ESTUDO DA SATISFAÇÃO DOS UTENTES DO HOSPITAL DO ESPÍRITO SANTO DE ÉVORA E.P.E Relatório Final Évora – Maio de 2007 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Ficha Técnica: Título: Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. - Relatório Final Equipa de Investigação: Carlos Alberto da Silva (Coordenador) Alzira Martins Sequeira Lopes Inês Correia Massapina Tânia Cristina Alegria dos Santos Universidade de Évora – Dep. Sociologia / Centro de Investigação em Sociologia e Antrolopogia “Augusto da Silva” [CISA-AS] Largo dos Colegiais, 2 , 7002-554 Évora - Portugal Telefone: +351266740805 ♦ Fax: +351266740809 E-mail: [email protected] Coordenador do estudo: [email protected] Maio de 2007 2 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Índice Índice RESUMO ........................................................................................... 4 INTRODUÇÃO .................................................................................... 5 I. O PROBLEMA EM ANÁLISE ................................................................ 8 1.1.- A relevância da qualidade na saúde ..................................................... 8 1.2. – A Satisfação dos Utentes.................................................................. 13 1.3.- O HESE E.P.E. e os seus Utentes ........................................................ 18 II. QUESTÕES METODOLÓGICAS…………………………………………………………….... 22 2.1.- Critérios de avaliação........................................................................ 21 2.2- Inquérito por Questionário como Técnica Privilegiada de Pesquisa ............ 21 2.3- Tratamento e Análise dos Resultados ................................................... 23 III. A SATISFAÇÃO DOS UTENTES POR ÁREAS DE ACTUAÇÃO …………………………….. 25 3.1.- Caracterização sociográfica dos Utentes inquiridos ............................... 24 3.2.- AS CONSULTAS EXTERNAS .................................................................... 26 3.2.1. - Aspectos gerais ........................................................................ 28 3.2.2. - Acessos .................................................................................. 29 3.2.3. - Pessoal ................................................................................... 31 3.2.4. - Exames................................................................................... 34 3.2.5. - Outros serviços prestados.......................................................... 35 3.2.6. - Informações HESE E.P.E. ........................................................... 37 3.2.7. - Instalações .............................................................................. 38 3.2.8. - Expectativas ............................................................................ 43 3.2.9. - Conclusões .............................................................................. 43 3.3.- O SERVIÇO DE URGÊNCIA ..................................................................... 45 3.3.1 - Aspectos Gerais ........................................................................ 46 3.3.2. - Acesso .................................................................................... 47 3.3.3. - Pessoal ................................................................................... 49 3.3.4. - Exames e Tratamentos.............................................................. 53 3.3.5. - Instalações .............................................................................. 54 3.3.6. - Expectativas ............................................................................ 55 3.3.7. - Conclusões .............................................................................. 56 3.4. – O INTERNAMENTO ............................................................................. 57 3.4.1. - Aspectos Gerais ....................................................................... 58 3.4.2. - Acesso .................................................................................... 59 3.4.3. - Pessoal ................................................................................... 60 3.4.4. - Exames e Tratamentos.............................................................. 64 3.4.5. - Outros Serviços........................................................................ 65 3.4.6. - Instalações .............................................................................. 68 3.4.7. - Informações ............................................................................ 72 3.4.8. – Expectativas............................................................................ 74 3.4.9. - Conclusões .............................................................................. 74 IV. CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES……………………………………………. 76 1.- Posicionamento das áreas de actuação ................................................ 76 2.- Recomendações ............................................................................... 81 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................. 87 ANEXOS.......................................................................................................91 3 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Resumo Resumo A finalidade do presente estudo consiste em analisar a satisfação dos Utentes do HESE, na perspectiva dos próprios Utentes. Para obter a informação essencial foi elaborado um estudo de caso avaliativo, de natureza comparativa, analítico e correlacional. O estudo, realizado em 2006, através da aplicação de um inquérito por questionário, incidiu sobre 366 inquiridos. Em termos globais constata-se que a população de utentes estudada se caracteriza por: • maioria do sexo feminino; • maioria com idades compreendidas entre os 26 e os 35 anos; O trabalho contém um conjunto de resultados empíricos aplicados ao campo da prestação de cuidados da instituição, que se distribuem pelas três grandes áreas em estudo, a área das Consultas Externas, a área do Internamento e a área do Serviço de Urgência, de acordo com os seguintes indicadores de avaliação: a) b) Aspecto gerais do Hospital, como a qualidade e a imagem que os Utentes têm da Instituição, cujos resultados permitiram concluir que o Hospital possui uma avaliação positiva, no que se refere à satisfação dos Utentes, no geral. c) Acessos; d) Pessoal; e) Exames e tratamentos; f) Outros serviços prestados no HESE E.P.E.; g) Instalações h) Informações sobre o HESE E.P.E. i) Expectativas j) Caracterização do inquirido Palavras-Chave: satisfação, qualidade, atitudes, saúde, HESE 4 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Introdução Introdução O relatório que aqui se apresenta, subordinado ao título de “Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E.”, reúne os resultados de uma pesquisa realizada pela Universidade de Évora, através do seu Centro de Investigação em Sociologia e Antrolopogia “Augusto da Silva” [CISA-AS], no âmbito de um protocolo estabelecido com o Hospital Espírito Santo de Évora, Entidade Pública Empresarial, adiante designado por HESE E.P.E., entidade proponente e financiadora do projecto. O HESE E.P.E. é um hospital público geral, integrado na rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS) da Região Alentejo, que desenvolve a sua actividade dirigida à prestação de cuidados de saúde diferenciados, adequados e em tempo útil. Pretende-se com o estudo realizado, analisar, sob várias dimensões de satisfação, o universo dos conteúdos e dos contextos da prestação dos Serviços de Saúde. Certos de que a questão da satisfação dos Utentes vs qualidade dos serviços prestados é complexa e não pode ser tratada de forma linear, considerámos importante, interessante e até pertinente procurar respostas à questão que motivou a realização da investigação: Como avaliam os serviços prestados, os Utentes do HESE E.P.E.? Optámos, então, por explorar estes dois conceitos, procurando, numa perspectiva crítica, “pontos de contacto” entre eles, tendo em conta os autores e os estudos consultados e a realidade estudada. De relevar que a abordagem desta problemática se reveste de certa importância estratégica, sob o ponto de vista da intervenção sócioorganizacional, ao nível das políticas e práticas em gestão dos recursos humanos, na medida em que o objecto de estudo diz respeito aos modos de percepção dos serviços prestados, do ponto de vista dos Utentes do HESE E.P.E. A análise efectuada centra-se na auscultação dos Utentes acerca das 5 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. regularidades observadas no HESE E.P.E. e a sua análise crítica, tomando como pano de fundo o contexto das práticas quotidianos de cuidados de saúde que aqui se vivenciam. Pretende-se poder contribuir para melhorar as estratégias de acção possíveis e adequadas à melhoria das condições de atendimento aos Utentes, nas diferentes áreas de actuação do HESE E.P.E., isto é, nas Consultas Externas, Serviço de Urgência e Internamento, serviços pilares da actuação desta instituição e da prestação de cuidados de saúde aos seus Utentes. A concretização técnico-empírica das intenções do projecto de investigação assentou, fundamentalmente, numa abordagem quantitativa, através da aplicação de um inquérito por questionário junto dos Utentes da instituição, recolha esta realizada entre Outubro de 2006 e Fevereiro de 2007. No presente relatório são apresentados os resultados da análise, estruturando-se em torno do quadro teórico-metodológico adoptado, no que se refere às seguintes componentes: 1) Caracterização sociográfica dos inquiridos; 2) Aspectos globais (imagem, qualidade e satisfação); 3) Caracterização dos acessos aos cuidados de saúde; 4) Caracterização do pessoal; 5) Caracterização das condições dos exames e tratamentos; 6) Caracterização dos serviços prestados pelo HESE E.P.E.; 7) Caracterização das instalações e equipamentos; 8) Caracterização da informação disponibilizada aos Utentes; 9) Expectativas e sugestões globais dos Utentes; 10) Principais resultados do estudo e recomendações relativamente à melhoria de práticas de gestão. Em suma, com a apresentação do presente documento procura-se dar a conhecer as principais tendências de satisfação detectadas no binómio satisfação/qualidade dos cuidados prestados no HESE E.P.E, valorizando 6 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. o carácter estruturante que tais elementos possuem, directa e ou indirectamente, com os modos de apreciação, de valorização e ou de desvalorização da instituição em causa, e que consideramos fundamentais para uma análise construtiva capaz de redimensionar estes aspectos. A equipa de investigação agradece a Dra Luísa Sousa, Responsável pelo Gabinete do Utente, do HESE E.P.E. a colaboração dispensada ao longo da investigação. A todos aqueles que, de uma forma directa ou indirecta apoiaram a materialização do presente trabalho, nomeadamente os doentes entrevistados que se dignaram responder ao inquérito por questionário, e os profissionais do HESE E.P.E., que acompanharam os diferentes momentos do desenvolvimento da recolha de dados, fica aqui registado o devido agradecimento. 7 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Problema I.- O problema em análise 1.1.- A relevância da qualidade na saúde 1 …se os sistemas de saúde nada fizerem para proteger ou melhorar a saúde dos cidadãos, não há qualquer razão para a sua existência… (WHO 2000). A saúde do indivíduo deve ser considerada de forma holística, dependente da harmonia entre as suas várias dimensões: física, psíquica e espiritual. Trata-se de um conceito que evoluiu ao longo dos tempos, abandonando aos poucos o carácter linear e unidimensional, enquanto oposição pura ao estado de doença. A Organização Mundial de Saúde definiu o conceito de saúde como “o estado de completo bem-estar físico, psíquico e social e não apenas a ausência de doença e de enfermidade” (WHO, 1948), e considerou a saúde como um direito fundamental. Terris (1965) redefiniu o conceito de saúde como sendo “o estado de bem-estar físico, mental e social e a capacidade para a função, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade” (Garvin and Tropman, 1992: 269). Nesta perspectiva, “a saúde potencial pode ser percebida como uma possibilidade para uma maior ausência de doença, para um maior bemestar ou para uma maior aptidão funcional” (Ministério da Saúde, 2004: 29). A análise dos determinantes da saúde revela que pelo menos cinco factores interagem para influenciar a saúde de um indivíduo ou de uma população: 1. os factores biológicos como o envelhecimento e as alterações genéticas; 2. os estilos de vida, incluindo práticas, comportamento e atitudes; 1 O enquadramento teórico-conceptual é da autoria de Alzira Sequeira. 8 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. 3. o ambiente que inclui as doenças transmissíveis e as crónicodegenerativas; 4. os factores sociais e económicos como educação, habitação, e recursos humanos e estruturais; 5. o uso dos serviços de saúde e a acessibilidade a esses mesmos serviços de saúde. Posto isto, pretende-se, sobretudo, que ao conceito de saúde se alie o conceito de qualidade. Sendo reconhecido que a qualidade dos cuidados prestados aos doentes depende basicamente de uma boa prática clínica e do modo como estão organizados e são prestados os serviços aos doentes (Ministério da Saúde, 2004), a introdução de políticas de melhoria da qualidade nos serviços de saúde deve atender a estas vertentes, no sentido da redução da variabilidade e da estruturação dos serviços de saúde de modo a satisfazer as necessidades dos cidadãos, assegurando assim que os recursos humanos, financeiros, equipamentos e informação são utilizados da forma mais racional e eficiente possível. Os maiores desafios que se colocam, actualmente, ao sistema de saúde consistem, por um lado, em integrar as diversas áreas de intervenção dentro de um quadro conceptual e metodológico de melhoria contínua da qualidade dos serviços de saúde, que garantam a sua eficiência e eficácia com total garantia dos direitos, deveres e liberdades de cada cidadão e, por outro lado, deve de ser dada à qualidade dos serviços de saúde um lugar prioritário e para garantir os recursos necessários ao fortalecimento do planeamento de acções de melhoria da qualidade. As áreas que constituem desafios prioritários incluem: a prática clínica, a organização e prestação de cuidados de saúde, a acessibilidade aos serviços de saúde, a equidade, a cidadania, satisfação dos utentes, acções para a mudança, promoção da saúde, agências de contratualização, gestão do conhecimento e benchmarking. São três os tipos de problemas relacionados com a qualidade dos serviços de saúde identificados pela OCDE. Em primeiro lugar, alguns serviços são prestados quando, de acordo com as normas de evidência médica, não o deveriam ser. Um segundo tipo de problemas da qualidade é 9 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. o facto de nem sempre os pacientes terem acesso a alguns serviços básicos de saúde, com os quais poderiam vir a beneficiar. O terceiro tipo de problemas da qualidade está relacionado com cuidados de saúde realizados erradamente e tecnicamente pobres. Estes exemplos incluem os erros cirúrgicos e os erros na administração de medicamentos (OCDE, 2004). Como parte integrante de esforços mais vastos para acompanhar e melhorar o desempenho dos sistemas de saúde, muitos países da OCDE iniciaram a monitorização de indicadores de qualidade dos cuidados de saúde com o intuito de realizarem uma análise comparativa. Tais esforços podem ser reforçados graças ao desenvolvimento de ferramentas, como as normas de orientação clínica e os padrões de desempenho que promovem a prática da medicina fundamentada em evidências. Também a melhoria dos sistemas de registo e o acompanhamento dos dados dos pacientes, dos níveis de saúde da população e dos cuidados de saúde, são essenciais para os grandes avanços a serem feitos na melhoria da qualidade. Históricos clínicos, prescrições médicas e relatórios de testes clínicos em suporte de papel não podem beneficiar quer da exactidão, quer do acesso, quer da partilha da informação. Nas organizações de saúde, onde foram implementados sistemas automatizados de informação relativa à saúde, observou-se um impacte positivo na qualidade e nos custos dos cuidados. Os hospitais da Austrália e dos Estados Unidos que adoptaram os sistemas automatizados para tratar as prescrições médicas hospitalares, conseguiram uma notável redução da taxa de erros médicos e, consequentemente, das sequelas nos pacientes daí decorrentes, resultando em nítidas melhorias da qualidade e em internamentos mais curtos. Os médicos devem, por isso, ser incentivados, por meio de iniciativas que recompensem a prática da medicina fundamentada na evidência, vital para estimular cuidados de alta qualidade, a enfrentarem os custos dos investimentos em sistemas de dados automatizados necessários à melhoria da qualidade dos cuidados de saúde (OCDE, 2004). Os avanços registados na área das ciências médicas também oferecem oportunidades para melhorar a qualidade dos cuidados ao Utente e os resultados relativos à saúde. 