CÓdigos de Tractores da OCDE
April 2013
ÍNDICE
Os valores essenciais da OCDE
3
OCDE em poucas palavras
4
Grupo de Trabalho em Comércio e Agricultura
5
Códigos Agrícolas e Esquemas
6
Códigos de Tratores da OCDE
8
Sobre os Códigos de Teste de Tratores da OCDE
12
Códigos de Tratores da OCDE na Ásia
23
Códigos de Tratores da OCDE e UNESCAP
24
Informações adicionais
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Os valores essenciais da OCDE
Objetivo: Nossas análises e recomendações são independentes e baseadas em evidências.
Abertura: Nós incentivamos o debate e um entendimento compartilhado de questões
globais críticas.
Coragem: Ousamos desafiar a sabedoria convencional começando com a nossa.
Pioneirismo: Identificamos e abordamos desafios emergentes e de longo prazo.
Ética: Nossa credibilidade é construída sobre confiança, integridade e transparência.
2
OCDE EM POUCAS PALAVRAS
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma
organização intergovernamental fundada em 1961, fornece um fórum multilateral para
discutir, desenvolver e reformar as políticas econômicas e sociais. Hoje ela tem 34 países
membros 1. A missão da OCDE é promover políticas para o crescimento econômico e
contratações sustentáveis, elevação do padrão de vida, e liberalização do comércio. Ela está
na vanguarda dos esforços para ajudar os governos a compreenderem e a responderem aos
novos desenvolvimentos e preocupações, a fim de que o desenvolvimento econômico e
social não seja alcançado mediante a degradação ambiental.
A OCDE reúne seus países Membros para discutir e desenvolver políticas nacionais
e internacionais. Ela analisa problemas, identifica boas práticas de políticas e recomenda
ações em um único fórum em que os países podem comparar suas experiências, procurar
respostas para problemas comuns, e trabalhar para coordenar políticas. Também
compartilha experiência e troca opiniões com mais de 100 países em todo o mundo e
discute tópicos de interesse mútuo com organizações da sociedade que atuam nas áreas
civis, comerciais e trabalhistas. A OCDE é a maior e mais confiável fonte de dados
estatísticos comparáveis e informações sobre desenvolvimentos econômicos, ambientais e
sociais em seus países membros.
O trabalho da OCDE é supervisionado por vários grupos. No nível mais alto está o
Conselho da OCDE, composto de Embaixadores de todos os países membros. O principal
papel do Conselho é analisar e aprovar o orçamento da OCDE e do Programa de Trabalho.
O trabalho político e técnico específico é dirigido por Comissões especializadas, com o
apoio de Partidos de Trabalho e reuniões ad hoc, que reúnem conhecimentos técnicos dos
países membros. O trabalho diário da OCDE é coordenado e apoiado por sua Secretaria em
Paris, com 2.500 funcionários e um orçamento de mais de € 342 milhões.
1
Países membros da OCDE em 2011: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, República Checa, Dinamarca, Estônia,
Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Coréia, Luxemburgo, México, Holanda,
Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido, Estados
Unidos. A Comissão Europeia também participa no trabalho da Organização.
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GRUPO DE TRABALHO EM COMÉRCIO E AGRICULTURA
Ken Ash, Diretor
Grupo de Trabalho em Comércio e Agricultura
O Grupo de Trabalho para Comércio e Agricultura é a parte da Secretaria da OCDE
responsável pelo trabalho em nome dos Comitês de Comércio, Agricultura e Pesca. O
principal objetivo do trabalho da OCDE no comércio é apoiar um forte sistema
multilateral de comércio baseado em regras que manterá o impulso para a liberalização
do comércio, contribuindo na elevação do padrão de vida e no desenvolvimento
sustentável. A OCDE também analisa questões de alimentação, agricultura e pesca e
oferece conselhos aos governos sobre opções práticas e inovadoras para a reforma
política e a liberalização do comércio, bem como sobre facilitar a negociação de
regulamentos internacionais sobre créditos oficiais à exportação. Uma parte importante
do mandato da OCDE é fornecer suporte analítico para a liberalização do comércio
agrícola, bem como a estimativa dos efeitos da liberalização do comércio mais adiante.
Trabalhando em estreita colaboração com os países membros, o Grupo de Trabalho reúne
informações e dados e desenvolve a capacidade de modelagem para analisar as questões
políticas identificadas pelos Comitês. O Comitê de Comércio, o Comitê de Agricultura
e o Comitê de Pesca são responsáveis pela implementação do programa bianual de
trabalho de comércio, agricultura e pesca, uma vez que o programa foi aprovado pelo
Conselho da OCDE.
O Grupo de Trabalho está estruturado em torno de sete divisões que trabalham
juntas para entregar o programa de trabalho: Comércio e Mercados Agroalimentares,
Divisão de Desenvolvimento, Políticas de Pesca, Políticas Agrícolas e Meio Ambiente,
Políticas e Comércio na Agricultura, Serviços e Vínculos com Política Comercial e
Créditos à Exportação. Outras duas unidades estão ligadas ao Grupo de Trabalho:
Códigos Agrícolas e Esquemas, e o Programa Cooperativo de Pesquisa. As pessoas
que compões o Grupo de Trabalho são de países membros. Em 2011, havia 120
funcionários em tempo integral e, de modo crescente, o Grupo de Trabalho recebe com
prazer funcionários com cargo de curto período, consultores e estagiários.
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CÓDIGOS AGRÍCOLAS E ESQUEMAS
Michael Ryan, Dirigente da Unidade
Códigos Agrícolas e Esquemas
Os Códigos Agrícolas e Esquemas da OCDE facilitam o comércio internacional
através da simplificação e harmonização dos procedimentos de inspeção, de
documentos e de testes. Para Sementes e Florestas, os Esquemas incentivam a
produção e a utilização de sementes ou plantas de alta qualidade consistente para que
a legitimidade do nome ou da fonte seja garantida. Para os Tratores os Códigos
permitem que um país importador aceite com confiança os resultados de testes
realizados em outro país, e no caso de Frutas e Verduras o Esquema promove
classificação uniforme e procedimentos de controle de qualidade.
Os Códigos e Esquemas foram criados no final de 1960 e começo de 1950 e o
número de países participantes tem crescido constantemente. Os Códigos e
Esquemas são abertos a qualquer país que faz ou não parte da OCDE, mas que é
membro da Organização das Nações Unidas ou da Organização Mundial do
Comércio. Além dos 34 países da OCDE, que são todos membros de pelo menos um
dos Códigos e Esquemas, a participação abrange atualmente 29 Economias que não
fazem parte da OCDE, inclusive alguns dos principais atuantes no comércio mundial
(Argentina, Brasil, China, Índia, Rússia, África do Sul África, Ucrânia, etc.). Há
também uma cooperação estreita com a família das Nações Unidas, especialmente a
FAO e a UNECE, bem como organizações industriais e não governamentais
específicas.
