FACULDADE NOVOS HORIZONTES Curso de Tecnólogo em Gestão de Cooperativas A CONFIGURAÇÃO DO AMBIENTE COOPERATIVISTA: COOPERATIVISMO Asenclever Aguiar Arruda Júnior Clóvis Veloso Leitão Everaldo Gouvêa dos Santos Igor Melo Zile de Miranda Miquéias Garcia Domingos Belo Horizonte 2008 2 FACULDADE NOVOS HORIZONTES Curso de Tecnólogo em Gestão de Cooperativas A CONFIGURAÇÃO DO AMBIENTE COOPERATIVISTA: COOPERATIVISMO Projeto Interdisciplinar, apresentado à Faculdade Novos Horizontes 1º Período do Curso de Tecnólogo em Gestão de Cooperativas. Orientador: Profº Evaldo Moreira de Matos Belo Horizonte 2008 3 AGRADECIMENTOS Agradecemos a DEUS, por este momento, aos nossos familiares, pelo apoio e aos professores do Curso de Tecnólogo em Gestão de Cooperativas, e em especial, ao Professor Evaldo Moreira de Matos, que nos orientou neste trabalho. 4 “O cooperativismo é, definitivamente, um grande agente para o desenvolvimento econômico e social do país. Com orgulho, destacamos a doutrina como solução na geração de emprego e melhor distribuição de renda”. (Ronaldo Scucato) 5 Siglas citadas neste trabalho ALMG - Assembléia Legislativa de Minas Gerais COFAL - Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais ACI - Aliança Cooperativista Internacional OCESP – Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo SICREDI PIONEIRA - Cooperativa de Credito de Nova Petrópolis SPB - Sistemas de Pagamento Brasileiro BANCOOB - Banco Cooperativo do Brasil PAC - Posto de Atendimento ao Cooperado. 6 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................................................................................07 2 JUSTIFICATIVA..........................................................................................08 3 OBJETIVO DA PESQUISA.........................................................................09 3.1 Objetivo Geral...........................................................................................09 3.2 Objetivo Específico...................................................................................09 4 PROBLEMÁTICA........................................................................................10 5 METODOLAGIA..........................................................................................11 6 REFERENCIAL TEÓRICO..........................................................................12 6.1 Cooperativismo.........................................................................................12 6.2 Cooperativismo de crédito no Brasil.........................................................15 7 ESTUDO DE CASO....................................................................................17 7.1 História do modelo Administrativo Brasileiro............................................17 7.2 História do Poder Legislativo....................................................................18 7.3 Missão da ALMG......................................................................................20 7.4 A Cooperativa Estudada.......................................................................................21 7.4.1 A COFAL...........................................................................................................21 8 PESQUISA..................................................................................................24 8.1 Descrição da Pesquisa.............................................................................24 8.2 Resultado da Pesquisa.............................................................................24 9 CONCLUSÃO..............................................................................................27 10 REFERÊNCIAS.........................................................................................28 7 1 INTRODUÇÃO De acordo com dados do Anuário do Cooperativismo Mineiro de 2007, o Brasil possui 7.603 cooperativas que estão concentradas principalmente nos estados do sul e sudeste do país. Em Minas Gerais são 830 cooperativas, o que representa 11% do total. Ramos como o de agropecuária, crédito, saúde e consumo são os mais expressivos. Considerando como objeto de análise deste projeto, falaremos sobre o cooperativismo, sua história e princípios, dando ênfase ao ramo crédito em Minas Gerais, mais especificamente sobre a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais – COFAL. 