Alt Risco Director: Filomena Barros Nº.130 - ano 12 Junho de 2009 Publicação Mensal Preço: €0,50 (iva incluído) Jornal da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais Instituição de Utilidade Pública Dia de Aniversário RSB assina protocolos com MAI e ANPC Pág. 3 Relatório AFN Mais área ardida do que em 2008 Pág. 6 Quantos somos? Bombeiros Sapadores contestam Recenseamento de bombeiros Pág. 7 Túnel de Braga abre sem simulacro Alto Risco Junho de 2009 Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais editorial Por Fernando Curto, Presidente da ANBP Foto ANBP O Secretário de Estado da Administração Pública parece pertencer a outro Governo que não o actual! Posto de Vigia Mais O Recenseamento Nacional dos Bombeiros Profissionais fará, a partir de agora, o registo de parâmetros como a actividade operacional de cada elemento, formação ou incidentes disciplinares. A Associação Nacional de Bombeiros strado igual comportamento. Mas os bombeiros Profissionais (ANBP) e o Sindicato Na- profissionais, dependem ainda da Secretaria de cional de Bombeiros Profissionais (SNBP) têm vindo a discutir com o Governo as matérias que dizem respeito ao sector dos bombeiros profissionais. Estas organizações, por muito que custe a alguns, são as únicas e legítimas representantes dos bombeiros profissionais em Portugal - sapadores, municipais, profissionais do corpos de bombeiros voluntários, canarinhos, privativos, entre outros. Pelo seu número de associados, representantes nos Organismos Institucionais, e por tudo o que fizeram e estão a fazer pelos bombeiros profissionais portugueses, não só no campo reivindicativo como no que concerne á formação e valorização profissional, e na deontologia de uma profissão cada vez mais importante para o cidadão do nosso País. Reportando-me concretamente às reuniões havidas com a tutela, importa reflectir! Sim. porque parece que no mesmo governo há Ministérios e Secretarias de Estado com comportamentos e posturas diferentes, senão vejamos: O Ministério da Administração Interna, quer através do Ministro, quer através do Secretário de Estado da Protecção Civil, têm vindo a apresentar propostas e a discutir legislação. O Secretário de Estado da Administração Local tem demon- ficha técnica Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais Instituição de Utilidade Pública Director Filomena Barros Grafismo e Paginação 4EMES, Fernando Brito Director-Adjunto Sérgio Carvalho Publicidade João Martins Jorge A. Fontes Tel.: 21 397 10 12/13 Fax: 21 394 20 88 Redacção Cátia Godinho Marisa Gomes Fotografia Fernando Jorge Estado da Administração Pública - como tal, estamos também a aguardar, há já uns meses, e após finalização da parte do MAI , um parecer desta Secretaria de Estado. Efectuámos vários contactos e enviámos alguns ofícios a solicitar audiência, mas a resposta é a mesma: “estamos a preparar a legislação”, dizem de lá. No entanto foi já afirmado, e bem, pelo Ministro da Administração Interna e Secretário de Estado da Protecção Civil, que toda esta legislação terá que estar pronta antes do fim do ano. Como tal, o tempo urge e é necessário que a ANBP e SNBP possuam os projectos legislativos para dar parecer conforme estipula a Lei. Não queremos aqui lançar nenhuma ameaça, mas será porventura necessário efectuar uma vigília ou uma manifestação de bombeiros profissionais de todo o País frente à Secretaria de Estado da Administração Pública, para que atendam às nossas legítimas reivindicações e nos recebam? Não desejamos tal situação, mas uma coisa é certa: a ANBP e o SNBP não têm compromisso político com ninguém. O nosso compromisso é connosco com os bombeiros profissionais que representamos e com uma luta séria para que possamos desempenhar ainda melhor a nossa profissão. Será pedir muito? Impressão Lisgráfica Propriedade Associação Nacional de Bombeiros Profissionais Av. D. Carlos I, 89, r/c 1200-647 Lisboa Tel.: 21 394 20 80 Tiragem 25 000 exemplares registo n.º 117 011 Dep. Legal n.º 68 848/93 Alto Risco Menos A inauguração do troço do túnel de Braga deu-se, mais uma vez, sem que os bombeiros conheçam o plano de emergência. A Polícia Judiciária prendeu o res ponsável pelo incêndio que consumiu 14 mil metros de mato, em Sabrosa, na Parede. Uma situação que se repete todos os anos. A área ardida entre 1 de Janeiro e 15 de Maio, em território nacional, quase quadriplicou ,em relação ao ano passado. cupão de assinatura Nome: Morada: Código Postal: Profissão: Telefone: Email: Tlm.: Assinatura Anual do Jornal Alto Risco: 8 euros | Despesas de envio: 2 euros | Total: 10 euros Enviar Cheque ou Vale de Correio para: Associação Nacional de Bombeiros Profissionais - Av. Dom Carlos I, 89, r/c - 1200 Lisboa Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais RSB - 614 Anos Alto Risco Junho de 2009 RSB assina protocolo de cooperação segurança e emergência do município Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSB) ficou no SIRESP. O SIRESP é um sistema único de não só marcado pela homenagem a esta corporação e aos u Assinatura do protocolo entre o secretário de Estado e da seus feitos, mas também pela assinatura dos dois proto- comunicações, baseado numa só inAdministração Interna, em