XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão. Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 FLUXOS REVERSOS DE PNEUMÁTICOS NAS ZONAS METROPOLITANAS DE JOÃO PESSOA Tatyana Karla Oliveira Régis (UFPB) [email protected] Rubenvaldo Francisco Nascimento (UFPB) [email protected] Erivaldo Lopes de souza (UFPB) [email protected] Paulo José Adissi (UFPB) [email protected] Impactos ambientais são gerados tanto pelos processos produtivos como pelos destinos dos produtos pós-consumo (descarte). Assim, intensificam-se pesquisas e estudos científicos com o propósito de desenvolver métodos e tecnologias capazes dee reentroduzir esses materiais no processo produtivo. Nos últimos anos a logística reversa tem despertado interesse tanto no contexto nacional quanto no internacional devido ao seu objetivo de contribuir para a sustentabilidade, uma vez que viabiliza a reinserção de produtos no final da vida útil ao ciclo de negócios. Neste sentido, o presente artigo analisa a gestão de pneumáticos descartados em João Pessoa sob o ponto de vista da logística reversa, explicitando os canais reversos, ou seja, de retorno dos pneus-resíduos seja para reforma, reciclagem ou o próprio descarte. A abordagem é qualitativa e a pesquisa classifica-se como descritiva com caráter exploratório, cujo instrumento foi entrevista estruturada com a recicladora e com as reformadoras. Através dos resultados, percebe-se que os pneus pós-consumo retornam para a recicladora e reformadoras onde recebem tratamento adequado. Palavras-chaves: Logística Reversa, pneumáticos, reciclagem energética, recapagem XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 1.Introdução As questões ambientais têm se tornado cada vez mais importantes no mundo dos negócios. Em nenhum momento da história estas questões tiveram tanta relevância quanto no período compreendido entre o final do século passado e o início deste século. Entre os vários problemas ambientais da atualidade encontra-se o descarte de produtos. As empresas têm criado produtos com ciclos de vida cada vez mais curtos e giro de estoques cada vez maior, o que tem contribuído para a tendência de ascensão do número de produtos descartados. A relevância do tema para o ambiente empresarial é sustentada pela preocupação dos consumidores com as questões verdes e com o desenvolvimento de uma legislação ambiental cada vez mais rigorosa. Qualquer empresa que desejar se manter no mercado e garantir sua competitividade deverá considerar a importância deste tema. O pneu tem sido um dos produtos cujo descarte tem gerado grande preocupação. A decomposição de um pneu pode demorar até 600 anos e durante este processo são liberadas inúmeras substâncias tóxicas que podem contaminar o ambiente onde se encontram. Além disso, é um produto que representa risco constante de incêndio. Sua forma ainda permite a acumulação de água, favorecendo a proliferação de insetos transmissores de doenças como a dengue (RESENDE, 2004). O número de pneus espalhados de maneira inadequada no mundo, atualmente, é superior a três bilhões. No Brasil, são produzidos cerca de 100 milhões e importados e produzidos 30 milhões/ano de novas unidades (RESENDE, 2004). A preocupação com o destino dos pneus no país passou a ser ainda maior após o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) conseguir a aprovação da Lei 257/99 que impõe aos fabricantes e importadores de pneus o descarte ambientalmente correto do produto. Nexte contexto a logística reversa tem se mostrado uma alternativa importante à problemática do descarte de produtos. Além de representar uma oportunidade para a resolução deste problema, poderá proporcionar a geração lucro após o final de sua vida útil, através da reforma, reciclagem ou reutilização do produto. Lacerda (2004) destaca que os processos de logística reversa têm trazido retornos consideráveis às empresas. Ressalta que as políticas de retorno dos produtos, adotadas pelas empresas, têm sido cada vez mais valorizadas pelos clientes e pela sociedade como um todo. As empresas que se anteciparem, buscando a implementação de processo de logística reversa com um gerenciamento adequado, irão se destacar proporcionando um melhor atendimento ao cliente e se diferenciando da concorrência. 