Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 A EXPANSÃO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL E OS ASPECTOS PEDAGÓGICOS ESQUECIDOS OLIVEIRA, Diene Eire de Mello Bortotti de (UEM) GASPARIN, João Luiz (Orientador/UEM) Agência Financiadora – Fundação Araucária O ensino a distância não é novo no Brasil. No entanto, a legislação educacional só permitiu seu funcionamento formal a partir de 1996. De acordo com Alves (2009), antes de 1900, já existiam anúncios em jornais do Rio de Janeiro de cursos profissionalizantes por correspondência. O rádio (décadas de 1920 a 1940) e a televisão após os anos de 1960, foram importantes para ampliar o escopo do ensino a distância que passou a utilizar tecnologias aliadas ao material impresso enviado pelo correio. No entanto, em sua grande maioria, os cursos ofertados faziam parte do sistema informal de ensino. Para Alves (2009), a história da ead no Brasil pode ser dividida em três momentos: o inicial, o intermediário e outro mais moderno. Na fase inicial, os aspectos positivos ficam por conta das escolas internacionais (1904), seguindo-se a Radio Difusão do Rio de Janeiro (1923). Na fase intermediária, destaca-se o trabalho do Instituto Universal Brasileiro (1941), Instituto Monitor (1939) que capacitaram brasileiros para o mercado de trabalho, no segmento da educação profissional. No campo da educação superior, a UnB (1973), constitui-se como base para os programas de projeção. Na fase mais moderna, destaca-se a (Associação Brasileira de Teleducação (ABT), 1971, o Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação (Ipae), 1973 e a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED). Estas instituições contribuíram grandemente para o desenvolvimento da Ead no Brasil). Muitos profissionais de áreas técnicas foram formados pelos cursos a distância. Porém, como o ensino profissionalizante desde sua origem esteve à margem do sistema de ensino, algumas ações da EaD são sempre desconsideradas nos relatos históricos. 1 Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 Em virtude da aprovação da LDB 9394/96, que tornou essa modalidade de ensino legal, a oferta de tais cursos cresceu rapidamente. Tal modalidade de ensino possibilitaria o acesso de muitos jovens e adultos aos cursos superiores. Desta forma, atuaria também na formação de professores sem formação adequada em todo país. O número de instituições que passaram a ofertar cursos a distância triplicou nos últimos anos. A oferta desses cursos superiores no Brasil cresceu 571% entre 2003 e 2006. E o número de alunos avançou 356% em três anos. De acordo com o MEC, 73% estão em escolas particulares. A todo o momento o surgem novos pedidos de credenciamento de instituições e solicitação para abertura de novos cursos. De acordo com o Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (AbraEAD), em sua edição 2008, mais de 2,5 milhões de brasileiros estudaram em cursos com metodologias a distância no ano de 2007. No caso específico do levantamento da Abraead, a pesquisa inclui não só os alunos em cursos de instituições credenciadas pelo Sistema de Ensino, mas também grandes projetos de importância regional ou nacional, como os da Fundação Bradesco, Fundação Roberto Marinho e os do Grupo S (Sesi, Senai, Senac, Sebrae etc). Dadas as condições econômicas e sociais do país, no período de promulgação da citada LDB, as estatísticas apontavam, em 1998, que havia aproximadamente 830 mil professores sem formação de nível superior atuando na educação básica brasileira (censo INEP/MEC, 1998)1. Como a Lei propunha que ao final da Década da Educação somente seriam admitidos professores habilitados em nível superior ou formados por treinamento em serviço, ocorreu uma grande corrida por professores que apenas tinham o magistério em nível médio em busca de certificação. A conjuntura abriu um grande nicho de mercado para as instituições de ensino, destacando-se, nesse contexto, as universidades e instituições privadas de ensino que 1 Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais – Órgão ligado ao Ministério da Educação do governo brasileiro. 2 Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 logo deram conta de ampliar sua oferta de cursos, criando a modalidade a distância. Essa expansão deu-se em condições pouco confiáveis para qualificação do professor. Em muitos casos, prefeituras que realizaram convênio a fim de atender a legislação vigente no intuito de garantir a certificação de seus professores decidiram ou estão ainda decidindo na justiça a validade de diplomas referentes a cursos sem reconhecimento pelo Ministério da Educação. Já em 2005 dos 189 cursos de graduação a distância ofertados, 99 eram relacionados à formação de professores. (INEP, 2005). Analisando o contexto em que se insere a educação brasileira, parece pouco provável que haja grande preocupação com a formação de professores. Poderíamos apontar que o crescimento desmedido de cursos de formação de professores na modalidade a distância, nos últimos anos, pode ser considerado como negligência