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Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Demonstrações financeiras
em 31 de dezembro de 2010 e 2009
e 1º de janeiro de 2009
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Demonstrações financeiras
em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 1º de janeiro de 2009
Conteúdo
Relatório da administração
3 - 29
Relatório dos auditores independentes sobre as
demonstrações financeiras
30 - 32
Balanços patrimoniais
33
Demonstrações de resultados
34
Demonstrações de resultados abrangentes
35
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido
36
Demonstrações dos fluxos de caixa
37
Demonstrações do valor adicionado
38
Notas explicativas às demonstrações financeiras
2
39 - 172
Relatório da administração
Rio de Janeiro, 21 de março de 2011 – A Aliansce Shopping Centers S.A. (Bovespa: ALSC3), uma das maiores proprietárias e administradoras de Shopping Centers do país, anuncia seus resultados de 2010 e do 4º trimestre de 2010. Todas as informações operacionais e financeiras a seguir, exceto quando indicado de outra forma, são apresentadas em Reais, com base em números consolidados e de acordo com a legislação societária brasileira e as normas internacionais de contabilidade (IFRS), através dos CPCs emitidos e referendados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Estamos republicando os resultados de 2009 convertidos para IFRS para permitir a comparabilidade, conforme determina o CPC 37 – Adoção inicial ao IFRS 1. As informações gerenciais da Companhia, baseadas nas demonstrações financeiras consolidadas da Companhia, foram elaboradas de forma a refletir e consolidar a participação de 69,62% detida pela Aliansce no Via Parque Shopping e a exclusão do Shopping Leblon do nosso portfólio, ocorrida em novembro de 2009. Para análise da conciliação entre as demonstrações financeiras consolidadas e as informações gerenciais, vide comentários na seção Apêndices. Destaques do quarto trimestre de 2010 e eventos recentes As informações financeiras destacadas abaixo são gerenciais, baseadas nas demonstrações financeiras consolidadas da Companhia: As vendas nos shopping centers da Companhia tiveram um crescimento de 27,5% no 4T10. As vendas nas mesmas áreas (SAS) e mesmas lojas (SSS) apresentaram crescimento de 15,7% e 14,9%, respectivamente. Lucro líquido registrado em 2010 foi de R$70,5 milhões, incremento de 24,9% em relação a 2009 e de R$17,3 milhões no 4T10, queda de 38,6% em relação ao 4T09. Vale ressaltar que o 4T09 foi impactado em função do ganho de capital na venda de 16% do FIIVPS por R$26,0 milhões. Crescimento de 30,1% na receita bruta em 2010, totalizando R$223,5 milhões. No 4T10, a receita bruta foi de R$67,1 milhões, crescimento de 28,5% em relação ao 4T09. O NOI da Companhia apresentou crescimento de 29,9% e 21,8% em 2010 e 4T10, respectivamente, em decorrência de um aumento nas receitas superior ao aumento registrado nos custos operacionais. EBITDA ajustado apresentou crescimento de 30,6%, atingindo R$138,3 milhões em 2010, enquanto a margem de EBITDA ajustado atingiu 66,9%. No 4T10, EBITDA ajustado apresentou crescimento de 30,5% em relação ao 4T09 e uma margem de 67,8%. FFO ajustado apresentou crescimento de 73,3% totalizando R$124,7milhões em 2010, enquanto a margem AFFO atingiu 60,3%. No 4T10, AFFO apresentou um crescimento de 67,2%, atingindo R$32,4 milhões e margem de 52,6%. Taxa de ocupação dos empreendimentos foi de 97,9%, não incluindo o Boulevard Shopping Belo Horizonte, inaugurado em 26 de outubro de 2010. No 4T10, os investimentos da Companhia em greenfields, aumento de participação e expansões em seus shoppings, além da compra de terrenos, totalizaram R$207,6 milhões. O investimento em 2010 totalizou R$372,2 milhões. Em 05 de novembro de 2010, a Companhia adquiriu através de um leilão um terreno de 18.255 m² vizinho ao Via Parque Shopping na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A área representa uma oportunidade única para o desenvolvimento de um projeto interligado ao Via Parque Shopping. Para mais informações, vide seção Vetores de Crescimento. 3
Em 11 de novembro de 2010, a Companhia adquiriu 30% do direito de construir uma torre de salas comerciais em cima do Boulevard Shopping Belo Horizonte, localizado em Belo Horizonte, MG. A participação da Aliansce passou a ser de 100% na torre e se mantém 70% no shopping. Para mais informações, vide seção Vetores de Crescimento. Em 19 de novembro de 2010, os acionistas minoritários da Companhia aprovaram em Assembléia Geral Extraordinária (AGE) a aquisição de 50% do Boulevard Shopping Campos. O Shopping, com 19.000 m² de ABL, encontra‐se em construção e tem a sua inauguração prevista para 26 de abril de 2011. Para mais informações vide seção Vetores de Crescimento.
Em 22 de novembro de 2010, a Companhia adquiriu uma fração adicional de 6,00% do Boulevard Shopping Campina Grande. Com esta nova aquisição, a Companhia passa a deter 36,52% do empreendimento. Em 03 de dezembro de 2010, a Companhia inaugurou a segunda expansão do Bangu Shopping, localizado na cidade do Rio de Janeiro, adicionando 5.611 m² de ABL, 25 novas lojas e uma nova praça de alimentação ao shopping, totalizando 51.929 m² de ABL.
Em 03 de fevereiro de 2011, anunciamos um acordo de permuta com a RJZ Cyrela para a construção de duas torres comerciais, com 720 unidades, em cima do Carioca Shopping, no Rio de Janeiro. Nesta mesma data, comunicamos ainda o aumento da ABL total da expansão do shopping de 8.200 m² para 10.700 m², com inauguração prevista para o 4T12. O montante a ser permutado pelo projeto imobiliário representa aproximadamente 70% do CAPEX da expansão. O resultado operacional esperado ‐ considerando 100% de participação ‐ para o terceiro ano de operação da expansão é de R$ 6,7 milhões e a expansão possui uma TIR estimada real e desalavancada de 58,0% a.a.. Em 08 de fevereiro de 2011, realizamos o evento de entrega das chaves aos lojistas no Boulevard Shopping Campos, que já possui 95% de sua ABL comercializada. 4T10
4T09
4T10/4T09 Δ%
2010
2009
2010/2009 Δ%
Desempenho Financeiro ‐ informações gerenciais
Receita Bruta
67.104
Receita Líquida
61.717
NOI
48.125
Margem %
83,7%
EBITDA Ajustado
41.860
Margem %
67,8%
Lucro líquido
17.317
Margem %
28,1%
FFO Ajustado
32.443
Margem %
52,6%
52.236
48.767
39.527
86,2%
32.088
65,8%
28.190
57,8%
19.398
39,8%
28,5%
26,6%
21,8%
‐2,4p.p.
30,5%
2p.p.
‐38,6%
‐29,7p.p.
67,2%
12,8p.p.
223.469
206.762
167.074
88,1%
138.335
66,9%
70.520
34,1%
124.700
60,3%
171.721
159.934
128.636
87,6%
105.932
66,2%
56.446
35,3%
71.976
45,0%
30,1%
29,3%
29,9%
0,5p.p.
30,6%
0,7 p.p.
24,9%
‐1,2p.p.
73,3%
15,3p.p.
1.083.998
1.040,6
59,9
1.094,8
62,1
1.031,0
60,8
9,3%
1,0%
98,1%
423.639
225.718
347.243
27,5%
8,7%
1,7%
15,7%
11,8%
14,9%
12,1%
‐0,1p.p.
‐0,3p.p.
‐0,2p.p.
12,0%
16,8%
12,8%
4.103.614
914,2
56,8
949,7
54,1
927,7
53,7
9,9%
1,5%
97,9%
474.538
263.706
369.180
3.241.893
821,5
53,7
831,3
49,9
813,3
49,6
10,3%
1,6%
98,1%
423.639
225.718
328.875
26,6%
11,3%
5,7%
14,2%
8,4%
14,1%
8,2%
‐0,3p.p.
‐0,1p.p.
‐0,2p.p.
12,0%
16,8%
12,3%
Principais Indicadores Desempenho Operacional ‐ informações gerenciais
Vendas
1.382.590
Vendas/m² (média mensal)
1.131,3
Aluguel/m² (média mensal)
60,9
SAS/m² (vendas mesma área)¹
1.266,4
69,5
SAR/m² (aluguel mesma área)¹
SSS/m² (vendas mesmas lojas)¹
1.184,7
SSR/m² (aluguel mesmas lojas)¹
68,2
Custo de Ocupação (% vendas)
9,2%
Inadimplência
0,7%
Ocupação²
97,9%
ABL Total Final (m²)
474.538
ABL Propria Final (m²)
263.706
ABL que informa vendas (média ‐ m²)
391.604
¹ Média mensal. Não inclui o Shopping Santa Úrsula (em processo de revitalização)
² Não inclui o Boulevard Shopping Belo Horizonte
Nota: Considera o investimento no Via Parque Shopping consolidado na participação de 69,62% para os Exercícios de 2010 e 2009 e a exclusão de 70% do resultado do 4T09 do Shopping Leblon apenas para o Exercício de 2009.
4
Efeitos da Adoção Inicial do IFRS Em concordância com a convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil às normas internacionais de contabilidade (IFRS) a partir de 2010, a Companhia apresenta, a seguir, os principais efeitos produzidos nas demonstrações financeiras consolidadas: I.
Cálculo da depreciação com a nova vida útil – ICPC 10 A Companhia optou por reavaliar a vida útil de seus ativos baseado em laudo elaborado por peritos no mercado, alterando de 25 para 40 a 48 anos a vida útil dos bens. A adoção do ICPC 10 foi feita a partir de 1º de janeiro de 2010, resultando numa redução no custo da depreciação/depreciação acumulada de R$11.627 mil em 2010. II.
Capitalização de juros – CPC 20 Capitalização dos juros dos empréstimos tomados pela Companhia cujos recursos foram destinados ao desenvolvimento de novos ativos e expansões de empreendimentos operacionais. Os juros ora registrados em despesa financeira foram reclassificados para propriedade para investimento no valor de R$12.560 mil e R$10.154 mil em 2010 e 2009, respectivamente. III.
Combinação de negócios/Aquisição de Participação de não controladores – CPC 15/ICPC 09 Para as aquisições ocorridas a partir de 1º de janeiro de 2009, a Companhia mensurou a valor justo dos ativos e passivos adquiridos e avaliou a existência de valor intangível, levando‐se em consideração, ainda, a aquisição de controle comum e/ ou controle compartilhado dos ativos adquiridos. Para melhor entendimento dos impactos deste CPC em nossas demonstrações ver Demonstrações Financeiras, nota explicativa 3. IV.
Propriedade para investimento – CPC 28 A Aliansce registra seus shoppings centers em operação ou em desenvolvimento como propriedade para investimento, uma vez que esses empreendimentos são mantidos para fins de locação. A companhia optou por registrar suas propriedades para investimento pelo método de custo. O valor justo foi calculado utilizando premissas internas e seguindo a metodologia de fluxo de caixa descontado com taxa de desconto calculada seguindo o modelo CAPM. O valor justo em dezembro de 2010 foi de R$ 3,0 bilhões. Maiores detalhes podem ser encontrados na nota explicativa 14 das Demonstrações Financeiras. V.
Reversão do ativo diferido líquido e eliminação da amortização do diferido ‐ CPC 37 Em concordância com as instruções para adoção inicial do IFRS, a Companhia eliminou os saldos de ativos diferidos assim como a amortização do diferido contabilizada no resultado. Para melhor entendimento dos impactos do IFRS em nossas demonstrações ver nota explicativa 37 das Demonstrações Financeiras. 5
Mensagem da Administração A Aliansce continuou a sua forte trajetória de crescimento em 2010, acompanhando o mais elevado crescimento de PIB da economia Brasileira nos últimos 25 anos. Os 17 shopping centers da Companhia (03 em desenvolvimento) estão estrategicamente localizados pelo Brasil, alcançando uma ampla base de consumidores. Esses ativos são únicos com sólido potencial de geração de caixa. O compromisso e dedicação das nossas equipes permitiram a empresa fortalecer as suas operações e capitalizar as oportunidades no setor no Brasil. O portfólio da Aliansce teve um crescimento total de vendas de 26,6% em 2010. Como resultado, o EBITDA e FFO da Companhia atingiram R$ 138,3 milhões e R$ 124,7 milhões no ano e as margens continuaram a melhorar alcançando 66,9% e 60,3% em 2010, respectivamente. A “Nova Geração” de ativos (com menos de 5 anos de histórico operacional), representando aproximadamente 56% do ABL da companhia, tiveram um crescimento de vendas mesmas lojas (SSS) de 21,2% no 4T10. Os shoppings voltados para a classe média emergente tiveram crescimento de SSS de 21,0% no mesmo período. Esse grupo de ativos representa aproximadamente 35% da ABL da Aliansce. Essa taxa de crescimento é bem acima da média do setor e confirma a competência das nossas equipes de desenvolvimento e administração. O aumento de vendas e de produtividade dos lojistas está resultando em “leasing spreads” de aproximadamente 30% em vários ativos. No 4T10, o crescimento de SSS e de aluguéis mesmas lojas (SSR) do portfólio foi de 14,9% e 12,1%, respectivamente. Em 2010, o crescimento de SSS e SSR do portfólio foi de 14,1% e 8,2%, respectivamente. A combinação de taxas elevadas de vendas e o baixo custo de ocupação de 9,9% do portfólio possibilita buscar um aumento de aluguéis, preservando um custo de ocupação mais do que adequado para os nossos lojistas. Em Janeiro de 2010, a Aliansce conclui o seu IPO, permitindo a companhia aumentar o seu capital em R$ 450 milhões. Essa injeção de capital fortaleceu o nosso balanço e elevou a nossa capacidade de investimento. Estamos usando nosso balanço com eficiência e segurança. Nossa alavancagem tem perfil de amortização de longo prazo, sem risco de refinanciamento e um custo que agrega valor aos nossos investimentos. Em 2010, a Aliansce investiu R$ 372 milhões em atividades que vão desde aquisições até investimentos para o desenvolvimento de novos projetos e expansões. O projeto do Boulevard Campos foi adquirido através de um processo onde somente os acionistas minoritários votaram pela aprovação de uma transação envolvendo partes relacionadas, o que confirma o nosso compromisso com as praticas mais elevadas de governança corporativa. O Boulevard Campos tem a sua abertura marcada para o dia 26 de abril de 2011 e possui mais de 95% da ABL comercializada. A inauguração do Boulevard Belo Horizonte em outubro de 2010 marca a chegada da Aliansce na cidade de Belo Horizonte. O empreendimento é o segundo maior shopping da cidade e acrescentou 30,2 mil m² à ABL própria da Companhia. Estamos desenvolvendo ainda no terreno do shopping um dos principais edifícios comerciais “triple‐A” de Belo Horizonte, com data de inauguração prevista para 4T12. Em agosto de 2010, começamos a comercialização do Parque Shopping Belem, que será o segundo shopping da Aliansce na cidade. O Boulevard Belém, inaugurado em novembro de 2009, tem uma taxa de ocupação superior a 99% da sua ABL. Esses serão os dois únicos shoppings a serem inaugurados em mais de 15 anos em Belém, cidade com mais de 2 milhões de pessoas na sua região metropolitana. As expansões de Bangu, Carioca e Salvador acrescentaram 9,5 mil metros quadrados de ABL em 2010 para a empresa. O investimento acumulado nestas expansões foi de R$ 29,1 milhões e o NOI estabilizado previsto de R$ 5,6 milhões. Estamos na fase final de detalhamento de um projeto que será desenvolvido no terreno ao lado do Via Parque Shopping que adquirimos em novembro de 2010. Esse projeto deverá acrescentar aproximadamente 20 mil metros quadrados de ABL própria para Aliansce no primeiro semestre de 2013. 6
Buscamos alternativas de crescimento que seguem a nossa filosofia de investimento de gerar valor para os nossos acionistas e que agreguem qualidade ao nosso portfólio. Prevemos boas possibilidades de crescer o nosso portfólio em 2011 através de aquisições. Continuaremos desenvolvendo novos empreendimentos em mercados onde existe um desequilíbrio entre a oferta e procura de ABL. Reafirmamos o nosso compromisso de tornar nossos ativos líderes em seus mercados. Em conclusão, estamos confiantes quanto às perspectivas de crescimento da Aliansce em 2011 e no futuro. A Administração Descrição dos negócios, serviços e mercados de atuação em 31 de dezembro de 2010 Nossas principais atividades são as participações em Shopping Centers e a prestação de serviços no segmento de Shopping Centers, que envolve: (i) a administração de Shopping Centers; (ii) a comercialização de espaços de Shopping Centers; e (iii) o planejamento e desenvolvimento de Shopping Centers. Somos uma empresa full service com atuação em todas as fases de implementação de Shopping Centers, desde o planejamento (estudo de viabilidade do empreendimento), desenvolvimento do projeto, lançamento do Shopping Center, até o gerenciamento da estrutura e gestão financeira, comercial, jurídica e até operacional. Administração e Comercialização de Shopping Centers e espaços de Mall A atividade de administração de Shopping Centers consiste na administração estratégica e das atividades de rotina do Shopping Center compreendido pela gestão financeira, jurídica, comercial e operacional do empreendimento. Cabe ressaltar que as atividades de administração podem ser praticadas pela Companhia e suas subsidiarias. A atividade de comercialização de Shopping Centers engloba a comercialização de lojas, as atividades de Merchandising e a comercialização de espaços de Malls. Planejamento e desenvolvimento de Shopping Centers O planejamento e o desenvolvimento de Shopping Centers requerem um profundo conhecimento do setor, tendo em vista que a primeira fase inclui a realização de uma análise preliminar do projeto visando uma maior compreensão do comportamento dos consumidores na área de influência do shopping e a elaboração de estudo de viabilidade econômico‐financeira. Outra questão fundamental refere‐se à definição do tenant mix, ou seja, o balanceamento das lojas em cada ramo de atuação, assim como o levantamento das áreas disponíveis para locação. Em resumo, o desenvolvimento de um Shopping Center consiste nas seguintes etapas: (i) Identificação de oportunidades; (ii) Análise de viabilidade; (iii) Aprovação do investimento; (iv) Lançamento; (v) Construção; (vi) Comercialização e; (vii) Administração. Política de reinvestimento de lucros e distribuição de dividendos Aos Acionistas está assegurado, pelo estatuto social, um dividendo mínimo correspondente a 25% do lucro líquido apurado em cada exercício social, ajustado consoante à legislação em vigor. A administração, baseado em orçamento de capital, poderá destinar a parcela de lucro líquido do Exercício não distribuída como dividendo obrigatório, na sua integralidade ou parcialmente, à realização de novos investimentos respeitando em qualquer caso, o limite global do artigo 199 da lei 6.404/76. Recursos Humanos Em 31 de dezembro de 2010 a Aliansce possuía 97 funcionários no seu quadro. A rotatividade média de empregados foi de 34,2% em 31 de dezembro de 2010. Em 2009 a rotatividade foi de 28,3%. A Companhia e suas subsidiarias possuem contratos com empresas terceirizadas que provêem significativa quantidade de mão de obra, dentre os quais se destacam: serviços de segurança, alimentação dos empregados, limpeza e manutenção predial. 7
Nosso sistema de remuneração para Empregados é composto de faixas de renda numa escala vertical, combinadas com pontos salariais na horizontal, permitindo promoções e aumentos por mérito. A Companhia oferece aos seus empregados benefícios diversos como assistência médica, vale refeição, vale transporte e seguro de vida. Adicionalmente informamos que não possuímos áreas e/ou atividades insalubres ou perigosas, de acordo com a legislação vigente. A política de desenvolvimento de RH e treinamento da Companhia consiste nas ações empresariais que visam ampliar, desenvolver e aperfeiçoar as habilidades do colaborador para seu crescimento profissional, assim como: cursos de inglês, graduação e pós graduação. Responsabilidade Social O Compromisso da Companhia para a Sustentabilidade demonstra o nosso pacto com a ética nos negócios, o desenvolvimento das comunidades do entorno de nossos empreendimentos, o uso adequado de recursos naturais e a preservação do meio ambiente. A Companhia mantém, por meio de seus shoppings, diversos projetos de responsabilidade social, incentivo e patrocínio cultural, como, por exemplo, o projeto “Transformar”, do Via Parque Shopping, que ensina técnicas de aproveitamento total dos alimentos para donas de casa da comunidade de Cidade de Deu, onde desde o início do projeto 150 mulheres já foram capacitadas contribuindo para melhoria dos índices de desnutrição da comunidade. A Companhia apóia também Iniciativas de esporte e cidadania com o projeto “Via Vôlei” nos shoppings Grande Rio e Carioca, onde o trabalho consiste na inclusão de mais de 300 crianças de 7 a 14 anos de comunidades vizinhas aos shoppings por meio da prática do voleibol, ensinando às crianças da comunidade, de forma lúdica, valores como igualdade, solidariedade, e a importância do trabalho em equipe na formação da cidadania. A Companhia, que aposta desenvolvimento sustentável, implementa, ainda, projetos de responsabilidade sócio‐
ambiental,como, por exemplo, o projeto “Lixo Zero – Transformando para preservar” no Caxias Shopping que está transformando o shopping no primeiro shopping da região sudeste a conquistar a marca de “lixo zero”. Hoje o shopping conta com uma estação de tratamento de resíduos, que recicla água, para reutilização em descargas e jardinagem, no lixo a reciclagem acontece com a separação do lixo (lixo separado em diferentes categorias para reciclagem) e lixo orgânico, onde os resíduos são transformados em adubo orgânico. 8
Nosso Portfólio A Aliansce participa e/ou administra shoppings centers localizados em todas as regiões do país e que possuem exposição a um público de diversificada faixa de renda. Com o objetivo de facilitar a compreensão sobre o crescimento da Companhia nos próximos anos, nós dividimos o portfólio em três grupos com base no tempo de operação ou na fase em que cada ativo se encontra: No grupo de ativos Core, encontram‐se os nossos ativos já maduros que possuem mais de cinco anos de histórico operacional. No grupo de Nova geração de ativos, encontram‐se os nossos ativos que ainda estão em fase de maturação (que possuem menos de cinco anos de histórico operacional) ou que recentemente passaram por uma revitalização. No grupo de Próxima Geração de ativos, encontram‐se os nossos ativos ainda em desenvolvimento ou que passam por uma revitalização. Destacamos que a partir do 4T10, o Shopping Santa Úrsula passou a integrar o grupo da Nova Geração de ativos após ter concluído a primeira fase de sua revitalização e o Boulevard Shopping Campos passou a integrar o grupo de Próxima Geração após ser adquirido pela Companhia. ABL Própria por grupo
4T09
49,9%
4T10
43,8% 56,2%
42,3%
7,7%
Core
Nova
Geração
Próxima
Geração
ABL Própria por grupo
4T09
49,9%
42,3%
4T10
43,8% 56,2%
No final do 4T10, a Companhia possuía participação em 14 shoppings em operação e 03 em desenvolvimento, totalizando 263,7 mil m² de ABL própria em operação e 41,3 mil m² de ABL própria em desenvolvimento. A Companhia também atua como prestadora de serviços, na administração e comercialização de 08 shopping centers de terceiros que possuem 116,1 mil m² de ABL total. 7,7%
Core
Nova
Geração
Próxima
Geração
9
Shoppings em Operação
Ativos Core ‐ Mais de 5 anos de histórico operacional
Shopping Iguatemi Salvador¹
Shopping Taboão
Via Parque Shopping
Boulevard Shopping Campina Grande
Shopping Grande Rio
Carioca Shopping
Supershopping Osasco
Nova Geração de Ativos ‐ Menos de 5 anos de histórico operacional
Bangu Shopping
Santana Parque Shopping
Shopping Santa Úrsula
Caxias Shopping
Boulevard Shopping Brasília
Boulevard Shopping Belém
Boulevard Shopping Belo Horizonte
Lojas C&A
Loja C&A Feira de Santana
Loja C&A Grande Rio
Loja C&A Iguatemi Salvador Naciguat
Total do portfolio
Próxima Geração de Ativos ‐ Em desenvolvimento / revitalização
Boulevard Shopping Campos
Parque Shopping Belém
Parque Shopping Maceió
Total do portfolio + ativos em desenvolvimento
Estado
BA
SP
RJ
PB
RJ
RJ
SP
RJ
SP
SP
RJ
DF
PA
MG
BA
RJ
BA
RJ
PA
AL
% Aliansce
ABL (m²)
44,7%
45,36%
38,00%
69,62%
36,52%
25,00%
40,00%
33,58%
67,0%
100,00%
50,00%
37,50%
40,00%
50,00%
75,00%
70,00%
69,27%
100,00%
100,00%
44,58%
55,57%
50,00%
50,00%
50,00%
50,00%
243.981
60.180
35.601
53.937
17.335
35.825
23.461
17.641
221.095
51.929
26.542
23.088
25.559
16.925
33.988
43.064
9.462
2.108
2.108
5.246
474.538
82.968
19.000
28.100
35.868
557.506
ABL Própria (m²)
108.972
27.297
13.528
37.551
6.331
8.956
9.384
5.924
148.180
51.929
13.271
8.658
10.223
8.462
25.491
30.145
6.555
2.108
2.108
2.339
263.706
41.484
9.500
14.050
17.934
305.190
Taxa de Ocupação
98,9%
99,2%
99,6%
99,3%
99,4%
98,8%
99,6%
94,6%
96,3%²
99,8%
98,4%
89,8%
98,2%
83,5%
98,6%
87,7%
100,0%
100,0%
100,0%
100,0%
97,9%²
Prestação de Serviços
‐
‐
‐
AC
AC
AC
AC
AC
AC
AC
AC
AC
C
AC
AC
‐
AC
AC
AC
AC
n/a
n/a
n/a
(A) Administração | (C) Comercialização
¹Participação detida através de 2 condomínios ‐ 41,59% do Naciguat e 71,49% do Riguat
² Não considera o Boulevard Shopping Belo Horizonte, inaugurado em 26 de outubro de 2010
Desempenho de Vendas As vendas totais dos shoppings da Companhia apresentaram um crescimento de 27,5% no 4T10 em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$1,4 bilhões. Em 2010, as vendas atingiram R$4,1 bilhões, 26,6% acima do total acumulado de 2009. Em 2010, 13 dos nossos 14 shoppings apresentaram crescimento de dois dígitos em relação ao ano de 2009. Destacamos o Caxias Shopping, Bangu Shopping e Shopping Grande Rio que continuaram a apresentar aumento significativo de vendas no trimestre e fecharam o ano com crescimento de 28,0%, 24,3%, e 24,0%, respectivamente. A excelente localização dos nossos ativos, o bom momento do varejo e a maior participação das vendas realizadas em shoppings da Nova Geração permitiram que no 4T10 as vendas nas mesmas lojas (SSS) e nas mesmas áreas (SAS) apresentassem crescimento de 14,9% e 15,7%, respectivamente, confirmando a tendência de um aumento significativo nas vendas. No ano, SSS e SAS aumentaram em 14,1% e 14,2%, respectivamente, em comparação com o período anterior. O grupo da Nova Geração de ativos confirma nossa expectativa e continua apresentando crescimentos de SSS e SAS superiores aos ativos Core. Vale ressaltar que a entrada do Boulevard Shopping Belém (em novembro de 2010, quando o shopping completou 1 ano de operação) nos cálculos contribuiu positivamente nos indicadores do 4T10. O grupo de ativos Core apresentou um crescimento de SSS de 10,8%, enquanto a Nova Geração de ativos registrou um aumento de 21,2% no mesmo período. Observamos também a melhoria de performance dos shoppings Santa Ursula e Boulevard Shopping Brasilia. O Santa Ursula apresentou aumento da taxa de ocupação e do fluxo de consumidores, resultado do término da primeira fase de revitalização, que alavancou o crescimento de vendas do shopping em 43,6% no 4T10 e em 31,0% no ano. O Boulevard Shopping Brasilia também apresentou maior ocupação e o aumento do fluxo de consumidores o que refletiu na melhora na performance de vendas deste shopping, que praticamente dobrou no 4T10 em relação ao ano passado. Vale ressaltar que a venda por m² do Boulevard Shopping Brasília cresceu 46,2% no 4T10 e 137,9% no ano. 10
Crescimento de Vendas 4T10/4T09
14,9%
27,5%
15,7%
10,9%
5,9%
IPCA
Vendas
Varejo
SSS
SAS Vendas Totais
SSS (R$/m²)¹
Ativos Core
10,8%
Nova Geração
1.204,1 21,2%
1.155,8 1.086,6 953,5 4T09
4T10
4T09
4T10
¹ média mensal
Vendas por shopping
4T10
4T09
4T10/4T09 Δ%
2010
2009
2010/2009 Δ%
336.270
103.532
118.753
55.617
112.519
87.481
55.884
140.845
67.100
36.158
66.279
30.854
117.826
53.474 ,
1.382.590
296.981
88.312
106.944
50.825
93.793
75.406
54.181
111.227
60.334
25.177
52.555
15.558
52.707
‐
13,2%
17,2%
11,0%
9,4%
20,0%
16,0%
3,1%
26,6%
11,2%
43,6%
26,1%
98,3%
123,5%
n/a
1.096.632
312.356
379.393
183.405
338.035
263.642
182.416
399.083
206.045
109.792
192.168
85.776
301.397
53.474
987.013
265.671
330.188
163.185
272.590
238.241
175.062
321.154
178.071
83.822
150.103
24.086
52.707
‐
11,1%
17,6%
14,9%
12,4%
24,0%
10,7%
4,2%
24,3%
15,7%
31,0%
28,0%
256,1%
471,8%
n/a
1.083.998
27,5%
4.103.614
3.241.893
26,6%
391.604
347.243
12,8%
369.180
328.875
12,3%
(Valores em milhares de reais)
Shopping Iguatemi Salvador
Shopping Taboão
Via Parque Shopping
Boulevard Shopping Campina Grande
Shopping Grande Rio
Carioca Shopping
Supershopping Osasco
Bangu Shopping
Santana Parque Shopping
Shopping Santa Úrsula
Caxias Shopping
Boulevard Shopping Brasília¹
Boulevard Shopping Belém²
Boulevard Shopping Belo Horizonte³
Total
ABL que informa vendas (média)
¹ Inaugurado em Junho de 2009
² Inaugurado em Novembro de 2009
³ Inaugurado em 26 de Outubro de 2010
Destaques Financeiros Receita Bruta O crescimento da receita do Boulevard Shopping Belém, a inauguração do Boulevard Shopping Belo Horizonte, a expansão do Bangu Shopping e a revitalização da praça de alimentação e expansão do Iguatemi Salvador reforçaram o crescimento da receita bruta da companhia no 4T10, que apresentou um crescimento de 28,5%. Em 2010, o crescimento foi de 30,1% acima do mesmo período do ano anterior. Excluindo o ajuste do aluguel linear, a receita bruta apresentou um crescimento de 35,9% no 4T10 e de 33,0% em 2010 em relação ao 4T09 e 2009 respectivamente. Prestação de serviços
11,1%
Taxa de transf.
0,4%
Composição da Receita ‐ 2010
Aluguel mínimo
83,4%
Aluguéis
71,2%
Estaciona‐
mento
11,5%
CDU
5,9%
11
Stands / Quiosques
7,4%
Aluguel percentual
9,1%
Os shoppings de “Nova Geração” (menos de cinco anos de histórico operacional) apresentaram crescimento de 73,8% em relação ao ano anterior e sua participação na receita total evoluiu de 31,7% em 2009 para 42,3% em 2010. Informações Financeiras Gerenciais
Receitas por Natureza
4T10
4T09
4T10/4T09 Δ%
2010
2009
2010/2009 Δ%
(Valores em milhares de reais, exceto os percentuais)
Aluguéis
Cessão de direito de uso
Estacionamento
Taxa de transferência
Prestação de serviços
Ajuste aluguel linear ‐ CPC 06
53.167
3.740
8.729
506
6.825
(5.863)
40.027
2.688
6.182
137
4.667
(1.465)
32,8%
39,1%
41,2%
269,3%
46,2%
300,2%
158.890
13.079
25.643
970
24.742
145
120.688
9.707
18.234
576
18.691
3.825
31,7%
34,7%
40,6%
68,4%
32,4%
‐96,2%
Total
67.104
52.236
28,5%
223.469
171.721
30,1%
Informações Financeiras Gerenciais
4T10
Receita Total por Empreendimentos
4T10/4T09 2010/2009 2010
2009
Δ%
Δ%
(Valores em milhares de reais, exceto os percentuais)
4T09
Shopping Iguatemi Salvador
Shopping Taboão
Via Parque Shopping
Boulevard Shopping Campina Grande
Shopping Grande Rio
Carioca Shopping
Supershopping Osasco
Bangu Shopping
Santana Parque Shopping
Shopping Santa Úrsula
Caxias Shopping
Boulevard Shopping Brasília¹
Boulevard Shopping Belém²
Boulevard Shopping Belo Horizonte³
Lojas C&A
Serviços
Ajuste aluguel linear ‐ CPC 06
12.938
3.492
7.383
811
2.797
2.844
1.395
11.229
3.290
1.047
2.326
1.407
10.160
4.396
627
6.825
(5.863)
11.508
3.361
6.129
643
2.409
2.475
1.317
9.514
3.799
357
1.876
546
4.499
‐
601
4.667
(1.465)
12,4%
3,9%
20,5%
26,1%
16,1%
14,9%
5,9%
18,0%
‐13,4%
193,3%
24,0%
n/a
n/a
n/a
4,3%
46,2%
300,2%
40.750
11.553
24.076
2.525
8.893
9.158
4.665
33.536
10.869
2.988
7.350
3.592
31.779
4.396
2.452
24.742
145
38.529
11.335
20.635
2.186
7.608
7.597
4.588
29.826
11.366
1.490
6.146
1.061
4.499
‐
2.339
18.691
3.825
5,8%
1,9%
16,7%
15,5%
16,9%
20,5%
1,7%
12,4%
‐4,4%
100,5%
19,6%
n/a
n/a
n/a
4,8%
32,4%
‐96,2%
Total
67.104
52.236
28,5%
223.469
171.721
30,1%
¹ Inaugurado em Junho de 2009
² Inaugurado em Novembro de 2009
³ Inaugurado em 26 de Outubro de 2010
12
4T10
4T09
4T10/4T09 Δ%
2010
2009
(Valores em milhares de reais)
Shopping Iguatemi Salvador
Shopping Taboão
Via Parque Shopping
Boulevard Shopping Campina Grande
Shopping Grande Rio
Carioca Shopping
Supershopping Osasco
Bangu Shopping
Santana Parque Shopping
Shopping Santa Úrsula
Caxias Shopping
Boulevard Shopping Brasília¹
Boulevard Shopping Belém²
Boulevard Shopping Belo Horizonte³
Lojas C&A
12.157
2.640
4.672
793
2.187
2.368
1.277
8.262
2.545
818
1.596
1.315
8.763
3.147
627
11.099
2.252
4.471
626
1.957
2.168
1.121
7.297
2.304
344
1.408
519
3.858
‐
603
9,5%
17,2%
4,5%
26,7%
11,8%
9,2%
13,9%
13,2%
10,5%
137,8%
13,4%
n/a
n/a
n/a
4,0%
38.578
8.617
15.381
2.459
6.850
7.566
4.035
24.486
8.044
2.358
4.970
3.329
26.618
3.147
2.452
36.733
7.758
14.897
2.121
6.113
6.867
3.765
21.477
7.735
1.409
4.606
1.011
3.857
‐
2.339
5,0%
11,1%
3,2%
15,9%
12,1%
10,2%
7,2%
14,0%
4,0%
67,4%
7,9%
n/a
n/a
n/a
4,8%
Total
53.167
40.027
32,8%
158.890
120.688
31,7%
Receita de Locação por shopping
2010/2009 Δ%
¹ Inaugurado em Junho de 2009
² Inaugurado em Novembro de 2009
³ Inaugurado em 26 de Outubro de 2010
A melhor performance dos shoppings no período e as inaugurações do Boulevard Shopping Brasília e Boulevard Shopping Belém em 2009 e do Boulevard Shopping Belo Horizonte em 2010 contribuíram para o incremento da receita de locação. No 4T10, as receitas de locação dos shoppings da Companhia tiveram um crescimento de 32,8% em relação ao mesmo período de 2009 e 31,7% em 2010. Os shoppings Iguatemi Salvador, SuperShopping Osasco, Santana Parque Shopping e Caxias Shopping apresentaram crescimento significativo no último trimestre apontando uma tendência positiva no desempenho destes empreendimentos. Custo de Aluguéis e Serviços As despesas de depreciação de propriedades apresentaram um aumento em decorrência das inaugurações dos shoppings e expansões no final de 2009 e durante ano de 2010, porém esse crescimento foi atenuado pela adoção do CPC 28 em 2010, que alterou o período de depreciação das propriedades estendendo de 25 para até 48 anos e gerou uma redução de R$ 11.627 mil na despesa de depreciação de 2010. Os gastos pré‐operacionais ocorridos no 4T10 são justificados pela inauguração do Boulevard Shopping Belo Horizonte, construção do Parque Shopping Belém e do Boulevard Shopping Campos, cuja inauguração está prevista para abril de 2011. O aumento da ABL decorrente das inaugurações e expansões dos nossos ativos contribuiu para um aumento do custo operacional dos shoppings e do custo de estacionamento. Informações Financeiras Gerenciais
4T10
Custos por Natureza
4T10/4T09 2010/2009 2010
2009
Δ%
Δ%
(Valores em milhares de reais, exceto os percentuais)
4T09
Depreciação e amortização
Custos operacionais dos shoppings
Custo de estacionamento
Gastos pré‐operacionais
Custo de comercialização e planejamento
Provisão para devedores duvidosos
7.906
7.915
2.805
3.103
1.534
1.434
5.897
5.404
1.695
1.460
1.468
943
34,1%
46,5%
65,5%
112,5%
4,5%
52,1%
21.500
19.387
9.080
6.901
5.305
3.186
19.840
15.288
6.114
5.866
4.904
2.992
8,4%
26,8%
48,5%
17,6%
8,2%
6,5%
Total
24.697
16.867
46,4%
65.359
55.004
18,8%
13
Lucro Bruto Em 2010, o lucro bruto alcançou um crescimento de 34,8%, totalizando R$ 141,4 milhões. No 4T10, o lucro foi de R$37,0 milhões contra R$31,9 milhões no mesmo período do ano anterior, reflexo do início das operações dos novos shoppings. Lucro Bruto (R$ Mil)
104.930 16,0%
31.900 4T09
(Despesas)/Receitas Operacionais Despesas gerais e Admin (R$ Mil)
4T09
4T10
(8.333)
(7.899)
2009
2010
(26.535)
(32.586)
Informações Financeiras Gerenciais
(Despesas)/Receitas Operacionais
Total
4T10
2009
2010
2010/2009 4T10/4T09 2010
2009
Δ%
Δ%
(Valores em milhares de reais, exceto os percentuais)
4T09
(7.899)
‐
(111)
6.084
‐
4.460
‐
1.624
(8.333)
69
(137)
26.982
‐
‐
26.010
972
‐5,2%
n/a
‐19,1%
‐77,5%
n/a
n/a
n/a
67,1%
(32.586)
‐
(368)
6.296
‐
4.460
‐
1.836
(26.535)
383
(285)
31.015
6.080
‐
26.010
(1.075)
22,8%
n/a
29,1%
‐79,7%
n/a
n/a
n/a
‐270,8%
(1.926)
18.581
‐110,4%
(26.658)
4.578
‐682,3%
Resultado Financeiro Com o IPO realizado no início do ano de 2010, o saldo em caixa originado nesta operação gerou uma maior receita financeira neste período, contribuindo para a melhora do resultado financeiro. Destacamos ainda a marcação do SWAP a mercado (Lei 11.638) que representou no ano um ganho de R$8,1 milhões vis‐à‐vis a perda de R$12,3 milhões registrada em 2009. Outro ponto relevante na determinação do resultado financeiro de 2010 foram os novos CCI/CRI de Belém emitido no 1T09 sem efeito em resultado durante o período de construção e o de Bangu emitido no 4T09. 37.020 Em 2010, as despesas gerais e administrativas tiveram um crescimento de 22,8%, passando de R$26,5 milhões para R$32,6 milhões em função de novas demandas e atividades relacionadas a uma empresa de capital aberto, além da implantação de programa de stock options. Desde o IPO, a Aliansce vem investindo em melhorar seu nível de governança e controles, sendo que no último trimestre foi iniciada a implantação do SAP, cuja primeira fase entrará em operação no 3T11. É importante ressaltar que no 4T09 as despesas gerais e administrativas foram afetadas por despesas pontuais como arbitragem e assessoria contratada relacionada à venda de cotas do fundo imobiliário do Via Parque, distorcendo a base de comparação com o 4T10. 4T10
Despesas administrativas e gerais
Resultado da equivalência patrimonial
Despesa com depreciação e amortização de diferido e intangível
Outras (despesas)/receitas operacionais
(+) Ações judiciais
(+) Ganho sobre investimentos ‐ CPC 15/ICPC09
(+) Ganho de capital na venda de quotas do FIIVPS
(+/‐) Outros
141.403 34,8%
14
Resultado Financeiro (R$ Mil)
4T09
4T10
2009
2010
(10.747)
(14.734)
(19.817)
(32.246)
Lucro Líquido Lucro Líquido (R$ Mil)
70.520 56.446
17.167 28.190
17.167 17.317 39.279 4T10
2009
11.023 4T09
2010
Lucro Venda Participação 16% no Via Parque Shopping
Em 2010, o lucro líquido apresentou crescimento de 24,9% em relação a 2009, passando de R$56,4 milhões para R$70,5 milhões, com uma margem de 34,1% em 2010 contra 35,3% em 2009. No 4T10, o lucro líquido foi de R$17,3 milhões contra R$28,2 milhões em 2009 apresentando uma queda de 38,6%, justificada pelo efeito do ganho de capital de R$26,0 milhões na venda de 16% do Via Parque Shopping no 4T09 e no ano de 2009. O lucro líquido de 2009 e do 4T09 foram ajustados em função dos seguintes efeitos do IFRS: (i) Capitalização dos juros (CPC 20); (ii) Amortização do ágio mais valia e (iii) Eliminação da amortização do ativo diferido (CPC 37). NOI O bom desempenho de nossos shoppings, a inauguração do Boulevard Shopping Belo Horizonte e de expansões resultaram em um crescimento de 21,8% no NOI do 4T10 em relação ao mesmo período de 2009, alcançando R$ 48,1 milhões e uma margem de 83,7%. Em 2010, com a contribuição do 1º ano do Boulevard Shopping Belém, o NOI passou de R$ 128,6 milhões para R$ 167,1 milhões. O crescimento foi de 29,9% em relação ao ano de 2009 e a margem de NOI foi de 88,1%. Sem considerar o ajuste de aluguel linear a margem de NOI seria de 86,0% no 4T10 contra 86,6% no 4T09 e 88,4% em 2010 contra 87,2% em 2009. Informações Financeiras Gerenciais
4T10/4T09 2010
2009
Δ%
(Valores em milhares de reais, exceto os percentuais)
4T10
4T09
NOI
2010/2009 Δ%
Aluguéis
Cessão de direito de uso
Resultado de estacionamento
Resultado Operacional
47.810
3.740
5.924
57.474
38.699
2.688
4.487
45.874
23,5%
39,1%
32,0%
25,3%
160.005
13.079
16.563
189.647
125.089
9.707
12.120
146.916
27,9%
34,7%
36,7%
29,1%
(‐) Custos operacionais dos shoppings
(‐) Provisão para devedores duvidosos
(7.915)
(1.434)
(5.404)
(943)
46,5%
52,1%
(19.387)
(3.186)
(15.288)
(2.992)
26,8%
6,5%
(=) NOI
48.125
39.527
21,8%
167.074
128.636
29,9%
Margem NOI
83,7%
86,2%
‐2,4p.p.
