INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE FUNORTE/SOEBRÁS JONI BORSATTO LÜTTJOHANN ARCOS TRANSPALATINOS Canoas 2008 INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE FUNORTE/SOEBRÁS JONI BORSATTO LÜTTJOHANN ARCOS TRANSPALATINOS Monografia apresentada ao Programa de Especialização em Ortodontia do ICSFUNORTE/SOEBRAS NÚCLEO CANOAS, Como parte dos requisitos para obtenção do Título de Especialista em Ortodontia ORIENTADORES: Prof. Ms. Luiz Eduardo Schroeder de Lima e Prof. Ms.Cybelle Mori Hiraoka Canoas 2008 INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE FUNORTE/SOEBRÁS Monografia elaborada como requisito obrigatório para obtenção do título de especialista em Ortodontia ARCOS TRANSPALATINOS Elaborado por Joni Borsatto Lüttjohann A Comissão Examinadora, abaixo assinada, aprova a Monografia: COMISSÃO EXAMINADORA ___________________________________________ (Presidente da comissão/orientador) ___________________________________________ (2º Examinador) ___________________________________________ (3º Examinador) Canoas, 15 de novembro de 2008 DEDICATÓRIA A minha amada esposa Gisele que sempre me apoiou com todo o seu amor, carinho inteligência e dedicação, a fim de que este trabalho se realizasse. Aos meus filhos Joni e Alessandra que mesmo na minha ausência sempre foram carinhosos, prestativos. obedientes e AGRADECIMENTOS Primeiramente, agradeço a Deus pela vida e pelas oportunidades que me proporciona. A minha mãe Cledi que me mostrou o caminho da odontologia e também aos familiares e amigos que sempre estiveram comigo. Aos professores do Instituto de Ortodontia Riograndense: Orlando Viecilli, Armando Hiraoka, Luiz Eduardo Lima, Cybelle Hiraoka e Raul Cruz pelo motivação e orientação aos estudos de uma ortodontia de qualidade. E também aos funcionários do Irgo Maríndia que tiveram toda a atenção. “Não está morto quem peleia”. RESUMO Os arcos superiores têm sido utilizados como um importante método nas diversas aplicações ortodônticas, assim, esta monografia aborda e busca esclarecer, sob a visão do arco segmentado de Burstone (1962), os principais tópicos relacionados com arcos transpalatinos: revisão de literatura, indicações, configurações, força, momentos, relações fundamentais, ativações, posições dos dentes e os tipos de materiais utilizados na confecção dos mesmos. Palavras-chave: Arco transpalatino e arco segmentado. ABSTRACT The superior lingual arches have been used as an important method in the several applications orthodontics. This monograph approaches, under the vision of the segmented arch of Burstone (1962), the main topics related with arches transpalatal: literature revision, indications, configurations, forces, moments, fundamental relationships, activations, positions of the teeth and the types of materials used in the making of the same ones. Key-words: Arch transpalatal and segmented arch. SUMÁRIO: INTRODUÇÃO…………………………....……………………………….......….…09 OBJETIVOS......................................................................................................10 OBJETIVO GERAL.............................................................……….……………10 OBJETIVOS ESPECÍFICOS.............................................................................10 REVISÃO DE LITERATURA.............................................................................11 PROPOSIÇÃO...................................................................................................50 DISCUSSÃO......................................................................................................51 CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................72 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................73 INTRODUÇÃO: A ortodontia contemporânea se beneficia de uma ferramenta fundamental para a concretização de um tratamento satisfatório: os arcos transpalatinos. Portanto, ao aliarmos, previamente, a este instrumento mecânico um diagnóstico correto, poderemos traçar um plano de tratamento ortodôntico com prognóstico favorável. Os arcos linguais têm a sua nomenclatura diferenciada, segundo alguns autores, que os distinguem em superiores e inferiores. Os arcos transpalatinos, objeto de nosso estudo, tem as seguintes designações: arco lingual superior, arco lingual maxilar, barra transpalatina ou barra palatina. Os arcos linguais podem ser confeccionados ou em aço inoxidável ou em beta titânio, em fios 0,9 ou 0,8mm. Além de ser um aparelho de custo acessível, possui uma boa formabilidade, sendo de fácil confecção e também resistente a corrosão. Estes dispositivos são também um dos principais aparelhos existentes para correção dos molares, em qualquer fase do tratamento ortodôntico. A fim de tornar mais fácil e objetiva a aplicação clínica dos arcos transpalatinos, realizamos um estudo que visa tornar estes instrumentos mais precisos e biologicamente compatíveis e consequentemente reduzir custos e tempo do tratamento. OBJETIVOS: OBJETIVO GERAL: Avaliar o emprego dos arcos palatinos. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: -Orientar a confecção dos diferentes arcos transpalatinos; -Avaliar as técnicas de ativação existente; -Avaliar as forças, tensões e momentos dos arcos relacionando-os com forças biomecânicas; -Otimizar o tempo e aumentar a economia nos tratamentos; -Promover a melhoria da técnica para os profissionais da área da ortodontia; -Orientar indicações e contra-indicações dos aparelhos; -Diferenciar tipos de arcos e definir suas indicações; -Avaliar os tipos de materiais existentes; -Apresentar aparelhos de auxílio clínico para ativação dos arcos linguais. PROPOSIÇÃO: Busca fazer uma revisão de literatura a respeito dos arcos linguais (superiores e inferiores) e busca ainda discutir novas maneiras das ativações desses arcos através de um dispositivo de previsão de movimentos que diminui os efeitos colaterais das ativações e das configurações dos arcos. Proporcionando assim, melhor precisão nas ativações e economia no tempo para movimentação dos dentes. REVISÃO DE LITERATURA HISTÓRICO: Na tentativa de chegar a uma oclusão correta, nos deparamos com a invenção dos arcos linguais. A história do que convencionalmente chamamos de arco tanspalatino teve seu início antes da década de 70. As pesquisas nos mostram que antes mesmo do arco transpalatino ser patenteado, em 1972 por Goshgarian, ele já era utilizado nas aplicações clínicas de Burstone (1962). Mas, foi somente em 1981, com Koening e novamente Busrtone, que os arcos transpalatinos foram analisados mais profundamente. Também é importante destacarmos, que os arcos de Goshgarian possuíam, diferentemente dos outros, uma mola de Coffin no centro (rafe mediana) No artigo das "Seis chaves de oclusão" de Andrews (1972) temos a descrição postulada por Angle (1899) do que seria uma oclusão normal. Segundo o autor a cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior deveria ocluir no sulco vestibular entre a cúspide mesiovestibular e mediana do molar inferior para classe I. Caso a cúspide mesiovestibular do molar superior ocluísse na mesial do sulco teríamos o que chamamos de oclusão de classe II, e o mesmo se acontecesse na posterior do sulco denominaríamos de oclusão de classe III. Em 1953, Steiner concluiu que a relação molar não é aplicada intra oralmente ou por modelos, e sim diz respeito ao longo eixo do dente. De acordo com Henry (1956), para determinar a posição do molar, deve-se medir o ângulo entre a rafe mediana e uma linha por vestibular das cúspides do molar. E segundo Friel (1959), a determinação da posição do molar deve ser feita através de uma linha traçada pelas cúspides mesiovestibular e mesiopalatina do molar em relação a rafe palatina mediana. Historicamente, a movimentação ortodôntica se dava pelo método da tentativa e erro, onde: em 1937, Coolidge descobriu que a membrana periodontal apresentava diversas espessuras in vivo. Em 1939, Elbrecht ao aplicar uma força digital obteve uma movimentação de 0,75mm. Consequentemente, em 1951 Muhleman declarou que o centro de rotação do dente dependia da força. E acrescentado a tudo isto, Muhleman, Zander (1954) e Kulis (1962) constataram que de acordo com a variação da aplicação da força o centro de rotação alterava. Segundo Burstone, Baldwin e Lawless (1961), as forças contínuas ortodônticas devem ser consideradas segundo os seguintes pontos: 1) a magnitude da força; 2) a direção da força; 3) o ponto de aplicação da força, 4) a distância sobre o qual a força age. 5) a uniformidade da força dentro desta distância. Portanto, a força ortodôntica é a resposta da distribuição da pressão pela membrana periodontal e assim, torna-se depende da raiz em seu comprimento, diâmetro e contorno. Nos aparelhos ortodônticos são projetadas molas que por produzirem forças ativas, devem apresentar as seguintes características: 1) uma relação entre força e deflexão; 2) uma carga à qual a deformação permanente aconteça; 3) e uma gama de ativação dentro do limite elástico. Pela "lei de Hooke", temos definida a relação de aplicação da força e da deflexão, no qual os estados dentro do limite proporcional de qualquer deflexão do material são proporcionais à carga. E, ao longo da gama de ativação de uma mola, o quociente de força aplicada, dividido pela deflexão, seria uma constante, portanto estaria determinada pelos seguintes fatores: constância da mola, molas gradientes e taxa de carga-deflexão (que é determinado em gramas por milímetro ou grama-milímetros por radian). E assim, representaria a carga necessária para produzir uma deflexão por unidade. Embora as propriedades mecânicas de um fio determinem, em parte, sua ação, o fator primário da aplicação de forças contínuas é o desenho da mola. Sendo que nenhuma mola é completamente constante em sua ação, podemos reduzir a taxa carga/deflexão da mesma com a aplicação de uma menor secção transversal de um fio ou um helicóide na sua configuração. Entretanto, as forças mais constantes e ótimos níveis de força são derivados das molas que possuem baixas taxas carga-deflexão e altas cargas de funcionamento (rendimento). Por fim, para se conhecer as condições variadas de movimento de dente seria necessária uma compreensão completa do desenho estrutural dos aparelhos como também, o conhecimento do processo fisiológico do movimento dental. Acrescentado a isto, Lee (1996) descreveu o valor de 0.0197N/mm² (1.97 gf/mm²) como a pressão ideal por área para movimentação dentária. No artigo de Burstone (1962), é introduzido o conceito do ―arco segmentado‖, estabelecendo que suas configurações aplicam forças ótimas, relativamente leves, constantes e menos oscilantes. Segundo o autor, para que se mantenha o controle da ancoragem e a melhoria da condição de movimentação dental, as molas ou fios não deverão sofrer deformação permanente durante a ativação mas sim, possuir não somente baixas taxas de carga-deflexão como também máxima alta carga elástica. Portanto, o uso de aparelhos calibradores de forças auxilia na determinação de forças, momentos e na pré-fabricação de vários tipos de molas, o que consequentemente facilitaria a determinação dos sistemas estaticamente determinados. A configuração do arco segmentado é composta por diferentes secções de arcos de fios contínuos e transversais, que podem estar conectados ou não a diferentes pontos do arco. Além disto, o arco segmentado se utiliza das forças de ação e reação, formando assim as unidades ativas e unidades reativas. Por conseqüência, esta forma de aplicação pode ser utilizada em qualquer fase do tratamento. Neste artigo, o arco transpalatino tem a função de estabilizar o segmento posterior ao unir o lado direito ao esquerdo, e assim constituir rígida ancoragem em cada unidade. Segundo Haack e Weinstein (1963), sem levar em consideração a magnitude da força, descreveram em um modelo bidimensional, que a aplicação de várias forças em diferentes pontos do dente não mudaria o centro de rotação do mesmo. Para Burstone (1966), o operador em potencial, ao ativar uma aplicação ortodôntica, tem o controle de três variáveis que podem determinar o sucesso de seus ajustes. A primeira destas é a relação momento/força, a segunda, a magnitude do momento ou força usada; e a terceira variável, a constância da força ou do momento. O arco transpalatino é confeccionado com aço inoxidável 0,36‖, e deve ficar posicionado a meio milímetro dos tecidos do palato. Pode-se acrescentar a sua configuração um disjuntor para expansão rápida sutural além, de fios segmentados por vestibular pesado e AEB para controle de ancoragem. Suas aplicações podem ser passivas ou ativas e suas inserções normalmente são ântero-posteriores. As aplicações do arco segmentado se utilizam de forças constantes, com grande gama de ação e de menor atrito e, que se mantém durante o movimento ortodôntico. Além disso, não necessitam de reativações constantes, que prejudicariam o movimento dental bem como levariam a um aumento do limiar de dor, além do que seria consumido tempo desnecessário. De acordo com Atta (apud BURSTONE, 1966), o centro de rotação muda segundo a variação da aplicação da força e da relação momento/força,o que conseqüentemente implicaria na produção de vários centros de rotação. No entanto, seria necessário habilidade para controlar todo tipo de movimento dental, além disso, dependemos do potencial do aparelho em aplicar a força na própria relação momento/força. Para determinar a posição do molar, Ricketts (1969) descreveu uma linha que passa pelas cúspides mesiopalatina e distovestibular do molar, e que também deveria passar pela metade distal do canino no lado oposto. Segundo Chistiansen e Burstone (1969), os movimentos dentais ocorrem dentro do osso, através do ligamento periodontal, ou seja, o dente se mantém em equilíbrio antes da força ser aplicada, e após sua aplicação o dente se move através do ligamento periodontal (LP), para depois voltar novamente ao equilíbrio. Então a resistência interna seria igual à força aplicada. Portanto, o processo de remodelamento do osso vai contra o estado de equilíbrio e consequentemente a seqüência se repete com a aplicação da força. Foi constatado também, que o tipo de força aplicada na coroa inclui um momento de rotação e uma força transitória, que combinam na proporção momento/força. Portanto, o tipo de movimento será determinado pela relação momento/força e não pela magnitude da força já que, os momentos são medidos perpendicularmente à linha de ação da força e ao centro de resistência. Burstone e Koenig (1974) notaram que os sistemas de forças usualmente utilizadas na ortodontia, até aquela data, eram relativamente desconhecidas, pois causavam movimentos indesejáveis durante o tratamento. Além do sistema de forças ser produzido pelo fio e sua configuração, ele também dependia das inclinações dos acessórios (braquetes, tubos, etc.) anexados aos dentes. Os ortodontistas, na tentativa de determinar esse sistema, têm utilizado forças padrão, que mensuram a quantidade de força aplicada pelo fio no braquete. Infelizmente, esta pequena informação é inadequada para descrever completamente o sistema força nas aplicações clínicas, por fazer aplicar muitos cálculos desconhecidos de forças nas leis estáticas. Clinicamente, as informações que se tem são traduzidas como uma pseudociência, que descreve incompletamente a resposta biológica e os movimentos dentários esperados. Quando um arco é inserido na boca e fixado nos dentes uma complicada força se produz em cada dente. De acordo com Leighton (1977) (apud MCNAMARA; BRUDON, 1995) realizou um estudo longelíneo, com 500 indivíduos que foram analisados anualmente. Onde constataram que as probabilidades de apinhamento na dentição permanente iriam acontecer quando: 1-Um em cada dois pacientes que apresentassem menos de 3 mm de espaço interdental nos dentes decíduos. 2-Havendo de 3 a 6 mm de espaço entre os dentes decíduos ocorreria um em cinco pacientes. 3-E caso com 6 mm ou mais de espaço interdental na dentição decídua não haveria nenhum apinhamento na dentição permanente. Segundo Howe e colaboradores (1983) e Moyers e colaboradores (1976) (apud MCNAMARA; BRUDON, 1995) verificaram que a ocorrência de apinhamentos dentário não dependia somente do volume dos dentes, pois os pacientes com má-oclusão (apinhamento) ou sem apinhamento o tamanho mésio distal é praticamente igual tanto para o sexo masculino como para o feminino. Em contraste a este resultado, a soma total de todos os dentes com apinhamento ficou na média 1,2 mm a mais no superior e 1,1 no inferior, que os sem apinhamento. Em fim, com uma insignificância estatística. Entretanto, as avaliações estastísticas siginificantes deste estudo ocorreram nas dimensões dos arcos, principalmente na largura e perímetro dos arcos. Onde a largura transpalatina média nos casos com apinhamento fora de 31.1 mm (+ 4.1mm) e sem apinhamento 37.4mm (+ 1.7mm), Então, havendo uma distância de 6.3mm de diferença entre os pacientes, com medidas similares e ligeiramente menores nas amostras femininas. E, também, o perímetro do arco fora de 99.3 ( +4.3) para sem apinhamento e 94.7 (+ 7mm) para com apinhamento, onde há um valor de 4.8mm nos pacientes sem apinhamento, de tal forma que para o sexo feminino isto passa para 5.2mm a diferença e na mandíbula o perímetro é de 4 a 5 mm menor nos pacientes com apinhamento. Howe e col.