FACULDADE NOVOS HORIZONTES
Curso de Tecnólogo em Gestão de Cooperativas
A CONFIGURAÇÃO DO AMBIENTE COOPERATIVISTA:
COOPERATIVISMO
Asenclever Aguiar Arruda Júnior
Clóvis Veloso Leitão
Everaldo Gouvêa dos Santos
Igor Melo Zile de Miranda
Miquéias Garcia Domingos
Belo Horizonte
2008
2
FACULDADE NOVOS HORIZONTES
Curso de Tecnólogo em Gestão de Cooperativas
A CONFIGURAÇÃO DO AMBIENTE COOPERATIVISTA:
COOPERATIVISMO
Projeto
Interdisciplinar,
apresentado
à
Faculdade Novos Horizontes 1º Período do
Curso de Tecnólogo em Gestão de
Cooperativas.
Orientador: Profº Evaldo Moreira de Matos
Belo Horizonte
2008
3
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a DEUS, por este
momento, aos nossos familiares, pelo
apoio e aos professores do Curso de
Tecnólogo em Gestão de Cooperativas, e
em especial, ao Professor Evaldo Moreira
de Matos, que nos orientou neste
trabalho.
4
“O cooperativismo é, definitivamente,
um
grande
agente
para
o
desenvolvimento econômico e social
do país. Com orgulho, destacamos a
doutrina como solução na geração de
emprego e melhor distribuição de
renda”.
(Ronaldo Scucato)
5
Siglas citadas neste trabalho
ALMG - Assembléia Legislativa de Minas Gerais
COFAL - Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários da
Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais
ACI - Aliança Cooperativista Internacional
OCESP – Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo
SICREDI PIONEIRA - Cooperativa de Credito de Nova Petrópolis
SPB - Sistemas de Pagamento Brasileiro
BANCOOB - Banco Cooperativo do Brasil
PAC - Posto de Atendimento ao Cooperado.
6
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO............................................................................................07
2 JUSTIFICATIVA..........................................................................................08
3 OBJETIVO DA PESQUISA.........................................................................09
3.1 Objetivo Geral...........................................................................................09
3.2 Objetivo Específico...................................................................................09
4 PROBLEMÁTICA........................................................................................10
5 METODOLAGIA..........................................................................................11
6 REFERENCIAL TEÓRICO..........................................................................12
6.1 Cooperativismo.........................................................................................12
6.2 Cooperativismo de crédito no Brasil.........................................................15
7 ESTUDO DE CASO....................................................................................17
7.1 História do modelo Administrativo Brasileiro............................................17
7.2 História do Poder Legislativo....................................................................18
7.3 Missão da ALMG......................................................................................20
7.4 A Cooperativa Estudada.......................................................................................21
7.4.1 A COFAL...........................................................................................................21
8 PESQUISA..................................................................................................24
8.1 Descrição da Pesquisa.............................................................................24
8.2 Resultado da Pesquisa.............................................................................24
9 CONCLUSÃO..............................................................................................27
10 REFERÊNCIAS.........................................................................................28
7
1 INTRODUÇÃO
De acordo com dados do Anuário do Cooperativismo Mineiro de 2007, o Brasil
possui 7.603 cooperativas que estão concentradas principalmente nos estados do
sul e sudeste do país. Em Minas Gerais são 830 cooperativas, o que representa
11% do total. Ramos como o de agropecuária, crédito, saúde e consumo são os
mais expressivos.
Considerando como objeto de análise deste projeto, falaremos sobre o
cooperativismo, sua história e princípios, dando ênfase ao ramo crédito em Minas
Gerais, mais especificamente sobre a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo
dos Funcionários da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais – COFAL.
8
2 JUSTIFICATIVA
O estudo deste projeto justifica-se à medida que se obtenha elementos
necessários para determinar a viabilidade e confiança dos funcionários da ALMG em
movimentar suas finanças na COFAL, através de concessão de crédito, aplicações e
investimentos, além da integralização de capital social.
