. _‘
.
’
SBItVI~
DE.
FWILAHIA
DA
(Dir.:
MALARIA
Dr.
P.
.DO
C.
A.
DEP.
5)E
.$AtJDE
DE.
SdO
UNIV.
DE
sAo
PAUL0
ANTUNES)
e
DEP.
DEE PAI@SIT@LWIA
DA
FACULDADE
(Dir. : Prof.
DE
S. B,
MED.
DA
PAIJJA
PE$SC)A
_. ,
f
OBS_%RYA~~ti~
SOgRE ALGUMAS
ESPECIES
DO SUBGE_N@!tO NYSSORHY%HUS,
COM, ESPECIAL
REFE,REKCIA A MORFOLOGIA
DOS OVOS. r”
L
A. L. AYROZA
Do;. L
‘ iv.
e Assfst. de
em wmissiio
no Semi+
GALVAO
Parasitobgia
da F. Med. Univ.
de Profilaxia
da Malaria
de
S. Panlo
S. Paalo.
I&p&s das descobertg de HACKETT e MISSIROLI da existencia de variedades
z&fiI&
e. antropo4ilas de Ati~phsZe~ macu&enks
pratkamente distinguiveis
50 tendo cada vez mais interesse.
apews pela morfokgia
X~.&erentes
regE_
.estu&$&+ neste sentido.
. .= Pq& .certa+ especies de anofelinos da regigo neotropica o conhecimento da
dos ovos aw.tme maior importancia a&la, pois permke a determinac$o
gor-~plo,
de femeas capturadas, o que sem este recurso n2o seria. passive;. E’,
o qwg
di corn especies muito proximas entre si, como tar&
&wm&zks, strod& e uswaldoi, que variam muito de tamanho, eb- e marcaGo
a0 aL&&to* Baseados no. estudo da morfologia dos ovos e na genitalia dos
ma&~& GAIX& & LANE (1937) examinando comparativamente material do A-r&
e do Esta&o de Go Paulo, puderam revalidar a especie A. OJW&O~
de :I+yassu,
192% que havia, sido posta na sinonimia de A.,. turti~cdutus
tIi&x&&. 1905, pelos a&ores. Verificaram mais, que a especie omaldoi forma
es caracterisadas pela morfologia dos ovos e dos adulwyM+2exo
de
Estes mesmos . autores, GALVXO & LANE
tos e diferindo
(1$&S e 1937) e GALVXO, LANE g CORR~A (1937) estudaram OS ovos de A.
&r&&i; alb&z.rsis~ &.rkzg~, sempre notando uniformidade morfologica nas posestudos da mesma
t-s
& uma mesma femea. ROZEBOQM (1938)
f azendo
_
_naww
para us HyssowhFhacs do Panam& verificou que o strodei punha
9~
& varias formas, que de agrupou em 3 tipos principais - tipo A., B. e C.
$ti&pg
-_ -Y&O se trat& de variedades diversas porcpe tais ovos foram colhidos no
mesrn~&criadouro, e apresentavarn todas as forunas de passagem entre urn tip0 e
r * J‘ $&aB~~,spzeeeda~
i !k+ie deEig.t Mad.Trap.
da Ass. Pat&.
de Med.,
su
eessio
de 4-11-1938.
51
A.
L.
A.
GALVAO:
SOBRE
ALGUMAS
ESPECIES
DO
SUB-GEN.
NYSSORHYNCHUS
outro. Este fato veio evidenciar urn novo fatbr a complicar o problema, ja de si
t5o intrincado, das raqas da anofelinos.
Tivernos ocas&o de estudar no presente ano as ovos de alguns Ny.r.r~~~yw
thus da varias proveniencias do E&ado de S5o Paulo e verificamos fatos semelhantes aos observados por ROZEB~~M, porem em escala maior, pois obtivemos,
quatro tipos de ovos de A. str&G:
dois tipos, que numa mesma postura apresen-
tam urn polimorfismo que atinge OS limites maximos, desde uma forma simples,
sem rebordo cefalico nem caudal, ate uma forma mais diferenciada, em que OS
dois rebordos est5o em conex5o corn OS flutuadores (Fig.
6).
