0 HENRIQUE LOCATELLI RAFAEL HENRIQUE KRIEGER APLICAÇÃO DAS ANÁLISES DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS NO RAMO DE FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE ARGILA DE 2010 A 2012. TOLEDO, Pr. 2013 000 HENRIQUE LOCATELLI RAFAEL HENRIQUE KRIEGER APLICAÇÃO DAS ANÁLISES DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS NO RAMO DE FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE ARGILA DE 2010 A 2012. Trabalho de Conclusão de Curso, do Curso de Ciências Contábeis, da Faculdade Sul Brasil, exigido como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel. Orientadora: Profª Es. Clarice Almerina Schumacher. TOLEDO, Pr. 2013 000 HENRIQUE LOCATELLI RAFAEL HENRIQUE KRIEGER APLICAÇÃO DAS ANÁLISES DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS NO RAMO DE FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE ARGILA DE 2010 A 2012 Trabalho de Conclusão de Curso, do Ciências Contábeis, da Faculdade Sul Brasil, FASUL, exigido como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel, sob orientação do Professor Es. Clarice Schumacher, considerado _________________________ pela Banca Examinadora, com a nota ___________. FOLHA DE APROVAÇÃO ____________________________________________________ Professora Es. Clarice Schumacher Orientador - FASUL _____________________________________________________ Professora Édina Carine Kinzler Avaliadora _____________________________________________________ Professor Marcos Rodrigo Schenato Avaliador Toledo, 23 de Novembro de 2013. 000 DEDICAMOS ESTE TRABALHO Dedicamos este trabalho em primeiro lugar a Almerina nossa Schumacher professor Mestre Crestani, orientadora que e Leandro por ao Clarice nosso de Araújo diversas vezes deixaram suas famílias e amigos e dedicaram-se inteiramente a nós. Aos nossos familiares e amigos que estiveram nos apoiando. 4 AGRADECIMENTOS Agradeço em primeiro lugar a Deus, que através da vida e força, me fez suportar todas as dificuldades encontradas no dia a dia. A minha família, pela compreensão quanto as inúmeras ausências durante o tempo de graduação. Aos professores do curso que a mim repassaram seus conhecimentos, que nos possibilitaram estudar, e desenvolvimento fosse o melhor possível para o meu crescimento. Agradeço a todos os voluntários que me possibilitaram a realização desta pesquisa. Agradeço à Clarice Almerina Schumacher por ter nos orientado neste trabalho de uma forma excepcional, pelos momentos de conversa e de risada. Agradeço ao Leandro de Araújo Crestani pelo esforço e dedicação em prol do nosso trabalho, pelas palavras de motivação e momentos de descontração. Aos meus colegas de curso em que compartilhamos nossos conhecimentos nesse período de curso. A todos os meus amigos e aqueles que de alguma forma contribuíram e torceram pela concretização desta pesquisa e a concretização deste curso. Para que a concretização deste curso se efetivasse agradeço às inúmeras pessoas que me incentivaram neste processo de graduação e seus ensinamentos que serão a partir de agora essenciais para a minha caminhada pessoal e profissional. Rafael Henrique Krieger 5 AGRADECIMENTOS Agradeço à Deus por ter me concebido o dom da vida, saúde e força nos momentos de dificuldade. Agradeço a Ele por ter me dado uma família maravilhosa e por ter colocado no meu caminho pessoas especiais para que eu pudesse aprender muitas coisas. Agradeço aos meus pais que sempre me serviram de exemplo e admiração, força, carinho e respeito. Sem vocês eu não teria conseguido chegar até aqui. Agradeço à minha esposa pelo apoio e pelo carinho em todos os dias. Agradeço aos meus avós, tios e primos por terem me ajudado de alguma forma até aqui. Agradeço à Clarice Almerina Schumacher por ter nos orientado neste trabalho de uma forma excepcional, pelos momentos de conversa e de risada. Agradeço ao Leandro de Araújo Crestani pelo esforço e dedicação em prol do nosso trabalho, pelas palavras de motivação e momentos de descontração. Agradeço a todos os amigos, não só os que conheci na universidade mas também aqueles que convivia antes pois de alguma forma me ajudaram no trabalho. Agradeço aos funcionários pela ajuda e pela amizade. Henrique Locatelli 6 “O passado e o futuro não são tão reais quanto o presente? Afinal, o passado determina quem somos e de que forma agimos no presente. E os nossos objetivos futuros determinam as atitudes que tomamos no presente. Podemos perceber a verdade do que você está dizendo, mas ainda acho que deveríamos ter um propósito em nossa jornada, do contrário, ficamos sem rumo. Propósito significa futuro, não significa? Como conciliar isso com o viver no presente?” Eckhart Tolle. 000 RESUMO Esta pesquisa foi realizada de forma exploratória, com base nas informações das demonstrações financeiras da Olaria Rodante, localizada em Nova Santa Rosa, Paraná. Através da contabilidade gerencial, este projeto permitiu realizar de maneira mais adequada uma análise das demonstrações financeiras do período de 2010 a 2012 em todo o balanço patrimonial e financeiro da Olaria Rodante, para que com isso possa ter um amplo conhecimento sobre as análises financeiras que serão realizadas na empresa de modo a auxiliar os gerentes na tomada de decisões, para serem utilizadas num futuro próximo pelos administradores da Olaria Rodante. O projeto esta centralizado em realizar o fornecimento das informações dos valores das análises do balanço para que se possa obter uma análise de sucesso para a empresa, com o cálculo dos índices de liquidez, rentabilidade, endividamento da empresa, dando assim aos administradores uma clareza mais ampla dos seus balanços. A análise de balanço é uma ferramenta indispensável para a tomada de decisões dentro da empresa. Outro processo importante na análise é que ela realiza uma avaliação de como a empresa está no momento em termos operacionais, financeiros, econômicos e patrimoniais, sendo que o produto final da análise são os relatórios escritos demonstrando a situação atual da empresa. Palavras – Chave: Contabilidade gerencial, Tomada de Decisão, Análise de balanço. 000 ABSTRACT This research was conducted in an exploratory manner, based on information from the financial statements of pottery Undercarriage, located in Nova Santa Rosa, Paraná. Through managerial accounting, this project attempted to conduct more adequate analysis of the financial statements for the period 2010 to 2012 across the balance sheet and financial pottery Undercarriage, so it may have a broad knowledge of financial analysis that will be held in the company in order to assist managers in making decisions, to be used in the near future by the administrators of pottery Undercarriage. The project is centered on the provision of information carry the worth of the analysis of the balance sheet so that we can get an analysis of success for the company, with the calculation of liquidity ratios, profitability, indebtedness of the company, thus giving administrators more clarity wide their balance sheets. The balance analysis is an indispensable tool for decision making within the company. Another important process in the analysis is that it carries out an assessment of how the company is currently in operational, financial, economic and financial, with the final product of the analysis are written reports demonstrating the company's current situation. Key - Words: Managerial Accounting, Decision Making, Analysis of balance. 000 LISTAS DE FIGURAS E ILUSTRAÇÕES Gráfico 1 – Análise Vertical do Ativo 2010 ........................................................... 43 Gráfico 2 – Análise Vertical do Ativo 2011 ........................................................... 44 Gráfico 3 – Análise Vertical do Ativo 2012 ........................................................... 45 Gráfico 4 – Análise Vertical do Passivo 2010 ....................................................... 46 Gráfico 5 – Análise Vertical do Passivo 2011 ....................................................... 47 Gráfico 6 – Análise Vertical do Passivo 2012 ....................................................... 48 Gráfico 7 – Análise Vertical do Demonstrativo de Resultado 2010 ...................... 50 Gráfico 8 – Análise Vertical do Demonstrativo de Resultado 2011 ...................... 51 Gráfico 9 – Análise Vertical do Demonstrativo de Resultado 2012 ...................... 52 Gráfico 10 – Análise Horizontal do Ativo 2011/2010 ............................................ 53 Gráfico 11 – Análise Horizontal do Ativo 2012/2011 ............................................ 54 Gráfico 12 – Análise Horizontal do Passivo 2011/2010........................................ 55 Gráfico 13 – Análise Horizontal do Passivo 2012/2011........................................ 56 Gráfico 14 – Análise Horizontal do Demonstrativo de Resultado 2011/2010 ....... 57 Gráfico 15 – Análise Horizontal do Demonstrativo de Resultado 2012/2011 ....... 58 Gráfico 16 – Índices Financeiros .......................................................................... 59 Gráfico 17 – Estrutura de Capitais e Solvência .................................................... 60 Gráfico 18 – Índices de Liquidez e Capacidade de Pagamento ........................... 61 000 SUMÁRIO 1 CONTABILIDADE GERENCIAL E SUAS FUNÇÕES .......................................... 14 1.1 CONTABILIDADE GERENCIAL ......................................................................... 14 1.1.1 Funções da Contabilidade Gerencial .......................................................... 17 1.1.2 Objetivos da Contabilidade Gerencial ........................................................ 18 1.1.3 Evolução e Mudança da Contabilidade Gerencial ..................................... 19 1.1.4 Características do Contador Gerencial....................................................... 20 1.2 TÉCNICAS DE ANÁLISE .................................................................................... 20 1.2.1 Objetivos e Conteúdo da Análise de Balanços .......................................... 22 1.2.2 Usuários das Análises de Balanços ........................................................... 23 1.3 COMPARAÇÕES ................................................................................................ 25 1.4 ANÁLISES DOS INDICADORES DE CAPACIDADE DE PAGAMENTO OU ECONÔMICO-FINANCEIROS .................................................................................. 25 1.5 ANÁLISES VERTICAL E HORIZONTAL............................................................. 28 1.5.1 Análise vertical ............................................................................................. 28 1.5.2 Análise horizontal ......................................................................................... 30 1.6 INDICADORES DE RENTABILIDADE ................................................................ 31 1.7 ÍNDICES DE ENDIVIDAMENTO......................................................................... 34 2 METODOLOGIA .................................................................................................. 36 3 DESENVOLVIMENTO .......................................................................................... 43 3.1 ANÁLISE VERTICAL DO ATIVO 2010 A 2012 ................................................... 43 3.2 ANÁLISE VERTICAL DO PASSIVO 2010 A 2012 .............................................. 46 3.3 ANÁLISE VERTICAL DO DEMONSTRATIVO DE RESULTADO 2010 A 2012 .. 50 3.4 ANÁLISE HORIZONTAL DO ATIVO DE 2011/2010 E 2012/2011 ...................... 53 3.5 ANÁLISE HORIZONTAL DO PASSIVO DE 2011/2010 E 2012/2011 ................. 55 3.6 ANÁLISE HORIZONTAL DO DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DE 2011/2010 E 2012/2011 ............................................................................................ 57 3.7 ÍNDICES FINANCEIROS .................................................................................... 59 3.8 ESTRUTURA DE CAPITAIS E SOLVÊNCIA ...................................................... 60 3.9 ÍNDICES DE LIQUIDEZ E CAPACIDADE DE PAGAMENTO............................. 61 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 62 5 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 64 6 ANEXOS ............................................................................................................... 