representação do MAI e António colos. Os documentos estabelecem uma maior colabora- fra-estrutura de telecomunicações naCosta, presidente da Câmara Municipal de Lisboa ção entre a Câmara Municipal de Lisboa (CML)/RSB e a cional, partilhado, que deve assegurar a satisfação das necessidades de Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e a CML comunicações das forças de segurança e emergênu Assinatura do e o Ministério da Administração Interna (MAI). cia, satisfazendo a intercomunicação e a intero protocolo entre a No protocolo estabelecido com a ANPC as entidades envolvidas comprometeram-se a estabelecer, perabilidade entre as diversas forças e serviços e, Câmara de Lisboa disponibilizar e utilizar os mecanismos e instrumentos em caso de emergência, permitir a centralização e a Autoridade necessários à melhor coordenação operacional entre o do comando e da coordenação. Nacional de ProTem como funcionalidades o suporte de comuRSB e o CNOS/ANPC no âmbito das operações e protecção Civil, aqui nicações em grupo, o “direct mode” entre rádios, tecção de socorro. representada pelo AF REN INST 1-2P (Converted)-5 9/4/07 6:42 PM Page 1 os serviços de transferência de dados, a programaO protocolo assinado com o MAI prevê a integração ção remota de rádios, o estabelecimento rápido de presidente Arnaldo de rede de comunicações do município no Sistema InteC M Y CM MY CY CMY K chamadas, a economia de espectro, a segurança, grado de Redes de Emergência de Segurança de PortuCruz gal, passando a existir uma gestão de redes digitais de encriptação. O dia das comemorações dos 614 anos do pub P Composite Alto Risco Junho de 2009 Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais sindicato Para o sindicato, basta! Foi com esperança que este Sindicato acolheu um novo Comandante para o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. Um ano passado, é com esperança que este Sindicato vê um futuro risonho para o Regimento. Não fosse o Sindicato de Bombeiros para Bombeiros, isto é, queremos o melhor para a nossa casa e se a nossa casa estiver bem, nós estaremos bem. Foi um ano de muitas mudanças, umas boas e outras más. Um ano de grandes dificuldades para os Bombeiros e, por sua vez, para o Sindicato, mas sempre na esperança que a situação melhorasse. Mas como, neste momento, dá a ideia que nos estamos a afundar e não foi por falta de aviso nosso. Não foi por falta de vontade nossa, porque a situação é tão óbvia que só um cego não a vê. Afinal, o que se passa? Para o Sindicato, basta! Grupos de trabalho onde estamos inseridos que não vemos fim à vista. Situações operacionais onde os Bombeiros Sapadores são desvalorizados quando estão a exercer a sua função com todo o profissionalismo e empenho que lhes é reconhecido e que sentem que quem os comanda não os defendeu como eles entendiam que devia ter sido. Protocolos com várias entidades que deviam engrandecer esta grande casa, mas que, no concreto, os Bombeiros, e que são os primeiros grandes do Socorro nesta cidade, pouco ou nenhum “feedback” em relação aos protocolos têm nem vêem melhorias em relação à sua vida no Regimento no dia-a-dia e é disso que se trata. Ter boas condições de trabalho é essencial para qualquer trabalhador, neste caso, Bombeiro poder exercer as suas funções da melhor forma possível, mas, neste momento, o que se passa não é isso. Temos viaturas, e são muitas, a sair para socorro com poucos homens (há uma grande falta de efectivos), mas recruta, que já devia ter entrado há muito tempo, está prometida, vai ser uma realidade, mas já vem tarde. O que é que os senhores dos projectos têm feito até agora? As promoções que ocorreram tiveram quase um atraso de dois anos e agora que são uma realidade têm sido mais um problema do que uma melhoria. O que é que os senhores dos projectos têm feito até agora? O Regimento tem um protocolo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil que muito nos engrandece. Agora, o que é que os elementos que fazem parte das equipas que avançam caso a Autoridade necessite, quer seja a nível nacional ou internacional, ganham em fazer parte das mesmas? Não sabemos. O que sabemos é que os Bombeiros do R.S.B. perderam o título de transporte e que até agora não foi reposto, mas estão disponíveis para ir para todo o lado em representação do nosso País. Isto é a paga por sermos a Reserva Estratégica Nacional, antes não fossemos. Já é altura de os protocolos servirem para dar condições também aos Bombeiros, quer sejam elas de trabalho e financeiras. Estamos fartos! São vários os casos de Instituições onde os seus homens sempre que são accionados para cenários de catástrofe e outros são pagos, o que é legítimo e lhes é reconhecido o seu trabalho. No Regimento, não temos visto isso. Parece que somos um grande encargo financeiro, o que não é verdade. O que precisamos é de alguém que nos defenda e que dê aos seus homens aquilo a que têm direito e que é de justiça. Os Bombeiros não vivem do ar nem de protocolos, mas sim do seu vencimento. O atraso nalguns pagamentos que tem acontecido e a desinformação em todo o Regimento, começando no chefe mais graduado ao sapador mais baixo é insustentável para este Sindicato. As responsabilidades