Por outro lado, verificamos que, nas outras especies as posturas s%o sempre
bastante uni formes. Notamos. tambem, que OS ovos de A. oszmZdoi oswuldoi
diferem dos de A. oswaldoi noroestensis, o que vem confirmar serem estas duas
formas variedades distintas.
0
problema deve, pois, ser analizado sob urn triplice aspkto :
1.” Formas aparentemente da mesma especie, unas diferindo entre si por
urn ou mais detalhes do adulto e pela morfologia dos ovos, que C constante pax-a
cada oviposi@o ;
2.”
Formas aparentemente da mesma especie, mas diferindo
entre si ape-
nas pela morfologia dos ovos, que C constante numa mesma postura.
3.0
Formas aparentemente da mesrna especie, mas cujos ovos apresentam.
varias formas numa mesma oviposiq~o.
Estes fatos todos est5o requerendo estudos acurados.
gar a conclus6es definitivas
N5o podemos che-
corn a analise de poucas gera@es.
E’ necessaris
urn estudo estatistico rigoroso de cada uma destas formas, verificando todos os,
pormenores morfologicos,
quetotaxicos e dados biometricos dos ovos, larvas,
pupas e adultos.
Seria de desejar que tais estudos fossem feitos por diferentes pesquizadores
em regiaes diversas, mas de maneira uniforme para que OS resultados pudessem
ser comparados entre si. Desta man&a poderiamos ter base para identificar
o material de captura e estudar a sua biologia, que tanto interesse tern em ma-lariologia.
Apressamo-nos, pois, em relatar OS fatos observados por nos, na esperanca
de que eles possam servir de base patr pesquizas mais rigorosas, corn lrraterial
abundante e nos moldes kima enunciados, que s50, a nosso ver, a unica maneira
de se poder fixar a posi@o sistematica destas diferentes formas.
Estudamos a morfologia dos ovos sempre a fresco e o mais cede possivel
ap6s a oviposi@o, para evitar as deformac6es inevitaveis causadas pela evolu@ol
do embri5o. (Figs. 3a e 3b)
Julgamos muito util documentar todas as observa@es corn microfotografias tiradas corn luz refletida, o que se obtem facilmente.
corn qualquer lampada de campo escuro e uma camara fotografica vertical. Fazemos OS nossos microfotos sempre corn 75 aumentos, o que permite observar OS.
52
BEWISTA
detalhes principais.
DE
BIOLOGIA
E HYGIENE
9(l) 51-60,
nov. 1938
Para urn estudo mais minucioso fazemos desenhos corn 200
aumentos.
Medimos obrigatoriarrnente em cada ovo 3 dimens&
(Fig.
1) : Compri-
memo total (ab), largura maxima (cd) e comprimento dos flutuadores medidos
lateralmente, no ponto da sua inser@o sobre OS rebordos terminais (ef ). Quando 20 estudo comparative dos ovos o exige, medimos o comprimento do rebordo
cefalico, coma C o case das variedades de -oswaldoi.
Contamos o numero de
gmms dos flutuadores de urn so lado, usando para isto uma ocular de 15 x. e
obj. 8 Zeiss ou 3 Leitz.
Anopheles (Nyssorhynchus)
ommldoi (I!Jeyassli, 1922)
Vwiedade omaldoi
0 nosso material foi obtido po: oviposi@o de femeas gravidas capturadas
corn isca .animal em S. Vicente e Caraguatatuba, no litoral paulista e em Novo
Oriente, localidade proxima do rio Tiete, a algumas dezenas de quilometros da
sua desembocadura no rio Parank
Obtivemos nunlerosas oviposi@es desta variedade e sempre observamos
grande regularidade morfologica,’ para material de uma mesma regiao, tanto
entre OS elomentos de uma mesma postura, coma em posturas sucessivas. OS
nossos exemplares foram capturados em dezembra de 1937 e janeiro, fevereiro,
julho e setembro do corrente ano. Parece, portanto, que eles Go apresentam
varia@o estacional _na sua forma.
OS ovos desta variedade Go semelhantes aos f&u-ados por ROZEXHXM
(1938) para material do Panan&.
