A INCLUSÃO DOS INDIVÍDUOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA NA
EDUCAÇÃO FÍSICA.
INCLUSÃO DOS DEFICIENTES NA EDUCAÇÃO FÍSICA.
Autor: Marcio José Gonçalves Pedroso RA 001200600828
Orientador Científico: Profª. Ms. Ana Caroline Prioli
Universidade São Francisco
Curso de Educação Física-Licenciatura
Avenida São Francisco de Assis, 218.
Jardim São José
CEP 12916-900
Bragança Paulista-SP
E-mail: [email protected]
Resumo
O presente estudo visa compreender a inclusão das pessoas com deficiência
nas aulas de Educação Física escolar. Muitas crianças deficientes físicas e
mentais sofrem com o preconceito nas escolas, assim que entram são rejeitadas
pelos colegas ou até mesmo pela escola que não acolhem bem as crianças. Pois
nem todas as instalações são adaptadas para elas e essas crianças sentem-se
constrangidas, e dependendo da deficiência que a pessoa tem, esse preconceito
pode afetar ainda mais em sua deficiência. Neste momento, cabe às instituições
de ensino o dever de propagar concepções que quebrem com os paradigmas
estabelecidos até então, promovendo às pessoas com deficiência condições
dignas de viver em sociedade e aprender dignamente na escola, como pessoas
não deficientes. E nas aulas de Educação Física não é diferente, pois os
professores devem ter a preparação profissional para trabalhar com todos os
alunos da mesma maneira, tanto com os não deficientes como os deficientes. Hoje
nas Universidades é comum ter a disciplina de Educação Física Adaptada, no
curso de Educação Física, para que todas as crianças tenham o direito de
aprender, independentemente de sua condição.
Palavras-chave: INCLUSÃO, PREPARAÇÃO, PROFESSOR, DEFICIENTES.
Abstract
The present study aims to understand the inclusion of the persons with
deficiency in the classrooms of Physical Education at school. Many defective
physical and mental children suffer with the prejudice in the schools, so what enter
they are even rejected by the colleagues or by the school that the children do not
welcome well. Since not even they all are adapted for them and these children feel
embarrassed, and depending on the deficiency of such this prejudice can still affect
more in the problem that she already has. At this moment, the duty falls to the
institutions of propagating conceptions that break with the paradigms established
up to that time, promoting to the persons with deficiency worthy conditions of living
in society and learning worthy in the school, like persons not defective. And in the
classrooms of Physical Education it is not different, since the teachers must have
the professional preparation to work with all the pupils of the same way, so much
with not deficients as the deficients. Today in the Universities it is common has the
discipline of Physical Well-adjusted Education, in the course of Physical Education,
so that all the children have a right of learning, independently of his situation.
Key words: INCLUSION, PREPARATION, TEACHER, DEFICIENTS.
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1. Introdução
O trabalho discutirá a inclusão das pessoas com deficiências físicas e
intelectuais nas aulas de Educação Física Escolar, e a relação professor/ aluno
com deficiência. Além disso, será discutido como essas crianças se comportam
dentro do contexto Escolar, e principalmente na Educação Física e quais as
dificuldades e facilidades que essas crianças têm em relação à aprendizagem de
movimentos voltados a Educação Física, ou até mesmo o comportamento delas
nas aulas aplicadas.
Ressaltando também, o tratamento que elas recebem dentro das escolas,
como são recepcionados pela direção, professores e alunos, que não são
deficientes. Todos nós sabemos que existe preconceito sobre essas pessoas, e
nas escolas não é diferente disso, pois as pessoas que lá estão muitas vezes não
estão acostumadas a conviver com pessoas com deficiência em seu dia-a-dia.
Mas principalmente saber como elas são tratadas dentro das aulas de
Educação Física, como um professor deve trabalhar com essas crianças, se
devem poupá-las ou não de atividades mais complexas, exercícios que exijam
mais esforço físico do aluno e como ele deve preparar os outros alunos, que não
são deficientes, e na maioria das vezes não estão acostumados a conviver com
pessoas deficientes.
A diversidade humana é muito ampla. Mesmo assim, existem pessoas que
ainda não compreendem, muito bem, as deficiências que todos possuem, gerando
estigmas, preconceitos e impondo rotulações como é o caso de pessoas
deficientes (SIQUEIRA, 2008).