66 12 INTRODUÇÃO O assunto do trabalho será as análises das demonstrações financeiras como ferramenta que será utilizada na contabilidade gerencial. Para o tema iremos analisar as demonstrações financeiras para verificar a validade das demonstrações contábeis, bem como a existência das disponibilidades e as tomadas de decisões necessárias, dentro da contabilidade gerencial, dentro da análise de balanços. Como justificativa as empresas precisam se adaptar ao novo estilo do mercado globalizado, pois está ocorrendo mudanças grandes entre nós e a competitividade está cada vez mais alta entre as empresas do ramo de Olaria, com isso a contabilidade gerencial por ser uma atividade realizada com eficiência e de confiabilidade para a empresa na hora de tomar suas decisões estabelecendo - se economicamente e financeiramente dentro do mercado de trabalho. A Olaria objeto de estudo possui coisas relacionadas às análises de balanços necessárias para o gerenciamento da mesma, e neste sentido este trabalho trará grande importância para que possa obter mais informações para tomar suas decisões no dia-a-dia e se tornar mais competitiva no mercado. Neste trabalho, desenvolveremos um estudo de caso através das análises realizadas dentro da Olaria, onde serão aplicadas as demonstrações contábeis das contas que compõem o balanço patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, sendo a empresa escolhida uma Olaria. Tendo essa análise das demonstrações a finalidade de levantar possíveis erros que poderão ser corrigidos, bem como confirmar a legalidade das análises e confirmar a existência do disponível e se este realmente pertence à Olaria. Como futuro Contador este trabalho será muito importante, pois possibilitará ampliar nossos conhecimentos em contabilidade, principalmente em contabilidade gerencial, análise de balanços, proporcionando uma visão mais ampla sobre contabilidade gerencial, assim podendo suprir as dúvidas, necessidades que possa encontrar na vida profissional. Para o curso de Ciências Contábeis e para a universidade, como para outros usuários este trabalho poderá servir como fonte de pesquisa, e também como estímulo para novos trabalhos neste ramo de atividade. Em um primeiro momento será realizado um planejamento de como será feito o trabalho, em seguida se fará a obtenção dos documentos necessários para a 13 realização das análises dos balanços, caso seja encontrada alguma irregularidade nos balanços tentaremos realizar uma correção através das análises, depois de realizada a avaliação será feito um parecer com as notificações de erros encontrados para que se possam realizar as possíveis soluções dos problemas encontrados. Para resolvermos o problema a partir dessa discussão, a questão que orienta esta pesquisa exploratória é: “Qual seria a maneira adequada para aumentar as disponibilidades da empresa nos períodos seguintes, sem buscar altos financiamentos”? A hipótese utilizada para realizar o trabalho baseia-se na análise dos balanços e dependerá da aplicação das análises verticais, horizontais, índices de liquidez, de rentabilidade, que proporcionarão aos administradores uma visão mais ampla dos seus demonstrativos financeiros. O objetivo geral do trabalho é identificar a maneira adequada para aumentar as disponibilidades da Olaria proporcionando informações mais relevantes para a gestão da empresa. Os objetivos específicos utilizados para a realização do trabalho de conclusão do curso é: Descrever o conceito de contabilidade gerencial; Elaborar a identificação das análises de balanço dentro da contabilidade gerencial; Realizar a apuração das análises de balanço proporcionando aos administradores as informações sobre as disponibilidades da empresa. Contudo, a partir deste problema tentaremos realizar a solução que envolve a parte das análises financeiras na empresa para verificar as validades dos documentos contábeis, partindo da hipótese e dos objetivos que compõem este projeto, para que com isso a empresa possa a ter uma evolução grande dos seus ativos dentro dos próximos períodos que virão, podendo ainda mais crescer no mercado de artefatos de argila. 14 1 1.1 CONTABILIDADE GERENCIAL E SUAS FUNÇÕES CONTABILIDADE GERENCIAL Segundo Horngren, Sundem e Stratton, 2004 (apud MENEZES, 2010), “Processo de identificar, mensurar, acumular, analisar, preparar, interpretar e comunicar informações que auxiliem os gestores a atingir objetivos organizacionais”. A contabilidade gerencial é caracterizada pela sua identificação com o sistema contábil dedicando – se a dar informações mais apuradas para todos os usuários internos da instituição sobre a situação que a empresa se apresenta no momento. A Contabilidade Gerencial abrange todas as áreas da contabilidade, ajustando-se constantemente para adaptar - se às mudanças tecnológicas, de gestores e novas abordagens de outras áreas funcionais dos negócios da empresa. O conceito de contabilidade como citado por Marion, 1998 (apud COMUNELO; CARDOSO, 2009 p.2): É o instrumento que fornece o máximo de informações úteis para a tomada de decisões dentro e fora da empresa. Ela é muito antiga e sempre existiu para auxiliar as pessoas a tomarem decisões. Com o passar do tempo o governo começa a utilizar-se dela para arrecadar impostos e torna obrigatório para a maioria das empresas. Como a contabilidade vem já de antigamente ela se tornou uma técnica obrigatória para todas as empresas, que não gostariam de ir à falência em poucos tempos, com isso a contabilidade gerencial é utilizada para somente atender o governo e não de prestar aos administradores uma tomada de decisão melhor a empresa. Com todas as mudanças que vem ocorrendo o impacto que a contabilidade gerencial vem sofrendo é sobre as críticas que vemos acontecer. Nos tempos atuais as informações não são disponibilizadas de forma que possa dar aos administradores uma forma de identificar, priorizar e resolver todos os problemas, fazendo assim que ocorram na produção grandes decisões através dos administradores. A contabilidade gerencial pode ser caracterizada por Sérgio de Iudícibus (apud COMUNELO; CARDOSO, 2009 p.2), 15 Superficialmente, como um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na análise financeira e de balanços etc., colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório. O papel que a contabilidade exerce é ainda mais importante nas economias modernas, já que os recursos são escassos. Em um sentido mais completo podemos dizer que a contabilidade se resume em coletar dados, apresentar estes dados aos administradores da empresa e por fim realizar a interpretação de todos estes que foram coletados e apresentados junto à contabilidade, tornando assim o termo contabilidade gerencial uma espécie de trabalho realizado dentro da empresa. A Contabilidade Gerencial é um dos ramos da Contabilidade que fornece instrumentos aos administradores de empresas auxiliando assim os mesmos em suas funções gerenciais dentro da organização, utilizando-se de recursos econômicos da empresa, através de um controle efetuado por um sistema de informação gerencial. O contador gerencial é definido pelo IFAC – International Federation of Accounting (Federação Internacional de Contabilidade) como um profissional que Segundo Sérgio de Iudícibus (apud COMUNELO; CARDOSO, 2009 p.2), Identifica, mede, acumula, analisa, interpreta e relata informações (tanto financeiras quanto operacionais) para uso da administração de uma empresa, nas funções de planejamento, avaliação e controle de suas atividades e para assegurar o uso apropriado e a responsabilidade abrangente de seus recursos. A contabilidade gerencial se caracteriza na contabilidade como um enfoque especial para as várias áreas/técnicas conhecidos na contabilidade financeira, sendo este enfoque colocado em uma perspectiva diferente ou num grau mais analítico de classificação para auxiliar os gerentes na hora de eles realizarem o seu processo decisório. A contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada unicamente e exclusivamente para a administração da empresa, procurando suprir informações que se encaixem de maneira válida e efetiva no modelo decisório do administrador. (IUDICIBUS, 2009, p. 21) 16 Dentro da contabilidade gerencial somente o administrador da empresa tem o direito de realizar ou procurar as informações necessárias para a empresa, para que ele possa fazer a sua análise decisória sabendo se isto é um bom planejamento para a empresa. Pode – se afirmar que todo procedimento, técnico, de informação ou relatórios contábeis realizados poderá ser utilizado para a realização das tomadas de decisões, ou de avaliação de desempenho recaindo na contabilidade gerencial. A contabilidade gerencial deve fazer a conexão entre ações locais dos administradores e a lucratividade da empresa, para que os administradores possam saber que direção tomar para ter uma melhor análise de seus balanços. Medindo assim corretamente o impacto que estas ações irregulares realizadas no desempenho. A contabilidade gerencial também serve como agente motivador. Para Anthony (1979, p. 17), “a contabilidade gerencial, que constitui o foco desse livro, preocupa-se com a informação contábil útil à administração”. A contabilidade gerencial neste caso serve para os administradores realizarem um planejamento, avaliação e controle da empresa para assegurar e contabilizar os recursos apropriados para o seu uso dentro da empresa. Os métodos da contabilidade foram todos desenvolvidos para os diferentes tipos de usuários, e é relacionada com as informações repassadas aos administradores que estão dentro da empresa e que ficam responsáveis pela direção e controle de todas as operações que são realizadas na empresa. O objetivo da contabilidade gerencial segundo Padoveze (2010, p. 41), “é enfocar todos os temas escolhidos dessas disciplinas no processo de administração, no processo integrado de tomada de decisões”. Observamos no âmbito nacional que para as empresas a contabilidade gerencial vem sendo muito utilizada pela contabilidade, pois se utiliza de técnicas que já existem ou foram desenvolvidas por outras disciplinas, sendo o estudo mais aprofundado, sendo também muito utilizada como uma ferramenta de auxílio à administração dentro da entidade. Para ser um bom contador gerencial a pessoa deverá ter uma formação ampla nos conhecimentos técnicos, ou pelo menos dos objetivos ou resultados que poderão ser obtidos com a contabilidade gerencial, devendo ainda o contador estar certo de como os administradores reagirão à forma e ao conteúdo dos relatórios realizados pelo contador. 17 1.1.1 Funções da Contabilidade Gerencial Segundo Padoveze (2010, p. 33), “a contabilidade gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira” a função que a contabilidade gerencial realizada nas empresas é de utilizar-se como uma importante ferramenta no processo de tomada de decisões, garantindo assim que todas as informações cheguem às pessoas certas no tempo certo, através de compilação, síntese e análise das informações da empresa. A contabilidade gerencial ainda realiza a função de planejamento com objetivo de chegar a um controle eficaz, controlando todas as atividades da empresa, fazendo assim a organização de todo sistema gerencial permitindo à administração conhecer todos os fatos ocorridos e seus resultados dentro da empresa. Para Padoveze (2010, p. 33), A contabilidade gerencial é o processo de identificação, mensuração, acumulação, análise, preparação, interpretação e comunicação de informações financeiras utilizadas pela administração para planejamento, avaliação e controle dentro de uma organização e para assegurar e contabilizar o uso apropriado de seus recursos. A Contabilidade Gerencial tem a função de controlar, gerenciar e tomar as decisões através de seus relatórios, mostrando assim aos gerenciadores da empresa ou indústria sua realidade no momento, auxiliando e dando base sólida para a tomada de decisão, pois se houver algum erro na tomada de decisão a empresa poderá perder muito dinheiro, como até poderá ir à falência ao mesmo tempo, com esse objetivo de as empresas não falirem é que surgiu a contabilidade gerencial no mundo para assim auxiliar os administradores qual o melhor caminho a tomar dentro da empresa. A Contabilidade Gerencial vem crescendo a partir dos últimos anos, pois é uma ferramenta indispensável para as empresas, pois tem como objetivo fornecer todas as informações aos administradores das empresas como auxilio em funções gerenciais. 18 Para um gerenciamento bom da empresa é necessário que a contabilidade seja qualificada e com bons profissionais que possam efetuar a contabilidade e interpretação adequadamente das informações obtidas, para que o sistema possa assim fazer e fornecer os diversos tipos de relatórios necessários para o gerenciamento de todas as atividades realizadas na empresa. A função do contador gerencial é de esforçar-se para assegurar que a administração da empresa fique nas melhores decisões estratégicas para o longo prazo, sem que haja uma falência futura desta empresa. O maior problema para um contador é propiciar informações adequadas e relevantes que facilitem encontrar as respostas certas para o que se deve ser feito de imediato na empresa e em longo prazo. Podemos assim afirmar que os procedimentos, técnicos, informação ou relatório contábil realizado para administradores são utilizados para a tomada de decisões, ou na avaliação de desempenho, recaem tudo na contabilidade gerencial. 