2. Logística Reversa: Conceitos e Relevância A vida de um produto, do ponto de vista logístico, não termina com sua entrega ao cliente. Após esta fase, os produtos tornam-se obsoletos, danificam-se, ou estragam e são levados aos seus pontos de origem para conserto ou descarte (BALLOU, 2001). Têm-se então a formação do canal logístico reverso que nada mais é que um prolongamento do fluxo direto. Para Rogers e Tibben-Lembke (1999) Logística Reversa é o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo eficiente e de baixo custo de matérias primas, estoque em processo, produto acabado e informações relacionadas, desde o ponto de consumo até o ponto 2 XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 de origem, com o propósito de recuperação de valor ou descarte apropriado para coleta e tratamento de lixo. Segundo Stock (1992), a logística reversa está mais vinculada às questões do gerenciamento de materiais com risco para o meio ambiente, abordando os problemas de redução das fontes de fornecimento, problemas de reciclagem e problemas de coleta e disposição do lixo. Díaz et al (2007) defini logística como a gestão do fluxo de produtos (entendidos estes como produtos propriamente ditos, componentes, materiais e embalagens), destinados ao reprocessamento, reciclagem, reutilização ou destruição, incluindo ainda as atividades correspondentes à coleta, embalagem e desmontagem dos mesmos. A figura 1 apresenta as atividades típicas do processo logístico reverso. Retornar a Fornecedor Materiais Secundários Revender Expedir Recondicionar Embalar Coletar Reciclar Descarte Processo Logístico Reverso Figura 1- Atividades Típicas do Processo Logístico Reverso (Fonte: Lacerda, 2004) A logística reversa tem despertado interesse devido aos benefícios gerados às empresas quando utilizada como estratégia competitiva para redução de custos ou para sustentabilidade ou mesmo devido a atual legislação ambiental que coloca sob responsabilidade das empresas o retorno de seus produtos e o destino final adequado destes. Segundo Rogers (1998) as empresas especializadas em gerenciamento de fluxos de retorno experimentam um grande crescimento na demanda por seus serviços e as companhias líderes estão reconhecendo o valor estratégico de terem um sistema de gerenciamento de logística reversa. A relevância da logística reversa vai além dos benefícios gerados aos negócios empresariais estendendo-se a sociedade, pois através de suas atividades é possível diminuir a degradação ambiental atendendo aos princípios de sustentabilidade. 3. Definição e classificação dos pneumáticos O pneu, tecnicamente conhecido como pneumático, consiste em um aro de borracha, inflado por ar comprimido, com que se revestem rodas de veículos permitindo a sua locomoção. Os pneumáticos mais comuns são vistos em automóveis, ônibus, motocicletas, bicicletas e caminhões, contudo ainda podem ser encontrados em aviões, tratores agrícolas, equipamentos de construção e movimentação de materiais. Existem ainda os chamados pneus “maciços”, restritos a alguns veículos industriais, agrícolas e militares. O pneumático de um veículo automotor tem como funções básicas: suportar carga, assegurar a transmissão da potência automotriz, garantir dirigibilidade e respostas eficientes nas freadas e acelerações e contribuir, junto com as suspensões, para o conforto dos ocupantes. 3 XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) pela resolução nº 301 define pneumático como todo artefato inflável, constituído basicamente por borracha e materiais de reforço utilizados para rodagem em veículos e bicicletas. O CONAMA ainda classifica os pneus da seguinte forma: - Pneu ou pneumático novo: aquele que nunca foi utilizado para rodagem sob qualquer forma; - Pneu ou pneumático reformado: todo pneumático que foi submetido a algum tipo de processo industrial com o fim específico de aumentar sua vida útil de rodagem em meios de transporte, tais como recapagem, recauchutagem ou remoldagem; - Pneu ou pneumático inservível: aquele que não mais se presta a processo de reforma que permita condição de rodagem adicional. Os pneus automotivos apresentam, em geral, a seguinte constituição: banda de rodagem, talões, carcaças e flancos, conforme pode ser visualizado na figura 2. Figura 2 - Estrutura do Pneu Carcaça: É a estrutura interna do pneu cujas funções são reter a pressão causada pelo ar e sustentar o peso do veículo. Talão: Possui uma forma de anel sendo constituído por diversos arames de aço de alta resistência, recobertos por borracha. Sua função é manter o pneu acoplado ao aro impedindo vazamentos de ar. Flancos: Constituem a parte lateral do pneu e tem a função de proteger a carcaça. São constituídos de borracha com alto grau de elasticidade. Banda de rolagem: É a parte do pneu que entra em contato direto com o solo. Sua função é proporcionar aderência, boa tração, estabilidade e segurança do produto. 