10 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Tanto os cidadãos como os serviços de saúde têm papéis fundamentais na melhoria da saúde individual e colectiva. Adoptar e facilitar a adopção de estilos de vida saudáveis, assim como participar activamente na criação de um meio físico e social, que possibilite mais bem-estar, são direitos e deveres de todos os cidadãos e das suas associações. Uma maior participação e responsabilização dos cidadãos e das comunidades pela protecção e promoção da sua própria saúde implica, também, poder participar no desenvolvimento dos serviços de saúde, bem como na defesa dos valores éticos que os sustentam (Ministério da Saúde, 1999). 11 Situação Actual Qualidade em saúde 2 Qualidade da Prestação de Serviço de Saúde Qualidade do Diagnóstico Laboratorial - Escassa cultura de qualidade - Défice organizacional dos serviços de saúde - Falta de indicadores de desempenho e de apoio à decisão - Insuficiente apoio estruturado às áreas de diagnóstico e decisão terapêutica - Deficiências dos serviços laboratoriais - Subdesenvolvimento de sistemas de controlo da qualidade do diagnóstico laboratorial Humanização dos serviços - Nova dimensão da Ética no Sistema - Comissões de Ética sem formação específica Assistência espiritual e religiosa - Complexificação das necessidades neste âmbito - Deficitária integração desta dimensão nos cuidados de saúde prestados - Insuficiência do modelo vigente de Serviços Religiosos Hospitalares Situação Actual Orientações estratégicas e intervenções necessárias 2 - Intervir para melhorar a qualidade da prestação dos cuidados de saúde - Intervir para melhorar a qualidade organizacional dos serviços de saúde - Melhorar os indicadores de desempenho e de apoio à decisão - Apoio estruturado às áreas de diagnóstico e decisão terapêutica - Abordagem explícita da problemática do erro médico - Reforçar os serviços laboratoriais - Melhorar a qualidade do diagnóstico laboratorial Fonte: http://www.dgsaude.min-saude.pt/pns/vol2_338.html - Dar uma nova dimensão da Ética no Sistema - Investir na formação dos membros das Comissões de Ética - Revitalizar a Comissão Nacional de Humanização e Qualidade dos Serviços de Saúde - Promover o aprofundamento da consciência sobre esta dimensão no Sistema - Investir na formação dos Profissionais - Criar um novo modelo de Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa 1.2. – A Satisfação dos Utentes A satisfação dos utentes, enquanto indicador da qualidade dos serviços de saúde, reveste-se da maior importância, quer para entender as reacções às políticas definidas para o sector, quer para avaliar o grau de correcção da qualidade em resultado da sua aplicação (Neves, 2002). Nesta perspectiva, a opinião do utente é considerada indispensável para a monitorização da qualidade dos serviços de saúde, a identificação de problemas a corrigir ou de novas expectativas em relação aos cuidados e, finalmente, na reorganização dos serviços de saúde (McIntyre, 2002). Por todas estas razões é preciso ouvir as pessoas. Saber o que sentem, o que pensam e porquê, aquilo que preferem e porque razão. É, no entanto, igualmente importante, fazer bom uso daquilo que se vai aprendendo com os pontos de vista, as percepções e as escolhas do cidadão (Sakellarides, 2003). Os cidadãos de um país, no seu conjunto, são capazes de identificar, ou pelo menos, sentir a Qualidade do seu sistema de saúde. Podem, individualmente, deixar-se abstrair pelo acessório, esquecendo o principal, pode o brilho da tecnologia sobrepor-se ao carinho da assistência, pode a aparente eficiência das manobras dispensar a informação devida ao cidadão doente e família, mas ninguém se ilude. Mesmo sem dimensão objectiva, o cidadão reconhece a Qualidade e respeita o esforço dos que contribuem para os seus ganhos em saúde, reconhece-o sempre, e, directa ou indirectamente, acaba por recompensar quem por ele lutou (Campos, 2001). A primeira demonstração de apreço ou desagrado expressa-se, formal ou informalmente, no acto de prestação do próprio serviço de saúde. Esta fonte de informação não pode ser menosprezada, quer pelo seu carácter gratuito e espontâneo, quer pela influência na satisfação ou insatisfação dos funcionários que estão na primeira linha de contacto. É importante que as organizações de saúde aprendam a analisar e a retirar conclusões desta fonte de informação (Neves, 2002). O “livro de reclamações” e a “caixa de sugestões”, que em parte se introduziu nas rotinas dos serviços de saúde, não tem tido o devido Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. aproveitamento espontâneas de gestionário. informação Porém, não o invalida aproveitamento a necessidade das de fontes estudos específicos do grau de satisfação dos utentes, permitindo análises mais rigorosas ou especializadas, cujos resultados são considerados importantes para influenciar actuações futuras e explicitar junto dos cidadãos os reflexos organizacionais da expressão das suas opiniões, sem que isso signifique o seu acatamento cego (Neves, 2002). A satisfação e as suas diversas dimensões têm sido reconhecidas como parte integrante dos cuidados, e há evidências de que a melhoria da qualidade está directamente relacionada com a satisfação dos doentes. Os doentes que estão mais insatisfeitos com os seus cuidados de saúde estão mais predispostos a não seguirem as indicações médicas, a não recorrerem novamente aos cuidados de saúde para tratamentos e podem mesmo mostrar melhorias pouco significativas, devido à não continuidade de cuidados (Ferreira et al., 2003). A evidência mostra, ainda, que a satisfação dos utentes com os serviços de saúde prestados pelas organizações que integram o sistema de saúde português, enquanto indicador da qualidade dos serviços que lhes são prestados, tem mostrado graus variados de acordo com as dimensões em estudo, como o demonstram estudos até agora realizados, uns mais aprofundados do que outros, como o estudo sobre a “Saúde e Doença em Portugal” (Cabral, 2002), o estudo sobre a “Imagem dos Serviços Públicos em Portugal”, realizado pela Equipa de Missão para a Organização e Funcionamento da Administração do Estado (2001), onde 66,6% dos inquiridos se manifestaram satisfeitos ou muito satisfeitos com o Serviço Nacional de Saúde e 33,4% nada satisfeitos (Hespanhol, 2005); o estudo sobre “A Satisfação dos Utentes dos Serviços de Saúde na Região Norte: Avaliação e Divulgação” (McIntyre et al, 2002), onde 34,60% dos utentes avaliaram os cuidados recebidos como bons, 4,70% como muito bons e 9,50% se mostraram insatisfeitos, sendo os aspectos da acessibilidade aqueles que apresentaram maior insatisfação. Os dados obtidos apontam para várias áreas importantes de insatisfação dos utentes e reflectem problemas crónicos no acesso aos cuidados no Sistema Nacional de Saúde, nomeadamente, os tempos de espera no dia da consulta e, talvez de âmbito mais grave, a espera para a 14 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. obtenção da consulta nos cuidados primários e diferenciados, e o sistema de marcação de consultas que urge colmatar. Os graus de satisfação são ainda diferentes consoante se trate dos centros de saúde ou dos hospitais. Contudo, as diferenças observadas não indicam que um tipo de instituição é melhor do que o outro mas, simplesmente, que os aspectos avaliados positiva e negativamente em cada uma delas são diferentes (McIntyre et al., 2002). As melhorias da qualidade dos serviços de saúde têm sido difíceis de concretizar não só porque estas exigem uma mudança fundamental na forma de pensar e de agir que conduzam à alteração de comportamentos, hábitos e de práticas estabelecidas, mas também, porque a mudança requer tempo e persistência e uma adequada combinação, ao longo do tempo, de autoridade e participação, de segurança e flexibilidade, de aproveitamento de forças externas e internas, de actuação sobre factores estruturais e comportamentais, e porque o conceito de qualidade se aplica, de forma transversal, a todos os procedimentos, desde o acto de atendimento, à qualidade dos serviços prestados por todos os profissionais (médicos, enfermeiros, técnicos, administrativos, auxiliares), à qualidade dos equipamentos e sua performance (Reinhardt, 1998; Neves, 2002; Pereira, 2003). Por todas estas razões, a qualidade dos serviços de saúde deve fazer parte das preocupações intrínsecas do sistema de gestão, constituindo uma das suas preocupações centrais, defendendo-se, assim, que “a qualidade tem de passar a ser preocupação inserida no processo de gestão, quando se identificam desafios, se diagnosticam problemas, se fixam objectivos, se mobiliza para a acção, desenvolvendo projectos de melhoria. As estruturas de gestão e os métodos de participação devem inserir-se no modelo global de funcionamento desejável. Os cidadãos exigem serviços acessíveis, justos e equitativos, com qualidade, uma administração eficaz na resolução de problemas e eficiente no uso de recursos públicos. Este ponto de partida e de chegada não pode ser esquecido pelo caminho” (Neves, 2002: 163). A fixação de objectivos de qualidade, quer ao nível da acção externa (orientações políticas, evolução das necessidades do sistema, evolução das necessidades e das expectativas dos destinatários da acção), quer ao nível interno (sistema directivo, sistema de gestão de recursos e sistema de 15 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. produção), porque estes condicionam os primeiros e porque o bem-estar das pessoas que trabalham na organização, não pode deixar de ser um seu objectivo social, deve, assim, estar presente no planeamento da acção das organizações de saúde (Neves, 2002). Com excepção dos desafios relativos ao custo e ao financiamento, os cidadãos estão cada vez mais cientes de que as oportunidades se multiplicam para melhorar o desempenho dos sistemas de saúde. Os formuladores de políticas têm que enfrentar um importante e crescente desafio para tornarem os sistemas de saúde mais receptivos aos utentes que atendem, para melhorar a qualidade dos cuidados, e para abordar as disparidades na saúde e no acesso aos cuidados (OCDE, 2004). A participação dos cidadãos constitui um factor de grande importância na implementação de melhorias na qualidade dos serviços de saúde (Neves, 2002; Ferreira, 2003; Pisco, 2001). Na perspectiva destes autores, os destinatários da acção são quem exclusivamente sente os problemas ou necessidades a que se quer dar resposta e, consequentemente, quem melhor pode ajudar a encontrar as soluções mais adequadas. Esta “posição de aprendizagem é condição indispensável à viabilização da participação, porque se acredita que é útil. Mas não só. Também no tocante à aplicação das soluções se pode considerar que uma aceitação e participação activa contribuem para a sua eficácia e para a rentabilização dos meios disponíveis” (Neves, 2002: 165). Acresce, ainda, que cidadãos melhor informados são mais exigentes na defesa dos seus direitos e, em virtude disso, mais capazes de porem em causa a tradicionalmente inquestionável autoridade dos profissionais (Pisco, 2001). Formas activas de participação são desejáveis em situações várias de desenvolvimento de programas e projectos de intervenção na comunidade: prevenção da doença, promoção da saúde e educação para a saúde. Para tal, é necessário que, “de uma maneira efectiva, se aumentam as opções de escolha do cidadão, se multipliquem os mecanismos de participação do cidadão no sector da saúde e se apoiem as organizações da sociedade civil, numa perspectiva promotora de comportamentos saudáveis e de contextos ambientais conducentes à saúde” (Ministério da Saúde, 2004: 63). 16 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Para além de um envolvimento nas decisões individuais sobre a própria saúde e estratégia de participação um empoderamento gestão devem integrada ser da desenvolvido doença, desenvolvidos, através de uma outros encorajados mecanismos de e As apoiados. experiências nacionais nesta matéria, apoiadas pelo Ministério da Saúde, incluem linhas electrónicas directas entre os utentes e os seus médicos de família e conselhos consultivos mistos (utentes, profissionais e políticos) a apoiar a gestão dos centros de saúde e hospitais. Embora estes mecanismos formais para encorajar a participação dos cidadãos nos sistemas de saúde estejam legislados, “geralmente não são concretizados na prática” (Ministério da Saúde, 2004: 98). Denunciar, de forma construtiva, erros na prestação de cuidados de saúde; dar assistência, mobilizando e canalizando os recursos apropriados para apoio às actividades que conduzam a uma acção correctiva desses erros; colaborar na melhoria da prestação de cuidados de saúde e colaborar na reforma das políticas de saúde, são também comportamentos de cidadania, e é pelas razões expostas que se justifica a monitorização e a avaliação permanente dos indicadores de qualidade, entre os quais se incluem os da satisfação dos Utentes. 17 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. 1.3.- O HESE E.P.E. e os seus Utentes Ao longo do ano, o Hospital do Espírito Santo de Évora E.P.E. recebe milhares de Utentes que recorrem, essencialmente, ao Serviço de Urgências, às Consultas Externas e ao Internamento. Nos últimos anos registam-se ligeiras oscilações desta procura em todos os Serviços mas, em geral, os totais não variam muito. Total de Utentes por área de actuação, 2003-2006 Nº de Utentes 2003 2004 2005 2006 120.000 108.000 96.000 84.000 72.000 60.000 48.000 36.000 24.000 12.000 0 Internam ento Consultas Externas Urgências Serviços O Serviço de Urgência, em permanente atendimento, atendeu 64538 Utentes, em 2006, situação que tem gradualmente vindo a incrementar desde 2003. Nº de Utentes atendidos no Serviço de Urgências 2006 Ano 2005 2004 2003 54.000 56.000 58.000 60.000 62.000 Nº de Utentes atendidos 18 64.000 66.000 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. As Consultas Externas registam o maior número de prestação de serviços com cerca de 124 801 Utentes atendidos no último ano. Nº de Utentes atendidos nas Consultas Externas 2006 Ano 2005 2004 2003 120.000 121.000 122.000 123.000 124.000 125.000 Nº de Utentes atendidos Por último, do Internamento saíram cerca de 14536 doentes, nesse mesmo ano de 2006. Nº de Utentes atendidos no Internamento 2006 Ano 2005 2004 2003 14.000 14.100 14.200 14.300 14.400 14.500 14.600 14.700 14.800 Nº de Utentes atendidos Os Utentes que recorrem ao HESE E.P.E. provêm de toda a Região Alentejo, em especial, do distrito de Évora. O HESE E.P.E. tem preocupação em registar a satisfação dos Utentes. Nomeadamente, através do Gabinete do Utente cujos principais objectivos são: informar os utentes dos seus direitos e deveres, em relação aos serviços de saúde, receber as reclamações sobre o funcionamento dos serviços ou o comportamento dos funcionários, receber as sugestões formuladas pelos utentes, no que se refere ao funcionamento e organização 19 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. do serviço e, por fim, propor ao órgão gestor as medidas rectificativas julgadas necessárias para a resolução dos problemas. E, ainda, através de Estudos sobre a satisfação dos Utentes do HESE, sendo que o último foi concretizado pelo Serviço de Admissão de Doentes, em 2002. 20 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Metodologia II.- Questões Metodológicas 2.1.- Critérios de avaliação Tendo presente as características do estudo, consideramos relevantes a aplicação dos seguintes critérios de avaliação da satisfação dos utentes: a) Avaliação dos aspectos gerais do Hospital, como a qualidade, a imagem e a satisfação; b) Avaliação dos acessos; c) Avaliação da admissão de doentes; d) Avaliação que incide sobre o pessoal; e) Avaliação dos Exames e tratamentos; f) Avaliação de Outros serviços prestados no HESE E.P.E.; g) Avaliação das Instalações; h) Avaliação das Informações prestadas sobre o HESE E.P.E.; i) Expectativas; j) Caracterização do inquirido. 