dos órgãos públicos ligados à educação. Em um país que não possui experiência alguma na educação formal nessa modalidade de ensino, seria ingenuidade de nossa parte conceber que tal processo se desse forma qualitativa. Todavia, ao convivermos em uma sociedade capitalista, onde também a educação passa a ser um produto, insere-se um contexto que difere das preocupações com a formação do indivíduo e do cidadão para se localizar e outro âmbito da questão. Ou seja, as instituições de ensino, são empresas que precisam de lucro para sua sobrevivência. Para tanto, a massificação é fundamental para que tal objetivo seja atingido. A educação a distância representou e ainda representa “o canto das sereias” também para as universidades públicas, que ao verem seus subsídios e salários serem reduzidos a cada dia, são seduzidas a ofertar programas e projetos de capacitação financiados pelo próprio estado. Assim, ao invés de se propor investimentos e políticas para a ampliação gradativa das vagas e melhoria das condições de trabalho e salário dos professores, o próprio estado anda na contramão dos problemas postos. 3 Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 De acordo com Bessa (2007), ao analisar as políticas de reformulação da chamada nova universidade, muitas são as estratégias utilizadas pelo governo federal, entre elas o estímulo à expansão e subsídios para oferta de educação a distância. O Financiamento Estudantil (FIES) e também pelo PROUNI fortalecem a ideologia da igualdade educacional no âmbito do ensino superior, na corrida pelo diploma. Trata-se de um histórico processo de engabelamento, visto que a diplomação em massa tem se dado em um ensino de baixa qualidade, cujos reflexos são percebidos pelos egressos quando de suas tentativas de inserções no mercado de trabalho. Nas licenciaturas, o problema se agrava. Dados do INEP, apontam que os alunos dos cursos de licenciatura no Brasil, são pessoas oriundas de classes com baixo poder aquisitivo, sendo que estes alunos estão quase sempre matriculados nos cursos noturnos. São geralmente alunos trabalhadores que não possuem tempo disponível para se dedicar a projetos de pesquisa e extensão, a vivenciar a Universidade. Se isto já ocorre em instituições com grande tradição e com espaços e tempos específicos para esta interação que dirá em cursos rápidos, onde professor e alunos interagem por uma linha 0800, ou via e-mail. Marques e Pereira (2001) apontam que é essencial enfatizar que a dificuldade de os alunos manterem o seu sustento durante a graduação, a baixa expectativa de renda em relação à futura profissão e o declínio do status social da docência fazem com que os cursos de licenciatura, tanto em instituições públicas como privadas, vivam em constante crise. Para Oliveira Netto (2005) as elites dominantes têm tratado a educação como um supermercado: quem tem dinheiro entra e compra; pra quem não tem fica de fora, olhando o grupo privilegiado aproveitar o que comprou. A conseqüência disso é a marginalização de um grande contingente de pessoas, que enfrentarão grandes dificuldades no mercado de trabalho. A situação brasileira não é muito diferente da enfrentada por vários países; como em outros lugares, existe uma enorme distância entre as classes sociais e a desigualdades chegam, invariavelmente, à sala de aula. Tal modalidade de ensino é aparentemente mais democrática do que a presencial, pois tem permitido que jovens e adultos tenham acesso a um curso superior. Todavia, a 4 Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 formação de professores apesar de tarefa aparentemente simples, apresenta grande complexidade, pois deve dotar o professor de instrumentos que o levem a reelaborar junto a seus alunos os conhecimentos científicos-culturais e enfrentar as situações adversas do cotidiano escolar a partir de uma prática reflexiva. De acordo com Mizukami ( 2002), a situação da instituição escolar se torna hoje mais complexa ao aderir a uma concepção de formação do cidadão. Amplia-se desta forma, a complexidade para a esfera da profissão docente, que já não pode mais ser vista como reduzida ao domínio dos conteúdos das disciplinas e das técnicas para transmiti-los. Aprender a ser professor, nesse contexto, não é, portanto, tarefa que se conclua após estudos de um aparato de conteúdo e técnica de transmissão deles. É uma aprendizagem que deve se dar por meio de situações práticas que sejam efetivamente problemáticas, o que exige o desenvolvimento de uma prática reflexiva competente. Exige ainda que, além de conhecimentos, sejam trabalhadas atitudes, as quais são considerados tão importantes quanto os conhecimentos (MIZUKAMI, 2002, p.12), Para Tardif (2008), todo trabalho humano consiste em manipular informações, construir uma representação de seu próprio trabalho, antes de executá-lo. No caso dos trabalhadores intelectuais, como os professores, não fazem mais que utilizar informações; essas constituem ao mesmo tempo o processo, a matéria e o resultado do trabalho. O professor atua num meio complexo, vivo, onde múltiplos fatores interagem simultaneamente. Se a atuação do professor no ensino presencial já carrega grande complexidade, no ensino mediado pelas tecnologias, tal complexidade se avoluma, visto que professor e aluno estão em espaços diferentes, quando não, em tempos diferentes. A interação é mediada pelos meios eletrônicos, exigindo de alunos e professores novas atitudes e comportamentos. O professor por sua vez, necessita de criar, aprender e estabelecer novos formatos de aula, de linguagem e também de atividades avaliativas, e porque não dizer, uma nova didática. 