) , expandida em
 x, se 0 < x < 2
série de Fourier de cossenos com n = 5 e n = 100 .
∞
02. Mostre que
∑(
n =1
1
2n − 1)
2
=
π2
8
.
∞
03. Determine para quanto converge a soma
∑(
n =1
1
2n )
2
.
R.:
π2
24
2.7 – Série de Fourier de senos
Se f(x) é uma função ímpar em (− L, L ) , então temos que:
1
a0 =
L
1
an =
L
∫
∫
L
f (x )dx = 0
−L
L
−L
 nπ x 
f (x ) cos
dx = 0
 4L43
1442
função ímpar
40
1
bn =
L
∫
L
2
 nπ x 
f (x )sen
dx =
L
 L 3
− L 144244
∫
L
 nπ x 
f (x )sen
dx
 L 
0
função par
∞
Série de Fourier de senos: f (x ) =
∑
n =1
 nπ x 
b n sen

 L 
Exemplo
Expanda f (x ) = x , - 2 < x < 2 , f (x ) = f (x + 4 ) , em uma série de Fourier de senos.
R.: f (x ) =
4
π
∞
∑
(− 1)n +1 sen nπ x 
n =1
n


 2 
y
4
3
2
1
x
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
−1
−2
−3
−4
Figura 12: Gráfico da função f (x ) = x , − 2 < x < 2 , f (x ) = f (x + 4 ) , expandida em série de Fourier de
senos com n = 10 e n = 100 .
Exercícios
01. Seja f (x ) = 2 x, - 3 ≤ x < 3 , f (x ) = f (x + 6) .
a) Desenvolva f(x) em uma série de Fourier.
R.: f (x ) =
12
π
∞
∑
n =1
(− 1)n +1 sen nπ x 
n


 3 
41
∞
b) Determine para quanto converge a série
∑
n =1
(− 1)n +1 .
2n − 1
R.: π 4
02. Calcule a série de Fourier do sinal periódico representado no gráfico (a) da figura abaixo.
(a)
(b)
Figura 13: (a) Sinal; (b) Série de Fourier do sinal com cinco harmônicos.
R.: f (x ) =
3 8
+
2 π2
∞
∑
n =1
 nπ 
cos
 −1
 2  cos nπ x 


n2
 2 
03. Calcule a série de Fourier do sinal periódico representado no gráfico (a) da figura abaixo.
(a)
(b)
Figura 14: (a) Sinal; (b) Série de Fourier do sinal com vinte harmônicos.
42
R.: f (x ) =
6
π
∞
∑
(− 1)n −
n =1
2
 nπ
sen
nπ
 2
n


 sen  nπ x 


 2 
4, - 4 < x ≤ -2

- 3x - 2, - 2 ≤ x ≤ 0

04. Seja f (x ) = 
, f (x ) = f (x + 8) . Determine a série de Fourier de f (x ) .
3x
2,
0
≤
x
≤
2


4, 2 ≤ x < 4
R.: f (x ) =
5 24
+
2 π2
∞
∑
n =1
 nπ 
cos
 −1
 2  cos nπ x 


n2
 4 
05. Seja f (x ) = x sen (2 x ), - π < x < π, f (x + 2π ) = f (x ) , representada graficamente abaixo.
y
3
2
1
x
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
−1
−2
−3
Figura 15: Gráfico de f (x ) = x sen (2 x ), - π < x < π, f (x + 2π ) = f (x ) .
a) Determine a série de Fourier de f (x ) .
∞
∑
1 4
1
R.: f (x ) = − + cos(x ) − cos(2 x ) − 4
2 3
4
(− 1)n +1 cos(nx )
n =3
n2 − 4
b) Empregando (a), calcule para quanto converge a série numérica
∞
∑
n =1
R.:
(− 1)n+1 = 1 − 1 + 1 − 1 + 1 − 1 + K .
n (n + 4) 1.5 2.6 3.7 4.8 5.9 6.10
7
48
43
06. Seja f : R → R / f (x ) = x cos(3x ), - π < x < π, f (x + 2π) = f (x ) .
a) Calcule a série de Fourier de f (x ) .
∞
∑
1
4
1
R.: f (x ) = sen (x ) − sen (2x ) − sen (3x ) + 2
4
5
6
n=4
n
n (− 1)
sen (nx )
(n − 3)(n + 3)
b) Determine para quanto converge a série numérica
∞
∑
n =1
R.:
(− 1)n +1 (2n + 3) = 5 − 7 + 9 − 11 + 13 − 15 + K .
n (n + 3)
1.4 2.5 3.6 4.7 5.8 6.9
5
6
2.8 – O fenômeno de Gibbs
Josiah Willard Gibbs (1839-1903): matemático e físico teórico norte americano. Principais
contribuições: análise vetorial e mecânica estatística.
O fenômeno de Gibbs descreve a maneira peculiar como a série de Fourier truncada de uma
função f (x ) periódica e seccionalmente contínua se comporta nas vizinhanças de uma descontinuidade
dessa função. A n-ésima soma parcial da série de Fourier apresenta oscilações de maior amplitude nas
proximidades de uma descontinuidade. A amplitude dessas oscilações não diminui com o aumento do
número de harmônicos, porém tende a um limite. Há uma estimativa para a amplitude das oscilações
nas proximidades de uma descontinuidade x 0 dada por
0,09[f (x 0 + ) − f (x 0 - )].
A Figura 16 ilustra o fenômeno de Gibbs para a onda quadrada.
0, - 1 < x < 0
Onda quadrada: f (x ) = 
, f (x + 2 ) = f (x ) .
1, 0 < x < 1
1 1
Série de Fourier da onda quadrada: f (x ) = +
2 π
∞
∑
n =1
44
(− 1)n +1 + 1 sen(nπx )
n
y
1
x
−1
1
0, - 1 < x < 0
, f (x + 2) = f (x ) , com n = 5 ,
Figura 16: Série de Fourier da onda quadrada f (x ) = 
1, 0 < x < 1
n = 10 , n = 20 e n = 100 .
Exercício
Pesquise a respeito dos seguintes aspectos do fenômeno de Gibbs:
a) amplitude das oscilações;
b) como minimizar os efeitos do fenômeno de Gibbs;
c) consequências do fenômeno de Gibbs associadas principalmente à compactação de imagens e de
áudio;
d) associe os fenômenos de Gibbs e de Runge (interpolação polinomial).
2.9 – A identidade de Parseval para séries de Fourier
Marc-Antoine Parseval des Chênes (1755-1836): matemático francês.
Se a n e b n são os coeficientes de Fourier correspondentes a f (x ) , e se f (x ) satisfaz as
condições de Dirichlet, então
1
L
∫
L
[f (x )]
−L
2
a2
dx = 0 +
2
45
∞
∑(
a 2n + b 2n ).
n =1
Demonstração
Assumimos que a série de Fourier correspondente a f (x ) converge uniformemente para f (x )
em (− L, L ) e que:
1
a0 =
L
1
an =
L
1
bn =
L
∫
∫
∫
L
f (x )dx
⇒
−L
∫
∫
∫
L
f (x )dx = a 0 L
−L
L
 nπ x 
f (x ) cos
dx
 L 
−L
⇒
L
 nπ x 
f (x )sen
dx
 L 
−L
⇒
L
 nπ x 
f (x ) cos
dx = a n L
 L 
−L
L
 nπ x 
f (x )sen
dx = b n L
 L 
−L
Dessa forma, multiplicando
∞
∑
a
f (x ) = 0 +
2
n =1

 nπ x 
 nπ x 
a n cos L  + b n sen L 





por f (x ) e integrando termo a termo de –L a L, temos que:
∫
∫
∫
1
L
L
[f (x )]
2
−L
L
a
dx = 0
2
∫
∞
L
f (x )dx +
−L
L

2

−L
∫
L
[f (x )]
−L
2
+
a2
dx = 0 +
2
 nπ x 
f (x ) cos
dx + b n
L


−L
∫
 nπ x  
f (x )sen
dx 
L

 
−L
L
a n a n L + b n b n L)
n =1
∞
2
[f (x )] 2 dx = L  a 0
L
∞
∑(
∑(
∑(
−L
[f (x )]
∑ ∫
n =1
a
dx = 0 a 0 L +
2
2

a n

n =1

a 2n + b 2n 


)
∞
a 2n + b 2n
)
n =1
Aplicações
•
•
Convergência de séries.
Verificar se uma série trigonométrica é a série de Fourier de uma função f(x).
46
Exercício
− x , se - 2 < x < 0
, f (x ) = f (x + 4 ) . Determine a identidade de Parseval correspondente à
Seja f (x ) = 
 x, se 0 < x < 2
série de Fourier de f(x).
∞
R.:
∑(
1
2n − 1)
n =1
=1+
4
1
1
1
π4
+
+
+
L
=
96
34 54 7 4
(2.9.1)
2.10 – Convergência de séries numéricas através da série de Fourier
Exemplo
Empregando a identidade de Parseval determinada anteriormente, mostrar que
∞
∑
n =1
∞
∑
∑
∑ ∑( )
∑
∑
∑
∑
∑
()
1 π4
=
n 4 90
∞
e
∑
n =1
1
π4
.
=
(2n )4 1440
1
1
1
1
1
1
1
= 1+ 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4 +L
4
n
2
3
4
5
6
7
n =1
∞
1 
1
1
1
1
1
  1

= 1 + 4 + 4 + 4 + L  +  4 + 4 + 4 + L 
4
n
5
7
4
6
 3
 2

n =1
∞
1
=
n4
n =1
∞
∞
n =1
1
1
+ 4
4
2
2n − 1
1 π4 1
=
+
n 4 96 16
n =1
∞
1
1
1


1 + 4 + 4 + 4 + L 
3
4
 2

1
n4
n =1
1

1 − 
 16 
∞
1 π4
=
n 4 96
n =1
15
16
∞
1 π4
=
n 4 96
n =1
∞
1 16 π 4
π4
=
=
n 4 15 96 15 6
n =1
47
∞
∑
1 π4
=
n 4 90
(2.10.1)
n =1
Empregando (2.9.1) e (2.10.1), temos que:
∞
∑(
∑(
∑(
1
2n )
n =1
∞
∞
4
=
4
=
1
2n )
n =1
=
1
2n )
n =1
4
1
1
1
1
+ 4 + 4 + 4 +L
4
8
2
4
6
π4
−
90
π4
96
=
16π 4 − 15π 4
1440
π4
1440
2.11 – Derivação e integração da série de Fourier
∞
Teorema 1: Se {u n (x )}, n = 1,2,3,K , forem contínuas em [a , b] e se
∑
u n (x ) convergir
n =1
uniformemente para a soma S(x ) em [a , b] , então
∫
∞
b
S(x )dx =
a



∑∫
n =1
b
a

u n (x )dx  ou





∞
∫ ∑
b
a
n =1


u n (x )dx =

∞



∑∫
n =1
b
a

u n (x )dx  .

Assim, uma série uniformemente convergente de funções contínuas pode ser integrada termo a
termo.
Teorema 2: Se {u n (x )}, n = 1,2,3,K , forem contínuas e tiverem derivadas contínuas em [a , b]
∞
e se
∑
∞
u n (x ) convergir para S(x ) enquanto
∑
n =1
u 'n (x ) é uniformemente convergente em [a , b] ,
n =1
então em [a , b]
∞
S (x ) =
'
∑
n =1
d 
u (x ) ou

dx 

'
n
∞
∑
n =1


u n (x ) =

∞
∑
n =1
d
u n (x ) .
dx
Dessa forma, a série pode ser derivada termo a termo.
Observação: Os teoremas 1 e 2 oferecem condições suficientes, porém não necessárias.
48
Teorema 3: A série de Fourier correspondente a f(x) pode ser integrada termo a termo de a a x,
e a série resultante convergirá uniformemente para
∫
x
f (u )du desde que f(x) seja seccionalmente
a
contínua em − L ≤ x ≤ L e ambos, a e x, pertençam a esse intervalo.
Exemplo
Seja f (x ) = x, - 2 < x < 2 .
a) Obtenha uma série de Fourier para f (x ) = x 2 , 0 < x < 2 , integrando a série de Fourier
f (x ) = x =
4
π
∞
∑
(− 1)n +1 sen nπ x  .
n =1


 2 
n
∞
b) Use a série obtida anteriormente para mostrar que
∑
(− 1)n +1 = π 2
n2
12
.
n =1
a) f (x ) = x =
4
π
∞
∑(
n =1
n +1
− 1)
n
 nπ x 
sen

 2 
f (x ) = x =

4  π x  1
 2π x  1
 3π x  1
 4π x 
sen
 + L
 − sen
 + sen
 − sen 

π  2  2  2  3  2  4  2 

f (u ) = u =

4  π u  1
 2π u  1
 3π u  1
 4π u 
sen
 − sen
 + sen
 − sen
 + L

π  2  2  2  3  2  4  2 

Integrando a igualdade anterior de 0 a x, temos que:
∫
x
0
4
udu = 
π

∫
x
1
πu
sen 
du −
2
 2 
0
∫
x
1
 2π u 
sen
du +
3
 2 
0
∫
x
1
 3π u 
sen
du −
4
 2 
0
∫

 4π u 
sen
du + L

 2 
0

x



x2 4  2
2
2
2
πx
 2π x 
 3π x 
 4π x 
= − cos
 + C1 + 2 cos
 + C 2 − 2 cos
 + C 3 + 2 cos
 + C 4 + L
2
π π
2 
2 
2 
4 4
π 44
 4244444
144444
44424π44444
444
432π44444
4444
3
(1)



x2
4 2
2
2
2
πx
 2π x 
 3π x 
 4π x 
= C ' + − cos
 + 2 cos
 − 2 cos
 + 2 cos
 + L
2
π π
 2  2 π
 2  3 π
 2  4 π
 2 


x2
8  πx 1
 2π x  1
 3π x  1
 4π x 
= C ' − 2 cos
 − 2 cos
 + 2 cos
 − 2 cos
 + L
2
π   2  2
 2  3
 2  4
 2 

x2 = C −
16
π2
 πx 1

 2π x  1
 3π x  1
 4π x 
cos 2  − 2 2 cos 2  + 3 2 cos 2  − 4 2 cos 2  + L







 

49
∞
∑
Em (1), se a soma
C i = C1 + C 2 + K < ∞ for conhecida, podemos usá-la para determinar a 0 .
i =1
a
1
C= 0 =
2 L
∫
2
1
f (x )dx =
2
0
∫
2
2
1 x3 
1 8 4
x dx =   = ⋅ =
2  3 0 2 3 3
2
0
Logo:
x2 =
4 16
−
3 π2
 π x  1

 2π x  1
 3π x  1
 4π x 
cos 2  − 2 2 cos 2  + 3 2 cos 2  − 4 2 cos 2  + L







 

4 16
f (x ) = x = − 2
3 π
2
∞
∑
(− 1)n +1 cos nπ x 
n2
(2.11.1)


 2 
n =1
b) Considerando x = 0 em (2.11.1):
∞
∑
( )
∑
( )
∑
( )
∑
4 16
x2 = − 2
3 π
(− 1)n +1
n2
n =1
0=
∞
4 16
−
3 π2
n +1
−1
n2
n =1
∞
4
16
− =− 2
3
π
n +1
−1
n2
n =1
4 π2
⋅
=
3 16
∞
n +1
−1
n2
n =1
∞
∑
(− 1)n +1 = π 2
n2
12
n =1
2.12 – A forma exponencial (ou complexa) da série de Fourier
a
a) Mostrar que f (x ) = 0 +
2
∞
complexa f (x ) =
∑
cne
i
nπ x
L
∞
∑
n =1

 nπ x 
 nπ x 
a n cos L  + b n sen  L  pode ser escrita na forma





.
n = −∞
50
b) Mostrar que os coeficientes de Fourier a 0 , a n e b n podem ser escritos como uma única
1
integral c n =
2L
∫
L
f (x )e
−i
nπ x
L
dx , n = 0,±1,±2,±3,K .
-L
a) Recordando as identidades de Euler (Leonhard Euler (1707-1783): matemático suíço)
e ± iθ = cos(θ ) ± i sen (θ )
Seja f (x ) = [cos(x ) + i sen (x )]e − i x .
(2.12.1)
d
f (x ) = [i cos(x ) − sen (x )]e −i x + [cos(x ) + i sen (x )](− i )e −i x
dx
d
f (x ) = [i cos(x ) − sen (x ) − i cos(x ) + sen (x )]e −i x = 0 ⇒ f (x ) é constante
dx
f (0 ) = [cos(0) + i sen (0 )]e −i (0 ) = 1
f (x ) = 1
Voltando a (2.12.1), temos que:
1 = [cos(x ) + i sen (x )]e −i x ⇒ cos(x ) + i sen (x ) = e i x
Assim:
e
e
i
nπ x
L
−i
nπ x
L
 nπ x 
 nπ x 
= cos
 + i sen

 L 
 L 
 nπ x 
 nπ x 
 nπ x 
 nπ x 
= cos −
 + i sen  −
 = cos
 − i sen 

L 
L 


 L 
 L 
As igualdades anteriores conduzem a:
 nπ x  e
cos
=
 L 
 nπ x  e
sen
=
 L 
i
nπ x
L
i
nπ x
L
+e
2
−e
2i
−i
nπ x
L
−i
nπ x
L
Substituindo as igualdades acima na série de Fourier de f (x ) , temos que:
51
∞
∑
∑
∑
∑
∑
a
f (x ) = 0 +
2
n =1
∞
a
f (x ) = 0 +
2
n =1
∞
a
f (x ) = 0 +
2
n =1
∞
a
f (x ) = 0 +
2
n =1
∞
a
f (x ) = 0 +
2
n =1

 nπ x 
 nπ x  
a n cos L  + b n sen L 





nπ x
nπ x
nπ x
nπ x
i
i
−i
−i

 e L +e L
e L −e L
+ bn
an
2
2i


 a n b n  i nπL x  a n b n  −i nπL x 
+  − e
e
 +

2i 
 2 2i 
 2

 ia n + b n  i nπL x  ia n − b n  −i nπL x 
+
e
e


2
i
2
i






 a n − ib n

2

Considerando c n =
∞
f (x ) =
∑
cne
i





 i
e

nπ x
L
 a + ib n
+ n
2

 −i
e

nπ x
L



a + ib n
a n − ib n
e c -n = n
⇒ a n = c n + c −n e b n = i(c n − c −n ) :
2
2
nπ x
L
n = −∞
a0
2
n = 0 ⇒ c0 =
Exercício
Mostre que
∫
L
e
i
( n − m )π x
L
-L
0, se m ≠ n
dx = 
2L, se m = n
∞
b) Multiplicando f (x ) =
∑
cne
i
nπ x
L
por e
−i
mπ x
L
e integrando de –L a L, obtemos:
n = −∞
∫
∫
L
f (x )e
−i
mπ x
L
∞
dx =
-L
f (x )e
-L
∑ ∫
∑ ∫
n = −∞
L
−i
mπ x
L
∞
dx =

c
 n

n = −∞

c
 n

L
e
i
nπ x
L
e
−i
mπ x
L
-L
L
e
-L
i
( n − m )π x
L

dx 



dx 


52
Considerando n = m :
∫
L
f (x )e
nπ x
L
−i
dx = c n 2L
-L
1
cn =
2L
∫
L
f (x )e
−i
nπ x
L
dx
-L
Outra forma de mostrar:
1
1 1
c n = (a n − ib n ) = 
2
2 L

1
cn =
2L
1
cn =
2L
1
c0 =
2L
∫
∫
L
∫
L
1
 nπ x 
f (x ) cos
dx − i
L
 L 
−L
∫
 nπ x  
f (x )sen 
dx 
 L  
−L
L
  nπ x 
 nπ x 
f (x )cos
 − i sen
 dx
 L 
  L 
−L
L
f (x )e
−i
nπ x
L
dx
−L
∫
L
1
f (x )dx ⇒ 2c 0 =
L
−L
∫
L
f (x )dx ⇒ 2c 0 = a 0 ⇒ c 0 =
−L
a0
2
Exemplo
f (x ) = x , - 2 < x < 2, P = 4 ⇒ L = 2
1
cn =
2L
1
cn =
4
∫
∫
i
cn = −
4
L
f (x )e
−i
nπ x
L
dx
−L
2
xe
−2
∫
2
−2
−i
nπ x
2
1
dx =
4
∫
2
−2
  nπ x 
 nπ x  
x cos
 − i sen 
 dx
 2 
  2 
i
 nπ x 
x sen 
dx = −
2
 2 
∫
0
2
 nπ x 
xsen
dx
 2 
Integrando por partes, temos que:
2
i  2x
4
i 4
 nπ x 
 nπ x 

c n = − −
cos
cos(nπ )
 + 2 2 sen 
 = −  −
2  nπ
2  nπ
 2  n π
 2  0

53
(2.12.2)
cn =
2i
(− 1)n , n ≠ 0
nπ
n = 0 ⇒ c 0 = 0 (substitua n por 0 em (2.12.2))
∞
f (x ) =
∑
cne
i
nπ x
L
n = −∞
∞
f (x ) =
∑
n = −∞
i
2i
(− 1)n e
nπ
nπ x
2
2i
=
π
∞
∑
n = −∞
(− 1)n e i nπ2 x
n
Verificando a equivalência entre as formas exponencial e usual:
2
f (x ) =
π
∞
∑
(− 1)n
n
n = −∞
Para n opostos,
4
f (x ) =
π
∞
∑

 nπ x  
 nπ x 
i cos 2  − sen 2 





(− 1)n i cos nπ x 

 se anula e
 2 
n
(− 1)n sen nπ x  duplica. Assim:
n


 2 
(− 1)n +1 sen nπ x 
n


 2 
n =1
1
c0 =
4
∫
2
x dx = 0
−2
Exercícios
01. Determine a série de Fourier na forma exponencial de f (x ) = e − x , − π < x < π , f (x ) = f (x + 2π ) .
senh (π)
R.: f (x ) =
π
∞
∑
(− 1)n e inx
1 + in
n = −∞
 10, - 5 < x < 0
02. Seja f (x ) = 
, f (x ) = f (x + 10) . Expanda f (x ) em série de Fourier na forma
− 10, 0 < x < 5
exponencial.
54
10i
R.: f (x ) =
π
∞
∑
(− 1)n +1 + 1 e i nπ5 x , n = 0 ⇒ c
n
i
0
n = −∞
( 2 n −1) π
x
20i ∞ e 5
= 0 ou f (x ) =
∑
π n = −∞ 2n − 1
03. Seja f (x ) = 2 x, - π < x < π, f (x + 2π) = f (x ) .
a) Expanda f (x ) em série de Fourier na forma exponencial. Para quanto converge a série em
x = ±π ?
∞
R.: f (x ) = 2 i
∑
(− 1)n e inx , n = 0 ⇒ c
n
0
=0
n = −∞
Em x = ± π a série de Fourier converge para a média dos limites laterais, ou seja, zero.
∞
b) Use a série determinada no item a para calcular
∑
1
π2
.
R.:
6
n2
n =1
2.13 – Aplicações da série de Fourier na solução de equações diferenciais parciais
A série de Fourier surge na solução de equações diferenciais parciais, tais como a equação do
calor, a equação da onda e a equação de Laplace.
2.13.1 – Equações diferenciais
Uma equação diferencial é uma igualdade que relaciona uma função e suas derivadas (ou
apenas as derivadas dessa função).
Uma equação diferencial ordinária (EDO) é uma igualdade envolvendo as derivadas de uma
função de uma única variável independente.
Exemplos
dy(t )
+ 3y(t ) = 0, t > 0
dt
(1)
u '' (x ) − 4u (x ) = 3 cos(2πx ), x > 0
(2)
Uma equação diferencial parcial (EDP) é uma igualdade envolvendo as derivadas de uma
função de duas ou mais variáveis independentes.
Exemplos
u t (x , t ) = 2u xx (x, t ), 0 < x < 2, t > 0
(3)
55
∂ 2 u (x , y ) ∂ 2 u (x , y )
+
= 2 xy, 0 < x < 1, 0 < y < 1
∂x 2
∂y 2
(4)
u t (x , t ) + u (x, t )u x (x , t ) = Γ u xx (x , t ), 1 < x < 5, t > 0
(5)
A ordem de uma equação diferencial é dada pela derivada (simples ou parcial) de maior ordem
que ocorre na equação.
Uma equação diferencial é dita linear quando depende linearmente da função (variável
dependente) envolvida e seus coeficientes independem dessa função.
Uma equação diferencial é dita homogênea quando o termo que independe da função e de suas
derivadas é identicamente nulo.
Assim, nos exemplos dados anteriormente, temos em:
(1) uma EDO linear de 1a ordem homogênea;
(2) uma EDO linear de 2a ordem não homogênea;
(3) uma EDP linear de 2a ordem homogênea;
(4) uma EDP linear de 2a ordem não homogênea (equação de Poisson);
(5) uma EDP não linear de 2a ordem não homogênea (equação de Burger).
Na solução de equações diferenciais parciais podemos ter dois tipos de informações
suplementares necessárias à unicidade de solução: condições iniciais e condições de contorno
(domínios limitados). Dessa forma, teremos problemas de valor inicial, problemas de contorno ou
problemas mistos (ambos).
Uma equação diferencial parcial de segunda ordem da forma
A
∂ 2 φ(x, y )
∂ 2 φ(x , y )
∂ 2 φ(x, y )
∂φ(x, y )
∂φ(x , y )
+
B
+
C
+D
+E
+ Fφ(x , y ) = G
2
2
∂x∂y
∂x
∂y
∂ x
∂ y
é dita elíptica se B 2 − 4AC < 0 , parabólica se B 2 − 4AC = 0 e hiperbólica se B 2 − 4AC > 0 .
2.13.2 – Equação do calor
u t (x , t ) = κ u xx (x , t ) (equação diferencial parcial parabólica)
A formulação matemática da equação do calor pode ser encontrada em FIGUEIREDO, D.G.
Análise de Fourier e equações diferenciais parciais, página 1.
Obtenha uma solução u (x , t ) para o problema misto abaixo.
56
 ∂u
∂ 2u
=
3
,
t > 0, 0 < x < 2

2
∂
t
∂
x

u (0, t ) = u (2, t ) = 0, t > 0
u (x,0) = x ,
0<x<2

 u (x, t ) < M (solução limitada)
Solução: u (x, t ) = X(x )T(t ) (separação de variáveis)
Substituindo (1) na equação diferencial parcial, obtemos:
(2.13.2.1)
2
∂
(XT ) = 3 ∂ 2 (XT )
∂t
∂x
X
dT
d2X
= 3T 2
dt
dx
1 dT 1 d 2 X
=
= −λ2
2
3T dt X dx
(2.13.2.2)
Pode-se mostrar que uma constante c ≥ 0 em (2.13.2.2) não satisfaz as condições de contorno.
Assim:
 dT
2
 dt + 3λ T = 0
 2
 d X + λ2 X = 0
 dx 2
(2.13.2.3)
A solução do sistema de equações diferenciais ordinárias (2.13.2.3) é:
2
T = Ce −3λ t
(2.13.2.4)
X = A 1 cos(λ x ) + B1sen (λ x )
Substituindo (2.13.2.4) em (2.13.2.1), encontramos
2
u (x, t ) = e −3λ t [A cos(λ x ) + Bsen (λ x )], A e B constantes .
(2.13.2.5)
Precisamos agora determinar A e B de tal maneira que (2.13.2.5) satisfaça as condições de
contorno.
2
2
u (0, t ) = 0 ⇒ e −3λ t A = 0 ⇒ A = 0 ⇒ u (x , t ) = Be −3λ t sen (λ x )
u (2, t ) = 0 ⇒ Be
−3λ2 t
sen (2λ ) = 0
(2.13.2.6)
(2.13.2.7)
Como B = 0 satisfaz (2.13.2.7) (não nos interessa a solução trivial), evitamos essa escolha
( u (x, t ) = 0 ). Consideremos então
57
sen (2λ ) = 0 ⇒ 2λ = nπ ⇒ λ =
nπ
, n ∈ Z.
2
(2.13.2.8)
Substituindo (2.13.2.8) em (2.13.2.6):
u (x , t ) = B n e
−
3n 2π 2 t
4
 nπ x 
sen 
.
 2 
(2.13.2.9)
Em (2.13.2.9), substituímos B por B n , indicando que constantes diferentes podem ser usadas
para diferentes valores de n.
Lembrando que somas de soluções da forma (2.13.2.9) são também soluções (princípio da
superposição), podemos escrever (2.13.2.9) como:
∞
u (x , t ) =
∑
n =1
Bn e
−
3 n 2π 2 t
4
 nπ x 
sen 
.
 2 
(2.13.2.10)
A solução (2.13.2.10) deve satisfazer também a condição inicial u (x,0 ) = x, 0 < x < 2 .
Portanto, substituindo t = 0 em (2.13.2.10), obtemos:
∞
x=
∑
n =1
 nπ x 
B n sen
, 0 < x < 2 .
 2 
(2.13.2.11)
Observe que (2.13.2.11) equivale a expandir f (x ) = x , − 2 < x < 2 , em uma série de Fourier de
senos.
Logo:
Bn = −
4
4
4
n
(− 1)n +1 .
cos(nπ ) = − (− 1) =
nπ
nπ
nπ
(questão resolvida anteriormente)
(2.13.2.12)
Substituindo (2.13.2.12) em (2.13.2.10), chegamos à solução
4
u (x , t ) =
π
∞
∑
2 2
(− 1)n +1 e − 3n 4π t sen nπ x  .
n


 2 
n =1
(2.13.2.13)
Exercício
Mostre que a solução (2.13.2.13) satisfaz a equação diferencial parcial, as condições de contorno e a
condição inicial.
58
2.13.3 – Equação da onda
u tt (x , t ) = c 2 u xx (x, t ) (equação diferencial parcial hiperbólica)
A formulação matemática da equação da onda pode ser encontrada em FIGUEIREDO, D.G.
Análise de Fourier e equações diferenciais parciais, página 130.
Determine uma solução u (x , t ) para o seguinte problema misto.
2
∂ 2u
2 ∂ u
=
a
 2
∂x 2
 ∂t
u(0, t ) = u (L, t ) = 0

u(x,0) = f (x )
u (x ,0) = 0
 t
 u(x, t ) < M


0 < x < L, t > 0
t>0
0< x<L
0< x<L
Solução: u (x, t ) = X(x )T(t ) (separação de variáveis)
(2.13.3.1)
Substituindo (2.13.3.1) na equação diferencial parcial, obtemos:
2
∂2
2 ∂
(
)
(XT )
=
XT
a
∂ t2
∂x 2
X
d 2T
d2X
2
=
a
T
dt 2
dx 2
1 d 2T 1 d 2X
=
= −λ2
2
2
2
X dx
a T dt
(2.13.3.2)
d 2T
2 2
 2 + a λ T = 0
dt
 2
 d X + λ2 X = 0
 dt 2
(2.13.3.3)
A solução do sistema de equações diferenciais ordinárias (2.13.3.3) é:
T = A1 cos(aλt ) + A 2 sen (aλt )
X = B1 cos(λx ) + B 2 sen (λx )
.
(2.13.3.4)
Substituindo (2.13.3.4) em (2.13.3.1), encontramos
u (x, t ) = [A 1 cos(aλt ) + A 2 sen (aλt )][B1 cos(λx ) + B 2 sen (λx )] .
59
(2.13.3.5)
Devemos agora determinar as constantes para que (2.13.3.5) satisfaça as condições de contorno
e as condições iniciais.
u (0, t ) = 0 ⇒ B1 [A 1 cos(aλt ) + A 2 sen (aλt )] = 0 ⇒ B1 = 0 (a solução trivial não interessa)
(2.13.3.6)
u (x, t ) = [A 1 cos(aλt ) + A 2 sen (aλt )][B 2 sen (λx )] = sen (λx )[Asen(aλt ) + B cos(aλt )]
(2.13.3.7)
u (L, t ) = 0 ⇒ sen (λL )[Asen(aλt ) + B cos(aλt )] = 0
(2.13.3.8)
sen (λL ) = 0 ⇒ λL = nπ ⇒ λ =
nπ
, n∈Z
L
(2.13.3.9)
u t (x , t ) = sen (λx )[aλA cos(aλt ) − aλBsen(aλt )]
u t (x ,0 ) = aλAsen(λx ) = 0 ⇒ A = 0
(2.13.3.10)
Substituindo (2.13.3.9) e (2.13.3.10) em (2.13.3.7), temos que:
u (x, t ) = Bsen (λx ) cos(aλt ) ;
∞
u (x , t ) =
∑
n =1
 nπ x   nπ at 
B n sen 
 cos
.
 L   L 
(2.13.3.11)
Em (2.13.3.11), acrescentamos o índice n à constante B pensando na superposição de soluções.
∞
u (x , 0 ) = f (x ) ⇒
∑
n =1
 nπ x 
B n sen 
 = f (x ) .
 L 
(2.13.3.12)
Temos em (2.13.3.12) a expansão de f(x) em uma série de Fourier de senos. Logo:
2
Bn =
L
∫
L
0
 nπ x 
f (x )sen
dx .
 L 
(2.13.3.13)
Substituindo (2.13.3.13) em (2.13.3.11), obtemos a solução procurada.
2
u (x , t ) =
L
∞
∑∫
n =1



0
L
 nπ x    nπ x   nπ at 
f (x )sen 
dx sen
 cos

 L    L   L 
(2.13.3.14)
Exercício
Mostre que a solução (2.13.3.14) satisfaz a equação diferencial parcial, as condições de contorno e as
condições iniciais.
60
2.13.4 – Equação de Laplace
u xx (x, y ) + u yy (x, y ) = 0 (equação diferencial parcial elíptica)
Obtenha uma solução u (x , y ) para o problema de contorno a seguir.
∂ 2u ∂ 2u
 2 + 2 =0
∂y
 ∂x

u(0, y ) = u (1, y ) = u (x,0 ) = 0
u(x,1) = u = f (y )
1

 u(x, t ) < M
0 < x < 1, 0 < y < 1
y
1
u1
0
0
x
0
0
1
Figura 17: Condições de contorno para a equação de Laplace.
Solução: u (x, y ) = X(x )Y(y ) (separação de variáveis)
(2.13.4.1)
Substituindo (2.13.4.1) na equação diferencial parcial, obtemos:
∂2
∂2
(
XY
)
+
(XY ) = 0
∂x 2
∂y 2
Y
d 2X
d2Y
+
X
=0
dx 2
dy 2
d2X
d 2Y
Y 2 = −X 2 = −λ2
dx
dy
1 d2X
1 d 2Y
=−
= −λ2
2
2
X dx
Y dy
(2.13.4.2)
61
d 2X
2
 2 +λ X =0
 dx
 2
 d Y − λ2 Y = 0
 dy 2
(2.13.4.3)
A solução do sistema de equações diferenciais ordinárias (2.13.4.3) é:
X = A 1 cos(λx ) + B1sen (λx )
Y = A 2 cosh (λy ) + B 2 senh (λy )
.
(2.13.4.4)
Substituindo (2.13.4.4) em (2.13.4.1), encontramos
u (x, t ) = [A 1 cos(λx ) + B1sen (λx )][A 2 cosh (λy ) + B 2 senh (λy )] .
(2.13.4.5)
Devemos agora determinar as constantes para que (2.13.4.5) satisfaça as condições de contorno.
u(0, y) = 0 ⇒ A1[A 2 cosh(λy) + B2 senh(λy)] = 0 ⇒ A1 = 0 (a solução trivial não interessa)
(2.13.4.6)
u (x, t ) = sen (λx )[A cosh (λy ) + Bsenh(λy )]
(2.13.4.7)
u (x,0 ) = 0 ⇒ Asen (λx ) = 0 ⇒ A = 0
(2.13.4.8)
u (x, t ) = Bsen (λx )senh (λy )
(2.13.4.9)
u (1, y ) = 0 ⇒ Bsen(λ )senh (λy ) = 0 ⇒ sen (λ ) = 0 ⇒ λ = nπ, n ∈ Z
(2.13.4.10)
Substituindo (2.13.4.10) em (2.13.4.9) e usando o princípio da superposição, temos que:
∞
u (x , t ) =
∑
B n sen (nπx )senh (nπy ) ;
(2.13.4.11)
n =1
∞
u (x,1) = u 1 ⇒
∑
B n senh (nπ )sen (nπx ) = u 1 .
(2.13.4.12)
n =1
Temos em (2.13.4.12) a expansão de u 1 em uma série de Fourier de senos. Assim:
2
senh (nπ)B n =
1
∫
0
1
u 1sen (nπ x )dx ⇒ B n =
1
2u 1  1

−
cos(nπ x ) ;

senh (nπ)  nπ
0
62
Bn =
2u 1
(− 1)n +1 + 1 .
[− cos(nπ) + 1] = 2u 1
nπ senh (nπ )
nπ senh (nπ)
[
]
(2.13.4.13)
Substituindo (2.13.4.13) em (2.13.4.11), obtemos a solução procurada.
2u
u (x , t ) = 1
π
∞
∑
[(− 1)
n =1
n +1
]
+1
sen (nπx )senh (nπy )
n senh (nπ)
(2.13.4.14)
Exercícios
01. Mostre que a solução (2.13.4.14) satisfaz a equação diferencial parcial e as condições de contorno.
02. Suponha uma barra de comprimento L (extremos em x = 0 e x = L ) com temperatura inicial dada
por uma função f(x). Determine a distribuição de temperatura na barra.
Para este caso, o problema de valor de contorno é dado por
 ∂u
∂ 2u
t > 0, 0 < x < L
 =κ 2 ,
∂x
 ∂t
u x (0, t ) = u x (L, t ) = 0, t > 0
u (x,0) = f (x ),
0<x<L

 u (x, t ) < M (solução limitada)
R.:
1
u (x , t ) =
L
∫
L
2
f (x )dx +
L
0
∞



∑∫
n =1
L
0
κ n 2π 2 t
 nπ x   − L2
 nπ x 
f (x ) cos
cos
dx  e

 L  
 L 
03. Solucione o problema misto:
∂
∂2
u
(
x
,
t
)
=
2
u (x , t )

2
∂
t
∂
x

u(0, t ) = u (4, t ) = 0
u(x,0) = 25x

 u(x, t ) < M
0 < x < 4, t > 0
t>0
0<x<4
R.:
Bn =
200
(− 1)n +1
nπ
200
u (x , t ) =
π
∞
∑
n =1
2 2
(− 1)n +1 e − n 8π t sen nπ x 
n


 4 
63
04. Solucione os problemas de valor de contorno a seguir empregando o método de separação de
variáveis.
3u x (x , y ) + 2u y (x, y ) = 0
a) 
u (x ,0 ) = 4e −x
R.: u (x, y ) = 4e
(3 y − 2 x )
2
∂
∂
 ∂x u (x, y ) = 2 ∂y u (x , y ) + u (x , y )
b) 
u (x ,0 ) = 3e −5 x + 2e −3x

R.: u (x, y ) = 4e −5 x −3 y + 2e −3x − 2 y
64
2.14 – Exercícios resolvidos
01. Seja f : R → R / f (x ) = x 2 sen (2 x ) , x ∈ (− π, π) , f (x + 2π) = f (x ) .
a) Plote o gráfico de f (x ) com pelo menos três períodos.
8
y
y
9
8
7
7
6
6
5
5
4
4
3
3
2
2
1
1
x
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
−10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
x
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
−1
−1
−2
−2
−3
−3
−4
−4
−5
−5
−6
−6
−7
−7
−8
−8
−9
(a)
(b)
Figura 18: Gráfico de f : R → R / f (x ) = x 2 sen (2 x ) : (a) x ∈ (− π, π) ; (b) f (x + 2π) = f (x ) .
b) Determine a série de Fourier de f (x ) .
2
f (− x ) = (− x ) sen (− 2x ) = − x 2 sen (2x )
f (x ) é função ímpar (produto de uma par por uma ímpar) ⇒ a 0 = 0, a n = 0∀n ≥ 1
P = 2 L = 2π ⇒ L = π
2
bn =
L
∫
L
2
nπx
f (x )sen 
dx =
π
 L 
0
∫
π
x 2 sen (2x )sen (nx )dx
Empregando a identidade sen (u )sen (v ) =
1 
bn = 
π

∫
π
x cos[(n − 2 )x ]dx −
2
0
∫
π
0
(2.14.1)
0
1
[cos(u − v ) − cos(u + v )] em (2.14.1), temos que:
2

x 2 cos[(n + 2 )x ]dx 

Calculando a integral indefinida (integração por partes):
65
(2.14.2)
u = x , du = dx
u = x 2 , du = 2xdx
dv = cos(ax )dx , v =
∫
x 2 cos(ax )dx =
sen (ax )
a
x 2 sen (ax ) 2
−
a
a
dv = sen (ax )dx, v = −
∫
cos(ax )
a
x sen (ax )dx

cos(ax )dx 

2
x sen (ax ) 2 x cos(ax ) 2sen (ax )
=
+
−
+C
a
a2
a3
=
x 2 sen (ax ) 2  x cos(ax ) 1
− −
+
a
a
a
a
∫
(2.14.3)
Usando (2.14.3) em (2.14.2):
|
)]
) |
π
1  x 2 sen[(n − 2 )x ] 2 x cos[(n − 2 )x ] 2sen[(n − 2 )x ] 
bn = 
+
−
+
π 
n−2
(n − 2)2
(n − 2)3 0 
1  x 2 sen[(n + 2)x ] 2 x cos[(n + 2 )x ] 2sen[(n + 2 x
+
−
- 
π 
n+2
(n + 2)2
(n + 2 3
bn =


0

π
1  π 2 sen[(n − 2 )π] 2π cos[(n − 2)π] 2sen[(n − 2 )π]
+
−

+
π
n−2
(n − 2)2
(n − 2)3 
-
1  π 2 sen[(n + 2 )π] 2π cos[(n + 2 )π] 2sen[(n + 2)π]
+
−


π
n+2
(n + 2)2
(n + 2)3 
n
Como cos[(n ± 2 )π] = (− 1) e sen[(n ± 2)π] = 0 :
1  2π(− 1)
2π(− 1)
−

2
π  (n − 2 )
(n + 2)2
n
bn =
n

1
1 
n
−
 = 2(− 1) 
2
(n + 2)2 
 (n − 2)

(
2
2
2
 2
n  (n + 2 ) − (n − 2 ) 
n n + 4n + 4 − n − 4n + 4
(
)
b n = 2(− 1) 
=
2
−
1

2
2 
2
n2 − 4

 (n − 2) (n + 2 ) 
(
 8n  16n (− 1)n
n
b n = 2(− 1) 
=
, n≠2
2 
2
2
n2 − 4
 n − 4 
(
b1 = −
)
(
)
16
9
Para calcular b 2 , voltamos a (2.14.2):
66
)
)

1 
b2 = 
π

1 
= 
π

∫
∫
π
x cos[(2 − 2 )x ]dx −
2
0
π
2
x dx −
0
1  x 3
= 
π 3

∫
π
0
∫
π
0

x 2 cos[(2 + 2 )x ]dx 


x 2 cos(4 x )dx 

π
 x 2 sen (4x ) 2x cos(4 x ) 2sen (4 x )  
−
+
−
 
4
42
43

 0 
0
|
π
1  π 3 2π 

 −
π  3 16 
π2 1
=
−
3 8
=
∞
∑(
 π2 1 
16
f (x ) = − sen (x ) + 
− sen (2x ) + 16
9
 3 8
n (− 1)
n
n2 − 4
n =3
)
2
sen (nx )
(2.14.4)
c) Plote simultaneamente os gráficos de f (x ) e da série de Fourier de f (x ) truncada (empregue
diferentes harmônicos) e faça comentários pertinentes.
y
y
9
7
8
6
7
6
5
5
4
4
3
3
2
2
1
1
−10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
x
x
1
2
3
4
5
6
7
8
9
−9
10
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
−1
−2
−2
−3
−3
−4
−5
−4
−6
−5
−7
−6
−8
−7
−9
−8
(a)
(b)
∞
∑(
 π2 1 
16
Figura 19: Gráfico de f (x ) = − sen (x ) + 
− sen (2 x ) + 16
9
 3 8
n = 1000 .
67
n =3
n (− 1)
n
n2 − 4
)
2
sen (nx ) : (a) n = 3 ; (b)
Comentários: Como f (x ) tem descontinuidades do tipo removível em ± π, ± 3π, ± 5π,K , não
se observa o fenômeno de Gibbs na série de Fourier de f (x ) . Nas descontinuidades de f (x ) , a série de
Fourier converge para a média dos limites laterais (zero).
d) Use a série de Fourier de f (x ) para determinar para quanto converge a série numérica
∞
∑
n =1
Considerando x =
(− 1)n +1 (2n + 1)
(2n − 1)2 (2n + 3)2
=
3
5
7
9
− 2 2 + 2 2 − 2 2 + K.
2
1 .5
3 .7
5 .9
7 .11
2
2
π
em (2.14.4) e lembrando que (n 2 − 4 ) = (n 2 − 2 )(n 2 + 2) :
2
16
5
7
9
π
 3

f   = 0 = − + 16 2 2 − 2 2 + 2 2 − 2 2 + K
2
9
1
.
5
3
.
7
5
.
9
7
.
11
 


∞
∑
16
= 16
9
∞
∑
n =1
n =1
(− 1)n +1 (2n + 1)
(2n − 1)2 (2n + 3)2
(− 1)n +1 (2n + 1)
(2n − 1)2 (2n + 3)2
=
1
9
02. Seja f : R → R / f (x ) = senh (x ) cosh(x ) , x ∈ (− π, π) , f (x + 2π) = f (x ) .
a) Determine a série de Fourier de f (x ) .
f (− x ) = senh (− x ) cosh (− x )
= -senh(x ) cosh (x )
= -f (x )
f (x ) = senh (x ) cosh(x ) é uma função ímpar (produto de uma ímpar por uma par)
⇒ a 0 = 0, a n = 0∀n ≥ 1
P = 2L = 2 π ⇒ L = π
bn =
2
L
∫
L
0
2
nπx
f (x )sen 
dx =
π
 L 
∫
π
senh (x ) cosh (x )sen (nx )dx
0
68
2
=
π
2
=
π
∫
∫
π
0
π
0
1 
=

2π 

 ex − e−x   ex + e−x

 
 2  2
 e 2x + 1 − 1 − e −2 x

4

∫
π
e sen (nx )dx −
2x
0

sen (nx )dx


 sen (nx )dx

∫

e - 2x sen (nx )dx 

0
π
(2.14.5)
Calculando a integral indefinida (integração por partes)
∫
e ax sen (nx )dx :
u = e ax , du = ae ax dx
dv = sen (nx )dx, v = −
∫
e ax sen (nx )dx = −
cos(nx )
n
e ax cos(nx ) a
+
n
n
∫
e ax cos(nx )dx
u = e ax , du = ae ax dx
dv = cos(nx )dx , v =
sen (nx )
n
∫
e ax sen (nx )dx = −
e ax cos(nx ) a  e ax sen (nx ) a
+ 
−
n
n
n
n
∫
e ax sen (nx )dx = −
e ax cos(nx ) ae ax sen (nx ) a 2
+
− 2
n
n2
n
 a2
1 + 2
 n
∫
∫
∫

e ax sen (nx )dx 

e ax sen (nx )dx
∫
 ax
e ax cos(nx ) ae ax sen (nx )
 e sen (nx )dx = −
+
n
n2

e ax sen (nx )dx =
n2
n2 + a2
 e ax cos(nx ) ae ax sen (nx ) 
+
−
+C
n
n2


(2.14.6)
Substituindo (2.14.6) em (2.14.5), primeiramente com a = 2 e depois com a = −2 , tem-se que:
69
|
π
1 n 2  e 2 x cos(nx ) 2e 2 x sen (nx ) 
bn =
+
−
+
2π n 2 + 4 
n
n2

0
-
|
1 n 2  e −2 x cos(nx ) 2e − 2 x sen (nx )
−
−
2π n 2 + 4 
n
n2


0

π
bn =
1 n 2  e 2 π cos(nπ) 1 e −2 π cos(nπ ) 1 
+ +
− 
−
2π n 2 + 4 
n
n
n
n
bn =
1 n cos(nπ)
− e 2π + e −2π
2
2π n + 4
(
n
=
1 n (− 1)
− e 2 π + e −2 π
2
2π n + 4
=
1 n (− 1)
(e 2π − e −2π )
2π n 2 + 4
(
)
)
n +1
n +1
1 n (− 1) e 2 π − e −2 π
=
π n2 + 4
2
n +1
=
senh (2π) (− 1) n
π
n2 + 4
n +1
senh (2π ) (− 1) n
bn =
, n ≥1
π
n2 + 4
senh (2π)
f (x ) =
π
∞
∑
n =1
(− 1)n +1 n sen (nx )
n2 + 4
b) Plote simultaneamente os gráficos de f (x ) e da série de Fourier de f (x ) truncada (empregue
diferentes harmônicos) e faça comentários pertinentes.
70
140
y
130
120
110
100
90
80
70
60
50
40
30
20
x
10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
−10
2
3
4
5
6
7
8
9
10
−20
−30
−40
−50
−60
−70
−80
−90
−100
−110
−120
−130
−140
−150
Figura 20: Gráfico de f (x ) = senh(x ) cosh (x ) , x ∈ (− π, π) , f (x + 2π) = f (x ) .
140
130
y
120
110
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
−10
−20
x
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
−30
−40
−50
−60
−70
−80
−90
−100
−110
−120
−130
−140
−150
Figura 21: Gráfico de f (x ) = senh(x ) cosh (x ) , x ∈ (− π, π) , f (x + 2π) = f (x ) (azul), e da série de
Fourier de f (x ) com n = 1 (vermelho).
71
140
130
y
120
110
100
90
80
70
60
50
40
30
20
x
10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1−10
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
−20
−30
−40
−50
−60
−70
−80
−90
−100
−110
−120
−130
−140
−150
Figura 22: Gráfico de f (x ) = senh (x ) cosh (x ) , x ∈ (− π, π) , f (x + 2π) = f (x ) (azul), e da série de
Fourier de f (x ) com n = 10 (vermelho).
140
y
130
120
110
100
90
80
70
60
50
40
30
20
x
10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
−10
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
−20
−30
−40
−50
−60
−70
−80
−90
−100
−110
−120
−130
−140
−150
Figura 23: Gráfico de f (x ) = senh (x ) cosh (x ) , x ∈ (− π, π) , f (x + 2π) = f (x ) (azul), e da série de
Fourier de f (x ) com n = 20 (vermelho).
72
140
130
y
120
110
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
x
1
−10
−20
−30
2
3
4
5
6
7
8
9
10
−40
−50
−60
−70
−80
−90
−100
−110
−120
−130
−140
−150
Figura 24: Gráfico de f (x ) = senh (x ) cosh (x ) , x ∈ (− π, π) , f (x + 2π) = f (x ) (azul), e da série de
Fourier de f (x ) com n = 50 (vermelho).
140
y
130
120
110
100
90
80
70
60
50
40
30
20
x
10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
−10
−20
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
−30
−40
−50
−60
−70
−80
−90
−100
−110
−120
−130
−140
−150
Figura 25: Gráfico de f (x ) = senh (x ) cosh (x ) , x ∈ (− π, π) , f (x + 2π) = f (x ) (azul), e da série de
Fourier de f (x ) com n = 1000 (vermelho).
73
Comentários: Como o prolongamento periódico de f (x ) tem descontinuidades do tipo salto
finito, observa-se o fenômeno de Gibbs na série de Fourier de f (x ) , isto é, oscilações de maior
amplitude nas vizinhanças dos saltos. A estimativa para a maior amplitude é de cerca de 9% da
amplitude do salto. Nas descontinuidades de f (x ) , a série de Fourier converge para a média dos limites
laterais (zero).
x
Figura 26: Gráfico da série de Fourier de f (x ) com n = 1 (vermelho), n = 10 (verde escuro), n = 20
(verde claro), n = 50 (marron) e n = 1000 (preto).
03. Seja f (x ) = cosh (3x ), - π < x < π, f (x + 2π) = f (x ) .
a) Determine a série de Fourier de f (x ) .
f (− x ) = cosh (− 3x )
= cosh (3x )
f (x ) = cosh (3x ) é uma função par ⇒ b n = 0 ∀n ≥ 1
= f (x )
P = 2 L = 2π ⇒ L = π
2
a0 =
π
∫
π
cosh (3x )dx =
0
π
2  senh (3x ) 
2
=
senh (3π)


