HITT Inception Analysis MOZAMBIQUE Índice Lista de Abreviaturas ....................................................................................................................... 4 Sumário Executivo ........................................................................................................................... 5 Contexto ............................................................................................................................................ 7 1. Introdução ..................................................................................................................................... 8 1.1 Perguntas de Pesquisa ............................................................................................................. 9 1.2 Limitações da Pesquisa............................................................................................................. 9 2. Metodologia................................................................................................................................. 11 2.1 Preparação do Trabalho de Campo......................................................................................... 11 2.2 Trabalho de Campo................................................................................................................. 13 2.3 Análise e Tratamento dos Dados ............................................................................................ 13 3. Estado Actual do Sector do Turismo em Moçambique............................................................ 14 3.1 A contribuição do Turismo na Economia Nacional................................................................... 15 3.2 Características dos Mercados Emissores de Turismo em Moçambique .................................. 17 3.3 Tendências do Mercado nos Destinos de Maputo e Inhambane ............................................. 17 3.4 Segmentos e Áreas Geográficas de Crescimento do Turismo em Moçambique ..................... 19 3.5 Segmentos e Áreas Geográficas de Crescimento do Turismo em Maputo e em Inhambane .. 19 4. Características do Trabalho Informal no Turismo na Cidade de Maputo ............................... 22 4.1 Resumo da Análise da Cadeia de Valor .................................................................................. 22 4.1.1 Selecção dos Subsectores................................................................................................ 22 4.1.2 Análise dos Subsectores Seleccionados........................................................................... 23 4.2 Análise dos Principais Micro-Pólos de Turismo ....................................................................... 28 4.2.1 FEIMA – Feira de Artesanato, Flores e Gastronomia de Maputo ...................................... 28 4.2.2 Polana Shopping .............................................................................................................. 29 4.2.3 Mercado do Peixe ............................................................................................................. 29 4.2.4 Costa do Sol ..................................................................................................................... 30 5. Características do Trabalho Informal no Turismo na Cidade de Inhambane ......................... 31 5.1 Resumo da Análise de Cadeia de Valor .................................................................................. 31 5.1.1 Selecção de Subsectores ................................................................................................. 31 5.1.2 Análise dos Subsectores Seleccionados........................................................................... 31 5.2 Análise dos Principais Micro-Pólos de Turismo ....................................................................... 34 5.2.1 Mercado Central ............................................................................................................... 35 5.2.2 Praia do Tofo .................................................................................................................... 36 6. Conclusões e Recomendações ................................................................................................. 37 7. Referências Bibliográficas ......................................................................................................... 38 Anexo 1. Modelo do Questionário ................................................................................................. 41 Anexo 2. Sumário de Estatísticas .................................................................................................. 56 Anexo 3. Lista de Entrevistados .................................................................................................... 57 Anexo 4. Matriz Sumário da Situação do Turismo em Moçambique........................................... 60 Lista de Abreviaturas ACTF Área de Conservação Transfronteiras AHTPI Associação de Hotelaria e Turismo da Província de Inhambane AVITUM Associação de Agências de Viagens e Turismo de Moçambique BM Banco de Moçambique DPTURI Direcção Provincial do Turismo de Inhambane ESHTI Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Inhambane FEIMA Feira Internacional de Maputo, rebaptizada Feira de Artesanato, Flores e Gastronomia de Maputo FEMOTUR Federação Moçambicana de Turismo HITT High Impact Tourism Training (Inglês) – Formação Turística de Grande Impacto (Português) INE Instituto Nacional de Estatísticas INEFP Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional MITUR Ministério do Turismo OMT Organização Mundial do Turismo ONG Organização Não Governamental PACDE Projecto de Apoio a Competitividade e Desenvolvimento Empresarial PEDTM Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo em Moçambique PIB Produto Interno Bruto PPI Pro-Poor Impact (Inglês) – Impacto Pró-Pobre SNV Organização Holandesa de Desenvolvimento SINTHOTS Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Hotelaria e Turismo SPSS Statistic Package for Social Sciences (Inglês) – Pacote Estatístico para Ciências Sociais 4 Sumário Executivo Moçambique encontra-se ainda nas fases iniciais do seu desenvolvimento como destino turístico, mas o seu desenvolvimento é rápido e representa grandes desafios para as estruturas de tutela. O MITUR indica que as chegadas internacionais crescem a uma média anual de 13,87% entre 2006 e 2010, tendo-se registado mais de 1,8 milhões de chegadas em 20101, o que situa Moçambique ao nível dos 10 principais destinos africanos2. O sector do turismo representa uma das principais fontes de atracção de investimento, tendo inclusive sido a principal fonte antes da emergência dos sectores mineiro e agrícola como pilares da economia. Entretanto, apesar do enorme potencial de desenvolvimento do turismo, a contribuição do sector para a economia nacional ainda é relativamente tímida, representando em 2008 uma contribuição de apenas 2,2% do PIB nacional, enquanto a média dos países que tem o turismo como um sector importante é de 10%. Outro desafio que o País enfrenta é a fraca ligação inter-sectorial do turismo, que tem repercussões negativas na economia de Moçambique, pois muitos produtos e serviços consumidos na indústria turística são importado através das empresas turísticas ou dos próprios visitantes que transportam consigo os produtos de que vão necessitar durante a sua estadia. Sob o ponto de vista de segmentação, o turismo de negócios encontra-se concentrado em Maputo, enquanto a província de Inhambane alberga o maior número de facilidades de acomodação para o lazer, correspondendo, neste momento, à zona do país que recebe maior número de turistas ligados ao lazer principalmente provenientes da África do Sul. 1 2 “Indicadores de Referencia do Turismo” – MITUR 2011 Dados estatísticos do Turismo Internacional da OMT 5 A economia informal é muito importante no contexto do conjunto das actividades económicas que se relacionam com o turismo, representando uma forma de acesso ao mercado do turismo por famílias pobres através do fornecimento directo aos turistas de produtos e/ou serviços como o artesanato, fornecimento de alimentos e bebidas e venda de artigos diversos, desde vegetais e frutas até mariscos e genéricos como óculos de sol, DVDs, relógios, etc. Entretanto, os negócios de artesanato e venda ambulante de produtos genéricos são essencialmente desenvolvidos por homens, havendo a necessidade de envolvimento de mulheres. Esta intenção pode ser alcançada diminuindo a natureza ambulatória dos negócios, aumentando a disponibilização de espaços adequados a exposição e venda de pecas artesanais procuradas pelos turistas e promovendo a diversificação do artesanato actualmente oferecido e que consiste basicamente em esculturas de madeira. Para além do acesso ao financiamento que é um desafio transversal para o empreendedorismo em Moçambique, os trabalhadores da economia informal enfrentam constrangimentos ao nível de armazenamento dos seus produtos e técnicas de comunicação / negociação comercial. Por outro lado foi reconhecido através da pesquisa que a condição de informalidade a que muitas pessoas se sujeitam para poderem desempenhar um papel economicamente activo decorre da falta de disponibilidade de empregos formais ou da falta de superstruturas institucionais que facilitem o acesso destas pessoas a espaços formalizados de interacção económica. Assim, será necessário entender ao concluir esta fase da pesquisa que o ambiente estrutural e institucional onde as pessoas desenvolvem as suas actividades informais são parte do problema e parte da solução para a criação de melhores condições de trabalho e aumento de rendas através do desempenho das suas actividades. 