2.2- Inquérito por Questionário como Técnica Privilegiada de Pesquisa Para a concretização da presente investigação, adoptamos uma orientação quantitativa, sendo técnica privilegiada neste estudo o inquérito por questionário. O inquérito por questionário revelou-se como a técnica mais adequada à prossecução dos objectivos da pesquisa realizada. Na verdade, partindo do princípio da garantia e da comparabilidade das respostas de todos os Utentes possíveis de inquirir, a aplicação do inquérito 21 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. por questionário permitiu “interrogar um determinado número de indivíduos tendo em vista uma generalização” (Ghiglione e Matalon, 1993: 2). O desenho do modelo de análise que subjaz na estrutura do questionário é composto por um conjunto de dimensões analíticas resultantes da clarificação da problemática, cuja operacionalização permitiu a conceptualização de vários blocos analíticos: I. Aspectos gerais II. Acesso III. Admissão de Doentes IV. Pessoal V. Exames e Tratamentos VI. Outros Serviços prestados VII. Instalações VIII. Informação sobre o HESE E.P.E. IX. Expectativas X. Caracterização do Inquirido Para a aferição da qualidade do formulário do questionário, recorremos, em primeiro lugar, a um painel de especialistas para a validação facial do conteúdo do instrumento, sendo este painel composto pela equipa de dois investigadores do Departamento de Sociologia da Universidade de Évora e por actores-chave do HESE E.P.E, nomeadamente, o Sr. Presidente do Conselho de Administração, o Director Clínico e o Enfermeiro Director, o Director do Serviço de Admissão de Doentes, Responsável pelo Gabinete do Utente. Inicialmente, foi unânime que a metodologia de aplicação dos questionários mais indicada seria através de contacto telefónico aos Utentes que já tivessem passado pelos vários Serviços nos últimos dois anos. Os questionários seriam aplicados com a colaboração do Gabinete do Utente e do Serviço Social do HESE E.P.E. e procedeu-se, por isso, a um pré-teste junto de cerca de 30 Utentes. Após os resultados do pré-teste foi necessário reformular a metodologia, uma vez que a maioria dos inquiridos ou se recusavam a responder por telefone ou estavam indisponíveis, ou não atendiam as chamadas telefónicas, ou solicitavam que lhes voltássemos a 22 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. contactar num horário diferente, incompatível com as possibilidades da equipa de trabalho. Estes resultados permitiram efectuar algumas correcções sobre o modo como as perguntas se encontravam formuladas e obrigaram-nos a reformular a metodologia a utilizar na aplicação destes questionários, tendo incidido sobre aqueles que se encontravam presentes na instituição à data do estudo. A recolha de dados foi efectuada entre Outubro de 2006 a Fevereiro de 2007, tendo sido obtidos 366 questionários válidos. De relevar que recusas de ordem diversa, entre as quais, “não serve para nada”, “respondo amanhã”, são apenas algumas das expressões de recusa manifestada pelos Utentes. Apesar das limitações que a priori a prática do inquérito por questionário parece apresentar no presente estudo, designadamente as relacionadas directamente com as condições sociais em que as recolhas de dados ocorrem e com os universos linguísticos de interpretação, de certo modo vinculados e produzidos em função da pertença a determinadas condições de inserção sócio-organizacional dos inquiridos, não nos parece de negligenciar a importância e a virtualidade da técnica quando o que está em causa é o estudo sistemático das percepções dos Utentes, ao nível da sua satisfação. 2.3- Tratamento e Análise dos Resultados De acordo com a natureza e as características dos dados recolhidos no questionário, estes foram essencialmente tratados através de técnicas descritivas. Calculamos, em primeiro lugar, as frequências e as percentagens, a fim de percepcionar a importância relativa de cada uma das variáveis temáticas. O conjunto de procedimentos estatísticos efectuados foi realizado com o auxílio do pacote estatístico do SPSS for windows, versão 14, disponível na Universidade de Évora. 23 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. A satisfação dos Utentes por Áreas de Actuação III. A Satisfação dos Utentes por Áreas de Actuação 3.1.- CARACTERIZAÇÃO SOCIOGRÁFICA DOS UTENTES INQUIRIDOS Com a aplicação do inquérito por questionário a um total de 366 Utentes do HESE E.P.E. foi possível detectar algumas linhas de distinção sociográfica e profissional dos mesmos. Constata-se, desde logo que, em termos de género, num conjunto de 331 casos válidos, 71,3% são do sexo feminino e 28,7% do masculino. % de Utentes % de Utentes, por sexo 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Feminino Masculino Sexo No que diz respeito à análise sobre a caracterização dos inquiridos por grupos etários, verifica-se que o grupo de idades em que se integram mais Utentes, no total de inquiridos, tem entre 26 e 35 anos (29,24%). De relevar ainda que, num total de 366 inquiridos, 301 são casos válidos para a análise do grupo de idades. Os casos omissos são 66 (17,65%), variação que espelha algumas disparidades reais das unidades de observação e algumas circunstâncias particulares de aplicação do questionário. 24 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. % de Utentes, por faixas etárias 30 % de Utentes 25 20 15 10 5 0 18-25 anos 26-35 anos 36-45 anos 46-55 anos 56-65 anos 65+ anos Faixas etárias Relativamente às habilitações literárias, constata-se que num total de 366 inquiridos, a maioria dos inquiridos possuem o 3º Ciclo (18,6%), seguindo-se os que possuem o nível do secundário complementar (17,38%) e uma certa franja com curso superior (15,85%) com valores muito semelhantes ao total de inquiridos que possuem o 1º ciclo (15,24%). % de Utentes, por nível de escolaridade Nível de escolaridade Lic. ou sup. Bacharelato ou Curso Médio Curso técnico-profissional Ensino sec. complementar 3º ciclo 2º ciclo 1º ciclo Sem escolaridade 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 % Utentes No que diz respeito à situação profissional, verifica-se que no total dos 366 inquiridos, 77 não manifestaram a natureza da sua situação (casos omissos). Dos 289 casos válidos, 55,36% expressam a sua situação de trabalhador por conta de outrem, existindo uma percentagem de 20,76% correspondente a reformados. 25 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. % de Utentes, por situação profissional Situação Profissional Trab. conta própria Trab. conta outrém Estudante Reformado Desempregado 0 10 20 30 40 50 60 % de Utentes 3.2.- AS CONSULTAS EXTERNAS O HESE E.P.E. dispõe de consultas de várias especialidades médicas e cirúrgicas que ocorrem de 2ª a 6ª feira. As consultas funcionam no Edifício do Espírito Santo e no Edifício do Patrocínio, e as consultas de Psiquiatria e Psicologia funcionam no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental. A análise da satisfação dos Utentes do Serviço das Consultas Externas resulta da aplicação de 117 questionários a Utentes que usufruíram deste serviço. Ao atentar uma clarificação das características sociográficas dos inquiridos, constata-se que, em termos de género, 68,5% são do sexo feminino e 15,2% do masculino e predomina a faixa etária dos 36 aos 45 anos (24,7%). Relativamente às habilitações literárias dos inquiridos a maioria possui o 2º ciclo de escolaridade (19,05%), todavia a diferença face aos que possuem o 3º ciclo e ensino secundário complementar, não é significativa, sendo que os valores são, em ambos os casos, 17,14%. 53,19% dos inquiridos são trabalhadores por conta de outrem. A maioria dos Utentes que respondeu aos questionários veio a consultas de especialidade (63,04%), recomendados pelo Centro de Saúde (75,68%). O questionário, aplicado com o intuito de avaliar a satisfação dos 26 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Utentes do Serviço de Consultas Externas do HESE E.P.E., tem como principais indicadores a avaliação dos seguintes ítens: Aspectos gerais ⋅ ⋅ ⋅ Satisfação geral relativamente ao Hospital Imagem do Hospital Qualidade do Hospital Acessos ⋅ ⋅ ⋅ Tempo de espera pela consulta Tempo de espera pelo médico Horário de funcionamento Pessoal ⋅ ⋅ ⋅ Administrativo – processo de admissão Médicos – informação clínica prestada; desempenho de funções; cortesia Enfermeiros – informação funções; cortesia clínica ⋅ prestada; Técnicos de Saúde (TDT) – desempenho Exames e tratamentos ⋅ ⋅ ⋅ Local de espera até ao atendimento Tempo de espera para realização Tempo de espera para resultados Outros Serviços prestados ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Serviço de Voluntariado Serviço Social Farmácia LPCC Informações sobre o HESE ⋅ ⋅ Guia do Utente Meios de reclamação/sugestão Instalações ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Sinalética dos serviços Meios de apoio a deficientes Sala de espera Utilidades Gabinetes de Consultas Equipamento Ambiente físico 27 desempenho de Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Instalações sanitárias Higiene/limpeza Privacidade Conforto Expectativas ⋅ ⋅ Marcação de nova consulta Sugestões 3.2.1. - Aspectos gerais De acordo com os dados recolhidos junto dos Utentes que usufruíram dos serviços prestados nas Consultas Externas do HESE E.P.E., relativamente à sua satisfação com os serviços prestados pelo Hospital, em geral, a maioria encontra-se satisfeito (63,64%). Todavia, regista-se também que cerca de 20% dos inquiridos se considera pouco satisfeito, valor que não deve ser ignorado. Satisfação com os serviços prestados pelo Hospital Freq. Nada satisfeito Pouco satisfeito Satisfeito Muito satisfeito Totalmente satisfeito Sub-total Omissos Total 4 22 70 11 3 110 7 117 % 3,42 18,80 59,83 9,40 2,56 94,02 5,98 100,00 % Válida 3,64 20,00 63,64 10,00 2,73 100,00 Fonte: Estudo da satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 As estatísticas a respeito da qualidade e da imagem revelam-se também positivas, sendo que a maioria dos inquiridos considera que a qualidade do Hospital é boa (43,81%) e a imagem também (45,54%). 28 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Qualidade do HESE E.P.E. Freq. % % Válida Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos 3 6 44 46 6 105 12 2,56 5,13 37,61 39,32 5,13 89,74 10,26 Total 117 100,00 2,86 5,71 41,90 43,81 5,71 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Imagem do HESE E.P.E. Freq. Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total % 10 44 51 7 112 5 117 8,55 37,61 43,59 5,98 95,73 4,27 100,00 % Válida 8,93 39,29 45,54 6,25 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 3.2.2. - Acessos O tempo de espera pela consulta foi, para a maioria dos Utentes, superior a um mês, apenas 37,04% apresentam uma espera inferior a este período. Cerca de 62,96% dos inquiridos aponta uma espera superior a um mês. Refira-se que há Utentes com períodos de espera que variam entre os 8 e os 12 meses. Tempo de espera pela consulta Freq. até 1 mês > 1 mês Sub-total Omissos Total % 30 51 81 36 117 % Válida 25,64 43,59 69,23 30,77 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 29 37,04 62,96 100,00 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Tempo de espera pelo médico, em relação à hora marcada Nº de Utentes 40 35 30 25 20 15 10 5 0 < 30 minutos < 1 hora > 1 hora > 2 horas Tem po de espera Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 No momento da consulta, o tempo de espera dos Utentes pelo médico é, na maioria, superior a 60 minutos (37,89%), chegando, em alguns casos, a atingir mais de 120 minutos (25,26%). Tempo de espera pelo médico, em relação à hora marcada, até o Utente ser atendido Freq. < 30 minutos < 1 hora > 1 hora > 2 horas Sub-total Omissos Total % 15 20 36 24 95 22 117 % Válida 12,82 17,09 30,77 20,51 81,20 18,80 100,00 15,79 21,05 37,89 25,26 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Relativamente ao horário de funcionamento das Consultas Externas, a maioria dos Utentes concorda com o horário estabelecido (77,78%). Note-se, no entanto, que 22,22% dos inquiridos discorda. As alternativas apresentadas remetem, na maioria, para um horário alargado das 8h às 20h e há ainda sugestões “8-20h com mais médicos”, “consultas todos os dias com médicos de todas as especialidades”, “mais consultas da parte da tarde”. Concordo com o horário de funcionamento das Consultas Externas? Freq. Sim Não Sub-total Omissos Total 70 20 90 27 % 59,83 17,09 76,92 23,08 117 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 30 % Válida 77,78 22,22 100,00 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Sobre esta questão do tempo de espera da consulta é conveniente ter em conta algumas sugestões e críticas registadas pelos inquiridos, nomeadamente: 9 Sugestões: 9 As consultas deviam ser durante todo o dia; 9 Diminuir o tempo de espera das consultas; 9 Não demorar tanto tempo para consulta; 9 Não marcar as consultas para a mesma hora; 9 Mais rapidez para iniciar as consultas e mais simpatia dos empregados; 9 Serem mais rápidas e não levar tanto tempo a marcar; 3.2.3. - Pessoal A avaliação feita pelos Utentes, no que se refere ao Pessoal prestador de serviços nesta área, é maioritariamente positiva. Aquando da sua admissão nas Consultas Externas os inquiridos avaliaram o desempenho do pessoal administrativo como bom (60,91%). Desempenho do pessoal administrativo Freq. % Péssimo Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos 1 35 67 7 110 7 0,85 29,91 57,26 5,98 94,02 5,98 Total 117 100,00 % Válida 0,91 31,82 60,91 6,36 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 No caso dos médicos, apenas 4,63% dos inquiridos apontam um mau desempenho quanto à informação clínica prestada face a 53,70% que apresentam uma avaliação positiva. Desempenho dos médicos quanto à informação clínica prestada Freq. Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total 5,00 32 58 13 108 9 117 % 4,27 27,35 49,57 11,11 92,31 7,69 100 % Válida Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 31 4,63 29,63 53,70 12,04 100,00 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. O desempenho das funções dos médicos é considerado por 60,64% dos inquiridos como bom. Esta avaliação é, de um modo geral, positiva chegando mesmo a registar uma apreciação muito boa de 10,64%. Desempenho das funções dos médicos Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total % % Válida 1,00 2,00 24,00 57,00 10,00 94,00 23 0,85 1,71 20,51 48,72 8,55 80,34 19,66 117 100 1,06 2,13 25,53 60,64 10,64 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Quanto à simpatia, cortesia e disponibilidade destes profissionais a avaliação continua positiva e 50,00% dos inquiridos considera-a como boa. Desempenho dos médicos quanto à simpatia Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total % 1 6 28 47 12 94 23 0,85 5,13 23,93 40,17 10,26 80,34 19,66 117 100,00 % Válida 1,06 6,38 29,79 50,00 12,77 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 O grupo dos enfermeiros reúne também uma avaliação favorável em todos os itens. A informação clínica prestada pelos enfermeiros é considerada boa por 57,80% dos inquiridos, bem como o desempenho das suas funções, em termos gerais, com 58,76%. Quanto a simpatia e disponibilidade demonstradas a avaliação é também positiva apresentando um registo de 57,58%. 32 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Desempenho dos enfermeiros quanto à informação clínica prestada Freq. % Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos 4 32 63 10 109 8 3,42 27,35 53,85 8,55 93,16 6,84 Total 117 100 % Válida 3,67 29,36 57,80 9,17 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho das funções dos enfermeiros Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total % % Válida 1 1 28 57 10 97 20 0,85 0,85 23,93 48,72 8,55 82,91 17,09 117 100 1,03 1,03 28,87 58,76 10,31 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho dos enfermeiros quanto à simpatia Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total % % Válida 1 3 28 57 10 99 18 0,85 2,56 23,93 48,72 8,55 84,62 15,38 117 100 1,01 3,03 28,28 57,58 10,10 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Do total de inquiridos, cerca de 62,65% realizou exames de diagnóstico e terapêutica, tendo oportunidade de avaliar também o desempenho dos técnicos que, mais uma vez, é considerado bom pela maioria dos Utentes (52,54%). 33 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Desempenho dos técnicos de diagnóstico e terapêutica Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total 1 2 18 31 7 59 58 117 % 0,85 1,71 15,38 26,50 5,98 50,43 49,57 100,00 % Válida 1,69 3,39 30,51 52,54 11,86 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 3.2.4. - Exames Ainda tendo em conta os Utentes que fizeram exames de diagnóstico e terapêutica foram também avaliados o local, o tempo de espera até à realização dos exames e o tempo de espera pelos resultados. Quanto ao local de realização dos exames, 59,21% dos inquiridos consideram-no Aceitável/Suficiente, contudo, é de realçar que lhe é atribuída uma avaliação negativa por cerca de 18% dos inquiridos. O tempo de espera até à realização dos exames é mau, segundo a apreciação de 40% dos Utentes. Contrariamente o tempo de espera pelos resultados apresenta uma avaliação mais positiva com Aceitável/Suficiente por 53,03% dos Utentes. Classificação do local de realização dos exames Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total 2 12 45 15 2 76 41 117 % 1,71 10,26 38,46 12,82 1,71 64,96 35,04 100,00 % Válida 2,63 15,79 59,21 19,74 2,63 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Tempo de espera até à realização dos exames Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Sub-total Omissos Total 3 28 27 12 70 47 117 % 2,56 23,93 23,08 10,26 59,83 40,17 100 % Válida Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 34 4,29 40,00 38,57 17,14 100 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Tempo de espera para resultados Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total 2 10 35 18 1 66 51 117 % 1,71 8,55 29,91 15,38 0,85 56,41 43,59 100 % Válida 3,03 15,15 53,03 27,27 1,52 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 3.2.5. - Outros serviços prestados Aquando da realização das Consultas Externas, os Utentes têm possibilidade de usufruir de outros serviços prestados pelo HESE E.P.E., nomeadamente, do Voluntariado da Liga de Amigos do Hospital e da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), do Serviço Social e da Farmácia. De acordo com os dados recolhidos junto dos Utentes inquiridos, a maioria não faz qualquer uso destes serviços. Há apenas uma pequena percentagem, 20,99%, que recorre ao Serviço de Voluntariado e ao Serviço Social (10,53%) e que se considera muito satisfeito com os serviços prestados, 40,91% 58,33%, respectivamente. Recorrência ao Voluntariado Freq. Sim Não Sub-total Omissos Total % 17 64 81 36 117 % Válida 14,53 54,70 69,23 30,77 100 20,99 79,01 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Recorrência ao Serviço Social Freq. Sim Não Sub-total Omissos Total % 8 68 76 41 6,84 58,12 64,96 35,04 117 100 % Válida 10,53 89,47 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 