π
3
 0 3π
74
2
an =
π
∫
π
cosh (3x ) cos(n x )dx
(2.14.7)
0
Calculando a integral indefinida (integração por partes)
u = cosh (3x ), du = 3senh (3x )dx
dv = cos(nx )dx, v =
∫
cosh (3x ) cos(nx )dx :
u = senh (3x ), du = 3 cosh (3x )dx
sen (nx )
n
dv = sen (nx )dx, v = −
∫
cos(nx )
n
∫
cosh (3x ) cos(nx )dx =
cosh (3x )sen (nx ) 3
−
n
n
∫
cosh (3x ) cos(nx )dx =
cosh (3x )sen (nx ) 3  senh (3x ) cos(nx ) 3
− −
+
n
n
n
n
senh (3x )sen (nx )dx
∫

cosh (3x )cos(nx )dx 

∫
9 
cosh (3x )sen (nx ) 3senh (3x ) cos(nx )

+
1 + 2  cosh (3x ) cos(nx )dx =
n
n2
 n 
∫
cosh (3x ) cos(nx )dx =
n 2  cosh (3x )sen (nx ) 3senh (3x ) cos(nx ) 
+
+C
n
n 2 + 9 
n2

(2.14.8)
Substituindo (2.14.8) em (2.14.7), tem-se que
π
an =
2 n 2  cosh (3x )sen (nx ) 3senh (3x ) cos(nx ) 
+

π n 2 + 9 
n
n2
0
2 n 2  3senh (3π) cos(nπ) 
an =

π n 2 + 9 
n2

n
6senh (3π) (− 1)
.
an =
π
n2 + 9
senh (3π) 6senh (3π)
f (x ) =
+
3π
π
∞
∑
n =1
(− 1)n
n2 + 9
cos(nx )
b) Calcule para quanto converge a série numérica
∞
∑
n =1
(− 1)n
2
n +9
=−
1 1 1 1
1
+ − + − +K .
10 13 18 25 34
75
(2.14.9)
Considerando x = 0 em (2.14.9), tem-se que cosh (0 ) = 1 ( f (x ) é contínua em x = 0 ) e que
senh (3π ) 6senh (3π)
1=
+
3π
π
senh (3π) 6senh (3π)
1−
=
3π
π
∞
∑
n =1
∑
n =1
(− 1)n
2
n +9
=
n2 + 9
∞
∑
n =1
3π − senh (3π) 6senh (3π)
=
3π
π
∞
(− 1)n
(− 1)n
n2 + 9
∞
∑
n =1
(− 1)n
n2 + 9
3π − senh (3π)
π
3π − senh (3π)
.
=
3π
6senh (3π )
18senh (3π)
76
2.15 – Exercícios complementares
01. Seja f (x ) , representada graficamente abaixo, uma função π -periódica.
f(x)
2
x
−
π
π
2
2
-2
π
 4
− π x − 2, - 2 < x < 0
Figura 27: Gráfico de f (x ) = 
, f (x + π ) = f (x ) .
− 4 x + 2, 0 < x < π
2
 π
Expanda f (x ) em série de Fourier.
∞
4
R.:
π
∑
n =1
1
sen (2nx )
n
y
4
3
2
1
x
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
−1
−2
−3
−4
π
 4
− π x − 2, - 2 < x < 0
, f (x + π ) = f (x ) , e da série de Fourier de f (x )
Figura 28: Gráfico de f (x ) = 
− 4 x + 2, 0 < x < π
 π
2
com n = 5 e n = 20 .
77
02. Seja f (x ) , representada graficamente abaixo, uma função π -periódica.
f(x)
2
x
−
π
π
2
2
π
4
x + 2, - ≤ x < 0
 π
2
, f (x + π ) = f (x ) .
Figura 29: Gráfico de f (x ) = 
4
− x + 2, 0 ≤ x ≤ π
 π
2
Expanda f (x ) em série de Fourier.
∞
4
R.: 1 + 2
π
∑
n =1
(− 1)n +1 + 1 cos(2nx )
n2
y
4
3
2
1
x
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
−1
−2
−3
−4
π
4
 π x + 2, - 2 ≤ x < 0
Figura 30: Gráfico de f (x ) = 
, f (x + π ) = f (x ) , e da série de Fourier de f (x ) com
− 4 x + 2, 0 ≤ x ≤ π
 π
2
n = 2 e n = 4.
78
03. Seja f (x ) a função representada graficamente abaixo. Sabendo que f (x ) = f (x + 4π) , determine a
série de Fourier de f (x ) na forma usual.
f(x)
2
x
− 2π
−π
π
2π
-2
 4
− π x − 6, - 2π ≤ x < −π

Figura 31: Gráfico de f (x ) = 
− 2, - π ≤ x < π , f (x + 4π) = f (x ) .
 4

x − 6, π ≤ x ≤ 2π
 π
(− 1)n − cos nπ 
16
 2  cos n x 
R.: f (x ) = −1 + 2


2
π
n
 2 
∑
04. Seja f (x ) a função representada graficamente abaixo. Sabendo que f (x ) = f (x + 6π) , determine a
série de Fourier de f (x ) na forma usual.
f(x)
3
x
− 3π
−π
π
3π
-3
 3
 π x + 6, - 3π ≤ x < −π

Figura 32: Gráfico de f (x ) = 
3, - π ≤ x < π , f (x + 6π) = f (x ) .
 3
- x + 6, π ≤ x ≤ 3π
 π
79
R.: f (x ) = 1 +
18
π2
∑
(− 1)n +1 + cos nπ 
n
2
 3  cos n x 


 3 
− 8, - 4 < x < 0
, f (x ) = f (x + 8) . Expanda f (x ) em série de Fourier na forma
05. Seja f (x ) = 
 8, 0 < x < 4
exponencial.
8i
R.: f (x ) =
π
∞
∑
(− 1)n − 1 e i nπ4 x , n = 0 ⇒ c
n
0
=0
n = −∞
− 2 x , - π < x ≤ 0
06. Seja f (x ) = 
, f (x + 2 π ) = f (x ) .
 2x , 0 < x < π
a) Expanda f (x ) em série de Fourier na forma exponencial. Para quanto converge a série em
x = ±π ?
2
R.: f (x ) =
π
∞
∑
(− 1)n − 1 e inx , n = 0 ⇒ c
n2
0
=π
n = −∞
Em x = ± π a série de Fourier converge para a média dos limites laterais, ou seja, 2π .
∞
b) Use a série determinada no item a para calcular
∑
n =1
R.:
1
.
(2n − 1)2
π2
8
07. a) Obtenha a série de Fourier que converge para a função 2π -periódica f ( x ) = e x , − π < x < π .
2senh (π )  1
R.: f (x ) =
 +
π
 2
∞
∑
n =1
(− 1)n [cos(nx ) − n sen (nx )]

2
n +1

b) Determine a identidade de Parseval correspondente à série obtida no item anterior.
∞
R.:
∑
n =1
1
π senh (2π ) − 2 senh 2 (π )
=
n2 +1
4 senh 2 (π )
80
se - π ≤ x ≤ 0
0,
08. Sendo f ( x ) = 
uma função 2π -periódica:
sen (x ), se 0 ≤ x ≤ π
a) expanda f ( x ) em uma série de Fourier;
1
1
1
R.: f (x ) = + sen (x ) +
π 2
π
b) mostre que
∞
∑
n =2
(− 1)n + 1 cos(nx )
1− n2
1
1
1
π 2 −8
.
L
+
+
+
=
16
12.3 2 3 2.5 2 5 2.7 2
Sugestão: Calcule a identidade de Parseval.
09. Seja
0, - π < x < 0

f (x ) = 
, f (x ) = f (x + 2π)
cos(x ), 0 < x < π
(1)
e sua série de Fourier
1
1
f (x ) = cos(x ) +
2
π
∞
∑
[
]
n
n (− 1) + 1
sen (nx ) .
n2 −1
(2)
n =2
A Figura 22 ilustra o gráfico de f (x ) e de sua série de Fourier com n = 50 .
y
y
3
3
2
2
1
1
x
x
−4
−3
−2
−1
1
2
3
−4
4
−3
−2
−1
1
−1
−1
−2
−2
−3
−3
(a)
2
3
4
(b)
0, - π < x < 0

Figura 33: (a) Gráfico de f (x ) = 
, f (x ) = f (x + 2π) ; (b) gráfico de
cos(x ), 0 < x < π
1
1
f (x ) = cos(x ) +
2
π
∞
∑
[
n
]
n (− 1) + 1
sen (nx ) , com n = 50 .
n2 −1
n =2
81
a) f (x ) é par ou ímpar? Justifique.
b) Identifique os coeficientes de Fourier de f (x ) .
[
n
]
1
n (− 1) + 1
R.: a 0 = 0, a 1 = , a n = 0∀n ≥ 2, b1 = 0, b n =
∀n ≥ 2
2
π(n 2 − 1)
953π
c) Para quanto converge a série (2) se x = 14π ? E se x =
? Justifique.
6
R.: Em x = 14π a série converge para
3
1
953π
a série converge para −
; em x =
.
2
6
2
∞
d) Use a série de Fourier de f (x ) para determinar a convergência da série
∑
n =1
2
R.:
π
16
10. Prove que, para 0 ≤ x ≤ π :
a) x(π − x ) =
b) x(π − x ) =
 cos (2 x ) cos (4 x ) cos (6 x )

−
+
+
+ L
2
2
2
6  1
2
3

π2
8  sen ( x ) sen (3 x ) sen (5 x )

+
+
+ L
3
3
3

π 1
3
5

Usando (a) e (b), mostre que:
∞
c)
∑
(− 1)n −1
n2
n =1
∞
d)
∑
n =1
π2
=
12
(− 1)n −1
(2n − 1)3
∞
e)
∑(
n =1
1
2n − 1)
6
=
π3
32
π6
e
=
960
∞
∑
n =1
1
π6
=
n 6 945
11. a) Mostre que, em − π < x < π ,
82
(2n )2
.
(2n − 1)2 (2n + 1)2
1
3
4
 2

x cos(x ) = − sen (x ) + 2 sen (2 x ) −
sen (3x ) +
sen (4x ) − L .
2
2.4
3.5
1.3

Figura 34: Gráfico de f (x ) = x cos(x ), - π < x < π , e da série de Fourier de f (x ) com n = 5 e n = 10 .
b) Usando (a), mostre que em − π ≤ x ≤ π
1
 cos(2 x ) cos(3x ) cos(4x )

x sen (x ) = 1 − cos(x ) − 2 
−
+
− L .
2
2.4
3.5
 1.3

Figura 35: Gráfico de f (x ) = x sen (x ), - π ≤ x ≤ π , e da série de Fourier de f (x ) com n = 5 .
83
c) Empregando (a) e (b), mostre que:
∞
∑
n =1
∞
(− 1)n +1 (2n + 1) = 1
2n (2n + 2)
4
R.: Use x =
∑(
n =1
1
3
=
n n + 2) 4
π
2
em (a)
R.: Use x = π em (b)
e2
 (x + 2), se - 2 < x ≤ 0
12. Seja f (x ) =  2
uma função 4-periódica, representada graficamente abaixo.
e - x + 2 ,
se 0 ≤ x < 2

e2
 (x + 2), se - 2 < x ≤ 0
, de período fundamental P = 4 .
Figura 36: Gráfico da função f (x ) =  2
x
2
+
e ,
se 0 ≤ x < 2

a) Verifique se f(x) satisfaz as condições de Dirichlet.
b) Determine a série de Fourier correspondente a f(x).
R.: a 0 = e 2 −
e2
2
e2
nπ
1
n
n
n
, a n = 2 2 1 − (− 1) + 2 2
e 2 − (− 1) , b n = −
+ 2 2
e 2 − (− 1)
2
nπ n π + 4
n π
n π +4
[
]
[
]
c) Calcule a identidade de Parseval da série de Fourier obtida no item anterior.
84
[
]
∞
R.:
∑ (a
n =1
2
n
+ bn
2
4
2
e
e
3
) = 12
+
−
2 8
d) Usando um software gráfico, plote o gráfico da série de Fourier determinada em (b) com pelo
menos quinze (15) harmônicos.
e2
 (x + 2), se - 2 < x ≤ 0
Figura 37: Série de Fourier com n = 15 da função f (x ) =  2
, de período
e - x + 2 ,
se 0 ≤ x < 2

fundamental P = 4 .
0, se - 3 ≤ x ≤ 0

13. Seja f (x ) =  2
, f (x + 6 ) = f (x ) .
 x (3 − x ), se 0 < x < 3
a) Esboce o gráfico da função dada com pelo menos três períodos.
0, se - 3 ≤ x ≤ 0

Figura 38: Gráfico da função f (x ) =  2
, de período fundamental P = 6 .
 x (3 − x ), se 0 < x < 3
85
b) Determine a série de Fourier de f(x).
R.; a 0 =
9
,
4
an =
[
]
162
(− 1)n − 1 − 27
(− 1)n ,
4 4
2 2
n π
n π
bn =
[
]
54
n +1
2(− 1) − 1
3 3
n π
c) Esboce o gráfico da série de Fourier determinada em (b) com pelo menos cinco (5) harmônicos.
0, se - 3 ≤ x ≤ 0

Figura 39: Série de Fourier com n = 5 da função f (x ) =  2
, de período
 x (3 − x ), se 0 < x < 3
fundamental P = 6 .
14. Seja f (x ) = x 2 sen (x ) , −
3π
3π
, f (x ) = f (x + 3π) .
<x<
2
2
a) Esboce o gráfico de f (x ) com pelo menos três períodos.
22
21
20
19
18
17
16
15
14
13
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
−1
−24
−23
−22
−21
−20
−19
−18
−17
−16
−15
−14
−13
−12
−11
−10−9−8−7−6−5−4−3−2−1
−2
−3
−4
−5
−6
−7
−8
−9
−10
−11
−12
−13
−14
−15
−16
−17
−18
−19
−20
−21
−22
−23
y
x
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10111213141516171819202122232425
Figura 40: Gráfico de f (x ) = x 2 sen (x ) , f (x ) = f (x + 3π) .
86
b) Determine a série de Fourier de f (x ) .
n
R.: a 0 = a n = 0 , b n =
f (x ) =
18
π
∞
∑
n =1
18(− 1)
π 9 − 4n 2
(
)
(
 2
8n 27 + 4n 2
− π n +
2
9 − 4n 2

(
)
)

 2
8n (27 + 4n 2 )  2nx 
−
π
n
+

sen 

9 − 4n 2 
(9 − 4n 2 )2   3 
(− 1)n
c) Esboce o gráfico da série de Fourier de f (x ) com n = 1 , n = 10 , n = 100 , n = 1000 , K
(Explore as limitações do aplicativo gráfico empregado).
25
24
23
22
21
20
19
18
17
16
15
14
13
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
y
x
−1 1 2 3 4 5 6 7 8 91011121314151617181920212223242526272829
−28
−27
−26
−25
−24
−23
−22
−21
−20
−19
−18
−17
−16
−15
−14
−13
−12
−11
−10−9−8−7−6−5−4−3−2−1
−2
−3
−4
−5
−6
−7
−8
−9
−10
−11
−12
−13
−14
−15
−16
−17
−18
−19
−20
−21
−22
−23
−24
−25
−26
Figura 41: Gráfico de f (x ) = x 2 sen (x ) , f (x ) = f (x + 3π) , e de
18
f (x ) =
π
∞
∑
n =1
 2
8n (27 + 4n 2 )  2nx 
n
−
π
+

sen
 , com n = 2 .
9 − 4n 2 
(9 − 4n 2 )2   3 
(− 1)n
25
24
23
22
21
20
19
18
17
16
15
14
13
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
y
x
−1 1 2 3 4 5 6 7 8 91011121314151617181920212223242526272829
−28
−27
−26
−25
−24
−23
−22
−21
−20
−19
−18
−17
−16
−15
−14
−13
−12
−11
−10−9−8−7−6−5−4−3−2−1
−2
−3
−4
−5
−6
−7
−8
−9
−10
−11
−12
−13
−14
−15
−16
−17
−18
−19
−20
−21
−22
−23
−24
−25
−26
Figura 42: Gráfico de f (x ) = x 2 sen (x ) , f (x ) = f (x + 3π) , e de
18
f (x ) =
π
∞
∑
n =1
 2
8n (27 + 4n 2 )  2nx 
−
π
+
n

sen
 , com n = 5 .
9 − 4n 2 
(9 − 4n 2 )2   3 
(− 1)n
87
y
25
24
23
22
21
20
19
18
17
16
15
14
13
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
x
−1
−28
−27
−26
−25
−24
−23
−22
−21
−20
−19
−18
−17
−16
−15
−14
−13
−12
−11
−10−9−8−7−6−5−4−3−2−1
−2
−3
−4
−5
−6
−7
−8
−9
−10
−11
−12
−13
−14
−15
−16
−17
−18
−19
−20
−21
−22
−23
−24
−25
−26
1 2 3 4 5 6 7 8 9 1011121314151617181920212223242526272829
Figura 43: Gráfico de f (x ) = x 2 sen (x ) , f (x ) = f (x + 3π) , e de
18
f (x ) =
π
∞
∑
n =1
 2
8n (27 + 4n 2 )  2nx 
− π n +
sen
 , com n = 10 .
9 − 4n 2 
(9 − 4n 2 )2   3 
(− 1)n
25
24
23
22
21
20
19
18
17
16
15
14
13
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
−1
−28
−27
−26
−25
−24
−23
−22
−21
−20
−19
−18
−17
−16
−15
−14
−13
−12
−11
−10−9−8−7−6−5−4−3−2−1
−2
−3
−4
−5
−6
−7
−8
−9
−10
−11
−12
−13
−14
−15
−16
−17
−18
−19
−20
−21
−22
−23
−24
−25
−26
y
x
1 2 3 4 5 6 7 8 9 1011121314151617181920212223242526272829
Figura 44: Gráfico de f (x ) = x 2 sen (x ) , f (x ) = f (x + 3π) , e de
18
f (x ) =
π
∞
∑
n =1
(
)
 2
8n 27 + 4n 2   2nx 
−
π
n
+
sen

 , com n = 5000 .
2 
9 − 4n 2 
9 − 4n 2
  3 
(− 1)n
(
)
d) Para quanto converge a série de Fourier de f (x ) se x = −
88
17 π
619π
? E se x =
? Justifique.
12
2
R.: Em x = −
Em x =
289π 2
17 π
a série de Fourier converge para
12
576
(
)
2+ 6 .
619π
π2
a série de Fourier converge para
.
2
4
15. Seja
0, - π < x < 0

f (x ) = 
, f (x + 2 π ) = f (x ) .
cos(x ), 0 < x < π
a) Esboce o gráfico de f (x ) com pelo menos três períodos.
b) Determine a série de Fourier de f (x ) .
1
1
R.: f (x ) = cos(x ) +
π
2
∞
∑
[
]
n
n (− 1) + 1
sen (nx )
n2 −1
n =2
c) Plote simultaneamente os gráficos de f (x ) e da série de Fourier de f (x ) truncada.
Empregue diferentes harmônicos.
425π
?
d) Para quanto converge a série de Fourier de f (x ) se x = 15π ? E se x =
4
Justifique.
R.: −
1
2
π
; cos  =
2
2
4
e) Use a série de Fourier de f (x ) para determinar para quanto converge a série
∞
∑(
n =1
R.:
n2
4n 2 − 1)
2
π2
64
89
.
90
3. A INTEGRAL DE FOURIER / TRANSFORMADAS DE FOURIER
Usamos a série de Fourier para representar uma função f(x) definida em um intervalo
(− L, L) ou (0, L) . Quando f (x ) e f ' (x ) são seccionalmente contínuas nesse intervalo, uma série de
Fourier representa a função no intervalo e converge para um prolongamento periódico de f (x ) fora do
intervalo.
Estabeleceremos agora (de forma não rigorosa) uma maneira de representar certos tipos de
funções não-periódicas definidas em um intervalo infinito (− ∞, ∞ ) ou (0, ∞ ) (expansão de f(x) em uma
integral de Fourier).
Da série de Fourier à integral de Fourier
Suponhamos uma função f(x) definida em (− L, L ) que satisfaça as condições de Dirichlet.
Assim
a
f (x ) = 0 +
2
1
f (x ) =
2L
∞
∑
n =1
∫

 nπ x 
 nπ x  
a n cos L  + b n sen L  ;





L
1
f (u )du +
L
−L
Considerando α n =
1 
f (x ) =

2π 

∫
∞
∑
n =1
 L
 nπ u    nπ x  

f (u ) cos
du  cos
+
 −L
 L    L  

.
L



 nπ u 
 nπ x  
f (u )sen
du sen 

+ 
 L    L  
  − L
∫
∫
(n + 1)π − nπ = π , reescrevemos (3.1) como
nπ
, ∆α = α n +1 − α n =
L
L
L
L

1
f (u )du  ∆α +
π

−L
L
∞
∑
n =1
 L



f (u ) cos(α n u )du  cos(α n x ) + 
 −L



∆α .
L

 

f (u )sen (α n u )du sen (α n x ) 
+ 

  −L

∫
∫
Como L → ∞ ⇒ ∆α → 0 , temos que
 1
lim 
∆α → 0 2π




∫
(3.1)
 
f (u )du  ∆α  = 0 .
 
−L
L
Logo, o restante de (3.2) toma a forma
91
(3.2)
∞
f (x ) = lim
∆α → 0
∑(
∞
F α n )∆α = lim
∆α → 0
n =1
∑(
F n∆α )∆α
(3.3)
n =1
Em (3.3) temos uma soma de Riemann, o que nos leva à integral
∫
∞
F(α )dα .
0
Dessa forma, podemos escrever o limite de (3.2), quando L → ∞ ⇒ ∆α → 0 , como
f (x ) =
1
π
∞





 ∞



 ∞





f (u ) cos(α u )du cos(α x ) +
f (u )sen (α u )du sen (α x )dα .




 1−4

∞ 4
∞ 4
42444
3
1−4
42444
3




A (α )
B
(
α
)



∫ ∫
0
∫
3.1 – A integral de Fourier
A integral de Fourier de uma função f(x) definida no intervalo (− ∞, ∞ ) é dada por
f (x ) =
1
π
∫
∞
[A(α ) cos(α x ) + B(α )sen (α x )] dα
0
onde
A(α ) =
∫
∞
f (x ) cos(α x )dx
−∞
e
B(α ) =
∫
∞
f (x )sen (α x )dx .
−∞
3.2 – Convergência da integral de Fourier
Se
(1) f(x) e f’(x) são seccionalmente contínuas em qualquer intervalo finito e
(2)
∫
∞
f (x )dx converge, isto é, f(x) é absolutamente integrável em (− ∞, ∞ ) ,
−∞
então a integral de Fourier converge para f(x) em um ponto de continuidade e converge para
f (x + ) + f (x − )
(média dos limites laterais) em um ponto de descontinuidade.
2
92
Demonstração
SPIEGEL, Murray R.; WREDE, Robert C. Cálculo avançado. Porto Alegre: Bookman.
Observação: as condições de convergência da integral de Fourier são suficientes, porém não
necessárias.
3.2.1 – Convergência absoluta e condicional
∫
∞
f (x )dx é dita absolutamente convergente se
a
∫
convergir mas
Teorema: Se
∫
∞
f (x ) dx divergir, então
a
∞
f (x ) dx convergir, então
a
∫
∫
∞
∫
f (x ) dx convergir. Se
a
∞
f (x )dx
a
∞
f (x )dx é dita condicionalmente convergente.
a
∫
∞
f (x )dx converge.
a
Exemplos
∫
o
1)
∫
o
∞
cos(x )
dx
x2 +1
0
∞
0
2)
cos(x )
dx ≤
x2 +1
∫
∫
∞
0
∞
é
absolutamente
1
dx e
2
x +1
sen (x )
dx = π , mas
x
−∞
∫
∫
∞
convergente
e,
portanto,
∫
0
∞
-∞
sen (x )
dx diverge. Assim,
x
1
dx converge.
x +1
2
0
porque
1
dx converge.
x +1
Exercício
Mostre que
isto
2
convergente.
∞
convergente,
3.3 – A integral cosseno de Fourier
Se f(x) é uma função par no intervalo (− ∞, ∞ ) , temos que:
93
∫
∞
-∞
sen (x )
dx é condicionalmente
x
∞
A(α ) =
∫ () ( ) ∫
∫ () ( )
∫ () ( )
f (x ) cos(α x )dx ;
f x cos α x dx = 2
−∞
∞
B(α ) =
∞
0
f x sen α x dx = 0 ;
−∞
f (x ) =
∞
1
π
A α cos α x dα .
Integral cosseno de Fourier
0
3.4 – A integral seno de Fourier
Se f(x) é uma função ímpar no intervalo (− ∞, ∞ ) , temos que:
∞
A(α ) =
∫ () ( )
∫ () ( ) ∫
∫ () ( )
f x cos α x dx = 0 ;
−∞
∞
B(α ) =
f (x )sen (α x )dx ;
f x sen α x dx = 2
−∞
f (x ) =
∞
∞
1
π
0
B α sen α x dα .
Integral seno de Fourier
0
Exercícios
0, se x < 0

Seja f (x ) = 1, se 0 < x < 2 .
0, se x > 2

01. Determine a integral de Fourier de f(x).
R.: f (x ) =
∫
2
π
∫
∞
0
sen (α ) cos[(x − 1)α ]
dα
α

0, x < 0 ou x > 2
∞

sen (α ) cos[(x − 1)α ]
π
dα =  , 0 < x < 2
α
2
0
π
 4 , x = 0 ou x = 2
02. Para quanto a integral de Fourier converge em x = 0 e x = 2 ?
94
∫
03. Prove que
∞
sen (α )
α
0
dα =
π
e
2
∫
∞
−∞
sen(α )
dα = π .
α
3.5 – Formas equivalentes da integral de Fourier
(1)
f (x ) =
∞
∫[()
∫ () (
∫ () (
1
π
A(α ) =
A α cos(α x ) + B(α )sen (α x )] dα
0
∞
f x cos α x )dx
−∞
∞
B(α ) =
f x sen α x )dx
−∞
(2)
1
f (x ) =
π
1
f (x ) =
π
f (x ) =
1
π
∞




∫ ∫
∫ ∫
∫ ∫
0



0 

∞



0 

∞



f (u ) cos(α u )du cos(α x ) + 


−∞


∞
∫




f (u )sen (α u )du sen (α x )dα


−∞

∞


f (u )[cos(α u ) cos(α x ) + sen (α u )sen (α x )]du dα

−∞
∞


f (u ) cos[(u − x )α ]du dα

−∞
∞
(3) Forma complexa
f (x ) =
1
π
∞



∫ ∫
0

f (u ) cos[(u − x )α ]du dα

−∞
∞
Como f (u ) cos[(u − x )α ] é uma função par em α, temos que
1
f (x ) =
2π


-∞ 

∞
∫ ∫

f (u ) cos[(u − x )α ]du dα .

−∞
∞
(3.5.1)
Uma vez que f (u )sen[(u − x )α ] é uma função ímpar em α, o que implica que


-∞ 

∞
∫ ∫

f (u )sen[(u − x )α ]du dα = 0 , podemos escrever (3.5.1) como

−∞
∞
95
1
f (x ) =
2π
1
f (x ) =
2π
f (x ) =
1
2π



-∞ 

−∞



-∞ 

∞



-∞ 


f (u ){cos[(u − x )α ] + i sen[(u − x )α ]}du dα

−∞
∞

f (u ) ei (u − x )α du dα

−∞

∞
∫ ∫
∫ ∫
∫ ∫
∞

∞
 ∞


f (u ) e iα u e −iα x du dα
 −∞

-∞ 



∞
 ∞


f (u ) e iα u du  e −iα x dα


-∞
∞
42443 
 1−4
F (α )


∫ ∫
1
2π
∫ ∫
1
f (x ) =
2π

{f (u ) cos[(u − x )α ] + i f (u )sen[(u − x )α ]}du dα
∞
1
f (x ) =
2π
f (x ) =
∞
∫
∞
F(α ) e
− iα x
dα onde F(α ) =
-∞
∫
∞
f (x ) e iα x dx .
-∞
Observação: Se em (3.5.1) considerássemos cos[(x − u )α ] , teríamos
1
f (x ) =
2π
∫
∞
F(α ) e
iα x
dα com F(α ) =
-∞
∫
∞
f (x ) e −iα x dx .
-∞
Exercícios
01. Determine a integral de Fourier que representa a função pulso
1, se x < a
.
f (x ) = 
0, se x > a
R.: f (x ) =
2
π
∫
∞
0
(3.5.2)
sen (aα ) cos(α x )
dα
α
96
∫
π
2 , x < a
∞

sen (aα ) cos(α x )
dα =  0, x > a
α
π
0
 , x =a
4
Observação: Se a = 1 , a função (3.5.2) é chamada pulso unitário.
02. Represente por uma integral de Fourier as funções a seguir.
e − x , se x > 0
a) f (x ) =  x
e , se x < 0
R.: f (x ) =
e − x , se x > 0
b) f (x ) =  x
- e , se x < 0
R.: f (x ) =
2
π
2
π
∫
∫
∞
0
∞
0
cos(α x )
dα
α 2 +1
α sen (α x )
dα
α 2 +1
03. Usando a representação integral de Fourier, mostre que:
π
sen (πα )sen (αx )
 sen (x ), se x < π
d
=
;
α
2
2
1
−
α
0

0
,
se
x
>
π

 πα 
π
π
∞ cos
 cos(αx )
cos(x ), se x <

2
2 .
 2 
dα = 
2
π
1−α
0

0, se x >

2
a)
∫
b)
∫
∞
3.6 – Definição da transformada de Fourier e da transformada inversa de Fourier
Integral de Fourier:
1
f (x ) =
2π
f (x ) =
1
2π
∫
∞
F(α ) e
− iα x
dα onde F(α ) =
-∞
∞
∫
∞
f (x ) e iα x dx
-∞


 ∞


f (u ) e iα u du  e −iα x dα


∞
42443 
 1-4
F (α )


∫ ∫
-∞
97
Transformada de Fourier:
ℑ{f (x )} = F(α ) =
=
∫
∫
∞
f (x ) e iα x dx
-∞
(3.6.1)
∞
f (x )[cos(α x ) + i sen (α x )]dx
-∞
Transformada inversa de Fourier:
1
ℑ {F(α )} = f (x ) =
2π
−1
∫
f (x )
∞
F(α ) e −iα x dα
(3.6.2)
-∞
F(α )
f (x )
ℑ
ℑ
−1
Figura 45: Transformadas de Fourier.
^
Definimos a transformada de Fourier de f como sendo a função F(α) ou f que associa a cada
 ^

função absolutamente integrável f : R → C a função F(α ) : R → C  ou f : R → C  definida pela


expressão (3.6.1); a sua inversa, chamada transformada inversa de Fourier, é a função que associa a
 ^

cada função F(α ) : R → C  ou f : R → C  pertencente ao conjunto imagem de ℑ{f (x )} a função


absolutamente integrável f : R → C definida pela expressão (3.6.2).
f (x
Se f(x) é função par ⇒ ℑ{f (x )} = F(α ) =
) →← F(α )
∫
∞
f (x ) cos(αx )dx .
(real puro)
-∞
Se f(x) é função ímpar ⇒ ℑ{f (x )} = F(α ) = i
∫
98
∞
f (x ) sen (αx )dx . (imaginário puro)
-∞
Observações:
1a) A literatura não é unânime quanto à forma para as transformadas (3.6.1) e (3.6.2). Você também
encontrará os pares de transformadas abaixo.
ℑ{f (x )} = F(α ) =
1.
∫
∞
f (x ) e −iα x dx
-∞
1
ℑ {F(α )} = f (x ) =
2π
−1
ℑ{f (x )} = F(α ) =
2.
1
2π
3.
ℑ
−1
{F(α )} = f (x ) =
∫
1
ℑ −1 {F(α )} = f (x ) =
ℑ{f (x )} = F(α ) =
∫
2π
1
2π
∫
1
2π
∞
F(α ) e iα x dα
-∞
∞
f (x ) e iα x dx
-∞
∫
∞
F(α ) e −iα x dα
-∞
∞
f (x ) e −iα x dx
-∞
∫
∞
F(α ) e iα x dα
-∞
2a) Os pares 2 e 3 constituem a forma simétrica.
3a) Quanto às constantes que multiplicam as integrais nos pares de transformadas, o produto das
1
mesmas deve sempre ser igual a
.
2π
4a) A transformada de Fourier é convergente somente para um conjunto muito limitado de funções
f (x ) , isto porque as condições de existência (suficientes, não necessárias) da integral de Fourier são
bastante restritivas.
3.7 – Transformada cosseno de Fourier e transformada cosseno de Fourier inversa
f(x) é uma função par no intervalo (− ∞, ∞ )
Integral cosseno de Fourier:
99
∞
A(α ) = 2
∫ () (
∫ () (
∫ ∫ ()
f x cos α x )dx
0
f (x ) =
f (x ) =
1
π
2
π
∞
A α cos α x )dα
0
∞
0



∞
0

f u cos(α u )du  cos(α x )dα

Transformada cosseno de Fourier:
ℑC {f (x )} = FC (α ) =
∫
∞
f (x ) cos(α x )dx
0
Transformada cosseno de Fourier inversa:
ℑ
−1
C
{FC (α )} = f (x ) =
∫
2
π
∞
FC (α ) cos(α x )dα
0
3.8 – Transformada seno de Fourier e transformada seno de Fourier inversa
f(x) é uma função ímpar no intervalo (− ∞, ∞ )
Integral seno de Fourier:
∞
B(α ) = 2
∫ () (
∫ () (
∫ ∫ ()
f x sen α x )dx
0
f (x ) =
f (x ) =
1
π
2
π
∞
B α sen α x )dα
0
∞
0



∞
0

f u sen (α u )du  sen (α x )dα

Transformada seno de Fourier:
ℑS {f (x )} = FS (α ) =
∫
∞
f (x ) sen (α x )dx
0
Transformada seno de Fourier inversa:
100
ℑ
−1
S
{FS (α )} = f (x ) =
2
π
∫
∞
FS (α ) sen (α x )dα
0
Exercícios
01. Seja f (x ) = 1 . Calcule ℑ{f (x )} .
R.: ℑ{f (x )} diverge
1, se x < a
02. a) Determine a transformada de Fourier de f (x ) = 
.
0, se x > a
2sen (aα )
R.: F(α ) =
= 2a sinc(aα ), α ≠ 0
α
α = 0 ⇒ F(0 ) = 2a
b) Esboce o gráfico de f(x) e de sua transformada de Fourier para a = 3 .
(a)
(b)
Figura 46: (a) Gráfico de f(x) para a = 3 ; (b) gráfico de ℑ{f (x )} para a = 3 (função par).
c) Calcule
R.:
∫
∞
-∞
∫
∞
-∞
sen (aα ) cos(α x )
dα .
α
π , se x < a

sen (aα ) cos(α x )
π
dα =  , se x = a
α
2
0, se x > a

101
03. Solucione a equação integral
R.:
∫
e −α cos(αx )dα =
f (x ) =
∫
∞
f (x ) cos(α x )dx = e −α .
0
x 2  e −α sen (αx ) e −α cos(αx ) 
−

+C
x
x2 +1 
x2

2
π (x 2 + 1)
04. A transformada de Fourier preserva paridade?
1 − x 2 , se x < 1
05. a) Determine a transformada cosseno de Fourier de f (x ) = 
.
se x > 1
0,
sen (α ) − α cos(α )
R.: FC (α ) = 2
,α ≠ 0
3
α
b) Mostre que
∫
∞
0
3π
 sen (x ) − x cos(x )   x 
.
cos dx =
3


16
x

 2
Sugestão: Considere x =
1
em f (x ) = ℑ −1 {F(α )} .
2
3.9 – Função de Heaviside
Oliver Heaviside (1850-1925): engenheiro eletrônico inglês.
A função de Heaviside (ou função unitária de Heaviside) é definida como
H : R − {0} → R
1, x > 0
x→
.
0, x < 0
(3.9.1)
102
Figura 47: Função de Heaviside.
A função de Heaviside (3.9.1), também chamada função salto unitário ou função degrau
unitário, não é definida em x = 0 (desnecessário). Alguns autores definem
1
H(0) = .
2
Na literatura também é comum encontrar a notação u (x ) para H(x ) .
A função degrau unitário transladada é definida como
1, x > c
u (x − c ) = 
.
0, x < c
(3.9.2)
1, x > 2
Figura 48: Função degrau unitário transladada u (x − 2) = 
.
0, x < 2
Quando multiplicada por outra função definida em (− ∞, ∞ ) , a função degrau unitário (3.9.2)
cancela uma porção do gráfico da função.
Exemplo
Mostre que ℑ { e − ax u (x ) } =
1, x > 0
1
é a função unitária de
, a > 0 , onde u (x ) = 
a − iα
0, x < 0
Heaviside.
103
ℑ{e
− ax
u (x ) } =
∫
∞
e
− ax
u (x )e
iα x
dx =
−∞
∫
∞
e
− ax iα x
e
0
b
dx =
∫
∞
e(−a +iα ) x dx
0
b
b
 e ( − a + iα ) x 
 e − ax eiα x 
 e − ax [cos(α x ) + i sen (α x )]
= lim 
= lim 
= lim 



b→ ∞ − a + iα
− a + iα

 0 b→∞  − a + iα  0 b→∞ 
0
 −ab

1 
1
1
 e [cos(α b ) + i sen (α b )]
= lim 
−
=
=−
b→∞
a2
+4
iα4443 − a + iα 
− a + iα a − iα
1444−4
→ 0 se a > 0


Observação: Se a ∈ C , então ℑ { e − ax u (x ) } =
1
, Re(a ) > 0 .
a − iα
3.10 – Espectro, amplitude e fase da transformada de Fourier
Denomina-se conjunto dos números complexos (C) o conjunto de pares ordenados de números
reais para os quais estão definidas as seguintes propriedades:
1. igualdade: (a , b ) = (c, d ) ⇔ a = c e b = d ;
2. adição: (a , b ) + (c, d ) = (a + b, c + d ) ;
. c, d ) = (ac − bd, ad + bc ) .
3. multiplicação: (a , b )(
z ∈ C ⇔ z = (x, y ), x, y ∈ R
Exemplos: 2i + 3 = (2,3) , i = (0,1) (imaginário puro), 1 = (1,0 ) (real puro)
Forma algébrica: z = x + i y, i = - 1
i 2 = i.i = (0,1)(
. 0,1) = (0 − 1,0 + 0 ) = (− 1,0) = −1
Conjugado: z = x + i y = x − i y
Plano de Argand-Gauss:
Im(z)
y
z
|z|
θ
x
Re(z)
104
Módulo: z = x 2 + y 2 = Re 2 (z ) + Im 2 (z )
z.z = (x + i y )(x − i y ) = x 2 + y 2 =
(x
2
+ y2
) =z
2
2
Forma polar ou trigonométrica:
cos θ =
x
⇒ x = z cos θ
z
senθ =
y
⇒ y = z senθ
z
z = x + i y = z cos θ + i z senθ = z [cos θ + i senθ] = z e i θ
 Im(z ) 
y
 y

⇒ θ = arctg  = arctg
x
x
 Re(z ) 
Argumento: tgθ =
Sabemos que ℑ{f (x )} = F(α ) , onde f : R → C e F : R → C . Assim, podemos considerar a
transformada de Fourier F(α ) como sendo
F(α ) = FR (α ) + i FI (α )
(3.10.1)
F(α ) = F(α ) e iθ ,
(3.10.2)
ou
onde i = − 1 , FR (α ) é a parte real de F(α ) , FI (α ) é a parte imaginária de F(α ) ,
2
2
F(α ) = FR (α ) + FI (α )
(3.10.3)
e
 FI (α ) 
 .
 FR (α ) 
θ = arctg
(3.10.4)
A forma (3.10.2) é a forma polar da transformada de Fourier, (3.10.3) é a amplitude da
transformada de Fourier ou o espectro de amplitude do sinal f (x ) , (3.10.4) é o ângulo de fase da
transformada de Fourier ou o espectro de fase do sinal f (x ) e
2
2
2
P (α ) = F(α ) = FR (α ) + FI (α )
(3.10.5)
é o espectro de potência do sinal f (x ) .
105
Exercícios
1, x > 0
é a função unitária de Heaviside e a > 0 . Determine:
Seja f (x ) = e -ax u (x ) , onde u (x ) = 
0, x < 0
a
a +α 2
01. a parte real de ℑ{f (x )} = F(α ) ;
R.: FR (α ) =
02. a parte imaginária de ℑ{f (x )} = F(α ) ;
R.: FI (α ) =
03. o ângulo de fase de ℑ{f (x )} = F(α ) ;
α 
R.: θ = arctg 
a
04. a amplitude de ℑ{f (x )} = F(α ) ;
R.: F(α ) =
05. o espectro de potência de f (x ) .
R.: P(α ) =
2
α
2
a +α 2
a2 +α 2
a2 +α 2
1
a +α 2
2
3.11 – Propriedades operacionais das transformadas de Fourier
Funções de decrescimento rápido
Uma função f : R → C é de decrescimento rápido se ela for infinitamente diferenciável (f é
C ) e se
lim x m D n f (x ) = 0 ,
∞
x →∞
ou seja, f(x) e suas derivadas vão mais rapidamente para zero do que as potências x m vão para infinito
quando x → ∞ .
Exemplo
f (x ) = e − x
2
106
(a)
(b)
(c)
2
2
Figura 49: (a) Gráfico de f (x ) = x 3 ; (b) gráfico de g (x ) = e − x ; (c) gráfico de D 3 g (x ) = −8x 3 e − x .
O conjunto das funções f de classe C ∞ (R ) tais que, tanto f como todas as suas derivadas tendem
a zero quando x → ∞ , constituem o espaço de Schwarz, denotado por S(R ) .
2
1. A função Gaussiana f (x ) = e − ax , com a > 0 , pertence a S(R ) .
2. O produto de uma função polinomial p = p(x ) pela função Gaussiana é uma função
2
h (x ) = p(x ) e − ax pertencente a S(R ) .
3. S(R ) é um espaço vetorial de funções.
4. Se uma função f (x ) pertence a S(R ) , então sua derivada também pertence a S(R ) .
5. Se uma função f (x ) pertence a S(R ) , então a transformada de Fourier de f (x ) também
pertence a S(R ) .
3.11.1 – Comportamento de F(α) quando |α|→∞
A transformada de Fourier F(α ) de uma função f(x) absolutamente integrável é uma função
contínua e que se anula no infinito, isto é,
lim F(α ) = 0 .
α → ±∞
Exemplo
1, se x ≤ 1
A função pulso unitário u (x ) = 
, cuja transformada de Fourier é
0, se x > 1
ℑ{u (x )} = U(α ) =
2 sen (α )
α
, α ≠ 0, α = 0 ⇒ U(0 ) = 2 .
107
Figura 50: Gráfico de ℑ{u (x )} = U(α ) =
2 sen (α )
α
, α ≠ 0, α = 0 ⇒ U(0 ) = 2 .
Teorema
Se f : R → C é uma função absolutamente integrável, então sua transformada de Fourier
^
^
F(α ) : R → C (ou f : R → C ) é uma função contínua e limitada. Se, além disso, F(α ) (ou f ) for
absolutamente integrável, então f é contínua.
3.11.2 – Linearidade
Se f , g : R → C são funções absolutamente integráveis e a , b ∈ R , então
ℑ{af (x ) + bg(x )} = aℑ{f (x )} + bℑ{g(x )} = aF(α ) + bG (α ) .
Prova: Segue da definição de transformada de Fourier e da propriedade de linearidade da
integral.
ℑ{af (x ) + bg(x )} =
∫
∫
∞
[af (x ) + bg(x )]e iαx dx
−∞
∞
f (x )e dx + b
iα x
=a
−∞
∫
∞
g (x )e iαx dx = aF(α ) + bG (α )
−∞
3.11.3 – Simetria (ou dualidade)
Se ℑ{f (x )} = F(α ) , então ℑ{F(x )} = 2π f (− α ) .
Prova:
1
ℑ {F(α )} = f (x ) =
2π
−1
∫
∞
F(α ) e
−∞
- iα x
dα ⇒
∫
∞
F(α ) e -iα x dα = 2π f (x )
−∞
Efetuando as substituições α ← x e x ← −α em (3.11.3.1), tem-se que
108
(3.11.3.1)
∫
∫
∞
F(x ) e -i x (-α ) dx = 2π f (− α ) ;
−∞
∞
F(x ) e iα x dx = 2π f (− α ) ;
−∞
ℑ{F(x )} = 2π f (− α ) .
Exemplo
{
ℑe
−2 x
}
x2 = 8
4 − 3α 2
(α
2
+4
)
3
 4 − 3x 2  1
π
−2 α
−2 α
ℑ
= 2πe α 2 = α 2 e
3
2
4
 (x + 4 )  8
3.11.4 – Conjugado
Se f : R → C é uma função absolutamente integrável, então
{ }
ℑ f (x ) = F(− α ) , onde F(α ) = ℑ{f (x )} e
é o conjugado complexo.
Prova:
{ }
ℑ f (x ) =
=
∫
∫
∞
f (x ) e
−∞
iαx
dx =
∫
∞
f (x ) [cos(α x ) + i sen (α x )]dx
−∞
∞
f (x ) e -i α x dx = F(− α )
−∞
Observação: f .g = f .g e f + g = f + g .
3.11.5 – Translação (no tempo)
Se f : R → C é uma função absolutamente integrável, então
ℑ{f (x − a )} = e iaα F(α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )} .
Prova: x − a = u
109
ℑ{f (x − a )} =
=
∫
∫
∞
f (x - a )e
iα x
dx =
−∞
∫
∞
f (u )e iα (u +a )du
−∞
∞
f (u )e
iα a
iα u
e du = e
iα a
−∞
∫
∞
f (u )e iαu du = e iaα F(α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}
−∞
Observação:
Se ℑ{f (x )} =
∫
∞
f (x )e −iα x dx , então ℑ{f (x − a )} = e − iaα F(α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}.
−∞
3.11.6 – Translação (na frequência)
Se f : R → C é uma função absolutamente integrável, então
ℑ{e iax f (x )} = F(α + a ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}.
Prova: α + a = u
{
ℑe
ia x
}
f (x ) =
=
∫
∫
∞
e
ia x
f (x )e
iα x
dx =
−∞
∫
∞
f (x )e i (α +a )x dx
−∞
∞
f (x )e iux dx = F(u ) = F(α + a )
−∞
Observação: Se ℑ{f (x )} =
∫
∞
{
}
f (x )e −iα x dx , então ℑ e iaα f (x ) = F(α − a ) .
−∞
3.11.7 – Similaridade (ou mudança de escala) e inversão de tempo
Se f : R → C é uma função absolutamente integrável e a ≠ 0 , então
ℑ{f (ax )} =
1 α 
F , onde F(α ) = ℑ{f (x )}.
a a
(3.11.7.1)
Prova:
(1) a > 0, ax = u , x =
u
du
, dx =
, x → ∞ ⇒ u → ∞ , x → −∞ ⇒ u → −∞
a
a
110
ℑ{f (ax )} =
=
∫
∞
=
∫
du =
1
a
−∞
∫
1
a
∞
f (u )e
∫
iu
a
f (ax )e
iα x
−∞
∫
∞
f (u )e
iα
u
a
du
−∞
α 
F 
a
u
du
, dx =
, x → ∞ ⇒ u → −∞ , x → −∞ ⇒ u → ∞
a
a
∞
1
a
α
−∞
(2) a < 0, ax = u , x =
ℑ{f (ax )} =
1
a
f (ax )e iα x dx =
1
dx =
a
∞
f (u )e
iu
α
a
du =
−∞
∫
-∞
f (u )e
iα
u
a
∞
1
du = −
a
∫
∞
f (u )e
iα
u
a
du
−∞
1 α 
F 
a a
Observação: Considerando em (3.11.7.1) a = −1 , obtemos ℑ{f (− x )} = F(− α ) . Esta última igualdade é
conhecida como propriedade da inversão de tempo.
Exercícios
Sabendo que ℑ{g (x )} = G (α ) =
iα
, calcule:
− α + 5iα + 6
2
1 α 
iα
G  =
2
2  2  − α + 10iα + 24
01. ℑ{g (2 x )};
R.: ℑ{g (2 x )} =
02. ℑ{g (x − 2 )} ;
R.: ℑ{g (x − 2 )} = e 2iα G (α ) = e 2iα
{
}
03. ℑ e −100ix g(x ) .
{
}
R.: ℑ e −100ix g (x ) = G (α − 100) =
iα
− α + 5iα + 6
2
i(α − 100)
2
− (α − 100) + 5i(α − 100) + 6
3.11.8 – Convolução
A convolução (ou produto de convolução) de duas funções absolutamente integráveis f e g é
definida como sendo a função
(f ∗ g )(x ) =
∫
∞
f (x − u )g(u )du =
−∞
∫
∞
f (u )g(x − u )du .
−∞
A integral imprópria que define a convolução converge para todo x se as funções f e g, além de
serem absolutamente integráveis, são também quadrado-integráveis, isto é, seus quadrados também são
absolutamente integráveis:
111
∫
∞
2
f (u ) du < ∞,
−∞
∫
∞
2
g(u ) du < ∞ .
−∞
A afirmativa anterior pode ser comprovada com o emprego da desigualdade de Schwarz
ab ≤
a 2 b2
,
+
2
2
válida para todo a , b ∈ R .
∫
∞
f (x − u )g(u )du ≤
−∞
∫
∞
1
f (x − u )g(u ) du ≤
2
−∞
∫
∞
1
f (x − u ) du +
2
−∞
2
∫
∞
2
g(u ) du < ∞
−∞
A convolução de funções absolutamente integráveis, quando está definida, é também uma
função absolutamente integrável.
Transformada de Fourier de uma convolução
Se f , g : R → C são funções absolutamente integráveis, então
ℑ{(f ∗ g )(x )} = F(α )G (α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )} e G (α ) = ℑ{g(x )}.
Prova:
ℑ{f ∗ g} =
∫
∞