têm que ser assumidas e se o problema não é interno, os Bombeiros têm que ser defendidos e volto a uma máxima “Não se pode jogar em dois tabuleiros”. E se ninguém percebe que os Bombeiros estão descontentes, que o serviço corre mal, que há falta de efectivos, viaturas que precisam de ser renovadas, quartéis degradados, que do ponto de vista operacional algo não vai bem, nós já nos apercebemos, pois é isso que os nossos Associados nos têm informado, reclamado e pedido ajuda nesta fase em que o Rei vai nu. Não é a primeira vez que exprimimos algum desagrado e desconfiança sobre o que se passa com o Regimento fruto de tudo o que os nossos Associados nos fazem chegar. Sejam eles chefes, sub/chefes ou sapadores. Fazemos, não no sentido de destruir o que de bom está a ser feito, mas no sentido de não ficarem esquecidos aqueles que, muitas das vezes, são os que fazem a casa mexer. A massa humana do Regimento é a sua maior riqueza e o Comando não se pode esquecer disso, correndo o risco de se tornar um Comando sem tropas. Tem que nos defender a todo o custo. E nós temos que sentir que isso está a ser feito. As chefias não podem ser esquecidas e têm que ser incisivas junto do Comando sobre o risco de os Bombeiros deixarem de se rever nos seus graduado. Julgo que isso nunca irá acontecer, pois todos eles, chefes, entraram como sapadores e vivem o Regimento como qualquer outro Bombeiro. Por último, e para não nos alongarmos, um pequeno detalhe: o único grupo de trabalho que já apresentou as suas conclusões foi o grupo que tratou das escalas de serviço. Tal não é o nosso espanto e, tendo um representante no grupo onde foi elaborado tal projecto, vemos agora colocado na Ordem de Serviço o projecto que foi feito por todas as estruturas sindicais e associativas e respectivo Comando, para que quem quiser dar palpites, os envie ao Comando. Afinal, para que é que serviu o grupo de trabalho? Com este sistema de funcionamento não nos identificamos. Para o Sindicato, basta! Em primeiro lugar, os Bombeiros! Direcção Nacional do SNBP bilhete postal Veja lá se faz melhor do que eu fiz Tem que fazer porque o RSB é muito importante Alto Risco Junho de 2009 Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais reportagem Concurso Nacional de Manobras RSB e Batalhão do Porto conquistam primeiros lugares das equipas A e B A cidade das Caldas da Rainha foi o palco da realização do 28º Concurso nacional de Manobras, ocorrido nos dias 13 e 14 de Junho. O Regimento Sapadores de Bombeiros de Lisboa, através da equipa A alcançou o primeiro lugar da prova. Já a equipa B classificou-se no 2º lugar do seu escalão, sendo que o primeiro lugar deste foi arrecadado pelo Batalhão Sapadores Bombeiros do Porto. A equipa A vai representar Portugal no Campeonato Internacional de Manobras de 2009, a ter lugar na República Checa, nos próximos dias 19 e 26 de Julho. Estes concursos consistem na competição entre bombeiros vindos de várias associações e corporações de bombeiros de todo o país, em provas de destreza técnica e física. Têm como objectivo proporcionar o convívio entre bombeiros e motivar os mais jovens, aliando o desporto às tarefas inerentes às funções da actividade diária dos bombeiros. No concurso participaram, pela primeira vez, cinco novas equipas: Castelo de Paiva, Lisbonenses, Montemor-o-Novo, Sintra e Torrejanos. u Montagem dos corpos chupadores pub Alto Risco Junho de 2009 Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais iniciativa Pesar nos BV Amarante Setúbal 20 Pessoas tiveram a oportunidade de fazer o “baptismo de mergulho”,no âmbito da iniciativa “de portas abertas à comunidade” u “De portas abertas à comunidade” A Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal (CBSS) abriu as portas do seu quartel a todos os que quiseram participar da iniciativa “ De portas abertas à comunidade”. O objectivo foi dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelos bombeiros sapadores e sensibilizar a população para as questões relacionadas com a segurança e prevenção na área dos incêndio e acidentes domésticos. No âmbito desta iniciativa decorreram duas actividades. Uma delas, foi uma visita ao longo do dia 28 de Junho, nas instalações da CBSS, para cerca de 80 pessoas. Um dia antes, a 27 de Junho, decorreu o baptismo de mergulho de 20 participantes, nas instalações cedidas pela Liga dos Amigos da Terceira Idade (LATI). No passado dia 14 de Junho, um bombeiro português perdeu a vida num acidente rodoviário em Espanha. Carlos Macieira, 33 anos, era bombeiro voluntário em Amarante, faleceu na sequência de um despiste da viatura em que seguia com outros cinco bombeiros. Os bombeiros regressavam de uma formação de quatro dias em Barcelona, quando se verificou o acidente. Eram 7h15 locais (menos uma hora em Portugal) quando a carrinha de nove lugares se despistou na zona de Leon, em Espanha. A viatura em causa estava ao serviço da Corporação de Amarante há 18 anos. Os restantes cinco bombeiros ficaram feridos, tendo recebido assistência hospitalar pelas autoridades de saúde espanholas. Na viatura viajavam também seis cães e foram todos recuperados. O funeral do bombeiro realizou-se a 16 de Junho no quartel dos bombeiros de