TURISMO RURAL DE BASE COMUNITARIA EM ASSENTAMENTOS DE REFORMA AGRÁRIA: BREVE TRAJETÓRIA DO PROGRAMA TERRA SOL DO INCRA – BAHIA Campos Filho, Alberto Viana de; Chaves, Ises Maria Ferreira; Rangel, Ianna Kelly Daltro; Santos, Revecca Oliveira.1 Palavras-chave: turismo, assentamentos, Bahia. RESUMO Este trabalho apresenta a trajetória do programa TERRASOL do INCRA-BA no âmbito do turismo rural em Projetos de Assentamento de Reforma Agrária, destacando as parcerias firmadas com a FUNDESF, de assessoria técnica em turismo. Relata-se as informações e ações de turismo nos assentamentos até o início dessas parcerias e aprofunda o contexto do turismo rural de base comunitária nessas comunidades a partir da pactuação delas, onde capacitações, estudos técnicos, inventários, protagonismo de gênero e geração, produção associada ao turismo, solidariedade, fluxos locais e internacionais de visitantes e fornecimento de hospedagem, condução de visitantes, serviços de alimentação e venda de artesanato são uma constante. Conclui que a ação da assessoria técnica estudou e divulgou as potencialidades turísticas das comunidades, descreveu suas ações atuais de turismo, levou um conhecimento técnico às comunidades, aproximou o trade turístico do mundo da reforma agrária, ampliou parceiros e investimentos e trouxe outros benefícios em diferentes dimensões. INTRODUÇÃO As pluriatividades, entendidas como referentes “à combinação de atividades agrícolas com outras atividades, que gerem ou não ganhos monetários, independentemente de serem internas ou externas à exploração agropecuária”, conforme o conceito de Campanhola e da Silva(CAMPANHOLA E DA SILVA,2004), estão também presentes em áreas de agricultores familiares tradicionais, quilombolas e de assentados em Projetos de Reforma Agrária. Destaca-se dentre elas o turismo rural, que vem recentemente, sendo pautado pelos Movimentos Sociais do Campo junto à esfera pública, para que se desenvolva nesses locais, seguindo uma tendência mundial de protagonismo de comunidades para o atendimento ao turista vivencial e não apenas visitante. Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento-BID, a Organização Mundial do Turismo-OMT calcula que a oferta de turismo rural comunitário aumentará muito nos próximos 13 anos, estimando que 3% dos turistas mundiais se inclinam a vivenciá-lo, e que essa cifra cresce cerca de 6% ao ano, acima da média de crescimento mundial (FONSECA, 2008). No Brasil várias políticas públicas apontam nesse sentido, como as do Ministério do Turismo, do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-INCRA, como o Serviço de Assessoria Técnica, Social e Ambiental – ATES, o Programa Arte e Cultura na Reforma Agrária e o Programa de “Fomento à Agroindustrialização, à Comercialização e Atividades Pluriativas Solidárias – TERRASOL” , criado em 2004(BRASIL, 2004). 1 Campos Filho, Alberto Viana de (Bel. em turismo, Coordenador Turismo/Terra Sol INCRA-BA; especialista em Gestão Governamental); Chaves, Ises Maria Ferreira, (Bel. em Turismo, especialista em Metodologia do Ensino Superior, Coordenadora FUNDESF); Rangel, Ianna Kelly Daltro (Bel. em Turismo, especialista em Metodologia do Ensino Superior, mestranda em Políticas Públicas, Gestão do Conhecimento e Desenvolvimento Regional); Santos, Revecca Oliveira (Bel. em Turismo e Eventos, mestranda em Turismo e Desenvolvimento - Université de Toulouse/França). Nos níveis estaduais e municipais tem-se notícia de muitos projetos de turismo rural na agricultura familiar no País conforme dados da Rede Nacional de Turismo Rural na Agricultura Familiar – REDETRAF e do documento Processo de Formação e Capacitação Continuada em Turismo Rural na Agricultura Familiar Região Nordeste (RAMOS, 2005). Na Bahia, a Secretaria Estadual de Turismo do Governo do Estado-SETUR e o SEBRAE, vêm fomentando com outros entes, a