Apresentam apenas um rebordo , terminal,
que C o efalico ; OS flutuadores Go longos e, nos exemplares recemp&tos, . r&o
de&
quasi espap livre entre si na face superior. Na face inferior o exocorion se diferencia em eleva@es prateadas de aspeto granuloso e de forma
ovalada. (Fig. 2) Sao ovos que medem 507 micra de comprimento total ; 248
micra de ,maior largura ; flutuadores corn 402 micra de comprimento e rebordo
cefalico corn 112 micra de comprimento. OS flutuadores apresentam tuna media de 35 gomos, que na park media do ovo Go formam uma dupla inflexgo,
coma nos ovos de strodei do grupo I.
+
.
As larvas de oswaldoi omvaidoi apresentam no 4.” estadio as cerdas clipeais
anteriores corn ramifica@o acentuada e, na maioria clas vezes, dicotomica ou, em
urn menor numero de cases, dendritica. Este asp&to, e facilmente observavel
xx= larvas vivas ou em exuvias cujas escovas alimentadoras foram retiradas. E’
necessario, porem, ter algum cuidado na montagem, para que tais ramifica@es
Go se juntem em paGo, alterando as&n, a sua forma original. As clipeais
interns Go bem separadas entre si, dando tuna rela~~o clipeal visinha de 1.
Geralmente notamos OS tufos protoracicos submedianos internos afastados urn
do outro e corn 11 a 12 foliolos palmados. Em certos cases, porem, este numero
atinge a 14 e am r2ros exemplar-es a 17. Chamamos a aten@o para este fato,
porque as larvas de crlbitamis e omatdoi silo muito parecidas. ROOT (1926)
nota coma element0 de distin$io o numero de foliolos dos tufos protoracicos
internos, que na primeira especie seria de 16 a 17 foliolos e na segunda de 11
53
A. L. A. GALVAO; SOBRE ALGUMAS ESPECIES DO SUB.GEN. NYSSORHYNCHUS
a 12 e para a distancia que separa tais tufos, pequena na primeira e grand=: na
segunda. COSTA LIMA (1928) entretanto, observa que o numero de foliolos
e a distancia entre tais tufos C variavel.
gas larvas de omaUoi oswatdoi que
examinamos, t.al distancia sempre foi grancle. A ramifica@o das cerdas clipeais
anteriores pox-em, pareceu-nos o 1melho.relemento de distin@o.
OS foliolos dos tufos palmados Go delgados e de ponta truncada ou romba.
Em alguns cases, porem, elas apresentamse ponteagudas coma foi descrito para
strodei por COSTA LIMA (1928).
E' a primeira vez que notamos tal carater em
larvas que nso sejam desta ultima especie. .
As pupas apresentam OS espinhos laterais dos ultbmos segmentos abdominais
grossos e curtos, coma ja havia notado COSTA LIMA (1928).
OS adultos apresentam as escamas claras das azas de urn tom branco sujoRaramente assumem urn tom francamente amarelo. OS tarsos anteriores t&n
urn a’nel branco em geral no primeiro, Segundo, terceiro e quint0 segmento. A
marca@a mais variavel C a do 3.” segmento, cuja por@o negra basal vae desde
urn estreito anel apenas perceptivel, ate a propor@ ,de 50% do articulo, o que,
entretanto, C muito raro. No Segundo segment0 tal area varia de 56 % a 80 %.
OS tarsos medios, na maioria das vezes, Go apresentam anel claro apical; quando cles existem, S&Yconstituidos de uma ou duas fileiras de escamas amardadas.
No pr;meiro tarso posterior, tambem, o anel branco apical C muito pouco perceptivel ou imeiramente ausente. 0 Segundo tarso posterior apresenta a por+o
negra basal muito estreita, &cl ultrapassando de 15 ‘$J do articulo e, em muitoy
cases, se restringindo a 6 %.
.
OS A. o.swuZdoiosle,aldoi de Novo Oriente Go apresentam uma marcacso
dos tarsos posteriores Eio estreita, pois a referida man&a basal do 2.” segmento oscila entre 10 a 23 “/o do total do articulq. Inf elizmente so obtivemos uma
oviposi@o deste tipo, cujos ovos ferteis deram adultos que tambem concordavam
corn a marca$io Qcima enunciada. Sso ovos menores do que OS da material
de S. Vicente, _mas cujas dimens6es conservam suas propor@es, coma podemos
ver nos seguintes dados: Comprimento total. 443 micra ; tmaipr lk-gura 209 mil
era; comprimento do rebordo cefalico - 93 micra; comprimerito dos flutkiddres
.380 micra ; num&-o de gomos dos, flutuadores - 32.