(1983), Moorres e Reed (1954), Mills (1964), Mckeown (1981) e Radnzic (1988) (apud MCNAMARA; BRUDON, 1995) demostraram semelhanças em seus achados sobre o tamanho dos dentes, o perímetro dentário e apinhamentos. O que mais tem relevância sobre a presença ou não de apinhamento era o perímetro do arco e a distância intermolar. Howe et al (apud MCNAMARA; BRUDON, 1995) utilizaram arco transpalatino na transição do dentição mista entre os primeiros molares permanentes como indicadores e constataram que a dimensão média transpalatina varia entre 35 e 39mm de base óssea para acomodar os dentes de tamanho médios e caso sejam maior haveriam um tamanho proporcional maior e o inverso também é verdadeiro. Em um estudo com diferentes secções transversais de aço inoxidável Goldberg, Vanderby e Burstone (1977) constataram que o módulo de elasticidade não é afetado por um tratamento térmico de 400 C durante três minutos, mas a diminuição do módulo é, indubitavelmente, devido ao desenho a frio do aparelho ortodôntico. Para se obter um ótimo controle do movimento dental é requerida a aplicação de sistemas de forças ortodônticas específica. Então, o conhecimento das mecânicas dos aparelhos ortodônticos é essencial para alcançar um tratamento desejável e previsível. Além disso, a carga exercida por uma determinada ativação pode ser utilizada em secções de fios menores, como também, ser um critério de desenho para molas. Segundo Burstone e Goldberg (1980) em seu artigo sobre ligas metálicas ortodônticas, compararam as ligas de beta titânio, aço inoxidável, ouro, cromo-cobalto-níquel (Elgiloy), e nitinol (liga de níquel-titânio) e constataram que: 1)A força de rendimento (YS) e módulo de elasticidade (E) são importantes propriedades da matéria-prima utilizada para as aplicações; 2) A magnitude da força aplicada por aparelho além de apresentar máximo desvio elástico, é também, proporcional ao módulo de elasticidade 3)Para a constituição de aplicações ativas ideais, os fios deveriam possuir: deflexão em longas distâncias, serem facilmente amoldados, além de não apresentarem deformação permanente e grande dureza. De acordo com estes autores, os fios poderiam também ser relacionados da seguinte forma: 1) Fio de beta titânio (TMA) - Possui baixa dureza, grande memória, formabilidade e soldagem, o que indica seu uso em uma gama extensiva de aplicações clínicas. 2) Elgiloy e aço inoxidável - Suas propriedades mecânicas são semelhantes, pois possuem uma formabilidade excelente e uma mais alta força de rendimento, além de poderem ser soldados; mas diferenciam tanto pelo tratamento térmico como pela maior facilidade de amoldamento do Elgiloy; 3) Nitinol – Liga com características de memórias excelentes e baixa dureza; mas com dificuldade de formabilidade, o que limita as aplicações onde são necessárias dobras consideráveis 4) Ouro – Possui baixa força de rendimento e alto custo, e em relação ao aço inoxidável, apresenta: menor capacidade de amoldamento, menor aplicação de força e igual resistência à corrosão. Ao comparar o fio de aço inoxidável ao de TMA, os autores encontraram algumas diferenças como: primeiro, a liga de titânio, ao contrário do aço inoxidável, não pode ser dobrada em cima de aresta afiada; segundo, a liga de TMA faz, sem deformação permanente, 105% (cento e cinco por cento) a mais do que o aço inoxidável, e 113% a mais nas aplicações onde são colocadas curvas extrapoladas além de produzir 0,4% de forças a menos em relação ao aço. De acordo com Yoshikawa et (1981), através do método analítico para o módulo de elasticidade, testaram fios de aço inoxidável de diferentes diâmetros. O estudo obteve as seguintes conclusões: que o módulo de elasticidade não depende do corte transversal, comprimento ou deflexão do fio e sim, da composição do material. E, com o teste de comprimento do fio o que variou foi a força no extremo livre, isto é, ao aumentarmos a distância, diminuímos a força no extremo. Segundo Koenig e Burstone (1981), através do método analítico da teoria de deformação de vigas, concluíram que o arco transpalatino é extremamente sensível na formação de um sistema de força e, que o mesmo pode ser utilizado tanto na forma passiva como na ativa (manutenção da largura de arco dentário). Na forma ativa, suas funções são as seguintes: realizar a correção dos dentes molares nas três ordens, alterar a largura dos arcos dentários (movimentos simétricos ou unilaterais) e proporcionar a correção das inclinações axiais. Entretanto, para os movimentos de raiz, que são mais lentos, podem ser utilizados arcos de aço inoxidável. Após a seqüência de ativação, devem ser aferidos os efeitos colaterais e caso necessário, realizadas as apassivações, isto é, devemos sempre verificar a ativação de ensaio antes de instalarmos definitivamente o aparelho no paciente. Principalmente, nos casos de ativação unilateral, por serem de difícil visualização. Então, para produzir movimento dentário, o arco lingual em uma ativação deverá produzir em média 200g de força e 2000gmm de momento, em cada extremo. Estas forças descritas são instantâneas, ou seja, agem quando o arco lingual é inserido. Os autores, para determinar a forma exata e precisa de um arco lingual, que emprega o sistema de força desejado, fazem o uso de computadores. Um recurso inviável para ser utilizado em clínicas, devido à dificuldade de operação dos programas. Mas, que inspira o desenvolvimento de um novo jeito capaz de determinar a própria forma das aplicações ortodônticas para liberação de força desejada. E que, novos desenhos permitam, ao clinico, livre passagem na fabricação de um arco lingual. Pois, até agora, o ajuste de precisão requer incorporação de formas, que muitas vezes podem estar em discrepância com a forma "arco ideal" utilizada. Por fim, os autores citam quatro passos, na tentativa de determinar uma melhor ativação dos arcos linguais e os tornar mais previsíveis: Passo 1. O arco lingual deveria ser confeccionado de forma a contornar os tecidos palatais e a encontrar-se passivo nos tubos do molar para, assim permitir um ótimo conforto, além de não provocar lesão alguma. Esta posição, assumida pelo arco lingual, seria a ideal para futuras ativações. Passo 2.- O ortodontista deveria, ao simular o sistema de força de desativação (o sistema de força na direção do movimento do dente), realizar a deformação permanente do arco lingual. Esta primeira aproximação pode ser realizada com o uso de alicates ou com o uso dos próprios dedos. Então, ao usar um sistema de força de desativação, possibilitando ao clínico, visualizar os locais em que o arco transpalatino está dobrando, para posteriormente efetuar a duplicação destas curvas que serão incorporadas permanentemente. Passo 3. O arco transpalatino é então, experimentado, alternadamente, no tubo do molar, tanto no lado direito como no esquerdo. Em cada tempo, é observado a geometria do extremo livre com seu tubo apropriado. Passo 4. A forma do arco lingual é modificada com base nas observações anteriores e segundo as ativações de ensaio do passo 3. A nova forma do arco lingual é devida a uma segunda aproximação e, se for necessário realizar, futuramente, novas tentativas de ativações, estas poderão alcançar aproximações adicionais, mais exatas. Isto tudo pode ser realizado com o uso de um programa matemático, cuja técnica de interação proporciona maior precisão e ativação. Segundo Baldini e Luder (1982), nos estudos em vitro das aferições dos momentos e das forças com comprimentos e profundidade de arcos transpalatinos diferentes, em aço do tipo Goshgarian, de 9 mm‖, constatou que para realizarmos qualquer movimento, devemos ter conhecimento da distancia entre o acessório e o centro de resistência. Isto nos mostra que a altura, o torque e o comprimento dos arcos transpalatinos tem influência na relação momento/força e que podem ocorrer movimentos contrários indesejados nas aplicações ortodônticas. (Fig. 1) E, quando se tem uma grande variedade de fatores torna-se difícil alcançar a relação momento/força. Portanto, a aplicação de diferentes tipos de arcos transpalatinos, com taxas carga/deflexão variadas tornam-se difíceis para o uso clínico, devido à quantia de dobras compensatórias necessárias para o movimento de dente desejado e que, ao contrário, deveriam ser evitadas. Fig.1 Retirada do artigo de Baldini the AJO-DO on CDROM (Copyright © 1997 AJO-DO), Volume 1982 Mar (202 - 208): Influencias da forma transversa dos arcos transpalatino do tipo Goshgarian durante aplicações do as torque vestibular de raiz Os autores acrescentam ainda, que para ser realizada a ativação de torque de raiz, deve-se levar em consideração a relação momento/força. Como exemplo, o arco transpalatino é aplicado com a intenção de aumentar a largura intermolar sem inclinação vestibular de coroa (movimento requerido em uma grande porcentagem dos casos ortodônticos). O procedimento seguinte nos mostra uma adequada relação momento/força recomendada: A. O arco deve manter o contorno do palato e apresentar-se passivo nos acessórios do molar. Com isto, a distância deve ser em torno de 1 mm. Em relação ao tecido mole. B. Dobras de torque vestibulares simétricas de raiz estão incorporadas nos extremos do arco transpalatino. C.Comprimindo o arco com os dedos, reduziremos sua largura. Esta quantia deve estreitar o arco até chegar à relação de momento/força desejada. Isto depende de muitos fatores: para um arco transpalatino, do tipo Goshgarian, de altura e largura comum, com dobras de torque vestibulares de raiz de 10 graus, é aconselhado, em ambos os extremos, uma redução em largura do arco de 2 a 3mm. Sendo que, os palatos extremamente profundos necessitam de pouca ou de nenhuma constrição da forma de arco; ao contrário, dos arcos baixos, que precisam de um pouco mais. D. Se o movimento de dente, observado na sessão subseqüente, satisfaz nossas exigências; o sistema, como o descrito acima, é reativado, levando-se em conta a nova largura intermolar. Contudo, são observadas, em um ou ambos os lados, inclinações de coroa. Nota-se que as direções do ajuste transversal da largura do arco devem ser modificadas adequadamente. Por fim, deve ser enfatizado que nenhuma investigação biomecânica já resultará em direções exatas para o uso de aparelhos ortodônticos. Entretanto, a observação simultânea tanto da resposta biológica para nossa aplicação como das forças e ajustes adequados do sistema de força nos permitirão alcançar as metas de tratamento previstas. Segundo Burstone e Goldberg (1983 em o artigo sobre ―força máxima de deflexão nas aplicações ortodônticas‖, realizaram testes, com dobras, nos fios de aço inoxidável, beta-titânio e níquel titânio, cada um com diferentes comprimentos, e obtiveram os seguintes resultados: Três tipos de momentos são descritos: Momento elástico, Momento de rendimento, e Momento final (o momento máximo que uma dobra pode produzir), sendo que, clinicamente, os dois últimos, são os mais significantes. O momento máximo de uma dobra de um fio ortodôntico é um parâmetro importante para o desenho e uso de uma aplicação ortodôntica. E são as propriedades do fio que determinam o quanto de força pode ser colocada em uma aplicação.(Fig 2) Entretanto, a maioria dos aparelhos ortodônticos é ativada em uma determinada magnitude, cujo comportamento elástico e plástico acontece simultaneamente; consequentemente, o uso de forças de rendimento para o cálculo da magnitude de força pode conduzir a um erro significante na leitura das forças aplicadas. Constataram também que, o aço inoxidável, o beta-titânio e o níqueltitânio têm, respectivamente, o máximo momento de rendimento dobrado em uma determinada seção transversal. Os movimentos dentais e as mudanças ortopédicas são os resultados de um sistema de força aplicado ao tecido. Segundo o ponto de vista de desenho, o sistema de força é determinado pela configuração global da aplicação (colocação de loop, distância interbraquete, etc.) e do próprio fio (seção transversal e propriedades do material). Estas características são úteis para separar o papel do fio nos casos em que o ortodontista tiver que escolher o tamanho e o tipo de liga a ser utilizada. Fig 2 Retida do Burstone and Goldberg da revista AJO-DO on CDROM (Copyright © 1997 AJO-DO), Volume 1983 Aug (95 - 103): Sobre maxima aplicaçoes força e deflexão ortodônticas. A das figura esclarece o efeito em que a ativação e é igual a memória do fio De acordo com qualquer componente ortodôntico como, por exemplo, uma mola de rolo, loop ou fio reto, a magnitude da força aumenta com a ativação. E se a ativação for aumentada além de um determinado ponto, começará acontecer uma deformação permanente. Quando este ponto for alcançado, a aplicação não entregará mais nenhuma força sem deformação permanente. Sendo que, neste ponto são definidas a força máxima e a deflexão máxima ou ativação de um componente ortodôntico na gama elástica. Então, a taxa da carga-deflexão vai definir os seguintes pontos: a dureza ou rigidez da aplicação e o declive da curva de força/deflexão. Neste diagrama simples, ao longo da gama de ativação, todo fio assume um comportamento elástico, o que permite o mesmo voltar a sua forma original. A memória é a quantia que o fio devolve a sua forma original, sendo idêntico ao desvio máximo ou ativação. Entretanto, é muito difícil, experimentalmente e clinicamente, estabelecer um limite elástico definitivo. Esta dificuldade é conseqüência da transição de elástico para a deformação plástica ser gradual, havendo assim uma grande região pelo o qual os dois modos acontecem simultaneamente. A história do fio durante sua fabricação, inclusive as variações em sua composição, tratamento térmico e desenho podem ser responsáveis pela variação dos momentos. Como as relações momento último dobrado/momento de rendimento são semelhantes entre o aço inoxidável e beta-titânio, qualquer valor pode ser utilizado para comparar as ligas. Mas, nas comparações com o níquel-titânio, dependem em como o fio será usado, pois a relação de momento útimo dobrado/momento de rendimento é muito maior que nos outros materiais. Enfim, se o sistema de força para um componente de aplicação for conhecido por um determinado momento/rendimento, uma proporção simples poderá calcular as forças com outro fio. Fio este, que possui momento/rendimento diferente, mas o mesmo modulo de elasticidade. Os estudos de Goldberg, Burstone e Koenig (1983) demonstram que o modelo elástico pode prever momentos dobrados com precisão na região de comportamento diferentes, até estritamente mesmo, elástico. para as Entretanto, pequenas os resultados deformações ficam angulares permanentes. O modelamento do problema é confundido através de discrepâncias nos critérios para deformação permanente entre elástico e testes de dobra. Isto sugere que, na aplicação clínica do conceito "máximo deflexão elástica" e o momento correspondente, poderiam ser determinados diretamente, e não serem calculados de dados elásticos. O "máximo momento da dobra" tanto para o aço inoxidável como para o beta titânio, podem ser previstos com precisão com o última resistência à tração (medida de força) e a suposição de plasticidade completa. Então, a curva de tensão elástico- plástico é uma modelo satisfatória para estas duas ligas na região planalto elástico. Os modelos teóricos usados neste estudo não fizeram com precisão das previsões e os momentos dobrando para liga de níquel-titâneo Isto foi atribuído à falta de um distinto ponto de rendimento em sua curva de tensão-tracionada.. O propósito do estudo de Goldberg, Burstone e Koenig (1983) era empregar o método de extrapolação para medir o módulo de flexibilidade de ligas ortodônticas, incluindo as seguintes: o aço inoxidável, o titânio de beta, o níquel-titânio, o cromo-cobalt-níquel e os fios multi-filamentos. Os resultados, deste trabalho, foram comparados com o modulo elástico dos mesmos materiais. E, para todos estes materiais, o módulo elástico foi mais baixo que o módulo de flexibilidade. E também, a ―progressão quase contínua de modulo de flexão‖ faz possível uma filosofia de "módulo ortodôntico variável", onde a dureza do fio é controlada pela seleção dos materiais, em vez do tamanho da secção transversal. O módulo de flexação do aço inoxidável, cromo-cobalto-níquel, níqueltitânio, e titânio de beta são 25.7, 28.3, 6.6, e 10.4 x 106 psi, respectivamente, e dependem do tipo do material. Na terapia da não extração, Cetlin e Hoeve (1983) utilizaram a barra palatina para a correção dos mordida cruzada e das rotações severas dos primeiros molares superiores. Como resultados, obtiveram um ganho de espaço no arco superior. Os autores, então, recomendam como primeiro procedimento, a utilização de uma barra palatina para correção de giro, antes mesmo, da terapia com um aparelho removível ou AEB. A barra palatina é extremamente efetiva desde a fase inicial do tratamento ortodôntico. Além de ser um suplemento de movimento para distal dos primeiros e segundos molares superiores, juntamente com aparelhos fixos e AEB. Cetlin apud McNamara e Brudon, (1995) relata que a posição da face vestibular do molar deve ser paralela entre si. No relato de casos clínicos da terapia da não extração, Hoeve (1985) utilizou a barra palatina para a correção do giro dos molares superiores e para a expansão da arcada. E, os molares em classe II, podem ser reduzidos a uma classe I através da própria rotação mesiovestibular. Sendo que, a correção do giro do molar acontece ao redor de sua grande raiz palatina. Em uma classificação de Classe I de molar, a autora descreve que: 1). a cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior deve ocluir no sulco vestibular do primeiro molar inferior; 2.) a cúspide de mesiolingual do primeiro molar superior deve ocluir na fossa central do molar inferior. 