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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
GESTÃO EMPRESARIAL NOS PAÍSES MEMBROS
COMPONENTES DO GRUPO DOS BRICS – UMA
ABORDAGEM PROSPECTIVA
Carlos Alberto Gonçalves Alfredo
ORIENTADOR:
Professor Sergio Majerowicz
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DEDICATÓRIA
Dedico a conclusão deste curso à minha querida
e inesquecível Mestra Professora Mary Sue, que
com a sua doce e bela presença me levou e me
reconduziu ao encantamento dos meus primeiros
dias no Banco Escolar.
Mary Sue: Você é uma presença, uma eterna
fonte e doce inspiração na minha vida.
3
RESUMO
Esta monografia tem como objetivo, discorrer a gestão empresarial nos
países membros componentes do grupo dos BRICS, acrônimo que representa
o bloco dos quatro principais países emergentes do mundo, a saber: Brasil,
Rússia, Índia e China, criado em 2002 após a assinatura de tratados de
cooperação e comércio entre os quatro países membros acima citados.
De acordo com a opinião do Embaixador Roberto de Oliveira Campos, já
falecido, em matéria publicada no jornal “O Globo” na edição de 11/05/1997, o
mundo vive o seu quarto período global, no qual com a economia globalizada,
existe uma tendência para a formação de blocos econômicos regionais
criados para facilitar as transações comerciais entre os países membros,
geralmente formados por países vizinhos ou que tenham afinidades culturais
ou comerciais.
Esta é uma nova tendência comercial e geopolítica, pois, os blocos
econômicos regionais são criados com a finalidade de eliminar entraves
burocráticos, barreiras tarifárias e alfandegárias, na busca de soluções em
comuns para o desenvolvimento das suas economias, pois, viver isoladamente
fora de um bloco econômico, significa viver isolado do mundo comercial, como
de acordo com a opinião do Embaixador Rubens Ricupero em entrevista
concedida ao Programa Canal Livre em sua edição de 18/09/2011, o Brasil
deve atualmente adotar uma atitude um “pouco menos globalizante”, o que
não significa protecionismo, mas sim, dar maior destaque ao desenvolvimento
da sua economia interna. Conforme mostrado na figura 1, na parte introdutória
deste documento existem atualmente quinze blocos econômicos regionais:
ALCA, NAFTA, ALADI, PACTO ANDINO, CARICOM, MERCOSUL, MCCA,
SADC, UNIÃO EUROPEIA, EFTA, CEI, APEC, ASEAN, ANZCERTA e
BRICS.
4
METODOLOGIA
A metodologia utilizada nesta monografia consiste na junção de dados e
fontes de informações pesquisadas pelo autor deste trabalho, existentes
separadamente, contribuindo para a compilação de um conjunto de elementos
descritivos relativos ao título deste estudo, trabalho, reunindo-os em um todo
compreensível para elaboração e apresentação deste texto.
Porém, graças ao crescimento de publicações especializadas em
diversas áreas do conhecimento humano e, consequentemente de trabalhos
publicados,
verifica-se
a
expansão
da
TEORIA
DA
GESTÃO
DO
CONHECIMENTO quer na área bibliográfica e também na área digital,
aumentando a retenção, a aquisição, armazenamento, transporte e análise de
dados na forma digital, contribuindo para a disseminação do conhecimento.
A evolução dessa teoria força os pesquisadores à busca de novas
metodologias de pesquisas, capazes de oferecer novos mecanismos de acesso
mais rápidos e eficazes em torno dos objetivos alvos a serem pesquisados.
As fontes de pesquisas utilizadas nesta monografia estão
suportadas na TEORIA DA GESTÃO DO CONHECIMENTO, abrangendo:
•
Pesquisas bibliográficas;
•
Pesquisas digitais;
•
Pesquisas de mídia;
•
Outras fontes e referências informativas.
As fontes pesquisas estão citadas no índice bibliográfico no final deste
trabalho, com as respectivas referências de acesso e localização.
5
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO I
Fundamentação Teórica
10
CAPÍTULO II
Origem e formação dos BRICS
16
CAPÍTULO III
Gestão Empresarial nos Países componentes do Grupo dos BRICS
22
CAPÍTULO IV
A inserção do Brasil na Economia Regional e Global
35
CONCLUSÃO
41
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
42
ÍNDICE
6
INTRODUÇÃO
Os historiadores atribuem ao sociólogo canadense Professor da
Universidade de Toronto, Herbert Marshall McLuhan, a criação do moderno
conceito de globalização, que em 1964 publicou um livro chamado
“Undertanding Media”, traduzido para a língua portuguesa sob o título “Os
meios de comunicação como extensões do homem”, ao afirmar na época
de modo visionário, que no futuro se tornaria realidade, a existência que "uma
rede mundial de computadores tornará acessível, em alguns segundos
minutos, todo o tipo de informação as pessoas do mundo inteiro". Em
tempos de internet, essa frase é óbvia., porém, quando foi pronunciada há 46
anos, parecia extraída de um livro de ficção. Na época, McLuhan foi chamado
foi chamado de sonhador a louco, conforme a simpatia que suas idéias
provocavam.
McLuhan propôs que, até o surgimento da televisão, vivíamos na
"galáxia de Gutenberg" onde todo o conhecimento era visto apenas em sua
dimensão visual.
Sua afirmação é simples: antigamente, o conhecimento era transmitido
oralmente, por lendas, histórias e tradições, mas, a criação da imprensa por
Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg (1398 / 1468), bispo da
Arquidiocese de Mogúncia, na Europa Central permitindo que o conhecimento
fosse mais difundido, o qual até propriedade da Igreja Católica, sendo
reproduzido nos Mosteiros manualmente em pergaminhos pelos monges.
Quando McLuhan publicou o seu livro, talvez não imaginasse que
estava lançando um dos clássicos da comunicação – mais discutido do que
lido, mais desprezado do que estudado, no qual tornou conhecida a expressão
ALDEIA GLOBAL citando uma nova práxis social que seria proporcionada
pelas mídias eletrônicas, alterando os processos cognitivos, expandindo a
TEORIA DA GESTÃO DO CONHECIMENTO.
7
Para
McLuhan
(1911-1980),
os
meios
eletrônicos
levariam
a
humanidade a uma identidade coletiva com base tribal, a ALDEIA GLOBAL,
conceito já conhecido na época do lançamento do livro, que alcançou mais
visibilidade com a disseminação da internet. McLuhan é apontado por muitos
como um visionário da Internet.
A figura 1 mostra os quatorze blocos econômicos regionais atualmente
existentes no mundo, exclusive o bloco dos BRICS
Disponível em:
http://vejabemvr.blogspot.com/2011/05/o-mundo-esta-se-dividindo-emblocos.html - Acesso em 19/08/2011
O assunto-título deste trabalho “GESTÃO EMPRESARIAL NOS PAÍSES
MEMBROS COMPONENTES DO GRUPO DOS BRICS – UMA ABORDAGEM
PROSPECTIVA” será abordado a partir dos Capítulos componentes desta
monografia.
8
CAPÍTULO I
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A FORMAÇÃO DOS BLOCOS ECONÔMICOS REGIONAIS
E A GLOBALIZAÇÃO
O advento deste quarto período global revelou ao mundo um novo
cenário econômico e político, principalmente após a queda do Muro de Berlim
em 1989 e a o fim da União Soviética em 1991, encerrando uma hegemonia
política bipolarizada, representada de um lado pelo Bloco Ocidental com a
liderança dos Estados Unidos e pelo outro pela extinta URSS – União das
Repúblicas Socialistas Soviéticas, após o término da segunda guerra mundial,
dando início ao período histórico conhecido como “Guerra Fria” que durou 46
anos, de 1945 até 1991, com o fim da União Soviética nesse mesmo ano.