As larvas destes exemplares criados de ovos de oswuldoi oswuldoi de Novo
Oriente, apresentam as anesmas caracteristicas que as de S. Vicente. As ram’ifica@es dicotomicas das cerdas clipeais r&o Go tZo ‘intensas e Go Go frequentes,
aparecendo na maioria das vezes ramifica@es dendriticas.
Durante as nossas esta&as de 1937 e 1938 em Novo Olriente, fizemos numerosas capturas domiciliares e nunca obtivemos especi,mens desta variedade den~tro
de casa. Corn isca animal, porem sempre capturavamos alguns exemplares, embora menos abundantemente do que OS das outras especies. Isto vem confirmar
as observacijes de C.BONNE, que ja em 1924 verificara ser zoofila &a especie,
e portanto ter importancia reduzida na transmissgo da malaria.
Variedade nor-oestcnsis
F&T
.
(1926),
>
I *
’z
col~cou na sinonima de tar&zac~?tZatusa especie osw&doi de
Peryassu, 1922, baseandocse no fato de que a area aegra do 2.0 tarso posterior
do material por ele examinado, variava de 8 a 35 %, corn uma .mCdia de 23 %,
sendo identicas as larvas e terminalias dos machos. COSTA LIMA (1928) ,djz
qeu a referida area aegra em geral abrange pouco mais do que l/3 do segmento.
54
REVESTA
i
t
.DE BIQLOGIAE HYGIENE 9(l) :61-60,nov. 1938
atingindo as vezes metade e excepcionalmente se reduzindo a l/4.
GALV~~O
& LANE (1937 e 1938) examinando
‘
material de Nova Oriente, verificaram
que exemplares corn a marca<+ negra basal dos segundos tarsos posteriorej
muita farga, gkralrnente nas visinhan~as de 50 %, apresentavam ovos semellhantes
aos f&n-ados _por ROOT para OS tarsimacdatus do Rio de Janeiro e de Minas
Gzrais e que, por su+kvez, eram completamente diferentes dos figurados por
GOELDI para esta ultima especie no Par-a, em 1905. Por outro lado notaram que
as terminalias dos machos erarn identicas is de exemplares corn as caracteristicas
dadas por PERYASS~para a sua especie oswaldoi. Estas termiaalias por sua vez,
diferiam I das de tmtimubutw
tipicos criadus de larvas colhidas no Amazonas.
0 fato ja havia sido demonstrado por CURRY (1932) no Panama. Baseados
n&e-s fatos GALVXO & LANE julgaram que estes mosquitos de NOW Oriente de
marca$io tSo larga dos tarsos posteriores, deviam ser co&ados pelo menos,~‘como
variedade de A. os&Zdoi, que eles ccmsideraram boa especie. De tars+uc$atm
6 que n% poderiam ser, dada a difereng radical da estrutura geral dos 6~03.
NZI
epwa da conf+io
de tais trabalhos, dos quais fomos co-autor ainda warn desconhecidos OS ovos de A. oswaldoi oswaldoi, descritos por ROZEB~~M (1938).
Coma, entretanto, Bouve atrazcl na sua publica@o, deixamos de consignar no
ultimo deles esta referencia. ROZEB~~M e tambem de parecer, e, corn ele, OS
entomologistas do Panama, que ltamimaculatus e oswaldoi Go especies diferentes.
A&s, a figura do ovo de timhnadufus
dada por ROZEB~~M, coincide em linhas
gerais corn a dada por GOELDI.
Estudando compaxtivamente us ovos de A. osze~&Zoiosz&doi e oswdd.,i
k-if icamos que eles apresentam dif erenqas constantes. OS ovos de
nor&en&
Go mais estreitos, corn OS flutuadores n&s compridos e. prindipalmente corn reborda cefalico muito menor do que OSdos ovos de oswaldoi oswaldoi,
o gtie se pode ver no Quadro 1 e nas fig-was 3a e 3b. Todavia apresentam a mesma ,e&rutura geral dos da especie, corn o exocorion da sua pace inferior diferenciados’em eleva@ks granulosas prateadas e de-forma ovalada e possuindo urn so
rebordo terminal, qUe C 0 cefalico. As suas dimens6es m&has s%oas seguintes :
Cmgitiento
total de 501 micra; maior largura de 192 micra; comprimento dos
flutuadores de 440 micra; comprimento do rebordo cefalico de 60 micra. OS
flntu&lores apresentam 34 a 44 gcunos, que nao se infletem para diante e para
traz, w-no nos ovos de strodei grupo I.