Amarante, onde estiveram presentes o Secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel de Medeiros, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, a Governadora Civil do Porto, Isabel Oneto, bem como responsáveis nacionais e distritais da Protecção Civil. A ANBP manifesta as suas condolências para com a família, amigos e colegas do bombeiro falecido. Alto Risco Junho de 2009 Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais recenseamento Bombeiros: Quantos somos? Os bombeiros portugueses vão passar a ter os seus dados pessoais e profissionais reunidos numa mesma base de dados, através do Portal dos bombeiros. Uma vantagem à qual acresce a possibilidade de ter números exactos e fidedignos sobre os bombeiros existentes. Por agora estão contabilizados 34 mil bombeiros. O Recenseamento Nacional dos Bombeiros Profissionais (RNBP), apresentado no dia 23 de Junho pelo Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, vai permitir a gestão de efectivos dos vários quadros dos bombeiros, a gestão da sua actividade operacional e da sua formação, bem como a verificação de informações e o processamento de reembolsos. A tutela do RNBP, cuja criação estava prevista na lei desde Junho de 2008, caberá à Autoridade Nacional de Protecção Civil, responsável pela gestão e tratamento dos dados, pela segurança. Este trabalho surgiu na sequência das dúvidas levantadas sobre o número dos bombeiros disponíveis para trabalhar e o número daqueles que apenas estão inscritos. De acordo com o levantamento feito desde Setembro de 2008, foram identificados 34 mil bombeiros. u Na plateia estiveram várias entidades ligadas à protecção civil. A ANBP marcou também presença. O ministro Rui Pereira considera o recenseamento “um instrumento para (os bombeiros) se conhecerem melhor, como evoluem as carreiras, quem são”. Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) considera esta iniciativa vantajosa e importante, embora considere que “os bombeiros realmente disponíveis não vão para além dos 22 mil homens”. Para além disso, o recenseamento permite ter uma ideia global e “fazer uma avaliação da idade dos bombeiros portugueses da sua formação e das funções que desempenham”, acrescenta o responsável da ANBP. A cerimónia, que decorreu na Sala Almada Negreiros do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, para além da apresentação do Portal do Bombeiro, serviu ainda para dar a conhecer as novas publicações da Autoridade Nacional de Protecção Civil, como sendo os cadernos do PROCIV. Estes compreendem Manuais de Avaliação e Guias de Informação nas áreas de impacte ambiental, planos de emergência e de apoio à análise de risco. Estes cadernos permitem sistematizar e divulgar conteúdos de referência nas diversas áreas da Protecção Civil, e foram encarados pelo ministro da Administração Interna como instrumentos que “preparam o país para os riscos múltiplos”. pub Alto Risco Junho de 2009 Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais reportagem Braga túnel abre sem simulacro dos bombeiros A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e o Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP/ SNBP), através do Secretariado Regional do Norte contestou a inauguração do novo troço do túnel da cidade de Braga, que liga a Avenida António Macedo e Avenida Central à Avenida da Liberdade. Em causa está o facto de os bombeiros desconhecerem o plano de emergência do local, o que pode comprometer o socorro a eventuais acidentes que ali ocorram. Acresce ainda o facto de não ter sido realizado qualquer simulacro para testar a funcionalidade dos corredores de acesso, desenfumagem, ou para confirmar se existe espaço suficiente para a passagem de macas no caso de acidentes com feridos que tenham que ser retirados do local. A obra foi inaugurada a 23 de Junho, depois da ligação rodoviária inferior ter estado condicionado durante 10 meses, em consequência das obras de requalificação do topo norte da Avenida da Liberdade (que compreendeu a extensão deste túnel até ao cruzamento da Avenida da Liberdade com a rua do Raio. A obra ficou em três milhões de euros. Pelo meio sofreu vários percalços, como a descoberta de vestígios romanos que obrigaram a deslocar o trajecto inicial de uma conduta, ou o parecer da Inspecção - Geral das Actividades Locais que punha muitas dúvidas na forma como a obra foi adjudicada, ou ainda o rebentamento de uma conduta de água que provocou um aluimento de terras. Agora, os bombeiros sapadores estão preocupados com o facto da obra ter sido inaugurada sem que tenham participado em qualquer simulacro nem terem conhecimento dos planos de emergência. os bombeiros desconhecem o plano de emergência do tunel de Braga u Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais Alto Risco Junho de 2009 Djunta-Mom Leilão Nelson Évora Instituto do Desporto arrebata sapato olímpico O Instituto do Desporto de Por- aumentar o valor da ajuda às criantugal (IDP) foi o grande vencedor do leilão Nelson Évora. Em jogo estava uma das sapatilhas que Nelson Évora utilizou na prova em que garantiu a medalha de ouro no triplo salto dos Jogos Olímpicos de Pequim. O vencedor foi revelado durante o Campeonato da Europa