6 Contexto A presente pesquisa está hospedada no projecto-piloto HITT (High Impact Tourism Training – Formação Turística de Grande Impacto), que é uma iniciativa da SNV – Organização Holandesa de Desenvolvimento, apoiada pela Comissão Europeia. O projecto está a ser implementado em sete países em vias de desenvolvimento (Benim, Cambodja, Gana, Mali, Moçambique, Nepal e Vietname) e com um sector do turismo vibrante, com o intuito de criar um ambiente favorável para o desenvolvimento de actividades de formação vocacional fundamentalmente para jovens e mulheres que participam na economia informal do turismo destes países. Em Moçambique, o projecto foi rebaptizado como “Moçambique Hospitaleiro” e está a ser implementado numa parceria entre a SNV e o INEFP – Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional. A Turconsult, empresa moçambicana de consultoria na área do turismo, foi contratada para conduzir a pesquisa. Com base no manual geral de procedimentos do projecto, o pesquisador usou o seu papel discricionário para ajustar a metodologia proposta às realidades das áreas de estudo. As áreas seleccionadas para intervenção, indicadas pelo contratante (SNV), são as cidades de Maputo e Inhambane, eleitas pelo facto de concentrarem o maior volume de turismo no país em termos de chegadas internacionais, investimentos e concentração de empresas turísticas. O facto de a SNV e o INEFP possuírem capacidade administrativa e experiência de trabalho com o sector do turismo nestas áreas também condicionou a decisão. A pesquisa foi oficialmente lançada em duas cerimónias separadas em que participaram os intervenientes chave do sector do turismo e formação vocacional nas cidades de Maputo e Inhambane. Em Maputo, a pesquisa foi apresentada ao Conselho Consultivo do Ministério do Turismo, com participação do INEFP, FEMOTUR, AVITUM e SINTHOTS. Na Cidade de Inhambane, participaram do lançamento a delegação provincial do INEFP, a ESHTI, a DPTURI, a AHTPI e o PACDE. 7 1. Introdução No presente relatório de consultoria, estão apresentados os resultados da “análise da situação do mercado informal do turismo nas cidades de Maputo e Inhambane”. A colecta de dados que envolveu os principais intervenientes institucionais e individuais nas áreas de turismo, formação profissional e negócios informais, decorreu de 29 de Junho a 10 de Setembro. Com esta pesquisa de carácter de diagnóstico, pretende-se identificar oportunidades de inclusão dos trabalhadores informais na economia do turismo. O estudo contém análises sobre a economia informal do turismo, através de um levantamento dos seus intervenientes, estruturados em empregadores, trabalhadores dependentes e trabalhadores por conta própria. Inclui igualmente um resumo da distribuição das receitas nas cadeias de valor e uma análise das oportunidades e constrangimentos enfrentados pelos empreendedores informais. O relatório está estruturado em seis partes principais, sendo que na primeira são apresentados os elementos pré-textuais; na segunda, a discussão dos procedimentos metodológicos que nortearam a pesquisa; na terceira, os resultados da fase A da pesquisa (resumo da pesquisa documental sobre o turismo em Moçambique e suas tendências nas áreas de estudo); na quarta, os resultados da fase B (descrição e análise das características do trabalho informal no turismo ao nível dos destinos turísticos seleccionados) apresentados em dois capítulos independentes, um com reflexões sobre a Cidade de Maputo e outro sobre a Cidade de Inhambane; na quinta, as conclusões e recomendações da pesquisa; e a sexta, com todos os apêndices produtos da pesquisa, nomeadamente os instrumentos de colecta de dados, a lista de entrevistados e as tabelas estatísticas do processamento de dados. Segundo o manual de procedimentos do projecto, esta pesquisa deve ainda comportar uma fase C (análise de entraves, oportunidades de emprego e negócio em actividades informais associadas ao turismo). Todavia, esta etapa será ainda materializada com a realização de um seminário de apresentação dos resultados das fases A e B, incorporação de contribuições e validação dos resultados finais. 8 1.1 Perguntas de Pesquisa O estudo procurou responder às seguintes perguntas: Fase A 1. Qual é a contribuição do turismo para a economia nacional? 2. Quais são as características dos mercados emissores de turismo e quais são as tendências do mercado nos destinos de Maputo e Inhambane? 3. Quais são os segmentos mais importantes do turismo e as áreas geográficas de crescimento do turismo em Moçambique; 4. Quais são os segmentos mais importante do turismo e as áreas geográficas de crescimento do turismo em Maputo e Inhambane? Fase B 1. Como são distribuídas as receitas na cadeia de valor do turismo? 2. Qual é o perfil socioeconómico dos empreendedores/trabalhadores do mercado informal? 3. Em que ocupações se encontra o maior numero de empreendedores informais? 4. Quais os subsectores do turismo que representam um maior potencial para os jovens e mulheres não qualificados e semi-qualificados? 5. Qual é a contribuição do mercado de trabalho informal na geração de empregos e micro negócios nos destinos em análise? 6. Quais são as oportunidades e condicionalismos encontrados pelos trabalhadores informais e empreendedores informais? 7. Como podem estes grupos obter um aumento de benefícios da respectiva cadeia de valor? 1.2 Limitações da Pesquisa A despeito de se ter procurado usar os métodos adequados para os objectivos definidos, a realização da pesquisa enfrentou alguns desafios, como a seguir se explicita: 9 O questionário aos empreendedores informais buscava, entre outros propósitos, perceber o volume de negócios deste extracto, tornando-se importante obter informações aproximadas à realidade sobre os seus custos e receitas. Entretanto, verificou-se alguma resistência no fornecimento destas informações e, quando ultrapassados estes receios, foi notória a dificuldade de os respondentes fazerem estimativas objectivas, porque geralmente não fazem registos contabilísticos e o efeito sazonalidade do turismo (mercado dos seus produtos e serviços) implica variações no volume de negócios, dificultando a determinação de dados como a média de vendas diárias. A pesquisa foi realizada numa temporada (cerca de um mês na temporada média-alta do turismo de Maputo e Inhambane), não permitindo verificar se a alteração de temporadas gera mudanças significativas na apreciação dos respondentes. A definição do tamanho das amostras não foi, rigorosamente, baseada em princípios científicos, não obstante se ter procurado garantir a representatividade dos vários extractos possíveis dentro da população. Devido a requisitos específicos definidos pelo programa do HITT a pesquisa abrangeu essencialmente pessoas que informalmente desenvolvem actividades económicas de baixo rendimento, relacionadas de algum modo com o turismo pois produzem, vendem ou servem mercados locais onde os turistas acabam por ter um peso significativo na demanda. No entanto a presente pesquisa não abrangeu as actividades informais de mais alto rendimento que servem o mercado do turismo através da prestação de serviços de aluguer não oficial de quartos em casas não classificadas como unidades de alojamento ou a realização de passeios turísticos informais servidos por indivíduos não registados como guias ou operadores turísticos oficiais. A escolha dos pólos e micro-polos abrangidos pela pesquisa determinou algumas limitações a identificação de subsectores referidos no manual HITT como sejam o caso de Alojamento, Excursões e Guias e mesmo no caso de Alimentação e Bebidas em relação a Restaurantes e Bares, uma vez que todos os negócios existentes nos locais abrangidos tinham um carácter formal. Nos casos de alimentação e bebidas existentes nesses locais a sua quase totalidade servia residentes e não propriamente turistas, embora nalguns poucos casos alguns turistas frequentassem bares improvisados. 10 2. Metodologia A realização da pesquisa obedeceu às seguintes etapas: Análise da Situação Análise documental (Revisão Bibliográfica) e Pesquisa Internet Pesquisa de Campo (Elaboração e Distribuição dos questionários Fase A Estado actual do sector do turismo informal Fase B Caracteristicas do trabalho informal no turismo ao nivel dos destinos turisticos (Maputo e Inhambane) Fase C Emprego e oprtunidades de negocios no turismo informal, para mulheres, jovens, naoqualificados e simi-qualificados, em quatro subsectores Identificação das oportunidades de trabalho e de negócio no turismo informal Fim: Descrição da anáise da informação obtida durante a fase A e B, realização do seminário reunindo as partes interessadas do sector público, privado, TVET demais actores chave neste processo. Fonte: Análise da situação das pessoas que actuam no sector informal do turismo nas Cidades de Maputo e Inhambane, Agosto e Setembro de 2011, Turconsult Lda. 2.1 Preparação do Trabalho de Campo Pesquisa Bibliográfica e Documental – revisão dos termos de referência da consultoria e do manual de procedimentos do projecto que explicam os preceitos que norteiam esta pesquisa; e revisão de documentos descritivos e estatísticos que permitiram compilar o resumo da situação do turismo em Moçambique e suas tendências nas cidades de Maputo e Inhambane. 11 Definição dos Locais da Pesquisa – na Cidade de Maputo, a contratante indicou os pólos turísticos da Polana Cimento (FEIMA), a Mafalala e a Marginal (Mercado do Peixe e Costa do Sol). Posteriormente foi decidido substituir o pólo da Mafalala pela área do Polana Shopping/Piri Piri em virtude de se ter constatado uma maior afluência de vendedores informais que servem directamente turistas e em virtude de na Mafalala se ter constatado existir uma organização que organiza os serviços turísticos já em moldes formais. Na Cidade de Inhambane, a contratante indicou os micro-pólos turísticos da Praia do Tofo e o Mercado de Babalaza. Foram mantidas estas opções, com a excepção do Mercado de Babalaza que, por força do feedback da reunião de apresentação do estudo em Inhambane, foi alterado para o Mercado Central. O argumento foi de que o Mercado de Babalaza era muito emergente e as suas características básicas poderiam ser encontradas na cidade e no Tofo. Instrumentos de Colecta de Dados – os dados secundários sobre a caracterização do sector do turismo em Moçambique foram colectados através da matriz recomendada pelo manual de procedimentos do projecto (vide anexo 4); os dados primários foram colectados através de questionários adaptados do manual de procedimentos da pesquisa (vide anexo 1). Testes aos Instrumentos de Colecta de Dados – Os instrumentos de colecta de dados foram feitos de forma uniforme para Maputo e Inhambane, de modo a permitir uma maior comparabilidade dos resultados finais. Todavia, houve um exercício de teste dos instrumentos com vista a adequá-los à realidade dos dois destinos e familiarizar os inquiridores com os questionários. Em Maputo, o teste foi realizado na zona do Restaurante Piripiri e em Inhambane, no Mercado do Giló. Definição da Amostra – Em Maputo foi definida a meta de 75 questionários para quatro micropólos, mas foram realizados 49 questionários totalmente preenchidos – 20 na FEIMA, 13 na zona do Polana Shopping, 8 no Mercado do Peixe e 8 na Costa do Sol. A selecção dos respondentes foi baseada na vontade de colaboração dos mesmos, divididos em três subsectores, nomeadamente artesanato (26), venda de produtos genéricos (19) e alimentos e bebidas (4). Na Cidade de Inhambane foi definida a meta de 50 questionários para dois micro-pólos, mas foram realizados 38 questionários totalmente preenchidos – 21 no Tofo e 17 no Mercado Central. A selecção dos respondentes também foi por conveniência (cooperação dos respondentes), divididos em cinco subsectores, nomeadamente artesanato (16), alimentos e bebidas (6), venda de cigarros, bebidas e genéricos (8), venda de mariscos frescos (5) e venda de vegetais e frutas (3). 