88,1%
87,6%
0,5p.p.
EBITDA e EBITDA Ajustado O EBITDA ajustado da Companhia atingiu R$41,9 milhões no 4T10, apresentando crescimento de 30,5% em relação ao período anterior. No ano de 2010, o destaque para a formação do EBITDA ajustado é a Receita Líquida que apresentou crescimento superior ao crescimento dos custos, levando o EBITDA ajustado no ano para R$138,3 milhões frente aos R$105,9 milhões registrados em 2009. Os ajustes para adoção do IFRS implantados em 2010 não afetaram o EBITDA Ajustado. Informações Financeiras Gerenciais
4T10/4T09 2010
2009
Δ%
(valores em milhares de reais, exceto os percentuais)
4T10
4T09
2010/2009 Δ%
Receita Líquida
61.717
48.767
26,6%
206.762
159.934
29,3%
(‐) Custos
(‐) Despesas
(+) Depreciação e amortização
(24.697)
(1.926)
8.017
(16.867)
18.581
6.034
46,4%
‐110,4%
32,9%
(65.359)
(26.658)
21.868
(55.004)
4.578
20.125
18,8%
‐682,3%
8,7%
(=) EBITDA
43.111
(+)/ (‐) Despesas/ (Receitas) não recorrentes
(‐) Ganho de capital na venda de quotas do FIIVPS
(+) Gastos pré‐operacionais
(‐) Ganho sobre investimentos ‐ CPC 15/ICPC09
(‐) Ações judiciais
(+/‐) Outros
(1.251)
‐
3.103
(4.460)
‐
106
56.515
‐23,7%
136.613
129.633
5,4%
(24.427)
(26.010)
1.460
‐
‐
123
‐94,9%
n/a
112,5%
n/a
n/a
‐13,7%
1.722
‐
6.901
(4.460)
‐
(719)
(23.701)
(26.010)
5.866
‐
(6.080)
2.523
‐107,3%
n/a
17,6%
n/a
n/a
‐128,5%
(=) EBITDA ajustado
41.860
32.088
30,5%
138.335
105.932
30,6%
Margem EBITDA ajustado
67,8%
65,8%
2 p.p.
66,9%
66,2%
0,7 p.p.
15
FFO e FFO Ajustado (AFFO) O FFO ajustado (AFFO) visa refletir a real geração de caixa da Companhia considerando a estruturação de financiamentos de longo prazo com carência de pagamentos de principal e juros. Excluímos ainda itens não recorrentes e itens não caixa. A margem AFFO atingiu 60,3% em 2010, que representa um aumento de 15,3 p.p. em relação a 2009. Dos ajustes do IFRS, apenas a capitalização de juros (CPC 20), que sensibilizou o lucro líquido, afetou o FFO e AFFO. Informações Financeiras Gerenciais
4T10/4T09 2010
2009
Δ%
(Valores em milhares de reais, exceto os percentuais)
4T10
4T09
FFO
2010/2009 Δ%
Lucro Líquido
17.317
28.190
‐38,6%
70.520
56.446
(+) Depreciação e amortização
8.017
6.034
32,9%
21.868
20.125
24,9%
8,7%
(=) FFO
25.334
34.224
‐26,0%
92.388
76.571
20,7%
(+)/ (‐) Despesas/ (Receitas) não recorrentes
(+) Efeito SWAP
(+) Despesas financeiras não desembolsadas
(+)/ (‐) Impostos não caixa
(1.251)
1.211
6.300
849
(24.427)
3.040
2.217
4.344
‐94,9%
‐60,2%
184,2%
‐80,5%
1.722
(8.105)
25.200
13.495
(23.701)
12.340
3.269
3.497
‐107,3%
‐165,7%
n/a
285,9%
(=) FFO ajustado
32.443
19.398
67,2%
124.700
71.976
73,3%
Margem AFFO %
52,6%
39,8%
12,8 p.p.
60,3%
45,0%
15,3 p.p.
CAPEX O CAPEX investido pela Companhia foi R$207,6 milhões no 4T10 e R$372,2 milhões em 2010. A maior parte dos investimentos do ano foi realizada nos shoppings Boulevard Shopping Belo Horizonte e Boulevard Shopping Belém, além das expansões nos shoppings em operação e na revitalização do Shopping Santa Úrsula. Adquirimos participação no Parque Shopping Belém (50,0%) e no Boulevard Shopping Campos (50,0%), ambos em desenvolvimento. Aumentamos a nossa participação adicional no Boulevard Shopping Campina Grande em 6,00% e no Supershopping Osasco em 2,06%. Adquirimos também um terreno ao lado do Via Parque Shopping. Para maiores detalhes, ver seção Vetores de Crescimento. Destaques Operacionais No 4T10, os indicadores operacionais da Companhia mantiveram excelente desempenho, conforme visto ao longo do ano. Resultado Operacional (NOI/m²) NOI (R$/m²)¹
52,9
49,8
59,4
49,2
41,7
43,4
1o. Trimestre
2o. Trimestre
2008
61,4
51,2
62,2
56,0
46,5
51,1
3o. Trimestre
4o. Trimestre
2009
2010
No 4T10, o NOI/m² da Companhia apresentou um crescimento de 10,5% frente ao realizado no 4T09, em razão do desempenho dos nossos shoppings, expansões e a inauguração do Boulevard Shopping Belo Horizonte em outubro de 2010. Expurgando o impacto desta inauguração, nosso crescimento atingiu 22,0%, superando o crescimento dos trimestres anteriores. SSR (R$/m²)¹
Ativos Core
Aluguel de mesmas lojas (SSR) No 4T10, os aluguéis das mesmas lojas (SSR) e mesmas áreas (SAR) confirmaram nossas expectativas e apresentaram o maior crescimento já visto pela Companhia, superando o ótimo desempenho apresentado no trimestre anterior. O crescimento de SSR e SAR no 4T10 foi de 12,1% e 11,9%, respectivamente, ambos em relação ao mesmo período de 2009. 7,7%
67,1 72,2 19,1%
62,3 52,3 4T09
16
Nova Geração
4T10
¹ média mensal
4T09
4T10
Confirmando a tendência esperada, o grupo de ativos da Nova Geração mais uma vez apresentou um maior crescimento nos aluguéis das mesmas lojas (SSR) frente ao grupo dos ativos Core. No 4T10, os ativos da Nova Geração apresentaram um crescimento de SSR de 19,1%, enquanto os ativos Core cresceram 7,7% no mesmo período. Nossa expectativa para o 1T11 é mantermos este crescimento, principalmente por conta do impacto dos reajustes realizados nos últimos três trimestres e dos reajustes a serem realizados até março de 2011. Merece destaque ainda a contribuição positiva do Boulevard Shopping Belém, que entrou para o índice no 4T10 ao completar 1 ano de operação, e continuará contribuindo positivamente ao longo de 2011. Taxa de Ocupação Taxa de Ocupação (%)
96,9%
97,0%
4T09
1T10
97,9%
97,9%
3T10
4T10
97,3%
2T10
No 4T10, a taxa de ocupação em nossos shoppings se manteve em 97,9%, não incluindo o Boulevard Shopping Belo Horizonte, inaugurado no final de outubro de 2010. Para refletir a evolução da taxa de ocupação, incluímos em nosso histórico os shoppings inaugurados recentemente, o Boulevard Brasília, inaugurado em junho de 2009, e o Boulevard Belém, inaugurado em novembro de 2009. Custo de Ocupação (% de vendas) No 4T10, voltamos a apresentar uma redução no custo de ocupação em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo 9,2% versus 9,4% no 4T09. Tanto os ativos Core quanto os de Nova Geração apresentaram custo de ocupação bem próximos à média da companhia. O recém inaugurado Boulevard Shopping Belo Horizonte passou a integrar o grupo de Nova Geração de ativos e contribuiu fortemente para a redução deste indicador no grupo, mostrando seu potencial de crescimento. Destacamos que mesmo com o forte crescimento no SSR, o custo de ocupação manteve sua trajetória de queda devido ao forte crescimento de vendas no trimestre, o que nos permite manter a expectativa de crescimento nos aluguéis ao longo dos próximos trimestres. Custo de Ocupação (%)
Ativos Core
Nova Geração
9,2%
9,2%
9,1%
9,2%
4T09
4T10
4T09
4T10
Vetores de Crescimento Seguindo nosso cronograma de projetos greenfields e expansões ao final de 2012 alcançaremos uma ABL própria de aproximadamente 352,5 mil m² já contratada, apresentando um crescimento 33,7% em relação a 2010. Vale ressaltar que aproximadamente 15% da ABL própria atual da Companhia foi inaugurada no 4T10. Torre BH +
Evolução ABL Própria
Parque Shopping Maceió + Parque Shopping Belém
352.537
18.020
Boulevard Campos
31.984
9.500
263.706
16.406
12.921
33,7%
2010
Expansões
2011
Desenvolvimento
2012
17
Final 2012
Projetos GREENFIELD Boulevard Shopping Campos Em dezembro de 2010, a Companhia adquiriu 50% de participação no Boulevard Shopping Campos, shopping que a Aliansce já era responsável pelo planejamento, administração e comercialização. O empreendimento, que hoje se encontra em construção, tem sua inauguração prevista para 26 de abril de 2011, conforme cronograma. O shopping terá aproximadamente 19.000 m² de ABL e mais de 90 lojas, incluindo 4 âncoras e 5 mega lojas, cinema multiplex e mais de 1.000 vagas de estacionamento. O shopping já possui 95% da ABL comercializada. Em 08 de fevereiro de 2011, realizamos o evento de entrega das chaves aos lojistas, simbolizando o início das obras nas lojas do shopping. Boulevard Shopping Campos
ABL
19.000 m²
Lançamento
Abril de 2010
Inauguração Prevista 26 de Abril de 2011
Participação
50%
TIR (a.a.)
15%
% Aliansce
CDU Líquido
R$ 1,3 milhões
CAPEX
R$ 42,1 milhões
% Capex Realizado 74%
NOI 1º ano
R$ 3,6 milhões
NOI 3º ano
R$ 4,1 milhões
Boulevard Shopping Campos ‐ 28/01/2011
Parque Shopping Belém O Parque Shopping Belém, que contará com aproximadamente 28.100 m² de ABL, já se encontra em fase de levantamento de propostas para contratação da construtora. Após todos os projetos e a etapa de terraplenagem concluídos, esperamos iniciar as obras de estrutura no 1T11. Avançamos na comercialização do shopping, que hoje está com aproximadamente 50% da ABL com propostas aprovadas. O empreendimento conta ainda com um projeto de expansão no 2º pavimento do shopping de aproximadamente 6,5 mil m² de ABL e a inclusão de um projeto multiuso com torre comercial integrada ao shopping. Parque Shopping Belém
Lacalização
Belém, PA
ABL
28.100 m²
Lançamento
Agosto de 2010
Inauguração Prevista 2T12
Participação
TIR (a.a.)
50%
17%
% Aliansce
18
CDU Líquido
R$ 5,7 milhões
CAPEX
R$ 74,0 milhões
% Capex Realizado 7%
NOI 1º ano
R$ 8,3 milhões
NOI 3º ano
R$ 9,4 milhões
Parque Shopping Maceió Durante o 4T10, conseguimos avançar com todos os projetos que antecedem o início das obras do empreendimento e esperamos estar com todos concluídos no início do 2T11. Com os projetos de terraplanagem concluídos, que merece destaque pela dimensão do terreno, iniciaremos no 1T11 sua execução, tanto na área do shopping quanto na área destinada a futuros empreendimentos imobiliários. O cronograma do empreendimento permanece inalterado, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2011 e sua inauguração para o 4T12. Pequenos ajustes foram feitos no projeto do shopping, que passa a ter uma ABL de 35.868 m². Os investimentos foram ajustados considerando os projetos já concluídos. As receitas foram revistas com base na tabela de comercialização que será utilizada no lançamento do empreendimento. Parque Shopping Maceió
Localização
Maceió, AL
ABL
35.868 m²
Lançamento
1S11
Inauguração Prevista 4T12
Participação
50%
TIR (a.a.)
17%
% Aliansce
CDU Líquido
R$ 5,5 milhões
CAPEX
R$ 87,6 milhões
% Capex Realizado 17%
NOI 1º ano
R$ 8,9 milhões
NOI 3º ano
R$ 11,0 milhões
Expansões Projetos em Andamento Os projetos de expansão com inaugurações previstas para o ano de 2011 e início de 2012 irão acrescentar aproximadamente 12,9 mil m² de ABL própria à Companhia. Projetos em Andamento
Expansão Iguatemi Salvador
Expansão Bangu ‐ Centro Médico + Offices
Via Parque Shopping ‐ Fase 01
Expansão Campina Grande ‐ Fase 01
Estado
BA
RJ
RJ
PB
Inaugu‐ ração
1T11
4T11
4T11
1T12
ABL % (m²)
Aliansce
4.619
6.500
4.586
3.579
41,59%
100,00%
69,62%
36,52%
ABL Própria (m²)
1.921
6.500
3.193
1.307
CAPEX
5,6
10,8
6,8
4,9
% Aliansce (R$ milhões)
CDU NOI 1º Líquido
Ano
1,5
‐0,7
0,0
0,1
0,8
3,6
1,8
0,6
NOI 3º Ano
Locação
0,9
4,1
2,0
0,6
100%
55%
54%
65%
TIR (a.a.)
26%
40%
38%
16%
Total
19.284
12.921
28,1
0,9
6,8
7,6
Expansão Iguatemi Salvador Dando continuidade à revitalização do shopping, além da inauguração da principal praça de alimentação, que foi totalmente revitalizada, a âncora Leader foi inaugurada em novembro último com uma ABL de 2.853 m². As duas mega lojas previstas no projeto já foram entregues aos lojistas (Casas Bahia e Le Biscuit) e têm sua inauguração prevista para o 1T11. A academia de ginástica, com 2.628 m² será inaugurada no 2T11. O deck parking está em fase final de obras, restando apenas a conclusão do último pavimento, ressaltando que em dezembro último 50% de sua área foi liberada para uso. Do total de investimentos previstos nesta expansão, 91% já estava realizado no final de 2010. 19
Expansão Bangu Shopping Em dezembro de 2010, inauguramos com sucesso, a 1ª fase de expansão do shopping, acrescentando 5,6 mil m² de ABL ao empreendimento. Dando continuidade à expansão do shopping, a 2ª fase do projeto, um centro médico com 2.000 m² de ABL, teve seu cronograma de inauguração ajustado para o 4T11. Essa expansão é esperada como uma nova ancoragem para o empreendimento, ampliando ainda mais o seu mix e abrindo espaço para uma futura expansão. Juntamente com o centro médico pretendemos inaugurar também no 4T11, uma expansão com 4.500 m² de ABL que trará o conceito de complexo multiuso ao empreendimento, acrescentando uma área de Offices e uma concessionária de veículos. Expansão Via Parque Shopping As obras de reforço de estrutura da 1ª fase da expansão estão em fase avançada e com previsão de conclusão para o 2T11. Estamos em fase final de negociação com a loja âncora C&A, o que representa 54% da ABL desta fase e está previsto para o 1T11 o lançamento da comercialização dos demais espaços. Todos os projetos necessários para a execução da 2ª fase da expansão já foram contratados e deverão estar concluídos ao final do 1T11. As negociações com o cinema já foram concluídas e sua inauguração está prevista para o 3T12. As demais âncoras desta fase têm previsão de inauguração no 2T12. Expansão Boulevard Shopping Campina Grande A 1ª fase da expansão do Boulevard Shopping Campina Grande já se encontra em fase de revisão dos projetos e pretendemos concluir ao longo do 1T11. O lançamento comercial da expansão está previsto para o final do 1T11, porém já existe um grande números de lojas reservadas a lojistas. As próximas fases do projeto têm suas inaugurações previstas para o 3T12 e 2T13. Futuras Expansões Os projetos de expansões com inaugurações previstas para o ano de 2012 irão acrescentar aproximadamente 16,4 mil m² de ABL própria à Companhia. Futuras Expansões
Shopping Taboão
Via Parque Shopping ‐ Cinema
Caxias Shopping
Shopping Grande Rio
Boulevard Shopping Campina Grande ‐ Fase 02
Iguatemi Salvador
Carioca Shopping ‐ Poupa Tempo
Estado
SP
RJ
RJ
RJ
PB
BA
RJ
Total
Inauguração
2T12
2T12
2T12
2T12
3T12
4T12
4T12
ABL % Aliansce
6.053
38,00%
3.414
69,62%
5.000
40,00%
5.000
25,00%
1.817
36,52%
8.500
41,59%
10.700
40,00%
40.484
ABL Própria 2.300
2.377
2.000
1.250
664
3.535
4.280
16.406
Projetos Imobiliários Torre Comercial Boulevard Shopping Belo Horizonte O empreendimento terá 18.020 m² de área privativa em 16 andares e contará com 300 vagas de estacionamento integradas ao shopping. O projeto já foi aprovado e a estrutura de fundação necessária à construção já está pronta. A torre triple A será a mais moderna de Belo Horizonte, construída nos mais altos padrões de acabamento incluindo o certificado green building. Pesquisas de mercado indicam uma grande demanda por empreendimentos dessa categoria na cidade onde a vacância é próxima de zero. A Aliansce possui 100% da torre e 70% do shopping. 20
Terreno na Barra da Tijuca, RJ, vizinho ao Via Parque Shopping Possuímos um terreno de 18.256 m² de área total, localizado na Barra da Tijuca, uma das regiões mais valorizadas do Rio de Janeiro, próximo aos principais lançamentos imobiliários da cidade. A região concentra 70% dos investimentos que serão realizados para as Olimpíadas de 2016. Ainda estamos avaliando diferentes projetos para a área, mas ela representa uma oportunidade única para o desenvolvimento de um projeto interligado ao Via Parque Shopping. Endividamento e Disponibilidades No 4T10, a dívida bruta da Companhia totalizava R$683,3 milhões, uma redução de R$14,1 milhões em relação ao trimestre anterior. O perfil atual da dívida da Companhia possui um prazo médio de maturação de 8,8 anos, sendo 95,5% indexada à TR e IPCA. Endividamento Curto Prazo Longo Prazo
A nossa posição de caixa no final do 4T10 era Composição da Dívida
Total
de R$316,6 milhões, uma redução de 30.774
133.292
164.066
Bancos
R$118,3 milhões frente ao 3T10, resultado 45.734
415.472
461.206
dos investimentos realizados no período. A CCI/ CRI
‐
58.008
58.008
Obrigação para compra de ativos
maior parte do nosso caixa é gerida através 76.508
606.772
683.280
de um Fundo Exclusivo onde obtivemos uma DÍVIDA TOTAL
rentabilidade de 101,7% do CDI nos doze Caixa e aplicações financeiras
(316.620)
‐
(316.620)
meses encerrados em 31 de dezembro de DÍVIDA LÍQUIDA
(240.112)
606.772
366.660
2010 (para mais detalhes, ver ITR 4T10). Perfil da Dívida ‐ Indexadores
Cronograma de Amortização de Principal com Novo Financiamento‐ R$ Milhões
Fluxo Atual
Com Novo Financimento
63,5
49,1
39,6
52,2
58,6
70,8
64,4
74,2
TR
73,3%
63,6
42,2
32,2
CDI
3,5%
24,6
11,6
39,6
65,0
51,1
103,7
60,4
65,6
71,5
74,3
63,1
41,1
25,6
14,3
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021
2022
IPCA
22,2%
3,1
Outros
0,4%
2023
TJLP
0,7%
Em 31 de dezembro de 2010, a Aliansce apresentava uma dívida líquida de aplicações financeiras de R$ 366,7 milhões e R$ 305,8 milhões excluindo a participação de minoritários. A baixa volatilidade dos indexadores da dívida aliado ao perfil de amortização de longo prazo faz com que o passivo esteja alinhado com a geração de caixa da Companhia. O longo prazo de amortização dos financiamentos aliado a carência de pagamento de juros fizeram com que em 2010, o pagamento de principal e juros dos financiamentos de longo prazo com garantia de recebíveis (inclusive os juros apropriados a investimento) atingisse R$ 57,8 milhões, representando 29,7% da receita líquida da Companhia. Em março de 2011, captamos um CRI com objetivo de R$83,0 milhões com um custo aproximado de IPCA+8% para reforçar nosso caixa para investimentos. Além disso, esperamos diluir o prazo de amortização e reduzir em cerca de 180 b.p. o custo de parte de nossa dívida com a liquidação das obrigações geradas na aquisição de 30% do Bangu Shopping. Evolução do Saldo Devedor
700 600 Outras
500 TJLP
400 CDI
R$ Milhões
300 IPCA
TR
200 100 21
‐
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021
Desempenho da Ação 24/12/2010
9/12/2010
24/11/2010
9/11/2010
25/10/2010
10/10/2010
25/9/2010
10/9/2010
26/8/2010
11/8/2010
27/7/2010
12/7/2010
27/6/2010
12/6/2010
28/5/2010
13/5/2010
28/4/2010
13/4/2010
29/3/2010
14/3/2010
27/2/2010
12/2/2010
28/1/2010
A ação da Aliansce, negociada no Novo Mercado da BM&F Bovespa com o código ALSC3, encerrou o ano de 2010 cotada a R$13,70, o que representa uma valorização de 53,1% no ano. No mesmo período, o índice Ibovespa obteve uma apreciação de 5,7%, enquanto o índice SMLL registrou uma valorização de 28,2%. No 4T10, o volume financeiro médio diário de negociação dos últimos 30 dias foi de R$3,9 milhões Volume
Composição Acionária atual
Aliansce ‐ base = 100 IPO (28/01/2010)
175
30 165
25 155
145
20 135
GGP
15 125
Free Float
31,44%
115
10 52,57%
105
5 95
0 85
Rique Empreen‐
dimentos Adminis‐
Gávea e Part.
tradores
Investim.