Para Putnam, capital social refere-se a práticas sociais, normas e relações de
confiança que existe entre cidadãos de uma dada sociedade. Sistema de
participação que estimulam a cooperação. Quanto maior a capacidade dos
cidadãos confiarem uns nos outros, além de seus familiares, assim como maior e
mais rico for o número de possibilidades associativas numa sociedade, maior o
volume de capital social.
9
3 OBJETIVO DA PESQUISA
3.1 Objetivo Geral
Este trabalho tem como objetivo, analisar e conhecer as variáveis que fazem
com que os funcionários da ALMG se associem à COFAL e criem com a cooperativa
um vínculo de confiança que permita a eles movimentar suas finanças, através da
tomada de recursos ou através de aplicações e investimentos, tendo a certeza de
que estão fazendo um bom negócio e contribuindo para o crescimento do
cooperativismo no Brasil.
3.2 Objetivo Específico
Visando atingir o objetivo geral, foram traçados objetivos específicos, na intenção
de estudar o Ramo Crédito, estudar a Cooperativa de Crédito dos Funcionários da
Assembléia Legislativa de Minas Gerais, produzir um diagnóstico do perfil de seu
cooperado e identificar a importância da cooperativa para os cooperados.
10
4 PROBLEMÁTICA
Hoje existe, no mercado financeiro, um leque de ofertas para se tornar
correntista de um grande banco nacional ou internacional. A concorrência entre eles
é gigantesca, todos dispostos a oferecer as melhores taxas, as menores tarifas e os
mais diversificados pacotes de serviços
Neste contexto, surge a COFAL – Cooperativa de Economia e Crédito mútuo dos
Funcionários da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, disposta a
seguir as doutrinas do cooperativismo e oferecer aos seus cooperados, além de
todas as vantagens que os bancos oferecem, participação nas sobras, o direito de
votar e ser votado para ocupar algum cargo na cooperativa, devolução do capital
integralizado, isenção nas tarifas, entre outros...
A partir do enfoque desta problemática, pretende-se com esse estudo responder
a seguinte pergunta: a credibilidade em uma cooperativa de crédito é fator decisivo
para que os funcionários da Assembléia Legislativa de Minas Gerais se tornem
cooperados?
11
5 METODOLOGIA
O tema Cooperativismo requer um estudo detalhado sobre seus fundamentos.
Por isso, foi realizada uma pesquisa estruturada, através de entrevistas, sendo
utilizado questionário impresso, além de consultas a livros didáticos, internet e
publicações em revistas especializadas no intuito de informar o máximo de
conhecimento sobre o referido tema.
12
6 REFERENCIAL TEÓRICO
6.1 Cooperativismo
Segundo a Cartilha de Educação Cooperativa: COOPEMG de A a Z,
Cooperativismo é a doutrina econômica estruturada para a geração de riquezas
através do livre associativismo entre as pessoas que, espontaneamente, concordam
em criar uma cooperativa em qualquer segmento produtivo permitido pela legislação.
Unidas pelos mesmos ideais e objetivos buscam satisfazer suas necessidades
financeiras, realizações pessoais e profissionais através da produtividade e da
valorização humana e não da exploração do homem pelo homem. O Cooperativismo
é a “alma” da cooperativa, assim como mercantilismo é a “alma” do capitalismo.
Segundo (Filho, Luiz Dias Thenório), Robert Owen (1771 – 1858), o pai do
cooperativismo, destacou-se entre os vinte e oito tecelões que se uniram, após
perceberem as dificuldades e necessidades que os operários tinham durante a
Revolução Industrial. Lutou contra a desigualdade social que envolvia a falta de
moradia, a jornada de trabalho muito longa, o trabalho indevido de crianças menores
de 10 anos e a falta de instrução dos operários.
Tais medidas foram essenciais para o bom desempenho dos operários e para
melhoria de vida de cada trabalhador.
Ao longo de toda a história humana, foram citadas experiências de ajuda mútuas
e tentativas de organizar o trabalho coletivo.