5. O Problema dos Pneumáticos Inservíveis O grande desafio da sociedade é fornecer uma disposição final para o pneu-resíduo de forma que cause nenhum ou o mínimo impacto ambiental e social. As formas de disposição a céu aberto não consistem em uma solução adequada, pois os pneumáticos de todos os tipos, desde os de bicicleta aos de avião são rigorosamente projetados e confeccionados para serem indestrutíveis levando cerca de seiscentos anos para se degradarem; além do mais existe a possibilidade de acumularem água das chuvas, servindo como local para procriação de mosquitos causadores de doenças tropicais. 4 XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 Ainda existe o risco constante de incêndio, uma vez que os pneus são compostos de material altamente inflamável. Caso ocorra um incêndio, fumaças altamente tóxicas, contendo substâncias cancerígenas, como carbono e enxofre, contaminam o ar, além dos pneus liberarem um óleo que se infiltra e contamina os lençóis freáticos. Outra forma comum de descarte, e a mais utilizada atualmente, é a disposição em aterros sanitários, que também é problemática (absorção dos gases liberados pela decomposição da matéria orgânica), por serem de difícil compactação, o que reduz a área utilizada nos aterros. Por outro lado, a trituração, que resolveria o problema da compactação, é um processo caro. No Brasil, a preocupação com o gerenciamento de pneu-resíduo resultou na aprovação da Resolução nº 258 de 26 de agosto de 1999, criada pelo CONAMA. Esta resolução delibera a respeito da coleta e destinação final dos pneus inservíveis, ficando proibidas as destinações de pneumáticos tais como a disposição em aterros sanitários, mar, rios, lagos ou riachos, terrenos baldios e queima a céu aberto. Tal resolução coloca sob responsabilidade das fábricas e importadoras a coleta e a destinação final, ambientalmente adequada, dos pneus inservíveis no território nacional, na proporção definida pela resolução relativamente às quantidades fabricadas e/ou importadas, além disso, devem comprovar junto ao IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) o destino dado a cada pneu recolhido. Os pneus inservíveis existentes no Brasil deverão ser coletados e direcionados a depósitos temporários onde aguardarão uma destinação final ambientalmente adequada através de processos de reciclagem (CONAMA, 1999). A resolução entrou em vigor em janeiro de 2002 e a mesma define que deste ano até 2005 deverão ser recolhidos e destinados corretamente os pneus, conforme a tabela 1 que demonstra a proporção entre a quantidade produzida e a quantidade mínima que deverá ser recolhida. DATA DE INÍCIO QUANTIDADE DE PNEUS NOVOS OU REFORMADOS DESTINAÇÃO FINAL 01/01/2002 QUATRO pneus novos UM pneu inservível 01/01/2003 DOIS pneus novos UM pneu inservível UM pneu novo UM pneu inservível QUATRO pneus reformados CINCO pneus inservíveis QUATRO pneus novos CINCO pneus inservíveis TRÊS pneus reformados QUATRO pneus inservíveis 01/01/2004 01/01/2005 Fonte: Adaptado de CONAMA, 1999 Tabela 1 – Proporcionalidade de coleta de pneus Devido a estas exigências legais intensificou-se a busca por soluções para a problemática dos pneumáticos inservíveis, tais como: a redução, a reciclagem, e reutilização em objetos artesanais. O tópico seguinte abordará estas questões em maior detalhe. 6. Alternativas de Fluxos Reversos para Pneumáticos Usados e Inservíveis 5 XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 A expansão do transporte rodoviário e a utilização de pneus trazem consigo o problema da destinação destes ao fim de sua vida útil, entretanto a logística reversa tem sido cada vez mais utilizada no gerenciamento dos pneus descartados com o objetivo de contribuir para a redução do passivo ambiental e para o aumento da sustentabilidade. Uma vez que a disposição final de pneus inteiros em aterros é simplesmente inaceitável, outros fluxos logísticos reversos devem ser considerados, tais como reforma, reciclagem e a reutilização. A remanufatura consiste em remover a banda de rodagem desgastada para que então, através de um novo processo de vulcanização, seja inserida uma nova banda de rodagem no pneu. A remanufatura é realizada com o