Os objetivos universais dos Códigos e Esquemas são simplificar os
procedimentos comerciais internacionais existentes; aumentar a transparência e
reduzir as barreiras técnicas ao comércio; contribuir para a harmonização
internacional das normas e proteção ambiental; e aumentar a confiança do mercado
através de uma aplicação de controle de qualidade e processos de inspeção, bem
como a rastreabilidade dos produtos comercializados. Os objetivos são alcançados
através de um diálogo permanente com as autoridades designadas dos Países
5
Membros, Observadores e interessados, inclusive agricultores e atuantes na indústria
e comércio.
A certificação internacional difere da certificação nacional à medida que os
sistemas regulatórios nacionais podem ter uma grande variação. Um sistema
internacional voluntário é uma ferramenta que países heterogêneos podem usar para
características específicas do produto, sem precisar mudar seu sistema de referência
interno. Os benefícios da certificação e garantias de produtos são compartilhados
entre todos os interessados, consumidores, produtores, indústria, exportadores e
importadores.
Para alguns dos Códigos e Esquemas, existem pré-requisitos para se associar (p.
ex.: Lei Nacional de Sementes). Em todos os casos, os seguintes passos gerais devem
ser tomados: 1) Uma petição oficial para se associar é enviada ao Secretário-Geral da
OCDE, acompanhada da documentação pertinente. 2) Ela é seguida por um processo
de avaliação, geralmente envolvendo uma curta visita ao país requerente. 3) O
relatório de avaliação é enviado às autoridades dos países participantes e discutido na
reunião anual. 4) O passo final é um processo interno da OCDE, que resulta em uma
Decisão do Conselho. O procedimento inteiro leva cerca de um ano.
O orçamento global gira em torno de um milhão de euros, com as Sementes
representando cerca de 40%, os Tratores 30%, as Frutas e as Verduras 20%, e as
Florestas 10% do total. A taxa anual para cada um dos Códigos e Esquemas é
baseada em um pagamento à vista e mais um pagamento de porcentagem variável
baseado em uma fórmula relacionada ao tamanho da economia do país participante
(Produto Interno Bruto).
Sede da OCDE
Fotógrafo: Luc Boegly
6
CÓDIGOS DE TRATORES DA OCDE
O que são os Códigos
de Tratores da
OCDE?
Os Códigos Padrão da OCDE para o teste oficial de tratores agrícolas e
florestais são um conjunto de regras e procedimentos para testes de tratores
com o objetivo de facilitar o comércio ao atualizar as normas internacionais
de certificação de tratores e suas estruturas de proteção. A implementação
dos Códigos garante que as estruturas de proteção e os critérios de
desempenho sejam realizados em uma base comparativa e, dessa forma,
aumenta a transparência, simplifica os procedimentos internacionais de
comércio e abre mercados.
Países Participantes e
Organizações
Internacionais
Atualmente, 26 países 2 executam os Códigos; dos quais 22 são Membros da
OCDE e 4 Economias não fazem parte da OCDE (China, Índia, Sérvia e Rússia).
Observadores incluem
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a Associação Europeia de Livre Comércio (AELC);
o Comitê Europeu de Normalização (CEN);
o Comitê Europeu de Fabricantes de Máquinas Agrícolas (CEMA);
a Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UN/ECE);
a Comissão Internacional de Engenharia Agrícola (CIGR);
a Confederação Europeia de Agricultura (CEA);
a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação
(FAO);
a Organização Internacional para Normalização (ISO);
a Comissão Europeia (CE);
a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial
(ONUDI);
a Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia e o
Pacífico (ESCAP);
o Comitê das Organizações Profissionais Agrícolas e a Confederação
Geral de Cooperativas Agrícolas na União Europeia (COPA-COGECA);
a Organização Mundial dos Agricultores (WFO).
Como os Códigos de
Tratores operam?
Estações de testes nacionais em cada país participante realizam os testes em
tratores para serem comercializados de acordo com procedimentos comuns. Os
resultados de teste são submetidos à OCDE para aprovação e a verificação de
testes individuais é terceirizada por um Centro de Coordenação. Testes
aprovados são publicados e utilizados por fabricantes, vendedores e compradores
de tratores. Resumos de testes de desempenho estão disponíveis online
(www.oecd.org/tad/tractor).
Qual é a função da
OCDE?
A OCDE facilita a coordenação no nível internacional, com reuniões frequentes.
Esses encontros possibilitam o diálogo entre as partes interessadas, a troca de
informações, a discussão de casos, a elaboração de novos regulamentos e a
adição de emendas aos Códigos. Desde que os Códigos foram estabelecidos, em
1959, mais de 3.000 tratores foram testados quanto às características de
desempenho, e mais de 10.800 tratores foram testados quanto à medição de ruído
na posição de condução, e proteção do condutor, no caso de capotagem do trator.
2
Áustria, Bélgica, China, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Islândia, Índia, Irlanda, Itália, Japão,
Coréia, Luxemburgo, Noruega, Polônia, Portugal, Rússia, Sérvia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados
Unidos.
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CÓDIGOS DE TRATORES DA OCDE
Além das reuniões regulares dos Códigos, Conferências dos Engenheiros de
Teste são realizadas a cada dois anos, sempre em um país diferente. O objetivo
principal dessas conferências é a observação, a análise e a discussão de práticas
de testes por engenheiros de testes.
Benefícios ao
participar do
programa
Há uma série de vantagens inerentes associadas ao participar dos Códigos de
Tratores da OCDE. A primeira é a facilitação do comércio. Obter um número de
aprovação da OCDE facilita o comércio entre os países membros. Testes
realizados em um país membro são reconhecidos em TODOS os países membros
e permite que os fabricantes utilizem as certificações de teste da OCDE para
satisfazer aos regulamentos de importação, ou para mostrar que seu modelo é
mais seguro e mais eficiente. Segundo, a OCDE é uma organização
intergovernamental e nossos testes têm sempre uma certificação de empresas
terceirizadas. Isso significa que os testes realizados em um país membro em
particular são sempre validados pelo Centro de Coordenação da OCDE,
aumentando a credibilidade dos testes. Finalmente, os usuários (agricultores) e
outras partes interessadas podem se beneficiar também ao comparar a segurança
e a confiabilidade técnica de modelos de tratores diferentes e escolher o que
melhor se adequa às suas necessidades.
Quem pode
participar?
A associação é aberta aos países membros da Organização das Nações Unidas ou
suas Agências Especializadas.
Processo de
aplicação
1.