35 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Recorrência ao Serviço de Farmácia Freq. Sim Não Sub-total Omissos Total % % Válida 5 70 75 42 4,27 59,83 64,10 35,90 117 100 6,67 93,33 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. Recorrência à LPCC Freq. Sim Não Sub-total Omissos Total % 3 67 70 47 117 % Válida 2,56 57,26 59,83 40,17 100,00 4,29 95,71 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Utentes que recorreram a Outros Serviços do HESE E.P.E. Não Sim Serviços Não Sim Não Sim Não Sim 0 10 20 30 40 50 60 70 80 % Nível de satisfação relativamente ao Voluntariado Freq. Pouco satisfeito Satisfeito Muito satisfeito Totalmente satisfeito Sub-total Omissos Total 1 7 9 5 22 95 117 % 0,85 5,98 7,69 4,27 18,80 81,20 100 % Válida 4,55 31,82 40,91 22,73 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 36 90 100 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Nível de satisfação relativamente ao Serviço Social Freq. % 4,27 5,98 10,26 89,74 Satisfeito Muito satisfeito Sub-total Omissos 5 7 12 105 Total 117 100,00 % Válida 41,67 58,33 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Nível de satisfação relativamente ao Serviço de Farmácia Freq. % Satisfeito Muito satisfeito Totalmente satisfeito Sub-total Omissos 3 2 3 8 109 2,56 1,71 2,56 6,84 93,16 Total 117 100 % Válida 37,50 25,00 37,50 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Nível de satisfação relativamente à LPCC do HESE Freq. Nada satisfeito Satisfeito Muito satisfeito Sub-total Omissos Total 1 3 1 5 112 117 % 0,85 2,56 0,85 4,27 95,73 100 % Válida 20 60 20 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 3.2.6. - Informações HESE E.P.E. O item relativo às informações prestadas pelo HESE E.P.E. incide sobre os meios de comunicação de informação útil e pertinente de que os Utentes devem ter conhecimento, como é exemplo o Guia do Utente, que esclarece os pontos principais do funcionamento da instituição em geral, e das Consultas Externas, em particular, no que se refere a horários de funcionamento, documentação necessária no momento da consulta, local de esclarecimento de dúvidas, preparação para exames, etc; e os meios de reclamação disponíveis ao Utente (livro de reclamações e caixas de sugestões existentes em todas as instalações das consultas externas) No caso do Guia do Utente é de referir que a maioria dos inquiridos (32,97%) não teve acesso a esta informação, no entanto, dos que 37 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. receberam este documento, 30,77% consideraram-no uma boa fonte de informação. Classificação da informação prestada no Guia do Utente Freq. % Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Não recebeu Sub-total Omissos Total % Válida 3,00 3,00 27,00 28,00 30,00 91,00 26 2,56 2,56 23,08 23,93 25,64 77,78 22,22 117 100 3,30 3,30 29,67 30,77 32,97 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Quanto à informação prestada sobre os meios de reclamação, 39,44% dos inquiridos consideram-na aceitável/suficiente. Classificação da informação prestada sobre meios de reclamação Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Não recebeu Sub-total Omissos Total % % Válida 1,00 5,00 28,00 25,00 12,00 71,00 46 0,85 4,27 23,93 21,37 10,26 60,68 39,32 117 100 1,41 7,04 39,44 35,21 16,90 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 3.2.7. - Instalações A avaliação das instalações, por parte dos Utentes, remete-nos para as condições físicas do Serviço de Consultas Externas que se reflectem no bem-estar/mau estar dos Utentes quando recorrem a este serviço. Aspectos como a sinalética, os meios de apoio a deficientes, as condições da sala de espera, as utilidades, os gabinetes de consultas, os equipamentos, o ambiente físico, as instalações sanitárias, as condições de higiene e limpeza a privacidade e o conforto, quando avaliados e melhorados permitem valorizar os serviços prestados e, principalmente, o bem-estar dos Utentes. 38 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. A sinalética existente neste Serviço é considerada aceitável/suficiente por 57,89% dos inquiridos. Avaliação da sinalética dos serviços Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total % % Válida 2 10 55 26 2 95 22 1,71 8,55 47,01 22,22 1,71 81,20 18,80 117 100,00 2,11 10,53 57,89 27,37 2,11 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Relativamente aos meios de apoio a deficientes 50% dos inquiridos faz uma avaliação aceitável/ suficiente destas condições. Todavia, é de salientar que 30,56% dos Utentes fazem uma apreciação negativa destas condições. Avaliação dos meios de apoio a deficientes Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total % % Válida 3 19 36 13 1 72 45 2,56 16,24 30,77 11,11 0,85 61,54 38,46 117 100 4,17 26,39 50,00 18,06 1,39 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Quanto às condições da sala de espera, os inquiridos fazem uma avaliação aceitável/suficiente das condições existentes (61,32%), bem como das utilidades disponíveis (telefone, caixa Multibanco, bar/consumíveis, etc.) 56, 10%. Avaliação da sala de espera Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Sub-total Omissos Total 5 15 65 21 106 11 117 % 4,27 12,82 55,56 17,95 90,60 9,40 100 % Válida Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 39 4,72 14,15 61,32 19,81 100,00 TV, Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Avaliação das utilidades disponíveis Freq. 2 6 46 28 82 35 % 1,71 5,13 39,32 23,93 70,09 29,91 117 100 Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Sub-total Omissos Total % Válida 2,44 7,32 56,10 34,15 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Os gabinetes de consultas são considerados Aceitável/suficiente pela maioria (46,39%), todavia, 42,27% dos Utentes fazem uma avaliação muito positiva destas instalações, registando uma classificação de bom. Avaliação dos gabinetes de consultas Freq. 9 45 41 2 97 20 Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total % 7,69 38,46 35,04 1,71 82,91 17,09 % Válida 9,28 46,39 42,27 2,06 100,00 100,00 117 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 No que se refere ao equipamento, a avaliação também é positiva e varia entre o aceitável/suficiente e o bom com 52,58% e 35,05%, respectivamente. Avaliação do equipamento Freq. 4 7 51 34 1 97 20 117 Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total % 3,42 5,98 43,59 29,06 0,85 82,91 17,09 100 % Válida 4,12 7,22 52,58 35,05 1,03 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 O ambiente físico que engloba a luminosidade, o ruído, a climatização, o espaço e a decoração reúne uma opinião positiva de cerca 40 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. de 50% dos Utentes que o consideram aceitável/suficiente. Não devemos, no entanto descorar que 29% revelam uma apreciação negativa deste aspecto. Avaliação do ambiente físico Freq. % % Válida Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos 10 19 50 20 1 100 17 8,55 16,24 42,74 17,09 0,85 85,47 14,53 Total 117 100 10 19 50 20 1 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Quanto às instalações sanitárias, 50,96% dos inquiridos consideramnas aceitáveis/suficientes e no que se refere às condições de higiene e limpeza o parecer é também positivo. Dos inquiridos, 52,83% consideramnas também aceitáveis/suficientes, e 31,13% considera-as boas. Avaliação das instalações sanitárias Freq. % % Válida Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos 6 15 53 26 4 104 13 5,13 12,82 45,30 22,22 3,42 88,89 11,11 Total 117 100 5,77 14,42 50,96 25,00 3,85 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Avaliação da higiene e limpeza Freq. % % Válida Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos 3 10 56 33 4 106 11 2,56 8,55 47,86 28,21 3,42 90,60 9,40 Total 117 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 41 2,83 9,43 52,83 31,13 3,77 100,00 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Relativamente aos aspectos mais subjectivos deste item, como a privacidade e o conforto, é de salientar que, embora a maioria dos inquiridos registe uma avaliação positiva considerando ambas as condições: aceitável/suficiente (60,82% e 21,36%, respectivamente) há inquiridos que apresentam apreciações negativas sobre estes aspectos. Cerca de 17,53 % dos Utentes faz uma apreciação de mau, no que se refere à privacidade e 21, 36% no que diz respeito ao conforto, valores que não devem ser ignorados. Avaliação da Privacidade Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total % % Válida 4 17 59 15 2 97 20 3,42 14,53 50,43 12,82 1,71 82,91 17,09 117 100,00 4,12 17,53 60,82 15,46 2,06 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Avaliação do Conforto Freq. % Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Sub-total Omissos 5 22 57 19 103 14 4,27 18,80 48,72 16,24 88,03 11,97 Total 117 100 % Válida 4,85 21,36 55,34 18,45 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Relativamente às instalações das Consultas Externas, alguns inquiridos registaram sugestões e críticas que convém ter em conta: 9 Sugestões: 9 Menos pessoas no corredor de espera; 9 Mais conforto na sala de espera; 9 Disponibilização de informação (leitura), exposição, alterações simples sem efectuar grande despesa pública; 9 Críticas: 9 Muito barulho e excesso de pessoas no corredor; 9 Espaço físico, nomeadamente as cores utilizadas; 9 Muita gente na sala de espera; 42 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. 9 Muito barulho e tempo de espera; 9 Muito ruído; 3.2.8. - Expectativas Os Utentes do HESE E.P.E., quando interrogados sobre a hipótese de voltar a este Serviço, respondem, na maioria, de forma afirmativa (93,68%). Apenas 6,32% dos inquiridos se recusa a voltar. Há, no entanto, inquiridos que respondem que sim, salientando que essa resposta se deve ao facto de não terem outra alternativa. Hipótese de voltar ao Serviço de Consultas Externas Freq. Sim Não Sub-total Omissos Total % % Válida 89 6 95 22 76,07 5,13 81,20 18,80 117 100 93,68 6,32 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 3.2.9. - Conclusões A partir das considerações descritas acima, parece ser legítimo afirmar que a população inquirida apresenta padrões positivos de satisfação, relativamente aos serviços prestados nas Consultas Externas do HESE E.P.E. No entanto, estes níveis apresentam alguma heterogeneidade quando comparamos cada item entre si. É de salientar que os itens que apresentam, em geral, um maior índice de satisfação são os aspectos gerais, no que se refere à qualidade e imagem do Serviço; os acessos, no que diz respeitam ao horário de funcionamento das consultas; e o pessoal que regista níveis entre o bom e o muito bom em todos os indicadores de avaliação. Contrariamente, os níveis mais baixos de satisfação encontram-se nos acessos, relativamente aos tempos de espera pela consulta e pelo médico; e nos exames e tratamentos, no que concerne ao tempo de espera até à realização dos exames. Os níveis de satisfação intermédios remetem para os indicadores que reuniram apreciações do tipo aceitável/suficiente, conforme se verifica relativamente ao local de realização dos exames e ao tempo de espera para 43 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. os resultados no item dos exames e tratamentos. Também na informação sobre meios de reclamação e em todos os indicadores das instalações se verifica este nível de satisfação. De realçar que nos outros serviços prestados e nas informações sobre o Hospital há aspectos que não padecem de apreciação suficientemente significativa por parte dos Utentes para serem avaliadas. No primeiro caso, a maioria dos Utentes não recorreu aos serviços e no segundo não houve distribuição do Guia de Utente. Aspectos gerais Acessos Pessoal + Positivo Qualidade Imagem Horário de funcionamento + - Positivo Serviços Prestados Tempo de espera pela consulta (marcação) Tempo de espera pelo Médico Desempenho de todo o Pessoal nas suas funções e na sua disponibilidade e cortesia Exames e Tratamentos Outros Serviços Prestados Informações - Positivo Local de realização dos exames Tempo de espera para os resultados Tempo de espera até a realização dos exames Informação sobre meios de Reclamação Não recepção de informação, do Guia do Utente Serviço de Voluntariado Serviço Social Instalações Sinalética Meios de apoio a deficientes Sala de espera Utilidades Gabinetes de consulta Equipamentos Ambiente físico Instalações sanitárias Higiene e limpeza Privacidade e conforto 44 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. 3.3.- O Serviço de Urgência O Hospital Espírito Santo E.P.E. possui um Serviço de Urgência que atende, em média, cerca de 100 pessoas por dia, num horário de 24 horas. A análise da satisfação dos Utentes resulta da aplicação de 102 questionários. Do total de inquiridos que recorreram ao Serviço de Urgência constata-se que a maioria pertence ao sexo feminino (61,54%), com idades compreendidas entre os 26 e os 35 anos (29,55%) e possuem o 3ºciclo de escolaridade (20,43%). No que se refere à situação profissional, os inquiridos são, na maioria, trabalhadores por conta de outrem (60%). Grande parte dos Utentes que respondeu aos questionários veio a consultas de especialidade (63,04%), recomendados pelo Centro de Saúde (75,68%). Os motivos que levaram os Utentes a recorrer a este Serviço correspondem, maioritariamente, a doenças (73,96%) e a acidentes, em 18,75% dos casos. Os inquiridos vêm recomendados pelo Centro de Saúde (79,75%). O questionário, aplicado com o intuito de avaliar a satisfação dos Utentes do Serviço de Urgências do HESE E.P.E., tem como principais indicadores a avaliação dos seguintes ítens: Aspectos gerais ⋅ ⋅ ⋅ satisfação geral relativamente ao Hospital imagem do Hospital qualidade do Hospital Acessos ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Esclarecimento sobre a Triagem de Manchester Grau de gravidade atribuído ao estado de saúde do Utente Tempo de espera pelo atendimento; Qualidade da informação prestada sobre a Triagem de Manchester Pessoal ⋅ Administrativo – processo de admissão 45 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Médicos – informação clínica prestada; desempenho de funções; cortesia Enfermeiros – informação funções; cortesia clínica prestada; desempenho de Outros – desempenho Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica – desempenho Exames e tratamentos ⋅ ⋅ Tempo de espera para realização Tempo de espera para resultados Instalações ⋅ ⋅ Ambiente físico Outros Expectativas ⋅ ⋅ Regresso numa nova situação de Urgência Aconselharia a um amigo/familiar 3.3.1 - Aspectos Gerais Segundo os dados recolhidos junto dos Utentes do Serviço de Urgência, a avaliação dos serviços prestados pelo Hospital, em geral, é positiva, 58,33% consideram-se satisfeitos. Há, no entanto, 14,58% dos Utentes que revelam uma opinião negativa dos serviços, considerando-se pouco satisfeitos ou mesmo nada satisfeitos (7,29%). Satisfação com os serviços prestados pelo Hospital Freq. Nada satisfeito Pouco satisfeito Satisfeito Muito satisfeito Totalmente satisfeito Sub-total Omissos Total 7 14 56 9 10 96 6 102 % 6,86 13,73 54,90 8,82 9,80 94,12 5,88 100 % Válida 7,29 14,58 58,33 9,38 10,42 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Quanto à análise subjectiva feita pelos inquiridos, no que se refere à imagem e à qualidade do Hospital, em termos gerais, 41,41% dos inquiridos refere que o HESE E.P.E. tem uma boa imagem da instituição e cerca de 41,86% considera-a de boa qualidade. 