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2. OBJETIVOS
2.1 Objetivo Geral
Abordar o assunto inclusão de crianças deficientes físicas e mentais nas
aulas de Educação Física Escolar, pois existe muito preconceito com pessoas
portadoras de deficiência, não somente nas aulas de Educação Física ou na
escola, mas também na sociedade.
2.2 Objetivo Específico
A formação dos professores e o preparo que eles recebem dentro das
Universidades, para trabalhar com crianças portadoras de deficiência.
3. DESENVOLVIMENTO
3.1 Inclusão
Segundo a Organização Mundial da Saúde (2001), a classificação da pessoa
portadora de deficiência é “aquela que, por alguma condição motora, sensorial ou
mental, sentem-se limitadas de viver normalmente”. Daí pode-se concluir que o
indivíduo apresenta algum distúrbio que lhe acarretará uma limitação. Assim, a
OMS propõe o seguinte esquema: “Doença ou distúrbio, deficiência, limitação e
desvantagem”. Para um indivíduo ser considerado portador de deficiência, ele
deve apresentar limitações que lhe causem prejuízos à sua vida plena. Dessa
3
forma, quem usa óculos, é gordo ou baixinho, não será considerado portador de
deficiência já que, de forma geral, consegue ter uma vida dentro dos padrões de
normalidade (GREGUOL, 2001).
Os objetivos tradicionais na educação de pessoas com deficiência, ainda se
orientam por conseguir alcançar comportamentos sociais que a sociedade impõe,
em nossos comportamentos, quando deveriam ter como objetivo que essas
pessoas adquirissem autonomia para conduzir sua própria vida, sem depender de
ninguém, somente de si mesma. Ainda perdura um modelo assistencial e
dependente, uma pessoa sempre dependendo da outra para viver, quando a meta
da inclusão é o modelo competêncial e autônomo, cada um cuidando de si mesmo
sem precisar da ajuda de terceiros (MALERO, 2002).
Existe a necessidade de buscar dados que encerem discussões e reflexões
críticas sobre o atendimento educacional escolar dado as pessoas que tem algum
tipo de deficiência, priorizando, a compreensão de tendências e características
implantadas pela produção acadêmico-científica da Educação Física, suas
articulações com as políticas públicas inclusivas e com os documentos
internacionais que orientam o paradigma da Inclusiva sócio-cultural dos portadores
de necessidades especiais (OLIVEIRA, 2005).
Segundo Gimenez (2005), o objetivo para se chegar à inclusão, é discutir
desafios para implantação de propostas de inclusão. Para tanto, é levada uma
discussão sobre problemas de inclusão que envolve desde a esfera administrativa
e governamental até outros, que têm sido enfrentados por profissionais de
educação e, mais especificamente professores de Educação Física no âmbito de
suas aulas. Além disso, também são apresentadas algumas alternativas para se
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criar condições mais favoráveis para inclusão nas aulas de Educação Física. Uma
delas é o melhor preparo de professores, para trabalhar com essas crianças.
A inclusão é hoje um dos desejos de uma sociedade que ainda discrimina
suas pessoas com deficiência. O maior desafio é transformar a mentalidade
preconceituosa das pessoas, através da ação de profissionais da educação, tentar
reverter esse quadro. Destacamos que a inclusão das pessoas com deficiência
como benéfica, no entanto, a inclusão escolar não é um processo rápido, ou
automático e sim um processo gradativo, além disso, deve ser responsabilidade
de toda sociedade, viabilizando assim a integridade de todos indivíduos
portadores de deficiência (SIQUEIRA, 2008).
Se devemos usar termos técnicos ou não, para discutir esse assunto, é
uma questão sem importância, se desejamos falar construtivamente, numa
perspectiva inclusiva, sobre qualquer assunto que envolva ser humano. A
terminologia correta é extremamente importante quando abordamos assuntos que
envolvam
preconceito,
como
é
o
caso
das
deficiências
que
ocupa
aproximadamente 15% da população brasileira (SASSAKI, 2004).
O maior problema decorrente do uso de termos incorretos para abordar
assunto de inclusão, são as idéias equivocadas e as informações inexatas serem
indevidamente reforçadas (SASSAKI, 2004).