Se um país tem a intenção de realizar testes de tratores de acordo com
os Códigos da OCDE, ele precisa apresentar uma petição por escrito ao
Secretário-Geral da OCDE expressando seu interesse em se associar aos
Códigos. A petição deve fornecer informações detalhadas, em especial:
a) Uma descrição detalhada de todos os sistemas de testes de tratores
já existentes e a base jurídica sobre a qual se apoiam;
b) Uma lista dos tratores que foram testados no decorrer dos últimos 5
anos, bem como, se possível, cópias de todos os relatórios de testes
que podem ter sido emitidos;
c) Detalhes da produção nacional e comércio de tratores agrícolas, se
houver;
d) Indicações quanto à disponibilidade de funcionários de teste
qualificados;
e) Uma lista detalhada de equipamentos de teste disponíveis
juntamente com as especificações técnicas dos equipamentos. Esta
lista deverá apresentar o equipamento disponível para completar
cada teste compulsório com base em pelo menos um dos Códigos
de Tratores da OCDE e também o equipamento que está disponível
para completar todos os testes opcionais que podem, a qualquer
momento, ser realizados. O país requerente deve se comprometer a
atualizar essa lista em intervalos regulares, fornecendo informações
sobre testes de equipamentos recém-adquiridos. A apresentação
descrita no Manual de Qualidade adicionado como emenda aos
8
CÓDIGOS DE TRATORES DA OCDE
Códigos deverá ser seguida. A lista será fornecida em Inglês ou Francês, ambas
sendo as línguas oficiais da Organização. Se o país requerente não tiver a
intenção de realizar os testes de tratores da OCDE, uma cópia das normas
nacionais acerca das obrigações internas aplicáveis aos tratores em uso deverá ser
enviada à OCDE. As informações necessárias talvez sejam fornecidas na língua
do país requerente. Se esse idioma não for Inglês ou Francês, uma breve versão
em Inglês ou Francês deverá ser anexada.
2.
A petição e a documentação serão reconhecidas pela Secretaria da
OCDE, que visitará o país requerente com um representante de uma Autoridade
Nacional Designada e, possivelmente, do Instituto nacional sob contrato com a
OCDE que atua como Centro de Coordenação para os testes (doravante
denominado de "Centro de Coordenação").
O objetivo da visita será para:
a) obter informações sobre os regulamentos legislativos referentes aos
tratores, inclusive a aprovação de tipo, o uso e o comércio
internacional;
b) explicar as implicações técnicas e administrativas das regras dos
Códigos, bem como sua organização e coordenação em nível
internacional;
c) assegurar que instalações técnicas e administrativas adequadas
estejam disponíveis para a operação dos Códigos, caso o país
pretenda realizar testes.
O financiamento da visita será de responsabilidade do país requerente.
3.
Mediante a admissão aos Códigos de um país que pretende iniciar os
testes e no caso de ele não ter participado da visita estipulada no parágrafo 2,
acima, o Centro de Coordenação poderá ser convidado a visitar a(s) estação(ões)
de teste a fim de oferecer auxílio na instalação do local de teste e relatar os
procedimentos de elaboração de acordo com os Códigos.
O país requerente está autorizado, antes da admissão aos Códigos, a
4.
participar das Reuniões Anuais de Representantes das Autoridades Nacionais
Designadas como um observador. O país requerente concorda que, mediante a
admissão, seus representantes participarão da reunião anual. O país requerente
concorda que seus representantes que participarão das Reuniões Anuais serão
pessoas diretamente responsáveis pela implementação dos Códigos.
5.
O país requerente concordará em aceitar a supervisão mínima
necessária pela OCDE, que é essencial se os Códigos forem para manter seus
padrões. Se, no decurso da implementação dos Códigos pelo país requerente, for
considerado necessário, a Organização pode ser solicitada a enviar uma ou mais
pessoas responsáveis pela aplicação dos Códigos no país a um país da OCDE
selecionado por um período de instrução adicional e/ou a aceitar mais visitas
periódicas de engenheiros selecionados pela OCDE para essa finalidade. O
9
CÓDIGOS DE TRATORES DA OCDE
momento, a duração e o financiamento de tais visitas serão decididos pela OCDE
em consulta com as Autoridades do país requerente.
Desde que a OCDE esteja satisfeita com os resultados da análise
6.
especificada no parágrafo 2, o Comitê de Agricultura da OCDE será solicitado a
recomendar que o Conselho deva admitir o país requerente aos Códigos.
7.
Após a aprovação pelo Conselho, o Secretário-Geral da OCDE
notificará ao país requerente que a petição foi aprovada. As Autoridades
Nacionais Designadas em todos os países participantes nos Códigos também
serão informadas da aceitação do país em questão.
Perspectiva
Os Códigos de Teste de Tratores da OCDE estão em constante evolução com o
crescimento em demanda por uma maior harmonização entre os países à medida
que novos modelos de tratores continuam a se proliferar. Eles se tornaram uma
importante referência internacional na certificação de tratores e suas estruturas de
proteção, sustentando acordos internacionais existentes e contribuindo
ativamente para a harmonização dos padrões regionais e globais. Há uma
atualização periódica dos Códigos, a fim de identificar as melhorias significativas
em desempenho técnico, segurança, e proteção ambiental.
Os Códigos de Tratores da OCDE abrangem os testes de:
•
•
•
Desempenho do trator — Todos os tratores testados devem completar os testes obrigatórios
de: potência de saída do motor e consumo de combustível; potência de saída da barra de
tração e consumo de combustível; potência de saída hidráulica; capacidade de elevação
hidráulica. Além disso, o fabricante pode completar os procedimentos de teste opcionais,
incluindo: desempenho de frenagem, área de viragem e círculo de viragem; baixa temperatura
de partida; localização do centro de gravidade; nível de ruído externo; potência do eixo; teste
(de bancada) do motor; teste de impermeabilização; desempenho em uma atmosfera quente.
Níveis de ruído — Realizado na posição de condução do operador.
Segurança do operador — Estruturas de Proteção contra Tombamento (ROPS) e Estruturas
de Proteção contra Queda de Objetos (FOPS).
Código 1
Revogada – para o registro.
Código 2
Revogado e substituído por testes de desempenho de tratores agrícolas e florestais.
Código 3
Teste da força de estruturas de proteção para tratores agrícolas e florestais (teste dinâmico).
Código 4
Teste da força de estruturas de proteção para tratores agrícolas e florestais (teste estático).
Código 5
Medição de ruído na(s) posição(ões) do motorista.
Código 6
Teste de estruturas de proteção montadas na parte dianteira em tratores agrícolas e florestais com roda de via estreita.
Código 7
Teste de estruturas de proteção montadas na parte traseira em tratores agrícolas e florestais com roda de via estreita.
Código 8
Teste de estruturas de proteção dos tratores de esteiras.
Código 9
Estruturas de proteção para manipuladores telescópicos (teste de estruturas de proteção contra queda de objetos e tombamento ajustados em
caminhões automotores de alcance variável para todos os terrenos de uso agrícola).
Código 10
Teste de Estruturas de proteção contra queda de objetos
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Sobre os Códigos de Teste de Tratores da OCDE
Código de Teste de Desempenho do Trator
Aqui foi onde tudo começou. O primeiro Código Padrão para o Teste Oficial de Tratores Agrícolas foi
aprovado pela OCDE (até então OECE) em abril de 1959, sendo o desejo de desenvolver e divulgar
um método de padrão internacionalmente reconhecido pelo qual avaliar o desempenho de tratores.
Centros de teste e de pesquisa em vários países haviam testado tratores e medido seus níveis de
desempenho por muitas e muitas décadas, mas os métodos de teste utilizados não eram todos iguais:
nem sempre era possível comparar os resultados de testes produzidos em diferentes países. O Código
de Teste Padrão da OCDE tentou resolver esse problema e, depois de mais de 50 anos de testes e mais
de 2.750 modelos de tratores testados, o sucesso do empreendimento é evidente.