46 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Imagem do HESE Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total % 3 9 38 41 8 99 3 102 2,94 8,82 37,25 40,20 7,84 97,06 2,94 100,00 % Válida 3,03 9,09 38,38 41,41 8,08 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Qualidade do HESE Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total % % Válida 2 7 34 36 7 86 16 1,96 6,86 33,33 35,29 6,86 84,31 15,69 102 100 2,33 8,14 39,53 41,86 8,14 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 3.3.2. - Acesso O acesso aos cuidados de saúde no Serviço de Urgência do HESE E.P.E. rege-se pelo Protocolo de Manchester. Ao dirigir-se ao Serviço de Urgência, o Utente, após passagem pelo posto de admissão, é atendido por um enfermeiro, numa sala seguinte, que lhe faz algumas perguntas sobre o motivo da sua vinda e, após uma observação rápida mas objectiva, é-lhe atribuída uma cor. Existem cinco cores: vermelho, laranja, amarelo, verde e azul, cada uma representa um grau de gravidade e o tempo ideal em que o doente deve ser atendido. No caso do estado do Utente ser considerado emergente (vermelho) ou muito urgente (laranja) deve entrar de imediato no balcão a que se destina. Se for amarelo (urgente) ou verde (pouco urgente) aguarda na sala de espera a sua vez, que será quando não houver doentes mais graves para serem observados. Aquando da entrada dos Utentes inquiridos, no Serviço de Urgência, regista-se que a maioria não foi esclarecida sobre o referido protocolo. Tendo em conta a relevância deste sistema de triagem no atendimento e funcionamento do Serviço de Urgência, bem como para a prestação de 47 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. cuidados de saúde aos Utentes é fundamental que esta informação seja bem clara. Esclarecimento do sistema de triagem dos doentes no Serviço de Urgência (Protocolo de Manchester) Freq. Sim Não Sub-total Omissos Total % % Válida 38 45 83 19 37,25 44,12 81,37 18,63 102 100 45,78 54,22 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 De realçar, no entanto, que dos 45,78% inquiridos que tiveram acesso ao esclarecimento sobre o Protocolo de Manchester, a maioria considerou a informação aceitável/suficiente. Ainda tendo em conta o Protocolo de Manchester, a maioria dos inquiridos deu entrada no Serviço de Urgência com um grau de gravidade urgente (43,96%). Os dados recolhidos revelam que o Protocolo nem sempre é cumprido, pelo que, em alguns casos, não foi respeitada a prioridade da gravidade do estado de saúde do Utente. Comparando os quadros em baixo estabelece-se a relação entre o grau de gravidade atribuído aos Utentes, segundo o Protocolo de Manchester, e o tempo de espera até ao atendimento. É de salientar que não há conformidade entre os quadros, conclui-se, portanto, que, em alguns casos, o tempo de espera foi superior ao estabelecido e vice-versa. Nos casos emergentes, por exemplo, que representam 2,94% dos inquiridos constata-se que há situações emergentes que ficaram em espera por um tempo superior a 240 minutos. Grau de gravidade atribuído aos Utentes, segundo o Protocolo de Manchester Freq. Não urgente Pouco urgente Urgente Muito urgente Emergente Sub-total Omissos Total % 8 26 40 14 3 91 11 102 7,84 25,49 39,22 13,73 2,94 89,22 10,78 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 48 % Válida 8,79 28,57 43,96 15,38 3,30 100 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Tempo de espera até ao atendimento Freq. 0 min até 10 min até 60 min até 120 min. até 240 min. mais de 240 min. Sub-total Omissos Total % 3 23 27 17 7 8 85 17 2,94 22,55 26,47 16,67 6,86 7,84 83,33 16,67 102 100 % Válida 3,53 27,06 31,76 20,00 8,24 9,41 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 3.3.3. - Pessoal A avaliação do Pessoal responsável pelo atendimento dos Utentes, quer no que se refere à admissão, quer no que se refere à prestação de cuidados de saúde é positiva. A maioria dos inquiridos regista um bom desempenho de todos os profissionais. O pessoal administrativo reúne uma apreciação de bom por 37,50% dos inquiridos e muito bom por 14,58%. Desempenho do pessoal administrativo Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total % 3 3 36 40 14 96 6 2,94 2,94 35,29 39,22 13,73 94,12 5,88 102 100 % Válida 3,13 3,13 37,50 41,67 14,58 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Quanto aos médicos, relativamente à informação clínica prestada aos Utentes inquiridos, a maioria considerou-a boa, cerca de 51,02%. No desempenho das suas funções, os médicos foram avaliados com um bom desempenho, por cerca de 40,43% dos Utentes. E, quanto à simpatia, disponibilidade e cortesia a avaliação foi também boa, por 35,79% dos inquiridos. No entanto, dos inquiridos que fizeram uma avaliação negativa, registaram alguns comentários nas suas respostas, como este: Alguns médicos deveriam ter mais modos ao falar com os doentes e familiares e o sistema de triagem poderia ser mais bem feito. 49 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Desempenho dos médicos quanto à informação clínica prestada Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total % 5 6 27 50 10 98 4 102 4,90 5,88 26,47 49,02 9,80 96,08 3,92 100,00 % Válida 5,10 6,12 27,55 51,02 10,20 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho das funções dos médicos Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total % % Válida 5 4 34 38 13 94 8 4,90 3,92 33,33 37,25 12,75 92,16 7,84 102 100 5,32 4,26 36,17 40,43 13,83 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho dos médicos quanto à simpatia Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total 4 7 31 34 19 95 7 102 % 3,92 6,86 30,39 33,33 18,63 93,14 6,86 100 % Válida 4,21 7,37 32,63 35,79 20 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 O pessoal de enfermagem reúne também uma avaliação positiva em todos os ítems. As estatísticas descritivas revelam que a avaliação da informação clínica prestada, do desempenho de funções e da cortesia, da simpatia e disponibilidade é sempre boa, de acordo com a maioria dos inquiridos. 50 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Desempenho dos enfermeiros quanto à informação clínica prestada Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total 3 4 34 45 11 97 5 102 % 2,94 3,92 33,33 44,12 10,78 95,10 4,90 100 % Válida 3,09 4,12 35,05 46,39 11,34 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho dos enfermeiros quanto ao desempenho das suas funções Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total 3 5 31 39 13 91 11 102 % 2,94 4,90 30,39 38,24 12,75 89,22 10,78 100,00 % Válida 3,30 5,49 34,07 42,86 14,29 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho dos enfermeiros quanto à simpatia Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total % 4 5 31 38 15 93 9 3,92 4,90 30,39 37,25 14,71 91,18 8,82 102 100,00 % Válida 4,30 5,38 33,33 40,86 16,13 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 O item que se refere a outros funcionários contempla todos aqueles que prestam serviços no Serviço de Urgência, para além dos supra citados, como é o caso dos auxiliares da acção médica. Também em relação a estes profissionais a avaliação apresentada é positiva, registando um bom desempenho, na perspectiva de 46,81% dos inquiridos. 51 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Desempenho de outros funcionários nas suas funções Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total 1 4 34 44 11 94 8 102 % 0,98 3,92 33,33 43,14 10,78 92,16 7,84 100 % Válida 1,06 4,26 36,17 46,81 11,70 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho de outros quanto à simpatia Freq. Péssima Má Aceitável/Suficiente Boa Muito boa Sub-total Omissos Total 5 4 32 40 11 92 10 102 % 4,90 3,92 31,37 39,22 10,78 90,20 9,80 100 % Válida 5,43 4,35 34,78 43,48 11,96 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Dos inquiridos que recorreram aos exames e tratamentos, que representam cerca de 85% do total, 50% considera que os técnicos têm um bom desempenho. Desempenho dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total 3 2 31 42 6 84 18 102 % 2,94 1,96 30,39 41,18 5,88 82,35 17,65 100,00 % Válida 3,57 2,38 36,90 50,00 7,14 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Apesar dos dados recolhidos reflectirem uma avaliação maioritariamente positiva, é conveniente não descurar as sugestões e críticas que alguns Utentes registaram nos seus inquéritos com o intuito de melhorar alguns pontos deste Serviço: 52 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. 9 Sugestões: 9 Informação por parte dos médicos ou pessoal competente, aos familiares do doente, pois estes também sofrem com a espera e incerteza quanto ao estado do doente; 9 Melhorar os aspectos humanos do pessoal médico e de enfermagem; 9 Boa educação nos corredores; 9 Parece importante a existência de uma Assistente Social nas urgências para responder a determinadas situações; 3.3.4. - Exames e Tratamentos Tendo, ainda, em conta os inquiridos que recorreram aos exames de diagnóstico e terapêutica, 51,76% consideraram aceitável/suficiente o tempo de espera até à realização dos exames e o mesmo se registou quanto ao tempo de espera para os resultados, com cerca de 50% dos inquiridos que fazem uma avaliação aceitável/suficiente. Tempo de espera até à realização dos exames Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total Freq. 3 9 44 23 6 85 17 102 % 2,94 8,82 43,14 22,55 5,88 83,33 16,67 100,00 % Válida 3,53 10,59 51,76 27,06 7,06 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Tempo de espera para resultados Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total % 4 15 40 15 6 80 22 3,92 14,71 39,22 14,71 5,88 78,43 21,57 102 100 % Válida 5 18,75 50 18,75 7,5 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 53 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Alguns dos inquiridos reforçam esta avaliação salientando que: 9 Sugestões: 9 Deviam ser um pouco mais rápidos nos resultados dos exames e análises 9 Menos tempo de espera, em relação aos exames e tratamentos. 9 Mais rapidez na realização de exames, portanto, mais pessoal qualificado para menos tempo de espera. 3.3.5. - Instalações No caso das instalações do Serviço de Urgência, os inquiridos tiveram que avaliar apenas o ambiente físico e a qualidade das instalações em geral. Em ambos os casos se regista uma apreciação de aceitável/suficiente, por cerca de 50% dos inquiridos. Qualidade do ambiente físico Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total 1 7 50 36 6 100 2 102 % 0,98 6,86 49,02 35,29 5,88 98,04 1,96 100 % Válida 1 7 50 36 6 100 % % Válida 1,33 12 52 28 6,67 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Qualidade de outras instalações Freq. Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-total Omissos Total 1 9 39 21 5 75 27 102 0,98 8,82 38,24 20,59 4,90 73,53 26,47 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 54 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Há Utentes que registam algumas críticas e sugestões, nomeadamente, no que se refere às instalações: 9 Arranjar mais espaço para que os doentes não esperem deitados nas camas no corredor da urgência. 9 Pode-se melhorar as entradas do banco de urgência e o som dos auscultadores 9 Mais cadeiras na sala de espera; 9 Menos barulho, o som de chamada é ensurdecedor; 9 Mais espaço e umas cadeiras mais confortáveis para os pais passarem a noite; 9 O Hospital é bom, só podia melhorar em algumas coisas em termos de obras, melhores condições de espaço de espera e a comida para os doentes ser um pouco melhor. 3.3.6. - Expectativas As expectativas e impressões retidas pelos inquiridos revelam que a prestação de cuidados no Serviço de Urgência do Hospital é suficientemente favorável para os Utentes voltarem. Cerca de 96,63% afirma que voltaria a este hospital, e 81,82% dos Utentes reconhece que, tendo em conta a qualidade dos serviços prestados, os recomendaria a um amigo. No caso de uma nova situação de urgência, voltaria a este Hospital? Sim Não Sub-total Omissos Total Freq. 86 3 89 13 % 84,31 2,94 87,25 12,75 102 100,00 % Válida 96,63 3,37 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Tendo em conta a qualidade dos serviços prestados, aconselharia um amigo a recorrer a este hospital? Freq. Sim Não Sub-total Omissos Total % 72 16 88 14 102 % Válida 70,59 15,69 86,27 13,73 100 81,82 18,18 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 55 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. 3.3.7. - Conclusões Tendo em conta a análise dos resultados dos dados recolhidos sobre o Serviço de Urgência do HESE E.P.E. conclui-se que, na maioria dos itens, o índice de satisfação dos Utentes é positivo. Registe-se que os índices mais positivos referem-se aos aspectos gerais, como a imagem e a qualidade e ao pessoal, no que se refere ao seu desempenho, quer ao nível clínico, quer quanto à disponibilidade, cortesia e simpatia. No que diz respeito aos acessos, o esclarecimento sobre o sistema de triagem fica aquém das expectativas, atingindo mesmo um índice de satisfação negativo. Por um lado, o acesso à informação é escasso e, por outro, mesmo quando esse esclarecimento é dado não é rigoroso, pelo que o seu índice de satisfação não é totalmente positivo. Trata-se, portanto, de um aspecto fundamental para o bom entendimento do funcionamento do Serviço de Urgência, tão importante para o Utente que a este recorre. Os exames e tratamentos e as instalações apresentam índices de satisfação intermédios que traduzem a necessidade de algumas melhorias, nomeadamente, no tempo de espera para realização de exames e para os respectivos resultados. E, no casos das instalações, a melhoria do ambiente físico e das outras instalações. Aspectos gerais Acessos Pessoal + Positivo Imagem Qualidade + - Positivo Satisfação com os serviços prestados Qualidade no esclarecimento sobre o sistema de Triagem Desempenho de todo o Pessoal nas suas funções e na sua disponibilidade e cortesia Exames e Tratamentos Tempo de espera para realização dos exames; Tempo de espera para resultados dos exames Ambiente físico Outras instalações Instalações 56 - Positivo Esclarecimento sobre o sistema de Triagem Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. 3.4. – O Internamento O Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. possui Unidades de Internamento nas principais áreas como Medicina, Cirurgia e Mulher e Criança que se distribuem por 384 camas. Ao longo do ano presta cuidados de saúde a cerca de 14000 Utentes, aproximadamente. Foram aplicados 147 questionários e, tendo em conta as características dos inquiridos regista-se que a maioria pertence ao sexo feminino (80,30%), com idades compreendidas entre os 26 e os 36 anos de idade (33,87%). Quanto às habilitações literárias há uma distribuição homogénea de utentes com o 3º ciclo e com o ensino secundário complementar, de cerca de 18,46%, em ambos os grupos. Relativamente à situação profissional 53,91% são trabalhadores por conta de outrem. O questionário, aplicado com o intuito de avaliar a satisfação dos Utentes do Internamento do HESE E.P.E., tem como principais indicadores a avaliação dos seguintes ítens: Aspectos gerais ⋅ ⋅ ⋅ satisfação geral relativamente ao Hospital imagem do Hospital qualidade do Hospital Acessos ⋅ Tempo de internamento; Pessoal ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Administrativo – processo de admissão Médicos – informação clínica prestada; desempenho de funções; cortesia Enfermeiros – informação funções; cortesia clínica prestada; desempenho Outros – desempenho Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica – desempenho Exames e tratamentos ⋅ ⋅ ⋅ Tempo de espera para realização Local de espera até à realização dos exames Tempo de espera para resultados 57 de Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Outros serviços prestados ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Serviço de Voluntariado Serviço Social Farmácia LPCC Instalações ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Sinalética dos serviços Meios de apoio a deficientes Sala de espera Utilidades Gabinetes de Consultas Equipamento Ambiente físico Instalações sanitárias Higiene/limpeza Privacidade Conforto Informações sobre o HESE ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Guia de Acolhimento Guia do Utente Guia do acompanhante Processo de alta Regulamento das Visitas (horário, duração, etc.) Meios de reclamação/sugestão Expectativas ⋅ ⋅ Regresso numa nova situação de internamento Aconselharia a um amigo/familiar este internamento 3.4.1. - Aspectos Gerais Sobre os aspectos gerais, nomeadamente no que se refere à satisfação com a experiência do internamento, a maioria dos inquiridos considera-se satisfeito (53,44%) e cerca de 29,77% regista-se mesmo muito satisfeito. Relativamente às estatísticas da qualidade a maioria faz uma apreciação boa (54,55%), bem como da imagem (51,47%). 58 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Satisfação com a experiência de internamento no HESE E.P.E. Freq. % % Válida Pouco satisfeito 11 7,48 8,40 Satisfeito 70 47,62 53,44 Muito satisfeito 39 26,53 29,77 Totalmente satisfeito 11 7,48 8,40 Sub-total 131 89,12 100,00 Omissos 16 10,88 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Qualidade do HESE E.P.E. Má Aceitável/Suficiente Boa Muito Boa Sub-Total Omissos Total Freq. 2 47 72 11 132 15 % 1,36 31,97 48,98 7,48 89,8 10,2 147 100 % Válida 1,52 35,61 54,55 8,33 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Imagem do HESE E.P.E. Má Aceitável/Suficiente Boa Muito Boa Sub-Total Omissos Total Freq. 3 53 70 10 136 11 % 2,04 36,05 47,62 6,8 92,52 7,48 147 100 % Válida 2,21 38,97 51,47 7,35 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 3.4.2. - Acesso O acesso ao internamento decorreu, na maioria dos Utentes, de um episódio de Urgência (72,87%), 20,16% dos inquiridos teve internamento estabelecido nas Consultas Externas e apenas 6,98% vieram transferidos de outra entidade. Serviços/entidades que estabeleceram os internamentos Freq. % % Válida Consultas externas 26 17,69 20,16 Urgência 94 63,95 72,87 Transferência de outra entidade 9 6,12 6,98 Sub-Total 129 87,76 100 Omissos 18 12,24 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 59 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Serviços/Entidades Entidades/Serviços que estabeleceram os Internamento dos Utentes Transferência de outra entidade 6,98 72,87 Urgência Consultas externas 20,16 0 20 40 60 80 % Utentes Verificou-se também que a maioria dos internamentos durou cerca de uma semana, em 54,84% dos casos, e houve mesmo 21,25% dos inquiridos que permaneceram cerca de duas semanas no Hospital. Duração do internamento Freq. 24 horas 10 até 1 semana 57 até 2 semanas 22 até 3 semanas 9 até 1 mês 4 > 1 mês 2 Sub-Total 104 Omissos 43 Total 147 % 6,80 38,78 14,97 6,12 2,72 1,36 70,75 29,25 100 % Válida 9,62 54,81 21,15 8,65 3,85 1,92 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 3.4.3. - Pessoal Relativamente ao pessoal que presta assistência e cuidados na área dos internamentos, designadamente, o pessoal administrativo, os médicos, os enfermeiros e outros funcionários, como os auxiliares da acção médica, auxiliares de limpeza, etc. o índice de satisfação dos Utentes inquiridos revela-se positivo. Na maioria dos funcionários a avaliação incide no bom, quer quanto ao desempenho das suas funções, quer no que se refere à simpatia, disponibilidade e cortesia. 