O mesmo fato pode ser a causa da dificuldade que afeta os leigos e os
profissionais que tem pouca informação sobre a situação das pessoas com
deficiência. Esse fato deve ser responsável também pela mudança de
paradigmas, por exemplo, na mudança que vai da integração das pessoas até a
inclusão em todos os sistemas sociais (SASSAKI, 2004).
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A inclusão das pessoas com deficiência na Educação Física Escolar é
importante, para ambos os lados, tanto para o deficiente, quanto para os alunos
não deficientes, é também, um desafio a ser enfrentado, devido, principalmente, a
falta de professores habilitados e também estruturas físicas adequadas e
adaptadas aos alunos com deficiência (KRUG, 2000).
3.2 Educação Física Adaptada
Segundo Marques, Castro e Silva, (2001), na atualidade, julgamos que as
respostas encontradas, sobre inclusão, levam a procurar uma maior participação
da pessoa com deficiência na sociedade, para se sentir inclusa dentro desse
contexto. Mas a participação tem sido abordada no sentido de uma colaboração e
não de uma participação efetiva na sociedade. Este aspecto é devido em parte, ao
fato da pessoa com deficiência não ter sido chamada para contribuir nesse mesmo
processo. Entender, o direito de opção de escolha por parte da pessoa com
deficiência, é fundamental.
Ultimamente, tem se falado muito em todo o mundo sobre acessibilidade.
Nos dias de hoje é muito comum ouvirmos falar em diretos e deveres das
pessoas, independente de suas condições, físicas ou educativas. Diante dessa
situação, muitos mecanismos vem sendo criados para garantir esses direitos a
todas as pessoas. Assim, se criou a partir dos anos 50, a Educação Física
Adaptada (EFA), que hoje atende as necessidades de varias pessoas, e é definida
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como um conjunto de atividades especiais e atende indivíduos na área de
Educação Física (GREGUOL, 2001).
O assunto central do trabalho é a inclusão dos deficientes físicos e
intelectuais nas aulas de Educação Físicos Escolar. Baseando em dados que
atraem discussões e reflexões críticas sobre o atendimento educacional dado a
pessoas que possuem algum tipo de deficiência. Dando mais importância, a
compreensão
de
tendências
e características
veiculadas
pela
produção
acadêmico-científica da Educação Física, sua ligação com as políticas públicas
inclusivas e com os documentos internacionais que orientam o paradigma da
inclusiva sócio-cultural das pessoas com deficiência (GIMENEZ, 2005).
Para que aconteça a inclusão, é necessário considerar as particularidades da
deficiência e as estratégias que serão utilizadas pelo educador. Com base na
peculiaridade, o professor de Educação Física poderá conhecer as necessidades,
os interesses e as possibilidades dos alunos e de cada grupo com que trabalha.
Existe uma infinidade de fatores que influenciam na aprendizagem de
pessoas com deficiência. Não existe nenhum método ideal ou perfeito da
Educação Física que se aplique no processo de inclusão, mas o professor sabe e
pode combinar numerosos procedimentos para remover barreiras e promover a
aprendizagem dos seus alunos (FREITAS apud CIDADE, 2003).
Falando um pouco sobre a história do esporte adaptado, em como o evento
de maior expressão a Paraolimpíadas, que ocorre desde 1960 em Roma. Desde lá
os jogos ocorrem sempre algumas semanas após o termino dos Jogos Olímpicos
com sede no mesmo lugar que os Jogos convencionais. O Brasil participa das
Paraolimpíadas desde 1972 e, nas últimas participações, vêm alcançando
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resultados muito0 elevados, embora haja pouca abordagem da mídia em cima dos
jogos. Hoje no Brasil existem grandes associações que apóiam e cuidam do
desporto adaptado, para pessoas com deficiência (GREGUOL, 2001).
3.3 Formação dos Professores de Educação Física
Nos últimos anos, o Ensino Superior tem sido alvo de debates e estudos,
sobretudo no que se refere ao relacionamento com os alunos, ao desenvolvimento
do ensino, à ausência de discussão sobre questões da organização do trabalho
docente e de proposta de avaliação de aprendizagem mais coerentes com a
realidade educacional. Embora reconhecendo que a Universidade e seus
professores não sejam os únicos interlocutores e referentes básicos na condição
de produtores do conhecimento humano, considera-se que os mesmos projetam
modelos curriculares e iniciativas pedagógicas. Esse compromisso pressupõe, via
de regra, uma prática de ensino que transcende algumas concepções,
reelaborando o pensar e o agir (LIMA, 2008).