No atual período global, estamos vivendo uma verdadeira revolução
financeira e industrial, onde os continentes geopoliticamente os continentes
tornaram-se um todo unificado.
Esse
novo
cenário
pode
ser
chamado
de
GLOBALIZAÇÃO,
caracterizando-se como um movimento econômico e político irreversível que
fixou âncoras nos cinco continentes, implantando novas tecnologias de ponta
está o Brasil, imerso em um mercado de bens e serviços altamente
competitivo.
Na visualização do processo global, os países perceberam que as
negociações comerciais se tornariam mais eficientes com uma sinergia setorial
das suas economias, iniciando-se desse modo a formação dos BLOCOS
ECONÔMICOS REGIONAIS atualmente formado por quinze blocos, por países
com afinidades culturais ou comerciais, dando origem à criação dos atuais
9
blocos econômicos regionais mundiais, pela necessidade de ocupação dos
espaços econômicos dentro do processo global.
Os blocos econômicos regionais não constituem blocos fechados entre
si, mantendo relações comerciais interblocos.
Contudo, os blocos econômicos regionais que buscam ocupar espaços
dentro do processo global, se deparam com blocos econômicos formados pelas
maiores economias do mundo, destacando-se:
•
UNIÃO EUROPEIA – foi o primeiro grande bloco econômico, formado
em 1957, também conhecido como COMUNIDADE ECONÔMICA
EUROPEIA, dando origem à atual União Européia, formada por 27
Estados-membros, após a assinatura do Tratado de Maastricht em
1992.
•
G8 - Bloco econômico formado pelas economias mais desenvolvidas do
mundo, criado em 1975. É formado pelos seguintes países: Estados
Unidos, Reino Unido, França, Rússia, Alemanha, Itália, Canadá e Japão.
A Rússia participa como país observador desde 1990.
10
PAÍSES MEMBROS COMPONENTES DO GRUPO DO G8
Figura 2
Disponível
em:
http://geopensar.blogspot.com/2008/07/os-pases-do-
g8.html - Acesso em 24/09/2011
•
NAFTA - Criado em 1994, o Tratado Norte-Americano de LivreComércio formado é por três países, Estados Unidos, México e Canadá
tendo o Chile como membro associado.
O G20 FINANCEIRO – Representa o grande bloco financeiro mundial,
caracterizando um grupo financeiro formado por dezenove ministros e
presidentes de Bancos Centrais, existindo também um outro G20 formado por
nações emergentes em vias de desenvolvimento; é um bloco com grande
influência e de grande tamanho, pois os países membros detém juntos
11
aproximadamente 90% do produto nacional bruto mundial, 80% do comércio
internacional e cerca de 65% da população do planeta.
Fazem parte do G20 Financeiro os países membros do G8, além dos seguintes
países: Brasil, Argentina, México, China, Índia, Austrália, Indonésia, Arábia
Saudita, África do Sul, Coréia do Sul e Turquia. A União Européia em bloco é
vigésimo membro. O FMI, e o Banco Mundial também participam do G20.
A BACIA DO PACÍFICO
Com a morte de Mao-Tsé Tung em 1976, Deng Xiaoping assumiu a
liderança do Partido Comunista Chinês, colocando em prática colocando em
prática um programa de reformas econômicas que transformariam a China num
país com o maior crescimento do planeta, implantando o chamado
“SOCIALISMO DE MERCADO”, canalizando para o país um volume de
investimentos sem precedentes na história no país, tendo a China passado por
uma abertura diplomática. Em 1979, Deng Xiaoping foi o primeiro governante
chinês a visitar os Estados Unidos.
Inicialmente foram criadas zonas econômicas especiais, onde as
empresas estrangeiras podiam se instalar, desde que em parceria com as
empresas chinesas.
As reformas econômicas chinesas foram alocadas em quatro setores,
destacando-se a agricultura, indústria e comércio, ciência e tecnologia e na
área militar. Para implantar o programa de modernização de modernização da
economia, o governo utilizou a TEORIA DA GESTÃO DO CONHECIMENTO,
criando CLUSTERS INDUSTRIAIS que desenvolvem pesquisas tecnológicas
patrocinadas pelos Institutos Públicos de Tecnologia, cujos acervos, os
pesquisadores usam com total liberdade, servindo como exemplo a Legend
que originou a Lenovo, fabricante de equipamentos de informática, cujos PCs
já estão vendidos no Brasil, permitindo uma conexão próxima inter-clusters,
cuja utilização é empregada ao máximo pelos chineses.
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Os chineses também procuram explorar ao máximo o processo
cognitivo, criando e utilizando simultaneamente tecnologias combinadas,
valendo-se delas em todas as etapas produtivas, além também de usar
também a última tecnologia disponível, a penúltima, a anti-penúltima e até a
primitiva, prática que as empresas ocidentais não conseguem combinar.
Toda a cadeia de fornecedores dessas indústrias está reunida em pólos
industriais próximos uns dos outros, com mais de mil empresas em cada pólo,
com um forte intercâmbio entre elas. É um sistema radicalmente diferente do
Just in time.
Nos distritos industriais chineses, cada empresa faz uma parte do
produto final, mas todas trabalham lado a lado, com foco no produto.
Essa prática faz com que a China consiga disputar o mercado
internacional com as grandes empresas ocidentais, vendendo a preços mais
competitivos.
A esse respeito, a revista Exame em sua edição nº 670 do dia
16/06/2010, traz duas excelentes reportagens sobre a China, mostrando o diaa-dia de uma empresa chinesa, a HUAWEI fabricante de equipamentos de
telecomunicações, que em 2009 faturou dois bilhões de dólares em 2009; a
reportagem mostra que o senso de urgência é uma das principais
características dessa empresa, que se transformou num dos ícones do
socialismo de mercado chinês, que investe uma parte do seu orçamento em
pesquisas de inovação.
Segundo o World Intellectual Patent Application (WIPO), a agência
das Nações Unidas responsável por proteger a propriedade intelectual, duas
empresas têm se revezado no posto de número 1 do mundo em inovação nos
últimos anos. Uma delas é a japonesa Panasonic, tradicional fabricante de
equipamentos e uma das maiores pesquisadoras de robótica do Japão. A outra
é a Huawei. Em 2009, a empresa registrou 1 847 patentes - 11 vezes o
13
número registrado pela aclamada Apple de Steve Jobs, que somou 159. Para
alcançar esse número, foi preciso criar uma estrutura de pesquisa e
desenvolvimento gigantesca, onde os investimentos em inovação, chegam a 2
bilhões de dólares.
A comparação entre o desenvolvimento do Império Romano e os Blocos
Econômicos asiáticos, encontram na Geopolítica um elo inseparável, pois,
segundo os historiadores, a expansão do Império Romano ocorreu graças ao
Oceano Mediterrâneo, na época chamado pelos romanos de MARE
NOSTRUM.
Desse modo o Oceano Mediterrâneo estava para o Império Romano, assim
como hoje o Oceano Pacífico está para a expansão do Mercado Asiático,
sendo considerado por alguns analistas como o MARE NOSTRUM de hoje.
Quem conseguir tirar proveito da sua extensão, também conseguirá expandir o
comércio mundial na direção do Oriente.
O surgimento da China como nação-potência foi antevisto por Napoleão
Bonaparte, no século XVI, quando disse:
"A China é um gigante que está dormindo. Deixem-no dormir, pois
quando acordar ele irá sacudir o mundo".
SINOPSE DO CAPÍTULO I
Neste primeiro capítulo conceituamos o processo de formação dos
BLOCOS ECONÔMICOS REGIONAIS E A GLOBALIZAÇÃO.