rrwoe~hwis,
,
Este material foi obtido em mar<;0 do corrente ano, epoca em que pudemos
estudar 12 oviposi+es, das quais algumas deram nm-nerosos adultos. Em nenhuma delas observamos polimorfismo dos ovos de uma mesma postura.
As larvas da var. noroestensis s50 muita semelhantes as de oswaldoi oswaldoi.
Em geral as cerdas clipeais anteriores, tanto as externas coma as internas, apresentam uma ramifi&$io
simples e curta. Em certos cases, porem, tal ramifica@o C dendritica, e mesmo dicotomica, confundindo-se, portanto, corn as larvas
OS tufos protoracicos submedianos internos sgo bem
de om&oi
waldoi.
separadcrse compostos de 11 a 14 foliolos. OS tufos palmados abdominais go
delgados, mas todos de ponta truncada. Nos cases em que as cerdas clipeais
apresentam uma ramif ica$io curta e simples, torna-se muito dificil a distinqso das
larval desta variedade corn as de &Zbitar.sis. 0 unico elkmento de certo valor e a
dista&a que skpaira
‘
OS dois tu’fos protoracicos submedianos internos, que C grande
‘ em noro$ensk e pequena em albitarsis.
-- As pupas apresentam os espinhos laterais dos ultimos segmentos abdominais
eurtos e grossos, embora r&o tSo acentuadamente coma em oswaldoi oswaldoi.
A. L. A. GALVAO: SOBREALGUMAS ESPECIESDO SUB-GEN.NYSSORHYNCHUS
Em setombro do corrente ano obtivemos oviposi#es de 2 femeas provenientes de JuquiH, litoral paulista, corn rnarca$ia identica as de w.wo,e&ensis e que
puzeram ovos muito semelhantes aos dos desta variedade. Estes ovos m&km
512 micra de comprimento; 221 micra de maior largura ; 439 micra de comprimento dos flutuadores e 60 micra de comprimento do rebordo cefalico. OS flutuadores &o compostos de 43 gomos rktos. Acusamos, pois, a presenp de A.
oswaldoi var. noroestensis no litoral paulista.
*
*
*
Obtivemos uma oviposi@o de uma f emea capturada corn isca animal (cavalo)
em Novo Orient-e, aparentemente corn a mesma marca@o dos exemplares de
oszwaldoivzoroestensis,mas cujos ovos sZio muito diferentes dos desta variedade.
Infelizmente nso pudemos criar adultos, pelo que, nos limitamos a consignar o
fato e dar urn microfoto.
(Fig. 4).
*
*
*
Anopheles strodei ROOT, 1926
OS ovos desta especie foram figurados por GALV~O & LANE (1936)
material obtido nas visinhanps da cidade de Sk Paulo.
corn
Observando inumeras oviposicks em diferentes esta@es e em 3 anos conseoutivas, verificamos que OS ovos de strodei podern ser separados em dois grupos
Urn primeiro grupo, a que denominaprincipais, de acordo corn a sua forma:
mos de Grupo I, cujos ovos sgo largos, de flutuadores largos e de pouca altura;
urn Segundo grupo, que denominamos de Grupo II, cujos ovos sZio estreitos, de
f lutuadores estreitos. A altura destes ovos C maisr do que a sua largura. No
Grupo I, notamos urn primeiro tipo, cujos ovos apresentam uniformidade de
C o tipo uniforme do grupo I ; e urn Segundo
estrutura em cada oviposick tipo, cujos ovos apresentam run grande polimorfismo - C o tipo polimorfo do
Grupo I. No Grupo II notarn
igualmente urn tipo uniforme e urn tipo polimorf 0. Para facilidade de estudos apenas, separamos tais tipos, sem pretendermos dar outra significacso a elles do que o simples registro do que observamos. Podemos, pois, agrupar OS ovos de strodei Segundo o esquema abaixo.