8 2 JUSTIFICATIVA O estudo deste projeto justifica-se à medida que se obtenha elementos necessários para determinar a viabilidade e confiança dos funcionários da ALMG em movimentar suas finanças na COFAL, através de concessão de crédito, aplicações e investimentos, além da integralização de capital social. Para Putnam, capital social refere-se a práticas sociais, normas e relações de confiança que existe entre cidadãos de uma dada sociedade. Sistema de participação que estimulam a cooperação. Quanto maior a capacidade dos cidadãos confiarem uns nos outros, além de seus familiares, assim como maior e mais rico for o número de possibilidades associativas numa sociedade, maior o volume de capital social. 9 3 OBJETIVO DA PESQUISA 3.1 Objetivo Geral Este trabalho tem como objetivo, analisar e conhecer as variáveis que fazem com que os funcionários da ALMG se associem à COFAL e criem com a cooperativa um vínculo de confiança que permita a eles movimentar suas finanças, através da tomada de recursos ou através de aplicações e investimentos, tendo a certeza de que estão fazendo um bom negócio e contribuindo para o crescimento do cooperativismo no Brasil. 3.2 Objetivo Específico Visando atingir o objetivo geral, foram traçados objetivos específicos, na intenção de estudar o Ramo Crédito, estudar a Cooperativa de Crédito dos Funcionários da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, produzir um diagnóstico do perfil de seu cooperado e identificar a importância da cooperativa para os cooperados. 10 4 PROBLEMÁTICA Hoje existe, no mercado financeiro, um leque de ofertas para se tornar correntista de um grande banco nacional ou internacional. A concorrência entre eles é gigantesca, todos dispostos a oferecer as melhores taxas, as menores tarifas e os mais diversificados pacotes de serviços Neste contexto, surge a COFAL – Cooperativa de Economia e Crédito mútuo dos Funcionários da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, disposta a seguir as doutrinas do cooperativismo e oferecer aos seus cooperados, além de todas as vantagens que os bancos oferecem, participação nas sobras, o direito de votar e ser votado para ocupar algum cargo na cooperativa, devolução do capital integralizado, isenção nas tarifas, entre outros... A partir do enfoque desta problemática, pretende-se com esse estudo responder a seguinte pergunta: a credibilidade em uma cooperativa de crédito é fator decisivo para que os funcionários da Assembléia Legislativa de Minas Gerais se tornem cooperados? 11 5 METODOLOGIA O tema Cooperativismo requer um estudo detalhado sobre seus fundamentos. Por isso, foi realizada uma pesquisa estruturada, através de entrevistas, sendo utilizado questionário impresso, além de consultas a livros didáticos, internet e publicações em revistas especializadas no intuito de informar o máximo de conhecimento sobre o referido tema. 12 6 REFERENCIAL TEÓRICO 6.1 Cooperativismo Segundo a Cartilha de Educação Cooperativa: COOPEMG de A a Z, Cooperativismo é a doutrina econômica estruturada para a geração de riquezas através do livre associativismo entre as pessoas que, espontaneamente, concordam em criar uma cooperativa em qualquer segmento produtivo permitido pela legislação. Unidas pelos mesmos ideais e objetivos buscam satisfazer suas necessidades financeiras, realizações pessoais e profissionais através da produtividade e da valorização humana e não da exploração do homem pelo homem. O Cooperativismo é a “alma” da cooperativa, assim como mercantilismo é a “alma” do capitalismo. Segundo (Filho, Luiz Dias Thenório), Robert Owen (1771 – 1858), o pai do cooperativismo, destacou-se entre os vinte e oito tecelões que se uniram, após perceberem as dificuldades e necessidades que os operários tinham durante a Revolução Industrial. Lutou contra a desigualdade social que envolvia a falta de moradia, a jornada de trabalho muito longa, o trabalho indevido de crianças menores de 10 anos e a falta de instrução dos operários. Tais medidas foram essenciais para o bom desempenho dos operários e para melhoria de vida de cada trabalhador. Ao longo de toda a história humana, foram citadas experiências de ajuda mútuas e tentativas de organizar o trabalho coletivo. A Aliança Cooperativista Internacional (ACI), fundada em 1895, com sede em Genebra (Suíça), organização não governamental, com objetivo de divulgar os princípios e valores cooperativistas em todo o mundo e o incentivo a educação 13 cooperativista. Tais princípios sofreram mudanças em 1995, em um congresso realizado em Manchester, segundo Cartilha Educação Cooperativista: COOPEMG de A a Z (2007): 1º Princípio – Adesão Livre e Voluntária As cooperativas são organizações voluntárias abertas a todas as pessoas aptas a usar seus serviços e dispostas a aceitar responsabilidades de sócios, sem discriminação social, racial, política ou religiosa e de gênero. 