12,75%
Volume (milhões R$)
ALSC3
Ibovespa
1,28%
2,01%
Glossário ABC: Área Bruta Comercial, correspondente ao somatório de todas as áreas comerciais dos Shopping Centers, ou seja, a ABL somada às áreas de lojas vendidas. ABL (Área Bruta Locável): Correspondente ao somatório de todas as áreas disponíveis para a locação em Shopping Centers, exceto quiosques e as áreas vendidas. ABL Próprio: Refere‐se à ABL total ponderada pela participação da Aliansce, em cada Shopping. CAGR: Taxa composta de crescimento anual CDU (Cessão de Direito de Uso): Valor cobrado do lojista a título de direito de uso de infra‐estrutura técnica do empreendimento, aplicável aos contratos com prazo superiores a 60 meses. CDU Líquido: Valor do CDU descontado do custo de comercialização. 22
CPC: Comitê de Pronunciamentos Contábeis. CRI: Certificado de Recebíveis Imobiliários. Custo de Ocupação como % das Vendas: Aluguel (mínimo + percentual) + encargos comuns (exclui encargos específicos) + fundo de promoção. EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization): Receita líquida – custos e despesas operacionais + depreciação e amortização. EBITDA Ajustado: EBITDA + gastos pré‐operacionais – ações judiciais + outras despesas/(receitas) não recorrentes. FFO Ajustado (Funds From Operations): Lucro líquido + depreciação + amortização – despesas e receitas não recorrentes + Efeito do SWAP + despesas financeiras não desembolsadas + Imposto não caixa. FIIVPS: Fundo de Investimento Imobiliário Via Parque Shopping. Inadimplência: É a relação entre o total faturado no período e o total recebido dentro do mesmo período, com apuração no último dia útil. Lei 11.638: Em 28 de dezembro de 2007, a Lei nº 11.638 foi promulgada com a finalidade de inserir das companhias abertas no processo de convergência contábil internacional. Dessa forma, alguns resultados financeiros e operacionais sofreram alguns efeitos contábeis decorrentes das mudanças definidas pela nova Lei. Lojas Âncoras: Grandes lojas conhecidas do público, com características estruturais e mercadológicas especiais, que funcionam como força de atração de consumidores, assegurando permanente afluência e trânsito uniforme destes em todas as áreas do Shopping Center. Lojas Satélites: Pequenas lojas, sem características estruturais e mercadológicas especiais, localizadas no entorno das Lojas Âncoras e destinadas ao comércio em geral. NOI (Net Operating Income): Receita bruta dos shoppings (sem incluir receita de serviços) + resultado do estacionamento ‐ custos operacionais dos shoppings ‐ provisão para devedores duvidosos. PDD: Provisão para Devedores Duvidosos. SAR (Aluguel Mesma Área): É a relação entre o aluguel faturado em uma mesma área no ano atual versus o anterior. Não inclui o Shopping Santa Úrsula (em processo de revitalização). SAS (Vendas Mesma Área): É a relação entre as vendas em uma mesma área no ano atual versus o anterior. Não inclui o Shopping Santa Úrsula (em processo de revitalização). SSR (Aluguel Mesma Loja): É a relação entre o aluguel faturado para uma mesma operação no ano atual versus o anterior. Não inclui o Shopping Santa Úrsula (em processo de revitalização). SSS (Vendas Mesma Loja): É a relação entre as vendas em uma mesma operação no ano atual versus o anterior. Não inclui o Shopping Santa Úrsula (em processo de revitalização). Taxa de Ocupação: Divisão entre a área locada e a ABL total de cada Shopping no final do período indicado. Vendas: Vendas declaradas pelas lojas em cada um dos Shoppings durante o trimestre. 23
Apêndices Conciliação entre demonstrações financeiras consolidadas e gerenciais As informações financeiras gerenciais da Companhia foram elaboradas de forma a refletir/ consolidar a participação detida pela Aliansce no Via Parque Shopping e a cisão ocorrida na Aliansce que levou a exclusão do shopping Leblon de seu portfólio em 2009. O investimento da Aliansce no Via Parque Shopping é realizado através do Fundo de Investimento Imobiliário Via Parque Shopping que, para fins contábeis, é apresentado nas demonstrações financeiras consolidadas como investimento financeiro. Desta forma, os resultados operacionais do shopping não são consolidados no balanço da Aliansce e o investimento é registrado a valor de mercado conforme determina a Lei 11.638. Para fins de informações financeiras gerenciais, estamos considerando a participação de 69,62% detida pela Aliansce em 31 de dezembro de 2010 no Via Parque Shopping durante o exercício de 2010 e 2009 de modo a permitir a análise comparativa dos resultados. Foram excluídos da consolidação gerencial os resultados oriundos da participação da Aliansce no Shopping Leblon, detida através da Cencom e da Frascatti, de forma a refletir a cisão parcial ocorrida em outubro de 2009 nas informações financeiras gerenciais levantadas em 31 de dezembro de 2009. Por fim, as demonstrações gerenciais foram elaboradas a partir de balanços patrimoniais, demonstrações de resultados e relatórios financeiros das sociedades e empreendimentos juntamente com premissas que a Administração da Companhia considera razoáveis, e deverão ser lidas em conjunto com as demonstrações financeiras e respectivas notas explicativas elaboradas para o período. Apresentamos, abaixo a conciliação contábil versus gerencial das demonstraçoes financeiras encerradas em 31 de dezembro de 2009 e 2010: 24
Conciliação Demonstração de Resultado Contábil vs. Gerencial
Período findo em 31 de dezembro de 2009
Aliansce Consolidado 2009 ‐ Contábil
69,62% Shopping Via Parque
Exclusão Resultado Frascatti/Cencom
Aliansce Consolidado 2009 ‐ Gerencial
(Valores em milhares de reais)
Receita bruta de aluguel e serviços Impostos e contribuições e outras deduções
19.866 ‐
171.721
(11.787)
Receita líquida
140.068
Custo de aluguéis e serviços (46.246) (8.758) ‐
(55.004)
Lucro bruto
93.822
11.108 ‐
104.930
(26.535)
10.315
(285)
23.644
7.139
‐
‐
‐
6.080
6.080
(26.535)
383
(285)
31.015
4.578
(Despesas)/Receitas operacionais
Despesas administrativas e gerais Resultado da equivalência patrimonial Despesa com depreciação
Outras (despesas)/receitas operacionais
‐
(9.933)
‐
1.291
(8.642)
Resultado financeiro
(32.430) 184 ‐
Lucro/ (prejuízo) antes dos impostos e participações minoritárias
68.531
159.934
(32.246)
17.372 (8.642) 77.262
Imposto de renda e contribuição social
(15.744) ‐
‐
(15.744)
Participações minoritárias
(5.072) ‐
‐
(5.072)
Lucro Líquido/ (prejuízo) do Exercício
47.715
Conciliação do EBITDA / EBITDA Ajustado e FFO / FFO Ajustado
Período findo em 31 de dezembro de 2009
151.697 20.024 ‐
(11.629) (158) ‐
17.372 (8.642) 56.446
Aliansce Aliansce 69,62% Shopping Exclusão Resultado Consolidado Consolidado Via Parque
Frascatti/Cencom
2009 ‐ Contábil
2009 ‐ Gerencial
(Valores em milhares de reais, exceto os percentuais)
Receita Líquida
140.068
(‐) Custo de aluguéis e serviços (‐)(+) (Despesas)/Receitas operacionais
(+) Depreciação e amortização
(55.004)
(46.246) (8.758) ‐
7.139 6.080 (8.642) 4.578
19.517 608 ‐
20.125
19.866 ‐
159.934
EBITDA
MARGEM EBITDA %
120.478 17.796 (8.642) 129.633
86,0%
81,1%
(+) Despesas não recorrentes
(17.621) (6.080) ‐
EBITDA AJUSTADO
MARGEM EBITDA AJUSTADO %
102.857 11.716 (8.642) 105.932
73,4%
66,2%
(23.701)
Lucro Líquido
47.715
17.372 (8.642) 56.446
(+) Depreciação e amortização
19.517
608 ‐
(=) FFO
Margem FFO %
67.232 17.980 (8.642) 76.571
48,0%
47,9%
20.125
(+)/ (‐) Despesas/ (Receitas) não recorrentes
(17.621) (6.080) ‐
(23.701)
(+) Efeito SWAP
12.340
‐
‐
12.340
‐
(‐) CPC 20 ‐ Capitalização de juros
‐
‐
‐
(+) Despesas financeiras não pagas
3.269
‐
‐
3.269
(+) Impostos não caixa
3.497
‐
‐
3.497
(=) FFO ajustado
Margem AFFO %
68.717 11.900 (8.642) 71.976
49,1%
45,0% 25
Conciliação Demonstração de Resultado Contábil vs. Gerencial
Período findo em 31 de dezembro de 2010
Aliansce Consolidado 2010 ‐ Contábil
69,62% Shopping Via Parque
Eliminações de ajustes/consolidação
Aliansce Consolidado 2010 ‐ Gerencial
(Valores em milhares de reais)
Receita bruta de aluguel e serviços Impostos e contribuições e outras deduções
207.746 20.574 (4.851) 223.469
(16.620) (87) ‐
(16.707)
Receita líquida
191.126
Custo de aluguéis e serviços (63.798) (6.412) 4.851
(65.359)
Lucro bruto
127.328
141.403
(Despesas)/Receitas operacionais
Despesas administrativas e gerais Despesa com depreciação e amortização
Outras (despesas)/receitas operacionais
14.075 ‐
(32.586)
(368) ‐
5.065 1.232
(27.889) 1.232
‐
‐
‐
‐
(32.586)
(368)
6.297
(26.657)
Resultado financeiro
(20.465) 648 ‐
(19.817)
Lucro/ (prejuízo) antes dos impostos e participações minoritárias
78.973
94.928
Imposto de renda e contribuição social
(22.841) ‐
‐
(22.841)
Participações minoritárias
(1.567) ‐
‐
(1.567)
Lucro líquido/ (prejuízo) do exercício
54.565
Conciliação do EBITDA/ EBITDA Ajustado e FFO/ FFO Ajustado
Período findo em 31 de dezembro de 2010
15.955 ‐
15.955 ‐
Aliansce 69,62% Shopping Eliminações de Consolidado Via Parque
ajustes/consolidação
2010 ‐ Contábil
(Valores em milhares de reais, exceto os percentuais)
70.520
Aliansce Consolidado 2010 ‐ Gerencial
Receita líquida
191.126
(‐) Custo de aluguéis e serviços (‐)(+) (Despesas)/Receitas operacionais
(+) Depreciação e amortização
(63.798) (6.412) 4.851
(27.889) 1.232 ‐
21.396
( ) 472 ‐
(65.359)
(26.657)
21.868
( )
EBITDA
MARGEM EBITDA % 120.834 15.779 ‐
63,2%
136.613
66,1%
(+/‐) Despesas não recorrentes
(+) Gastos pré‐operacionais
(‐) Ganho sobre investimentos ‐ CPC 15/ICPC09
(+/‐) Outros
2.953
6.901
(4.460)
512
‐
‐
‐
‐
1.722
6.901
(4.460)
(719)
EBITDA AJUSTADO
MARGEM EBITDA AJUSTADO %
123.787 14.548 ‐
64,8%
138.335
66,9%
20.487 (4.851) 206.762
(1.231)
‐
‐
(1.231)
Lucro líquido
54.565
15.955 ‐
70.520
(+) Depreciação e amortização
21.396
472 ‐
21.868
(=) FFO
Margem FFO %
75.961 16.427 ‐
39,7%
92.388
44,7%
(+)/ (‐) Despesas/ (Receitas) não recorrentes
2.953
1.722
(+) Efeito SWAP
(8.105) ‐
‐
(8.105)
(+) Despesas financeiras não pagas
25.200
‐
‐
25.200
(+) Impostos não caixa
13.495
‐
‐
13.495
(=) FFO ajustado
Margem AFFO %
109.504 15.196 ‐
57,3%
20.487 (4.851) 206.762
26
(1.231) ‐
124.700
60,3% Fluxo de Caixa Aliansce Contábil
Fluxo de Caixa
31/12/2010
69,62% Via Parque 31/12/2010
Aliansce Consolidado Gerencial
31/12/2010
Atividades operacionais Lucro líquido do exercício
Depreciação e amortização (Ganho) perda de investimentos Imposto de renda e contribuição social diferidos Remuneração baseada em opção de ações
certificados de recevbíveis imobiliários
Valor justo dos instrumentos financeiros derivativos
Aluguel linear
56.132
21.396
(4.460)
13.494
1.392
68.408
(8.105)
(75)
15.955 72.087
473 21.869
(4.460)
‐ 13.494
‐ 1.392
‐ 68.408
‐ (8.105)
(70) (145)
Recursos provenientes do lucro
148.182
16.358 164.539
Redução (aumento) dos ativos
Contas a receber de clientes
Valores a receber
Impostos a recuperar
Adiantamentos
Outros créditos
Depósitos judiciais
Transações com partes relacionadas
25.493
(7.008)
30.288
(4.805)
873
1.773
‐
4.372
(3.641)
(658)
(1.297)
70
(163)
376
(1.969)
‐
21.852
(7.666)
28.991
(4.735)
710
2.149
(1.969)
4.372
Aumento (redução) dos passivos
Fornecedores
Impostos e contribuições a recolher
Impostos pagos
Outras obrigações
Receitas diferidas
Transações com partes relacionadas
(41.050)
(10.068)
1.150
(8.553)
4.931
2.058
(30.568)
451
196
1.028
(104)
(669)
‐
‐
(40.599)
(9.872)
2.178
(8.657)
4.262
2.058
(30.568)
Caixa líquido gerado nas atividades operacionais
132.625
13.168 145.793
Aplicações em títulos e valores mobiliários
Aumento em ativo imobilizado e propriedades para investimento
Redução (aumento) em investimentos
(Pagamento)/ constituição das obrigações com compra de ativos
Aumento de ativo intangível
(233.928)
(252.175)
1
(37.156)
(13.399)
(6.304)
1.957
‐
‐
‐
Caixa líquido consumido nas atividades de investimento
(536.657) (4.347) (541.004)
Atividades de financiamento
Aumento de capital
Gasto com emissão de ações
Dividendos pagos
Aumento em financiamentos e empréstimos
Redução em certificados de recebíveis imobiliários
Contas a receber ‐ CRI
450.000
(20.770)
(7.190)
29.231
(38.957)
‐
‐
‐
‐
‐
‐
450.000
(20.770)
(7.190)
29.231
(38.957)
‐
Caixa líquido gerado nas atividades de financiamento
412.313
‐
412.313
Variação líquida em disponibilidades
8.282
8.821 17.103
Saldo de caixa e equivalente no final do exercício
Saldo de caixa e equivalente no início do exercício
17.709
9.427
10.834 28.543
2.013 11.440
Aumento líquido nas disponibilidades
8.282
8.821 17.103
Atividades de investimento
27
(240.232)
(250.218)
1
(37.156)
(13.399)
Balanço Patrimonial 69,62% Via Parque
Aliansce Contábil
Balanço Patrimonial Gerencial
31/12/2010 (*) 30/09/2010 (*)
31/12/2010
30/9/2010
Eliminação de Consolidação
31/12/2010
30/9/2010
Aliansce Consolidado Gerencial
31/12/2010
30/9/2010
ATIVO
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa
Contas a receber Títulos e valores mobiliários Imposto a recuperar Adiantamento a terceiros
Valores a receber
Outros créditos
17.709
39.249
288.077
8.272
974
‐
535
12.118
32.761
415.230
4.493
2.654
2.597
2.144
10.834
2.692
‐
‐
226
1.367
255
7.561
2.391
‐
38
‐
595
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
28.543
41.941
288.077
8.272
1.200
1.367
790
19.679
35.152
415.230
4.493
2.692
2.597
2.739
Total Ativo Circulante
354.816
471.997
15.374
10.585
‐
‐
370.190
482.582
Não circulante
Contas a receber Títulos e valores mobiliários Valores a receber Depósitos judiciais
Transações com partes relacionadas Impostos diferidos
Outros créditos
Investimentos
Imobilizado Propriedades para investimento
Intangível 1.001
334.518
670
‐
14.327
21.257
4.131
172
1.295
1.212.381
231.005
1.054
145.506
182
435
21.094
12.421
6.730
172
1.133
1.108.915
230.535
‐
‐
‐
1.969
‐
‐
‐
‐
‐
50.515
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
50.311
‐
‐
(334.518)
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
(145.506)
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
1.001
‐
670
1.969
14.327
21.257
4.131
172
1.295
1.262.896
231.005
1.054
‐
182
435
21.094
12.421
6.730
172
1.133
1.159.226
230.535
Total Ativo Não Circulante
1.820.757
1.528.177
52.484
50.311
(334.518) (145.506) 1.538.723
1.432.982
Total do Ativo
2.175.573
2.000.174
67.858
60.896
(334.518) (145.506) 1.908.913
1.915.564
Circulante
Empréstimos e financiamentos Cédula de crédito imobiliário
Fornecedores
Impostos e contribuições a recolher Obrigações por compra de ativos Dividendos a pagar
Outros
30.774
45.734
11.049
6.131
‐
12.959
12.154
43.280
66.697
12.707
4.035
7.156
‐
11.465
‐
‐
219
1.417
‐
9.207
465
‐
‐
91
330
‐
416
423
‐
‐
‐
(108.183)
‐
(9.207)
‐
43.280
66.697
12.798
4.365
7.156
‐
11.888
‐
PASSIVO
30.774
45.734
11.268
(100.635)
‐
12.959
12.619
Total Passivo Circulante
118.801
145.340
11.308
1.260
(117.390) (416) 12.719
146.184
Não Circulante
Empréstimos e financiamentos Cédula de crédito imobiliário
Obrigações por compra de ativos Transações com partes relacionadas
Receitas diferidas
Provisões para contingências
Instrumentos financeiros derivativos
Imposto de renda e contribuição social diferida Outras obrigações 133.292
415.472
58.008
1.233
50.187
10.986
4.235
139.696
5.126
130.156
391.558
55.524
31.258
50.775
10.567
3.024
65.132
3.709
‐
‐
‐
‐
‐
881
‐
‐
141
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
881
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
‐
(44.044)
‐
133.292
415.472
58.008
1.233
50.187
11.867
4.235
139.696
5.267
130.156
391.558
55.524
31.258
50.775
10.567
3.024
21.088
4.590
Total Passivo Não Circulante
818.235
741.703
1.022
881
‐
(44.044) 819.257
698.540
916.342
(22.074)
4.242
64.875
916.342
(22.618)
1.514
‐
68.815
67.330
9.850
96.144
‐
‐
‐
(40.616)
‐
‐
96.144
‐
‐
‐
(37.389)
‐
‐
(96.144)
‐
‐
‐
90.342
(211.326)
(96.144)
‐
‐
‐
81.676
(86.578)
916.342
(22.074)
4.242
64.875
49.726
(19.249)
10.438
916.342
(22.618)
1.514
‐
113.102
(19.248)
9.850
‐
Patrimônio líquido Capital social
Reserva de capital
Reserva Legal
Reserva para investimentos
Lucro (prejuízos) acumulados
Ajuste de avaliação patrimonial
Compra de ações ‐ não control/partic minoritarias
192.077
10.438
Participações dos não‐controladores
72.637
71.898
‐
‐
‐
72.637
71.898
Total Patrimônio líquido 1.238.537
1.113.131
55.528
58.755
(217.128) (101.046) 1.076.937
1.070.840
Total do Passivo e do Patrimônio Líquido
2.175.573
2.000.174
67.858
60.896
(334.518) (145.506) 1.908.913
1.915.564
(*) As informações financeiras do ALSC Consolidado já contemplam os efeitos das normas internacionais (IFRS)
‐
‐
‐
‐
‐
(416)
‐
28
Comparação da demonstração financeira consolidada e informações financeiras gerenciais dos Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2010: Demonstraçoes Financeiras Consolidadas 4T10
4T09
4T10/4T09 Δ%
2010
2009
2010/2009 Δ%
Receita bruta de aluguel e serviços 62.915
46.481
35,4%
207.746
151.697
Impostos e contribuições e outras deduções
(5.370)
(3.430)
56,6%
(16.620)
(11.629)
42,9%
Receita líquida
57.545
43.051
33,7%
191.126
140.068
36,5%
(Valores em milhares de reais, exceto os percentuais)
36,9%
Custo de alugueis e servicos (25.209)
(14.647)
72,1%
(63.798)
(46.246)
38,0%
Lucro bruto
32.336
28.404
13,8%
127.328
93.822
35,7%
Receitas (despesas) operacionais
(2.331)
19.822
‐111,8%
(27.890)
7.139
‐490,7%
(7.899)
‐
(110)
5.678
(8.332)
5.631
(38)
22.561
‐5,2%
‐100,0%
189,5%
‐74,8%
(32.587)
‐
(368)
5.065
(26.535)
10.315
(285)
23.644
22,8%
‐100,0%
29,1%
‐78,6%
‐36,9%
Despesas administrativas e gerais Resultado da equivalência patrimonial Despesa com depreciação e amortização
Outras receitas (despesas) operacionais
Resultado financeiro
(15.247)
(10.773)
41,5%
(20.465)
(32.430)
Lucro antes dos impostos e participações minoritárias
14.758
37.453
‐60,6%
78.973
68.531
15,2%
Imposto de renda e contribuição social corrente
(3.270)
(5.763)
‐43,3%
(9.346)
(12.247)
‐23,7%
(849)
(4.344)
‐80,5%
(13.495)
(3.497)
285,9%
Participações minoritárias
Imposto de renda e contribuição social diferido
1.076
(1.437)
‐174,9%
(1.567)
(5.072)
‐69,1%
Lucro líquido do período
11.715
25.909
‐54,8%
54.565
47.715
14,4%
4T10
4T09
4T10/4T09 Δ%
2010
2009
2010/2009 Δ%
Receita bruta de aluguel e serviços 67.104
52.236
28,5%
223.469
171.721
Impostos e contribuições e outras deduções
(5.387)
(3.469)
55,3%
(16.707)
(11.787)
41,7%
Receita líquida
61.717
48.767
26,6%
206.762
159.934
29,3%
Demonstraçoes Financeiras Gerenciais (Valores em milhares de reais, exceto os percentuais)
30,1%
Custo de alugueis e servicos (24.697)
(16.867)
46,4%
(65.359)
(55.004)
18,8%
Lucro bruto
37.020
31.900
16,0%
141.403
104.930
34,8%
Receitas (despesas) operacionais
(1.926)
18.581
‐110,4%
(26.658)
4.578
‐682,3%
(7.899)
‐
(111)
6.084
(8.333)
69
(137)
26.982
‐5,2%
‐100,0%
‐19,1%
‐77,5%
(32.586)
‐
(368)
6.296
(26.535)
383
(285)
31.015
22,8%
‐100,0%
29,1%
‐79,7%
Resultado financeiro
(14.734)
(10.747)
37,1%
(19.817)
(32.246)
‐38,5%
Lucro antes dos impostos e participações minoritárias
20.360
39.734
‐48,8%
94.928
77.262
22,9%
Imposto de renda e contribuição social corrente
(3.270)
(5.763)
‐43,3%
(9.346)
(12.247)
‐23,7%
Despesas administrativas e gerais Resultado da equivalência patrimonial Despesa com depreciação e amortização
Outras receitas (despesas) operacionais
(849)
(4.344)
‐80,5%
(13.495)
(3.497)
285,9%
Participações dos não‐controladores
Imposto de renda e contribuição social diferido
1.076
(1.437)
‐174,9%
(1.567)
(5.072)
‐69,1%
Lucro líquido do período
17.317
28.190
‐38,6%
70.520
56.446
24,9%
Nota: Considera o investimento no Via Parque Shopping consolidado na participação de 69,62% e a exclusão do resultado do shopping Leblon para as demonstrações de 31 de dezembro de 2009.
29
Relatório dos auditores independentes sobre as
demonstrações financeiras
Ao
Conselho de Administração e Acionistas da
Aliansce Shopping Centers S.A.
Rio de Janeiro - RJ
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Aliansce Shopping
Centers S.A. (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente,
que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas
demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos
fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas
contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras
A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das
demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e
das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório
financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB, e de acordo
com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela
determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres
de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com
base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de
auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a
auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as
demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.
30
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a
respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os
procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos
de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude
ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a
elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar
os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de
expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria
inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das
estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das
demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa
opinião.
Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Aliansce
Shopping Centers S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus
fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas
no Brasil.
Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas
Em nossa opinião as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada
da Aliansce Shopping Centers S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho consolidado de
suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de
acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International
Accounting Standards Board – IASB e as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Ênfase
Conforme descrito na nota explicativa 2, as demonstrações financeiras individuais foram
elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Aliansce
Shopping Centers S.A essas práticas diferem do IFRS, aplicável às demonstrações financeiras
separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e
controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de
IFRS seria custo ou valor justo.
31
Outros assuntos
Demonstrações do valor adicionado
Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA),
referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, cuja apresentação é requerida pela
legislação societária brasileira para companhias abertas, e apresentada como informação
suplementar pelas IFRS, que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram
submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião,
estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às
demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Rio de Janeiro, 21 de março de 2011
KPMG Auditores Independentes
CRC SP-014428/O-6 F-RJ
Marcelo Luiz Ferreira
Contador CRC RJ-087095/O-7
32
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Balanços patrimoniais
em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 1º de janeiro de 2009 (saldo de abertura)
(Em milhares de reais)
Aliansce Consolidado - IFRS
Ativo
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa
Títulos e valores mobiliários
Contas a receber
Dividendos a receber
Imposto a recuperar
Adiantamento a terceiros
Valores a receber
Outros créditos
Nota
2010
8
9
10
2009
Reapres.
Aliansce controladora - BR GAAP
01/01/2009
Reapres.
2010
2009
Reapres.
01/01/2009
Reapres.
17.709
288.077
39.249
8.272
974
535
9.427
47.844
32.244
23
3.467
1.847
30.000
3.127
8.780
26.832
22.331
471
4.111
457
335
5.158
257.772
7.387
2.679
5.289
126
386
1.654
22.649
5.910
3.256
687
1.088
30.000
3.137
2.764
11.009
5.789
3.219
1.146
73
379
354.816
127.979
63.317
278.797
68.381
24.379
Aliansce Consolidado - IFRS
Passivo
Nota
2010
16
17
18
19
20
30.774
45.734
11.049
6.131
12.959
12.154
35.273
11.720
21.117
4.981
37.156
7.190
7.428
101.386
3.587
9.331
4.294
5.823
50
12.231
24.547
23.350
2.144
177
12.959
2.162
31.825
7.336
2.025
143
7.190
1.963
97.001
1.552
155
1.653
118.801
124.865
136.702
65.339
50.482
100.361
133.292
415.472
58.008
1.233
50.187
10.986
4.235
139.696
5.126
81.713
440.134
50.000
31.801
48.140
9.356
12.340
55.607
6.541
79.073
195.147
22.274
11.205
38.648
7.875
555
51.244
126
71.484
43.764
3.388
4.235
109.699
60.857
3.597
24.444
90.680
54.189
2.035
12.340
41.949
54.701
6.433
51.111
35.947
429
555
50.098
-
818.235
735.632
406.147
297.024
286.771
138.140
916.342
(23.468)
1.394
4.242
64.875
192.077
10.438
466.342
2
1.514
25.997
63.169
9.052
552.080
(4.371)
53.195
-
916.342
(23.468)
1.394
4.242
64.875
192.077
10.438
466.342
2
1.514
25.997
63.169
9.052
552.080
(4.371)
53.195
-
1.165.900
566.076
600.904
1.165.900
566.076
600.904
72.637
54.595
47.822
-
-
-
Total do Patrimônio líquido
1.238.537
620.671
648.726
1.165.900
566.076
600.904
Total do passivo e do patrimônio líquido
2.175.573
1.481.168
1.191.575
1.528.263
903.329
839.405
Circulante
Empréstimos e financiamentos
Cédula de crédito imobiliário
Fornecedores
Impostos e contribuições a recolher
Obrigações por compra de ativos
Transações com partes relacionadas
Dividendos a pagar
Outras obrigações
2009
Reapres.
Aliansce controladora - BR GAAP
01/01/2009
Reapres.
2010
2009
Reapres.
01/01/2009
Reapres.
Não circulante
Não circulante
Contas a receber
Títulos e valores mobiliários
IR e CSLL diferida
Valores a receber
Depósitos judiciais
Transações com partes relacionadas
Outros créditos
Investimentos
Propriedades para investimento
Imobilizado de uso
Intangível
9
22
11
12
14
13
15
1.001
334.518
21.257
670
14.327
4.131
172
1.212.381
1.295
231.005
998
145.506
17.783
958
18.699
3.314
173
946.920
1.073
217.765
914
196.849
13.462
203
30.743
577
58.797
615.801
1.394
209.518
334.518
4.464
8
11.955
431
823.126
3.328
71.636
145.506
6.215
8
4.920
766
618.009
982
58.542
196.849
702
2
5.495
1.067
556.930
1.077
52.904
1.820.757
1.353.189
1.128.258
1.249.466
834.948
815.026
Empréstimos e financiamentos
Cédula de crédito imobiliário
Obrigações por compra de ativos
Transações com partes relacionadas
Receitas diferidas
Provisões para contingências
Instrumentos financeiros derivativos
Imposto de renda e contribuição social diferida
Debêntures
Outras obrigações
Patrimônio líquido
Capital social
Gastos com emissões de ações
Reserva de capital
Reserva legal
Reserva de lucros
Opções outorgadas exercidas
Lucros (Prejuízos) acumulados
Ajuste de avaliação patrimonial
Transações com acionistas
Patrimônio líquido atribuível aos controladores
Participação de não controladores
Total do ativo
2.175.573
1.481.168
1.191.575
1.528.263
903.329
839.405
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
33
16
17
20
11
21
22
23
24
25
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Demonstrações de resultados
Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais, exceto o lucro líquido por ação)
Aliansce Consolidado IFRS
Nota
2010
2009
Aliansce controladora BRGAAP
2010
2009
Receita líquida de aluguel e serviços
28
191.126
140.068
59.742
52.375
Custo de aluguéis e serviços
29
(63.798)
(46.246)
(43.037)
(41.287)
127.328
93.822
16.705
11.088
(32.651)
(304)
5.065
(26.578)
10.315
(244)
23.646
(29.525)
49.243
(115)
3.690
(22.787)
57.309
(84)
24.484
(27.890)
7.139
23.293
58.922
(70.925)
50.460
(41.106)
8.676
(28.747)
46.408
(29.886)
4.809
(20.465)
(32.430)
17.661
(25.077)
78.973
68.531
57.659
44.933
(22.841)
(9.347)
(13.494)
(15.744)
(12.247)
(3.497)
(3.094)
(3.094)
2.782
(2.684)
5.466
Lucro líquido do exercício
56.132
52.787
54.565
47.715
Lucro atribuível aos:
Acionistas controladores
Acionistas não controladores
54.565
1.567
47.715
5.072
54.565
-
47.715
Lucro líquido do exercício
56.132
52.787
54.565
47.715
Lucro bruto
Receitas/(Despesas) operacionais
Despesas administrativas e gerais
Resultado da equivalência patrimonial
Despesas legais e tributárias
Outras receitas (despesas) operacionais
30
32
31
Resultado financeiro
Despesas financeiras
Receitas financeiras
Lucro líquido antes dos impostos
Imposto de renda e contribuição social total
Imposto de renda e contribuição social corrente
Imposto de renda e contribuição social diferido
Lucro líquido por ação - básico (em R$)
35
0,4027
0,5329
0,4027
0,5329
Lucro líquido por ação - diluído (em R$)
35
0,3913
0,5105
0,4027
0,5329
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
34
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Demonstrações de resultados abrangentes
Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais)
Aliansce Consolidado
Nota
Resultado abrangente total
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
35
2009
2010
2009
54.565
47.715
54.565
47.715
10
195.317
4.958
195.316
4.958
10
10
(66.408)
(27.984)
8.195
(66.408)
(27.984)
8.195
128.909
(14.831)
128.908
(14.831)
183.474
32.884
183.473
32.884
Lucro líquido do período
Outros resultados abrangentes:
Variação bruta no valor justo de ativos financeiros disponíveis para a venda
Ajuste a valor justo de ativos financeiros disponíveis para a venda
transferido para resultado
Imposto de renda e contribuição social sobre outros resultados abrangentes
2010
Aliansce
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido
em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 1º de janeiro de 2009 (saldo de abertura)
(Em milhares de reais)
Aliansce Controladora
Saldos em 1º de janeiro de 2009 (Reapresentação)
Lucro líquido do período
Constituição de reserva legal
Retenção de lucros
Constituição de reserva de lucros não realizados
Reservas de Lucros
Reserva de
lucros não
Retenção
realizados
de Lucros
Capital
social
Reserva
de capital
Gasto com
emissão
de ações
Reserva
legal
Ajuste de
avaliação
patrimonial
Lucros
(Prejuízos)
acumulados
552.080
-
-
-
-
-
53.195
-
(4.371)
600.904
47.822
648.726
-
-
-
1.514
-
21.569
4.429
-
-
-
47.715
(1.514)
(4.429)
(21.569)
47.715
-
5.072
-
52.787
-
47.715
5.072
52.787
Transações com
acionistas
Participação
de não
controladores
Total
Total
-
-
-
1.514
21.569
4.429
-
-
20.203
Outros resultados abrangentes
Variação bruta no valor justo de ativos financeiros disponíveis para a venda
Ajuste a valor justo de ativos financeiros disponíveis para a venda
Imposto de renda e contribuição social sobre outros resultados abrangentes
-
-
-
-
-
-
4.958
(27.984)
8.195
-
-
4.958
(27.984)
8.195
-
4.958
(27.984)
8.195
Total de outros resultados abrangentes
-
-
-
-
-
-
(14.831)
-
-
(14.831)
-
(14.831)
4
(85.742)
-
2
-
-
-
-
-
24.804
-
9.052
-
(8.642)
(7.190)
4
2
(69.580)
9.052
(7.190)
-
4
2
(69.580)
9.052
(7.190)
(85.738)
2
-
-
-
-
24.804
9.052
(15.832)
(67.712)
-
(67.712)
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
1.701
1.701
466.342
2
-
1.514
21.569
4.429
63.168
9.052
-
566.076
54.595
620.671
-
-
-
2.728
-
-
38.877
-
-
54.565
(2.728)
(38.877)
54.565
-
1.567
-
56.132
-
-
-
-
2.728
-
38.877
-
-
12.960
54.565
1.567
56.132
-
-
-
-
-
-
195.317
(66.408)
128.909
-
-
195.317
(66.408)
128.909
-
195.317
(66.408)
128.909
450.000
-
1.392
(23.468)
-
-
-
-
-
1.386
-
(12.960)
-
450.000
(12.960)
(23.468)
1.386
1.392
450.000
1.392
(23.468)
-
-
-
-
1.386
(12.960)
-
-
-
-
-
-
-
-
-
916.342
1.394
(23.468)
4.242
21.569
43.306
192.077
10.438
-
Transações com acionistas, registrados
Aumento de capital
Reserva de capital
Redução de capital por cisão parcial
Ganho na compra de ações de não controladores
Dividendos mínimos obrigatórios
Transações com acionistas não controladores
Saldos em 31 de dezembro de 2009 (Reapresentação)
Lucro líquido do período
Constituição de reserva legal
Retenção de lucros
Outros resultados abrangentes
Variação bruta no valor justo de ativos financeiros disponíveis para a venda
Ajuste a valor justo de ativos financeiros disponíveis para a venda
Imposto de renda e contribuição social sobre outros resultados abrangentes
Total de outros resultados abrangentes
Transações com acionistas, registrados
Aumento de capital
Dividendos mínimos obrigatórios
Gasto com emissão de ações
Ganho na compra de ações de não controladores
Opção de ações outorgadas
Transações com acionistas não controladores
Saldos em 31 de dezembro de 2010
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
36
-
450.000
(12.960)
(23.468)
1.386
1.392
416.350
-
416.350
-
16.475
16.475
1.165.900
72.637
1.238.537
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Demonstrações dos fluxos de caixa
Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais)
Aliansce
Consolidado - IFRS
2010
Atividades operacionais
Lucro líquido do período
Ajustes ao lucro líquido decorrentes de:
Aluguel linear
Depreciação e amortização
Ganho de equivalência patrimonia
Perda/(Ganho) de investimentos
Venda de quotas FIIVPS
Remuneração com base em opção de ações
Apropriação de juros/ variações monetárias sobre operações financeiras
Valor justo dos instrumentos financeiros derivativos
Imposto de renda e contribuição social diferidos
Participação de minoritários
Aumento (redução) dos passivos
Fornecedores
Impostos e contribuições a recolher
Impostos pagos
Outras obrigações
Receitas diferidas
Aumento/(Redução) de transações com partes relacionadas
Dividendos recebidos
2010
2009
56.132
52.787
54.565
47.715
(75)
21.396
(4.460)
1.392
68.408
(8.105)
13.494
-
(3.395)
19.517
(10.315)
1.289
(18.469)
28.127
11.785
3.497
-
112
2.758
(49.243)
(4.460)
1.392
17.931
(8.105)
3.094
-
281
4.120
(57.309)
1.289
(18.469)
11.381
11.785
(5.466)
-
84.823
18.044
(4.673)
(7.008)
30.288
1.773
(4.805)
873
4.372
(9.997)
(755)
(5.528)
644
(1.390)
12.044
(1.477)
30.000
3.085
(4.602)
962
(7.035)
(121)
(2.456)
459
(1.015)
(6)
575
25.493
(4.982)
20.933
(2.564)
(10.068)
1.150
(8.553)
4.931
2.058
(30.568)
11.786
687
(8.553)
(2.368)
9.493
12.642
119
34
(1.785)
(2.637)
1.465
(10.425)
473
(12)
(2.023)
1.282
1.606
37.544
(41.050)
23.687
(13.229)
38.870
148.182
Redução (aumento) dos ativos
Contas a receber de clientes
Valores a receber
Outros créditos
Impostos a recuperar
Adiantamentos
Aumento depósitos judiciais
Transações com partes relacionadas
Aliansce - BRGAAP
2009
-
3.937
20.151
31.788
132.625
107.465
45.899
63.421
(504)
(251.671)
1
(233.928)
(37.156)
(13.399)
(283.279)
35.289
29.059
(2.879)
(2.604)
(172.584)
(228.818)
(13.190)
(152)
(120.552)
44.661
(216)
(536.657)
(221.810)
(417.196)
(76.259)
Atividades de financiamento
Aumento de capital
Gasto com emissão de ações
Dividendos pagos
Pagamento juros - empréstimos e financiamentos e cédulas de crédito imobiliári
Pagamento principal - empréstimos e financiamentos e cédulas de crédito imobiliári
Captação de empréstimos e financiamentos
Emissão em cédulas de crédito imobiliário
Emissão de debêntures
450.000
(20.770)
(7.190)
(43.208)
(36.819)
70.301
-
2
(2.698)
(30.083)
(146.981)
42.500
252.252
-
450.000
(20.770)
(7.190)
(14.192)
(33.047)
-
2
(2.698)
(10.963)
(131.667)
40.000
67.422
49.632
Caixa líquido gerado nas atividades de financiamento
412.314
114.992
374.801
11.728
8.282
647
3.504
(1.110)
17.709
9.427
9.427
8.780
5.158
1.654
1.654
2.764
8.282
647
3.504
(1.110)
Caixa líquido gerado nas atividades operacionais
Atividades de investimento
(Aquisições)/ de ativo imobilizado
(Aquisições)/ de propriedades para investimento
(Aquisições) de investimentos
(Aplicação)/Resgate em títulos e valores mobiliários
(Pagamento)/ constituição das obrigações com compra de ativos
Aquisições de intangíveis
Aumento (Redução) líquido nas disponibilidades
Saldo de caixa e equivalente no final do período
Saldo de caixa e equivalente no início do período
Aumento (Redução) líquido nas disponibilidades
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
37
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Demonstrações do valor adicionado
Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais)
Aliansce
Consolidado - IFRS
Aliansce - BRGAAP
2010
2009
2010
2009
207.746
(3.053)
8.943
151.697
(2.647)
33.877
63.144
(1.323)
168
55.341
(1.454)
33.488
213.636
182.927
61.989
87.375
(39.717)
(13.975)
(24.369)
(19.551)
(39.310)
(8.367)
(35.960)
(15.084)
(53.692)
(43.920)
(47.677)
(51.044)
Retenções
Depreciação e amortização
(21.396)
(19.517)
(2.758)
(4.120)
Valor adicionado líquido gerado pela Companhia
138.548
119.490
11.554
32.211
61.683
10.315
18.829
49.243
46.408
57.309
4.809
61.683
29.144
95.651
62.118
200.231
148.634
107.205
94.329
21.577
14.039
6.494
1.044
14.720
8.535
4.459
1.726
21.359
13.821
6.494
1.044
14.661
8.476
4.459
1.726
Tributos
Federais/Municipais
23.145
23.145
15.988
15.988
3.209
3.209
(2.698)
(2.698)
Financiadores
Juros e outras despesas financeiras
Aluguéis
83.061
82.148
913
52.222
51.259
963
29.246
28.747
499
30.396
29.886
510
Remuneração de capitais próprios
Dividendos
Lucros retidos
72.448
12.959
59.489
65.704
7.190
58.514
53.391
12.959
40.432
51.970
7.190
44.780
200.231
148.634
107.205
94.329
Receitas
Receita bruta de aluguel e serviços
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
Outras receitas
Insumos adquiridos de terceiros (inclui ICMS e IPI)
Custos de aluguéis e serviços
Materiais, energia, serviços de terceiros e outras despesas operacionais
Valor adicionado recebido em transferência
Resultado de equivalência patrimonial
Receitas financeiras
Valor adicionado total a distribuir
Distribuição do valor adicionado
Empregados
Salários e encargos
Honorários da diretoria
Participação dos empregados nos lucros
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
38
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 1º de janeiro de 2009
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
1
Contexto operacional
Controle acionário
A Aliansce Shopping Centers S.A. (“Aliansce” ou “Companhia”), domiciliada no Brasil, com
sede no Rio de Janeiro, é uma sociedade de capital aberto formada pela joint venture entre Renato
Rique (pessoa física) e a General Growth Properties, Inc. (“GGP”), proprietária de shoppings e
administradora de empreendimentos próprios e de terceiros nos Estados Unidos da América que,
na qualidade de investidores estratégicos, possuem larga experiência no desenvolvimento e
gestão de shopping centers. Nossos principais acionistas estão representados pela Rique
Empreendimentos e Participações Ltda. e a GGP Brazil I L.L.C., além de um investidor
institucional com forte reputação no mercado financeiro, o GBP I Fundo de Investimento em
Participações (“GBPFIP”) administrado pela GIF Gestão de Investimentos e Participações Ltda.
(“GIF Gestão”).
A Companhia possui como principal atividade a participação direta ou indireta e a exploração
econômica de empreendimentos de centros comerciais, shopping centers e similares, podendo
participar em outras sociedades, como sócia ou acionista, e a prestação de serviços de assessoria
comercial, administração de shopping centers e administração de condomínios em geral.
2
Entidades da Companhia
As demonstrações financeiras consolidadas incluem as informações da Companhia e das
seguintes controladas e coligadas:
Participação acionária
Subsidiárias relevantes
Nibal Participações Ltda.
Albarpa Participações Ltda.
Shopping Boulevard S.A.
Shopping Boulevard Belém S.A.
Yangon Participações Ltda.
39
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
99,99%
99,99%
70,00%
75,00%
99,99%
99,99%
99,99%
70,00%
75,00%
99,99%
99,99%
99,99%
70,00%
75,00%
99,99%
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Participação acionária
Subsidiárias relevantes
BSC Shopping Centers S.A.
Alsupra Participações Ltda.
Acapurana Participações Ltda.
Manati Empreendimentos e Participações S.A.
SCGR Empreendimentos e Participações S.A
Haleiwa Empreendimentos Imobiliários Ltda.
2008 Empreendimentos Comerciais S.A.
RRSPE Empreendimentos e Participações Ltda.
Aliansce Estacionamentos Ltda.
Aliansce Services - Serv de administração em
geral
Aliansce Assessoria Comercial Ltda.
Niad Administração Ltda.
Norte Shopping Belém S.A.
Degas Empreendimentos e Participações S.A.
Rodin Empreendimentos e Participações Ltda. (a)
CDG Centro Comercial Ltda
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
100,00%
99,99%
99,99%
50,00%
50,00%
50,00%
50,00%
99,99%
99,99%
100,00%
99,99%
99,99%
50,00%
50,00%
50,00%
50,00%
99,99%
-
70,00%
100,00%
99,99%
50,00%
50,00%
50,00%
50,00%
99,99%
-
99,99%
100,00%
100,00%
50,00%
99,99%
99,99%
50,00%
100,00%
100,00%
-
100,00%
100,00%
-
(a) Empresa constituída em 20 de agosto de 2010.
3
Eventos societários e aquisições
3.1 Eventos societários ocorridos no exercício de 2010
Em 29 de janeiro de 2010, a Companhia captou, através de oferta pública primária de ações, o
montante de R$ 450.000 com emissão de 50 milhões de novas ações ordinárias, ao preço de
subscrição de R$ 9,00, acarretando em aumento de capital social da Companhia no mesmo valor,
passando o mesmo de R$ 466.342 para R$ 916.342, divididos em 139.467.170 ações ordinárias
40
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
nominativas e sem valor nominal. Os gastos com emissão destas novas ações foram de R$ 23.468
contabilizados em conta redutora do patrimônio líquido da Companhia.
Em abril de 2010, a Aliansce Estacionamentos Ltda., subsidiária integral da companhia,
iniciou suas operações. Atualmente, esta empresa arrenda e explora o estacionamento do
Via Parque Shopping.
Em 7 de maio de 2010, a Companhia aprovou o 1º e 2º programas de outorga de opções de
Compra de Ações de Emissão da Companhia e a alocação das mesmas para determinados
executivos e empregados, com observância ao Plano de Opção de Compra aprovado na
Assembleia Geral Extraordinária de 12 de novembro de 2009, conforme divulgado em nota
explicativa nº 34.
Entre julho e agosto de 2010, a Companhia adquiriu participação de 50% na empresa Norte
Shopping Belém S.A., detentora de um terreno em Belém no Estado do Pará, onde encontra-se
em construção o shopping center Parque Shopping Belém. Uma vez que esta sociedade está em
desenvolvimento e não havia iniciados suas principais atividades nem possuía qualquer processo
operacional e outros elementos conforme o conceito de negócio definido no CPC 15 –
Combinação de negócios, a Companhia considerou essa transação como aquisição de um ativo
(terreno) e não aquisição de um negócio
Em 26 de outubro de 2010, a Companhia inaugurou o Boulevard Shopping Belo Horizonte. Com
43.064 mil m² de ABL, o shopping conta com as maiores redes varejistas nacionais, tais como
Renner, Riachuelo, C&A, Casas Bahia, Ponto Frio entre outras. No total são 200 lojas, sendo 4
âncoras e 10 megalojas. O empreendimento conta, ainda, conta com um hipermercado Carrefour,
6 salas de cinema multiplex e mais de 2.300 vagas de estacionamento. A Aliansce possui 70% do
empreendimento, que foi inaugurado dentro do cronograma previsto.
Em 30 de outubro de 2010, a Assembleia Geral Extraordinária da Boulevard Shopping S.A.
aprovou a cisão parcial da sociedade com incorporação da parcela cindida pela Degas
Empreendimentos e Participações S.A., subsidiária integral da Aliansce. O acervo patrimonial
cindido é representado pela fração de 23,50% do imóvel onde está localizado o Boulevard
Shopping, em Belo Horizonte, e é destinado a um projeto de torre de escritórios no valor de R$
41
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
27.302. Em função de ter sido uma operação de entidades sob controle comum o CPC 15 –
Combinação de negócios não foi aplicado.
Em 17 de dezembro de 2010, a subsidiária integral da Aliansce Albarpa e a Pargim, proprietárias
do imóvel onde está localizado o Carioca Shopping, assinaram, com a Cyrela Paraná
Empreendimentos Imobiliários Ltda. (“Cyrela”), o “Instrumento Particular de Promessa de
Permuta, com Torna, Sob Condições Suspensivas”, segundo o qual, Pargim e Albarpa,
prometeram permutar frações de 10,80% e de 7,20% do imóvel, respectivamente, onde serão
construídas duas torres de aproximadamente 19.000 m². A transação possui condições
suspensivas motivo pelo qual a Companhia aguarda o cumprimento de tais condições para o
registro contábil da operação
Em 29 de novembro de 2010, a subsidiária integral da Aliansce, a Rodin Empreendimentos e
Participações Ltda adquiriu, por R$ 50.050, um terreno de 18.255,77m², localizado na Barra da
Tijuca, Rio de Janeiro.
Em 23 de dezembro de 2010 a Norte Shopping Belém S.A. assinou com o Banco Bradesco S.A.
uma Carta Oferta de empréstimo no valor de R$ 120.000, que tem como objetivo financiar a
construção do Parque Shopping Belém. O prazo de pagamento é de 12 anos, com dois anos de
carência para o pagamento de principal e juros, e liquidação em 120 parcelas mensais, acrescidas
de taxa de juros de TR+10,60% a.a.
Em 27 de dezembro de 2010, a CDG assinou com o Itaú Unibanco S.A. Cédula de Crédito
Bancário no valor de R$ 40.000 para a construção do Boulevard Campos. Este financiamento terá
carência de principal por 12 meses contados da liberação da última parcela e a amortização será
realizada em 108 parcelas mensais com taxa de juros de TR+10,70% a.a.