1.1.2 Objetivos da Contabilidade Gerencial A contabilidade gerencial vem sendo cada vez mais de grande importância dentro das empresas, no âmbito geral, originando – se assim das relações que existiam entre as tomadas de decisões utilizadas pelos gerentes, que a utilizavam para tomar todas as decisões necessárias para a empresa. Os objetivos servem para a contabilidade gerencial que Antônio Lopes de Sá (apud COMUNELO; CARDOSO, 2009 p.3), cita: O entrelaçamento dos estudos contábeis e administrativos não deixa dúvidas, na atualidade. Valer-se do conhecimento da contabilidade para a tomada de decisões dos fatos administrativos é hoje a mais exuberante parte de estudos que se conhece no setor. Com a convivência e as origens da contabilidade foram os principais fatores que determinaram para que a administração não abandonasse os dados e a interpretação que a contabilidade disponibilizava para eles. Para os administradores ou gestores da empresa quanto mais eles se modificarem na vida econômica, mais rápida for à legislação e mais silencioso for o sistema político da empresa melhor será através da ciência contábil. 19 O mundo vem crescendo muito nas áreas de sociedades comerciais, industriais e nas de capital aberto, vem também crescendo seu distanciamento na parte de gestores de uma empresa, já que neste tipo de empresa não é necessário que se tenha dirigente ou proprietários, acontecendo que aumentaram as necessidades de informações mais complexas, principalmente na parte de contabilidade, para possibilitar uma maior segurança administrativa. Antigamente a contabilidade servia somente para informar aos gestores qual foi o lucro obtido no exercício comercial, agora nos tempos modernos não é só o lucro que os gestores buscam, mas sim informar ao sindicato qual o pagamento dos salários dos funcionários, o governo busca informar a demanda de agregação das riquezas com a economia e o total de pagamento de impostos, os ambientalistas precisam que os gestores conheçam sobre o meio ambiente, e os credores querem saber se os gestores sabem calcular seus níveis de endividamento e se eles têm a capacidade de efetuar os pagamentos de todas as dívidas contraídas pela empresa. Assim o grande objetivo que a contabilidade busca nos tempos modernos é planejar e colocar tudo em prática para a organização, sendo ela com fins lucrativos ou não. 1.1.3 Evolução e Mudança da Contabilidade Gerencial O campo da atividade organizacional abarcado pela Contabilidade Gerencial foi desenvolvido através de quatro estágios reconhecíveis por (COMUNELO; CARDOSO, 2009 p.3), são: Estágio 1 – Antes de 1950, o foco era na determinação do custo e controle financeiro, através do uso das tecnologias de orçamento e contabilidade de custos; Estágio 2 – Por volta de 1965, o foco foi mudado para o fornecimento de informação para o controle e planejamento gerencial, através do uso de tecnologias tais como análise de decisão e contabilidade por responsabilidade; Estágio 3 – Por volta de 1985, a atenção foi focada na redução do desperdício de recursos usados nos processo de negócios, através do uso das tecnologias de análise do processo e administração estratégica de custos; Estágio 4 – Por volta de 1995, a atenção foi mudada para a geração ou criação de valores através do uso efetivo dos recursos, através do uso de tecnologias tais como exame dos direcionadores de valor ao cliente, valor para o acionista, e inovação organizacional. A partir de 1950 a contabilidade começou a usar estes quatros estágios que 20 determinava o que seria feito em cada estágio, como no primeiro foi determinado o custo e controle financeiro, no segundo foi o fornecimento de informações para controle e planejamento no terceiro estágio foi tido como principal foco a redução do desperdício de recursos e no quarto foi mudado para se gerar ou criar valores a partir de recursos. 1.1.4 Características do Contador Gerencial O contador gerencial ou Controller da empresa existe para assessorar uma empresa, e de prestar serviços especializados sobre a contabilidade gerencial para os administradores e o presidente ou gerente da empresa. Seu papel principal é de tomar todas as decisões necessárias à empresa, além de realizar a coleta dos dados e ser o relator dos dados aos gerentes da empresa. Para muitas empresas o contador serve também para dar sugestões ou caminhos novos sobre a decisão final dos administradores. Além de o contador gerencial precisar estudar muito e se aperfeiçoar bastante, ele precisa saber como tratar, e apresentar de maneira clara os dados contidos nos relatórios contábeis financeiros, devendo estar ciente dos conceitos da empresa e observar como os administradores estão reagindo quanto à forma e conteúdo contidos nos relatórios contábeis. “O contador gerencial deve esforçar-se para assegurar que a administração tome as melhores decisões estratégicas para o longo prazo. O desafio é propiciar informações úteis e relevantes que facilitarão encontrar as respostas certas para as questões fundamentais, em toda a empresa, com um enfoque constante sobre o que ser feito de imediato e mais tarde” (COMUNELO; CARDOSO, 2009, p2). 1.2 TÉCNICAS DE ANÁLISE Dentro da contabilidade existem as análises através dos indicadores de capacidade de pagamento ou econômico-financeiros, análise vertical e horizontal, indicadores de rentabilidade, que são realizadas dentro da empresa, para ter uma 21 tomada de decisão satisfatória para não haver problemas futuros com a contabilidade financeira. Na contabilidade gerencial a análise de balanços virou um grande instrumento de gerenciamento para as empresas na era global, para que assim os administradores possam ter uma informação mais profunda do conhecimento econômico-financeiro de outras empresas, concorrentes e fornecedores sendo este tipo de análise muito utilizado na parte interna da empresa para se realizar um acompanhamento mensal de cada indicador da empresa, desde o ativo até o intangível. A análise de balanços citado por Padoveze (2010, p. 197), “constitui-se num processo de meditação sobre os demonstrativos contábeis, objetivando uma avaliação da situação da empresa, em seus aspectos operacionais, econômicos, patrimoniais e financeiros”. Se as empresas não realizarem internamente suas análises de balanços, elas estão correndo um grande risco, pois com estas análises poderão ser detectadas os pontos fracos que existem dentro da empresa na parte de processos operacionais e financeiros, objetivando assim aos administradores algumas alternativas que poderão ser tomadas e seguidas a fim de melhorar a gestão da empresa. Os cálculos que são realizados pelo analista nas análises de balanço são do balanço patrimonial e das demonstrações de resultados, ficando evidente que saber calcular não é o mais importante, mas sim possuir um grande conhecimento sobre essas duas peças contábeis para a realização da análise. As atuais técnicas de análise de balanços para Matarazzo (2010, p. 10), “possibilitam grande número de informações sobre a empresa”. Em outras palavras a análise de balanços é essencial para a empresa podendo assim chegar a resultados sobre o grau de eficiência de alguns índices do balanço. Uma das grandes preocupações das empresas é que estes índices do balanço forneçam avaliações genéricas sobre alguns aspectos da empresa em se considerando de análise sem que haja um decréscimo maior da empresa, sendo que esse decréscimo possa ser alcançado através de outros índices. É o índice na contabilidade gerencial que indica para a empresa quanto de capacidade de pagamento que ela teve no período, para saldar todos seus compromissos, exibem informações a respeito de sua posição financeira e econômica auxiliando aos analistas obter conclusões sobre se um crédito solicitado 22 merece ou não ser atendido, se há a capacidade de pagamento de dividendos e se a atividade da empresa oferece a rentabilidade satisfatória a seus proprietários. 1.2.1 Objetivos e Conteúdo da Análise de Balanços Com base nas informações contábeis fornecidas pelas empresas, a análise de balanços visa relatar, a posição econômico-financeira atual, a evolução apresentada e as futuras tendências. Portanto pela análise de balanços obtêm-se informações sobre a posição passada, presente e futura da entidade. Assaf Neto (2012, p. 44), nos diz que os métodos que são utilizados com os indicadores de análise são particulares de quem faz a análise, levando em consideração além do conhecimento técnico, a experiência e a intuição do analista. Por exemplo, dois analistas podem chegar a conclusões diferentes de uma mesma empresa, mesmo tendo trabalhado com as mesmas informações e utilizado técnicas de análise iguais. Essas conclusões poderão estar bem próximas, mas não serão iguais, devido ao nível de experiência de cada um. O objetivo é com a preocupação do analista em relação às demonstrações contábeis da sociedade, retirando destes balanços as conclusões sobre a situação econômico-financeira, e influenciando em decisões com relação a conceder ou não crédito para investir em capital acionário, avaliar se a empresa está sendo bem administrada, estimando se falirá ou não, avaliar se a empresa é lucrativa e se tem condições de saldar suas dívidas, entre outras, e oferecer de uma forma melhor aos administradores a posição real que ela esta figurando no momento, utilizando – se de todos os relatórios contábeis necessários para a avaliação. Para Hoji (2010, p. 275), A análise de balanços é considerada uma arte apesar de utilizar fórmulas matemáticas e métodos científicos para extrair dados, pois, dependendo do grau de conhecimento teórico, conhecimento do ramo, experiência prática, sensibilidade e intuição, cada analista poderão produzir diagnósticos diferentes a partir de um mesmo conjunto de dados. Com isso podemos saber que para realizar estas análises depois da extração dos dados, a análise deverá ser feita por no mínimo dois analistas experientes, com formações técnicas, utilizando todos os dados e informações para assim desta forma chegarem às conclusões necessárias sobre a situação da empresa. 23 Segundo Assaf Neto (2012, p. 44), A Análise de Balanços permite que se extraia, dos demonstrativos contábeis apurados e divulgados por uma empresa, informações úteis sobre o seu desempenho econômico-financeiro, podendo atender aos objetivos de análise dos investidores, credores, concorrentes, empregados, governo etc. Essas análises servirão para que o contador diga para os administradores a atual realidade econômica – financeira que a empresa vive atualmente, divulgando os relatórios realizados em todo o período com as informações reais e que ainda o contador tenha toda a certeza dos cálculos realizados, para no final não acabar prejudicando a empresa. 1.2.2 Usuários das Análises de Balanços Assaf Neto (2012, p. 47), propõe que a análise das demonstrações contábeis de uma empresa pode atender a diferentes objetivos de interesses de seus vários usuários que tem algum tipo de relacionamento ou ligação com a empresa. É um processo de avaliação e cada usuário procura detalhes específicos e conclusões próprias. Os usuários mais importantes da análise de balanços de uma empresa são os fornecedores, clientes, intermediários financeiros, acionistas, concorrentes, governo e principalmente seus próprios administradores. Os fornecedores estão sempre interessados preferencialmente no conhecimento da capacidade de pagamento da empresa, são identicamente consultados o nível de endividamento e a rentabilidade da empresa compradora, além de outras informações para a concessão de crédito. As empresas de clientes efetuam análises, pois, são prudentes em empresas compradoras avaliando firmas vendedoras em diversas situações especiais. No segmento das análises de balanços, os itens importantes de uma avaliação centramse na capacidade física instalada de produção, na existência de projetos de expansão, níveis dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos, condições econômicas a curto e longo prazo e o potencial na captação de recursos. Os intermediários financeiros se tradicionalizam principalmente no uso da análise de balanço. O processo de avaliação das empresas foi espelhado em sua 24 grande parte, em sistemas bancários americanos, onde era relacionado o risco de diversas empresas com solicitações de empréstimos. Assaf Neto (2012, p. 48), nos coloca que o interesse dos bancos inclui em geral o conhecimento da posição de curto e longo prazo das empresas. Mesmo que uma operação de crédito seja verificada em curto prazo, a relação entre bancos e clientes geralmente é vista também no longo prazo em virtude das possibilidades da renovação de empréstimos, do interesse em manter determinada empresa como cliente. Assim, além dos aspectos tradicionais da análise de balanços, assume também grande importância no processo de avaliação dos índices de solvência, o grau de endividamento, rentabilidade, entre outros. Os acionistas dão prioridade em identificar o retorno de seus investimentos, a capacidade de apresentar em gerar os lucros e a remuneração de recursos próprios, geralmente o grande interesse sempre é de manter uma grande capacidade da empresa em suas operações, assim, avaliando todas as condições atuais e futuras com dividendos. Outro interessado nas análises de balanços é o governo, pois, em processos de concorrência pública, o desempenho empresarial é fator decisivo no processo de seleção, havendo a necessidade de conhecer a posição financeira dos diferentes ramos e setores de atividades das entidades. Assaf Neto (2012, p. 49), menciona que quando se trata dos próprios administradores, a análise de balanços tem sua importância, servindo como instrumento para acompanhamento e avaliação das decisões financeiras que serão tomadas pela empresa, assim, os dirigentes da empresa poderão mensurar os resultados de investimentos e financiamentos. Dessa forma é possível conhecer o retorno dos investimentos totais, a rentabilidade do capital próprio, a rotação dos ativos etc. Da mesma forma por meio de demonstrações projetadas, será possível desenvolver avaliação sobre o futuro da empresa, a capacidade esperada de geração de lucros, crescimento das vendas etc. Os principais usuários da análise de balanços para Hoji (2010, p. 276), “os administradores da empresa, acionistas e investidores, instituições financeiras, fornecedores, clientes, concorrentes e órgãos governamentais”. Para cada um desses grupos de análises vemos que cada um irá enfocar nas análises de acordo com as necessidades e a utilização dos dados contábeis para a realização das análises. 