O segundo capítulo discorrerá sobre o processo de ORIGEM E
FORMAÇÃO DOS BRICS
14
CAPÍTULO II
ORIGEM E FORMAÇÃO DOS BRICS
Em decorrência da expansão da economia mundial neste quarto período
mundial,
diversos
países
reuniram-se
em
BLOCOS
ECONÔMICOS
REGIONAIS, de modo a inserir suas economias no processo global.
Um desses blocos regionais é formado por quatro países, BRASIL,
RÚSSIA, ÍNDIA e CHINA, sendo reconhecido pelo acrônimo BRIC fundado em
2002 mediante um tratado assinado entre os quatro países membros.
Na
década
de
50,
ficou
conhecida
a
expressão
PAÍSES
SUBDESENVOLVIDOS criada pelo sociólogo francês Jean Yves Lacoste,
referindo-se às nações mais pobres do planeta.
Posteriormente, o economista Albert Sauvy criou a expressão
"TERCEIRO
MUNDO”
substituindo
a
expressão
criada
por
Lacoste
caracterizando o mesmo tipo de nações, criando um ESTIGMA GEOPOLÍTICO
de grande repercussão mundial, que de certa forma conduziu os países em
fase de desenvolvimento para posições desfavoráveis no cenário da economia
mundial.
Para fazer frente a essa ESTIGMATIZAÇÃO GEOPOLÍTICA surgiu em
1960 o MOVIMENTO DOS PAÍSES NÃO ALINHADOS formado por países de
recente independência, sem qualquer comprometimento junto aos dois
poderosos blocos políticos antagônicos representados pelos Estados Unidos e
União Soviética.
Conforme anteriormente ressaltado no Capítulo introdutório, o advento
deste quarto período global redimensionou e alargou as fronteiras econômicas,
conduzindo os países, tanto os desenvolvidos e os em desenvolvimento, à
criação de BLOCOS ECONÔMICOS REGIONAIS, buscando criar uma sinergia
entre as suas economias, existindo atualmente no mundo quinze blocos
regionais econômicos regionais, sendo um destes o bloco dos BRICS, formado
15
por quatro países, BRASIL, RÚSSIA, ÍNDIA E CHINA, cujas economias pelo
perfil geopolítico, ocupam atualmente lugar destaque pelo que representam em
meio a atual crise da economia mundial, concentrando 40% da população
mundial, 28% do território e quase 25% das riquezas de todo o globo.
O BRASIL E OS BRICS
Analisado perfil do Brasil como membro componente do Grupo dos BRICS,
podemos concluir que o país tem excelentes possibilidades de se destacar
dentro do Bloco, devido aos seguintes fatores:
TEMOS:
•
Um estoque genético riquíssimo que estimula a adaptação e a
tolerância;
•
Um importante mercado interno;
•
Uma boa matriz energética
•
Uma promissora disponibilidade futura de petróleo;
•
Terra, água e tecnologia para expandir sua agricultura;
•
Uma única língua.
NÃO TEMOS:
•
Problemas fronteiriços;
•
Problemas étnicos e religiosos sensíveis;
•
Somos uma democracia constitucional consolidada com um Supremo
Tribunal Federal independente que “garante” nossas liberdades
individuais.
•
Temos uma taxa anual projetada de crescimento da economia
projetada de 5% ao ano.
16
•
Nossa ambição de crescimento é modesta (5% ao ano), o que nos situa
bem na economia mundial.
A figura 3 abaixo mostra a posição dos BRICS e o crescimento projetado
até 2030
Disponível em: http://sind-geoblog.blogspot.com/2010/04/os-brics-pordelfim-netto.html – Acesso em 26/09/2011
Conforme descrito o Brasil apresenta características sociais que o
colocam em condições competitivas frente aos outros três países membros
componentes do Bloco dos BRICS, que tem características culturais
diversificadas em relação ao Brasil, com as quais o Brasil tem que lidar em
suas trocas comerciais.
Esses aspectos são muitos bem explicados pelo cientista político
Samuel Huntington no livro “O choque das civilizações e a recomposição
da nova ordem mundial. Em um artigo escrito em 1993 na revista Foreign
Affairs, Huntington declara:
17
“ Minha hipótese é que a fonte fundamental de conflitos neste mundo
novo não será principalmente ideológica ou econômica. As grandes
divisões entre a humanidade e a fonte dominante de conflitos séra
cultural. Os Estados-nações continuarão a ser os atores mais poderosos
no cenário mundial, mas os principais conflitos da política global
ocorrerão entre países e grupos de diferentes civilizações. O choque de
civilizações dominará a política global. As falhas geológicas entre
civilações serão as frentes de combate do futuro”
Com base nessa declaração tentaremos fazer uma sinopse das
características dos demais tres membros componentes membros do Grupo dos
BRICS:
RÚSSIA
•
É o maior país do mundo em extensão territorial e ocupa o território de
17.075.400 Km². Em comparação com o Brasil, é cerca de duas vezes
maior;
•
Tem uma economia de mercado com enormes recursos naturais,
particularmente petróleo e gás natural. Tem a 12ª maior economia do
mundo por PIB nominal e a 6ª maior por paridade do poder de compra;
•
Composição da População: russos 80%, tártaros 4%, ucranianos 2%,
chuvaches 1%, outros 10% (2002).
•
Idioma: Russo (Oficial), chuvache, calmuco, chechene.
•
Religião: Cristianismo 76,2% (ortodoxos 75,0%, católicos 0,3%,
protestantes 0,9%), islamismo 5%, judaísmo 0,2%, outras 8,0% (maioria
ateista) (1995).
ÍNDIA
A economia indiana é atualmente uma das maiores do mundo (4°
economia em poder de paridade de compra) com um mercado promissor para
18
vasta gama de produtos. Com um PIB de US$ 1.099 trilhões, e um crescimento
de 9.2% do mesmo (est. 2007) a Índia vem se consolidando como uma das
principais economias em crescimento no mundo, com um setor externo com
um desempenho compatível com o quadro econômico global.
Apesar do grande desenvolvimento, crescimento e investimentos a
economia Indiana ainda enfrenta desafios, convivendo com as desigualdades
ainda muito presentes na Índia, pois ainda hoje, 27% da população vive abaixo
da linha de pobreza e é através do desenvolvimento econômico que o governo
pretende mudar esses números e continuar o desenvolvimento do país mais
igualitariamente.
CHINA
É o maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo, com mais
de 1,3 bilhão de habitantes, com 56 etnias, com predominância da etnia HAN
que é predominante no país (91% da população), com uma moderada
tolerância com os grupos religiosos existentes no país: catolicismo, budismo,
taoismo, islamismo e outras crenças, porém, quem é filiado ao PC chinês não
pode ter religião.
Como membro do bloco dos BRICS, o Brasil deve desenvolver
estratégias
de
relacionamento
diplomático
capazes
de
conviver
hamoniosamente com essa ampla diversidade cultural existente nos demais
tres componentes dos BRICS.
As projeções indicam que aé 2030 a China poderá ser a primeira
potência econômica mundial, ultrapassando os Estados Unidos.
No início deste capítulo descrevemos as condições brasileiras de
inserção no bloco dos países membros dos BRICS. Contudo, a maior barreira
a ser superada pelo país está na educação, área que precisa de grandes
19
investimentos em todos os níveis para colocar o Brasil em um patamar
competitivo com as demais nações e também com os demais membros dos
BRICS, que alcançam posições elevadas no ranking educacional em relação
ao Brasil.
SINOPSE DO CAPÍTULO II
Abordamos neste segundo capítulo a origem e a formação dos BRICS.