de Equipas de Atletismo e deixou surpreendido o próprio Nelson Évora. O Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, esclareceu o gesto dizendo que “resolvi que o IDP ia a leilão para a comprar para o Museu Nacional do Desporto. Mas fomos a leilão sem nos denunciarmos”. O responsável do Governo adiantou que para além dos 3500 euros pagos pela sapatilha, o IDP vai dar o equivalente à outra sapatilha para ças cabo-verdianas. “Tentámos comprar o outro sapato ao Nelson Évora, mas ele fez questão de ficar com ele. Ainda assim, decidimos que os 3500 euros que custaria o outro sapato, será para comprar material desportivo, também para as crianças de Cabo Verde”, acrescentou. A Sportzone da Maia disponibilizou também para esta causa, 2000 € em material desportivo. Este é já o segundo leilão promovido pelo atleta, depois de ter doado em 2008 um dos ténis com que se sagrou Campeão Mundial, em Osaka, Japão. A segunda parte do projecto está também em fase de arranque, havendo agora a intenção de estender o Djunta Mom para a ilha de Santo Antão, em Cabo Verde. Laurentino Dias, Secretário de Estado do Desporto, com Nelson Évora u pub 10 Alto Risco Junho de 2009 Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais madeira Cooperação com o Algarve Intercâmbio entre Bombeiros Voluntários Madeirense e Bombeiros Voluntários de Lagoa É de louvar esta iniciativa de relações interpessoais entre duas corporações no âmbito do socorro e resgate em grande ângulo que permite a troca de impressões técnicas que são aplicadas no campo de acção onde estas actuam, em prol do socorro quer em montanha, em falésias, fossas, poços e edifícios. Este tipo de iniciativa neste campo vem reforçar a ideia de que cada vez mais há necessidade de actuarmos com as mesmas técnicas e falar com a mesma linguagem sob um mesmo padrão estandardizado para que não haja equívocos na actuação dos intervenientes que irão socorrer uma vítima em caso de emergência. A Delegação regional da ANBP/SNBP teve a ocasião de fazer uma entrevista a um dos elementos que protagonizaram este tipo de evento, que por acaso é um dos formadores das equipas de resgate do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros da região Autónoma da Madeira, António José Rodrigues Francisco dos Bombeiros Voluntários madeirenses, que é nosso associado. D.R ANBP – Quem é que teve a iniciativa deste intercâmbio? A.J.R.Francisco – Foram os bombeiros de Lagoa. D.R ANBP – Qual é o tipo de corpo de Bombeiros em que está integrado esta corporação? A.J.R. Francisco – È uma corporação de bombeiros mistos Voluntários. D.R ANBP – Quantos elementos vieram a este encontro de intercâmbio? A.J.R. Francisco – Foram cerca de 8 elementos, incluindo o Sr. 2º Comandante Travassos dessa Instituição, que acompanhou de perto e integrando-se de todo trabalho que foi feito durante todo o percurso. D.R ANBP – Qual é a sua opinião em relação á Região Autónoma no âmbito deste tipo de evento, nesta área? A.J.R. Francisco – A minha opinião neste âmbito, em relação á nossa Região e por ser Autónoma quer em termos de actuação e intervenção segundo os método estandardizados pelo S.R.P.C e Bombeiros, nós possuímos características que nos são próprias e diferentes, da realidade do território continental, que nos favorecem no tipo de formação nesta área com diferente tipos de actuações. D.R ANBP – Qual é a sua opinião a cerca deste grupo em relação ao seu conhecimento do resgate em grande ângulo e montanha? A.J.R. Francisco – Em minha opinião, a área do conhecimento destes elementos está baseada no seu campo de actuação, quer no resgate em poços, falésias (promontórios) na zona litoral marítima, onde estes mais intervêm quando são solicitados, esta experiência relativa a este intercâmbio baseia-se mais na troca do conhecimento de técnicas entre as duas corporações, onde foram apresentadas várias maneiras de trabalho nos diversos campos de actuação. D.R ANBP – Onde ficaram hospedados estes elementos? A.J.R. Francisco – Estes elementos ficaram hospedados nas instalações dos Bombeiros Voluntários madeirenses com a autorização da Direcção e Comando. D.R ANBP – Que conclusões tirou desta iniciativa do intercâmbio entre estas duas corporações e quais são as suas recomendações? A.J.R. Francisco – Na minha opinião e em conclusão a relação desta iniciativa é que deveria de haver muitos Secretariado Regional da ANBP/SNBP Reuniu com vice da ALRM No passado dia 5 de Maio o vice-presidente da Assembleia Legislativa Regional da Madeira, Dr. Paulo Fontes, recebeu a direcção do secretariado regional da ANBP/SNBP madeirense. Os elementos que se fizeram representar foram Abel Martins, Davide Gouveia dos Bombeiros Municipais do Funchal, Filipe Tavares B.V.M., Leonídio Timóteo B.M.M., que levaram um dossier com algumas preocupações e problemas que afectam os bombeiros da Região Autónoma da Madeira (RAM). A questão que levou maior relevância e destaque foi a aplicação do decreto-lei Nº247 em Junho de 2007 que define o regime jurídico aplicável à constituição, organização, funcionamento e extinção dos corpos de bombeiros, que saiu apenas referente ao território continental deixando de fora as Regiões Autónomas. O parecer da Assembleia