12 2.2 Trabalho de Campo Questionários – na Cidade de Inhambane, os questionários foram aplicados preferencialmente nos fins-de-semana (dias 20 e 21 de Agosto) dado o particular interesse que os fins-de-semana têm para os negócios ligados ao turismo. O não cumprimento das metas do tamanho da amostra, obrigou que estendesse o processo de colecta na semana útil de trabalho. Em Maputo o processo de pesquisa no terreno foi agendado para os dias 14, 16 e 17 de Agosto, respectivamente domingo, terça-feira e quarta-feira, pois o pólo da marginal regista maior afluência de vendedores ao fim de semana e na zona da Polana, o período de semana de trabalho é mais propício à concentração de vendedores informais. 2.3 Análise e Tratamento dos Dados Processamento de Dados em SPSS (Pacote Estatístico para Ciências Sociais). – Os dados dos questionários foram sistematizados numa base dados criada no pacote SPSS e gerados resultados de estatística descritiva (vide anexo 2). Critérios de Análise – Os dados dos documentos e do processamento estatístico foram analisados com base nos critérios das perguntas de pesquisa apresentadas no ponto 1.1. 13 3. Estado Actual do Sector do Turismo em Moçambique Moçambique encontrava-se em 2003 nas fases iniciais do seu desenvolvimento como destino turístico e o seu produto de base ainda carecia de melhoramento (MITUR, 2003:131). Não obstante esta constatação do organismo regulador do sector na sua Política Nacional aprovada em 2003, quando o INE/Migração estimava as chegadas internacionais no país para o ano de 2001 em cerca de 400.000 visitantes, o sector cresceu rapidamente a uma taxa de crescimento média de 13,87%, entre 2006 e 2010 segundo dados do INE/Migração e em 2009 a OMT (Organização Mundial do Turismo) refere que Moçambique recebeu 2,224 milhões de visitantes (OMT, 2011:9), situando-se ao nível dos 10 principais destinos africanos. Existem actualmente no País cerca de 554 unidades de alojamento, com Maputo e Inhambane representando pouco mais de um terço do total da capacidade de oferta de camas do país (Cadastro MITUR, 2010). Outro destino de referência é a zona Norte do país com opções como Pemba, Reserva do Niassa, Parque Nacional das Quirimbas e Ilha de Moçambique. Moçambique tem-se apresentado como um destino de praia e mar, fruto dos seus cerca de 2,700 km de costa marítima. No entanto cada vez mais a exploração da natureza é também uma aposta do turismo nacional, sendo feita a oferta de 11 parques e reservas nacionais levando a que recentemente o Pais se venha a afirmar como um destino “ Bush & Beach” (Inglês). Vale destacar que as áreas de conservação se encontram numa fase de recuperação depois de uma redução drástica dos números de animais por causa dos efeitos nefastos da guerra civil. Entretanto, é igualmente verdadeiro que o destino Moçambique ainda se encontra numa fase incipiente, sendo manifestações desse estado a dificuldade de se encontrar estatísticas organizadas e fiáveis, a dependência na infra-estrutura e super-estrutura do turismo sul-africano, o alto nível de sazonalidade sentido pela maioria dos empreendimentos de turismo de lazer, a existência de uma relativa desorganização no processo de licenciamento de novos estabelecimentos turísticos e oferta limitada de produtos turísticos que se manifesta nas baixas taxas de ocupação das suas unidades de alojamento assim como a manifesta limitação de acessos ao Pais por parte do Turismo Internacional bem como pelos próprios residentes que vêem limitados os meios de transporte e os altos custos envolvidos. Em relação à fragilidade de estatísticas, a título exemplificativo pode-se mencionar o facto de a OMT apresentar as chegadas para Moçambique em 2009 como tendo superado a barreira de 2 milhões 14 de visitantes internacionais, enquanto as autoridades nacionais INE/Migração reportam somente 1,7 milhões de visitantes (segundo os dados de referência do turismo publicado em 2011). No que diz respeito à dependência a África do Sul, o PEDTM – Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Turismo em Moçambique (2004-2013) afirma que “de importância estratégica serão a habilidade de Moçambique para se unir aos mercados de turismo mais desenvolvidos dos países vizinhos, de se promover como um destino adicional para estes países (principalmente África do Sul), e de usar efectivamente as infra-estruturas existentes nestes países (principalmente os aeroportos internacionais, agências de viagens e operadores turísticos” (MITUR, 2004:7). Ademais, segundo os dados de referência no turismo INE/Migração publicados em 2011, 51,6% dos turistas internacionais que visitaram Moçambique em 2010 provieram da África do Sul. Outro desafio que enfrenta o sector é a fraca ligação inter-sectorial do turismo, que tem repercussões negativas na economia de Moçambique, pois muitos produtos e serviços consumidos na indústria turística são importado através das empresas turísticas ou dos próprios visitantes que transportam consigo os produtos de que vão necessitar durante a sua estadia em virtude de se registar uma fraca consistência de fornecimentos nacionais em termos de qualidade, variedade e tipologia de produtos e serviços. Entretanto, as autoridades do país têm consciência que se deve explorar mais o potencial que o turismo tem como alavanca de desenvolvimento e o PEDTM indica que “o turismo é visto como um ’sector complementar’ por se encontrar intrinsecamente ligado a muitas das prioridades primárias, o que lhe confere um papel significativo no desenvolvimento do país. Referência particular é feita no PARPA ao papel do turismo no estímulo da procura para bens localmente produzidos, contribuindo então para a criação de mais oportunidades de emprego.” (MITUR, 2004:7) O manual de procedimentos do projecto recomenda o uso de uma matriz para resumir o estado actual do sector do turismo em Moçambique. Esta pode ser consultada no anexo 4. Entretanto, para facilitar o processo de leitura, os pontos abaixo fazem um resumo da matriz. 3.1 A contribuição do Turismo na Economia Nacional Apesar do enorme potencial de desenvolvimento do turismo, a contribuição do sector para a economia nacional ainda é relativamente tímida, representando em 2008 uma contribuição de 2,2% do PIB nacional, segundo dados do Banco de Moçambique. A média mundial, todavia, é de 5% (OMT, 2011:2). 15 O Ministério do Turismo acredita, no entanto, que a contribuição do turismo no PIB está a ser subestimada, pois os mecanismos estatísticos em vigor ignoram os efeitos directos e induzidos do turismo que podem ser melhor estimados através do estabelecimento de uma conta satélite do turismo. Por outro lado o Governo de Moçambique estima que a contribuição do turismo no PIB vai situar-se, nos próximos 10 anos, em 6,4% (www.unwto.org). Em termos de geração de emprego, calcula-se que o turismo gere 35.000 postos de trabalho, o que representa cerca de 5,3% dos empregos formais, com base em extrapolações dos dados do Censo de 2007. As receitas de turismo internacional em 2010 foram, segundo o BM, de cerca de 197,3 milhões de dólares americanos (USD). Não obstante, ser uma fonte importante de divisas, está aquém do seu potencial de geração de receitas, pois Moçambique possui um dos índices mais baixos de gastos diários de turistas (188,65 USD em 2008, segundo o BM) e as receitas, quando comparadas as dos outros países africanos no mesmo escalão de visitantes internacionais (entre 1,5 e 2 milhões de turistas), são as mais baixas, contra a média de 414 milhões de USD. O sector do turismo representa uma das principais fontes de atracção de investimento, tendo inclusive sido a principal fonte antes da emergência dos sectores mineiro e agrícola como basilares da economia, como atesta a tabela abaixo. Tabela 1. Evolução dos Investimentos em Moçambique por Sector Sectores Agricultura 2006 2007 2008 2009 2010 Totais 150.955.384 581.111.491 484.688.462 4.915.607.347 388.103.518 6.520.466.202 Pescas e Aquacultura 8.223.460 13.235.742 745.000 30.293.875 6.263.950 58.762.027 Banca e Seguros 2.933.500 1.999.011 12.833.333 20.217.906 75.109.600 113.093.350 Construção 5.332.954 18.548.345 43.138.693 77.254.747 38.237.709 182.512.448 Industria 33.395.270 402.361.259 215.932.268 191.631.092 169.202.082 1.012.521.971 Serviços e Vários 49.392.278 1.189.346.556 39.999.570 167.730.328 331.071.393 1.777.540.125 Energia e Recursos Minerais 26.350.000 6.582.247.250 0 3.655.667 1.900.000.000 8.512.252.917 Transportes e Comunicações 166.326.142 71.231.514 91.730.954 78.100.366 48.248.957 455.637.933 Turismo 407.300.013 272.187.625 191.185.753 264.129.388 134.017.147 1.268.819.926 TOTAIS 850.211.007 9.132.270.800 1.080.256.041 5.748.622.725 3.090.256.366 19.901.606.899 Fonte: CPI 16 3.2 Características dos Mercados Emissores de Turismo em Moçambique Tradicionalmente, os fluxos de turismo para Moçambique provinham da África do Sul e Portugal. Em 1997, as chegadas internacionais registadas foram aproximadamente de 300.000, e no ano 2001 atingiram 404.095, oriundas na sua maioria desses países (MITUR, 2004:39). O mercado sul-africano continua dominante, representando de forma isolada 51,6% dos turistas internacionais que visitaram Moçambique em 2010 (INE/Migração – dados de referência do turismo). Portugal (1,4%), dos países não africanos, segundo a mesma fonte perdeu a proeminência como destino emissor de Moçambique para o Reino Unido (2,7%) e Estados Unidos da América (3,4%). No entanto, o continente africano é largamente o principal emissor de turismo de Moçambique com um total acumulado de 79,8% que inclui os 51,6% da África do Sul acima referidos. De acordo com o PEDTM, a África do Sul tem uma população relativamente com mais posses em termos regionais e com uma forte propensão para gastar em viagens, lazer e entretenimento. As famílias, turistas de aventura e pescadores são os segmentos tradicionalmente atraídos por Moçambique que procuram principalmente as praias do sul. Actualmente, as preferências apontam para a existência de um mercado mais diversificado proveniente da África do Sul. A procura do turismo internacional está essencialmente ligada a (1) negócios – viajantes comerciais, viajantes para estudos de viabilidade, missões de negócio, visitantes para negócios e visitantes do governo, ONGs, agências de desenvolvimento, embaixadas, etc; (2) lazer – incluindo viajantes independentes, grupos de viagem independentes, grupos de turismo organizado, viajantes internacionais de alto rendimento; (3) visita a amigos e familiares – estes virão principalmente do mercado português, bem como de amigos e familiares que visitam o pessoal que trabalha junto das agências de desenvolvimento, embaixadas e empresas internacionais. 