propósito de ampliar o ciclo de vida útil dos pneus e pode ser classificada em três tipos: recauchutagem, recapagem e remoldagem. A recapagem é o processo de reconstrução do pneu através da substituição da banda de rodagem. A recauchutagem é processo de reconstrução do pneu através da substituição da banda de rodagem e dos ombros e a remoldagem é processo de reconstrução do pneu através da substituição da banda de rodagem, dos ombros e de toda a superfície de seus flancos, este processo também é conhecido como recauchutagem de talão a talão. (Resolução 258/99 – CONAMA). È importante mencionar que embora usado é necessário que o pneu atenda as condições mínimas de qualidade (estrutura intacta e banda de rodagem com sulcos e saliências que permitam sua aderência ao solo) para que seja passível de reforma. Infelizmente, a remanufatura não soluciona o problema dos pneus inservíveis, mas posterga a sua destinação final, reduzindo os impactos ambientais. Além disto, um pneu só pode ser reformado um número limitado de vezes, ou seja, em algum momento os pneus se tornarão inservíveis e necessitarão de disposição adequada. Neste caso os pneumáticos podem ser reciclados ou reutilizados. Segundo Novaes (2004) reciclagem é o processo em que componentes de produtos já usados sofrem transformação de forma que a matéria-prima neles contida possa ser reincorporada à fabricação de novos produtos. Pode-se recuperar o valor dos pneus inservíveis através da reciclagem energética, química ou mecânica. A reciclagem energética consiste num processo tecnológico de recuperação da energia contida nos resíduos através da queima destes a altíssima temperatura. A energia contida nos resíduos pode ser convertida em energia elétrica ou mesmo em energia térmica. Um exemplo desse processo é a queima de pneus em caldeiras e fornos rotativos de clínquerização. Segundo Cempre (2008) os principais usuários de pneus em caldeiras são as indústrias de papel e celulose e de produtos alimentícios, e em fornos rotativos são as fábricas de cimento, que podem usar até a carcaça inteira e aproveitam alguns óxidos contidos nos metais dos pneus radiais. A reciclagem química visa recuperar compostos químicos que deram origem aos materiais plásticos ou seus compósitos. Isso é possível com a quebra parcial ou total das moléculas dos resíduos plásticos, selecionados e limpos através de reações químicas (CEMPRE, 2008). Conforme Segre (1999) dentre os métodos de reciclagem química utilizados com pneumáticos inservíveis pode-se citar a pirólise-produção de vapor de óleos, gases (combinação de etileno, propileno e butileno), negro de fumo e compostos aromáticos como benzeno e tolueno; Gaseificação-produção de metano; e hidrogenização - produção de óleos leves, gasolina, gases e óleos lubrificantes. Ainda segundo Segre (1999) tais métodos de reciclagem apresentados se utilizam de processos complexos (altas pressões, temperatura controlada) para 6 XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 gerar combustível sólido, líquido e gasoso. A reciclagem mecânica por sua vez consiste na redução de tamanho e reprocessamento dos materiais transformando-os em matéria prima secundária. Esse tipo de reciclagem fecha o ciclo de reciclagem de um produto, que pode voltar a ser utilizado como matéria-prima para gerar o mesmo produto que fora, ou um novo produto, continuando a contribuir com a indústria (CEMPRE, 2008). Muitas das possíveis aplicações dos pneus inservíveis requerem uma trituração prévia até o tamanho adequado do uso especifico que se deseja dar. Dentre os métodos de trituração existentes destacam-se a recuperação e a regeneração. A recuperação consiste na simples trituração dos pneus e moagem dos resíduos, reduzidos a pó fino. A borracha contida nos resíduos, na forma vulcanizada, não sofre modificação e não é separada dos demais compostos. Os pneus recuperados são normalmente utilizados na mistura com asfalto para a pavimentação de vias e pátios de estacionamento e nas fábricas de cimento. A borracha recuperada e triturada por já se encontrar no estado vulcanizado, não pode ser utilizada como substituto da borracha crua na produção de artefatos. Entretanto, devido a seu custo reduzido e baixo peso específico, podem ser empregados como elemento da carga na produção de saltos e solados de calçados, mangueiras, tapetes para automóveis, entre outros (ANDRIETTA, 2002). A regeneração ou desvulcanização pode ser feita por vários