formulação de uma política de turismo rural para o estado, que a partir das articulações do INCRA-BA e da Fundação Juazeirense para o Desenvolvimento Científico, Tecnológico, Econômico, Sócio-cultural e Ambiental – FUNDESF passou a contemplar o universo do turismo rural numa perspectiva familiar, comunitária e solidária, que inclui os assentamentos de reforma agrária. Considerando esse contexto, o INCRA-BA buscou fomentar as iniciativas de turismo rural e sua produção associada em assentamentos de reforma agrária, a partir de 2006 com as ações do Programa TERRASOL em parceira com a FUNDESF, que este trabalho busca apresentar e avaliar incluindo aí aquelas em fase final de execução no primeiro trimestre de 2010 e as em fase de prospecção para o biênio 2010/11. Para esse estudo parte-se dos conceitos de turismo rural na agricultura familiar adotados pelo MDA e MTUR no Caderno Temático de Segmentação para o Turismo Rural, o de turismo de base comunitária adotado pelo MTUR, o de ecoturismo de base comunitária adotado pelo MMA, e dos princípios do turismo solidário e comunitário adotados pela Rede Brasileira de Turismo Solidário e Comunitário. Chega-se ao final da pesquisa constatando-se dentre outras coisas que e o turismo rural traz benefícios em diferentes dimensões e mostra que o trabalho do TERRASOL de assessoria técnica especializada em turismo fomenta a ampliação de parcerias e investimentos, e agrega mais famílias e lideranças dos movimentos sociais interessadas no tema. METODOLOGIA A metodologia partiu de uma abordagem participativa, descritiva e exploratória (devido a escassez bibliográfica do tema turismo em assentamentos de reforma agrária), de dados secundários constantes dos relatórios de execução dos convênios firmados pelo INCRA-BA, das reuniões de avaliação dos serviços realizados pelos autores, e de dados primários de campo, nas visitas aos parceiros atuais e potenciais no Brasil e na Europa, e na observação e diálogo com os turistas, e da prática das famílias assentadas na condução de visitantes, nas atividades de hospedagem e serviços de alimentação e artesanato. A abordagem do tema deu-se de forma cronológica partindo-se das primeiras notícias trazidas ao INCRA-BA no início dessa década, indo-se até o ano em curso, concluindo-se por uma avaliação sucinta, e a apresentação de tendências e proposições para com o tema estudado. DISCUSSÃO E RESULTADOS Estudar o tema Turismo em Assentamentos de Reforma Agrária, através de bibliografia disponível é difícil pela sua escassez, encontrando-se apenas algumas dissertações de mestrado e trabalhos de conclusão de curso, notadamente com ênfase em assentamentos que tem potencial para o turismo, mas não que tenham a prática dessa atividade e 3 livros no mercado com citações diretas de turismo em assentamentos que foram “Turismo no Meio Rural como Alternativa Econômica para o Estado de Mato Grosso” (2009), de autoria de DONIZETE, Geraldo Lúcio, “ Turismo e Práticas Socioespaciais: Múltiplas Abordagens e Interdisciplinaridades” de 2009 de VIEGAS, Jeanete Magalhães e CASTILHO, Cláudio Moura de (organizadores), e “Turismo Rural” ,de 2003, organizado por RODRIGUES, Adyr Balastreri. Na Bahia, até o ano de 2002, raras foram as notícias sobre turismo em assentamentos de reforma agrária, tendo-se como dados iniciais a visitação da Cachoeira Pancada Grande, no Projeto de Assentamento homônimo, localizado no município de Itacaré, onde detectou-se em estudo que “...não havia qualquer interação entre visitantes e assentados.” (Leal, 2003), o conhecimento de que no PA Andaraí, no município de Nova Redenção, o mundialmente conhecido Poço Azul (que recebe hoje, cerca de 18 mil visitantes por ano) localizava-se dentro no perímetro da comunidade e um primeiro levantamento de ecoturismo realizado em assentamentos de Itaetê (famoso pela localização do Poço Encantado). Em 