5 Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 O trabalho do professor envolve os meandros das relações entre pessoas que possuem emoções, sentimentos e juízos de valor. O professor não é uma máquina que reproduz o que está descrito nos livros didáticos, mas reelabora o conteúdo a partir do seu conhecimento prévio e de seu referencial, da sua visão e percepção de mundo. Entretanto, as políticas públicas parecem dar mais ênfase aos dados relativos à avaliação, como Ideb, Enem, esquecendo-se do professor como sujeito ativo neste processo. A mídia e órgãos governamentais costumam alardear a precariedade da educação a cada resultado de avaliação realizada, divulgando o baixo rendimento dos alunos. Tais notícias, via de regra, não levam em conta a precariedade da formação de professores. Quando isso ocorre, ao invés de buscar alternativas e políticas públicas que possam contribuir para a melhoria do ensino, surgem alternativas paliativas de curto prazo. De acordo com Torres, (apud Mizukami, 2002), o discurso sobre o novo papel docente parece estar desconectado da necessidade de um novo modelo de formação. As políticas públicas recaem sobre o rendimento escolar, desconsiderando a questão fundamental da aprendizagem daquele que ensina. A conclusão de Torres referendada por Mizukami faz a seguinte alerta: Nos projetos de melhoria da qualidade de ensino, financiados pelo Banco Mundial, a formação docente continua ocupando espaços e financiamento cada vez menores. Além disso, a formação continuada tem sido realizada por meio de cursos de curta duração, meramente instrumentais e em serviço e desconectada da formação inicial. Esses cursos, estão a serviço de determinadas políticas públicas ou de reformas educacionais, são vistos como reciclagem, direcionados para atualizar docentes sobre os conteúdos das matérias com que eles devem trabalhar (MIZUKAMI 2002, p. 36). Ainda de acordo com Torres, citada por Mizukami (2002), ao analisar a formação de professores nos anos 90, a lógica que marcou a definição de políticas na área foi a binária. No caso da educação a distância versus educação presencial, buscou-se, na primeira, a solução de muitos problemas reconhecidos na segunda, em vez de promover 6 Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 a diversificação das modalidades e estratégias para a aprendizagem, tanto para professores quanto para os alunos. Oliveira (2008) ao analisar a expansão da Educação a Distância no Brasil, aponta que: [...] revela-se um movimento neopragmático na formação online de educadores, mediante: atendimento massivo, voltado a um grande contingente de educadores; ênfase na noção de competência e na prática educativa, por vezes em detrimento dos aspectos acadêmicocientíficos; retomada da formação em cadeia, mediante uso extensivo de tutoria. Situada como estratégia para a concretização da reforma educacional brasileira, a EAD, ao ser instituída pelo Estado, assume um caráter predominantemente instrumental, mostrando-se subserviente às atuais políticas educacionais, na medida em que contribui com a redução de custos e desenvolve programas de formação de educadores em congruência com a racionalidade da reforma educacional supracitada. Não é intuito deste artigo desqualificar a Educação a Distância por compreender que se trata de mais uma modalidade de ensino, que pode contribuir para a democratização do acesso ao curso superior. Todavia, o rápido crescimento do número de instituições, bem como o contingente de alunos matriculados torna qualquer processo pedagógico ineficiente. Apesar da existência dos Referenciais de qualidade para avaliação dos cursos, estes ainda são ofertados em condições precárias. As péssimas condições dos pólos, a escassez de recursos tecnológicos, a ausência de bibliotecas, a relação desigual entre número de alunos e tutor, bem como a falta de acompanhamento dos alunos em suas dificuldades, tem contribuído para a resistência e até preconceito em relação a educação a distância. Silva (2008, p.02), em entrevista à Revista Paidéia faz um desabafo analisando a situação da Ead no Brasil: Durante o tempo em que atuei como avaliador, entre 2004 e 2006, vi muita precariedade nas instituições que avaliei. Cito as quatro precariedades mais recorrentes. Uma é a ausência de formação de professores (grifo nosso) para as especificidades da modalidade a distância, de modo a evitar transposições mecânicas do presencial 7 Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 