25 1.3 COMPARAÇÕES Assaf Neto (2012, p. 50), menciona que as análises de balanços são fundamentalmente comparativas. Determinado índice quando avaliado de forma isolada pode não produzir informações que sejam suficientes para uma correta conclusão. É importante que se conheça como evoluíram os resultados nos últimos períodos e qual é o nível em relação aos concorrentes e aos padrões de marcado. Missagia (2012, p. 60), em análise, comparar significa confrontar determinados dados patrimoniais com outros dados da própria empresa e/ou com dados de outras empresas, com vistas a avaliar o desempenho econômico – patrimonial. Para realizarmos essas análises o contador deverá confrontar todos os balanços patrimoniais da empresa, para que assim o contador possa mostrar aos administradores qual a situação da empresa e desta maneira avaliar o desempenho contábil da empresa. Dessa maneira, as comparações das análises de balanços se apresentam de duas formas segundo Assaf Neto (2012, p. 51), Temporal – envolvendo resultados de períodos anteriores. São estudados geralmente os três últimos exercícios sociais da empresa. O essencial da análise está em compreender se a tendência apresentada pelos indicadores de desempenho, e não limitar a avaliação num resultado restrito a um único período; Interempresarial – relacionando o desempenho de uma empresa com o setor de atividade e o mercado em geral. A forma de análise temporal faz comparações de índices das análises de balanço entre vários períodos geralmente três. Já na forma de análise interempresarial a análise é feita relacionando o desempenho da empresa com o meio externo, ou seja, o mercado em geral. 1.4 ANÁLISES DOS INDICADORES DE CAPACIDADE DE PAGAMENTO OU ECONÔMICO-FINANCEIROS A análise de balanços segundo Matarazzo (2003, p. 23), “surgiu por motivos eminentemente práticos e mostrou-se desde logo instrumento de grande utilidade”. 26 Com o passar dos anos a contabilidade teve que se aprimorar juntamente com as técnicas de análises que possibilitaram assim um grande número de informações contábeis sobre a empresa, a análise que mais necessita atenção é na previsão de insolvência e com isso podendo chegar a resultados certos sobre os índices de cada balanço na previsão de insolvência para ajudar a empresa a não fechar as portas em menos de dois anos por falta de análises em seus balanços. A grande preocupação que os contadores têm atualmente é em relação ao fornecimento das avaliações sobre os aspectos da empresa, sem que haja um decréscimo a um nível maior de profundidade. Segundo Padoveze (2010, p. 213), “os indicadores deverão estar de acordo com a visão da alta administração em termos de acompanhamento das atividades, rentabilidade e situação patrimonial e serão por ela escolhidos”. Na contabilidade gerencial os indicadores econômico-financeiros são responsáveis pelo conceito de análise de balanço, que são calculados a partir das demonstrações de resultados e do balanço patrimonial procurando números que poderão ser melhorados dentro da empresa ajudando no entendimento da situação. O principal objetivo dos indicadores é mostrar para as empresas como esta se encontra no atual momento, mostrando ainda o que poderá ser melhorado para o futuro dentro da empresa. Segundo Matarazzo (2003 p. 150), Os índices são divididos em índices que evidenciam aspectos da situação financeira e índices que evidenciam aspectos da situação econômica. Os índices da situação financeira, por sua vez, são divididos em índices de estrutura de capitais e índices de liquidez. No caso de os indicadores econômico-financeiros detectarem problemas nos balanços, a alta administração da empresa já ficará sabendo das informações para que com isso possam a tempo reverter à situação financeira, patrimonial e de rentabilidade da empresa. Em outro caso se houver excesso de liquidez, rentabilidade, os administradores deverão realizar um ajustamento nas necessidades de recursos para as operações e financiamentos. Esse tipo de indicadores somente é extraído do balanço patrimonial, por serem considerados indicadores estáticos indicando que para o próximo ano este 27 indicador irá se alterar de forma gradual com este tipo de análise não impedindo que alguma coisa fora do normal aconteça como a falência de uma empresa. Para Matarazzo (2003, p. 164), “uma empresa com bons índices de liquidez tem condições de ter boa capacidade de pagar suas dívidas, mas não estará, obrigatoriamente, pagando suas dívidas em dia em função de outras variáveis como prazo, renovação de dividas etc.”. Os indicadores de capacidade de pagamento se constituem pela liquidez corrente, liquidez seca, liquidez imediata, liquidez geral e endividamento que possibilitam de quanto será a capacidade da empresa de possuir para pagar cada um real. Estes indicadores de liquidez medem qual a capacidade que a empresa tem para saldar todos seus compromissos em curto prazo evidenciando a solvência geral da empresa, e realizando uma conceituação se este índice for superior a um significara um fator positivo para a empresa. O significado de liquidez em finanças é a disponibilidade que a empresa tem em moeda corrente para pagamentos. A liquidez seca é um dos índices que indicará ao administrador, qual foi a real situação econômica que a empresa teve, pois seu cálculo utiliza-se do ativo e do passivo, se descontando o estoque para a realização do cálculo que é um dos índices mais usados em banco pelos bancários, pois se exclui desta forma o estoque, pois é uma das formas que mais são manipuladas com facilidade em qualquer empresa. Dentro da análise dos indicadores temos a liquidez geral que mostra a capacidade da empresa em efetuar os seus pagamentos em longo prazo ao contrário do índice de liquidez corrente que indica o pagamento em curto prazo dentro das análises de balanço. A liquidez imediata tem como significado quanto á empresa disponha-a para de imediato saldar todas as dívidas dela no curto prazo, é um dos índices que tem menores realces, pois com isso a empresa deverá ter certo cuidado com o limite de segurança, tendo o analista com isso não buscar um índice tão elevado para esse tipo de análise de liquidez imediata, por perder o poder aquisitivo por causa da inflação. A análise das demonstrações financeiras comentado por Espindola (s.n.) “é um estudo da situação financeira e patrimonial de uma empresa ou entidade, em 28 resumo, consiste num exame minucioso dos dados financeiros disponíveis objetivando extrair informações que servirão para tomada de decisão”. Calculando estas análises podemos fornecer a empresa todos os dados que ela terá, precisando o administrador financeiro realizar todas estas análises para poder assim transformá-las em informações sucintas e exatas para as empresas visando desta forma o desempenho e as perspectivas futuras da mesma, sendo identificados seus pontos fracos que precisarão ser melhorados e os pontos fortes que serão mantidos possibilitando assim uma tomada de decisão. 1.5 ANÁLISES VERTICAL E HORIZONTAL 1.5.1 Análise vertical Conhecida muito também por estrutura ela é muito utilizada para realizar as avaliações de todos os itens que compõem o balanço e sua evolução no tempo. O cálculo é realizado em porcentagem de cada grupo de contas, sendo pego item por item para realizar o cálculo, pelo total de cada grupo e essa porcentagem representa à média de cada componente em relação ao total do grupo de contas. Como o cálculo é feito de cada componente com a conta principal do patrimônio líquido é realizado da mesma forma no demonstrativo de resultado em relação à receita operacional líquida. O objetivo da análise vertical é avaliar as partes que compõem os demonstrativos e assim realizar a avaliação e a comparação das análises efetuadas geralmente em dois, três ou mais períodos. Os cálculos da análise vertical são realizados na mesma coluna, dividindo-se o valor de cada item com o valor da conta principal e ainda multiplicando-se por cem para assim acharmos a porcentagem de cada item da análise vertical. O valor utilizando como base para o cálculo é o ativo e passivo total e no demonstrativo de resultado é a receita líquida das vendas. Conforme Matarazzo (2003, p. 24), “a análise vertical e horizontal presta-se fundamentalmente ao estudo de tendências”. Com a alta inflação realizada no Brasil, alterações nos processos contábeis por causa da legislação comercial, fiscal vêm desestimulando os analistas a realizarem as análises verticais e horizontais. 29 As análises verticais e horizontais vêm sendo pouco usadas na contabilidade de análise, ou por causa do grande trabalho que essas análises exigem para o analista, para pequenas e médias empresas essa utilização das análises horizontais e verticais vem tendo uma utilidade maior do que em empresas de grande porte. Para Silva (2012, p. 207), O primeiro propósito da análise vertical é mostrar a participação relativa de cada item de uma demonstração contábil em relação a determinada referência. No balanço, por exemplo, é comum determinarmos quanto por cento representa cada rubrica em relação ao ativo total. O método de análise vertical e horizontal representa uma grande contribuição para interpretações das estruturas de balanços e demonstrações e das tendências de uma empresa, auxiliando nas análises dos índices financeiros e dos outros métodos de análises. A análise vertical é realizada dentro do total do ano do balanço, sendo realizada uma estrutura da demonstração de resultado e do balanço patrimonial, devendo ser realizada com muito cuidado. O seu cálculo no balanço patrimonial busca mostrar a participação de todos os elementos do ativo e do passivo em ralação ao ativo total do balanço. O cálculo da análise nas demonstrações de resultados busca evidenciar a estrutura dos custos da empresa e as despesas em relação ao total das receitas do mesmo período, proporcionado uma avaliação sobre a lucratividade da empresa, que é a relação entre os lucros e as vendas. É a análise que se utiliza os dados e valores do mesmo ano que é feito a análise buscando evidenciar elementos patrimoniais e dos resultados dentro do total do ativo, passivo e da receita liquida da demonstração de resultado, devendo este tipo de análise ser feito com muito cuidado para que não se cause nenhum problema maior á empresa. As demonstrações de resultados são feitas sobre as evidências de custos e despesas da empresa que é feito em relação ao total das receitas proporcionando a empresa uma avaliação de toda a lucratividade. A conhecida lucratividade da empresa nada mais é do que a relação entre os custos e despesas e receitas de vendas. 