da Republica (AR) remetia a aplicação da lei através da Assembleia Legislativa Regional da Madeira (ALRM), pois este órgão de soberania Regional tem poderes suficientes para fazer tal aplicação e se necessário fazer alguma adaptação relativa às especificidades do arquipélago. A ANBP/SNBP quis saber a razão da demora de quase dois anos, nos quais ninguém, a nível Regional, se pronunciou sobre esta matéria, que é de vital importância para o sector dos bombeiros. Neste decretolei estão definidos temas relacionados com a tutela e organização dos bombeiros, quadro dos corpos de bombeiros e referida tipologia, entre outros. Fizemos referência a um outro decreto-lei nº 241, que também saiu em Junho de 2007, em que definia o regime jurídico dos bombeiros, que tido sido feito um pedido através da ALRM à AR para que esta fizesse a alteração e este fosse extensível ao arquipélago regional. De referir que essa proposta foi apresentada pelo grupo parlamentar com maior assente na assembleia regional e que uma vez aprovado, seguiu para o continente o pedido de alteração. O que nos deixou um pouco perplexos foi na altura não se terem incluído os dois decretos-lei (241 e 247) no mesmo pedido de alteração. O DR. Paulo Fontes ouviu atentamente estas e as outras preocupações deste secretariado e disse estar ciente de alguns deles pois também faz parte da direcção dos Bombeiros Voluntários Madeirenses. Garantiu-nos que irá remeter este apelo legislativo para a comissão especializada na matéria de protecção civil e bombeiros que por sua vez possivelmente irá pedir alguns pareceres e levá-la-á a plenário para ser discutida e votada. Secretariado Regional da Madeira Alto Risco Junho de 2009 Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais 11 reuniões pelos quartéis e mais, destes intercâmbios, entre as várias corporações de todo o território nacional, dos vários corpos de bombeiros que intervêm neste tipo de eventos, de forma a desenvolver e trocar os conhecimentos técnicos que foram adquiridos ao longo destes anos, para nos inteirarmos do tipo de intervenção que utilizamos quando estes se deparam. Também tenho de referir que estes elementos estiveram a trabalhar um dia inteiro com o grupo de formação do S.R.P.C. e Bombeiros da R.A.M que dá formação a todos os elementos dos corpos de bombeiros da ilha da Madeira, que fazem parte do Socorro em montanha e Canyon das 10 corporações existentes no arquipélago, que incluem o Porto Santo, onde a experiência e o con- hecimento dentro destas técnicas apresentadas foram bastante proveitosas para ambas as partes visto que actuam em realidades completamente diferentes e opostas, onde a orografia da nossa ilha nos ostenta um grau de dificuldade ao mais alto nível de actuação entre falésias, levadas e promontórios. O Secretariado Regional da ANBP/SNBP agradece a entrevista deste nosso associado que nos revela que cada vez mais é importante o intercâmbio e a troca de conhecimento entre os vários intervenientes que actuam em prol do socorro, onde há necessidade de haver sistemas abertos e comunicativos nas áreas de intervenção dos vários corpos de bombeiros. Secretariado Regional da Madeira Decreto – Lei nº 241/ 2007 Os delegados eleitos foram: No dia 04 de Junho de 2009 a Assembleia da República (AR) efectuou Este secretariado já fez várias tentativas com algumas entidades oficiais a votação final e global da alteração da Decreto-Lei 241/ 2007 de 21 de Jun- e politicas com o intuito de abordar este tema da não aplicação à região ao ho. mesmo tempo que o decreto-lei nº 241 mas o silêncio em não nos receberem Podemos dizer que quase dois anos depois da lei sair a nível nacional, e um ano após o pedido de alteração da autoria da bancada do P.S.D. na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira (ALRAM), a lei é extensível aos arquipélagos. foi a resposta, nomeadamente da Secretaria do Recursos Humanos, da Secretaria dos Assuntos Sociais, e do grupo parlamentar do P.S.D.. Estamos também a aguardar um pedido de audiência ao Representante da República na região para nos esclarecer sobre esta lacuna a nível Esta lei, que define o regime jurídico dos bombeiros portugueses, que de- da legislação para os bombeiros, neste caso da Madeira, e saber até onde termina deveres e direitos, define as regalias a que têm acesso e as condições este pode intervir com o intuito de esta ser regularizada. Pois não pode em que esse acesso se concretiza, determina as responsabilidades do Estado haver uma classe profissional com dois estatutos, um a nível Nacional e e das Autarquias locais perante cada uma das obrigações resultantes e clarifi- outro a nível Regional. ca as responsabilidades do Fundo de Protecção Social do Bombeiro. Também Findo este prolongado e moroso percurso e se não tivermos um esclare- define as regras de exercício da função, por parte dos bombeiros voluntários cimento plausível e uma garantia de uma igualdade ao nível nacional iremos dos quadros de comando e activo bem como as incompatibilidades entre o agendar uma reunião com todos os bombeiros profissionais quer sejam as- exercício da função de bombeiro e a prestação de serviços ou fornecimento sociados ou não, para analisarmos qual