3.3 Tendências do Mercado nos Destinos de Maputo e Inhambane O MITUR indicou em 2003 (Política Nacional do Turismo) que “enquanto a força da base do produto turístico se encontra por todo o país, o desempenho da indústria ainda se concentra na Cidade de Maputo, onde a chegada de visitantes constitui aproximadamente 60% do mercado”. Esta tendência, 17 segundo dados do MITUR/INE manteve-se ao longo dos anos e em 2010 a Cidade de Maputo representou 63,5% do total de dormidas do país. A Cidade de Inhambane, todavia possui mais equipamentos de hospedagem com 112 unidades, contra 95 da Cidade de Maputo (Cadastro do MITUR). Maputo destaca-se, entretanto, na capacidade de camas que é o dobro da capacidade de Inhambane. Esta situação deve-se às características dos equipamentos em Inhambane, que são predominantemente pequenas unidades de alojamento e entre elas, muitas que embora classificadas como unidades hoteleiras são maioritariamente alojamentos privados de veraneantes Sul-africanos. O turismo de negócios encontra-se concentrado em Maputo, enquanto a província de Inhambane alberga o maior número de facilidades de acomodação para o lazer, correspondendo, neste momento, à zona do país que recebe maior número de turistas ligados ao lazer principalmente provenientes da África do Sul. Maputo é o portal primário para Moçambique relativamente aos negócios devido ao elevado número de infra-estruturas para acomodação de conferências existentes, mas também pelo facto de ser a capital político-administrativa, acaba por obrigar a visita a cidade por parte de um grande número de pessoas que se relacionam com as actividades de administração e governação do País. Por outro lado, de acordo com o Estudo da Cadeia de Valor do Turismo na Cidade de Maputo, nos últimos tempos tem-se popularizado ligações que valorizam a noite, a música e o espectáculo como atracções turísticas na cidade de Maputo. Por sua vez Inhambane dotada de 700 km de costa com praias virgens, recifes de corais relativamente inexplorados e ilhas com formações de dunas de rara beleza, possui grande potencial para actividades de ecoturismo ligadas ao mar, tais como pesca desportiva, mergulho e snorkelling. A vida marinha é rica e, em certas épocas do ano, os mergulhadores tem 80% de probabilidades de nadar ao lado de tubarões-baleia, raias mantas e tartarugas – razão suficiente para colocar Inhambane em posição de rivalizar com os melhores pontos de mergulho do mundo. Note-se ainda que a própria cidade de Inhambane constitui um forte apelo para visitantes que procuram lugares históricos e com valores patrimoniais em bom estado de conservação. Inhambane é conhecida com a “Terra da Boa Gente” que foi assim denominada pelo descobridor Português Vasco da Gama. 18 3.4 Segmentos e Áreas Geográficas de Crescimento do Turismo em Moçambique O PEDTM divide o turismo em 3 zonas geográficas, nomeadamente a zona sul (relativamente estabelecida), a zona centro (ainda muito incipiente) e a zona norte (a despontar). A propósito, o PEDTM (MITUR, 2004:54-56) faz os seguintes comentários: “Nos tempos mais recentes, os investidores começam a mostrar interesse pelas regiões situadas a norte do país. Esta região será um destino ímpar do país. Daí que as iniciativas de marketing e o desenvolvimento do produto devem destacar o carácter exclusivo e selvagem da região. “Estâncias turísticas” pequenas e ímpares surgirão ao longo da costa e ilhas de Cabo Delgado e Nampula. Os “ícones” fortes da região são Pemba, o Parque Nacional do Arquipélago das Quirimbas, a Ilha de Moçambique, a Reserva do Niassa e o Lago Niassa. O sul de Moçambique continuará a ser caracterizado como destino principal para os mercados regionais e domésticos, com ênfase em sol, praia e mar, férias de família, desportos aquáticos, entretenimento. O sul também se posicionará como destino para o mercado internacional, mas com enfoque nos produtos de nicho e “ícones” da região. Actividades fundamentais são mergulho e safaris oceânicos com objectivo de apreciar “as grandes espécies marinhas”. Os ícones do sul são: ACTF de Limpopo (ecoturismo), Reserva de Elefantes de Maputo (ecoturismo), Bazaruto (sol, praia e mar exclusivo), Inhambane (cultura e mergulho) e Maputo (negócios, cultura e entretenimento). O centro é caracterizado pela sua riqueza em oportunidades de ecoturismo e aventura. “Ícones” como Chimanimani, Cahora Bassa e Gorongosa têm de ser desenvolvidos e posicionados principalmente para os mercados internacionais e regionais. Actividades fundamentais para o marketing e para o simultâneo desenvolvimento de produto são caminhada, pesca nos rios e lagos, observação de pássaros e caça. Esta região atrairá principalmente as viajantes de aventura independentes (incluindo “backpackers”) e “overlanders”. 3.5 Segmentos e Áreas Geográficas de Crescimento do Turismo em Maputo e em Inhambane 19 O estudo da cadeia de valor de turismo da cidade de Maputo mostrou que 40% da demanda de serviços turísticos é constituída pelo mercado nacional motivados por negócios, conferências e visita a familiares, que gradualmente se reforça, denotando-se crescimento de 5% nos últimos seis anos. Os restantes 60% correspondem a turismo internacional que usam Maputo como principal porta de entrada para fins de negócio, conferência e lazer. As principais actividades económicas do sector do turismo nesta região são: O alojamento com a maior porção da receita (54%), seguido por Bares & Restaurantes (21%), Compras locais (12%), Transporte (6%), Agencias de Viagem (5%) e Artesanato (2%). Os pólos de atracção turística encontram-se distribuídos como ilustra a tabela a seguir: Tabela 2. Pólos Turísticos da Cidade de Maputo Pólo Turístico Polana Mafalala Baixa Histórica Marginal Costa do Sol Inhaca Aterro da Maxaquene Actividades Principais Restauração, Turismo de Negócios, Comércio e Artesanato Turismo Cultural Restauração, Turismo de Negócios, Vida Nocturna, Comércio e Artesanato Restauração, Lazer, Sol & Mar, Vida Nocturna e Comércio, Conferências (Centro de Conferências Joaquim Chissano) Restauração, Artesanato e Comércio Sol & Mar Restauração e Comércio Fonte: Estudo da Cadeia de Valor do Turismo da Cidade de Maputo, SNV (2009) Em relação a Inhambane, o estudo de ligações entre o turismo e a economia local Inhambane conduzido em 2007 pela SNV indica que 56% dos visitantes eram regionais (predominantemente sulafricanos), 27% internacionais (marcadamente europeus) e somente 17% nacionais (geralmente turistas de fim-de-semana e fim de ano provindo da cidade de Maputo). As principais actividades económicas do turismo nesta região são: a hospedagem com a maior porção de receitas (53,6%), seguido por Excursões e Actividades (32,8%), Alimentos e Bebidas (9,5%), Transporte local (2,7%) e Compras locais, incluindo artesanato (1,4%). Os principais pólos de atracção turística são o Mercado Central – para compras de artesanato e produtos genéricos; a área urbana da cidade de Inhambane – com interesse no seu património 20 histórico; as praias de Tofo, Barra e Tofinho – com interesse no mergulho, banho de sol e artesanato (com a excepção de Tofinho). 21 4. Características do Trabalho Informal no Turismo na Cidade de Maputo 4.1 Resumo da Análise da Cadeia de Valor 4.1.1 Selecção dos Subsectores Tabela 3: Matriz de Selecção dos Subsectores Critério 1 – demanda e potencial de crescimento Hospedagem Artesanato Alimentos & Bebidas Agências & Vendas a Operadoras Retalho Volume de vendas de 52 milhões de USD; Volume de vendas de 1,2 milhões de USD Volume de vendas de 20 milhões de USD; Volume de vendas de 4,6 milhões de USD Volume de vendas de 11,6 milhões de USD Subsector cresce a taxa média de 5,3% desde 2006 Critério 2 – empregos gerados 1,804 empregos directos Subsector cresce a taxa média de 5,3% desde 2006 730 (73 produtores e 657 vendedores) 1,288 empregos directos 370 empregos directos 700 empregos directos Critério 3 – PPI 22%; 757 impacto pro-pobre são mulheres (PPI) e inclusão (42%) de mulheres PPI 90%; 146 são mulheres (20%) PPI 20%; 387 PPI 20%; são mulheres 193 são (30%) mulheres (52%) PPI 35%; 364 são mulheres (52%) Critério 4 – participação de microempresas Pouco comum Extremamente Muito comum comum Pouco comum Extremamente comum Critério 5 – existência de provedores de formação Cursos regulares de instituições credenciadas Treinos esporádicos de consultores. Cursos esporádicos de consultores. Treinos esporádicos de consultores Cursos regulares de micro e provedores credenciados. Fonte: Desenvolvida com base no Estudo da Cadeia de Valor do Turismo da Cidade de Maputo SNV (2009) 22 4.1.2 Análise dos Subsectores Seleccionados Com base na conjugação dos critérios apresentados na tabela 3 e fundamentalmente do critério 4, foram analisados com profundidade os subsectores artesanato, alimentos e bebidas e vendas a retalho. Eis o resumo das constatações: Artesanato É um subsector dominado por homens – a totalidade dos inquiridos é do sexo masculino; O artesanato é predominantemente produzido e vendido por jovens/adultos – 73% estão na faixa etária 31-40 anos de idade. Os provedores de artigos de artesanato participam mais como vendedores (85,7%). Os restantes produzem, mas também encarregam-se de vender. Somente 2% dedicam-se exclusivamente à produção, como ilustra o gráfico abaixo. Gráfico 1. Especialização de Tarefas entre os Artesãos Produtores / Vendedores Produtores Vendedores Fonte: a pesquisa Mais de metade (55,1%) são trabalhadores individuais por conta própria, enquanto 20,4% empregam a outras pessoas (entre 1 e 3 pessoas por negócio) e outros 20,4% são trabalhadores dependentes. Os artesãos fazem, em média, por mês, cerca de 6,457 meticais, corrigida a sazonalidade. Este último factor é desvalorizado, quando 72% dos entrevistados indicam não ter qualquer tipo de importância o facto de “venderem uns dias e outros não”. 23 A escultura em madeira representa a principal forma de artesanato (44%). A dificuldade no armazenamento de produtos (local para guardar e segurança do material) constitui um desafio valorado entre muito importante e extremamente importante por 48%. A dificuldade no acesso ao financiamento é avaliada entre importante e extremamente importante por 56% dos artesãos. 