42
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
3.2 Aquisição de controladas e participações de não-controladores
3.2.1
Aquisição de controle compartilhado
Em 19 de novembro de 2010, os acionistas da Companhia aprovaram em assembléia a aquisição
de 50% das quotas da CDG Centro Comercial Ltda. (“CDG” – projeto do futuro shopping
Campos – Norte do Rio de Janeiro). Em 2 de dezembro de 2010, a Companhia adquiriu da Rique
Empreendimentos e Participações Ltda., 346.362 quotas da CDG pelo valor de R$ 20.765. Em 22
de dezembro de 2010, a Companhia adquiriu por R$ 12.757, 821.472 quotas adicionais da CDG
de propriedade de Reinaldo Feitosa Rique. Após estas operações, a Aliansce passou a deter 50%
da CDG. A transação foi tratada como a aquisição de um negócio, e foi objeto da aplicação do
CPC 15, conforme demonstrado abaixo:
Ativos identificáveis e passivos assumidos
Em milhares de Reais
Caixa e equivalentes de caixa
Outros ativos
Propriedade para investimento
Orçamento de capital – aportes efetuados
Fornecedores e outras contas a pagar
Empréstimos e financiamentos
Imposto diferido passivo
Outros passivos
Total líquido de ativos identificáveis
Valor
756
234
37.982
15.579
(554)
(9.738)
(5.750)
(527)
37.982
43
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
O deságio reconhecido como resultado da aquisição foi identificado conforme abaixo:
Valor total da contraprestação transferida
Menos o valor total líquido de ativos identificáveis
Deságio
33.522
(37.982)
(4.460)
Os valores demonstrados acima não são definitivos e serão remensurados em até um ano.
3.2.2 Aquisição de participação de não-controladores
As transações abaixo representaram aquisição de participação de não-controladores e, portanto,
foram objeto da aplicação do ICPC 09:
Em 29 de dezembro de 2009, a subsidiária integral Alsupra Participações Ltda. ("Alsupra")
adquiriu da João Fortes Engenharia S.A. pelo valor de R$ 80.000, 30% do capital social da
BSC. Com essa transação, a Companhia passou a deter 100% da mesma;
Em 26 de julho de 2010, a Companhia adquiriu por R$1.728 participação adicional de 2,06%
do Supershopping Osasco aumentando a sua participação de 31,52% para 33,58% no
empreendimento;
Em 18 de novembro de 2010, a Companhia adquiriu por R$4.485 uma participação de 6% do
Boulevard Shopping Campina Grande aumentando sua participação de 30,52% para 36,52%
no empreendimento.
44
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
4
Base de preparação
4.1
Declaração de conformidade com relação às normas do IFRS e às normas do CPC
As presentes demonstrações financeiras incluem:
As demonstrações financeiras consolidadas preparadas conforme as Normas Internacionais
de Relatório Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board
(IASB) e também de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP);
As demonstrações financeiras individuais da controladora preparadas de acordo com o BR
GAAP.
As demonstrações financeiras individuais da controladora foram elaboradas de acordo com as
práticas do BR GAAP, as quais diferem das normas do IFRS aplicáveis para as demonstrações
financeiras consolidadas da Companhia. No BR GAAP, os investimentos em controladas,
associadas e controladas em conjunto (joint ventures) são avaliados pelo método de equivalência
patrimonial, enquanto que para fins de IFRS a avaliação é feita pelo custo ou valor justo.
Contudo, não há diferença entre o patrimônio líquido e o resultado consolidado apresentado pelo
Grupo e o patrimônio líquido e resultado da entidade controladora em suas demonstrações
financeiras individuais. Assim sendo, as demonstrações financeiras consolidadas do Grupo e as
demonstrações financeiras individuais da controladora estão sendo apresentadas lado-a-lado em
um único conjunto de demonstrações financeiras.
Essas são as primeiras demonstrações consolidadas preparadas conforme as IFRS nas quais o
CPC 37 foi aplicado.
Uma explicação de como a transição para as normas IFRS afetou a posição patrimonial e
financeira, o desempenho financeiros e os fluxos de caixa do Grupo está apresentada na nota
explicativa 37.
45
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
A autorização para conclusão destas demonstrações financeiras foi dada pela Diretoria da
Companhia em reunião em 21 de março de 2011.
4.2
Base de mensuração
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas com base no custo
histórico com exceção dos seguintes itens materiais reconhecidos nos balanços patrimoniais:
4.3
Os instrumentos financeiros derivativos mensurados pelo valor justo;
Os instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado;
Os ativos financeiros disponíveis para venda mensurados pelo valor justo;
Moeda funcional e moeda de apresentação
Essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas são apresentadas em Real, que é a
moeda funcional e da apresentação da Companhia. Todas as informações financeiras
apresentadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado
de outra forma.
4.4
Uso de estimativas e julgamentos
A preparação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as normas
IFRS e as normas CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que
afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores divulgados dos ativos, passivos, receitas e
despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas.
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Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Tanto as estimativas quanto as premissas são revisadas de maneira contínua. As revisões, no que
tange às estimativas contábeis, são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e
em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre julgamentos críticos referentes às
políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas
demonstrações financeiras individuais e consolidadas estão incluídas nas seguintes notas
explicativas:
5
Nota 10 - Contas a Receber;
Nota 14 - Propriedade para investimento;
Nota 15 - Intangível
Nota 22 - Provisões para contingências;
Nota 26 - Instrumentos financeiros, exposição e gerenciamento de riscos;
Principais práticas contábeis
As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a
todos os períodos apresentados nessas demonstrações financeiras individuais e consolidadas e na
preparação do balanço patrimonial de abertura apurado em 1º de janeiro de 2009 com a finalidade
da transição para as normas IFRS e normas CPC, exceto nos casos indicados em contrário.
a. Efeitos da Adoção Inicial do IFRS
Em concordância com a convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil às normas
internacionais de contabilidade (IFRS), a Companhia apresenta, a seguir, os principais efeitos
produzidos nas demonstrações financeiras consolidadas:
Capitalização de juros - CPC 20
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Capitalização dos juros de todos empréstimos tomados pela Companhia, cujos recursos
foram destinados ao desenvolvimento de novos ativos e expansões de empreendimentos
operacionais, mesmo quando não carimbados. Os juros ora registrados em despesa
financeira foram reclassificados para propriedade para investimento no valor de R$
10.153 em 2009.
Aquisição de participação de não controladores - ICPC 09
Para a aquisição de participação de não controladores, a Companhia mensurou o valor
justo de todos os ativos e passivos da participação de não controladores adquiridos a
partir de 1º de janeiro de 2009, e reconheceu o deságio desta aquisição diretamente no
Patrimônio líquido, como uma transação entre acionistas.
A aquisição de participação de não controladores feita pela Companhia levou aos
seguintes efeitos:
Transferência dos ágios registrados no intangível (rentabilidade futura) para
Propriedade para investimento no valor de R$ 43.850 em 2009;
Reconhecimento do ágio por diferença entre valor justo e valor contábil, apurado na
aquisição de investimentos em coligadas e controladas com impacto em Propriedade
para investimento no valor de R$ 57.565 e R$ 9.052 em contrapartida do Patrimônio
líquido.
Baixa do ativo diferido e eliminação da amortização do diferido - CPC 37
A Companhia eliminou os saldos líquidos dos ativos diferidos assim como a amortização
do ativo diferido contabilizada no resultado, conforme segue abaixo:
Reversão do saldo líquido dos ativos diferidos para a linha de ajuste de avaliação
patrimonial no valor de R$ 19.248 em 1º de janeiro de 2009;
Reversão da amortização de ativo diferido no valor de R$ 3.080 em 2009.
48
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
b. Base de consolidação
As demonstrações financeiras consolidadas incluem as demonstrações da Aliansce e suas
controladas em conjunto.
Descrição dos principais procedimentos de consolidação
Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas consolidadas;
Eliminação das participações da controladora no patrimônio líquido das entidades
controladas, direta e indiretamente;
Eliminação dos saldos de receitas e despesas decorrentes de negócios entre as empresas
consolidadas; e
Destaque do valor da participação dos acionistas minoritários nas demonstrações
financeiras consolidadas.
i.
Combinação de negócios
Para aquisições efetuadas em 1º de janeiro de 2009 ou após essa data, a Companhia
mensura o ágio como o valor justo da contraprestação transferida incluindo o valor
reconhecido de qualquer participação na companhia adquirida, deduzindo o valor
reconhecido líquido (geralmente o valor justo) dos ativos e passivos assumidos
identificáveis, todos mensurados na data da aquisição. Quando o excedente é negativo,
um ganho decorrente do acordo da compra é reconhecido imediatamente na
demonstração de resultados do período.
Para cada aquisição de participação ou combinação de negócios a Companhia escolheu
mensurar a participação não-controladora pelo seu valor justo apurados na data de
aquisição.
49
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Os custos de transação, que não sejam aqueles associados com a emissão de títulos de
dívida ou de participação acionária, os quais a Companhia incorre com relação a uma
aquisição de participação ou combinação de negócios, são reconhecidas como despesas à
medida que são incorridos.
ii.
Aquisições anteriores a 1º de janeiro de 2009
Como parte da transição para o IFRS e CPC a Companhia optou por não reapresentar as
combinações de negócio anteriores a 1º de janeiro de 2009. Com relação a aquisições
anteriores a 1 de janeiro de 2009 o ágio representa o montante reconhecido sob as
práticas contábeis anteriormente adotadas. Este ágio foi testado quanto a redução do seu
valor recuperável na data de transição, conforme descrito na nota explicativa nº 15.
iii.
Aquisição de participação de acionistas não controladores
É registrado como transação entre acionistas e consequentemente o ágio /deságio é
reconhecido direto no patrimônio.
iv.
Controladas e controladas em conjunto
As demonstrações financeiras de controladas e controladas em conjunto
(joint venture) são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir da data
em que o controle, controle compartilhado, até a data em que o controle, controle
compartilhado deixa de existir. As políticas contábeis de controladas e controladas em
conjunto estão alinhadas com a política contábil da Companhia.
Nas demonstrações financeiras individuais da controladora as informações financeiras de
controladas e controladas em conjunto, assim como as associadas, são reconhecidas
através do método de equivalência patrimonial.
50
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
v.
Aquisição de entidades sob controle em comum
As combinações de negócios oriundas de transferências de participações em entidades
que estejam sob o controle do acionista que controla a Companhia são contabilizadas a
partir da data em que o controle é adquirido pela mesma. Os ativos e passivos adquiridos
são reconhecidos pelos valores contábeis reconhecidos anteriormente nas demonstrações
financeiras consolidadas do acionista controlador da Companhia. O patrimônio líquido
das entidades adquiridas e qualquer contraprestação paga pela aquisição são reconhecidos
diretamente no patrimônio líquido da Companhia.
c. Caixa e equivalentes de caixa
Incluem “Caixa e equivalentes de caixa” dinheiro em caixa e depósitos bancários. As
aplicações financeiras da Companhia e suas controladas são registradas na rubrica “Títulos e
valores mobiliários” pelo fato da administração entender que estas não se enquadram na
definição de caixa e equivalente de caixa, conforme o CPC 03.
d. Contas a receber de clientes
Incluem valores a receber de aluguéis, cessão de direito de uso (CDU) de áreas e serviços
prestados a terceiros, registrados conforme o regime de competência na data do balanço e que
são classificados como empréstimos e recebíveis.
e. Investimentos
Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa estão
avaliados pelo método de equivalência patrimonial, acrescidos de ágio ou deduzidos de
deságio sobre a mais valia dos ativos, quando aplicável.
Outros investimentos que não se enquadram na categoria acima estão avaliados pelo valor
justo, exceto se a estimativa do valor justo não puder ser razoavelmente estimada.
51
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
f. Instrumentos financeiros
Ativos financeiros não derivativos incluem aplicações financeiras, investimentos em
instrumentos de dívida e patrimônio, contas a receber e outros recebíveis, incluindo caixa e
equivalentes de caixa, empréstimos e financiamentos, assim como contas a pagar e outras
dívidas.
Ativos financeiros não derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido,
de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis para instrumentos que não sejam
reconhecidos pelo valor justo através de resultado. Posteriormente ao reconhecimento inicial,
os instrumentos financeiros não derivativos são mensurados conforme descrito abaixo:
Ativos financeiros ao valor justo através do resultado
Um instrumento financeiro é classificado pelo valor justo através do resultado se for
mantido para negociação, ou seja, designado como tal quando do reconhecimento inicial.
Os instrumentos financeiros são designados pelo valor justo através do resultado se a
Companhia gerencia esses investimentos e toma decisões de compra e venda com base
em seu valor justo de acordo com a estratégia de investimento e gerenciamento de risco
documentado pela Companhia. Após reconhecimento inicial, os custos de transação
atribuíveis são reconhecidos nos resultados quando incorridos. Os instrumentos
financeiros ao valor justo através do resultado são mensurados pelo valor justo, e suas
flutuações são reconhecidas no resultado.
Ativos financeiros mantidos até o vencimento
Ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis com
vencimentos definidos e para os quais a Companhia tem a intenção positiva e capacidade
de manter até o vencimento, são classificados como mantidos até o vencimento.
Investimentos mantidos até o vencimento são mensurados pelo custo amortizado
utilizando o método de taxa de juros efetiva, deduzido de eventuais reduções em seu
valor recuperável.
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Os ativos financeiros disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que
são designados como disponíveis para venda ou não são classificados em nenhuma das
demais opções. Os investimentos da Companhia em títulos patrimoniais e determinados
títulos de dívida são classificados como ativos financeiros disponíveis para venda. Após
o reconhecimento inicial, são medidos pelo valor justo e as mudanças, que não sejam
perdas por redução ao valor recuperável, são reconhecidas em outros resultados
abrangentes e apresentadas dentro do patrimônio líquido. Quando um investimento é
baixado, o resultado acumulado em outros resultados abrangentes é transferido para o
resultado.
Empréstimos e recebíveis
Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis
que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo
valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o
reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado
através do método de juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor
recuperável.
Cédula de Crédito Imobiliário (CCI)
São registrados como um passivo financeiro pelo valor de emissão acrescido dos
rendimentos auferidos, deduzidos dos custos de emissão e são calculados com base na
taxa efetiva de juros da operação.
Passivos financeiros não derivativos
A Companhia reconhece os títulos de dívida emitidos inicialmente na data em que são
originados. Todos os outros passivos financeiros (incluindo aqueles designados ao valor
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
justo registrado no resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na
qual a Companhia se torna uma das disposições contratuais do instrumento. A
Companhia procede a baixa de um passivo financeiro quando tem duas obrigações
contratuais retirada, cancelada ou vencida.
Os ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é apresentado no
balanço patrimonial quando, e somente quando, a Companhia tenha o direito legal de
compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o
ativo e quitar o passivo simultaneamente.
A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: empréstimos,
financiamentos, cédulas de créditos imobiliários, debêntures, fornecedores e outras
contas a pagar
Instrumentos financeiros derivativos
A Companhia detém instrumentos financeiros derivativos para proteger riscos relativos à
taxa de juros.
Os derivativos são reconhecidos inicialmente pelo seu valor justo e os custos de
transação atribuíveis são reconhecidos no resultado quando incorridos. Posteriormente ao
reconhecimento inicial, os derivativos são mensurados pelo valor justo e as alterações são
contabilizadas no resultado, exceto nas circunstâncias para contabilização de operações
de hedge.
Capital social
Ações ordinárias
Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Custos adicionais
diretamente atribuíveis à emissão de ações e opções de ações são reconhecidos como
dedução do patrimônio líquido.
Os dividendos mínimos obrigatórios conforme definido em estatuto são reconhecidos
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Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
como passivo.
g. Imobilizado de uso
Reconhecimento e mensuração
Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção,
deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável
(impairment) acumulado.
O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. O custo de
ativos construídos pela própria entidade inclui o custo de materiais e mão de obra direta,
quaisquer outros custos para colocar o ativo no local e condição necessários para que
esses sejam capazes de operar da forma pretendida pela administração, os custos de
desmontagem e de restauração do local onde estes ativos estão localizados, e custos de
empréstimos sobre ativos qualificáveis para os quais a data de início para a capitalização
seja 1º de janeiro de 2009 ou data posterior a esta.
Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação
entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil do imobilizado, e são
reconhecidos líquidos dentro de outras receitas no resultado.
A Companhia não fez opção em utilizar o custo atribuído para valorização do seu ativo
imobilizado em função do seu imobilizado, tal como apresentado, atender de forma
material os principais requisitos de reconhecimento, valorização e apresentação do
pronunciamento CPC 27 (Ativo Imobilizado). Além disso, a Administração da
Companhia entende que a prática contábil de valorizar o ativo imobilizado pelo custo
histórico deduzido da melhor estimativa de depreciação e de provisão para redução ao
valor recuperável, quando requerido, é a prática contábil que melhor representa o seu
ativo imobilizado.
55
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Custos subsequentes
O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil
do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do
componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma
confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado.
Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado
conforme incorridos.
Depreciação
A depreciação é calculada sobre o valor depreciável, que é o custo de um ativo, ou outro
valor substituto do custo, deduzido do valor residual. A depreciação é reconhecida no
resultado baseando-se no método linear com relação às vidas úteis estimadas de cada
parte de um item do imobilizado, já que esse método é o que mais perto reflete o padrão
de consumo de benefícios econômicos futuros incorporados no ativo. Ativos arrendados
são depreciados pelo período que for mais curto entre o prazo do arrendamento e as suas
vidas úteis, a não ser que esteja razoavelmente certo de que a Companhia irá obter a
propriedade ao final do prazo do arrendamento. Terrenos não são depreciados.
As vidas úteis estimadas para os períodos correntes e comparativos são as seguintes:
Máquinas e equipamentos
Móveis e utensílios
Outros componentes
56
A partir de 1º/1/10
Até 31/12/09
10 anos
10 anos
5 anos
10 anos
10 anos
5 anos
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais serão revistos a cada
encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como
mudança de estimativas contábeis.
h. Propriedades para investimento
Propriedade para investimento é a propriedade mantida para auferir receita de aluguel para
valorização de capital ou para ambos, mas não para venda no curso normal dos negócios,
fornecimento de serviços ou para propósitos administrativos. A propriedade para
investimento é mensurada pelo custo no reconhecimento inicial e depreciada pelo prazo de
vida útil (média de 46,6 anos), conforme demonstrado abaixo.
Edificações e instalações
A partir de 1º/1/10
Até 31/12/09
40-48 anos
10-25 anos
Os ágios mais valia nas controladas são registrados como propriedade para investimento, são
oriundos de transações realizadas em data anterior a 1º de janeiro de 2009 e depreciados pelo
método linear. O custo inclui despesa que é diretamente atribuível à aquisição de uma
propriedade para investimento. No caso do proprietário construir uma propriedade para
investimento, considera-se como custo os juros capitalizados dos empréstimos, o material
utilizado, a mão de obra direta ou qualquer custo diretamente atribuído para colocar essa
propriedade para investimento em condição de uso conforme o seu propósito.
Em atenção ao CPC 28, a Companhia e suas controladas registram os shopping centers em
operação e em desenvolvimento como propriedade para investimento, dado que estes
empreendimentos comerciais são mantidos para fins de arrendamento operacional.
Os juros capitalizados na Controladora referem-se aos empréstimos tomados por suas
coligadas e repassados através da Aliansce às coligadas com empreendimentos préoperacionais ou empreendimentos em revitalização/ expansão.
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
i. Intangível
Ágio
O ágio decorrente da aquisição de controladas e fundamentado em rentabilidade futura é
incluído nos ativos intangíveis.
Os ágios são mensurados a custo, deduzido das perdas por redução ao valor recuperável
acumulado. Com relação às companhias investidas registradas por equivalência
patrimonial, o ágio é incluído no valor contábil do investimento e uma perda por redução
ao valor recuperável em tal investimento não é alocada para nenhum ativo, incluindo o
ágio, que faz parte do valor contábil das companhias investidas registradas por
equivalência patrimonial.
Outros ativos intangíveis
Outros ativos intangíveis que são adquiridos pela Companhia e que têm vidas úteis finitas
e infinitas são mensurados pelo custo, deduzido da amortização acumulada e das perdas
por redução ao valor recuperável acumuladas.
Amortização
Amortização é calculada sobre o custo de um ativo, ou outro valor substituto do custo,
deduzido do valor residual.
A amortização é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às
vidas úteis estimadas de ativos intangíveis, que não ágio, a partir da data em que estes
estão disponíveis para uso, já que esse método é o que mais perto reflete o padrão de
consumo de benefícios econômicos futuros incorporados no ativo.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
j. Redução ao valor recuperável de ativos
Ativos financeiros (incluindo recebíveis)
Um ativo financeiro não mensurado pelo valor justo por meio do resultado é avaliado a
cada data de apresentação para apurar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido
perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma
evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial
do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa
futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável.
A evidência objetiva de que os ativos financeiros (incluindo títulos e valores mobiliários)
perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do
devedor, a reestruturação do valor devido à Companhia acerca das condições de que a
Companhia não consideraria em outras transações, indicações de que o devedor ou
emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para
um título. Além disso, para um instrumento patrimonial, um declínio significativo ou
prolongado em seu valor justo abaixo do seu custo é evidência objetiva de perda por
redução ao valor recuperável.
A Companhia considera evidência de perda de valor para seus recebíveis tanto no nível
individualizado como no nível coletivo. Todos os recebíveis individualmente
significativos são avaliados quanto a perda de valor específico. Todos os recebíveis
individualmente significativos identificados como não tendo sofrido perda de valor
individualmente são então avaliados coletivamente quanto a qualquer perda de valor que
tenha ocorrido, mas não tenha sido ainda identificada. Recebíveis que não são
individualmente importantes são avaliados coletivamente quanto a perda de valor por
agrupamento conjunto desses títulos com características de risco similares.
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Ao avaliar a perda de valor recuperável de forma coletiva a Companhia utiliza tendências
históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de
perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da administração quanto as
premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais
provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridas pelas tendências históricas.
Uma redução do valor recuperável com relação a um ativo financeiro medido pelo custo
amortizado é calculada como a diferença entre o valor contábil e o valor presente dos
futuros fluxos de caixa estimados descontados à taxa de juros efetiva original do ativo.
As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão contra
recebíveis. Os juros sobre o ativo que perdeu valor continuam sendo reconhecidos
através da reversão do desconto. Quando um evento subsequente indica reversão da
perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado.
As perdas de valor (redução ao valor recuperável) nos ativos financeiros disponíveis para
venda são reconhecidas pela reclassificação da perda cumulativa que foi reconhecida em
outros resultados abrangentes no patrimônio líquido para o resultado. A perda cumulativa
que é reclassificada de outros resultados abrangentes para o resultado é a diferença entre
o custo de aquisição, líquido de qualquer reembolso e amortização de principal, e o valor
justo atual, decrescido de qualquer redução por perda de valor recuperável previamente
reconhecida no resultado. As mudanças nas provisões de perdas por redução ao valor
recuperável atribuível ao método dos juros efetivos são refletidas como um componente
de receitas financeiras.
Caso o valor justo de um ativo financeiro de títulos de dívida disponível para venda para
o qual tenha sido reconhecida uma perda no valor recuperável apresente aumento, em um
período subsequente, e o aumento possa ser objetivamente relacionado a um evento que
ocorra após a perda por redução no valor recuperável ter sido reconhecida no resultado,
então a perda de valor é revertida com o valor da reversão reconhecido no resultado.
Todavia, qualquer recuperação subsequente no valor justo de um ativo financeiro
disponível para venda para o qual tenha sido registrada perda do valor recuperável, é
reconhecida em outros resultados abrangentes.
60
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Ativos não financeiros
Os valores contábeis dos ativos não financeiros da Companhia, que não as propriedades
para investimento e imposto de renda e contribuição social diferidos, são revistos a cada
data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso
ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é determinado. No caso de ágio e
ativos intangíveis com vida útil indefinida ou ativos intangíveis em desenvolvimento que
ainda não estejam disponíveis para uso, o valor recuperável é estimado todo ano na
mesma época.
O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em
uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de
caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de
desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao
período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo. Para a finalidade
de testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são
agrupados juntos no menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo
que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de
ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do valor recuperável
do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado a UGC
ou ao empreendimento de UGCs para o qual o benefício das sinergias da combinação é
esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins
internos e não é maior que um segmento operacional determinado de acordo com o IFRS
8 e o CPC 22.
Os ativos corporativos da Companhia não geram entradas de caixa individualmente. Caso
haja a indicação de que um ativo corporativo demonstre uma redução no valor
recuperável, então o valor recuperável é alocado para a UGC ou grupo de UGC s à qual o
ativo corporativo pertence numa base razoável e consistente.
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida caso o valor contábil de um
ativo ou sua UGC exceda seu valor recuperável estimado. Perdas de valor são
reconhecidas no resultado. Perdas no valor recuperável relacionadas às UGCs são
alocadas inicialmente para reduzir o valor contábil de qualquer ágio alocado às UGCs, e
então, se ainda houve perda remanescente, para reduzir o valor contábil dos outros ativos
dentro da UGC ou grupo de UGCs em uma base pro rata.
Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a
outros ativos, as perdas de valor recuperável reconhecidas em períodos anteriores são
avaliadas a cada data de apresentação para quaisquer indicações de que a perda tenha
aumentado, diminuído ou não mais exista. Uma perda de valor é revertida caso tenha
havido uma mudança nas estimativas usadas para determinar o valor recuperável. Uma
perda por redução ao valor recuperável é revertida somente na condição em que o valor
contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de
depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida.
O ágio integrante do valor contábil de um investimento em uma coligada não é
reconhecido individualmente e, portanto, não é testado para perda de valor recuperável
separadamente. Ao invés disso, o valor total do investimento em uma coligada é testado
para perda de valor como um ativo único quando há evidência objetiva de que o
investimento em uma coligada possa demonstrar perda em seu valor recuperável.
k. Benefícios de curto prazo a empregados
Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensuradas em uma base não
descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado.
O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago sob os planos de bonificação em
dinheiro ou participação nos lucros de curto prazo se a Companhia tem uma obrigação legal
ou construtiva de pagar esse valor em função de serviço passado prestado pelo empregado, e
a obrigação possa ser estimada de maneira confiável.
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
l. Transação de pagamento baseado em ações
O valor justo de benefícios de pagamento baseado em ações é reconhecido na data de
outorga, como despesas de pessoal, com um correspondente aumento no patrimônio líquido,
pelo período em que os empregados adquirem incondicionalmente o direito aos benefícios. O
valor reconhecido como despesa é ajustado para refletir o número de ações para o qual existe
a expectativa de que as condições do serviço e condições de aquisição não de mercado serão
atendidas, de tal forma que o valor finalmente reconhecido como despesa seja baseado no
número de ações que realmente atendem às condições do serviço e condições de aquisição
não de mercado na data em que os direitos ao pagamento são adquiridos (vesting date). Para
benefícios de pagamento baseados em ações com condição não adquirida (non-vesting), o
valor justo na data de outorga do pagamento baseado em ações é medido para refletir tais
condições e não há modificação para diferenças entre os benefícios esperados e reais.
m. Provisões
Uma provisão é reconhecida em função de um evento passado, se a Companhia tem uma
obrigação legal ou construtiva que possa ser estimada de forma confiável e é provável que
um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação. As provisões são apuradas
através de desconto de fluxo de caixa futuros esperados a uma taxa antes dos impostos que
reflete as avaliações atuais de mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e riscos
específicos para o passivo.
n. Receitas
Serviços
A receita de serviços prestados é reconhecida no resultado com base no estágio de
conclusão do serviço na data de apresentação das demonstrações financeiras.
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Receita de aluguel
A receita de aluguel de propriedade para investimento é reconhecida no resultado pelo
método linear pelo prazo do arrendamento. Incentivos de arrendamento concedidos são
reconhecidos como parte integral da receita total de aluguéis, pelo período do
arrendamento.
o. Receitas e despesas financeiras
As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras, ganhos na
alienação de ativos financeiros disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos
financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado (incluindo derivativos) e
ganhos nos instrumentos financeiros derivativos. A receita de juros é reconhecida no
resultado, através do método dos juros efetivos.
As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos, líquidas do
desconto a valor presente das provisões, variações no valor justo de ativos financeiros
mensurados pelo valor justo por meio do resultado (incluindo derivativos), perdas por
redução ao valor recuperável (impairment) reconhecidas nos ativos financeiros, perdas nos
instrumentos financeiros derivativos. Custos de empréstimo que não são diretamente
atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são mensurados no
resultado através do método de juros efetivos.
64
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
p. Imposto de renda e contribuição social
O Imposto de Renda e a Contribuição Social do exercício corrente e diferido são calculados
com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável
excedente de R$ 240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição
social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa
de contribuição social, limitada a 30% do lucro real. A despesa com imposto de renda e
contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto
corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que estejam
relacionados a combinação de negócios, ou itens diretamente reconhecidos no patrimônio
líquido ou em outros resultados abrangentes.
O imposto corrente é o imposto a pagar ou a receber esperado sobre o lucro ou prejuízo
tributável do exercício, a taxas de impostos decretadas ou substantivamente decretadas na
data de apresentação das demonstrações financeiras e qualquer ajuste aos impostos a pagar
com relação aos exercícios anteriores.
O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores
contábeis de ativos e passivos para fins contábeis e os correspondentes valores usados para
fins de tributação. O imposto diferido não é reconhecido para as seguintes diferenças
temporárias: o reconhecimento inicial de ativos e passivos em uma transação que não seja
combinação de negócios e que não afete nem a contabilidade tampouco o lucro ou prejuízo
tributável, e diferenças relacionadas a investimentos em subsidiárias e entidades controladas
quando seja provável que elas não revertam num futuro previsível. Além disso, imposto
diferido não é reconhecido para diferenças temporárias tributáveis resultantes no
reconhecimento inicial de ágio. O imposto diferido é mensurado pelas alíquotas que se espera
serem aplicadas às diferenças temporárias quando elas revertem, baseando-se nas leis que
foram decretadas ou substantivamente decretadas até a data de apresentação das
demonstrações financeiras.
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Os ativos e passivos fiscais diferidos são compensados caso haja um direito legal de
compensar passivos e ativos fiscais correntes, e eles se relacionam a impostos de renda
lançados pela mesma autoridade tributária sobre a mesma entidade sujeita à tributação.
Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais,
créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável que
lucros futuros sujeitos à tributação estarão disponíveis e contra os quais serão utilizados.
Ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são revisados a cada data de
relatório e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja mais provável.
q. Resultado por ação
O resultado por ação básico é calculado por meio do resultado do período atribuível aos
acionistas controladores da Companhia e a média ponderada das ações ordinárias em
circulação no respectivo período. O resultado por ação diluído é calculado por meio da
referida média das ações em circulação, ajustada pelos instrumentos potencialmente
conversíveis em ações, com efeito diluidor, nos períodos apresentados, nos termos do CPC
41 e IAS 33.
r. Informação por segmento
Um segmento operacional é um componente da Companhia que desenvolve atividades do
negócio das quais pode obter receitas e incorrer em despesas, incluindo receitas e despesas
relacionadas com transações com outros componentes da Companhia. Todos os resultados
operacionais dos segmentos operacionais são revistos frequentemente pela Administração
para a tomada de decisões sobre os recursos a serem alocados ao segmento e para avaliação
de seu desempenho, e para o qual informações financeiras individualizadas estão disponíveis.
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Os resultados de segmentos que são reportados à Administração incluem itens diretamente
atribuíveis ao segmento, bem como aqueles que podem ser alocados em bases razoáveis. Os
itens não alocados compreendem principalmente despesas da sede e ativos e passivos de
imposto de renda e contribuição social.
s. Demonstração do valor adicionado
A Companhia elaborou demonstrações do valor adicionado (DVA) individuais e
consolidadas nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor
Adicionado, as quais são apresentadas como parte integrante das demonstrações financeiras
conforme BRGAAP aplicável as companhias abertas, enquanto para IFRS representam
informação financeira adicional.
Essas demonstrações, fundamentadas em conceitos macroeconômicos, buscam apresentar a
parcela da Companhia na formação do Produto Interno Bruto por meio da apuração dos
respectivos valores adicionados tanto pela Companhia quanto o recebido de outras entidades,
e a distribuição desses montantes aos seus empregados, esferas governamentais, arrendadores
de ativos, credores por empréstimos, financiamentos e títulos de dívida, acionistas
controladores e não controladores, e outras remunerações que configurem transferência de
riqueza a terceiros. O referido valor adicionado representa a riqueza criada pela Companhia,
de forma geral, medido pelas receitas de vendas de bens e dos serviços prestados, menos os
respectivos insumos adquiridos de terceiros, incluindo também o valor adicionado produzido
por terceiros e transferido à entidade.
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
t. Determinação do valor justo
Diversas políticas e divulgações contábeis da Companhia exigem a determinação do valor
justo, tanto para os ativos e passivos financeiros como para os ativos e passivos não
financeiros. Os valores justos têm sido apurados para propósitos de mensuração e/ou
divulgação baseados nos métodos abaixo. Quando aplicável, as informações adicionais sobre
as premissas utilizadas na apuração dos valores justos são divulgadas nas notas específicas
àquele ativo ou passivo.
u. Novas normas e interpretações ainda não adotadas
Diversas normas, emendas a normas e interpretações IFRS emitidas pelo IASB ainda não
entraram em vigor para o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010, sendo essas:
Limited exemption from Comparative IFRS 7 Disclosures for First-time Adopters;
Improvements to IFRS 2010;
IFRS 9 Financial Instruments;
Prepayment of a minimum fund requirement (Amendment to IFRIC 14);
Amendments to IAS 32 Classification of rights issues.
O CPC ainda não emitiu pronunciamentos equivalentes aos IFRSs acima citados, mas existe
expectativa de que o faça antes da data requerida de sua entrada em vigor. A adoção
antecipada dos pronunciamentos das IFRS está condicionada à aprovação prévia em ato
normativo da Comissão de Valores Mobiliários.
A Companhia não estimou a extensão do impacto destas novas normas em suas
demonstrações financeiras.
68
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
6
Gerenciamento de riscos
A Companhia pode estar exposta aos seguintes riscos de acordo com a sua atividade:
Risco de crédito;
Risco de liquidez;
Risco de mercado;
Risco operacional.
Esta nota apresenta informações sobre a exposição da Companhia aos riscos mencionados, os
objetivos da Companhia, políticas para seu gerenciamento de risco, e o gerenciamento de capital
da Companhia. Divulgações quantitativas adicionais são incluídas ao longo dessas demonstrações
financeiras.
Risco de Crédito
O risco de crédito da Companhia se caracteriza pelo não cumprimento, por um cliente ou
uma contraparte em um instrumento financeiro, de suas obrigações contratuais. As operações
da Companhia estão relacionadas à locação de espaços comerciais e à administração de
shopping centers. Os contratos de locação são regidos pela Lei de locações, e a carteira de
clientes, além de diversificada, é constantemente monitorada com o objetivo de reduzir
perdas por inadimplência. Os contratos de locação podem possuir a figura do fiador o que
mitiga o risco de crédito da Companhia.
O contas a receber de aluguéis e outros créditos são relacionados principalmente aos lojistas
dos shoppings de onde a Companhia detém participação. A Companhia estabelece uma
provisão para redução ao valor recuperável que representa sua estimativa de perdas incorridas
com relação às contas a receber de clientes e outros créditos e investimentos.
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Risco de Liquidez
As decisões de investimento são tomadas a luz dos impactos dos mesmos nos fluxo de caixa
de longo prazo (60/120 meses). A diretriz da Companhia é trabalhar com premissas de saldos
mínimos de caixa, que variam conforme o cronograma de investimentos, e de cobertura
financeira de nossas obrigações, onde a geração de caixa projetada tem que superar as
obrigações contratadas (financiamento, obras, aquisições), mitigando assim o risco de
refinanciamento de dívidas e obrigações. Para financiar os empreendimentos em construção a
Companhia busca estruturar junto ao mercado financeiro operações de longo prazo, com
carência de modo a alinhá-las a geração de caixa esperada.
Risco de Mercado
A Companhia assim como o segmento de varejo está exposta ao risco inflacionário, uma vez
que este faz pressão na renda das famílias reduzindo assim o consumo no varejo. Nos
modelos de projeção utilizados para determinação de nossas estratégias, diferentes níveis de
inflação são utilizados de modo a se estabelecer cenários para o desenvolvimento da
Companhia.
Outro risco a que a Companhia está exposta, é ao risco de aumento das taxas de juros, e dos
índices de preço uma vez que a Companhia capta financiamentos indexados a estes. Contudo
com objetivo de mitigar esse efeito no médio longo prazo a Companhia sempre que possível
opta por indexadores de baixa volatilidade de modo a poder estimar mais precisamente seus
desembolsos futuros.
70
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Risco operacional
Em virtude da receita da Companhia ser diretamente relacionadas a capacidade de locar os
espaços comerciais de seus empreendimentos, a Administração monitora periodicamente suas
condições operacionais de modo a antecipar possíveis impactos, para isso, na manutenção de
seus empreendimentos assim como nos novos desenvolvimentos e expansões, empresas
especializadas com notória qualificação operacional são contratadas para acompanhamento
do cronograma físico-financeiro e realização das obras e melhorias de modo a ter garantido o
cumprimento do orçamento aprovado. Não obstante a comercialização dos espaços
comerciais é realizada por uma equipe própria de modo a ter assegurado negociações com
lojistas que sejam alinhadas com a estratégia de marketing e mix dos Shopping Centers.
Os riscos são revisados mensalmente pelas diretorias operacional e financeira que geram
relatórios de acompanhamento. Caso sejam identificados situações de desvio, revisões das
estratégias da Companhia são submetidas para aprovação da diretoria para que sejam
implantadas.
A Diretoria acompanha o desempenho dos Shopping Centers em operação e em
desenvolvimento com base em um orçamento aprovado anualmente. Esse sistema permite
acompanhar e validar previamente os desembolsos vis a vis o orçado assim como o
desempenho financeiro e operacional dos investimentos, do mesmo modo que
acompanhamos de perto a evolução de nossa liquidez com foco no curto e longo prazo.
Gestão de capital
A Diretoria Financeira, assim como as demais áreas, procura equilíbrio entre rentabilidade vis
a vis o risco incorrido, de modo a não expor seu patrimônio nem sofrer com oscilações bruscas
de preço ou mercado. Objetivando uma administração de capital saudável, a Companhia tem a
política de preservar liquidez com o monitoramento próximo do fluxo de caixa de curto e
longo prazo.