A Aliança Cooperativista Internacional (ACI), fundada em 1895, com sede em
Genebra (Suíça), organização não governamental, com objetivo de divulgar os
princípios e valores cooperativistas em todo o mundo e o incentivo a educação
13
cooperativista. Tais princípios sofreram mudanças em 1995, em um congresso
realizado em Manchester, segundo Cartilha Educação Cooperativista: COOPEMG
de A a Z (2007):
1º Princípio – Adesão Livre e Voluntária
As cooperativas são organizações voluntárias abertas a todas as pessoas aptas
a usar seus serviços e dispostas a aceitar responsabilidades de sócios, sem
discriminação social, racial, política ou religiosa e de gênero.
2º Princípio – Controle democrático dos Sócios
As cooperativas são organizações democráticas, controladas por seus sócios os
quais participam ativamente no estabelecimento de suas políticas na tomada de
decisões. Homens e mulheres eleitos, como representantes, são responsáveis para
com os sócios.
Nas cooperativas singulares os sócios têm igualdade na votação (um sócio, um
voto); as cooperativas de outros graus são também organizadas de maneira
democrática.
3º Princípio – Participação Econômica dos Sócios
Os sócios contribuem de forma eqüitativa e controlam democraticamente o
capital de suas cooperativas.
Parte desse capital é propriedade comum das cooperativas. Usualmente os
sócios recebem juros limitados (se houver algum) sobre o capital, como condição da
sociedade.
14
Os Sócios destinam as sobras ao desenvolvimento das cooperativas,
possibilitando formação de reservas, parte dessas podendo ser indivisíveis, o
retorno aos sócios na proporção de suas transações com as cooperativas, apoio a
outras atividades que forem aprovadas pelos sócios.
4º Princípio – Autonomia e Independência
As cooperativas são organizações autônomas para ajuda mútua controladas por
seus membros. Entrando em acordo operacional com outras entidades inclusive
governamentais, ou recebendo capital de origem externa elas devem fazê-lo em
termos que preservem seu controle democrático pelos sócios e mantenham sua
autonomia.
5º Princípio – Educação, Treinamento e Informação.
As cooperativas proporcionam educação e treinamento para os sócios, dirigentes
eleitos, administradores e funcionários, de modo a contribuir efetivamente para o seu
desenvolvimento.
Eles deverão informar o público em geral, particularmente os jovens e os líderes
formadores de opinião, sobre a natureza e os benefícios da cooperação.
6º Princípio – Cooperação entre Cooperativas – Intercooperação.
As cooperativas atendem seus sócios mais efetivamente e fortalecem o
movimento cooperativo trabalhando juntas através de estruturas locais, nacionais,
regionais e internacionais.
15
7º Princípio – Preocupação com a Comunidade.
As
cooperativas
trabalham
pelo
desenvolvimento
sustentável
de
sua
comunidade através de políticas aprovadas por seus membros. (OCESP, 2000).
6.2 Cooperativismo de Crédito no Brasil
Segundo Alcenor Pagnussatt cooperativas de crédito são sociedades de
pessoas constituídas com o objetivo de prestar serviços financeiros aos seus
associados na forma de ajuda mútua, baseando em valores como igualdade,
equidade, solidariedade, democracia e responsabilidade social.
A primeira cooperativa de crédito nacional foi fundada em Petrópolis (RJ),
denominada Cooperativa de Crédito de Nova Petrópolis, no ano de 1902 por
iniciativa Pe. Theodor Amstad, atualmente a razão social da cooperativa é SICREDI
PIONEIRA.
As características das cooperativas permitem que a intermediação ocorra com
menores riscos devido aos fatos dos mutuários pertencerem a um determinado
segmento ou cadeia produtiva; oferecerem garantias dos créditos gerados entre
produtores, fornecedores e comerciantes de um determinado produto ou serviço; o
caráter cooperativo da instituição gera solidariedade entre os devedores e a
expectativa de retorno do capital é menor do que no sistema bancário tradicional
permitindo assim a pratica de juros menores beneficiando os associados.