processos - alcalino, ácido, mecânico e vapor superaquecido. Na regeneração os resíduos passam por modificações que os tornam mais plásticos e aptos a receber nova vulcanização, mas não têm as mesmas propriedades da borracha crua sendo, geralmente, misturado a ela para a fabricação de artefatos. No processo de regeneração, utilizado para pneus, a borracha é separada dos outros componentes e desvulcanizada, o arame e a malha de aço são recuperados como sucata de ferro qualificada, o tecido de nylon é recuperado e utilizado como reforço em embalagens de papelão (ANDRIETTA, 2002). Apesar do grande emprego de pneus dos fluxos reversos para reforma ou reciclagem, ainda existe o retorno dos pneumáticos para reutilização. O termo reutilização designa o resíduo que é aproveitado sem que tenha sofrido uma transformação. A reutilização refere-se a qualquer prática ou técnica que permite a reutilização do resíduo, sem que o mesmo seja submetido a um tratamento que altere as suas características físicoquímicas (CETESB, 1998 apud KAMIMURA, 2002). Os pneus inteiros têm sido utilizados como cercas, estrutura de recifes artificiais no mar, bebedouro para o gado, objeto de decoração para jardinagem, em margens de rios para evitar desmoronamentos, na construção de quebra-mares, na construção de parques infantis (obstáculos ou balança, embaixo dos brinquedos ou nas madeiras para amenizar as quedas e evitar acidentes), no controle da erosão do solo e na drenagem de gases em aterros sanitários. Conforme foram apresentados, vários fluxos logísticos reversos podem ser utilizados para minorar os impactos ambientais gerados pelo descarte dos pneus entretanto os mais utilizados no Brasil são a recauchutagem e a reciclagem energética e a pirólise. 7. Geração de Pneus Inservíveis em João Pessoa Pode-se estimar a geração de pneumáticos inservíveis tendo-se conhecimento da frota de veículos e da quantidade de pneus vendida no país. Logo, pode-se estabelecer uma relação de proporcionalidade entre a frota e a quantidade de pneus para cada estado, e, 7 XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 conseqüentemente, para cada município. Segundo dados da Associação Nacional da indústria de pneumáticos, ANIP (2008) a quantidade de pneus vendida em 2008, 2007 e 2006 foram respectivamente 64.200.000 milhões 63.100.000, e 57.200.000 unidades anuais. O levantamento de dados sobre a frota de veículos foi realizado junto ao DENATRAN - Departamento Nacional de Trânsito. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo do estado de São Paulo, cerca de 22 milhões de pneus são trocados anualmente no Brasil, sendo 46,8% de pneus usados que podem retornar ao mercado para serem ainda utilizados nos veículos ou submetidos a algum tipo de reforma e 53,2% de pneus inservíveis que não tem mais utilização veicular (ANIP, 2008). Neste contexto, foi realizada a estimativa de pneus inservíveis descartados anualmente em João Pessoa. Ano Frotas (Brasil) Frota (João Pessoa) Pneus/ano PI (53%) 2006 45.372.640 148.377 187.004 99.112 2007 49.644.025 164.264 208.788 110.658 2008 54.506.661 183.771 216.452 114.719 Tabela 2 - Quantidade estimada de pneus inservíveis em João Pessoa Como pode ser observada, em 2007, a quantidade de pneumáticos inservíveis de João sofreu um aumento percentual de 11,6% em relação a 2006. Comparando as quantidades de pneusresíduos geradas em 2007 e 2008 verifica-se que o aumento percentual baixou para 3,6%, passando a ser menos significativo. 8. Os Fluxos Reversos de Pneus Descartados em João Pessoa Ao analisar a aplicação da logística reversa aos pneumáticos descartados em João Pessoa percebe-se a existência de dois fluxos reversos significantes; o retorno dos pneus usados ou inservíveis até a sua reciclagem energética nos fornos de clínquer da CIMPOR (fluxo reverso denominado oficial por abranger maior número de pneumáticos), e o retorno dos pneus usados, mas passíveis de reforma até as recapadoras da cidade (fluxo reverso denominado não oficial por limitar-se a pneus de carga). 