2004 o MDA implantou na Bahia seu roteiro pioneiro no âmbito do Programa Nacional de Turismo Rural na Agricultura Familiar-PNTRAF envolvendo comunidades de agricultores familiares tradicionais e 2 assentamentos sem diálogo e interação com o INCRA-BA. No ano de 2005 constatou-se que o PA Eldorado, localizado em Santo Amaro, recebia estrangeiros interessados na cadeia do cacau, sendo recebidos por “D. Bibiu” a matriarca da família anfitriã, que os conduzia ao seu quintal e à lojinha na sala da sua casa. Constatou-se também que turistas evangélicos regionais e norte-americanos hospedavamse no PA Cascata, localizado nos municípios de Aurelino Leal e Itacaré. O primeiro apoio do INCRA-BA para ações direta de turismo foi com a Cipó Comunicação Interativa para programação visual e fornecimento de fardamento e utensílios para condutores de visitantes. Em 2006 também foi realizado o I Seminário Estadual de Turismo na Reforma Agrária, resultando principalmente na entrada do INCRA-BA na Rede TRAF. Também realizou-se um encontro promovido pela secretaria de turismo de Itaetê e pela coordenação do MST, com apoio do Movimento Ambientalista GAMBÁ, onde difundiram-se as potencialidades e as ações que já aconteciam em diversas comunidades. Em 2007, com a participação na Oficina Nacional da REDETRAF no Rio de Janeiro, constatou-se que os assentamentos da Bahia não eram os únicos a terem o potencial e/ou a atividade de turismo implantada, e que havia o interesse de universidades em estudar o tema. Daí partiu-se para elaboração da pesquisa nacional de turismo em assentamentos de reforma agrária no Brasil (ainda em andamento) pelo Terra Sol Bahia, mapeando estudos , ações e atores e sistematizando esses dados para edição de uma publicação em livro exclusiva do tema. Conforme a Tabela 1, constatou-se que no Brasil 115 assentamentos estão envolvidos de alguma forma na temática do turismo, especialmente o rural e o ecoturismo, em 20 estados diferentes e em todas regiões do país. Tabela 1 – Extrato da Pesquisa Nacional de Turismo em Assentamentos de Reforma Agrária do Brasil Levantados pelo Terra Sol - BA - 2007 A 2010. Extratificação 2 Estados com 7 Estados com Ocorrência Estados por siglas 1 RJ, SC 2 GO, PI, SP, TO, MS, SP, MG, AM, AC Nº 2 14 % 1 2 3 Estados com 3 RR, MT, MS 9 3 3 Estados com 5 CE, PB, RN 15 4 1 Estado com 1 Estado com 1 Estado com TOTAL 6 28 41 RS PE BA 20 6 28 41 115 5 24 36 FONTE: INCRA-BA 2010. Em meados de 2007 tanto a Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Bahia FETAG-BA como o MST solicitaram apoio do TERRASOL para seus assentamentos do Recôncavo, que tinham também fluxo regional e internacional, com apoio da ONG italiana Casa Encantada, que tem mediado a vinda de cerca de 180 italianos e franceses por ano para os assentamentos de Santo Amaro, motivados pelo turismo rural solidário/responsável. Também no final de 2007 o INCRA-BA firmou a primeira parceria com a FUNDESF de assessoria técnica especializada em turismo, onde implantou-se uma metodologia de estudos expeditos e de fomento ao turismo rural voltadas para alguns assentamentos mapeados pela pesquisa, tendo como resultados uma roteirização preliminar no Recôncavo da Bahia, realização de capacitações , o II Seminário Estadual de Turismo na Reforma Agrária e a I Mostra da Produção Associada ao Turismo, entre outras ações. Também foram elaborados projetos executivos de construção e reforma de infra-estrutura para fins turísticos. A Tabela 2 apresenta as ações realizadas em 18 assentamentos em 13 municípios entre 2007 e 2008. Tabela 2 – Resumo das Ações de Turismo Rural do Terra Sol - BA Iniciadas em 2007 e 2008 Ações Quant. Estudo de fomento ao turismo Roteirização Preliminar com circuito ANDA BRASIL Levantamento Expedito de Potencialidades Elaboração de projeto arquitetônico de receptivo comunitário Elaboração de projeto