30 Dentro de uma empresa ou setor da empresa os ativos tendem a ter uma participação semelhante e os passivos não tem essa mesma participação onde empresas têm condições financeiras melhores de trabalhar. Conforme Padovese (2010, p. 207), A análise comparativa da estrutura de custos e despesas da empresa em relação ao setor pode também sugerir diferenças significativas entre as áreas operacionais da companhia, como, por exemplo, políticas de comercialização dos produtos. A análise comparativa é muito importante para as empresas inclusive se ser utilizada com empresas concorrentes ou que sejam do mesmo ramo de atividade, para analisar todas as estruturas patrimoniais e de resultado, podendo ser feito a verificação do grau de imobilização dos valores aplicados nos estoques da empresa estão iguais com os custos de produtos vendidos. 1.5.2 Análise horizontal Conhecemos a análise horizontal como análise da evolução que nos permite visualizar todas as oscilações que ocorreram nos valores do balanço patrimonial e no demonstrativo de resultado, através de confrontamentos realizados com no mínimo dois anos, identificando evoluções ou regressões de cada conta avaliada separadamente. Para que haja a realização deste cálculo da análise horizontal, é utilizado como valor base todo o primeiro exercício ou ano, estabelecendo – se evoluções ou regressões com os demais exercícios utilizados para o cálculo, fazendo-se o comparativo sempre com o exercício base, apresentando sempre estes valores em porcentagem. Com esse tipo de análise o administrador poderá ter uma visão dos itens calculados no decorrer de cada exercício e indicar aos administradores as tendências futuras, podendo assim realizar as correções ou mudanças eventuais nos objetivos propostos pela empresa. Segundo Padoveze (2010, p. 207), “A análise horizontal é o instrumento que calcula a variação percentual ocorrida de um período para outro, buscando evidenciar se houve crescimento ou decrescimento do item analisado”. 31 Com esse tipo de análise realizado podemos mostrar se houve aumento ou diminuição em relação ao balanço do ano anterior, e com isso poderemos confrontar os dados e efetuar as correlações necessárias para que a Olaria possa melhorar no ramo, e do mesmo modo que devemos ter cuidado com a análise vertical devemos ter o mesmo cuidado com a análise horizontal, sendo todos os dados analisados em conjunto. Como na análise vertical, na análise horizontal é necessário haver cuidado quando for feito a extração das conclusões de todos os indicadores da análise horizontal, devendo ser feito essa análise em conjunto com as outras análises do balanço, e também existe a forma de fazermos o cálculo do crescimento em períodos, além do conhecido sobre um período-base. O propósito da análise horizontal conforme Silva (2012, p. 203), “é permitir o exame da evolução histórica de cada uma das contas que compõem as demonstrações contábeis”. Os índices de análise horizontal fornecem a ideia de evolução ao longo dos períodos das medidas de crescimento da empresa, sendo aplicado esse índice à todas as contas de despesas ou receitas nas demonstrações de resultado, sendo preciso estar mais atento as contas mais relevantes. É muito importante sabermos sobre o comportamento que as vendas do último ano em relação ao ano anterior desenvolveram uma série muito longa e o período a ser considerado deverá ter o propósito da análise a ser desenvolvida. 1.6 INDICADORES DE RENTABILIDADE A base utilizada para este tipo de índice é que será realizado dentro do ativo total, patrimônio líquido e receitas de vendas, devendo todos estes valores dos cálculos serem expressos em moeda e as principais medidas de rentabilidade serão descrito à seguir. A taxa de retorno sobre o ativo total faz a medição da eficiência que a empresa está gerando para aumentar o seu ativo total. A margem líquida indica aos 32 administradores o quanto foi obtido de lucro, para cada unidade vendida, pois este índice indica o sucesso da empresa no futuro, mostrando a lucratividade realizada sobre todas as vendas realizadas dentro da empresa para elevação de seus lucros. Outro índice é a taxa de retorno sobre o patrimônio líquido onde o administrador ficará sabendo sobre o total de retorno dos recursos aplicados pelos proprietários foram investidos na empresa. O giro do ativo é outro índice que mostra para a empresa o tempo que ela teve nas vendas para cada real investido ao todo durante o período. Até agora foram abordados os índices que abrangem a parte financeira da empresa, sendo que agora com o índice de rentabilidade entraremos com a análise nos aspectos econômicos da empresa, sendo mais voltada a rentabilidade. O objetivo deste indicador é realizar o cálculo do lucro da empresa. A primeira coisa que uma empresa deve buscar é um volume de vendas adequado para ela buscar uma boa rentabilidade, pois o volume tem relação direta com a rentabilidade. O índice da rentabilidade no patrimônio liquido tem o objetivo de mostrar qual foi à taxa de rendimento do capital próprio. Estes indicadores de rentabilidade ou lucratividade são medidos sobre o lucro e os retornos que a empresa obteve em relação a alguns itens que compõem o balanço patrimonial e de demonstração de resultado do exercício. Conforme Padoveze (2010, p. 226), “podemos obter diversas relações de análise de lucratividade e rentabilidade, objetivando aferir o comportamento da empresa junto ao setor, e mesmo o comportamento frente a alternativas variadas de investimento”. As análises de lucratividade sobre as vendas são todos analisados aos períodos anteriores e futuros e se esta análise for feita isoladamente ela não proporcionará conclusões. E em contraproposta o de rentabilidade proporcionará análises e conclusões mais generalizadas e de comparação com terceiros. A margem operacional sobre vendas e a margem líquida sobre vendas são indicadores que veem da análise vertical das demonstrações, pois são representadas pelo quanto vem do lucro em cada unidade que foi vendida pela empresa, e podem ser analisados do giro do ativo e da participação do capital próprio no ativo total. Na rentabilidade do ativo total é um dos indicadores mais enfatizados dentro da análise na realização da análise de rentabilidade dos investimentos realizados na empresa. O ativo total não é financiado por total pelo capital próprio, por este motivo 33 a análise fica muito prejudicada se for realizada na forma direta. O indicador de rentabilidade deverá ser compatível em qualquer empresa de qualquer país, pois a rentabilidade do investimento deveria ser totalmente universal. Com a rentabilidade do patrimônio líquido esse indicador representa quanto foi o capital que os sócios da empresa investiram no empreendimento da empresa, e significa que é ele quem é que definirá o quanto ganharemos ou ganhamos e não os de rentabilidade, lucratividade e de atividade. É comparado para qualquer empresa, de qualquer setor que seja e em qualquer país, sobre todos os investimentos realizados pela empresa. Para Benedicto e Padoveze (2010, p. 116), “a rentabilidade é a resultante das operações da empresa em um determinado período e, portanto envolve todos os elementos operacionais, econômicos e financeiros do empreendimento”. Esse tipo de análise decorre de todas as abordagens do capital, onde uma vez que o custo do capital de quem tomar se transforma em rentabilidade para aquele que ceder os recursos. Essa abordagem leva em consideração os donos da empresa, pois são eles que investem em capital próprio representado no balanço patrimonial, sendo uma análise definitiva, pois em se transforma em lucro líquido após todos os impostos serem pago, sendo a mensuração final do lucro. A segunda abordagem significa que a mensuração é realizada num todo dentro da empresa, sem preocupações de quem foram os financiadores do investimento feito na empresa. A terceira e última abordagem faz a qualificação total da identificação de todos os impactos que ocorreram no financiamento da empresa que obteve do capital de terceiros, fazendo a avaliação de todo o custo-médio do capital de terceiros e toda a relação com a rentabilidade operacional. Para Matarazzo (2010, p. 12), “Essa análise permite ampla decomposição dos elementos que influem na determinação da taxa de rentabilidade de uma empresa e explica quais os principais fatores que levaram ao aumento ou à queda de rentabilidade”. Este é um índice que pode possibilitar uma identificação de toda a rentabilidade que existe na empresa, fazendo utilidade da análise de custo/volume/lucro e como é pouco utilizada a análise de balanços há algumas dificuldades para a montagem deste modelo de análise. 34 1.7 ÍNDICES DE ENDIVIDAMENTO O administrador preocupa-se na maioria das vezes com os empréstimos que a empresa realiza em longo prazo no qual acarreta mais juros a serem pagos pela empresa. Por parte dos credores quanto mais endividada estiver à empresa maior será o risco de os credores de receber os valores que foram emprestados a empresa, desprestigiando cada vez mais a empresa que obteve os empréstimos. As principais medidas de endividamento para a empresa são: a participação de capitais de terceiros; garantia de capital próprio ao capital de terceiros; participação de capital de terceiros sobre recursos totais e a composição de endividamento. A participação de capitais de terceiros mostra à empresa quanto ela está adquirindo de capital de terceiros. A garantia de capital próprio ao capital de terceiros mostra se a empresa tem garantia para quitar cada real de capital emprestado de terceiros, mostrando se ela tem também capacidade para captar recursos dentro do mercado financeiro. Participação de capital de terceiros sobre recursos totais é o que mede o total de todos os recursos que a empresa financiou por capital de terceiros ou que provieram de financiamentos todos apresentados a empresa em forma de porcentagem. A composição de endividamento é um dos índices que irá indicar a empresa sobre o total de dividas que ela terá de quitar agora em curto prazo, e sendo quanto menor for este índice melhor será para a empresa, pois com isso sofrerá menos pressão para gerar novos recursos para a empresa quitar dívidas. É um dos índices que mostra o endividamento da empresa, e também se a empresa está utilizando os recursos de terceiros ou os recursos dos proprietários. O índice de endividamento vem mostrando que a cada ano muitas empresas vão se endividando, pois utilizam muito do capital de terceiros e dos proprietários, o que faz com que elas em menos de dois anos fechem as portas por causa do endividamento excessivo adquirido por não saberem administrar uma empresa. Nesta época em que a inflação está em 5,86% (cinco, oitenta e seis por centos) é melhor que as empresas trabalhem com o capital de terceiros do que com o capital dos proprietários, pois o capital de terceiros é composto mais pelo exigível não oneroso que em outras palavras não geram um capital financeiro explicito para a empresa, e caso a empresa utilizar exageradamente o capital de terceiros em 35 relação ao total do capital próprio ela poderá tornar a empresa muito vulnerável à um previsto endividamento futuro. A melhor opção para a empresa seria de ela ter uma maior participação em dividas que seriam em longo prazo, pois assim ela poderia ter mais tempo para gerar recursos financeiros para saldar assim os compromissos, realizar expansões e algum tipo de modernização na empresa se deve financiar em longo prazo e não ser realizado pelo passivo circulante. Quando realizada este índice e a composição estiver muito concentrada no passivo circulante que seria em curto prazo, a empresa poderá estar correndo sério risco de demorar muito tempo para conseguir num momento de mercado sair das dívidas e dê em caso de crise ela teria poucas alternativas de conseguir sair das dívidas, seria o caso então de a empresa realizar a venda dos estoques na base de uma liquidação geral forçada, assumindo assim novas dívidas em curto prazo. 