71
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Informamos que não houve alteração quanto à política da administração de capital da
Companhia em relação a exercícios anteriores e nem a Companhia e suas subsidiarias,
controladas e controladas em conjunto estão sujeitas a exigências externas impostas de
Capital.
Consolidado
2010
2009
1º de janeiro
de 2009
Empréstimos e financiamentos
Cédula de crédito imobiliário
Obrigações por compra de ativos
164.066
461.206
58.008
116.986
451.854
87.156
180.459
198.734
28.097
Total
683.280
655.996
407.290
(17.709)
(288.077)
(9.427)
(47.844)
(8.780)
(26.832)
377.494
598.725
371.678
1.238.537
620.671
648.726
30,47%
96,46%
57,29%
(-) Caixa e equivalentes de caixa
(-) Títulos e Valores Mobiliários
Dívida líquida (A)
Total do patrimônio líquido (B)
Relação divida líquida sobre capital ajustado em 31 de
dezembro (A/B)
7
Informações por segmento
As informações por segmento são divididas em: (i) atividades de shopping center, subdivididas
em aluguel e estacionamento; e (ii) prestação de serviços.
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Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais, exceto quando mencionado)
Para fins de administração, a Aliansce é dividida em unidades de negócio, com base na operação
de shopping center e a operação de prestação de serviços. Os segmentos operacionais a serem
reportados são definidos conforme abaixo:
Shopping center: engloba as atividades que estão associadas ao empreendedor do shopping, e
devido a peculiaridade e natureza dessas operações estão subdivididas em:
Aluguel: refere-se ao arrendamento operacional dos shoppings centers classificados como
propriedade para investimento pela Companhia. Cabe ressaltar que o segmento inclui os
aluguéis, cessão de direito de uso (CDU) e receita de taxa de transferência;
Estacionamento: refere-se à exploração da área de estacionamento do shopping Center;
Prestação de serviços: compreende aos serviços de comercialização, administração de aluguel
e condomínio e incorporação/planejamento desenvolvidos em shopping centers próprios e de
terceiros.
Não existem ativos alocados a atividade de serviços da Companhia.
A administração da Companhia monitora de forma segregada os resultados operacionais de suas
unidades de negócio, a fim de tomar decisões sobre alocação de recursos e melhor usufruto das
suas fontes. O desempenho de cada segmento é medido com base no resultado bruto de suas
demonstrações financeiras consolidadas. Algumas receitas e despesas (receita financeira, despesa
financeira, despesas gerais e administrativas, imposto de renda e contribuição social), além do
ativo e passivo não são objeto de análise por segmento operacional, uma vez que a administração
da Aliansce entende que os itens não considerados na análise são indivisíveis, com características
corporativas e menos relevantes para a tomada de decisão, no que diz respeito aos segmentos
operacionais ora definidos.
As receitas e custos entre as empresas controladas e coligadas são eliminadas por ocasião da
consolidação.
73
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
2010
2009
Shopping
Shopping
Itens
Aluguel
Estacionamento
Aluguel + Estac.
Serviços
Total
Aluguel
Estacionamento
Aluguel + Estac
Serviços
Total
Receita Líquida
Custo
143.961
(47.149)
22.235
(11.448)
166.196
(58.597)
24.930
(5.201)
191.126
(63.798)
109.700
(37.310)
11.615
(3.812)
121.315
(41.122)
18.753
(5.124)
140.068
(46.246)
96.812
10.787
107.599
19.729
127.328
72.390
7.803
80.193
13.629
93.822
Resultado bruto
74
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
8
Caixa e equivalentes de caixa
Aliansce Consolidado
Caixa e bancos conta movimento
Aliansce
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
17.709
9.427
8.780
31/12/2010 31/12/2009
5.158
1.654
1º/1/2009
2.764
A Companhia inclui na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” dinheiro em caixa e depósitos
bancários. As aplicações financeiras da Companhia e suas controladas são registradas na rubrica
“Títulos e valores mobiliários” pelo fato da administração entender que estas não se enquadram
na definição de caixa e equivalente de caixa, conforme o CPC 03 - Demonstração dos fluxos de
caixa. A exposição dos riscos de taxas de juros e uma análise de sensibilidade são divulgadas na
nota explicativa nº 26.
75
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
9
Títulos e valores mobiliários
Aliansce Consolidado
Ativos financeiros mantidos para
negociação
Letra de Crédito de Agronegócio
(LCA)
Certificado de Depósitos Bancários
(CDB)
Fundo de renda fixa
Debêntures
Shop FI Renda Fixa CP
CDB Pós fixado (*)
CDB Pós (*)
Debênture Open(*)
Depob liq. Antecipada (*)
Títulos públicos – LFT (*)
Letras financeiras (*)
(-) Taxa de administração (*)
venda:
Fundo de Investimento
Imobiliário Via Parque
Shopping (FIIVPS) (a)
Circulante
Não circulante
Aliansce
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
-
11.381
6.342
-
1.450
4.502
8.375
24.029
18.801
65.447
36.688
31.776
50.180
3.305
49.572
(96)
668
5.013
30.782
-
5.595
0
14.895
-
15
9.103
17.777
230.877
-
5.013
16.186
-
6.507
-
334.518
622.595
145.506
193.350
196.849
223.681
334.518
592.290
145.506
168.155
196.849
207.858
288.077
334.518
47.844
145.506
26.832
196.849
257.772
334.518
22.649
145.506
11.009
196.849
(*) Composição da carteira do Fundo de Investimento exclusivo Shop FI Renda Fixa Crédito Privado.
A Companhia possui ativos financeiros classificados como investimentos mantidos para
negociação e com isso, os mesmos são mensurados a valor justo por meio de resultado com a
finalidade de venda no curto prazo na oportunidade do negocio que gerar melhor rentabilidade
dos fundos. Tais investimentos possuem taxas de juros de 98,0% a 101,4% do CDI com o
vencimento ao longo de 2011.
76
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
A Companhia objetiva gerir o disponível buscando o perfeito equilíbrio entre a liquidez com a
rentabilidade, tendo em vista o plano de investimento programado para os próximos anos. A fim
de viabilizar nossa estratégia, seguimos as diretrizes mediante exposto abaixo:
Distribuir o risco por instituição financeira priorizando liquidez e rentabilidade:
Liquidez
Diária
1 a 90 dias
91 a 180 dias
+ 180 dias
Total
% PL
72,38%
15,86%
9,86%
1,90%
100,00%
31/12/2010
171.522
37.579
23.360
4.507
236.968
Aplicar os recursos da Companhia em instituições financeiras de primeira linha e títulos
públicos com rating mínimo de “investment grade” emitidos pelas maiores agências de
ratings globais (Moody’s, Austin, S&P, Fitch).
77
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
a. Fundo de Investimento Imobiliário Via Parque Shopping (FIIVPS)
Esse ativo está registrado pelo valor justo, e em 31 de dezembro de 2010 foi atualizado
tomando-se como base o fluxo de caixa descontado pela taxa calculada pela metodologia do
CAPM (Capital Asset Pricing Model), levando em consideração a taxa livre de risco e
prêmio de mercado calculados com base no mercado de ações norte-americano, o risco Brasil
e o beta médio da indústria de shopping centers brasileira. Em 2009, o valor justo do FIIVPS
foi baseado em dados da transação mais recente do mercado entre partes independentes com
conhecimento do negócio e interesse em realizá-lo sem favorecimentos.
Aliansce Consolidado e Aliansce
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Quantidade de cotas possuídas
do FIIVPS
Participações nas cotas do
FIIVPS
1.476.354
1.476.354
1.815.648
69,62%
69,62%
85,62%
145.506
196.849
58.900
-6.305
-22.861
-9.395
Saldo no início do período
Distribuições recebidas a título
de retorno de capital
Venda de 16% de participação
no FIIVPS
Ajuste a valor justo
-
-33.440
-
195.317
4.958
147.344
Saldo final do período
334.518
145.506
196.849
78
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
10
Contas a receber
Aliansce Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
Aliansce
1º/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
Aluguéis e serviços a receber
CDU a receber
Condomínio a receber
37.022
2.152
6.421
33.406
2.846
5.110
23.351
2.890
3.867
7.873
189
6.000
276
5.630
159
Subtotal
45.595
41.362
30.108
8.062
6.276
5.789
Provisão para crédito de liquidação
duvidosa
(5.345)
(8.120)
(6.863)
Total
40.250
33.242
23.245
Circulante
Não circulante
39.249
1.001
32.244
998
22.331
914
(675)
7.387
7.387
-
(366)
-
5.910
5.789
5.910
-
5.789
-
As perdas estimadas por redução no valor recuperável em relação aos recebíveis são constituídas
com base em evidência de perda de valor para seus recebíveis tanto no nível individualizado
como no nível coletivo. Todos os recebíveis individualmente significativos são avaliados quanto
a perda de valor específico. Todos os recebíveis individualmente significativos identificados
como não tendo sofrido perda de valor individualmente são então avaliados coletivamente quanto
a qualquer perda de valor que tenha ocorrido, mas não tenha sido ainda identificada. Recebíveis
que não são individualmente importantes são avaliados coletivamente quanto a perda de valor por
agrupamento conjunto desses recebíveis com características de risco similares.
Ao avaliar a perda de valor recuperável de forma coletiva a Companhia utiliza tendências
históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda
incorridos, ajustados para refletir o julgamento da administração quanto as premissas se as
condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão
maiores ou menores que as sugeridas pelas tendências históricas.
79
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
A composição por idade de vencimento de contas a receber é apresentada a seguir:
Aliansce Consolidado
Aliansce
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
A vencer
Vencidas até 90 dias
Vencidas de 91 a 180 dias
Vencidas de 181 a 360 dias
Vencidas há mais de 360 dias
27.933
4.709
2.302
3.770
6.882
26.767
2.588
1.165
3.255
7.587
18.742
2.157
1.572
2.941
4.696
5.451
1.430
269
411
501
5.097
273
108
307
491
4387
347
313
308
434
Total
45.596
41.362
30.108
8.062
6.276
5.789
O movimento na provisão para perdas por redução no valor recuperável em relação aos
recebíveis durante o ano foi o seguinte:
Aliansce
Consolidado
2010
2009
(8.120)
(6.863)
4.890
1.872
(2.115)
(3.129)
(5.345)
(8.120)
Saldo em 1° de janeiro
Perdas no contas a receber
Reversão/(constituição) de PDD
Saldo em 31 de dezembro
80
Aliansce
2010
2009
(366)
1.013
1.088
(1.322)
(1.454)
(675)
(366)
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
11
Transações com partes relacionadas
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
Ativo circulante
Passivo
não circulante
Transação/
resultado
Ativo circulante
Passivo
não circulante
Transação/
resultado
Ativo circulante
Passivo
não circulante
-
-
3.516
2.575
-
-
4.837
1.404
-
-
Controle em conjunto:
Shopping Iguatemi Salvador
Shopping Taboão
Shopping Grande Rio
Shopping Campina Grande
Boulevard Shopping Brasília
Outros
FIIVPS
415
535
-
(1.940)
(751)
(130)
(292)
(316)
(2.646)
(16)
808
-
(1.626)
(731)
(247)
(333)
(493)
(1.314)
(1.497)
894
-
Coligadas:
Colina Shopping Centers Ltda.
Administradora Carioca Ltda.
C.P. Center Osasco
Expoente 1000
Cencom S.A.
13
26
279
-
(1.159)
-
-
43
176
22
274
-
(2.610)
-
-
43
82
31
9.798
-
(2.440)
(2.240)
Consolidado
Controladas:
Aliansce Shopping Centers S.A.
Aliansce Ass. Comercial Ltda.
81
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
31/12/2010
Consolidado
Outras partes relacionadas:
Pessoas físicas
Carrefour
América Futebol Clube
Multiplan
NRG Empreendimentos Ltda.
Status
Outros
31/12/2009
1º/1/2009
Passivo não
circulante
Transação
resultado
Ativo circulante
Passivo não
circulante
Transação
resultado
Ativo circulante
2.934
3.994
6.131
(74)
-
-
85
3.908
3.984
3.994
5.000
405
(29.117)
(74)
-
-
6.918
3.908
4.685
3.994
390
(6.497)
(28)
14.327
(1.233)
-
18.699
(31.801)
-
30.743
(11.205)
Ativo circulante
Passivo não
circulante
-
82
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
31/12/2010
Controladora
Controladas:
Boulevard Shopping Belém S.A.
Yangon Participações Ltda.
Nibal Participações Ltda.
SDT 3 Centro Comercial Ltda.
Frascatti Inv. Imobiliários Ltda.
Acapurana Participações Ltda.
RRSPE Empreendimentos e Participações Ltda.
Albarpa Participações Ltda.
FIIVPS
2008 Empreendimentos Comerciais S.A.
Aliansce Assessoria Comercial Ltda.
CDG Centro Comerc.
Cencom
Barpa
NRG Empreendimentos Ltda.
Outros
Ativo circulante
31/12/2009
Passivo não circulante
1º/1/2009
Ativo circulante
Passivo não circulante
10
27
116
7.792
3.994
16
(18.392)
(6.804)
(4.851)
(339)
(850)
(11.742)
(784)
(2)
5
27
808
3.994
86
(15.000)
(10.004)
(15.555)
(338)
(700)
(850)
(11.742)
-
11.955
(43.764)
4.920
(54.189)
83
Ativo circulante
72
450
894
3.994
85
5.495
Passivo não circulante
(1.453)
(7.407)
(456)
(21.214)
(1.715)
(3.702)
(35.947)
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Os principais saldos de ativos e passivos em 31 de dezembro de 2010 e 31 de dezembro de 2009,
bem como as transações que influenciaram os resultados dos períodos, relativas a operações com
partes relacionadas, decorrem de transações entre a Companhia, entidades controladas em
conjunto, controladas, coligadas e outras partes relacionadas, conforme a seguir:
Em 30 de setembro de 2008, a Companhia locou as frações ideais de propriedade de sua
subsidiária integral Nibal (detentora de 41,59% do Condomínio Naciguat e 38,0% do
Shopping Taboão), passando a ser titular no recebimento das receitas dos mesmos, por meio
da operação que resultou na emissão de CCI no valor de R$ 200.000, conforme divulgado na
nota explicativa nº 17;
O saldo de passivo da Aliansce com a Albarpa refere-se a conta-corrente com a Barpa
(empresa incorporada em 31 de dezembro de 2009 pela Albarpa), sem remuneração e sem
vencimento, cujas captações ocorreram até dezembro de 2009, em montante que alcança R$
11.742 em 31 de dezembro de 2010 (dezembro 2009: R$ 11.742).
O saldo de passivo da Aliansce com a Yangon Participações Ltda. (“Yangon”) refere-se a
conta-corrente, sem remuneração e sem vencimento, firmada entre ambas, cujas captações
ocorreram durante o exercício de 2009, cujo montante alcança R$ 6.804 (dezembro 2009: R$
10.003). No período de outubro a dezembro de 2010, a Aliansce pagou um montante de R$
3.200;
O saldo de passivo da Aliansce com a Boulevard Belém refere-se à operação de mútuo, com
remuneração de TR + 12,3561% a.a. e sem vencimento, firmada entre ambas cuja captação
ocorreu em fevereiro de 2009, cujo montante alcança, em 31 de dezembro de 2010, R$
18.392 (dezembro 2009: R$ 15.000);
Em 27 de fevereiro de 2009, a Matisse locou da Boulevard Belém S.A. as frações ideais do
Shopping Boulevard Belém, passando a ser titular no recebimento das receitas de aluguel do
mesmo, por meio da operação que resultou na emissão de CCI no valor de R$ 150.000,
conforme divulgado na Nota Explicativa nº 17;
84
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, a Aliansce possui créditos com a NRG
Empreendimentos Ltda. no valor de R$ 3.994 referentes aos investimentos realizados na
aquisição do Boulevard Shopping S.A.;
Conforme mencionado na nota explicativa nº 24, em 2009, a Companhia emitiu R$ 49.632
em debêntures sob as mesmas condições contratuais da operação de CRI firmada entre a
Boulevard Belém e a Matisse, adquiridas na totalidade pela Boulevard Belém;
Conforme divulgado na nota explicativa nº 20, em 31 de dezembro de 2010, a Boulevard
Shopping possui uma obrigação por aquisição de terreno com América Futebol Clube no
valor de R$ 2.934 (dezembro 2009: R$ 3.985);
A controlada Boulevard Belém possui saldo de ativo no valor de R$ 6.131 em 31 de
dezembro de 2010 (dezembro 2009: R$ 5.000), referente a mútuo, com remuneração de TR +
12,3561% a.a. e sem vencimento, com Status Construções Ltda;
Em 02 de dezembro de 2010, a Companhia possui um saldo a receber de R$ 7.792 com a
CDG Centro Comercial Ltda., referente a conta-corrente cedido da Rique Empreendimentos;
As transações/resultados referem-se à taxa de administração cobrada dos condomínios pelas
administradoras Aliansce e Niad, as quais correspondem a um valor fixo mensal de,
aproximadamente, R$ 20 por condomínio (dezembro 2009: R$ 20), ou 5% do orçamento
mensal do condomínio. Adicionalmente, contempla eventuais valores a pagar cobrados pelas
administradoras quando da expansão dos shoppings centers;
Os saldos com América Futebol Clube (MG) e Carrefour referem-se a adiantamentos
efetuados por conta da construção do empreendimento Boulevard Shopping, em Belo
Horizonte, Minas Gerais; e
85
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Remuneração de diretores e pessoal chave da administração
A remuneração do pessoal-chave da administração, que inclui os conselheiros e diretores
totalizou R$ 9.460 (em 31 de dezembro de 2009 - R$ 4.970). Neste valor estão englobados
benefícios de curto prazo, que correspondem a: (i) pro-labore pago à diretoria e aos membros do
Conselho de Administração; (ii) bônus pago à diretoria e (iii) outros benefícios, como plano de
saúde.
Adicionalmente, a Companhia possui política de remuneração baseada em ações conforme
divulgado em nota explicativa nº 34.
A Companhia não possui benefícios de longo prazo.
Não há pessoas chaves da administração nas subsidiarias e controladas da Companhia
12
Investimentos
Aliansce Consolidado
31/12/2010
Investimentos
Ágio
Total
172
172
31/12/2009
173
173
Aliansce
1º/1/2009
31/12/2010
52.269
6.528
58.797
732.828
90.298
823.126
31/12/2009
543.757
74.252
618.009
1º/1/2009
478.805
78.125
556.930
a. Sociedades controladas
Sociedades
controladas/
Controladas em
conjunto
Participação nos
empreendimentos/shopping
Investimento da
Companhia
Investimentos em
empreendimentos/
shopping
86
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
Atividades
das investidas
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Sociedades
controladas/
Controladas em
conjunto
Nibal Participações
Ltda.
Yangon
Participações
Ltda.
Participação nos
empreendimentos/shopping
Investimento da
Companhia
99,99%
99,99%
Investimentos em
empreendimentos/
shopping
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
Atividades
das investidas
Shopping Boulevard
Belém S.A.
75,00%
75,00%
-
Empresa proprietária
de 100,0% do
Shopping Boulevard
Belém.
Matisse Participações
S.A.
75,00%
75,00%
-
Shopping Center
Shopping Iguatemi
Salvador - Condomínio
Naciguat
41,59%
41,59%
41,59%
Shopping Center
Acapurana
Participações Ltda.
99,99%
99,99%
99,99%
Empresa proprietária
de 50% do Santana
Parque Shopping
Shopping Taboão
38,00%
38,00%
38,00%
Shopping Center
Lojas C&A - Shopping
Iguatemi Salvador
44,58%
44,58%
44,58%
Espaço comercial
Shopping Campina
Grande
36,52%
30,52%
30,52%
Shopping center
Shopping Iguatemi
Salvador - Condomínio
Riguat
56,51%
56,51%
56,51%
Shopping Center
SCGR Empreendimentos
e Participações S.A. (1)
40,00%
40,00%
40,00%
Empresa proprietária
de 50% do Shopping
Grande Rio
Lojas C&A - Shopping
Grande Rio/Feira de
Santana
100,00%
100,00%
100,00%
Espaço comercial
10,00%
87
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Sociedades
controladas/
Controladas em
conjunto
Participação nos
empreendimentos/shopping
Investimento da
Companhia
SCGR
Empreendimentos
e Participações
S.A. (1)
Albarpa
Participações
Ltda.
Investimentos em
empreendimentos/
shopping
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
Atividades
das investidas
Shopping Grande Rio
50,00%
50,00%
50,00%
Shopping Center
GR Parking
Estacionamentos Ltda.
50,00%
-
-
Administradora de
estacionamento
Carioca Shopping
40,00%
40,00%
-
Shopping Center
Caxias Shopping
40,00%
40,00%
-
Shopping Center
Supershopping Osasco
33,58%
31,52%
-
Shopping center
Barpa Empreend. e Part.
S.A (3).
-
-
99,99%
30,00%
30,00%
-
99,99%
BSC Shopping
Centers S.A.
Alsupra
Participações
Ltda.
99,99%
Boulevard
Shopping S.A. (2)
70,00%
Supra Empreend. e Part.
S.A. (3)
Shopping Center
Boulevard
88
Shopping center
99,99%
100,00%
100,00%
100,00%
Shopping Center
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Sociedades
controladas/
Controladas em
conjunto
Participação nos
empreendimentos/shopping
Investimento da
Companhia
Investimentos em
empreendimentos/
shopping
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
Atividades
das investidas
Shopping Iguatemi
Salvador Condomínio Riguat
14,98%
14,98%
14,98%
Shopping Center
RRSPE
Empreendimentos
e Participações
Ltda.
99,99%
2008
Empreendimentos
Comerciais (1)
50,00%
Boulevard Shopping
Brasília
100,00%
100,00%
100,00%
Shopping Center
BSC Shopping
Centers S.A.
70,00%
Bangu Shopping
100,00%
100,00%
100,0%
Shopping Center
SDT3 Centro
Comercial Ltda.
(1)
38,00%
-
-
-
-
Administradora de
estacionamento
Manati
Empreendimentos
e Participações
(1)
50,00%
Shopping Santa
Úrsula
75,00%
75,00%
75,00%
Shopping Center
100,%
Colina Shopping Center
Ltda (1)
50,00%
50,00%
-
Administradora de
Shopping Centers
Aliansce Assessoria
Comercial Ltda.
99,99%
-
-
-
-
Comercializadora de
shopping centers
Aliansce Services serv. de adm. em
99,99%
-
-
-
-
Central de serviços
compartilhados
NIAD
Administração
Ltda.
89
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Sociedades
controladas/
Controladas em
conjunto
Participação nos
empreendimentos/shopping
Investimento da
Companhia
Investimentos em
empreendimentos/
shopping
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
Aliansce
Estacionamentos
Ltda.
99,99%
-
-
-
-
Administradora de
estacionamentos
Haleiwa
Empreendimentos
Imobiliários Ltda.
(1)
50,00%
Empreendimento em
desenvolvimento em
Maceió
100,00%
100,00%
-
Shopping Center
Norte Shopping
Belém S.A. (1)
50,00%
Parque Shopping (em
desenvolvimento)
100,00%
-
-
Shopping Center
Degas
Empreendimentos
e Participações
S.A.
99,99%
-
-
-
-
Participação no capital
de outras sociedades
50,00%
Boulevard Shopping
Campos (em
desenvolvimento)
100%
-
-
Shopping Center
99,99%
-
-
-
-
Participação no capital
de outras sociedades
Atividades
das investidas
geral
CDG Centro
Comercial Ltda.
Rodin
Empreendimentos
e Participações
Ltda.
90
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Sociedades
controladas/
Controladas em
conjunto
Participação nos
empreendimentos/shopping
Investimento da
Companhia
Investimentos em
empreendimentos/
shopping
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
Renoir
Empreendimentos
e Participações
Ltda.
99,99%
-
-
-
-
Participação no capital
de outras sociedades
Gaudi Empreend. e
Part. Ltda.
99,99%
-
-
-
-
Participação no capital
de outras sociedades
Atividades
das investidas
(1)
SCGR, SDT3, 2008 Empreendimentos, Manati, Colina, Haleiwa, Norte Shopping Belém e CDG são consolidadas pelo
método de consolidação proporcional por se tratarem de controladas em conjunto.
(2)
A Companhia subscreveu e integralizou 61.837 novas ações na Boulevrad Shopping S.A. pelo valor de R$35.000 em 30
de setembro de 2010, aumentando sua participação na sociedade de 70% para 76,44% do capital social da Boulevard. A
Companhia retornou a sua participação original da sociedade após a cisão parcial da Boulevard e permuta de ações da
Boulevard e Degas entre Aliansce e NFM, conforme divulgado na nota 1.
(3)
As subsidiárias integrais Barpa Empreendimentos e Participações Ltda e Supra Empreedimentos e Participações Ltda.
foram incorporadas em 31 de dezembro de 2009 pela Albarpa Participações Ltda.
O valor de R$ 10.315 registrado em 2009 representa o saldo de equivalência na empresa Cencom
S/A e Frascatti Investimentos Imobiliários Ltda.. A Companhia reconheceu ganho de R$ 49.243
em 2010 (2009: R$ 57.309) de equivalência patrimonial em coligadas, controladas e
empreendimentos controlados em conjunto.
Em 2010 a Companhia não recebeu dividendos de companhias coligadas registradas por
equivalência patrimonial (2009: R$ 3.936). A Controladora recebeu R$ 20.152 em dividendos de
companhias registradas por equivalência patrimonial (2009: R$ 31.788).
Nenhuma das companhias contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial tem suas
ações negociadas em bolsa de valores, as quais são listadas na Bolsa de Valores, Mercadorias e
Futuros de São Paulo (BOVESPA).
Os quadros abaixo apresentam um sumário das informações financeiras em empresas
controladas, coligadas e empreendimentos controlados em conjunto.
91
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
b. Dados sobre as participações
Aliansce - Em 1º de janeiro de 2009
Empresa
Nibal Participações Ltda.
Albarpa Participações Ltda.
Shopping Boulevard S.A.
Yangon Participações Ltda.
BSC Shopping Centers S.A.
Alsupra Participações Ltda.
Manati Empreendimentos e Participações
SCGR Empreendimentos e Participações S.A.
Haleiwa Empreendimentos Imobiliários Ltda.
2008 Empreendimentos Comerciais S.A.
RRSPE Empreendimentos e Participações Ltda.
Aliansce Assessoria Comercial Ltda.
Niad Administração Ltda.
SDT 3 Centro Comercial Ltda.
Frascati Investimentos Imobiliários Ltda.
Cencom
Total
Participação
%
100,00%
100,00%
70,00%
100,00%
70,00%
100,00%
50,00%
10,00%
50,00%
50,00%
100,00%
100,00%
100,00%
38,00%
100,00%
32,69%
Quantidade
de ações/cotas
possuídas
8.122.800
93.145
70
8.336
66.087
24.792
21.443
180
14.946
571
6.442
10
100
78.573
2.865
Ativos
circulantes
4.784
644
769
10.112
4.289
42
908
5.632
4
1.258
1.150
1.348
658
389
5.976
17.601
55.564
Ativos não
circulantes
307.702
93.772
92.608
37.217
122.441
25.493
48.930
27.351
26.576
18.424
6.216
47
35
1.861
64.098
165.331
1.038.102
Total de
ativos
312.486
94.416
93.377
47.329
126.730
25.535
49.838
32.983
26.580
19.682
7.366
1.395
693
2.250
70.074
182.932
1.093.666
92
Passivos
circulantes
6.606
487
7.375
3.653
17.140
310
2.188
28
320
118
375
23
1.679
46
73.625
113.973
Passivos não
circulantes
212.263
11.288
536
42.696
166
7.243
1.636
293
12
525
65.502
342.160
Patrimônio
líquido
93.617
93.929
74.714
43.140
66.894
25.535
49.362
23.552
26.552
17.724
6.955
1.008
670
571
69.503
43.805
637.531
Total de
passivos
312.486
94.416
93.377
47.329
126.730
25.535
49.838
32.983
26.580
19.680
7.366
1.395
693
2.250
70.074
182.932
1.093.664
Receita
33.443
3.503
13.192
22.505
780
4.155
13.159
732
1.912
9.044
2.076
9.271
9.693
67.073
190.538
Despesa
(30.024)
(4.210)
(4.783)
(21.251)
(1.114)
(8.174)
(6.693)
(804)
(799)
(7.754)
(476)
(6.150)
(390)
(39.355)
(131.977)
Lucro ou
prejuízo
3.419
(707)
8.409
1.254
(334)
(4.019)
6.466
(72)
1.113
1.290
1.600
3.121
9.303
27.718
58.561
Equivalência
patrimonial
3.419
(707)
8.409
878
(334)
(2.009)
647
(128)
1.113
1.290
1.600
1.186
9.303
10.246
34.913
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce - Em 31 de dezembro de 2009
Empresa
Nibal Participações Ltda.
Albarpa Participações Ltda.
Shopping Boulevard S.A.
Yangon Participações Ltda.
BSC Shopping Centers S.A.
Alsupra Participações Ltda.
Manati Empreendimentos e Participações
SCGR Empreendimentos e Participações S.A.
Haleiwa Empreendimentos Imobiliários Ltda.
2008 Empreendimentos Comerciais S.A.
RRSPE Empreendimentos e Participações Ltda.
Aliansce Assessoria Comercial Ltda.
Cencom S.A.
Frascatti Investimentos
Niad Administração Ltda.
SDT 3 Centro Comercial Ltda.
Total
Participação %
Quantidade
de ações/cotas
possuídas
Ativos
circulantes
Ativos não
circulantes
Total de
ativos
Passivos
circulantes
Passivos não
circulantes
Patrimônio
líquido
Total de
passivos
Receita
Despesa
Lucro ou
prejuízo
Equivalência
patrimonial
100,00%
100,00%
70,00%
100,00%
70,00%
100,00%
50,00%
10,00%
50,00%
50,00%
100,00%
100,00%
100,00%
38,00%
8.122.800
118.026
70
42.559
5.057
1
21.443
180
14.946
571
6.442
10
100
3
3.035
8.313
24.229
5.306
6.359
1
2.182
4.296
94
1.570
498
1.243
408
100
331.978
140.107
198.460
43.431
120.898
93.715
61.688
36.188
28.096
37.402
6.760
48
8
1.552
335.013
148.420
222.689
48.737
127.257
93.716
63.870
40.484
28.190
38.972
7.258
1.291
416
1.652
6.792
4.735
22.765
548
2.301
30.000
2.644
8.312
10
426
97
396
31
1.576
204.615
28.711
70.783
927
9.710
54.663
722
11.432
302
3.660
307
10
-
123.606
114.974
129.141
47.262
115.246
9.053
60.504
20.740
27.878
34.886
6.854
885
385
76
335.013
148.420
222.689
48.737
127.257
93.716
63.870
40.484
28.190
38.972
7.258
1.291
416
1.652
45.506
5.040
8.272
15.626
30.450
1.793
3.128
15.808
890
2.770
2.159
6.468
1.535
4.889
(27.724)
(12)
(7.125)
(4.833)
(18.422)
(8)
(6.124)
(5.838)
(464)
(4.968)
(861)
(5.940)
(280)
(4.852)
17.782
5.028
1.147
10.793
12.028
1.785
(2.996)
9.970
426
(2.198)
1.298
528
1.255
37
17.885
5.817
803
10.793
8.621
1.785
(1.533)
997
213
(1.099)
1.298
528
3.744
6.189
1.254
14
-
-
57.634
1.100.331
1.157.965
80.633
385.842
691.490
1.157.965
144.334
(87.541)
56..883
57.309
93
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce - Em 31 de dezembro de 2010
Empresa
Nibal Participações Ltda.
Albarpa Participações Ltda.
Shopping Boulevard S.A.
Yangon Participações Ltda.
BSC Shopping Centers S.A.
Alsupra Participações Ltda.
Manati Empreendimentos e Participações
SCGR Empreendimentos e Participações S.A.
Haleiwa Empreendimentos Imobiliários Ltda.
2008 Empreendimentos Comerciais S.A.
RRSPE Empreendimentos e Participações Ltda.
Aliansce Assessoria Comercial Ltda.
Niad Administração Ltda.
Aliansce Services
Aliansce Estacionamento
SDT 3 Centro Comercial Ltda.
Norte Shopping Belém S.A.
Degas emprendimentos e Participações S.A.
Rodin Empreendimentos e Participações Ltda.
Renoir Empreendimentos e Participações Ltda.
CDG Centro Comercial Ltda.
Gaudi Empreend. e participações Ltda.
Total
Participação %
100,00%
100,00%
70,00%
100,00%
70,00%
100,00%
50,00%
10,00%
50,00%
50,00%
100,00%
100,00%
100,00%
100,00%
100,00%
38,00%
50,00%
99,90%
99,90%
99,90%
50,00%
99,99%
Quantidade de
ações/cotas
possuídas
11.220.885
118.026
239
42.559
11.025
30.401
21.443
180
13.418
571
6.442
20
100
803
10
3
21.106
27.432
50.100
1
13.953
1
-
Ativos
circulantes
1.598
12.657
6.818
3.572
8.548
572
7.908
6.754
194
2.554
705
2.515
830
297
672
292
544
50
50
1.752
58.882
Ativos não
circulantes
342.447
145.746
289.240
52.289
137.212
97.424
59.912
35.748
31.432
40.128
7.525
50
33
726
1.568
20.348
27.360
50.050
1
42.356
2
1.381.597
Total de
ativos
344.045
158.403
296.058
55.861
145.760
97.996
67.820
42.502
31.626
42.682
8.230
2.565
863
1.023
672
1.860
20.892
27.410
50.100
1
44.108
2
1.440.479
Passivos
circulantes
3.557
6.603
18.819
744
5.812
19
338
2.004
28
870
147
756
25
301
547
1.710
898
9
1
2.162
45.350
Passivos
não
circulantes
202.635
26.909
120.026
1.286
8.493
62.671
1.914
10.980
1.120
4.618
376
125
40
1
16.476
457.670
Patrimônio
líquido
137.853
124.891
157.213
53.831
131.455
35.306
65.568
29.518
30.478
37.194
7.707
1.684
838
722
125
150
19.954
27.401
50.100
(1)
25.470
2
937.459
Total de
passivos
344.045
158.403
296.058
55.861
145.760
97.996
67.820
42.502
31.626
42.682
8.230
2.565
863
1.023
672
1.860
20.892
27.410
50.100
1
44.108
2
1.440.479
Receita
47.074
20.446
16.586
16.556
33.999
5.377
6.068
18.130
2.404
7.562
2.056
7.733
1.634
2.466
7.047
5.800
134
1
22
201.095
Despesa
(35.335)
(9.315)
(15.585)
(3.675)
(13.820)
(9.523)
(6.486)
(6.154)
(984)
(7.318)
(703)
(6.944)
(231)
(2.547)
(6.932)
(5.729)
(1.286)
(31)
(1)
(2)
(1.032)
(133.633)
Lucro ou
prejuízo
11.739
11.131
1.001
12.881
20.179
(4.146)
(418)
11.976
1.420
244
1.353
789
1.403
(81)
115
71
(1.152)
(31)
(2)
(1.010)
67.462
Equivalência
patrimonial
12.294
11.131
700
12.881
13.252
(4.146)
(209)
1.198
710
(1.059)
1.353
789
1.403
(81)
115
27
(577)
(31)
(2)
(505)
49.243
O quadro acima apresenta um sumário das informações financeiras em empresas controladas, coligadas e empreendimentos controlados em conjunto. Em observância ao CPC 43, a Companhia ajustou a equivalência
patrimonial de suas coligadas na Aliansce, de forma a refletir o efeito da capitalização de juros sobre os empréstimos reconhecidos nas demonstrações consolidadas (CPC 20).
94
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
c. Movimentação de investimentos
Aliansce - Em 31 de dezembro de 2009
Empresa
Nibal Participações Ltda.
Albarpa Participações Ltda.
Frascatti Investimentos Imobiliários Ltda.
Shopping Boulevard S.A.
Yangon Participações Ltda.
BSC Shopping Centers S.A.
Alsupra Participações Ltda.
Manati Empreendimentos e Participações
SCGR Empreendimentos e Participações S.A.
Cencom S.A.
Haleiwa Empreendimentos Imobiliários Ltda.
2008 Empreendimentos Comerciais S.A.
RRSPE Empreendimentos e Participações Ltda.
Aliansce Assessoria Comercial Ltda.
Niad Administração Ltda.
SDT 3 Centro Comercial Ltda.
Saldo em 1º de
janeiro de 2009
89.990
89.998
69.503
45.048
43.140
43.399
25.535
24.681
2.355
13.799
13.276
9.231
6.956
1.007
670
217
478.805
Adições/
(Baixas)
20.513
25.141
(74.577)
56.685
29.905
(24.881)
7.934
(14.307)
450
4.805
31.668
Ganho/
(Perda)
(1.289)
(1.289)
95
Resultado de
equivalência patrimonial
17.885
5.816
6.189
803
10.793
8.620
1.785
(1.532)
997
3.744
213
(1.099)
1.299
528
1.255
13
57.309
Dividendos
(8.305)
(5.192)
(1.115)
(6.672)
(1.050)
(2.438)
(1.278)
(1.947)
(1.401)
(650)
(1.540)
(200)
(31.788)
ICPC 09 - Aquisição de
participação de não controladores
9.052
9.052
Saldo em
31/12/2009
120.083
115.763
102.536
47.261
80.874
9.053
31.083
2.074
13.939
12.937
6.854
885
385
30
543.757
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce – Em 31 de dezembro de 2010
Empresa
Nibal Participações Ltda.
Albarpa Participações Ltda.
Shopping Boulevard S.A.
Yangon Participações Ltda.
BSC Shopping Centers S.A.
Alsupra Participações Ltda.
Manati Empreendimentos e Participações
SCGR Empreendimentos e Participações S.A.
Haleiwa Empreendimentos Imobiliários Ltda.
2008 Empreendimentos Comerciais S.A.
RRSPE Empreendimentos e Participações Ltda.
Aliansce Assessoria Comercial Ltda.
Niad Administração Ltda.
CDG
Aliansce Services
Aliansce Estacion
Norte Shop. Belem
Degas
Rodin
Gaudi
Renoir
SDT 3 Centro Comercial Ltda.