−∞ 

∞
(f ∗ g )e
iα x
dx =
−∞
∫ ∫

f (u )g (x − u )du e iα x dx

−∞
∞
Como e iα x = e iα u e iα ( x −u ) :


−∞ 

∞
ℑ{f ∗ g} =
∫ ∫

f (u )g(x − u )du e iα u e iα ( x −u ) dx

−∞
∞
Mudando a ordem de integração:
ℑ{f ∗ g} =
∫

f (u )

−∞
∞
∫

g(x − u )e iα ( x − u )dx e iα u du

−∞
∞
Considerando x − u = v ⇒ x = u + v ⇒ dx = dv :
112
ℑ{f ∗ g} =
ℑ{f ∗ g} =
∫
∫

f (u )

−∞
∞
∫

g(v )e iα v dve iα u du

−∞
∞
∞
f (u )ℑ{g}e iα u du
−∞
∫
∞
ℑ{f ∗ g} = ℑ{g}
f (u )e iα u du
−∞
ℑ{f ∗ g} = ℑ{g}ℑ{f }
ℑ{f ∗ g} = F(α )G (α )
Propriedades da convolução
1a) Comutativa
f ∗g = g ∗f
2a) Associativa
f ∗ (g ∗ h ) = (f ∗ g ) ∗ h
3a) Distributiva
f ∗ (g + h ) = (f ∗ g ) + (f ∗ h )
4a) Elemento nulo
f ∗0 = 0
5a) Elemento identidade
δ∗f = f
δ : delta de Dirac (distribuição)
Modelos matemáticos que envolvem a convolução estão presentes em diferentes ramos do
conhecimento. A convolução modela distorções em ondas sonoras e luminosas, surge no
processamento de sinais e na detecção de ondas eletromagnéticas e/ou mecânicas e é também base de
alguns sistemas de redes neurais de auto-aprendizagem. Na Matemática, a convolução é empregada na
solução de sistemas lineares de equações diferenciais e na solução de alguns tipos de equações
integrais. Na Estatística, é usada para calcular funções de densidade de probabilidade.
Exemplo
Solucione a equação integral
y (x ) = g (x ) +
∫
∞
y(u )r (x − u )du ,
−∞
onde g(x) e r(x) são conhecidas.
113
y (x ) = g (x ) +
∫
∞
y(u )r (x − u )du
−∞
y (x ) = g (x ) + ( y ∗ r )
ℑ{y(x )} = ℑ{g(x ) + (y ∗ r )}
ℑ{y(x )} = ℑ{g(x )} + ℑ{y ∗ r}
Y(α ) = G (α ) + Y (α )R (α )
Y(α ) − Y (α )R (α ) = G (α )
[1 − R (α )]Y(α ) = G (α )
G (α )
Y(α ) =
1 − R (α )
 G (α ) 
ℑ −1 {Y(α )} = ℑ −1 

1 − R (α ) 
∞
 G (α )  −iα x
1
y (x ) =
e
dα
2π −∞ 1 − R (α ) 
∫
Exercícios
01. Mostre que:
a)
∫
∞
2
e − u du = π ;
−∞
b) x ∗ e
−x2
=
∫
∞
(x − u )e −u
2
du = x π .
−∞
02. Mostre que f (x ) ∗ u (x ) =
∫
x
1, se x > 0
.
f (κ )dκ , sendo u (x ) = 
0, se x < 0
−∞
3.11.9 – Multiplicação (Convolução na frequência)
Se f , g : R → C são funções absolutamente integráveis, então
ℑ{f (x ).g(x )} =
1
F(α ) ∗ G (α ) , onde F(α ) = ℑ{f (x )} e G (α ) = ℑ{g (x )} .
2π
Prova:
ℑ{f (x ).g(x )} =
∫
∞
f (x )g(x )e i α x dx
−∞
114
∫
=
1

2π
−∞ 

∞
1
=
2π
1
=
2π
∫
∫
∫

F(κ )e −i x κ dκ  g(x )e i α x dx

−∞
∞

F(κ )

−∞
∞
∫

g(x )e i (α − κ ) x dx  dκ

−∞
∞
∞
F(κ )G (α − κ )dκ
−∞
1
F(α ) ∗ G (α )
2π
=
3.11.10 – Transformada de Fourier de derivadas
Sejam f : R → C uma função diferenciável absolutamente integrável e f ' uma função
absolutamente integrável. Como f (x ) → 0 quando x → ±∞ , então
{
}
ℑ f ' (x ) = −iα F(α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}.
Sejam f : R → C uma função duas vezes diferenciável absolutamente integrável e f ' e f ' '
funções absolutamente integráveis. Como f ' (x ) → 0 quando x → ±∞ , então
{
}
ℑ f " (x ) = −α 2 F(α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}.
Generalizando, sejam f : R → C uma função n vezes diferenciável absolutamente integrável e
as derivadas até ordem n de f funções absolutamente integráveis. Como f ' (x ), f " (x ), K, f (n −1) (x ) → 0
quando x → ±∞ , então
ℑ{f (n ) (x )} = (− iα ) F(α ), onde n ∈ Z, n ≥ 1, F(α ) = ℑ{f (x )} .
n
Prova:
{
}
ℑ f (x ) =
{
'
}
∫
∞
f ' (x )eiα x dx
−∞
ℑ f (x ) = lim
'
a → −∞
∫
0
f (x )e
'
iα x
dx + lim
a
b →∞
∫
b
f ' (x )e iα x dx
0
Usando integração por partes:
u = e iα x ⇒ du = iα e iα x dx
dv = f ' (x )dx ⇒ v = f (x )
115
(3.11.10.1)
∫
f ' (x )e iα x dx = f (x ) e iα x − iα
∫()
f x e iα x dx
(3.11.10.2)
Empregando (3.11.10.2) em (3.11.10.1):
0
b




iα x 0
iα x
iα x b
ℑ f (x ) = lim  f (x )e
f (x )e dx  + lim  f (x )e
f (x )eiα x dx 
a − iα
0 − iα
a → −∞

 b→∞ 

a
0
0
b




'
iα a
iα x
iα b
ℑ f (x ) = lim f (0 ) − f (a )e − iα
f (x )e dx  + lim f (b )e − f (0 ) − iα
f (x )eiα x dx 
a → −∞

 b→∞ 

a
0
{
'
{
[
}
]
∫
{
{
'
]
∫
}
'
[
}
ℑ f (x ) = −iα
∫
∫
∫
∞
f (x )e iα x dx
-∞
}
ℑ f (x ) = −iαℑ{f (x )} = −iα F(α )
Por recursividade:
{
}
{
}
ℑ f " (x ) = −iα ℑ f ' (x ) = (− iα )(− iα )ℑ{f (x )} = −α 2 ℑ{f (x )} = −α 2 F(α )
Exercícios
01. Sejam f : R → C uma função diferenciável absolutamente integrável e f ' uma função
absolutamente integrável. Como f (x ) → 0 quando x → ±∞ , mostre que:
{
}
{
}
a) ℑC f ' (x ) = α ℑS {f (x )} − f (0 ) = α FS (α ) − f (0) ;
b) ℑS f ' (x ) = −α ℑ C {f (x )} = −α FC (α ) .
Observação: As transformadas seno e cosseno de Fourier não são adequadas para transformar a
derivada primeira (ou qualquer derivada de ordem ímpar), isto porque a transformada seno (ou
cosseno) da derivada de f não é expressa em termos da transformada seno (ou cosseno) da função f.
02. Sejam f : R → C uma função duas vezes diferenciável absolutamente integrável e f ' e f ' ' funções
absolutamente integráveis. Como f ' (x ) → 0 quando x → ±∞ , mostre que:
{ }
b) ℑ {f (x )} = −α
a) ℑC f " (x ) = −α 2 ℑ C {f (x )} − f ' (0 ) = − α 2 FC (α ) − f ' (0 ) ;
"
S
2
ℑS {f (x )} + α f (0 ) = − α 2 FS (α ) + α f (0 ) .
3.11.11 – Derivadas de transformadas de Fourier
Se f : R → C é uma função absolutamente integrável e x f (x ) também é uma função
absolutamente integrável, então
ℑ{xf (x )} = −i F ' (α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )} .
116
Se f : R → C é uma função absolutamente integrável e x 2 f (x ) também é uma função
absolutamente integrável, então
{
}
ℑ x 2 f (x ) = −F " (α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}.
Se f : R → C é uma função absolutamente integrável e x n f (x ) também é uma função
absolutamente integrável, então
{
}
n
ℑ x n f (x ) = (− i ) F (n ) (α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}.
Prova:
d
d
F(α ) =
dα
dα
d
F(α ) = i
dα
∫
∫
∞
f (x )e
iα x
−∞
dx =
∫
∞
∂
f (x )e iα x dx =
∂α
[
]
−∞
∫
∞
ix f (x )e iα x dx
−∞
∞
[x f (x )]e iα x dx = iℑ{xf (x )}
−∞
1
ℑ{xf (x )} = F ' (α )
i
ℑ{xf (x )} = −i F ' (α )
d2
d2
F
(
)
=
α
dα 2
dα 2
d2
F(α ) = −
dα 2
{
∫
}
"
)
}
∫
∞
f (x )e iα x dx =
−∞
∫
∞
∂2
f (x )e iα x dx =
∂α 2
[
−∞
]
∞
[x
2
]
{
}
f (x ) e iα x dx = −ℑ x 2 f (x )
−∞
ℑ x f (x ) = −F (α )
2
Exemplos
{(
{
}
{
}
ℑ 2 x − x 2 + 3x 3 f (x ) = 2ℑ{x f (x )} − ℑ x 2 f (x ) + 3ℑ x 3 f (x )
= −2 i F ' (α ) + F " (α ) + 3 i F ''' (α )
ℑ { xe − ax u (x ) } = (− i )
d  1 
− (− i )
1
= −i
=
2


dα  a − iα 
(a − iα ) (a − iα )2
1, x > 0
Re(a ) > 0 e u (x ) = 
0, x < 0
117
∫
∞
i 2 x 2 f (x )e iα x dx
−∞
ℑ { x 2 e −ax u (x ) } = (− i )
2
d2
dα 2

d 
1
− 2(a − iα )(− i )
2
 1 
=
 a − iα  = −i dα  (a − iα )2  = −i (a − iα )4
(a − iα )3




1, x > 0
Re(a ) > 0 e u (x ) = 
0, x < 0
ℑ { x 3 e − ax u (x ) } = (− i )
3

d3  1 
d2 
1
6
=
−
=
3 
2 
2 

dα  a − iα 
dα  (a − iα )  (a − iα )4
1, x > 0
Re(a ) > 0 e u (x ) = 
0, x < 0
ℑ { x n e − ax u (x ) } =
n!
(a − iα )n +1
1, x > 0
Re(a ) > 0 e u (x ) = 
0, x < 0
Exercícios
1, x > 0
é a função unitária de Heaviside e a > 0 . Determine:
01. Seja f (x ) = x e -ax u (x ) , onde u (x ) = 
0, x < 0
a2 −α 2
a) a parte real de ℑ{f (x )} = F(α ) ;
R.: FR (α ) =
b) a parte imaginária de ℑ{f (x )} = F(α ) ;
R.: FI (α ) =
c) o ângulo de fase de ℑ{f (x )} = F(α ) ;
 2aα 
R.: θ = arctg 2
2 
 a −α 
d) a amplitude de ℑ{f (x )} = F(α ) ;
R.: F(α ) =
e) o espectro de potência de f (x ) .
R.: P(α ) =
(a
+α 2
)
2
2aα
(a
2
+α 2
)
2
1
a +α 2
2
1
(a
02. Prove a propriedade da diferenciação na frequência ℑ{i x f (x )} =
118
2
2
+α 2
)
2
d
F(α ) .
dα
3.12 – Resumo: Propriedades operacionais das transformadas de Fourier
1. Linearidade
ℑ{af (x ) + bg(x )} = aℑ{f (x )} + bℑ{g(x )} = aF(α ) + bG (α )
2. Simetria
Se F(α ) = ℑ{f (x )} , então ℑ{F(x )} = 2π f (− α ) .
3. Conjugado
Se F(α ) = ℑ{f (x )} , então ℑ f (x ) = F(− α ) .
4. Translação (no tempo)
ℑ{f (x − a )} = e iaα F(α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}
5. Translação (na freqüência)
ℑ e iax f (x ) = F(α + a ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}
6. Dilatação (ou similaridade)
1 α 
ℑ{f (ax )} = F , onde F(α ) = ℑ{f (x )}
a a
7. Inversão de tempo
ℑ{f (− x )} = F(− α ) , onde F(α ) = ℑ{f (x )}
8. Convolução
ℑ{(f ∗ g )(x )} = F(α )G (α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )} e G (α ) = ℑ{g(x )}
9. Multiplicação (convolução na frequência)
1
Se F(α ) = ℑ{f (x )} e G (α ) = ℑ{g (x )} , então ℑ{f (x ).g(x )} =
F(α ) ∗ G (α ) .
2π
10. Transformada da derivada primeira
ℑ f ' (x ) = −iα F(α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}
{ }
{
}
{
}
{ }
ℑ {f (x )} = −α ℑ {f (x )} = −α F (α )
ℑC f (x ) = α ℑS {f (x )} − f (0) = α FS (α ) − f (0)
'
'
S
C
C
11. Transformada da derivada segunda
ℑ f " (x ) = −α 2 F(α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}
{
}
{ }
ℑ {f (x )} = −α
ℑC f (x ) = −α 2 ℑC {f (x )} − f ' (0 ) = − α 2 FC (α ) − f ' (0 )
"
ℑS {f (x )} + α f (0 ) = − α 2 FS (α ) + α f (0 )
12. Transformada de derivadas
n
ℑ f (n ) (x ) = (− iα ) F(α ), onde n ∈ Z, n ≥ 1, F(α ) = ℑ{f (x )}
13. Derivadas de transformadas de Fourier
ℑ{xf (x )} = −i F ' (α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}
"
2
S
{
}
{
}
ℑ{x f (x )} = (− i )
ℑ x 2 f (x ) = −F " (α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}
n
F (n ) (α ), onde F(α ) = ℑ{f (x )}
14. Diferenciação na frequência
d
ℑ{i x f (x )} =
F(α )
dα
n
Tabela 1: Propriedades das transformadas de Fourier.
119
3.13 – Delta de Dirac
Paul Adrien Maurice Dirac (1902-1984): físico, matemático e engenheiro britânico. Partilhou o
Nobel de Física de 1933 com Erwin Schrödinger.
Função impulso unitário:
x < x0 − a
 0,
1

δ a (x − x 0 ) =  , x 0 - a ≤ x < x 0 + a
 2a
x ≥ x0 + a
 0,
a>0
(3.13.1)
1
2a
A=
1
(2a ) = 1
2a
x
x0 − a
x0
x0 + a
Figura 51: Função impulso unitário.
A função (3.13.1) pode ser compactada usando-se a função degrau unitário. Assim,
δ a (x − x 0 ) =
1
{u [x − (x 0 − a )] − u [x − (x 0 + a )]},
2a
onde
1, x > x 0 − a
1, x > x 0 + a
u [x − (x 0 − a )] = 
e u [x − (x 0 + a )] = 
.
0, x < x 0 − a
0, x < x 0 + a
Considerando
δ(x − x 0 ) = lim δ a (x − x 0 ) ,
a →0
temos a distribuição delta de Dirac
∞, se x = x 0
δ (x − x 0 ) = 
.
0, se x ≠ x 0
(3.13.2)
120
∞, se x = c
A distribuição (3.13.2) pode ser escrita como δ c (x ) = δ(x − c ) = 
.
0, se x ≠ c
∞, se x = 0
.
Quando c = 0 , temos que δ(x ) = 
0, se x ≠ 0
Fisicamente, o delta de Dirac pode ser interpretado como um impulso de energia em um
sistema, razão pela qual recebe o nome de função impulso de Dirac.
3.13.1 – Propriedades do delta de Dirac
A distribuição delta de Dirac δ = δ(x ) apresenta as seguintes propriedades:
1. δ(x ) = 0, se x ≠ 0 ;
2. δ(x ) = δ(− x ), ∀x ∈ R ;
3. δ(0 ) = ∞ ;
4. f (x )δ(x ) = f (0)δ(x ) se f (x ) for contínua em x = 0 ;
5. f (x )δ(x − x 0 ) = f (x 0 )δ(x − x 0 ) se f (x ) for contínua em x = x 0 ;
6.
7.
8.
9.
∫
∞
δ(x )dx = 1 ;
−∞
(f ∗ δ)(x ) = f (x ) , se f (x ) é contínua;
∫
∞
f (x )δ(x )dx = f (0 ) , se f (x ) é contínua em x = 0 ;
−∞
(f ∗ δ c )(x ) = f (c) , se f (x ) é contínua em
10. δ(x ) = u ' (x ) =
11. δ(ax ) =
x = c;
d
u (x ) , onde u (x ) é a função degrau unitário;
dx
1
δ (x ) .
a
Observação: Mais informações a respeito do delta de Dirac podem ser obtidas em HSU, H.P.
Sinais e sistemas. Porto Alegre: Bookman.
121
3.13.2 – Transformada de Fourier do delta de Dirac
Aplicando a transformada de Fourier à propriedade 7, temos que:
(f ∗ δ )(x ) = f (x )
ℑ{(f ∗ δ )(x )} = ℑ{f (x )}
ℑ{f (x )}ℑ{δ(x )} = ℑ{f (x )}
ℑ{δ(x )} = 1
ℑ −1 {1} = δ(x )
Dessa maneira, podemos escrever o par de transformadas
δ(x ) →
← 1.
3.14 – Métodos para obter a transformada de Fourier
3.14.1 – Uso da definição
{ }= α 2+a a
Mostre que ℑ e
e
−a x
2
2
, Re(a ) > 0 .
e − ax , x > 0
=  ax
 e , x < 0
{ }=
ℑe
−a x
−a x
∫
0
ax
e e
iα x
dx +
−∞
∫
∞
e
− ax
e
iα x
dx =
0
0
∫
0
e
−∞
( a + iα ) x
dx +
∫
∞
e (− a +iα ) x dx
0
k2
 e ( a + iα ) x 
 e ( − a + iα ) x 
= lim 
 + klim


k1 → −∞ a + iα

 k 1 2 → ∞  − a + iα  0
0
k2
 e ax [cos(α x ) + i sen (α x )]
 e − ax [cos(α x ) + i sen (α x )]
= lim 
+
lim



k1 → −∞
a + iα
− a + iα

 k1 k 2 → ∞ 
0
122


 1
e ak1 [cos(α k 1 ) + i sen (α k 1 )]
= lim 
−
+
k1 → −∞ a + iα
a2
+ i4
α 4444
14444
4
3

→0 se Re (a ) > 0


 − ak

 e 2 [cos(α k 2 ) + i sen (α k 2 )]
1 
+ lim 
−

k 2 →∞
−4
a2
+4
iα4444
3 − a + iα 
14444
→0 se Re (a ) > 0


=
1
1
− a + iα − (a + iα )
− 2a
2a
−
=
=
= 2
2
2
2
2
a + iα − a + iα
α + a2
−α − a
(iα ) − a
Exemplo 1
∫
{ }|
∞
e
−3 x + 2 i x
dx = ℑ e
−3 x
=
α=2
−∞
2(3)
6
=
2
13
2 +3
2
Exemplo 2
Seja f : R → R / f (x ) = x 6 e
−a x
.
1. Determine F(α ) = ℑ{f (x )} .
{
}
{ }= α 2+a a
n
Lembrando que ℑ x n f (x ) = (− i ) F (n ) (α ), F(α ) = ℑ{f (x )} e que ℑ e
que:
{
ℑ x 6e
−a x
} = F(α ) = (− i)
6
−a x
2
2
d 6  2a 
d6  1 
=
−
2
a
dα 6  α 2 + a 2 
dα 6  α 2 + a 2 
= −2a
d5
dα 5
 − 2α 
d5
4
a
=
 2

2
dα 5
 (α + a 2 ) 


α
 2
2 
 (α + a 2 ) 
2
d 4  (α 2 + a 2 ) − 2α(α 2 + a 2 )2α 
d 4  α 2 + a 2 − 4α 2 
= 4a 4 
 = 4a 4 

dα 
dα  (α 2 + a 2 )3 
(α 2 + a 2 )4

3
2
d 4  a 2 − 3α 2 
d 3  − 6α (α 2 + a 2 ) − (a 2 − 3α 2 )3(α 2 + a 2 ) 2α 
= 4a 4 

 = 4a 3 
dα  (α 2 + a 2 )3 
dα 
(α 2 + a 2 )6

d 3  − 6α(α 2 + a 2 ) − (a 2 − 3α 2 )6α 
d 3 12α 3 − 12a 2 α 
= 4a 3 
 = 4a 3 

dα 
dα  (α 2 + a 2 )4 
(α 2 + a 2 )4

= 48a
d3
dα 3
 α3 − a 2α 
 2
4 
 (α + a 2 ) 
123
, a > 0 , temos
(
)(
) (
)(
(
)
)(α + a ) − (α − a α)8α 
(α + a )

)
4
3
d 2  3α 2 − a 2 α 2 + a 2 − α 3 − a 2 α 4 α 2 + a 2 2α 
= 48a 2 

8
dα 
α2 + a 2

2
3
2
 (3α 2 − a 2 2

2
2 5

d 2  3α 4 + 3a 2 α 2 − a 2 α 2 − a 4 − 8α 4 + 8a 2 α 2 
= 48a 2 

dα 
(α 2 + a 2 )5

= 48a
d2
dα 2
10a 2 α 2 − 5α 4 − a 4 


(α 2 + a 2 )5 

d 2 10a 2 α 2 − 5α 4 − a 4 
= 48a 2 

dα 
(α 2 + a 2 )5 
= 48a
d2
dα 2
(
)(
) − (10a α − 5α − a )5(α
(α + a )
)(α + a ) − (10a α − 5α − a )10α 
(α + a )

d  20a 2 α − 20α 3 α 2 + a 2
= 48a

dα 
(
5
2
2
4
4
2 10
2
2
)
+ a 2 2α 


4
= 48a
d  20a 2 α − 20α 3

dα 
= 48a
d  20a 2 α 3 + 20a 4 α − 20α 5 − 20a 2 α 3 − 100a 2 α 3 + 50α 5 + 10a 4 α 


6
dα 
α2 + a 2

2
2
2
2
4
4
2 6
2
(
)
d  30α 5 − 100a 2 α 3 + 30a 4 α 
d  3α 5 − 10a 2 α 3 + 3a 4 α 
= 48a

 = 480a


6
6
dα 
dα 
α2 + a 2
α2 + a 2


(
)
(
)
 (15α 4 − 30a 2 α 2 + 3a 4 )(α 2 + a ) − (3α 5 − 10a 2 α 3 + 3a 4 α )6(α 2 + a 2 )5 2α 
= 480a 

(α 2 + a 2 )12


 (15α 4 − 30a 2 α 2 + 3a 4 )(α 2 + a 2 ) − (3α 5 − 10a 2 α 3 + 3a 4 α )12α 
= 480a 

(α 2 + a 2 )7


2 6
 − 21α 6 + 105a 2 α 4 − 63a 4 α 2 + 3a 6 
= 480a 

7
α2 + a2


(
)
 a 6 − 21a 4 α 2 + 35a 2 α 4 − 7α 6 
= 1440a 

(α 2 + a 2 )7


{
6
ℑx e
−a x
}
 a 6 − 21a 4 α 2 + 35a 2 α 4 − 7α 6 
= 1440a 
, a > 0
(α 2 + a 2 )7


(3.14.1.1)
124
2. Plote os gráficos de f (x ) e de F(α ) = ℑ{f (x )} para a = 2 e comente-os.
f (x ) = x 6 e
−2 x
 64 − 336α 2 + 140α 4 − 7α 6 
F(α ) = 2880

7
α2 + 4


(
)
y
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
−11 −10 −9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
x
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
−1
−2
−3
−4
−5
−6
−7
 64 − 336α 2 + 140α 4 − 7α 6 
6 −2 x
(vermelho).
Figura 52: Gráfico de F(α ) = 2880
 (azul) e de f (x ) = x e
7
2
α
+
4


(
)
Comentários: f (x ) e F(α ) são funções
1. que se anulam no infinito;
2. pares;
3. limitadas;
4. contínuas;
5. absolutamente integráveis;
6. pertencentes ao espaço de Schwarz.
1 − 21x 2 + 35x 4 − 7 x 6 
3. Calcule ℑ
.
7


x2 +1
(
)
Considerando a = 1 em (3.14.1.1), temos que
125
f (x ) = x 6 e
−x
1 − 21α 2 + 35α 4 − 7α 6 
e F(α ) = 1440
.
7
α2 +1


(
)
Propriedade da simetria (dualidade): ℑ{F(x )} = 2πf (− α ), ℑ{f (x )} = F(α )
1 − 21x 2 + 35x 4 − 7 x 6 
2π
ℑ
(− α )6 e − −α = π α 6 e − α
=
7
2
720

 1440
(x + 1)
 π 6 −α
 720 α e , se α > 0
=
 π α 6 e α , se α < 0
 720
3.14.2 – Uso de equações diferenciais
α
 − ax 
2π − 2 a
Mostre que ℑe 2  =
e
a


2
f (x ) = e − ax a função gaussiana e a > 0 .
2
Seja f (x ) = e
−
ax 2
2
2
 − x
ℑe 2

2
e, conseqüentemente,
α

−
2
, sendo
=
π
2
e


. Então, f (x ) satisfaz à equação diferencial ordinária de primeira ordem
f ' (x ) + axf (x ) = 0 .
(3.14.2.1)
Aplicando a transformada de Fourier a ambos os lados de (3.14.2.1), obtemos:
{
}
ℑ f ' (x ) + aℑ{x f (x )} = ℑ{0}
− iα F(α ) + a (− i )
ai
d
F(α ) = 0
dα
d
F(α ) = −iα F(α )
dα
1 dF(α )
α
d
=− ⇒
[ln F(α ) ] = − α
F(α ) dα
a
dα
a
∫
d
[ln F(α ) ]dα =
dα
ln F(α ) = −
2
∫
−
α
dα
a
1 α2
+ C1
a 2
126
F(α ) = Ce
−
α2
(3.14.2.2)
2a
Aplicando a transformada inversa de Fourier a (3.14.2.2), chegamos a
1
f (x ) = ℑ {F(α )} =
2π
−1
∫
∞
F(α )e
− iα x
−∞
1
dα =
2π
∫
∞
Ce
−
α2
2a
e − iα x dα .
(3.14.2.3)
−∞
Considerando x = 0 em (3.14.2.3), temos que
C
f (0 ) = 1 =
2π
∫
∞
e
−
α2
2a
dα ⇒
−∞
∫
∞
e
−
α2
2a
2π
dα =
⇒
C
−∞
∫
∞
e
0
−
α2
2a
dα =
π
.
C
(3.14.2.4)
Calculando a integral em (3.14.2.4):
α2
= u 2 ⇒ α = 2a u , dα = 2a du
2a
α → 0 ⇒ u → 0, α → ∞ ⇒ u → ∞, a > 0
∫
∞
e
−
α2
2a
∫
dα =
0
∞
e
−u 2
2a du = 2a
0
∫
∞
2
e − u du =
0
π
C
(3.14.2.5)
Calculando a integral em (3.14.2.5):
1
1
u 2 = w ⇒ u = w = w 2 , du =
1 −2
w dw
2
u → 0 ⇒ w → 0, u → ∞ ⇒ w → ∞
∫
∞
e
−u 2
du =
0
∫
∞
1
e
−w
0
1 −2
1
w dw =
2
2
∫
∞
−
1
w 2 e − w dw =
0
1 1
π
Γ  =
2 2
2
(3.14.2.6)
Substituindo (3.14.2.6) em (3.14.2.5), obtemos
2a
π
2
=
π
C
⇒C=
2π
2π a
=
2π
a
.
(3.14.2.7)
Substituindo (3.14.2.7) em (3.14.2.2), temos que
F(α ) =
2π
a
e
−
α2
2a
.
(3.14.2.8)
127
 − x
Considerando a = 1 em (3.14.2.8), concluímos que ℑe 2

Exemplo
2
∫
{ }|
∞
e
− x 2 + 3i x
dx = ℑ e
−x 2
2π
=
2
α =3
−∞
e
−
32
2
α

−
 = 2π e 2 .

2
π
=
e
9
4
3.14.3 – Decomposição em frações parciais
Seja F(α ) =
10(4 − iα )
. Determine ℑ −1 {F(α )}.
2
α + 8iα − 6
α 2 + 8 iα − 6 = 0 ⇒ α =
F(α ) =
− 8i ± − 40
= −4i ± 10i = − 4 ± 10 i
2
(
40 − 10 iα
[α − (− 4 +
) ][ (
)
(3.14.3.1)
)]
10 i α − − 4 − 10 i
Decompondo (3.14.3.1) em frações parciais, temos que:
F(α ) =
40 − 10 iα
[α − (− 4 +
) ][ (
)]
10 i α − − 4 − 10 i
[ (
=
A
(
)
α − − 4 + 10 i
)] [ (
+
(
B
)
α − − 4 − 10 i
(3.14.3.2)
)]
40 − 10 iα = A α − − 4 − 10 i + B α − − 4 + 10 i
[(
)
) ]
(
40 − 10 iα = 4 + 10 i A + 4 − 10 i B + (A + B)α
A+
B = −10 i

⇒ A = −5 i, B = -5 i

4
+
10
i
A
+
4
−
10
i
B
=
40

(
)
(
)
Substituindo (3.14.3.3) em (3.14.3.2), obtemos:
F(α ) = −
F(α ) = −
F(α ) =
5i
(
)
−
5i
(
)
α − − 4 + 10 i α − − 4 − 10 i
5i
(
α − −4+
(− 4 +
5
)
(i ) −
5i
10 ) i (i ) α − (− 4 −
10 + i α
+
(− 4 −
5
(i )
10 ) i (i )
)
10 + i α
128
(3.14.3.3)
F(α ) = −
5
(4 −
−
)
10 − i α
5
(4 +
(3.14.3.4)
)
10 − i α
Sabemos que ℑ { e − ax u (x ) } =
1, x > 0
1
.
, Re(a ) > 0, u (x ) = 
a −iα
0, x < 0
(3.14.3.5)
Aplicando a transformada inversa de Fourier a (3.14.3.4) e empregando (3.14.3.5), chegamos a








1
1


−1 
f (x ) = ℑ −1 {F(α )} = −5ℑ −1 
 − 5ℑ 

4 − 10 − i α 
4 + 10 − i α 
1
1
4
2
4
3
4
2
4
3




>0
>0
(
= −5e − (4−
)
) u (x ) − 5e − (4+
10 x
[
= −5 u (x ) e − (4−
10 x
) + e − (4+
[
10 x
= −5 u (x )e −4 x e
+ e−
(
(
)
) u (x )
10 x
)
10 x
]
]
10 x
)
= −10e −4 x cosh 10 x u (x ) .
Exercícios
sen (x ), x ≤ π
. Determine ℑ{f (x )} .
01. Seja f (x ) = 
0, x > π

R.: ℑ{f (x )} =
2i sen (πα )
1−α 2
02. Use uma transformada de Fourier conhecida e as propriedades operacionais para calcular
{
ℑ x 2e
−x
}.
{
R.: ℑ x 2 e
−x
}= − 4(3α
(α
{
2
03. Calcule ℑ (1 − x ) e
{
2
R.: ℑ (1 − x ) e
−x
2
−x
2
)
−1
)
+1
3
}.
}= α 2+ 1 −
2
8iα
(α
2
)
+1
2
−
(
(α
)
4 3α 2 − 1
2
)
+1
3
129
04. Seja f : R → C / f (x ) =
1
, Re(a ) > 0 .
x + a2
2
∫
a) A função f (x ) é absolutamente integrável? Calcule, se possível,
R.:
∞
1
dx .
x + a2
2
−∞
π
, Re(a ) > 0
a
 1  π −a α
b) Mostre que ℑ 2
= e
, Re(a ) > 0 .
2 
x + a  a
3.15 – Transformada de Fourier de algumas funções
Discutiremos também a transformada de Fourier de algumas funções que não são absolutamente
integráveis.
3.15.1 – A função constante unitária
A função constante unitária pode ser vista como o caso limite da função pulso.
1, x < a
Função pulso: f (x ) = 
0, x > a
1
lim f (x ) = 1
a →∞
-a
{
}
a
2sen (aα )
a →∞
α
y
ℑ{1} = ℑ lim f (x ) = lim ℑ{f (x )} = lim
a →∞
a →∞
x
8
1 sen (aα )
= 2π lim
a →∞ π
α
= 2πδ(α )
7
6
5
4
3
ℑ −1 {2πδ(α )} = 1
sen (4α )
α
2
1
x
1
→
←
2πδ(α )
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
−1
−2
−3
130
2
3
4
5
6
7
8
9
10
3.15.2 – A função sinal
 1, x > 0
Função sinal: sgn (x ) = 
− 1, x < 0
1
x
-1
A função sinal pode ser expressa pelo limite
sgn (x ) = lim [ e − ax u (x ) - e ax u (− x ) ],
a →0
1, x > 0
1, x < 0
onde u (x ) = 
e u (− x ) = 
.
0, x < 0
0, x > 0
Assim:
ℑ{sgn (x )} = ℑ { lim [ e − ax u (x ) - e ax u (− x ) ]}
a →0
= lim ℑ {[ e − ax u (x ) - e ax u (− x ) ]}
a →0
1 
 1
= lim 
−
a →0 a − iα
a + iα 

2iα
= lim 2
a →0 a + α 2
2i
=
α
 2i 
ℑ −1   = sgn (x )
α 
sgn (x ) →
←
2i
α
Observação: Se ℑ{f (x )} =
∫
∞
f (x )e −iα x dx , então ℑ{sgn (x )} = −
−∞
2i
.
α
Exercício
Mostre que ℑ { e ax u (− x ) } =
1, x < 0
1
.
, Re(a ) > 0 , onde u (− x ) = 
a + iα
0, x > 0
131
3.15.3 – A função degrau
1, x > 0
Função degrau unitário: u (x ) = 
0, x < 0
1
x
A função degrau unitário pode ser reescrita como
u (x ) =
1
[1 + sgn (x )] .
2
Logo:
1
1 1
 1
ℑ {u (x ) } = ℑ + sgn (x ) = ℑ{1} + ℑ{sgn (x )}
2
2 2
 2
i
1
1 2i
= 2πδ(α ) +
= πδ(α ) +
2
2α
α
i

ℑ −1 πδ(α ) +  = u (x )
α

u (x ) →
← πδ(α ) +
i
α
Observação: Se ℑ{f (x )} =
∫
∞
f (x )e −iα x dx , então ℑ {u(x)} = πδ(α ) −
−∞
i
1
= πδ(α ) + .
α
iα
3.15.4 – Exponencial
Se f (x ) =
T
T sen (Tx )
T sen (Tx )
, então lim f (x ) = lim
sinc(Tx ) =
= δ (x ) .
T →∞
T→∞ π
π
π Tx
Tx
∞, x = 0
δ (x ) = 
0, x ≠ 0
132
{ }=
ℑe
ia x
∫
∞
e
ia x
e
iα x
dx =
−∞
= lim
T →∞
= lim
T →∞
∫
∫
∫
∞
e i (a + α )x dx
−∞
T
{cos[(a + α )x ] + isen[(a + α )x ]}dx
−T
T
−T
|
sen[(a + α )x ]
cos[(a + α )x ]dx = lim
T →∞
a+α
T
−T
 sen[(a + α )T ] sen[(a + α )(− T )]
 sen[(a + α )T ]
= lim 
−
 = 2 Tlim


T →∞
→
∞
a+α
a+α
a+α




T  sen[(a + α )T ]
T
= 2π lim sinc[(a + α )T ] = 2πδ(α + a )


T →∞ π
T →∞ π
 (a + α )T 
= 2π lim
ℑ −1 {2πδ(α + a )} = e ia x
e ia x
2πδ(α + a )
→
←
Observação: Se ℑ{f (x )} =
∫
∞
{ }
f (x )e −iα x dx , então ℑ e ia x = 2πδ(α − a ) .
−∞
Exercício
{
}
Mostre que ℑ e − ia x = 2πδ(α − a ) .
3.15.5 – Função cosseno
ℑ{cos(ax )} =
∫
∞
cos(ax ) e
iα x
dx = lim
T →∞
−∞
= lim
T →∞
∫
T
−T
e
ia x
+e
2
−ia x
∫
T
cos(ax ) e iα x dx
−T
e iα x dx
133

1
= lim 
2 T →∞ 

=
∫
T
e
i (a + α )x
dx +
−T
∫
T
−T

e i (-a + α )x dx 

1
{2πδ(α + a ) + 2πδ(α − a )}
2
= πδ(α + a ) + πδ(α − a ) = π[δ(α + a ) + δ(α − a )]
ℑ −1 {π[δ(α + a ) + δ(α − a )]} = cos(ax )
cos(ax ) →
← π[δ(α + a ) + δ(α − a )]
Exercícios
Mostre que:
01. ℑ{sen (ax )} = iπ[δ(α − a ) − δ(α + a )] ;
02. ℑ { cos(ax ) u (x ) } =
π
[δ(α + a ) + δ(α − a )] + 2 iα 2 ;
2
α −a
03. ℑ { sen (ax ) u (x ) } =
iπ
[δ(α − a ) − δ(α + a )] − 2 a 2 ;
2
α −a

04. ℑ

∫

1, se x > 0
i F(α )
f (κ )dκ = πF(0 )δ(α ) +
, onde F(α ) = ℑ{f (x )} e u (x ) = 
.
0
,
se
x
<
0
α


−∞

x
Sugestão: Use f (x ) ∗ u (x ) =
∫
x
f (κ )dκ e f (x )δ(x ) = f (0)δ(x ) se f (x ) for contínua em x = 0 .
−∞
3.16 – Resumo: Transformadas de Fourier de algumas funções
f (x )
F(α )
2sen (aα )
,α ≠ 0
1, x < a
f (x ) = 
0, x > a
e
−a x
α
F(0) = 2a
2a
2
α + a2
π −a α
e
a
, Re(a ) > 0
1
, Re(a ) > 0
x + a2
2
134
e −x
e
e
−
ax 2
2
FC (α ) =
1
α +1
x2
−
2
FS (α ) =
2
2π e
2π
,a > 0
a
e
−
α +1
α2
−
1, x > c
e − ax u (x ), Re(a ) > 0, u (x − c ) = 
0, x < c
1
a − iα
1, x > c
x n e − ax u (x ), Re(a ) > 0, u (x − c ) = 
0, x < c
n!
2
α2
2a
(a − iα )n +1
∞, x = 0
0, x ≠ 0
δ (x ) = 
1
1, x ≤ a
1 = lim f (x ), f (x ) = 
a →∞
0, x > a
 1, x > 0
sgn (x ) = 
− 1, x < 0
2πδ(α )
2i
α
1, x > 0
u (x ) = 
0, x < 0
πδ(α ) +
i
α
2πδ(α + a )
π[δ(α + a ) + δ(α − a )]
iπ[δ(α − a ) − δ(α + a )]
π
[δ(α + a ) + δ(α − a )] + 2 iα 2
2
α −a
iπ
[δ(α − a ) − δ(α + a )] − 2 a 2
2
α −a
e ia x
cos(ax )
sen (ax )
cos(ax ) u (x )
sen (ax ) u (x )
∫
α
2
x
f (κ )dκ
πF(0 )δ(α ) +
−∞
i F(α )
α
Tabela 2: Transformadas de Fourier de algumas funções e distribuições.
3.17 – Identidade de Parseval para as integrais de Fourier
∫
∞
1
f (x ) dx =
2π
−∞
2
∫
∞
2
F(α ) dα , onde F(α ) = ℑ{f (x )}
−∞
135
Prova:
f = u + iv, u = u (x, y ), v = v(x, y )
f = u − iv
ff = f
2
f (x ) = f (x )
ℑ{f (x )g(x )} =
∫
1
F(α ) ∗ G (α )
2π
∞
f (x )g(x ) e
iα x
−∞
1
dx =
2π
∫
∞
F(u )G (α − u )du
(3.17.1)
−∞
Considerando α = 0 em (3.17.1), obtemos
∫
∞
∫
1
f (x )g(x )dx =
2π
−∞
∞
F(u )G (− u )du .
(3.17.2)
−∞
{ }
Assumindo em (3.17.2) g (x ) = f (x ) e lembrando que ℑ f (x ) = F(− α ) , temos que
g (x ) = f (x )
{ }
ℑ{g (x )} = ℑ f (x )
G (α ) = F(− α )
α ← −α :
G (− α ) = F(α )
G (− u ) = F(u )
∞
∫
1
f (x )f (x )dx =
2π
−∞
∫
∞
1
f (x ) dx =
2π
−∞
2
∞
∫
∫
F(α )F(α )dα
−∞
∞
2
F(α ) dα .
(3.17.3)
−∞
Se f e g são funções pares, podemos reescrever (3.17.1) como
∫
∞
f (x )g(x )dx =
0
2
π
∫
∞
FC (α )G C (α )dα .
(3.17.4)
0
136
Da mesma forma, quando f e g são funções ímpares reescrevemos (3.17.1) como
∫
∞
2
f (x )g (x )dx =
π
0
∫
∞
FS (α )G S (α )dα .
(3.17.5)
0
Quando f (x ) = g (x ) , (3.17.4) e (3.17.5) tornam-se, respectivamente,
∫
∞
2
[f (x )] dx =
0
2
π
∫
∞
2
[FC (α )] dα
e
0
∫
∞
2
[f (x )] dx =
0
2
π
∫
∞
[FS (α )]2 dα .
0
3.18 – Cálculo de integrais impróprias
Podemos empregar as transformadas de Fourier ou a Identidade de Parseval para calcular para
quanto convergem determinadas integrais impróprias.
Exemplo
x 2 , x ≤ 1
Seja f : R → R / f (x ) = 
.
 0, x > 1
1. Plote o gráfico de f (x ) .
y
1
x
−3
−2
−1
1
−1
2
3
4
x 2 , x ≤ 1
Figura 53: Gráfico de f : R → R / f (x ) = 
.
 0, x > 1
2. Determine F(α ) = ℑ{f (x )} .
137
F(α ) = ℑ{f (x )} =
∫
∞
f (x )e iα x dx
−∞
1
=
∫
∫
2 iα x
x e
dx =
−1
∫
1
x 2 [cos(αx ) + i sen (αx )]dx
−1
1
x 2 cos(αx )dx
=2
0
Calculando a integral indefinida (integração por partes):
u = x , du = dx
u = x 2 , du = 2xdx
dv = cos(ax )dx , v =
∫
x 2 cos(ax )dx =
sen (ax )
a
dv = sen (ax )dx, v = −
x 2 sen (ax ) 2
−
a
a
∫
cos(ax )
a
x sen (ax )dx

cos(ax )dx 

2
x sen (ax ) 2 x cos(ax ) 2sen (ax )
=
+
−
+C
a
a2
a3
=
x 2 sen (ax ) 2  x cos(ax ) 1
− −
+
a
a
a
a
∫
1
 x 2 sen (αx ) 2x cos(αx ) 2sen (αx ) 
F(α ) = 2 
+
−

α
α2
α3 0

 sen (α ) 2 cos(α ) 2sen (α ) 
= 2
+
−
α2
α 3 
 α
α 2 sen (α ) + 2α cos(α ) − 2sen (α )
α3
α 2 − 2 sen (α ) + 2α cos(α )
=2
, α≠0
α3
=2
(
F(0) = 2
∫
)
1
x cos(0.x )dx = 2
2
0
∫
1
x 2 dx = 2
0
F(α ) = 2
3. Calcule
∫
∞
−∞
[(x
2
(α
|
1
0
=
2
3
)
− 2 sen (α ) + 2α cos(α )
, α≠0
α3
2
]
x3
3
− 2)sen (x ) + 2 x cos(x )
dx .
x6
2
138
∫
Identidade de Parseval:
∫
1
-1
2x 5
5
∫
∫
| ∫
[(α
∞
1
2
=
π
0
[(α
2
−∞
∞
1
f (x ) dx =
2π
−∞
(
∞
1
x dx =
2π
4
∞
2
∫
∞
2
F(α ) dα
−∞
2
)
 α 2 − 2 sen (α ) + 2α cos(α ) 
2
 dα
3
α


−∞
]
)
2
− 2 sen (α ) + 2α cos(α )
dα
α6
2
−∞
]
)
2
− 2 sen (α ) + 2α cos(α )
π2 π
dα =   =
6
25 5
α
∫
∞
[(x
−∞
2
]
− 2)sen (x ) + 2 x cos(x )
π
dx =
6
5
x
Exercícios
1, 0 ≤ x < 1
01. Seja f (x ) = 
.
0, x ≥ 1
a) Determine a transformada cosseno de Fourier de f(x).
R.: FC (α ) =
sen (α )
α
,α ≠0
b) Determine a transformada seno de Fourier de f(x).
R.: FS (α ) =
c) Mostre que
d) Mostre que
02. Calcular
∫
∞
0
1 − cos(α )
α
∫
∞
0
∫
2
π
1 − cos(x ) 
dx = .


x
2


∞
sen 2 (x )
π
dx = .
2
2
x
0
dx
(x
2
,α ≠0
)
+1
2
.
139
2
∫
∞
f (x ) cos(α x )dx = e −α ⇒ f (x ) = ℑ C−1 {e −α } =
0
R.:
∫
∞
dx
(x
0
=
)
2
2
+1
4
1
α +1
2
03. Solucione a equação integral
{ }
R.:
∫
∞
0
∫
∞
f (x )sen (α x )dx = e −α .
0
2x
π (x 2 + 1)
Decorrência: ℑS e − x =
04. Calcular
π (x 2 + 1)
π
Decorrência: ℑC {e − x } =
R.: f (x ) =
2
∫
∞
x 2 dx
(x
0
2
x 2 dx
(x
2
)
+1
2
)
+1
=
2
α
2
α +1
.
π
4
1, x < 1
05. Sejam f : R → R / f (x ) = x p(x ) e p : R → R / p(x ) = 
.
0, x > 1
a) Calcule F(α ) = ℑ{f (x )}.
R.: F(α ) = 2i
sen (α ) − α cos(α )
, F(0 ) = 0
α2
b) Determine para quanto convergem as integrais
∫
∞
[sen(x ) − x cos(x )]2 dx .
x4
-∞
R.:
iπ π
e
2
3
140
∫
∞
sen (x ) − x cos(x ) i x 2
e dx e
2
x
-∞
3.19 – Solução de equações diferenciais
3.19.1 – Equações diferenciais ordinárias
Solucionar a equação diferencial ordinária
3 y " (x ) + 5 y ' (x ) + 2 y (x ) = f (x ) .
(3.19.1.1)
Seja ℑ{y(x )} = Y(α ) . Aplicando a transformada de Fourier a cada lado de (3.19.1.1), temos
que:
{
}
3ℑ{y (x )}+ 5ℑ{y (x )}+ 2ℑ{y(x )} = ℑ{f (x )}
ℑ 3y " (x ) + 5 y ' (x ) + 2 y(x ) = ℑ{f (x )}
"
'
− 3α 2 Y(α ) − 5iαY(α ) + 2Y(α ) = F(α )
(− 3α
)
− 5iα + 2 Y(α ) = F(α )
F(α )
Y(α ) =
2
− 3α − 5iα + 2
F(α )


ℑ −1 {Y(α )} = ℑ −1 

2
 − 3α − 5iα + 2 
2
1
y (x ) =
2π
∫
∞
F(α )
e −iα x dα
− 3α − 5iα + 2
−∞
2
Questão
E se em (3.19.1.1) f (x ) fosse um polinômio definido em (− ∞, ∞ ) ?
Exemplo
Solucione a EDO de segunda ordem
−D
d2
ϕ (x ) + κ 2 Dϕ (x ) = Qδ (x ) ,
2
dx
(3.19.1.2)
onde D, κ 2 , κ > 0 e Q são constantes.
ℑ{ϕ (x )} = Ψ (α )
Aplicando a transformada de Fourier a (3.19.1.2), obtemos:
 d2

− Dℑ 2 ϕ (x ) + κ 2 Dℑ{ϕ (x )} = Qℑ{δ (x )}
 dx

Dα 2 Ψ (α ) + κ 2 DΨ (α ) = Q
141
(Dα
2
)
+ κ 2 D Ψ (α ) = Q
Q
D(α + κ 2 )
Q
2κ
Q
2κ
Ψ (α ) =
=
.
2
2
2
D α + κ 2κ 2κD α + κ 2
Ψ (α ) =
2
(
(3.19.1.3)
)
Aplicando a transformada inversa de Fourier a (3.19.1.3), temos que
ϕ (x ) = ℑ −1 {Ψ (α )} =
Q −1  2κ 
.
ℑ  2
2 
2κD
α + κ 
{ }= α 2+κκ
Lembrando que ℑ e
ϕ (x ) = ℑ −1 {Ψ (α )} =
−κ x
2
2
(3.19.1.4)
, κ > 0 , podemos escrever (3.19.1.4) como
Q −κ x
.
e
2κD
3.19.2 – Equações diferenciais parciais
Derivação sob o sinal de integração – Regra de Leibniz
Wilhelm Gottfried Leibniz (1646-1716): matemático e filósofo alemão, considerado,
juntamente com o físico e matemático britânico Isaac Newton (1642-1727), fundador (pai) do cálculo
diferencial e integral.
∫
∫
u2
Seja φ (α ) =
d
φ (α ) =
dα
f (x , α )dx , a ≤ α ≤ b , u 1 e u 2 dependentes de α . Então
u1
u2
u1
∂
d
d
f (x , α ) dx + f (u 2 , α )
u 2 − f (u 1 , α )
u1 ,
∂α
dα
dα
(3.19.2.1)
∂
f (x , α ) são contínuas em x e α em alguma região do plano xα incluindo
∂α
u 1 ≤ x ≤ u 2 e a ≤ α ≤ b , e se u 1 e u 2 forem contínuas com derivadas contínuas para a ≤ α ≤ b .
se f (x , α ) e
Quando u 1 e u 2 independem de α , podemos reescrever (3.19.2.1) como
d
φ (α ) =
dα
∫
u2
u1
∂
f (x, α ) dx .
∂α
142
u (x , t ) : função das variáveis x , t ∈ R , t ≥ 0 .
Fixando a variável temporal t, u (x , t ) torna-se uma função apenas da variável espacial x,
definida na reta. Assim, podemos determinar a transformada de Fourier de u (x , t ) com relação à
variável x.
ℑ{u (x, t )} =
∫
∞
^
u (x , t )e iα x dx = U(α , t ) = u (α , t )
−∞
d