Formas dos ovos
de
A. strodei
I
polimorf 0
Grupo I
unif orme
/
\
polimorf 0
uniforme
Ovos Ide A. strodei do Gnupo I.
Tipo unirforme (Fig. 5)
Tais ovos foram descritos por GALVWO& LANE (1936) corn material das
visinhanps da cidade de Sgo Paulo. Sgo OS mais f requentemente encontrados.
MCdem 460 a 5 13 micra de comprimento por 174 a 212 micra de maior largura.
OS flutuadores mCdom de 256 a 3 18 micra de comprimento e se comp&m de 20
a 23 gomos, que suf rem uma dupla, inflexgo.
0 exocorion da face inferior e
dif erenciado em eleva@es ovaladas. Sso ovos mais largos do que altos corn
56
’
BEVISTA
DE
BIOLOGIA
E HYGIENE
9(l) :61-60, nav. 1938
fhtuadores longos e se inserindo nos lados do rebordo cefalico e caudal. Exan-&an& as figuras dadas par’ ROZEBOOM
(1938) r&o encontramos uma que correspoadesse ao presente tipo.
Ovos de A. strodei do Grupo I
Tipo
polimorfo (Fig. 6)
I‘a
’ is ovos foram obtidos por n6.s em setembro do presente ano, uma unica
vez por ov$osi@o de uma femea capturada corn isca animal (cavalo) no bairra
do B&-&an, arredores da cidade de SZo Paul;o. Sno ovos de uma polimorfismo
extremo, enquadrdo-se
to&via, neste grupo I, por serem mais largos do que
&OS e por sertz-n as suas formas mais evoluidas identicas 5s do tipo uniforme.
Colocados em meio de cultura adequado, deram nascimento a numerosas larvas
de strodei tipicas e de grande vitalidade. As dimensdes m&&as destes ovos sgo
as seguintes : Comprimento total 443 micra ; maior largura 151 micra ; comprimento dos flutuadores 291 micra. 0 numero de gomos dos flutuadores C muito
variavel dada a diversidade de estrutura que tais ovos apresentam.
Si tais ovos, corn este polimorfismo, representam urn dos caracteres de uma
rap definida de strbdei ou si apenas se trata de uma aberra@o, nada podemos
dizer. !% a cria@o de um grande numero de gera.@es poderA esclarecer esta
questgo. Limitamo-nos, pois, a apresentar tais observa@es.
Ovos de A. strodei do Grupo II
Tips uniforme (Fig. 7)
OS ovos do Grtipo II tip0 uniforme, apresentam uma certa varia@o do comprimento relativo dos flutuadores e do numero de seus gomos. Como estas
diferentes estruturas r&o variam proporcionalmente, damos separadamente, as
medidas de duas oviposi+s, a do exemplar A. 77-l e A. 183-11. Seria iateressante uma pesquiza mais minuciosa, comparando as respectivas geraq6es, para
verificar se existem formas de passagem entre estes tipos de ovos.
DimerGes dos ovos de strodei das
Comprimento total
. . . .
Largura maxima
, . . . .
Comprimento dos flutuadores . .
Numero de gomos dos f lutuadores
A. 183-11
gera@es A. 77-l
. . . . 506 m?ra 46$ rn!ya
. . . . 120
247
”
. . . . 200
”
18. ”
. . . .
14
”
Ovos de A. strodei do Grupo II
Tipo polimorfo (Fig. 8)
Observamos tambem uma unica vez uma postura de strodei cujos ovos se
enquadravam no grupo II e eram polimorfos.
*
*
*
57
A. L. A. GALVAO:'
.
~
SdBRE
ALGUMAS
ESPECIES
Anopheles (Nyssorhynchus)
DO' SUB-GEN;
NYSSORHYNCHUS
lutxi Cruz, l!Wl
Peryassh (1908) di uma figura dos ovos de My,&-hynchella Zutzi. Em outubro do corrente ano obtivemos uma oviposi@o de A. lutzi cujos ovos Go concordam corn OS figurados pew aquele ktor, ‘pelo que damos aqui o seu microfoto. (Fig. 9).
QUADRO
I
I/
Dimens&s dos ovos de: algumas eslpediase variedades do subgcnero ~~~&%ynchrs
expressas em ~&EL,
Compr
.t,.