3) através de uma visão lingual podemos confirmar a posição dos molares. Com o uso da barra palatina, se ganha espaço na maxila, os molares superiores em suas próprias relações são reposicionados e, é permitido o uso de aparelhos removíveis que criam espaços mais efetivamente. O ganho de espaço está diretamente relacionado a forma robóide da coroa do molar. Em um período de seis meses para a correção do giro, a barra palatina fora ativada suavemente três vezes. As características do primeiro molar superior também são aplicadas aos segundos molares superiores O uso de barras palatais pode ser uma técnica mais efetiva, quando uma má-oclusão apresenta uma discrepância sagital entre os lados direitos e esquerdos no arco superior, Segundo Van Der Linden (1986) no capítulo do livro de desenvolvimento da dentição em má-oclusão de classe III, diz que os dentes posteriores da mandíbula ocluem muito mesialmente em relação aos dentes posteriores da maxila. Nesta má-oclusão, vista oclusalmente, o arco dentário mandibular está normal, mas a relação com os superiores pode apresentar mordida cruzada posterior por vestibularização dos inferiores. As más-oclusões de Classe III iniciam na dentição decídua e são seguidas pelo período intertransicional e dentição permanente. Neste primeiro período, existe uma boa relação transversa entre os molares decíduos da mandíbula e maxila. Os dentes decíduos inferiores ocluem muito para mesial em relação aos molares da maxila. E o plano terminal da dentição decídua mostra um degrau anormal. Na fase intertransicional a má-oclusão se agrava consideravelmente, pois existe pouco contato entre os primeiros molar superiores e inferiores. Segundo Burstone e Manhartsberger (1988), relataram em seu artigo, que os arcos linguais (superiores ou inferiores) podem acrescentar a ancoragem, manutenção de espaço, prevenir e corrigir a extrusão de segundos e terceiros molares, previnir rotação dos primeiros molares, correção de mordida cruzada unilateral, para mecânicas de tração de dentes impactado, mudar inclinações axiais sem variar a largura intermolar e eliminar os efeitos colaterais. Consequentemente, na finalização do tratamento podem ser utilizados fios menos calibrosos por vestibular. O braquete lingual de precisão, possui um slot 0.32‖,( fig 3) isto melhora a função do arco lingual de secção retangular .032" x .032", e também elimina virtualmente as chances de fratura dos arcos. Então, este braquete proporciona uma justeza com fio, permitindo controle em 1º, 2º, e 3º ordem. Entretanto, a posição dos acessórios linguais devem ser soldados paralelamente e mais próximo da oclusal dos primeiros molares. Figura 3 Figura retirada do artigo do Burstone e Manhartsberger 1988 sobre o braquete lingual de ajuste de precisão. O arco de secção retangular pode ser tanto o aço inoxidável como o TMA. Isto é, um arco.032"x .032" de aço inoxidável pode ser usado quando são necessários fios mais rígidos, para as aplicações passivas ou de estabilização. Por outro lado, um .032" x .032" de TMA é utilizado para movimento ativo de dente, onde este oferece duas vezes a deflexão sem deformação permanente com .um quarto de força para qualquer determinada ativação. Também, pode ser utilizado 032" redondo para aplicações, onde não deseja controle de torque. Então, nos casos de movimento dos dentes, os ATPs podem funcionar com mecânicas recíprocas ou assimétricas, onde tais movimentos podem ser difíceis ou impossíveis ser realizados com fios por vestibular; Nas aplicações passivas, os arcos podem adquirir várias formas:Arco em forma de ferradura superior e inferior, arco botão de Nance, arco com um plano de mordida, aparelhos removíveis para correção de hábito (sucção do dedo polegar ou interposição lingual). Então, a confecção do arco lingual pode ser realizada em um modelo ou diretamente na boca do paciente e não existe nenhum desenho especial do TPA ou dobra em lugar pré-determinado. Caso forem utilizadas curvas nos arcos, podem ser utilizadas paralelamente ou perpendicularmente ao plano oclusal, onde o movimento trabalhará somente naquele plano e nenhum outro. Fig. 4 Figura retirada do artigo de Burstone 1988 esclarecendo alguma possibilidade do arco lingual, como retração do canino Segundo Koenig e Burstone (1989) em seus estudos da teoria de grandes deflexões, utilizando algoritmos matemáticos, onde foram refeitos os cálculos do arco ideal e chegaram nas seguintes conclusões: O momento aumenta quando se amarra um fio no bráquete, deixando-o imóvel, causando forças horizontais geralmente indesejáveis que levam a movimentos mésio – distais dos dentes envolvidos. Por outro lado, quando o fio desliza livremente sobre os braquetes há pequenas forças mesio-distais. As forças mesio-distais muito grandes que são produzidas, caso o fio não deslizasse dentro dos braquetes durante ativação, estes fatores o ortodontista poderia eliminar estes efeitos na confecção dos arcos; A relação de momentos em ambos os lados do sistema pode variar ligeiramente diminuindo na maioria das situações quando o movimento se prossegue e também diminui no decréscimo das 6 geometrias. Para aplicações ativas, os arcos de TMA, em relação com o aço inoxidável, reduzem a força final em torno de 60 %, podendo ser adicionado uma deflexão maior sem deformação permanente, e por fim pode ser soldado, diretamente com uma mola digital. E também várias ativações são possíveis. A bandagem dos primeiros molares é recomendada quando se deseja realizar movimentação ativa de dentes. Em seu livro, Andrews (1989), examinou 120 modelos de pessoas não tratadas ortodonticamente e estabeleceu as ―As Seis chaves para uma Oclusão Ótima‖. Onde uma delas é valida como a Classe I de Angle para oclusão normal. E as outras são o plano de Andrews, a coroa clínica , a angulação da coroa e a inclinação da coroa e também o eixo vestibular da coroa clínica ECVV.(Fig. 5) Fig.5 Figura retiradas do Livro do Andrews-Straght-wire de 1989, que mostra os eixos vestibulares dos molares superiores em A e molares inferiores em B. Fig.6 Figuras retiradas do Livro do Andrews-Straght- wire de 1989. Onde mostra a anatomia dos molares superiores e inferiores e sua relação com a linha das ameias. Para estabelecer uma oclusão normal de Classe I, os seguintes pontos devem estar de acordo: a crista marginal do primeiro molar superior deve ocluir na crista marginal mesial do segundo molar inferior e, a cúspide mesio lingual do primeiro molar superior deverá ocluir na fossa central do primeiro molar inferior. A média das angulações dos molares superiores ficou em: cinco e 9 (nove) graus de inclinação e, 10 (dez) graus de antirrotação com o dente da linha da ameia. (Fig. 6). Nos molares inferiores, a angulação é de 2 (dois) graus com o plano oclusal, e a inclinação é de - 30(menos trinta) graus para os primeiros molares e – 35 (menos trinta e cinco) graus para os segundos molares. (Fig. 7) Os molares superiores devem ser angulados em 5 (cinco) graus para que sejam posicionadas suas cristas marginais. Com isto, é alcançada uma apropriada oclusão com as cristas marginais mesiais dos segundos molares inferiores. Então, as cúspides vestibulares dos molares superiores ficam paralelas aos molares inferiores e evitam interferências durante excursões de trabalho. Caso contrário, a proeminência excessiva da cúspide poderá provocar os seguintes problemas: abertura de mordida, interferências funcionais, bruxismo, problemas da articulação têmporomandibular e ao longo tempo pode causar problemas gengivais. As relações inter-arcos dos dentes posteriores podem ser as mesmas nas duas dentições, mas a inter-relação das superfícies oclusais pode diferir, devido as diferentes inclinações das coroas. Então, a inter-relação correta dos arcos depende da relação das angulações e inclinações das coroas, que só pode ser corretamente interpretada e conduzida somente quando os efeitos dos molares decíduos e as angulações incorretas são compensados. Consequentemente, para uma classe I, os arcos dentários devem ter ausência de rotações dentárias e os pontos de contatos justos (os dentes deverão se tocar, ao menos que exista discrepância no diâmetro mésiodistal das coroas e a curva de Spee varie de um plano até uma superfície levemente côncava (0 a 2,5 mm) A inclinação da coroa dos segundos molares superiores somente se torna positiva quando a sua erupção está completa. . Fig. 7 - Figuras retiradas do Livro de Andrews-Straght-wire, de 1989, esclarecendo as angulações e inclinações das coroas A visualização por lingual é importante para se verificar a posição dos dentes que podem dar uma relação de inclinação errada dos dentes, que por vestibular não é detectada. Roth (apud Andrews, 1989) diz que, em uma oclusão normal, incorporaria as seis chaves de oclusão à mandíbula, em relação cêntrica gnatológica. A eficiência do tratamento é determinada pelo aparelho e pela habilidade do operador. Em uma relação de Classe II, o molar possui 0 (zero) grau de inclinação com o plano oclusal.(Fig.8) Fig. 8. Figuras retiradas do Livro do Andrews-Straght-wire de 1989, onde mostra as relações inter arcos sobre a posição ideal de oclusão para os molares e pré-molares em classe I e classe II. Andrews estabeleceu duas linhas para verificar a posição dos dentes: a linha do arco e a linha dos pontos de contato (ou linhas médias sagitais) Caso a linha variar mais que 2 graus em relação a linha das ameias, o dente ficará rotacionado e consequentemente mal posicionado. Em uma oclusão normal, a rotação dos molares superiores aumentou uma média de 0,317mm em relação a linha central do arco. Quando a relação cúspide-sulco está correta, mas o contato da crista marginal com o segundo molar inferior não ocorre, significa que: a angulação da coroa do primeiro molar superior está provavelmente negativa ou insuficientemente positiva. Isto faz com que a porção mesiogengival do primeiro molar superior ocupe algum espaço designado para o segundo prémolar. Esta condição proíbe a oclusão correta de algumas ou de todas as coroas que estão mesiais ou distais a ela. E assim, vários problemas podem ser causados, tais como: uma reação em cadeia de dentes mal posicionados, falta de estética e linhas de arcos incorretas. Também pode ocorrer o assentamento das cúspides mesiolinguais dos molares superiores na fossa central dos molares inferiores. (Fig 9) Fig. 9 Figura retiradas do Livro de Andrews-Straght-wire, de 1989, que mostra as linhas pelos pontos de contato dos arcos superiores e inferiores. A correção incompleta das relações interarcos dos molares pode resultar em relações interarcos incorretas de pré-molares, caninos e incisivos. Na seqüência de irrupção dos segundo molares, por superfícies distais redondas dos primeiros molares superiores, os segundos molares se tornam parcialmente verticalizados e ao mesmo tempo promovem o assentamento das cristas marginais distais dos primeiros molares. E o mesmo padrão ocorre, mais tarde, entre os terceiros e segundos molares. E é devido a este motivo, que devemos incluir os segundo molares no tratamento. Um outro fator, utilizado para verificar se não há inclinações excessivas, realiza a soma dos ângulos, que permanece no superior com a média de 78 graus e no inferior 34 graus a média. Devido a forma oval dos molares, a sua rotação ocupa mais espaço do que interfere na posição de todos os dentes. Então, a rotação deve ser tratada no início do tratamento com as molas de rotação e também com outros aparelhos que realizem sua correção. Burstone (1989), em seu artigo sobre ―aplicações ativas dos arcos linguais‖, afirma que os arcos linguais podem ser amoldados para produzir sistema de força e proporcionar rotação, expansão, contração, inclinação ou torque nos molares. Estes podem ser usados como ancoragem durante o uso de molas digitais ativas ou como um suplemento para terapia de aplicação por vestibular. Além disso, os arcos linguais podem utilizar-se da ancoragem recíproca entre os molares, e também realizar movimentos de forma segmentada antes mesmo da instalação da terapia vestibular. A taxa carga/deflexão pode ser diminuída ou com o uso de fio de TMA ou devido a uma grande distância intermolares. E assim, forças mais constantes e previsíveis podem ser promovidas, e consequentemente, os efeitos colaterais diminuídos. Existem três tipos de arcos linguais: arco em desenho de "W", arco em forma de ferradura e o ATP tradicional. A forma em "W" tende a dissociar a força de expansão da força de rotação e, simplesmente realiza isto, para determinar a própria ativação. Alargando o arco somente é produzido expansão. Angulando o fio produz-se rotação. E qualquer combinação destes dois deslocamentos resultaria em movimento de dente previsível Além disso, um arco em desenho de "W" também pode ser usado nos casos de mordida cruzada extremas. Para se realizar um movimento ativo de dente podem ser usadas duas formas básicas: um arco ideal ou sugestionando um arco ideal. Nas principais correções dos dentes, um arco ideal não teria tempo hábil para efetivar a correção, pois haveria alguns efeitos colaterais que poderiam ser irreversíveis. Então, a utilização de uma forma apropriada (que pode não se parecer um arco ideal) levaria, mais rapidamente, os dentes às posições finais. Ao utilizarmos as duas formas para tentar solucionar pequenos movimentos dentais, os dentes poderiam não chegar às posições finais desejadas, mas o alinhamento eventual estaria correto. Portanto, a combinação de simplicidade e de precisão aumenta as capacidades dos arcos linguais de realizarem movimentos ativos de dente. Segundo Burstone (1994) um novo acessório lingual, que possui uma dobradiça, melhora tanto o conforto dos pacientes, como a precisão, a inserção e a remoção dos arcos linguais (transpalatinos, ferradura e o lingual inferior). Burstone cita que o desenho de arco lingual maxilar em forma "W" (fig. 10) pode ser utilizado para expansão. Este tipo de aplicação ortodôntica tem uma história longa: primeiramente, iniciou como uma mola de Coffin, para depois evoluir para o arco ―W‖ e posteriormente para o quadrihélix. [.1] Comentário: Pela cronologia é antes do anterior Os arcos em forma de "U" (ou desenho de ferradura) podem ser usados tanto na maxila como na mandíbula do sistema de Precisão do Arco Lingual. Os arcos em ferradura maxilar têm várias vantagens: quando os arcos transpalatinos são difíceis de confeccionar ao redor do tecido mole de pacientes com abóbadas palatais altas. E quando os pacientes com baixas abóbadas palatais não podem usar arcos transpalatinos por causa da intrusão dos dentes devido à pressão da língua. Fig. 10. Figuras do CD da JCO 1994 Mar (151-158): The Precision Lingual Arch: Hinge Cap Attachment -BURSTONE,.que mostra um arco em ferradura modificado. O autor compara uma série de fios e chega as seguintes conclusões: Em relação ao fio de aço inoxidável de. ―036‖, [.2] Comentário: - O fio. 032"x.032" de aço tem a mesma dureza [.3] Comentário: - O fio. 032‖ de aço têm somente 62% da rigidez. - O fio. 032"x.032" de TMA tem 45% da dureza [.4] Comentário: - O fio. 032" redondo de TMA tem 26% da rigidez. [.5] Comentário: - E o fio. .032"´.032" de TMA elimina a necessidade por helicóides, pois permite [.6] Comentário: maior flexibilidade e ajuste. Equivalência dos fios Linguais com o aço inoxidável Material Wire Size Equivalent Aço inoxidável .036‖ redondo .036‖ Aço inoxidável .032‖ x .032‖ .036‖ TMA. 032‖ x .032‖ .029‖ TMA .032‖redondo .026‖ Tabela I Tabela retirado do CD da JCO 1994 Mar (151-158): The Precision Lingual Arch: Hinge Cap Attachment - BURSTONE, que relaciona a espessura do fio com o equivalente de aço inoxidável. Os arcos linguais podem ter outras aplicações ortodônticas, uma delas seria com o botão de Nance (Fig 11 –B) (para diminuir a irrupção dos molares diminuindo o aumento da mordida aberta ou aqueles pacientes que tenham uma grande dimensão vertical). Também, pode ser acrescido um batente anterior (para proteção dos braquetes ou para promover a diminuição da mordida profunda) e por último anexar cadeias elastoméricas nos arcos linguais para auxiliar na retração dos caninos e rotações de segundos molares. Fig. 11-A A Fig.11 Retirada do CD da JCO 1994 Mar (151-158): The Precision Lingual Arch: Hinge Cap Attachment BURSTONE. A fig.