arquitetônico para reforma da casa sede em eco pousada Elaboração de projeto executivo de ponto de café regional/ponto venda 4 2 9 1 4 Elaboração de projeto arquitetônico para construção de ponto de venda de artesanato 1 3 FONTE: INCRA-BA 2010. Em 2008 participou-se do I° Encontro Nacional da REDETRAF no Paraná e iniciaram-se as ações do Grupo Gestor da Política de Turismo Rural para a Bahia resultando da instalação da Câmara de Turismo Rural do Fórum Estadual de Turismo, e firmou-se a 2a parceria com a FUNDESF voltada prioritariamente para assentamentos localizados no Território Chapada Diamantina e Entorno cujas ações estão em fase final de realização, envolvendo cerca de 10 assentamentos em 5 municípios. Essas ações estão resumidas na tabela abaixo. Tabela 3 – Resumo das Ações de Turismo Rural do Terra Sol - BA Iniciadas em 2008 à 2010 Ações Quant. Capacitações/turmas 9 Sinalização Temática 9 Projeto Livro Culinária de Raiz 1 Estudo cesta consumoXprodução associada 1 Folheteria trilingue 1 Estudos de fomento e roteirização preliminar 9 Consult. espeleologia, ecoturismo e t. de aventura 1 Seminário Territorial Palestras Universidades/parceiros Participação Terra Madre Day 1 8 1 Participação em eventos locais Participação eventos nacionais Participação eventos internacionais 6 2 4 FONTE: INCRA-BA 2010. Esse convênio avançou no sentido da efetivação dos assentamentos enquanto espaço turístico e da produção associada ao turismo, capacitações técnicas, divulgação deles enquanto destinos, ampliação de parcerias e recursos investidos, divulgação das ações no âmbito das universidades, e para a inserção pioneira dos assentados e suas entidades de apoio em eventos e instituições do setor de turismo. Parcerias com o SENAC, Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego Renda e Esporte – SETRE através da Superintendência de Economia Solidária, com a ong Casa Encantada/MLAL da Itália, com as prefeituras locais, com a Secretaria Estadual de Turismo com a BAHIATURSA, a Faculdade Baiana de Medicina, com a empresa Daventura, com um espeleólogo, com o SEBRAE e com a Agência de Viagens Tatur Turismo que trouxe 60 estudantes da Universidade de Nova York Programa Martin Luter King, em janeiro de 2010, foram articulações exitosas. A tabela 4 mostra a evolução cronológica dessas parcerias. A visita de uma missão técnica da China, a realização de palestras em eventos técnicos foram também iniciativas importantes para a divulgação do trabalho e novos aprendizados ao lado da participação no Salão de Turismo de São Paulo, na Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária-FENAFRA e na Adventure Sport Fair. Outra constatação importante foi o grande envolvimento dos jovens e mulheres assentados sendo revelados pelas iniciativas de artesanato em quase todos os assentamentos estudados, de hospedagens nas casas dos assentados, além do beneficiamento de frutas orgânicas, o que potencializou o apoio do TERRASOL para ampliação e qualificação dessa produção em unidades agroindustriais e para a inserção do projeto do livro de culinária de raiz no Terra Madre Day, uma das maiores celebrações coletivas da diversidade alimentar do mundo (que envolve mais de 100 países), realizado pelo Movimento Internacional Slow Food. Pariticipou-se também com folheteria promocional da Feira e Fórum Mundial de Economia Solidária, realizado no Rio Grande do Sul e em eventos na França como o Salão de turismo “Solidarissimo” em Colmar, O Salão de turismo “Tourissima” em Toulouse, o Salão Mondial de Tourisme em Paris, o 3° Encontro de Cooperação descentralizado FrancoBrasileiro em Lyon e a 3° Jornada de Pesquisas em Ciências Sociais em Montpellier. Ao longo dessa jornada detectou-se que o fluxo de turismo nos assentamentos é causado por diversas motivações, desde uma visão mais ecológica complementada pela rural como nos casos