COMITÊ ESTADUAL EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA 10% DO PIB JÁ! CONVITE Vivemos um período de aprofundamento dos ataques à educação pública por parte dos governos municipais, estaduais e federal, mediante cortes de verbas, destruição de conquistas históricas, precarização e intensificação do trabalho docente, terceirização, contratos por tempo determinado e defasagem salarial, avaliações meritocráticas arbitrárias e hierarquizadas, ataques aos aposentados e o aumento do processo de mercantilização da educação em todos os níveis. Esse processo encontra-se no bojo da crise estrutural do capital que impacta todos os complexos sociais, especialmente a educação pública, desde a educação básica até o ensino superior, com o objetivo de transformar a educação em mercadoria. A educação escolar e a universitária expressam o caráter de classe da sociedade burguesa, em que a divisão social, étnico-racial e de gênero do trabalho é profunda e ganha relevo o acirramento do processo de violência e opressão sobre as novas gerações de trabalhadoras e trabalhadores. O trabalho nesses ambientes torna-se cada vez mais mecânico, repetitivo, alienado e proletarizado, abandonando o caráter criativo da produção e difusão do conhecimento. Em meio a esse cenário de destruição da educação pública, o Congresso Nacional aprovou, em junho de 2014, o Plano Nacional da Educação (PNE), de caráter privatista, subordinado à lógica do mercado, consolidando a coexistência do ensino privado com o público e não correspondendo às transformações democráticas e científicas pelas quais deve passar o sistema educacional brasileiro. Foi realizada a Conferência Nacional de Educação (CONAE-2014) para legitimar essa política educacional do governo. Em contrapartida, os movimentos sociais, sindicatos, entidades que lutam em defesa da educação pública, gratuita, estatal, contextualizada e de qualidade realizaram, em agosto/2014 o 1º Encontro Nacional de Educação (ENE). Foram discutidos temas como financiamento da educação, passe livre e transporte público, democratização da educação, avaliação e meritocracia, privatização e mercantilização da educação, a precarização das condições de trabalho, acesso e permanência. Na Bahia, a situação da educação pública não é diferente do contexto nacional. O não cumprimento do piso nacional, os baixos salários, as péssimas condições de trabalho e estudo, o sucateamento das escolas, Institutos Federais e universidades públicas levaram as diversas categorias ligadas à educação a se mobilizarem e deflagraram greves em defesa de suas reivindicações. Diante dos ataques à educação pública é preciso organizar amplos setores da sociedade a partir dos interesses dos trabalhadores, contra a mercantilização da educação e em defesa dos 10 % DO PIB PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ! Esse é o princípio balizador dos Comitês que, a partir de uma deliberação do ENE, deve ser organizado no âmbito dos estados. A constituição dos Comitês Estaduais é um passo importante para organização das lutas. Na Bahia, o Comitê se esforçará para discutir os problemas da educação, realizar reuniões e plenárias, participar de atividades e manifestações dos movimentos da classe trabalhadora e demais explorados. Portanto, é necessário organizar a classe trabalhadora e demais lutadores(as) sociais para lutar em defesa da educação pública, gratuita e estatal. Essa é a proposta de criação do COMITÊ ESTADUAL EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ! Estamos convidando os grupos, coletivos de base, sindicatos e pessoas interessadas, para uma reunião a ser realizada no dia 13 de março, das 9:30 às 18:00 horas, na sala do DFCH da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), com a seguinte pauta: 1) Informes; 2) Análise da conjuntura educacional no Estado da Bahia; 3) Questões Organizativas e 4) Lançamento do Comitê. Venha participar e fortalecer o Comitê do seu Estado! Universidade Estadual de Santa Cruz – Rodovia Ilhéus/Itabuna (BA 415), Km 16 CEP 45.662-000 - Ilhéus– BA Fone (73) 3680-5085 Fax (73) 3689-1028 email: [email protected]