‖A‖ mostra um elástico na lingual do canino, que serve para orientar na retração. Na fig.‖B‖ temos o botão de Nance, que serve no controle de irupção dos molares. De acordo com Melsen et al (1994), os sistemas estaticamente determinados têm uma maior previsibilidade. Nesta situação estão inseridos os cantilever, que possuem a menor justeza e fricção do fio no tubo, e que é conseguido, com o arredondamento das presilhas. A autora e colaboradores demonstram uma outra alternativa para uso dos ATPs: eles podem ser instalados na vestibular do molar, e desta forma tem-se o aumento do comprimento do arco e assim, a diminuição da taxa carga deflexão e consequentemente, dos efeitos colaterais indesejáveis. O arco gera forças sagitais quando é ativado assimetricamente. Além dos dois momentos diferentes, o sistema de força consiste em: um momento grande de rotação para distal mais uma força para mesial no lado com a maior ativação e, inclusive uma única força para distal no lado oposto. Esta filosofia de rotação de molar também foi defendida por Cetlin e Hoeve 1983. Outro achado dos autores, no mesmo artigo, diz que alguns problemas ortodônticos não podem ser resolvidos com forças convencionais-como, por exemplo, em um caso em que se deseja mover um dente distalmente e gira-lo ao mesmo tempo. Teoricamente, isto poderia ser feito com uma ativação do arco transpalatino no mesmo plano horizontal, sendo que tal ativação estaria sujeita às flutuações do sistema de força. Segundo o livro de McNamara e Brudon (1995), é rotineiro o uso dos ATPs para o tratamento nas dentições permanente e mista nas clínicas [.7] Comentário: colocar os autores citados por estes, em ordem cronológica. Ex. Silva (1985) apud McNamara...(1995) odontológicas. E seria necessário, em alguns casos, iniciar o tratamento ortodôntico o mais cedo possível. Um exemplo seria manter o espaço e estabilizar a distância interarcos após a esfoliação dos segundo molares decíduos. Além disso, os arcos transpalatinos podem ser aplicados para a ancoragem, a estabilização, o torque, a distalização, a intrusão e a correção de giro dos molares. Também, na contração e na expansão palatina (caso necessite de mais que 2 mm utilizar outro aparelho como quadrihélix e disjuntor palatino). Na maioria dos casos, se utiliza os ATPs nos primeiros molares superiores, que estão rotacionados mesialmente ao redor da raiz lingual. A verificação do grau de rotação do molar, em geral, pode ser determinada clinicamente através da comparação da direção do tubo vestibular dos molares com a linha média do palato. O objetivo final do ajuste do ATP é colocar os tubos vestibulares paralelamente a rafe mediana. Os ATP podem ser de dois tipos: soldados ou removíveis. Então, para McNamara, o arco transpaltino soldado é mais eficaz, pois elimina a folga entre o arco transpalatino removível e o tubo. Em contrapartida, a irritação dos tecidos e o desconforto da remoção do aparelho entre as ativações são as desvantagens clínicas do ATP soldado. ARCO TRANSPALATINO SOLDADO: Método para confecção do arco transpalatino fixo (soldado), com a utilização do fio 0,36 polegadas soldados as bandas dos molares. Para tanto, é [.8] Comentário: aplicada a técnica de transferência de bandas, que primeiramente realiza a moldagem com alginato na boca do paciente Após, as bandas são transferidas para a moldagem, então é confeccionado um modelo de gesso e retirado de 1 a 2 mm por trás da superfície lingual da banda. Somente depois, é fabricado o arco transpaltatino com fio de aço inoxidável. 0.36‖, e que mantêm um espaço livre de 1,0 a 1,5 mm com o palato. No arco são colocadas dobras com ângulos retos de maneira que o fio siga o contorno lingual das bandas dos molares. Portanto, inicialmente, o fio deve tocar a banda do molar no ângulo mésiolinguais para facilitar os movimentos de rotação. O arco, depois de ser confeccionado, será preso na área palatina com uma cera, que o fixa no modelo de trabalho. Então, é utilizado uma solda de baixa fusão para soldar o arco na banda, e posteriormente, removem-se as bandas do modelo de trabalho. Assim, todo o aparelho é recortado, polido e desinfectado. As ativações dos ATPs soldados podem ser dividido em dois ajustes: 1-Ajuste Rotacional ântero-posterior: No ajuste do arco transpalatino, geralmente, utiliza-se um alicate de Weingart. Para corrigir a rotação do molar, o ATP é tomado no ponto de solda com a pinça. E, utiliza-se o dedo indicador da mão oposta para empurrar o arco posteriormente com a dobra adjacente no ponto de solda. 2-Ajuste vertical-transverso. A grande maioria dos pacientes necessita de um torque radicular de raiz nos molares. Então, com a ponta do alicate Weingart, se toma a banda no ponto de solda e, com o dedo indicador e o polegar se altera a posição do ATP. Depois de finalizado este ajuste, a superfície oclusal da banda estará paralela com os lados do giro do ômega (omega loop) da linha média, e as bandas deverão ficar planas ao serem colocadas sobre a superfície da mesa. ATIVAÇÃO: Devido à natureza tridimensional da ativação do ATP é que se tentará demonstrar a seqüência de ativação. ATIVAÇÃO INICIAL: Verifica-se a adaptação das bandas e do ATP e, instalase o aparelho passivamente na boca. Nesta fase, é verificada a rotação e o torque dos molares superiores. Então, para a correção dos molares deve-se realizar o ajuste vertical-transverso e o ajuste antero-posterior. Ajustes estes, que devem ser feitos, primeiramente, em um dos molares, enquanto o outro fica passivo. Depois, aguarda-se um período de 6 a 8 semanas para a correção [.9] Comentário: do dente homólogo. Posteriormente, no outro molar é realizado o mesmo procedimento. Por fim, o arco transpalatino estará completamente ativado quando os tubos vestibulares estiverem paralelos entre si, bem como o plano médio sagital, e consequentemente, quando o plano das superfícies oclusais das bandas estiver perpendicular ao plano sagital médio. Caso, o aparato não possa ser ativado completamente em uma mesma seção devido a uma rotação ou inclinação excessiva do dente, poderão ser necessárias ativações adicionais até que se atinja o objetivo da completa ativação. ARCO TRANSPALATINO REMOVÍVEL: os autores utilizam arcos préfabricados de aço inoxidável com espessura de 0,9mm. Antes da confecção de um arco removível, deve-se realizar a bandagem dos molares, e, posteriormente soldar um tubo 0.36‖x 0.72‖ na lingual das bandas. Entretanto, pode ser efetuada a confecção dos arcos transpalatinos pelo método direto ou pelo método da transferência de bandas (indireta). Método direto: Após a cimentação das bandas, o ortodontista medirá a distância do palato. Consequentemente, com o arco pré-fabricado se realiza dobras de compensação, sendo que o fio deve manter uma distância entre 1,5 a 2 mm do palato, de um tubo ao outro. E, assim, ambas extremidades do arco ficarão presas no tubo do molar por uma ligadura ou elástico. Método indireto: É a confecção de um arco transpalatino pré-fabricado pela técnica da transferência das bandas com a presença de um modelo de trabalho. Spillane e McNamara (apud McNamara e Brudon, 1995) reexaminaram os estudo sobre os registros de Moyers e col (1976) com 209 indivíduos em estudo longitudinal dos 7 ao 15 anos, onde o aumento médio da dimensão transpalatina foi de 2.6 mm com um distância intermolar de 28.9 a 38.2mm com uma média de 31 a 35 mm. Seus resultados constaram que separam 3 tipos de tamanhos dos comprimentos palatinos: <31mm ganho médio de 3,3mm , 31 a 35 mm com ganho de 2.5mm e >35 mm com um ganho médio de 1.7mm durante o tempo de crescimento.Onde há um cresciemnto maior no sexo masculino. Resultados finais de McNamara e Brudon (1995): Os resultados dos estudos de comparação das dentições adultas, com ou sem apinhamentos demostraram aparentemente que: existe uma relação entre as dimensões das bases ósseas indicada por uma dimensão palatina maxilar e o apinhamento dentário. Consequentemente com uma menor relação entre o apinhamento e o tamanho dentário. No segundo estudo se observou que um aumento expontâneo de 2.5 a 3.0 mm na dimensão transpalatina nos pacientes sem tratamento entre os 7 aos 15 anos. Este estudo demonstrou também que quando um paciente na dentição mista jovem aprensentam um arco dental muito atrésico (por exemplo, menor que 31mm), pois é pouco provável que alcance as dimensões adequadas através de um mecanismo de crescimento normal. Outros resultados, que proporcionam um mecanismo de expansão das bases ósseas, aumentando do comprimento e da largura do arco podem conseguir maior espaço e consequentemente melhor alinhamento da dentição permanente. Claro que os arcos não podem ser expandidos arbritrariamente, como proposto por muitos autores, sem proibição parece lógico considerar que a expansão do arco dentário em uma idade jovem é favorável para as adapatações esqueléticas, dentoalveolares e musculares podem legar a produzir antes da irrupção da dentição permanente. Ingervall, Hönigl e Bantleon (1996), em seu estudo de laboratório (Fig 12), aferiram, a cada 5 graus de desativação, as forças e os momentos dos arcos transpalatinos. Sendo que, os arcos utilizados eram confeccionados de aço inoxidável ou TMA (redondos 0,91 mm) (Fig 13), além de apresentarem diferentes tamanhos. Os ATPs de aço, ao contrário dos de TMA, possuíam uma mola de Coffin no centro. Estes arcos foram testados para a correção de giro simétrico nos molares em uma simulação clínica. As aferições foram divididas em passos, em um computador que, de acordo com autor, tiveram os resultados exibidos de acordo com a Tabela II. Na total ativação, os arcos de aço menores obtiveram os momentos e forças maiores, e que por sua vez, diminuíram rapidamente durante a desativação. Por outro lado, os arcos de TMA demonstraram uma gama maior de funcionamento, sendo que, estes são arcos de escolha para realizar a correção de giro. O arco transpalatino é extremamente eficiente para correção de giro, entretanto, podem ocorrer forças no sentido antero-posterior e vestíbulo-lingual. As forças mésio-distais ocorrem quando os momentos não são iguais e opostos, e consequentemente, o dente com maior momento irá se mover mesialmente. Além disso, forças de contração e expansão ocorrem durante o movimento, sendo que, posteriormente, recebem uma compensação manual. Os arcos de TMA ou aço, mesmo quando se acreditava estarem passivos, registram forças ativas. Entretanto, os autores relataram que era incapaz de eliminar todas as forças e momentos dos arcos transpalatinos ao ajustar para passividade. E também, os arcos de TMA apresentaram forças e momentos residuais quando comparados aos arcos de aço. A remoção dos giros dos molares superiores, para ganhar espaço dentro do arco dental e melhorar uma relação de Classe II de molar, é um procedimento simples e recompensador. Tabela dos valores máximos e mínimos: das força trasnsversas ( em N), valores (mesio-distal ) e momentos e uma aplicação simétrica Força Arco e mesio-Transversal distal max ativação G A C 49 mm Momento direito Momento força min Max min Max esquerdo min Max 0.13 -0.11 0.45 -1.68 3.32 -0.75 8.28 0.53 -1.51 1.41 23.16 43.04 23.02 40.53 0.06 -0.36 0.08 -0.54 0.42 -0.38 1.63 0.57 -0.52 1.15 29.91 47.76 24.60 52.05 0.19 -0.27 0.18 -1.13 6.95 - 3.31 2.55 0.31 0.63 23.04 32.98 25.91 39.92 passivo Ativação D 7 mm GAC 51 mm passive Ativação D 10 mm GAC 53 mm passivo Ativação mm de 10 -0.88 TMA 49 mm 0.54 -0.16 1.36 - 1.47 4.43 -0.42 22.59 13 0.39 -0.38 1.35 29.91 40.48 27.40 38.69 mm 0.22 -0.40 0.38 -3.13 6.05 1.69 6.18 0.29 -0.49 0.89 23.66 42.12 23.52 37.79 0.08 -0.23 0.82 -2.12 1.90 31.95 21.56 31.97 passivo Ativação mm TMA de 51 passivo Ativação 15 mm TMA 53 mm passiveo Ativação de mm 15 0.41 -2.93 0.25 -0.72 0.64 20.04 Tabela II retirada do artigo de Ingervall, Hönigl e Bantleon (1996) sobre os valores encontrados em aplicações simétricas dos arcos transpalatinos Fig 13.Figura retirada do artigo de Fig 12 Figura retirada do artigo de Ingervall, , Hönigl e Bantleon (1996), mostrando o aparelho mostrando os arcos de TMA sem loop e usado para aferir os momentos e forças nos arco de aço inoxidável com mola de coffin ATPs. Ingervall, Hönigl e Bantleon (1996), no centro. Segundo Melsen e Burstone (apud Ingervall, Hönigl e Bantleon,1996),), o momento ótimo para desgiro de molar é desconhecido mas, está próximo dos 30 Nmm. Para determinarmos um momento ótimo, deve-se conhecer o tamanho das raízes, o caráter e a condição dos tecidos periodontais. Dalquist, Gebauer e Ingervall (1996) realizaram um estudo dos efeitos sobre um arco transpalatal pré-fabricado ―standart‖ para a movimentação simétrica de giros dos primeiros molares. Neste trabalho foi avaliado o uso do arco transpalatino em 50 crianças, entre oito e 13 anos e sua relação com 34 indivíduos, entre 12 e 18 anos, que possuíam uma oclusão normal. E o autor [.10] Comentário: ??? chegou a seguinte conclusão: Antes da movimentação, os molares do grupo controle eram girados mesiopalatalmente, em comparação com o grupo de oclusão normal. Consequentemente, após a compensação da rotação inicial, a cúspide mesiovestibular do molar moveu-se ou distalmente ou mesialmente, ou permaneceu inalterado. Durante o desgiro, ocorreu expansão não intencional dos molares, além de que, não foi confirmado um ganho de espaço. Entretanto, o local do centro de rotação variou amplamente, porém estava entre as cúspides distopalatina e distovestibular. Enfim, para ocorrer o desgiro, tiveram de ser instalados por um tempo de 60 a 198 dias (com tempo médio de 122 dias). A correção do giro é favorável quando os momentos de rotação são iguais e opostos nos dois lados. Pois, desta forma, não produzem forças mesiodistais, sendo que, tais forças são os resultados inevitáveis de momentos desiguais nos dois lados. (Fig.14) Fig.14 Figura retirada do artigo de Dalquist, Gebauer e Ingervall (1996), explicando que: em ―A‖ são movimentos simétricos e em ―B‖ assimétricos e note que, em ―B‖ há forças mésio distais resultantes de momentos desiguais nos dois lados. Segundo Bobak (1997), através do método de análise do elemento finito (FEM) (Fig.15), foram analisadas as tensões nos molares e periodonto, sujeitados a retração típica (2 N ou 200g). Nesta análise foram calculados padrões de deslocamentos e tensão resultantes sobre a superfície da raiz, ligamento periodontal e do osso alveolar. Os cálculos foram realizados com ou sem a presença de um ATP. Através deste estudo, o autor chegou aos seguintes resultados: O arco transpalatal é uma ferramenta clínica útil, capaz de controlar as rotações e a distância intermolar. Porém, nenhum controle sobre inclinação e ancoragem foi notado. Então, os resultados finais sugestionam uma inabilidade do ATP para ancoragem ortodôntica por modificação de tensões periodontais. Sendo que, durante a aplicação da força, o ATP induz somente uma pequena modificação na distribuição da tensão pelos dentes e seu periodonto, e assim, diminui o seu deslocamento. Fig 15 Figura do modelo de desenho elemento finito de Bobak 1997 Taken from the AJO-DO on CD-ROM (Copyright ©1997 AJO-DO), Volume 1997 Nov (512 - 518): Do artigo ―tensões sobre as resposta dos molares com o uso dos arcos transpalatinos. Uma análise do elemento‖. Braun (1997) realizou uma comparação entre o ATP e o fio de arco vestibular, utilizados para correção de giro do molar Cl II de Angle (molares mésio-lingualmente girados) e constatou que: - A correção do giro é mais eficiente com o uso de um ATP, quando o centro de rotação está no acessório lingual do molar superior. Isto, em comparação ao arco contínuo, pode haver uma correção com diferentes pontos de rotação do molar, que poderá haver efeito colateral parte anterior do arco e na largura intercanino. Então, a correção do giro só é desejável quando se pretende alcançar