36 2 METODOLOGIA Os dados coletados para este trabalho serão realizados na Olaria Rodante localizada no município de Nova Santa Rosa – Paraná, que trabalha na área de fabricação de tijolos para construção civil na região, sendo administrada por Norberto Pinz. Esta coleta será realizada em levantamentos de dados colhidos na empresa sob a ordem dos dois administradores. O presente trabalho de conclusão de curso teve como objetivo realizar um estudo exploratório e discursivo sobre a problemática da pesquisa que seria: “Qual seria a maneira adequada para aumentar as disponibilidades da empresa nos períodos seguintes, sem buscar altos financiamentos”? Exploratória, pois realizamos levantamentos bibliográficos sobre a contabilidade gerencial e as análises das demonstrações contábeis. Para compreendermos o que é uma análise das demonstrações contábeis na empresa olaria Rodante, será efetuada a coleta dos dados para realização da análise dos balanços. A pesquisa bibliográfica nos ajudou quanto aos procedimentos técnicos, para buscar um levantamento de dados adequado. Conforme Zanella (2009, p. 79), “a pesquisa exploratória tem a finalidade de ampliar o conhecimento a respeito de um determinado fenômeno”. Esse tema terá como objetivo nos dar uma clareza sobre o problema e as hipóteses a serem investigadas para resolvermos o nosso problema. Conforme Marconi e Lakatos (2002, p. 62), “a características da pesquisa documental é a que a fonte de coleta dos dados está restrita a documentos, escrita ou não, constituindo o que se denomina de fontes primárias. Estas podem ser recolhidas no momento em que o fato ou fenômeno ocorre”. Inserimos neste trabalho de conclusão de curso também uma pesquisa documental, onde utilizamos os dados da empresa, como os relatórios do balanço patrimonial e o demonstrativo de resultado, sendo que a fonte da coleta seja em documentos escritos e primários, em outras palavras os dados originais da empresa. Segundo Zanella (2009, p. 77), “a pesquisa quantitativa é aquela que se caracteriza pelo emprego de instrumentos estatísticos, tanto na coleta como no tratamento dos dados, e que tem como finalidade medir relações entre as variáveis”. A pesquisa quantitativa serviu como apoio para realizarmos a representação numérica de todas as análises realizadas nos relatórios da Cerâmica Rodante, com 37 o objetivo de medir e quantificar os resultados da pesquisa, elaborando assim os cálculos necessários para a conclusão da problemática deste trabalho. A metodologia será efetuada tomando como base os relatórios anuais da empresa, para realizar as análises necessárias, verificando e analisando o balanço e o demonstrativo de resultado. Para detalhar o assunto deste trabalho, verificamos que a pesquisa será quantitativa por usar dados numéricos para realizar o controle das análises da empresa. Para Zanella (2009, p. 81), “a pesquisa explicativa é aquela centrada na preocupação de identificar fatores determinantes ou contributivos ao desencadeamento dos fenômenos”. Como o autor abordou a pesquisa explicativa será importante para identificarmos as causas e eventos das análises. Com a pesquisa explicativa buscaremos através de dados coletados na empresa responderem a problemática do trabalho, ajudando assim aos administradores da empresa melhorar a gestão das disponibilidades e dos relatórios da empresa. Para a construção do trabalho foram necessárias várias visitas à empresa em questão, para chegarmos a uma hipótese decidida pelos administradores para serem resolvidas ou melhoradas às análises da cerâmica rodante para efetuarmos este trabalho. Para Lakatos e Marconi (2002, p. 83), A pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações ou conhecimentos acerca de um problema para a qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese que se queira comprovar, ou, ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. Como dito pelo autor a cima, a pesquisa de campo consiste em observar os fatos que ocorrem na coleta de todos os dados para serem todos analisados dentro da empresa, e realizar a comprovação da problemática dita neste trabalho de conclusão de curso com as hipóteses trazidas juntamente para conseguir atingir os resultados para a empresa. Conforme Zanella (2009, p. 86), “o estuo de caso é uma forma de pesquisa que aborda com profundidade um ou poucos objetos de pesquisa, por isso tem grande profundidade e pequena amplitude, procurando conhecer em profundidade a realidade de umas pessoas, de um grupo de pessoas, de uma ou mais 38 organizações, uma política econômica, um programa de governo, um tipo de serviço público, entre outros”. Esse tipo de estudo como dito pelo autor vai abordar sobre a pergunta do trabalho em si para assim resolvermos a questão, sobre um conjunto de acontecimentos que serão encontrados, tendo como base o estudo de caso. A realização deste trabalho teve base no estudo de caso, sendo que para o começo do trabalho fossem realizadas pesquisas bibliográficas e exploratórias para a realização do trabalho de conclusão de curso. Na pesquisa bibliográfica foi onde que tivemos de buscar as diversas informações cabíveis e concretas para que conseguíssemos realizar o tema deste trabalho de pesquisa. Para realizarmos este trabalho e buscar a satisfação concreta dos objetivos, realizamos um estudo detalhado sobre todas as demonstrações contábeis da empresa, sendo que estudaremos os relatórios que obtivemos dos períodos de 2010 a 2012, para assim conseguirmos obter ou alcançar os objetivos que foram propostos no início deste trabalho. Neste trabalho de conclusão de curso efetuaremos todas as análises dos dados obtidos na empresa apresentado assim uma abordagem quantitativa e qualitativa das análises e desta forma foram realizados todos os cálculos dos índices de rentabilidade, endividamento, e dos indicadores de liquidez e as análises vertical e horizontal, e apresentando assim os impactos que a empresa obteve ou poderá obter no seu patrimônio. A pesquisa bibliográfica tem como objetivo nos auxiliar na busca pelas informações necessárias a respeito do tema que abordamos no trabalho. E através do estudo de caso que iremos realizar na empresa poderemos perceber que as análises de balanços são de suma importância para o desempenho da empresa. Segundo Barros e Lehfeld (2000, p. 2), “a metodologia não procura soluções, mas escolhe as maneiras de encontra-las, integrando os conhecimentos a respeito dos métodos e vigor nas diferentes disciplinas cientifica ou filosóficas”. Com o estudo bibliográfico poderemos realizar um levantamento das análises e os tipos de abordagens que iremos abordar no trabalho científico, sendo preciso fazer uma pesquisa bibliográfica, editoras, internet. 39 O trabalho utiliza-se de pesquisas bibliográficas complementando suas informações através de autores renomados no assunto disponível na faculdade em livros de contabilidade gerencial e análise das demonstrações financeiras. Zanella (2009, p. 83), afirma que “a pesquisa documental é semelhante à pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental se utiliza de fontes documentais, isto é fontes de dados secundários”. A Pesquisa Documental será coletada os documentos da empresa, sendo fontes primárias e secundárias, para a realização das análises do projeto. Na pesquisa descritiva o projeto será abordado à descrição das análises, o registro, as análises que serão realizadas e a interpretação dos dados. A Pesquisa Experimental fará todos os levantamentos avaliativos e interpretativos da empresa, como objetivo de aplicação ou a modificação de alguma situação na empresa e por fim a pesquisa bibliográfica que utilizaremos materiais escritos, publicados por autores renomados, artigos científicos para a realização do trabalho. Conforme Barros e Lehfeld (2000, p. 70), “a pesquisa bibliográfica é a que se efetua tentando – se resolver um problema ou adquirir conhecimentos a partir do emprego predominante de informações advindas de material gráfico, sonoro ou informatizado”. Com isso iremos realizar o levantamento de todos os dados relevantes à elaboração do projeto já existentes em bibliografias, editoras, internet e etc., podendo atender todos os objetivos nossos para a construção de projetos científicos. Ainda nesta pesquisa de campo foram realizadas as coletas dos dados na empresa, fazendo o contato direto com o problema da empresa. Para Zanella (2009, p. 84), “é um método de levantamento e análise de dados sociais, econômicos e demográficos e se caracteriza pelo contato direto com as pessoas”. A metodologia de pesquisa será aplicada em levantamentos de dados feitos no próprio local e realizados os balanços patrimoniais e as demonstrações de resultado dos períodos de 2010 a 2012, sendo feito a amostragem de todas as variações ocorridas dentro das análises financeiras de forma direta e indireta dos métodos de aplicação. Para Barros e Lehfeld (2000, p. 72), “a bibliografia desejada, é fundamental que se tenha as palavras-chaves que estão contidas no tema-problema e, por 40 conseguinte, na hipótese de trabalho, se esta fizer parte do planejamento da pesquisa”. O estudo do trabalho partiu do aprofundamento de conhecimentos na área de análises financeira, análise de balanços e contabilidade gerencial servindo de auxílio para a olaria Rodante, partindo também da abordagem realizado pelo problema e pelas bibliografias pesquisadas para a realização do trabalho. O presente trabalho será realizado dentro da área de contabilidade gerencial da olaria Rodante, onde serão realizadas as análises de balanço a fim de ajudar os administradores na tomada de decisões para qual o melhor caminho a ser seguido pela olaria para realizar as melhorias que conseguiremos encontrar. Após realizar a coleta dos dados da olaria Rodante serão realizadas todas as análises e também a interpretação para verificar se o problema foi resolvido e os objetivos alcançados, sendo que com estas informações e dados obtidos poderemos em forma de gráficos e tabelas demonstrar como a empresa está no momento e o que ela poderá melhorar na sua gestão como empresa. A análise dos balanços será realizada para organizar e sumariar os dados da olaria que poderá possibilitar a resposta do problema deste trabalho e a interpretação dos dados para dar uma grande visibilidade para os gestores. Com todas as coletas realizadas através dos gestores e do contador, os dados serão analisados para que com isso possa trazer mais informações que responderão o objetivo deste trabalho. Conforme Marconi e Lakatos (1999, p. 26), “o objetivo da ciência não é somente aumentar o conhecimento, mas o de aumentar as nossas possibilidades de continuar aumentando o conhecimento”. Com os objetivos definidos poderemos realizar o trabalho científico, o problema que deveremos selecionar e o material todo que coletaremos para o trabalho. A pesquisa bibliográfica não é só o que foi dito ou escrito sobre um determinado assunto, mas proporcionará para nós um enfoque ou abordagem do assunto para chegarmos às conclusões necessárias neste trabalho científico. O planejamento de pesquisas científicas segundo Santos (2004, p. 63), a intenção de qualquer pesquisa é responder a necessidades humanas concretas. É uma atividade teórica, racional. Portanto desde o início deve assumir o formato de atividade intelectual planejada. 41 Santos (2004, p. 63), afirma que o desafio do planejamento é, a partir de um tema, identificar um problema e prepará-lo para ser raciocinado. A necessidade em pesquisar, concretiza-se, diante de um desafio apresentado por um problema, pois o tema serve para anunciar uma necessidade humana. Assim a pesquisa só acontece se houver um problema e a mesma só se inicia pela percepção e problematização da necessidade. A pesquisa científica é estritamente uma atividade intelectual, pois o objetivo mais importante é a produção de conhecimentos. Portanto, a coleta dos dados é o momento da construção de conhecimentos. É necessário que o objetivo esteja traçado sabendo para onde devem ir os dados e informações que foram conseguidos. Assim surgiram as ideias, os textos pensados e o conhecimento do pesquisador. Sobre a coleta de dados Santos (2004, p. 90), afirma: Coletar dados é juntar as informações necessárias ao desenvolvimento dos raciocínios previstos nos objetivos. No caso de uma monografia, a referência para a coleta são os objetivos específicos. No caso de um relatório, as referências de coleta são o objetivo geral e as variáveis que se deseje testar para a(s) hipótese(s) nele contida(s). Santos (2004, p. 90) nos propõem que “na prática, a coleta de dados consistirá em pôr em andamento os procedimentos planejados para os objetivos, obedecendo ao cronograma estabelecido pelo pesquisador, lembrando sempre que o principal resultado esperado de uma coleta de dados é a produção de conhecimentos para o pesquisador.” O método de abordagem se caracteriza por uma abordagem mais ampla, em nível de abstração mais elevado, dos fenômenos da natureza e da sociedade. É, portanto, denominado método de abordagem, que engloba assim Marconi e Lakatos (2001, p. 106), afirmam: Método indutivo – cuja aproximação dos fenômenos caminha geralmente para planos cada vez mais abrangentes, indo das constatações mais particulares às leis e teorias (conexão ascendente); Método dedutivo – que, partindo das teorias e leis, na maioria das vezes prediz a ocorrência dos fenômenos particulares (conexão descendente); Método hipotético-dedutivo – que se inicia pela percepção de uma lacuna nos conhecimentos acerca da qual formula hipóteses e, pelo processo de inferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese; 42 Método dialético – que penetra o mundo dos fenômenos através de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno e da mudança dialética que ocorre na natureza e na sociedade. Com esses métodos poderemos realizar de uma forma mais geral a abordagem de todos os dados colhidos na empresa para a realização das análises, com o método indutivo onde os planos serão mais abrangentes, no dedutivo quando realizamos a coleta das informações, o hipotético – dedutivo iniciado através de percepção dos conhecimentos e o dialético que avalia através de uma ação recíproca que ocorre na sociedade. 