ℑ{u x (x , t )} = ℑ u (x , t ) =
 dx

∫
 d2

ℑ{u xx (x , t )} = ℑ 2 u (x , t ) =
 dx

∂

ℑ{u t (x , t )} = ℑ u (x , t ) =
 ∂t

∫
∞
d
u (x, t )e iα x dx = −iαU(α , t )
dx
−∞
∫
∞
−∞
(3.19.2.2)
d2
u (x , t )e iα x dx = −α 2 U(α , t )
2
dx
∞
∂
d
u (x, t )e iα x dx =
∂t
dt
−∞
∫
∞
u (x , t )e iα x dx =
−∞
d
U(α , t )
dt
(3.19.2.3)
Em (3.19.2.2) aplicamos as propriedades da transformada de Fourier sobre derivadas; em
(3.19.2.3), a derivada temporal é preservada pela transformada de Fourier (derivamos sob o sinal de
integração utilizando a regra de Leibniz). Dessa forma, quando aplicamos a transformada de Fourier a
uma equação diferencial parcial em duas variáveis (x e t), as derivadas parciais espaciais (u x , u xx )
desaparecem e apenas as derivadas temporais (u t , u tt ) permanecem, ou seja, a transformada de Fourier
transforma a equação diferencial parcial em uma equação diferencial ordinária em t.
A resolução de uma equação diferencial parcial pelas transformadas de Fourier pode ser
resumida às seguintes etapas:
1a) Obtenha a transformada de Fourier das condições iniciais e das condições de contorno (se estas
existirem);
2a) Aplique a transformada de Fourier à equação diferencial parcial, transformando-a em uma equação
diferencial ordinária;
3a) Solucione a equação diferencial ordinária, obtendo U(α , t ) ;
4a) Determine as constantes presentes em U(α , t ) usando as condições iniciais e as condições de
contorno;
5a) Aplique a transformada de Fourier inversa a U(α , t ) para obter a solução u (x , t ) da equação
diferencial parcial.
143
3.19.2.1 – Equação do calor (EDP parabólica)
Solucione a equação do calor
 ∂u
∂ 2u
=
, - ∞ < x < ∞, t > 0
κ

∂x 2
 ∂t
u (x ,0 ) = f (x ), - ∞ < x < ∞

(3.19.2.1.1)
1, se x ≤ 1
onde κ é a constante de difusibilidade térmica e f (x ) = 
(função pulso unitário).
0, se x > 1
Solucionar (3.19.2.1.1) é resolver o problema de condução de calor em uma barra homogênea,
isolada termicamente e infinita. O problema de valor inicial (3.19.2.1.1) é o problema de Cauchy. Em
(3.19.2.1.1), assumimos que a função f(x) é limitada e absolutamente integrável e que u (x , t ) < M (a
solução é limitada para t ≥ 0 ).
Augustin-Louis Cauchy (1789-1857): matemático francês, um dos maiores matemá-ticos do
século XIX.
Solução: u (x , t )
ℑ{u (x, t )} =
∫
∞
u (x , t )e iα x dx = U(α , t )
−∞
ℑ{f (x )} = ℑ{u (x,0)} = U(α ,0) =
2sen (α )
α
,α ≠ 0
(3.19.2.1.2)
Aplicando a transformada de Fourier em (3.19.2.1.1), obtemos
 ∂2

∂

ℑ u (x, t ) = ℑκ 2 u (x , t )
 ∂t

 ∂x

dU(α , t )
= −κα 2 U(α , t ) .
dt
(3.19.2.1.3)
Separando as variáveis em (3.19.2.1.3), chegamos a
144
1 dU(α, t )
= − κα 2
U(α, t ) dt
d
[ln U(α, t ) ] = − κα 2
dt
∫
d
[ln U(α, t ) ]dt =
dt
∫
− κα 2 dt
ln U(α, t ) = − κα 2 t + C1
U(α , t ) = Ce
− κα 2 t
.
(3.19.2.1.4)
Para determinar a constante C em (3.19.2.1.4), usamos a condição inicial (3.19.2.1.2) ( t = 0 )
2sen (α )
U(α ,0 ) = C =
α
.
(3.19.2.1.5)
Substituindo (3.19.2.1.5) em (3.19.2.1.4), temos que
U(α , t ) =
2sen (α )
α
e
−κα 2 t
.
(3.19.2.1.6)
Aplicando a transformada inversa de Fourier em (3.19.2.1.6), obtemos a solução procurada.
 2sen (α ) −κα 2 t 
ℑ −1 {U(α , t )} = ℑ −1 
e

 α

∫
∫
∫
∫
∫
1
u (x , t ) =
2π
u (x , t ) =
u (x , t ) =
u (x , t ) =
u (x , t ) =
1
π
1
π
1
π
2
π
∞
α
−∞
∞
−∞
∞
−∞
∞
−∞
∞
0
2sen (α )
sen (α )
α
sen (α )
α
e
e
e
− κα 2 t
− κα 2 t
− κα 2 t
e −iα x dα
e − iα x d α
[cos(αx ) − i sen(αx )]dα
sen (α ) cos(αx )
α
sen (α ) cos(αx )
α
e
e
− κα 2 t
− κα 2 t
dα
dα
145
Exercícios
01. Resolva o problema de Cauchy
- ∞ < x < ∞, t > 0
u t = κu xx ,
.

u (x ,0 ) = f (x ), - ∞ < x < ∞
1
R.: u (x, t ) =
2π
∫
∞
F(α )e
− κα 2 t
e −iα x dα
−∞
Observação: A solução anterior não é conveniente em certas aplicações práticas, pois a mesma
depende de F(α ) = ℑ{f (x )}. Podemos expressar essa solução em função de f(x) usando a propriedade
da convolução em (6).
SPIEGEL, Murray R. Theory and problems of Fourier analysis, p. 93, problem 5.22.
02. Solucione o problema
- ∞ < x < ∞, t > 0
u t = κu xx ,
.

u (x ,0 ) = e − x , - ∞ < x < ∞
R.: u (x, t ) =
1
π
∫
∞
cos(α x ) −κα 2 t
2
e dα ou u (x, t ) =
2
π
α +1
−∞
∫
∞
0
cos(α x ) −κα 2 t
e dα
α 2 +1
3.19.2.2 – Equação da onda (EDP hiperbólica)
Solucione a equação da onda
∂ 2u
∂2u
 2 = c2 2 ,
- ∞ < x < ∞, t > 0
∂x
 ∂t

-∞ < x < ∞
u (x ,0 ) = f (x ),

 ∂u
= u t (x ,0 ) = g (x ), - ∞ < x < ∞
 ∂t t =0
(3.19.2.2.1)
|
onde c 2 é a constante relacionada à velocidade de propagação da onda.
Solucionar (3.19.2.2.1) é resolver o problema das vibrações transversais de uma corda infinita,
homogênea e de peso desprezível. Em (3.19.2.2.1), assumimos que as funções f(x) e g(x) são limitadas
e absolutamente integráveis e que u (x , t ) < M (a solução é limitada para t ≥ 0 ).
Solução: u (x , t )
146
ℑ{u (x, t )} =
∫
∞
u (x , t )e iα x dx = U(α , t )
−∞
ℑ{f (x )} = F(α ) = ℑ{u (x,0)} = U(α ,0)
ℑ{g (x )} = G (α ) = ℑ{u t (x,0 )} =
(3.19.2.2.2)
dU(α ,0 )
dt
(3.19.2.2.3)
Aplicando a transformada de Fourier em (3.19.2.2.1), obtemos
 ∂2

 ∂2

ℑ 2 u (x , t ) = ℑc 2 2 u (x, t )
 ∂t

 ∂x

2
d U(α , t )
= −c 2α 2 U(α , t )
2
dt
2
d U(α , t ) 2 2
+ c α U(α , t ) = 0 .
dt 2
(3.19.2.2.4)
Família de soluções a dois parâmetros para (3.19.2.2.4):
U(α , t ) = C1 cos(cα t ) + C 2 sen (cα t )
(3.19.2.2.5)
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Exercício
Verifique que (3.19.2.2.5) é solução de (3.19.2.2.4).
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
d
U(α , t ) = −C1cα sen (cα t ) + C 2 cα cos(cα t )
dt
(3.19.2.2.6)
Para determinar as constantes C1 e C 2 em (3.19.2.2.5), usamos as condições iniciais
(3.19.2.2.2) e (3.19.2.2.3).
Considerando t = 0 em (3.19.2.2.5) e usando (3.19.2.2.2), obtemos
U(α ,0) = C1 = F(α ) .
(3.19.2.2.7)
Considerando t = 0 em (3.19.2.2.6) e usando (3.19.2.2.3), obtemos
d
G (α )
.
U(α ,0 ) = C 2 cα = G (α ) ⇒ C 2 =
dt
cα
(3.19.2.2.8)
Substituindo (3.19.2.2.7) e (3.19.2.2.8) em (3.19.2.2.5), temos que
147
U(α , t ) = F(α ) cos(cα t ) +
G (α )
sen (cα t ) .
cα
(3.19.2.2.9)
Aplicando a transformada inversa de Fourier em (3.19.2.2.9), obtemos a solução procurada.
G (α )

ℑ −1 {U(α , t )} = ℑ −1 F(α ) cos(cα t ) +
sen (cα
cα

1
u (x , t ) =
2π
∫
∞
G (α )

F(α ) cos(cα t ) + cα sen (cα
−∞ 

t )


t ) e −iα x dα

(3.19.2.2.10)
Observação: Utilizando a integral de Fourier, podemos mostrar que (3.19.2.2.10) é equivalente
a
u (x , t ) =
1
[f (x + ct ) + f (x − ct )] quando g(x ) = 0 ⇒ ℑ{g(x )} = G(α ) = 0 .
2
SPIEGEL, Murray R. Theory and problems of Fourier analysis, p. 93, problem 5.23.
Exercício
Resolva o problema
- ∞ < x < ∞, t > 0
u tt = u xx ,

1

, -∞ < x < ∞
.
u (x ,0 ) = 2
x
+
1

-∞ < x < ∞
u t (x,0 ) = 0,
R.: u (x, t ) =

1
1
1
+


2
2
2  (x + t ) + 1 (x − t ) + 1 
3.19.2.3 – Equação de Laplace (EDP elíptica)
A temperatura de estado estacionário em uma chapa semi-infinita é determinada por
∂ 2u ∂ 2u
0 < x < π, y > 0
 2 + 2 = 0,
∂y
 ∂x

-y
cc de Dirichlet .
u (0, y ) = 0, u (π , y ) = e , y > 0

 ∂u
= u y (x ,0 ) = 0,
0< x <π
cc de Neumann
 ∂y y =0
|
Peter Gustav Lejeune Dirichlet (1805-1859): matemático alemão.
John von Neumann (1903-1957): matemático húngaro.
148
(3.19.2.3.1)
O domínio da variável y e a condição estabelecida
em y = 0 indicam que a transformada cosseno de
Fourier é adequada para o problema, uma vez que
ℑC {f " (x )} = −α 2 FC (α ) − f ' (0) .
Figura 54: Condições de contorno para a equação de Laplace.
Solução: u (x, y )
Fixando a variável x, temos que:
ℑC {u (x, y )} =
∫
∞
u (x, y ) cos(α y )dy = U(x, α )
0
ℑC {u (0, y )} = ℑC {0} = U(0, α ) = 0
{ }
ℑC {u (π , y )} = ℑ c e − y = U(π , α ) =
(3.19.2.3.2)
1
α +1
(3.19.2.3.3)
2
Aplicando a transformada cosseno de Fourier em (3.19.2.3.1), obtemos
 ∂2

∂2
ℑC  2 u (x , y ) + 2 u (x , y ) = ℑ C {0}
∂y
 ∂x

2
2
∂

∂

ℑC  2 u (x , y ) + ℑ C  2 u (x , y ) = 0
 ∂x

 ∂y

d 2 U (x , α )
d
− α 2 U(x , α ) − u (x ,0 ) = 0
2
dy
dx
d 2 U (x , α )
− α 2 U (x , α ) = 0 .
2
dx
(3.19.2.3.4)
Família de soluções (a dois parâmetros) para (3.19.2.3.4):
U(x , α ) = C1 cosh (α x ) + C 2 senh (α x )
(3.19.2.3.5)
ou
U(x , α ) = C1eα x + C 2 e −α x
149
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Exercício
Verifique que (3.19.2.3.5) é solução de (3.19.2.3.4).
eα x − e −α x
e α x + e −α x
, cosh (αx ) =
2
2
Observação:
d
d
senh (x ) = cosh (x )
cosh (x ) = senh (x ),
dx
dx
senh (αx ) =
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Para determinar as constantes C1 e C 2 em (3.19.2.3.5), usamos as condições de contorno
(3.19.2.3.2) e (3.19.2.3.3).
Considerando x = 0 em (3.19.2.3.5) e usando (3.19.2.3.2), obtemos
U(0, α ) = C1 = 0 .
(3.19.2.3.6)
Considerando x = π em (3.19.2.3.5) e usando (3.19.2.3.3) e (3.19.2.3.6), obtemos
U(π , α ) = C 2 senh (απ ) =
1
1
.
⇒ C2 = 2
α +1
α + 1 senh (απ )
2
(
)
(3.19.2.3.7)
Substituindo (3.19.2.3.6) e (3.19.2.3.7) em (3.19.2.3.5), temos que
U (x , α ) =
senh (α x )
.
α + 1 senh (απ )
(
(3.19.2.3.8)
)
2
Aplicando a transformada cosseno de Fourier inversa em (3.19.2.3.8), obtemos a solução
procurada.


senh (α x )
ℑC−1 {U(x , α )} = ℑ C−1  2

 (α + 1) senh (απ ) 
u (x , y ) =
2
π
∫
∞
senh (α x )
cos(α y )dα
(α + 1)senh(απ )
2
0
Exercícios
01. Solucione o problema de valor de contorno
u xx + u yy = 0,
x > 0, 0 < y < π

0 < y <π
.
u x (0, y) = 0,

−x
u(x,0) = 0, u y (x, π ) = e , x > 0
150
R.: u (x, y ) =
2
π
∫
∞
senh (αy )
cos(α x )dα
α (α + 1)cosh (απ )
2
0
02. Usando o método das transformadas de Fourier, mostre que a solução da equação de Laplace no
semiplano superior (problema de Dirichlet)
u xx + u yy = 0,

u(x,0) = f (x),
- ∞ < x < ∞, y > 0
-∞ < x < ∞
é dada por
u (x , y ) =
y
π
∫
∞
F(α )
dα . (fórmula integral de Poisson)
2
2
- ∞ (x − α ) + y
Siméon-Denis Poisson (1781-1840): matemático francês.
3.20 – Solução de equações integrais e de equações íntegro-diferenciais
Solucione a equação integral
f (x ) = f (x − 3) + xe
−3 x
∫
+
∞
g(u )f (x − u )du ,
−∞
1, x ≤ 3
onde g (x ) = 
.
0, x , > 3
Notação: ℑ{f (x )} = F{α}
ℑ{g (x )} =
2sen (3α )
α
Aplicando a transformada de Fourier a (3.20.1), temos que
{
ℑ{f (x )} = ℑ{f (x − 3)} + ℑ xe
F(α ) = e 3i α F(α ) − i
F(α ) = e 3i α F(α ) +
−3 x
}+ ℑ{(g ∗ f )(x )}
d  6 
+ G (α )F(α )
dα  α 2 + 9 
12i α
(α
2
+9
)
2
+
2sen (3α )
F(α )
α
151
(3.20.1)
2sen (3α ) 
12i α

3i α
1 − e −
F(α ) = 2
α


(α + 9)2
F(α ) =
F(α ) =
12i α
(α
2
+ 9 ) α − αe
2
α
− 2sen (3α )
3i α
12i α 2
(α
2
[
]
+ 9) α − αe 3i α − 2sen (3α )
2
.
(3.20.2)
Aplicando a transformada inversa de Fourier a (3.20.2), obtemos a solução procurada.
1
f (x ) = ℑ {F(α )} =
2π
−1
6i
f (x ) = ℑ {F(α )} =
π
−1
∫
∫
∞
−∞
12i α 2
(α
2
[
+ 9 ) α − αe
2
∞
−∞
3i α
]
− 2sen (3α )
α 2 e − iα x
(α
2
)[
]
2
+ 9 α − αe 3i α − 2sen (3α )
e − iα x d α
dα
Exercícios
01. Considere um sistema estável invariante no tempo, caracterizado pela equação diferencial
y ' (x ) + 2 y (x ) = f (x ) ,
(1)
onde f (x ) = 3e − x u (x ) . Solucione a equação diferencial (1) empregando a transformada de Fourier e
suas propriedades.
(
)
R.: y(x ) = 3 e − x − e −2 x u (x )
02. Utilizando a transformada de Fourier e suas propriedades, solucione a equação diferencial
u t (x, t ) = t 2 u xx (x, t )
- ∞ < x < ∞, t > 0
,

-∞ < x < ∞
u (x ,0 ) = g (x )
1, x < 2
onde g (x ) = 
.
0, x > 2
2
R.: u (x, t ) =
π
∫
∞
0
sen (2α ) cos(αx ) −
e
α
α2t 3
3
dα
03. Use as transformadas de Fourier para resolver a equação integral
152
f (x ) = e
R.:
−x
∫
1
+ (1 − a 2 )
2
∞
e
− x−u
f (u )du , Re(a ) > 0 .
−∞
1 −a x
e
a
04. Utilizando a transformada de Fourier e suas propriedades, solucione a equação integral
3xe
−4 x
h (x ) + f (x ) =
∫
∞
e −4 u h (u )f (x − u )du ,
−∞
(
)
R.: f (x ) = 3 e −4 x − e −3 x h (x )
153
1, x > 0
h (x ) = 
.
0, x < 0
3.21 – Exercícios resolvidos
01. Seja f : R → R / f (x ) = x 3e
−x
.
a) Calcule F(α ) = ℑ{f (x )} .
{
}
{ }= α 2+a a
n
Lembrando que ℑ x n f (x ) = (− i ) F (n ) (α ), F(α ) = ℑ{f (x )} e que ℑ e
que:
{
ℑ x 3e
−x
} = (− i)
3
d3
dα 3
d3
 2 
=
2
i
 α 2 + 1
dα 3


−a x
2
 1 
 α 2 + 1



d 2  − 2α 
d2  α
= 2i 2 
=
−
4
i



dα  α 2 + 1 2 
dα 2  α 2 + 1 2 
(
 (α

d
= −4i
dα 
2
)
+ 1)
(
2
(
)
)
)
− 2α α 2 + 1 2α 
d  α 2 + 1 − 4α 2 
=
−
4
i



4
dα  α 2 + 1 3 
α2 +1

(
(
(
) (
(
)
)(
)
 − 6α α 2 + 1 3 − 1 − 3α 2 3 α 2 + 1 2 2α 
d  1 − 3α 2 
= −4i


 = −4i 
6
dα  α 2 + 1 3 
α2 +1


(
)
(
)
(
)
)
 − 6α α 2 + 1 − 6α 1 − 3α 2 
− 6α 3 − 6α − 6α + 18α 3
= −4i 
=
−
4
i

4
4
α2 +1
α2 +1


α3 − α
12α 3 − 12α
= −4i
=
−
48
i
4
4
α2 +1
α2 +1
(
(
ℑ{f (x )} = F(α ) = −48i
)
(
)
(
)
)
α3 − α
(α
2
)
+1
4
b) Determine para quanto converge a integral
∫
∞
-∞
x3 − x
(x
2
)
+1
4
e 2 i x dx .
Propriedade da simetria (dualidade): ℑ{F(x )} = 2πf (− α ), ℑ{f (x )} = F(α )
∫
∞
− 48i
-∞
− 48i
∫
∞
-∞
x3 − x
(x
2
)
+1
3
4
e iα x dx = 2π(− α ) e
4
e iα x dx = −2πα 3 e
x3 − x
(x
2
)
+1
− −α
−α
154
2
, a > 0 , tem-se
∫
∫
∞
-∞
∞
-∞
x3 − x
(x
2
)
+1
4
x3 − x
(x
2
)
+1
4
e iα x dx =
π 3 −α
iπ
−α
α e = − α 3e
24i
24
|
 x 3 − x 
iπ
iπ
iπ
−2
e 2 i x dx = ℑ
= − 2 3 e = − e −2 = − 2

4
24
3
3e
 x 2 + 1  α = 2
(
)
c) Calcule para quanto converge a integral
∫
Propriedade da similaridade: ℑ{f (ax )} =
∫
∫
∫
∞
-∞
∞
-∞
∞
-∞
8x 3 − 2 x
(4x
2
)
+1
4
8x 3 − 2 x
(4x
2
)
+1
4
8x 3 − 2 x
(4x
2
)
+1
4
e
iπx
e
iπx
1
a
∞
-∞
8x 3 − 2 x
(4x
2
)
+1
4
e i π x dx .
α
F , ℑ{f (x )} = F(α )
a
 (2 x )3 − (2 x ) 
dx = ℑ
4 
 (2x )2 + 1  α = π
[
|
]
3
π
1 iπ  π  − 2
dx = −
  e
2 24  2 
π
e i π x dx = −
iπ 4 − 2
iπ 4
e =−
π
384
384e 2
02. Utilizando a transformada de Fourier e suas propriedades, solucione a equação diferencial a seguir.
y ' ' (x ) − 5 y (x ) = e
−3 x
Notação: ℑ{y(x )} = Y(α )
} {
{
ℑ y ' ' (x ) − 5 y (x ) = ℑ e
(− iα )2 Y(α ) − 5Y(α ) =
Y(α ) = −
−3 x
}⇒ ℑ{y (x )}− 5ℑ{y(x )} = ℑ{e }
−3 x
''
6
6
6
⇒ −α 2 Y(α ) − 5Y(α ) = 2
⇒ −(α 2 + 5)Y(α ) = 2
α +9
α +9
α +9
2
6
Aα + B Cα + D
= 2
2
(α + 9)(α + 5) α + 9 + α 2 + 5
2
155
(
)
(
− 6 = (Aα + B) α 2 + 5 + (Cα + D ) α 2 + 9
)
− 6 = Aα 3 + 5Aα + Bα 2 + 5B + Cα 3 + 9Cα + Dα 2 + 9D
− 6 = (A + C )α 3 + (B + D )α 2 + (5A + 9C )α + (5B + 9D )
 A+ C=0
⇒A=C=0

5A + 9C = 0
Y(α ) =
3 1
3 1
−
2
2 α + 9 2 α2 + 5
Y(α ) =
31 6
3 1 2 5
−
2
2 6 α + 9 2 2 5 α2 + 5
{ }= α 2+a a
Como ℑ e
−a x
2
y(x ) = ℑ −1 {Y(α )} =
2
 B+ D = 0
3
3
⇒B= e D=−

2
2
5B + 9D = −6
, a > 0 , tem-se que:
1 −3 x 3 5 −
e
−
e
4
20
5x
156
3.22 – Exercícios complementares
01. Determine as seguintes integrais impróprias:
a)
∞
∫
∫
e
-∞
∞
b)
e
-3 x
-
x2
2
e ix dx
R.:
e 2ix dx
R.:
-∞
3
5
2π
e2
02. Calcule:
 − x
a) ℑxe 2

2



R.:
 − x
−2 x
b) ℑ3e 2 + 2e

2



R.: 3 2π e
{ }= α 2+a a
03. Sabendo que ℑ e
a)
∫
−a x
2
2
e − iε x
dx ;
x2 + 9
−∞
{
−4 x
R.:
(2x − x )}.
2
-
α2
2
α2
2
+
8
α +4
R.:
π
3
e
−3 ε
32iα
(α
2
+ 16
)
2
+
04. Calcule as seguintes integrais:
a)
b)
c)
∫
∞
R.:
3π
6e 3
cos(2x )
dx
x2 + 9
R.:
π
6e 6
x 10 e (2i −3) x dx
R.:
10!
(3 + 2i )11
1311
0
∫
∫
e -3x cos(6 x )dx
2
∞
0
∞
0
2
, Re(a ) > 0 , calcule:
∞
b) ℑ e
2π iα e
-
157
48α 2 − 256
(α
2
+ 16
)
3
05. Calcule:
{
a) ℑ e
−3 x
x
2
}
R.:
 3 − x 2 
b) ℑ
3
 x 2 + 9 
(
108 − 36α 2
R.:
)
06. Seja f : R → R / f (x ) = 2e
−3 x
(α
2
+9
)
3
π 2 −3 α
α e
18
1, x > 0
a função degrau unitário.
+ x 2 e −3 x u (x ) , sendo u (x ) = 
0, x < 0
a) Calcule F(α ) = ℑ{f (x )}.
12
2
R.: 2
+
α + 9 (3 − iα )3
b) Determine FR (α ) .
R.:
(
)
6 2α 4 + 33α 2 + 171
(α
2
+9
)
3
c) Determine FI (α ) .
R.:
(
2α 27 − α 2
(α
2
+9
)
)
3
 54 + 54ix − 18x 2 − 2ix 3 
d) Calcule ℑ
.
3


x2 + 9
0, α > 0

R.: 2πα 2 e 3α u (− α ) = 
2 3α
2πα e , α < 0
(
)
07. Determine as seguintes transformadas:
a) ℑ{δ(x − 4)}
{
R.: e 4iα
}
R.:
c) ℑ { 5 u (x ) − u (x − 5) }
R.:
b) ℑ e
{
− ( x −1)2
d) ℑ x 2 e
2i x −3 x
}
πe
 α
 i − α
 4
(5 − e )πδ(α ) + αi 
R.: 36
5 iα


3 − (α + 2 )
[(α + 2)
158
2
2
+9
]
3
 3 − (x + 2 )2 
e) ℑ
3
 (x + 2 )2 + 9 
[
R.:
]
π 2 − 2 iα − 3 α
α e
18
α
, determine
08. Sabendo que ℑS {e } =
1+ α 2
−x
R.:
π
2
∫
∞
0
xsen(ax )
dx .
x2 +1
e −a
cos(x ), se x < π
09. Seja f (x ) = 
. Determine ℑ{f (x )} .
caso contrário
0,
R.: ℑ{f (x )} =
2α sen (πα )
1−α 2
π

sen (x ), se x <
10. Seja f (x ) = 
. Determine ℑ{f (x )} .
3
0,
caso contrário
R.: ℑ{f (x )} =
i 
 απ
3α cos
2 
1−α 
 3
11. Resolva a equação integral
R.:
∫
0
1, 0 < α < 1
f (x ) cos (α x )dx = 
.
0, α > 1
2sen (x )
πx
12. Solucione a equação integral
R.:
∞

 απ 
 − sen


 3 
∫
∞
0
1, 0 ≤ α < 1

f (x )sen (αx )dx = 2, 1 ≤ α < 2 .
0, α ≥ 2

2
[1 + cos(x ) − 2 cos(2x )]
πx
159
1
 , x ≤ε
13. Seja f (x ) =  2ε
.
0, x > ε

a) Determine a transformada de Fourier de f(x).
R.: F(α ) =
sen (αε )
αε
, F(0 ) = 1
b) Calcule o limite dessa transformada quando ε → 0 + .
R.: 1
1

0, x > 2

1
1
14. Duas funções muito usadas no estudo de sinais são as funções rect (x ) =  , x =
(função
2
2
1

1, x < 2

sen (x )
α
retangular) e sinc(x ) =
. Mostre que ℑ{rect (x )} = sinc  .
x
2
x , x < 1
15. Seja f (x ) = 
.
0, x > 1
a) Esboce o gráfico de f (x ) .
b) Calcule ℑ{f (x )} .
R.: ℑ{f (x )} =
2i
[sen(α ) − α cos(α )]
α2
c) Use (b) para calcular
R.:
∫
∞
−∞
[x cos(x ) − sen (x )]2 dx .
x4
π
3
x
 , x ≤ 4π
16. Seja f (x ) =  4
.
 0, x > 4π

a) Calcule
∫
∞
f (x ) dx .
−∞
R.: 4π 2
160
b) A função f (x ) pode ser representada na forma integral? Justifique.
c) Em caso afirmativo, para quanto converge a integral de Fourier de f (x ) ?
d) Calcule ℑ{f (x )} .
R.: ℑ{f (x )} =
i
[sen(4πα ) − 4πα cos(4πα )]
2α 2
 x
1 − , x ≤ a
17. Seja f (x ) = 
, a > 0.
a

0, x > a

a) Esboce o gráfico de f (x ) .
b) A função f (x ) é absolutamente integrável? Justifique.
c) Calcule ℑ{f (x )} .
R.: ℑ{f (x )} =
2
[1 − cos(aα )]
aα 2
d) Use (c) para calcular
R.:
∫
∞
−∞
[1 − cos(2x )]2 dx .
x4
8π
3
18. Seja f (x ) = e − x cos(x ) , x > 0 . Calcule ℑC {f (x )} .
R.: ℑC {f (x )} =
19. Calcule
R.:
∫
∞
0
(x
α2 + 2
α4 + 4
2
)
+ 2 cos(ax )
dx , a ∈ R + , R + = {w ∈ R ; w > 0}.
4
x +4
π −a
e cos(a ), a > 0
2
20. Considere um sistema estável invariante no tempo, caracterizado pela equação diferencial
3y " (x ) + 24 y ' (x ) + 45 y(x ) = f (x ) ,
(1)
161
onde f (x ) = 4e −4 x u (x ) . Solucione a equação diferencial (1) empregando as transformadas de Fourier e
suas propriedades.
R.:
2 −5 x
(e − 2e −4 x + e −3x )u (x )
3
21. Usando as transformadas de Fourier, solucione a equação diferencial parcial
u t = 2u xx , x > 0, t > 0

,
u (0, t ) = 0
 ( )
−x
u x ,0 = e
com u (x , t ) limitada.
R.: u (x, t ) =
22.
∫
2
π
α sen (α x ) − 2α t
e
dα
α 2 +1
2
0
diferencial parcial
1, x < 2
∂ u
∂ u
,
sujeita
às
condições
iniciais
u
(
x
,
0
)
=
0
e
(
)
.
=
9
,
∞
<
x
<
∞
,
t
>
0
u
x
,
0
=

t
∂t 2
∂x 2
0, x > 2
2
Utilizando
∞
as
transformadas
1
∞
de
Fourier,
solucione
a
equação
2
R.: u (x, t ) =
π
∫
sen (2α ) cos(3α t )
α
-∞
e
− iα x
dα =
2
π
∫
∞
sen (2α ) cos(3α t ) cos(α x )
0
α
dα
23. Empregando as transformadas de Fourier e suas propriedades, solucione o seguinte problema de
valor inicial:
u t = 4u xx + 2u x ,

u (x ,0 ) = e − 2 x ,
R.: u (x, t ) =
2
π
∫
∞
e (-4α
2
-∞
2
)
− 2 iα t
α +4
- ∞ < x < ∞, t > 0
-∞ < x < ∞
.
e − iα x d α
24. Empregando as transformadas de Fourier, solucione o problema de vibração na viga infinita.
u tt (x, t ) = c 2 u xxxx (x , t )
- ∞ < x < ∞, t > 0

-∞ < x < ∞
u (x ,0 ) = f (x )
u (x,0 ) = g(x )
-∞ < x < ∞
 t
162
G (α )
R.: U(α, t ) = F(α ) cosh cα t +
senh cα 2 t
cα 2
(
2
)
(
)
1
u (x , t ) =
2π
∫
∞
U(α, t )e −iα x dα
−∞
25. Empregando a transformada de Fourier e suas propriedades, solucione o problema de valor inicial
abaixo.
 ∂2
∂6
u
x
,
t
=
2
u (x , t )
- ∞ < x < ∞, t > 0
(
)
 ∂t 2
∂x 6


−x 2
-∞ < x < ∞
u (x ,0 ) = e
u (x,0) = 0
-∞ < x < ∞
 t

π
R.: u (x, t ) =
π
∫
∞
e
-
α2
4
(
)
cos 2α 3 t cos(αx )dα
0
163
164
4. TRANSFORMADAS DE LAPLACE
Pierre-Simon Marquis de Laplace (1749-1827): matemático, físico e astrônomo francês.
Embora Laplace tenha usado a transformada integral que recebeu seu nome, é mais provável que essa
integral tenha sido descoberta por Euler (função gama: Γ(n ) =
∫
∞
x n −1e − x dx ).
0
4.1 – Definição da transformada de Laplace
4.1.1 – Motivação
Solução de equações íntegro-diferenciais, como
d
1
L i(t ) + Ri(t ) +
dt
C
∫
t
i(τ )dτ = E(t ) ,
(4.1)
0
e de equações diferenciais ordinárias, tais como
L
d2
d
1
q (t ) + R q (t ) + q (t ) = E (t ) .
2
dt
C
dt
(4.2)
Nas equações (4.1) e (4.2) temos que i(t ) é a corrente, q (t ) é a carga instantânea no capacitor e
E(t ) é a força eletromotriz (f.e.m) em um circuito elétrico em série L-R-C, como o representado na
Figura 55.
Figura 55: Circuito em série L-R-C – [13].
A força eletromotriz é muitas vezes seccionalmente contínua, como ilustra a Figura 56.
165
(a)
(b)
Figura 56: (a) Dente de serra; (b) onda quadrada. – [17]
4.1.2 – Função de Heaviside
No estudo da transformada de Laplace, definimos u (t − a ) para t ≥ 0 como
0, se 0 ≤ t < a
u (t − a ) = 
,
1, se t ≥ a
(4.1.2.1)
onde a é uma constante positiva.
Quando multiplicada por outra função definida para t ≥ 0 , a função degrau unitário (4.1.2.1)
cancela uma porção do gráfico da função.
Exemplo
se 0 ≤ t < 2π
0,
0, se 0 ≤ t < 2π
, uma vez que u (t − 2π ) = 
.
f (t ) = sen (t ) u (t − 2π ) = 
sen (t ), se t ≥ 2π
1, se t ≥ 2π
(a)
(b)
Figura 57: (a) Gráfico de f (t ) = sen (t ) ; (b) gráfico de f (t ) = sen (t ) u (t − 2π ) .
166
A função degrau unitário (4.1.2.1) pode ser usada para escrever funções definidas por várias
sentenças em uma forma compacta.
Exemplo
A voltagem em um circuito é dada por
20t , se 0 ≤ t < 5
.
E (t ) = 
0, se t ≥ 5
(4.1.2.2)
0, se 0 ≤ t < 5
Lembrando que u (t − 5) = 
, podemos expressar (4.1.2.2) como
1, se t ≥ 5
E(t ) = 20t − 20 t u (t - 5) .
Exercício
t, 0 ≤ t < 2

Seja f (t ) = 
. Escreva f (t ) de forma compacta usando a função degrau unitário.
1 − 2 t , t ≥ 2
R.: f (t ) = t + (1 − 3t ) u (t − 2)
4.1.2.1 - Generalização
g(t ), se 0 ≤ t < a
1. Se f (t ) = 
, então f (t ) = g (t ) − g(t ) u (t - a ) + h (t ) u (t - a ) .
h (t ), se t ≥ a
0, se 0 ≤ t < a

2. Se f (t ) = g(t ), se a ≤ t < b, então f (t ) = g(t ) [u (t - a ) − u (t - b ) ].
0, se t ≥ b

Exercício
Seja f (t ) a função representada graficamente abaixo.
167
f(t)
4
2
2
5
t
Expresse f (t ) de forma compacta usando a função degrau unitário.
2
2
R.: f (t ) =  t +  [u (t − 2 ) − u (t − 5) ]
3
3
4.1.3 – Transformada de Laplace
L {f (t )} = F(s ) =
∫
∞
H(t ) f (t ) e e dt =
xt
iyt
−∞
∫
∞
H(t ) f (t ) e −st dt , onde s = −(x + iy )
(4.1.3.1)
−∞
f (t ) : função original
F(s ) : função transformada
e −st : núcleo da transformação
f :R →C
F:C → C
Como H(t ) é a função de Heaviside, podemos escrever (4.1.3.1) como
L {f (t )} = F(s ) =
∫
∞
f (t ) e −st dt .
(4.1.3.2)
0
A expressão (4.1.3.2) é chamada transformada de Laplace unilateral1 de f (t ) . A transformada
existe se a integral imprópria em (4.1.3.2) converge para algum valor de s.
Notação
L {f (t )} = F(s)
1
L {g(t )} = G(s)
A transformada de Laplace bilateral é definida como
L {y(t )} = Y(s )
∫
∞
f (t )e −st dt .
−∞
168
Se L {f (t )} = F(s ) =
∫
∞
f (t ) e −st dt , então L −1 {F(s )} = f (t ) =
0
1
2π i
∫
F(s ) e st ds é a transformada de
C
Laplace unilateral inversa.
f (t )
F(s )
f (t )
L
L
−1
Figura 58: Transformadas de Laplace.
Podemos estabelecer uma relação entre as transformadas de Fourier e de Laplace. Se na
transformada de Laplace de f (t ) ,
∫
∫
∞
H(t ) f (t ) e xt e iyt dt , considerarmos g (t ) = H(t ) f (t ) e xt , teremos
−∞
∞
g(t ) e iyt dt , que nada mais é do que a transformada de Fourier de g (t ) .
−∞
A transformada de Laplace unilateral de uma função f : R → C é uma função F : C → C que
N(s )
, onde N(s ) e D(s ) são polinômios com coeficientes
associa a f (t ) uma função complexa F(s ) =
D(s )
reais. Os valores de s tais que N(s ) = 0 são os zeros da transformada F(s ) ; os valores de s tais que
D(s ) = 0 são os polos da transformada F(s ) .
Exemplo
Como veremos posteriormente, a transformada de Laplace da função f (t ) = 1 + 3e 2 t , t ≥ 0 , é a
2(2s − 1)
função complexa F(s ) =
, Re(s ) > 2 .
s(s − 2)
1
Zeros de F(s ) : s =
2
Polos de F(s ) : s = 0 , s = 2
169
Im(s)
2
Re(s)
Figura 59: Polos e região de convergência de F(s ) =
2(2s − 1)
.
s(s − 2)
Observações
1a) No exemplo, cada polo de F(s ) está associado à uma exponencial da função f (t ) (os polos são os
coeficientes nos expoentes).
2a) Se D(s ) = (s − a ) , com k inteiro e positivo, s = a é um polo de ordem k de F(s ) . No exemplo,
s = 0 e s = 2 são polos de ordem um (ou polos simples).
k
Exemplo 1
Calcular L {1} .
L {1} =
∫
∞
− st
e dt = lim
b →∞
0
∫
b
b
 e −st 
 e −sb 1  1
e dt = lim −
+  = , Re(s ) > 0
 = lim −
b →∞
s s
 s  0 b →∞  s
−st
0
Im(s)
Re(s)
0
1
Figura 60: Polos e região de convergência de F(s ) = .
s
170
Exemplo 2
1 
As transformadas L   e
t 
∫
L {e
t2
} não existem, ou seja, as integrais impróprias ∫
∞
0
e − st
dt e
t
∞
et
2
− st
dt são divergentes.
0
Exemplo 3
L {Me
ct
}=
∫
∞
ct
−st
Me e dt = M
0
(c −s )t
b
∫
∞
e
( c −s ) t
dt = M lim
b →∞
0
∫
b
e (c −s )t dt
0
( c − s )b
e

e
1 
M
= lim 
= lim 
−
=
, Re(s ) > c


b →∞ c − s

 0 b →∞  c − s c − s  s − c
4.2 – Funções de ordem exponencial
Uma função f (t ) é de ordem exponencial c quando t → ∞ se existem constantes reais c, M > 0
e N > 0 tais que
e − ct f (t ) < M, ∀t > N
ou
f (t ) < Me ct , ∀t > N .
Exemplos
1. A função f (t ) = t é de ordem exponencial para t > 0 .
t < et , t > 0
c = 1, M = 1, N = 0
171
Figura 61: Gráfico de f (t ) = e t e de f (t ) = t .
2. A função f (t ) = e − t é de ordem exponencial para t > 0 .
e −t < e t , t > 0
c = 1, M = 1, N = 0
Figura 62: Gráfico de f (t ) = e t e de f (t ) = e − t .
3. A função f (t ) = 2 cos(t ) é de ordem exponencial para t > 0 .
2 cos(t ) < 2e t , t > 0
c = 1, M = 2, N = 0
172
Figura 63: Gráfico de f (t ) = 2e t e de f (t ) = 2 cos(t ) .
2
4. A função f (t ) = e t não é de ordem exponencial.
2
Figura 64: Gráfico de f (t ) = e t e de f (t ) = e 2 t .
5. Todo polinômio é uma função de ordem exponencial.
173
4.3 – Convergência da transformada de Laplace unilateral
4.3.1 – Convergência absoluta e condicional
∫
mas
∫
∞
f (t )dt é dita absolutamente convergente se
a
∞
f (t ) dt divergir, então
a
Teorema: Se
∫
∫
∫
∞
f (t ) dt convergir. Se
a
∫
∞
f (t )dt convergir
a
∞
f (t )dt é dita condicionalmente convergente.
a
∞
∫
f (t ) dt convergir, então
a
∞
f (t )dt converge.
a
4.3.2 - Condições suficientes para a convergência
Seja f (t ) uma função seccionalmente contínua em todo intervalo finito 0 ≤ t ≤ N e de ordem
exponencial c para t > N . Então, a transformada de Laplace unilateral F(s ) de f (t ) existe para todo
Re(s ) > c .
Prova
L {f (t )} =
=
∫
∫
∞
f (t )e −st dt
0
N
f (t )e dt +
− st
∫
∞
f (t )e −st dt
104
4244
3 1N42
4 43
4
I
II
I : integral própria (ou uma soma de integrais próprias)
II: integral imprópria
∫
∞
f (t )e dt ≤
−st
N
∫
∞
f (t )e
− st
dt ≤
N
=M
∫
∫
∞
f (t ) e
− xt
e e dt = M
N
dt ≤
N
∞
ct
− st
∫
∫
∞
ct − xt
Me
e dt
{{
N
(1)
∞
e
−( x −c ) t
dt = M lim
b →∞
N
∫
(2)
b
b
e
N
−(x −c ) t
 e −( x − c ) t 
dt = M lim −

b →∞
 x − c N
 e −( x −c ) b e −( x −c )N 
e − ( x −c ) N
= M lim −
+
, se x = Re(s ) > c
=M
b →∞
x −c 
x−c
 x −c
(1): f(t) é de ordem exponencial c
(2): s = x + iy
174
e −st = e − ( x +iy ) t = e − xt e −iyt = e − xt [cos(yt ) − isen (yt )] = e − xt cos(yt ) − ie − xt sen (yt )
[e
=
− xt
] [
]
2
2
cos(yt ) + e − xt sen (yt ) = e −2 xt cos 2 (yt ) + e − 2 xt sen 2 (yt )
[
]
= e −2 xt cos 2 (yt ) + sen 2 (yt ) = e − 2 xt =
(e )
− xt 2
= e − xt
Como II converge, L {f (t )} converge (se Re(s ) > c ).
4.4 – Transformada de Laplace unilateral das funções elementares
4.4.1 – f(t) = tn
L {t
n
}=
∫
∞
n
t e dt = lim
b →∞
0
Integrando
L {t
n
}
− st
∫
∫
b
t n e −st dt
0
t n e −st dt por partes, temos que:
 t n e −st
n
b
= lim −
0 +
b →∞ 
s
s

− sb
 b n e{
n
*
= lim −
+
b→∞ 
s
s


t e dt 

0

b

n −1 − st
t e dt 

0

∫
∫
n
=
s
∫
∞
t n −1e −st dt =
0
b
n −1 − st
n
L t n −1 , Re(s ) > 0
s
{ }
*: função de decrescimento rápido para Re(s ) > 0
L {t k } = k L {t k −1 }
s
k =1⇒
L {t} = 1 L {1} = 1 1 =
k =2⇒
L {t 2 } = 2 L {t} = 2
k =3⇒
L {t 3 } = 3 L {t 2 } = 3 23! =
s
ss
s
s
1
, Re(s ) > 0
s2
1
2!
= 3 , Re(s ) > 0
2
ss
s
ss
3!
, Re(s ) > 0
s4
175
L {t 4 } = 4 L {t 3 } = 4
k =4⇒
3! 4!
= , Re(s ) > 0
s s4 s5
s
M
L {t n } = n L {t n −1 } = n (n −n 1)! =
k=n⇒
L {t n } =
s
n!
s
n +1
=
s
s
n!
s n +1
, Re(s ) > 0
Γ(n + 1)
, Re(s ) > 0
s n +1
A função gama
Γ(n ) =
∫
∞
t n −1e − t dt
0
Γ(n ) = L {t n −1 } s=1
Γ(2 ) = L {t} s=1 = 12 = 1
1
Γ(4 ) = L {t 3 } s=1 = 34! = 6
1
Γ(n + 1) = nΓ(n ) = n!
Γ(p )Γ(1 − p ) =
π
, 0 < p <1
sen (pπ )
1
Γ  = π
2
Referências: SPIEGEL, M.R.; WREDE, R.C. Cálculo avançado. 2a ed. Porto Alegre:
Bookman, 2004.
Exercícios
Calcule as integrais:
01.
∫
∞
t100e− t dt
R.: 100!
0
176
02.
∫
∞
t 3 e − 2 t dt
3
8
R.:
0
4.4.2 – f(t) = eat
L {e
at
}=
∫
∞
at
− st
e e dt =
0
∫
∞
e (a −s )t dt =
0
1
, Re(s ) > a, a ∈ R
s−a
4.4.3 – Transformada de algumas funções elementares
F(s )
f (t )
1
e at
tn
cos(at )
sen (at )
1
, Re(s ) > 0
s
1
, Re(s ) > a
s−a
n!
Γ(n + 1)
=
, Re(s ) > 0
n +1
s
s n +1
s
, Re(s ) > 0
2
s + a2
a
, Re(s ) > 0
2
s + a2
Tabela 3: Transformada de Laplace unilateral de algumas funções elementares.
Exercícios
01. Calcule as integrais:
a)
∫
∞
∫
∞
sen (10t )e −3t dt
R.:
10
109
R.:
2
5
0
b)
cos(t )e − 2 t dt
0
2 t , se 0 ≤ t ≤ 5
02. Seja f (t ) = 
. Determine L {f (t )} .
1, se t > 5
R.: L {f (t )} =
2
9
1 − e −5s − e −5s
2
s
s
(
)
177
03. Empregando a definição de transformada de Laplace unilateral, mostre que:
a) L {cos(at )} =
s
, a ∈ R , Re(s ) > 0 ;
s + a2
b) L {sen (at )} =
a
, a ∈ R , Re(s ) > 0 .
s + a2
2
2
4.5 – Propriedades da transformada de Laplace unilateral
4.5.1 – Comportamento da transformada de Laplace F(s) quando s→∞
Se f (t ) é uma função seccionalmente contínua para t ∈ [0, N ] e de ordem exponencial para
t > N , então
lim F(s ) = 0
s →∞
4.5.2 – Linearidade
A transformada de Laplace é um operador linear. Assim, se a e b são constantes quaisquer,
então
L {a f (t ) + b g(t )} = a L {f ( t )} + bL {g(t )} = aF(s ) + bG(s ) .
Prova
Segue da definição de transformada de Laplace e da propriedade de linearidade da integral.
∞
L {af (t ) + bg(t )} =
∫
∫
[af (t ) + bg(t )] e −st dt
0
∞
f (t ) e dt + b
−st
=a
0
∫
∞
g(t ) e −st dt = aF(s ) + bG (s )
0
Exemplos
{
}
{ }
{ }
1. L 4t 2 − 3 cos(t ) + 5e − t = 4L t 2 − 3L {cos(t )} + 5L e − t
=4
2!
s
1
−3 2
+5
3
s +1
s
s 2+31
{
{
1
Re (s )> 0
=
Re (s )> 0
Re (s )> −1
8
3s
5
− 2
+
, Re(s ) > 0
3
s
s +1 s +1
178
1
1 − cos(2 t )  1
2. L sen 2 (t ) = L 
 = L {1} − L {cos(2 t )}
2
2

 2
1 1
1 s
=
−
2 {s
21
s 22
+3
4
{
}
Re (s )> 0
=
Re (s )> 0
1
s
s2 + 4 − s2
2
−
=
= 2
, Re(s ) > 0
2
2
2s 2 s + 4
2s s + 4
ss +4
(
)
(
)
(
)
 e at − e − at  1
1
at
− at
3. L {senh (at )} = L 
= L e − L e
2
2

 2
1 1
1 1
=
−
2{
s-a 2 {
s+a
{ }
Re (s )> a
=
{ }
Re (s )> − a
s + a − (s − a )
2a
a
=
= 2
, Re(s ) > a
2
2
2
2
2(s − a )
2(s − a ) s − a 2
 e at + e − at  1
1
at
− at
4. L {cosh (at )} = L 
= L e + L e
2
2

 2
1 1
1 1
=
+
2{
s-a 2 {
s+a
{ }
Re (s )> a
=
Re (s )> − a
s + a + (s − a )
2s
s
=
= 2
, Re(s ) > a
2
2
2
2
2 s −a
2 s −a
s − a2
(
)
{ }
(
5. L e iat = L {cos(at ) + i sen (at )} =
s
a
= 2
+i 2
2
s 2
+ a3 1
s 2
+ a32
1
Re (s )> 0
=
{ }
)
L {cos(at )} + i L {sen (at )}
Re (s )> 0
s + ia
s + ia
1
=
=
, Re(s ) > 0
2
2
(s + ia )(s − ia ) s − ia
s +a
Com os últimos exemplos, podemos ampliar a tabela de transformadas de Laplace.
179
f (t )
F(s )
1
1
, Re(s ) > 0
s
1
, Re(s ) > a
s−a
n!
Γ(n + 1)
=
, Re(s ) > 0
n +1
s
s n +1
s
, Re(s ) > 0
2
s + a2
a
, Re(s ) > 0
2
s + a2
s
, Re(s ) > a
2
s − a2
a
, Re(s ) > a
2
s − a2
1
, Re(s ) > 0
s − ia
e at
tn
cos(at )
sen (at )
cosh (at )
senh (at )
e iat
Tabela 4: Transformada de Laplace unilateral das funções elementares.
Exercícios
Calcule as integrais:
01.
∫
∞
∫
∞
∫
∞
∫
∞
sen 2 (t )e − 2 t dt
R.:
1
8
R.:
3
5
R.:
4
9
0
02.
cosh(2t )e −3 t dt
0
03.
senh(4t )e −5 t dt
0
04.
0
cos (t )e
2
−10 t
dt
51
R.:
,
520
s2 + 2
cos (t ) = 2
, Re(s ) > 0
ss +4
L{
2
}
180
(
)
4.5.3 – Primeira propriedade de translação ou deslocamento
{
}
Teorema: Se L {f (t )} = F(s ) , então L e at f (t ) = F(s − a ) .
Prova
∫
L {e f (t )} =
at
∞
e f (t ) e dt =
at
−st
0
∫
∞
f (t ) e −(s −a ) t dt = F(s − a )
0
Exemplo
L {e − t cos(2t )}
f (t ) = cos(2 t )
L {f (t )} = F(s ) =
s
, Re(s ) > 0
s +4
2
L {e −t cos(2t )} = F(s + 1) =
s +1
(s + 1)
2
+4
=
s +1
s + 2s + 5
2
4.5.4 – Segunda propriedade de translação ou deslocamento
f (t − a ), t ≥ a
= f (t − a ) u (t - a ) , sendo u (t - a ) a função
e g (t ) = 
0, t < a