‘Especie e variedade
.4; osuildoi oswaZdoide S. Vicente . . .
A; oszvaldoi
oswaldoide NOVOOriente. .
A. o~akdoi oswaldoi do Pana& (Rozeboom, 1938) . . . ... . . . . . . . . . . . . . . . .
*d:’ oma!doi ngmestensis
de Novo Orknte
A. oswaldoinoroestemisde Juqnii . . .
A. strodei.Grupo I, tip0 uniforme . . . .
.4. strndci Grupo I, tipo. plimorfo , , .
A. strodei Grupo II, tipo uniforme . . .
A. strodei Grupo II, tipo polimorfq . . .
A. llG&i . ..* . . . . . . . . * . ..*. I.. . . . . . . . .
EE
’ 507
443
248
209
402
380
429
501
512
1rrQ
192
221
193
151
132
120
177
330
44Q
439
287
291
247
200
424
486
443
460
506
495
*
~~~
*‘
112
93
60
63
1’
-
.
35
32
34
39
43’
21
-
18
14
36
*
Qo, exposto, yemos que o A. oswaldoi corn as suas. variedades, abraige ,toda
a es&a-de varia@es da marca@o do 2.” tarso po+erior dadas por RWT e COSTA
LnfA
para tartimubtus.
Seria necessario verificar at4 que ponto as referencias a esta ‘ultima especie se aplicam ao complexo oswaldoi & qua1 a distribui@o
geografica destas duas especies e respectivas variedades. Seria, pois, de grande
interesse examinar comparativamente todos OS estadios, e, principalmente OS ovos
destas duas especies corn material abundante do Par6 e dos Estados do Rio, Minas e SHo PaUlo.
.
.
.
E”preciso, por outro lado, fixar corn dados estatisticocsseguros, as varia@es
de os+zmZdoi
oswa!doi e oswahdoi noroestensis. Talvez corn estes dados em msos,
possamos desdobrar estas duas variedades em especies distintas, dada tambem
a sua biologia diversa.
As observa@es que fizemos n%o nos autorizam . a dizer que a morfologia dos
ovos das diferentes especies de Nyssmhynchus nso variern de forma sem a de-
vjda correspondencia corn uma ,v&iedade definida.
Contudo, o fato de .termos
abservado polimorfismo das ovos apenas em strodei, e assim mesmo corn uma
frequencia pequena, nos leva a crer que se trate de uma anomalia dos folictilos
ovarianos; pois certos tipos de ovos, coma OS sem rebordos terminais, nunca fo58
Rev.
da
Bial.
e
Vol.
9.
N.=’
1..
Eyg.
A. L. A.
ESI. IX
1938.
Figs.
1
Calvio
e
2
d
Fig.
1
urn
o\o
Esquema
de
rh?nrhus
mostrando
menjuraqio.
(Snrla.
Fig.
Oroa
da A.
oswaldoi
ostoo(doi de S. Vicente.
G.
Lorenzini
de
05
J.
.\ysso-
ponto.
Campos
de
del).
2
fot.
(Sec.
de
Desenho
da
Fat.
Med.
de
S.
Paula)
75 X.
Rev.
Vol.
de
9.
Biol. e
N.O 1.
A. L. A.
Galvio
ESI. x
Figs. 3-a e 3-b
Hyg.
1938.
Fig. 3-b
OVWI de A. nswnlrloi \ar.
rennini
fat.
Ser.
nnrn~atrnsis clr 01 ipoair?io
de Desentm I;ac. Med. Univ.
(C.
nio serenle.
S. Paulo)
68 X
Lo-
Rev.
de
Biol.
Vol.
9.
N.O
e
1.
Hyg.
A.
1938.
Est.
Figs.
Fig.
0~0s
de
Anopheles
~Vvssorhynchus~
da Far.
Med.
sp.
I’ni\.
Fig.
Ovos
de
A.
strodei
do
Serv.
do
Grupo
Profil.
I,
da
lipo
Malaria
4
(G.
Lorenzini
fot.
S.
Palllo)
73 X.
Sec.
de
Desenho
de
Desenho
5
uniforme.
de
(Fat.
S.
Paulo)
da
Sec.
75 X.
L.
A.
X1
4 e 5
Calvio
Rev.
de
Biol.