43 3 DESENVOLVIMENTO Este capítulo tem por objetivo demonstrar através de gráficos as análises realizadas na empresa em questão. Possibilitando uma melhor visualização aos empresários dos índices que a análise das demonstrações financeiras forneceu, entre as análises realizadas foram a vertical, horizontal, índices financeiros, estrutura de capitais e solvência e índices de liquidez e capacidade de pagamento. 3.1 ANÁLISE VERTICAL DO ATIVO 2010 A 2012 GRÁFICO 1: ANÁLISE VERTICAL DO ATIVO 2010 dez/10 32,58 65,65 1,85 3,57 0,05 Disponibilidades Créditos a Receber Despesas Antecipadas Permanente Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. Estoques 44 GRÁFICO 2: ANÁLISE VERTICAL DO ATIVO 2011 dez/11 29,94 70,85 Disponibilidades Créditos a Receber Despesas Antecipadas Permanente Fonte: Autores da Pesquisa, 2013 3,79 2,97 0,03 Estoques 45 GRÁFICO 3: ANÁLISE VERTICAL DO ATIVO 2012 dez/12 2,08 2,05 1,46 0 94,41 Disponibilidades Créditos a Receber Despesas Antecipadas Permanente Estoques Fonte: Autores da Pesquisa, 2013 As disponibilidades da empresa no ano de 2010 tinham 32,58% dos 100% do ativo total, em 2011 houve uma queda das disponibilidades para 29,94% de 100% e em 2012 quando houve a compra de novos veículos pela empresa as disponibilidades diminuíram muito indo para um patamar de 2,08% dos 100% do total de ativo. No ano de 2010 as disponibilidades obtiveram uma variação de 2,64% para o ano de 2011 e do mesmo período para 2012 variou significante 27,86%, por conta do grande investimento que a empresa obteve no ano de 2012, sendo este porcentual de 96,64% dos 100% do total do ativo, com a compra de veículos que de 2011 para 2012 variou 25,52%, por conta disto houve uma grande diminuição das disponibilidades da empresa no ano de 2012. Os estoques no ano de 2010 e 2011 eram de 3,57% e 2,97% respectivamente para os 100% do total do ativo, mas em 2012 o estoque teve uma pequena queda 46 indo para 1,46% significando que a empresa está ficando cada vez menos tempo com o estoque parado em sua empresa. 3.2 ANÁLISE VERTICAL DO PASSIVO 2010 A 2012 GRÁFICO 4: ANÁLISE VERTICAL DO PASSIVO 2010 dez/10 0,04 4 8,97 4,67 42,29 40,03 Financiamentos Bancários Obrigações Tributárias Obrigações Trabalhistas e Previdênciario Empréstimos Bancários Capital Social Lucros ou Prejuizos Acumulados Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. 47 GRÁFICO 5: ANÁLISE VERTICAL DO PASSIVO 2011 dez/11 22,66 40,15 5,4 0,03 3,32 28,45 Financiamentos Bancários Obrigações Tributárias Obrigações Trabalhistas e Previdênciario Empréstimos Bancários Capital Social Lucros ou Prejuízos Acumulados Fonte: Autores da Pesquisa, 2013 48 GRÁFICO 6: ANÁLISE VERTICAL DO PASSIVO 2012 dez/12 22,66 1,62 63,03 17,88 3,32 28,45 Financiamentos Bancários Obrigações Tributárias Obrigações Trabalhistas e Previdenciária Empréstimos Bancários Capital Social Lucros ou Prejuízos Acumulados Fonte: Autores da Pesquisa, 2013 Os financiamentos bancários da empresa de 2010 eram de 4% do total do passivo sofrendo uma grande alta para os anos de 2011 e 2012 indos para 22,66% para 100% do passivo total, de 2010 a 2011 os financiamentos variaram 18,66%, e de 2011 a 2012 os empréstimos bancários permaneceram com a mesma margem de 22,66% em 2011 e 2012 mostrando que a empresa parou de realizar empréstimos bancários. 49 No período de 2010 a obrigação tributária da empresa era 0,04% de 100%, e em 2011 eram de apenas 0,03% em relação ao total do passivo, em 2012 este porcentual aumentou para apenas 1,62%. Já a obrigação trabalhista da empresa em 2010 era de 8,97%, em 2011 o valor reduziu para 5,40%, mas para o ano de 2012 este porcentual surpreendente aumentou para 17,88% variando de 2011 para 2012 em 12,48%. 50 3.3 ANÁLISE VERTICAL DO DEMONSTRATIVO DE RESULTADO 2010 A 2012 GRÁFICO 7: ANÁLISE VERTICAL DO DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO 2010 dez/10 5,77 33,15 66,45 Deduções da Receita Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. CPV e CMV Despesas Operacionais 51 GRÁFICO 8: ANÁLISE VERTICAL DO DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO 2011 dez/11 5,89 36,2 57,42 Deduções da Receita Fonte: Autores da Pesquisa, 2013 CPV e CMV Despesas Operacionais 52 GRÁFICO 9: ANÁLISE VERTICAL DO DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO 2012 dez/12 6,65 8,48 91,52 Deduções da Receita CPV e CMV Despesas Operacionais Fonte: Autores da Pesquisa, 2013 Na demonstração de resultado econômico evidenciamos que em 2010 e 2011 o custo do produto vendido variou apenas 3,05%, sendo que em 2010 este porcentual era de 33,15% e em 2011 de 36,20% sendo que para o ano de 2012 a variação caiu drasticamente para apenas 8,48% tendo uma variação de 2011 para 2012 de 27,72%, sendo que as frações porcentuais que impactaram no lucro líquido da empresa na receita líquida, do ano de 2010 as despesas operacionais eram de 66,45%, no ano de 2011 estes porcentuais reduziram um pouco indo para 57,42%, 53 mas para o ano de 2012 esta taxa elevou-se para 72,74% por conta do grande aumento nas despesas com vendas que em 2010 era de apenas 6,35%, em 2011 foi elevado para 10,17%, e no ano de 2012 diminuindo para 5,20% em relação aos 100% do total da receita de vendas. 3.4 ANÁLISE HORIZONTAL DO ATIVO DE 2011/2010 E 2012/2011 GRÁFICO 10: ANÁLISE HORIZONTAL DO ATIVO DE 2011/2010 Análise Horizontal 2011/2010 151,86 151,86 129,28 160 140 119,43 130,89 116,97 100 120 100 80 60 40 Análise 20 Horizontal 0 2011/2010 Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. 54 GRÁFICO 11: ANÁLISE HORIZONTAL DO ATIVO DE 2012/2011 Análise Horizontal 2012/2011 250 206,86 200 150 100 100 58,9 50 23,43 9,19 9,25 0 206,86 Análise Horizontal 2012/2011 Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. No ano de 2010 as disponibilidades obtiveram uma variação de 129,28% para o ano de 2011 e do mesmo período para 2012 variou pouquíssimo para 9,19% notando-se que de 2010 a 2012 as disponibilidades obtiveram um aumento em 2011 e uma grande queda em 2012. O estoque da empresa de 2010 a 2012 diminuirão 58,07%. Em compensação no imobilizado da empresa obtivemos uma grande variação principalmente em veículos com a aquisição de novos para a frota saindo de um percentual de 172,90% de 2010 para 2011 e de 240,19% de 2011 para 2012. 55 3.5 ANÁLISE HORIZONTAL DO PASSIVO DE 2011/2010 E 2012/2011 GRÁFICO 12: ANÁLISE HORIZONTAL DO PASSIVO DE 2011/2010 Análise Horizontal 2011/2010 796,4 800 700 600 500 400 303,71 300 117,26 200 97,48 84,76 100 100 100 Análise 0 Horizontal 2011/2010 Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. 56 GRÁFICO 13: ANÁLISE HORIZONTAL PASSIVO DE 2012/2011 Análise Horizontal 2012/2011 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 5304,36 796,4 65,16 286,9 100 100158,79 Análise Horizontal 2012/2011 Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. Os financiamentos bancários do ano de 2010 e 2011 e entre 2011 e 2012 não variou nada, pois ficou com um porcentual de 796,40%, já as obrigações trabalhistas e previdenciárias a análise de 2011 para 2010 era de 84,76% e em 2012 e 2011 houve uma grande variação subindo para 286,90%. Nas obrigações tributarias o porcentual de 2011 para 2010 teve um porcentual de 97,48% e na análise de 2012 para 2011 elevou-se muitíssimo indo para 5.304,36%. O patrimônio liquido da empresa na área de lucros ou prejuízos acumulados de 2011 para 2010 teve um índice de 133,60% elevando-se de 2012 para 2011 em 214,43%. 57 3.6 ANÁLISE HORIZONTAL DO DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DE 2011/2010 E 2012/2011 GRÁFICO 14: ANÁLISE HORIZONTAL DO DEMONSTRATIVO DE RESULTADO 2011/2010 Análise Horizontal 2011/2010 2613 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 178 141 Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. Análise Horizontal 2011/2010 58 GRÁFICO 15 ANÁLISE HORIZONTAL DO DEMONSTRATIVO DE RESULTADO 2012/2011 Análise Horizontal 2012/2011 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 5355 29 124 Análise Horizontal 2012/2011 Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. Na demonstração de resultado econômico evidenciamos que entre 2010 e 2011 o custo do produto vendido foi de 178% e para o ano de 2011 e 2012 reduziu drasticamente para 29%. As despesas com vendas do ano de 2010 e 2011 eram de 261% diminuindo-se muitíssimo entre 2011 e 2012 para 93%. O total das despesas operacionais de 2010 e 2011 foi de 141% e para os anos de 2011 e 2012 diminuindo para 124%. 59 3.7 ÍNDICES FINANCEIROS GRÁFICO 16 ÍNDICES FINANCEIROS 2,5 2 1,5 2,16 1,57 1,14 1 0,5 0 0,06 0,19 0,4 0 0,1 0 dez/10 dez/11 dez/12 Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. Os índices financeiros da cerâmica rodante mostram que o giro ativo oscilou em 2010 de 1,14 vezes que significava muito baixo e em 2011 também o índice estava muito baixo com um giro em 1,57, já em 2012 o giro subiu para 2,16 mostrando que a empresa parou num nível médio de giro. A margem líquida da empresa em dezembro de 2010 era de 0 e foi parar em 0,19 que significa que a empresa tem 0,19 centavos de rentabilidade para cada real vendido. 60 3.8 ESTRUTURA DE CAPITAIS E SOLVÊNCIA GRÁFICO 17 ESTRUTURA DE CAPITAIS E SOLVÊNCIA 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 1,03 89% 0,8 74% 64% 0,46 0,21 0 0,1 dez/10 dez/11 dez/12 Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. Na estrutura de capitais a participação de capitais de terceiros mede a proporção dos passivos totais da empresa financiados por credores que no ano de 2010 era 0,21 centavos, no ano de 2011 subiu para 0,46 caindo em 2012 para 0,10 centavos sendo isto um bom resultado, na composição de endividamento está mostrando que a cerâmica rodante em 2010 teve 74% de valor necessário para cada real de capital de terceiros, em 2011 subiu para 89% e em 2012 teve uma redução para 64% por ter realizado um financiamento. 61 3.9 ÍNDICES DE LIQUIDEZ E CAPACIDADE DE PAGAMENTO GRÁFICO 18 ÍNDICES DE LIQUIDEZ E CAPACIDADE DE PAGAMENTO 3 2,5 2,37 1,94 2,64 2,5 2 1,5 0,93 0,93 1 0,61 1,07 1,040,95 0,7 0,35 0,5 0 Liquidez Geral Liquidez Seca dez/10 Liquidez Imediata dez/11 Liquidez Corrente dez/12 Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. A empresa possui em caixa e a realizar para quitar suas dívidas com terceiros de 1,94 caindo para 0,61, à Liquidez Seca está mostrando que a cerâmica rodante utiliza 0,70 centavos para quitar obrigações sem lançar mão dos estoques que no ano de 2010 era de 2,37; na Liquidez Imediata a empresa disponha-a de 2,50 para saldar cada real de suas dívidas e agora no ano de 2012 esse valor caiu drasticamente para 0,35 centavos para saldar as dívidas, a liquidez corrente da empresa está mostrando que ela tem uma capacidade de 0,95 centavos para realizar o pagamento no curto prazo, enquanto no ano de 2010 era de 2,64. 62 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS A Análise das Demonstrações Contábeis tem como função a extração de informações das Demonstrações Contábeis para tomada de decisões. É uma ferramenta muito importante para mensurar o desempenho de empresas. Assim, o estudo na prática nos períodos de 2010 à 2012, demonstrou o desempenho e a importância da análise financeira, pois, foi através dessa técnica que podemos observar a evolução dos elementos patrimoniais e traçar um perfil das políticas financeiras de obtenção e alocação de recursos, estes sendo de capital próprio ou de terceiros. Este trabalho nos forneceu um conhecimento complementar e muito importante sobre a área da contabilidade, pois, aproximamos a realidade teórica com o estudo prático. Verificamos através deste trabalho que todas as informações que estão contidas nas demonstrações contábeis das empresas são importantíssimas, pois as mesmas proporcionam indicadores que identificam o desempenho e a real situação da empresa em vários pontos, servindo de base para as decisões empresariais. Á medida que a mesma terá dados para analisar sua situação econômico-financeira e a partir deles estudar formas de melhoramento no seu desempenho. Assim servindo como base a terceiros, como bancos, fornecedores e financiadores, indicadores sobre sua real situação. Com as análises, podemos avaliar todas as áreas econômicas – financeiras da empresa. Assim é possível desenvolver um planejamento eficaz, através de acompanhamento constante para o alcance do principal objetivo da empresa, a obtenção e maximização dos lucros. Fica concluído que uma análise financeira pode ser utilizada como ferramenta para auxiliar a empresa nas tomadas de decisões e também é vista como forma de acompanhar seu crescimento, identificando suas sobras e os seus pontos fracos, sendo estes pontos fracos trabalhados a ponto de melhorá-los. A título de sugestão, deixamos algumas ideias para que os administradores possam utilizar e obter ainda melhores resultados: Acompanhamento mensal do ciclo financeiro-operacional, em decorrência de termos detectado um aumento nos financiamentos em longo prazo; 63 Também sugerimos que se faça uma planilha de acompanhamento mensal das despesas gerais e de pessoal. 