2º Princípio – Controle democrático dos Sócios As cooperativas são organizações democráticas, controladas por seus sócios os quais participam ativamente no estabelecimento de suas políticas na tomada de decisões. Homens e mulheres eleitos, como representantes, são responsáveis para com os sócios. Nas cooperativas singulares os sócios têm igualdade na votação (um sócio, um voto); as cooperativas de outros graus são também organizadas de maneira democrática. 3º Princípio – Participação Econômica dos Sócios Os sócios contribuem de forma eqüitativa e controlam democraticamente o capital de suas cooperativas. Parte desse capital é propriedade comum das cooperativas. Usualmente os sócios recebem juros limitados (se houver algum) sobre o capital, como condição da sociedade. 14 Os Sócios destinam as sobras ao desenvolvimento das cooperativas, possibilitando formação de reservas, parte dessas podendo ser indivisíveis, o retorno aos sócios na proporção de suas transações com as cooperativas, apoio a outras atividades que forem aprovadas pelos sócios. 4º Princípio – Autonomia e Independência As cooperativas são organizações autônomas para ajuda mútua controladas por seus membros. Entrando em acordo operacional com outras entidades inclusive governamentais, ou recebendo capital de origem externa elas devem fazê-lo em termos que preservem seu controle democrático pelos sócios e mantenham sua autonomia. 5º Princípio – Educação, Treinamento e Informação. As cooperativas proporcionam educação e treinamento para os sócios, dirigentes eleitos, administradores e funcionários, de modo a contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento. Eles deverão informar o público em geral, particularmente os jovens e os líderes formadores de opinião, sobre a natureza e os benefícios da cooperação. 6º Princípio – Cooperação entre Cooperativas – Intercooperação. As cooperativas atendem seus sócios mais efetivamente e fortalecem o movimento cooperativo trabalhando juntas através de estruturas locais, nacionais, regionais e internacionais. 15 7º Princípio – Preocupação com a Comunidade. As cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável de sua comunidade através de políticas aprovadas por seus membros. (OCESP, 2000). 6.2 Cooperativismo de Crédito no Brasil Segundo Alcenor Pagnussatt cooperativas de crédito são sociedades de pessoas constituídas com o objetivo de prestar serviços financeiros aos seus associados na forma de ajuda mútua, baseando em valores como igualdade, equidade, solidariedade, democracia e responsabilidade social. A primeira cooperativa de crédito nacional foi fundada em Petrópolis (RJ), denominada Cooperativa de Crédito de Nova Petrópolis, no ano de 1902 por iniciativa Pe. Theodor Amstad, atualmente a razão social da cooperativa é SICREDI PIONEIRA. As características das cooperativas permitem que a intermediação ocorra com menores riscos devido aos fatos dos mutuários pertencerem a um determinado segmento ou cadeia produtiva; oferecerem garantias dos créditos gerados entre produtores, fornecedores e comerciantes de um determinado produto ou serviço; o caráter cooperativo da instituição gera solidariedade entre os devedores e a expectativa de retorno do capital é menor do que no sistema bancário tradicional permitindo assim a pratica de juros menores beneficiando os associados. Segundo Gustavo Loyola as cooperativas de créditos possuem algumas desvantagens quando comparadas aos grandes bancos comerciais do varejo por atuarem com limitação de área geográfica e ramo de atividade específico; possuírem 16 um tamanho sub-ótimo que as impedem de aproveitar plenamente as fortes economias, de escalas presentes na atividade bancária comercial; não participam só do serviço de compensação de cheques e outros papéis dependendo de outra instituição para integrar os sistemas de pagamentos. Gustavo Loyola acredita que com a criação dos bancos cooperativos (Bancoob e Bansicredi), as cooperativas tendem a desenvolver-se o que aumentará o volume de crédito disponível aos associados. 