uma relação de Cl I de molar, podendo a chegar um ganho de espaço de chegar até 2,1mm. Também, o uso combinado com ATP e um AEB (com um tubo vertical por vestibiular) pode ser realizado a correção de giro. Consequentemente, a ativação do ATP deve ser em pares iguais e opostos (momentos iguais e opostos)(Fig 17), para evitar forças indesejáveis ânteroposteriores de inclinação. - Na confecção do arco transpalatino não se aconselha incorporar alças, pois o a secção transversal rígido leva mais rápido para o centro de rotação do molar. Entretanto, em uma vista por vestibular, centro de resistência do molar fica na furca das raízes, e por uma visão oclusão, fica próximo a grande cúspide palatina. (Fig 16) Fig. 16 Figura retida do artigo de Stanley Braun 1997 explicando os centro de resistência do molar Fig 17 Figura retirada do artigo Stanley Braun 1997 esclarendo ativação simétrica do ATP com momentos e ângulos iguais e opostos. De acordo com Ramos et al (2000), a barra palatina (BP) tem sido utilizada em muitas situações clínicas. Isto se deve a sua fácil confecção, a possibilidade de controle tridimensional e também a variedade de opções mecânicas. Entretanto, suas ativações são realizadas somente na presilha, gerando assim, momentos e forças em ambos os lados. Enfim, para construir um sistema controlado devem-se visualizar as ativações dos arcos sobre um modelo de estudo, no qual se verificam as direções resultantes: verticais, ântero-posteriores, rotacionais e transversais. Segundo McNamara in Graber (2002), diz que, rotineiramente, o arco transpalatino é instalado no paciente até que o tratamento ortodôntico esteja finalizado. Então, o ATP pode ser usado para a estabilização, ancoragem e rotação dos molares, e, também tem aplicação no torque do radicular unilateral. Entretanto, a barra palatina na dentição mista previne a migração mesial dos primeiros molares superiores durante a transição dos segundos molares decíduos para segundos pré-molares. O arco lingual, usualmente usado na mandíbula, como parte do procedimento precoce de tratamento, tem função similar à do arco transpalatino na maxila como um aparelho de ancoragem para o molar. Então, o arco lingual é confeccionado com fio de aço inox 0.036‖,(Fig. 18) que se estende por sobre o contorno da dentição mandibular do primeiro molar de um lado até o primeiro molar do outro lado. As dobras opcionais de ajustes podem ser colocadas no arco lingual na região dos segundos molares decíduos. O arco lingual não é somente usado nos indivíduos com má-oclusão de Classe I, nos quais os espaços dos arcos estão estabilizados, mas também é usado no tratamento dos pacientes com má-oclusão Classe III. Nesses casos, a posição do molar é mantida com o objetivo de prevenir o movimento para anterior. Fig. 18 - Figura retirada do livro de Graber sobre a representação do arco lingual inferior soldado. Segundo Geramy (2004), ao utilizar a ―análise do elemento finito do modelo tridimensional da membrana periodontal‖, que permite identificar as pressões e os deslocamentos, constatou que: a distribuição de pressão, a hialinização e a reabsorção radicular constituem em elementos interligados, provenientes da aplicação de força. E, também, que em um movimento podem ocorrer locais de compressão e de tração do ligamento periodontal. Entretanto, a reabsorção aumentada pode ser diagnosticada nos pacientes que tem a indicação do tratamento ortodôntico. Então, a aplicação de uma força elevada causa uma pequena quantidade de movimentação dentária inicial e assim, torna-se razoável assumir um comportamento elástico linear para os materiais envolvidos. Barbosa (2005) em seu artigo sobre uso de arco transpalatino, com pacientes jovens, com mordida aberta e altura facial inferior aumentada. Dos quais, em comparação com a projeção de crescimento, obteve um resultado na intrusão dos molares pela pressão da língua, (Fig. 19), assim fechando a da mordida aberta e rotacionado a mandíbula no sentido anti-horário. Consequentemente, podendo até corrigir a relação de Cl II completa para uma classe I de Angle. Então, o uso do ATP pode provocar bloqueio do crescimento vertical do processo dento alveolar ou até mesmo intrusão dos molares com conseqüente rotação espacial da mandíbula no sentido anti-horário. Tendo em vista, a melhora do relacionamento anterior no sentido vertical como horizontal. Fig. 19. Figura retirada do artigo de Barbosa, onde ele relata que: com ouso de um ATP houve uma intrusão relativa dos molares e extrusao dos incisivos (diminuindo a Relação de Cl II).Este é a projeção das estruturas que poderiam estar. Imagem autorizada para divulgação professor Jurandir Barbosa. Segundo Marassi et al (2005) em seu artigo sobre o uso dos miniimplantes, onde estes podem ser utilizados em diversas aplicações. Entretanto, para o propósito desta monografia iremos exemplificar o uso da barra palatina com mininplante, que podem ser utilizados em conjunto para estabilizar ou distalizar os molares superiores. Desta forma, possibilita ampliar as formas de tratamento, que antes eram considerados complexos para a ortodontia, com métodos tradicionais. Segundo Oliveira (2005), o centro de resistência depende da anatomia do dente, onde o estado do ligamento periodontal, o nível ósseo e a quantidade de osso envolvente são determinantes para aplicar o sistema de força ortodôntico. Entretanto, para descrever o sistema de força deve incluir os aspectos da força (intensidade, direção, sentido e ponto de aplicação da força). Devido a isto, a relação geométrica do sistema de forças é estabelecida entre distância perpendicular da linha de ação da força ao centro de resistência. Desta forma, esta relação determina o momento que prediz o tipo do movimento do dente (translação ou inclinação). Entretanto, o momento é pelo determinado pela equação: M = F x d (momento é igual a força multiplicado pela distância). Os aparelhos ortodônticos sempre estão em estado de equilíbrio, onde a terceira Lei de Newton se aplica em cada acessório do aparelho separadamente. Entretanto, os níveis de equilíbrio são divididos em: sistema de forças no braquete, sistema de forças no fio e sistema de forças no centro de resistência (da unidade ativa e da unidade reativa). Então, para determinar a força de equilíbrio terá magnitude da força igual a soma dos momentos dividida pela distância entre as unidade envolvidas. Onde, é definida pela equação: F = ∑ M/L. As forças de equilíbrio atuam para equilibrar o momento resultante, quando estes momentos aplicados forem desiguais em intensidade, ou seja, o momento resultante for diferente de zero. Entretanto, no equilíbrio de forças coplanares (força que ocorre no mesmo plano) a resultante do sistema de forças que age sobre o corpo deve ser nula. Esta condição nega ao corpo a possibilidade de entrar em translação, mas não o impede de entrar em rotação. Então, nesta situação, há a formação de um binário, cujo momento é de mesmo valor e sentido oposto ao momento resultante. Devido a isto, o dente ou segmento, tendem a girar como um todo. Então, determinação do completo estado de equilíbrio de um corpo rígido (dente ou segmento), sob forças ortodônticas liberadas por um acessório, ajuda na previsão do movimento desejado (ação). Além disso, determina a reação atuante no bloco de dentes que devem ser mantidos estacionários. Em alguns problemas de equilíbrio de forças coplanares aparecem incógnitas, onde, tais sistemas de forças não podem ser resolvidos apenas com recursos da estática, mas, com o estudo das deformações produzidas pelos esforços aplicados, sendo assim, a resistência dos materiais auxiliam os sistemas estáticos. Entretanto, as forças equilibrantes nos extremos do fio são determinadas pela fórmula: FA = FB = Ma+MB L Um acessório pode ser determinado por quatro relações fundamentais: 1)relação LE/E -Limite elástico/módulo de elasticidade: mede o intervalo de trabalho de um acessório energia potencial elástica. 2)relação F/Δ -carga (força)/deflexão: mede o grau de flexibilidade de um acessório 3) relação M/F–momento/força: é responsável pelo tipo de movimento do dente ou segmento. 4) relação momento de elasticidade máxima ou rigidez do fio: mede a deflexão máxima de um acessório, onde estabelecem uma força desejada para que possam ser aplicadas sem atingir a deformação permanente. Estática: é o ramo da ciência que estuda os corpos em estado de equilíbrio e no qual a relação da aceleração instantânea é pequena e pode ser negligenciada. Devido a isto, o equilíbrio é repouso, embora que o movimento retilíneo e uniforme satisfaça a condição de equilíbrio estático (resultante das forças atuantes igual a zero). Sistemas de forças podem ser divididos em: estaticamente determinados e estaticamente indeterminados. 1)estaticamente determinados: são encaixados em um extremo ao outro amarrado, onde os cantiléveres são os acessórios típicos que libera um sistema de força estaticamente determinado. 2)estaticamente indeterminados. São os acessórios encaixados nos braquetes em seus dois extremos. Entretanto, logo que o movimento se inicie, há alterações angulares nos braquetes que ocorrerão mudanças nas geometrias, acarretando assim, variações nos sistemas de forças liberados. Diz-se, por isso, que os sistemas de forças estaticamente indeterminados são oscilantes ou flutuantes. Então, de acordo com a mudança das geometrias altera também a quantidade das forças e dos momentos, que consequentemente também modifica a distância do sistema de força. Devido a isto o autor relata a dificuldade clínica, de ativação precisa, dos sistemas estaticamente indeterminados. As geometrias de Burstone não descrevem uma distribuição contínua de forças e momentos atuantes nos dois extremos encaixados de um acessório, mas sim em uma relação instantânea do sistema de forças. Então, o exercício das geometrias se faz sempre levando em conta o equilíbrio estático, onde se determina o sentido do momento resultante e em seguida encontra-se sentido das forças equilibrantes. Entretanto, as geometrias representam um decréscimo da energia potencial elástica, mas também uma mudança na qualidade do sistema de força nos dois braquetes, onde em alguns casos poderá ocorrer até inversões no sentido das forças e momentos atuantes nos extremos do acessório ativado. O ponto de aplicação resultante (PAR) e da linha de ação da resultante (LAR) pode ser determinado por dois métodos: o método gráfico e o método analítico. 1)Determinação pelo método gráfico: uma vez encontrado os PAR e a LAR encontra-se a força capaz de levar o corpo ao equilíbrio 2)Determinação pelo método analítico: Se utiliza um teorema de momentos que decompõem as forças nos eixos X e Y, onde momento resultante igual à soma dos momentos das componentes em relação a um ponto qualquer do plano que às contém. Segundo Oliveira (2005), para as 6 geometrias de Burstone, tomam como referência: a constante do fio (K), e os ângulos das geometrias (Ǿ), e a distância interbraquete (L). Onde, para calcular o momento se utiliza da fórmula: M=KǾ/L. As ativações dos arcos palatinos acontecem nos 3 planos espaciais, onde incidem nas 3 ordens das aplicações ortodônticas (primeira, segunda e terceira ordem). Devido a isto, os arcos linguais (palatinos e inferiores) possuem capacidade para controlar os efeitos colaterais dos diversos aparelhos ortodônticos. Então, os arcos linguais podem controlar efeitos colaterais: AEB, cantiléveres, arcos vestibulares e outras aplicações ortodônticas. Por fim, o controle dos efeitos colaterais pode ser realizado qualquer fase do tratamento. O ATP apresenta um momento que podem ser considerados a forças de um cantilever. Entretanto, as ativações dos ATP pela presilha promovem uma distância linear e um ângulo, onde nesta fase, se utiliza uma formula que determina o momento e as forças atuantes. Os fios podem ser amoldados para produzir dobras em degrau ou tipo V, que podem alterar o sistema de forças da seguinte forma: 1- Dobra em degrau: caso a posição da dobra seja alterada mésio-distalmente, as forças e os momentos permanecem basicamente constantes para uma determinada distância interbraquete. Mas, caso a distancia interbraquete aumente a magnitude da força aumenta e, pelo contrário, o momento diminui drasticamente. Então, o sistema de forças liberado pela dobra em degrau lembra bem de perto o geometria I dos fios retos. 2- Dobra em V - O sistema de forças liberado nos dois braquetes é claramente dependente da posição mésio-distal do V (excentricidade a/L da dobra), onde a (a/L=0,5 lembra geometria VI e a/L=0,3 geometria IV ( V colocado a 1/3 de um dos bráquetes). Entretanto, as mínimas alterações na posição do ―V‖, principalmente com pequenas distancias interbraquetes, alteram profundamente a natureza do sistema de forças liberado, passando de um geometria para outra. Consequentemente, os valores absolutos de momento e força diminuem de maneira expressiva se aumentar a distancia interbraquete com o mesmo ―V‖. E também, o sistema de forças liberado está ligado com a altura do V e caso tiver dobra a altura do V há o dobro do momento, então, os momentos aumentam com a altura do ―V‖. A força oriunda da deformação elástica do cantilever é proporcional à deflexão a que está submetido o mesmo. Portanto, durante sua desativação, tanto a força liberada na UA quanto na UR, manterá sua direção e irá decrescer de acordo com a primeira potência (linear), isto é, proporcionalmente ao trabalho realizado por este acessório. O momento atuante na UR também se mantém seu sentido ao longo da desativação. Diz-se por isso, que o sistema de força gerado por um cantilever apresenta um alto grau de constância qualitativa e quantitativa. Alguns acessórios são utilizados para ceder componentes de força ou momentos capazes de equilibrar outras componentes (de força ou momento ) não desejadas, que são liberados em outros locais do aparelho. Mas na tentativa de se controlar o efeito colateral causado por um acessório, usado em determinada fase do tratamento, pode-se introduzir outro efeito colateral, pois raramente um tipo de acessório fornece apenas ma componente de força de apenas uma componente de força de interesse no tratamento em curso. Devido a isto, o ATP pode ser utilizado para controlar os efeitos colaterais do AEB, cantiléveres nas direções transversais. São importantes, antes de se iniciar o tratamento, que se definam de maneira clara, quais os dentes devem ser movimentados e aqueles que serão mantidos estáveis, pos esta diferenciação torna possível que se tenha melhor controle dos efeitos colaterais indesejáveis Burstone. Na técnica de Burstone a segmentação do arco possibilita o desenvolvimento de sistemas de força menos complexos, ou seja, de mais fácil leitura. Pois o alinhamento e nivelamento indiscriminado de todo o arco é uma medida que não deve ser adotada. Pois, o grau de complexidade dos problemas a serem enfrentados torna-se muito alto. Devido à natureza dos sistemas atuantes, há a perda de distinção entre a unidade a ser movimentada e aquela a ser mantida em repouso. Entretanto, a técnica de Burstone permite previsão e controle dos efeitos colaterais indesejáveis, apresenta uma seqüência sugerida. 1-análise dos dados recolhidos do paciente. 2-confecção de uma lista de problemas específicos para cada paciente; 3-estabelecimento das metas de tratamento (objetivos específicos) 4-Planejamento biomecânico (sistemas de forças requeridos) 5-Seleção do aparelho (acessório); 6-Pré-ativação dos acessórios escolhidos. Correções de primeira e terceira ordem na utilização dos ATP e arcos linguais inferiores se utilizando das ancoragens mútuas, das unidades ativa e reativa para correção dos molares. O uso dos arcos linguais possui indicações em uma grande variabilidade de soluções na clínica. Entretanto, arcos linguais (superior e inferior) unem as unidades de ancoragem direita e esquerda chamada de unidade de ancoragem posterior. Também, permitem a correção dos molares estabelecendo de uma oclusão posterior com toques mais homogeneamente distribuídos, onde auxilia na ancoragem. Então, utilizam ativações lineares para determinação do tipo de movimento desejado. Na mecânica de fechamento de espaços Burstone classificou a ancoragem requerida em três grupos (A, B e C). 1-Grupo A (ancoragem máxima): o deslocamento do segmento posterior é mínimo onde o local de ocupação para os locais de extração é 75% preenchido pelo segmento anterior. Neste grupo o ATP tem função no controle colateral em primeira e terceira ordem no segmento posterior. 