56% dos artesãos indicam ter dificuldades na comunicação com clientes, pese embora 69,4% e 95,9% indicaram respectivamente falar Inglês e Português. Provavelmente, as dificuldades estejam associadas às técnicas de comunicação comercial, já que 48% indicaram ter problemas na negociação com os clientes. Tabela 4. Principais oportunidades e constrangimentos enfrentados pelos artesãos: Oportunidades Artesãos Constrangimentos Mais investimento na produção artística do artesanato para permitir a entrada de mais participantes na cadeia de produção (por exemplo mulheres) e diversificar a oferta actual. Muitos profissionais do artesanato estão envolvidos na comercialização e/ou multiplicação, faltando tempo e incentivo à produção artística. Alguns potenciais clientes queixam-se da falta de diferenciação do artesanato em quase toda a extensão do país. Criação de mais pontos de venda fixos (à semelhança da FEIMA) para melhorar a comodidade dos vendedores e encorajar a participação de mulheres. A dificuldade no armazenamento de produtos (local para guardar e segurança do material) constitui um desafio importante para os artesãos. A dificuldade no acesso ao Criação de linha de créditos para o financiamento é considerada muito incentivo à produção artesanal. importante pelos artesãos Incremento das vendas através de uma melhor preparação dos artesãos em técnicas de comunicação e negociação comercial. Os artesãos indicaram enfrentar problemas na negociação com os clientes, sendo em alguns casos forçados a vender abaixo do verdadeiro custo do produto. Fonte: a pesquisa 24 Alimentos e Bebidas É um subsector com uma participação significativa de mulheres (55%); Os trabalhadores são marcadamente jovens – 75% têm até 30 anos de idade. O negócio de alimentos e bebidas é relativamente intensivo em termos de mão-de-obra, sendo que 75% dos entrevistados eram empregadores e nenhum era trabalhador individual por conta próprio, como ilustra o gráfico. Gráfico 2. Tipos de Propriedade dos Negócios de Alimentos e Bebidas Trabalhadores Dependentes Empregadores Fonte: a pesquisa Não obstante a resistência no fornecimento de informações relativas às vendas, as receitas mensais dos poucos respondentes (8,3%) estão estimadas em 6,050 meticais. A dificuldade no acesso ao financiamento é valorizada como importante por 66% dos entrevistados. 25 Tabela 5. Principais oportunidades e constrangimentos enfrentados pelos fornecedores de alimentos e bebidas: Oportunidades É um subsector que oferece muitas oportunidades de envolvimento de mulheres. Alimentos e Bebidas Constrangimentos A dificuldade no acesso ao financiamento é considerada muito importante pelos fornecedores de alimentos e bebidas. Oferta de refeições a turistas que têm fraco poder aquisitivo. Necessidade de se melhorar as condições de higiene em que os alimentos são preparados e servidos. Oferta de refeições a turistas que procuram comidas autênticas de Moçambique. Actualmente os restaurantes tradicionais só oferecem churrascos e outros tipos de comidas rápidas e pouco saudáveis. Fonte: a pesquisa Vendas a Retalho É um subsector que envolve vários segmentos de negócio de produtos genéricos, tais como a venda ambulante de artigos diversos como óculos de sol, relógios, DVDs, carregadores de telemóveis, etc. É um subsector dominado por homens – a totalidade dos inquiridos é do sexo masculino; Os produtos genéricos são predominantemente vendidos por jovens até os 30 anos de idade, como mostra o gráfico abaixo. Gráfico 3. Distribuição Etária dos Vendedores de Genéricos 12 10 8 6 4 2 0 <20 anos 20 - 30 anos 31 - 40 anos >40 anos Fonte: a pesquisa 26 Uma maioria expressiva (84,2%) é de trabalhadores individuais por conta própria, sendo que somente 10,5% trabalham por conta de outrem. Este grupo faz, em média, por mês, cerca de 5,133 meticais. A dificuldade no armazenamento de produtos (local para guardar e segurança do material) constitui um desafio para este grupo de informais, considerado muito importante por 52,45%. A dificuldade no acesso ao financiamento é valorada entre importante e extremamente importante por 66,6% dos inquiridos. Tabela 6. Principais oportunidades e constrangimentos enfrentados pelos vendedores de artigos genéricos: Oportunidades Artigos Genéricos Constrangimentos Criação de mais pontos de venda fixos (à semelhança da FEIMA) para melhorar a comodidade dos vendedores e encorajar a participação de mulheres. A dificuldade no armazenamento de produtos (local para guardar e segurança do material) constitui um desafio importante para os vendedores de artigos diversos. Criação de linha de créditos para este grupo. A dificuldade no acesso ao financiamento é considerada muito importante. Fonte: a pesquisa 27 4.2 Análise dos Principais Micro-Pólos de Turismo Foram estudados quatro micro-pólos turísticos na cidade de Maputo, nomeadamente a FEIMA, a área do Polana Shopping, o Mercado do Peixe e área da praia da Costa do Sol. Em termos de subsectores de actividade, foram inquiridos profissionais do artesanato, produtos genéricos e alimentos e bebidas, como a seguir se ilustra. Gráfico 4. Subsectores de Actividade nos Micro-Pólos Turísticos de Maputo 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Alimentos e Bebidas Genéricos Artesanato Fonte: a pesquisa 4.2.1 FEIMA – Feira de Artesanato, Flores e Gastronomia de Maputo Com o slogan – “o artesanato que vivia na rua tem agora um lar”, este espaço foi aberto em Novembro de 2010 para congregar os vendedores ambulantes de artesanato e ofereceres-lhe melhores condições de trabalho como segurança e higiene. Como ilustra o gráfico 4, 90% dos inquiridos são artesãos e são maioritariamente jovens/adultos dos 31-40 anos (60%), quase todos do sexo masculino (95%). Todos os entrevistados são alfabetizados, tendo 70% frequentado algum nível entre a 4ª e a 9ª classes. A necessidade de comunicar com os seus clientes principais (turistas), torna o domínio de línguas estrangeiras, como o Inglês, uma obrigação. Os resultados da pesquisa indicam que 75% dos expositores da FEIMA falam a Língua Inglesa. 28 Em termos de propriedade do negócio, encontraram-se trabalhadores individuais (conta própria) – 35%, trabalhadores dependentes (por conta de outrem) – 35% e empregadores – 30%. 90% dos inquiridos dedicam-se ao negócio a tempo inteiro, não possuindo outra fonte de renda. Estima-se, pelos dados obtidos, que o rendimento médio mensal por indivíduo seja de 5,928 meticais. Com os dados colectados não foi possível estimar o custo com compra de produtos, mas apurou-se que outro custo importante para os expositores da FEIMA é a taxa municipal no valor de 600 meticais que pagam todos os meses. 4.2.2 Polana Shopping A área entre o Polana Shopping e o Restaurante Piripiri, na avenida 24 de Julho, é ocupada por vendedores ambulantes de artesanato e artigos diversos como óculos de sol, relógios, DVDs, carregadores de telemóveis, etc., como atesta o gráfico 4, na pesquisa foram entrevistados os vendedores de artigos diversos. A actividade é eminentemente masculina, não tendo sido identificada qualquer mulher no negócio ambulante de venda de artigos diversos. A natureza ambulatória da actividade também condiciona mais a participação de jovens dos 20-30 anos de idade (69%). Nem todos os inquiridos são alfabetizados (7,7%), mas a maior parte possui educação entre a 4ª e 9ª classes (69%). Trata-se de negócios que tem o turismo como um mercado importante, mas não o único. Uma das provas é o facto de 53,8% dos inquiridos não possuir quaisquer competências na Língua Inglesa – a mais elevada percentagem de todos os grupos entrevistados. Em termos de propriedade dos negócios, todos os inquiridos trabalham por conta própria e não possuem outra fonte de renda. Estima-se, pelos dados obtidos, que o rendimento médio mensal por indivíduo seja de 5,500 meticais. Os inquiridos indicaram não pagar qualquer tipo de taxa municipal. 4.2.3 Mercado do Peixe No micro-pólo do Mercado do Peixe participaram da pesquisa três subsectores, nomeadamente artesanato (75%), alimentos e bebidas (12,5%) e produtos genéricos (12,5%). 29 Os inquiridos eram jovens/adultos dos 31-40 anos de idade (88,9%) e todos do sexo masculino. Foi o micro-pólo com a maior percentagem de pessoas não alfabetizadas (25%). Porém, o domínio do Inglês (75%) equipara-se ao da FEIMA. Em termos de propriedade dos negócios, 37,5% trabalham por conta própria, 37,5% são trabalhadores dependentes e 25% são empregadores. Estima-se, pelos dados obtidos, que o rendimento médio mensal por indivíduo seja de 6,443 meticais. Os gastos com taxa municipal variam entre 100 e 200 meticais. 4.2.4 Costa do Sol No micro-pólo da Costa do Sol participaram da pesquisa três subsectores, nomeadamente artesanato (25%), alimentos e bebidas (37,5%) e produtos genéricos (37,5%). Foi o único micro-pólo onde foram inquiridos indivíduos do sexo feminino (25%). Em termos de faixa etária, são jovens até os 30 anos de idade (62,5%). Todos os entrevistados são alfabetizados, tendo 62,5% frequentado algum nível entre a 10ª e a 12ª classes. Apresentam o maior índice de domínio de Inglês, comparados aos outros micro-pólos, sendo que 87,5% conseguem comunicar-se nesta língua estrangeira. Em termos de propriedade dos negócios, 50% trabalham por conta própria, 25% são trabalhadores dependentes e 25% são empregadores. 87,5% trabalham a tempo inteiro, não possuindo qualquer outra fonte de renda. Estima-se, pelos dados obtidos, que o rendimento médio mensal por indivíduo seja de 6,463 meticais. Os gastos com taxa municipal variam entre 100 e 200 meticais. 30 5. Características do Trabalho Informal no Turismo na Cidade de Inhambane 5.1 Resumo da Análise de Cadeia de Valor 5.1.1 Selecção de Subsectores Tabela 6: Matriz de Selecção dos Subsectores (formal e informal) Hospedagem Artesanato Alimentos & Bebidas Excursões & Actividades Vendas a Retalho Critério 1 – demanda e potencial de crescimento Volume de vendas de 11,5 milhões de USD; Volume de vendas de 0,3 milhões de USD Volume de vendas de 2,03 milhões de USD; Volume de vendas de 7,1 milhões de USD Volume de vendas de 0,7 milhões de USD Critério 2 – empregos gerados 1,503 Empregos directos 268 Produtores e vendedores 266 Empregos directos 155 Empregos directos 170 Empregos directos Critério 3 – impacto pró-pobre (PPI) e inclusão de mulheres PPI 16,5%; 526 são mulheres (35%) PPI 83,3%; 32 são mulheres (12%) PPI 18,37%; 198 são mulheres (45%) PPI 3,5%; 12 são mulheres (8%) PPI 78%; 51 são mulheres (30%) Critério 4 – participação de microempresas Pouco comum Extremamente Muito comum comum Pouco comum Extremamente comum Critério 5 – existência de provedores de formação Cursos regulares de instituições credenciadas Treinos esporádicos de consultores. Cursos esporádicos de consultores. Treinos esporádicos de consultores Cursos regulares de micro e provedores credenciados. Fonte: Desenvolvida com base na Actualização da Análise da Cadeia de Valor do Turismo da Península de Inhambane SNV (2009) 5.1.2 Análise dos Subsectores Seleccionados Artesanato É um subsector dominado por homens – 87,5% dos inquiridos; O artesanato em Inhambane é predominantemente uma actividade juvenil, mas abarca pessoas de diversos extractos etários, como ilustra a tabela abaixo. 