17 7 ESTUDO DE CASO 7.1 História do modelo Administrativo Brasileiro Desde o descobrimento do Brasil a história de políticas públicas vem se desenvolvendo, a priori uma simples transferência ou cópia do Poder Monárquico o mesmo adotado na Europa, continente de nossos conquistadores. O modelo monárquico não teve a repercussão esperada por seus idealizadores com abusos e explorações incessantes – confisco e a Derrama a insatisfação geral se instaurou tendo como marco representativo nacional a grandiosa Inconfidência Mineira. A partir de tais fatos cogitou-se a necessidade e viabilidade de implantação de novo regime. Eis que em 15 de novembro de 1889 surge o Estado Federativo – República do Brasil. O novo regime vem sofrendo modificações desde sua implantação, em suma a República Federativa do Brasil tem em sua composição os três poderes que são o Executivo; o Legislativo e o Judiciário, cada qual com função única, mas complementares entre si. Sendo o Executivo no nosso país representado pela personificação da modalidade presidencialista, esse segmento é responsável por governar o povo e administrar os interesses públicos, cumprindo fielmente as ordens legais (esse poder é auxiliado pelos diversos ministérios, que abrangem áreas especificas de atividade). O presidente em um país democrático, como nosso, é eleito pelo voto direto para mandatos regulares. Esse acumula função de chefe de estado e governo. Já o poder Legislativo tem por objetivo elaborar normas de direito coletivos e individuais que são aplicadas a toda sociedade, também tem como papel controlar e fiscalizar a administração publica. Esse deve funcionar como foro dos debates dos problemas da nação (o legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, 18 composto pela Câmara dos deputados-onde o povo é representado-e pelo Senadorepresentação dos estados). Visto que fica a cargo do poder Executivo sancionar ou vetar os projetos de lei. Sobre âmbito do poder Judiciário fica a função de julgar outrem de acordo com as regras constitucionais e leis criadas pelo poder Legislativo, esse terceiro ramo dos poderes é exercido pelos juízes. Nosso modelo republicano tem sua origem vinculada à Teoria de separação de poderes, proposta por Montesquieu em seu livro “O espírito das leis” de 1748. Essa teoria designa competências a órgãos diferentes do Estado, dividindo em funções. A Assembléia Legislativa de Minas Gerais foi criada com esse propósito de divisão dos poderes, que engloba nível federativo e estadual. 7.2 História do Poder Legislativo De acordo com Floriano de Lima Nascimento No decorrer do processo evolutivo da política no país, nos permite delinear a origem remota da historia do Poder Legislativo em Minas Gerais. A primeira forma de representação superior (que vai alem da municipal), que temos noticia são as Juntas de Capitanias de Minas Gerais, órgãos periódicos “parlamentos” instituídos para debater os impostos da época, como o Quinto. “Em Minas Gerais a primeira junta foi em 10 de novembro de 1710”. O nível Provincial tinha Câmaras dos Distritos e os Conselhos, sendo o ultimo composto por 21 membros, as nomeações faziam-se por eleição indireta de cidadãos ativos - com o titulo de Conselho Geral da Província. Esses tinham por objetivo discutir e deliberar sobre os negócios mais importantes e interessantes das suas Províncias, formando projetos acomodados a suas localidades e urgências. 19 Segundo Floriano de Lima Nascimento em 12 de agosto de 1834 os conselhos gerais foram substituídos pela Assembléia Legislativa da Província. Cabia a Província de Minas Gerais elegerem os membros de sua primeira Assembléia Legislativa, a forma de eleição se dava por voto indireto ou indicação. A Assembléia competia legislar sobre divisão civil, judiciária e eclesiástica da respectiva Província, e mesma a mudança de sua respectiva capital para o local mais conveniente. Aqui se pode identificar o momento de criação das Assembléias Legislativas. O Congresso Legislativo funcionava nos moldes constitucionais da Câmara dos deputados e do Senado do Estado de Minas Gerais. Em 11 de novembro der 1930 instituiu-se o Governo Provisório dos Estados Unidos do Brasil que passou a exercer as funções e atribuições dos Poderes Executivos e Legislativos, até que se estabeleceu a reorganização constitucional do país (vinda com a constituição de 16 de julho de 1934). De acordo com a Assessoria Técnica – Consultiva da ALMG na segunda república a Assembléia Legislativa de Minas Gerais foi instalada em 18 de agosto de 1935. O golpe de 10 de novembro de 1937 todas as assembléias legislativas do país tiveram suas atividades interrompidas. Só em 1947 voltou-se a reunir uma assembléia de deputados - assembléia constituinte, coma qual foi promulgada a nova constituição mineira, Essa foi composta por 72 deputados. Desde 1947 a assembléia vem funcionando ininterruptamente, o poder legislativo e constitucional da casa permitia eleger ao fim de cada sessão eleger uma comissão permanente liderada pelo presidente da casa, essa era composta por 18 membros. Tinham como função elaborar projetos de lei, decidir a cassação de mandatos dos deputados membros. Após incêndio, de 19 de setembro de 1959, que 20 consumira o prédio situado na Praça Afonso Arinos, a Assembléia fora transferida de Ouro Preto para Belo Horizonte. A nova sede o palácio da Inconfidência situa-se no Bairro Santo Agostinho. De acordo com o Departamento de Pessoal da ALMG seu quadro funcional é composto atualmente por 4.430 funcionários. 