2-Grupo B (ancoragem moderada): o deslocamento para o local das extrações é de 50% para cada segmento.3Grupo C (ancoragem mínima): o segmento anterior é mantido em sua posição ( ou levemente afastado dela), onde a ocupação para os locais de extração é 75% preenchido pelo segmento posterior. Segundo Hoshina e Ramos (2006) em seu artigo sobre barras palatinas, compararam dois modelos: Goshgarian e Zachrisson. Ambos os tipos de barras foram confeccionadas com fios 0,9mm e 0,8mm de aço inoxidável, com distâncias intermolares variando de 36 mm a 42 mm. Onde realizaram medições de forças estaticamente determinados, em modelos de gesso. Estas forças foram medidas somente em primeira ordem. Devido a isto, os autores chegaram às seguintes conclusões: O desenho da barra 0,8mm, de Zachrisson, obteve os menores níveis de força entre os modelos estudados. Então, quanto maior a distancia intermolar e menor a secção transversal do fio, consequentemente menores são as forças liberadas, para todos os desenhos de barra palatina. Lüttjohann (2006) possui a patente de um aparelho no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual do Brasil, que tem por objetivo prever os movimentos ortodônticos dos molares com uso dos arcos linguais (transpalatinos[superiores] e inferiores). O princípio de funcionamento do aparelho se beneficia da deformação dos materiais para assim, proporcionar a ativação tridimensional dos arcos e que, posteriormente levarão o dente à posição desejada. Para melhor alcançarmos os benefícios deste eficiente invento deve-se seguir os passos abaixo relacionados 1) Realizar um arco lingual (superior ou inferior) passivo para o paciente; 2) Aferir a distância intermolares; 3) Transferir esta distância para o aparelho; 4) Instalar o arco lingual (superior ou inferior) no aparelho de prever movimentos; 5) Realizar a movimentação desejada pelo ortodontista sem extrapolar os limites elásticos do fio ou provocar deformação permanente no fio. 6) Realizar, posteriormente, a cópia da deformação nos três planos; 7) Transferir o formato do desenho para os fios com o uso de alicates ortodônticos. 8) Realizar o teste do arco lingual no aparelho de prever movimentos, sendo que, nesta situação é certificada a inserção passiva do arco no aparelho; 9) Realizar a instalação do arco lingual (superior ou inferior) no paciente e aferir as forças e momentos provocados pelos arcos; 10) Se as forças e momentos forem compatíveis com cada dente, então é realizada a amarração do arco aos tubos e assim, é aguardado o tempo necessário para que o movimento se realize. 11) Caso esta movimentação seja insuficiente para as pretensões do ortodontista, podem ser realizadas novas ativações após o termino completo do movimento, onde se segue a partir do passo número 2. OBS: Para que a ativação desejada realmente se realize, devem ser levados em consideração os seguintes fatores: a folga do tubo, o tipo de fio, o limite elástico do fio, a taxa carga deflexão do fio e os desenhos dos arcos. Estes pontos podem influenciar não somente no tipo como também na quantidade das ativações. DISCUSSÃO: Primeiramente, iremos levantar a questão da grafia dos arcos linguais. Para um melhor entendimento, colocamos na monografia, várias palavras como sinônimas dos ―arcos linguais‖, tais como: arcos transpalatinos, barras palatinas, barras linguais, arco lingual superior, arco lingual inferior, arco lingual mandibular e arco lingual maxilar. Estas nomeações se diferem da ortodontia lingual, ramo no qual não entraremos no caso. O uso dos arcos linguais é de extrema importância no dia a dia da clínica ortodôntica, pois, com este método, é possível realizarmos as correções das diferentes deformidades dentofaciais. Para que isto seja alcançado, devemos ter consciência de muitos fatores, dentre os quais, segundo Burstone, saber avaliar as características individuais de cada paciente, realizar um diagnóstico detalhado e descrever quais os objetivos do tratamento’. Na dinâmica do movimento ortodôntico, podemos realizar qualquer movimentação com o uso de um arco lingual, desde que vários fatores favoreçam a concretização deste movimento. Para termos um bom entendimento das questões referentes aos arcos transpalatinos, relacionamo-os em quesitos que podem influenciar na dinâmica dos movimentos. Sendo que, o direcionamento desta monografia está relacionado ao arco segmentado, introduzido por Burstone, em 1962, segundo o qual os movimentos dentários são individualizados. Além de que, são relacionadas as questões lógicas sobre os diferentes tipos de situações que possam vir a ocorrer na clínica odontológica. Por fim, a monografia está divida em tópicos de grande relevância para um bom entendimento das questões relacionas aos arcos linguais. 7.1-Quanto ao início da aplicação de um Arco lingual 7.2-Quanto à relação molar; 7.3-Quanto as largura mésio distal dos dentes 7.4-Quanto aos arcos dentários 7.5-Quanto ao tipo do Arco lingual 7.6-Quanto ao tipo do material de um Arco lingual 7.7-Quanto às indicações dos arcos linguais 7.8-Quanto ao tipo de sistema de força aplicada por um Arco lingual 7.9-Quanto aos tipos de acessórios do molar 7.10-Quanto aos tipos de ativações dos Arcos linguais 7.11-Quanto ao tempo de ativação de um Arco lingual 7.12-Quanto ao uso de fórmulas para as ativações 7.13-Quanto às relações fundamentais para um Arco lingual 7.14-Quanto ao uso do aparelho para prever movimento de Lüttjohann (2006) 7.1-Quanto ao início da aplicação de um Arco lingual De acordo com McNamara e Brudon (1995), os aparelhos bucais podem ser utilizados o mais cedo que for possível e desta forma, o determinante para as aplicações dos aparelhos ficaria dependente da maturidade do paciente. Sendo que, para os arcos linguais, este fator não seria diferente, pois podem ser instalados desde que seja constatada a má oclusão. Desta forma, os arcos linguais podem ser utilizados sozinhos, ou seja, com ou sem a presença de outros aparelhos. E devido a isto, o mecanismo de funcionamento dos arcos linguais se utiliza das forças de ação recíproca e da ancoragem mútua e assim, não necessitam da utilização de outros aparelhos para produzir os movimentos. 7.2-Quanto à relação dos dentes dos molares Os primeiros molares são os primeiros dentes permanentes a irupcionar na cavidade bucal e a levar a uma relação entre os molares de I, II ou III. Estes, também podem conduzir a uma mordida cruzada ou de topo. Então, seria necessário o monitoramento, nos pacientes, da posição dos molares, para que se consiga realizar uma correção ortodôntica, a mais precoce possível. Caso for constada a má- oclusão, será verificada a necessidade de instalação de algum aparelho para correção precoce ou posteriormente destes dentes. Para que o ortodontista possa fazer o uso de qualquer tipo de aparelho ortodôntico ou ortopédico ele, primeiramente, deve saber o que realmente se deseja do tratamento. Por isso, deve-se ter um diagnóstico preciso, que irá prever o tratamento que será realizado. Isto, não é diferente para o uso de um arco lingual (superior ou inferior). E para que isto aconteça, é necessário saber o que se pretende fazer com a posição do molar, ou seja, em qual relação o dente deverá permanecer no final do tratamento. Então, caso se deseja que o molar fique em uma relação de Classe I, Classe II ou Classe III de Angle. Enfim, para o diagnóstico exato das relações de oclusão, o ortodontista deve realizar a manobra de relação cêntrica gnatológica e também avaliar os dentes por uma vista lingual. Andrews (1989), acrescentando para se ter uma oclusão normal, relata que a angulação do EVCC pode variar até 2 graus, e a arcada deve apresentar ausência de rotações dentárias, sendo que os pontos de contatos devem ser justos. Assim, não deve ocorrer discrepâncias mésiodistais nos dentes. Para estabelecer as relações ideais dos molares, estes devem seguir a relação do sulco do molar inferior com a cúspide mésio-vestibular do molar superior, além disso, outras estruturas anatômicas devem ser levadas em consideração. CLASSE I: De acordo com Cetrin e Ten Hoever (1983), citado por McNamara, Brudon (1995) e Dalquist, Gebauer e Ingervall (1996)e Dalhquist (1996), na posição do molar, as faces vestibulares devem estar paralelas entre si e consequentemente, com a rafe mediana independendo de extrações. Para Ricketts (1969), nos arcos com todos os dentes bem balanceados, a linha sobre as cúspides disto-vestibular e mésio-lingual deve passar sobre a metade distal da cúspide do canino do lado oposto. Andrews (1989) difere dos autores anteriores, que possuem uma visão por vestibular, anterior e oclusal por acrescentar as angulações, inclinações e anti-rotações aos molares, para que estes fiquem bem posicionados em classe I. A média das angulações que os primeiros molares superiores é de 5 graus, a inclinação de 9 graus e 10 graus de anti-rotação com o dente inferior da linha da ameia. A relação dos molares inferiores para média de angulação é de 2 graus com o plano oclusal, sua a inclinação é de menos 30 graus para os primeiros molares e menos 35 graus para os segundos molares. Também nos aspectos oclusais, onde a crista marginal do primeiro molar superior oclui na crista marginal mesial do segundo molar inferior e a cúspide mesiolingual do primeiro molar superior oclui na fossa central do primeior molar inferior. Isto leva as posições das cúspides vestibulares dos molares superiores devem ficar paralelas aos molares inferiores que devem evitar interferências durante excursões de trabalho. Para relacionar os molares em Classe I segundo Andrews (1989), , na se-qüência de irrupção dos segundo molares tocam na distal primeiros molares superiores e ao mesmo tempo promovem o assentamento das cristas marginais distais dos primeiros molares na ameia entre o primeiro e o segundo molar. Posteriormente, o mesmo padrão ocorre mais tarde entre os terceiros molares sobre os segundos. CLASSE II: Segundo Cetlin e Ten Hoeve (1983), Jurandir Barbosa (2005), os molares estão girados mesialmente com a face vestibular convergente. Acrescentado a isto, Andrews (1989) determina que inclinação do molar deve ser zero com relação do molar inferior. Entretanto, para Dalquist, Gebauer e Ingervall (1996)Dahlquist (1996) a posição dos primeiros molares superiores em classe II, estão, significativamen-te, mesio-palatalmente girados em comparação com o grupo de oclusão nor-mal. Entretanto, em uma visão por vestibular, o molar pode estar mesio-palatalmente rotacionado, devido a isto, leva a cúspide mesio-vestibular para a posição mais anteriorizada, assim, a cúspide está na ameia do molar inferior com o segundo pré-molar. Mas, por uma vista por lingual, caso a cúspide mesio-palatina estiver ocluindo na fossa central do molar inferior, a relação molar será de classe I. Desta forma a correção de giro do molar, com o arco transpalatino, levará a uma relação de falsa classe II para classe I. Então, para determinar uma verdadeira classe II de molar, a cúspide mesiopalatina deve ocluir na ameia entre o primeiro molar inferior e o segundo pré-molar inferior. CLASSE III: A dentição em má-oclusão de classe III possui os dentes posteriores da mandíbula ocluindo muito mesialmente em relação aos dentes posteriores da maxila. Então, segundo para Van Der Linden (1986), esta relação molar já pode ser diagnosticada na consequentemente pode se agravar com o crescimento. dentição decídua, O diagnóstico das relações dos molares e seus pontos de oclusão são determinantes para se estabelecer um correto prognóstico, pois desta forma, pode-se prever a posição final do tratamento. Isto é, unido as variáveis de crescimento, seqüência de irrupção, possibilidade mecânicas, tipos de aparelhos entre outras, pode então, tentar prever a melhor posição para os molares. Devido a isto, caso se pretende estabelecer uma posição estável (em Classe I, Classe II ou Classe III) poderá ser confeccionado um arco lingual inferior um arco de aço 0,9mm passivo (soldado ou removível). Mas, em situações que se deseja realizar movimento ativo dental, ,dever dar preferência a arcos com baixa carga/deflexão, como por exemplo fios de TMA (0.8 mm ou 0,9mm). Mas, também, podem ser confeccionados arco com fios de aço (0.8 mm ou 0,9mm ), sendo estes. soldado ou removível, com a presença de dobras ou não. 7.3.-Quanto à largura mésio distal dos dentes Segundo McNamara e Brudon (1995) os estudos de Howe e cols. (1983) em comparação com outros estudos Moorres e Reed (1954), Mills (1964), Mckeown (1981) e Radnzic (1988) demostraram semelhanças em seus achados sobre o tamanho dos dentes. Entretanto, o tamanho mésio-distais dos dentes não se verificou diferença de tamanho entre pacientes com apinhamento ou não, que tem praticamente o mesmo tamanho de dente individualmente em ambos os sexos. Mas na soma total dos dentes houve um ligeiro volume maior nos dentes com apinhamento, enfim com uma insignificância estatística. Concluindo, para uso dos arcos linguais levando em relação o comprimento mésio-distal dos dentes e presença de apinhamento, nenhum autor fez menção a estes quesitos. Mas, em experiência clínica, pode interferir no tamanho e na cimentação das bandas. Isto é, pode apresentar dificuldade em bandagem, aumentando assim, o atrito entre os dentes. Assim, possibilitando a dificuldade em promover os movimentos dos molares e outros dentes. 7.4-Quanto aos arcos dentários Na fase de crescimento, os arcos dentários estão em constante expansão, até que os pacientes cheguem em uma idade com ausência de crescimen- to. Entretanto, os arcos dentários superiores ou inferiores podem ter crescimentos diferentes, isto é, que estes arcos estão relacionados a um crescimento esquelético, que podem interferir diretamente na relação molar e de oclusão. Nesta monografia, nos deteremos na largura dos arcos dentários, que consequentemente, promove diferença na distância intermolar, pois estes fatores podem ter influência determinante no uso dos arcos linguais. Entretanto, pelo motivo dos arcos estarem em constante expansão, consequentemente, para um arco lingual estar passivo, então o arco lingual também deve estar em constante expansão, ou neutro. Sendo então, na fase de crescimento, a indicação de arcos que promovam a expansão residual, como por exemplo os fios de TMA, ou até mesmo pode ser utilizados fios de aço, mas com ativações subseqüentes de expansão. Mas, quando o paciente chega a um estágio de ausência de crescimento, e se deseja confeccionar um arco lingual passivo, esse deve também apresentar nenhum componente ativo de movimento. Então, os arcos de aço são os mais indicados para estabilização. Segundo os estudos de Howe e cols. (1983), Moorres e Reed (1954), Mills (1964), Mckeown (1981) e Radnzic (1988) (apud McNamara e Brudon, (1995), a largura transpalatina média é aferida na altura do sulco gengival da face lingual dos molares superiores. Entretanto, nos casos com apinhamento a largura intermolar média ncontrada foi de 31.1 mm (+ 4.1mm) e nos casos sem apinhamento foi de 37.4mm (+ 1.7mm). Então, houve uma distância de 6.3 mm de diferença entre os pacientes com ou sem apinhamento, e acrescentado a isto, as medidas similares e foram ligeiramente menores nas mostras femininas. Devido a isto, durante o crescimento dos 7 aos 15 anos, os autores sub dividiram em 3 tipos de larguras transpalatina: 1)Menores que 31mm: onde o crescimento médio fora de 3,3mm transversalmente durante o crescimento; 2) Entre 31 a 35 mm: o crescimento transverso fora de 2.5mm; 3) Maiores que 35 mm: o crescimento médio de 1.7mm durante o tempo de crescimento. Acrescentando a isto, no sexo masculino o crescimento transverso fora maior que a média encontrada, isto é, no sexo masculino o crescimento transverso é maior durante a fase de crescimento. Em contra partida, o comprimento médio do perímetro do arco nos casos sem apinhamento fora de 99.3 (+4.3) e 94.7 (+ 7mm) para com apinhamento. Então, houve uma diferença de 4.8mm entre os pacientes. E para o sexo femino a diferença média encontra passa para 5.2mm. Na mandíbula nos casos com apinhamento, o perímetro encontrado fora 4 a 5 mm menor nos pacientes Então, os fatores relevantes com largura transpalatina e perímetro do arco, em pacientes com e sem apinhamentos, são que a largura e o perímetro são menores em pacientes com apinhamento. Tendo em vista esta afirmação, já que os dentes possuem a mesma dimensão mésio-distal, pode ser desejável que exista a possibilidade de expansão ou disjunção dos arcos durante o crescimento. Especificamente, para os arcos linguais pode conseguir uma expansão dos arcos com praticamente nenhuma disjunção em favor do crescimento. Por fim, segundo Baldini e Luder (1982) o torque de raiz sempre vestibulariza a coroa, devido a esta informação, na fase de crescimento, deveremos realizar uma expansão dos arcos superiores promovendo um torque de raiz. 7.5-Quanto ao tipo do Arco lingual Segundo Koenig e Burstone (1981 e 1989), os arcos linguais podem assumir praticamente qualquer forma, sendo que também podem realizar qualquer movimento no molar. Devido a esta afirmativa os arcos linguais, além de realizar movimentos nos molares podem auxiliar nos movimentos de retração e intrusão em outros dentes. Assim, adquirindo uma forma mais apropriada para as diferentes soluções ortodônticas (KOENIG e BURSTONE 1989). Mas, para ficar didaticamente compreensível podemos dividi-los em: 1)Arco transpalatino de Goshgarian (1972) patenteado em 1972 e citado por Baldini (1982), Cetlin e Ten Hoeve (1983), McNamara e Brundon (1995), Ingervall, Hönigl e Bantleon (1996), Ramos et al (2000)Ingervall 1996, Sakima (1997). Pode possuir um loop (mola de Coffin) na rafe mediana, atualmente o pré-fabricado mais comum. 