Segundo Gustavo Loyola as cooperativas de créditos possuem algumas
desvantagens quando comparadas aos grandes bancos comerciais do varejo por
atuarem com limitação de área geográfica e ramo de atividade específico; possuírem
16
um tamanho sub-ótimo que as impedem de aproveitar plenamente as fortes
economias, de escalas presentes na atividade bancária comercial; não participam só
do serviço de compensação de cheques e outros papéis dependendo de outra
instituição para integrar os sistemas de pagamentos.
Gustavo Loyola acredita que com a criação dos bancos cooperativos (Bancoob e
Bansicredi), as cooperativas tendem a desenvolver-se o que aumentará o volume de
crédito disponível aos associados.
17
7 ESTUDO DE CASO
7.1 História do modelo Administrativo Brasileiro
Desde o descobrimento do Brasil a história de políticas públicas vem se
desenvolvendo, a priori uma simples transferência ou cópia do Poder Monárquico o
mesmo adotado na Europa, continente de nossos conquistadores.
O modelo monárquico não teve a repercussão esperada por seus idealizadores
com abusos e explorações incessantes – confisco e a Derrama a insatisfação geral
se instaurou tendo como marco representativo nacional a grandiosa Inconfidência
Mineira. A partir de tais fatos cogitou-se a necessidade e viabilidade de implantação
de novo regime. Eis que em 15 de novembro de 1889 surge o Estado Federativo –
República do Brasil.
O novo regime vem sofrendo modificações desde sua implantação, em suma a
República Federativa do Brasil tem em sua composição os três poderes que são o
Executivo; o Legislativo e o Judiciário, cada qual com função única, mas
complementares entre si. Sendo o Executivo no nosso país representado pela
personificação da modalidade presidencialista, esse segmento é responsável por
governar o povo e administrar os interesses públicos, cumprindo fielmente as ordens
legais (esse poder é auxiliado pelos diversos ministérios, que abrangem áreas
especificas de atividade). O presidente em um país democrático, como nosso, é
eleito pelo voto direto para mandatos regulares. Esse acumula função de chefe de
estado e governo. Já o poder Legislativo tem por objetivo elaborar normas de direito
coletivos e individuais que são aplicadas a toda sociedade, também tem como papel
controlar e fiscalizar a administração publica. Esse deve funcionar como foro dos
debates dos problemas da nação (o legislativo é exercido pelo Congresso Nacional,
18
composto pela Câmara dos deputados-onde o povo é representado-e pelo Senadorepresentação dos estados). Visto que fica a cargo do poder Executivo sancionar ou
vetar os projetos de lei. Sobre âmbito do poder Judiciário fica a função de julgar
outrem de acordo com as regras constitucionais e leis criadas pelo poder Legislativo,
esse terceiro ramo dos poderes é exercido pelos juízes.
Nosso modelo republicano tem sua origem vinculada à Teoria de separação de
poderes, proposta por Montesquieu em seu livro “O espírito das leis” de 1748. Essa
teoria designa competências a órgãos diferentes do Estado, dividindo em funções.
A Assembléia Legislativa de Minas Gerais foi criada com esse propósito de
divisão dos poderes, que engloba nível federativo e estadual.
7.2 História do Poder Legislativo
De acordo com Floriano de Lima Nascimento No decorrer do processo evolutivo
da política no país, nos permite delinear a origem remota da historia do Poder
Legislativo em Minas Gerais. A primeira forma de representação superior (que vai
alem da municipal), que temos noticia são as Juntas de Capitanias de Minas Gerais,
órgãos periódicos “parlamentos” instituídos para debater os impostos da época,
como o Quinto. “Em Minas Gerais a primeira junta foi em 10 de novembro de 1710”.