7.3 Missão da ALMG Segundo o Deputado Antonio Júlio a Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais caminhou nos últimos anos a passos largos rumo à conquista de uma prática parlamentar madura, plenamente comprometida com a democracia e com a eficiência. Como ocorre em todo processo de crescimento, o período foi marcado por dificuldades que beiraram à crise, as quais a instituição soube dar respostas prontas e convincentes. Marcando-se pelo realismo administrativo, exigido pelo momento vivido pelo País e pelo Estado, e sem se afastar um milímetro sequer dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal a Assembléia soube, em conjunto com a sociedade mineira, escrever paginas decisivas da historia de Minas. No exercício de sua função legislativa, perseguiu a produção de leis aplicáveis e objetivas, com a capacidade de melhorar efetivamente a vida do cidadão. No cumprimento de sua função fiscalizadora, buscou interferir positivamente no Governo, sem ferir a autonomia do outro Poder, para aperfeiçoar os sistemas de controle de gastos públicos e propor a formulação e implementação de políticas públicas. 21 No diálogo com os diversos segmentos sociais, uma constante dos últimos anos, a Assembléia cumpriu com fidelidade sua missão de artífice do consenso e anunciadora da vontade geral da gente mineira. “A Assembléia Legislativa manteve-se fiel à sua tríplice missão de legislar, fiscalizar e expressar os anseios de nossa gente. Atenta a situação financeira particularmente difícil experimentada pelo Estado, foi parcimoniosa na utilização dos recursos colocados à sua disposição, buscando tirar deles o máximo beneficio para a população mineira. Ateve-se ao essencial e foi rigorosa ao eliminar quaisquer gastos que não fossem absolutamente necessários, cortando, às vezes, na própria carne. Essa severidade não prejudicou a atuação do Poder Legislativo. Graças à criatividade e ao empenho de cada um, foram muitos e bom os resultados alcançados”. 7.4 A Cooperativa Estudada 7.4.1 A COFAL – Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais – de acordo com o seu site, foi criada em 20 de junho de 1980, por funcionários da Assembléia Legislativa, com a missão de proporcionar a educação cooperativista, assistência financeira e prestação de serviços aos seus cooperados através de ajuda mútua, da economia sistemática e do uso adequado do crédito dentro das normas que regem as operações ativas, passivas, acessórias e especiais. Procura, ainda, por todos os meios, fomentar a expansão do Cooperativismo de Economia e Crédito Mútuo. A COFAL é uma instituição que faz parte do Sistema Financeiro Nacional, opera com uma estrutura de rede bancária através do Bancoob (Banco Cooperativo do Brasil) e funciona sob normas e regulamentações editadas pelo Banco Central do 22 Brasil e pela Cecremge (Central das Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo de Minas Gerais). O grande crescimento da Cooperativa exigiu uma ampliação de seu espaço físico. Assim, em agosto de 2001, adquiriu sua sede própria, na Rua Matias Cardoso, bem próximo da Assembléia Legislativa. O espaço que ocupava antes, no Edifício Tiradentes, passou a ser o PAC (Posto de Atendimento ao Cooperado). Com essa nova estrutura, passou a oferecer aos cooperados e funcionários mais conforto, comodidade e agilidade no atendimento. Hoje, a COFAL tem exatamente 2.157 cooperados, sendo 2.123 funcionários da Assembléia Legislativa e 34 funcionários da própria COFAL, para os quais disponibiliza várias linhas de crédito, com as melhores taxas do mercado, aplicações financeiras com ótima rentabilidade, conta corrente, serviços com tarifas reduzidas, cheque especial, seguros, um programa de educação financeira que incentiva a utilização racional do dinheiro e proporciona melhoria econômico-social. Os cooperados, ainda podem receber seus salários e pagar suas contas na Cooperativa. De acordo com o estatuto social, podem se tornar cooperados os funcionários da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, ativos e inativos, pensionistas de associados falecidos, empregados da Cooperativa e, excepcionalmente, entidades sem fins lucrativos cujos sócios fazem parte do quadro social da Cooperativa. Além de cumprir seu papel econômico, a COFAL se empenha em ser cada vez mais uma instituição cidadã, buscando colaborar com o desenvolvimento sócio cultural dos cooperados, apoiando projetos direcionados ao quadro social, como o Projeto ZÁS e Coral da Assembléia Legislativa. 