O primeiro trator testado de acordo com o Código Padrão da OCDE
— McCormick International B-450, em março/abril de 1959
Então, o que exatamente é o Código de Teste de Desempenho de Tratores da OCDE? Em termos
simples, é uma série de procedimentos padronizados que laboratórios de teste (Estações de Teste)
podem seguir para medir as características de desempenho de tratores agrícolas (e florestais). Como
você pode imaginar, o Código de Teste se desenvolveu muito desde 1959, aumentando em detalhe e
complexidade para manter o ritmo com a introdução de novos recursos nos tratores submetidos aos
testes. Não se pensava em Filtros de Partículas Diesel, Sistemas de Redução Catalítica Seletiva e
Transmissões Continuamente Variáveis naquele tempo!
Também, uma família de códigos de teste da OCDE tem se desenvolvido progressivamente desde
1967 para abordar outras questões de operação do trator, tais como a segurança do operador (proteção
contra queda de objetos e tombamento) e conforto (nível de ruído na posição de condução).
11
Sobre os Códigos de Teste de Tratores da OCDE
Todavia, retornando ao Código de Desempenho do Trator (Código 2). Hoje, ele ainda tenta satisfazer o mesmo
requisito que em 1959, ou seja, a avaliação padronizada de desempenho do trator. Para atingir esse objetivo, o Código
de Teste fornece uma série de procedimentos de ensaio, cada um focando em um aspecto específico do veículo, a
saber:
i)
Potência de Saída do Motor e Consumo de Combustível (medida na tomada de força (PTO) do eixo)
ii)
Potência de Saída da Barra de Tração e Consumo de Combustível (medida com um carro de carga com
dinamômetro em pista de teste de concreto ou asfalto);
iii)
Saída de Potência Hidráulica (conforme disponível nos acoplamentos (válvula de carretel) do serviço auxiliar)
iv)
Capacidade de Elevação (engate de 3 pontos) Hidráulica (medida nas extremidades do braço inferior e em
uma armação acoplada)
Além desses testes "Obrigatórios", que todos os tratores testados devem completar, há uma série de outros
procedimentos de teste "Opcionais" que também podem ser seguidos, de acordo com o desejo do fabricante do trator,
incluindo:
 Desempenho de Frenagem
 Área de Viragem e Círculo de Viragem
 Baixa Temperatura de Partida
 Localização do Centro de Gravidade
 Nível de Ruído Externo
 Potência do Eixo
 Teste (de bancada) do Motor
 Teste de Impermeabilização
 Desempenho em um Ambiente Quente
12
Sobre os Códigos de Teste de Tratores da OCDE
E mais repetições de qualquer um dos testes "Obrigatórios", mas com configurações de sistema diferentes, como por
exemplo, trator lastrado durante o teste de potência da barra de tração, desempenho de elevação com engate de 3
pontos com geometria de engate diferente. Resultados de teste de Código de Desempenho (Código 2) são específicos
para tratores, eles se referem apenas a um modelo/uma configuração do veículo. Resultados de teste do Código 2 estão
disponíveis no Website de Trator da OCDE (www.oecd.org/tad/tractor).
Descrição de cada Teste "Obrigatório" de Código 2
1. Potência de Saída do Motor e Consumo de Combustível
Esse teste é utilizado para medir a potência e a velocidade de torque do motor do trator e as características de
consumo de combustível em condições controladas em laboratório: isso começa a mostrar exatamente quão potente e
de baixo consumo de combustível o trator de teste realmente é.
A potência de saída do motor é medida na tomada de força (PTO) do eixo por meio de um dinamômetro
instrumentado. O combustível não é fornecido do tanque do trator, mas de um fornecimento externo com temperatura
controlada, que permite medir o consumo de combustível do trator de teste imediatamente a qualquer nível de carga
utilizada durante o teste. Se o trator de teste consumir material além do combustível (diesel), como por exemplo, o
fluido reagente de escape para sistemas SCR, esta taxa de consumo também é medida juntamente com o consumo de
combustível. Condições atmosféricas durante o teste, como a temperatura do ar e a pressão barométrica, também são
anotadas e a temperatura do local de teste é mantida dentro de limites especificados, para evitar influência excessiva
sobre o desempenho do motor.
A potência de saída do motor medida no eixo da tomada de força será sempre menor que os valores indicados pelos
fabricantes de tratores para a potência de saída do "volante" do motor. Isso acontece porque pequenas quantidades de
energia são perdidas uma vez que ela é transferida através do sistema de transmissão, saindo do motor e indo para a
tomada de força ou para as extremidades do eixo. Também, todos os sistemas auxiliares do veículo e do motor, como
ventiladores, bombas hidráulicas (p. ex., para direção hidráulica e suspensão) e sistemas de ar condicionado na
cabine, consomem certa quantidade de potência do motor. Consequentemente, embora a potência disponível na
tomada de força do trator possa ser apenas de 90% a 95% da potência "nominal" indicada do motor, dependendo da
complexidade e do design do trator, o nível de saída de potência da tomada de força é provavelmente mais próximo
ao nível que o usuário pode realmente esperar estar disponível quando o trator for utilizado no campo.
Durante o teste, a potência de saída (torque e velocidade) do motor (PTO) e os níveis de consumo de combustível são
medidos conforme uma carga crescente é aplicada através do dinamômetro. Isso é feito inicialmente com o controle
do acelerador/regulador ajustado na velocidade máxima do motor. Ao aumentar a carga no dinamômetro, a
velocidade do motor é efetivamente reduzida à medida que o teste é realizado. Isso produz uma série de medidas que
criam uma curva de potência de "Carga Total". Além disso, a potência de saída e o consumo de combustível também
são medidos na velocidade "Nominal" do motor do trator, a uma velocidade padrão de tomada de força (540 RPM
e/ou 1.000 RPM) e também em uma série de velocidades especificadas do motor com "Carga Parcial" —
configurações de carga. Se o trator de teste tiver a capacidade de "aumentar" sua potência em certas condições, os
testes de potência de tomada de força são repetidos em ambos os modos de funcionamento do motor, "Normal" e
"Aumentado".
13
Sobre os Códigos de Teste de Tratores da OCDE
Os resultados dos testes são apresentados tanto como tabelas quanto gráficos de potência de saída de torque do motor
em toda a variedade de velocidades do motor investigada. Os níveis de consumo de combustível e reagente também
são relatados, ambos em termos de Consumo por Hora (litros/h e kg/h) e Consumo Específico (g/kWh); uma
quantidade adicional de "Energia Específica" (KWh/litro) também é relatada. Essas duas últimas quantidades são
importantes e indicam com eficiência quão eficazmente o trator pode converter o combustível (diesel) em energia
utilizável ou trabalho. O Consumo Específico (g/kWh) mostra quantos gramas de combustível o trator exige para
produzir um quilowatt-hora de trabalho. De modo contrário, a Energia Específica (KWh/litro) nos diz quão
eficientemente o trator de teste pode converter a energia presente em um litro de combustível diesel em
trabalho de tomada de força real e prático (em uma determinada regulagem da velocidade de torque do motor).
Desse modo, isso proporciona uma medida realista da eficiência geral (potência do PTO) do trator de teste.