Saldo em
31/12/2009
120.083
115.763
102.536
47.261
80.874
9.053
31.083
2.074
13.939
12.937
6.854
885
385
30
543.757
Adições/
(Baixas)
5.357
12.482
4.231
30.400
1.911
590
2.058
11
13.739
803
10
9.469
27.432
50.098
1
1
158.593
Ganho/
(Perda)
-
96
Resultado de
equivalência
patrimonial
12.294
11.131
700
12.881
13.252
(4.146)
(210)
1.198
710
(1.059)
1.353
788
1.404
(505)
(81)
115
(577)
(31)
1
(2)
27
49.243
Dividendos
(2.850)
(2.800)
(6.899)
(5.832)
(320)
(500)
(950)
(20.151)
ICPC 09 - Aquisição de
participação de não controladores
798
588
1.386
Saldo em
31/12/2010
134.884
124.892
115.718
53.831
92.525
35.307
32.784
2.952
15.239
13.936
7.707
1.684
839
13.234
722
125
8.892
27.401
50.099
1
(1)
57
732.828
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
13
Imobilizado de uso
Consolidado
2010
Computadores e periféricos
Móveis e utensílios
Máquinas e equipamentos
Benfeitorias em imóveis de
terceiros
Bens em construções
Outros ativos imobilizados
2009
Taxa
a.a
Custo
inicial
Adições
Baixa
Transf.
Custo
Deprec.
acum.
Valor
líquido
Valor
líquido
20%
10%
10%
1.256
195
18
247
49
33
-
-
1.503
244
51
(838)
(73)
(4)
665
171
47
630
145
16
10%
-
433
1
174
2
-
-
607
3
(198)
-
409
3
280
8
(6)
1.903
505
-
-
2.408
(1.113)
1.295
1.073
Consolidado
2009
Computadores e periféricos
Móveis e utensílios
Máquinas e equipamentos
Benfeitorias em imóveis de
terceiros
Bens em construções
Outros ativos imobilizados
Taxa
a.a
Custo
inicial
Adições
Baixa
20%
10%
10%
1.160
319
152
95
12
16
(135)
(150)
10%
-
382
16
58
62
134
2.087
319
97
2008
Custo
Deprec.
acum.
-
1.255
196
18
(625)
(51)
(2)
630
145
16
744
260
80
(12)
(8)
(9)
(189)
432
8
(6)
(152)
-
280
8
(6)
248
16
46
(314)
(189)
1.903
(830)
1.073
1.394
Transf.
Valor
líquido
Valor
líquido
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Controladora
2010
Computadores e periféricos
Móveis e utensílios
Máquinas e equipamentos
Benfeitorias em imóveis de
terceiros
Ágio mais valia - Torre BH
Taxa
a.a
20%
10%
10%
Custo
inicial
911
110
14
Adições
218
21
3
Baixa
-
10%
-
309
-
55
2.307
-
1.344
2.604
-
2009
Custo
1.129
131
17
Deprec.
acum.
(509)
(35)
(3)
-
364
- 2.307
(73)
-
291
2.307
280
-
-
3.948
(620)
3.328
982
Transf.
-
Valor
líquido
620
96
14
Valor
líquido
601
88
13
Controladora
2009
Computadores e periféricos
Móveis e utensílios
Máquinas e equipamentos
Benfeitorias em imóveis de
terceiros
Bens em construções
Outros ativos imobilizados
Taxa
a.a
Custo
inicial
Adições
Baixa
20%
10%
10%
818
99
1
93
11
13
-
10%
-
247
8
58
62
132
1.231
311
2008
Custo
Deprec.
acum.
-
911
110
14
(310)
(22)
(1)
601
88
13
680
87
1
(8)
(1)
(189)
309
-
(29)
-
280
-
247
8
54
(9)
(189)
1.344
(362)
982
1.077
Transf.
Valor
líquido
Valor
líquido
A Companhia optou pela não adoção do custo atribuído (deemed cost) ajustando os saldos de
abertura na data de transação em 1º de janeiro de 2009 para fins de comparação.
98
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
14
Propriedade para investimento
As propriedades para investimento referem-se aos empreendimentos comerciais mantidos pelas
mesmas sob arrendamento operacional. As propriedades para investimento da Companhia
referem-se aos shoppings centers já construídos e aos shoppings centers em desenvolvimento.
A Companhia também divulga que foi registrado nos Exercícios de 2010 e 2009 a capitalização
de juros pela adoção do CPC 20 - Capitalização de juros para os ativos em construção. Na tabela
abaixo, estão demonstrados os juros capitalizados registrados nas propriedades para
investimentos, alocado para cada empreendimento.
A Companhia optou por reavaliar a vida útil de seus ativos baseado em laudo elaborado por
peritos no mercado, alterando de 25 para 40 a 48 anos a vida útil dos bens, o que representou um
decréscimo de R$ 11.627 na despesa de depreciação de Propriedades para investimento no
exercício findo em 31 de dezembro 2010.
A adoção do ICPC 10 foi feita de forma prospectiva e o os ajustes reconhecidos a partir de 1º de
janeiro de 2010.
Os compromissos para construção e conclusão das obras em andamento apresentavam saldo a
decorrer de R$ 24.096 em 31 de dezembro de 2010.
Segue abaixo a tabela de conciliação da propriedade para investimento indicando o início e fim
do período reportado:
Saldo em 1º de janeiro 2009
Aquisições
Adição por capitalização de juros - CPC 20
Mais valia dos ativos - Combinação de negócios
Depreciação mais valia
Saldo em 31 de dezembro 2009
Custo
586.494
283.279
10.153
879.926
99
Aliansce Consolidado
Depreciação
Mais valia
acumulada
de ativos
(51.114)
80.421
(15.912)
57.565
(3.966)
(67.026)
134.020
Total
615.801
267.367
10.153
57.565
(3.966)
946.920
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Custo
Aquisições
Adição por capitalização de juros - CPC 20
Mais valia dos ativos - Combinação de negócios
Depreciação mais valia
Saldo em 31 de dezembro 2010
251.671
12.560
1.144.157
Aliansce Consolidado
Depreciação
Mais valia
acumulada
de ativos
(17.890)
(84.916)
22.857
(3.737)
153.140
Total
233.781
12.560
22.857
(3.737)
1.212.381
No ano de 2010, os investimentos da Companhia totalizaram R$ 251.674 com as aquisições que
totalizaram R$ 105.561 além de investimentos em Capex de Greenfields e Expansões.
No ano de 2009, realizamos investimentos da ordem de R$ 270.000, com destaque para a
aquisição de 30% de Bangu ocorrida no mês de dezembro de 2009 pelo valor de R$ 80.000 além
dos investimentos em Capex no Greenfield Boulevard BH e expansões.
O valor justo das propriedades para investimentos foi calculado internamente por profissionais
experientes do segmento de shopping centers e considerou as seguintes principais premissas:
Fluxo de caixa projetado dos shoppings em operação e projetos Greenfields anunciados pela
Companhia. Não tendo sido consideradas as expansões previstas para estes
empreendimentos. As receitas de serviços não foram incluídas na projeção.
A metodologia de projeção foi elaborada considerando os contratos existentes e suas
renovações à luz das condições atuais/esperadas de mercado projetadas para um período de
10 anos e valor residual fundamentado na perpetuidade da receita do último ano projetado
com crescimento de 2,0% a.a..
Os terrenos para futuros investimentos da Companhia estão avaliados a custo de aquisição.
100
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
O fluxo de caixa foi descontado por taxa calculada pela metodologia do CAPM, levando em
consideração a taxa livre de risco e prêmio de mercado calculados com base no mercado de
ações norte-americano, o risco Brasil e o beta médio da indústria de shopping centers
brasileira e inflação esperada divulgada pelo Banco Central do Brasil.
Com isso, o valor justo total dos empreendimentos já considerando a participação que a
Companhia detém sobre os mesmos é de R$ 2.958 milhões em 31 de dezembro de 2010, R$
2.241 milhões em 31 de dezembro de 2009.
No final do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010, a Companhia não verificou a
existência de indicadores de redução do valor recuperável dos ativos.
101
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
15
Intangível
Aliansce
2009
Ágio em aquisição de entidades
não incorporadas:
2008 Empr. Imob. Ltda.
BSC Shopping Center S.A.
Boulevard Shopping S.A.
Aliansce Ass. Com. S.A.
Direito s/ receita de estacionamento
(1)
Software
Custo
Amort.
acum.
Valor
líquido
01/01/2009
Valor
líquido
5.461
-
30.000
14.416
4.266
4.160
-
30.000
14.416
4.266
4.160
30.000
8.955
4.266
4.160
216
5.677
5.523
216
58.581
(39)
(39)
5.523
177
58.542
5.523
52.904
Vida útil
Custo
inicial
Adições
Indefinida
Indefinida
Indefinida
Indefinida
30.000
8.955
4.266
4.160
5.523
52.904
Indefinida
5 anos
Aliansce
2010
Vida útil
Ágio em aquisição de entidades
não incorporadas:
2008 Empr. Imob. Ltda.
BSC Shopping Center S.A.
Boulevard Shopping S.A.
Aliansce Ass. Com. S.A.
Norte Shopping Belém S.A.
Direito s/ receita de estacionamento (1)
Software
Indefinida
Indefinida
Indefinida
Indefinida
Indefinida
Indefinida
5 anos
Custo
inicial
Adições
30.000
14.416
4.266
4.160
5.523
177
58.542
11.808
526
856
13.190
Custo
Amort.
acum.
Valor
líquido
2009
Valor
líquido
30.000
14.416
16.074
4.160
526
5.523
1.033
71.732
(96)
(96)
30.000
14.416
16.074
4.160
526
5.523
937
71.636
30.000
14.416
4.266
4.160
5.523
177
58.542
Valor
líquido
2008
Valor
líquido
30.000
30.000
Consolidado
2009
Ágio em aquisição de entidades não
incorporadas:
2008 Empr. Imob. Ltda.
Vida útil
Custo
inicial
Adições
/Baixas
Custo
Amort.
acum.
Indefinida
30.000
-
30.000
-
102
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
BSC Shopping Center S.A.
Boulevard Shopping S.A.
Aliansce Ass. Com. S.A.
Ágio em aquisição de entidades
incorporadas:
Barpa Empr. Part. S.A.
Supra Empr. Part. S.A.
Ricshopping Emp. Part. Ltda.
EDRJ64 Participações Ltda.
Ativos intangíveis:
Direito s/ receita de estacionamento (1)
Direito de Unidade de Transferência
do Direito de Construir (UTDC) (2)
Marcas e patentes
Software
Indefinida
Indefinida
Indefinida
8.955
4.266
4.160
5.461
-
14.416
4.266
4.160
-
14.416
4.266
4.160
8.955
4.266
4.160
Indefinida
Indefinida
Indefinida
36.630
9.708
-
36.630
9.708
-
36.630
9.708
Indefinida
107.888
1.242
-
107.888
1.242
-
107.888
1.242
36.630
9.708
107.88
8
1.242
Indefinida
6.674
-
6.674
(36)
6.638
6.674
Indefinida
Indefinida
5 anos
5
(10)
2.588
291
2.588
5
281
(57)
2.588
5
224
209.518
8.340
217.858
(93)
217.765
5
(10)
209.51
8
103
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Consolidado
2010
Ágio em aquisição de entidades não
incorporadas:
2008 Empr. Imob. Ltda.
BSC Shopping Center S.A.
Boulevard Shopping S.A.
Aliansce Ass. Com. S.A.
Norte Shopping Belém S.A.
Ágio em aquisição de entidades
incorporadas:
Barpa Empr. Part. S.A.
Supra Empr. Part. S.A.
Ricshopping Emp. Part. Ltda.
EDRJ64 Participações Ltda.
Ativos intangíveis:
Direito s/ receita de estacionamento (1)
Direito de Unidade de Transferência
do Direito de Construir (UTDC) (2)
Marcas e patentes
Software
Custo
Amort.
acum.
Valor
líquido
2009
Valor
líquido
11.808
526
30.000
14.416
16.074
4.160
526
-
30.000
14.416
16.074
4.160
526
30.000
14.416
4.266
4.160
-
36.630
9.708
107.888
1.242
-
36.630
9.708
107.888
1.242
-
36.630
9.708
107.888
1.242
36.630
9.708
107.888
1.242
Indefinida
6.638
-
6.638
(31)
6.607
6.638
Indefinida
Indefinida
5 anos
2.588
5
224
217.765
174
891
13.399
2.762
5
1.115
231.164
(16)
(112)
(159)
2.746
5
1.003
231.005
2.588
5
224
217.765
Vida útil
Custo
inicial
Adições
/ Baixas
Indefinida
Indefinida
Indefinida
Indefinida
Indefinida
30.000
14.416
4.266
4.160
-
Indefinida
Indefinida
Indefinida
Indefinida
(1)
Refere-se ao direito de uso dos estacionamentos dos shoppings Santa Úrsula e Iguatemi Salvador e não possuem data de
expiração e, por isso, não são amortizados.
(2)
Refere-se ao direito de construir adquirido pelo Shopping Boulevard S.A. da empresa Decisão Empreendimentos e Construções
Ltda.. Adicionalmente, a transferência do direito de construir é regulada pela Lei nº 7.165, de 27 de agosto de 1996, e pelo
Decreto nº 9.616, de 26 de junho de 1998.
Os ágios fundamentados pela rentabilidade futura não possuem vida útil determinável e, por este
motivo, não são amortizados. A Companhia testa o valor de recuperação desses ativos
anualmente através de teste de impairment.
104
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Os direitos de exploração de estacionamentos não possuem prazo de expiração e, por este motivo,
a Companhia não define vida útil para estes ativos. A Companhia testa o valor de recuperação
desses ativos anualmente pelo teste de impairment.
Os outros ativos intangíveis com vida útil definida são amortizados pelo método linear no
período apresentado na tabela acima.
Os valores dos ágios apurados de participação em entidades estão fundamentados pela
expectativa de rentabilidade futura do ativo adquirido. Esses ativos foram amortizados até 31 de
dezembro de 2008 e, a partir de 1º de janeiro de 2009 não foram mais amortizados.
Teste de redução ao valor recuperável
O teste de impairment para validação do ágio foi feito considerando o fluxo de caixa projetado
dos shoppings que apresentam ágio quando de sua aquisição, não tendo sido consideradas as
expansões previstas para estes empreendimentos nem as receitas de serviços geradas para a
Aliansce. A metodologia de projeção foi elaborada considerando os contratos existentes e suas
renovações à luz das condições atuais/esperadas de mercado projetadas para um período de 10
anos e valor residual fundamentado na perpetuidade da receita do último ano projetado com
crescimento de 2,0% aa. O fluxo de caixa foi descontado a uma taxa nominal de 13,5% a.a., que
foi apurada pela metodologia do CAPM (Capital Asset Pricing Model), levando em consideração
a taxa livre de risco e prêmio de mercado calculados com base no mercado de ações norteamericano, o risco Brasil e o beta médio da indústria de shopping centers brasileira e inflação
esperada divulgada pelo Banco Central do Brasil.
As unidades geradoras de caixa da Companhia são os shoppings centers demonstrados nos
quadros dos ativos intangíveis.
No caso de mudanças nas principais premissas utilizadas na determinação do valor recuperável
das unidades geradoras de caixa os ágios com vida útil indefinida alocados as unidades geradoras
de caixa somados aos valores contábeis das propriedades para investimentos (unidades geradoras
de caixa) seriam substancialmente menores que o valor justo das propriedades para
investimentos, ou seja, não haveria a possibilidade de indicativo de impairment das unidades
geradoras de caixa.
105
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
16
Empréstimos e financiamentos
Informações gerais dos empréstimos e financiamentos
Instituição financeira
Empresa tomadora
Vencimento
Indexador
Taxa efetiva
de juros
Em moeda nacional:
Unibanco
Banco do Brasil
Bradesco
BNB
Itaú BBA/BNDES
Itaú BBA/BNDES
Bradesco
Safra
ABN AMRO Real
Aliansce
Aliansce
Albarpa
Nibal
SCGR
SCGR
Boulevard Shopping
Nibal
Boulevard Shopping
Novembro de 2011
Dezembro de 2010
Dezembro de 2018
Abril de 2013
Junho de 2015
Março de 2017
Novembro de 2021
Dezembro de 2015
Abril de 2013
CDI +
TR +
TJLP +
TJLP +
TR +
IGP DI
TJLP +
1,87%
12,95%
10,80%
10,00%
4,95%
4,45%
12,00%
5,70%
Aliansce consolidado
Passivo circulante
Empréstimos bancários garantidos:
Bradesco – Albarpa
BNB
Itaú BBA/BNDES
Bradesco – BH
Banco do Brasil/BNDES
ABN AMRO Real
106
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
2.200
1.129
732
1.791
123
164
1.971
960
114
24
3.708
-
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
Passivo circulante
Empréstimo bancário não garantido:
Safra
Banco Unibanco
Banco ABC Brasil
Banco do Brasil
Banco Itaú
252
24.547
-
239
26.750
75
5.000
-
304
27.105
25.021
45.224
Total circulante
30.774
35.273
101.386
14.735
1.475
3.132
113.111
163
16.728
1.752
3.534
34.200
295
10.003
1.993
15.224
-
676
-
759
24.445
741
51.112
Total não circulante
133.292
81.713
79.073
Total geral
164.066
116.986
180.459
Passivo não circulante
Empréstimo bancário garantido:
Bradesco – Albarpa
BNB
Itaú BBA/BNDES
Bradesco – BH
Banco do Brasil/BNDES
ABN AMRO Real
Empréstimo bancário não garantido:
Safra
Banco Unibanco
107
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
Empréstimo bancário não garantido:
Banco ABC Brasil
Banco do Brasil
Banco Unibanco
Banco Itaú
24.547
-
5.075
26.750
-
25.021
26.756
45.224
Total circulante
24.547
31.825
97.001
Passivo não circulante
Empréstimo bancário não garantido:
Banco Unibanco
-
24.444
51.111
Total não circulante
-
24.444
51.111
24.547
56.269
148.112
Total geral
Garantias: Notas promissórias, cessão fiduciária de direitos creditórios, alienação fiduciária dos
equipamentos, hipoteca sobre fração de imóvel e aval dos sócios relacionadas na nota explicativa
nº 33.
108
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
O cronograma de desembolso dos empréstimos e financiamentos está programado como segue:
2010
2011
2012
2013
2014
2015
Após 2015
31/12/2010
31/12/2009
40.256
14.670
13.850
13.441
13.202
68.647
35.273
26.318
7.239
6.666
6.383
6.238
28.869
164.066
116.986
Informamos que na nota explicativa nº 26, a Companhia divulga a análise de sensibilidade dos
instrumentos financeiros para melhor evidenciação do comportamento dos mesmos.
Não existem covenants associados aos empréstimos da Companhia.
17
Cédula de Crédito Imobiliário (CCI)
O saldo de cédula de crédito imobiliário é como segue:
Aliansce Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/ 2009
Passivo circulante
Cédula de Crédito Imobiliária garantido
CCI - Aliansce - R$ 70.000
CCI - Aliansce - R$ 30.000
CCI - Nibal - R$ 200.000 (1)
CCI - Belém - R$ 150.000 (2)
(-) Custo de emissão
16.643
7.122
1.580
20.804
(415)
7.593
4.127
-
4.127
(540)
Total circulante
45.734
11.720
3.587
109
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/ 2009
Passivo não circulante
Cédula de Crédito Imobiliária garantido
CCI - Aliansce - R$ 70.000
CCI - Aliansce - R$ 30.000
CCI - Nibal - R$ 200.000 (1)
CCI - Belém - R$ 150.000 (2)
(-) Custo de emissão
52.050
22.382
194.765
167.568
(21.293)
63.000
30.000
199.509
165.715
(18.090)
200.000
(4.853)
Total não circulante
415.472
440.134
195.147
4.235
12.340
555
465.441
464.194
199.289
Swap CRI Unibanco/Bradesco
Total geral
Aliansce
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
Passivo circulante
Cédula de Crédito Imobiliária garantido
CCI - Aliansce - R$ 70.000 (3)
CCI - Aliansce - R$ 30.000 (4)
(-) Custo de emissão
16.643
7.122
(415)
7.593
(257)
-
Total circulante
23.350
7.336
-
Passivo não circulante
Cédula de Crédito Imobiliária garantido
CCI - Aliansce - R$ 70.000 (3)
CCI - Aliansce - R$ 30.000 (4)
52.050
22.382
63.000
30.000
-
110
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce
31/12/2010
31/12/2009
1/1/2009
(2.948)
(2.320)
-
71.484
90.680
-
4.235
12.340
555
99.069
110.356
555
(-) Custo de emissão
Total não circulante
Swap CRI Unibanco/Bradesco
Total geral
(1) Cédula de Crédito Imobiliário (“CCI”) de R$ 200.000.
Em 30 de setembro de 2008, a Companhia concretizou a captação do montante de,
aproximadamente, R$ 200.000, por meio de operação financeira envolvendo sua controlada
Nibal Participações Ltda., que gerou a emissão de Certificado de Recebíveis Imobiliários
(CRI). Essa operação envolveu a locação, pelo prazo de dez anos, à Companhia de frações
ideais de imóveis de propriedade de Nibal (41,59% do Condomínio Naciguat e 38% do
Shopping Taboão), sua controlada, as quais se encontram sublocadas a lojistas dos shoppings
centers construídos sobre os referidos imóveis. Em representação dos créditos imobiliários
decorrentes dos mencionados contratos de locação, a Nibal emitiu CCI, cedendo-as
onerosamente à CIBRASEC - Companhia Brasileira de Securitização, que os usou como
lastro para a emissão de duas séries de CRIs (88ª série e 89ª série da 2ª emissão). A
Companhia contou com o apoio estrutural do Unibanco - União de Bancos Brasileiros S.A. e
do Banco Bradesco S.A., tudo com observância das normas constantes das Leis
nºs 9.514/1997 e 10.931/2004.
111
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
De forma a anular os riscos decorrentes do descasamento entre a taxa prefixada do aluguel
estabelecida nos contratos de locação e o índice de atualização das CCIs, a Nibal celebrou
com a Aliansce, em 25 de setembro de 2008, o contrato de swap com as seguintes
características:
Valor base da operação
R$ 200.214
Prazo da operação
120 meses
Ponta ativa - Aliansce
13% a.a.
Ponta passiva - Aliansce
10,80% a.a. + TR
Analogamente à cessão das CCIs e através de um instrumento particular de cessão fiduciária,
a Nibal cedeu à CIBRASEC os direitos e as obrigações do contrato de swap na mesma data
de concretização da operação. Em 31 de dezembro de 2010, o valor justo desse instrumento
financeiro derivativo é de R$ 4.235 (dez/09: R$ 12.340).
Esta operação de swap está registrada na CETIP, não havendo margem oferecida em garantia.
O cronograma de desembolso da CCI está programado como segue:
31/12/2010 31/12/2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
Após 2015
112
15.835
16.650
19.672
23.171
27.158
93.859
4.127
14.836
16.650
19.672
23.171
27.158
98.022
196.345
203.636
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Nos dois primeiros anos da operação o contrato prevê o pagamento de pequenas parcelas de
principal e juros semestrais. A partir de outubro de 2010, o pagamento do principal e juros
seguiu o cronograma definido contratualmente.
Considerando os custos de estruturação dessa operação, a taxa efetiva da operação é de TR +
11,3562% a.a..
(2) Cédula de Crédito Imobiliário (“CCI”) de R$ 150.000
Em 27 de fevereiro de 2009, a Companhia concretizou a captação de montante de
R$ 150.000, aproximadamente, por meio de operação financeira envolvendo sua controlada
Matisse, que gerou a emissão de CRIs. Essa operação envolveu a locação à Companhia, pelo
prazo de 12 anos, de frações ideais do imóvel sob propriedade de Matisse (100% do
Shopping Belém), sua controlada, as quais se encontram sublocadas a lojistas dos shopping
centers construídos sobre os referidos imóveis. Em representação dos créditos imobiliários
decorrentes dos mencionados contratos de locação, a Boulevard Belém emitiu CCI, cedendoas onerosamente à CIBRASEC - Companhia Brasileira de Securitização, que as usou como
lastro para a emissão da 97ª série da 2ª emissão de CRI da emissora. A Companhia contou
com o apoio estrutural do Itaú S.A., com observância das normas constantes das Leis
nºs 9.514/1997 e 10.931/2004. A taxa de juros dessa operação é TR + 12% a.a.
Considerando os custos de estruturação dessa operação, a taxa efetiva da operação é de
TR + 12,3561% a.a..
O contrato prevê uma carência de dois anos contados da assinatura do contrato para
pagamento de principal e juros. A partir de fevereiro de 2011, o pagamento do principal e
juros seguirá o cronograma definido contratualmente.
113
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
O cronograma de desembolso da CCI está programado como segue:
31/12/2010
2011
2012
2013
2014
2015
Após 2015
31/12/2009
20.804
23.083
26.248
32.523
35.804
49.911
25.471
10.801
11.431
14.162
15.588
88.262
188.373
165.715
(3) Cédula de Crédito Imobiliário (“CCI”) de R$ 70.000
A Companhia celebrou com a Domus Cia de Crédito Imobiliário Domus, em 15 de setembro
de 2009, um Instrumento Particular de Contrato de Financiamento Imobiliário, segundo o
qual a Domus concedeu um financiamento imobiliário à Companhia para aplicação em
empreendimentos de shopping centers por ela desenvolvidos, no valor total de R$ 70.000, a
serem pagos na forma, prazos e demais condições pactuados no contrato de financiamento.
Em decorrência da concessão do Financiamento Imobiliário, a Companhia se obrigou, entre
outras obrigações, a pagar à Domus: (i) os créditos imobiliários oriundos do Desembolso I e
do Desembolso II, nos valores, forma de pagamento e demais condições previstos no
Contrato de Financiamento, bem como (ii) todos e quaisquer outros direitos creditórios
devidos pela Companhia, ou titulados pela Domus, por força do Contrato de Financiamento
Imobiliário, incluindo a totalidade dos respectivos acessórios, tais como atualização
monetária, juros remuneratórios, encargos moratórios, multas, penalidades, indenizações,
seguros, despesas, custas, honorários, garantias e demais encargos contratuais e legais
previstos no Contrato de Financiamento Imobiliário (“Créditos Imobiliários”).
114
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Em garantia das obrigações contratuais assumidas, foram constituídos, em 15 de setembro de
2009: (i) alienação fiduciária de 70% do Bangu Shopping, de titularidade da BSC; e
(ii) cessão fiduciária de 70% dos recebíveis do Bangu Shopping, de titularidade da BSC. A
Aliansce constituiu também alienação fiduciária das ações da BSC, de titularidade da
Aliansce, que permanecerá em vigor apenas até o registro definitivo das garantias
anteriormente citadas. Adicionalmente foram, constituídas: (i) alienação fiduciária de ações
de Barpa e de Supra, empresas incorporadas pela Albarpa em 31 de dezembro de 2009,
respectivamente; e (ii) alienação fiduciária de cotas da Acapurana, de propriedade da Nibal,
as quais serão liberadas, desde que tenha havido o implemento da condição suspensiva da
alienação fiduciária de ações da BSC e desde que inexista descumprimento de todas as outras
obrigações assumidas. Com isso, a Domus emitiu Cerfiticados de Recebíveis Imobiliários
Fracionários relativos ao desembolso I e as cedeu para RB Capital. Adicionalmente, a RB
Capital emitiu Cédulas de Crédito Imobiliárias Fracionárias relativas ao desembolso II.
Considerando os custos de estruturação dessa operação, a taxa efetiva da operação é de IPCA
+ 10,79% a.a..
O cronograma de desembolso do CCI está programado como segue:
2010
2011
2012
2013
2014
2015
Após 2015
115
31/12/2010
31/12/2009
16.643
9.802
8.932
8.139
7.417
17.760
7.593
12.212
8.593
7.829
7.135
6.502
20.729
68.693
70.593
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
(4) Cédula de Crédito Imobiliário (“CCI”) de R$ 30.000
Em 29 de dezembro de 2009, a Companhia firmou com a Domus um Instrumento Particular
de Contrato de Financiamento Imobiliário (“Contrato de Financiamento”), segundo o qual a
Domus concedeu um financiamento imobiliário à Companhia, no valor de R$ 30.000, que,
acrescido de atualização monetária mensal pela variação acumulada do IPCA/IBGE e
remunerado por uma taxa anual de juros de 9,7371% a.a. calculados de forma exponencial e
cumulativa pro rata temporis, será pago no prazo de 120 meses, contado da data de liberação
de recursos em 120 parcelas mensais. A Domus cedeu a totalidade dos créditos decorrente do
contrato de cessão de créditos imobiliários e outras avenças, firmado, nessa data, entre a
Domus, a RB capital e a Companhia. Em garantia das obrigações contratuais assumidas,
foram constituídas, em 29 de dezembro de 2009: (i) alienação fiduciária de 30% do Bangu
Shopping, de titularidade da BSC; e (ii) cessão fiduciária de 30% dos recebíveis do Bangu
Shopping, de titularidade da BSC.
Considerando os custos de estruturação desta operação, a taxa efetiva da operação é de IPCA
+ 10,76% a.a..
O cronograma de desembolso do CCI está programado como segue:
2011
2012
2013
2014
2015
Após 2015
31/12/2010
31/12/2009
7.122
4.185
3.814
3.475
3.167
7.741
2.076
2.278
2.500
2.743
3.011
17.392
29.504
30.000
Informamos que na nota explicativa nº 26, a Companhia divulga a análise de sensibilidade dos
instrumentos financeiros para melhor evidenciação do comportamento dos mesmos.
116
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Não existem covenants associados aos empréstimos da Companhia.
18
Fornecedores
Aliansce Consolidado
Fornecedores de
materiais e
serviços
Fornecedores de
Shopping Center
Aliansce
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
31/12/2010
31/12/2009
1º/1/2009
7.145
18.265
7.966
1.007
1.695
1.552
3.904
11.049
2.852
21.117
1.365
9.331
1.137
2.144
330
2.025
1.552
A exposição da Companhia a riscos de moeda e liquidez relacionados a contas a pagar a
fornecedores é divulgada na nota explicativa nº 26 na qual a Companhia aborda sobre os
Instrumentos Financeiros.
19
Impostos e contribuições a recolher
COFINS
PIS
ISS
Imposto de renda
Contribuição social
Outros
Aliansce Consolidado
31/12/2010 31/12/2009
1º/1/2009
1.688
1.249
1.392
366
271
301
224
53
72
2.713
2.431
1.764
1.014
913
711
126
64
54
6.131
4.981
4.294
117
31/12/2010
130
28
19
177
Aliansce
31/12/2009
95
21
27
143
1º/1/2009
125
27
3
155
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
20
Obrigações por compra de ativos
Aliansce Consolidado
31/12/2010 31/12/2009 1º/1/2009
Terreno Bangu Shopping (1)
Terreno Belo Horizonte (2)
Aquisição do Shopping Grande Rio
Participação adicional na BSC (3)
Circulante
Não circulante
58.008
7.156
80.000
28.085
12
-
58.008
87.156
28.097
58.008
37.156
50.000
5.823
22.274
(1) Obrigação assumida com o Banco do Brasil referente à aquisição do terreno localizado na
Rua Fonseca - Bangu, Estado do Rio de Janeiro, destinado à construção do Bangu Shopping.
Nos termos do contrato, essa obrigação é atualizada pela variação do IGP-M, com juros de
6% a.a. e vencimento até novembro de 2013. Em 21 de dezembro de 2009, a BSC quitou
integralmente essa obrigação.
(2) Obrigação com América Futebol Clube referente à aquisição de terreno em Belo Horizonte,
onde encontra-se a construção do Boulevard Shopping Belo Horizonte. Nos termos do
contrato, essa obrigação não possui qualquer variação monetária. A negociação envolveu a
quitação de créditos com o América no valor total de R$ 2.300, bem como a entrega de um
terreno em Contagem, Minas Gerais, para o América Futebol Clube no valor de R$ 1.250 e a
promessa de entrega futura de áreas/lojas do Shopping para o América a ser realizada até
2012. O valor total da transação foi de R$ 9.455.
118
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
(3) Obrigação assumida pela Alsupra com João Fortes Engenharia pela compra de 30 de
participação no capital social da BSC Shopping Center S.A., pelo valor de R$ 80.000 em 29
de dezembro de 2009. A primeira parcela no valor de R$ 30.000 foi paga durante o primeiro
trimestre de 2010. O saldo remanescente de R$ 50.000, acrescido de atualização monetária
mensal pela variação acumulada do INPC e remunerado por uma taxa anual de juros de
9,7371% a.a., calculado de forma exponencial e cumulativa pro rata temporis, será quitado
em parcela única em 31 de janeiro de 2013.
21
Receitas diferidas
Aliansce Consolidado
Cessão de direito de uso
Aluguéis antecipados
Outros
31/12/2010
46.809
3.378
50.187
31/12/2009
43.323
4.088
729
48.140
1º/1/2009 31/12/2010
32.800
3.388
4.821
1.027
38.648
3.388
Aliansce
31/12/2009
2.035
2.035
1º/1/2009
429
429
A receita diferida compreende o reconhecimento da cessão de direito de uso (CDU), bem como
os aluguéis antecipados e demais itens atinentes.
22
Provisões para contingências
A Companhia e suas controladas são, em parte significativa de seus empreendimentos,
condôminos em condomínios edilícios, que se caracterizam pela coexistência de unidades
autônomas e áreas comuns, titularizadas por mais de um coproprietário, segundo convenção
previamente estabelecida. Caso surjam contingências nesses shoppings centers, os respectivos
condomínios serão responsáveis pelo pagamento dos valores de tais contingências.
119
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Especificamente em relação ao Via Parque Shopping, nossa participação é detida por um fundo
de investimento imobiliário que é o responsável pelas contingências existentes no referido
shopping. Em ambas as hipóteses, caso eventualmente não haja recursos próprios dos
condomínios dos Shoppings Centers ou do fundo para efetuar o pagamento destas contingências é
necessário fazer uma chamada de recursos de todos os condôminos/quotistas do
condomínio/fundo. Caso os condomínios não disponham dos recursos necessários para fazer
eventuais pagamentos devidos, a Companhia e suas controladas podem ser, na qualidade de
condôminos, obrigadas a arcar com essas despesas. Adicionalmente, como parte do processo de
aquisição de seus empreendimentos, a Companhia e suas controladas podem estar sujeitas à
responsabilidade solidária e/ou subsidiária em eventuais pleitos tanto de natureza trabalhista,
previdenciária, fiscal, cível, entre outros, envolvendo desembolso financeiro ou a cessão de
garantias sob a forma de bens e direitos. Com o intuito de minimizar esses riscos, a Companhia
celebra instrumentos de indenização de obrigações, nos quais os antigos acionistas/quotistas dos
empreendimentos adquiridos comprometem-se a reembolsar a Companhia e suas controladas por
eventuais perdas que possam ser sofridas referentes a fatos gerados antes da data de aquisição do
empreendimento. A Administração monitora eventuais riscos dessa natureza e, baseada no
amparo legal de seus assessores jurídicos, entende não haver riscos significativos na data-base
dessas demonstrações financeiras que não possam ser mitigados através de mecanismos legais
existentes e/ou da liquidação fiduciária de valores não significativos.
120
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
O saldo de provisão para contingências é como segue:
Processo PIS e COFINS (1)
Provisão para contingências
IPTU (2)
Outras
Outros depósitos judiciais
Provisão
9.528
3.109
133
12.770
106
12.876
31/12/2010
Depósito
judicial
(1.431)
(1)
(1.432)
(458)
(1.890)
Líquido
8.097
3.109
132
11.338
(352)
10.986
Aliansce Consolidado
31/12/2009
Depósito
Provisão
judicial
Líquido
8.356
(1.431)
6.925
2.579
196
11.131
106
11.237
(53)
(1.484)
(397)
(1.881)
2.579
143
9.647
(291)
9.356
Provisão
6.867
1º/1/2009
Depósito
judicial
(1.431)
Líquido
5.436
2.626
122
9.615
106
9.721
(26)
(1.457)
(389)
(1.846)
2.626
96
8.158
(283)
7.875
(1) A Companhia e suas controladas ingressaram com ação judicial, visando ao não-pagamento do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) sobre as receitas de
locação de bens imóveis. As contribuições mensais passaram a ser depositadas judicialmente, classificadas como ativo não circulante, sendo registrada a obrigação legal sobre os valores devidos em 31 de dezembro de 2010 como
provisão para contingências.
121
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
(2) O Carioca Shopping possui uma pendência na prefeitura referente ao IPTU, que teve
início com a cobrança indevida de IPTU de algumas unidades autônomas, já contribuintes
de IPTU, que estavam inseridas no projeto. Em razão disso, os condôminos do Shopping
ingressaram com diversos pedidos administrativos de revisão de metragem e impugnação
do valor venal do imóvel. Junto com os outros condôminos, ingressamos com
procedimento administrativo e, de acordo com a opinião dos consultores legais da
Companhia, a Aliansce acredita que há chances de o débito ser diminuído para,
aproximadamente, R$ 10.500 o que, considerando a sua participação no empreendimento
de 40%, acarretaria em um risco de perda de R$ 4.100, que está devidamente
provisionado no balanço da Companhia, líquido dos valores a receber de lojistas referente
a mesma operação.
Não é de conhecimento da Administração a existência de outras contingências cíveis,
tributárias e/ou trabalhistas classificadas como risco provável pelos seus consultores jurídicos
em 31 de dezembro de 2010.
23
Imposto de renda e contribuição social
Em 31 de dezembro de 2010 a Companhia acumulava um prejuízo fiscal de R$ 100.686 no
Consolidado e R$ 86.138 na Controladora. A Companhia não constitui ativos fiscais diferidos
sobre estes valores, pois não possui expectativa de futuros lucros tributáveis e,
adicionalmente, não há um histórico de rentabilidade para utilização de tais benefícios fiscais.