2)Arco lingual maxilar em forma ―W‖: segundo Koenig e Burstone 1989, é um aparelho removível usado para grande força de rendimento de constrição ou expansão dos arcos superiores, foi criando antes mesmo do quadrihélix de Ricketts, este, por sua vez , possui helicóides para diminuir a carga/deflexão do aparelho; 3) Arcos em forma de "U" ou desenho de ferradura: segundo Koenig e Burstone 1989 devido a sua maior incorporação dos fios melhoram a taxa carga/deflexão e podem ser utilizado para controle tridimensional dos molares. Estes por sua vez, podem ser aplicados no arco inferior; 4)ATP convencional: Dalquist, Gebauer e Ingervall (1996), Ingervall, Hönigl e Bantleon (1996), Dahlquist (1996) Ingervall 1996, Stanley Braun (1997) Burstone (1962), Koenig e Burstone (1981 e 1989), McNamara e Brundon (1995), Jurandir Barbosa (2005) entre outros autores, dizem que este arco, por sua vez é constituído de um desenho simples, contornando o palato e em sua extremidade possuem duas presilhas. 5) Zachrisson: idealizada pelo seu autor, onde possui curvas internas; 6)Em 1994 Burstone desenhou um arco lingual que não possui loops ou dobras incorporadas que se instalam em um acessório lingual do molar (hinge cap attachment), fazendo este parte do conceito do arco de ajuste de precisão. Além destes, os arcos linguais podem ser soldados ou removíveis. Então, , a diferença é que os soldados estão fixos as bandas por meio de uma solda e os removíveis possuem um tubo para sua inserção. Desta forma os arcos removíveis possuem a vantagem de não retirar a banda para ativação e a desvantagem o que aumenta o número de fratura dos arcos na ativação. Os arcos soldados de McNamara e Brundon (1995) apresentam uma mola de coffin na rafe mediana. Ainda, acrescentado aos tipos, os arcos linguais podem apresentar variedade em sua confecção como incorporação de um botão de Nance, gancho para auxílio em retração, entre outros. Enfim, para melhorar as taxas carga/deflexão e aumentar a gama de ativação, consequentemente diminuir o índice de fraturas dos arcos podem ser acrescentados (curvas, loops ou helicóides) nos pontos de maior tensão. (KOENIG e BURSTONE 1981). Por fim, os arcos podem se diferenciar em sua secção transversal onde serão discutidos mais adiante. 7.6-Quanto ao tipo do material de um Arco lingual Os principais materiais usados para um arco lingual são: aço inoxidável e beta titânio, onde estes possuem propriedades semelhantes como boa formabilidade, soldagem e resistência à corrosão. Mas as principais diferenças Formatado: Recuo: Primeira linha: 1,25 cm destes materiais são taxa carga/deflexão, módulo de elasticidade, limite elástico e força de rendimento. (BURSTONE e GOLDEBERG 1980). Entretanto, a força de rendimento: é a propriedade do material para produzir movimento dentário, onde esta propriedade está dentro do limite elástico. A relação Limite elástico/módulo de elasticidade: mede o intervalo de trabalho de um acessório ou energia potencial elástica. Enquanto, a relação carga/deflexão: mede o grau de flexibilidade do acessório. E, por sua vez, a relação momento de elasticidade máxima/rigidez do fio, mede a deflexão máxima de um acessório, onde estabelecem uma força desejada para que possam ser aplicadas, sem atingir a deformação permanente. As seções transversais são outras características que podem variar no sistema de força e também nas forças aplicadas em um aparelho ortodôntico. Entretanto, as secções transversais usadas, na clínica ortodôntica, tanto para o aço quanto para o TMA são: 0.32‖ (0,8 mm redondo), 0.32‖ x 0.32‖ (0,8 x 0,8 mm) e 0.36‖ (0,91mm redondo). Entretanto, as secções transversais menores e distâncias interbraquetes aumentadas, estes fatores diminuem também as forças aplicadas, nos extremos, para um mesmo desenho de arco. (HOSHINAHIRSOHIRO 2006). O TMA, ou beta titânio, possui uma baixa carga/deflexão, um alto módulo de elasticidade que são indicados para movimentos ativos dentes. Por sua vez, o aço inoxidável possui uma maior rigidez, sendo este indicado, além dos movimentos ativos também para as aplicações passivas. Então, para ativações extensas ou que necessitem de grandes deflexões o material mais indicado é o TMA, onde este material necessita de menos ajustes, devido a sua pequena perda da elasticidade e uma grande memória do fio. Entretanto, o aço inoxidável devido as suas propriedades, são os materiais mais indicados para aplicações passivas. Mas, quando este utilizado em aplicações ativas, para melhorar suas propriedades mecânicas podem ser incorporados helicóides ou outras dobras para diminuir a sua propriedade de carga/deflexão. Isto assegura que o clínico pode ativar os aparelhos sem deformação permanente, assim o operador possui controle melhor sobre o movimento dental, minimizando os intervalos de ativação. Para uma ativação, de qualquer aparelho ortodôntico, o fio deve ter uma força elástica (gerando um momento elástico) e uma força de rendimento (gerando um momento de rendimento), tais fatores não provocam deformação permanente nos fios BURSTONE e GOLDBERG (19803). Então, o momento elástico é produzido por um fio que apresenta uma certa elasticidade (que está ligado ao seu módulo de elasticidade), que pode promover movimento dentário ou não. Para que um momento elástico passe a ser chamado de momento elástico de rendimento, neste estágio que o fio deve provocar movimento dental. Então, Para o movimento dos dentes ocorrer, depende da quantidade de área de raiz circunscrita pelo do ligamento periodontal (pois o movimento dental se dá dentro de um ligamento periodontal promovendo aposição e reabsorção óssea). Entretanto, a força de rendimento para um determinado fio deve ser de 1,97g/mm2. Então, para um ATP movimentar um molar com inserção normal a força de rendimento varia de 200g a 300g com um momento de rendimento de 1500g/mm a 2500g/mm. Por fim, Burstone (1989) para produzir forças, mais claras e constantes deve ser acrescentando a folga do tubo para as aplicações proporcionam um ajuste que se aproximando do real, diminuindo assim a porcentagem de erro nas ativações. 7.7-Quanto às indicações dos arcos linguais Os arcos linguais possuem muitas indicações devido a sua larga necessidade clínica, onde são utilizados praticamente em todo o tratamento ortodôntico, do início ao fim. Para McNamara e Brudon (1995), este aparelho pode corrigir deformidades nos molares ou em outros dentes também. Mas, para melhor entendimento das indicações dividiremos em tópicos. 7.7.1-Quanto ao uso dos Arcos linguais como ancoragem: O controle da ancoragem é uma terapia muito utilizada, principalmente, quando se necessita de retração de caninos ou dentes anteriores. Mas, segundo Bobak (1997) nas aplicações de retração, o arco transpalatino não tem eficiência no controle da ancoragem ântero-posterior, mas sim no controle transverso. Para Burstone (apud OLIVEIRA 2005) o controle de ancoragem foi estipulado em 3 tipos (A,B e C) sendo que o arco transpalatino estava presente em todos os tipos. Devido a isto, na mecânica ortodôntica para aumentar o controle de ancoragem o ortodontista pode lançar mão das técnicas das mecânicas do arco segmentado, introduzida por Burstone (1962 e 1966). Acrescentado a isto, Marassi et. al (2005), dizem que melhora as condições de ancoragem com a utilização das mecânicas dos mini-implantes. Por outro lado, segundo Leighton (1977apud McNAMARA e BRUDON 1995) em seu estudo verificou-se que haveria apinhamentos na dentição permanente, caso tivesse de 0 a 6 mm na dentição decídua, poderiamos concluir que há a possibilidade utilizar um arco lingual (sup ou inf.). Para evitar que os dentes molares inclinassem para a posição dos segundos pré-molares, e também serem utilizados na transição da dentição mista para a permanente quando o lee way space ou espaço Livre de Nance for responsável pela correção do apinhamento (McNAMARA e BRUDON 1995). Então, ancoragem ânteroposterior pode ser utilizada para os arcos na fase de dentição mista para ancorar os molares superiores ou inferiores para não mesializarem na troca da dentição. Entretanto, o uso dos arcos na fase de crescimento pode provocar a intrusão relativa (JurandirBarbosa 2005), pois estabiliza a extrusão dos dentes na direção das projeções de crescimento. 7.7.2-Uso para torque de molares Em um movimento de raiz para vestibular, segundo Baldini e Luder 1982 haverá sempre uma vestibularização dos molares até que as raízes iniciem seu movimento, e segundo Koenig e Burstone (19881989) o movimento de raiz é um movimento lento que pode demorar semanas. Desta forma, o ortodontista pode realizar uma expansão com torque de raiz, levando assim mais tempo que uma consulta e outra. Entretanto, tempo este que normalmente se espera, para movimentos corriqueiros ortodônticos. 7.7.3-Uso para rotação ―O arco transpalatino é o aparelho mais eficiente para a correção de giro dos molares‖. (Dalquist, Gebauer e Ingervall (1996)Dalquist 1996, Cetlin e Hoever 1983). Mas, caso o arco não tiver as apassivações ideais, isto é, onde os momentos são diferentes de zero, ocorrerão movimentos ântero-posteriores (OLIVEIRA 2005). Assim, realizando movimentos de tip-back que em uma aplicação ortodôntica poderá ser irreversível. Entretanto, com a correção do giro alguns autores relatam que pode ganhar até 2 mm em espaço no arco. Mas, esta afirmação é muito relativa, pois devemos saber a forma do molar (trapezoidal ou ovóide). Também, a relação do molar exata, a quantidade da largura do molar e o tipo de ativação. Consequentemente, estes fatores podem influenciar diretamente em relação ao ganho de espaço na correção do giro. 7.7.4 Controle dos efeitos colaterais É importante, antes de se iniciar o tratamento, que se defina de maneira clara, quais os dentes devem ser movimentados e aqueles que serão mantidos estáveis, pois esta diferenciação torna possível que se tenha melhor controle dos efeitos colaterais indesejáveis (BURSTONE 1961, OLIVEIRA 20056). Entretanto, um dos principais usos dos arcos linguais é para o controle do efeito colateral dos movimentos no arco, pois segundo Burstone 1966 o ATP une os lados direito e esquerdo em uma ancoragem posterior, formando assim uma unidade reativa. Entretanto, para diminuir os efeitos colaterais a técnica ortodôntica é ,necessário aplicar a técnica de burstone (1962) do arco segmentado O arco lingual também pode ser utilizado para controlar transversalmente a ação colateral do uso de AEB de tração posterior, cantilever e outros artifícios ortodônticos 7.7.5-Outros usos: Os arcos linguais possuem ativações de modos recíprocos podendo realizar: expansão, constrição, verticalização, intrusão, giro, torque dos molares (KOENIG e BURSTONE 1981 e 1989). Como também, podem ser utilizado juntamente com AEB ou miniimplantes, para aumentar a ancoragem. Por fim, para um uso racional dos arcos linguais devemos ter consciência que a aplicação pode ter em parte efeitos que podem ser desejável ou indesejável, isto vai depender do que se pretende realizar, isto é, que em qualquer aparelho dentário devemos saber suas ações e reações para podermos utilizar melhor este conhecimento. 7.8-Quanto ao tipo de sistema de forças aplicado por um Arco lingual Segundo Koenig e Burstone 1981, o sistema de força de um arco lingual é estaticamente indeterminado, oscilantes ou flutuantes, pelo motivo dos extremos do arco estarem encaixados em dois braquetes. Isto faz com que haja muitas variáveis de geometrias no decorrer do movimento. Mas, segundo Oliveira (2005), Burstone e Manhartsberger (1988), Burstone (1989) Melsen et al (1994), o sistema de força está vinculado a Lei do Equilíbio Estático onde produz momentos iguais e opostos. Desta forma as resultantes (das forças e dos momentos) no sistema são iguais a zero. Entretanto, para ocorrer o movimento dental será necessário a quebra do equilíbrio estático entre: dente, osso e ligamento periodontal. Mas, o sistema de força liberado está dependente da posição do V e da deformação dos metais, (Oliveira 2005), sendo assim pode ser ativado e consequentemente diminuir o efeito colateral. Desta forma, o aparelho de Lüttjohann (2006) pode ser considerado para ativações simétricas e assimétricas. Então, o sistema desejado pode ser determinado por um ramo da ciência que trata de descrever o comportamento passado e prever o comportamento de um corpo Entretanto, as modificações das geometrias sempre levam em contra o equilíbrio estático, onde se determina o sentido do momento resultante e em seguida encontra-se sentido das forças equilibrantes (OLIVEIRA 2005). Com esta afirmativa, podemos prever qual tipo de movimen-to e determinar seus efeitos colaterais. Enfim,, para se determinar o movimento, devemos levar em consideração: a o ponto aplicação da força, o centro de resistência e o sentido da força, e também o momento e a relação momento/força. 7.8.1 Quanto ao ponto de aplicação da força. Ponto de aplicação da força é onde a força incide no acessório, mas pela lei da transmissibilidade das forças, caso realizar uma dobra no fio esta força terá uma relação com o centro de resistência do dente. Então podendo produzir um movimento de translação, inclinação ou rotação. Segundo Koenig e Burstone 1981 produzem constrição ou expansão aplicando uma força no ápice da curvatura palatina. Consequentemente, os locais de aplicação das forças vão influenciar nos momentos, nas distâncias e nas forças produzidas pelos arcos. Entretanto, segundo vários autores os arcos linguais são muito sensíveis a qualquer dobra, por isso se souber o local preciso e quantificado do ponto de aplicação da força terá um resultado esperado com o mínimo de efeitos colaterais indesejáveis. Então o ortodontista somente poderá ativar um arco lingual ou qualquer outro aparelho se souber o que se deseja fazer com o dente, e tiver o ponto ideal para a aplicação da força. 7.8.2 Quanto aos momentos. Segundo Oliveira (2005), para cada ativação é necessário aferir a linha da ação da força e a distância até o centro de resistência para se calcular o momento que vai ser aplicado ao dente. Com esta afirmativa, a movimentação se dá de acordo com os momentos resultantes. Por convenção clínica, os momentos necessários para rotacionar um molar, em situação normal, está entre 1000 e 2500g/mm, mas a quantidade de força e momento estão dependentes da condição periodontal do paciente. Segundo Ingervall, Hönigl e Bantleon (1996),Ingervall 1996, os momentos e forças dos ATPs se fossem iguais e opostos eles deveriam dar forças mésios-distais igual a zero, mas encontraram muita dificuldade em chegar a este fator de igualdade dos momentos, que invariavelmente na clínica ocorreria efeitos mésio-distais. 7.8.3 Quanto à direção da força. A direção da força pode ser anti-horária ou horária, que está dependente da aplicação da força em relação ao centro de resistência do dente. Consequentemente a momento que a força produz. 7.8.4 Quanto à relação momento/força Segundo Atta (1964) apud Burstone (1966) variando a relação momento/força, são produzidos vários centros de rotação, mas a habilidade para controlar o movimento do dente de qualquer tipo, depende do potencial de um aparelho ser aplicado na própria relação momento/força. Então, esta relação determinará como o dente moverá. Então, para o ATPs a relação momento/força para movimento de translação deve ser entorno de 8. Consequentemente, a relação deve ser maior para movimento de raiz e menores para movimento de coroa, podendo tais movimentos ser controlados ou descontrolados. 