2. Potência de Saída da Barra de Tração e Consumo de Combustível
Esse teste complementa o teste de potência estática da tomada de força e mede a capacidade do trator de converter a
potência no motor em potência na barra de tração. Os tratores gastam muito de seu tempo puxando implementos, por
isso é importante identificar quão eficazmente o eixo de transmissão do veículo pode transferir potência do motor
para as rodas/chão. Isso é feito através da sequência de um procedimento de teste semelhante ao utilizado durante o
Teste de Potência da tomada de força, mas em vez de carregar o trator através de um dinamômetro de tomada de
força, desta vez um Carro de Carga é rebocado pelo trator no concreto ou no asfalto. Embora essa superfície de teste
talvez não seja muito "agrícola", ela fornece resultados muito consistentes, eliminando a variabilidade que diferentes
condições de superfície poderiam introduzir aos dados produzidos pelas diferentes estações de teste ou em diferentes
épocas do ano. Essa abordagem permite a comparação direta entre quaisquer dados da OCDE de teste de potência da
barra de tração.
Cada estação de teste tem seu próprio carro de carga, mas todas trabalham de forma similar. Com base em um
chassis de caminhão ou ônibus, os veículos incorporam um dinamômetro que pode aplicar uma força de frenagem
controlada com precisão às rodas do carro de carga. Isso, em ordem seguida, aplica uma força de tração à barra de
tração do trator, o tamanho que é medido por uma célula de carga na parte frontal do carro de carga. Assim como no
teste de potência da tomada de força, o combustível não é fornecido do tanque do trator, mas de uma fonte externa
com temperatura controlada no carro de carga. O carro de carga está equipado com uma grande quantidade de
equipamento de medição eletrônica para registrar não só a carga da barra de tração aplicada ao trator, mas também a
velocidade de avanço, o consumo de combustível do trator, temperatura do óleo e do líquido de arrefecimento do
motor, condições atmosféricas e todas as outras informações relevantes durante o teste. O nível de potência na barra
de tração gerada pelo trator de teste é calculado com base na tração da barra e na velocidade de avanço do veículo.
Durante o teste, vários níveis de carga são aplicados ao trator em uma variação de velocidades de avanço/marchas.
Tratores com transmissão regulada de modo contínuo (p. ex.: CVTs) são testados de forma semelhante, mas é
provável que, à medida que os sistemas inteligentes de controle de transmissão do motor dos tratores se tornam cada
vez mais comuns no futuro, os procedimentos de teste terão que evoluir ainda mais. Em todos os casos, o trator é
testado em condições sem lastro,
14
Sobre os Códigos de Teste de Tratores da OCDE
mas outros testes podem também ser realizados com lastro adicionado (p. ex.: pesos na extremidade frontal/na roda,
lastro líquido nos pneus). Mais uma vez, tal como com o teste de potência da
tomada de força, o consumo específico de combustível e os valores de energia específicos são derivados, em
conjunto com o consumo de reagente (fluido SCR), para mostrar o quão realmente eficiente é o trator de teste. No
entanto, por conta das perdas adicionais de energia sempre presentes entre a energia do motor (volante) e da barra de
tração, devido às perdas do eixo de transmissão e à patinagem, os valores específicos de consumo de combustível
serão maiores (e os níveis Específicos de Energia serão inferiores) que durante o teste de potência estática da tomada
de força.
3. Saída de Potência Hidráulica
Este processo de teste mede a capacidade do trator de produzir energia hidráulica, conforme seria necessário para
acionar motores hidráulicos ou acionar cilindros hidráulicos nos implementos anexados. Tratores mais modernos
fornecem fluxo hidráulico externamente através de válvulas auxiliares ou válvulas de carretel, muitos tendo quatro
ou mais pares dessas válvulas.
Um equipamento de teste externo é utilizado para medir a pressão hidráulica máxima (na velocidade máx. do motor)
que o trator pode fornecer em um de seus acopladores da válvula de carretel. Depois disso, a taxa de fluxo hidráulico
fornecido pelo acoplador em 90% dessa pressão máx. é registrada, permitindo o cálculo da disponibilidade máx. de
energia hidráulica. A temperatura do óleo no reservatório hidráulico do trator é monitorado durante o teste. Esses
testes podem ser repetidos utilizando mais de um par de acopladores, simultaneamente, em que um único acoplador
pode limitar a taxa máxima de fluxo. Além disso, enquanto inicialmente testados com o fluxo de óleo sendo
submetido a nenhuma pressão de retorno, outros testes podem ser realizados com o fluxo de "retorno" de óleo
entrado novamente no trator pelo par de acopladores, como geralmente seria o caso na utilização normal. Isso cria
uma pressão contrária maior e, consequentemente, reduz o fluxo de óleo e a potência hidráulica disponível.
Ao realizar esses testes de várias maneiras diferentes, é possível obter uma avaliação realista e autêntica da
potência/fluxo hidráulico disponível no trator para operar equipamentos anexados.
4.
Capacidade de Elevação (engate de 3 pontos) Hidráulica
Capacidade de elevação hidráulica suficiente é um requisito importante para a maioria dos tratores modernos, exceto
talvez para modelos muito grandes projetados para uso principalmente com implementos rebocados. A geometria do
engate de 3 pontos tem uma influência importante na capacidade de elevação de um trator. Enquanto um fabricante
só pode indicar a capacidade máxima de elevação nas informações do produto, o Relatório de Teste da OCDE mostra
todas as dimensões relevantes do engate de 3 pontos e em seguida continua para medir a capacidade de elevação
hidráulica do trator em toda a extensão dos movimentos do engate. Não é bom se um trator pode começar a levantar
um implemento do chão, mas em seguida fica sem capacidade de elevação dentro do intervalo de elevação.
Exatamente como o trator, a capacidade de elevação do engate de 3 pontos declarada que corresponde à real
capacidade de levantar um equipamento montado é de certa forma uma situação complexa. Não depende apenas da
massa do equipamento, mas também da localização do centro de gravidade (Centro da Massa) — quão longe isso
está atrás do cabeçote do implemento/pontos de fixação do engate — e a geometria do engate do trator, que alguns
você poderá ver e outros ficarão escondidos dentro da caixa do eixo traseiro.
15
Sobre os Códigos de Teste de Tratores da OCDE
As estações de testes da OCDE medem a capacidade de elevação do engate de 3 pontos por dois métodos
complementares. Primeiro, nas extremidades dos braços inferiores e, segundo, através de um ponto em uma estrutura
simples anexado aos braços inferiores e superiores (topo), 610 mm atrás dos pontos de fixação do braço inferior. Em
cada caso a força máx. de elevação é constituída em vários pontos ao longo do intervalo de elevação a 90% da
pressão da válvula de escape do sistema
hidráulico de elevação. Os testes são frequentemente repetidos (mediante solicitação do fabricante) com a geometria
do engate de 3 pontos ligeiramente modificada, como podem ser obtidas no trator de teste ao encurtar as hastes de
elevação, anexando as hastes de elevação aos braços inferiores em um local diferente ou ao mudar o ponto/buraco do
braço de engate superior.