60 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. O pessoal administrativo registou uma avaliação de bom por cerca de 61,76% dos inquiridos, quanto ao seu desempenho, em geral. De notar que 13,24% dos inquiridos classificaram o seu desempenho de muito bom. Desempenho do pessoal administrativo Freq. % % Válida Péssimo 1 0,68 0,74 Aceitável/Suficiente 33 22,45 24,26 Bom 84 57,14 61,76 Muito bom 18 12,24 13,24 Sub-Total 136 92,52 100 Omissos 11 7,48 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Quanto aos médicos, a avaliação recolhida é também bastante positiva. Em todos os itens registam uma qualificação de bom, designadamente, no que se refere à informação clínica prestada, ao desempenho das suas funções, em geral, e à simpatia demonstrada. Qualidade da informação clínica prestada pelos médicos Freq. % % Válida Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito Bom Sub-Total Omissos 2 25 77 30 134 13 1,36 17,01 52,38 20,41 91,16 8,84 1,49 18,66 57,46 22,39 100 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho das funções dos médicos Freq. % % Válida Aceitável/Suficiente Bom Muito Bom Sub-Total Omissos 27 76 30 133 14 18,37 51,7 20,41 90,48 9,52 20,3 57,14 22,56 100 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho dos médicos quanto à simpatia Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito Bom Sub-Total Omissos Freq. % % Válida 1 31 67 34 133 14 0,68 21,09 45,58 23,13 90,48 9,52 0,75 23,31 50,38 25,56 100 61 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 No caso dos enfermeiros, a avaliação é semelhante quanto ao desempenho e à simpatia demonstrada. No caso do desempenho, a maioria dos inquiridos (51,53%) considera-o bom e cerca de 31,58% classifica-o de muito bom. Também relativamente à simpatia destes profissionais, os Utentes fazem uma apreciação muito positiva que varia, maioritariamente, entre o bom e o muito bom, com 47,76% e 33,58%, respectivamente. Informação clínica prestada pelos enfermeiros Péssimo Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-Total Omissos Total Freq. 1 1 21 71 41 135 12 % 0,68 0,68 14,29 48,3 27,89 91,84 8,16 147 100 % Válida 0,74 0,74 15,56 52,59 30,37 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho dos enfermeiros no desempenho das suas funções Freq. % % Válida Aceitável/Suficiente 23 15,65 17,29 Bom 68 46,26 51,13 Muito bom 42 28,57 31,58 Sub-Total 133 90,48 100 Omissos 14 9,52 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho dos enfermeiros quanto à simpatia Freq. % % Válida Péssima 1 0,680 0,746 Má 1 0,680 0,746 Aceitável/Suficiente 23 15,646 17,164 Boa 64 43,537 47,76 Muito boa 45 30,61 33,58 Sub-total 134 91,16 100 Omissos 13 8,84 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Os outros funcionários, como os auxiliares de acção médica, auxiliares de limpeza, etc. que contactam com o Utente também revelam 62 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. valores muito satisfatórios no que se refere ao desempenho e simpatia, conforme se observa pela análise dos quadros em baixo, em que cerca de 56,39% dos inquiridos considera que estes profissionais têm um bom desempenho e 53,44% aponta para uma boa simpatia. Desempenho de outros funcionários nas suas funções Freq. % % Válida Aceitável/Suficiente 38 25,850 28,57 Bom 75 51,020 56,39 Muito bom 20 13,605 15,04 Sub-Total 133 90,476 100 Omissos 14 9,524 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho de outros funcionários quanto à simpatia Freq. % % Válida Má 4 2,72 3,05 Aceitável/Suficiente 37 25,17 28,24 Boa 70 47,62 53,44 Muito boa 20 13,61 15,27 Sub-Total 131 89,12 100 Omissos 16 10,88 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Ainda em relação ao item de avaliação do Pessoal, os inquiridos apresentam algumas críticas e sugestões: 9 Sugestões: 9 Um mais profundo esclarecimento dos doentes em relação ao seu estado de saúde pelos médicos; 9 Mais boa vontade por parte de certas enfermeiras e funcionárias; 9 Mais esclarecimento em relação ao que se passa com o paciente, vindo dos médicos; 9 Pessoas mais simpáticas com gosto no trabalho; 9 Ter um auxiliar sempre disponível para ajudar nas dúvidas e também para vigiarem os bebés quando as mães têm que se ausentar, nem que seja por pouco tempo; 9 Respeitar o silêncio durante a noite; 9 Críticas: 9 Pouco pessoal de enfermagem nas horas nocturnas; 63 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. 9 Disponibilidade de algumas enfermeiras para atender parturientes. Numa situação a Enf. mandou a Auxiliar de Limpeza e só apareceu uma hora depois; 9 Formação dos enfermeiros ao nível da psicologia, é inaceitável que pessoas debilitadas sejam "abandonadas" nas camas durante a noite; 9 Os enfermeiros demoram muito a atender; 9 Os enfermeiros e os médicos são muito bons; 3.4.4. - Exames e Tratamentos Do total de inquiridos 70,54% recorreu a exames e tratamentos durante o período de internamento. Tendo em conta o desempenho dos técnicos de diagnóstico e terapêutica, 52,75% dos inquiridos fez uma apreciação positiva (bom). Utentes que realizaram exames de diagnóstico e terapêutica Freq. % % Válida Sim 91 61,90 70,54 Não 38 25,85 29,46 Sub-Total 129 87,76 100 Omissos 18 12,24 15,27 Total 147 100 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Desempenho dos técnicos de diagnóstico e terapêutica Freq. % % Válida Aceitável/Suficiente 29 19,73 31,87 Bom 48 32,65 52,75 Muito bom 14 9,52 15,38 Sub-Total 91 61,90 100 Omissos 56 38,10 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Por outro lado, relativamente aos recursos materiais e às condições em que se efectuam os exames e tratamentos é de notar que o índice de satisfação é menos elevado, colocando-se numa posição mais mediana. A maioria dos inquiridos faz uma apreciação de aceitável/suficiente, quer em relação ao local de espera até à realização dos exames (47,96%), quer em relação ao tempo de espera até à realização dos exames (50%), quer no que se refere ao tempo de espera para resultados (47,76%). Classificação do local de espera até à realização dos 64 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. exames Mau Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-Total Omissos Total Freq. 10 47 34 7 98 49 % 6,80 31,97 23,13 4,76 66,67 33,33 147 100 % Válida 10,20 47,96 34,69 7,14 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Tempo de espera até à realização dos exames Freq. % % Válida Péssimo 1 0,68 1,04 Mau 12 8,16 12,50 Aceitável/Suficiente 48 32,65 50,00 Bom 33 22,45 34,38 Muito bom 2 1,36 2,08 Sub-Total 96 65,31 100 Omissos 51 34,69 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Tempo de espera para resultados Freq. % % Válida Mau 8 5,44 8,89 Aceitável/Suficiente 43 29,25 47,78 Bom 36 24,49 40,00 Muito bom 3 2,04 3,33 Sub-Total 90 61,22 100 Omissos 57 38,78 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Algumas sugestões dos inquiridos confirmam, mais uma vez, a situação descrita pelas estatísticas descritivas apresentadas: 9 Sugestões: 9 Maior rapidez na entrega de resultados de exames/análises ao médico e posteriormente ao paciente; 3.4.5. - Outros Serviços À semelhança dos dados já recolhidos junto dos inquiridos das Consultas Externas relativamente aos outros serviços prestados pelo HESE E.P.E., também ao nível do Internamento se constata que a grande maioria dos Utentes recorre pouco a estes serviços, nomeadamente, ao Serviço de 65 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Voluntariado, ao Serviço Social, Serviço de Farmácia, de Alimentação, Religioso, bem como da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC). O Serviço Social, o Serviço Religioso e o de Alimentação são os que registam uma maior adesão por parte dos inquiridos. O Serviço social do HESE E.P.E. presta apoio psicossocial ao doente/família e estabelece o Plano de Cuidados do doente, com o levantamento das suas necessidades e, posteriormente, procura a melhor forma de dar resposta às necessidades identificadas. Na maioria dos casos, estas respostas estendem-se a outras instituições/entidades existentes na comunidade (CAT de Évora, IPSS’s, Segurança Social, etc.) que garantem a execução do Plano de cuidados, através de Cuidados Continuados. As ajudas técnicas são também uma responsabilidade do Serviço Social, pelo que o Serviço disponibiliza aos utentes todo o tipo de materiais (próteses, ortóteses, cadeiras de rodas, colchões e almofadas anti- escaras, etc). Paralelamente, as Assistentes Sociais, em conjunto com Técnicos de Fisiatria, realizam visitas domiciliárias aos utentes dependentes com o intuito de analisar as condições habitacionais e, em equipa, melhorar e proceder às alterações arquitectónicas necessárias. No que se refere aos utentes dependentes jovens, o Serviço Social, em conjunto com outras entidades (extra-hospitalares), procura planear e apoiar o jovem na procura de emprego, tendo em vista a sua autonomia e bem-estar. No âmbito da sua actuação, ao Serviço Social recorreram cerca de 23,48% dos inquiridos considerando-se, a maioria, muito satisfeito com os serviços prestados. O Serviço Religioso garante a todos os doentes o respeito pelas suas convicções espirituais e religiosas, promovendo atenção, proximidade, presença, escuta, diálogo, partilha e ajuda concreta a todos os que integram a Comunidade Hospitalar, respeitando sempre a liberdade religiosa e a confidencialidade de cada um. Os Utentes que usufruíram deste serviço correspondem a 16,35% do total e, a maioria, considerou-se muito satisfeito. 66 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. % de Utentes que recorreram a Outros Serviços do HESE E.P.E. 2,15 LPCC 14,56 Serviços Alimentação 5,21 Farmácia 23,48 Social 16,35 Religioso Voluntariado 8 0 5 10 15 20 25 % Utentes O Serviço de Dietética é responsável e assegura todas as funções de fiscalização e controlo de qualidade na produção e distribuição da alimentação dos doentes e pessoal do Hospital. Integra a equipa clínica com vista à prescrição dietética em doentes internados e em ambulatório. Dos cerca de 14,26% dos inquiridos que recorreram a este serviço, a maioria (60%) considera-se satisfeito. Nível de satisfação relativamente ao Voluntariado Freq. % Satisfeito 9 6,12 Muito satisfeito 5 3,40 Sub-total 14 9,52 Omissos 133 90,48 Total 147 100 % Válida 64,29 35,71 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Nível de satisfação relativamente ao Religioso Freq. % Pouco satisfeito 2 1,36 Satisfeito 6 4,08 Muito satisfeito 10 6,80 Totalmente satisfeito 4 2,72 Sub-Total 22 14,97 Omissos 125 85,03 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Nível de satisfação relativamente ao serviço Social 67 % Válida 9,09 27,27 45,45 18,18 100,00 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Freq. 7 14 11 32 115 147 Satisfeito Muito satisfeito Totalmente satisfeito Total Omissos Total % 4,76 9,52 7,48 21,77 78,23 100 % Válida 21,88 43,75 34,38 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Nível de satisfação relativamente ao serviço de Farmácia Freq. % Satisfeito 7 4,76 Muito satisfeito 1 0,68 Totalmente satisfeito 1 0,68 SubTotal 9 6,12 Omissos 138 93,88 Total 147 % Válida 77,78 11,11 11,11 100,00 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Nível de satisfação relativamente ao serviço de Alimentação Freq. % % Válida Pouco satisfeito 2 1,36 9,09 Satisfeito 13 8,84 59,09 Muito satisfeito 4 2,72 18,18 Totalmente satisfeito 3 2,04 13,64 Sub-Total 22 14,97 100,00 Omissos 125 85,03 Totalmente satisfeito 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Nível de satisfação relativamente à LPCC Freq. % % Válida Satisfeito 3 2,04 42,86 Muito satisfeito 4 2,72 57,14 Totalmente satisfeito 7 4,76 100,00 Sub-Total 9 6,12 100,00 Omissos 138 93,88 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 3.4.6. - Instalações No que se refere às instalações saliente-se que a maioria dos Internamentos do HESE E.P.E. distribui-se por dois edifícios: Edifício do Espírito Santo e Edifício do Patrocínio. As 387 camas existentes no Hospital concentram-se essencialmente no Edifício do Espírito Santo. Ressalve-se, 68 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. portanto, que as instalações variam de edifício para edifício, bem como as suas condições/qualidade. No caso da avaliação das instalações, as estatísticas descritivas apresentadas reportam-se a uma avaliação geral do internamento, que se revela positiva. Há, no entanto, aspectos que registam um índice de satisfação superior a outros, como é o caso da sinalética e das instalações quanto à higiene e limpeza, registando qualificações de bom por cerca de 50,54% e 59,09% dos inquiridos, respectivamente. Avaliação da sinalética dos serviços Freq. % Péssimo 1 0,68 Mau 5 3,40 Aceitável/Suficiente 38 25,85 Bom 47 31,97 Muito bom 2 1,36 Sub-Total 93 63,27 Omissos 54 36,73 Total 147 100 % Válida 1,08 5,38 40,86 50,54 2,15 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Avaliação da qualificação das instalações quanto à higiene/limpeza Freq. % % Válida Mau 4 2,72 3,64 Aceitável/Suficiente 38 25,85 34,55 Bom 65 44,22 59,09 Muito bom 3 2,04 2,73 Sub-Total 110 74,83 100,00 Omissos 37 25,17 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Os restantes itens de avaliação da qualificação das instalações registam uma qualidade aceitável/suficiente pela maioria dos inquiridos. Os meios de apoio a deficientes, apesar de apresentarem um índice positivo, registam uma percentagem negativa de cerca de 17%, que não deve ser ignorada. Avaliação da qualidade dos meios de apoio a deficientes Freq. % % Válida Péssimo 4 2,72 5,33 Mau 9 6,12 12,00 69 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Aceitável/Suficiente Bom Muito bom Sub-Total Omissos Total 35 25 2 75 72 147 23,81 17,01 1,36 51,02 48,98 100 46,67 33,33 2,67 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Avaliação da qualidade do equipamento Freq. % Mau 6 4,08 Aceitável/Suficiente 49 33,33 Bom 43 29,25 Muito bom 2 1,36 Sub-Total 100 68,03 Omissos 47 31,97 Total 147 100 % Válida 6 49 43 2 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Avaliação da qualificação das instalações sanitárias Freq. % % Válida Mau 6 4,08 5,61 Aceitável/Suficiente 54 36,73 50,47 Bom 45 30,61 42,06 Muito bom 2 1,36 1,87 Sub-Total 107 72,79 100,00 Omissos 40 27,21 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Relativamente a aspectos mais gerais como o ambiente físico, a privacidade e o conforto, apesar da maioria dos inquiridos os qualificar como aceitável/suficiente, a percentagem dos Utentes que os considera bons também é significativa, conforme se confirma pela análise dos quadros abaixo apresentados. Avaliação da qualificação do ambiente físico Freq. % % Válida Péssimo 2 1,36 1,96 Mau 9 6,12 8,82 Aceitável/Suficiente 49 33,33 48,04 Bom 40 27,21 39,22 Muito bom 2 1,36 1,96 Sub-Total 102 69,39 100,00 Omissos 45 30,61 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 70 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Avaliação das instalações quanto à privacidade Freq. % % Válida Péssimo 1 0,68 0,94 Mau 15 10,20 14,15 Aceitável/Suficiente 48 32,65 45,28 Bom 40 27,21 37,74 Muito bom 2 1,36 1,89 Sub-Total 106 72,11 100,00 Omissos 41 27,89 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Avaliação das instalações quanto ao conforto Freq. % % Válida Mau 7 4,76 6,54 Aceitável/Suficiente 53 36,05 49,53 Bom 45 30,61 42,06 Muito bom 2 1,36 1,87 Sub-Total 107 72,79 100,00 Omissos 40 27,21 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 No que se refere às instalações, os Utentes chamam a atenção para alguns pontos importantes que é necessário melhorar: 9 Sugestões: 9 Melhorar o acesso à Neonatologia porque o mesmo se encontra bastante degradado, colocando em risco a vida de quem o utiliza diariamente; 9 Acho que devia ter melhores condições sanitárias e mais condições para deficientes; 9 Deveriam melhorar as condições das camas, pois os colchões são bastante desconfortáveis; 9 Mais espaços nos quartos; 9 Mais regularidade na limpeza das instalações sanitárias; 9 Melhorar a climatização; 9 Melhores condições para as mães pernoitarem; 9 Televisão nos quartos dos Utentes; 9 Críticas: 9 Muito barulho durante a noite; 9 Alimentação sem apresentação; 71 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. 