31 Gráfico 5. Distribuição Etária dos Artesãos em Inhambane 8 7 6 5 4 3 2 1 0 <20 anos 20 - 30 anos 31 - 40 anos >40 anos Fonte: a pesquisa Os provedores de artigos de artesanato participam mais como vendedores (62,5%). Os restantes produzem, mas também encarregam-se de vender. Cerca de metade (43,8%) são trabalhadores individuais por conta própria, enquanto 18,8% empregam a outras pessoas (entre 1 e 2 pessoas por negócio) e outros 37,4% são trabalhadores dependentes. Os artesãos fazem, em média, por mês, cerca de 6,250 meticais, corrigida a sazonalidade. A escultura em madeira (35,7%) e a produção de vestuário artístico (28,6%) constituem a principal forma de artesanato em Inhambane. Os inquiridos colocam a concorrência como o principal desafio que os seus negócios enfrentam. Isto pode dever-se ao facto de haver pouca diferenciação entre os produtos oferecidos. 54,6% dos artesãos indicam ter dificuldades na comunicação / negociação com clientes, embora 81,3% e 100% tenham indicado respectivamente falar Inglês e Português. 32 Tabela 7. Principais oportunidades e constrangimentos enfrentados pelos artesãos: Oportunidades Mais investimento na produção artística do artesanato para permitir a entrada de mais participantes na cadeia de produção (por exemplo mulheres) e diversificar a oferta actual. Constrangimentos Muitos profissionais do artesanato estão envolvidos na comercialização e/ou multiplicação, faltando tempo e incentivo à produção artística. Alguns potenciais clientes queixam-se da falta de diferenciação do artesanato em quase toda a extensão do país. Artesãos A dificuldade no acesso ao Criação de linha de créditos para o financiamento é considerada muito incentivo à produção artesanal. importante pelos artesãos Incremento das vendas através de uma melhor preparação dos artesãos em técnicas de comunicação e negociação comercial. Os artesãos indicaram enfrentar problemas na negociação com os clientes, sendo em alguns casos forçados a vender abaixo do verdadeiro custo do produto. Fonte: a pesquisa Alimentos e Bebidas É um subsector com uma participação significativa de mulheres (83,4%); Os trabalhadores estão distribuídos em praticamente todas faixas etárias, como ilustra o gráfico abaixo. Gráfico 6. Distribuição etária dos fornecedores de alimentos e bebidas em Inhambane 2,5 2 1,5 1 0,5 0 <20 anos 20 - 30 anos 31 - 40 anos >40 anos 33 Fonte: a pesquisa O negócio de alimentos e bebidas é relativamente intensivo em termos de mão-de-obra, não havendo pessoas a trabalhar de forma individual. A dificuldade no acesso ao financiamento é valorizada como importante por 80% dos entrevistados. Tabela 8. Principais oportunidades e constrangimentos enfrentados pelos fornecedores de alimentos e bebidas: Oportunidades É um subsector que oferece muitas oportunidades de envolvimento de mulheres. Alimentos e Bebidas Constrangimentos A dificuldade no acesso ao financiamento é considerada muito importante pelos fornecedores de alimentos e bebidas. Oferta de refeições a turistas que têm fraco poder aquisitivo. Necessidade de se melhorar as condições de higiene em que os alimentos são preparados e servidos. Oferta de refeições a turistas que procuram comidas autênticas de Moçambique. Os restaurantes tradicionais estão escondidos do grande público, situando-se nos “bastidores” dos mercados. Fonte: a pesquisa 5.2 Análise dos Principais Micro-Pólos de Turismo Foram estudados dois micro-pólos turísticos na cidade de Inhambane, nomeadamente o Mercado Central e a Praia do Tofo. Em termos de subsectores de actividade, foram inquiridos profissionais do artesanato, alimentos e bebidas, produtos genéricos, mariscos frescos e vegetais e frutas, como a seguir se ilustra. 34 Gráfico 7. Subsectores de Actividade nos Micro-Pólos Turísticos de Maputo 100% 90% 80% 70% Vegetais e Frutas 60% Mariscos Frescos 50% Genéricos 40% Alimentos e Bebidas 30% Artesanato 20% 10% 0% Mercado Central IB Tofo Fonte: a pesquisa 5.2.1 Mercado Central O Mercado Central da Cidade de Inhambane é, provavelmente, o principal micro-pólo turístico do Município de Inhambane sob ponto de vista comercial, pois para além de ser um local de atracção, por natureza, congrega visitantes que procuram produtos e serviços difíceis de encontrar noutros pontos da cidade. Como ilustra o gráfico 7, 35,3% dos inquiridos são artesãos, 23,5% vendem artigos genéricos (fundamentalmente cigarros, DVDs, crédito para celular e câmbio de moeda), 17,6% oferecem alimentos e bebidas (restaurantes tradicionais ou barracas), 11,8% mariscos frescos e 11,8% vegetais e frutas. Os inquiridos estão divididos em 52,9% do sexo feminino e 47,1% do sexo masculino. As mulheres estão mais envolvidas nas actividades de fornecimento de alimentos e bebidas (100%) e venda de mariscos (100%), enquanto os sectores de artesanato e venda de artigos genéricos são marcadamente masculinos, 66% e 75%, respectivamente. Em termos de faixa etária, 52,9% dos inquiridos têm entre 20-30 anos de idade, 35,3% possuem mais de 40 anos. 35 Nem todos os entrevistados são alfabetizados (6,3%), mas uma maioria expressiva (56,3%) possui entre 10 e 12ª classes. 52,9% indicaram, contudo, não possuir competências de comunicação em Inglês. Em termos de propriedade do negócio, 41,2% indicaram ser trabalhadores individuais (observado mais em vendedores de mariscos frescos e vegetais e frutas), 47,1% são trabalhadores dependentes (por conta de outrem) e 11,7% são empregadores. Todos os inquiridos dedicam-se ao negócio a tempo inteiro, não possuindo outra fonte de renda. Estima-se, pelos dados obtidos, que o rendimento médio mensal por indivíduo seja de 22,500 meticais. Com os dados colectados não foi possível estimar o custo com compra de produtos, mas apurou-se que outro custo importante para os inquiridos é a taxa municipal que varia entre 100 e 200 meticais por mês. 5.2.2 Praia do Tofo A Praia do Tofo é cartão de visitas da Cidade de Inhambane, oferecendo uma praia óptima para banhistas, mas também um mercado que é progressivamente mais importante para a dinâmica comercial da zona. Como ilustra o gráfico 7, 50% dos inquiridos são artesãos, 20% vendem artigos genéricos (fundamentalmente cigarros, bebidas alcoólicas e não alcoólicas e bolachas), 15% oferecem alimentos e bebidas (restaurantes tradicionais e churrascos) e 15% mariscos frescos. Os inquiridos estão divididos em 19% do sexo feminino e 81% do sexo masculino. Em termos de faixa etária, 52,4% dos inquiridos têm entre 20-30 anos de idade. Todos os entrevistados são alfabetizados, mas uma maioria expressiva (78,9%) só possui entre 4ª e 9ª classes. 76,2% indicaram, contudo, ter domínio do Inglês. Em termos de propriedade do negócio, 47,6% indicaram ser trabalhadores individuais, 33,4% são trabalhadores dependentes (por conta de outrem) e 19% são empregadores. Todos os inquiridos dedicam-se ao negócio a tempo inteiro, não possuindo outra fonte de renda. Estima-se, pelos dados obtidos, que o rendimento médio mensal por indivíduo seja de 16,167 meticais. Com os dados colectados não foi possível estimar o custo com compra de produtos, mas apurou-se que outro custo importante para os inquiridos é a taxa municipal que varia entre 200 e 300 meticais por mês. 36 6. Conclusões e Recomendações A economia informal é muito importante para o desenvolvimento das populações locais, pois representa uma oportunidade de famílias pobres terem acesso directo ao mercado turístico. A pesquisa notou, porém, que o grupo juvenil já está relativamente bem integrado no acesso ao turismo, o mesmo não se observando com as mulheres que quase que não participam nos subsectores de artesanato e vendas ambulantes de produtos genéricos. Para o maior envolvimento de mulheres recomenda-se o seguinte: Investimento na produção artística do artesanato para permitir a entrada de mais participantes na cadeia de produção (por exemplo mulheres) e diversificar a oferta actual; Criação de mais pontos de venda fixos (à semelhança da FEIMA) para melhorar a comodidade dos vendedores e encorajar a participação de mulheres. Outro constrangimento enfrentado pelos profissionais informais é a falta de segurança dos seus materiais e dificuldades no acesso ao financiamento para fortificação dos seus negócios. Em relação a estes constrangimentos, a solução de criação de pontos fixos de venda também é aplicável, pois estes locais possuem por si só condições de segurança e para as instituições de crédito, torna-se relativamente mais fácil trabalhar com indivíduos que possam ser identificados. Tornou-se evidente durante a condução da pesquisa que os pólos e micro-polos escolhidos não demonstraram qualquer evidencia da existência de pessoas que de forma informal prestassem serviços de alojamento ou organizassem excursões ou ainda que oferecessem serviços de guias turísticos. Por outro lado no subsector de alimentação e bebidas verificou-se que a maioria dos informais activos vendem refrescos e cervejas e muito poucos fornecem alimentares a turistas. Só o subsector do artesanato demonstrou corresponder aos parâmetros de análise definidos pelo manual do HITT, permitindo antever algum tipo de intervenções a identificar com a conclusão da fase C desta pesquisa. Chegados a este momento de fecho da fase B resta-nos apresentar as conclusões que a pesquisa nos permitiu identificar ate agora e esperar que os dados apresentados por este relatório ajudem a SNV e seus parceiros a desenhar as intervenções propostas pelo programa HITT para permitir finalizar esta pesquisa com as recomendações mais apropriadas. A Equipa da Turconsult Maputo, 19 de Setembro de 2011 37 7. Referências Bibliográficas TURCONSULT (2010) Melhoria do Acesso a Produtos Turísticos de Elevado Valor Cultural, Maputo Moçambique; OIT (2010), Impacto da implementação da Estratégia de Emprego e Formação Profissional (EVTS) em Moçambique – sector artesanal, Maputo Moçambique; OIT (2009), Estudo Sobre Promoção do Emprego Juvenil Barreiras ao Desenvolvimento das Pequenas e Medias Empresas de Jovens no Sector da Construção