O terceiro capítulo será dedicado ao tema título desta monografia
“GESTÃO EMPRESARIAL NOS PAÍSES COMPONENTES DO GRUPO DOS
BRICS”
20
CAPÍTULO III
GESTÃO EMPRESARIAL NOS PAÍSES COMPONENTES DO
GRUPO DOS BRICS
Este terceiro capítulo foi escrito com base no artigo escrito pelo
monografando,
intitulado
“PANORAMA
E
PERSPECTIVAS
DOS
MOVIMENTOS DE GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA”, considerando que o seu
conteúdo traz uma contribuição a este trabalho, descrevendo aspectos
relacionados com o quarto período global no qual estamos inseridos, com
repercussões na formação do bloco dos BRICS, do qual o Brasil é membro,
discorrendo sobre os impactos que a globalização está tendo nos países
emergentes.
Um dos aspectos marcantes deste quarto período global é determinado
pela implantação de modernas tecnologias de ponta, que proporcionam a
produção de Bens de Capital e Serviços em altas velocidades (modernização),
na busca de um futuro adequado, ao evoluir através de um oceano de imensos
impactando o desenvolvimento de alguns Blocos Econômicos regionais, a
exemplo dos BRICS do qual o Brasil faz parte.
Coincidentemente, os quatro processos de globalização sempre foram
liderados pelo bloco dos países desenvolvidos, ou do primeiro mundo das suas
respectivas épocas, deixando bloco dos países emergentes a reboque das
suas lideranças, sociais, políticas, militares e econômicas.
Neste aspecto, o problema das nações emergentes, que não pertencem
ao bloco dos países do primeiro mundo, foi sempre o da sobrevivência, que,
significa o equilíbrio com o meio externo, a solidariedade social e, muitas
vezes, a hostilidade violenta contra os de fora.
21
Este quarto período global trouxe consigo um problema quase
irreversível para os países em desenvolvimento, ou seja, do advento da
tecnologia, que, encontrou na informática o vetor mais preponderante, devido a
velocidade crescente com que essa ciência se desenvolve, criando uma nova
classe de analfabetos: a dos analfabetos em computação, pessoas
despreparadas para lidar com as novas ferramentas de trabalho, ou que não
conseguiram se adaptar às novas exigências que essa ferramenta nos trouxe,
gerando um novo paradigma educacional, a curto, médio e longo prazo, sendo
necessário aos países em desenvolvimento, para que os mesmos possam pelo
menos, não fazer frente de imediato a essa nova tecnologia, mas, para que até
certo ponto possam alcançar um certo grau de nivelamento tecnológico a
médio prazo, que exige recursos financeiros inexistentes e necessários à
formação de um contingente de mão-de-obra especializada nesse setor, pois,
os países emergentes precisarão de 25 anos ou mais, para sair do atual
estágio de desenvolvimento e alcançar as nações mais desenvolvidas, mas,
nesse tempo, essas nações já estarão mais 50 anos adiante e, as nações
emergentes estarão a reboque das tecnologias de ponta, talvez sempre com
meio século de dependência tecnológica, pois a velocidade da TI deixou para
trás os países emergentes.
Enquanto isso, somente os Estados Unidos, gastam anualmente cerca
de US$ 220 bilhões em pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias.
Ao lado dos investimentos em tecnologia, os países desenvolvidos
contam com a aplicação da GESTÃO DO CONHECIMENTO, principalmente
nos Estados Unidos, onde o assim chamado “ESPÍRITO DA GARAGEM” tem
sido o responsável pelo nascimento de grandes empresas americanas, como
por exemplo: Microsoft, Yahoo, HP, Apple, Boeing, e tantas outras.
Além desse tipo de empreendedorismo, a área acadêmica também
responde por boa parte da criação de empresas inovadoras, como por
exemplo, a GOOGLE fruto de duas teses de Doutorado escritas por Sergey
22
Brin e Larry Page – dois estudantes de ciências da computação da
Universidade de Stanford.
Outro exemplo de inovação está no Mouse, ferramenta periférica para
Computadores criada e desenvolvida em 1963 pelo Engenheiro Elétrico Doug
Engelbart, formado pela Universidade de Stanford.
Toda essa gigantesca concentração de macro-poder tecnológico retida
pelos países desenvolvidos, gerou o que os especialistas estão chamando de
“a praga do fim e do início do novo século”: o desemprego em massa, pois, ao
entrar na quarta globalização, entramos também um uma nova fase da
revolução tecnológica: do salto da produtividade em mercadorias (sociedade
industrial), para o estágio da cadeia de produtividade (a sociedade do
conhecimento) na qual a mão-de-obra tradicional se torna descartável,
privilegiando-se os trabalhadores supertreinados, capazes de manipular
informática e a robótica, criando-se assim um descompasso: a mão-de-obra de
treinamento médio, aceitável nas sociedades industriais e pós-industriais,
porém, não demandada na sociedade do conhecimento, surgindo assim o
fenômeno do “desemprego tecnológico”, que não é novidade na história
econômica,
ocorrendo
sempre
nas
súbitas
transições
de
patamares
tecnológicos, como, por exemplo, a descoberta da máquina a vapor no século
XVIII.
A atual revolução tecnológica se processa com espantosa velocidade,
exigindo ajustes dolorosos e profundos, sendo inútil tentarmos contrariar as
atuais tendências de informatização, robotização e globalização.
Ao lado da praga do desemprego, assistimos também neste início de
século, o desenvolvimento de um velho fenômeno das economias capitalistas:
a concentração de renda nos países mais desenvolvidos, graças à maciça
utilização
da
TEORIA
DA
GESTÃO
DO
CONHECIMENTO
utilizada
principalmente na indústria petrolífera cujas atividades se desenvolvem em
larga escala na região do Oriente Médio, que é a grande produtora de petróleo,
23
onde estruturas sociais arcaicas locais predominam, forçando o povo a um
padrão de vida abaixo do desejável, principalmente através do domínio do
fundamentalismo religioso.
Dessa forma, a transferência de renda para os países desenvolvidos
ocorre, principalmente, devido à aquisição de Bens de Capital necessários aos
países em desenvolvimento, mas, não fabricados pelos mesmos.
Além da aquisição de Bens de Capital, os países desenvolvidos também
arrecadam renda graças ao elenco de tecnologias que exportam para os
países emergentes, e da conseqüente rede de prestação de serviços para a
manutenção das tecnologias exportadas, além do fornecimento de BENS DE
CAPITAL INFRAESTRUTURAIS na participação de grandes empreendimentos
a
exemplo
da
construção
da
USINA
HIDRELÉTRICA
DAS
TRÊS
GARGANTAS na China, onde um Consórcio Internacional forneceu as 26
turbinas operadas pela gigantesca Usina que, atualmente é a maior do mundo
em operação.
Após essas considerações iniciais podemos analisar um pouco mais
detalhamente o tema-título desta monografia “GESTÃO EMPRESARIAL NOS
PAÍSES COMPONENTES DO GRUPO DOS BRICS”, em ordem descritiva e
seqüencial da composição do acrônimo relativo à composição do bloco.
BRASIL
Inserido na economia global e membro do Bloco regional dos BRICS, o
Brasil, se defronta com sérios problemas de GESTÃO EMPRESARIAL,
principalmente quando se trata do relacionamento comercial com os mercados
internacionais.