Código de Teste do Ruído do Trator (Código 5)
Este Código de Teste é ligeiramente exclusivo, em que, de um ponto de vista técnico, ele fica a meio caminho entre os
códigos de teste de Desempenho e de Estrutura de Proteção. Durante a década de 1970 muitos países exigiram que as
estruturas de proteção contra tombamento (cabines de segurança, armações ou barras cilíndricas) fossem instaladas
em tratores, a fim reduzir o número de condutores mortos em acidentes de capotagem.
Esses primeiros ROPS funcionaram bem, mas a maioria das estruturas foram anexadas diretamente ao chassi do trator
ou às caixas de transmissão do motor. Ao serem equipadas com revestimento para dar ao operador certo nível de
proteção contra o tempo, verificou-se que os níveis de ruído dentro da cabine eram muito elevados... muito mais
elevados que antes, quando os tratores não tinham a estrutura de proteção. Era quase como se o motorista estivesse
sentado dentro de seu próprio alto-falante! Logo se percebeu que havia um perigo real dos operadores de trator
sofrerem danos na audição, e muitos países introduziram rapidamente exigências legais para reduzir os níveis de ruído
dentro da cabine, especialmente quando o trator estava trabalhando em plena carga.
O Código 5 da OECD é um procedimento de teste para possibilitar a medição de níveis de ruído na posição de
condução do operador... em consequência, próximo ao ouvido do motorista. Os níveis de ruído são registrados com o
trator tanto "Com Carga" como também "Sem Carga", com as "aberturas" da cabine (janelas, portas, aberturas do teto)
abertas e fechadas.
 Testes com "Com Carga" são realizados com o trator puxando uma carga na barra de tração (no
dinamômetro). O nível máximo de som gerado em cada marcha é registado e, em conjunto com isso, em uma
marcha e velocidade correspondente do motor, que dá a velocidade de avanço mais próxima possível de 7,5
km/h;
 Testes "Sem Carga" são realizados sem carga na barra de tração, mas, para realizar a comparação com os
testes "Com Carga", esse teste é feito em uma marcha e velocidade correspondente do motor, que dá a
velocidade de avanço mais próxima possível de 7,5 km/h. Um nível de ruído adicional "Sem Carga" também é
registrado na velocidade máxima de avanço do trator.
Os resultados de teste do Código de Ruído (Código 5) são similares às do Código de Desempenho (Código 2), em que
são específicos para tratores; eles se referem penas a um modelo/uma
16
Sobre os Códigos de Teste de Tratores da OCDE
configuração do veículo. Além disso, a não ser que publicados de acordo com a vontade do fabricante/requerente do
teste, os resultados dos testes são confidenciais e não são divulgados pela OCDE.
Códigos de Teste de Segurança do Operador (ROPS/FOPS)
Códigos de Teste de Estrutura de Proteção contra Tombamento (ROPS)
Por que os Tratores Precisam de ROPS?
Tratores gastam muita parte do seu tempo de trabalho no campo, fora de estradas pavimentadas, mas essas condições
frequentemente variáveis (p. ex.: encostas, superfícies escorregadias, rios e valas de drenagem) introduzem um risco
de instabilidade, levando potencialmente o veículo a tombar. Historicamente, antes da introdução difundida do ROPS,
todo ano o tombamento de tratores causava a morte de muitos motoristas e o risco de lesão grave ou morte era muito
alto. Felizmente, o ROPS tem sido reconhecido como um meio eficaz de reduzir grandemente a probabilidade de lesão
do operador durante acidentes de tombamento com tratores agrícolas e máquinas usadas em construção ou florestas. A
presença de um ROPS não pode garantir que o operador sobreviverá a todos os acidentes de capotagem, pois
infelizmente alguns são muito graves, mas os benefícios práticos do ROPS são claramente mostrados pelos dados
abaixo provenientes do Reino Unido.
Tractor Overturning Fatalities
60
50
Number
40
30
20
10
0
1965 1967
1969
1971 1973
1975
1977 1979
1981
1983 1985
1987 1989
1991
1993 1995
1997
1999 2001
2003
Year
(cortesia da Administração de Saúde e Segurança do Reino Unido)
Em 1970, foi feito uma exigência legal que obrigava todos os "novos" tratores vendidos no Reino Unido a serem
equipados com o ROPS e, a partir de 1977, o ROPS teve que ser instalado em todos os tratores existentes utilizados nas
fazendas. Como pode ser observado, o número de mortes de operadores devido ao tombamento do trator caiu
drasticamente, de aprox. 35 a 45 mortes por ano para aprox. 4 a 8 por ano. Hoje, no Reino Unido, a maioria das mortes
causadas por tombamento é causada devido à ejeção do operador da zona de proteção fornecida pelo ROPS, muitas
vezes por não usarem o cinto de segurança.
17
Sobre os Códigos de Teste de Tratores da OCDE
História do ROPS/Desenvolvimento dos Padrões de Teste do ROPS
A Suécia foi um dos primeiros países a exigir que os tratores fossem equipados com Estruturas de Proteção contra
Tombamento (ROPS), no final da década de 1950, mas legislações nacionais similares do ROPS foram seguidas em
muitos outros países ao longo dos 10 anos seguintes. No entanto, não há problemas em exigir que o ROPS seja
instalado, mas como é possível garantir que as estruturas estejam aptas à finalidade e sejam de fato adequadas à
estrutura e ao tamanho específico dos tratores em que são instaladas? Muitas universidades e institutos de pesquisa de
engenharia agrícola estudaram as estruturas e os requisitos de testes para o ROPS. Isso foi alcançado através de uma
combinação de pesquisa, testes e análise de acidentes de tombamento de tratores. Em muitos casos, tombamentos de
tratores foram recriados sob condições relativamente controladas, de modo que as prováveis cargas aplicadas aos
ROPS e o comportamento subsequente das estruturas pudessem ser estudados. Hoje, a modelagem de simulação por
computador é utilizada frequentemente.
Com o tempo, os padrões de testes de ROPS nacionais resultantes foram harmonizados para criar os que conhecemos
hoje, permitindo à OCDE estar à frente do desenvolvimento de padrões de teste de ROPS.
Inicialmente, os testes de validação de desempenho do ROPS foram realizados pela utilização de uma combinação
sequencial de impactos de massa "Dinâmicos" oscilantes (pêndulo) provenientes da parte traseira, lateral e
possivelmente frontal da estrutura, complementados por cargas de esmagamento gradualmente aplicadas no "teto" do
ROPS. Esse procedimento é tipificado pelo Código 3 da OCDE, que foi originalmente introduzido em 1966. O objetivo
de todos os testes de ROPS é garantir que os ROPS absorvam com segurança certo nível mínimo de trabalho de
deformação durante o carregamento, sem ocorrer falha ou desvio da estrutura para a zona de segurança com "espaço
livre", provavelmente ocupada pelo operador. O nível de carga de teste está relacionado diretamente à massa do trator
de teste, pois durante uma capotagem quanto mais pesado for o veículo maior será as forças e a energia de impacto que
serão aplicadas ao ROPS.