122
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
i. Ativos e passivos fiscais diferidos
Consolidado
Ativos
Ativos financeiros disponíveis para venda
Transações de pagamento baseado em
ações
Revisão da vida útil dos ativos
Contas a receber - Ajuste aluguel linear
Capitalização de juros
Avaliação a valor justo de swap
Combinação de negócios e aquisição de
participação de não controladores
Baixa do ativo diferido
Amortização do ágio mais valia dos ativos
Imposto líquido (ativo) passivos
Passivos
2010
2009
1º janeiro
de 2009
2010
2009
1º janeiro
de 2009
-
-
-
(108.309)
(41.902)
(50.098)
473
-
-
-
-
-
-
-
-
(2.783)
-
-
4.754
-
-
(5.329)
(646)
-
-
-
-
(7.723)
(3.452)
-
1.440
4.196
-
-
-
-
-
-
-
(6.590)
(4.663)
-
11.972
12.238
13.462
(1.171)
(1.049)
(1.146)
2.618
1.349
-
(7.791)
(3.895)
-
21.257
17.783
13.462
(139.696)
(55.607)
(51.244)
123
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Controladora
Ativos
Passivos
2010
2009
1º janeiro
de 2009
2010
2009
1º janeiro
de 2009
-
-
-
(108.309)
(41.902)
(50.098)
473
-
-
-
-
-
-
-
-
126
96
-
1.440
4.196
-
-
-
-
-
-
-
(1.516)
-
-
417
702
702
-
(143)
-
Amortização do ágio mais valia dos ativos
2.134
1.317
-
-
-
-
Imposto líquido (ativo) passivos
4.464
6.215
702
(109.699)
(41.949)
(50.098)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Transações de pagamento baseado em
ações
Contas a receber - Ajuste aluguel linear
Avaliação a valor justo de swap
Combinação de negócios e aquisição de
participação de não controladores
Baixa do ativo diferido
124
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
ii. Reconciliação da taxa efetiva
A conciliação da despesa de imposto de renda e da contribuição social, calculados pelas
alíquotas previstas na legislação tributária, para os seus valores correspondentes na
demonstração do resultado, nos períodos findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009, é como
segue:
Aliansce Consolidado
Reconciliação da taxa efetiva do imposto
2010
2009
78.973
68.531
34%
34%
26.851
23.300
8.805
2.175
3.685
4.172
(3.104)
(11.886)
(2.021)
(4.704)
(1.150)
1.535
(9.073)
Imposto de renda e contribuição social no resultado do exercício
22.841
15.744
Imposto de renda e contribuição social:
Despesa de imposto de renda e contribuição social correntes
Despesa de imposto de renda e contribuição social diferidos
9.347
13.494
12.247
3.497
Despesas de imposto de renda e contribuição social conforme
demonstração do resultado
22.841
15.744
Lucro contábil antes do imposto de renda e contribuição social
Alíquota fiscal combinada - Empresas do Lucro Real
Imposto de renda e contribuição social pela alíquota fiscal combinada
Adições:
Provisões e outras despesas não dedutíveis
Ajuste líquido Lei 11.638/07 e 11.941/08
Exclusões:
Equivalência patrimonial
Reversão provisões não dedutíveis
Prejuízos fiscais reconhecidos
Efeito cisão Cencom e Frascatti - Out 2009
Efeito fiscal das Empresas optantes pelo Lucro Presumido
125
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce Consolidado
Reconciliação da taxa efetiva do imposto
2010
2009
28,92%
22,97%
Alíquota fiscal efetiva total - correntes
11,84%
15,95%
Alíquota fiscal efetiva total - diferidos
17,09%
7,03%
2010
57.659
2009
44.933
34%
34%
19.604
15.277
2.458
137
939
(189)
(16.743)
(2.362)
-
(19.485)
289
(1.150)
1.535
3.094
5,37%
(2.782)
(6,19%)
-
2.684
3.094
(5.466)
3.094
(2.782)
Alíquota fiscal efetiva total
Aliansce
Reconciliação da taxa efetiva do imposto
Lucro antes do imposto de renda e contribuição social
Alíquota fiscal combinada
Imposto de renda e contribuição social pela alíquota fiscal combinada
Adições:
Provisões e outras despesas não dedutíveis
Ajuste líquido Lei 11.638/07 e 11.941/08
Exclusões:
Equivalência patrimonial
Reversão provisões não dedutíveis
Prejuízos fiscais reconhecidos
Efeito cisão Cencom e Frascatti – Out 2009
Imposto de renda e contribuição social no resultado do exercício
Alíquota fiscal efetiva
Imposto de renda e contribuição social correntes:
Despesa de imposto de renda e contribuição social correntes
Imposto de renda e contribuição social diferidos:
Relativos à constituição e reversão de diferenças temporárias
Despesas de imposto de renda e contribuição social apresentadas
na demonstração do resultado
126
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
24
Debêntures
Em 16 de fevereiro de 2009, a Companhia emitiu 496.318 debêntures não conversíveis em ações,
com valor nominal unitário de R$ 0,1 (cem reais), no valor total de R$ 49.632. A emissão foi
realizada em série única. As debêntures possuem remuneração de TR + 12,3561% a.a. e com
vencimento em 19 de janeiro de 2021. O saldo em 31 de dezembro de 2010 é de R$ 60.857 e em
31 de dezembro de 2009 é de R$ 54.701.
25
Patrimônio líquido
a. Capital social
Em 31 de dezembro de 2010 e 31 de dezembro de 2009 e 1º de janeiro de 2009 (Saldo de
abertura), o capital social da Aliansce está representado conforme abaixo representado:
31/12/2010
Acionistas
%
1º/1/2009
Ações
1.732.313
Valor
11.363
%
2%
Ações
1.782.314
Valor
9.281
%
2%
Ações
1.782.314
Valor
10.998
43.842.428
288.098
49%
43.842.428
228.508
-
-
-
17.174.913
600.800
112.802
3.940
19%
7%
17.174.913
6.500.000
89.549
33.891
-
-
-
2.800.509
18.418
23%
20.167.515
105.113
23%
20.167.515
124.449
-
-
-
-
-
49%
43.842.428
270.541
73.316.207
481.721
-
-
-
26%
-
23.674.913
-
146.092
-
100% 139.467.170
916.342
100%
89.467.170
466.342
100%
89.467.170
552.080
1,24%
Sócios pessoas físicas
Sócios pessoas jurídicas:
31,44%
GGP Brazil I LLC (1)
Rique Empreendimentos e
12,31%
Participações Ltda. (2)
0,43%
Renato Feitosa Rique
GBPI Fundo de
Investimento e
2,01%
Participações
GGP Brasil Participações
S.A. (1)
Manet Participações S.A.
(2)
52,57%
Free Float
Total integralizado
31/12/2009
127
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(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
(1)
Em 12 de novembro de 2009, os acionistas da Companhia aprovaram a incorporação da GGP Brasil pela Companhia, passando a
GGP Brazil I LLC a ser acionista direta da Companhia.
Em 4 de junho de 2009, a Companhia emitiu 354.236 ações ordinárias sem valor nominal que
foram subscritas pelo valor total de R$ 4.
Em 13 de agosto de 2009, o Conselho de Administração da Companhia aprovou a recompra e
o cancelamento de 354.236 ações de sua própria emissão por R$ 3, sem redução do capital
social nos termos do artigo 17, alínea “k” de seu Estatuto. Essa operação foi aprovada pela
CVM em outubro de 2009.
Em 12 de novembro de 2009, o Conselho de Administração da Companhia aprovou a cisão
parcial da Companhia com incorporação da parcela cindida por Luanda Empreendimentos e
Participações Ltda. (“Luanda”), empresa que possui os mesmos acionistas da Companhia.
Com a cisão parcial, a Aliansce reduziu seu capital social em R$85.742 sem o cancelamento
de ações representativas do capital social da Companhia.
Em 29 de janeiro de 2010, a Companhia captou, através de oferta pública primária de ações,
o montante de R$ 450.000 com emissão de 50 milhões de novas ações ordinárias, ao preço de
subscrição de R$ 9,00, acarretando em aumento de capital social da Companhia no mesmo
valor, passando o mesmo de R$ 466.342 para R$ 916.342, divididos em 139.467.170 ações
ordinárias nominativas e sem valor nominal. Os gastos com emissão destas novas ações
totalizaram R$ 23.468. Estes gastos foram contabilizados em Reserva de capital.
b. Reservas
De acordo com o estatuto social da Companhia, 5% do lucro líquido do exercício será
destinado à reserva legal até que a mesma atinja 20% do capital social.
128
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
c. Remuneração ao acionista
O estatuto social da Companhia determina a distribuição de um dividendo mínimo obrigatório
de 25% do resultado no período, ajustado na forma da lei. Os dividendos a pagar foram
destacados do patrimônio líquido no encerramento do exercício e registrados como obrigação
no passivo.
Os dividendos mínimos obrigatórios foram calculados conforme se segue:
Lucro líquido do exercício
(-) Reserva legal (5%)
54.565
(2.728)
Base de cálculo dos dividendos mínimos obrigatórios
51.837
Dividendos mínimos obrigatórios (25%)
12.959
O saldo de resultado após a destinação dos dividendos mínimos e das reservas obrigatórias foi
destinado ao Lucro a Realizar e/ou Reservas de Retenção de Lucros.
d. Ajuste de avaliação patrimonial
A reserva para ajustes de avaliação patrimonial inclui:
Alterações líquidas acumuladas no valor justo de ativos financeiros disponíveis para
venda até que os investimentos sejam desreconhecidos ou sofram perda por redução no
valor recuperável;
129
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
26
Instrumentos financeiros, exposição e gerenciamento de riscos
Os valores justos estimados dos instrumentos financeiros ativos e passivos da Companhia e suas
controladas foram apurados conforme descrito abaixo. A Companhia e suas controladas não
atuam no mercado de derivativos, assim como não há instrumentos financeiros derivativos
registrados em 31 de dezembro de 2010, exceto pela operação de swap atrelada à operação de
CCI explicada na nota explicativa nº 17.
Critérios, premissas e limitações utilizados no cálculo do valor justo
Disponibilidades e aplicações financeiras
Os saldos em conta-corrente mantidos em bancos têm seus valores de mercado idênticos aos
saldos contábeis.
Para as aplicações financeiras, o valor de mercado foi apurado com base nas cotações de mercado
desses títulos; quando da inexistência, foram baseados nos fluxos de caixa futuros, descontadas as
taxas médias de aplicação disponíveis.
Contas a receber de terceiros e empréstimos e financiamentos
Os saldos de financiamentos e de contas a receber de terceiros têm seus valores de mercado
similares aos saldos contábeis.
Títulos e valores mobiliários
(i) FII Via Parque Shopping - O FII Via Parque Shopping está contabilizado a valor justo (em
2010 foi utilizado o método de fluxo de caixa descontado para mensuração do valor,
conforme descrito na nota explicativa nº 9; e
(ii) CDB, debêntures e LCA - avaliadas a valor justo baseado no valor provável de realização.
130
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Instrumentos financeiros derivativos
O valor justo do instrumento de swap foi obtido pela análise comparativa do valor presente do
fluxo futuro de pagamentos da operação, descontadas as curvas de mercado dos indexadores
envolvidos - TR e PRE. As curvas utilizadas, DI x PRE e DI x TR, foram obtidas através de
consulta à base de indexadores do site da BM&FBOVESPA, nas datas que representaram o
último dia de cada trimestre.
Limitações
Os valores de mercado foram estimados na data do balanço, baseados em “informações
relevantes de mercado”. As mudanças nas premissas podem afetar significativamente as
estimativas apresentadas.
O valor justo estimado para o instrumento financeiro derivativo contratado pela controlada da
Companhia foi determinado por meio de informações disponíveis no mercado e de metodologias
específicas de avaliações. Entretanto, um considerável julgamento foi requerido na interpretação
dos dados de mercado para produzir a estimativa do valor justo de cada operação.
A Companhia efetuou a avaliação das operações financeiras a fim de estabelecer o valor justo do
swap celebrado entre a Aliansce e sua controlada Nibal, cedido para a CIBRASEC. Em 31 de
dezembro de 2010, a operação encontra-se registrada a valor justo, e o ganho e a perda do
exercício foram registrados nas contas de resultado.
Riscos de crédito
A Companhia monitora sua carteira de recebíveis periodicamente. Sua atividade de locação tem
regras específicas em relação a inadimplência, o departamento de operações e departamento
jurídico são ativos nas negociações junto aos devedores. O ponto comercial dos shoppings
quando retomado ou devolvido é imediatamente renegociado com outro lojista.
131
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
A medida adotada para mitigar o risco de crédito é manter sempre uma boa qualidade de lojistas
nos shoppings e uma área comercial ativa para um preenchimento imediato de qualquer potencial
vacância no empreendimento.
Parte das receitas da Companhia tem risco de crédito muito baixo: receitas de estacionamento e
receita com prestação de serviços.
A Administração entende que a exposição máxima ao risco de crédito de seus ativos financeiros
está adequadamente representada no Balanço da Companhia. O risco de crédito de seus clientes
está estimado e registrado na conta de perdas estimadas por redução de valores recuperáveis.
Em relação aos ativos financeiros, a Companhia tem como política aplicar seus ativos em
instituições de primeira linha, não permitindo concentração de investimentos em uma única
instituição.
As informações quantitativas em relação ao risco de crédito da Companhia estão divulgadas na
nota explicativa nº 10.
Riscos de liquidez
A seguir, estão os vencimentos contratuais de passivos financeiros incluindo pagamento de juros
estimados e excluindo, se houver, o impacto da negociação de moedas pela posição líquida.
132
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Consolidado
31 de dezembro de 2010
Passivos financeiros não derivativos
Empréstimos e financiamentos
Fornecedores
Compra de ativos
CCIs
Passivos financeiros derivativos
Swaps
Total
Valor
contábil
Fluxo
de caixa
contratual
6 meses
ou menos
06-12
meses
01-02
anos
02-05
anos
Mais que
5 anos
164.066
11.145
58.008
461.207
274.946
11.145
69.855
794.862
18.045
34.829
6.882
11.145
36.113
28.349
74.900
78.954
69.855
257.109
32.718
391.912
4.235
698.661
(10.816)
1.139.992
(1.351)
51.523
(1.348)
52.792
(2.383)
100.865
(5.507)
400.410
(226)
424.404
Valor
contábil
Fluxo
de caixa
contratual
6 meses
ou menos
06-12
meses
01-02
anos
02-05
anos
Mais que
5 anos
116.986
21.117
451.854
50.000
203.752
21.117
808.272
66.537
18.520
18.290
-
22.990
21.117
28.425
-
33.358
70.276
-
48.236
236.855
66.537
80.649
454.425
-
12.340
652.297
(14.934)
1.084.744
(1.578)
35.232
(2.540)
69.992
(2.699)
100.395
(4.612)
347.015
(3.504)
531.570
Valor
contábil
Fluxo
de caixa
contratual
6 meses
ou menos
06-12
meses
01-02
anos
02-05
anos
Mais que
5 anos
180.459
9.331
198.734
255.782
9.331
570.390
99.658
9.813
26.001
9.331
10.734
47.405
31.317
58.972
108.855
23.746
409.671
555
389.079
(18.356)
817.147
(1.677)
107.794
(1.745)
44.321
(4.118)
74.604
(5.082)
162.745
(5.734)
427.683
Consolidado
31 de dezembro de 2009
Passivos financeiros não derivativos
Empréstimos e financiamentos
Fornecedores e outras contas a pagar
CCIs
Compra de ativos
Passivos financeiros derivativos
Swaps
Total
Consolidado
1º de janeiro de 2009
Passivos financeiros não derivativos
Empréstimos e financiamentos
Fornecedores e outras contas a pagar
CCIs
Passivos financeiros derivativos
Swaps
Total
133
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Controladora
31 de dezembro de 2010
Passivos financeiros não derivativos
Empréstimos e financiamentos
Fornecedores e outras contas a pagar
CCIs
Passivos financeiros derivativos
Swaps
Total
Valor
contábil
Fluxo
de caixa
contratual
6 meses
ou menos
06-12
meses
01-02
anos
02-05
anos
Mais que
5 anos
24.547
2.144
94.834
25.994
2.144
156.384
14.527
8.666
11.466
2.144
8.666
17.331
51.994
69.727
4.235
125.760
(10.816)
173.706
(1.351)
21.842
(1.348)
20.928
(2.382)
14.949
(5.507)
46.487
(226)
69.501
Valor
contábil
Fluxo
de caixa
contratual
6 meses
ou menos
06-12
meses
01-02
anos
02-05
anos
Mais que
5 anos
56.269
2.025
98.016
62.683
2.025
153.985
16.137
7.699
20.554
2.025
7.699
25.991
15.399
46.195
76.992
12.340
168.650
(14.934)
203.759
(1.578)
22.259
(2.540)
27.738
(2.699)
38.691
(4.612)
41.583
(3.504)
73.488
Valor
contábil
Fluxo
de caixa
contratual
6 meses
ou menos
06-12
meses
01-02
anos
02-05
anos
Mais que
5 anos
148.112
1.552
166.876
1.552
91.268
-
17.733
1.552
31.893
-
25.982
-
-
555
150.220
(18.356)
150.072
(1.677)
89.591
(1.745)
17.540
(4.117)
27.776
(5.082)
20.900
(5.734)
(5.734)
Controladora
31 de dezembro de 2009
Passivos financeiros não derivativos
Empréstimos e financiamentos
Fornecedores e outras contas a pagar
CCIs
Passivos financeiros derivativos
Swaps
Total
Controladora
1º de janeiro de 2009
Passivos financeiros não derivativos
Empréstimos e financiamentos
Fornecedores e outras contas a pagar
Passivos financeiros derivativos
Swaps
Total
134
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Risco cambial
A Companhia não possui riscos cambiais uma vez que toda a transação de recebimentos e
pagamentos é realizada em moeda nacional. Adicionalmente, a Companhia também informa que
não possui ativo algum e nem passivo algum sujeitos à variação de moeda estrangeira.
Risco de taxa de juros
A Companhia contabiliza ativos financeiros a valor justo por meio de resultado e também possui
um passivo financeiro derivativo swap cuja transação origina-se da operação de CRI em que a
Companhia celebrou com a subsidiária Nibal cujo montante captado foi de R$ 200.000.
Consolidado
Valor contábil
2010
2009
1º/1/2009
Instrumentos financeiros de taxa
juros
Ativos financeiros
Passivos financeiros
Instrumentos financeiros
derivativos
Ativos financeiros
Passivos financeiros
Controladora
Valor contábil
2010
2009
1º/1/2009
288.077
(621.038)
(332.961)
47.844
(556.500)
(508.656)
26.832
(379.193)
(352.361)
257.772
(119.381)
138.391
22.649
(154.285)
(131.636)
11.009
(148.112)
(137.103)
(4.235)
(4.235)
(12.340)
(12.340)
(555)
(555)
(4.235)
(4.235)
(12.340)
(12.340)
(555)
(555)
Valor justo versus valor contábil
A Administração entende que ativos e passivos financeiros não demonstrados nesta nota estão
com valor contábil com uma apresentação razoável do valor justo.
135
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Os valores justos dos ativos e passivos financeiros, juntamente com os valores contábeis
apresentados no balanço patrimonial, são os seguintes:
Consolidado
Nota
Ativos financeiros disponíveis para
venda
Ativos financeiros designados pelo
valor justo por meio de resultado
Total
Passivos mensurados pelo valor justo
Swap
Total
Passivos mensurados pelo custo amortizado
Empréstimos bancários garantidos
Bradesco - Albarpa
Bradesco - BH
Banco Unibanco
CCI - Nibal R$ 200.000l
CCI - Belém R$ 150.00
CCI RB Capital
Banco do Brasil
Empréstimos bancários não garantidos
Financiamento João Fortes
Banco Itaú
Banco ABC
Total
31/12/2010
Valor
Valor
contábil
justo
31/12/2009
Valor
Valor
contábil
justo
1º/1/2009
Valor
Valor
contábil
justo
334.518
334.518
145.506
145.506
196.849
196.849
288.077
622.595
288.077
622.595
47.844
193.350
47.844
193.350
26.832
223.681
26.832
223.681
(4.235)
(4.235)
(4.235)
(4.235)
(12.340)
(12.340)
(12.340)
(12.340)
(555)
(555)
(555)
(555)
16.935
114.902
24.547
196.345
188.373
98.198
-
16.355
118.310
24.374
199.156
190.634
98.659
-
16.894
34.200
51.195
203.636
165.913
100.594
-
16.281
34.874
50.491
215.876
178.824
102.222
-
10.029
77.868
18.933
9.696
76.088
19.150
58.008
697.308
58.581
706.069
50.000
622.432
50.856
649.425
45.224
25.020
177.074
45.431
25.593
175.958
136
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Controladora
Nota
Ativos financeiros disponíveis
para venda
Ativos financeiros designados
pelo valor justo por meio de
resultado
Total
Passivos mensurados pelo valor justo
Swap
Total
Passivos mensurados pelo custo amortizado
Empréstimos bancários
Unibanco
CCI RB Capital
Banco Itaú
Banco ABC
Total
31/12/2010
Valor
Valor
contábil
justo
31/12/2009
Valor
Valor
contábil
justo
1º/1/2009
Valor
Valor
contábil
justo
334.518
334.518
145.506
145.506
196.849
196.849
257.772
592.290
257.772
592.290
22.649
168.155
22.649
168.155
11.009
207.858
11.009
207.858
(4.235)
(4.235)
(4.235)
(4.235)
(12.340)
(12.340)
(12.340)
(12.340)
(555)
(555)
(555)
(555)
24.547
98.198
122.745
24374
98.659
123.032
51.195
100.594
151.789
50.491
102.222
152.713
77.868
45.224
25.020
148.112
76.088
45.341
25.593
147.022
137
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Hierarquia de valor justo
Consolidado
31 de dezembro de 2010
Ativos financeiros disponíveis para venda
Ativos financeiros designados pelo valor justo por meio de
resultado
(-) Passivos financeiros derivativos
Total
31 de dezembro de 2009
Ativos financeiros disponíveis para venda
Ativos financeiros designados pelo valor justo por meio de
resultado
(-) Passivos financeiros derivativos
Total
1º de janeiro de 2009
Ativos financeiros disponíveis para venda
Ativos financeiros designados pelo valor justo por meio de
resultado
(-) Passivos financeiros derivativos
Total
138
Nível 1
Nível 2
Nível 3
Total
-
-
334.518
334.518
288.077
288.077
(4.235)
(4.235)
334.518
288.077
(4.235)
618.360
-
145.506
-
145.506
47.844
47.844
(12.340)
133.166
-
47.844
(12.340)
181.010
196.849
196.849
196.849
26.832
(555)
223.126
26.832
26.832
(555)
(555)
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Hierarquia de valor justo
Controladora
31 de dezembro de 2010
Ativos financeiros disponíveis para venda
Ativos financeiros designados pelo valor justo por meio de
resultado
(-) Passivos financeiros derivativos
Total
31 de dezembro de 2009
Ativos financeiros disponíveis para venda
Ativos financeiros designados pelo valor justo por meio de
resultado
(-) Passivos financeiros derivativos
Total
1º de janeiro de 2009
Ativos financeiros disponíveis para venda
Ativos financeiros designados pelo valor justo por meio de
resultado
(-) Passivos financeiros derivativos
Total
139
Nível 1
Nível 2
Nível 3
Total
-
-
334.518
334.518
257.772
257.772
(4.235)
(4.235)
334.518
257.772
(4.235)
588.055
-
145.506
-
145.506
22.649
22.649
(12.340)
133.166
-
22.649
(12.340)
155.815
-
-
196.849
196.849
11.009
11.009
(555)
(555)
196.849
11.009
(555)
207.303
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Em 31 de dezembro de 2009, o valor justo do FIIVPS registrado pela Companhia tomou como
base dados de transação realizada à época e, em 2010, foi adotado o critério de valoração pelo
fluxo de caixa descontado, conforme indicado na nota explicativa nº 9 (a). Em atenção ao CPC
40, em 2010 a Aliansce classificou este ativo financeiro para o nível III e apresenta a seguir a
movimentação da hierarquia de valor justo para os instrumentos financeiros classificados como
nível III:
Consolidado
Controladora
196.849
(36.786)
(14.557)
(145.506)
196.849
(36.786)
(14.557)
(145.506)
-
-
Reclassificação de Instrumentos Financeiros Nível II para Nível III
Atualização de valor justo
145.506
188.712
145.506
188.712
Saldo em 31 de dezembro de 2010
334.218
334.218
Saldo em 1º de dezembro de 2009
Redução de quotas por alienação
Atualização de valor justo
Reclassificação de Instrumentos Financeiros Nível III para Nível II
Saldo em 31 de dezembro de 2009
Vale ressaltar que o efeito desta remensuração foi reconhecido na conta de ajuste de avaliação
patrimonial, líquido dos efeitos fiscais.
Análise de sensibilidade
A Instrução CVM nº 475 estabelece que as companhias abertas, em complemento ao disposto no
item 59 do OCPC 03 (na qual revoga a Deliberação nº 566/09 emitida pela CVM que pela qual
referenda o CPC 14) que aborda sobre os Instrumentos Financeiros: Reconhecimento,
Mensuração e Evidenciação, devem divulgar quadro demonstrativo de análise de sensibilidade
para os riscos de mercado considerados relevantes pela Administração, originado por
instrumentos financeiros, ao qual a Companhia esteja exposta na data de encerramento de cada
período, incluídas todas as operações com instrumentos financeiros derivativos.
140
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Ativo financeiro - A Administração entende que não há riscos de mercado relevantes. Todos
os ativos financeiros estão aplicados em instituições financeiras com rating mínino de
“investment grade” emitido pelas maiores agências de rating globais. (Mody’s, Austin, S&P,
Fitch).
Os ativos financeiros estão concentrados em investimentos pós fixados atrelados a variação
do CDI. Esses ativos estão aplicados em fundos de investimento com a característica acima
citada.
Passivo financeiro - Consideramos como cenário mais provável, na avaliação da
Administração, o cenário de se realizar, na data de vencimento da operação, o que o mercado
vem sinalizando através das curvas de mercado (moedas e juros) da BM&FBOVESPA. O
cenário provável é o cenário trabalhado pela Administração e não há impacto relevante sobre
o valor justo dos instrumentos financeiros. Nos cenários II e III foram sensibilizadas as
respectivas variáveis de risco em 25% e 50% de acordo com a orientação da instrução CVM
475. A taxa de desconto utilizada para análise sensibilidade foi de 11%. (a exceção do Via
Parque Shopping no qual o CAPM está aderente ao utilizado na avaliação dos demais
empreendimentos do portfólio).
141
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Ativos Financeiros (exposição por tipo de risco)
A tabela a seguir demonstra a análise de sensibilidade da Administração da Companhia e o efeito
caixa das operações em aberto em 31 de dezembro de 2010:
Aliansce Consolidado
Operação
Empréstimo Bradesco
Empréstimo Unibanco
Financiamento Bradesco
Valor de mercado FII Via Parque
CCI Nibal
CCI Belém
CCI RB Capital
Financiamento João Fortes
Swap
Variável
de risco
Alta TR
Alta CDI
Alta TR
Alta CAPM
Alta TR
Alta TR
Alta IPCA
Alta IPCA
Alta TR
Valor
contábil
Cenário I
(provável)
Cenário II
+25%
Cenário III
+50%
(16.935)
(24.547)
(114.902)
334.518
(196.345)
(188.373)
(98.198)
(58.008)
(4.235)
(15.732)
(24.220)
(109.938)
334.518
(190.244)
(169.366)
(94.026)
(57.001)
(4.235)
(15.932)
(24.518)
(125.362)
318.811
(193.648)
(171.272)
(98.101)
(58.914)
(11.053)
(16.131)
(24.817)
(141.508)
304.533
(197.123)
(173.199)
(102.246)
(60.871)
(16.509)
Aliansce
Operação
Empréstimo Unibanco
CCI RB Capital
Variável de
risco
Valor Cenário I Cenário II Cenário III
contábil (provável)
+25%
+50%
Alta CDI
Alta IPCA
(24.547)
(98.198)
142
(24.220)
(94.026)
(24.518)
(98.101)
(24.817)
(102.246)
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
27
Seguros
A Companhia e suas controladas adotam a política de contratar cobertura de seguros para os bens
sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros,
considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza,
não foram objeto do escopo da auditoria.
Em 31 de dezembro de 2010, todos os shoppings em operação da Companhia estavam segurados
de forma equivalente nos seguintes montantes:
As importâncias seguradas são avaliadas a cada emissão de apólice, podendo sofrer
alterações durante o ano da apólice, em função direta de qualquer alteração para maior ou
para menor dos ativos considerados. As importâncias seguradas em 31 de dezembro de 2010
eram absolutamente compatíveis com cada valor em risco, indicando um valor em risco.
Responsabilidade civil geral - Os shoppings centers da Companhia possuem seguro de
responsabilidade civil geral, com a vigência de 04/11/10 à 04/11/11, onde a Companhia
acredita cobrir os riscos envolvidos em sua atividade. As apólices referem-se a quantias pelas
quais a Companhia pode vir a ser responsáveis civilmente, em sentença judicial transitada em
julgado ou em acordo de modo expresso pela seguradora, no que diz respeito às reparações
por danos causados a terceiros.
Cobertura e importâncias seguradas:
-
Operações com Shopping Centers - R$ 25.000 de importância segurada com franquia
de R$ 3.000;
-
Danos morais nas operações com Shopping Centers: R$ 3.000 de importância
segurada com franquia de R$ 100.
143
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
-
28
Danos morais: A maior parte dos shoppings centers da Companhia possuía apólices de
seguro contratadas com cobertura para danos morais, que a Companhia considerava
cobrir os riscos envolvidos em sua atividade.
Receita líquida de aluguéis e prestação de serviços
Aliansce consolidado
Receita por natureza
Receitas de aluguel (1) (2)
Serviços prestados de
administração
Cessão de direito de uso
Estacionamento
Aluguel bens próprios
Taxa de transferência
Impostos e contribuições e
outras deduções
Aliansce
31/12/2010
143.745
31/12/2009
111.110
31/12/2010
37.460
31/12/2009
35.953
26.139
12.893
21.558
2.452
959
19.733
9.622
8.317
2.339
576
22.964
737
1.372
611
18.786
363
239
(16.620)
191.126
(11.629)
140.068
(3.402)
59.742
(2.966)
52.375
(1)
A receita de aluguel mínimo está sendo contabilizada aplicando-se o método de aluguel
linear, conforme diretrizes do CPC 06 - Operações de Arrendamento Mercantil.
(2)
A inauguração dos shoppings Boulevard Brasília em julho de 2009, Boulevard Belém em
novembro de 2009 e Boulevard Shopping S/A em outubro de 2010 incrementaram a receita de
aluguel de 31 de dezembro de 2010 em R$ 34.513.
144
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
29
Custo de aluguéis e serviços
Aliansce consolidado
Custo por natureza
Depreciação de propriedades
Amortização do intangível
Custo de comercialização e planejamento
Gastos com imóveis alugados
Custo de estacionamento
Provisão para contingências
Custos operacionais de shoppings
Provisão para devedores duvidosos
Gastos pré-operacionais (1)
Gastos com locação de fração ideal (2)
Total custo de aluguéis e serviços
31/12/2010
(17.230)
(3.797)
(5.201)
(8.762)
(11.448)
(512)
(6.894)
(3.053)
(6.901)
(63.798)
31/12/2009
(15.236)
(3.995)
(5.124)
(4.798)
(3.812)
(39)
(4.729)
(2.647)
(5.866)
(46.246)
Aliansce
31/12/2010
(2.404)
(2.380)
(1.675)
(1.138)
(1.323)
(34.117)
(43.037)
31/12/2009
(3.873)
(1.996)
(1.304)
(1.018)
(1.454)
(31.642)
(41.287)
(3) Em decorrência da Lei nº 11.638/07, os gastos pré-operacionais incorridos no período de
janeiro a dezembro de 2010 e 2009 não associados diretamente ao desenvolvimento do
empreendimento estão classificados no resultado da Companhia, como custos de aluguéis e
serviços.
(4) Refere-se ao valor da locação pago pela Aliansce à Nibal pelo aluguel da fração ideal de
41,59% do Naciguat e 38% do Shopping Taboão, de propriedade da Nibal, conforme contrato
de locação assinado entre as partes em 25 de setembro de 2008.
145
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
30
Despesas administrativas e gerais
Aliansce consolidado
Despesa com pessoal
Serviços profissionais
Despesas com ocupação
Depreciação e amortização
Despesas de utilidades e serviços
Outras despesas administrativas
31
31/12/2010
21.576
6.680
1.140
368
702
2.185
32.651
31/12/2009
14.719
7.616
1.216
287
739
2.001
26.578
Aliansce
31/12/2010
21.359
5.154
632
354
512
1.514
29.525
31/12/2009
14.661
5.509
637
247
532
1.201
22.787
Resultado financeiro
Aliansce consolidado
Despesas financeiras:
Juros
Ajuste a Valor Justo - Swap (1)
Variações monetárias passivas
Outros
Aliansce
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
(59.418)
(9.379)
(2.128)
(70.925)
(15.595)
(12.340)
(11.539)
(1.632)
(41.106)
(24.189)
(3.505)
(1.053)
(28.747)
(5.333)
(12.340)
(11.511)
(702)
(29.886)
146
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce consolidado
Receitas financeiras:
Juros
Ajuste a Valor Justo - Swap (1)
Resultado com instrumentos
financeiros derivativos - Swap (2)
Variações monetárias ativas
Outros
Resultado financeiro
Aliansce
31/12/2010
31/12/2009
31/12/2010
31/12/2009
36.800
8.105
3.266
-
33.866
8.105
415
-
4.117
1.072
366
50.460
(20.465)
3.975
291
1.144
8.676
(32.430)
4.117
3
317
46.408
17.661
3.975
127
292
4.809
(25.077)
(1) Referem-se à contabilização do instrumento financeiro swap a valor de justo conforme
OCPC 03.
(2) Referem-se aos ganhos obtidos com o instrumento financeiro swap no pagamento de juros
CRI de R$ 200.000 da Nibal.
32
Outras receitas (despesas) operacionais
Aliansce consolidado
Ganho/(Perda) em investimentos (1)
Venda de participação societária FIIVPS
Outros
Aliansce
31/12/2010
4.460
31/12/2009
(10.218)
31/12/2010
4.460
31/12/2009
(9.004)
605
5.065
33.440
424
23.646
(770)
3.690
33.440
48
24.484
147
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
(1) O ganho/(perda) em investimentos é composto substancialmente pelo ganho apurado na
aquisição de novas participações nos empreendimentos por meio de combinação de negócios
(CPC 15).
33
Avais e garantias
A Companhia e/ou seus acionistas, na forma de garantidores de empréstimos e financiamentos
assumidos pela Companhia e por algumas de suas controladas, prestaram fiança em valores
proporcionais a suas participações nas controladas, no valor de R$ 630.902.
O detalhamento dos contratos nos quais há garantias prestadas pela Companhia e/ou seus
acionistas, para o período findo em 31 de dezembro 2010, está demonstrado a seguir:
Valores
garantidos
(Controladora
e/ou acionistas)
Amortização
Início
Parcelas
Término remanescentes
Parcelas
liquidadas
Condições
Aliansce (1)
24.547
Dezembro
de 2008
Novembro
de 2011
11
25
CDI + 1,87%
p.a.
CIBRASEC (2)
BNB (3)
Albarpa (4)
196.345
2.604
Setembro de
2010
Maio 2009
Setembro
de 2018
Abril 2013
93
28
3
20
TR + 10,80%
p.a.
10% p.a
Banco Bradesco
16.935
Janeiro de
2011
Dezembro
de 2018
96
-
TR + 10,80%
p.a.
156.978
Março de
2011
Fevereiro
de 2021
120
-
TR +
12% p.a.
Julho de
2008
Abril de
2010
Junho de
2015
Março de
2017
54
30
75
9
Banco Unibanco
Nibal
Shopping Boulevard
Belém (5)
CIBRASEC (*)
SCGR (6)
Banco
Itau/BNDES
Banco
Itau/BNDES
1.621
2.243
148
TJLP +
4,95% p.a.
TJLP +
4,45% p.a.
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Valores
garantidos
(Controladora
e/ou acionistas)
Amortização
Início
Parcelas
Término remanescentes
Parcelas
liquidadas
Condições
ALIANSCE
RB Capital (7)
68.693
Janeiro de
2010
Dezembro
de 2019
108
12
IPCA+
9,7371% p.a.
RB Capital (8)
29.504
Fevereiro de
2010
Janeiro de
2020
109
11
IPCA +
9,7371% p.a.
80.431
Dezembro
de 2011
Novembro
de 2021
120
-
TR + 12%
p.a.
ABC (10)
11.000
-
-
-
-
-
Itaú (11)
40.000
-
-
-
-
-
Total
630.902
Boulevard
Shopping:
Bradesco (9) (*)
(1)
Nibal, Yangon, Frascatti, Alsupra e Albarpa x Aliansce
Garantia associada à obtenção de financiamento de capital de giro, firmado entre a Aliansce e o Unibanco, tendo como garantias
o aval das seguintes empresas: Nibal Participações Ltda., Yangon Participações Ltda., Frascatti Investimentos Imobiliários
Ltda., Alsupra Participações Ltda. e Albarpa Participações Ltda.
(2)
Aliansce e Nibal x CIBRASEC
Garantia associada à captação por meio de CRI, firmado entre a Nibal e CIBRASEC:
Penhor de:
-
1.807.237 (um milhão, oitocentos e sete mil e duzentas e trinta e sete) ações da Aliansce, detidas pela Manet
Participações S.A., representativas, nessa data, de 2,02% do total do capital social da Aliansce em primeiro grau.
-
1.798.290 (um milhão, setecentos e noventa e oito mil e duzentas e noventa) ações da Aliansce, detidas pela GGP
Brasil Participações S.A., representativas, nessa data, de 2,01% do total do capital social da Aliansce em primeiro
grau.
Garantia de cessão fiduciária de recebíveis decorrentes da exploração dos imóveis Naciguat, Riguat e Taboão.
Hipoteca sobre o imóveis Naciguat, Riguat e Taboão.
149
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
(3)
Cessão fiduciária de direitos de recebimentos de indenização relativa ao Seguro de Perda de Receita de Locação e ao
Seguro Patrimonial do Naciguat e de Taboão.
Cessão fiduciária da posição ativa no swap.
Fiança da Nibal e da Aliansce.
NIBAL x BNB
(4)
Em garantia do empréstimo, os sócios do Naciguat deram hipoteca de seus percentuais no Naciguat. Como a
Nibal já tinha dado seu percentual em garantia do CRI, a Yangon deu garantia, em seu lugar, hipotecando
30,52% do Boulevard Campina Grande e a Nibal deu a loja C&A do Iguatemi Salvador. Além disso, há aval
de Luciana Guimarães Rique, Reinaldo Feitosa Rique, Ana Beatriz Ribeiro Rique e Aliansce Shopping
Centers S.A.
Albarpa x Bradesco
Garantia associada à obtenção de financiamento da obra de construção do Caxias Shopping, firmado entre Albarpa e o Banco
Bradesco:
(5)
Fiança da Aliansce.
Garantia hipotecária do imóvel onde se localiza o Caxias Shopping (matriculado sob os nºs 3.457, 16.194, 1.706, 16.195 e
16.839), no Registro de Imóveis da 2ª Circunscrição - 5º Ofício do 1º Distrito da Comarca do Município de Duque de
Caxias, Estado do Rio de Janeiro, recaindo sobre a fração ideal do terreno de propriedade da Barpa (34.93%) e de fração
ideal do terreno de propriedade da Supra (5.07%).