Temos no Brasil um diversificado leque de empresas e modelos de
gerenciamento
empresariais:
empresarial,
representado
pelos
seguintes
segmentos
24
•
Empresas genuinamente brasileiras de origem familiar, onde as
práticas de inovação constituem um óbice ao desenvolvimento dos
processos de Gestão empresarial;
•
Empresas genuinamente brasileiras também de origem familiar,
que contam com a participação de investimentos estrangeiros,
facilitando a absorção de novos processos de Gestão empresarial;
•
Grandes grupos empresariais brasileiros não familiares, a exemplo
da EMBRAER que depende da importação de BENS DE CAPITAL de
tecnologia de ponta como itens essenciais para a operação das
suas aeronaves: Motores, Trem de pouso, Avionics e alguns outros
itens, cujo valor formam cerca de 70% do preço de uma aeronave
aqui fabricada;
•
Empresas multinacionais instaladas no Brasil que se valem do
know how trazido dos seus países de origem e implantados no
país, conforme é o Consórcio Modular instalado pela Montadora
Volkswagen na sua Unidade Fabril na cidade de Resende no Estado
do Rio de Janeiro.
Para tentar contornar esses problemas, as Empresas e o Governo
Brasileiro tem criado mecanismos de estímulo para o desenvolvimento da
GSTÃO DO CONHECIMENTO aplicado na área industrial, cujo resultado não
virá de imediato, mas a médio e longo prazo.
Além disso, as empresas multinacionais praticam no Brasil a conhecida
“DRENAGEM DE CEREBROS” (Drain Brain) batendo às portas das nossas
melhores Universidades oferecendo oportunidades de mercado com as quais
as Empresas brasileiras não tem condições de competir.
Para inserir-se de forma competitiva na economia global, o Brasil terá
que desenvolver e implantar um modelo de desenvolvimento industrial
semelhante ao modelo chinês baseado na criação de clusters industriais que é
uma tendência, tanto em âmbito nacional quanto internacional, na área
25
acadêmica e nos meios empresariais e governamentais: a de empresas,
especialmente micro, pequenas e médias, procurarem se organizar em redes
estratégicas
de
cooperação
interorganizacionais,
para
se
manterem
competitivas nos mercados em que atuam ou mesmo para assegurar sua
sobrevivência ante a acirrada competição advinda deste quarto período global;
esse processo funciona com pleno êxito no Vale do Silício na Califórnia, pólo
de desenvolvimento e criação de tecnologias de ponta na área de informática.
RÚSSIA
Existe no universalismo diplomático uma PRAXIS conceitual que
articular concretamente a prática das relações internacionais entre as nações:
“A CHINA É UM IMPÉRIO E A RÚSSIA É UM MISTÉRIO”. Não se trata
apenas de uma simples colocação semântica, mas de uma realidade que no
caso russo pode ser vista sob dois ângulos distintos:
•
Até a dissolução da URSS em 25 de dezembro de 1991 e após a sua
dissolução em 25 de dezembro em 1991.
Após a dissolução da URSS criou-se a CEI – COMUNIDADE DOS
ESTADOS INDEPENDENTES, formada por doze repúblicas que integravam a
ex URSS. Em março de 1992, foi criada a Federação russa através de um
tratado assinado pelo Presidente Boris Yeltsin, face às reivindicações das
minorias étnicas que a compõem, sendo formada por 18 das 20 repúblicas
autônomas que a integram.
Na era da URSS o governo russo evitava difundir informações internas
do país, conforme aconteceu com o terrível acidente nuclear ocorrido na Usina
Nuclear de Chernobyl no dia 26 de abril de 1986, somente revelado ao mundo
no dia 29 de abril, quatro dias mais tarde, por um Laboratório de pesquisas
nucleares da Dinamarca.
26
O mesmo procedimento foi seguido em 1991 quando ocorreu o acidente
com o submarino nuclear russo dia 12 de agosto de 2000, quando navegava
em exercícios de rotina no mar de Barents ao norte da Rússia, com 118
tripulantes a bordo, causando a morte de todos, porém, o governo russo só
admitiu oficialmente o acidente quatro dias mais tarde, quando solicitou ajuda
internacional a diversos países para resgatar os sobrevivente; a justificativa
apresentada pela Marinha Russa era a necessidade de se preservarem os
segredos militares do submarino nuclear.
Esses dois relatos revelam uma peculiaridade extensiva ao modo russo
de se comunicar no mundo dos negócios, que é negociar sem alardes, como
ocorreu com a recente venda de helicópteros russos para a FAB. O Brasil
como membro dos BRICS terá que assimilar esse “modus operandi” para
negociar com os russos, através de eficazes modos de Gestão Empresarial na
área internacional quer na área regional, quer na área global.
Contudo, apesar de manterem um estilo peculiar de negociar, os russos
detém atualmente a supremacia absoluta em duas áreas de alta tecnologia de
ponta, nas quais os países ocidentais não conseguem ocupar os espaços
dominados pelas empresas russas, representados respectivamente pelo setor
de cargas aéreas e pelo setor aeroespacial.
No primeiro, após o desmanche da URSS em 1991 uma frota de
gigantescos aviões cargueiros de grande capacidade operacional, até então,
usados
para
imediatamente
finalidades
diversas
militares
empresas
foram
desmobilizados,
particulares
para
criando-se
operar
esses
equipamentos em escala comercial, que atualmente voam em todo o globo.
A frota de aviões cargueiros russas, formada por cinco modelos distintos
(AN-225, AN-124, AN-22, ILYUSHIN IL-76, AN-12 e mais o Helicptero MI-26, é
a única no mundo com capacidade de transporte de cargas indivíseis de
grande porte, tais como locomotivas, turbinas, geradores, equipamentos
petrolíferos , helicópteros e cargas similares. O modelo AN-124 detém o
27
recorde mundial de transporte de cargas pesadas indivisíveis, ao transportar
uma locomotiva sobre uma carreta da Austria para o Canadá em um vôo sem
escalas. A taxa de ocupação dos aviões cargueiros russos é de 100%, sendo
necessário mais de três meses de espera para contratar um carregamento. A
Petrobras é um constante usuário do modelo AN-225 utilizado no transporte de
equipamentos petrolíferos.
O outro setor onde também atualmente os russos detém a supremacia
absoluta é o aeroespacial, no qual o país, através do Centro de lançamentos
de Baikonur localizado na República do Cazaquistão na Ásia Central, realiza
sob contratos internacionais lançamentos de astronautas de diversas
nacionalidades e suprimentos rumo a Estação Espacial Internacional, da qual a
Rússia é um dos 15 membros participantes do Consórcio.
Recentemente com o encerramento do programa dos ônibus espaciais
americanos,
em julho de 2011, a NASA assinou com a ROSCOSMOS
(Agência Federal Espacial Russa), um contrato para quatro lançamento entre
2013 e 2014, ao custo de US$ 335 milhões, passando a depender dos russos
até 2015 quando ficará pronto um novo veículo de lançamento de lançamento
espacial.
ÍNDIA
Dentro do bloco dos BRICS, a Índia vem se destacando como uma das
principais potências emergentes ao lado dos seus quatro parceiros. É um país
de dimensões continentais que tem algumas características em comum com o
Brasil, pois ambos tem grandes extensões territoriais e um grande contingente
populacional; ambos ainda convivem com grandes desigualdades sociais, má
distribuição de renda, porém, exercem grande atratividade como mercados
emergentes.
28
Internamente o país busca a secularização do Estado tentando abolir o
tradicional sistema de castas, além de lidar com os constantes confrontos
religiosos entre os fundamentalistas hindus e muçulmanos em seu território.
No entanto, a Índia conquistou um alto destaque na área acadêmica,
pois, as suas Universidades são mundialmente respeitadas, sendo o segundo
maior polo gerador e exportador de Softwares, detendo a formação absoluta do
maior número de PhDs do mundo. O país vem obtendo um grande
desenvolvimento no desenvolvimento de tecnologias de ponta, especialmente
na área espacial, nuclear e biológica. A sua comunidade científica é
considerada a terceira do mundo, atrás dos Estados Unidos e da Rússia.