À medida que a massa e a potência do trator aumentaram durante o final dos anos 60 e início dos anos 70, tornou-se
claro que o procedimento de teste "Dinâmico" do ROPS possuía certas limitações para testar ROPS equipados em
tratores mais pesados. Conforme a massa do trator aumentava, era simplesmente cada vez mais difícil aplicar a carga
dinâmica de massa relacionada de forma controlada e segura. Esse problema foi resolvido com o desenvolvimento e a
introdução do procedimento de teste "Estático" do ROPS (Código 4 da OCDE), em 1983. Seguindo uma grande
quantidade de pesquisa em diversos países, foi desenvolvido um procedimento de teste que substituiu a massa do
pêndulo oscilante por uma série de cargas lentamente aplicadas. A direção e a sequência de cargas foram mantidas,
assim como as cargas de esmagamento aplicadas verticalmente. A sequência de carga para o Código 4 da OCDE é
mostrada na Figura 1. Assim como antes, os níveis de carga/trabalho de deformação que o ROPS deve suportar estão
diretamente relacionados à massa do veículo em teste.
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Sobre os Códigos de Teste de Tratores da OCDE
(4) Esmagamento
Frontal
(2) Esmagamento
Traseiro
(1) Pressão
Traseira
(3) Pressão
Lateral
Figura 1. Sequência de carga de teste de ROPS "Estático" típico do Código 4 da OCDE
Os Códigos de Teste de ROPS atuais não sofreram muitas alterações desde a década de 1980. A família dos Códigos de
ROPS da OCDE se expandiu para incluir procedimentos de teste para tratores (Códigos de 6 e 7) de Via Estreita (com
rodas, vinhas e pomares), além de tratores (lagartas) de Esteiras (Código 8) e Manipuladores Telescópicos
(empilhadeiras automotores de alcance variável para todos os terrenos para uso agrícola) (Código 9). Menos testes
dinâmicos de ROPS são realizados atualmente, a maioria sendo conduzida pelos procedimentos de tipo "estático", dos
quais o Código 4 é o mais utilizado.
No entanto, ao contrário dos outros Códigos de Teste da OCDE, um teste ROPS diz respeito à estrutura específica
testada, que pode ser, subsequentemente, equipada em uma série de modelos diferentes de tratores. Sendo assim, a
estrutura é geralmente testada com cargas de acordo com o modelo mais pesado na variedade de veículos, com o
conhecimento seguro que os requisitos dos modelos mais leves serão satisfeitos. Além disso, os resultados dos testes de
ROPS da OCDE não são disponibilizados ao Público, mas permanecem confidenciais e apenas o fabricante do
veículo/ROPS e a estação de testes que realizou o ensaio têm acesso aos resultados. Ao realizar o teste, um relatório de
teste é criado. Esse documento é posteriormente verificado pelo Centro de Coordenação da OCDE (Controle de
Qualidade) e, se tudo estiver em ordem, um Número de Aprovação da OCDE é emitido para o ROPS a fim de provar
que o ROPS alcançou os requisitos de teste. Uma lista de ROPS testados, seus Números de Aprovação da OCDE e as
marcas e modelos de tratores para os quais são destinados está disponível ao Público através do site de Códigos de
Tratores da OCDE (www.oecd.org/tad/tractor).
19
Sobre os Códigos de Teste de Tratores da OCDE
Códigos de Teste de Estrutura de Proteção contra Queda de Objetos (FOPS)
Por que os Tratores Precisam de FOPS?
Estruturas de Proteção contra Queda de Objetos (FOPS) são mais comumente encontradas em veículos utilizados em
aplicações de construção e florestas. Elas são frequentemente fornecidas tanto ao reforçar o teto da cabine quanto ao
montar algum tipo de proteção externa na parte superior. Em qualquer caso, a finalidade de um FOPS é evitar que
objetos que podem cair verticalmente entrem na zona de segurança do operador e cause ferimentos.
Determinadas regiões, particularmente nos países Escandinavos, onde é comum tratores agrícolas passarem parte do
ano realizando trabalhos florestais leves, por muitos anos têm exigido que os tratores sejam equipados com FOPS. Nos
últimos anos, a União Europeia tem mostrado um maior interesse nesse requisito. Em aplicações agrícolas, os
requisitos de FOPS especificados (trabalho leve) muitas vezes podem ser alcançados utilizando uma cobertura de
plástico ou material composto na cabine adequadamente reforçada, apoiada pelo ROPS.
O Código de Teste do FOPS da OCDE
Existem muitos procedimentos de teste de FOPS diferentes, mas todos são relativamente similares. Um objeto de teste
para queda (geralmente uma esfera de aço ou cilindro) é deixado cair de certa altura no FOPS. Se o objeto passar pelo
FOPS ou fizer com que o FOPS ceda a ponto de entrar na zona de segurança do condutor, então o FOPS é reprovado,
caso contrário ele é aprovado. A massa e a altura de queda do objeto de teste são escolhidas para sujeitar o FOPS a um
determinado nível de energia de impacto. Quanto mais exigente for o ambiente de operação pretendido do veículo,
maior será o nível de energia de impacto. Dependendo da construção precisa do FOPS (p. ex., diferentes materiais ou
espessuras), mais que um teste de queda poderá ser realizado em diferentes áreas da superfície superior do FOPS.
O Teste de FOPS da OCDE (Código 10) é destinado apenas para tratores utilizados para tarefas tradicionais agrícolas
e, portanto, apresenta um nível de energia de impacto relativamente baixo em comparação aos procedimentos de teste
de FOPS destinados a equipamentos de construção ou florestais. Um procedimento de teste FOPS também está incluso
dentro do Código 9 da OCDE para o teste de ROPS e FOPS montados em Manipuladores Telescópicos (empilhadeiras
de alcance variável para terrenos acidentados). Os níveis de energia de impacto do teste de FOPS do Código 9 (dois
níveis alternativos são fornecidos) são significativamente maiores que os encontrados no Código 10 para tratores
agrícolas.
Semelhante aos Códigos de Teste de ROPS da OCDE, o teste de FOPS diz respeito apenas à estrutura específica
testada, e não a tratores ou manipuladores telescópicos específicos. O FOPS pode subsequentemente ser instalado em
uma variedade de diferentes modelos de tratores/manipuladores telescópicos. Desde que as montagens no veículo e a
localização (precisa) do assento do operador sejam mantidas inalteradas, os resultados são amplamente aplicáveis.
Novamente, assim como os testes de ROPS, os resultados dos testes de FOPS da OCDE não são disponibilizados ao
Público, mas permanecem confidenciais e apenas o fabricante do veículo/FOPS e a estação de testes que realizou o
ensaio têm acesso aos resultados. Ao realizar o teste, um relatório de teste é criado. Esse documento é posteriormente
verificado pelo Centro de Coordenação da OCDE (Controle de Qualidade) e, se tudo estiver em ordem, um Número de
Aprovação da OCDE é emitido para o FOPS a fim de provar que o FOPS alcançou os requisitos de teste.