64 5 REFERÊNCIAS ASSAF, Alexandre, Neto. Estrutura e Análise de Balanços: Um Enfoque Econômico Financeiro. 10° Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2012. BARROS, A.J.S.; LEHFELD, N.A.S. Fundamentos de Metodologia Cientifica. 2. Ed. ampliada. São Paulo: Editora Pearson Makron Books, 2000. CABRELLI, Lígia Fantini e FERREIRA, Ademilson. Uso de referências e documentos eletrônicos. Disponível em: <http://www.revista.inf.br/contabeis09/pages/artigos/ccedic09-anoV-art02.pdf> Acesso em: 24 de Abril de 2013. Horário: 10h00. COMUNELO, Rodrigo Renir e CARDOSO, Maurício Farias. Uso de referências e documentos eletrônicos. 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Técnicas de Pesquisa: Planejamento e Execução de Pesquisas, Amostragens e Técnicas de Pesquisas, Elaboração, Análise e Interpretação de Dados. 4. Ed. São Paulo: Editora: Atlas, 1999. MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos: pesquisa bibliográfica, projeto e relatório: publicações e trabalhos científicos. 4 Ed. São Paulo: Editora: Atlas, 1992. MARION, José, Carlos. Análise das Demonstrações Contábeis: Contabilidade Empresarial. 5º Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2009. MARION, José, C. Contabilidade Empresarial. 15. Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2009. MATARAZZO, Dante.C. Análise de Balanços: Abordagem Básica e Gerencial. 6. Ed. São Paulo: Editora Atlas S.A, 2003. 65 MATARAZZO, Dante. C. Análise Financeira de Balanços: Abordagem Gerencial. 7. Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2010. MENEZES, Valdelício. Uso de referências e documentos eletrônicos. 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Metodologia de Estudo e de Pesquisa em Administração: Florianópolis/SC: Editora: Capes, 2009. 66 6 ANEXOS 67 ANEXO A - ÍNDICES DE LIQUIDEZ E CAPACIDADE DE PAGAMENTO Rentabilidade Fórmulas: 2010 2011 2012 Giro do Ativo Vendas Líquidas/ Ativo Total 1,14 1,57 2,16 Margem Líquida Lucro Líquido/ Vendas Líquidas*100 0,00 0,06 0,19 Rentabilidade do Ativo Lucro Líquido/ Ativo*100 0,00 0,1 0,4 Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. ANEXO B - ESTRUTURA DE CAPITAIS E SOLVÊNCIA Endividamento Participação de Fórmulas: Capital de Capital de Terceiros/Capital de 2010 2011 2012 0,21 0,46 0,1 Terceiros Terceiros + Capital Próprio Composição de Endividamento Passivo Circulante/Capital Terceiros 74 89 64 Imobilização do Patrimônio Líquido (Imobilizado/ Patrimônio Líquido)*100 0,8 1,03 0,00 Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. ANEXO C - ÍNDICES FINANCEIROS Índices Financeiros Fórmulas Liquidez Geral (Ativo Circulante+Realizável Longo 2010 2011 2012 1,94 0,93 0,61 Prazo)/(Passivo Circulante+Exigível Longo Prazo Liquidez Corrente (Ativo Circulante)/(Passivo Circulante) 2,64 1,04 0,95 Liquidez Seca (Ativo 2,37 0,93 0,7 2,5 1,07 0,35 Circulante-Estoques)/Passivo Circulante Liquidez Imediata Disponibilidades/Passivo Circulante Fonte: Autores da Pesquisa, 2013. 68 ANEXO D - CARTA DE APRESENTAÇÃO 69 ANEXO E – BALANÇO PATRIMONIAL CLIENTE: CERÂMICA RODANTE LTDA Dez/10 AV Dez/11 AV AH Dez/12 AV AH 1. ATIVO TOTAL 462.157,03 100,00% 650.334,29 100,00% 140,72% 664.844,42 100,00% 143,86% 1.1 ATIVO CIRCULANTE 158.736,68 34,35% 189.572,09 29,15% 119,43% 37.188,41 5,59% 23,43% 1.1.1 DISPONIBILIDADE 150.591,47 32,58% 194.683,13 29,94% 129,28% 13.837,09 2,08% 9,19% 1.1.1.1 Caixa 142.727,48 30,88% 186.819,14 28,73% 130,89% 13.202,28 1,99% 9,25% 1.1.1.2 Bancos 634,81 0,14% 634,81 0,10% 100,00% 634,81 0,10% 100,00% 1.1.1.3 Aplicações Financeiras 7.229,18 1,56% 7.229,18 1,11% 100,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.1.2 CRÉDITOS A RECEBER -8.563,79 1,85% -24.620,04 3,79% 287,49% 13.632,32 2,05% 159,19% 1.1.2.1 Adiantamento de Salários 690,23 0,15% 8.566,63 1,32% 1241,13% 15.556,30 2,34% 2253,78% 1.1.2.2 Adiantamento de 13º Salário 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 31.230,42 4,70% 0,00% 1.1.2.3 ( - ) Antecipação de Férias -9.254,02 2,00% -33.186,67 5,10% 358,62% -33.186,67 4,99% 358,62% 1.1.2.4 Adiantamento a Empregados 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 13.600,05 2,05% 0,00% 1.1.2.5 Partes Relacionadas 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.1.2.6 Adiantamentos 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.1.2.7 Impostos a Recuperar 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 32,27 0,00% 0,00% 1.1.2.8 Consórcios de Veiculos 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.1.2.9 Outras Receitas 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.1.3 ESTOQUES 16.500,00 3,57% 19.300,00 2,97% 116,97% 9.719,00 1,46% 58,90% 1.1.4 DESP. ANTECIPADAS 209,00 0,05% 209,00 0,03% 100,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2 ATIVO NÃO CIRCULANTE 303.420,35 65,65% 460.762,20 70,85% 151,86% 627.656,01 94,41% 206,86% 70 1.2.1 REALIZAVEL A LONGO PRAZO 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.1.1 Clientes 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.1.2 Impostos a Recuperar 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.1.3 Impostos Diferidos 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.1.4 Titulo de Capitalização 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.1.5 Depositos Judiciais 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.1.6 Outras Contas a Receber 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.1.7 Ativos Biológicos 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.2 PERMANENTE 1.2.2.1 INVESTIMENTOS 303.420,35 0,00 65,65% 0,00% 460.762,20 0,00 70,85% 0,00% 151,86% 0,00% 0,00 0,00 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 1.2.2.1.1 Partic. Coligadas e Controladas 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.2.1.2 Participações em Outras Sociedades 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.2.1.3 Outros Investimentos 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.2.1.4 ( - ) Provisões para Perdas 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.2.2 IMOBILIZADO 1.2.2.2.1 Terrenos 303.420,35 0,00 65,65% 0,00% 460.762,20 0,00 70,85% 0,00% 151,86% 0,00% 627.656,01 0,00 94,41% 0,00% 206,86% 0,00% 1.2.2.2.2 Edificações, Obras Civis 6.500,00 1,41% 6.500,00 1,00% 100,00% 6.500,00 0,98% 100,00% 1.2.2.2.3 Maquinas e Equipamentos 257.280,15 55,67% 287.280,15 44,17% 111,66% 299.638,15 45,07% 116,46% 1.2.2.2.4 Veiculos 267.500,48 57,88% 462.500,48 71,12% 172,90% 642.500,48 96,64% 240,19% 1.2.2.2.5 Moveis, Utensilios e Instalações 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.2.2.6 Marcas e Patentes 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.2.2.7 Ajuste Valor Presente 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.2.2.8 ( - ) Depreciação, Amortização e Exaustão Acumulada 1.2.2.2.9 Imobilizações em Andamento 227.860,28 49,30% 295.518,43 45,44% 129,69% 320.982,62 48,28% 140,87% 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.2.3 INTANGIVEL 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.2.4 DIFERIDO 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.2.3 OUTRAS CONTAS A RECEBER 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 71 2. PASSIVO TOTAL 462.157,03 100,00% 650.334,29 100,00% 140,72% 664.844,42 100,00% 143,86% 2.1 PASSIVO CIRCULANTE 60.141,85 13,01% 182.656,30 28,09% 303,71% 39.187,08 5,89% 65,16% 2.1.1 Financiamentos Bancários 18.500,04 4,00% 147.333,56 22,66% 796,40% 147.333,56 22,66% 796,40% 2.1.2 Obrigações Tributárias 202,56 0,04% 197,46 0,03% 97,48% 10.744,51 1,62% 5304,36% 2.1.3 (-) Obrigações Trabalhistas e Previden 2.1.4 OBRIGAÇÕES SOCIAIS E TRAB. -41.439,25 8,97% -35.125,28 5,40% 84,76% -118.890,99 17,88% 286,90% 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.1.5 PARCELAMENTO DE TRIBUTOS 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.1.6 PROVISÕES 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.1.7 IMPOSTOS A RECOLHER 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.1.8 PARTES RELACIONADAS 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.1.9 OUTRAS OBRIGAÇÕES 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.2 PASSIVO NÃO CIRCULANTE 21.583,26 4,67% 21.583,26 3,32% 100,00% 21.583,26 3,25% 100,00% 2.2.1 Empréstimos Bancários 21.583,26 4,67% 21.583,26 3,32% 100,00% 21.583,26 3,32% 100,00% 2.2.2 OBRIGAÇÕES SOCIAIS E TRIBUTARIAS 2.2.3 FORNECEDORES 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.2.4 PROVISÃO P/ CONTINGÊNCIA 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.2.5 IMPOSTOS DIFERIDOS 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.2.6 TRIBUTOS PARCELADOS 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.2.7 IMPOSTOS A RECOLHER 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.2.8 OUTRAS CTAS A PAGAR 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.3 PATRIMONIO LIQUIDO 380.431,92 82,32% 446.094,73 68,59% 117,26% 604.074,08 90,86% 158,79% 2.3.1 CAPITAL SOCIAL 185.000,00 40,03% 185.000,00 28,45% 100,00% 185.000,00 28,45% 100,00% 2.3.2 Lucros ou Prejuízos Acumulados 195.431,92 42,29% 261.094,73 40,15% 133,60% 419.074,08 63,03% 214,43% 2.3.3 RESERVAS REAVALIAÇÃO 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2.3.4 RESERVAS DE LUCROS 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 72 ANEXO F – DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCICIO Dez/10 AV Dez/11 AV AH Dez/12 AV AH 1. Receita Bruta de Vendas 670.527,61 105,77 1.093.988,11 105,89 163% 767.500,52 106,65 114% 1.1 - Deduções da Receita Bruta -38.712,48 5,77% -64.441,61 5,89% 166% -51.034,94 6,65% 132% 1.1.1 ( - ) Impostos / Contribuições 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 1.1.2 ( - ) Devoluções de Vendas 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 2. ( = ) Receita Liquida 631.815,13 100,00% 1.029.546,50 100,00% 163% 716.465,58 100,00% 113% 2.1 ( - ) CPV / CMV -209.457,66 33,15% -372.738,40 36,20% 178% -60.722,69 8,48% 29% 3. ( = ) Resultado Bruto 422.357,47 66,85% 656.808,10 63,80% 156% 655.742,89 91,52% 155% 3.1 Despesas Operacionais -419.844,69 66,45% -591.145,29 57,42% 141% -521.184,42 72,74% 124% 3.1.1 ( - ) Pessoal -325.903,63 51,58% -426.595,38 41,44% 131% -376.619,24 52,57% 116% 3.1.2 ( - ) Impostos, Taxas e Contribuições -1.743,58 0,28% -2.449,49 0,24% 140% -5.828,80 0,81% 334% 3.1.3 ( - ) Gerais -51.602,11 8,17% -55.132,45 5,36% 107% -64.102,42 8,95% 124% 3.1.4 ( - ) Vendas -40.100,72 6,35% -104.735,97 10,17% 261% -37.356,98 5,21% 93% 3.1.5 ( - ) Outras Despesas Operacionais -494,65 0,08% -2.232,00 0,22% 451% -37.276,98 5,20% 7536% 4. ( = ) Resultado Operacional 2.512,78 0,40% 65.662,81 6,38% 2613% 134.558,47 18,78% 5355% 4.1 Encargos Financeiros 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 4.1.1 (+) Receita Financeira 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 4.1.2 ( - ) Despesas Financeiras 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 5. ( = ) Resultado Liquido 2.512,78 0,40% 65.662,81 6,38% 2613% 134.558,47 18,78% 5355% 5.1 ( - ) Desp. Não Operacionais Patrimonial 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 6. ( = ) Resultado Antes IRPJ e CSLL 2.512,78 0,40% 65.662,81 6,38% 2613% 134.558,47 18,78% 5355% 6.1 ( - ) Provisões IRPJ e CSLL 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 0,00 0,00% 0,00% 7. ( = ) Lucro / Prejuízo do Exercício 2.512,78 0,40% 65.662,81 6,38% 2613% 134.558,47 18,78% 5355% 73 ANEXO G – INDICADORES E ÍNDICES FINANCEIROS INDICADORES E INDICES FINANCEIROS dez/10 INDICES FINANCEIROS Giro do Ativo Margem Liquida Rentabilidade do Ativo Rentabilidade do Patrimonio Liquido ESTRUTURA DE CAPITAIS E SOLVENCIA Imobilização Patrimonio Liquido Participação de Capitais de Terceiros Composição do Endividamento Nivel de Desconto de Duplicatas LIQUIDEZ E CAPACIDADE DE PAGTO. Capital Circulante Liquido Liquidez Geral Liquidez Seca Liquidez Imediata Liquidez Corrente Saldo Tesouraria s/ Vendas Modelo de Kanitz - Insolvencia CLASSIFICAÇÃO DE RISCO dez/11 1,14 0,00 0,00 0,01 1,57 0,06 0,10 0,29 2,16 0,19 0,40 0,45 0,80 0,21 74% 0% 1,03 0,46 89% 0% 0,00 0,10 64% 201% 6.915,79 0,93 0,93 1,07 1,04 0,18 3,60 -1.998,67 0,61 0,70 0,35 0,95 -0,04 2,48 98.594,83 1,94 2,37 2,50 2,64 0,22 8,73 D dez/12 C 74 ANEXO H – BALANÇO PATRIMONIAL 2010 75 76 ANEXO I – BALANÇO PATRIMONIAL 2011 77 78 ANEXO J – BALANÇO PATRIMONIAL 2012 79 80 ANEXO K – DEMONSTRATIVO DE RESULTADO 2010 81 82 ANEXO L – DEMONSTRATIVO DE RESULTADO 2011 83 84 ANEXO M – DEMONSTRATIVO DE RESULTADO 2012 85