e do Turismo, Maputo Moçambique; MITUR – DINATUR (2011) Dados de Referencia Anual, Maputo Moçambique; MINISTÉRIO DO TURISMO (2004-2013), Plano Estratégico para o Desenvolvimento de Turismo em Moçambique, Maputo Moçambique; MINISTÉRIO DO TRABALHO (2011), Estudo sobre Cultura de Trabalho e Produtividade em Moçambique, Maputo Moçambique; MINISTERIO DAS FINANÇAS (2002), Mapeamento da Pobreza em Moçambique: Desagregação das Estimativas da Pobreza e Desigualdade aos Níveis de Distrito e Posto Administrativo, Maputo Moçambique; MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO (2010-2012), Cenário Fiscal de Médio Prazo. Disponível em: <http://www.pap.org.mz/downloads/rp_qad_09/cfmp_2010_2012.pdf), MINISTÉRIO DA INDUSTRIA E COMÉRCIO (2007), Pequenas e Medias Empresas em Moçambique – Situação, Perspectivas e Desafios, Maputo Moçambique; MINISTÉRIO DA INDUSTRIA E COMERCIO (2007) Pequenas e Medias Empresas em Moçambique – Situação, Perspectivas e Desafios, Maputo Moçambique; KOTLER, Philip (1992) Direcção de Marketing, 7 edição , Prentice Hall, Madrid España. INE (2009), O Sector Informal em Moçambique: Estudos Temáticos, Maputo Moçambique; CRUZEIRO DO SUL – INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO JOSÉ NEGRÃO (2006), Impacto da Economia Informal na Protecção Social, Pobreza e Exclusão: A Dimensão Oculta da Informalidade em Moçambique, Disponível em: <http:// www.iid.org.mz/impacto_da_economia_informal.pdf); CONSELHO DE MINISTROS, Estratégia de Emprego: Aprovado pela 5º Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, 2006, Maputo Moçambique; 38 CONSELHO DE MINISTROS (2007), Estratégia para o desenvolvimento das PME’s em Moçambique, Maputo Moçambique; AHSM (2007-2012), Strategic Plan, Maputo Moçambique; PIREP (2010), Perfil do Sector do Turismo, Maputo Moçambique Consultas na Internet: www2.unwto.org/en/press-release/2011-07-08/tourism-poverty-reduction-tool-says-presidentguebuza-mozambique-joins-unwt; www.calusofona.org/uploads/FM_-_Moambique.pdf http://unesdoc.unesco.org/images/0014/001462/146284por.pdf www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1275489 www.salcaldeira.com/Legislacao/PT/Turismo/Resolucao_45_2006.pdf 39 Anexos 40 Anexo 1. Modelo do Questionário Localização: ……………………............... Pólo turístico:…………………………… Inquiridor: ……………………………… QUESTIONÁRIO O presente questionário é do âmbito da análise da situação do turismo no sector informal, os dados recolhidos neste questionário serão usados para análise e pesquisa do mercado, com objectivo de identificar os problemas que as pessoas apresentam no seu dia-a-dia neste sector e as necessidades de mudanças em vários domínios. Este questionário encontra-se dividido em 6 partes, sendo: Secção 1: Empregador informal; - Secção 2: Trabalhador Dependente; - Secção 3 Trabalhador por conta própria; -Secção 4: Vendedor de Comidas e/ou Bebidas; - Secção 5Produtores e Vendedores de artesanato/somente produtor; e Secção 6: Vendedores de artigos diversos (Genéricos). a) IDENTIFICAÇÃO DO INQUIRIDO Nome ……………………………………… Idade: Menos de 20 anos Sexo: M ( ) F ( Contactos: ………………………………... B.I Tem ( ) / Não tem ( ) De 20 a 30 anos De 31 a 40 anos Mais de 40 anos b) Habilitações Escolares: Menos de 4ª Classe De 4ª Classe a 9 ª Classe De 10 ª Classe a 12 ª Classe c) Domínio da língua, assinalar com X Língua Lingua local Inglês Francês Português ) Lê Outras …………………….. …………………….. …………………….. Escreve Fala d) Tipo de trabalhador: (assinala com X a opção correcta) Trabalhador em conta própria ( ) Trabalhador por conta de outro ( ) Empregador ( ) e) Área de trabalho: Categoria do negócio? (coloca um X no categoria de negocio que faz): Área Genérico (especificar) Artesanato Comidas e Bebidas Produtor Vendedor 41 1. O que lhe levou a trabalhar nesta área? (Assinala com X os pontos que lhe levaram a trabalhar nesta área) Tipos de Motivação Necessidade de me manter e ajudar a família Tenho prazer em trabalhar com serviços (comércio e atendimento) É próximo da minha casa Falta de dinheiro Outras 2. Trabalha nesta ocupação em quais dos seguintes tempos? (Assinala com X ou descreva os tempos): Tipos de tempos Parcial Tempo Inteiro Só por temporadas Outros 3. Quanto gasta na compra de produtos para seu negócio andar? (Assinala com X ou descreve os valores). Valores em Meticais Dia Mês Ano Entre 100Mt – 250Mt Entre 300 Mt – 500Mt Entre 500 – 1000 Mt Mais de 1.500 Mt Outros valores 4. Quanto é que gasta nas despesas correntes por mês? (Coloque X ou descreve outros valores). Tipos de Despesas Entre 100Mt – 250Mt Entre 300 Mt –500Mt Entre 500 – Outros 1000 Mt Água Luz Gás Carvão Lenha Taxa Municipal Outra Taxa Outros 42 5. Quanto faz por dia no seu negócio? ( Coloque X ou descreve outros valores). Ganhos da Venda no negócio em Mt Dia Semana Mês Ano Entre 100Mt – 250Mt Entre 300 Mt – 500Mt Entre 500 – 1000 Mt Mais de 1000 Mt Outros valores SECÇÃO – 1 – SOMENTE PARA EMPREGADOR 1. Quantas pessoas têm empregadas no seu negócio? (Descreva em números de acordo com as seguintes categorias): PESSOAS DA COMUNIDADE LOCAL E NÃO LOCAL Pessoas da Comunidade Local (considere um raio de 50km) Pessoas que não são da comunidade local Outros Idade Homens Mulheres 2. Qual é o tipo qualificação das pessoas que emprega no seu negócio? (Descreva em números de acordo com as seguintes categorias): TIPOS DE CATEGORIAS Pessoas da Comunidade Local - Qualificado e Semi-qualificado Pessoas da comunidade local – Não qualificados Pessoas não da comunidade local qualificados e semi-qualificados Pessoas não da comunidade local - não qualificado Outros Homens Mulheres 3. O que fazia o seu pessoal antes de trabalhar para si? (Assina-la com X ou descreve nos seguintes pontos) Tipo de trabalho Vendedor Produtor Produtor e Vendedor Trabalhador em Bares & Restaurantes Guias Turísticos Outro tipo trabalho Antes 43 4. Qual é a média de salários que paga os seus trabalhadores? (Assina-la com X ou descreva nos seguintes pontos) Tipo de Salários Entre 100 – 500 Mt Entre 500 – 1000Mt Entre 1000 – 1500 Mt Outros 5. Quanto gasta no pagamento de salários? (Assinala com X ou descreva nos seguintes pontos) Tipo de Salários Diário Semanal Mensal Entre 100 – 500 Mt Entre 500 – 1000Mt Entre 1000 – 1500 Mt Outros 6. Quais das seguintes categorias existem no seu negocio? Assinala com X as seguintes categorias: Tipos de Categorias Chefe Sócio Ajudante Outros 7. Em que Ocupações tem maiores dificuldades de encontrar pessoas bem formadas/com experiência? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Tipos de ocupações 1 2 3 4 5 Servente Responsável de compras Cozinheiro Balconista Outros (especifique): 44 8. Em que ocupação tem maiores oportunidades de emprego a oferecer? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Tipos de ocupações 1 2 3 4 5 Servente Responsável de compras Cozinheiro Balconista Outros (especifique): 9. Quais os desafios específicos que considera que o seu negocio enfrenta para melhorar? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Tipos de Serviços 1 2 3 4 5 Financiamento – crédito para equipamento Formação para gerir melhor o negócio Funcionários Melhor qualificados Direito de propriedade/ licença de uso do município Apoio do governo em limpeza, segurança e manutenção do espaço Financiamento para começar com o negócio Outros SECÇÃO: 2 - SOMENTE PARA TRABALHADORES DEPENDENTES 10. Como você aprendeu esta ocupação? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Proveniência das ocupações 1 2 3 4 5 Apreendi com minha família Apreendi com meus vizinhos e amigos Apreendi em cursos de formação Aprendi aqui mesmo trabalhando 45 Outros 11. Na sua opinião este trabalho é bom porque? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Acções de trabalho 1 2 3 4 5 Gera uma renda maior que outros trabalhos Me da liberdade de horário de trabalho Me permite desenvolver minha capacidade de fazer negócios Me permite conhecer pessoas Aprendo coisas novas sempre Outros 12. Na sua opinião este trabalho é difícil porque? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Acções de trabalho Não tenho acesso a informação boa para melhorar 1 2 3 4 5 Não tenho garantia de renda (um dia vendo outro não) Não tenho um lugar apropriado para guardar a minha mercadoria Não tenho tempo para estudar Outros 13. O que sugere para a melhoria do seu trabalho nesta área? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Opções 1 2 3 4 5 Apoio para concluir a escola Acesso a formação profissional gratuita ou baixo custo Acesso a crédito para melhorar meu negócio Apoio do sector privado (fornecedores equipamentos, material promocional) Apoio do município para fornecer um espaço para venda dos meus produtos Apoio de instituições para registo legal do meu negócio Áreas organizadas pelo município para poder trabalhar Maior número de turistas para comprar o meu produto/serviços Ter um emprego na área formal Acesso a equipamento para poder melhorar a minha produção 46 Financiamento para começar com negócio próprio Outros 14. Qual é a média ou total das vendas que faz aos turistas no seu dia-a-dia? (descreva nesta tabela em valores e números estimados possíveis, em resposta da pergunta) Tipos de Turistas Nacionais Estrangeiros Outros Numero de Vendas ( Mt ) Número de Turistas SECÇÃO: 3 SOMENTE PARA TRABALHADORES POR CONTA PRÓPRIA 1. Como você aprendeu esta ocupação? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Proveniência das ocupações 1 2 3 4 5 Apreendi com minha família Apreendi com meus vizinhos e amigos Apreendi em cursos de formação Aprendi aqui mesmo trabalhando Outros 2. Na sua opinião este trabalho é bom porque? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Acções de trabalho 1 2 3 4 5 Gera uma renda maior que outros trabalhos Me da liberdade de horário de trabalho Me permite desenvolver minha capacidade de fazer negócios Me permite conhecer pessoas Aprendo coisas novas sempre Outros 3. Na sua opinião este trabalho é difícil porque? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Acções de trabalho 1 2 3 4 5 47 Não tenho acesso a informação boa para melhorar Não tenho garantia de renda (um dia vendo outro não) Não tenho um lugar apropriado para guardar a minha mercadoria Não tenho tempo para estudar Outros 4. O que sugere para a melhoria do seu trabalho nesta área? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Opções 1 2 3 4 5 Apoio para concluir a escola Acesso a formação profissional gratuita ou baixo custo Acesso a crédito para melhorar meu negócio Apoio do sector privado (fornecedores equipamentos, material promocional) Apoio do município para fornecer um espaço para venda dos meus produtos Apoio de instituições para registo legal do meu negócio Áreas organizadas pelo município para poder trabalhar Maior número de turistas para comprar o meu produto/serviços Ter um emprego na área formal Acesso a equipamento para poder melhorar a minha produção Financiamento para começar com negócio próprio Outros 5. Qual é a média ou total das vendas que faz aos turistas no seu dia-a-dia? (descreva nesta tabela em valores e números estimados possíveis, em resposta da pergunta) Tipos de Turistas Nacionais Estrangeiros Outros Numero de Vendas ( Mt ) Número de Turistas 48 SECÇÃO: 4 – VENDEDORES DE COMIDAS E BEBIDAS Somente para vendedores de comidas e Bebidas Qual o seu tipo de Negocio? (assinala com X) Tipos de Negócios Restaurante Informal (Barraca) Vendedor de churrasco Vendedor só de Bebidas Vendedor só de Comida Vendedor de Comida e Bebida Outros 6. Que dificuldades tem encontrado para a melhoria do seu negócio? enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante Tipos de Serviços 1 2 3 4 5 Atendimento de mesa Compra de produtos Manutenção de equipamentos Preparo de alimentos e Bebidas Servir comidas e bebidas Aproveitamento de produtos (economizar) Equipamento Outros 7. Na sua opinião, este trabalho é bom porque? enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante Acções de trabalho 1 2 3 4 5 Gera uma renda maior que outros trabalhos Me da liberdade de horário de trabalho Me permite desenvolver minha capacidade de fazer negócios Me permite conhecer pessoas Aprendo coisas novas sempre Outros 49 8. Na sua opinião este trabalho é difícil porque? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Acções de trabalho 1 2 3 4 5 Não tenho acesso a informação boa para melhorar Não tenho garantia de renda (um dia vendo outro não) Não tenho um lugar apropriado para guardar a minha mercadoria Não tenho tempo para estudar Outros 9. Qual é a média ou total das vendas que faz aos turistas no seu dia-a-dia? (descreva nesta tabela em valores e números estimados possíveis, em resposta da pergunta) Tipos de Turistas Nacionais Estrangeiros Outros Numero de Vendas ( Mt ) Número de Turistas 1. O que sugere para a melhoria do seu trabalho nesta área? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Opções 1 2 3 4 5 Apoio para concluir a escola Acesso a formação profissional gratuita ou baixo custo Acesso a crédito para melhorar meu negócio Apoio do sector privado (fornecedores equipamentos, material promocional) Apoio do município para fornecer um espaço para venda dos meus produtos Apoio de instituições para registo legal do meu negócio Acesso a equipamento para poder melhorar a minha produção Outros 50 SECÇÃO: 5 - DE PRODUTORES E VENDEDORES DE ARTESANATO Descreva/Assinala com X a categoria e sua classificação em valores/vendas Categoria Artigos de Metal Artigos de Madeira Vestuário Pintura Palha Côco Outros Media dos Valores das Vendas ( Mt) Produto com Maior margem de lucro 2. Que dificuldades tem enfrentado para a melhoria do seu negocio nos seguintes pontos? enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante Tipos de dificuldade 1 2 3 4 5 Armazenamento Concorrência Finanças Comunicação com os clientes Negociar/Vender Outros 3. Na sua opinião, este trabalho é bom porque? enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante Acções de trabalho Gera uma renda maior que outros trabalhos 1 2 3 4 5 Me da liberdade de horário de trabalho Me permite desenvolver minha capacidade de fazer negócios Me permite conhecer pessoas Aprendo coisas novas sempre Outros 51 4. Na sua opinião este trabalho é difícil porque? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Acções de trabalho 1 2 3 4 5 Não tenho acesso a informação boa para melhorar Não tenho garantia de renda (um dia vendo outro não) Não tenho um lugar apropriado para guardar a minha mercadoria Não tenho tempo para estudar Outros 5. Qual é a média ou total das vendas que faz aos turistas no seu dia-a-dia? (descreva nesta tabela em valores e números estimados possíveis, em resposta da pergunta) Tipos de Turistas Nacionais Estrangeiros Outros Numero de Vendas ( Mt ) Número de Turistas 6. O que sugere para a melhoria do seu trabalho nesta área? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Opções 1 2 3 4 5 Apoio para concluir a escola Acesso a formação profissional gratuita ou baixo custo Acesso a crédito para melhorar meu negócio Apoio do sector privado (fornecedores equipamentos, material promocional) Apoio do município para fornecer um espaço para venda dos meus produtos Apoio de instituições para registo legal do meu negócio Acesso a equipamento para poder melhorar a minha produção Outros 52 SECÇÃO: 6 - VENDEDORES DE ARTIGOS DIVERSOS (Genéricos) Descreva/Assinala com X a categoria e sua classificação em valores/vendas Categoria Media dos Valores das Vendas ( Mt) Vendedor de vegetais Vendedor de Peixe Vendedor de Capulana Vendedor de Cigarro Outros Produto com Maior margem de lucro 1. Que dificuldades tem enfrentado para a melhoria do seu negocio nos seguintes pontos? enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante. Tipos de dificuldade 1 2 3 4 5 Armazenamento Concorrência Finanças Comunicação com os clientes Negociar/Vender Outros 2. Na sua opinião, este trabalho é bom porque? enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante Acções de trabalho Gera uma renda maior que outros trabalhos 1 2 3 4 5 Me da liberdade de horário de trabalho Me permite desenvolver minha capacidade de fazer negócios Me permite conhecer pessoas Aprendo coisas novas sempre Outros 53 3. Na sua opinião este trabalho é difícil porque? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Acções de trabalho 1 2 3 4 5 Não tenho acesso a informação boa para melhorar Não tenho garantia de renda (um dia vendo outro não) Não tenho um lugar apropriado para guardar a minha mercadoria Não tenho tempo para estudar Outros 4. Qual é a média ou total das vendas que faz aos turistas no seu dia-a-dia? (descreva nesta tabela em valores e números estimados possíveis, em resposta da pergunta) Tipos de Turistas Nacionais/Locais Estrangeiros Outros Numero de Vendas (Mt ) Número de Turistas 5. O que sugere para a melhoria do seu trabalho nesta área? (enumere de 1 a 5, sendo 5 o mais importante e 1 o menos importante) Opções 1 2 3 4 5 Apoio para concluir a escola Acesso a formação profissional gratuita ou baixo custo Acesso a crédito para melhorar meu negócio Apoio do sector privado (fornecedores equipamentos, material promocional) Apoio do município para fornecer um espaço para venda dos meus produtos Apoio de instituições para registo legal do meu negócio Acesso a equipamento para poder melhorar a minha produção Outros 54 55 Anexo 2. Sumário de Estatísticas Nota: Este anexo não vem integrado no presente documento em virtude da sua extensão e pode ser consultado à parte numa tabela em Excel que apresenta dois mapas sendo um referido a Maputo e outro a Inhambane 56 Anexo 3. Lista de Entrevistados Cidade de Maputo Polo Turístico Sub-Pólo Nome do Inquirido Contacto Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Marginal Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Mercado do Peixe Mercado do Peixe Mercado do Peixe Mercado do Peixe Mercado do Peixe Mercado do Peixe Mercado do Peixe Mercado do Peixe Mercado do Peixe Mercado do Peixe Mercado do Peixe Costa do Sol Costa do Sol Costa do Sol Costa do Sol Costa do Sol Costa do Sol Costa do Sol Costa do Sol Costa do Sol Costa do Sol Costa do Sol Costa do Sol Costa do Sol Polana Shoping Polana Shoping Polana Shoping Polana Shoping Polana Shoping Polana Shoping Polana Shoping Polana Shoping Polana Shoping Polana Shoping Maria José Sewane Alfredo Matimbe Isalcio Pedro Lourenço Magombe Filipe Chivura Mariamo Gulamo Adelino Silvestre Angelo Freitas Abel Machava António Sambo Horácio Angela Francisco Anabela Massango Pinto Santos Ozias Chaves Mauricio Meque Sabado Paulino Chavane Matilde Machai Nito Jaime Mauricio Meque Sabado Paulino Chavane Matilde Machai Nito Jaime Mauricio Meque Jorge Manuel António Manuel David Rafael Joaquim Basilio Magret Mandrião Mauricio Quembo Jaime Uzungo João Alberto Bernardo Eugénio António João 844549070 Não tem Não tem 823870206 828494594 826128688 823672520 820538977 Não tem 848405798 828621283 821047123 847472121 826111560 847820979 825973117 829883230 845724702 827177836 (Irmã) 825973117 829883230 845724702 827177836 (Irmã) 825973117 824474837 824220993 844514210 825552846 827021005 827346179 828297437 829615394 847292311 847781498 57 Continuação Cidade de Maputo Polo Turístico Sub-Pólo Nome do Inquirido Contacto Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Cimento Polana Shoping Polana Shoping Polana Shoping Polana Shoping Polana Shoping FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA FEIMA Armando Joaquim Alfredo Bule Carlos Matsinhe José Mula Joao José Castro Mondlane Manuel Fernando Chicolo Osvaldo Milagre Sulemane Chamde Josefa Sebastião Jairo Matola Ernesto Matsinhe Osvaldo Milagre Antonio Joaquim Castelo Nhambua Gildo Victorino Ernesto Matavel Gildo Zunguza Lionel Jemusse Abel Vaz Isac Cossa Jose Nuvunga António Saida Nkosa Fernando Sitoe Laene Paniote Gabriel Mahota Não tem Não tem 845735880 823664996 823930934 Não tem 828162950 820505340 828730951 829775400 821214300 847203981 820505340 Nao tem 844285343 824075360 846114622 845788351 845234692 825861787 827675517 840386857 823711116 822132534 828329760 846555204 828857970 58 Cidade de Inhambane Polo Turístico Nome do Inquirido Contacto Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Praia do Tofo Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Mercado Central Rail Raimundo Sarmento Francisco Tendai Manuel Chiziane Opaito Abacar Beatriz Massitela Joao Luis Vitorino Luis Dercio Joao Luciano Joaquim Joao David Jordao Armando Jordao Arsenio Simao Carlos Cangela Sarifa Filipe Mario Jorge Alberto Mazonde Dulce Matsimbe Lurdes Florinda Virginia Sebastiao Herculano Dramuce Ana Baptista Armando Luis Jorge Macuacua Lino Artur Rui Francisco Eva da Silveira Catarina Dadiva Jose Abubacar Faustino Timotio Maria Samuel Cecilia Samuel Antonieta Matisse Febbin Dulabdasse 827174150 823912804 Nao tem 827117345 825770971 828891630 824414450 826697144 847075755 820876545 Nao tem 847258886 847311916 847075740 821439550 845894795 Nao tem 827919012 828213378 820455993 828516844 827027588 Nao tem 828751660 829893300 829293118 821221136 820461615 826918810 827930228 844481169 848111332 820602680 824330302 826996120 828384570 59 Anexo 4. Matriz Sumário da Situação do Turismo em Moçambique Nota: Este anexo não vem integrado no presente documento em virtude da sua extensão e pode ser consultado a parte numa tabela em Excel 60