COPA EM NÚMEROS TICIANO OSÓRIO [email protected] O gol da 3ª rodada 1. a origem O volante De Jong fica com a bola após o cabeceio de Fer, avança e, de três dedos, lança para a corrida de Robben. 2. a disparada Simultaneamente, o atacante Memphis Depay – que estava na mesma linha de De Jong – dispara para o campo de ataque do Itaquerão. Ele percorre cerca de 70 metros em 7 segundos e 65 centésimos, atingindo uma velocidade de 36,9 km/h. Sobraram gols bonitos, como o primeiro de Neymar contra Camarões, o de James Rodríguez na goleada da Colômbia sobre o Japão e o chutaço de fora da área do suíço Shaqiri contra Honduras. Pela construção da jogada, o troféu vai para o de Memphis Depay, aos 46 minutos do segundo tempo de Holanda 2x0 Chile. leonel chaves [email protected] 3. a visão de jogo Robben engata a quinta marcha e, à beira da grande área, engambela o marcador: sugere uma mudança de direção, mas vislumbra a chegada de Depay e acelera de novo. Vai à linha de fundo e cruza rasteiro, na medida exata para ficar fora do alcance do goleiro Bravo e do volante Díaz. 4. a conclusão Depay estica a perna direita e, com a ponta da chuteira, empurra a bola. Média de gols Goleadores os mais mais da primeira fase Desde que a Copa passou a ter 32 seleções, esta é a maior média de gols ao fim da primeira fase. 4 gols O chutador Cristiano Ronaldo foi embora com só um golzinho. Mas ninguém tentou mais do que ele: 23 conclusões. Benzema tem 20. O salvador Domínguez, goleiro do Equador, fez 18 defesas. Enyeama, da Nigéria, vem na cola, com 17. O corredor O carequinha Bradley, volante dos EUA, percorreu 38 km nos três primeiros jogos. O chileno Díaz (aquele que Robben e Depay botaram para correr) fez 36,7km. O caçador Timotian, volante do Irã, fez 12 faltas. 1998 2002 2006 2010 2014 2,62 2,66 2,43 2,10 2,83 3 gols Thomas Müller (Alemanha) Messi (Argentina) Neymar (Brasil) James Rodríguez (Colômbia) Enner Valencia (Equador) Benzema (França) Robben (Holanda) Van Persie (Holanda) Shaqiri (Suíça) O caçado Samaras, da Grécia, sofreu 17 faltas. YASUYOSHI CHIBA, afp Ochoa (México) Rafa Márquez (México) Rojo Giancarlos González (Argentina) (Costa Rica) Luiz Gustavo (Brasil) 2. Foi a última grande defesa em Copas de um grande goleiro. A não ser que o campeão do mundo em 2006 vá dar uma de Dino Zoff em 2018. 3. Foi, também, a última conclusão a gol de Suárez na Copa. Matuidi (França) Messi (Argentina) A defesa da 3ª rodada 1. Suárez estava a pouquíssimos metros quando desferiu o chute. O arqueiro italiano de 36 anos demonstrou uma agilidade impressionante ao se atirar para a direita, desviando a bola com o pulso. Jogo limpo Argentina – 24 faltas Alemanha – 28 faltas Espanha – 28 faltas a seleção da copa Janmaat (Holanda) Não valeu nada, afinal, depois o Uruguai fez 1 a 0 e eliminou a Itália. Mas o prêmio vai para o salto de Buffon aos 20 do segundo tempo, por três motivos: Jogo pesado Holanda – 68 faltas Costa Rica – 59 faltas Uruguai – 57 faltas Neymar (Brasil) Robben (Holanda) Thomas Müller (Alemanha) Técnico: José Pekerman (Colômbia) Subiu a placa e seis jogadores entraram. Janmaat, após o cruzamento na cabeça de Fer, no primeiro gol da Holanda sobre o Chile, assumiu a lateral direita. O argentino Rojo, no top 5 entre os atletas que mais recuperam bolas, pega a esquerda (talvez a posição mais carente do Mundial). Rafa Márquez tem sido impecável como Thiago Silva, mas, com um gol e uma assistência contra a Croácia, roubou a vaga do zagueiro brasileiro. Robben substitui Van Persie, que, suspenso, viu das arquibancadas o compatriota jogar muito de novo. E o que seria de Brasil e Argentina sem Neymar e Messi? Para a Colômbia, por sua vez, faltou lugar para James Rodríguez e Cuadrado, mas o técnico José Pekerman virou titular por equilibrar a vocação ofensiva da seleção com defesa sólida e obediência tática.