O nível Provincial tinha Câmaras dos Distritos e os Conselhos, sendo o ultimo
composto por 21 membros, as nomeações faziam-se por eleição indireta de
cidadãos ativos - com o titulo de Conselho Geral da Província. Esses tinham por
objetivo discutir e deliberar sobre os negócios mais importantes e interessantes das
suas Províncias, formando projetos acomodados a suas localidades e urgências.
19
Segundo Floriano de Lima Nascimento em 12 de agosto de 1834 os conselhos
gerais foram substituídos pela Assembléia Legislativa da Província. Cabia a
Província de Minas Gerais elegerem os membros de sua primeira Assembléia
Legislativa, a forma de eleição se dava por voto indireto ou indicação. A Assembléia
competia legislar sobre divisão civil, judiciária e eclesiástica da respectiva Província,
e mesma a mudança de sua respectiva capital para o local mais conveniente. Aqui
se pode identificar o momento de criação das Assembléias Legislativas.
O Congresso Legislativo funcionava nos moldes constitucionais da Câmara dos
deputados e do Senado do Estado de Minas Gerais. Em 11 de novembro der 1930
instituiu-se o Governo Provisório dos Estados Unidos do Brasil que passou a exercer
as funções e atribuições dos Poderes Executivos e Legislativos, até que se
estabeleceu a reorganização constitucional do país (vinda com a constituição de 16
de julho de 1934).
De acordo com a Assessoria Técnica – Consultiva da ALMG na segunda
república a Assembléia Legislativa de Minas Gerais foi instalada em 18 de agosto de
1935. O golpe de 10 de novembro de 1937 todas as assembléias legislativas do país
tiveram suas atividades interrompidas. Só em 1947 voltou-se a reunir uma
assembléia de deputados - assembléia constituinte, coma qual foi promulgada a
nova constituição mineira, Essa foi composta por 72 deputados.
Desde 1947 a assembléia vem funcionando ininterruptamente, o poder
legislativo e constitucional da casa permitia eleger ao fim de cada sessão eleger
uma comissão permanente liderada pelo presidente da casa, essa era composta por
18 membros. Tinham como função elaborar projetos de lei, decidir a cassação de
mandatos dos deputados membros. Após incêndio, de 19 de setembro de 1959, que
20
consumira o prédio situado na Praça Afonso Arinos, a Assembléia fora transferida de
Ouro Preto para Belo Horizonte.
A nova sede o palácio da Inconfidência situa-se no Bairro Santo Agostinho. De
acordo com o Departamento de Pessoal da ALMG seu quadro funcional é composto
atualmente por 4.430 funcionários.
7.3 Missão da ALMG
Segundo o Deputado Antonio Júlio a Assembléia Legislativa do Estado de
Minas Gerais caminhou nos últimos anos a passos largos rumo à conquista de uma
prática parlamentar madura, plenamente comprometida com a democracia e com a
eficiência. Como ocorre em todo processo de crescimento, o período foi marcado
por dificuldades que beiraram à crise, as quais a instituição soube dar respostas
prontas e convincentes.
Marcando-se pelo realismo administrativo, exigido pelo momento vivido pelo País
e pelo Estado, e sem se afastar um milímetro sequer dos limites impostos pela Lei
de Responsabilidade Fiscal a Assembléia soube, em conjunto com a sociedade
mineira, escrever paginas decisivas da historia de Minas.
No exercício de sua função legislativa, perseguiu a produção de leis aplicáveis e
objetivas, com a capacidade de melhorar efetivamente a vida do cidadão.
No cumprimento de sua função fiscalizadora, buscou interferir positivamente no
Governo, sem ferir a autonomia do outro Poder, para aperfeiçoar os sistemas de
controle de gastos públicos e propor a formulação e implementação de políticas
públicas.
21
No diálogo com os diversos segmentos sociais, uma constante dos últimos anos,
a Assembléia cumpriu com fidelidade sua missão de artífice do consenso e
anunciadora da vontade geral da gente mineira.