0, 0 ≤ t < a
, então L {g(t )} = e − as F(s ) .
degrau unitário dada por u (t − a ) = 
1,
t
≥
a

L {f (t )} = F(s)
Teorema: Se
Prova
t − a = u ⇒ t = u + a , dt = du, t → a ⇒ u → 0, t → ∞ ⇒ u → ∞
L {g(t )} =
=
∫
∫
∞
g(t ) e dt =
− st
0
∞
∫
∞
f (t − a ) e −s t dt
a
f (u ) e −s (u +a )du =
0
∫
∞
f (u ) e −su e −sa du = e −as
0
∫
∞
f (u ) e −su du = e −as F(s )
0
Exemplo
(t − 2 )3 , t ≥ 2
0, 0 ≤ t < 2
3
g (t ) = 
= (t − 2 ) u ( t - 2 ) , u (t − 2 ) = 
0, 0 ≤ t < 2
1, t ≥ 2

f (t ) = t 3 , a = 2
181
L {t 3 } =
3! 6
= , Re(s ) > 0
s4 s4
6 6e −2s
= 4
s4
s
L {g(t )} = e −2s
Exercício
Mostre que L{u (t − a ) } =
0, 0 ≤ t < a
e − as
, Re(s ) > 0 , onde u (t − a ) = 
.
s
1, t ≥ a
4.5.5 – Similaridade (ou mudança de escala)
Teorema: Se L {f (t )} = F(s ) , então L {f (at )} =
1 s
F , a > 0 .
a a
Prova
at = u ⇒ t =
L {f (at )} =
=
∫
∫
u
du
, dt =
, t → 0 ⇒ u → 0, t → ∞ ⇒ u → ∞
a
a
∞
f (at ) e −st dt
0
∞
f (u ) e
0
−s
u
a
du 1
=
a a
∫
∞
f (u ) e
s
− u
a
du =
0
1 s
F 
a a
Exemplo
L {sen (3t )}
f (t ) = sen (t )
L {f (t )} = F(s ) =
1
, Re(s ) > 0
s +1
2
L {sen (3t )} = 1 F s  = 1
3  3
1
2
3s
  +1
 3
=
1 9
3
= 2
2
3s +9 s +9
Exercícios
Determine a transformada de Laplace das funções a seguir, especificando para quais valores de
s a transformada existe.
182
{ }
01. L 2e 4 t
{
02. L (t 2 + 1)
2
}
{
2
03. L [sen (t ) − cos(t )]
R.: F(s ) =
2
, Re(s ) > 4
s−4
R.: F(s ) =
s 4 + 4s 2 + 24
, Re(s ) > 0
s5
s 2 − 2s + 4
R.: F(s ) =
, Re(s ) > 0
s(s 2 + 4 )
}
{
}
04. L e 2 t [3senh (2 t ) − 5 cosh (2 t )]
R.: F(s ) =
16 − 5s
, Re(s ) > 4
s(s − 4 )
4.5.6 – Transformada de Laplace unilateral de derivadas
Teorema 1: Seja L {f (t )} = F(s ) . Então
L {f ' (t )} = sF(s ) − f (0) , s > 0
se f (t ) é contínua para 0 ≤ t ≤ N e de ordem exponencial para t > N , enquanto f ' (t ) é seccionalmente
contínua para 0 ≤ t ≤ N .
Prova
L {f (t )} =
'
∫
∞
f (t ) e dt = lim
'
−st
b →∞
0
∫
b
f ' (t ) e −st dt
(4.5.6.1)
0
Empregando integração por partes em (4.5.6.1), temos que:
| ∫
b

−
st
f (t ) = lim e f (t ) + s
b →∞ 
0

L{
'
}
b
0

f (t )e −st dt 



= lim  e −sb f (b ) − f (0) + s
424
3
b→∞  1
→0 se Re (s )>0
∫
b
0

f (t )e −st dt 


= sF(s ) − f (0)
Teorema 2: Se no Teorema 1 f (t ) deixa de ser contínua em t = 0 mas lim+ f (t ) = f (0 + ) existe
t →0
(mas não é igual a f (0) , que pode ou não existir), então
183
L {f ' (t )} = sF(s ) − f (0 + ) .
Teorema 3: Se no Teorema 1 f (t ) é descontínua em t = a , então
L {f ' (t )} = sF(s ) − f (0) − e −as [f (a + ) − f (a − )] ,
onde f (a + ) − f (a − ) é chamado salto na descontinuidade t = a . Para mais de uma descontinuidade,
podemos fazer modificações apropriadas.
Teorema 4: Seja L {f (t )} = F(s ) . Então
L {f " (t )} = s 2 F(s ) − sf (0) − f ' (0)
se f (t ) e f ' (t ) são contínuas para 0 ≤ t ≤ N e de ordem exponencial para t > N , enquanto f " (t ) é
seccionalmente contínua para 0 ≤ t ≤ N .
Prova
L {f " (t )} = s L {f ' (t )}− f ' (0)
= s[sF(s ) − f (0 )] − f ' (0 )
= s 2 F(s ) − sf (0 ) − f ' (0)
Exercício
Mostre, por recursividade, que
L {f ''' (t )} = s 3 F(s ) − s 2 f (0) − sf ' (0) − f '' (0) .
Teorema 5 (generalização): Seja L {f (t )} = F(s ) . Então
L {f (n ) (t )} = s n F(s ) − s n −1f (0) − s n −2 f ' (0) − s n −3 f " (0) − L − s f (n −2 ) (0) − f (n −1) (0)
se f (t ), f ' (t ), f" (t ), K, f (n -1) (t )
enquanto f
(n )
são contínuas para 0 ≤ t ≤ N e de ordem exponencial para t > N ,
(t ) é seccionalmente contínua para 0 ≤ t ≤ N .
Exemplo
Mostrar que L {sen (at )} =
f (t ) = sen (at )
a
, Re(s ) > 0 .
s + a2
2
f ' (t ) = a cos(at )
f " (t ) = −a 2 sen (at )
184
L {f " (t )} = L {− a 2 sen(at )}
s 2 F(s ) − sf (0) − f ' (0) = L {− a 2 sen (at )}, Re(s ) > 0
s 2 L {sen (at )} − s(0) − a = L {− a 2 sen (at )}
s 2 L {sen (at )} − a = − a 2 L {sen (at )}
(s 2 + a 2 ) L {sen(at )} = a
L {sen (at )} =
a
s + a2
2
Exercício
Empregando a transformada da derivada, mostre que L {cos(at )} =
s
, Re(s ) > 0 .
s + a2
2
4.5.7 – Transformada de Laplace unilateral de integrais
Teorema: Seja L {f (t )} = F(s ) . Então

L 

∫
t
0
 F(s )

f (u )du  =
.
s

Prova
g (t ) =
∫
t
f (u )du ⇒ g ' (t ) = f (t )
0
g (0) = 0
L {g ' (t )} = L {f (t )}
s L {g(t )} − g(0 ) = F(s )
s L {g(t )} = F(s )
L {g(t )} = F(s ) ⇒
s

L 

∫
t
0
 F(s )

f (u )du  =
s

Exemplo

L 

∫
t
0
2 2

2

= L sen 2 (t )
sen (2u )du  = L {sen (2u )} ÷ s = s + 4 = 2
s
s
s
+
4

(
185
)
{
}
4.5.8 – Derivadas de transformadas de Laplace unilaterais (multiplicação por tn)
Teorema: Se L {f (t )} = F(s ) , então
dn
n
F(s ) = (− 1) F (n ) (s ) .
ds n
L {t n f (t )} = (− 1)n
Prova
∫
F(s ) =
∞
f (t ) e −st dt
0
Derivando sob o sinal de integração (regra de Leibniz), obtemos:
d
d
F(s ) = F ' (s ) =
ds
ds
=
∫
∫
∞
∞
f (t ) e dt =
− st
0
∫ [
∫ [ ( )]
∂
f (t ) e −st dt
∂s
0
∞
]
∞
- t f (t ) e dt = −
−st
0
t f t e −st dt = - L {t f (t )}
0
L {t f (t )} = − d F(s ) = −F ' (s )
ds
Demonstramos até aqui o teorema para n = 1 . Para prová-lo integralmente, usaremos indução
matemática.
Suponha que o teorema é verdadeiro para n = k , isto é,
∫
∞
[t
k
]
k
f (t ) e −st dt = (− 1) F (k ) (s ) .
0
Logo:
d
ds
∫
d
ds
∫
∫
∞
∞
[t
d
(− 1)k F (k ) (s )
ds
[
]
f (t ) e −st dt =
k
f (t ) e −st dt = (− 1) F (k +1) (s )
0
∞
[t
]
k
0
∂ k
k
t f (t ) e −st dt = (− 1) F (k +1) (s )
∂s
[
0
]
k
]
186
−
∫
∫
∞
[t
k +1
]
k
f (t ) e −st dt = (− 1) F (k +1) (s )
0
∞
[t
k +1
]
f (t ) e −st dt = (− 1)
k +1
F (k +1) (s )
0
Assim, mostramos que o teorema também é válido para n = k + 1 .
Como o teorema é válido para n = 1 , também o é para n = 2 , n = 3 e para qualquer valor
inteiro positivo de n.
Exemplo
L {t 2 e 2 t }
f (t ) = e 2 t
L {f (t )} = F(s ) =
1
, Re(s ) > 2
s−2
d  1 
1
te 2 t = − 
=

ds  s − 2  (s − 2 )2
d2  1  d 
1 
2
2 2t
t e = 2
=
−
=

2 

ds  s − 2  ds  (s − 2 )  (s − 2 )3
L{
L{
}
}
4.5.9 – Integrais de transformadas de Laplace unilaterais (divisão por t)
Teorema: Se L {f (t )} = F(s ) , então
L  f (t ) =
 t 
∫
∞
F(u )du desde que lim+
t →0
s
Prova
f (t )
⇒ f (t ) = t g (t )
t
L {f (t )} = L {t g(t )}
L {f (t )} = − d G (s )
ds
d
F(s ) = − G (s )
ds
d
G (s ) = − F(s )
ds
Seja g (t ) =
Integrando a igualdade anterior, obtemos:
187
f (t )
exista.
t
∫
∞
d
G (u )du = −
du
s
| ∫
b
∫
s
F(u )du
s
∞
lim G (u ) = −
b →∞
∞
F(u )du
s
lim[G (b ) − G (s )] = −
b →∞
∫
∞
F(u )du
s
Como lim G (b ) = 0 :
b →∞
− G (s ) = −
G (s ) =
∫
∫
∞
F(u )du
s
∞
F(u )du
s
L {g(t )} = L  f (t ) =
 t 
∫
∞
F(u )du
s
Exemplo
L  sen (t )

t

Como L {sen (t )} =
∫
L  sen (t ) =

t

∞
s
1
sen (t )
, Re(s ) > 0, lim+
=1 e
t →0
t
s +1
2
1
du = lim
b →∞
u +1
2
∫
b
1
du
u
+
1
s
2
= lim[arctg(u )] sb = lim[arctg(b ) − arctg(s )]
b →∞
=
b →∞
1
− arctg(s ) = arctg 
2
s
π
Exemplo
Provar que
1
− arctg(s ) = arctg  .
2
s
π
188
∫
dz
1
z
= arctg  :
2
a
z +a
a
2
1 π
arctg(s ) + arctg  =
s 2
1
1
Como arctg(s ) = α ⇒ tg(α ) = s e arctg  = β ⇒ tg (β ) = , temos que:
s
s
α +β =
π
2
π 
cos(α + β ) = cos 
2
cos(α ) cos(β ) − sen (α )sen (β ) = 0
cos(α ) cos(β ) = sen (α )sen (β )
cos(α ) sen (β )
=
sen (α ) cos(β )
1
1 1
= tg (β ) ⇒ =
tg (α )
s s
4.5.10 – Convolução
Teorema: Sejam f (t ) e g (t ) funções seccionalmente contínuas em [0, ∞) e de ordem
exponencial. Então
L {(f ∗ g )(t )} = L {f (t )}L {g(t )} = F(s)G(s ) .
Prova
Aqui definimos a convolução como
(f ∗ g )(t ) =
Sejam F(s ) = L {f (t )} =
∫
∫
t
f (u )g (t − u )du =
0
∫
t
f (t − u )g(u )du .
0
∞
f (τ )e dτ e G (s ) = L {g(t )} =
− sτ
0
Assim:
189
∫
∞
g(β)e −sβ dβ .
0

F(s )G (s ) = 


∫
∫∫
f (τ )e
−sτ
0
∞
=

dτ 


∞
0
∫

g(β )e −sβ dβ 

0

∞
∞
e -s (τ + β )f (τ )g(β )dτ dβ
0
Fixando τ e considerando t = τ + β ⇒ β = t − τ e dt = dβ , temos que
F(s )G (s ) =
∫
∞
0

f (τ )

∫
∞
0

e -st g(t − τ ) dt dτ .

Como f (t ) e g (t ) são funções seccionalmente contínuas em [0, ∞) e de ordem exponencial,
podemos inverter a ordem de integração. Dessa forma
∞
F(s )G (s ) =


e 

t
∫ ∫
∫ ( )
−st
0
0


f (τ )g (t − τ ) dτdt

∞
=
e −st f ∗ g dt
0
= L {f ∗ g} .
Exemplo

L 

∫
t


e sen (t − u )du  = L e t ∗ sen (t ) = L e t

{
u
0
}
{ }L {sen(t )} = s 1− 1
1
1
=
s + 1 (s − 1)(s 2 + 1)
2
4.5.11 – Valor inicial
Teorema: Se os limites indicados existem, então
lim f (t ) = lim sF(s ) .
t →0
s →∞
Prova
L {f (t )} =
'
∫
∞
f ' (t )e −st dt = sF(s ) − f (0 )
(4.5.11.1)
0
Sabemos que, se f ' (t ) é seccionalmente contínua e de ordem exponencial, então
190
{ }
lim L f ' (t ) = 0 .
s →∞
Tomando o limite quando s → ∞ em (4.5.11.1) e supondo que f (t ) é contínua em t = 0 ,
encontramos
{ }
lim L f ' (t ) = lim[sF(s ) − f (0)]
s →∞
s→∞
0 = lim sF(s ) − f (0 )
s →∞
lim sF(s ) = f (0)
s→∞
lim sF(s ) = lim f (t ).
s→∞
t →0
Exemplo
f (t ) = 5e −2 t ⇒ L {f (t )} =
5
s+2
5s
=5
s→∞ s + 2
lim 5e −2 t = lim
t →0
4.5.12 – Valor final
Teorema: Se os limites indicados existem, então
lim f (t ) = lim sF(s ) .
t →∞
s→0
Prova
L {f (t )} =
'
∫
∞
f ' (t )e −st dt = sF(s ) − f (0 )
(4.5.12.1)
0
O limite do lado esquerdo de (4.5.12.1) quando s → 0 é:
lim
s→0
∫
∞
f ' (t )e −st dt =
0
∫
∞
f ' (t )dt = lim
0
b →∞
∫
b
f ' (t )dt = lim[f (t )] 0b = lim[f (b ) − f (0 )]
b →∞
0
= lim[f (t ) − f (0 )]
t →∞
= lim[f (t )] − f (0 )
t →∞
O limite do lado direito de (4.5.12.1) quando s → 0 é:
lim[sF(s ) − f (0 )] = lim[sF(s )] − f (0 )
s→0
s→0
Logo:
191
b →∞
lim[f (t )] − f (0 ) = lim[sF(s )] − f (0 )
t →∞
s →0
lim[f (t )] = lim[sF(s )]
t →∞
s→0
Exemplo
f (t ) = 5e −2 t ⇒ L {f (t )} =
lim 5e −2 t = lim
t →∞
s→0
5
s+2
5s
=0
s+2
4.6 – Transformada de Laplace unilateral de funções periódicas
Teorema: Suponha que f (t ) tem um período T > 0 de modo que f (t + T ) = f (t ) ( f (t ) é
periódica de período fundamental T). Então,
L {f (t )} =
1
1 − e −sT
∫
∫
T
f (t )e −st dt =
T
f (t )e −st dt
0
1 − e −sT
0
.
Prova
L {f (t )} =
∞
∫
f (t ) e dt =
−st
0
∫
T
f (t ) e dt +
− st
0
∫
2T
f (t ) e dt +
− st
T
∫
3T
f (t ) e −st dt + K
2T
Substituições:
1a integral
2a integral
3a integral
t=u
t = u+T
t = u + 2T
M
⇒ u = t−T
⇒ u = t − 2T
Em todas as substituições temos que du = dt .
Logo:
L {f (t )} =
L {f (t )} =
∫
∫
T
f (u ) e
− su
0
du +
∫
T
f (u + T ) e
f (u ) e
0
du + e
du +
0
T
−su
−s ( u + T )
− sT
∫
∫
T
f (u ) e
−su
du + e
0
192
− 2 sT
T
f (u + 2T ) e −s (u + 2T ) du + K
0
∫
T
f (u ) e −su du + K
0
L {f (t )} = (1 + e
L {f (t )} = [1 + e
−sT
− sT
+e
− 2sT
+e
∫
T
)
+L
f (u ) e −su du
0
∫
T
( ) + (e ) + L]
+ e
− sT 2
− sT 3
Como 1 + r + r 2 + r 3 + L =
L {f (t )} = 1 −sT
1− e
− 3sT
∫
f (u ) e −su du
0
1
, se r < 1, então
1− r
T
f (u ) e −su du .
0
Exemplo
sen (t ), 0 ≤ t < π
uma função 2π-periódica. Determine L {f (t )} .
Seja f (t ) = 
0, π ≤ t < 2π

Figura 65: Curva senoidal com meia onda retificada – [13].
L {f (t )} = 1−s 2π
1− e
∫
π
sen (t ) e −st dt
(4.6.1)
0
Integrando (4.6.1) por partes duas vezes, obtemos:
L {f (t )} = 1−2π s
1− e
=
|
 1

− e −st cos(t ) − se −st sen (t ) 
 2
s + 1

[
]
1
 1

e −sπ + 1 
−2 π s  2
1− e
s +1

(
)
193
π
0
=
1 + e - πs
1 − e −2 πs s 2 + 1
(
)(
)
1 + e -πs
1 + e -πs 1 − e - πs s 2 + 1
1
=
- πs
1− e s2 +1
=
(
)(
(
)(
)(
)
)
4.7 – Cálculo de integrais impróprias
Exemplos
o
1)
o
2)
∫
∞
∫
∫
∫
3)
∫
∞
te -3t sen (t )dt
0
1
s +1
2
∞
tsen (t )e -st dt = L {tsen (t )} = (− 1)
0
∞
tsen (t )e -3t dt =
0
∞
0
lim+
t →0
2(3)
(3
2
)
+1
2
=
d
d  1 
2s
F(s ) = −  2  =
2
ds
ds  s + 1 s + 1 2
(
6
3
=
100 50
e -t − e −3 t
dt
t
L {e −t − e −3t } =
∫
2
0
L {sen (t )} =
o
3
3
=
2
25
3 +4
cos(4 x ) e −3 x dx =
1
1
−
s +1 s + 3
L 'H
e − t − e −3 t }
= lim+ − e − t + 3e −3 t = 2
t →0
t
[
]
dz
= ln z + a + C
z+a
194
)
∫
∞
e − t − e −3t −st
e dt =
t
0
∫
∞
1 
 1
 u + 1 − u + 3  du = lim
b →∞
s
∫
b
s
1 
 1
 u + 1 − u + 3  du
b
= lim[ln u + 1 − ln u + 3 ]s
b
b →∞
 u +1 
= lim ln

b →∞
 u + 3 s


1
1+

 b +1
s +1 
b − ln s + 1 
= lim ln
− ln
=
lim
ln

b→∞
3
s + 3  b→∞ 
s+3
 b+3
1+
b


= − ln
∫
∞
0
e − t − e −3 t −st
e dt →
t
Assim,
∫
∞
0
∫
s +1
s+3
∞
0
e − t − e −3 t
dt quando s → 0 +
t
e − t − e −3 t
1
dt = − ln  = − ln (1) + ln (3) = ln (3)
t
 3
Exercícios
Nos exercícios a seguir, calcule a transformada de Laplace.
01. L {t[3sen (2 t ) − 2 cos(2t )]}
{
R.:
}
02. L t cos(t )
3
R.:
8 + 12s − 2s 2
(s
2
+4
)
2
6s 4 − 36s 2 + 6
(s
2
)
+1
4
03. L {f (t )} onde f (t ) é a função periódica representada graficamente abaixo.
Figura 66: Onda quadrada – [17].
195
R.: L {f (t )} =
04.
∫
∞
0
R.:
1
s(1 + e −as )
e − t sen (t )
dt
t
π
4
4.8 – Métodos para determinar a transformada de Laplace unilateral
4.8.1 – Uso da definição
L {f (t )} = F(s ) =
∫
∞
f (t ) e −st dt
0
4.8.2 – Expansão em série de potências
Se f (t ) tem expansão em série de potências dada por
∞
f (t ) = a 0 + a 1 t + a 2 t + a 3 t + K =
2
3
∑
antn ,
n =0
então
L {f (t )} = F(s ) = a 0 + a21 + a 232! + a 343! + K =
s s
s
s
∞
∑
n!a n
.
s n +1
n =0
A série (4.8.2.1) deve ser convergente para Re(s ) > 0 .
Exemplo 1
Mostre que (1 + x )
f (x ) = (1 + x )
f (1) (x ) = −
−
−
1
2
=1−
1
1.3 2 1.3.5 3 1.3.5.7 4
x+
x −
x +
x − K, x < 1 .
2
2.4
2.4.6
2.4.6.8
1
2
3
1
(1 + x )− 2
2
196
(4.8.2.1)
f ( 2 ) (x ) =
5
1.3
(1 + x )− 2
2.2
f ( 3 ) (x ) = −
f ( 4 ) (x ) =
7
1.3.5
(1 + x )− 2
2.2.2
9
1.3.5.7
(1 + x )− 2
2.2.2.2
M
∞
Série de Taylor de f (x ) : f (x ) =
∑
∞
n
a n (x − c ) =
n =0
∑
n =0
f (n ) (c )
(x − c ) n
n!
(4.8.2.2)
Observação: A série (4.8.2.2) é extensível para uma função de variável complexa.
f (0 ) f (1) (0 )
f (2 ) (0 ) 2 f (3 ) (0 ) 3 f (4 ) (0) 4
+
x+
x +
x +
x +K
0!
1!
2!
3!
4!
f (x ) = (1 + x )
−
1
2
=
f (x ) = (1 + x )
−
1
2
= 1−
1
1.3 2
1.3.5 3
1.3.5.7 4
x+
x −
x +
x −K
2
2!.2.2
3!.2.2.2
4!.2.2.2.2
f (x ) = (1 + x )
−
1
2
= 1−
1
1.3 2 1.3.5 3 1.3.5.7 4
x+
x −
x +
x −K
2
2.4
2.4.6
2.4.6.8
Região de convergência da série (4.8.2.3):
R = lim
n →∞
an
a n +1
f (n ) (c ) (n + 1)!
f (n ) (c )
=
lim
n +1
n →∞
n! f (n +1) (c ) n →∞ f (n +1) (c )
= lim
1 3 5  1
 1

− . − . − K − − n + 1 − − n 
2 2 2  2
 2
 n +1
R = lim
n →∞
1 3 5  1
 1

− . − . − K  − − n  − − n − 1
2 2 2  2
 2

1
1+
1
n +1
n =1
R = lim
n + 1 = lim
= lim
n →∞
n →∞
n →∞
3
3
3
− −n
− −n
−
_1
2
2
2n
x − c < R ⇒ x < 1 ⇒ −1 < x < 1
197
(4.8.2.3)
Exemplo 2
Sabendo que a função erro (probabilidade) é definida por
erf (t ) =
2
π
∫
{ ( t )};
t
2
e − u du
0
a) calcule L erf

 2
t =L
 π
L {erf ( )}

 2
t =L
 π
L {erf ( )}
∫
∫
t

2

e − u du 

t
 u 2 u 4 u6 u8
 
1 −
+
−
+
− Kdu 
1!
2! 3! 4!

 
0
0
3
5
7
9

 1

2
2
2
2


2
t
t
t
t

2
−
+
− K
t =L
t − +
3 5.2! 7.3! 9.4!

 π



L {erf ( )}
Como L {t n } =
n!
s n +1
, Re(s ) > 0 :
 3

5
7
9
 11 
 Γ   Γ  Γ 

Γ  Γ  
2  2
2
2
2
2




t =
−
+
−
+
− K, se Re(s ) > 0
3
5
7
9
11


π
 s2

3.s 2
5.2!.s 2 7.3!.s 2 9.4!.s 2


L {erf ( )}
1
Lembrando que Γ(n + 1) = nΓ(n ) e Γ  = π , podemos calcular (4.8.2.4).
2
π
3
 1 1 1
Γ   = Γ 1 +  = Γ  =
2
2
 2 2 2
5

Γ   = Γ 1 +
2
 

3 3 3 3 π
 = Γ  = 2
2 2 2
2
7
 5  5  5  3.5 π
Γ   = Γ 1 +  = Γ  =
23
2
 2 2 2
9
 7  7  7  3.5.7 π
Γ   = Γ 1 +  = Γ  =
24
2
 2 2 2
198
(4.8.2.4)
 11 
 9  9  9  3.5.7.9 π
Γ   = Γ 1 +  = Γ   =
25
2
 2 2 2


2  π
3. π
3.5 π
3.5.7 π 3.5.7.9 π

t =
−
+
−
+
− K
3
5
7
9
11

π 2

3.2 2.s 2 5.2 3.2!.s 2 7.2 4.3!.s 2 9.2 5.4!.s 2
 2.s

L {erf ( )}
1
=
s
1
=
s
=
3
2
3
2
3
−
3.2.s
−
1
2.s
5
2
2
5.2 .2!.s
1.3
+
5
2
3.5
+
2.4.s
3.5.7
−
3
7.2 .3!.s
1.3.5
−
7
2
7
2
2.4.6.s
3.5.7.9
+
4
9.2 .4!.s
1.3.5.7
+
9
2
9
2
2.4.6.8.s
11
2
11
2
−K
−K
1  1 1 1.3 1 1.3.5 1 1.3.5.7 1

1−
+
−
+
− K
3 
2
3
4
2.4.6 s
2.4.6.8 s
 2 s 2.4 s

s2
F(s ) = (1 + s −1 )
−
1
2
= 1−
(4.8.2.5)
1 1 1.3 1 1.3.5 1 1.3.5.7 1
1
+
−
+
− K, < 1 ⇒ s > 1
2
3
4
2 s 2.4 s
2.4.6 s
2.4.6.8 s
s
Utilizando (4.8.2.6) em (4.8.2.5), temos que
1  1
t = 3 1 + 
 s
s2
L {erf ( )}
L {erf ( t )} =
1
s s +1
−
1
2
1
1  s 2
1
= 3
 =
s s +1
 s +1
s2
, se s ∈ (Re(s ) > 0 ∩ s > 1) .


1
t
b) mostre que L −1 
 = e erf
 s (s − 1) 


1
t
Se L −1 
 = e erf
 s (s − 1) 
( t ).
( t ) , então L {e erf ( t )}=
t
{ ( t )}= s
Como L {e at f (t )} = F(s − a ) e L erf
L {e erf ( t )} =
1
t
(s − 1)
s −1+1
=
1
s (s − 1)
1
s +1
.
199
1
s (s − 1)
, temos
.
(4.8.2.6)
4.8.3 – Uso de equações diferenciais
Uso de uma equação diferencial ordinária satisfeita por f (t ) e da transformada de Laplace de
derivadas.
4.8.4 – Outros métodos
Uso das propriedades da transformada de Laplace.
4.8.5 – Uso de tabelas de transformadas
4.9 – Transformada de Laplace unilateral de algumas funções
4.9.1 – Função nula
Se
∫
t
N(u )du = 0 para t > 0 , então N(t ) é chamada função nula.
0
Exemplo
1

 1, t = 2

é uma função nula.
f (t ) = − 1, t = 1
 0, caso contrário


Transformada de Laplace da função nula: L {N(t )} = 0
4.9.2 – Função degrau unitário
0, 0 ≤ t < a
u (t − a ) = 
1, t ≥ a
Transformada de Laplace da função degrau unitário: L{u (t − a ) } =
Prova
e − as
, Re(s ) > 0 .
s
Sabemos que L{ f (t − a ) u (t − a ) } = e − as F(s ) (teorema de translação).
200
(4.9.2.1)
Se em (4.9.2.1) considerarmos
L{u (t − a ) } = e
f (t ) = 1 ⇒ f (t − a ) = 1 , então temos que
L {1} = 1
s
e
− as
.
s
4.9.3 – Função impulso unitário
Usada para representar forças externas de grande amplitude que agem por um curto período de
tempo.
 0, 0 ≤ t < t 0 − a
1

δ a (t − t 0 ) =  , t 0 - a ≤ t < t 0 + a , t 0 > 0, a > 0
 2a
 0, t ≥ t 0 + a
1
2a
1
(2a ) = 1
2a
A=
t
t0 − a
t0
t0 + a
Figura 67: Função impulso unitário.
δ a (t − t 0 ) =
1
2a
{u [t − (t
0
− a )] − u [t − (t 0 + a )] }
Considerando δ (t − t 0 ) = lim δ a (t − t 0 ) , temos o delta de Dirac:
a →0
∞, t = t 0
 0, t ≠ t 0
δ (t − t 0 ) = 
Propriedade do delta de Dirac:
∫
∞
δ (t − t 0 )dt = 1
0
Transformada de Laplace do delta de Dirac:
L {δ(t − t 0 )} = e −st
0
ou
L {δ(t − a )} = e −as .
201
Prova
δ a (t − t 0 ) =
1
2a
L {δ a (t − t 0 )} =
{u [t − (t
0
− a )] − u [t − (t 0 + a )] }
1
L{u [t − (t 0 − a )] } − 1
2a
2a
L{u [t − (t 0 + a )] }
as
1  e − (t 0 −a )s e −( t 0 +a )s 
− e −as
− st 0  e
L {δ a (t − t 0 )} = 
−
 = e 
2a  s
s 
 2as
 e −st 0
 =
senh (as )
as

(4.9.3.1)
Tomando o limite de (1) quando a → 0 , obtemos:
LH
 e as − e − as  } −st 0
 se as + se −as  −st 0
 = e lim
 = e
lim L {δ a (t − t 0 )} = L {δ(t − t 0 )} = e −st 0 lim
a →0
a →0
a →0
2s
 2as 


(4.9.3.2)
Quando em (4.9.3.2) t 0 = 0 , temos que L {δ{t}} = 1 .
(4.9.3.3)
É importante ressaltar que (4.9.3.3) não satisfaz lim F(s ) = 0 .
s →∞
4.9.4 – Algumas funções periódicas
F(s )
f (t )
1 − e − as
s(1 + e −as )
1
s(1 + e −as )
202
a 1
1 
 − sb

s  bs e − 1 
1 − e −s
s 2 (1 + e −s )
−π s
1+ e
s + 1 1 − e −π s
(
2
)(
)
 πs 
cot gh  
2
=
2
s +1
1
s + 1 1 − e -π s
(
2
)(
)
Tabela 5: Transformada de Laplace de algumas funções periódicas – [17].
Exercício
Prove as transformadas de Laplace das funções periódicas presentes na Tabela 5.
203
4.10 – Métodos para determinar a transformada de Laplace unilateral inversa
4.10.1 – Completando quadrados
Exemplo
s+5 

 s + 6s + 13 
L −1 
(4.10.1.1)
2
Polos de ordem um: s = −3 − 2i , s = −3 + 2i
Completando quadrados em (4.10.1.1), temos que:
 s +3+ 2 

2
 (s + 3) + 4 
 s+3 


2
−1
= L −1 
+ L 

2
2
 (s + 3) + 4 
 (s + 3) + 4 
= e -3t cos(2t ) + e −3t sen (2 t )
s+5 
=
 s + 6s + 13 
L −1 
2
L −1 
= e -3t [cos(2 t ) + sen (2t )]
No exemplo acima, empregamos a propriedade de linearidade e a propriedade de translação da
transformada de Laplace unilateral inversa L −1 {F(s − a )} = e at f (t ) .
4.10.2 – Decomposição em frações parciais
P(s )
, onde P(s) e Q(s) são polinômios, com o grau de P(s) menor do
Q(s )
que o grau de Q(s), pode ser escrita como uma soma de funções racionais (chamadas frações parciais),
tendo a forma
Qualquer função racional
A
(as + b )
r
,
As + B
(as
2
+ bs + c
)
r
, r = 1,2,3,K
As constantes A, B, C, ..., podem ser determinadas de várias maneiras, como veremos nas
P(s )
questões a seguir. Decompondo o quociente
em uma soma de frações parciais, determinamos a
Q(s )
 P(s ) 
transformada inversa de Laplace de cada uma dessas frações obtendo L −1 
.
 Q(s ) 
1.
3s 2 − 4s + 2
(s
2
+ 2s + 4
=
) (s − 5) (s
2
As + B
2
+ 2s + 4
)
2
+
Cs + D
E
+
s + 2s + 4 s − 5
2
204
2.
2s − 5
A
B
C
D
=
+
+
+
3
3
2
(3s − 4)(2s + 1) 3s − 4 (2s + 1) (2s + 1) 2s + 1
Exemplo 1
3s + 7 

 s − 2s − 3 
L −1 
2
Polos de ordem um: s = −1 , s = 3
Primeiro método (completando quadrados)
3s + 7 
−1  3(s − 1) + 10 
 =L 

2
 s − 2s − 3 
 (s − 1) − 4 
L −1 
2
 s −1 


2
−1
= 3L −1 
 +5L 

2
2
 (s − 1) − 4 
 (s − 1) − 4 
= 3e t cosh (2 t ) + 5e t senh (2t )
 e 2 t + e −2 t
= 3e t 
2

=

 e 2 t − e −2 t
 + 5e t 
2





3 3t 3 − t 5 3t 5 − t
e + e + e − e
2
2
2
2
= 4e 3 t − e − t
Segundo método (decompondo em frações parciais e solucionando o sistema)
3s + 7
3s + 7
A
B
=
=
+
s − 2s − 3 (s − 3)(s + 1) s − 3 s + 1
2
3s + 7
A(s + 1) + B(s − 3)
=
(s − 3)(s + 1)
(s − 3)(s + 1)
3s + 7 = A(s + 1) + B(s − 3)
3s + 7 = (A + B) s + (A − 3B)
A + B = 3

A − 3B = 7 × (- 1)
4B = -4 ⇒ B = -1 ⇒ A = 4
205
3s + 7
3s + 7
4
1
=
=
−
s − 2s − 3 (s − 3)(s + 1) s − 3 s + 1
2
3s + 7 
3s + 7 
1 
−1 
−1  4
−
 =L 
 =L 

 s − 2s − 3 
 s − 3 s + 1
 (s − 3)(s + 1) 
L −1 
2
 1 
−1  1 
= 4 L −1 
−L 

s − 3
 s + 1
= 4e 3 t − e − t
Terceiro método (decompondo em frações parciais e calculando os limites; pode ser usado
sempre que o denominador tem fatores lineares distintos)
3s + 7
A
B
=
+
(s − 3)(s + 1) s − 3 s + 1
3s + 7
A
B
lim
(
s − 3) = lim
(
s − 3) + lim
(s − 3)
s →3 (s − 3)(s + 1)
s →3 s − 3
s →3 s + 1
16
= A+0⇒ A = 4
4
3s + 7
A
B
(s + 1) = slim
(s + 1) + slim
(s + 1)
lim
s → −1 (s − 3)(s + 1)
→ −1 s − 3
→ −1 s + 1
4
= 0 + B ⇒ B = −1
−4
Exemplo 2
3s + 1


2
 s − s + s − 1
L −1 
3
Fatorando o denominador:
1
1
-1
1
-1
1
0
1
0
(
)
s 3 − s 2 + s − 1 = (s − 1) s 2 + 1
Polos de ordem um: s = 1 , s = i , s = −i
206
3s + 1
3s + 1
A
Bs + C
A
Bs
C
=
=
+ 2
=
+ 2
+ 2
2
2
s − s + s − 1 (s − 1) s + 1 s − 1 s + 1 s − 1 s + 1 s + 1
(
3
(
)
)
3s + 1
A s + 1 + Bs(s − 1) + C(s − 1)
=
2
(s − 1) s 2 + 1
(s − 1) s + 1
(
(
3s + 1 = A(s
)
2
)
+ 1) + B(s
(
)
3s + 1 = A s + 1 + Bs(s − 1) + C(s − 1)
2
2
2
)
− s + C(s − 1)
3s + 1 = (A + B) s + (− B + C ) s + (A − C )
2
=0
A + B

 −B+C = 3
A
−C =1

− B + C = 3
A + B = 0 ⇒ A = −B ⇒ 
⇒ −2B = 4 ⇒ B = −2 ⇒ C = 1 e A = 2
− B − C = 1
3s + 1
3s + 1
2
2s
1
=
=
− 2
+ 2
2
2
s − s + s − 1 (s − 1) s + 1 s − 1 s + 1 s + 1
(
3
)
3s + 1 
2s
1 
3s + 1

−1 
−1  2
− 2
+ 2 
 =L 
=L 
2
2
 s − 1 s + 1 s + 1
 s − s + s − 1
 (s − 1)(s + 1)
L −1 
3
s 
 1 

−1 
−1  1
= 2 L -1 
− 2L  2
+L  2 
s
−
1
s
+
1
s
+
1






= 2e t − 2 cos(t ) + sen (t )
Exemplo 3


5s 2 − 15s − 11

4
3
2
 s − 5s + 6s + 4s − 8 
L −1 
Fatorando o denominador:
-1
2
2
2
1
-5
6
4
-8
1
1
1
1
-6 12 -8
-4 4 0
-2 0
0
0
3
s 4 − 5s 3 + 6s 2 + 4s − 8 = (s + 1)(s − 2 )
Polos de ordem um: s = −1
207
Polos de ordem três: s = 2
5s 2 − 15s − 11
5s 2 − 15s − 11
A
B
C
D
=
=
+
+
+
4
3
2
3
3
2
s + 1 (s − 2 ) (s − 2 )
s−2
s − 5s + 6s + 4s − 8 (s + 1)(s − 2 )
5s 2 − 15s − 11
A
B
C
(s + 1) = slim
(s + 1) + slim
(s + 1) + slim
(s + 1) +
s → −1 (s + 1)(s − 2 )3
→ −1 s + 1
→ −1 (s − 2 )3
→ −1 (s − 2 )2
D
+ lim
(s + 1)
s → −1 s − 2
9
1
= A+0+0+0⇒ A = −
− 27
3
lim
5s 2 − 15s − 11
A
B
C
(s − 2)3 = lim
(s − 2)3 + lim
(s − 2)3 + lim
(s − 2)3 +
s → 2 (s + 1)(s − 2 )3
s→ 2 s + 1
s → 2 (s − 2 )3
s → 2 (s − 2 )2
D
(s − 2)3
+ lim
s →2 s − 2
20 − 30 − 11
21
= 0 + B + 0 + 0 ⇒ B = − = −7
3
3
lim
1
5s 2 − 15s − 11 − 3
7
C
D
=
−
+
+
3
3
2
(s + 1)(s − 2) s + 1 (s − 2) (s − 2) s − 2
3
2
1
5s 2 − 15s − 11 − 3 (s − 2 ) − 7(s + 1) + C(s + 1)(s − 2 ) + D(s + 1)(s − 2)
=
(s + 1)(s − 2)3
(s + 1)(s − 2)3
1
5s 2 − 15s − 11 = − s 3 − 6s 2 + 12s − 8 − 7(s + 1) + C s 2 − s − 2 + D(s + 1) s 2 − 4s + 4
3
1
5s 2 − 15s − 11 = − s 3 − 6s 2 + 12s − 8 − 7(s + 1) + C s 2 − s − 2 + D s 3 − 3s 2 + 4
3
(
)
(
)
(
)
(
) (
(
)
1
8



5s 2 − 15s − 11 =  D −  s 3 + (C − 3D + 2 ) s 2 + (− C − 4 − 7 ) s +  − 2C+ 4D + − 7 
3
3



1
1
D− =0⇒ D =
3
3
1
C − 3D + 2 = 5 ⇒ C − 3  + 2 = 5 ⇒ C = 4
 3
− C − 4 − 7 = −15 ⇒ C = 4
− 2C+ 4D +
8
1 8
− 7 = −11 ⇒ −2(4) + 4  + − 7 = −11 ⇒ −11 = −11
3
3 3
2

5s 2 − 15s − 11
−1  5s − 15s − 11 
=
L


3 
4
3
2
 s − 5s + 6s + 4s − 8 
 (s + 1)(s − 2 ) 

L −1 
208
)
 1 1
7
4
1 1 
−
+
+
= L −1 −

3
2
 3 s + 1 (s − 2) (s − 2 ) 3 s − 2 
Como
d  1 
1
d2  1 
2
temos que
e
=
=−
2
2 



ds  s − 2 
(s − 2) ds  s − 2  (s − 2)3


5s 2 − 15s − 11
1 −t 7 2 2t
1 2t
2t
 = − e − t e + 4te + e .
4
3
2
3
2
3
 s − 5s + 6s + 4s − 8 
L −1 
4.10.3 – Expansão em série de potências
Se F(s ) tem um desenvolvimento em série de potências negativas de s dado por
a
a
a
a
F(s ) = 0 + 21 + 32 + 43 + K =
s s
s
s
∞
∑
n =0
an
,
s n +1
então podemos inverter termo a termo para obter
3
2
L −1 {F(s )} = f (t ) = a 0 + a 1 t + a 2 t + a 3 t + K =
2!
3!
∞
∑
antn
.
n!
n =0
Exemplo
A função de Bessel de ordem zero é definida pela série
∞
J 0 (at ) =
∑
n =0
Mostre que L
−1

e

 s

1
−
s
2n
(− 1)n (at2) 2n
(n!) 2


 = J0 2 t .


( )
1
−
 − 1s 
s
e
e


Se L −1 
,
então
L
.
=
J
2
t
J
2
t
=

0
0
s
s




( )
{ ( )}
209
.
∞
J 0 (at ) =
∑
n =0
2
1
a
= 1-   t 2 +
(2!)2
2
∞
( )
J0 2 t =
∞
2n
(− 1) (at2) 2n
(n!) 2
n
∑
(− 1)n
= 1- t +
{ }
∑
n =0
1
a 4
  t −
(3!)2
2
∞
(2 t )
1
(2!)
n!
s n +1
2
(n!)
t2 −
2
2n
=
∑
n =0
1
(3!)
2
t3 +
1  a  2n
  t
(n!)2  2 
6
1
a 6
  t +
(4!)2
2
(− 1)n 1 2  2 
(n!)  2 
1
(4!)
2
t4 −
1
(5!)
2
8
1
a 8
  t −
(5!)2
2
∞
2n
t
2n
=
∑
n =0
10
 a  10
  t +K
2
(− 1)n
1
(n!)
2
tn
t5 +K
, Re(s ) > 0 , temos que:
L {J (2 t )} = L 1 - t +
0
2
2n
(− 1)n
4
2n
n =0
Como L t n =
=

1
(2!)
2
t2 −
1
(3!)
2
t3 +
1
(4!)
2
t4 −

t 5 + K
(5!)