petrificado na pedagogia da transmissão (grifo nosso) e na avaliação da aprendizagem baseada em exames pontuais e em quantificação. Uma segunda precariedade é o modelo baseado no impresso e na tv, ou seja, distribuição em massa de pacotes de informação com pouquíssimo investimento em ambientes virtuais de aprendizagem. A terceira precariedade são os pólos excluídos digitais, pobres em infra-estrutura tecnológica. E a quarta é a figura do tutor, um profissional forjado na lógica da auto-instrução, que rechaça a presença do professor em nome do mero administrador da burocracia do feedback do aluno. Ele vive de “bolsa” porque não possui vínculo empregatício e legislação sindical. Por isso mesmo é mão-de-obra barata em favor dos capitalistas da EAD e, também, das universidades públicas que se aventuram na modalidade não presencial, enfrentando resistências internas que mal conhecem estas quatro precariedades. A experiência de Silva, tanto como pesquisador da área e ainda como avaliador de cursos de na modalidade EaD, retrata uma realidade que não pode ser negligenciada pelos órgãos governamentais que tem o papel de avaliar, acompanhar e credenciar as instituições de ensino. Ao se propor cursos a distância, é preciso compreender que estes possuem especificidades e não se trata apenas de transferência de modelos do ensino presencial para o ensino a distância. A cultura impregnada na escola: de aulas, horários, disciplinas estanques e provas parece ainda estar presente não só no fazer dos alunos, mas também na prática de muitos cursos em EAD. Os problemas de evasão e baixo desempenho de alunos dos cursos em EAD estão no modelo de pedagogia presencial(princípios norteadores, atividades, ritmo, matérias, avaliações, tecnologias utilizadas para interação) ou ainda na cultura da escola que tende a duplicar os modelos de aula, em que o aluno é mero ouvinte, sujeito não participante, que realiza tarefas avaliativas para garantir êxito (diga-se nota) para aprovação. Em documento intitulado Educação a Distância em Organizações Públicas, os autores apontam a organização da proposta pedagógica como mais um desafio: pode-se apontar como um desafio para as organizações, a transposição dos seus tradicionais programas de formação e treinamento para material didático compatível com a modalidade de EAD. O fato de simplesmente alimentar a rede com textos, sugerindo que se está em um programa de EAD, é profundamente equivocado e 8 Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 pode levar a uma grande evasão de alunos. É preciso absorver tanto os conceitos básicos para aprendizagem a distância quanto o conceito de comunidades de aprendizagem, que é uma ferramenta de apoio bastante significativa para o processo (EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 2006, p.21) Os cursos devem ter como guia para a construção das propostas pedagógicas o perfil do profissional que se deseja alcançar e quais são os conhecimentos necessários para a atuação do futuro profissional. As atividades propostas ao longo do curso não devem ser desconectadoss do objetivo do mesmo. Ao se propor um currículo, as ações, métodos, estratégias, atividades e avaliação, são tão importantes quanto o elenco de disciplinas que o compõem. Para Gomez (2004), a elaboração do projeto pedagógico, por ser processual, considera eixos básicos de convivência, de gestão democrática, de currículo e de avaliação em rede; é uma proposta feita no jogo das intenções e expectativas, mas também nas ações concretas da comunidade, interpelada pelas várias dimensões que a integram: sóciohistórica, pedagógica, política, financeira, administrativa, de gestão intra e transeducativa. Portanto, utilizando as idéias de Sacristán e Gómez (2000) existe um contexto didático formado pelas tarefas que se desenvolvem nas atividades de ensino-aprendizagem, sendo que o método e as atividades condicionam os resultados que podem ser obtidos. As questões aqui elencadas são cruciais para se pensar em uma educação a distância que não seja mais uma modalidade marginalizada, sinônimo de baixa qualidade. Para tanto, é preciso pensá-la no seu todo, nos aspectos técnicos, na gestão, nas tecnologias e, em especial, nas questões pedagógicas, que são na verdade a essência de todo processo. A forma como se organizam os conteúdos, as atividades, os tempos, os espaços, e as tecnologias são na verdade, elementos que compõe o processo didático na busca da aprendizagem do aluno. 9 Universidade Estadual de Maringá 08 e 09 de Junho de 2009 REFERÊNCIAS BESSA, Denise. Universidade nova/plano de reestruturação e expansão das universidades federais: mais uma dose da reforma universitária? Anais da 30ª Reunião anual Anped. Caxambu, 2007. GOMEZ, Margarita Victoria. Educação em rede: uma visão emancipadora. Instituto Paulo Freire. São Paulo: Cortez, 2004. MIZUKAMI, Maria G. N., et al. Escola e aprendizagem da docência: processos de investigação e formação. São Paulo: Edufscar, 2002. TARDIF, Maurice e LESSARD, Claude. 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