a posição e/ou atitude a tomar... de bens à entidade detentora do mesmo corpo de bombeiros. Esta lei que é de vital importância para a nossa classe e o nosso sector Datas relevantes para a alteração do artigo nº1 do Decreto-lei nº 241: não poderia deixar de fora os arquipélagos dos Açores e da Madeira. Pois - 23-07-2008 Entrada na Assembleia da República do pedido de alter- foi sempre uma luta da ANBP/SNBP que fosse alterado o artigo nº1 que ação do Decreto lei nº 241 da autoria da Assembleia Legislativa limitava esta lei ao território continental para território nacional. Logo após a da Região Autónoma da Madeira. sua publicação foi detectado este pequeno “lapso”, mas de grande relevância - 01-08-2008 Admissão do pedido de alteração. para os bombeiros das ilhas. - 09-09-2008 Anúncio. Durante estes períodos argumentou-se muito que esta adaptação deve- - 10-09-2008 Publicação. ria ser através da ALRA Madeira. Outros porém mais ou menos entendidos - 01-08-2008 Baixa à comissão distribuição inicial Generalidade. na matéria diziam que era competência da AR. No final o que interessa ao Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e bombeiro das regiões autónomas é que a lei já os abrange, os meios são da competência dos políticos. Mas não pensem que o secretariado regional da ANBP/SNBP ficou regozijado por absoluto com esta aplicação, falta ainda um a outra aplicação a do Decreto-Lei nº 247/2007 de 27 de Junho. Este decreto-lei define Garantias Comissão competente. - 13-09-2008 Audições, Assembleias legislativas Regionais - 18-09- 2008 (Parecer do Gov. Regional ou de comissões da AR) -19-12- 2008 Discussão na generalidade. Votação na Generalidade. Aprovado por unanimidade. o regime jurídico aplicável à constituição organização funcionamento e -19-12-2008 Baixa à comissão da especialidade extinção dos corpos de bombeiros. Assim como a tutela e dotação de pes- -04-06-2009 Votação final global. soal entre outros. Os dirigentes do secretariado Regional da ANBP/SNBP Madeira na última semana de Maio e primeira de Junho efectuaram uma ronda de reuniões pelos quartéis com o intuito de prestar alguns esclarecimentos com os seus associados e também eleger os delegados representativos das respectivas corporações. Também fizemos o ponto da situação dos Decretos-lei nº 241 e 247 que aquando da sua publicação não foram extensíveis à Madeira mas que estávamos fazendo um trabalho exaustivo para que os governantes regionais façam a sua aplicação no arquipélago quer através da Assembleia Regional e/ou Nacional. Para finalizar, uma nota de apreço a todos os que estiveram presentes em especial aos que tiveram de se deslocar de casa no seu dia de folga. Também uma nota para os Bombeiros Voluntários da Ribeira Brava que têm muitos associados e finalmente elegeram um delegado que servirá de elo de ligação entre a sede regional e os associados, pois estavam ali tão perto mas sem um delegado as comunicações, esclarecimentos e tomadas de conhecimento pareciam tão distantes. Secretariado Regional da Madeira B.V. Câmara de Lobos Delegado: Carlos Alejandro Câmara Figueira Suplente: Fernando José Figueira Gomes B.V. Ribeira Brava Delegado: José Manuel da Silva Suplente: Ivo Moniz Ribeira B. V. Santana Delegado: João Gomes Luís Suplente: Osvaldo Hugo Pacheco de Freitas B.V. Madeirenses Delegado: José Eduardo Pontes Garcia B.V. Porto Santo Delegado: Lino Fernando de Faria Menezes Suplente: Zita Maria Ferreira Lourenço B.M. Machico Delegado: Leonídio Manuel Góis Timóteo B.M. Santa Cruz Delegado: Pábulo Manuel Gouveia Freitas Suplente: Artur Jorge Rodrigues Dias B.M. Funchal Delegados: Manuela Alexandra Vieira de Sousa Suplente: Rui Manuel Abreu Secretariado Regional da Madeira 12 Alto Risco Junho de 2009 zé baril Dia da Criança Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais Dia da Criança com o Zé Baril O Zé Baril está de regresso ao convívio com os mais pequenos. Desta vez, a visita estendeu-se ao Norte, Centro e Sul do país. O “mestre da Protecção Civil” da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais foi recebido de braços abertos pelos mais pequenos que aproveitaram o dia para se divertirem e aprenderem. Zé Baril no Cercal do Alentejo A primeira visita aconteceu no dia 29 de Maio e teve lugar no quartel dos Bombeiros Voluntários do Cercal do Alentejo, contando com a presença de 170 alunos da SONEGA, Escola EB1 do Cercal e EB 2/3 do Cercal. O dia destas crianças ficou marcado pelas actividades propostas pela organização, entre elas slide, exercícios de simulação para apagar incêndios, imobilização de vítimas e visitas às viaturas, guiadas pelos bombeiros presentes. O banho de espuma voltou a ser um dos momentos mais apreciados pelos alunos que brincaram sob o olhar atento dos professores, que também participaram nos exercícios. O evento contou com a colaboração do Comandante e o presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários do Cercal do Alentejo e dos bombeiros desta corporação, bem como do agrupamento de escolas do Cercal do Alentejo. Durante a iniciativa os alunos tiveram a oportunidade de contactar com os cães da Associação Portuguesa de Cães de Busca e Salvamento, que efectuaram demonstrações das