1
2
1 1
1 2!
1 3!
1 4!
1 5!
= − 2 +
−
+
−
+K
2 3
2
4
2 5
s s
(2!) s (3!) s (4!) s (5!)2 s 6
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
= − 2 +
−
+
−
+K
s s
2! s 3 3! s 4 4! s 5 5! s 6
∞
=
∑
n =0
Expandindo e
∞
e
− s −1
=
∑
n =0
−
1
s
(− 1)n
n!s n +1
, Re(s ) > 0
−1
= e −s em série de potências:
(− s )
−1 n
n!
1 1 1 1 1 1 1 1 1
=1− +
−
+
−
+K
s 2! s 2 3! s 3 4! s 4 5! s 5
Raio de convergência da série (4.10.3.1):
a
R = lim n = lim
n →∞ a
n →∞
n +1
1
n! = lim (n + 1)! = lim n + 1 = ∞
n →∞
n →∞
1
n!
(n + 1)!
Assim:
210
(4.10.3.1)
e
−
1
s
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1

= 1 − +
−
+
−
+ K
2
3
4
5
s
s  s 2! s
3! s
4! s
5! s

1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
= − 2+
−
+
−
+K
s s
2! s 3 3! s 4 4! s 5 5! s 6
∞
=
∑
n =0
s = 0 : singularidade essencial
(− 1)n
(4.10.3.2)
n!s n +1
{ ( )}
Comparando (4.10.3.1) e (4.10.3.2), concluímos que L J 0 2 t =
e
−
s
1
s
.
4.10.4 – Uso de tabelas de transformadas de Laplace
4.10.5 – A fórmula de Heaviside
Sejam P(s) e Q(s) polinômios onde P(s) tem grau menor do que o de Q(s). Suponha que Q(s)
tem n zeros distintos α k , k = 1,2,K , n . Então
L −1  P(s )  =
 Q(s ) 
n
∑
k =1
P(α k ) α k t
e =
Q ' (α k )
n
∑
k =1
Exemplo
3s + 7 

 s − 2s − 3 
L −1 
2
P(s ) = 3s + 7
Q(s ) = s 2 − 2s − 3 = (s − 3)(s + 1) ⇒ α1 = 3 e α 2 = −1
d
Q(s ) = 2s − 2
ds
L −1  2 3s + 7  =
 s − 2s − 3 
2
∑
k =1
=
3(α k ) + 7 α k t
e
2(α k ) − 2
3(3) + 7 3t 3(− 1) + 7 − t
e +
e
2(3) − 2
2(− 1) − 2
= 4e 3t − e − t
211
P(α k ) α k t
e .
d
Q(α k )
ds
4.10.6 – A fórmula geral (ou complexa) de inversão
Também conhecia como fórmula de Bromwich ou fórmula integral de Bromwich.
Se L {f (t )} = F(s ) , então
L
−1
{F(s )} = f (t ) = 1
2π i
∫
γ +i ∞
F(s ) e st ds , t > 0 e f (t ) = 0 para t < 0
(4.10.6.1)
γ −i ∞
ou
f (t ) =
1
2π i
∫
F(s ) e st ds .
C
A integração em (4.10.6.1) deve ser efetuada ao longo de uma reta s = γ no plano complexo,
onde s = x + iy . O número real γ é escolhido de tal forma que s = γ esteja à direita de todas as
singularidades de F(s ) .
Referência
SPIEGEL, M.R. Transformadas de Laplace. São Paulo: McGraw-Hill. Capítulo 7.
Exercícios
01. L
−1


s2 − 3
 4

3
2
 s + s − 3s − 17s − 30 
R.: f (t ) =
3 3t 1 −2t 9 −t
1
e − e + e sen (2 t ) − e − t cos(2 t )
50
25
25
50
 3s 3 − 3s 2 − 40s + 36 
02. L −1 

4
2
 s − 8s + 16

R.: f (t ) = (3 + 5t )e −2 t − 2 te 2 t
212
4.11 – Solução de equações diferenciais
4.11.1 – Equações diferenciais ordinárias com coeficientes constantes
Exemplo 1
 y " (t ) − 3 y ' (t ) + 2 y (t ) = 4 e 2 t

y(0 ) = −3
 '( )
y 0 = 5
(4.11.1.1)
L {y(t )} = Y(s )
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial ordinária de segunda
ordem:
L {y " (t )}− 3 L {y ' (t )}+ 2 L {y(t )} = 4 L {e 2 t }
s 2 Y(s ) − sy(0 ) − y ' (0 ) − 3sY(s ) + 3y(0 ) + 2Y(s ) =
(s
2
− 3s + 2)Y(s ) + 3s − 5 − 9 =
4
s−2
4
s−2
4
− 3s + 14
s−2
(s − 1)(s − 2)Y(s ) = 4 − 3s + 14
s−2
2
2
(s − 1)(s − 2)Y(s ) = 4 − 3s + 6s + 14s − 28 = − 3s + 20s − 24
s−2
s−2
(s
2
− 3s + 2 )Y(s ) =
Y(s ) =
− 3s 2 + 20s − 24
(s − 1)(s − 2)2
(4.11.1.2)
Polos de ordem um: s = 1
Polos de ordem dois: s = 2
Decompondo (4.11.1.2) em frações parciais:
− 3s 2 + 20s − 24
A
B
C
=
+
+
2
2
s − 1 (s − 2 )
s−2
(s − 1)(s − 2)
(4.11.1.3)
2
− 3s 2 + 20s − 24 = A (s − 2 ) + B(s − 1) + C(s − 1)(s − 2)
(
)
(
− 3s 2 + 20s − 24 = A s 2 − 4s + 4 + B(s − 1) + C s 2 − 3s + 2
)
− 3s + 20s − 24 = (A + C ) s + (− 4A + B − 3C ) s + (4A − B + 2C )
2
2
213
C = −3
 A+

− 4A + B − 3C = 20
 4A − B + 2C = −24

(4.11.1.4)
Calculando limites em (4.11.1.3):
− 3s 2 + 20s − 24
A
B
C
=
+
+
2
2
s − 1 (s − 2)
s−2
(s − 1)(s − 2)
lim
s →1
− 3s 2 + 20s − 24
(s − 1)(s − 2)
2
(s − 1) = lim
s →1
A
B
C
(s − 1) + lim
(s − 1) +slim
(s − 1)
2
→
→
s
1
1
s −1
s−2
(s − 2)
− 7 = A + 0 + 0 ⇒ A = −7
− 3s 2 + 20s − 24
A
B
C
2
2
2
2
(
s − 2 ) = lim
(
s − 2 ) + lim
(
s − 2 ) + lim
(
s − 2)
2
2
s →2
s→ 2 s − 1
s → 2 (s − 2 )
s→ 2 s − 2
(s − 1)(s − 2)
4 = 0+B+0⇒ B = 4
lim
Substituindo os valores de A e B na primeira equação de (4.11.1.4):
A + C = −3 ⇒ −7 + C = −3 ⇒ C = 4
Assim:
Y(s ) =
− 3s 2 + 20s − 24
7
4
4
=−
+
+
2
2
s − 1 (s − 2 )
s−2
(s − 1)(s − 2)
(4.11.1.5)
Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.1.5):
 1 
1 
 1 
−1
+ 4 L −1 
+ 4L 

2 
 s − 1
s − 2 
 (s − 2 ) 
L −1 {Y(s )} = −7 L −1 
1 
1 
−1 
−1  1 
+ 4L 
 − 4 L −
2 
 s − 1
s − 2 
 (s − 2) 
L −1 {Y(s )} = −7 L −1 
d  1 
1
1
=−
ou L e 2 t t =
e
2


ds  s − 2 
(s − 2)
(s − 2)2
solução da equação diferencial ordinária de segunda ordem
Como
{ }
y(t ) = −7e t + 4e 2 t + 4te 2 t .
L −1 {F (n ) (s )} = (− 1)n t n f (t ) , temos
como
(4.11.1.6)
Exercício
Verifique que (4.11.1.6) é solução de (4.11.1.1).
214
Exemplo 2
 y ' (t ) + 2 y (t ) = f (t )

y(0 ) = 0
(4.11.1.7)
t , 0 ≤ t < 1
f (t ) = 
0, t ≥ 1
(4.11.1.8)
L {y(t )} = Y(s )
Escrevendo (4.11.1.8) de forma compacta:
0, 0 ≤ t < 1
f (t ) = t − t u (t − 1), u (t − 1) = 
1, t ≥ 1
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial ordinária de primeira
ordem:
L {y ' (t )}+ 2 L {y(t )} = L{ t − t u (t − 1) }
L {y ' (t )}+ 2 L {y(t )} = L {t} − L{ t u (t − 1) }
Lembrando que
L {t n f (t )} = (− 1)n
temos que:
dn
F(s ) , onde F(s ) = L {f (t )} , e que
ds n
sY(s ) − y(0 ) + 2Y(s ) =
1
d  e −s 
−
−
1
(
)
 
ds  s 
s2
sY(s ) − y(0 ) + 2Y(2 ) =
1
d  e −s 
−
(
−
1
)
 
ds  s 
s2
(s + 2)Y(s ) =
Y(s ) =
L{u (t − a ) } = e
− as
s
,
1 (s + 1)e −s
−
s2
s2
1
s + 1 −s
e
− 2
s (s + 2 ) s (s + 2)
(4.11.1.9)
2
Polos de ordem um: s = −2
Polos de ordem dois: s = 0
Decompondo (4.11.1.9) em frações parciais:
215
1
As + B
C
1
1
1
=
+
⇒ A = − ,B = ,C =
2
s+2
4
2
4
s (s + 2 )
s
2
s +1
As + B
C
1
1
1
+
⇒ A = ,B = ,C = −
=
2
s+2
4
2
4
s (s + 2 )
s
2
Y(s ) = −
1 s 1 1 1 1
 1 s 1 1 1 1  −s
+
+
− 2 +
−
e
2
2
4s
2s
4 s + 2 4 s
2 s 2 4 s + 2 
Y(s ) = −
11 1 1 1 1
1 1 - s 1 1 −s 1 1 −s
+ 2+
−
e − 2e +
e
4s 2s
4 s+2 4 s
2s
4 s+2
(4.11.1.10)
Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.1.10):
1 
+
s + 2 
L −1 {Y(s )} = − 1 L −1 1  + 1 L −1  12  + 1 L −1 
4
−
s 
2
s 
4
1 −1 1 -s  1 −1  1 −s  1 −1  1 −s 
L  e − L  2 e + L 
e 
4
s  2
s
 4
s + 2 
{
(4.11.1.11)
}
Lembrando que L −1 e − as F(s ) = f (t − a ) u (t − a ) , obtemos de (4.11.1.11) a solução da equação
diferencial ordinária de primeira ordem.
1 1
1
1
1
1
y(t ) = − + t + e −2 t − u (t − 1) − (t − 1) u (t − 1) + e − 2( t −1) u (t − 1)
4 2
4
4
2
4
1 1
1
1
1

1
y(t ) = − + t + e −2 t − u (t − 1)  + t − 1 − e −2 (t −1) 
4 2
4
2
2
2


1 1
1
1
1
 1

y(t ) = − + t + e −2 t − u (t − 1) − + t − e −2( t −1) 
4 2
4
2
2
 2

1 −2t
 1 1
− 4 + 2 t + 4 e , 0 ≤ t < 1
y (t ) = 
 1 e − 2 t + 1 e −2 t + 2 ,
t ≥1
 4
4
Exercício
Verifique que (4.11.1.12) é solução de (4.11.1.7).
216
(4.11.1.12)
Exemplo 3
A equação diferencial para a carga q (t ) em um capacitor em um circuito em série R-C é
R
d
1
q (t ) + q (t ) = E (t ) ,
dt
C
onde R é a resistência, C é a capacitância e E(t ) é a força eletromotriz (f.e.m).
Use as transformadas de Laplace para determinar a carga no capacitor em um circuito em série
R-C se q (0) = 0, R = 2,5 ohms, C = 0,08 farad e E(t ) é dada pelo gráfico da Figura 68.
Figura 68: Força eletromotriz – [17].
L {q(t )} = Q(s)
Escrevendo E(t ) de uma maneira compacta:
0, 0 ≤ t < 3
E (t ) = 
5, t ≥ 3
0, 0 ≤ t < 3
u (t − 3 ) = 
1, t ≥ 3
E(t ) = 5 u (t − 3)
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial ordinária de primeira
ordem:
0 2,5
d
25
q (t ) + q (t ) = 5 u (t − 3)
dt
2
(4.11.1.13)
L 2,5 d q(t ) + 12,5q(t ) = L{5u (t − 3) }

dt

217
d

2,5 L  q (t ) + 12,5 L {q(t )} = 5 L{u (t − 3) }
 dt

e −3s
2,5sQ(s ) − 2,5q(0 ) + 12,5Q(s ) = 5
s
−3s
(2,5s + 12,5)Q(s ) = 5 e
s
5e −3s
5e −3s
2e −3s
Q(s ) =
=
=
s(2,5s + 12,5) 2,5s(s + 5) s(s + 5)
(4.11.1.14)
Polos de ordem um: s = −5 , s = 0
Decompondo (4.11.1.14) em frações parciais:
1
A
B
1
1
= +
⇒ A = ,B = s(s + 5) s s + 5
5
5
 1 1 1 1  -3s
Q(s ) = 2  −
e
5 s 5 s + 5
(4.11.1.15)
Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.1.15):
L −1 {Q(s )} = L −1 2 1 1 − 1
 5 s
1  -3s 
e 
5 s + 5 

L −1 {Q(s )} = 2 L −1 1 e -3s  − 2 L −1 
5
s
5

1 -3s 
e 
s + 5

{
(4.11.1.16)
}
Usando em (4.11.1.16) a propriedade L −1 e − as F(s ) = f (t − a ) u (t − a ) , obtemos a solução da
equação diferencial ordinária de primeira ordem.
2
2
u (t − 3) − u (t − 3)e −5(t −3 )
5
5
2
q (t ) = u (t − 3) 1 − e −5( t −3)
5
q (t ) =
[
(4.11.1.17)
]
0, 0 ≤ t < 3


q (t ) =  2
−5( t −3 )
,
t≥3
 5 1 − e
[
]
Exercício
Verifique que (4.11.1.17) é solução de (4.11.1.13).
218
4.11.2 – Equações diferenciais ordinárias com coeficientes variáveis
Exemplo
ty " (t ) + (1 − 2t )y ' (t ) − 2 y(t ) = 0

y(0 ) = 1
 '( )
y 0 = 2
(4.11.2.1)
L {y(t )} = Y(s )
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial ordinária de segunda
ordem, obtemos:
L {ty " (t )}+ L {y ' (t )}− 2 L {ty ' (t )}− 2 L {y(t )} = L {0}
(4.11.2.2)
Devemos lembrar que:
L {tf (t )} = − d F(s )
ds
L {y " (t )} = s 2 Y(s ) − sy(0) − y ' (0) = s 2 Y(s ) − s − 2
L {ty " (t )} = − d [s 2 Y(s ) − s − 2] = −2sY(s ) + s 2
ds
d
d

Y(s ) − 1 = −2sY(s ) − s 2 Y(s ) + 1
ds
ds


L {y ' (t )} = sY(s ) − y(0) = sY(s ) − 1
L {ty ' (t )} = − d [sY(s ) − 1] = − Y(s ) + s d Y(s ) = −Y(s ) − s
ds

ds

d
Y(s )
ds
Voltando a (4.11.2.2):
− 2sY(s ) − s 2
(− s
2
+ 2s
− s(s − 2 )
s(s − 2 )
d
d
Y(s ) + 1 + sY(s ) − 1 + 2Y(s ) + 2s Y(s ) − 2Y(s ) = 0
ds
ds
) dsd Y(s) − sY(s ) = 0
d
Y(s ) − sY(s ) = 0
ds
d
Y(s ) + sY(s ) = 0 EDO linear de primeira ordem homogênea
ds
Separando variáveis em (4.11.2.3), chegamos a:
219
(4.11.2.3)
dY(s )
sY(s )
1 dY(s )
1
=−
⇒
=−
ds
s(s − 2 )
Y(s ) ds
s−2
d
[ln Y(s) ] = − 1
ds
s−2
(4.11.2.4)
Integrando (4.11.2.4), temos que:
ln Y(s ) = − ln (s − 2 ) + C1
Y(s ) = e − ln (s −2 )+C1
−1
−1
Y(s ) = e C1 e ln (s −2 ) = C(s − 2 ) =
C
s−2
(4.11.2.5)
Polos de ordem um: s = 2
Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.2.5):
C 

s − 2 
L −1 {Y(s )} = L −1 
 1 
2t
y(t ) = C L −1 
 = Ce
s − 2 
(4.11.2.6)
Para determinar a constante C em (4.11.2.6) usamos a condição inicial y(0 ) = 1 :
y(0) = Ce 2(0 ) = 1 ⇒ C = 1
(4.11.2.7)
Substituindo (4.11.2.7) em (4.11.2.6), obtemos a solução da equação diferencial ordinária.
y(t ) = e 2 t
(4.11.2.8)
Exercício
Verifique que (4.11.2.8) é solução de (4.11.2.1).
220
4.11.3 – Equações diferenciais ordinárias simultâneas
Exemplo
 x ' (t ) + y ' (t ) = t
 "
−t
 x (t ) − y (t ) = e

x (0 ) = 3
x ' (0 ) = −2

y(0 ) = 0
(4.11.3.1)
L {x (t )} = X(s ) , L {y(t )} = Y(s )
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à primeira equação diferencial ordinária:
L {x ' (t )}+ L {y ' (t )} = L {t}
sX(s ) − x (0 ) + sY(s ) − y(0 ) =
sX(s ) − 3 + sY(s ) =
sX(s ) + sY(s ) =
1
s2
1
s2
1
+3
s2
(4.11.3.2)
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à segunda equação diferencial ordinária:
L {x " (t )}− L {y(t )} = L {e − t }
s 2 X(s ) − sx (0) − x ' (0 ) − Y(s ) =
s 2 X(s ) − 3s + 2 − Y(s ) =
s 2 X(s ) − Y(s ) =
1
s +1
1
s +1
1
+ 3s − 2
s +1
(4.11.3.3)
Solucionando o sistema composto pelas equações (4.11.3.2) e (4.11.3.3):
1

sX(s ) + sY(s ) = s 2 + 3

s 2 X(s ) − Y(s ) = 1 + 3s − 2

s +1
Multiplicando (4.11.3.2) por (-s) e somando o produto a (4.11.3.3):
221
(
)
− s 2 + 1 Y(s ) =
Y(s ) =
1
1
+ 3s − 2 − − 3s
s +1
s
1
1
2
−
+ 2
2
s s + 1 (s + 1) s + 1 s + 1
(
2
)
(
(4.11.3.4)
)
Polos de ordem um: s = −1 , s = 0 , s = i , s = −i
Decompondo (4.11.3.4) em frações parciais:
1
A Bs + C
= + 2
⇒ A = 1, B = -1, C = 0
s
s s +1
s +1
(
2
)
1
D
Es + F
1
1
1
=
+ 2
⇒ D = − ,E = ,F= −
2
2
2
2
(s + 1)(s + 1) s + 1 s + 1
1
s
1 1
1 s
1 1
2
Y(s ) = − 2
−
+
−
+ 2
2
2
s s +1 2 s +1 2 s +1 2 s +1 s +1
−
1 1 1
3 1
1 s
Y(s ) = −
+
−
2
s 2 s +1 2 s +1 2 s2 +1
(4.11.3.5)
Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.3.5):
L −1 {Y(s )} = L −1 1 − 1
s
1
3 1
1 s 
+ 2
− 2 
2 s + 1 2 s + 1 2 s + 1
L −1 {Y(s )} = L −1 1  − 1 L −1 
s 
2
1  3 −1  1  1 −1  s 
+ L  2
− L  2 
 s + 1 2
 s + 1 2
 s + 1
1
3
1
y(t ) = 1 − e − t + sen (t ) − cos(t )
2
2
2
Usando as equações (4.11.3.2) e (4.11.3.5) para determinar X(s ) :
1
+3
s2
1 3
X(s ) = −Y(s ) + 3 +
s s
sX(s ) = −sY(s ) +
1 1 1
3 1
1 s
1 3
X(s ) = − +
−
+
+ 3+
2
2
s 2 s +1 2 s +1 2 s +1 s
s
X(s ) =
2 1 1 1
3 1
1 s
+ 3+
−
+
2
s s
2 s +1 2 s +1 2 s2 +1
Polos de ordem um: s = −1 , s = i , s = −i
222
(4.11.3.6)
Polos de ordem três: s = 0
Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.3.6):
L −1 {X(s )} = L −1  2 + 13 + 1
s
1
3 1
1 s 
− 2
+ 2 
2 s + 1 2 s + 1 2 s + 1
s
L −1 {X(s )} = 2 L −1 1  + L −1  13  + 1 L −1 
s 
s 
2
1  3 −1  1  1 −1  s 
− L  2
+ L  2 
 s + 1
 s + 1 2
 s + 1 2
1
1
3
1
x (t ) = 2 + t 2 + e − t − sen (t ) + cos(t )
2
2
2
2
Assim, a solução do sistema de equações diferenciais ordinárias é dada por:
x (t ) = 2 +
1 2 1 −t 3
1
t + e − sen (t ) + cos(t )
2
2
2
2
(4.11.3.7)
1
3
1
y(t ) = 1 − e − t + sen (t ) − cos(t )
2
2
2
(4.11.3.8)
Exercício
Verifique que (4.11.3.7) e (4.11.3.8) satisfazem (4.11.3.1).
4.11.4 – Equações diferenciais parciais
Dada u (x , t ) , fixamos a variável x e deixamos a variável t livre. Dessa forma:
L {u (x, t )} =
∫
∞
u (x , t ) e -st dt = U(x , s )
0
L  ∂ u (x, t ) = L  d u (x, t ) = sU(x, s ) − u (x,0)
 ∂t

2
 dt





 dt
2

L  ∂ 2 u (x, t ) = L  d 2 u (x, t ) = s 2 U(x, s ) − su (x,0) − u t (x,0)
 ∂t
L  ∂ u (x, t ) =
 ∂x


d
U (x , s )
dx
(4.11.4.1)
223

2

 ∂x

L  ∂ 2 u (x, t ) =
d2
U (x , s )
dx 2
(4.11.4.2)
Obtemos (4.11.4.1) e (4.11.4.2) derivando sob o sinal de integração (regra de Leibniz).
Exemplo 1
u t = u xx
 ( )
u x,0 = 3sen (2π x )

u (0, t ) = 0
u (1, t ) = 0
0 < x < 1, t > 0
0 < x <1
t>0
t>0
(4.11.4.3)
L {u (x, t )} = U(x, s )
L {u (0, t )} = U(0, s ) = 0
L {u (1, t )} = U(1, s ) = 0
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial parcial (equação do
calor):
L {u t (x, t )} = L {u xx (x, t )}
sU(x , s ) − u (x ,0 ) =
d 2 U (x , s )
dx 2
sU(x , s ) − 3sen (2π x ) =
d 2 U (x , s )
dx 2
d 2 U (x , s )
− sU(x , s ) = −3sen (2π x )
dx 2
EDO linear de segunda
ordem não homogênea
(4.11.4.4)
Família de soluções a dois parâmetros para a edo (4.11.4.4):
U(x , s ) = C1e sx + C 2 e − sx + C 3sen (2π x )
1442443 14243
hom ogênea
d
U ( x , s ) = C1 s e
dx
d2
U(x , s ) = C1se
dx 2
sx
sx
(4.11.4.5)
particular
− C 2 se −
+ C 2 se −
sx
sx
+ 2πC 3 cos(2π x )
− 4π 2 C 3sen (2π x )
224
(4.11.4.6)
Substituindo (4.11.4.5) e (4.11.4.6) em (4.11.4.4), obtemos:
− 4π 2 C 3 sen (2π x ) − sC 3 sen (2π x ) = −3sen (2π x )
(− 4π
2
)
C3 =
3
s + 4π 2
− s C 3 = −3
Logo:
U (x , s ) = C 1 e
sx
sx
+ C2e−
+
3
sen (2π x )
s + 4π 2
(4.11.4.7)
Determinando as constantes C1 e C 2 por intermédio das condições de contorno:
x = 0 em (5) ⇒ U(0, s ) = C1 + C 2 = 0 ⇒ C1 = −C 2
(4.11.4.8)
x = 1 em (5) ⇒ U(1, s ) = C1e
(4.11.4.9)
s
+ C 2e −
s
=0
Substituindo (4.11.4.8) em (4.11.4.9), obtemos:
s
− C2e
+ C2e−
s
=0
1 − e2

=
0
⇒
2
 e s

C 2 = 0 ⇒ C1 = 0
123
(− e
s
+ e−
s
)C
s

C 2 = 0


s ≠0
Assim:
U (x , s ) =
3
sen (2π x )
s + 4π 2
(4.11.4.10)
Polos de ordem um: s = −4π 2
Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.4.10):
3 
2
 s + 4π 
L −1 {U(x, s )} = sen (2π x ) L −1 
L −1 {U(x, s )} = 3sen (2π x ) L −1 

1
2 
 s − − 4π 
(
)
2
u (x, t ) = 3sen (2π x )e −4 π t
(4.11.4.11)
225
Exercício
Verifique que (4.11.4.11) é solução de (4.11.4.3).
Exemplo 2
u tt (x, t ) = 4u xx (x , t )
u (0, t ) = u (2, t ) = 0


u (x,0) = 8sen (4πx ) − 12sen (6πx )
u t (x,0) = 0
0 < x < 2, t > 0
t >0
0<x<2
0<x<2
Condições de contorno:
L {u(0, t )} = U(0, s ) = L {0} = 0
L {u(2, t )} = U(2, s ) = L {0} = 0
(4.11.4.12)
(4.11.4.13)
Equação diferencial parcial:
L {u (x, t )} = L {4u (x, t )}
tt
xx
s 2 U(x , s ) − su (x,0) − u t (x ,0 ) = 4
4
d
U (x , s )
dx 2
d
U(x, s ) − s 2 U(x , s ) = −s[8sen (4πx ) − 12sen (6πx )]
2
dx
d
s2
U(x , s ) − U(x, s ) = −2s sen (4πx ) + 3s sen (6πx )
4
dx 2
(4.11.4.14)
Família de soluções da equação diferencial ordinária (4.11.4.14):
s
s
− x
x
U(x , s ) = C1e 2 + C 2 e 2 + C 3sen (4πx ) + C 4 sen (6πx )
1442443 14444244443
solução homogênea
s
(4.11.4.15)
solução particular
s
x
− x
d
s
s
U(x, s ) = C1e 2 − C 2 e 2 + 4πC 3 cos(4πx ) + 6πC 4 cos(6πx )
dx
2
2
s
s
x
− x
d2
s2
s2
2
(
)
U
x
,
s
=
C
e
+
C 2 e 2 − 16π 2 C 3 sen (4πx ) − 36π 2 C 4 sen (6πx )
1
2
4
4
dx
Substituindo (4.11.4.15) e (4.11.4.16) em (4.11.4.14), temos que:
226
(4.11.4.16)
− 16π 2 C 3 sen (4πx ) − 36π 2 C 4 sen (6πx ) − C 3
− C4
s2
sen (4πx ) +
4
s2
sen (6πx ) = −2s sen (4πx ) + 3s sen (6πx )
4


s2 
s2 
 − 16π 2 − C 3 sen (4πx ) +  − 36π 2 − C 4 sen (6πx ) = −2s sen (4πx ) + 3s sen (6πx ) (4.11.4.17)
4
4


Comparando os “lados” de (4.11.4.17), concluímos que:

s2 
8s
 − 16π 2 − C 3 = −2s ⇒ C 3 = 2
4
s + 64π 2

(4.11.4.18)

s2 
12s
 − 36π 2 − C 4 = 3s ⇒ C 4 = − 2
4
s + 144π 2

(4.11.4.19)
Substituindo (4.11.4.18) e (4.11.4.19) em (4.11.4.15):
s
x
U (x , s ) = C 1 e 2 + C 2 e
s
− x
2
+
8s
12s
sen (4πx ) − 2
sen (6πx )
2
s + 64π
s + 144π 2
2
(4.11.4.20)
Calculando as constantes C1 e C 2 :
1. Considerando x = 0 em (4.11.4.20) e utilizando (4.11.4.12):
U(0, s ) = C1 + C 2 = 0 ⇒ C1 = −C 2
(4.11.4.21)
2. Considerando x = 2 em (4.11.4.20) e utilizando (4.11.4.13):
U(2, s ) = C1e s + C 2 e −s = 0
(4.11.4.22)
Substituindo (4.11.4.21) em (4.11.4.22):
1

− C 2 e s + C 2 e −s = 0 ⇒ C 2  s − e s  = 0 ⇒ C 2 1 − e 2s = 0 ⇒ C 2 = 0 (s ≠ 0 )
e

(
)
C 2 = 0 ⇒ C1 = 0
(4.11.4.23)
Substituindo (4.11.4.23) em (4.11.4.20), temos a solução da EDO.
U (x , s ) =
8s
12s
sen (4πx ) − 2
sen (6πx )
2
s + 64π
s + 144π 2
2
L {U(x, s )} = u(x, t )
−1
227
s
s




u (x, t ) = 8sen (4πx ) L −1  2
− 12sen (6πx ) L −1  2
2 
2 
 s + 64π 
 s + 144π 
u (x, t ) = 8sen (4πx ) cos(8π t ) − 12sen (6πx ) cos(12π t )
(4.11.4.24)
Verificando que a solução (4.11.4.24) satisfaz de fato o problema de valor inicial e de contorno:
Equação diferencial parcial:
u t (x , t ) = −64πsen (4πx )sen (8π t ) + 144πsen (6πx )sen (12π t )
u tt (x , t ) = −512π 2 sen (4πx ) cos(8π t ) + 1728π 2 sen (6πx ) cos(12π t )
u x (x , t ) = 32π cos(4πx ) cos(8π t ) − 72π cos(6πx ) cos(12π t )
u xx (x, t ) = −128π 2 sen (4πx ) cos(8π t ) + 432π 2 sen (6πx ) cos(12π t )
4u xx (x , t ) = −512π 2 sen (4πx ) cos(8π t ) + 1728π 2 sen (6πx ) cos(12π t )
Logo, u tt (x , t ) = 4u xx (x, t ) .
Condições de contorno:
Considerando x = 0 e x = 2 em (4.11.4.24):
u (0, t ) = u (2, t ) = 0
Condições iniciais:
Considerando t = 0 em (4.11.4.24) e (4.11.4.25):
u (x,0) = 8sen (4πx ) − 12sen (6πx )
u t (x ,0 ) = 0
Gráfico da superfície que define a solução (4.11.4.24):
228
(4.11.4.25)
Figura 69: Gráfico de f (x ) = 8sen(4πx ) cos(8π t ) − 12sen(6πx ) cos(12π t ) , 0 < x < 2 , 0 < t < 10 .
4.12 – Solução de equações íntegro-diferenciais
Exemplo
t

4
y(u ) du + y ' (t ) =
 0

y(0 ) = 1
∫
∫
t
y(u ) cos(t − u ) du
0
(4.12.1)
L {y(t )} = Y(s )
4
∫
t
y(u ) du + y ' (t ) = y(t ) ∗ cos(t )
(4.12.2)
0
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação íntegro-diferencial (4.12.2):

L 4



4L 

4
∫
∫
t


y(u ) du + y ' (t ) = L {y(t ) ∗ cos(t )}

t


y(u ) du  + L y ' (t ) = L {y(t ) ∗ cos(t )}

0
{ }
0
Y(s )
s
+ sY(s ) − y(0 ) = Y(s ) 2
s
s +1
229
s 
4
 +s− 2
Y(s ) = 1
s +1
s
4s 2 + 4 + s 4 + s 2 − s 2
Y(s ) = 1
s s2 +1
(
)
(s + 2) Y(s ) = 1
s(s + 1)
2
2
2
Y(s ) =
s(s 2 + 1)
(s
(4.12.3)
+ 2)
2
2
Polos de ordem dois: s = − 2 i , s = 2 i
Decompondo (4.12.3) em frações parciais:
Y(s )
s2 +1
As + B Cs + D
=
=
+ 2
2
2
s
s +2
s2 + 2
s2 + 2
(
)
(
(4.12.4)
)
s 2 + 1 = As + B + C(s 3 + 2s ) + D(s 2 + 2 )
s 2 + 1 = Cs 3 + Ds 2 + (A + 2C )s + (B + 2D )
C = 0 D = 1 A + 2C = 0 ⇒ A = 0 B + 2D = 1 ⇒ B = -1
Voltando a (4.12.4):
Y(s )
1
=−
s
s2 + 2
(
Y(s ) = −
2
+
1
s +2
2
+
s
s +2
)
s
(s
2
+2
)
2
(4.12.5)
2
Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.12.5):

L −1 {Y(s )} = L −1 −

Como

 s 
+ L −1  2


s + 2 
s 2 + 2 
s
(
)
2
d  1 
2s
,
=−
2
2


2
ds  s + 2 
s +2
(
)
L {cos(
)}
2t =
s
,
s +2
2
L {sen (
L −1 {F (n ) (s )} = (− 1)n t n f (t ) , temos como solução da equação íntegro-diferencial
230
)}
2t =
2
s +2
2
e
y (t ) = −
1
2 2
( )
( )
t sen 2 t + cos 2 t
( )
y(t ) = cos 2 t −
2
t sen 2 t .
4
( )
(4.12.6)
Exercícios
01. Verifique que (4.12.6) é solução de (4.12.1).
02. Empregando as transformadas de Laplace, solucione o seguinte problema de valor inicial:
y " (t ) − 3y ' (t ) + 2 y(t ) = 4 t + 12e − t

y(0 ) = 6
 '( )
y 0 = −1
R.: y(t ) = 3e t − 2e 2 t + 2 t + 3 + 2e − t
03. Usando as transformadas de Laplace, solucione o sistema de equações diferenciais
x ' (t ) − y ' (t ) − 2 x + 2 y = sen (t )
 "
x (t ) + 2 y ' (t ) + x = 0
sujeitas às condições iniciais x (0 ) = x ' (0) = y(0 ) = 0 .
R.: x (t ) =
1 −t 4 2t 1 −t 2
1
1
1
1
e + e + te − sen (t ) − cos(t ) e y(t ) = te − t + e − t − e 2 t
9
45
3
5
5
3
9
9
04. A carga instantânea q (t ) no capacitor em um circuito em série L-C-R (indutor-capacitor-resistor) é
dada pela equação diferencial ordinária de segunda ordem
d 2 q (t )
dq (t ) 1
L
+R
+ q (t ) = E (t ) ,
2
dt
C
dt
onde E(t ) é força eletromotriz.
Use as transformadas de Laplace para determinar a carga q (t ) e a corrente i(t ) em um circuito em
série no qual L = 1henry , R = 20ohms , C = 0,01farad , E(t ) = 120sen (10t ) , q (0) = 0 e i(0 ) = 0 . Qual é
a corrente estacionária?
3
3
R.: q (t ) = e −10 t + 6te −10 t − cos(10t )
5
5
−10 t
i(t ) = −60 te
+ 6sen (10 t )
corrente estacionária: 6sen (10t )
231
4.13 – Exercícios resolvidos
01. Um determinado sistema é regido pela equação diferencial
y '' (t ) − 3y ' (t ) + 4 y(t ) = g (t ) ,
sujeita às condições iniciais y(0) = 1 e y ' (0 ) = 5 . Empregando a transformada de Laplace unilateral e
suas propriedades, determine a resposta y(t ) desse sistema quando g (t ) = t , t > 0 .
Notação: L {y(t )} = Y(s )
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial ordinária, linear, de segunda
ordem, não homogênea:
s 2 Y(s ) − sy(0) − y ' (0) − 3sY(s ) + 3y(0 ) + 4Y(s ) =
(s
2
)
− 3s + 4 Y(s ) =
Y(s ) =
1
1 + s 3 + 2s 2
+
s
+
5
−
3
=
s2
s2
s 3 + 2s 2 + 1
A B
Cs + D
= 2 + + 2
2 2
s s − 3s + 4
s (s − 3s + 4 ) s
( )
lim(4.13.1) s 2 ⇒ A =
s→0
1
s2
(4.13.1)
1
4
1 2
(
s − 3s + 4) + Bs(s 2 − 3s + 4) + (Cs + D )s 2
s 3 + 2s 2 + 1
1 1 B
Cs + D
=
+ +
= 4
s 2 (s 2 − 3s + 4 ) 4 s 2 s s 2 − 3s + 4
s 2 (s 2 − 3s + 4 )
s 3 + 2s 2 + 1 =
1 2
(
s − 3s + 4 ) + B(s 3 − 3s 2 + 4s ) + (Cs 3 + Ds 2 )
4
1

 3

s 3 + 2s 2 + 1 = (B + C )s 3 +  − 3B + D s 2 +  − + 4B s + 1
4

 4

−
3
3
3
+ 4 B = 0 ⇒ 4B = ⇒ B =
4
4
16
1
1 9
32 − 4 + 9
37
− 3B + D = 2 ⇒ D = 2 − + ⇒ D =
⇒D=
4
4 16
16
16
B + C = 1 ⇒ C = 1−
3
13
⇒C=
16
16
232
Retornando a (4.13.1):
Y(s ) =
1 1
3 1 13
s
37
1
+
+
+
2
2
2
4s
16 s 16 s − 3s + 4 16 s − 3s + 4
(4.13.2)
Completando quadrados na equação (4.13.2) tem-se que:
3 3
s− +
1 1
3 1 13
1
2 2 + 37
Y(s ) =
+
+
2
2
2
4s
16 s 16 
3
7 16 
3
7
s −  +
s −  +
2
4
2
4


Y(s ) =
s−
3
2
1 1
3 1 13
37
1
39
1
+
+
+
+
2
2
2
2
4s
16 s 16 
3
7 16 
3
7 32 
3
7
s −  +
s −  +
s −  +
2
4
2
4
2
4



7
1 1
3 1 13
113 2
2
Y(s ) =
+
+
+
2
2
2
4s
16 s 16 
32
7
3
7
3
7

s
−
+
s
−



 +
2
4
2
4


s−
3
2
{
}
Como y(t ) = L −1 {Y(s )} e L e at y(t ) = e − as Y(s ) , tem-se que:
y (t ) =
3
 7  113 7 32 t  7 
3 1
13 t
+ t + e 2 cos
t  +
e sen
t 
16 4 16
2
112
2




02. Solucione a equação integral de Volterra abaixo empregando a transformada de Laplace unilateral e
suas propriedades.
y(t ) = 1 − senh (t ) +
∫
t
(θ + 1)y(t − θ)dθ
0
Notação: L {y(t )} = Y(s )
y(t ) = 1 − senh (t ) + (t + 1) ∗ y(t )
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação integral:
1
1
 1 1
Y(s ) = − 2
+  2 + Y(s )
s s −1  s
s
233
1 1
1
1

1 − 2 − Y(s ) = − 2
s
s s −1
 s
s2 −1− s
s2 −1− s
Y(s ) =
s2
s s2 −1
(
)
s2 −1 − s
s2
s
Y(s ) =
= 2
2
2
s s −1 s −1− s s −1
(
)
Como y(t ) = L −1 {Y(s )} , tem-se que:
y(t ) = cosh (t )
03. Solucione a equação integral abaixo empregando a transformada de Laplace unilateral e suas
propriedades.
y(t ) = cos(2t ) + t + 1 +
∫
t
y(θ )(t − θ)dθ
0
Notação: L {y(t )} = Y(s )
y(t ) = cos(2t ) + t + 1 + y(t ) ∗ t
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação integral:
Y(s ) =
s
1 1
1
+ 2 + + Y(s ) 2
s
s +4 s
s
2
1
s
1 1

+ 2+
1 − 2 Y(s ) = 2
s +4 s
s
 s 
s2 −1
s
1 1
Y(s ) = 2
+ 2 +
2
s
s
s +4 s
Y(s ) =
s3
1
s
+ 2
+ 2
2
2
s −1 s + 4 s −1 s −1
(
)(
(4.13.3)
)
Decompondo em frações parciais:
s3
As + B Cs + D
= 2
+ 2
2
2
s −1 s + 4
s −1
s +4
(
)(
)
234
(
)
(
)
s 3 = (As + B) s 2 + 4 + (Cs + D ) s 2 − 1
s 3 = As 3 + 4As + Bs 2 + 4B + Cs 3 − Cs + Ds 2 − D
s 3 = (A + C )s 3 + (B + D )s 2 + (4A − C )s + (4B − D )
 A + C =1
1
4
⇒A= ⇒C=

5
5
4A − C = 0
 B+D = 0
⇒B=0⇒D=0

4B − D = 0
Retornando à equação (4.13.3):
Y(s ) =
1 s
4 s
1
s
+
+ 2
+ 2
2
2
5 s −1 5 s + 4 s −1 s −1
Y(s ) =
6 s
4 s
1
+
+ 2
2
2
5 s −1 5 s + 4 s −1
Como y(t ) = L −1 {Y(s )} , tem-se que:
y (t ) =
6
4
cosh (t ) + cos(2 t ) + senh (t )
5
5
04. Uma partícula se move ao longo de uma linha de modo que seu afastamento x de um ponto fixo 0
em um tempo qualquer t seja dado por
x " (t ) + 3x ' (t ) + 3x (t ) = 30sen (2 t ) .
a) Se em t = 0 a partícula está em repouso em x = 0 , determine seu afastamento x (t ) em um
tempo qualquer t > 0 empregando a transformada de Laplace unilateral e suas propriedades.
x " (t ) + 3x ' (t ) + 3x (t ) = 30sen (2t )

x (0 ) = 0
 '( )
x 0 = 0
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial ordinária tem-se que:
L {x " (t ) + 3x ' (t ) + 3x (t )} = L {30sen (2t )}
235
Notação: L {x (t )} = X(s )
2
s +4
s 2 X(s ) − sx (0) − x ' (0 ) + 3sX(s ) − 3x (0) + 3X(s ) = 30
(s
2
+ 3s + 3)X(s ) =
X(s ) =
2
60
s +4
2
60
As + B
Cs + D
= 2
+ 2
2
s + 4 s + 3s + 3
s + 4 s + 3s + 3
(
)(
2
(4.13.4)
)
60 = (As + B)(s 2 + 3s + 3) + (Cs + D )(s 2 + 4 )
60 = As 3 + 3As 2 + 3As + Bs 2 + 3Bs + 3B + Cs 3 + 4Cs + Ds 2 + 4D
60 = (A + C )s 3 + (3A + B + D ) s 2 + (3A + 3B + 4C )s + (3B + 4D )
+ C
 A
3A + B
+ D


3A + 3B + 4C

3B
+ 4D
= 0
= 0
= 0
= 60
1
3

3

0
0
1
3
3
0 1
1 −3
3 1
3 0
1
0

0

0
0 1
1 −3
1
0
4
0
0
1
0
9
0
1
0
4
| 0
| 0 
~
| 0

| 60
0
1
3
−
10
1
|
|
1
0

0

0
0
0 
~
| 0

| 60
1
0

0


0

0
1
0
4
0 1
1 −3
0
1
0
0
| 0
| 0 
~
| 0

| 60
0
1
3
−
10
37
10
1
0

0

0
|
|
0
0 
| 0


| 60

37
600
D = 60 ⇒ D =
10
37
C−
3
3 600
180
D =0⇒C−
=0⇒C=
10
10 37
37
B − 3C + D = 0 ⇒ B − 3
0 1
0
1 −3 1
0 10 − 3
0 9
1
180 600
60
+
=0⇒B=−
37
37
37
236
| 0
| 0 
| 0

| 60
A+C=0⇒ A+
180
180
=0⇒A=−
37
37
Voltando a (4.13.4):
X(s ) = −
180 s
60 1
180
s
600
1
−
+
+
2
2
2
2
37 s + 4 37 s + 4 37 s + 3s + 3 37 s + 3s + 3

Completando quadrados: s + 3s + 3 =  s +

2
X(s ) = −
180 s
30 2
180
−
+
2
2
37 s + 4 37 s + 4 37 
s +

2
3
3
 +
2
4
s
2
3
3
 +
2
4
+
600
37 
s +

3 3
−
180 s
30 2
180
2
2 + 600
X(s ) = −
−
+
2
2
2
37 s + 4 37 s + 4 37 
3
3 37 
s +  +
s +
2
4


s+
3
s+
180 s
30 2
180
270
2
X(s ) = −
−
+
−
2
2
2
37 s + 4 37 s + 4 37 
3
3 37 
s +  +
s +
2
4


600
1
+
2
37 
3
3
s +  +
2
4

X(s ) = −
s+
1
2
3
3
 +
2
4
1
2
3
3
 +
2
4
1
2
3
3
 +
2
4
+
3
2
180 s
30 2
180
330
1
−
+
+
2
2
2
2
37 s + 4 37 s + 4 37 
3
3 37 
3
3
s
+
+
s
+



 +
2
4
2
4


3
3
s+
180 s
30 2
180
330
2
2
2
X(s ) = −
−
+
+
2
2
37 s 2 + 4 37 s 2 + 4 37 
37
3
3
3
3
3

s +  +
s +  +
2
4
2
4


237
3
180 s
30 2
180
220 3
2
−
+
+
X(s ) = −
2
2
2
2
37 s + 4 37 s + 4 37 
37 
3
3
3
3
s +  +
s +  +
2
4
2
4


s+
{
3
2
}
Lembrando que L e at x (t ) = X(s − a ) , tem-se que:
L −1 {X(s )} = − 180 cos(2t ) − 30 sen(2t ) + 180 e
37
37
3
− t
2
37
 3  220 3 − 32 t  3 
cos
t  +
e sen 
t 
2
37
2




3
 3 
 3 
30
20 − 2 t 
x (t ) = − [6 cos(2 t ) + sen (2 t )] + e 9 cos
t  + 11 3sen
t 
37
37
2
2





b) Plote o gráfico da função x (t ) , identificando o termo transitório e o termo de regime
permanente. Faça comentários pertinentes.
y
x
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
Figura 70: Gráfico de
x (t ) = −
3
− t




30
[6 cos(2t ) + sen (2t )] + 20 e 2 9 cos 3 t  + 11 3sen 3 t  , t ∈ [0,20] .
37
37

 2 
 2 
3
 3 
 3 
20 − 2 t 
Termo transiente:
e 9 cos
t  + 11 3sen 
t 
37
2
2





Termo de regime permanente: −
30
[6 cos(2t ) + sen (2t )]
37
238
y
x
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
3
 3 
 3 
20 − 2 t 
Figura 71: Gráfico do termo transiente
e 9 cos
t  + 11 3sen
t  , t ∈ [0,20] .
37
2
2





y
x
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
Figura 72: Gráfico do termo de regime permanente −
14
15
16
17
18
19
20
30
[6 cos(2t ) + sen (2t )] , t ∈ [0,20] .
37
Comentários: Percebe-se, pela Figura 71, que o termo transiente “contribui” para a solução até
t ≈ 3 . Após, a solução é dada pelo termo de regime permanente, como ilustram as Figuras 70 e 72.
239
4.14 – Exercícios complementares
01. Determine o valor das seguintes integrais impróprias:
a)
∫
∞
4
x e
−2 x
dx
b)
0
R.:
3
4
∫
∞
e
7
− x
2
senh (3x ) dx
c)
0
R.:
12
13
∫
∞
0
e −2 t − e −10 t
dt
t
R.: ln (5)
02. Calcule as seguintes integrais impróprias:
a)
∫
∞
0
e −3 t − e −6 t
dt
t
b)
∫
∞
0
cos(6 t ) − cos(4t )
dt
t
2
R.: ln 
3
R.: ln (2 )
03. Empregando a transformada de Laplace e suas propriedades, calcule a integral abaixo.
∫
∞
0
sen 3 (t ) −
e
5t
3t
dt
π
120
R.:
04. Empregando a transformada de Laplace e suas propriedades, mostre que
∫
∞
0
e−
2t
senh (t )sen (t )
π
dt = .
t
8
05. Calcular:
{
}
s+4
s + 8s + 12
a) L e −4 t cosh (2 t )
R.: F(s ) =
 2s − 5 
b) L −1  2

s + 9 
5
R.: f (t ) = 2 cos(3t ) − sen (3t )
3
 se −2s 
c) L −1  2

 s + 3s + 2 
R.: f (t ) = 2e −2( t − 2 ) − e − ( t −2 ) u (t − 2)
2
{
240
}
06. Calcule a transformada de Laplace da função representada graficamente abaixo.
f(t)
2
1
t
2
R.: L {f (t )} =
4

1
1 e −2s
 2 + −
− 4e −4s 
2s 
s
s

07. Calcule a transformada de Laplace da função representada graficamente abaixo.
f(t)
2
t
2
R.: L {f (t )} =
1 −4s
e − e − 2s + 2s
2
s
(
4
)
08. Determine a transformada de Laplace da função representada graficamente na Figura 73.
Figura 73: Função periódica – [13].
1 − e − as − ase − as
R.: L {f (t )} =
tg (θ 0 )
s 2 1 − e −as
(
)
241
09. Seja f (t ) a função representada graficamente abaixo.
f(t)
5
2
3
7
t
a) Expresse f (t ) de forma compacta usando a função degrau unitário.
29 
 3
R.: f (t ) =  − t +  [u (t − 3) − u (t − 7 ) ]
4 
 4
b) Usando o item anterior, calcule L {f (t )}.
1
3
1
3
R.: L  5 −  e −3s −  2 −  e −7s
s
4s 
s
4s 
10. Seja f (t ) = e −2 t sen 2 (t ) cos(t ), t > 0 .
a) Determine F(s ) = L {f (t )} e identifique as singularidades de F(s ) .
R.: F(s ) =
1 s+2
1
s+2
−
2
4 (s + 2 ) + 1 4 (S + 2 )2 + 9
Singularidades: − 2 ± i, − 2 ± 3i
{
}
b) Represente geometricamente a região de convergência de F(s ) = L sen 2 (t ) cos(t ) .
∞
11. Sabendo que cos(t ) =
∑
n =0
(− 1)n t 2 n
(2n )!
1
, Γ(n + 1) = nΓ(n ) = n! e Γ  = π , determine
2
sua respectiva região de convergência.
1
R.:
π − 4s
e , Re(s ) > 0
s
242
L  cos(


)
t 
e
t 
∞
12. Sabendo que sen (t ) =
∑
n =0
(− 1)n t 2 n+1 , Γ(n + 1) = nΓ(n ) = n! e
(2n + 1)!
1
Γ  = π , determine
2
sua respectiva região de convergência.
π
R.:
2s
3
e
−
1
4s
, Re(s ) > 0
2
11s 3 − 47s 2 + 56s + 4 
13. Calcule L −1  4
.
3
 s − 4s + 16s − 16 
(
)
R.: f (t ) = e 2 t 2t 2 − t + 5 + 6e −2 t


s 3 + s 2 + 13s + 9
14. Determine L −1  4
.
3
2
 s + 4s + 10s − 12s − 39 
( )
R.: f (t ) = cosh 3t − e −2 t sen (3t )
15. Use as transformadas de Laplace para solucionar as seguintes equações:
 y " (t ) + y(t ) = 8 cos(t )

a)  y(0 ) = 1
 '( )
 y 0 = −1
 '
 y (t ) = 1 − sen (t ) −
b) 

 y(0 ) = 0
∫
 ∂u
∂ 2u
 =2 2
∂x
 ∂t
c) u (0, t ) = 0
u (5, t ) = 0

u (x,0) = 10sen (4πx )
R.:
U (x , s ) = C 1 e
s
x
2
R.: y(t ) = cos(t ) − sen (t ) + 4tsen (t )
t
y(u )du
R.: y(t ) = sen (t ) −
o
0 < x < 5, t > 0
t>0
t>0
0<x<5
+ C2e
s
x
2
−
u (x, t ) = 10sen (4πx )e −32π
2
+
10
sen (4π x )
s + 32π 2
t
243
1
tsen (t )
2
L {sen (
t
)} e
16. Usando as transformadas de Laplace e suas propriedades, determine a solução do seguinte
problema de valor inicial:
 y " (t ) − y ' (t ) − 2 y (t ) = t e t

 y(0 ) = 1
 '( )
y 0 = 2
R.: y(t ) =
4 2t 1 −t 1 t 1 t
e − e − te − e
3
12
2
4
17. Empregando as transformadas de Laplace, determine a solução do seguinte problema de valor
inicial:
 y " (t ) + 6 y ' (t ) − y(t ) = cosh (4t )e −3 t

 y(0 ) = 0
 '( )
y 0 = 3
1

1
3 10
R.: y(t ) = e −3t  cosh (4 t ) − cosh 10t +
senh 10 t 
6
10
6

(
)
(
)
18. Usando as transformadas de Laplace e suas propriedades, resolva o seguinte problema de valor
inicial (PVI):
 y " (t ) + 4 y ' (t ) + 13y(t ) = 2 t + 3e − 2 t cos(3t )

 y(0 ) = 0
 '( )
 y 0 = −1
R.: y(t ) = −
8
2
8 −2t
179 − 2 t
1
+ t+
e cos(3t ) −
e sen (3t ) + te − 2 t sen (3t )
169 13 169
507
2
19. Empregando as transformadas de Laplace e suas propriedades, solucione a equação íntegrodiferencial
1 '
y (t ) + 4 y(t ) + 40
10
∫
t
y(u ) du = f (t ) ,
0
sendo f (t ) a função representada graficamente abaixo e y(0 ) = 0 .
244
f(t)
10
t
10
R.: y(t ) = 100te −20 t + 100(t − 10 )e −20( t −10 ) u (t − 10)
20. Usando as transformadas de Laplace e suas propriedades, determine a solução do problema de valor
inicial
 y " (t ) + y ' (t ) − 2 y (t ) = f (t )