Vol.
9.
N.“
e
1.
Hyg
A.
193X.
Est.
XII
Figs.
6
Fip.
O\O~
tl~
1.
,s~mdei
do
Crupo
Profil.
I,
da
tipo
dr
Fig.
0~0s
de
A.
6
politnorfo.
Malaria
II.
.
lip0
da
L.
s.
(Vol.da
SW.
Palllo)
75 x.
de
Dewnh,,
7
(F:)t.
urlifortne.
Malaria
IIP
5.
PalllO)
da
Sec.
i.5 X.
de
do
Se,., .
de
A.
e 7
Galvio
Rev.
Vol.
de
9.
Biol.
e
N.”
1.
Hyg.
1938.
A. L. A.
Est. XIII
Fig. 8
i
Fig.
Oooa
de A.
strodei
do
Cntpo
II,
tipo polimorfo.
da Cni\.
de S.
8
(Fat.
Paula)
da Sec. de Dcsenho
75 X.
da
Fat.
de Med.
Galvio
Rev.
de
Vol.
9.
Bid.
N.0
e
Hyg.
1.
1938.
A.
L.
A.
Est.XIV
Fig.
9
Galvio
REtvISTA
ram oltservada
DE
E HYGIENE
por n&s, formando
sempre se apresentaram
OS grupos
BIOLOGIA
S(1) 51-60,
nov, 1938
uma postura uniforme.
corn seus rebordos cefalico e caudal
OS tipos uniformes
A diferenca entre
I e II de ovos de A. strodei sugCre a existencia de duas variedades
distintas desta especie.
0 conceit0 de
DAVIS
cesso de diferenciacgo,
(1928)
de estarem OS nossos ivyssorhynchus
em pro-
parece ser conf irmado pelas varia@es que observamos nos
ovos das espccies &cima referidas
e tambem na varia+o
das cerdas clipeais das
Uma rparte de nossas observa96eslem SCo Vice&e foi felta em material obtido pelo
Prof. samue1 B. Pessba quz no-lo cedeu gentilmente para e&udo, Wlo que lhe s3mos muito
grates.
OS uossos arprzdeci;rpentos
ao Dr. Morato Proenca, en& Inspetor-Chefe interilno da
Insworia d: Prujfilaxia do Impaludismo e ao Dr. L4nt~i~
Arantes Medico-Chefe do
Posts de S. Vicente pelo auxilio q
‘ ue nos prestaram naquela cida&. Igualmente somos
grates ao Dr. _Kossekigerente da Fazenda Tiete 12 a digna diretoria da Cotnpanh:a Colonizadora Brasileira, .que tornaram possivel a nossa Iper~manencia
iem Novo Or&e.
0 material mais recente foi obtido pelos funtionarios da Secc5.0 d,: Entomologia do
Servi9o de Profilaxia da Mdaria.
SUMMARY
The author makes a study of the eggs of A. o~utidoi oswaldoi and A. oswaldoi var.
tzmu~~tensisdescribing tie diffenzrce between them and comments trhe chaetoaxy of the
larval?, mpae and adult markings vvhich confirm the dist;rtlctionbetween these two varieties. The author con&&s that A. oswatioi and its varieties show the same scale of
variation on #he secondposterior tarsal as Root and Costa Lima gave of A. tnrsimnc:tlatus
from Rio de Janeino and Minas Geraes.
The eggs of A. strodei are studied and show 4 diffednt types: two types with structur-al uniformity Sn a same oviposition and the other ctwo which show in one oviposition
great variety of sha,pe. The morphology of eggs of -4. htzi is observl:d and appears to
be dif!ferent to the ones studied iby Peryrussu. A table giving the dimensions of the eggs
of these species and varieties is inch&d and the observationsare documentedwith microphotographs. The author concludesthat although it cannot be stated that Nys~or?zynckus
eggs dcrnot vary in form without corresponding to a definit variety, the fact that polymorphism has ~&en observed only in the eggs of A. strodei and even then not frequently
leads one to think that &is variation k due to anomaly in the ovarian follicles, because
cer%&nrtypesof eggs like these w4thout terminal grooves (<frills>>) were never observed.
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Mem.
60
Inst.
0.
Cruz,
f
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Observacoes sobre algumas especies do subgenera