“A Assembléia Legislativa manteve-se fiel à sua tríplice missão de legislar,
fiscalizar e expressar os anseios de nossa gente. Atenta a situação financeira
particularmente difícil experimentada pelo Estado, foi parcimoniosa na utilização dos
recursos colocados à sua disposição, buscando tirar deles o máximo beneficio para
a população mineira. Ateve-se ao essencial e foi rigorosa ao eliminar quaisquer
gastos que não fossem absolutamente necessários, cortando, às vezes, na própria
carne. Essa severidade não prejudicou a atuação do Poder Legislativo. Graças à
criatividade e ao empenho de cada um, foram muitos e bom os resultados
alcançados”.
7.4 A Cooperativa Estudada
7.4.1 A COFAL – Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários da
Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais – de acordo com o seu site, foi
criada em 20 de junho de 1980, por funcionários da Assembléia Legislativa, com a
missão de proporcionar a educação cooperativista, assistência financeira e
prestação de serviços aos seus cooperados através de ajuda mútua, da economia
sistemática e do uso adequado do crédito dentro das normas que regem as
operações ativas, passivas, acessórias e especiais. Procura, ainda, por todos os
meios, fomentar a expansão do Cooperativismo de Economia e Crédito Mútuo.
A COFAL é uma instituição que faz parte do Sistema Financeiro Nacional, opera
com uma estrutura de rede bancária através do Bancoob (Banco Cooperativo do
Brasil) e funciona sob normas e regulamentações editadas pelo Banco Central do
22
Brasil e pela Cecremge (Central das Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo de
Minas Gerais).
O grande crescimento da Cooperativa exigiu uma ampliação de seu espaço
físico. Assim, em agosto de 2001, adquiriu sua sede própria, na Rua Matias
Cardoso, bem próximo da Assembléia Legislativa. O espaço que ocupava antes, no
Edifício Tiradentes, passou a ser o PAC (Posto de Atendimento ao Cooperado).
Com essa nova estrutura, passou a oferecer aos cooperados e funcionários mais
conforto, comodidade e agilidade no atendimento.
Hoje, a COFAL tem exatamente 2.157 cooperados, sendo 2.123 funcionários da
Assembléia Legislativa e 34 funcionários da própria COFAL, para os quais
disponibiliza várias linhas de crédito, com as melhores taxas do mercado, aplicações
financeiras com ótima rentabilidade, conta corrente, serviços com tarifas reduzidas,
cheque especial, seguros, um programa de educação financeira que incentiva a
utilização racional do dinheiro e proporciona melhoria econômico-social. Os
cooperados, ainda podem receber seus salários e pagar suas contas na
Cooperativa.
De acordo com o estatuto social, podem se tornar cooperados os funcionários da
Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, ativos e inativos, pensionistas de
associados falecidos, empregados da Cooperativa e, excepcionalmente, entidades
sem fins lucrativos cujos sócios fazem parte do quadro social da Cooperativa.
Além de cumprir seu papel econômico, a COFAL se empenha em ser cada vez
mais uma instituição cidadã, buscando colaborar com o desenvolvimento sócio
cultural dos cooperados, apoiando projetos direcionados ao quadro social, como o
Projeto ZÁS e Coral da Assembléia Legislativa.
23
A COFAL trabalha para uma contínua melhoria da qualidade de vida de seus
cooperados, realizando intermediações financeiras de forma mais eqüitativa.
24
8 PESQUISA DE CAMPO
8.1 Descrição da Pesquisa
Foi elaborado um questionário visando obter informações sobre o perfil do
cooperado que movimenta suas finanças com a COFAL, a confiabilidade e a
credibilidade da cooperativa junto a seu quadro social, e quais os serviços que eles
mais utilizam na cooperativa.
A pesquisa foi realizada no mês de abril de 2008, na cidade de Belo Horizonte,
Minas Gerais, onde se encontra o público-alvo desta pesquisa. Foram entrevistados
20 cooperados, cujo resultado será apresentado a seguir.
8.2 Resultado da Pesquisa
Qual o principal motivo leva a movimentar suas finanças com
a COFAL ?