da Chapada Diamantina e do Litoral Sul, e pelo cunho rural e solidário como nos assentamentos do Recôncavo e parte do sul e do semi-árido. Muitos visitantes buscam a experiência: no modelo de organização social, a inserção nas origens, na cultura, história, gastronomia e artesanato locais, ou seja nos saberes e sabores da reforma agrária, fato agora que ganha um primeiro reconhecimento do trade turístico da Bahia com a realização de um famtour aos assentamentos e de uma audiência com o Secretário Estadual do Turismo com a participação dos assentados. Tabela 4 – Evolução do Número de Parceiros e de Recursos Investidos Envolvendo Terra Sol - INCRA - BA - 2005 a 2010. Ano de Inicio Nº de Parcerias Recursos R$ 2005 2006 2007 2008 2009 1 1 2 4 10 17 75.600,00 2010 FONTE: INCRA-BA 154.825,00 451.923,84 1.000.000,00 CONCLUSÃO Os avanços obtidos a partir da ação da assessoria técnica da parceria INCRABA/FUNDESF em ampliar parcerias e recursos, divulgar os assentamentos como destinos turísticos, em trazer ao conhecimento da instituição INCRA um número crescente de assentamentos com potenciais turísticos e ações realizadas de 5 comunidades em 2002 para cerca de 40 em 2010 são evidentes. A parceria INCRA/FUNDESF também mostrou-se capaz de ampliar a capacidade de ação das comunidades melhorando as formas de recepção dos visitantes, o artesanato vendido, e ampliou a consciência para as questões ambientais e para a prática de preços justos. Constatou-se que o turismo rural e a produção associada ao turismo vem fazendo o seu papel de complementar renda, fomentar o protagonismo de gênero e geração, agregar valor a produção primária - sobretudo de manejo orgânico, resgate de culturas e tradições, e de fortalecimento do sentimento de pertencimento positivo e da elevação da auto-estima das famílias envolvidas. Vê-se como perspectiva a inserção definitiva dos assentamentos enquanto destinos turísticos rurais integrados ou não em roteiros conjugados aos empreendimentos patronais, a potencialização dos segmentos de aventura, cultura, esporte e ecoturismo, e de acessibilidade a partir do rural, a intenção de promoção oficial dos destinos pelos governos estadual e federal, o aumento do fluxo atual de visitantes estrangeiros, a inserção do público estudantil de Salvador nesse nicho, a parceria público-privado e comunidades na exploração de atrativos, e a perspectiva da formação de uma rede estadual de turismo comunitário. Vêse como recomendável a continuidade e expansão da assessoria técnica em turismo aos assentamentos, a inserção de turismólogos na extensão rural, a realização de mais capacitações e a implantação da infra-estrutura projetada para que o turismo continue impactando positivamente nas comunidades envolvidas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-INCRA. Norma de Execução. Norma de Execução N.76 do TERRASOL. Brasília, 2008. 6 p. CAMPANHOLA, Clayton; DA SILVA, Graziano. O Novo Rural Brasileiro. Novas Ruralidades e Urbanização. Volume 7. Brasília; EMBRAPA.2004.pg. 7. FONSECA, Diego. Novas Experiências Turísticas.Banco Interamericano de Desenvolvimento-BID. Disponível em www.iadb.org/artigos/2008-12/portuguese/novasexperiencias-turisticas-4978.html.Consultado em 10 de março de 2010. LEAL, Janaina Oliveira de Azevedo. Turismo em Espaços Especiais – As possibilidades e Limitações do Desenvolvimento de Atividades Turísticas em Assentamentos de Reforma Agrária: caso Pancada Grande – Itacaré-Ba.2003.160p.Dissertação(Mestrado em Análise Regional), UNIFACS,Salvador, 2003. RAMOS, Priscilla Dantas Leal. Processo de Formação e Capacitação Continuada em Turismo Rural na Agricultura Familiar Região Nordeste. Gravatá; Mimeo, 2005. pg.2. RODRIGUES, Adyr Balastreri(org.), Turismo Rural no Brasil:ensaio de uma tipologia, inTurismo Rural: práticas e perspectivas. São Paulo, 2003, 2 ed.106 p. Editora Contexto.