8.1 Reciclagem Energética de Pneumáticos (Fluxo Reverso Oficial) Conforme a resolução 258/99 do CONAMA, as empresas fabricantes e importadoras de pneus para uso em veículos automotores são responsavéis pela coleta e destinação final ambientalmente adequada dos pneus inservíveis existentes no território nacional. Essas empresas só poderão fabricar e importar mediante a apresentação de um documento junto ao IBAMA comprovando a destinação final, de forma ambientalmente adequada, das quantidades de pneus inservíveis estabelecidas no art. 3° da referida resolução. Pressionada por esta resolução a BS Colway, empresa importadora de pneus, fundou o projeto “Curitiba Rodando Limpo” com o objetivo de eliminar os pneus-resíduos do meio ambiente fornecendo-lhes destinos ecologicamente corretos como, por exemplo, a queima destes em 8 XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 fornos de clínquer de cimenteiras em substituição ao coque de petróleo. O programa rodando limpo expandiu-se e conta hoje com várias ecobases (centrais que captam pneus) espalhadas por todo o país. Em 2005 o projeto Rodando limpo chega ao Nordeste mediante parceria entre a CIMPOR e BS Colway. Nesse ano o programa Nordeste Rodando Limpo contava apenas com a ecobase João Pessoa localizada na própria planta da CIMPOR a qual recebeu pouco mais de 3.093 toneladas de pneus inservíveis. Estes foram queimados nos fornos de clínquer da cimenteira. Em 2006 foram criadas as ecobases de Recife e Maceió aumentando para 7.200 o número de toneladas de pneus captados. Em 2007, este número ultrapassou 10.000 toneladas e até o mês de novembro de 2008, chegou a 12.700 toneladas, com uma média de 750 toneladas por mês apenas na unidade de João Pessoa, o que representa em termos percentuais, 52% do total recebido. Atualmente o programa Nordeste Rodando Limpo possui três ecobases localizadas em Recife/PE, João Pessoa/PB e São Miguel dos Campos/AL, entretanto apenas as duas últimas unidades destroem estes resíduos em seus fornos. Em João Pessoa os pneumáticos retornam dos proprietários de automóveis, revendedores, borracheiros, reformadores, sucateiros e da prefeitura até os fornos da CIMPOR. Revendedoras e borracharias formam o denominado mercado de troca de pneumáticos, sendo assim as principais fontes de geração de pneus-resíduos. Estas organizações armazenam os pneus descartados pelos usuários de veículos e posteriormente transportam-lhes até a CIMPOR-PB. Pneumáticos impassíveis de remanufatura são deixados nas reformadoras e são vendidos a CIMPOR-PB assim como os resíduos provenientes do processo de reforma. Os sucateiros e a prefeitura também participam deste fluxo reverso mediante o recolhimento dos pneus abandonados nas ruas da cidade. Dentro do fluxo logístico reverso a CIMPOR-PB atua como recicladora energética, comprando pneus para queimar em seus fornos de clínquer. Como recicladora a CIMPOR-PB possui como responsabilidade a emissão de certificados comprovando a destruição dos pneusresíduos. Tais certificados são vendidos a qualquer empresa fabricante ou importadora de pneus para que apresentados junto ao IBAMA a empresa consiga a liberação para produzir ou importar pneus A CIMPOR-PB compra pneus de seus associados (tanto de pessoas físicas como jurídicas de diversas cidades), pagando R$ 0,40 por uma unidade de pneu de passeio, R$ 0,80 por uma unidade de pneu de camionete e R$ 2,00 por uma unidade pneu de ônibus ou caminhão ou ainda R$ 80,00 por uma tonelada de pneus. Os pneus de passeio consistem nos mais freqüentes. A CIMPOR-PB recebe em média 800 t/mês de pneus, entretanto possui capacidade de queimar apenas 400 t/mês, o que consiste em grave problema, pois quando os galpões chegam a sua capacidade máxima os pneus passam a ser estocados ao ar livre entrando em conflito com a secretaria da saúde no combate ao foco do mosquito da dengue. Na tentativa de mitigar o problema os pneus são cobertos com lonas ou enviados as outras unidades do programa. Porém uma solução para o problema é aumentar o número de pneus queimados para 700 toneladas mensais. Os fornos da CIMPOR-PB são capazes de queimar os mais diversos resíduos como pneus, borracha de sandálias, bagaço de coco, cetreo (mistura de diversos materiais) entre outros. “O coque de petróleo é a nossa matriz energética e os outros resíduos são combustíveis 9 XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 alternativos, onde nossa meta é de chegarmos a 20% de substituição térmica. A cada ano essas metas são alteradas ou não” (Paulo Assis, gerente de produção). Ainda segundo Paulo Assis o ideal é substituir totalmente o coque de petróleo importado dos EUA e Venezuela uma vez que o petróleo é um recurso natural não renovável. Atualmente se queimam os pneus inteiros ou picados. Acredita-se que os pneus inteiros possuem poder de queima maior, contudo queimar os pneus inteiros apresenta como