Shopping Boulevard Belém x CIBRASEC
Garantia associada à captação por meio de CRI, firmado entre o Shopping Boulevard Belém e CIBRASEC:
Aval da Aliansce em favor do investidor.
Fiança da Aliansce em favor do Shopping Boulevard Belém.
Alienação fiduciária das frações do Carioca Shopping pela Albarpa Participações S.A. e da fração do Santana Parque
Shopping pela Acapurana Participações Ltda.
Cessão fiduciária dos direitos creditórios da Acapurana Participações Ltda., proprietária da fração ideal de 50% do Santana
Parque Shopping.
Cessão fiduciária das cotas detidas pela Aliansce Shopping Centers S.A. do Fundo de Investimento Imobiliário Via Parque
Shopping.
Cessão fiduciária dos direitos creditórios da Albarpa Participações S.A. das suas participações na exploração econômica do
Carioca Shopping.
150
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
(6)
Alienação fiduciária de uma ação da Boulevard Belém e uma ação da Matisse, ambas de propriedade da Aliansce
Shopping Centers S.A.
Cessão fiduciária de cotas do Fundo Via Parque.
SCGR x Itaú
Garantias associadas a CDBs firmadas em 18 de junho de 2007 entre SCGR, Sendas, Itaú, mediante repasse de recursos do
BNDES, destinadas à implementação do plano de investimentos para a expansão do Shopping Grande Rio, localizado na Cidade
do Rio de Janeiro. Foram constituídos:
Aval solidário das seguintes empresas: Sendas S.A., Rique Empreendimentos, RABR Empreendimentos, Sendas (e da SCGR
em financiamento similar realizado pela Sendas).
Cessão fiduciária de recebíveis oriundos da locação dos espaços do Shopping Grande Rio no valor de 140% do principal e do
serviço da dívida do mês subsequente.
Hipoteca da fração ideal de 35% do imóvel onde está localizado o empreendimento.
Em 16 de fevereiro de 2009, foram fornecidas novas garantias relacionadas com a nova cédula de crédito firmadas entre SCGR,
Sendas, Itaú, destinadas à implementação do plano de investimentos para a segunda fase da expansão do Shopping Grande Rio:
(7)
Aval solidário das seguintes empresas: Sendas S.A., Aliansce Shopping Centers S.A., RABR Empreendimentos, Sendas (e da
SCGR em financiamento similar realizado pela Sendas).
Hipoteca em segundo grau da fração ideal de 35% do imóvel onde está localizado o empreendimento.
Aditamento do contrato de cessão fiduciária de recebíveis oriundos da locação dos espaços do Shopping Grande Rio, de
forma que passou a garantir também esta nova cédula.
Aliansce e RB Capital
Garantia associada a financiamento, firmado entre Aliansce e Domus, que cedeu sua posição contratual para RB Capital:
(8)
Alienação fiduciária de 70% do Bangu Shopping, de titularidade da BSC.
Cessão fiduciária de 70% dos recebíveis do Bangu Shopping, de titularidade da BSC.
Aliansce e RB Capital
Garantia associada a financiamento, firmado entre Aliansce e Domus, que cedeu sua posição contratual para RB Capital:
Alienação fiduciária de 30% do Bangu Shopping, de titularidade da BSC.
Cessão fiduciária de 30% dos recebíveis do Bangu Shopping, de titularidade da BSC.
151
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
(9)
Boulevard BH e Bradesco
Garantia associada a financiamento, firmado em 23 de novembro de 2009 entre a Boulevard BH e Bradesco no montante de
R$ 110.000:
Fiança da Aliansce
Hipoteca de parte do terreno onde está sendo construído o shopping BH
Cessão fiduciária dos futuros recebíveis da Boulevard BH
Cessão fiduciária das ações da Boulevard BH.
(10) Aliansce e Boulevard BH
Em 28 de maio de 2010, Banco ABC Brasil S.A. emitiu fiança bancária em favor da Boulevard Shopping S.A., no valor de
R$ 11.000, a qual tem como propósito garantir o contrato celebrado entre a Boulevard Shopping S.A. e a ECOJAM Soluções
Energéticas Ltda. A Aliansce compareceu como avalista da fiança bancária. O prazo da fiança é de 364 dias contados da
assinatura. A Boulevard Shopping pagará comissão ao banco no valor de 2% a.a. sobre o valor afiançado, pago antecipadamente
e trimestralmente.
(11) Aliansce e CDG
Garantia associada à financiamento, firmado em 27 de dezembro de 2010 entre a CDG e Itaú no montante de R$ 40.000:
(*)
Fiança da Aliansce e da Pargim (sócio no empreendimento)
Hipoteca de parte do terreno onde está sendo construído o Boulevard Shopping Campos
Cessão fiduciária dos futuros recebíveis da Boulevard Shopping Campos
Cessão fiduciária das ações da CDG.
Valores na participação da Companhia.
152
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
34
Plano de opção de compra de ações
Em 12 de novembro de 2009, foi aprovado na Assembleia Geral Extraordinária o Plano de Opção
de Compra de Ações para seus executivos (“Plano”). O Plano estabelece que o Conselho de
Administração poderá outorgar opções aos administradores, empregados e prestadores de
serviços ou de outras sociedades sob o nosso controle ou condomínios edilícios dos shopping
centers que a Companhia administra ou detém participação. As opções a serem outorgadas nos
termos do Plano poderão conferir direitos de aquisição sobre um número de ações que não exceda
7% do total do capital social da Companhia, sempre dentro do limite do capital autorizado.
As opções são outorgadas sem custo para os beneficiários, e o período de carência (vesting) será
de até quatro anos, podendo ser exercidas a partir de um ano, à razão de 25% ao ano. Caso o
participante não exerça a opção ao fim de cada período de carência ou não a exerça na proporção
autorizada durante o referido período, tais opções não exercidas serão adicionadas às opções que
se tornarão exercíveis ao fim do período seguinte e poderão ser exercidas no futuro. Cada
participante do Plano deverá a ele aderir expressamente, mediante assinatura de termo de adesão,
sem qualquer ressalva, obrigando-se ao cumprimento de todos os dispositivos estabelecidos.
O prazo de exercício das opções será determinado pelo Conselho de Administração, caso a caso,
respeitados os parâmetros legais, data da outorga da opção, mas em nenhuma hipótese será
superior a cinco anos contados da data da outorga de cada opção. Após esse período, as opções
concedidas, mas não exercidas, perderão a validade.
Os membros do Conselho de Administração não poderão participar das reuniões em que as
decisões a respeito da sua participação no Plano sejam discutidas e os membros do Comitê não
poderão se habilitar às opções de subscrição ou aquisição de ações objeto do Plano.
153
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Compete ao Conselho de Administração fixar o preço de exercício das opções outorgadas, o qual
deverá ser baseado na média da cotação das ações ordinárias de nossa emissão nos últimos 20
pregões na BM&FBOVESPA S.A. imediatamente anteriores à data da outorga da opção,
ponderada pelo volume de negociação, corrigido monetariamente por índice que venha a ser
determinado pelo Conselho de Administração até a data do efetivo exercício da opção concedida
através do Plano. Excepcionalmente, para as opções outorgadas por ocasião da oferta de ações
ocorrida em 27 de janeiro de 2010, o preço de exercício será igual ao valor por ação determinado
na oferta. As ações resultantes do exercício da opção deverão ser integralizadas pelos
participantes em até cinco dias úteis, data em que o Conselho de Administração aprovar o
respectivo aumento de capital dentro dos limites do capital autorizado ou a alienação de ações da
Companhia mantidas em tesouraria, conforme o caso.
O Plano entrará em vigor na data de sua aprovação pela Assembleia Geral Extraordinária da
Companhia e expirará, a qualquer tempo, (a) por decisão da Assembleia Geral Extraordinária ou
do Conselho de Administração da Companhia; (b) pelo cancelamento de registro de companhia
aberta da Companhia; (c) pela cessação de negociação das ações ordinárias da Companhia em
mercado de balcão, mercado organizado ou bolsa de valores; (d) em virtude de reorganização
societária da Companhia; (e) pela dissolução ou líquidação da Companhia; ou (f) pelo decurso de
um prazo de dez anos contados da data da primeira outorga de opções no âmbito do Plano, o que
ocorrer primeiro.
Os acionistas não terão direito de preferência na outorga ou no exercício de opção de compra de
ações de acordo com o Plano, conforme previsto no artigo 171, parágrafo 3º da Lei das
Sociedades por Ações.
De acordo com o Pronunciamento CPC 10 - Pagamentos Baseados em Ações, a Companhia
contabiliza a despesa correspondente às ações do Plano entre a data de outorga da opção e a data
na qual as opções sejam exercidas, com base no valor justo das opções concedidas na data da
outorga. Conforme o Pronunciamento CPC 10, as opções a serem concedidas e exercidas não
gerarão qualquer efeito na Demonstração de Resultados da Companhia uma vez que a despesa
será reconhecida durante o período de vesting.
154
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Em 7 de maio de 2010, a Companhia aprovou o 1º e 2º programas de outorga de opções de
Compra de Ações de Emissão da Companhia e a alocação das mesmas para determinados
executivos e empregados, com observância ao Plano de Opção de Compra aprovado na
Assembleia Geral Extraordinária de 12 de novembro de 2009. O quadro abaixo apresenta o total
de ações objeto dos 1º e 2º programas do Plano:
Programa do plano
1º programa
2º programa
Beneficiários
Executivos e empregados indicados
à diretoria
Executivos e empregados indicados
à diretoria
Total de ações
de contratos
de opção de
compra
Preço de
exercício
3.486.679
R$ 9,00
518.321
R$ 9,75
O preço de subscrição ou aquisição das ações para ambos os Programas será corrigido
mensalmente de acordo com a variação do IPC-DI divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, a
partir da presente data.
As opções concedidas ao beneficiário somente poderão ser exercidas a partir de 1 ano da data de
sua outorga e, a razão de 25% ao ano. Caso o beneficiário não exerça a opção ao fim de cada
período de carência ou não a exerça na proporção autorizada durante o referido período, tais
opções não exercidas serão adicionadas às opções que se tornarão exercíveis ao fim do período
seguinte e poderão ser exercidas no futuro.
O prazo máximo para o exercício das opções outorgadas no âmbito do 1º e 2º Programas será de
5 anos contados da data de outorga das opções. Após o decurso deste prazo o beneficiário perderá
o direito ao exercício da opção.
155
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Conforme determina o pronunciamento Técnico CPC 10 - Pagamento baseado em Ações,
aprovado pela Deliberação CVM nº 562 de 2008, a Companhia iniciou o reconhecimento no
resultado, à medida que os serviços foram prestados em transações de pagamento baseado em
ações, em junho de 2010 e o efeito no resultado do período findo em 31 de dezembro de 2010, foi
no montante de R$ 1.392.
Os prêmios de opções das ações foram calculados com base no valor justo na data da outorga da
opção de acordo com cada programa da Companhia, baseando-se no respectivo preço do mercado
destes. A Companhia com base em técnicas de avaliação Black - Scholes e modelos financeiros
estimou os efeitos contábeis com um grau razoável de precisão.
Programas
Prazo de exercício
Quantidade de ações do programa
Preço de exercício em R$
Preço de mercado na data da outorga em R$
Valor justo das opções em R$
Volatilidade do preço da ação (1)
Taxa de retorno livre de risco
Valor de mercado
1º programa
2º programa
7/5/2015
3.486.679
9,00
9,30
3,02
39,16%
12,27%
10.520
7/5/2015
518.321
9,75
9,30
2,73
39,16%
12,27%
1.415
(1) A volatilidade foi determinada com base no preço de fechamento diário do período de pósabertura de capital.
156
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
35
Lucro por ação
a. Lucro básico por ação
O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da
Companhia, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas durante o
exercício.
Resultado básico por ação
Lucro líquido atribuível aos
acionistas controladores
Quantidade de ações (em milhares)
- média ponderada
Resultado básico por ação
2010
2009
Ordinárias
Total
Ordinárias
Total
54.565
54.565
47.715
47.715
135.495
135.495
89.535
89.535
0,4027
0,4027
0,5329
0,5329
b. Lucro diluído por ação
O lucro diluído por ação é calculado mediante o ajuste da quantidade média ponderada de
ações ordinárias em circulação, para presumir a conversão de todas as ações ordinárias
potenciais diluídas, correspondentes no programa de Opção de compra de ações.
Resultado diluído por ação
Lucro líquido atribuível aos
acionistas controladores
Quantidade de ações (em milhares)
- média ponderada
Opção de compra de ações (em
milhares)
Quantidade de ações (em milhares)
em circulação - média ponderada
2010
2009
Ordinárias
Total
Ordinárias
Total
54.565
54.565
47.715
47.715
135.495
135.495
89.535
89.535
3.940
3.940
-
-
139.435
139.435
-
-
0,3913
0,3913
0,5329
0,5329
Resultado diluído por ação
157
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
36
Eventos subsequentes
Em 23 de fevereiro de 2011, a Albarpa Participações Ltda, uma das controladas da Companhia,
adquiriu participação adicional de 3,1246% no Super Shopping Osasco por R$ 2.968 passando a
deter 36,70% do empreendimento.
Em 03 de março de 2011, a Companhia firmou com a Domus o Instrumento Particular de
Aditamento ao Contrato de Financiamento Imobiliário, no qual a Domus concedeu R$ 80.000 à
Companhia com atualização monetária mensal pela variação acumulada do IPCA/IBGE e taxa
anual de juros de 7.952% a.a., que serão pagos no prazo de 145 meses. Em garantia da obrigação
assumida, foram constituídas: a alienação fiduciária de 37,56 do imóvel onde é desenvolvido o
Bangu Shopping e a cessão fiduciária de 30% dos recebíveis e 100% dos recebíveis da expansão
do Bangu Shopping.
37
Explicação de transição para as demonstrações em IFRS e CPCs
a. Aplicação do IFRS 1
As demonstrações financeiras da Companhia para o exercício findo em 31 de dezembro de
2010 são as primeiras demonstrações financeiras anuais em conformidade com os IFRSs. A
Companhia aplicou o IFRS 1 na preparação das demonstrações financeiras consolidadas.
A data de transição é 1º de janeiro de 2009, e a Companhia preparou seu balanço patrimonial
de abertura em conformidade com o IFRS.
Na preparação destas demonstrações financeiras, a Companhia aplicou as exceções
obrigatórias relevantes e optou por não aplicar nenhuma isenção retrospectiva.
158
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
b. Conciliação entre BRGAAP e IFRS
Abaixo seguem explicações sobre os ajustes relevantes nos balanços patrimoniais e na
demonstração do resultado, juntamente com as conciliações demonstrando os efeitos de
transição:
Combinação de negócios/ Aquisição de participação de não controladores
A Companhia aplicou os dispositivos do CPC 15 e ICPC 09 em suas combinações de
negócios e aquisições de participação de não controladores ocorridas após de 1º de
janeiro de 2009.
Capitalização de juros
A Companhia aplicou a capitalização de juros, conforme escopo do CPC 20 para os
empréstimos tomados pela Companhia e subsidiarias para fins de formação de ativo
qualificado, trazendo impactos relevantes na conta de propriedades para investimento
tendo como contrapartida a conta de resultado.
Cálculo da vida útil das propriedades para investimento
A Companhia aplicou a revisão da vida útil dos ativos de forma prospectiva a partir de 1º
de janeiro de 2010 conforme o que preceitua o ICPC 10.
159
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Mudança de prática contábil voluntária - Ativo diferido
Com o objetivo da harmonização entre o BRGAAP e o IFRS e, por entender que a não
manutenção do saldo do ativo diferido nas demonstrações financeiras individuais
resultem em informação confiável e mais relevante nas demonstrações financeiras, a
Administração da Companhia optou por alterar a política contábil com relação ao ativo
diferido e em 1 de janeiro de 2009 realizou a baixa do saldo total contra a conta de ajuste
de avaliação patrimonial.
Lucros acumulados
Exceto pelos itens reclassificados e o ajuste de adoção inicial (CPC 37), os demais
ajustes efetuados pela Companhia foram registrados em conta de lucros acumulados.
Tributos sobre o lucro
Todo e qualquer impacto fiscal dos ajustes de harmonização/convergência são
classificados como diferenças temporárias e, por isso, são constituídos impostos diferidos
ativos ou passivos à alíquota de 34%.
160
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
c. Transição das práticas contábeis
A seguir, as reconciliações dos ajustes efetuados nos saldos de 1º de janeiro e de 31 de
dezembro de 2009 das contas de Ativo, Passivo e Resultado da Aliansce Consolidado e
Controladora:
Aliansce Consolidado
Ativo
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa
Títulos e valores mobiliários
Contas a receber
Dividendos a receber
Imposto a recuperar
Adiantamento a terceiros
Outros créditos
Não circulante
Contas a receber
Títulos e valores mobiliários
IR e CS diferidos
Valores a receber
Depósitos judiciais
Transações com partes relacionadas
Outros créditos
Investimentos:
Propriedades para investimento
Imobilizado
Intangível
Diferido
01/01/2009
BR GAAP
Anterior
Cfe. publicação
Reclassifi
cação
CPC 37 Baixa ativo
diferido
Aliansce Consolidado
01/01/2009
com os CPC´s
e IFRS
8.780
26.832
22.331
471
4.111
457
335
-
-
8.780
26.832
22.331
471
4.111
457
335
63.317
-
-
63.317
914
196.849
203
411
30.743
575
58.797
617.195
209.518
32.846
(411)
615.801
(615.801)
-
13.462
(32.846)
914
196.849
13.462
203
30.743
575
58.797
615.801
1.394
209.518
-
1.148.051
(411)
(19.384)
1.128.256
Passivo
Circulante
Empréstimos e financiamentos
Cédula de crédito imobiliário
Fornecedores
Impostos e contribuições a recolher
Obrigações por compra de ativos
Outras obrigações
Não circulante
Empréstimos e financiamentos
Cédula de crédito imobiliário
Obrigações por compra de ativos
Transações com partes relacionadas
Receitas diferidas
Provisões para contingências
Instrumentos financeiros derivativos
Imposto de renda e contribuição social diferida
Outras obrigações
(411)
(19.384)
1.191.573
CPC 37 Baixa ativo
diferido
01/01/2009
com os CPC´s
e IFRS
101.386
3.587
9.331
4.294
5.823
12.292
-
-
101.386
3.587
9.331
4.294
5.823
12.292
136.713
-
-
136.713
79.073
195.147
22.274
11.205
38.298
8.285
555
50.097
124
(411)
-
338
1.148
-
79.073
195.147
22.274
11.205
38.636
7.875
555
51.245
124
405.058
(411)
1.487
406.134
552.080
(7.405)
72.443
-
3.034
(19.248)
552.080
(4.371)
53.195
Patrimônio líquido atribuível aos controladores
617.118
-
(16.214)
600.904
52.479
-
(4.657)
47.822
669.597
-
(20.871)
648.726
(19.384)
1.191.573
Total do Patrimônio líquido
1.211.368
Reclassifi
cação
Patrimônio líquido
Capital social
Lucros (Prejuízos) acumulados
Ajuste de avaliação patrimonial
Participação de não controladores
Total do ativo
01/01/2009
BR GAAP
Anterior
Cfe. publicação
Total do passivo e do patrimônio líquido
161
1.211.368
(411)
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce Controladora
Ativo
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa
Títulos e valores mobiliários
Contas a receber
Dividendos a receber
Imposto a recuperar
Adiantamento a terceiros
Outros créditos
Não circulante
Contas a receber
Títulos e valores mobiliários
IR e CS diferidos
Valores a receber
Depósitos judiciais
Transações com partes relacionadas
Outros créditos
Investimentos:
Imobilizado
Intangível
Diferido
01/01/2009
BR GAAP
Anterior
Cfe. publicação
CPC 37 Baixa ativo
diferido
Aliansce Controladora
01/01/2009
com os CPC´s
e IFRS
2.764
11.009
5.789
3.219
1.146
73
379
-
2.764
11.009
5.789
3.219
1.146
73
379
24.379
-
24.379
196.849
0
2
5.495
1.066
574.816
1.077
52.904
2.065
702
(17.886)
(2.065)
196.849
702
2
5.495
1.066
556.930
1.077
52.904
-
834.274
(19.249)
815.025
Passivo
Circulante
Empréstimos e financiamentos
Fornecedores
Impostos e contribuições a recolher
Outras obrigações
Não circulante
Empréstimos e financiamentos
Transações com partes relacionadas
Receitas diferidas
Instrumentos financeiros derivativos
Imposto de renda e contribuição social diferida
Outras obrigações
Capital social
Lucros (Prejuízos) acumulados
Ajuste de avaliação patrimonial
Participação de não controladores
858.653
(19.249)
CPC 37 Baixa ativo
diferido
01/01/2009
com os CPC´s
e IFRS
97.001
1.552
155
1.653
-
97.001
1.552
155
1.653
100.361
-
100.361
51.111
35.947
429
555
50.097
1
-
51.111
35.947
429
555
50.097
1
138.140
-
138.140
Patrimônio líquido
Patrimônio líquido atribuível aos controladores
Total do ativo
01/01/2009
BR GAAP
Anterior
Cfe. publicação
839.404
162
552.080
(4.371)
72.443
(19.249)
552.080
(4.371)
53.194
620.152
(19.249)
600.903
-
-
-
Total do Patrimônio líquido
620.152
(19.249)
600.903
Total do passivo e do patrimônio líquido
858.653
(19.249)
839.404
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce Consolidado
Ativo
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa
Títulos e valores mobiliários
Contas a receber
Dividendos a receber
Imposto a recuperar
Adiantamento a terceiros
Valores a receber
Outros créditos
Não circulante
Contas a receber
Títulos e valores mobiliários
Valores a receber
Depósitos judiciais
Transações com partes relacionadas
Impostos diferidos
Outros créditos
Investimentos:
Propriedades para investimento
Imobilizado
Intangível
Diferido
2009
BR GAAP
Anterior
Cfe. publicação
Reclassifi
cação
CPC 37 Baixa ativo
diferido
ICPC 09 Aquisição participação
não controladores
Aliansce Consolidado
CPC 20 Capitalização
de juros
Amortização
ágio mais valia
2009
com os CPC´s
e IFRS
9.427
47.844
32.244
23
3.467
1.848
30.000
3.126
-
-
-
-
-
9.427
47.844
32.244
23
3.467
1.848
30.000
3.126
127.979
-
-
-
-
-
127.979
998
145.506
958
432
18.699
4.196
3.314
173
886.040
261.614
27.354
(432)
884.967
(884.967)
-
12.313
(1.799)
(27.354)
57.565
(43.849)
-
10.153
-
1.274
(3.966)
-
998
145.506
958
18.699
17.783
3.314
173
946.920
1.073
217.765
-
1.349.284
(432)
(16.840)
13.716
-
10.153
(2.692)
1.353.189
Passivo
Cfe. publicação
Circulante
Empréstimos e financiamentos
Cédula de crédito imobiliário
Fornecedores
Impostos e contribuições a recolher
Obrigações por compra de ativos
Dividendos a pagar
Outras obrigações
Não circulante
Empréstimos e financiamentos
Cédula de crédito imobiliário
Obrigações por compra de ativos
Transações com partes relacionadas
Receitas diferidas
Provisões para contingências
Instrumentos financeiros derivativos
Imposto de renda e contribuição social diferida
Outras obrigações
Capital social
Reserva de capital
Reserva legal
Reserva de lucros
Ajuste de avaliação patrimonial
Compra de ações - não controlados/ particip. minoritários
Patrimônio líquido atribuível aos controladores
1.477.263
(432)
(16.840)
13.716
10.153
(2.692)
1.481.168
163
Reclassifi
cação
CPC 37 Baixa ativo
diferido
ICPC 09 Aquisição participação
não controladores
CPC 20 Capitalização
de juros
Amortização
ágio mais valia
2009
com os CPC´s
e IFRS
35.273
11.720
21.117
5.723
37.156
7.190
7.439
(742)
-
-
-
-
-
35.273
11.720
21.117
4.981
37.156
7.190
7.439
125.618
(742)
-
-
-
-
124.876
81.713
440.134
50.000
31.801
47.400
9.788
12.340
45.701
6.541
729
(432)
742
-
1.048
-
4.664
-
3.452
-
-
81.713
440.134
50.000
31.801
48.129
9.356
12.340
55.607
6.541
725.418
1.039
1.048
4.664
3.452
-
735.621
466.342
2
1.514
18.535
82.417
-
(804)
-
6.006
(19.248)
-
9.052
4.878
-
(2.618)
-
466.342
2
1.514
25.997
63.169
9.052
568.810
(804)
(13.242)
9.052
4.878
(2.618)
566.076
(4.645)
-
1.823
(16.839)
13.716
10.153
-
Patrimônio líquido
Participação de não controladores
Total do ativo
2009
BR GAAP
Anterior
Total do passivo
57.417
1.477.263
(507)
(2.618)
54.595
1.481.168
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce Controladora
Ativo
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa
Títulos e valores mobiliários
Contas a receber
Dividendos a receber
Imposto a recuperar
Adiantamento a terceiros
Valores a receber
Outros créditos
Não circulante
Títulos e valores mobiliários
Depósitos judiciais
Transações com partes relacionadas
Impostos diferidos
Outros créditos
Investimentos:
Imobilizado
Intangível
Diderido
2009
BR GAAP
Anterior
Cfe. publicação
Reclassifi
cação
CPC 37 Baixa ativo
diferido
ICPC 09 Aquisição participação
não controladores
Aliansce Controladora
CPC 20 Capitalização
de juros
Amortização
ágio mais valia
2009
com os CPC´s
e IFRS
1.654
22.649
5.910
3.256
687
1.088
30.000
3.137
-
-
-
-
-
1.654
22.649
5.910
3.256
687
1.088
30.000
3.137
68.381
-
-
-
-
-
68.381
145.506
8
4.920
4.196
766
624.007
983
58.542
1.645
143
1
-
528
(15.962)
(1.645)
9.052
-
4.878
-
1.348
(3.966)
-
145.506
8
4.920
6.215
766
618.009
982
58.542
-
840.573
144
(17.079)
9.052
(982)
4.878
(2.618)
834.948
Passivo
Cfe. publicação
Circulante
Empréstimos e financiamentos
Cédula de crédito imobiliário
Fornecedores
Impostos e contribuições a recolher
Dividendos a pagar
Outras obrigações
Não circulante
Empréstimos e financiamentos
Cédula de crédito imobiliário
Transações com partes relacionadas
Receitas diferidas
Instrumentos financeiros derivativos
Imposto de renda e contribuição social diferida
Debêntures
Outras obrigações
Capital social
Reserva de capital
Reserva legal
Reserva de lucros
Ajuste de avaliação patrimonial
Compra de ações - não controlados/ particip. minoritários
Patrimônio líquido atribuível aos controladores
908.954
144
(17.079)
9.052
4.878
(2.618)
903.329
164
Reclassifi
cação
CPC 37 Baixa ativo
diferido
ICPC 09 Aquisição participação
não controladores
31.825
7.336
2.025
143
7.190
1.963
-
-
-
50.482
-
-
24.444
90.680
54.189
2.035
12.340
41.806
54.701
6.433
143
-
286.628
143
466.342
2
1.514
21.569
82.417
-
-
CPC 20 Capitalização
de juros
Amortização
ágio mais valia
2009
com os CPC´s
e IFRS
-
-
-
31.825
7.336
2.025
143
7.190
1.963
50.482
-
-
-
-
24.444
90.680
54.189
2.035
12.340
41.949
54.701
6.433
-
-
-
-
286.771
9.052
4.878
-
(2.618)
-
466.342
2
1.514
25.997
63.169
9.052
9.052
4.878
(2.618)
566.076
-
-
Patrimônio líquido
2.169
(19.248)
571.844
-
-
-
Total do Patrimônio líquido
571.844
-
(17.079)
9.052
4.878
(2.618)
566.076
Total do passivo
908.954
143
(17.079)
9.052
4.878
(2.618)
903.329
Participação de não controladores
Total do ativo
2009
BR GAAP
Anterior
(17.079)
-
-
-
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce Controladora
2009
BR GAAP
Anterior
Receita líquida de aluguel e serviços
Custo de aluguéis e serviços
Lucro bruto
Receitas/(Despesas) operacionais
Despesas administrativas e gerais
Resultado da equivalência patrimonial
Despesas legais e tributárias
Outras receitas (despesas) operacionais
CPC 37 Baixa ativo
diferido
(37.414)
14.961
(23.205)
50.601
(84)
24.483
(3.873)
(41.287)
11.088
-
-
(3.873)
4.878
419
1.891
(62)
4.878
2.310
(62)
(29.886)
4.809
-
41.679
4.878
2.310
1.608
(2.684)
4.292
-
Lucro líquido do exercício
43.287
4.878
Lucro atribuível aos:
Acionistas controladores
Acionistas não controladores
43.287
-
4.878
-
165
(22.787)
57.309
(84)
24.484
58.922
(29.886)
4.809
-
Imposto de renda e contribuição social total
Imposto de renda e contribuição social corrente
Imposto de renda e contribuição social diferido
2009
com os CPC´s
e IFRS
52.375
(25.077)
Lucro líquido antes dos impostos e
participações de não-controladores
Amortização
ágio mais valia
52.375
51.795
Resultado financeiro
Despesas financeiras
Receitas financeiras
CPC 20 Capitalização
de juros
-
(25.077)
(3.935)
44.933
(142)
1.317
(142)
1.317
2.782
(2.684)
5.466
2.168
(2.618)
47.715
2.168
-
(2.618)
-
47.715
-
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Aliansce Consolidado
2009
BR GAAP
Amortização
CPC 37 Baixa ativo
CPC 20 Reclassifi Capitalização
2009
com os CPC´s
Anterior
ágio mais valia
diferido
cação
de juros
-
-
-
140.068
e IFRS
Receita líquida de aluguel e serviços
140.068
Custo de aluguéis e serviços
(42.279)
(3.966)
-
-
-
(46.246)
97.789
(3.966)
-
-
-
93.822
Lucro bruto
Receitas/(Despesas) operacionais
Despesas administrativas e gerais
Resultado da equivalência patrimonial
Despesas legais e tributárias
Outras receitas (despesas) operacionais
Resultado financeiro
Despesas financeiras
Receitas financeiras
Lucro líquido antes dos impostos e
participações de não-controladores
-
(29.660)
10.316
(244)
23.499
-
3.081
-
146
-
(26.578)
10.315
(244)
23.646
3.911
-
3.081
146
-
7.139
(51.259)
8.675
-
-
-
10.154
-
(41.105)
8.675
(42.584)
-
-
-
10.154
(32.430)
59.116
(3.966)
3.081
146
10.154
68.531
(12.593)
(12.247)
(346)
1.348
(1.048)
-
(3.452)
1.348
(1.048)
(3.452)
(15.744)
(12.247)
(3.497)
Lucro líquido do exercício
46.523
(2.618)
2.034
146
6.702
52.787
Lucro atribuível aos:
Acionistas controladores
Acionistas não controladores
43.287
3.236
(2.618)
2.022
12
146
4.878
1.824
47.715
5.072
Imposto de renda e contribuição social total
Imposto de renda e contribuição social corrente
Imposto de renda e contribuição social diferido
166
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
38
Efeitos trimestrais
Em atenção à Deliberação CVM nº 656 de 25 de janeiro de 2011, demonstramos abaixo os
impactos trimestrais para os períodos de março, junho, setembro e dezembro de 2010 e 2009
sobre o resultado e patrimônio líquido da Companhia, decorrentes da adoção do IFRS a partir de
2010.
Segue abaixo a composição dos ajustes de adoção das novas práticas contábeis na Aliansce
Consolidado e na Aliansce, referente às demonstrações trimestrais de 2010:
Estas Informações Trimestrais foram sujeitas aos procedimentos de revisão especial aplicados
pelos auditores independentes da Companhia de acordo com os requerimentos da CVM para
Informações Trimestrais (NPA 06 do IBRACON), incluindo os ajustes decorrentes da adoção das
novas práticas contábeis, não tendo sido, portanto, sujeitas aos procedimentos de auditoria.
167
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Conciliação do lucro das informações trimestrais
CONTROLADORA
Lucro líquido antes dos ajustes de IFRS
Reversão da amortização do ativo diferido
Amortização ágio mais valia do investimento
Combinação de negócios (Compra vantajosa) ‐ CPC 15
Revisão da vida útil dos ativos
Lançamentos na controladora ‐ CPC 43
Lucro líquido após os ajustes de IFRS
31.03.10
30.06.10
2010
30.09.10
5.385
778
(616)
‐
2.297
1.670
9.514
11.964
832
(627)
‐
2.348
1.874
16.391
13.303
209
(610)
‐
2.370
1.673
16.945
NOTA: Efeitos demonstrados líquido de impostos
168
31.12.10
TOTAL
31.03.09
30.06.09
2009
30.09.09
31.12.09
TOTAL
6.683
881
(617)
2.944
972
852
11.715
37.335
2.700
(2.470)
2.944
7.987
6.069
54.565
4.639
656
(655)
‐
‐
1.672
6.312
1.048
674
(654)
‐
‐
869
1.937
13.011
298
(654)
‐
‐
902
13.557
24.589
540
(655)
‐
‐
1.435
25.909
43.287
2.168
(2.618)
‐
‐
4.878
47.715
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
CONSOLIDADO
31.12.10
TOTAL
31.03.09
30.06.09
2009
30.09.09
31.12.09
TOTAL
5.088
(75)
812
(622)
2.944
1.299
1.193
10.639
36.125
(303)
2.700
(2.470)
2.944
8.846
8.290
56.132
4.883
146
558
(654)
‐
‐
2.188
7.121
1.981
‐
845
(671)
‐
‐
1.241
3.396
14.055
‐
254
(662)
‐
‐
1.277
14.924
25.604
‐
378
(631)
‐
‐
1.995
27.346
46.523
146
2.035
(2.618)
‐
‐
6.701
52.787
31.03.10
30.06.10
2010
30.09.10
5.693
‐
804
(618)
‐
2.465
2.223
10.567
12.211
(151)
855
(626)
‐
2.530
2.530
17.349
13.133
(77)
229
(604)
‐
2.552
2.344
17.577
Acionistas da Companhia
9.514
16.391
16.945
11.715
54.565
6.312
1.937
13.557
25.909
47.715
Participação dos não‐controladores
1.053
958
632
‐ 1.076
1.567
809
1.459
1.367
1.437
5.072
Lucro líquido antes dos ajustes de IFRS
Reclassificações adoção inicial
Reversão da amortização do ativo diferido
Amortização de ágio mais valia dos investimentos
Combinação de negócios (Compra vantajosa) ‐ CPC 15
Revisão da vida util dos ativos
Capitalização de Juros
Lucro líquido após os ajustes de IFRS
Lucro líquido atribuível a:
NOTA: Efeitos demonstrados líquido de impostos
169
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Conciliação do Patrimônio Líquido das informações trimestrais
CONTROLADORA
2010
Patrimônio líquido antes dos ajustes de IFRS
Ativo diferido
Amortização de ágio mais valia do investimento
Dividendo mínimo obrigatório
Capitalização de juros
Revisão do cálculo da vida útil
Compra de participação de não controladores ICPC 09
Combinação de negócios
Patrimônio líquido após os ajustes de IFRS
2009
31.03.10
30.06.10
30.09.10
31.12.10
31.03.09
30.06.09
30.09.09
31.12.09
1.010.396
(17.457)
(3.227)
‐
6.548
2.297
9.052
‐
1.007.609
1.020.111
(15.616)
(3.861)
‐
8.422
4.645
9.850
‐
1.023.551
1.034.037
(15.267)
(4.498)
‐
10.095
7.015
9.850
‐
1.041.232
1.166.156
(14.526)
(5.087)
(12.959)
10.947
7.987
10.438
2.944
1.165.900
624.792
(18.591)
(655)
‐
1.672
634.686
(17.916)
(1.309)
‐
2.541
639.698
(17.619)
(1.963)
‐
3.443
571.844
(17.079)
(2.618)
‐
4.878
‐
‐
607.218
‐
‐
618.002
‐
‐
623.559
9.052
‐
566.076
170
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
CONSOLIDADO
2010
Patrimônio líquido antes dos ajustes de IFRS
Reclassificações adoção inicial
Ativo diferido
Amortização de ágio mais valia do investimento
Dividendo mínimo obrigatório
Capitalização de juros
Revisão do cálculo da vida útil
Compra de participação de não controladores ICPC 09
Combinação de negócios
Participação dos não controladores
Patrimônio líquido após os ajustes de IFRS
2009
31.03.10
30.06.10
30.09.10
31.12.10
31.03.09
30.06.09
30.09.09
31.12.09
1.007.361
(950)
(13.472)
(3.227)
‐
6.548
2.297
9.052
‐
54.303
1.061.912
1.017.227
(950)
(11.781)
(3.861)
‐
8.422
4.644
9.850
‐
56.867
1.080.418
1.031.230
(950)
(11.510)
(4.498)
‐
10.095
7.015
9.850
‐
71.898
1.113.130
1.163.066
(950)
(11.345)
(5.087)
(12.959)
10.947
8.846
10.438
2.944
72.637
1.238.537
621.757
(950)
(14.607)
(654)
‐
1.672
‐
‐
‐
52.742
659.960
631.651
(950)
(13.915)
(1.325)
‐
2.541
‐
‐
‐
64.285
682.287
636.663
(950)
(13.610)
(1.987)
‐
3.443
‐
‐
‐
71.142
694.701
568.810
(950)
(13.095)
(2.618)
‐
4.878
‐
9.052
‐
54.595
620.671
171
Aliansce Shopping Centers S.A.
(Companhia aberta)
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais)
Conselho de Administração
Renato Feitosa Rique - Presidente
Sandeep Lakhmi Mathrani- Conselheiro
Joel Laurence Bayer – Conselheiro
Carlos Geraldo Langoni – Conselheiro
Carlos Alberto Vieira - Conselheiro independente
Diretoria
Renato Feitosa Rique - Diretor Presidente
Henrique Christino Cordeiro Guerra Neto - Diretor executivo e de relações com investidores
Renato Ribeiro de Andrade Botelho - Diretor financeiro
Délcio Lage Mendes - Diretor de operações
Paula Guimarães Fonseca - Diretora jurídica
Ewerton Espínola Visco - Diretor
Ronaldo do Santos Vieira
Contador
CRC-RJ 076593/O-1
172