, sendo f (t ) a função representada graficamente abaixo.
 y(0 ) = 1
 '( )
y 0 = 2
f(t)
4
t
2
8
1
4
2
R.: y(t ) = −2 + e t + e − 2 t + 2 u (t − 2) − e t − 2 u (t − 2 ) − e − 2( t − 2 ) u (t − 2)
3
3
3
3
21. Empregando as transformadas de Laplace e suas propriedades, determine a solução geral da
equação diferencial ordinária com coeficientes variáveis
t y " (t ) − (t + 2) y ' (t ) + 3y(t ) = t − 1 ,
sujeita à condição inicial y(0) = 0 .
R.: y(t ) = Ct 3 +
1
t
2
22. Empregando as transformadas de Laplace e suas propriedades, solucione a equação íntegrodiferencial
245
y (t ) +
"
∫
t
y(u ) e 2( t − u )du = e t cosh (t ) ,
0
sujeita às condições iniciais y(0 ) = 3 e y ' (0 ) = −3 .
t
t
 5 
 5 
R.: y(t ) = −1 + 4e 2 cosh
t  − 2 5e 2 senh
t 
 2 
 2 
23. Usando as transformadas de Laplace e suas propriedades, solucione e equação diferencial parcial:
u t (x, t ) = u xx (x , t ) − 4u (x , t )

u (x ,0 ) = 6sen (x ) − 4sen (2 x )
u (0, t ) = u (π , t ) = 0

0 < x < π, t > 0
0< x <π
.
t>0
R.: u (x, t ) = 6e −5 t sen (x ) − 4e −8 t sen (2 x )
24. Empregando a transformada de Laplace unilateral e suas propriedades, solucione a equação
diferencial parcial a seguir.
u x (x , t ) − u t (x , t ) = 1 − e − t
0 < x < 1, t > 0
u (x , 0 ) = x
0 < x <1
R.: u (x, t ) = x + 1 − e − t
25. Um indutor de 3 henrys está em série com um resistor de 30 ohms e com uma f.e.m. dada por
150sen (20t ) . Supondo que em t = 0 a corrente é nula, use as transformadas de Laplace para determinar
a corrente num tempo t > 0 qualquer.
R.: i(t ) = sen (20 t ) − 2 cos(20 t ) + 2e −10 t
26. Um determinado sistema é regido pela equação diferencial
y " (t ) + 8 y ' (t ) + 14 y(t ) = g(t ) ,
onde as condições iniciais são y(0 ) = 1 e y ' (0 ) = −4 .
Empregando as transformadas de Laplace, determine a resposta y(t ) desse sistema quando o
mesmo é excitado por um degrau de amplitude sete, ou seja, g (t ) = 7 u (t ) .
R.: y(t ) =
1 1 −4t
+ e cosh 2 t − 2 2senh 2 t
2 2
[ ( )
( )]
246
27. Uma partícula se move ao longo de uma linha de modo que seu afastamento x de um ponto fixo 0
em um tempo qualquer t seja dado por
x " (t ) + 4 x ' (t ) + 5x (t ) = 80sen (5t ) .
a) Se em t = 0 a partícula está em repouso em x = 0 , determine seu afastamento em um tempo
qualquer t > 0 usando as transformadas de Laplace e suas propriedades.
R.: x (t ) = 2e −2 t [cos(t ) + 7sen (t )] − 2[cos(5t ) + sen (5t )]
b) Determine a amplitude, o período e a freqüência do movimento após um longo tempo.
2π
1
5
π
R.: Período: P =
Amplitude: 2 2 (quando t =
Freqüência:
)
=
5
P 2π
20
c) No resultado obtido no item (a), qual é o termo de regime transitório e qual é o termo de regime
permanente?
R.: Regime transitório: 2e −2 t [cos(t ) + 7sen (t )]
Regime permanente: − 2[cos(5t ) + sen (5t )]
28. Em engenharia, um problema importante é determinar a deflexão estática de uma viga elástica
causada por seu peso ou por uma carga externa. Essa deformação (deflexão) y(x ) é descrita pela
equação diferencial ordinária de quarta ordem
EI
d4
y (x ) = W (x ) ,
dx 4
(1)
onde E é o módulo de elasticidade de Young relacionado com o material da viga, I é o momento de
inércia de uma secção transversal da viga (em relação a um eixo conhecido como eixo neutro ou linha
neutra), o produto EI é a rigidez defletora da viga e W (x ) é a carga por unidade de comprimento.
Uma viga engastada (fixa) em uma extremidade e solta na outra é chamada de cantiléver ou
viga em balanço ou viga cantoneira. Um trampolim, um braço estendido, a asa de um avião e um
arranha-céu são exemplos de tais vigas.
Para uma viga de comprimento l em balanço engastada à esquerda, além de satisfazer (1), a
deflexão y(x ) deve satisfazer as seguintes condições nas extremidades da viga (condições de
contorno):
• y(0) = 0 , pois não há deflexão no extremo esquerdo engastado;
•
y ' (0 ) = 0 , pois a curva de deflexão é tangente ao eixo x na extremidade esquerda;
y " (l ) = 0 , pois o momento defletor (fletor) é nulo no extremo livre;
•
y "' (l ) = 0 , pois a força de espoliação (cisalhamento) é zero na extremidade livre. A força de
•
d3
espoliação é dada pela função F(x ) = EI 3 y(x ) .
dx
247
Assim, mostre que a deflexão em uma viga cantoneira, engastada em x = 0 e livre em x = l e
que suporta uma carga uniforme W0 por unidade de comprimento, é dada por
y (x ) =
W0 2 2
x x − 4lx + 6l 2 .
24EI
(
)
29. Em um circuito elétrico simples em série L-C-R (indutor-capacitor-resistor), a corrente i satisfaz a
equação íntegro-diferencial
di
1
L + Ri +
dt
C
∫
t
i(τ )dτ = E(t ) ,
0
onde L é a indutância, R é a resistência, C é a capacitância e E(t ) é a força eletromotriz (f.e.m). Para o
mesmo circuito, a carga instantânea q (t ) no capacitor satisfaz a equação diferencial ordinária de
segunda ordem
L
d2
d
1
q (t ) + R q (t ) + q (t ) = E (t ) .
2
dt
dt
C
Dessa forma, use as transformadas de Laplace e suas propriedades para determinar a carga q (t )
no capacitor e a corrente i(t ) em um circuito em série L-C-R no qual 1 L = 1 henry , R = 20 ohms ,
C = 0,01 farad , q (0) = 0 , i(0 ) = 0 e E(t ) é dada pela Figura 18.
Figura 74: Força eletromotriz – [17].
R.: E(t ) = 120t − 120(t − 1) u (t − 1) − 120 u (t − 1)
q (t ) = 120
[ − 5001 + 1001 t + 5001 e
+
−10 t
+
1 −10 t
1
1
u (t − 1) −
(t − 1) u (t −1) +
te
−
100
125
100
1 −10( t −1)
9
u (t − 1) +
(t − 1)e −10(t −1) u (t − 1)
e
125
100
248
]
i (t ) =
d
q(t ) = 120
dt
[ 1001 − 1001 e
−
−10 t
−
1 −10 t
1
1 −10( t −1)
te
−
u (t − 1) +
e
u (t −1) +
10
100
100
9
(t − 1)e −10(t −1) u (t − 1)
10
]
30. Um resistor de R ohms e um capacitor de C farads são ligados em série com um gerador fornecendo
E volts, como ilustra a Figura 19.
Figura 75: Circuito em série R-C – [13].
a) Seja Q 0 a carga inicial no capacitor e E = E 0 sen (wt ) . Mostre, usando as transformadas de
Laplace e suas propriedades, que a carga no capacitor em um tempo t > 0 qualquer é dada por
t
wE 0  - RC E 0 
1


q (t ) =  Q 0 +
−
w cos(wt ) −
sen (wt ) ,
e

aR 
aR 
RC


1
sendo a = w 2 + 2 2 .
R C
b) Determine a corrente i(t ) .
t
wE 0  - RC wE 0
1 
R.: i(t ) = −
−
 Q0 +
e
RC 
aR 
aR
1


 w sen (wt ) + RC cos(wt )


31. No circuito elétrico representado na figura abaixo
249
temos que E = 500sen (10 t ) , R 1 = 10 ohms , R 2 = 10 ohms , L = 1 henry e C = 0,01 farad . Empregando
as transformadas de Laplace e suas propriedades, determine:
1. a carga no capacitor em um tempo t > 0 qualquer;
R.: q (t ) = sen (10t ) − 2 cos(10t ) + e −10 t [sen (10t ) + 2 cos(10t )]
2. as correntes I1 e I 2 em um tempo t > 0 qualquer.
R.: I1 (t ) = 30sen (10 t ) − 10 cos(10 t ) − 10e −10 t [2sen (10 t ) − cos(10 t )]
I 2 (t ) = 10sen (10 t ) − 20 cos(10t ) + 10e −10 t [2 cos(10 t ) + sen (10t )]
Sabemos que a carga no capacitor e as correntes I1 e I 2 são nulas em t = 0 . Esboce o gráfico
simultâneo da carga e das correntes para t > 0 .
q
d

E − C − L dt I − R 1 I1 = 0
Observação: Equacionamento: 
q − R I = 0
2 2
 C
1
32. Prove que L {ln (t )} = Γ ' (1) − ln (s ) , onde Γ(n ) =
s
[
]
∫
∞
t n −1e − t dt é a função gama.
0
1 π
 1
1
33. Prove que L {Si(t )} =  − arctg(s ) = arctg  , onde Si(t ) =
s 2
 s
s
∫
t
0
sen (u )
du é a integral seno.
u
34. Empregando a transformada de Laplace unilateral e suas propriedades, calcule a integral a seguir.
∫
∞
( )
sen x 2 dx
0
R.:
2π
4
Sugestão: Considere g (t ) =
∫
∞
( )
sen t x 2 dx e calcule a transformada de Laplace de g (t ) .
0
250
5. TRANSFORMADAS Z
f(t)
h(t)
S
Figura 76: “Ação” da transformada.
f(t): sinal de entrada
h(t): sinal de saída
S: sistema que transforma o sinal de entrada no sinal de saída
SINAIS
a) Contínuos
Funções de uma variável contínua.
∞
∫
∫ ()
ℑ{f (x )} = F(α ) =
Transformada de Fourier
f (x )e iα x dx
−∞
∞
Transformada de Laplace unilateral
L {f (t )} = F(s ) =
f t e −st dt
0
b) Discretos
Funções de uma variável discreta – sequências.
Transformada discreta de Fourier
Transformada discreta de Laplace
Transformada Z
251
(a)
(b)
Figura 77: (a) Função contínua: f (t ) = e − t , t ∈ [0,10] ; (b) Função discreta: f (n ) = e − n , n = 0,1,2,K ,10 .
Um sinal discreto é descrito por uma sequência.
{f n } = {K, f −2 , f −1 , f 0 , f1 , f 2 ,K}
f n : n-ésimo termo da sequência
5.1 – Definição da transformada Z unilateral
∞
Z {f n } = F(z ) =
∑
f n z −n = f 0 + f1 z −1 + f 2 z −2 + f 3 z −3 + f 4 z −4 + K
n =0
= f0 +
f1 f 2 f 3 f 4
+ + + +K
z z 2 z3 z 4
(5.1.1)
onde z = a + ib (ou z = x + iy ou z = α + jβ ) é um número complexo e f 0 , f1 , f 2 , f 3 ,K são os
coeficientes da série, os quais representam os valores que o sinal assume nos diversos instantes
discretos de tempo.
Uma seqüência f n é
complexo z.
Z transformável
se a série (5.1.1) é convergente para pelos menos um
Outras notações empregadas na definição da transformada Z unilateral:
∞
Z [x (kT )] = X(z ) =
∑
x (kT )z − k = x (0) + x (T )z −1 + x (2T )z − 2 + x (3T )z −3 + K
k =0
252
∞
Z [x (n )] = X(z ) =
∑()
x n z −n = x (0 ) + x (1)z −1 + x (2 )z −2 + x (3)z −3 + x (4)z −4 + K
n =0
Exemplo
 2,
- 1,

 1,

Seja o sinal dado por x (n ) = - 2,
 3,

- 3,
 0,

n=0
n =1
n=2
n=3
.
n=4
n=5
caso contrário
∞
Z [x (n )] = X(z ) =
∑()
x n z −n = x (0 ) + x (1)z −1 + x (2 )z −2 + x (3)z −3 + x (4)z −4 + K
n =0
= 2 - z −1 + z −2 − 2z −3 + 3z −4 − 3z −5
1 1
2
3
3
= 2- + 2 − 3 + 4 − 5
z z
z
z
z
5.2 – Transformada Z unilateral de algumas sequências
5.2.1 – Versão discreta da função delta de Dirac
1, n = 0
1, n = 0
ou δ(n ) = 
fn = 
0, n ≠ 0
0, n ≠ 0
Z {f n } =f 0= 1
Z {δ(n )} = δ(0) = 1
ou
5.2.2 – Sequência unitária ou passo discreto unitário
f n= 1 ∀n ≥ 0
∞
Z {f n } = Z {1} =
∑
1 1 1
z −n = 1 + + 2 + 3 + K
z z
z
n =0
A série (5.2.2.1) é uma série geométrica. Esta série converge se:
253
(5.2.2.1)
1
< 1 ⇒ z > 1 ⇒ x + iy = x 2 + y 2 > 1 ⇒ x 2 + y 2 > 1
z
y=Im(z)
x=Re(z)
1
Figura 78: z > 1 ⇒ x 2 + y 2 > 1 .
∞
Logo, Z {1} =
∑
1
z −n =
1−
n =0
1
z
=
z
, z > 1.
z −1
5.2.3 – Exponencial
f n = e an , a constante e n ≥ 0
∞
Z {e
an
}=
∑
n =0
∞
an
e z
−n
=
∑
n =0
 ea

 z
n

e a e 2 a e 3a e 4 a
 = 1 +
+ 2 + 3 + 4 +K
z
z
z
z

A série (5.2.3.1) é uma série geométrica. Esta série converge se:
2
ea
< 1 ⇒ z > e a ⇒ x + iy = x 2 + y 2 > e a ⇒ x 2 + y 2 > e a .
z
254
(5.2.3.1)
y=Im(z)
a
|e |
x=Re(z)
2
Figura 79: z > e a ⇒ x 2 + y 2 > e a .
∞
{ }=
Assim, Z e
an
∑
n =0
 ea

 z
n

1
z
 =
=
, z > ea .
a
a
e
z−e

1−
z
5.2.4 – Potência
f n = a n , a constante e n ≥ 0
∞
Z {a
n
}=
∑
n =0
∞
n
a z
−n
=
∑
n
a a2 a3 a4
a
  = 1+ + 2 + 3 + 4 +K
z z
z
z
z
n =0
A série (5.2.4.1) é uma série geométrica. Esta série converge se:
a
2
< 1 ⇒ z > a ⇒ x + iy = x 2 + y 2 > a ⇒ x 2 + y 2 > a .
z
255
(5.2.4.1)
y=Im(z)
x=Re(z)
|a|
2
Figura 80: z > a ⇒ x 2 + y 2 > a .
∞
{ }=
Dessa forma, Z a
n
∑
n =0
n
1
z
a
=
,z >a.
  =
a z−a
z
1−
z
Resumo
F(z )
fn
1, n = 0
δ(n ) = 
0, n ≠ 0
1
e an
an
1
z
, z >1
z −1
z
, z > ea
a
z−e
z
,z >a
z−a
Tabela 6: Algumas transformadas Z unilaterais.
5.3 – Séries de potências: definição, raio de convergência
∞
∑ a (z − c)
n
n
2
3
4
= a 0 + a 1 (z − c ) + a 2 (z − c ) + a 3 (z − c ) + a 4 (z − c ) + K
n =0
z:
variável complexa
a 0 , a 1 , a 2 ,K : coeficientes da série
c:
centro da série (número complexo)
256
raio de convergência da série (0 ≤ R ≤ ∞ )
R:
R = lim
n →∞
an
a n +1
1
ou R = lim
n →∞
an
1
n
Convergência da série de potências de (z-c) (Teorema de Cauchy-Hadamard)
1. R = 0
A série converge somente para z = c .
2. 0 < R < ∞
A série converge absolutamente para todo z ∈ z − c < R e diverge para todo z ∈ z − c > R .
z = x + iy
c + a + ib
z − c = x + iy − (a + ib ) = (x − a ) + i(y − b ) =
(x − a )2 + ( y − b ) 2
3. R = ∞
A série converge absolutamente para todo z.
Exemplo
zn
z2 z3 z4 z5
=
z
+
+
+
+
+K
∑
2
3
4
5
n =1 n
∞
R = lim
n →∞
an
a n +1
1
= lim
n →∞
1
n
(n + 1)
(5.3.1)
n +1
 1
= lim1 +  = 1
n →∞ n
n →∞
 n
= lim
A série converge em z < 1 e diverge em z > 1 .
z = 1 : testar a convergência absoluta
∞
∑
n =1
n
∞ z
∞
zn
1
1 1 1 1
=∑
= ∑ = 1+ + + + +K
n
2 3 4 5
n =1 n
n =1 n
A série (5.3.2) é a série harmônica, uma série divergente.
Logo, podemos afirmar que a série (5.3.1) converge em z < 1 ⇒ x 2 + y 2 < 1 .
257
(5.3.2)
y=Im(z)
x=Re(z)
1
Figura 81: z < 1 ⇒ x 2 + y 2 < 1 .
5.4 – Existência e domínio de definição da transformada Z unilateral
∞
Z {f n } = F(z ) =
∑
∞
fnz
−n
=
∑
n =0
n
1
fn   =
z
∞
∑
n =0
n =0
1
1
<R⇒ z >
z
R
A série converge em z >
A série diverge em z <
1
.
R
1
.
R
Exemplo
f n = a n , a constante e n ≥ 0
R = lim
n →∞
an
a n +1
= lim
n →∞
Convergência: z >
an
a
n +1
= lim a −1 = lim a
n →∞
n →∞
−1
=
1
⇒z >a
R
258
1
a
1

f n  − 0
z

n
Teorema 1
∞
Seja a série F(z ) = ∑ f n z − n , convergente em todo ponto z o ≠ 0 . Então, a série converge
n =0
absolutamente em z > z o e converge uniformemente em toda região z o < R ' ≤ z .
Definição
Uma sequência é do tipo exponencial se existem M > 0 , s 0 ≥ 0 e n 0 ≥ 0 tais que
f n < Me s0 n
para todo n ≥ n 0 .
Teorema 2
Toda sequência do tipo exponencial é Z transformável.
Teorema 3
Para que uma sequência
exponencial.
{f n }
seja
Z
transformável é necessário que ela seja do tipo
Teorema 4
1
, então F(z ) é uma função analítica (ou regular
R
n =0
ou holomorfa) nessa região e é a única transformada da sequência {f n } .
∞
Se a série F(z ) = ∑ f n z − n converge em z >
Teorema 5
Seja F(z ) uma função analítica na região z >
1
. Então existe uma seqüência {f n } para a qual
R
Z {f n } = F(z ) .
Demonstrações: VICH, R. Z transform theory and applications. Dordrecht: SNTL – Publishers of
Technical Literature.
Funções analíticas
Se a derivada f ' (z ) existe em todos os pontos z de uma região R ' do plano complexo, então
f (z ) é dita analítica (ou regular ou holomorfa) em R ' . Uma função f (z ) é dita inteira quando for
analítica em C .
259
Uma função f (z ) é analítica em um ponto z o se existir δ > 0 tal que f ' (z ) exista para todo z
em z − z 0 < δ .
Equações de Cauchy-Riemann
Uma condição necessária para que w = f (z ) = u (x , y ) + i v(x, y ) seja analítica em uma região
R do plano complexo é que u e v satisfaçam em R ' as equações de Cauchy-Riemann:
'
∂u ∂v
=
∂x ∂y
∂u
∂v
=−
∂y
∂x
(5.4.1)
Se as derivadas parciais de f (z ) são contínuas em R ' , então as equações de Cauchy-Riemann
(5.4.1) são condições necessárias e suficientes para garantir a analiticidade de f (z ) em R ' .
Demonstração: SPIEGEL, Murray R. Variáveis complexas. São Paulo: McGraw-Hill.
Problema 5, página 107.
5.5 – Propriedades da transformada Z unilateral
5.5.1 – Linearidade
Teorema: Sejam c i , i = 0,1,2,K, l , números complexos dados. Se as transformadas
Z {f i,n } = Fi (z ) existem, com raio de convergência
R i > 0 para i = 0,1,2,K, l ( l finito), então também
existe a transformada

Z 

l
∑
i =0


c i f i,n  =

l
∑
c i Fi (z ) .
i =0
Exemplos
1o)
Z {sen (βn )}, onde β é uma constante (real puro).
Lembrar que sen (z ) =

Z {sen (βn )} = Z  e
iβ n
e iz − e −iz
z
e Z {e an } =
, z > ea .
a
2i
z−e
− e − iβ n 

2i


1 z
z 
= 
−
iβ
2i  z − e
z − e −iβ 
260
1
2i
1
=
2i
=
z(z − e −iβ ) − z(z − e iβ )
z 2 − ze −iβ − ze iβ + 1
z 2 − ze −iβ − z 2 + ze iβ
z 2 − z(e iβ + e −iβ ) + 1
1
z(e iβ − e −iβ )
2i z 2 − 2z cos(β) + 1
1
2izsen (β)
=
2
2i z − 2z cos(β) + 1
zsen (β)
= 2
z − 2z cos(β) + 1
=
f n = sen (βn ) é Z transformável para
z > e iβ = cos(β) + i sen (β) = cos 2 (β) + sen 2 (β) = 1 .
F(z ) = Z {sen (βn )}é analítica em todo plano complexo, exceto em z = e iβ e z = e −iβ .
2o)
Z {cos(βn )}, onde β é uma constante (real puro).
Lembrar que cos(z ) =

Z {cos(βn )} = Z  e
iβ n
e iz + e −iz
z
e Z {e an } =
, z > ea .
a
2
z−e
+ e − iβ n 

2


1 z
z 
= 
+
iβ
2 z − e
z − e −iβ 
1 z(z − e −iβ ) + z(z − e iβ )
2 z 2 − ze −iβ − ze iβ + 1
1 z 2 − ze −iβ + z 2 − ze iβ
=
2 z 2 − z(e iβ + e −iβ ) + 1
=
=
1 2z 2 − z(e iβ + e −iβ )
2 z 2 − 2z cos(β ) + 1
1 2z 2 − 2z cos(β )
2 z 2 − 2z cos(β) + 1
1 2z[z − cos(β)]
=
2 z 2 − 2z cos(β) + 1
z[z − cos(β)]
= 2
z − 2z cos(β ) + 1
=
261
f n = cos(β n ) é Z transformável para
z > e iβ = cos(β) + i sen (β) = cos 2 (β) + sen 2 (β) = 1 .
F(z ) = Z {cos(βn )}é analítica em todo plano complexo, exceto em z = e iβ e z = e −iβ .
3o)
Z {senh (βn )}, onde β é uma constante (real puro).
Lembrar que senh (z ) =

Z {senh (βn )} = Z  e
βn
e z − e −z
z
e Z {e an } =
, z > ea .
a
2
z−e
− e − βn 

2


1 z
z 
= 
−
β
2  z − e z − e −β 
1 z(z − e −β ) − z(z − eβ )
2 z 2 − ze −β − zeβ + 1
1 z 2 − ze −β − z 2 + zeβ
=
2 z 2 − z(eβ + e −β ) + 1
=
1
z(eβ − e −β )
2 z 2 − 2z cosh (β) + 1
1
2zsenh (β )
=
2
2 z − 2z cos(β) + 1
zsenh(β)
= 2
z − 2z cosh (β ) + 1
=
f n = senh (βn )
Z
é transformável para todo z > max (e β , e −β ) .
F(z ) = Z {senh (βn )}é analítica em todo plano complexo, exceto em z = e β e z = e −β .
4o)
Z {cosh(βn )} , onde β é uma constante (real puro).
Lembrar que cosh (z ) =
e z + e −z
z
e Z {e an } =
, z > ea .
2
z − ea
 eβn + e −βn 
Z {cosh(βn )} = Z 

2


262
=
1 z
z 
+
β

2 z − e
z − e −β 
1 z(z − e −β ) + z(z − eβ )
2 z 2 − ze −β − zeβ + 1
1 z 2 − ze −β + z 2 − zeβ
=
2 z 2 − z(eβ + e −β ) + 1
=
=
1 2z 2 − z(e β + e −β )
2 z 2 − 2z cosh (β ) + 1
1 2z 2 − 2z cosh (β)
2 z 2 − 2z cosh (β ) + 1
1 2z[z − cosh (β)]
=
2 z 2 − 2z cosh (β ) + 1
z[z − cosh (β)]
= 2
z − 2z cosh (β ) + 1
=
f n = cosh (β n ) Z é transformável para todo z > max (e β , e −β ) .
F(z ) = Z {cosh (βn )} é analítica em todo plano complexo, exceto em z = e β e z = e −β .
Resumo
F(z )
fn
1, n = 0
δ(n ) = 
0, n ≠ 0
1
e an
an
sen (βn )
cos(β n )
senh(βn )
cosh (βn )
1
z
, z >1
z −1
z
, z > ea
a
z−e
z
,z >a
z−a
z sen (β)
, z >1
2
z − 2z cos(β) + 1
z[z − cos(β)]
, z >1
2
z − 2z cos(β) + 1
zsenh (β)
, z > max e β , e −β
2
z − 2z cosh (β ) + 1
z[z − cosh (β)]
, z > max (e β , e −β )
2
z − 2z cosh (β) + 1
(
)
Tabela 7: Transformada Z unilateral de algumas funções discretas elementares.
263
5.5.2 – Translação (ou deslocamento)
Teorema: Seja k um inteiro positivo. Se a transformada Z {f n } = F(z ) existe para z >
Z {f n +k } e Z {f n −k } (esta para
também existem as transformadas

Z {f n + k } = z F(z ) −


k
k −1
∑
n =0

f n z −n  e


n ≥ k ). Para z >
Z {f n −k } = z −k F(z ) = F(kz ) .
z
Prova
∞
∑
1. Considerando F(z ) =
fnz
=
∑
n =0
∑
f n ' + k z −n − k +
∑
f n z −n e n = n ' + k :
n =0
f n z −n
n =0
k −1
∞
F(z ) = z
+
n =k
∑
'
n ' + k =k
−k
fnz
−n
k −1
∞
F(z ) =
k −1
∞
−n
∑
f n' +k z
−n '
+
n ' =0
∑
f n z −n
n =0
k −1
F(z ) = z
Z {f n + k } +
−k
∑
f n z −n
n =0

k
Z {f n + k } = z F(z ) −


k −1
∑
n =0

fnz 


−n
∞
2. Considerando F(z ) =
∑
fnz
n =0
∑
∑
f n −k z (
− n ' −k
'
)−
n' −k=−k
∞
F(z ) = z
k
=
∑
fnz
−n
n =− k
∑
∑
f n z −n
n =−k
−1
f n ' −k z
−n '
n ' =0
−
−
∑
n =− k
−1
∞
F(z ) =
−1
∞
−n
f n z −n
n=−k
Como f n = 0 ∀n < 0 :
264
f n z −n e n = n ' − k :
1
, então
R
1
temos que
R
F(z ) = z k Z {f n −k }
Z {f n −k } = F(kz )
z
Exemplo
Z {e α n } =
z
z − eα

Z {e α (n + 2 ) } = z 2  z α −
z − e

1
∑
n =0

f 
 z
f n z −n  = z 2 
− f0 − 1 
α

z
z − e

(
)
(
2
α
 z
eα 
− eα z − eα
2 z −z z−e
= z2 
−
1
−
=
z

α
z
z z − eα
z − e
z 2 − z 2 + ze α − ze α + e 2α
=z
z − eα
e 2α z
=
z − eα
Z {e α (n −2 ) } = z −2
z
1
=
α
z−e
z z − eα
(
(
)
)
)
5.5.3 – Similaridade
Teorema: Se a transformada
1
e se λ ≠ 0 é uma constante
R
λ
também existe e, para z > , temos que
R
Z {f n } = F(z )
{ }
complexa, então a transformada Z λn f n
existe para z >
Z {λn f n } = F z  .
λ
Prova
∞
Z {λ f n } =
n
∑
n =0
∞
n
λ fnz
−n
=
∑
n =0
n
λ
fn   =
z
∞
∑
n =0
265
z
fn  
λ
−n
z
= F 
λ
Exemplo
z
sen (β)
ze α sen (β)
eα
=
e α n sen (β n ) =
2
z 2 − 2e α z cos(β) + e 2α
 z 
 z 
 α  − 2 α  cos(β) + 1
e 
e 
Z{
}
5.5.4 – Convolução
n
{f n }∗ {g n } = {f n ∗ g n } =
∑
n
f k g n −k =
∑
k =0
k =0
Teorema: Se as transformadas
z >
f n −k g k
Z {f n } = F(z )
e
Z {g n } = G(z )
existem, respectivamente, para
1 1 
1
1
e z >
, então a transformada Z {f n ∗ g n } também existe e, para z > max  ,
 temos
R1
R2
R1 R 2 
que
Z {f n ∗ g n } = F(z )G(z ) .
Prova
∞
F(z )G (z ) =
∞
∑ ∑
fnz
−n
n =0
g n z −n
n =0
Empregando a fórmula de Cauchy para o produto de séries absolutamente convergentes, temos
que:





∞
F(z )G (z ) =
n
∑∑
n =0
k =0


f n −k g k z −n =


∞
∑(
f n ∗ g n )z −n
n =0
Exemplo
F(z ) =
z2
z
z
=
⋅
=
α1
α2
α1
α2
z−e z−e
z −2e3 1
z −2e3
1
(
)(
)
F1 ( z )


F1 (z )F2 (z ) = Z 

n
∑
k =0
e
α1k
e
α 2 (n − k )
Z {e α n }Z {eα n }
1
2
F2 ( z )



 α 2n
Z
=

e


n
∑
k =0
266


e α1k e −α 2k 

n
{f n } = e
α2n
∑
e α1k e −α 2k
k =0
5.5.5 – Diferenciação da transformada de uma sequência
Teorema: Se a transformada
também existe e, para z >
Z {n f n } = −z
Z {f n } = F(z )
existe para z >
1
, então a transformada
R
Z {n f n }
1
, temos que
R
d
F(z ) .
dz
Prova
Como a série que define a transformada Z converge uniformemente na região
pode ser diferenciada termo a termo. Assim:
∞
∑
∑
d
d
F(z ) =
dz
dz
∞
fnz
−n
n =0
∞
d
F(z ) = −
dz
=
∑
∑
(
)
n =0
z −n
1
nf
=−
z
z
n
n =0
∞
∑
d
f n z −n = −
dz
n =0
∞
n f n z −n
n =0
d
1
F(z ) = − Z {n f n }
dz
z
Z {n f n } = −z
d
F(z )
dz
Exemplos
1. Z {n} = Z {n.1} = −z
R = lim
n →∞
z >
an
a n +1
d  z 
z −1− z
z
= −z
=
2


dz  z − 1
(z − 1) (z − 1)2
n
=1
n →∞ n + 1
= lim
1
⇒ z >1
R
267
n f n z − n −1
1
< R ' ≤ z , ela
R
d  z 
(z − 1)2 − z.2(z − 1)
=
−
z


dz  (z − 1)2 
(z − 1)4
{ }
2. Z n 2 = Z {n.n} = −z
(z − 1)(z − 1 − 2z )
(z − 1)4
z(z + 1)
=
(z − 1)3
= −z
R = lim
n →∞
z >
an
a n +1
= lim
n →∞
n2
(n + 1)2
=1
1
⇒ z >1
R
{ }
{ }
3. Z n 3 = Z n.n 2 = −z
d  z(z + 1)
d  z2 + z 
=
−
z




dz  (z − 1)3 
dz  (z − 1)3 
3
2
(
2z + 1)(z − 1) − (z 2 + z )3(z − 1)
= −z
(z − 1)6
2
(
z − 1) [(2z + 1)(z − 1) − 3z(z + 1)]
= −z
(z − 1)6
= −z
= -z
=
R = lim
n →∞
z >
an
a n +1
2z 2 − z − 1 − 3z 2 − 3z
(z − 1)4
− z 2 − 4z − 1
(z − 1)4
(
)
z z 2 + 4z + 1
(z − 1)
= lim
n →∞
n3
(n + 1)3
4
=1
1
⇒ z >1
R
4. Generalizando:
Z {n k −1 } =
N k (z )
(z − 1)k
, k = 1,2,3,K , z > 1
N k (z ) é um polinômio de variável complexa.
268
Exercício
Calcule Z {n sen (βn )}.
R.:
(
sen (β ) z 3 − z
[z
2
)
]
2
− 2z cos(β) + 1
5.5.6 – Integração da transformada de uma sequência
Teorema: Seja f 0 = 0 . Se a transformada
Z {f n } = F(z )
existe para
z >
1
, então a
R
1
f 
transformada Z  n  também existe e, para z > , temos que
R
n
Z  f n  =
n 
∫
∞
F(u )
du .
u
z
Prova
∞
F(u ) = ∑ f n u −n , u >
n =0
1
R
(5.5.6.1)
Multiplicando (5.5.6.1) por u −1 e integrando de z a z 0 , obtemos:
∫
∫
∫
z0
u F(u )du =
z
z
∞
z0
u F(u )du =
−1
z
n =0
z0
F(u )
du =
u
z
∫
z0
z




∞
∫ ∑
∑∫
∑
z0
−1
∞
n =0
F(u )
du =
u
∞
z0
z

f n u − n −1du 

z0

u −n 
−
f
 n

n z

∑
n =0



n =0

f n u −n −1  du


 fn
−n
−n 
− n z 0 − z 


(
)
(5.5.6.2)
Considerando z 0 → ∞ em (5.5.6.2), temos que:
∫
z
∞
F(u )
du =
u
∞
∑
f n −n
z
n
n =0
269
∫
∞
z
F(u )
f 
du = Z  n , f 0 = 0
u
n 
Exemplo
{f n } = {(− 1)n −1 },
n ≥ 1, f 0 = 0
∞
Z {(− 1)n −1 } =
∑(
− 1)
n −1
z −n
1 1
1
1
= − 2 + 3 − 4 +K =
z z
z
z
n =0
−
1
1
z
=
 1  z +1
1− − 
 z
1
<1⇒ z >1
z
 (− 1)n −1 
Z
=
 n 
∫
z
∞
du
= lim
u (u + 1) z 0 →∞
∫
z
z0
z0
  u 
du
= lim ln

z
→
∞
u (u + 1) 0   u + 1  z
  z 
 z 
= lim ln 0  − ln

z 0 →∞
 z + 1 
  z0 + 1 
 


 1 
 z 

= lim ln

 − ln
z 0 →∞ 
1+ 1 
 z + 1 

z0 
 

 z 
 z +1
 1
= − ln
 = ln
 = ln1 + 
 z +1
 z 
 z
5.5.7 – Valor inicial
Teorema: Se a transformada Z {f n } = F(z ) existe para z >
lim F(z ) = f 0 .
z →∞
Prova
∞
F(z ) = ∑ f n z −n = f 0 +
n =0
f1 f 2 f 3
+
+
+K
z z2 z3
lim F(z ) = f 0
z →∞
270
1
, então
R
Exemplos
(1 − z )
1. F(z ) =
−1 2
1 − 0,5z −1
2. F(z ) =
(z − 1)2
lim F(z ) = 1 ⇒ f 0 = 1
z →∞
lim F(z ) = ∞ ⇒ F(z) não é a transformada Z de uma sequência {f n }
z − 0,5
z →∞
5.5.8 – Valor final
Teorema: Seja Z {f n } = F(z ) para z >
1
. Se lim f n existe, então lim(z − 1)F(z ) também existe
n →∞
z →1
R
e temos que
lim(z − 1)F(z ) = lim f n .
z →1
n →∞
Prova
∞
Z {f n } =
∑
f n z −n
n =0

Z {f n +1 } = z F(z ) −


0
∑
n =0

f n z  = zF(z ) − z f 0


−n
∞
Z {f n +1 − f n } =
∑(
f n +1 − f n )z − n = zF(z ) − z f 0 − F(z ) = (z − 1)F(z ) − z f 0
n =0
Considerando o limite de (5.5.8.1) quando z → 1 :
∞
lim
z →1
∑(
f n +1 − f n )z −n = lim(z − 1)F(z ) − lim z f 0
z →1
z →1
n =0
∞
∑(
f n +1 − f n ) = lim(z − 1)F(z ) − f 0
z →1
n =0
(f1 − f 0 ) + (f 2 − f1 ) + (f 3 − f 2 ) + K = lim
(z − 1)F(z ) − f 0
z →1
lim f n = lim(z − 1)F(z )
n →∞
z →1
271
(5.5.8.1)
5.6 – Resumo: Transformada Z unilateral das funções discretas elementares
F(z )
fn
1, n = 0
δ(n ) = 
0, n ≠ 0
1
e an
an
sen (βn )
cos(β n )
senh(βn )
cosh (βn )
n
n2
1
z
, z >1
z −1
z
, z > ea
a
z−e
z
,z >a
z−a
z sen (β)
, z >1
2
z − 2z cos(β) + 1
z[z − cos(β)]
, z >1
2
z − 2z cos(β) + 1
zsenh (β)
, z > max e β , e −β
2
z − 2z cosh (β ) + 1
z[z − cosh (β)]
, z > max e β , e −β
2
z − 2z cosh (β) + 1
z
, z >1
(z − 1)2
z(z + 1)
, z >1
(z − 1)3
(
n3
(
)
(
)
), z > 1
z z 2 + 4z + 1
(z − 1)
4
Tabela 8: Transformada Z unilateral das funções discretas elementares.
5.7 – Transformada Z unilateral inversa
∞
Z {f n } = F(z ) =
∑
f n z −n
n =0
Z −1 {F(z )} = {f n } =
1
2π i
272
∫
C
F(z )z n −1dz
5.8 – Métodos para determinar a transformada Z unilateral inversa
5.8.1 – Uso da transformada Z unilateral e de suas propriedades
Exemplos
1o) F(z ) = 3 + 2z −1 + 6z −4 = 3 +
2 6
+
z z4
Zeros: raízes de 3z 4 + 2z 3 + 6 = 0
Singularidade: z = 0 (polo de ordem 4)
Z −1 {F(z )} = 3 Z −1 {1} + 2 Z −1  1  + 6 Z −1  14 
z 
Pela propriedade de translação
(5.8.1.1)
z 
Z {f n −k } = F(kz ) , k ∈ Z + , Z {f n −1 } = F(z )
z
z
e
Z {f n −4 } = F(z4 ) .
z
1, n = 0
, Z {δ(n )} = 1 e Z −1 {1} = δ(n ) , obtemos em (5.8.1.1):
Lembrando que δ (n ) = 
0, n ≠ 0
{f n } = Z −1{F(z )} = 3δ(n ) + 2δ(n − 1) + 6δ(n − 4), n ≥ 0
1, n = 1
1, n = 4
Como δ (n − 1) = 
e δ (n − 4 ) = 
, temos que {f n } = {3,2,0,0,6,0,0,0,K}.
0, n ≠ 1
0, n ≠ 4
2o) F(z ) = 2 −
3z
z−4
Zeros: z = −8
Singularidade: z = 4 (polo de ordem 1)
z 

z − 4
Z −1 {F(z )} = 2 Z −1 {1} − 3 Z −1 
(5.8.1.2)
Lembrando que Z a n =
z
, obtemos em (5.8.1.2):
z−a
{f n } = 2δ (n ) − 3.4 n , n ≥ 0
⇒ {f n } = {− 1,−12,−48,−192,−768,K}
{ }
273
5.8.2 – Decomposição em frações parciais
Exemplos
z −1
(z + 1)(z − 0,5)
Zeros: z = 1
1o) F(z ) =
Singularidades: z = −1, z = 0,5 (polos de ordem 1)
z −1
A
B
=
+
(z + 1)(z − 0,5) z + 1 z − 0,5
z − 1 = A(z − 0,5) + B(z + 1)
z − 1 = (A + B) z + (− 0,5A + B)
A+B= 1

4
1
⇒A=
e B=
3
3
− 0,5A + B = −1
F(z ) =
z −1
4 1
1 1
=
−
(z + 1)(z − 0,5) 3 z + 1 3 z − 0,5
1  1 −1  1  4 −1  1 z  1 −1  1 z 

− Z 
= Z 
− Z 
 z + 1 3
 z z + 1 3
 z z − 0,5 
 z − 0,5  3
{f n } = Z −1 {F(z )} = 4 Z −1 
3
Lembrando que Z {f n − k } =
F(z )
, podemos escrever (5.8.2.1) como:
zk
{f n } = 4 (− 1)n −1 − 1 (0,5)n −1 ,
3
3
Como f 0 = lim F(z ) = lim
z →∞
z →∞
n ≥1
z −1
= 0 , temos que
(z + 1)(z − 0,5)
0, n = 0

3 5 11 21 


{f n } =  4 n −1 1
⇒ {f n } = 0,1,− , ,− , ,K
n −1
2 4 8 16 

 3 (− 1) − 3 (0,5) , n ≥ 1
2o) F(z ) =
z(z − 1)
(z + 1)(z − 0,5)
Zeros: z = 0, z = 1
Singularidades: z = −1, z = 0,5 (polos de ordem 1)
274
(5.8.2.1)
F(z )
z −1
A
B
4
1
=
=
+
⇒A=
e B=z
(z + 1)(z − 0,5) z + 1 z − 0,5
3
3
F(z ) 4 1
1 1
=
−
z
3 z + 1 3 z − 0,5
F(z ) =
4 z
1 z
−
3 z + 1 3 z − 0,5
z  1 −1  z 
− Z 

 z + 1 3
 z − 0,5 
Z −1 {F(z )} = 4 Z −1 
3
(5.8.2.2)
Lembrando que Z a n =
z
, reescrevemos (5.8.2.2) como:
z−a
{f n } = 4 (− 1)n − 1 (0,5)n ,
 3 5 11 21 
n ≥ 0 ⇒ {f n } = 1,− , ,− , ,K
 2 4 8 16 
{ }
3
3
z(z − 1)
= 1.
z → ∞ (z + 1)(z − 0,5)
Observe que n = 0 ⇒ f 0 = 1 e que f 0 = lim F(z ) = lim
z →∞
3o) F(z ) =
2z 2 − 7 z + 7
2z 2 − 7 z + 7
=
z 3 − 4z 2 + 5z − 2 (z − 1)2 (z − 2 )
Zeros: z =
7
7
±
i
4
4
Singularidades: z = 1 (polo de ordem 2), z = 2 (polo de ordem 1)
2z 2 − 7 z + 7
2
=
A
2
+
B
C
+
z −1 z − 2
(z − 1) (z − 2) (z − 1)
2
2z 2 − 7 z + 7 = A(z − 2) + B(z − 1)(z − 2 ) + C(z − 1)
2z 2 − 7 z + 7 = A(z − 2) + B(z 2 − 3z + 2 ) + C(z 2 − 2z + 1)
2z 2 − 7 z + 7 = (B + C ) z 2 + (A − 3B − 2C ) z + (− 2A + 2B + C )
B+ C = 2


 A − 3B − 2C = −7
− 2A + 2B + C = 7

(5.8.2.3)
275
lim
z →1
2z 2 − 7 z + 7
2
(z − 1) (z − 2)
(z − 1)2 = lim
z →1
A
(z − 1)
2
(z − 1)2 + lim
z →1
B
C
2
(z − 1)2 + lim
(
z − 1)
z →1 z − 2
z −1
2−7+7
= A + 0 + 0 ⇒ A = −2
−1
lim
z→2
2z 2 − 7 z + 7
2
(z − 1) (z − 2)
(z − 2) = lim
z→2
A
(z − 1)
2
(z − 2) + lim
z →2
B
C
(z − 2) + lim
(z − 2)
z
→
2
z −1
z−2
8 − 14 + 7
= 0+0+C ⇒ C =1
1
(5.8.2.4)
(5.8.2.5)
Usando os valores obtidos em (5.8.2.4) e (5.8.2.5) em uma das equações de (5.8.2.3), temos que:
A − 3B − 2C = −7 ⇒ −2 − 3B − 2(1) = −7 ⇒ −3B = −3 ⇒ B = 1
Assim:
F(z ) =
2z 2 − 7 z + 7
2
=
A
(z − 1) (z − 2) (z − 1)
2

+
B
C
2
1
1
+
=−
+
+
2
z −1 z − 2
(z − 1) z − 1 z − 2

−1  1 
−1  1 
+Z 
+Z 

 z − 1
z − 2
 (z − 1) 
1
{f n } = Z −1 {F(z )} = −2 Z −1 
2
1 z 
z 
1 z 
−1  1
+ Z −1 
= −2 Z −1 

+Z 
2 
z z − 2
 z z − 1
 z (z − 1) 
Lembrando que
Z {n} =
z
,
(z − 1)2
Z {f n −k } = F(kz )
z
e
Z {a n } =
z
, podemos reescrever (5.8.2.6)
z−a
como:
{f n } = −2(n − 1) + (1)n −1 + (2)n −1
n −1
= -2n + 2 + 1 + (2 )
n −1
= 3 - 2n + (2) , n ≥ 1

2
1
1 
Como f 0 = lim F(z ) = lim −
+
+
 = 0 , temos que:
2
z →∞
z →∞
z −1 z − 2
 (z − 1)

{f n } = 
3 − 2n + (2 )
0, n = 0
n −1
, n ≥1
⇒ {f n } = {0,2,1,1,3,9,23,K}
276
(5.8.2.6)
5.8.3 – Expansão em série de potências
Exemplos
1o) F(z ) =
10z
10z
10z −1
= 2
=
(z − 1)(z − 2) z − 3z + 2 1 − 3z −1 + 2z − 2
Zeros: z = 0
Singularidades: z = 1, z = 2 (polos de ordem 1)
10z-1
1-3z-1+2z-2
-10z-1+30z-2-20z-3
10z-1+30z-2+70z-3+150z-4+310z-5+...
30z-2-20z-3
-30z-2+90z-3 - 60z-4
70z-3 - 60z-4
-70z-3+210z-4-140z-5
150z-4-140z-5
-150z-4+450z-5-300z-6
310z-5-300z-6
-310z-5+930z-6-620z-7
630z-6-620z-7
F(z ) = 10z −1 + 30z −2 + 70z −3 + 150z −4 + 310z −5 + K
∞
Como F(z ) =
∑
f n z −n = f 0 + f1 z −1 + f 2 z − 2 + f 3 z −3 + f 4 z − 4 + f 5 z −5 + K , temos que:
n =0
Z −1 {F(z )} = {f n } = {0,10,30,70,150,310,K}
{f n } = 10.2 n − 10 = 10(2 n − 1),
n≥0
***********************************************************************************
Observações:
1a) O método pode não conduzir a uma expressão fechada para f n ;
2a) O método pode ser vantajoso quando F(z ) não é uma razão de polinômios de z.
1
2o) F(z ) = e z = e z
2
−2
277
∞
z
e =
∑
zn
n!
n =0
∞
e
z−2
=
∑
(z )
−2 n
= 1 + z −2 +
n!
n =0
z − 4 z −6 z −8 z −10
+
+
+
+K
2!
3!
4!
5!
∞
Como F(z ) =
∑
f n z −n = f 0 + f1 z −1 + f 2 z − 2 + f 3 z −3 + f 4 z − 4 + f 5 z −5 + K e
n =0
{f n } = Z −1 {e z
−2
},
temos que
0, n > 0 e n é ímpar

1 1
1
1



{f n } =  1
⇒ {f n } = 1,0,1,0, ,0, ,0, ,0,
,0,K
2 6 24 120


 (n 2)! , caso contrário

ou
n
(
− 1) + 1
{f n } =
,
( )
2n !
2
n ≥ 0.
Algumas séries de potências
∞
ez =
∑
n
z
n!
R = lim
n →∞
n =0
∞
sen (z ) =
∑
n =0
∞
cos(z ) =
∑
n =0
∞
senh (z ) =
a n +1
(− 1)n z 2n +1 , R = ∞
(2n + 1)!
(− 1)n z 2n , R = ∞
(2n )!
∑
n =0
an
1
(n + 1)! = lim(n + 1) = ∞
n!
= lim
= lim
n →∞
n →∞
n →∞
n!
1
(n + 1)!
z 2 n +1
,R = ∞
(2n + 1)!
278
∞
cosh (z ) =
∑
n =0
z 2n
,R =∞
(2n )!
Exercício
Usando séries, mostre que
e ± iθ = cos(θ) ± i sen (θ) .
5.8.4 – Estratégia geral de inversão
Aplica-se o teorema integral de Cauchy para determinar os coeficientes da expansão em série
de Laurent.
f n = Z −1{F(z )} =
1
2π i
∫
F(z ) z n −1dz, n = 0,1,2,3,K
(5.8.4.1)
C
f n = 0, n < 0
C : z = ρ e iϕ , ρ >
1
, 0 ≤ ϕ ≤ 2π
R
Se F(z ) é uma função racional, o teorema dos resíduos pode ser aplicado com vantagens no
cálculo da integral (5.8.4.1).
Exercícios
{ }
{ }
01. Seja {f n } = a n −1 , f 0 = 0 . Mostre que Z a n −1 =
1
, z >a.
z−a
02. Determine a transformada Z dos seguintes sinais discretos:
1
 nπ 
a) x (n ) =   sen 

2
 2 
1 −1
z
R.: X(z ) = 2
1
1 + z −2
4
b) x (n ) = δ (n − 4 ) − n u (n ), onde u (n ) = 1 ∀n ≥ 0
R.: X(z ) = z − 4 −
n
03. Calcule a transformada Z unilateral inversa de X(z ) =
279
z
(z − 1)2
6
.
 1 −1  1 −1 
1 + z 1 + z 
 4
 2

n
n
 1
 1
R.: x (n ) = −6 −  + 12 −  , n ≥ 0
 4
 2
5.9 – Transformada Z bilateral
5.9.1 - Série de Laurent
∞
∑
c −3
n
c n (z − c ) = K +
n = −∞
3
(z − c)
+
c −2
(z − c )
2
+
c −1
+
z−c
(5.9.1.1)
2
3
+ c 0 + c1 (z − c ) + c 2 (z − c ) + c 3 (z − c ) + K
K+
c −3
c−2
c
+
+ −1 :
3
2
(z − c ) (z − c) z − c
2
parte principal
3
c 0 + c1 (z − c ) + c 2 (z − c ) + c3 (z − c ) + K : parte analítica
Se a parte principal de (5.9.1.1) é nula, a série de Laurent se reduz à série de Taylor.
5.8.1.1 - Singularidades
Um ponto z 0 é uma singularidade de uma função f (z ) se f (z ) não é analítica em z 0 , enquanto
toda vizinhança de z 0 contém pelo menos um ponto no qual f (z ) é analítica.
Vizinhança
Denomina-se δ vizinhança de um ponto z 0 ao conjunto de todos os pontos z do plano
complexo tais que z − z 0 < δ , com δ>0. Notação: N(z 0 , δ ) é o disco de raio δ centrado em z 0 .
Existem dois tipos de singularidades: singularidades não isoladas e singularidades isoladas.
Um ponto z 0 é uma singularidade não isolada de uma função f (z ) se e somente se z 0 é uma
singularidade de f (z ) e toda vizinhança de z 0 contém pelo menos uma singularidade de f (z ) que não
seja z 0 .
Um ponto z 0 é uma singularidade isolada de uma função f (z ) se e somente se f (z ) é analítica
(
)
em uma δ-vizinhança perfurada 0 < z − z 0 < δ ou N ∗ (z 0 , δ ) de z 0 .
Se z 0 é uma singularidade isolada de uma função f (z ) , então f (z ) é analítica no anel
0 < z − z 0 < δ e, portanto, pode ser expandida em série de Laurent.
280
As singularidades isoladas podem ser de três tipos:
1. Singularidades removíveis
Um ponto
z0
é uma singularidade removível de
f (z ) se a parte principal de
∞
f (z ) =
∑
n
c n (z − z 0 ) é nula, ou seja, a expansão em série de Laurent de f (z ) tem apenas parte
n = −∞
analítica.
Exemplo
f (z ) =
sen (z )
z2 z4 z6
= 1−
+
−
+K
z
3! 5! 7!
z = 0 é uma singularidade removível de f (z )
lim
z →0
sen (z )
= 1 ⇒ f (0 ) = 1
z
2. Polos
∞
Um ponto z 0 é um polo de f (z ) se a parte principal de f (z ) =
∑
n
c n (z − z 0 ) tem um número
n = −∞
finito de potências negativas de (z − z 0 ) , com coeficientes não nulos. Assim
∞
∑
c −N
n
c n (z − z 0 ) =
n =− N
(z − z 0 )
N
+
c − N +1
(z − z 0 )
2
N −1
onde N é um número inteiro positivo e z 0 é um polo de ordem N.
Exemplo
f (z ) =
e z − (z + 1)
= z − 3 e z − z − 1 = − z − 3 − z − 2 + z −3 e z
3
z


z2 z3 z4 z5 z6
= − z −3 − z − 2 + z −3 1 + z +
+
+
+
+
+ K
2! 3! 4! 5! 6!