desvantagens a perda de energia e o risco operacional, ambas devido ao fato de que a cada 30 segundos a 2 minutos o forno é aberto para o lançamento de um pneu, não sendo possível lançar dois pneus ao mesmo tempo devido à potencialização do risco operacional. Já a queima de pneumáticos picados não acarreta em perda de energia, mas por outro lado possui maior custo operacional, pois os pneus precisam ser picados em máquinas adequadas, transportados, além de as máquinas necessitarem de manutenção periódica. Ainda apresenta como desvantagem a necessidade de retirar o talão (virola) dos pneus grandes antes de introduzi-los na máquina para serem picados. Devido à má condição em que se encontra a máquina utilizada para picar pneus na planta da CIMPOR em João Pessoa, esta se limita fragmentar pneus pequenos, sendo os grandes lançados inteiros nos fornos. Apesar de estar um pouco deteriorada a máquina de João pessoa possui capacidade de picar 10 t/h enquanto a de São Miguel fragmenta de 2 a 3 t/h. Os pneus participam do processo não só como fonte de energia ecológica (combustível), mas como matéria-prima, pois alguns óxidos e minérios de ferro encontrados no aço são incorporados ao cimento. Um pneumático possui arame de aço em seu talão o que significa de 3 a 5% do peso do pneu, logo alguns minérios de ferro encontrados no aço são incorporados ao cimento reduzindo a utilização do minério de ferro e proporcionando também uma redução de custos. A figura 3 ilustra o processo do Fluxo Reverso Oficial. Consumidores Borracheiros Pneus Descasrtados Revendedores Recicladora Energética Reformadores Sucateiros Prefeitura Figura 3 - Fluxo Reverso Oficial-Reciclagem Energético 8.2 Processo de Recapagem de Pneumáticos (Fluxo Reverso não oficial) Não há nenhuma reformadora de pneumáticos em João Pessoa, porém encontram-se quatro reformadoras em sua região metropolitana as quais foram objeto de análise deste trabalho. Todas estas reformadoras realizam apenas o processo de recapagem, que consiste na reconstrução do pneu através da substituição da banda de rodagem. O processo de recapagem 10 XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 é formado pelas seguintes operações: inspeção (análise pormenorizada do estado de conservação do pneu), raspagem (remoção da banda de rodagem remanescente), escoriação (reparação de avarias), colagem (visa o aumento da fixação da nova banda), enchimento (reposição do material retirado na escoriação), aplicação das bandas (através da recapagem a frio ou a quente), montagem e vulcanização (garante maior fixação da banda de rodagem). Todas as reformadoras entrevistadas afirmaram recuperar apenas o pneu de carga, possuindo como clientes proprietários de caminhões, transportadoras, empresas de transporte rodoviário, locadoras de automóveis e empresas que possuem frota de veículos própria, ou seja, os pneumáticos retornam tanto da pessoa física como jurídica até as recapadoras. Com relação ao sistema de trabalho 75% das recapadoras se limitam à venda do serviço de renovação do pneu, cobrindo os pneus de seus clientes, logo não possuem nenhum custo na aquisição dos pneus nem loja própria. Apenas uma recapadora produz pneus recapados para estoque, no caso em que recebe pneus usados dos clientes como forma de pagamento, entretanto isto não ocorre com muita freqüência. A produção média mensal as de pneus recapados de acordo com as reformadoras A, B, C e D é respectivamente 880, 800, 520 e 500 unidades o que significa uma redução mensal de 2700 do total de pneus descartados. Quando perguntadas sobre a realização de inspeções antes de aceitar os pneumáticos, todas as reformadoras foram unânimes em dizer que realizam tais inspeções. Os três principais critérios para aceitação dos pneus de acordo com as empresas entrevistadas foram: vida útil de no máximo 3 anos, danos pequenos e borracha remanescente com até 3 mm. Embora realizem inspeções antes de aceitar um pneu é comum à aceitação de pneumáticos impassíveis de renovação, pois 75% das reformadoras confirmaram a ocorrência de falhas no sistema de inspeção. Outro fato interessante é a diferença entre as proporções de pneus que chegam e que saem da recapadora, pois de acordo com três empresas, 5%, 20% e 30% dos pneus que chegam à empresa são recusados durante a operação de inspeção ou mesmo durante o processo. A aceitação de pneus inservíveis aliada a rejeição de alguns pneumáticos que chegam à recapadora contribuem para