3.4.7. - Informações A informação distribuída aos Utentes varia em cada internamento de acordo com as suas especificidades. Na maioria, há informação sobre o Acolhimento, as recomendações ao Utente, as informações ao Acompanhante, especificações do processo da alta, esclarecimentos sobre o Regulamento das visitas e sobre os meios de reclamação. De uma forma geral, os dados recolhidos junto dos inquiridos resultam em estatísticas positivas com apreciações de aceitável/suficiente para a maioria da informação disponibilizada. No caso do Guia de Acolhimento, do Guia do Utente e do Guia do Acompanhante regista-se uma percentagem significativa de Utentes que não teve acesso a estes suportes, cerca de 20% em cada caso. Avaliação da informação prestada no Guia de Acolhimento Freq. % % Válida Mau 6 4,08 5,08 Aceitável/Suficiente 40 27,21 33,90 Bom 39 26,53 33,05 Muito bom 8 5,44 6,78 Não recebeu 25 17,01 21,19 Sub-Total 118 80,27 100,00 Omissos 29 19,73 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Avaliação da informação prestada no Guia do Utente Freq. % % Válida Mau 6 4,08 5,41 Aceitável/Suficiente 42 28,57 37,84 Bom 36 24,49 32,43 Muito bom 3 2,04 2,70 Não recebeu 24 16,33 21,62 Sub-Total 111 75,51 100,00 Omissos 36 24,49 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Avaliação da informação prestada no Guia do Acompanhante Freq. % % Válida Mau 8 5,44 7,48 Aceitável/Suficiente 36 24,49 33,64 Bom 37 25,17 34,58 Muito bom 3 2,04 2,80 72 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Não recebeu Sub-Total Omissos Total 23 107 40 147 15,65 72,79 27,21 100 21,50 100,00 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Avaliação da informação prestada no Regulamento das Visitas Freq. % % Válida Mau 5 3,40 4,03 Aceitável/Suficiente 56 38,10 45,16 Bom 44 29,93 35,48 Muito bom 8 5,44 6,45 Não recebeu 11 7,48 8,87 Sub-Total 124 84,35 100,00 Omissos 23 15,65 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Avaliação da informação prestada sobre os Meios de Reclamação Freq. % % Válida Mau 3 2,04 2,91 Aceitável/Suficiente 50 34,01 48,54 Bom 34 23,13 33,01 Muito bom 3 2,04 2,91 Não recebeu 13 8,84 12,62 Sub-Total 103 70,07 100,00 Omissos 44 29,93 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Sobre a informação prestada, aquando da alta, a maioria dos Utentes considera-a boa, cerca de 42,20%. Há, todavia, que atentar ao facto de ainda se registarem falta de esclarecimentos sobre esta questão a alguns Utentes. Avaliação da informação prestada no Processo de Alta Freq. % % Válida Mau 4 2,72 3,67 Aceitável/Suficiente 44 29,93 40,37 Bom 46 31,29 42,20 Muito bom 7 4,76 6,42 Não recebeu 8 5,44 7,34 Sub-Total 109 74,15 100,00 Omissos 38 25,85 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 73 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. 3.4.8. – Expectativas Quando questionados sobre a hipótese de regressarem ao Hospital, a grande maioria dos Utentes responde de forma afirmativa, cerca de 97,37%. No caso de voltar a ser internado, voltaria a este Hospital? Sim Não Sub-Total Omissos Total Freq. 111 3 114 33 % 75,51 2,04 77,55 22,04 147 100 % Válida 97,37 2,63 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Também no que se refere ao aconselhamento, a outras pessoas, dos serviços prestados a maioria dos Utentes refere que sim, (98,36%). Tendo em conta a qualidade dos serviços prestados aconselharia um amigo a recorrer a este hospital? Freq. % % Válida Sim 120 81,63 98,36 Não Sub-Total Omissos 2 122 25 1,36 82,99 17,01 1,64 100 Total 147 100 Fonte: Estudo da Satisfação dos Utentes do HESE E.P.E. /2007 Há ainda alguns inquiridos que deixam algumas sugestões: 9 Humanizar o contacto com os utentes 9 O Hospital ter Unidade de Radioterapia 9 Permitir a presença do Pai/acompanhante depois das 24h no Serviço de Maternidade 3.4.9. - Conclusões A recolha de dados sobre a qualidade dos serviços prestados no Internamento do HESE E.P.E. revela que, de uma maneira geral, os Utentes se encontram satisfeitos. Nenhuma das dimensões em análise regista 74 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. apreciações negativas, pelo que a maioria das estatísticas descritivas nos remete para dados mais ou menos positivos, mas maioritariamente positivos. De destacar a avaliação que incide sobre o Pessoal e seu desempenho, que apresenta um índice de satisfação muito positivo, bem como a qualidade e a imagem que os Utentes detêm da Instituição. Quanto aos exames e tratamentos os aspectos menos positivos mantêm-se, comparativamente com as avaliações apresentadas pelos Utentes que usufruíram deste serviço nas Consultas Externas e na Urgência. Há a melhorar aspectos físicos, como o local de espera pela realização dos exames e aspectos de eficiência no que diz respeito aos tempos de espera. Os outros serviços prestados pelo HESE E.P.E. são, geralmente, apreciados de forma positiva, no entanto, é de realçar que a adesão a estes serviços não é muito significativa. Das informações prestadas, o ponto menos positivo que se regista remete para a falta de informação prestada a parte dos Utentes. Note-se, ainda, que nas Instalações é conveniente melhorar alguns aspectos uma vez que os únicos pontos que reúnem uma avaliação mais positiva referem-se apenas à sinalética e às condições de higiene e limpeza. Aspectos gerais Pessoal Exames e Tratamentos + Positivo Qualidade Imagem Desempenho de todo o Pessoal nas suas funções e na sua disponibilidade e cortesia Desempenho dos técnicos de diagnóstico e terapêutica Outros Serviços Prestados Informações Serviço Social Serviço Religioso Serviço de Alimentação e Dietética Guia do Acompanhante Processo de Alta Instalações Sinalética Higiene e Limpeza + - Positivo Experiência do Internamento - Positivo Local de espera para realização dos exames Tempo de espera para realização dos exames; Tempo de espera para resultados dos exames; Pouca adesão por parte dos Utentes Guia de Acolhimento Guia do Utente Regulamento das Visitas Meios de Reclamação Meios de Apoio a Deficientes Equipamento Ambiente físico Instalações Sanitárias 75 Alguns Utentes não têm acesso à informação Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Considerações Consideraç ções Finais ções IV. Consedera Considerações Finais e Recomenda e Recomendações 1.- Posicionamento das áreas de actuação Ao considerarmos como variável dependente a satisfação com os serviços prestados no HESE E.P.E., foi possível verificar que ela é afectada directa ou indirectamente pelas seguintes variáveis independentes: idade, sexo, habilitações literárias, situação profissional, aspectos gerais, acessos aos serviços, prestação de cuidados pelo pessoal, informações prestadas pelo HESE E.P.E., instalações, expectativas e exames e tratamentos. Em termos globais, reportando-nos aos aspectos gerais como a imagem e a qualidade do HESE E.P.E., os inquiridos assinalam uma avaliação positiva em todas as áreas as áreas de actuação, isto é, quer ao nível das Consultas Externas, da Urgência e do Internamento. No entanto, a satisfação com os serviços prestados, em geral, reúne uma avaliação indicadora da necessidade de efectuar melhorias, uma vez que em nenhuma das áreas os inquiridos se consideraram muito ou totalmente satisfeito. Quanto aos acessos às diferentes áreas de prestação de cuidados estudadas, saliente-se que, na área das Consultas Externas, os inquiridos destacam um ponto negativo que se refere ao tempo de espera pela marcação da consulta e ao tempo de espera pelo médico, aquando da consulta. Assinalam também, mas como ponto positivo, o horário de funcionamento das consultas. Na área da Urgência, a maioria dos Utentes inquiridos ressalva que há a melhorar os esclarecimentos sobre a Triagem de Manchester. Por um lado, não há esclarecimento suficiente sobre este Protocolo e, por outro, quando ele existe não é suficientemente esclarecedor. A dimensão de estudo que se refere ao pessoal é a mais positiva, uma vez que é unânime que em todos os Serviços avaliados a apreciação 76 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. dos inquiridos quanto ao pessoal administrativo e aos profissionais de saúde reúne índices de satisfação na ordem do muito ou totalmente satisfeito. A realidade que concorre para a satisfação, estrutura-se maioritariamente em torno do eixo “definição do trabalho em equipa” e o “impacto do trabalho” na empresa. Relativamente aos exames e tratamentos é de salientar que os aspectos avaliados são, de um modo geral, pouco positivos. Os inquiridos sobre esta questão realçam pontos que devem melhorar. No que se refere ao tempo de espera para realização dos exames, os Utentes da Consulta Externa consideraram este aspecto negativo e, nas restantes áreas, pouco positivo. E, de uma forma unânime de serviço para serviço o tempo de espera para os resultados dos exames deve também ser melhorado, uma vez que reúne uma apreciação pouco positiva. Ainda no âmbito desta prestação de serviços, destaca-se que o local de espera para a realização dos exames também deverá ser melhorado pois, de acordo com os inquiridos, este local não reúne condições que permitam avaliá-lo de uma forma totalmente positiva. Quanto aos outros serviços prestados pelo HESE E.P.E., após a análise dos dados recolhidos junto dos Utentes inquiridos, na Consulta Externa e no Internamento, conclui-se que a grande maioria não usufrui destes serviços. Ainda assim, a pouca percentagem que o faz, considera-se muito satisfeito. Saliente-se que na Consulta Externa, os inquiridos recorreram mais ao Serviço Social e ao Voluntariado, enquanto no Internamento, para além do Serviço Social, assinalam também o Serviço Religioso e o Serviço de Alimentação e Dietética. Da avaliação registada sobre as informações prestadas no Serviço de Consultas Externas e no Internamento concluiu-se que a grande maioria dos inquiridos não teve acesso às informações, em geral, e, em particular, em ambos os Serviços ficaram por os meios de reclamação disponíveis para o Utente. No Internamento, os inquiridos fazem uma apreciação muito positiva das informações recebidas, que se referem ao Guia do Acompanhante e ao Processo de Alta, no entanto, o mesmo não se verifica quanto ao Guia de Acolhimento, ao Guia do Utente e ao Regulamento das Visitas. 77 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Por fim, as instalações do HESE E.P.E. reúnem uma apreciação bastante positiva no que se refere à sinalética e às condições de higiene e limpeza que se verificam nos Internamentos, em geral. Todavia, os meios de apoio a deficientes, o equipamento, o ambiente físico e as instalações sanitárias merecem algumas melhorias, de acordo com a apreciação dos inquiridos, uma vez que não reúnem uma avaliação totalmente satisfatória. No caso da Urgência, o ambiente físico e instalações devem também ser melhorados. Nas Consultas Externas, os inquiridos não se consideram totalmente satisfeitos em nenhum dos aspectos e registam uma avaliação mais ou menos positiva no que se refere à sinalética, aos meios de apoio a deficientes, à sala de espera, às utilidades, aos gabinetes de consulta, aos equipamentos, ao ambiente físico, às instalações sanitárias, à higiene e limpeza e à privacidade e conforto, pelo que, estas instalações deverão contar com algumas melhorias. De uma forma geral, a maioria dos inquiridos regista uma experiência positiva dos serviços prestados no HESE E.P.E. que se reflecte numa apreciação positiva e numa vontade expressa de voltar a usufruir deste mesmos serviços, quando necessário. Em termos globais, os resultados sugerem que existe no seio dos inquiridos uma relativa expressão de satisfação global face a todos os aspectos avaliados, sendo de relevar que concorre especialmente, para esta satisfação, a prestação efectuada pelos profissionais que compõem esta instituição. A constatação das características dos conteúdos e dos contextos da prestação dos cuidados aos Utentes, desde a Consulta Externa, à Urgência e ao Internamento, e demais aspectos globais do HESE E.P.E. pode dar mostras que a realidade da “insatisfação” não atinge a globalidade da população. À luz dos resultados do estudo, somos levados a indiciar que o HESE E.P.E é sentido de uma forma positiva e satisfatória pelos Utentes inquiridos. Os elementos empíricos disponíveis permitem-nos concluir que é possível reforçar ainda mais esta imagem e qualidade da instituição através da melhoria dos pontos apresentados, reforçando, deste modo, os índices de satisfação dos Utentes e indo ao encontro das suas necessidades. 78 Consultas Externas + Positivo + - Positivo Aspectos gerais Qualidade Imagem Satisfação com os serviços prestados Acessos Horário de funcionamento Pessoal Desempenho de todo o Pessoal nas suas funções e na sua disponibilidade e cortesia Exames e Tratamentos Outros Serviços Prestados - Positivo + Positivo + - Positivo Imagem Qualidade Satisfação com os serviços prestados Qualidade no esclarecimento sobre o sistema de Triagem Tempo de espera pela consulta (marcação) Tempo de espera pelo Médico Internamento - Positivo Tempo de espera até a realização dos exames Pouca adesão por parte dos Utentes + Positivo + - Positivo Qualidade Imagem Experiência do Internament o - Positivo Esclarecime nto sobre o sistema de Triagem Desempenho de todo o Pessoal nas suas funções e na sua disponibilidade e cortesia Local de realização dos exames Tempo de espera para os resultados Serviço de Voluntariado Serviço Social Urgência Desempenho de todo o Pessoal nas suas funções e na sua disponibilidade e cortesia Desempenho dos técnicos de diagnóstico e terapêutica Tempo de espera para realização dos exames; Tempo de espera para resultados dos exames Pouca adesão por parte dos Utentes Serviço Social Serviço Religioso Serviço de Alimentação e Dietética Local de espera para realização dos exames Tempo de espera para realização dos exames; Tempo de espera para resultados dos exames; Pouca adesão por parte dos Utentes Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Consultas Externas (cont.) + Positivo + - Positivo - Positivo Informações Informação sobre meios de Reclamação Instalações Sinalética Meios de apoio a deficientes Sala de espera Utilidades Gabinetes de consulta Equipamentos Ambiente físico Instalações sanitárias Higiene e limpeza Privacidade e conforto + Positivo Urgência (cont.) + - Positivo Não recepção de informação, do Guia do Utente Ambiente físico Outras instalações 80 - Positivo Internamento (cont.) + Positivo + - Positivo - Positivo Guia do Acompanha nte Processo de Alta Guia de Acolhimento Guia do Utente Regulamento das Visitas Meios de Reclamação Sinalética Higiene e Limpeza Meios de Apoio a Deficientes Equipamento Ambiente físico Instalações Sanitárias Alguns Utentes não têm acesso à informação 2.- Recomendações Tendo por base a análise dos resultados do estudo realizado, somos tentados a esboçar alguns elementos que podem servir como recomendações. O ponto de partida para tal esboço tem a ver com alguns sinais, sobre os quais se afiguraram como pertinentes esboçar uma linha de intervenção. Desta forma, para que o HESE E.P.E. alcance o sucesso pretendido, os gestores devem procurar minimizar ou anular toda as situações menos positivas detectadas. No entanto, apesar da importância de que se reveste num processo de mudança o conhecimento factual, por si só ele não é suficiente para desencadear e manter um processo de mudança, isto é, falta a correlação entre análise e acção, sendo o desenvolvimento do benchmarking, integrado na filosofia dum Balanced Scorecard, o método ideal para estabelecer a ligação entre os factos e a acção. Assim, o benchmarking desencadeia um processo de aprendizagem constante que envolve todos os membros da organização, permitindo a codificação de comportamentos de sucesso que aumentam a competência da organização no seu todo, mercê da criação de uma pressão contínua e do desenvolvimento de competências que por sua vez são codificadas e transmitidas a outros. Para o desenvolvimento das competências contribuem: os conhecimentos oriundos dos diversos ambientes, reunidos por meio da recolha e análise dos dados; a motivação necessária ao impulso construtivo no sentido da melhoria; a possibilidade de aplicação do conhecimento adquirido e o efeito sinérgico criado pela convergência das vontades individuais, do grupo e da organização. Sugere-se, por isso, a criação de uma task-force para desenhar um plano de intervenção para colmatar as necessidades detectadas, tendo como base uma estratégia de benchmarking. As vantagens do benchmarking na área da saúde incluem: 9 a satisfação das exigências dos utentes, 9 o estabelecimento de objectivos atingíveis e quantificáveis, Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. 