Apesar desses indicadores, a Índia convive com grandes desigualdades
sociais, com 27% da população vivendo abaixo da linha de pobreza, com o
governo tentando através do desenvolvimento econômico, tentando mudar
essa realidade e transformar o país.
É a grande potência do Sul da Ásia. Uma grande parte das empresas
indianas é de origem familiar, porém, existem grandes grupos empresariais que
projetam o país no cenário da economia global, tais como: Tatá Motors,
Ranbaxy Laboratories Ltd., IDI – Indian Dyestuff Industries Ltd. e outras.
CHINA
A China é atualmente a segunda economia do mundo. A meta agora é
ultrapassar os Estados Unidos.
O país é também o maior credor dos Estados Unidos e vem procurando
se qualificar cada vez mais para competir nos mercados globais. Em consumo
de energia, o país ultrapassou os Estados Unidos.
A Gestão Empresarial chinesa se caracteriza por utilizar métodos
inexistentes em outros países, onde a cadeia produtiva é organizada de modo
29
a maximizar o uso intensivo da mão-de-obra, com os operários trabalhando em
dois ou três turnos e residindo em moradias nas próprias empresas, com
condições de trabalho inferiores a dos países ocidentais; porém, o governo
chinês tem patrocinado programa de formação de Gestores em diversas áreas
do conhecimento, de modo a criar modelos de gestão mais competitivos,
favorecendo o desenvolvimento econômico e aumentando a inserção industrial
do país na economia global.
Contudo, a China tem tido avanços significativos na área de tecnologia
de ponta, principalmente no setor aeroespacial, pois foi o terceiro país a
colocar no espaço uma cápsula tripulada com três tripulantes em um vôo orbital
com uma hora de duração. Mais recente, o país lançou o primeiro módulo da
sua própria estação espacial, que é a base em torno da qual serão acoplados
os módulos que formarão a estação espacial chinesa que deverá estar pronta
em meados de 2020, sendo também o único país que está construindo uma
estação espacial própria, além de estar desenvolvendo o seu próprio sistema
de GPS.
O país espera participar do Consórcio Internacional mantenedor da
Estação Internacional, cujo acesso foi negado pelos Estados Unidos por
motivos políticos.
Apesar do grande desenvolvimento tecnológico alcançado pela China na
área aeroespacial, os crescentes investimentos chineses no exterior ainda
refletem os hábitos as práticas gerenciais praticadas na China, com longas
jornadas de trabalho, horas-extras, teleconferências de madrugada e algumas
outras características culturais que os chineses só se adaptam aos países nos
quais se estabelecem ao longo do tempo.
Por essa razão, a Petrobras que é uma das grandes empresas, que
fazem negócios com a China, mantém um programa de treinamento para os
seus executivos de modo a prepará-los antes que negociar com a China, o que
30
é necessário para conhecer-se a cultura, a economia e as condições políticas
da China.
A China que já tem um volume considerável de exportações para a
América do Sul aguarda a conclusão do Corredor Interoceânico do Chile ao
Brasil mostrado na figura 4 para intensificar o fluxo comercial com a América
Latina
CORREDOR INTEROCEÂNICO DO CHILE AO BRASIL
É uma grande estrada de 3,8 mil quilômetros que reduzindo em semanas o comércio do Brasil
com a China e as ligações do Chile com a Europa e a África. O trecho brasileiro, entre Mato
Grosso e São Paulo está pronto. A parte chilena é bem curta e está finalizada. Falta apenas
concluir o trecho de 1,8 quilômetros que passa pelo território boliviano.
A figura 5 mostra detalhadamente o futuro fluxo comercial marítimo da
Ásia e Oceania para a America Latina, passando pelo Canal do Panamá e pelo
Corredor Interoceânico entre o Chile e o Brasil
31
FIGURA 6
PAÍSES MEMBROS COMPONENTES DO BLOCO DOS BRICS:
BRASIL, RÚSSIA, ÍNDIA E CHINA
SINOPSE DO CAPÍTULO III
Alguns especialistas em geopolítica consideram existir entre os países
membros do bloco dos BRICS, um papel a desempenhar, cabendo ao Brasil e
Rússia a produção de alimentos e petróleo respectivamente e também de
matérias primas, cabendo a Índia e China, o desenvolvimento de negócios de
32
serviços e de manufatura devido à concentração de mão-de-obra e os baixos
custos industriais nesses dois países.
O Brasil tem condições potenciais para se inserir nessa beneficiar nessa
corrida conjunta para a economia global, porém, o seu grande gargalo ainda é
a sua taxa de crescimento, resultado de contínuas políticas públicas míopes.
O fator mais favorável ao Brasil está em suas reservas naturais de água,
fauna e flora, além de um grande lençol petrolífero.
A Índia e a China poderão em 2030 ocupar o segundo e o terceiro lugar
na economia global.
Atualmente a China passa por um processo de transição do capitalismo
de Estado para o capitalismo de mercado, mas ainda não se sabe se o governo
irá continuar totalitarista ou se a China irá evoluir completamente para um país
democrático nos moldes ocidentais.
Ainda é um pouco cedo para sabermos que a aliança dos BRICS tende
à perenização, pois, conforme nota publicada na edição Online do jornal O
Estado de São Paulo de 26 de janeiro de 2007, os ministros das relações
exteriores da Rússia, China e Índia se encontraram em Nova Délhi, para
expandir a cooperação no formato trilateral Rússia-China-Índia porque,
segundo o presidente russo, esses três países já exercem uma grande
influência no atual cenário econômico global.
Talvez essa iniciativa possa ter sido o primeiro passo para a criação de
um novo bloco econômico regional composo pelos três países que seria
composto pelo acrônimo RIC (Rússia, Índia e China), no qual o Brasil
participaria como observador, a exemplo da Rússia onde o país participa como
membro observador do G20 desde 1990, conforme mostra a figura 7
33
MAPA DESTACANDO A PROXIMIDADE FRONTEIRIÇA ENTRE A RÚSSIA, CHINA
E ÍNDIA, FAVORECENDO A CRIAÇÃO DE UM POSSÍVEL NOVO BLOCO
ECONÔMICO REGIONAL (RIC)
Disponível em: http://professsormarcianodantas.blogspotcom/2011/bric-brasil-russia-india-e-china.html
Acesso em 04/10/2011
De acordo com a nota publicada na edição do jornal BBC BRASIL On
line de 04 de outubro de 2011, o primeiro ministro-russo, Vladimir Putin, pediu
que haja uma integração mais próxima entre as antigas repúblicas soviéticas,
seguindo o modelo da União Europeia. Em um artigo de jornal, dias após
anunciar que está concorrendo à presidência, Putin propôs uma "União
Eurasiana", destacando que o novo bloco se tornaria um grande centro de
poder e mudaria a atual configuração geopolítica e geoeconômica do mundo,
ressaltando a união já estava a caminho, com Rússia, Belarus e Cazaquistão
em processo de integração econômica, negando que estaria propondo a
recriação da União Soviética, dizendo que a nova integração seria baseada em
valores diferentes.
A inserção brasileira quer no bloco dos BRICS, quer na economia global
vai depender de mudanças estruturais internas no país que ainda é um
adolescente entre o bloco dos BRICS.
34
CAPITULO IV
A INSERÇÃO DO BRASIL NA ECONOMIA REGIONAL E
GLOBAL
Conforme descrito no capítulo 3 a inserção econômica e social do Brasil
neste quarto período global, vai depender de mudanças estruturais internas no
país, que ainda é um adolescente entre o bloco dos BRICS.
Porém, neste quarto período global, a evolução dos processos
tecnológicos deu-se de forma mais acentuada em relação aos períodos
anteriores.