(
)
1 1 1 1
1 1 z z 2 z3
−
+
+
+
+ + + + +K
z 3 z 2 z 3 z 2 2!z 3! 4! 5! 6!
1 1 z z 2 z3
=
+ + + + +K
2!z 3! 4! 5! 6!
=−
∞
=
∑
n =0
3
+ K + c 0 + c1 (z − z 0 ) + c 2 (z − z 0 ) + c 3 (z − z 0 ) + K
z n −1
(n + 2)!
281
tem um polo de ordem 1 em z = 0 .
3. Singularidades essenciais
Um ponto
z0
é uma singularidade essencial de
f (z ) se a parte principal de
∞
f (z ) =
∑
n
c n (z − z 0 ) tem um número infinito de potências negativas de (z − z 0 ) , com coeficientes
n = −∞
não nulos.
Exemplo
1
f (z ) = sen  =
z
∞
∑
n =0
(− 1)n z −(2 n +1)
(2n + 1)!
=
1
1
1
1
−
+
−
+K
3
5
z 3!z
5!z
7!z 7
essencial em z = 0 .
5.9.2 – Definição
∞
Transformada Z unilateral:
Z {f n } = F(z ) =
∑
f n z −n
n =0
Região de convergência da transformada Z unilateral: z >
y=Im(z)
x=Re(z)
1/R
Figura 82: z >
1
1
⇒ x 2 + y2 > 2 .
R
R
282
1
R
tem
uma
singula-ridade
∞
Transformada Z bilateral:
Z II {f n } = FII (z ) =
∑
f n z −n
n = −∞
= K + f − 2 z 2 + f −1 z + f 0 +
f1 f 2
+
+K
z z2
A série (5.8.2.1) é uma série de Laurent onde
K + f −3z 3 + f − 2 z 2 + f −1z é a parte analítica (ou parte regular) e
f0 +
f1 f 2 f 3
+ + + K é a parte principal (transformada Z unilateral).
z z 2 z3
−1
∞
FII (z ) =
∑
f n z −n =
n = −∞
∑
∞
f n z −n +
n = −∞
∑
∞
fnz
−n
+
n = −1
1
4243
F− ( z )
∞
=
∑
f n z −n
n =0
−∞
=
∑
∑
f n z −n
0
1n =4
243
F+ ( z )
∞
f −n z n +
n =1
∑
f n z −n
n =0
FII (z ) = F− (z ) + F+ (z )
Z II {f n } = Z − {f n } + Z + {f n }
Região de convergência de F− (z ) :
z < R−
Região de convergência de F+ (z ) : z >
Região de convergência de FII (z ) :
1
R+
1
< z < R−
R+
283
(5.9.2.1)
y=Im(z)
R-
1/R+
x=Re(z)
Figura 83: Anel de convergência de FII (z ) = F− (z ) + F+ (z ) :
1
< z < R−
R+
Exemplo
 1, n ≥ 0
{f n } = 
αn
e , n < 0, α > 0
−∞
FII (z ) =
∑
∞
αn
e z
−n
+
n = −1
∑
z −n =
n =0
z
, z >1
z −1
−∞
F− (z ) =
∑
z −n
n =0
∞
F+ (z ) =
∑
e αn z − n =
n = −1
z
z2
z3
z4
+
+
+
+K
e α e 2α e 3α e 4α
z
eα = z = − z , z < 1 ⇒ z < e α
α
z − eα
eα
1− z α e − z
e
z
z
− z(z − 1) + z z − eα
− z 2 + z + z 2 − zeα
z 1 − eα
FII (z ) = −
+
=
=
=
z − eα z − 1
(z − 1) z − eα
(z − 1) z − eα
(z − 1) z − eα
=
(
(
)
)
Polos de ordem 1:
z = 1, z = e α
Região de convergência de FII (z ) : 1 < z < eα
284
(
)
(
(
)
)
y=Im(z)
1
eα
x=Re(z)
Figura 84: Anel de convergência de FII (z ) = F− (z ) + F+ (z ) : 1 < z < e α .
Exercícios
 1  n
 −  , n < 0
 2 
.
01. Seja {y n } uma seqüência definida por {y n } = 
n
 1
2 4  , n ≥ 0

Determine: a) Z {y n };
R.: Z {y n } = −
2z
8z
+
=−
2z + 1 4z − 1
z
z+
1
2
+
2z
1
z−
4
b) os polos de F(z ) = Z {y n } e a ordem dos mesmos;
1
1
R.: Polos de ordem 1: z = − , z =
2
4
c) a região de convergência de F(z ) = Z {y n }.
R.:
1
1
< z<
4
2
n − 2.3 n , n ≥ 0
02. Seja {y n } uma seqüência definida por {y n } = 
.
3(- 4 )n , n < 0
Determine: a) Z {y n } ;
R.: Z {y n } = −
3z
z
2z
+
−
2
z + 4 (z − 1)
z−3
b) a região de convergência de F(z ) = Z {y n };
285
R.: 3 < z < 4
c) os polos de F(z ) = Z {y n } e a ordem dos mesmos.
R.: Polos de ordem 1: z = −4 , z = 3
Polos de ordem 2: z = 1
5.10 – Equações de diferenças
5.10.1 – Definição
Uma equação de diferenças ou a diferenças (ou uma fórmula de recorrência) é uma relação
entre os termos de uma sucessão {y n } = {y 0 , y1 , y 2 , y 3 ,K}.
Exemplo
(n + 2 )y n +1 − 3y n = n 2 + 2

y 0 = 0
(5.10.1.1)
Em (5.10.1.1) temos uma equação de diferenças linear, não homogênea, com um coeficiente
variável e outro constante, sujeita à condição inicial y 0 = 0 .
n = 0 ⇒ 2 y 1 − 3y 0 = 2 ⇒ y 1 = 1
n = 1 ⇒ 3y 2 − 3y 1 = 3 ⇒ y 2 = 2
n = 2 ⇒ 4 y 3 − 3y 2 = 6 ⇒ y 3 = 3
n = 3 ⇒ 5 y 4 − 3y 3 = 11 ⇒ y 4 = 4
n = 4 ⇒ 6 y 5 − 3y 4 = 18 ⇒ y 5 = 5
n = 5 ⇒ 7 y 6 − 3y 5 = 27 ⇒ y 6 = 6
M
{y n } = n
(5.10.1.2)
Em (5.10.1.2) temos uma solução particular de (5.10.1.1). A solução geral de (5.10.1.1) é dada
por
{y n } = n + y 0
3n
.
(n + 1)!
(5.10.1.3)
2
Observação 1: Podemos reescrever (5.10.1.1) como (n + 1)y n − 3y n −1 = (n − 1) + 2 .
Questão
Como determinar a solução (5.10.1.2) ou a solução (5.10.1.3)?
286
Observação 2: A estratégia usada para determinar (5.10.1.2) não nos dá garantias acerca do
comportamento dos termos da sequência.
5.10.2 – Equações de diferenças lineares
1a ordem: a n y n +1 + b n y n = f n
2a ordem: a n y n + 2 + b n y n +1 + c n y n = f n
3a ordem: a n y n +3 + b n y n + 2 + c n y n +1 + d n y n = f n
M
Se f n = 0 ∀n ≥ 0 , a equação de diferenças linear é homogênea. Caso contrário, é não
homogênea.
5.10.3 – Solução de equações de diferenças lineares
Empregaremos a transformada
equações de diferenças lineares.
Z unilateral e suas propriedades de translação para solucionar

k
Propriedade da translação: Z {f n + k } = z F(z ) −


Exemplos
k −1
∑
 y n + 2 + 3y n +1 + 2 y n = 3 n

1o)  y 0 = 1
y = 0
 1
n =0

fnz  e


−n
Z {f n −k } = F(kz ) .
z
(5.10.3.1)
Notação: Z {y n } = Y(z )
Aplicando a transformada Z unilateral à equação de diferenças lineares de segunda ordem em
(5.10.3.1) e usando as condições iniciais, temos que:
Z {y n +2 } + 3 Z {y n +1 } + 2 Z {y n } = Z {3n }
y 
z

z 2 Y(z ) − y 0 − 1  + 3z[Y(z ) − y 0 ] + 2Y(z ) =
z
z −3

287
z 2 Y(z ) − z 2 + 3zY(z ) − 3z + 2Y(z ) =
z
z−3
z
+ z 2 + 3z
z−3
(z + 1)(z + 2)Y(z ) = z + z 2 + 3z
z−3
z
z 2 + 3z
Y(z ) =
+
(z + 1)(z + 2)(z − 3) (z + 1)(z + 2)
z
z(z + 3)
Y(z ) =
+
(z + 1)(z + 2)(z − 3) (z + 1)(z + 2)
(z
2
)
+ 3z + 2 Y(z ) =
Y(z )
1
z+3
=
+
z
(z + 1)(z + 2)(z − 3) (z + 1)(z + 2)
(5.10.3.2)
Decompondo (5.10.3.2) em frações parciais:
1
A
B
C
=
+
+
(z + 1)(z + 2)(z − 3) z + 1 z + 2 z − 3
1
A
B
C
(
(
(
(z + 1)
z + 1) = lim
z + 1) + lim
z + 1) + lim
z → −1 (z + 1)(z + 2 )(z − 3)
z → −1 z + 1
z → −1 z + 2
z → −1 z − 3
1
1
= A+0+0⇒ A = −
−4
4
lim
1
A
B
C
(z + 2) = zlim
(z + 2) + zlim
(z + 2) + zlim
(z + 2)
→
−
2
→
−
2
→
−
2
(z + 1)(z + 2)(z − 3)
z +1
z+2
z−3
1
1
= 0+B+0⇒ B=
5
5
lim
z → −2
1
A
B
C
(
z − 3) = lim
(
z − 3) + lim
(
z − 3) + lim
(z − 3)
z →3 (z + 1)(z + 2 )(z − 3)
z →3 z + 1
z →3 z + 2
z →3 z − 3
1
1
=0+0+C⇒ C =
20
20
lim
1
1 1
1 1
1 1
=−
+
+
(z + 1)(z + 2)(z − 3) 4 z + 1 5 z + 2 20 z − 3
z+3
D
E
=
+
(z + 1)(z + 2) z + 1 z + 2
288
lim
z → −1
z+3
D
E
(z + 1) = zlim
(z + 1) + zlim
(z + 1)
→
−
1
→
−
1
(z + 1)(z + 2)
z +1
z+2
2
= D+0⇒ D= 2
1
z+3
D
E
(
(
(z + 2)
z + 2) = lim
z + 2 ) + lim
z → −2 (z + 1)(z + 2 )
z → −2 z + 1
z → −2 z + 2
1
= 0 + E ⇒ E = −1
−1
lim
z+3
2
1
=
−
(z + 1)(z + 2) z + 1 z + 2
Y(z )
1
z+3
=
+
(z + 1)(z + 2)(z − 3) (z + 1)(z + 2)
z
1 1
1 1
1 1
2
1
=−
+
+
+
−
4 z + 1 5 z + 2 20 z − 3 z + 1 z + 2
Y(z ) = −
Y(z ) =
1 z
1 z
1 z
z
z
+
+
+2
−
4 z + 1 5 z + 2 20 z − 3
z +1 z + 2
7 z
4 z
1 z
−
+
4 z + 1 5 z + 2 20 z − 3
(5.10.3.3)
z = −1 , z = −2 e z = 3 são polos de ordem 1 de Y(z ) .
Aplicando a transformada Z unilateral inversa a (5.10.3.3), obtemos:
Z −1 {Y(z )} = 7 Z −1 
4
z  4 −1  z  1
Z −1  z 
− Z 
+
 z + 1 5
 z + 2  20
z − 3
{ }
Lembrando que Z a n =
z
, podemos reescrever (5.10.3.4) como:
z−a
{y n } = Z −1{Y(z )} = 7 (− 1)n − 4 (− 2)n +
4
5
1 n
3 , n≥0
20
{y n } = {1,0,−1,6,K}
289
(5.10.3.4)
2o) y n −
3
1
y n −1 + y n −2 = δ (n )
4
8
(5.10.3.5)
Observação: Não temos em (5.10.3.5) um problema de valor inicial.
Notação: Z {y n } = Y(z )
Aplicando a transformada
(5.10.3.5), temos que:
Z unilateral à equação de diferenças lineares de segunda ordem em
Z {y n } − 3 Z {y n −1 } + 1 Z {y n −2 } = Z {δ(n )}
4
8
3 Y(z ) 1 Y(z )
+
=1
4 z
8 z2
8z 2 Y(z ) − 6zY(z ) + Y(z ) = 8z 2
Y(z ) −
1 
1

8 z −  z − Y(z ) = 8z 2
2 
4

z2
Y(z ) =
1 
1

 z −  z − 
2 
4

Y(z )
z
=
1 
1
z

 z −  z − 
2 
4

(5.10.3.6)
Decompondo (5.10.3.6) em frações parciais:
z
A
B
=
+
1
1
1 
1

z−
 z −  z −  z −
2
4
2 
4

lim
1
z→
2
1
2
z
1
A 
1
B 
1

 z −  = lim1
 z −  + lim1
z − 
1 
1
1
1
2  z→ 
2  z→ 
2

2 z −
2 z −
 z −  z − 


2 
4
2
4



1 1
−
2 4
= A+0⇒A = 2
290
lim
1
z→
4
1
4
z
1
A 
1
B 
1

 z −  = lim1
 z −  + lim1
z − 
1 
1
1
1
4  z→ 
4  z→ 
4

4 z −
4 z −
 z −  z − 


2 
4
2
4



1 1
−
4 2
= 0 + B ⇒ B = −1
z
2
1
=
−
1
1
1 
1

z−
 z −  z −  z −
2
4
2 
4

Y (z )
z
2
1
=
=
−
1
1
1 
1
z

z−
 z −  z −  z −
2
4
2 
4

Y(z ) = 2
z=
z
1
z−
2
z
−
z−
(5.10.3.7)
1
4
1
1
e z = são polos de ordem 1 de Y(z ) .
2
4
Aplicando a transformada Z unilateral inversa a (5.10.3.7), obtemos:
Z {Y(z )} = 2 Z
−1
Lembrando que
−1




 z 

−1  z
−Z 



z − 1 
z − 1 


4
2 
Z {a n } =
{y n } = Z −1 {Y(z )} = 2 1 
n
(5.10.3.8)
z
, podemos reescrever (5.10.3.8) como:
z−a
n
1
−   ,n ≥ 2
2 4



z
z 
y 0 = lim Y(z ) = lim 2
−
 = 2 −1 = 1
z →∞
z →∞
1
1
 z−
z− 

2
4 
1 1
7
y2 = −
=
2 16 16
291
Usando n = 2 , y 0 = 1 e y 2 =
7
3
em (5.10.3.5), obtemos y1 = .
16
4
Observação: Basta lembrar que y n = 0 para n < 0 .
{y n } = 1, 3 , 7 , 15 ,
31

,K
 4 16 64 256 
u n +3 − u n + 2 − u n +1 + u n = 0
u = 0

3o)  0
u 1 = 1
u 2 = 2
(5.10.3.9)
Notação: Z {u n } = U(z )
Aplicando a transformada Z unilateral à equação de diferenças lineares de terceira ordem em
(5.10.3.9) e usando as condições iniciais, temos que:
Z {u n +3 } − Z {u n +2 } − Z {u n +1 } + Z {u n } = Z {0}

z  U(z ) −


1
0


 

2
−
n
−n 




unz
− z U(z ) −
unz
− z U(z ) −
unz
+ U(z ) = 0


 

n =0
n =0
n =0


 

u
u 
u 


z 3  U(z ) − u 0 − 1 − 22  − z 2  U(z ) − u 0 − 1  − z[U(z ) − u 0 ] + U(z ) = 0
z z 
z


3
2
2
z U(z ) − z − 2z − z U(z ) + z − zU(z ) + U(z ) = 0
3
(z
3
2
∑
−n
∑
∑
)
− z 2 − z + 1 U(z ) = z 2 + z
(z − 1)(z 2 − 1)U(z ) = z(z + 1)
z(z + 1)
U(z ) =
(z − 1)(z − 1)(z + 1)
U(z ) =
z
(z − 1)2
(5.10.3.10)
z = 1 é um polo de ordem 2 de U(z ) .
Aplicando a transformada Z unilateral inversa a (5.10.3.10), obtemos:

z 
2
 (z − 1) 
Z −1 {U(z )} = Z −1 
292
{u n } = Z −1{U(z )} = n,
n≥0
{u n } = {0,1,2,3,4,5,K}
Exercícios
01. Usando transformadas Z, solucione a equação de diferenças
y n + 2 − 6 y n +1 + 5y n = 3
sujeita às condições iniciais y 0 = 0 e y1 = 1 . Escreva os cinco primeiros termos da sequência.
R.: {y n } = Z −1{Y(z )} =
7 n 3
7
5 − n− , n≥0
16
4
16
02. Utilizando as transformadas Z, solucione a equação de diferenças
y n − 4 y n −1 + 3y n − 2 = 2 n .
1
1
n
R.: {y n } = Z −1{Y(z )} = 3n + 2 − 4(2 ) + , n ≥ 0
2
2
03. Utilizando as transformadas Z, solucione a equação de diferenças
 y n + 2 − y n +1 − 12 y n = δ (n − 1)

.
y 0 = 0
y = 2
 1
R.: {y n } = Z −1{Y(z )} = −
1
33
19
n −1
δ(n − 1) + 4 n −1 + (− 3) , n ≥ 1
12
28
21
04. Utilizando as transformadas Z, solucione a equação de diferenças
3y n + 27 y n −2 = 3 n .
R.:
1 n 1− i
(3i )n + 1 + i (− 3i )n
3 +
6
12
12
293
5.11 – Exercícios resolvidos
 4  − n
 −  , n < 0
.
01. Seja {y n } =  5 

n4, n ≥ 0

a) Determine F(z ) = Z {y n }.
∞
∞
∑
∞
∑
∑
n
∞
∑
 4 n
Z {y n } =
y −n z +
ynz =
n 4 z −n
−  z +
 5
n =4
1 24
n =0
n =4
1 4244
n =0
1
3 1
3 1
4243 1
4243
n
I
−n
II
I
II
I: série geométrica
∞
∑
n =1
∞
∑
n
 4 n
−  z =
 5
n =1
4
n
− z
4z
4
5
 4 
5
=−
se − z < 1 ⇒ z < (RDC)
− z =
4z + 5
5
4
 4 
 5 
1− − z
 5 
RDC: região de convergência
II: transformada Z unilateral
∞
∑
n 4 z −n =
Z n.n{  = −z d
n =0
= −z
3

fn
(3z
2
(3z
= -z
2

 z 3 + 4z 2 + z 


dz  (z − 1)4 
+ 8z + 1)(z − 1) − (z 3 + 4z 2 + z )4(z − 1) (1)
(z − 1)8
4
3
+ 8z + 1)(z − 1) − (4z 3 + 16z 2 + 4z )
(z − 1)5
3z 3 − 3z 2 + 8z 2 − 8z + z − 1 − 4z 3 − 16z 2 − 4z
= −z
(z − 1)5
z(z 3 + 11z 2 + 11z + 1)
=
(z − 1)5
RDC: z > 1 uma vez que lim
n →∞
n4
(n + 1)4
=1
Retornando a (5.11.1):
Z {y } = F(z ) = −
n
4z
z(z 3 + 11z 2 + 11z + 1)
5
+
se 1 < z <
5
4z + 5
4
(z − 1)
294
(5.11.1)
b) Represente algebricamente e geometricamente a região de convergência de F(z ) .
Im(z)
5
1< z <
4
R 1 = 1, R 2 =
5
4
R1
R2
Re(z)
c) Identifique e classifique as singularidades de F (z ) .
z=−
5
polo simples (polo de ordem 1)
4
z = 1 polo de ordem 5
 5  − n
 −  , n < 0
 6 
.
02. Seja {y n } = 
n
 2 3 
n  - 4  , n ≥ 0

a) Determine F(z ) = Z {y n }.
∞
∞
∑
∞
∑
∑
n
∞
∑
n
 3
 5 n
Z {y n } =
y −n z +
ynz =
n 2  −  z −n
−  z +
 6
 4
n =4
1 4244
n =0
n =4
1 24
n =0
1
3 1
3 1
4243 1
44
42444
3
n
I
−n
II
I
II
I: série geométrica
∞
∑
n =1
n
 5 n
−  z =
 6
∞
∑
n =1
n
 5 
− z =
 6 
5
− z
5z
5
6
6
se − z < 1 ⇒ z < (RDC)
=−
5z + 6
6
5
 5 
1− − z
 6 
RDC: região de convergência
II: transformada Z unilateral
∞
∑
n =0
n
 3
n 2  −  z −n
 4





3




n
z
+
−
z


d 
d  z 
d 
  3  
4

−z
= Z n.n  −   = − z − z
 = −z
2 

3
4
dz
dz
dz


 24
 
3


 1
4
3
 z + 
 z +  
fn
4 




4  
 
295
(5.11.2)
2


3
3
3
 3  
3
−  z +  −  − z  2 z + 
 − z 
d 
4
4
 4  
4
 = −z 4 
= -z
2
4
dz  
3 
3

z +  
z + 
4  
4
 

3
9
6
3
9
z
− z−
+ z − z2 +
4
16
4
4
16
= -z
=
3
3
3
3


z
+
z
+




4
4


RDC: z >
3
uma vez que lim
n →∞
4
 3
n2− 
 4
n
(n + 1)2  − 3 
n +1
=
4
3
 4
Retornando a (5.11.2):
Z {y } = F(z ) = −
n
3
6
5z
3 4z 2 − 3z
se
< z<
−
3
4
5
5z + 6 16 
3
z + 
4

b) Represente algebricamente e geometricamente a região de convergência de F(z ) .
Im(z)
3
6
< z<
4
5
3
6
R1 = ,R 2 =
4
5
R1
R2
Re(z)
c) Identifique e classifique as singularidades de F (z ) .
z=−
6
polo simples (polo de ordem 1)
5
z=−
3
polo triplo (polo de ordem 3)
4
03. Um sistema é descrito pela equação recursiva
y n +3 + 3y n +2 + 4 y n +1 + 12 y n = g n ,
sujeita às condições iniciais y 0 = y1 = 0 e y 2 = 2 .
296
a) Utilizando a transformada
Z
unilateral e suas propriedades, determine a resposta {y n } do
n
sistema quando g n = (− 2 ) .
Notação: Z {y n } = Y(z )
Aplicando a transformada Z unilateral à equação de diferenças:
z 3 Y(z ) − y 2 z + 3z 2 Y(z ) + 4zY(z ) + 12Y(z ) =
z
z+2
z
z + 2z + 4z 2z + 5z z(2z + 5)
(1z 4+4
3z + 4z + 12)Y(z ) =
+ 2z =
=
=
42444
3
z+2
z+2
z+2
z+2
3
2
2
2
P (z )
Como P(− 3) = 0 ⇒ P(z ) = (z + 3)(z 2 + 4) = (z + 2 )(z + 2i )(z − 2i ) . Assim:
(z + 3)(z + 2i )(z − 2i )Y(z ) = z(2z + 5) ⇒ Y(z ) =
z+2
z(2z + 5)
(z + 2)(z + 3)(z + 2i )(z − 2i )
Y(z )
2z + 5
A
B
C
D
=
+
+
+
=
z
(z + 2)(z + 3)(z + 2i )(z − 2i ) z + 2 z + 3 z + 2i z − 2i
lim (5.11.3)(z + 2) ⇒ A =
1
1
1
=
=
(1)(− 2 + 2i )(− 2 − 2i ) 4 + 4 8
lim (5.11.3)(z + 3) ⇒ B =
1
1
−1
=
=
(− 1)(− 3 + 2i )(− 3 − 2i ) 9 + 3 13
z → −2
z → −3
− 4i + 5
− 4i + 5
− 4i + 5
=
=
(− 2i + 2)(− 2i + 3)(− 4i ) 8(i − 1)(2 + 3i ) 8(2i − 3 − 2 − 3i )
− 4i + 5 (− 5 + i ) 20i + 4 − 25 + 5i − 21 + 25i
=
=
=
8(− 5 − i ) (− 5 + i )
8(25 + 1)
208
lim (5.11.3)(z + 2i ) ⇒ C =
z → −2 i
4i + 5
4i + 5
4i + 5
=
=
(2i + 2)(2i + 3)(4i ) 8(i + 1)(− 2 + 3i ) 8(− 2i − 3 − 2 + 3i )
4i + 5 (− 5 − i ) − 20i + 4 − 25 − 5i − 21 − 25i
=
=
=
8(− 5 + i ) (− 5 − i )
8(25 + 1)
208
lim (5.11.3)(z − 2i ) ⇒ D =
z →2 i
Retornando à equação (5.11.3):
Y(z ) 1 1
1 1
− 21 + 25i 1
− 21 − 25i 1
=
+
+
+
z
8 z + 2 13 z + 3
208 z + 2i
208 z − 2i
297
(5.11.3)
Y(z ) =
1 z
1 z
− 21 + 25i z
− 21 − 25i z
+
+
+
8 z + 2 13 z + 3
208 z + 2i
208 z − 2i
Como {y n } = Z −1 {Y(z )} , tem-se que:
{y n } = 1 (− 2)n +
8
1
(− 3)n + − 21 + 25i (− 2i )n + − 21 − 25i (2i )n , n ≥ 0
13
208
208
b) Calcule o elemento y 5 da sucessão {y n }.
n = 0 ⇒ y 3 + 3y 2 + 4 y1 + 12 y 0 = 1 ⇒ y 3 + 3(2) = 1 ⇒ y 3 = −5
n = 1 ⇒ y 4 + 3y 3 + 4 y 2 + 12 y1 = −2 ⇒ y 4 + 3(− 5) + 4(2) = −2 ⇒ y 4 = 5
n = 2 ⇒ y 5 + 3y 4 + 4 y 3 + 12 y 2 = 4 ⇒ y 5 + 3(5) + 4(− 5) + 12(2 ) = 4 ⇒ y 5 = −15
y 5 = −15
04. Um sistema é descrito pela equação recursiva
y n +3 + 2 y n +2 + 9 y n +1 + 18y n = g n ,
sujeita às condições iniciais y 0 = y1 = 0 e y 2 = 2 .
a) Utilizando a transformada
Z
unilateral e suas propriedades, determine a resposta {y n } do
n
sistema quando g n = (− 1) .
Notação: Z {y n } = Y(z )
Aplicando a transformada Z unilateral à equação de diferenças:
z 3 Y(z ) − y 2 z + 2z 2 Y(z ) + 9zY(z ) + 18Y(z ) =
z
z +1
z
z + 2z + 2z 2z + 3z z(2z + 3)
(1z 4+424
z + 9z + 18)Y(z ) =
+ 2z =
=
=
2444
3
z +1
z +1
z +1
z +1
3
2
2
2
P (z )
Como P(− 2 ) = 0 ⇒ P(z ) = (z + 2 )(z 2 + 9 ) = (z + 2)(z + 3i )(z − 3i ) . Assim:
298
(z + 2)(z + 3i )(z − 3i )Y(z ) = z(2z + 3) ⇒ Y(z ) =
z +1
z(2z + 3)
(z + 2)(z + 1)(z + 3i )(z − 3i )
Y(z )
2z + 3
A
B
C
D
=
=
+
+
+
(z + 2)(z + 1)(z + 3i )(z − 3i ) z + 2 z + 1 z + 3i z − 3i
z
−1
1
1
=
=
(− 1)(− 2 + 3i )(− 2 − 3i ) 4 + 9 13
lim (5.11.4 )(z + 2) ⇒ A =
z → −2
lim (5.11.4)(z + 1) ⇒ B =
z → −1
1
1
1
=
=
(1)(− 1 + 3i )(− 1 − 3i ) 1 + 9 10
2i − 1
− 6i + 3
− 3(2i − 1)
=
=
(− 3i + 2)(− 3i + 1)(− 6i ) − 6(− 3i + 2)(3 + i ) 2(− 9i + 3 + 6 + 2i )
2i − 1 (9 + 7i ) 18i − 14 − 9 − 7i − 23 + 11i
=
=
=
2(9 − 7i ) (9 + 7i )
2(81 + 49)
260
lim (5.11.4)(z + 3i ) ⇒ C =
z → −3i
6i + 3
3(2i + 1)
2i + 1
=
=
(3i + 2)(3i + 1)(6i ) 6(3i + 2)(− 3 + i ) 2(− 9i − 3 − 6 + 2i )
2i + 1 (− 9 + 7i ) − 18i − 14 − 9 + 7i − 23 − 11i
=
=
=
2(− 9 − 7i ) (− 9 + 7i )
2(81 + 49 )
260
lim (5.11.4 )(z − 3i ) ⇒ D =
z →3 i
Retornando à equação (5.11.4):
Y(z ) 1 1
1 1
− 23 + 11i 1
− 23 − 11i 1
=
+
+
+
z
13 z + 2 10 z + 1
260 z + 3i
260 z − 3i
Y(z ) =
1 z
1 z
− 23 + 11i z
− 23 − 11i z
+
+
+
13 z + 2 10 z + 1
260 z + 3i
260 z − 3i
Como {y n } = Z −1 {Y(z )} , tem-se que:
{y n } =
1
(− 2)n + 1 (− 1)n + − 23 + 11i (− 3i )n + − 23 − 11i (3i )n , n ≥ 0
13
10
260
260
b) Calcule o elemento y 5 da sucessão {y n }.
n = 0 ⇒ y 3 + 2 y 2 + 9 y1 + 18 y 0 = 1 ⇒ y 3 + 2(2 ) = 1 ⇒ y 3 = −3
299
(5.11.4)
n = 1 ⇒ y 4 + 2 y 3 + 9 y 2 + 18 y1 = −1 ⇒ y 4 + 2(− 3) + 9(2) = −1 ⇒ y 4 = −13
n = 2 ⇒ y 5 + 2 y 4 + 9 y 3 + 18 y 2 = 1 ⇒ y 5 + 2(− 13) + 9(− 3) + 18(2 ) = 1 ⇒ y 5 = 18
y 5 = 18
300
5.12 – Exercícios complementares
01. Calcular:
a) Z {2e − n + 3e −0.5 n }
{
n
b) Z 5(0,8) − 4(1,1)
R.: F(z ) =
n
}
R.: F(z ) =
2z
3z
+
z− 1
z− 1
e
e
5z
4z
−
z − 0,8 z − 1,1
c) Z −1 {5 + 3z −2 − z −3 + 2z −5 }
R.: f n = 5δ (n ) + 3δ (n − 2 ) − δ (n − 3) + 2δ (n − 5), n ≥ 0
 8z + 4 
d) Z −1  2

 z − 2z − 3 
0, n = 0

R.: f n =  n −1
n −1
(- 1) + 7(3) , n > 0
 4  n
 −  , n < 0
02. Seja {y n } uma seqüência definida por {y n } =  3 
.
 2
−n
n − n + 2 + 1, n ≥ 0
Determine: a) Z {y n } ;
R.: Z {y n } = −
3z
z(z + 1)
z
z
+
−
+
+
3
2
3z + 4 (z − 1) (z − 1)
z −1
b) os polos de F(z ) = Z {y n } e a ordem dos mesmos;
4
1
R.: Polos de ordem 1: z = − , z =
3
2
Polos de ordem 3: z = 1
c) a região de convergência de F(z ) = Z {y n }.
R.: 1 < z <
4
3
2− n

 3
−  , n < 0


 5
03. Seja {y n } = 
.
−n
2

 
n +1
 (- 1) − 1  3  , n ≥ 0

[
]
301
z
z−
1
2
Determine F(z ) = Z {y n } , identifique as singularidades de F(z ) e represente algebricamente e
geometricamente a região de convergência de F(z ) .
2z 2
5 
3 
3
z+
 z +  z − 
3 
2 
2
5
3
3
Polos simples (de ordem 1): z = − , z = − , z =
3
2
2
R.: Z {y n } = F(z ) = −
9
25
Anel de convergência:
z
−
3
5
< z<
2
3
−n
04. Seja o sinal discreto x[n ] = n e −2 n ∗ (− 7 ) .
Determine: a) Z {x[n ]};
R.:
1
z2
2
e2 
1 
1
z − 2  z + 
7
e  

b) os polos de F(z ) = Z {x[n ]} e a ordem dos mesmos;
R.: Polo de ordem 1: z = −
Polo de ordem 2: z =
1
7
1
e2
c) a região de convergência de F(z ) = Z {x[n ]}.
R.: z >
1
7
1− n

3
  ,n < 0


2
05. Seja {y n } = 
.
-n
 5 
 nπ 
 3  sen 2 , n ≥ 0

a) Determine F(z ) = Z {y n };
302
R.: Z {y n } = F(z ) = −
9z
15z
9z
3z
+
=−
+
2
3 
3 
2(3z − 2 ) 25z + 9
2(3z − 2 ) 
5 z − i  z + i 
5 
5 

b) Identifique as singularidades de F(z ) e represente geometricamente a região de convergência de
F(z ) .
2
3
3
R.: Polos de ordem 1: z = , z = − i , z = i
3
5
5
Região de convergência:
3
2
< z<
5
3
06. Solucionar a equação de diferenças utilizando a transformada Z unilateral.
y n + 2 − 3y n +1 − 4 y n = 1

y o = 0
y = 2
 1
1 7
3
n
n
R.: {y n } = − + (4 ) − (− 1) , n ≥ 0
6 15
10
07. Utilizando as transformadas Z, solucione a equação de diferenças
y n + 2 − y n +1 − 6 y n = δ (n − 1)

.
y 0 = 0
y = 2
 1
1
19
9
n −1
R.: {y n } = − δ (n − 1) + 3 n −1 + (− 2 ) , n ≥ 1
6
15
10
08. Utilizando as transformadas Z e suas propriedades, solucione a equação de diferenças
y n + 2 y n −1 − 24 y n − 2 = 3 n −2 .
Calcule os três primeiros termos da sequência {y n }.
1
1
1
n
R.: {y n } = − 3 n + 4 n + (− 6 ) , n ≥ 0 ⇒ {y n } = {0,0,1,K}
9
10
90
09. Utilizando as transformadas Z e suas propriedades, solucione a equação de diferenças
303
y n − 2 y n −1 + y n −2 = 2 n −2 .
Calcule os cinco primeiros termos da seqüência {y n } .
R.: {y n } = 2 n − n − 1, n ≥ 0 ⇒ {y n } = {0,0,1,4,11,K}
10. Utilizando a transformada Z unilateral e suas propriedades, determine a resposta {y n } do sistema
descrito pela equação recursiva
5
2
y n + y n −1 − y n −2 = g n ,
3
3
quando o mesmo é excitado por g n = 2 − n .
Calcule o primeiro termo da sucessão {y n } .
n
n
31
21
24
n
R.: {y n } =   −   + (− 2)
52
7 3
35
y 0 = lim Y(z ) = 1
z →∞
11. Utilizando a transformada Z unilateral e suas propriedades, determine a resposta {y n } do sistema
descrito pela equação recursiva
3y n + 27 y n −2 = g n ,
−n
1
quando o mesmo é excitado por g n =   .
3
Calcule os três primeiros termos da sucessão {y n } .
R.: {y n } =
1 n 1− i
(3) +
(3i )n + i + 1 (− 3i )n , {y n } =  1 ,1,0,K
6
12
12
3

n

n 2 (- 2 ) , n ≥ 0

12. Seja {y n } =  1  −n
.
 −  cos(nπ) , n < 0
 4 
a) Determine F(z ) = Z {y n }.
304
R.: Z {y n } = F(z ) = −
z
2z(2 − z )
+
, 2< z <4
z − 4 (z + 2 )3
b) Identifique, classifique e represente no plano de Argand-Gauss as singularidades de F (z ) .
R.: z = 4
z = −2
polo simples
polo triplo
c) Represente algebricamente e geometricamente a região de convergência de F(z ) .
R.: 2 < z < 4 (algebricamente)
13. Um sistema é descrito pela equação recursiva
y n +3 + y n + 2 + 9 y n +1 + 9 y n = g n ,
sujeita às condições iniciais y 0 = 0 , y1 = 1 e y 2 = −1 .
a) Utilizando a transformada Z unilateral e suas propriedades, determine a resposta {y n } do sistema
quando g n = 0 .
R.: {y n } =
1 − 3i
(3i )n + 1 + 3i (− 3i )n − 1 (− 1)n
20
20
10
b) Calcule o elemento y 6 da sucessão {y n }.
R.: y 6 = −73
14. A sequência de Fibonacci tem as seguintes características:
y n + 2 = y n +1 + y n
y0 = 1
.
y1 = 1
Empregando a transformada Z unilateral e suas propriedades, determine o n-ésimo termo dessa
sucessão e calcule alguns termos da mesma.
n
n
5 + 5 1 + 5 
5 − 5 1− 5 

 +

 , n≥0
R.: {y n } =


10  2 
10  2 
{y n } = {1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,144,K}
305
306
6. FORMULÁRIO
1. Série de Fourier/Coeficientes de Fourier
a
f (x ) = 0 +
2
∞
∑
n =1
1
a0 =
L
∫

 nπ x 
 nπ x  
a n cos L  + b n sen L 





L
1
an =
L
f (x )dx
−L
∫
L
−L
 nπ x 
f (x ) cos
dx
 L 
L
∫
1
bn =
L
−L
 nπ x 
f (x )sen
dx
 L 
2. A forma exponencial (ou complexa) da série de Fourier
∞
f (x ) =
∑
cne
i
nπ x
L
1
cn =
2L
n = −∞
∫
L
f (x )e
−i
nπ x
L
dx
−L
3. Identidade de Parseval para séries de Fourier
1
L
∫
L
2
[f (x )]
2
−L
a
dx = 0 +
2
∞
∑(
2
a n + bn
2
)
n =1
4. Integral de Fourier
1
f (x ) =
2π
∞
∫ ∫
−∞
∞
f (x ) e iαx dx e −iαx dα
−∞
5. Transformadas de Fourier
ℑ{f (x )} = F(α ) =
∫
∞
f (x ) e
iα x
1
ℑ {F(α )} = f (x ) =
2π
−1
dx
−∞
ℑC {f (x )} = FC (α ) =
ℑS {f (x )} = FS (α ) =
∫
∫
∞
f (x ) cos(αx )dx
ℑC
−1
{FC (α )} = f (x ) =
0
∞
f (x ) sen (αx )dx
ℑS
−1
{FS (α )} = f (x ) =
0
Tabela 1: Transformadas de Fourier.
307
∞
∫
∫
∫
F(α ) e -iα x dα
−∞
∞
2
π
FC (α ) cos(αx )dα
0
∞
2
π
FS (α ) sen (αx )dα
0
6. Algumas propriedades das transformadas de Fourier
6.1 - Comportamento de F(α ) quando α → ±∞
lim F(α ) = 0
α → ±∞
6.2 - Linearidade
ℑ{a f (x ) + b g(x )} = a ℑ{f (x )} + b ℑ{g(x )} = a F(α ) + bG (α )
6.3 - Simetria (dualidade)
ℑ{F(x )} = 2π f (− α ) , se F(α ) = ℑ{f (x )}
6.4 - Conjugado
{ }
ℑ f (x ) = F(− α ) , onde F(α ) = ℑ{f (x )}
6.5 - Translação (no tempo)
ℑ{f (x − a )} = e iaα F(α ) , onde F(α ) = ℑ{f (x )}
6.6 - Translação (na freqüência)
ℑ{e iax f (x )} = F(α + a ) , onde F(α ) = ℑ{f (x )}
6.7 - Similaridade (ou dilatação ou mudança de escala)
ℑ{f (ax )} =
1
a
α 
F  , onde F(α ) = ℑ{f (x )}
a
6.8 - Inversão de tempo
ℑ{f (− x )} = F(− α ) , onde F(α ) = ℑ{f (x )}
6.9 - Convolução
(f ∗ g )(x ) =
∫
∞
f (x − u )g(u )du =
−∞
∫
∞
f (u )g(x − u )du
−∞
ℑ{f ∗ g} = ℑ{f (x )} ℑ{g(x )} = F(α ) G (α )
6.10 - Multiplicação (convolução na frequência)
ℑ{f (x ).g(x )} =
1
F(α ) ∗ G (α ) , onde F(α ) = ℑ{f (x )} e G (α ) = ℑ{g (x )}
2π
308
6.11 - Transformadas de Fourier de derivadas
{
}
n
n
ℑ f (n ) (x ) = (− iα ) ℑ{f (x )} = (− iα ) F(α )
{
}
{
}
ℑC f " (x ) = −α 2 ℑ C {f (x )} − f ' (0 ) = −α 2 FC (α ) − f ' (0)
ℑS f " (x ) = −α 2 ℑS {f (x )} + α f (0) = −α 2 FS (α ) + α f (0 )
6.12 - Derivadas de transformadas de Fourier
ℑ{x n f (x )} = (− i ) F (n ) (α ) , onde F(α ) = ℑ{f (x )}
n
6.13 - Diferenciação na frequência
ℑ{i x f (x )} =
d
F(α ) , onde F(α ) = ℑ{f (x )}
dα
7. Identidade de Parseval para integrais de Fourier
∫
∞
∫
∞
1
f (x ) dx =
2π
2
−∞
2
[f (x )] dx =
0
2
π
∫
∫
∞
2
F(α ) dα
−∞
∞
2
[FC (α )] dα
0
∫
∞
2
[f (x )] dx =
0
8. Algumas identidades trigonométricas
sen (u ) cos(v ) =
1
[sen (u + v ) + sen (u − v )]
2
cos(u ) cos(v ) =
1
[cos(u + v ) + cos(u − v )]
2
sen (u )sen (v ) =
1
[cos(u − v ) − cos(u + v )]
2
309
2
π
∫
∞
[FS (α )]2 dα
0
9. Transformadas de Fourier de algumas funções e distribuições
f (x )
F(α )
2sen (aα )
,α ≠ 0
1, x < a
f (x ) = 
0, x > a
e
−a x
α
F(0) = 2a
2a
2
α + a2
π −a α
e
a
1
α
FC (α ) = 2
FS (α ) = 2
α +1
α +1
, Re(a ) > 0
1
, Re(a ) > 0
x + a2
e −x
2
e
e
−
ax
2
−
x2
2
2π e
2
2π
,a > 0
a
1, x > c
e − ax u (x ), Re(a ) > 0, u (x − c ) = 
0, x < c
1, x > c
x n e − ax u (x ), Re(a ) > 0, u (x − c ) = 
0, x < c
∞, x = 0
δ (x ) = 
0, x ≠ 0
1, x ≤ a
1 = lim f (x ), f (x ) = 
a →∞
0, x > a
 1, x > 0
sgn (x ) = 
− 1, x < 0
1, x > 0
u (x ) = 
0, x < 0
e ia x
cos(ax )
sen (ax )
cos(ax ) u (x )
sen (ax ) u (x )
∫
e
−
α2
−
2
α2
2a
1
a − iα
n!
(a − iα )n +1
1
2πδ(α )
2i
α
πδ(α ) +
i
α
2πδ(α + a )
π[δ(α + a ) + δ(α − a )]
iπ[δ(α − a ) − δ(α + a )]
π
[δ(α + a ) + δ(α − a )] + 2 iα 2
2
α −a
iπ
[δ(α − a ) − δ(α + a )] − 2 a 2
2
α −a
x
f (κ )dκ
πF(0 )δ(α ) +
−∞
i F(α )
α
Tabela 2: Transformadas de Fourier de algumas funções e distribuições.
310
10. Transformada de Laplace unilateral
L {f (t )} = F(s ) =
L
−1
∫
∞
f (t )e −st dt
0
{F(s )} = f (t ) = 1
2π i
∫
γ +i ∞
F(s ) e st ds =
γ −i ∞
1
2π i
∫
F(s ) e st ds
C
11. Algumas propriedades da transformada de Laplace unilateral
11.1 - Comportamento de F(s ) quando s → ∞
lim F(s ) = 0
s →∞
11.2 - Linearidade
L {a f (t ) + b g(t )} = aL {f ( t )} + bL {g(t )} = aF(s ) + bG(s)
11.3 - Primeira propriedade de translação
L {e f (t )} = F(s − a ) , onde F(s) = L {f (t )}
at
11.4 - Segunda propriedade de translação
L {f (t − a )u(t − a )} = e
− as
0, 0 ≤ t < a
e F(s ) = L {f (t )}
F(s ), com u (t - a ) = 
1, t ≥ a
11.5 - Similaridade (ou mudança de escala)
L {f (at )} = 1 F s  , onde F(s) = L {f (t )}
a a
11.6 - Transformada de Laplace de derivadas
L {f (t )}
= sF(s ) − f (0 )
L {f (t )}
= s 2 F(s ) − sf (0 ) − f ' (0 )
'
"
L {f ( ) (t )} = s F(s) − s
n
n
n −1
f (0 ) − s n − 2 f ' (0 ) − s n −3 f " (0) − K − s f (n -2 ) (0) − f (n −1) (0)
11.7 - Transformada de Laplace de integrais
311

L 

∫
t
o
 F(s )

, onde F(s ) = L {f (t )}
f (u ) du  =
s

11.8 - Derivadas de transformadas de Laplace (multiplicação por t n )
dn
L {t f (t )} = (− 1) n F(s) = (− 1)n F (n ) (s ) , onde F(s) = L {f (t )}
ds
n
n
11.9 - Integrais de transformadas de Laplace (divisão por t )
∞
∫
L  f (t ) =
 t 
F(u ) du, desde que lim+
t →0
s
f (t )
exista
t
11.10 - Convolução
(f ∗ g )(t ) =
∫
t
f (u )g (t − u ) du =
o
∫
t
f (t - u )g(u ) du
o
L {f ∗ g} = F(s )G(s ) , onde F(s) = L {f (t )} e G(s) = L {g(t )}
11.11 - Valor inicial
lim f (t ) = lim sF(s )
t →0
s →∞
11.12 - Valor final
lim f (t ) = lim sF(s )
t →∞
s→0
11.13 - Transformada de Laplace de funções periódicas
L {f (t )} = 1 −sT
1− e
∫
T
e −st f (t ) dt , com f(t) periódica de período fundamental T
0
11.14 - Fórmula de desenvolvimento de Heaviside
L
−1
 P(s ) 

=
 Q(s ) 
n
∑
k =1
P(α k ) α k t
e
d
Q(α k )
ds
312
12. Transformada de Laplace unilateral de algumas funções e distribuições
f (t )
1
F(s )
1
, Re(s ) > 0
s
1
, Re(s ) > a
s−a
n!
, Re(s ) > 0
s n +1
s
, Re(s ) > 0
2
s + a2
a
, Re(s ) > 0
2
s + a2
s
, Re(s ) > a
2
s − a2
a
, Re(s ) > a
2
s − a2
1
s - ia
e at
tn
cos(at )
sen (at )
cosh (at )
senh (at )
e iat
1 '
Γ (1) − ln(s ) , Γ(n ) =
s
[
ln (t )
Si (t ) =
∫
t
0
]
∫
∞
t n -1e − t dt
0
1 π
 1
1
− arctg(s ) = arctg 

s 2
 s
s
sen (u )
du
u
N (t )
0, 0 ≤ t < a
u (t − a ) = 
1, t ≥ a
0
e − as
s
∞, t = a
0, t ≠ a
δ (t − a ) = 
e − as
Tabela 3: Transformada de Laplace unilateral de algumas funções e distribuições.
13. Transformadas Z unilateral e bilateral
∞
Z {f } = F(z ) =
n
∑
∞
fnz
−n
Z {f } = F (z ) =
II
n
II
n =0
∑
f n z −n
n = −∞
∞
Raio de convergência R de uma série de potências
∑
n =0
313
n
a n (z − c ) :
R = lim
n →∞
an
1
ou R = lim
a n +1
n →∞
an
1
n
Região de convergência da transformada Z unilateral: z >
1
2π i
Z {F(z )} = {f } =
−1
n
∫
1
R
F(z ) z n −1dz
C
14. Algumas propriedades da transformada Z unilateral
14.1 - Linearidade
Z




l
∑
i =0


c i f i ,n  =

l
∑
c i Fi (z )
i=0
14.2 - Translação (ou deslocamento)
Z

{f n + k } = z F(z ) −


k
k −1
∑
n =0

fnz 


−n
Z {f } = z F(z ) = F(z ) , onde F(z ) = Z {f }
−k
n−k
n
zk
14.3 - Similaridade
Z {λ f } = F z  , onde F(z ) = Z {f }
n
n
n
λ 
14.4 - Convolução
n
{f n }∗ {g n } = {f n ∗ g n } =
∑
f k g n−k
k =0
Z {f
n
∗ g n } = F(z )G (z ) , onde F(z ) = Z {f n } e G (z ) = Z {g n }
14.5 - Diferenciação da transformada de uma sequência
Z {n f } = −z d F(z ) , onde F(z ) = Z {f }
n
n
dz
314
14.6 - Integração da transformada de uma sequência
Z
f n 
 =
n
∫
∞
z
F(u )
du , f 0 = 0
u
14.7 - Valor inicial
lim F(z ) = f 0
z →∞
14.8 - Valor final
lim(z − 1)F(z ) = lim f n
z →1
n →∞
15. Transformada Z unilateral de algumas sequências
fn
1, n = 0
δ (n ) = 
0, n ≠ 0
1
e an
an
sen (βn )
cos(β n )
senh (β n )
cosh (βn )
n
n2
F(z )
1
z
, z >1
z −1
z
, z > ea
a
z−e
z
, z >a
z−a
z sen (β )
, z >1
2
z − 2z cos(β ) + 1
z[z − cos(β )]
, z >1
2
z − 2z cos(β ) + 1
z senh (β)
, z > max e β , e −β
2
z − 2z cosh (β ) + 1
z[z − cosh (β )]
, z > max e β , e −β
2
z − 2z cosh (β) + 1
z
, z >1
(z − 1)2
z(z + 1)
, z >1
(z − 1)3
(
n3
(
)
(
)
), z > 1
z z 2 + 4z + 1
(z − 1)
4
Tabela 4: Transformada Z unilateral de algumas sequências.
315
316
REFERÊNCIAS
[1] ÁVILA, G. Variáveis complexas e aplicações. 3a ed. Rio de Janeiro: LTC.
[2] BOYCE, W.E.; DIPRIMA, R.C. Equações diferenciais elementares e problemas de valores de
contorno. Rio de Janeiro: LTC.
[3] FIGUEIREDO, D.G. Análise de Fourier e equações diferenciais parciais. Rio de Janeiro: IMPA.
[4] HAYKIN, S.; VEEN, B. Sinais e sistemas. Porto Alegre: Bookman.
[5] HSU, H.P. Sinais e sistemas. Porto Alegre: Bookman.
[6] IÓRIO, V. EDP Um curso de graduação. Rio de Janeiro: IMPA.
[7] KAPLAN, W. Cálculo avançado. Vol. 2. São Paulo: Edgard Blücher.
[8] KREYSZIG, E. Matemática superior. Vol. 3. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos.
[9] OPPENHEIM, A.V.; WILLSKY, A.S.; NAWAB, S.H. Signals & systems. Upper Saddle River:
Prentice Hall.
[10] PALIOURAS, J.D. Complex variables for scientists and engineers. New York:
Macmillan Publishing Co.
[11] SPIEGEL, M.R.; WREDE, R.C. Cálculo avançado. Porto Alegre: Bookman.
[12] SPIEGEL, M.R. Schaum’s outline of theory and problems of Fourier analysis with applications
to boundary value problems.
[13] SPIEGEL, M.R. Schaum’s outline of theory and problems of Laplace transforms.
[14] SPIEGEL, M.R. Variáveis complexas. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil.
[15] STEWART, J. Cálculo. Vol. 1 e 2. São Paulo: Cengage Learning.
[16] TROFINO, A. Sistemas lineares. http://www.das.ufsc.br/~trofino
[17] ZILL, D.G.; CULLEN, M.R. Equações diferenciais. Vol. 1 e 2. São Paulo: Makron Books.
Observação: Os gráficos presentes nestas notas foram construídos empregando-se os aplicativos
winplot, mathgv e maple.
317
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Apostila do Prof. Dr. Rudimar Luiz Nós