23 A COFAL trabalha para uma contínua melhoria da qualidade de vida de seus cooperados, realizando intermediações financeiras de forma mais eqüitativa. 24 8 PESQUISA DE CAMPO 8.1 Descrição da Pesquisa Foi elaborado um questionário visando obter informações sobre o perfil do cooperado que movimenta suas finanças com a COFAL, a confiabilidade e a credibilidade da cooperativa junto a seu quadro social, e quais os serviços que eles mais utilizam na cooperativa. A pesquisa foi realizada no mês de abril de 2008, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, onde se encontra o público-alvo desta pesquisa. Foram entrevistados 20 cooperados, cujo resultado será apresentado a seguir. 8.2 Resultado da Pesquisa Qual o principal motivo leva a movimentar suas finanças com a COFAL ? 14 13 Qtdade de votos 12 10 8 6 4 4 2 2 1 0 Tarifas atrativas Por s e r s ócio Proxim idade do trabalho NDA Segundo a pesquisa, na primeira pergunta, 65% dos entrevistados movimentam suas finanças com a COFAL, por esta possuir tarifas atrativas. 25 Há quanto tempo você é Associado COFAL? 10 9 9 8 Qtdade de votos 7 6 5 4 4 4 3 2 2 1 1 0 M e nos de 1 ano Entre 1 e 3 anos Entre 3 e 7 anos Entre 7 e 12 anos M ais de 12 anos Respondendo a segunda pergunta, 40% dos entrevistados fazem parte do quadro social da cooperativa entre 03 e 07 anos, 20% a menos de 01 ano, e outros 20% entre 07 e 12 anos. Quais os serviços que você mais utiliza na COFAL? 12 10 10 Qtdade de votos 8 8 6 4 2 1 1 Aplicaçõe s Ne nhum Se rviço 0 Conta Corre nte Em pré s tim os De acordo com a demonstração do gráfico acima, 50% dos entrevistados utilizam o serviço de empréstimos e 40% movimentam conta corrente. 26 Qual o item mais importante que uma instituição financeira deve oferecer à seus clientes ou associados? 16 14 14 Qtdade de votos 12 10 8 6 4 3 3 Agilidade no ate ndim e nto Dis tribuição dos lucros 2 0 Tarifas m ais atrativas Para os cooperados, o item mais importante que uma instituição deve oferecer a seus associados, são tarifas mais atrativas, revela a pesquisa. Qual das alte rnativas abaixo você julga s e r um dife re ncial para que você m ante nha s ua confiança com a COFAL? 8 7 7 7 Qtdade de votos 6 5 4 3 2 2 1 1 Te r m ais de 1 anos de s ua fundação NDA 1 0 Capacitação dos funcionários Dire toria re s pons áve l e com prom e tida Trans parê ncia de s uas pos içõe s contábe is Na opinião de 35% dos cooperados entrevistados uma diretoria responsável e comprometida garante sua participação na COFAL. Outros 35% dão esse crédito a capacitação dos funcionários. 27 9 CONCLUSÃO Esse trabalho analisou a confiança e a atuação da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais - COFAL, no ambiente financeiro externo. Foi dada ênfase para os serviços prestados pela cooperativa. A pesquisa se propôs a realizar um debate dos serviços mais utilizados e qual o diferencial das demais instituições financeiras públicas e privadas. Conforme o trabalho realizado, concluí-se que a educação cooperativista é o melhor caminho, para o desenvolvimento da organização. A quebra de paradigmas e a não repetição dos costumes passados, são fatores primordiais a serem discutidos. Desta forma as instituições necessitam explorar e difundir o Cooperativismo. De outra forma, as Cooperativas precisam a cada dia se sobrepor às organizações capitalistas, através de seu quadro social que é o alicerce de qualquer Cooperativa. 28 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Anuário do Cooperativismo Mineiro, Sistema OCEMG / SISCOOP – MG (2007); Cartilha Educação Cooperativista: COOPEMG de A a Z (2007); Wikipédia, livre, http://pt.wikipedia.org/wiki/Cooperativismo Cooperativa de Crédito – Instrumento de Organização Econômica da Sociedade, Ademar Schardong. Guia do Cooperativismo de Crédito – Organização, Governança e Políticas. Corporativas, Alcenor Pagnussatt. COFAL, http://cofal.com.br Estatuto Social da Cofal Filho, Luiz Dias Thenório. Pelos caminhos do cooperativismo. 2ª edição. S/c: Stilo Gráfica e Editora Ltda (2002).