O autor deste trabalho descreve uma experiência pedagógica que não
pode ser considerada como um fato tecnológico isolado dos demais, que está
desde 2009 sendo vivido pelo corpo docente e discente da AVM-FACULDADE
INTEGRADA, abaixo descrito:
•
Até meados de 2009 a orientação monográfica era realizada
presencialmente (aluno e orientador). Em meados de 2009, a
instituição implantou a tecnologia de orientação à distância,
passando a fazer parte do sistema de EAD, onde todo o processo
de orientação monográfica passou a ser feito através da Internet;
naquele ano, logo no período inicial de implantação do novo
sistema, o autor deste trabalho entrou em contato com o suporte
de TI do AVM solicitando informações a respeito do retorno da
análise do seu orientador, recebendo como resposta a informação
de que naquele período, mais de duas mil monografias haviam
sendo enviadas aos orientadores, gerando um congestionamento
nos servidores da Instituição;
Considerando-se que a monografia é essencial para obtenção do
certificado final de curso, e que a mesma tem um peso de 50% nas
grades curriculares, a repentina mudança do processo presencial
35
para
o
semipresencial,
nos
leva
à
conclusão
de
que
a
nomenclatura “presencial” não corresponde mais a nomenclatura
desse processo.
Este orientando faz o seu quinto curso de Pós-Graduação na AVMFaculdade Integrada, observando o impacto que esse sistema causa nos seus
pares, pois alguns não estão adaptados ao mesmo, sentindo os efeitos da falta
de contato direto requerido nesse processo de orientação pedagógica; no
entanto, os avanços tecnológicos ignoram esses aspectos, exigindo do Ser
Humano novos padrões gregários até então inexistentes.
A descrição desse exemplo caso mostra que a tecnologia avança em
todas as áreas do conhecimento humano, exigindo uma reciclagem profissional
constante, rumo a novos patamares, especialmente na área Pedagógica,
exigindo que novos conhecimentos tecnológicos sejam absorvidos pelos
profissionais de educação em curto prazo, face ao crescente minimalismo
tecnológico e também pelos discentes, por se tratar de um caminho sem volta.
Dentro desse escopo, passamos a citar as mudanças ocorridas e as
possíveis mudanças tecnológicas que deverão ocorrer, com forte influência
sobre a área pedagógica empresarial, sendo a principal a implantação do
sistema de Educação à distância (EAD);
4.1.1 – MUDANÇAS PROJETADAS:
•
Transformação
dos
grandes
espaços
físicos
universitários
em
CENTROS DE TELECONFERÊNCIAS EDUCATIVAS, com a interação
entre Professores e alunos, dinamizando ainda mais o processo de
EAD;
•
Reciclagem dos profissionais da área de TI, com o domínio das
técnicas e modelos de PESQUISA OPERACIONAL, que é uma ciência
voltada para a resolução de problemas reais, permitindo simulações de
protótipos operacionais facilitando o processo de análise e decisão,
permitindo a experimentação de protótipos, significando decisões mais
bem avaliadas e testadas antes da fase de implementação.
36
Devido ao seu caráter multidisciplinar, a Pesquisa Operacional pode
fornecer contribuições em, praticamente, todos os domínios da atividade
humana, atingindo também a área educacional.
É uma ciência que baseia sua aplicação, com base no conceito de
utilização de modelos, dentre os quais se destacam:
•
Teoria das Filas;
•
Programação Estocástica;
•
Programação Dinâmica;
•
Programação linear;
•
Conjugação de modelos de Pesquisa Operacional.
Contudo, o pleno conhecimento do problema a ser resolvido, é que
determina a
implantação do melhor método
de
PO – PESQUISA
OPERACIONAL, exigindo análises conjugadas à praticidade na formulação
das alternativas.
Para melhor exemplificar a aplicação de um modelo de PO utilizado na
solução de problemas reais, abordamos o problema ocorrido durante a primeira
fase de implantação do sistema de orientação à distância implantado pelo AVM
em meados de 2009 descrito no início deste capítulo, o qual é considerado pela
PO como um modelo enquadrado na TEORIA DAS FILAS que é um sistema
de filas composto por seis componentes, sendo os três primeiros obrigatórios e
os
três
últimos se ao
informados são
obrigatoriamente conhecidos,
considerando-se aqui como dados apresentados, a quantidade de monografias
enviadas durante um determinado período de tempo, a capacidade de
recebimento (estoque) de monografias recebidas pelos servidores e o tempo
de retorno ao aluno (orientando):
1) Modelo de chegada dos usuários ao serviço: o modelo de chegada
é
usualmente
especificado
pelo
tempo
usuários/serviços, sendo determinístico, isto é,
entre
as
chegadas
dos
as chegadas ocorrem em
intervalos de tempo exatamente iguais (tempo entre as chegadas é constante),
37
ou então trata-se de
chegadas
é
uma variável aleatória, quando o tempo entre as
variável
e
segue
uma
distribuição
de
probabilidades
presumivelmente conhecida. Além de sabermos se o modelo de chegada é
determinístico ou é uma variável aleatória, precisamos também saber a taxa de
chegada l. A constante l é a taxa média de chegadas dos usuários por unidade
de tempo;
2) Modelo de serviço (atendimento aos usuários): o modelo de
serviço é normalmente especificado pelo tempo de serviço, isto é, o tempo
requerido pelo atendente para concluir o atendimento. Da mesma forma que o
modelo de chegada, pode ser determinístico (constante) ou uma variável
aleatória (quando o tempo de atendimento é variável, seguindo uma
distribuição de probabilidades presumivelmente conhecida;
3) Número de servidores: é o número de atendentes disponíveis no
sistema;
4) Capacidade do sistema: representa o número de usuários que o
sistema é capaz de atender, incluindo a quantidade de usuários que estão
sendo atendidos mais os que esperam na fila. Se este parâmetro não for
informado, o sistema é considerado com capacidade ilimitada (¥).
5) Tamanho da população: número potencial de clientes que podem
chegar a um sistema. Pode ser finito ou infinito.
6) Disciplina das filas: é o modo como os usuários são atendidos. A
disciplina da fila pode ser:
* FIFO (first in, first out): primeiro a chegar é o primeiro a ser atendido;
* LIFO (last in, first out): último a chegar é o primeiro a ser atendido;
* ALEATÓRIO, isto é, os atendimentos são feitos sem qualquer preocupação
com a ordem de chegada;
Conforme citado, a quantidade de monografias enviadas aos servidores
do AVM na primeira semana de operação do sistema foi de 2.000 monografias.
38
Atualmente com a criação de novos cursos, será necessário utilizar o
modelo de TEORIA DAS FILAS, para otimizar as operações do sistema de
EAD, que está ocorrendo de forma exponencial. Esse fato, também acarreta o
número de monografias a serem distribuídas a cada orientador, que está do
outro lado do aluno, de modo que cada um possa reter uma capacidade de
respostas, que seja a mais otimizada possível, de modo a evitar gargalos na
devolução dos trabalhos enviados pelos orientandos para análise dos
orientadores.
•
Outra habilidade a ser apreendida pelos PEDAGOGOS consiste no
desenvolvimento
de
habilidades
de
comunicação
à
distância,
preparando-se para o advento da implantação de centros de
TELECONFERÊNCIAS, que gradativamente substituirão os modelos
presenciais, onde as salas de aula tendem à extinção, tendendo à
implantação cada vez mais acentuada do EAD, onde for possível,
caracterizando a presença da minimalização tecnológica na área
educacional.
•
Assimilação da Neurociência pedagógica, para conhecer de modo mais
profundo a capacidade de absorção cognitiva dos alunos.