9 o desenvolvimento de medidas que promovam a eficiência e eficácia, sem perder de vista a especificidade do “mercado” da saúde; 9 a adopção e adaptação dos melhores métodos organizacionais dentro e fora do sector da saúde. O Benchmarking tem como alvo directo o conteúdo do trabalho numa organização que conduza a uma reorientação da cultura organizacional no sentido da aprendizagem, aperfeiçoamento de aptidões e eficiência que, por sua vez, conduzam a um processo de desenvolvimento de excelência. Assim, na essência desta estratégia estão os conceitos de partilha e aprendizagem. E, porque os desejos, necessidades e expectativas dos utilizadores estão em constante mutação, as organizações de saúde devem adoptar formas de organização e gestão dinâmicas, permanentemente ajustáveis aos desejos, necessidades e expectativas dos seus utilizadores, clientes internos e externos. A recolha de informação sobre as necessidades de saúde da população, com vista à realização do diagnóstico da situação, e sua permanente actualização, são elementos fundamentais para a elaboração de um plano de actividades que vá de encontro aos desejos, necessidades, expectativas e exigências dos cidadãos. A sensibilização dos profissionais de saúde para a necessidade de aperfeiçoamento contínuo em todas as áreas organizacionais e de gestão, são elementos essenciais para levar por diante a comparação dos processos utilizados com os melhores métodos, permitindo, deste modo, obter uma melhor percepção de quais são as forças e as fraquezas do HESE E.P.E. O valor do benchmarking reside, precisamente, no facto de introduzir o efeito impulsionador da eficiência das forças de mercado nas unidades que não estão expostas à economia de mercado. A pressão exercida no sentido da eficiência diminui com a distância em relação ao cliente, apesar do objectivo de qualquer organização ser o de criar um valor maior do que o custo de criálo e o valor em questão pode ser de muitas espécies. No caso das organizações de saúde do sector público, têm de oferecer aos utentes algo de valor que eles considerem mais alto do que o custo dos impostos pagos 82 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. durante a vida profissional activa ou o tempo e esforço dispendido com o objectivo de obter algo que valha a pena - ganhos em saúde. Deste modo, o benchmarking surge como um método que faz com que a organização se concentre no crescimento orgânico, isto é, no sucesso da satisfação das necessidades e expectativas dos utentes que é a verdadeira missão das organizações de saúde. O aspecto qualidade compreende a missão de fornecer qualidade aos utentes, independentemente do custo de produção, porque a qualidade é uma das componentes de valor na óptica do utente como o é o preço ou os recursos que o utente tem de pagar para obter os serviços de saúde. Assim, o conceito de qualidade assume um lugar de grande preponderância nas organizações de saúde, como instrumento de melhoria nos seus programas de desenvolvimento. Pode-se definir o termo qualidade partindo de dois pontos de vista: o primeiro é o cliente. Deste ponto de vista o desenvolvimento da qualidade é uma ferramenta para a satisfação das necessidades e expectativas dos clientes. O segundo é a organização que fixa para si própria padrões de qualidade por forma a manter os níveis de qualidade que os clientes esperam. Neste caso, um esforço deliberado de desenvolvimento da qualidade resultará num acréscimo de produtividade, utentes mais satisfeitos, melhor rentabilidade e maior satisfação dos profissionais de saúde. A qualidade é alcançada através de um trabalho sistemático para satisfazer as necessidades implícitas e explícitas dos utentes. As pessoas, a informação e os processos duma organização de saúde devem estar sistematicamente unidos para criar esse sistema. O foco de um exercício de benchmarking destinado a melhorar a qualidade na óptica do consumidor pode ser dirigido para diversas áreas, mas consideramos somente as áreas das relações com o utente e a área da gestão tempo para o HESE E.P.E e, de acordo com os resultados obtidos. As relações com os utentes são um aspecto fundamental. Desenvolver um comportamento de qualidade excelente para gerir as suas relações com os utentes é um aspecto basilar nas organizações de saúde. O desenvolvimento de sistemas de comunicação entre os clientes externos e internos é um dos comportamentos das organizações de sucesso. Manter com os clientes uma correspondência regular, utilizar questionários feitos 83 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. pessoalmente e contactos informais com os clientes ajudam a organização a descobrir o que está fazer e o que os clientes realmente querem e precisam que a organização faça. Para além de responder de forma mais célere às necessidades dos clientes, o contacto transmite-lhes a importante mensagem de que a organização se preocupa com eles e com o seu bem-estar. Desenvolver mecanismos que permitam o acolhimento e o atendimento com dignidade e privacidade, responder condignamente às suas reclamações, levar em consideração as suas sugestões, estimular a sua participação nos processos de melhoria da qualidade dos serviços prestados são factores que contribuem decisivamente para manter relações de complementaridade com os utentes. Dar respostas atempadas às suas necessidades de cuidados de saúde é outro dos factores que contribui decisivamente para a melhoria das relações entre utentes e organizações de saúde (Patterson, 1998). O tempo é uma excelente unidade de medida do desempenho de uma organização de saúde. Considere-se o exemplo dos pontos fracos detectados ao nível dos acessos, neste estudo concreto. O tempo de espera para aceder a cuidados de saúde, e não se restrinja o termo “tempo de espera” apenas às listas de espera de cirurgias electivas, porque estas são apenas os casos mais visíveis de um vasto conjunto de problema que afectam a qualidade dos serviços de saúde. Pense-se, por exemplo, no significado que tem, para um particular utente, o tempo de espera numa sala de urgência para ser atendido, ou o tempo de espera para ser chamado para uma consulta, ou, ainda o tempo de espera para a marcação de uma consulta de referência ou para a realização de exames complementares de diagnóstico. E poder-se-ia generalizar ainda mais a situação se se considerasse o tempo de espera que medeia entre a realização de um exame complementar de diagnóstico e a sua chegada ao serviço requisitante. Em todas estas situações o tempo constitui uma unidade de medida do desempenho de uma organização de saúde. Tempos de realização curtos contribuem para a qualidade na óptica do utente. A utilização do tempo como plataforma para o benchmarking tem-se mostrado com muito sucesso. A concentração da atenção em unidades de medida relativas aos tempos de espera conferem um grande impacto ao modo de orientação dos processos interdepartamentais organização de saúde. 84 que ocorrem numa Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. O foco de um estudo de benchmarking tanto pode ser a qualidade como a produtividade. O estudo pode abarcar toda a organização de saúde ou apenas parte dela. Neste caso, atribuímos especial destaque ao benchmarking interno O benchmarking interno assegura a forma mais fácil de troca de ideias e de disponibilidade de parceiros, uma vez que toda a informação se encontra dentro da mesma organização. A informação recolhida é mais facilmente utilizada, dado que as partes usam, em princípio, o mesmo sistema de avaliação e falam a mesma linguagem. Este caminho proporciona excelentes oportunidades de identificar e criar um modelo que possa ser testado e enquadrado internamente. Outro dos efeitos reconhecidos ao benchmarking interno é o de atenuar as diferenças de desempenho entre serviços ou departamentos. Esta categoria de benchmarking deve ser usada como um primeiro passo no caminho para a excelência e na promoção da aprendizagem e do consenso quanto ao método (Karlöf and Östblom, 1993; Camp, 1989). Em suma, a estratégia proposta prende-se com a planificação da actuação tendo em conta os resultados obtidos, centrando-se em pontos tão essenciais e complexos como a relação com os utentes, de uma forma geral, e o tempo de actuação para a prestação de cuidados de saúde que se devem reflectir em produtividade e qualidade. Recomenda-se o desenvolvimento dum Balanced Scorecard aplicado ao HESE E.P.E, bem como do follow-up do presente dentro dum espaço temporal de um a dois anos, acrescido de uma monitorização intercalar de uma amostra de serviços, considerados como aqueles que apresentam menores pontos fortes no domínio da satisfação dos utentes. A par desta actuação é importante que se compreenda também os princípios que movem os funcionários do HESE E.P.E. na prestação do seu serviço. Sugere-se por isso uma análise da satisfação dos trabalhadores, enquanto complemento imprescindível para a melhoria da relação com os utentes, por um lado, e para uma maior produtividade, tendo em conta as necessidades dos funcionários. 85 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Estratégia de Benchmarking Aprendizagem Partilha Estudo da satisfação dos Utentes Estudo da satisfação dos Funcionários Melhoria de pontos fracos Anulação de aspectos nefastos Aumento da produtividade e da qualidade Do HESE E.P.E. 86 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Bibliografia Bibliografia ANTUNES, José Leopoldo F. (1991) Hospital: Instituição e história social, São Paulo: Letras e Letras ARNETZ, Bengt B. (1999) “Staff perception of the impact of health care transformation on quality of care”, in International Journal for Quality in Health Care, USA: Volume 11, Number 4:345-351, International Society for Quality in Health Care and Oxford University Press BANK, John (1998) The Essence of Total Quality Management, England: Prentice-Hall International Inc. BARÇANTE, Luís César; CASTRO, Guilherme (1995) Ouvindo a Voz do Cliente Interno, Rio de Janeiro: Qualitymark Ed. BROOKS, Robert H.; McGLYNN, Elizabeth; SHEKELLE, Paul G. (2000) “Defining and measuring quality of care: a perspective from US researchers” in International Journal for Quality in Health Care, USA: Volume 12, Number 4:281-295, International Society for Quality in Health Care and Oxford University Press CABRAL, Manuel Vilaverde (2002) Saúde e Doença em Portugal, Lisboa: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa CAMP, Robert C. (1989) Benchmarking the search for industry best practices the lead to superior performance, England: ASQC Quality Press CAMPOS, António Correia (2001) “A batalha da Qualidade” in Qualidade em Saúde, nº. 5, Lisboa: Instituto da Qualidade em Saúde Campos F. e Acúrcio F. (1990) Avaliação da qualidade dos serviços de saúde: notas bibliográficas. Cadernos de Saúde Pública 6 (1): 50-61 CARAPINHEIRO, Graça (1998) Saberes e Poderes no Hospital, Porto: Edições Afrontamento, Lda. CARVALHO, João M. S. (2005) Organizações não lucrativas, Lisboa: Edições Sílabo Lda. COMITÉ PERMANENTE DOS HOSPITAIS DA UNIÃO EUROPEIA (HOPE) (2000) A qualidade dos cuidados de saúde/Actividade Hospitalar, HOPE/Portugal CRAVEIRO, Ana Cristina P. (2000) Comissões de acompanhamento externo de serviços de saúde: que contributo para o empowerment dos cidadãos?, Lisboa: Escola Nacional de Saúde Pública CRUZ, Carlos Vasconcellos; Carvalho Óscar (1992) Qualidade – Uma Filosofia de Gestão, Porto: Texto Editora DALE, Barrie; COOPER Cary (1992) Total Quality and Human Resources, England: Basil Blackwell Ltd., Oxford DAVIS, Elaine R. (1994) Total Quality Management for Home Care, Maryland : ASPEN Publisher, Inc. DONADEBIAN, A. (1980) Explorations in Quality Assessement and Monitoring: the definition of quality and approaches to its assessement, Vol. I, Health Administration Press 87 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. ENGLAND. NATIONAL HEALTH SERVICE: PURCHASING AND SUPPLY AGENCY (2002) Modernising Supply in the NHS, NHS Purchasing and Supply Agency EUROPEAN OBSERVATORY ON HEALTH CARE SYSTEMS (EOHCS) (1999) Health Care Systems in Transition. Portugal, Copenhagen, Denmark EUROPEAN OBSERVATORY ON HEALTH CARE SYSTEMS (EOHCS) (2003) Health Care Systems in Transition. Portugal, Copenhagen, Denmark FERREIRA, Pedro Lopes (1999) A voz dos doentes: Satisfação com a Medicina Geral e Familiar. Questionário EUROPEP, Lisboa: Direcção Geral de Saúde. Sub-Direcção Geral para a Qualidade FERREIRA, Pedro Lopes; LOURENÇO, Óscar Domingos (2003) Avaliações subjectivas sobre qualidade em saúde: um contributo para o estudo da equidade, Revista Portuguesa de Saúde Pública, Volume Temático: 3, 2003: Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública, Universidade Nova de Lisboa FERREIRA, Pedro Lopes; AFONSO, Pedro Beja; RAPOSO, Vítor; GODINHO, Paula (2003) Satisfação dos Portugueses com os Cuidados de Saúde Privados, Lisboa: Edição Instituto do Consumidor FREDERICO, Manuela (2000) Princípios de Economia da Saúde, Coimbra: Editor Formasau-Formação e Saúde Lda. GARVIN David A. (1992) Operations Strategy: Text and Cases, USA: Prentice-Hall International Inc. GARVIN David A. (1993) Managing Quality: The Strategic and Competitive Edge, New York: The Free Press GLUCK, M. G., and RENO, V. (2001) Reflections on Implementing Medicare, Washington, DC: National Academy of Social Insurance GRAÇA, Luís; SÁ, Edmundo (1997) Avaliação da satisfação profissional do pessoal dos Centros de Saúde, Évora: Administração Regional de Saúde do Alentejo. Sub-Região de Saúde de Beja HARRIGAN, MaryLou (1999) Quest for Quality in Canadian Health Care: Continuous Quality Improvement, Vancouver: Harrigan Consulting, British Columbia, http://www.hc-sc.gc.ca/hppb/healthcare/pdf/quest.pdf HESPANHOL, Alberto (2005) “A imagem dos Serviços de saúde e dos médicos de Família em Portugal” in Revista Portuguesa de Clínica Geral 2005 21: 185-91 IMPERATORI, Emílio (1999) Mais de 1001 conceitos para melhorar a qualidade dos Serviços de saúde, Lisboa: Edições Edinova JURAN, J.M. e GRYNA, Frank M. (1991) Juran Controle da Qualidade Handbook: Conceitos, Políticas e Filosofia da Qualidade, S.Paulo: Editora McGraw-Hill, Ltda. e Makron Books do Brasil Editora Ltda. KARLÖF Bengt; ÖSTBLOM, Svante (1993) Benchmarking: um marco para a excelência em qualidade e produtividade, Lisboa: Publicações D. Quixote Lopes, Alzira Martins Sequeira (2006), Qualidade dos Serviços de Saúde: Boas práticas na organização e gestão dos serviços de saúde, Dissertação de Mestrado em Intervenção Sócio-Organizacional na Saúde, Évora: Universidade de Évora. McINTYRE, Teresa Mendonça; PEREIRA, Maria da Graça; SILVA, Natália Sofia; FERNANDES, Susana; CORREIA, Maria José; McINTYRE, Scott Elmes (2002) A Satisfação dos Utentes dos Serviços de Saúde na Região Norte: Avaliação e Divulgação, Porto: Edição Ministério das Cidades, 88 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Ordenamento do Território e Ambiente; CCRN – Comissão da Coordenação da Região do Norte MCKAY, Neil (2000) Improving Quality and Performance in the New NHS: NHS Indicator Project, London: Department of Health, http://www.doh.gov.uk/nhsperformanceindicators MEZOMO, João C. (1991) Cuidados de Saúde com Qualidade, Revista Hospitalar Administração e Saúde 15(5): 192-196 NATIONAL ACADEMY OF SOCIAL INSURANCE (2001) Reflections of Implementing Medicare, www.medicare.gov NEVES, Arminda (2002) Gestão na Administração Pública, Cascais: Editora Pergaminho, Lda. OLIVA, Flávio Alberto; BORBA, Valdimir Ribeiro (2004) BSC – Ferramenta Gerencial para Organizações Hospitalares, S. Paulo; Iátria ORGANIZATION FOR THE ECONOMIC COOPERATION AND DEVELOPMENT (2004) Towards High-Performing Health Systems: The OECD Health Project, OCDE ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (1948) Declaração Universal dos Direitos do Homem, S. Francisco, USA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (1992) Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento: Cimeira da Terra, Rio de Janeiro, Brasil: ONU ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (1978) Metas da Saúde para todos no ano 2000 – Perspectiva Geral, Lisboa: OMS PATTERSON, James G. (1996) Benchmarking Basics – Looking for a better Way, New York, USA: Crisp Publications, Inc. PEREIRA, Luís Filipe (2003) “Qualidade é ferramenta fundamental da nova estratégia para a saúde” in Qualidade em Saúde, nº. 7, Lisboa: Publicação periódica do Instituto da Qualidade em Saúde PIRES, António Ramos (2000) Qualidade: Sistemas de Gestão da Qualidade, Lisboa: Edições Sílabo Lda. PISCO, Luís (2001) “Qualidade na prestação de cuidados de Saúde” in A Qualidade na Saúde, Lisboa: Revista Portuguesa da Ordem dos Enfermeiros, nº 3 (7) PISCO, Luís (2001) “Perspectivas sobre a Qualidade em Saúde” in Qualidade em Saúde, Lisboa: Publicação periódica do Instituto da Qualidade em Saúde Nº. 5 IQS PORTUGAL.DIRECÇÃO GERAL DA SAÚDE (2005) Centros de Saúde e Hospitais: Recursos e Produção do SNS: Ano de 2003, Lisboa: Direcção Geral de Saúde. Direcção de Serviços de Informação e Análise. Divisão de Estatística PORTUGAL.MINISTÉRIO DA SAÚDE. DIRECÇÃO GERAL DA SAÚDE (2001) Lisboa: Glossário de conceitos para produção de estatísticas em saúde, Direcção Geral da Saúde. PORTUGAL.MINISTÉRIO DA SAÚDE (2004) Plano Nacional de Saúde 2004-2010: mais saúde para todos, Vol. I – Prioridades, Lisboa: Direcção Geral de Saúde PORTUGAL.MINISTÉRIO DA SAÚDE (2004) Plano Nacional de Saúde 20042010: mais saúde para todos, Vol. II–Orientações Estratégicas, Lisboa: Direcção Geral de Saúde REINHARDT, Uwe E. (1998) “Quality in consumer-driven health systems” in International Journal for Quality in Health Care; Volume 10, 89 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Number 5: 385-394, NJ, USA: Woodrow Wilson School of Public and International Affairs and Department of Economics, Princeton University SAKELLARIDES, Constantino (2003) “Prefácio” in Satisfação dos Portugueses com os Cuidados de Saúde Privados, Lisboa: Edição Instituto do Consumidor, SAKELLARIDES, Constantino (2005) “Opinião” in Jornal “O Público” de 5-12005 SALE, Diana (1998) Garantia da Qualidade nos Cuidados de Saúde para os Profissionais da Equipa de Saúde, Lisboa: Principia, Publicações Universitárias e Científicas SANTANA, Paula (1993) Acessibilidade e Utilização dos Serviços de Saúde: Ensaio Metodológico em Geografia da Saúde, Coimbra, CCRC – Comissão de Coordenação da Região Centro SERRANO, António; FIALHO, Cândido (2003) Gestão do Conhecimento: O novo paradigma das organizações, Lisboa: FCA – Editora de Informática SERRÃO, Daniel et al. (1998) Recomendações para uma reforma estrutural, Lisboa : Conselho de reflexão sobre a saúde SHORTELL, Stephen M. (2004) “Increasing Value: A Research Agenda for Addressing the Managerial and Organizational Challenges Facing Health Care Delivery in the United States” in Medical Care Research and Review, Vol. 61 Nº. 3 (Supplement to September 2004), 12S-30S, London: Sage Publications THE INTERNATIONAL UNION FOR HEALTH PROMOTION AND EDUCATION (IUHPE) (2002) The Evidence of Health Promotion Effectiveness, Brussels: European Commission WORLD HEALTH ORGANIZATION (2000) World Health Report. Health Systems: Improving Performance, Geneva, Switzerland WORLD HEALTH ORGANIZATION (2002) World Health Report: Health Systems: improving performance 90 Estudo da Satisfação dos Utentes do Hospital Espírito Santo de Évora E.P.E. Anexos Anexos 91