O Professor de Educação Física deve ter a especialização em atividades
físicas, nas suas diversas manifestações, que envolvam as praticas corporal.
Tendo como propósito prestar serviços que favoreçam o desenvolvimento da
educação e da saúde de seus alunos, contribuindo para capacitação e
restabelecimento de níveis adequados de desempenho e condicionamento
físicocorporal das pessoas que ele presta seus serviços. Visando sempre o bem-
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estar e qualidade de vida, do cognitivismo das pessoas, psicológico, estética ou
saúde.
A intervenção dos Professores de Educação Física e dirigida a indivíduos de
diferentes faixas etárias, portadores de diferentes condições corporais e com
necessidades
de
atendimento
especiais.
E
desenvolvendo-se
de
forma
individualizada ou em equipe multiprofissional, podendo, para isso, considerar ou
solicitar avaliação de outros Professores (STEINHILBER, 2007).
Na atualidade, de extrema necessidade que nas faculdades de Educação
Física seja implantada a disciplina, Educação Física Adaptada, em seus cursos,
pois, é importante para a área de trabalho uma formação ampla e completa.
O sistema de inclusão de deficientes físicos e mentais nas escolas hoje em
dia, vem se tornando uma coisa mais comum do que antes, e vem crescendo a
cada ano que passa, Havendo essa formação, adaptada, facilita tanto para os
professores, quando para os alunos, que se sentirão mais confortáveis e inclusos
(SIQUEIRA, 2008).
Uma das grandes dificuldades enfrentadas pelos professores de Educação
Física Adaptada é a diversidade ideológica usada entre muitos instrumentos de
avaliação presente nos estudos com origem nas diferentes escolas superiores,
pelos grupos de estudo de pesquisas e pelos editores. Isto constituiu um desafio
difícil de superar, sendo necessário optar por uma ideologia capaz de melhor
enquadrar os fatores de uma intenção de estudos em particular. Na verdade, cada
termo representa as dificuldades experimentadas pelas crianças com dificuldades
de movimento (PEREIRA, 2007).
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A Educação Física deixou de trabalhar apenas com pessoas não deficientes,
desenvolvendo assim atividades com todos, respeitando suas diferenças e
limitações, apresentadas
por cada ser humano, rompendo barreiras, e
influenciando na vida de cada profissional que visava trabalhar com aqueles que
não apresentavam nenhum tipo de deficiência física ou intelectual. Buscando a
partir de então conhecimento, especialização, preparação profissional e
capacitação, para assumir o papel de Educador Completo, traçando um novo
objetivo no sentido de envolver em sua prática pedagógica, aqueles considerados
especiais.
Então conclui-se que a Educação Física evoluiu na Educação Especial
através das leis determinadas de inclusão. A inclusão da disciplina nos cursos de
graduação, capacitação profissional, cursos de extensão e de pós-graduação. A
luta profissional em prol da inclusão e a oposição em relação à exclusão, a
conscientização da importância da Educação Física Adaptada no desenvolvimento
geral dos praticantes, bem como sua inclusão na sociedade (CARNIEL apud
STRAPASSON, 2006).
A formação profissional em Educação Física constitui-se, desde a década de
80, uma questão crucial para a área no Brasil, tem sido objeto de inúmeras
publicações e debates. O currículo técnico-científico promoveu mudanças
importantes na formação em Educação Física no Brasil, ao introduzir novos
conhecimentos de base científica e filosófica, e também ao desestabilizar as
forças conservadoras que se apoiavam na tendência tradicional-esportiva (BETTI
apud BETTI, 1996).
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Pesquisas realizadas no Brasil demonstram a dificuldade de professores de
Educação Física de primeiro e segundo graus em aplicar, em suas aulas, os
conhecimentos adquiridos em sua formação acadêmica. Não se tem garantia de
que o conhecimento produzido nas Universidades seja suficiente para ser aplicado
nos vários cenários onde ocorre a prática profissional, pois o contexto que se é
aplicada a prática, sempre é muito diferente do contexto em que se adquire o
conhecimento. Pois muitas vezes ele é incerto, complexo e variável (BETTI apud
BETTI, 1996).