14
13
Qtdade de votos
12
10
8
6
4
4
2
2
1
0
Tarifas atrativas
Por s e r s ócio
Proxim idade do
trabalho
NDA
Segundo a pesquisa, na primeira pergunta, 65% dos entrevistados movimentam
suas finanças com a COFAL, por esta possuir tarifas atrativas.
25
Há quanto tempo você é Associado COFAL?
10
9
9
8
Qtdade de votos
7
6
5
4
4
4
3
2
2
1
1
0
M e nos de 1 ano Entre 1 e 3 anos Entre 3 e 7 anos
Entre 7 e 12
anos
M ais de 12 anos
Respondendo a segunda pergunta, 40% dos entrevistados fazem parte do
quadro social da cooperativa entre 03 e 07 anos, 20% a menos de 01 ano, e outros
20% entre 07 e 12 anos.
Quais os serviços que você mais utiliza na COFAL?
12
10
10
Qtdade de votos
8
8
6
4
2
1
1
Aplicaçõe s
Ne nhum Se rviço
0
Conta Corre nte
Em pré s tim os
De acordo com a demonstração do gráfico acima, 50% dos entrevistados
utilizam o serviço de empréstimos e 40% movimentam conta corrente.
26
Qual o item mais importante que uma instituição financeira deve oferecer à
seus clientes ou associados?
16
14
14
Qtdade de votos
12
10
8
6
4
3
3
Agilidade no ate ndim e nto
Dis tribuição dos lucros
2
0
Tarifas m ais atrativas
Para os cooperados, o item mais importante que uma instituição deve oferecer a
seus associados, são tarifas mais atrativas, revela a pesquisa.
Qual das alte rnativas abaixo você julga s e r um dife re ncial para que você
m ante nha s ua confiança com a COFAL?
8
7
7
7
Qtdade de votos
6
5
4
3
2
2
1
1
Te r m ais de 1
anos de s ua
fundação
NDA
1
0
Capacitação dos
funcionários
Dire toria
re s pons áve l e
com prom e tida
Trans parê ncia
de s uas
pos içõe s
contábe is
Na opinião de 35% dos cooperados entrevistados uma diretoria responsável e
comprometida garante sua participação na COFAL. Outros 35% dão esse crédito a
capacitação dos funcionários.
27
9 CONCLUSÃO
Esse trabalho analisou a confiança e a atuação da Cooperativa de Economia e
Crédito Mútuo dos Funcionários da Assembléia Legislativa do Estado de Minas
Gerais - COFAL, no ambiente financeiro externo. Foi dada ênfase para os serviços
prestados pela cooperativa. A pesquisa se propôs a realizar um debate dos serviços
mais utilizados e qual o diferencial das demais instituições financeiras públicas e
privadas.
Conforme o trabalho realizado, concluí-se que a educação cooperativista é o
melhor caminho, para o desenvolvimento da organização.
A quebra de paradigmas e a não repetição dos costumes passados, são fatores
primordiais a serem discutidos. Desta forma as instituições necessitam explorar e
difundir o Cooperativismo. De outra forma, as Cooperativas precisam a cada dia se
sobrepor às organizações capitalistas, através de seu quadro social que é o alicerce
de qualquer Cooperativa.
28
10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Anuário do Cooperativismo Mineiro, Sistema OCEMG / SISCOOP – MG (2007);
Cartilha Educação Cooperativista: COOPEMG de A a Z (2007);
Wikipédia, livre, http://pt.wikipedia.org/wiki/Cooperativismo
Cooperativa de Crédito – Instrumento de Organização Econômica da Sociedade,
Ademar Schardong.
Guia do Cooperativismo de Crédito – Organização, Governança e Políticas.
Corporativas, Alcenor Pagnussatt.
COFAL, http://cofal.com.br
Estatuto Social da Cofal
Filho, Luiz Dias Thenório. Pelos caminhos do cooperativismo. 2ª edição. S/c: Stilo
Gráfica e Editora Ltda (2002).
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