geração de pneumáticos nestes pontos da cidade. Todos os pneumáticos inservíveis deixados nas recapadoras bem como os resíduos provenientes do processo de produção são vendidos a CIMPOR-PB. Neste contexto as recapadoras possuem uma importante participação no ciclo logístico reverso dos pneumáticos inservíveis, uma vez que o processo de recapagem prolonga a vida útil de cerca de 32400 pneus por ano, postergando assim o descarte de pneus-resíduos e diminuindo o passivo ambiental. Além disto, o retorno de pneus velhos às recapadoras consiste no fluxo reverso não-oficial, o qual contribui com o fluxo reverso oficial (retorno a CIMPOR) mediante a venda dos pneus inservíveis. A figura 4 ilustra o processo do Fluxo Reverso Não Oficial. Caminoneiros Transportadoras Pneus Descasrtados Locadoras Recapadoras Empresas (Frota própria) Empresas (Transp. Rodoviário) 11 XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 Figura 4 - Fluxo Reverso Não Oficial (Recapadoras) 9. Considerações Finais O descarte inadequado dos resíduos sólidos, em especial o dos pneus, gera danosos impactos ao meio ambiente, através das substâncias tóxicas liberadas em seu processo de decomposição e até mesmo do risco de incêndio. As legislações ambientais criadas para tratar dos problemas inerentes aos pneumáticos inservíveis têm incentivado o estudo de métodos e tecnologias viáveis para aproveitamento deste tipo de pneu. É nesse contexto que a logística reversa pós-consumo atua, estudando maneiras de como um produto descartado pela sociedade pode retornar ao ciclo de negócios. Sendo assim, a logística reversa tem contribuido para o atendimento da resolução 258/99 do CONAMA que impõe aos fabricantes e importadores de pneus o descarte ambientalmente correto do produto.Além de representar uma oportunidade para resolução deste problema a logística reversa poderá proporcionar geração de lucro através da reforma, reciclagem ou reutilização do produto. No presente trabalho verificou-se que em João Pessoa as medidas propostas pela resulução 258/99 estão sendo seguidas, uma vez na cidade atua um forte canal logístico reverso mediante a reciclagem energética nos fornos de clínquer da CIMPOR. Os pneumáticos escoam dos revendedores, reformadoras, borracharias, sucateiros, prefeitura e consumidores finais até a CIMPOR. Além do canal reverso para a reciclagem energética, existe a recapagem de pneumáticos. Uma menor quantidade de pneus escoam dos proprietários de caminhões, transportadoras, empresas de transporte rodoviário, locadoras de automóveis e empresas que possuem frota de veículos própria, até as recapadoras da cidade. É importante ressaltar que em João Pessoa não existem fábricas nem importadoras de pneumáticos, entretanto existem revendoras dessas fábricas, que possuem depósitos onde os pneus são armazenados e posteriormente enviados a CIMPOR. A responsabilidade pela coleta é então transmitida para os distribuidores, revendedores, borracharias e consumidores finais, obedecendo, dessa forma, a legislação em vigor. Verificou-se que a reciclagem energética de pneumáticos representa ganhos ambientais à medida que promove a redução na exploração de recursos naturais não renováveis assim como representa alguns ganhos econômicos para a CIMPOR-PB: venda de certificados, economia de combustível e economia com minerais. Não obstante, observou-se ainda, que embora a CIMPOR tente resolver o problema recebendo uma quantidade de pneus acima de sua capacidadade, ocorre um problema com o armazenamento dos mesmos. No que concernem as recapadoras, estas desempenham um papel importante no ciclo reverso dos pneus inservíveis, de tal forma que o fluxo não oficial contribui com o oficial à medida 12 XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão Salvador, BA, Brasil, 06 a 09 de outubro de 2009 que os pneus abandonados nas recapadoras e os resíduos provenientes do processo são vendidos a CIMPOR. Referências ANDRIETTA, A., J. Pneus e o Meio Ambiente: Um grande problema requer uma grande solução. Outubro 2002. Disponível em:<http://www.reciclarepreciso.hpg.ig.com.br/recipneus.htm>. Acesso em: maio 2008. ANIP - Associação Brasileira da Indústria de Pneumáticos. www.anip.com.br Acesso em 11/11/2008 CEMPRE - Compromisso Empresarial com a Reciclagem, www.cempre.org.br. Acessado em 10/01/2008. CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução N° 258, de 26 de agosto de 1999. 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