7.9-Quanto aos tipos de acessórios do molar Os acessórios linguais dos molares, para os arcos linguais, devem estar o mais oclusal possível e também paralelo ao plano oclusal. Normalmente, os tubos estão soldados as bandas dos molares, mas podem estar também colados. Os tubos dos molares podem ser: - Tubo 0.32‖ x 0.32‖( Burstone e Manhartsberger (1988)Burstone 1988); - Tubo 0.36‖ x 0.72‖este é o mais comum e, - Encaixe rápido ―Hinge Cap Attachment‖ (Burstone 1994) Para a maior precisão dos arcos ativos é aconselhado tubo 0.32‖ x 0.32‖ ou Hinge Cap Attachment, onde promovem uma maior justeza do arco lingual com o tudo, diminuindo assim, a folga do tubo e também a quantidade de dobras para a instalação do aparelho, que consequentemente diminui a incidência de fratura dos arcos de TMA. Entretanto, os arcos confeccionados com fios 0.32‖ x 0.32‖ ou 0.32‖ redondo podem ser utilizados no tubo tudo 0.32‖ x 0.32‖ ou Hinge Cap Attachment. Então, a diferença entre tudo 0.32‖ x 0.32‖ ou Hinge Cap Attachment é que este último possui uma tampa eliminando a ligadura para amarração. Os tubos linguais 0.36‖ x 0.72‖ são os tubos mais vendidos. Estes por sua vez, têm uma característica de poder ser utilizados fios de 0,8mm ou 0,9 mm, mas a configuração do arco deve conter uma presilha nos extremos do arco. Então, dificultando a sua confecção e aumentando a fragilidade dos fios, principalmente o TMA. Mas, com estes tubos pode ser realizado, qualquer movimento ortodôntico, com um arco lingual, a fim de que isto aconteça, será necessário ter o conhecimento da folga do tubo. Enfim, qualquer tubo lingual pode ser utilizado para uso dos arcos linguais, mas o tubo 0.32‖ x 0.32‖ tem vantagem sobre os outros por proporcionar facilidade na confecção dos arcos e ter um ajuste satisfatório para os movimentos ortodônticos. 7.10 Quanto aos tipos de ativações dos Arcos linguais Para realizar uma ativação deve seguir os passos segundo Koenig e Burstone (1981), para então, realizar um movimento desejado e diminuindo assim os efeitos colaterais. Passo1. O arco lingual deveria ser confeccionado de forma a contornar os tecidos palatais e a encontrar-se passivo nos tubos do molar para, assim permitir um ótimo conforto além de não provocar lesão alguma. Esta posição, assumida pelo arco lingual, seria a ideal para futuras ativações. Passo 2.- O ortodontista deveria, ao simular o sistema de força de desativação (o sistema de força na direção do movimento do dente), realizar a deformação permanente do arco lingual. Esta primeira aproximação, se levada a risca, pode ser ou realizada com o uso de alicates ou com o uso dos próprios dedos. Então, ao usar um sistema de força de desativação, possibilita ao clínico, visualizar os locais em que o arco transpalatino está dobrando, para posteriormente efetuar a duplicação destas curvas que serão incorporadas permanentemente. Passo 3. O arco transpalatino é então, experimentado, alternadamente, no tubo do molar, tanto no lado direito como no esquerdo. Em cada tempo, é observado a geometria do extremo livre com seu tubo apropriado. Passo 4. A forma do arco lingual é modificada com base nas observações anteriores e segundo as ativações de ensaio do passo 3. A nova forma do arco lingual é devida a uma segunda aproximação e, se for necessário realizar, futuramente, novas tentativas de ativações, estas poderão alcançar aproximações adicionais, mais exatas. Além destes passos devemos levar em consideração os limites elásticos de cada material, que segundo Burstone, Baldwin, Lawless (1961) a relação de aplicação da força e da deflexão está definida pela ―lei de Hooke‖, que se define, os estados dentro do limite proporcional de qualquer deflexão do material é proporcional a carga. Conseqüentemente, ao longo da gama de ativação de uma mola, onde o quociente de força aplicada dividido pela deflexão é uma constante, o qual a constância é inerente ao fio. Devido a isto Oliveira (2005) acrescenta a constância do fio para ativação dos arcos linguais. As ativações possuem vários sistemas de força que poderiam ser aplicados pelo arco lingual, pois haverá um desequilíbrio nas forças e a movimentação dos dentes, pressionados pelo arco lingual, levaram os dentes envolvidos novamente em situação de equilíbrio. Devida a isto, as ativações podem ser aplicadas em qualquer lugar do arco., mas, normalmente, nas aplicações requerem movimentos bilaterais simétricos, onde nesta situação, o ortodontista pode tirar proveito da ancoragem recíproca. Entretanto, as ativações podem ser estáticas ou sugestivamente mecânicas. Mas, em questão sobre as ativações dos arcos linguais, em toda a literatura, está muito confusa. Então, para questões didáticas tentaremos dividir as ativações em: 1) Ativações no corpo do arco – podem ser tanto para os arcos soldados quanto para os removíveis 2) Ativações na presillha: do arco do arco removível; 3) Uma ativação “Standart‖: onde somente se realiza a instalação do arco vindo do fabricante, sem realizar nenhuma ativação, isto é, instalar o arco préfabricado sem ajustes ou apassivações no arco; 4) Ativação de “Arco passivo”; já discutido anteriormente. 5) Ativações por métodos analíticos e geométricos; 6)Ativações dos arcos linguais com uso de aparelhos: 1)Ativações no corpo do arco: Segundo Koenig e Burstone (1981), ativações de constrição e expansão dos arcos palatinos podem ser realizadas no ápice do arco (na dobra palatina), isto faz com que se gere momentos iguais e opostos. Então, este se assemelhada com a ideologia do arco ideal de Burstone em 1974. Estas ativações podem promover inclinações dos dentes ou até movimentos de translação, para que isto aconteça a ativação depende do local que a linha da ação da força passar em relação ao centro de resistência do molar. Entretentato para McNamara e Brudon (1995) utilizando as ativações com pressões dos dendos nos arcos transpalatinos sodados e consequentemente produz uma ativação no corpo da barra. 2)Ativações nas presilhas do arco transpalatino: esta ativação é a mais conhecida e difundida pela classe ortodôntica. Pois, a ativação é realizada pura e simplesmente levando o extremo do arco a posição desejada sem se preocupar com as apassivações dos arcos, onde podem ocorrer forças mésiodistais. 3) ativação “Standart” ou ativação dos arcos como recebidos: são os ATPs comercializados que são instalados diretamente na boca do paciente. Segundo Dalquist, Gebauer e Ingervall (1996)Dalquist (1996), para correção de giro estes arcos são eficientes, mas podem ocorrer muitas forças colaterais, que são devido a, falta de compensações das forças colaterais ou verificação das apassivações. 4) arcos passivos: Quando o paciente está em uma fase de crescimento, os arcos passivos devem ter uma leve expansão para acompanhar o crescimento. Este crescimento de expansão pode variar de 2,5 mm a 3,0 mm de aumento transversal entre os 7 aos 15 anos de idade. Consequentemente no sexo masculino a expansão durante o crescimento é mais pronunciado, estes fatores pode alterar a forma do arco transpalatino na forma passiva e sim levar a forma passiva para uma expansão. Pois, a distância intermolar com o passar dos anos vai aumentando naturalmente 5) Ativações por métodos analíticos: segundo Oliveira (2005) os métodos utilizando as fórmulas matemáticas para determinação de suas grandezas e suas relações. 6)Ativações dos arcos linguais com uso de aparelhos: Segundo Koenig e Burstone em 1981 o uso de computadores poderia dar uma localização exata de ativação no arco, podendo este realizar qualquer movimento dentário, mas este procedimento de computadores se tornaria impraticável. Lüttjohann (2006) com um aparelho para prever os movimentos, de maneira rápida e fácil, usa a teoria da deformação dos materiais para realizar os movimentos desejados. Devido a isto, com o uso deste aparelho nos mostra os exatos para ativar os diferentes arcos para os diferentes movimentos desejados. Então, a facilidade e rapidez tornam-se as expectativas de Koenig e Burstone (1981) capazes de serem realizadas. Segundo Ingervall, Hönigl e Bantleon (1996),Ingervall (1996), utilizou um aparelho para medir as forças e momentos, utilizamos na cliínica tensiômetros e outros aparelhos para medição. Então, o uso de aparelhos na clínica ortodôntica é comum, então o aparelho que prevê movimentos, se torna necessário, na clínica ortodôntica para melhor visualização e ativação dos arcos linguais. Para qualquer aplicação de aparelhos ortodônticos devemos ter a consciência sobre fase de crescimento, o sexo e idade (dentária e cronológica). Então, os arcos linguais possuem muitas aplicações clínicas, devido a isto suas ativações são bastante variadas. Onde, todo o movimento ortodôntico pode ser desejável ou indesejável, isto vai depender do que se deseja. Consequentemente, após realizada a ativação do arco lingual (superior ou inferior), deve-se aferir as forças e calculadas os momentos para se ter certeza da ativação. 7.11-Quanto ao tempo de ativação de um Arco lingual Dependendo da ativação os arcos linguais requerem entre 6 a 8 semanas par produzir rotação do molar do lado ativado segundo McNamara e Brundon (1995) para soldado. Entretanto, Dalquist, Gebauer e Ingervall (1996) Dahlquist (1996) utilizaram arcos de inoxidável ―standart‖ pré-fabricado, durante 60-198 dias (com tempo médio de 122 dias), para crianças entre 8 a 13 anos.). Enfim, Burstone para os movimentos, para torque de raiz, leva tempo para que seja efetivado o movimento radicular. 7.12-Quanto ao uso de fórmulas Atualmente, a presença de fórmulas na clínica ortodôntica ainda não é de uso freqüente pelos ortodontistas, mas as fórmulas físicas são de grande valia para o tratamento. Desta forma as fórmulas físicas, juntamente com tenciômetros e registros métricos, quantificam os momentos, as forças e as distâncias. Entretanto, podemos quantificar o tratamento ortodôntico em que possam ser comparadas com a própria biologia do tratamento e também com tabelas pré-existentes. Então, podemos modificar os aparelhos ortodônticos para se tornarem compatíveis para movimentos dentários, com utilização análises mais complexas, como por exemplo do elemento finito. Por fim, na clínica, devemos utilizar as fórmulas para podermos escriturar na ficha clínica, caso o paciente tenha um desconforto exacerbado, então, possa ser analisadas as grandezas e se caso necessário, modifica-las. 7.13-Quanto as relações fundamentais para um ATP Segundo Burstone ande Koenig 1981, um ótimo sistema de força deveria ter a própria magnitude de força, uma baixa taxa de carga-deflexão, e a própria relação de momento/força. O mais importante destas características é a relação de momento/força. Uma exigência mínima é que os momentos e forças estão em uma própria direção. Entretanto, para qualquer movimento dental ativo ocorrer deve levar em consideração: a linha da ação da força, o centro de resistência, momento, a magnitude e a aplicação da força, limite elástico, módulo de elasticidade e suas relações. Estas características permitem ao ortodontista realizar qualquer movimento. Para arcos passivos deve ter uma alta rigidez, alta carga/deflexão com um baixo potencial elástico, estas especificações levam um arco que é pouco sensível ao movimento, mantendo suas configurações quando sujeitado a forças externas, podendo ser um arco com uma grande secção transversal. Então, para uma força gerar um momento e provocar movimento dental, a linha de ação da força deve incidir em qualquer local, capaz de produzir um coeficiente necessário para romper o equilíbrio. Onde, provocará a compressão ligamentar, produzindo assim reabsorção e aposição óssea. Então, para se ter conhecimento do tipo de movimento deve-se ter conhecimento onde esta força está sendo aplicada, pois tal força será relacionada com o centro de resistência do dente para realizar o movimento. Por fim, estes fatores levam um arco lingual para movimento ativo com uma baixa força diminuindo a possibilidade de reabsorção radicular com uma força relativamente constante no seu percurso sem que o fio atinja a deformação permanente. 7.14-Quanto ao uso do “aparelho para prever movimento” de Lüttjohann (2006) Nas experiências clínicas, o uso do ―Aparelho de Previsão de Movimentos‖ tem sido de grande valia para a compreensão dos efeitos colaterais que um arco lingual (superior ou inferior) pode acarretar na movimentação dos molares. Além disto, a visualização tridimensional das ativações proporciona a confecção de um arco lingual mais eficiente e mais resistente a fraturas. Abaixo, temos relacionadas algumas vantagens do uso do ―aparelho para prever movimentos‖ em relação a técnica dos arcos linguais utilizados atualmente: 7.14.1-A confecção dos arcos: Quando é realizada a movimentação do ―aparelho de prever movimentos‖ para a posição desejada, o fio se deforma em alguns locais. Assim, nestes pontos, a tensão é maior, no entanto, podem ser acrescentadas dobras que além de melhorar a força de rendimento arco, também diminuem o risco de fratura dos mesmos. 7.14.2-Visualização dos locais de aplicação da força: Quando é utilizado o ―aparelho de prever movimentos‖ tem-se a visualização tridimensional dos locais de aplicação da força para realizar o movimento desejado. 7.14.3-Facilidade de confecção dos arcos: Com a projeção da movimentação tem-se uma direção do movimento, ou seja, o movimento se dá em uma única direção, consequentemente, o arco pode ser confeccionado para as configurações com a projeção do movimento. 7.14.4-Relação momento/força: Com o uso do ―aparelho de prever movimentos‖ a ativação dos arcos linguais se dá na própria relação momento/força desejada. E assim, é conseguido o movimento esperado. 7.14.5-Ativação dos arcos com tempo reduzido: Com o uso do aparelho não necessita moldes e modelos para a realização das ativações de ensaio, sendo assim, é preciso de pouco tempo para ativar os arcos, além de que se obtêm uma grande precisão. 7.14.6-Movimento de giro: Com o uso do ―aparelho de prever movimentos‖ consegue-se saber o local exato de ativação do arco lingual que irá realizar o movimento necessário em cada molar, ou seja, ao ser aplicada a força no ponto que produz momentos iguais e opostos, as forças mésio-distais são minimizadas e os efeitos colaterais diminuídos, o que para alguns autores parecia ser impossível de ser controlado. 7.14.7- Efeitos colaterais: Paras os movimentos ortodônticos com o uso do aparelho de previsão de movimentos, tem-se um controle dos efeitos colaterais das forças aplicadas nos dentes. Enfim, os resultados clínicos obtidos mostram que o aparelho de prever movimentos tem uma grande eficiência na correção dos molares em todos os sentidos. Onde, este aparelho terá, em um futuro breve, uma utilização clínica constante. CONSIDERAÇÕES FINAIS O uso dos arcos linguais, na clinica ortodôntica, para correção dos dentes molares, é inquestionável. Mas, o que realmente deixa a desejar, são os locais de ativação. E, para uma melhor objetividade destes arcos, temos diferentes materiais e desenhos de arcos para as diferentes aplicações clínicas. O ATP é um dos aparelhos mais utilizados na ortodontia, sendo muito sensível ao sistema de força e caso não for bem executado, os arco dentais poderão sofrer danos permanentes. Para tanto, o ortodontista deve seguir alguns passos: Primeiramente, deve realizar um bom diagnóstico do caso, para depois fazer um bom planejamento. Para levarmos o dente à posição desejada, devemos saber qual o material que mais se adepta para o movimento ou se for o caso, para o controle de ancoragem. Após prefixado estes princípios, iniciamos com a confecção do arco transpalatino passivamente, para posteriormente ativá-lo na posição desejada. Mas, para que isto aconteça, devem ser levados em consideração os seguintes aspectos: a quantidade de momento, a largura inter-molares - cálculo do momento, a profundidade do palato, que pode interferir na força de ativação, o tipo de material (TMA ou aço Inoxidável), a finalidade que se deseja ( ancoragem ou ativação), a posição de inserção do arco, e o tipo de arco (removível e soldado). Então, para se aplicar um componente ortodôntico deve ter conhecimento de muitas variáveis onde individualizam o tratamento para cada paciente. Enfim, as ativações que segundo Koenig e Burstone (1981), seria possível, pela técnica computadorizada, prever os locais exatos de ativação dos arcos linguais. Mas, sua utilização seria inviável nas clínicas odontológicas, devido a dificuldade de operação dos programas e também devido a outros anseios que possibilitam as ativações exatas dos arcos. Então, o Lüttjohann, em 2006, patenteou um aparelho que visa prever a movimentação destes dentes, onde até a presente data apresenta excelentes resultados, apresenta a melhor forma de ativá-los. Mas, há a necessidade de aprofundarmos os estudos sobre o novo produto, e de testes que realmente certifiquem sua eficiência. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDREWS, L. F.: The six keys to normal occlusion. American Journal of Orthodontics. Sant Louis, v 62, n.3, p 296-309. Sept. 1972. ANDREWS L. F. Straight wire: o conceito e o aparelho. San Diego, L.A. Wellss 1989. BALDINI G.; LUDER,H.U: Influence of arch shape on the transverse effects of transpalatal arches of the Goshgarian type during application of buccal root torque. Am J Orthod Dentofac Orthop, Sant. Louis v.81, n.3, p 202 – 208, Mar 1982. 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