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21
CÓDIGOS DE TRATORES DA OCDE NA ÁSIA
Uma característica especial dos Códigos de Tratores da OCDE é que, desde 1981, uma Conferência dos
Engenheiros de Teste é organizada a cada dois anos, a convite de um país participante. O primeiro país
asiático que se associou aos Códigos de Tratores foi o Japão, em 1966. O Japão sediou a Conferência dos
Engenheiros de Teste da OCDE em Omiya, em 1997. A China se associou aos Códigos de Tratores da OCDE
em 1988 e foi o segundo país asiático a sediar a Conferência dos Engenheiros de Teste, em Pequim e em
Luoyang, em 2005. A Coréia se tornou membro oficial dos Códigos de Tratores em 1995 e foi o terceiro país
asiático a sediar a Conferência dos Engenheiros de Teste, em Suwon, 2009. As Conferências dos
Engenheiros de Teste possibilitam uma interpretação correta e coerente dos procedimentos de teste e seu
desenvolvimento. Seu principal objetivo é a observação, a análise e a discussão de práticas de testes pelos
Engenheiros de Testes. Eles facilitam a verificação dos relatórios de testes realizados pelo Centro de
Coordenação, que estabelece uma ligação, referente às questões técnicas, entre as Estações de Teste
Nacionais e a OCDE.
Os três países asiáticos que já sediaram uma Conferência dos Engenheiros de Teste da OCDE demonstraram
a relevância do programa na região. Nos últimos anos, a China tem sido um dos três países com a maior
quantidade de relatórios de teste enviados à OCDE para aprovação.
A Índia se associou aos Códigos de Tratores da OCDE em 1988. As máquinas e equipamentos agrícolas
desempenham um papel central na produção da colheita e seu manuseamento, transporte, processamento e
preservação. Reconhecendo isso, o Governo da Índia garantiu importações de equipamentos agrícolas no
período do Primeiro Plano de Cinco Anos (First Five-Year Plan). Ao mesmo tempo, para promover o uso das
máquinas, o Governo criou o "Centro de Treinamento para o Uso de Máquinas Agrícolas" (Agricultural
Machinery Utilization Training Centre) em 1955, em Budni (Madhya Pradesh). Antes disso, o uso de
máquinas agrícolas no país era muito escasso. O objetivo da criação do Centro de Budni era treinar os
potenciais agricultores sobre o uso adequado, a manutenção e a conservação das máquinas agrícolas.
Subsequentemente, considerando a imperatividade da produção indígena sobre as máquinas/equipamentos
agrícolas, em 1959, um amparo de teste foi adicionado ao Centro, principalmente com o objetivo de
determinar a compatibilidade das máquinas/equipamentos agrícolas quanto às condições agroclimáticas do
país. O Centro de Treinamento foi rebatizado como "Estação de Testes e Treinamento de Tratores" (Tractor
Training and Testing Station). No ano de 1983, a Estação de Testes e Treinamento de Tratores foi atualizada
e renomeada como "Instituto Central de Testes e Treinamento para Máquinas Agrícolas" (Central Farm
Machinery Training and Testing Institute). Vendo a importância de testes e o treinamento de vários aspectos
das máquinas agrícolas, e para lidar com o aumento da demanda de mão de obra especializada na área de
mecanização agrícola, mais três institutos foram criados, um em Hissar (Haryana), um em Anantapur
(Andhra Pradesh) e outro em Biswanath Chariali (Assam), nos anos de 1963, 1983 e 1990, respectivamente.
Durante um período de 5 décadas, com o crescimento da produção nacional de tratores e equipamentos
agrícolas, o Instituto tem desenvolvido a especialização e a infraestrutura necessárias e alcançado os Padrões
Internacionais na área de testes e treinamentos de máquinas agrícolas, sendo também muito reconhecido
entre as principais organizações de teste em todo o mundo. O Instituto tem reconhecimento da Organização
para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, que tem ajudado no
desenvolvimento das exportações dos Tratores indianos.
22
CÓDIGOS DE TRATORES DA OCDE E UNESCAP
A Secretaria da OCDE participou, em julho de 2011, de um Grupo de Trabalho Especial (GTE):
Desenvolvimento de um maquinário agrícola sustentável e rede de testes de implemento agrícola na região da
Ásia-Pacífico. O GTE foi organizado pela UNESCAP em Banguecoque, Tailândia. 14 países da região
participaram do Encontro, inclusive cinco países que são membros dos Códigos de Tratores da OCDE;
Coréia, China, Índia, Rússia e Japão.
O foco das discussões foi identificar as modalidades no desenvolvimento de uma rede da Ásia-Pacífico para
testar o maquinário agrícola e estabelecer um grupo de trabalho para desenvolver e operacionalizar uma Rede
da Ásia-Pacífico a fim de supervisionar a implementação dos padrões de segurança ambiental e do operador.
23
24
Relatórios de Teste de Tratores
O Primeiro Relatório de Teste
foi aprovado em 1959
Desde 1959, os relatórios de teste são
aprovados pelo Centro de Coordenação
oficial, contanto que os testes tenham sido
realizados de forma satisfatória de acordo
com os procedimentos previstos nos Códigos
de Tratores.
Os resultados de cada teste aprovado do
trator de acordo com os Códigos da OCDE
são inclusos em um relatório completo
emitido pelas estações nacionais que
realizaram os testes. O acesso a esses
relatórios e sua possível distribuição
permanecem sob responsabilidade das
estações de teste.
(À direita, uma cópia do relatório de teste
recebido no final de 2011)
25
O objetivo do Plano Estratégico
para os Códigos de Tratores da
OCDE
é fortalecer os Códigos ao melhorar
sua relevância, eficiência e eficácia.
O Plano Estratégico permitirá
melhorar os Regulamentos dos
Códigos e sua implementação e
identificar
novas áreas estratégicas de trabalho
a serem
incorporadas ao programa de
trabalho mais amplo.
Os Códigos de Tratores da OCDE contêm
um conjunto de regras e procedimentos
de testes sobre desempenho e segurança.
O prospecto pode ser encontrado no site dos
Códigos de Tratores no seguinte
endereço:
http://www.oecd.org/tad/tractor
26
27
Dirigente da Unidade, Presidente e Organizadores no intervalo durante a 16ª Conferência dos Engenheiros de Teste, sediada na Alemanha.
Demonstração Técnica sobre o Código 4 durante a 16ª Conferência dos Engenheiros
(Força de estruturas de proteção para tratores padrão
(teste estático da ancoragem do cinto de segurança))
28
A Malásia participou como observadora na 16ª Conferência de Engenheiros
29
Informações adicionais
As seguintes páginas na web da OCDE podem ser consultadas para informações adicionais sobre os
Códigos de Tratores da OCDE (publicações mais recentes, notícias e eventos, regulamentos e lista de
países participantes).
Agricultura (geral):
www.oecd.org/tad
Grupo de Trabalho para Comércio e Agricultura da OCDE
2, rue André – Pascal
75775 Paris, Cedex 16
França
Códigos e Esquemas (geral)
www.oecd.org/tad/code
Tratores:
www.oecd.org/tad/tractor
Contatos:
Dr. Michael Ryan
Dirigente, Códigos e Esquemas
E-mail: [email protected]
Fax : +33 1 44 30 61 17
Dr. José Brambila-Macias
Administrador dos Códigos de
Tratores
E-mail: [email protected]
Fax : +33 1 44 30 61 17
30
31
Países Membros
Países Candida
Potencias Países Candidatos
http://www.oecd.org/tad/tractor
Download

CÓdigos de Tractores da OCDE