As instituições de ensino superior têm o dever de dar a seus alunos, um
ótimo alicerce para que eles possam desenvolver um belo trabalho quando
estiverem atuando na área. E quem tem a ganhar com todo esse processo de
formação, informação e conhecimento são os Professores de Educação Física, as
pessoas com deficiência, e a sociedade.
Quanto mais Universidades preocupadas com a formação geral de seus
alunos, o processo de inclusão só tem a crescer e motivar as pessoas portadoras
de deficiência, a uma nova vida, cheia de esperança. Pois a correlação
professor/aluno é o começo de tudo (MELLO, 2000).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O trabalho traz como base à inclusão dos alunos deficientes na Educação
Física Escolar e a preparação dos profissionais de Educação Física dentro das
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universidades, para trabalhar com alunos com deficiência ou alunos sem
deficiência.
Considerando que o método de inclusão não é um processo que ocorre
iniciação de uma hora para outra. Há toda uma preparação para que isso se
realize, principalmente as adaptações de ambiente e também das pessoas, que
ainda nos dias de hoje tem muito preconceito com as pessoas com deficiência.
Até mesmo às vezes da parte dos professores, que ao invés de incluir essas
crianças nas aulas acabam excluindo-as das aulas, porque a seu ver “facilitará” a
condução da aula sem o aluno portador de deficiência do que adaptar algumas
brincadeiras para incluir essas crianças.
O fato dos professores não estarem preparados muitas vezes para assumir
uma sala com deficientes se deve ao fato de algumas Universidades não dar
muita importância para a inclusão e também não dar um alicerce para que seus
alunos saiam preparados para encarar todos os obstáculos da profissão e vencêlos.
É necessário que as Faculdades de Educação Física, tenham a disciplina de
Educação Física Adaptada, pois é de extrema importância não somente para a
formação do aluno, mas também para a inclusão das crianças deficientes de
forma ética, competente e saudável, que ele pode encontrar ao longo de sua
carreira, por isso deve ter uma formação ampla em seu curso, pois, é importante
para a área de trabalho uma formação ampla e completa. E o processo de
implantação dessa disciplina em seu curso, acarreta benefícios para o currículo e
para o nome da instituição de ensino que passa a ser bem mais valorizada e
apreciada.
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Não se esquecendo também de ver a especialização desses futuros
Profissionais em seu currículo, que quanto mais especialização e estudo ele tiver
dentro de si mesmo, melhor para ele mesmo, pois a área de Educação Física
Adaptada não é muito rica de profissionais que queiram trabalhar com ela e muitas
vezes nem procuram saber a fundo do que se trata, pois muitos deles têm
preconceito em manejar com pessoas que aparentemente não se evoluirá
fisicamente em sua vida. Esses que tem preconceitos, não estão ligados a saúde
e sim a estética, portanto não são bons profissionais, pois os verdadeiros
profissionais em Educação Física se preocupam com a saúde de seu aluno ou
cliente e não com a aparência.
Segundo a sociedade as pessoas com deficiência são frágeis e inseguras,
mas quem conhece mesmo a fundo a vida de uma pessoa com deficiência sabe
que esses indivíduos são mais fortes do que muitas pessoas que não tem
deficiência física nem mental. E que muitas vezes reclamam da forma em que
vivem, mas essas pessoas deveriam parar de reclamar e ir conhecer quem
realmente sabe viver a vida do jeito que ela deve ser vivida, sem desafios que elas
não possam vencer.
Conclui-se então nesse trabalho, que o processo de implantação da inclusão
dos indivíduos portadores de deficiência na escola e nas aulas de Educação
Física é um processo que ainda está em andamento, todos querem que de certo
essa tese mas muitas vezes mais nem todos lutam por essa causa. E que para ter
inclusão, tem que ter formação e comprometimento por parte das Universidades
para proporcionar uma formação adequada e principalmente por parte dos futuros
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profissionais, que estarão trabalhando diretamente na inclusão desses indivíduos
portadores de deficiência na Educação Física, atualizando-se sempre.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
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nas aulas regulares de educação física: Repensando sobre prática, São
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SIQUEIRA, F. A. C. A Inclusão De Pessoas Portadoras De Necessidades
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15
STEINHILBER, J. Intervenção do Profissional de Educação Física, Rio de
Janeiro, 2007.
STRAPASSON, A. M; CARNIEL, F. A Educação Física na Educação Especial,
Paraná, 2006.
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