•
Será também necessário aos PEDAGOGOS que trabalham com a EAD
a melhor assimilação da ANDRAGOGIA utilizada como instrumento de
comunicação à distância;
•
A EAD deverá ser baseada no conceito de “capital intelectual”,
representado pelo binômio “facilitador/aluno”;
39
SINOPSE DO CAPÍTULO IV
Conforme descrito neste quarto e último capítulo, será (ao) necessária
(as) aos Pedagogos que trabalham com a EAD o envolvimento com um elenco
de conhecimentos, abrangendo os atuais recursos tecnológicos utilizados na
área educacional, assim como absorver as novas tecnologias educacionais que
estão a caminho:
•
COMPETÊNCIAS COGNITIVAS E NEUROPEDAGÓGICAS;
•
COMPETÊNCIAS RELACIONAIS;
•
COMPETÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS;
•
COMPETÊNCIAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS;
•
COMPETÊNCIAS TECNOLÓGICAS GERAIS E ESPECÍFICAS;
que devem ser assimiladas tanto no aspecto teórico quanto na prática,
tendo como conseqüência a substituição dos conteúdos programáticos na área
de formação pedagógica.
Devido à crescente presença do MINIMALISMO, em todas as áreas do
conhecimento humano e também devido aos altos custos tecnológicos, o
Governo poderia incentivar a criação de clusters educacionais em larga escala
envolvendo as Universidades públicas e privadas, diretamente conectadas com
os Institutos Públicos de Tecnologia e Universidades, que atuariam como pólos
fornecedores
de
tecnologias
educacionais,
PEDAGÓGICO praticado na China.
.
a
exemplo
do
modelo
40
CONCLUSÃO
Esta
monografia
escrita
sob
o
título
“GESTÃO
EMPRESRIAL
EMPRESARIAL NOS PAÍSES COMPONENTES DO GRUPO DOS BRICS –
UMA ABORDAGEM PROSPECTIVA”, procura abordar ainda que de modo
singelo o desenvolvimento a criação, o desenvolvimento e a presença desse
bloco regional econômico que vem se inserindo na economia global.
Conforme descrito no capítulo 3 a inserção econômica e social do Brasil
neste quarto período global, vai depender de mudanças estruturais internas no
país, que ainda é um adolescente entre o bloco dos BRICS e também na
economia global, pois, neste quarto período global a evolução dos processos
tecnológicos deu-se de forma mais acentuada em relação aos períodos
anteriores.
Na conclusão deste trabalho, o monografando descreve uma experiência
pedagógica real vivida pelo mesmo, que não pode ser considerada como um
fato tecnológico isolado dos demais, visto que está diretamente relacionada
com a inserção do Brasil na economia regional e global, o qual é o mais jovem
membro dos BRICS dentre os outros três componentes do bloco.
Este quarto período global nos trouxe um novo modo de viver e pensar,
novas estruturas familiares, e novas estruturas minimalistas, com milhares de
pessoas sintonizadas com o novo ritmo. Outras, mais temerosas, buscam uma
fuga inútil para um passado sem volta.
Esse é apenas um dos desafios a serem enfrentados pelos Pedagogos
neste início do século XXI, antecipando-se, através da aplicação da Teoria do
Conhecimento às mente-se as novas tecnologias educacionais emergentes,
trazendo o futuro para o presente, em um mundo no qual novas competências
educacionais serão impostas, exigindo de todos nós, processos de educação e
adaptação continuada, que são os únicos instrumentos capazes de inserir o
Brasil em mundo globalizado cada vez mais competitivo.
É preciso agir rápido, pois, cada vez o mundo é dos mais “rápidos” em
perceber as mudanças e dos “flexíveis” para realizá-las.
41
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
,
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– Editora Nacional, Rio de Janeiro
_____________________________.
Filósofo
e
Educador
canadense,
introdutudor do conceito da ALDEIA GLOBAL.
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_____________________________JEAN
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DEMETRIO MARTINELLI MAGNOLI - Sociólogo e geógrafo brasileiro, Doutor
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Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP).
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%A9trio_Magnoli – acesso
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por um dos dois Tratados de Roma de 1957 (em vigor desde 1958), com a
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Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidade_Econ%C3%B3mica_Européia
Acesso em 26/08/2011
UNIÃO
EUROPÉIA
(UE)
anteriormente
designada
por
Comunidade
Económica Europeia (CEE), Comunidade Europeia (CE) e Mercado
Comum Europeu (MCE), é um bloco econômico e político de 27 Estadosmembros, estabelecido após a assinatura do Tratado de Maastricht, a 7 de
fevereiro de 1992, pelos doze primeiros países da antiga CEE, uma das três
Comunidades Europeias.
42
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Europeia – Acesso
em 26/08/2011
TRATADO DE MAASTRICHT - Também conhecido como Tratado da União
Europeia (TUE) foi assinado a 7 de Fevereiro de 1992 na cidade holandesa de
Maastricht, sendo um marco no processo da unificação europeia, resulltando
na substituição da denominação Comunidade Europeia pelo termo atual União
Europeia.
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Maastricht - Acesso em
26/08/2011
MARE NOSTRUM ("nosso mar", em latim), nome dado pelos antigos romanos
para o mar Mediterrâneo, na época do Inpério Romano..
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mare_Nostrum http://pt.wikipedia.org/wiki/Mare_Nostrum - Acesso em 26/08/2011
ALBERT SAUVY – Economista francês criador da expressão TERCEIRO
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Disponível em:
http://vocesabedemais.blogspot.com/2009/bric/06.html - Acesso em 02/09/2011
G8 - Corresponde ao Grupo dos oito países mais ricos e influentes do mundo.
Fazem parte do G8, os Estados Unidos, Japão, Canadá, Alemanha, França,
Itália, Reino Unido e Rússia.
Disponível em: http://www.brasilescola.com/geografia/g8.htm - Acesso em:
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http://www.brasilescola.com/geografia/g-20-financeiro.htm
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43
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CARLOS ALBERTO GONÇALVES ALFREDO – Panorama e perspectivas dos
movimentos de globalização econômica, 2000 – Rio de Janeiro – escrito pelo
monografando.
REVISTA EXAME, - EDIÇÃO DE 16/06/2010, NÚMERO 970 – ANO 11, Nº 44
– EDIÇÃO DE 16/06/2010 - Os chineses estão nós e a vida numa fábrica
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A HISTÓRIA DA CHINA E A CHINA ATUAL –
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44
DENG XIAOPING – Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Deng_Xiaoping Acesso em 23/09/2011
DEMÉTRIO MIGNOLI REGIONAIS
E
A FORMAÇÃO DOS BLOCOS ECONÔMICOS
A
GLOBALIZAÇÃO
–
http://www.cefetsp.br/edu/eso/blocosregionalizacao.html
Disponível
em:
-
em
Acesso
24/0p9/2011
ENTREVISTAS GRAVADAS:
PROGRAMA CANAL LIVRE (REDE BANDEIRANTES)
•
CHEN DUQINC – EX-EMBAIXADOR CHINÊS NO BRASIL – Edição de
24 de agosto de 2010;
•
ECONOMISTA ANTONIO DELFIM NETTO – Edição de 08/08/2011;
•
SOCIÓLOGO DEMÉTRIO MAGNOLI – Edição de 29/08/2011;
•
EMBAIXADOR RUBENS RICUPERO – Edição de 18/09/2011.
45
ÍNDICE
FOLHA DE ROSTO
DEDICATÓRIA
RESUMO
METODOLOGIA
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
01
02
03
04
05
06
CAPÍTULO I
Fundamentação teórica
08
CAPÍTULO II
Origem e formação dos BRICS
14
CAPÍTULO III
Gestão empresarial nos países componentes do grupo dos BRICS
20
CAPÍTULO IV
A inserção brasileira na economia regional e global
34
CONCLUSÃO
40
ÍNDICE
45
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