capacidades dos canídeos. Zé Baril - Coimbra Alto Risco Junho de 2009 Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais 13 Zé Baril - Cercal Zé Baril - Serpins Zé Baril em Serpins, Lousã e Coimbra O insuflável gigante do Zé Baril pousou também para as fotografias no quartel dos Bombeiros Voluntários de Serpins e no quartel dos Bombeiros Municipais da Lousã, para assinalar o Dia Mundial da Criança, a 1 de Junho. Ao todo, participaram nas brincadeiras cerca de 130 alunos de vários estabelecimentos de ensino de Serpins, entre eles o C. S. Serpins, Jardim-de-Infância de Serpins, JI+EB 1 Casal de Sto. António e Escola Básica Foz de Arouca. Já da Lousã participaram a Escola Básica1+Jardim de Infância de Levegadas, Escola Básica 1 da Lousã (2º ciclo), Escola Básica Lousã (3º ciclo), Escola Básica da Lousã e Escola Básica 1 do Freixo, num total de 261 alunos. Em Coimbra o quartel da Companhia de Bombeiros Sapadores acolheu outras cerca de 170 crianças que participaram nas actividades do Zé Baril. A iniciativa contou com os alunos das escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico Paulo Quintela Areeiro, Norton de Matos e Chão do Básico, com o apoio da CBSC em conjunto com o Serviço Municipal da Protecção Civil de Coimbra. O Zé Baril esteve também na Trofa, no dia 6 de Junho, no âmbito da Feira de Protecção Civil/09. Zé Baril - Serpins Zé Baril - Cercal Zé Baril - Lousã 14 Alto Risco Junho de 2009 Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais reportagem Serviço do INEM data de 1987 Emergências para bebés de risco São apenas três, mas de uma utilidade inestimável. As ambulâncias para o transporte de recém-nascidos representam um dos serviços mais antigos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e um dos mais específicos. Criado em 1987, O Sub-Sistema de Transporte de Recém-Nascidos de Alto Risco é um serviço que tem como objectivo o socorro de emergência a recém-nascidos em situação de risco e prematuros, permitindo transportá-los para hospitais onde existam unidades de Neotologia. A alta tecnologia de que estão dotadas permite assegurar a estabilidade necessária nestes casos de risco, o que, aliado ao facto de possuir uma incubadora incorporada, faz como que a taxa de sucesso do serviço seja “muito alta”, de acordo com Ramiro Figueira, Director do Departamento de Emergência Médica“. Estas unidades “estão especificamente viradas para isso”, esclarece, acrescentando que “não são reutilizadas para mais nada”. Com efeito, as ambulâncias não têm uma suspensão igual às outras, e o seu tempo de vida é um pouco mais longo, dado a sua utilização ser menos frequente. As três ambulâncias em serviço circulam em três direcções regionais – Porto, Coimbra e Lisboa. A sua concentração no litoral do país prende-se com o facto de, alegadamente, aqui residir a maior parte dos recursos humanos e existir uma maior diferenciação em termos hospitalares. As unidades são tripuladas por médicos e enfermeiros das unidades de neotologia dos hospitais pediátricos locais, num total de três elementos: um médico neotologista, um enfermeiro e um Técnico de Ambulância de Emergência, conhecido como TAE. O equipamento é actualizado com a ajuda dos hospitais. Estas ambulâncias, para além da incubadora, estão ainda dotadas com o equipamento necessário para estabilizar e transportar o recém-nascido, utilizando tecnologia semelhante à existente na unidade de cuidados para onde a criança vai ser transportada, bem como com um sistema autónomo de telecomunicações que permite um contacto perma- A última incubadora foi adquirida em 1998 u Este serviço é um dos mais antigos proporcionados pelo INEM u nente entre a equipa da ambulância e o hospital. De acordo com Ramiro Figueira, num futuro próximo “serão colocados moni- tores desfibrilhadores com pás pediátricas. Estamos à espera de características técnicas para podermos adquiri-las. Os hospitais que têm este serviço dão-nos apoio em termos técnicos”. Este serviço tem uma cobertura nacional e funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano. Accionamentos do serviço em 2008 Fonte: INEM Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais seminário Alto Risco Junho de 2009 15 Em Setúbal Setúbal debate protecção Civil “Planeamento Civil de Emergência” foi este o mote para a realização de um seminário realizado na cidade de Setúbal. A iniciativa do Governo Civil de Setúbal decorreu no dia 4 de Junho, na Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Setúbal e contou com a presença da Governadora do Distrito de Setúbal, Eurídice Pereira e com o Secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, entre outros representantes das áreas de segurança interna. A ocasião foi aproveitada por Eurídice Pereira para pedir o empenhamento da sociedade nas questões relacionadas com a protecção civil. A Governadora Civil alertou para a necessidade de “estar permanentemente mobilizados para realidades diferentes das que estamos habituados”, acrescentando que “prevenção, capacidade de contenção e boas respostas, é aquilo que se exige do vasto conceito de segurança”. Assim sendo, de acordo com José Miguel Medeiros, nos últimos anos, Portugal tem vindo a implementar, de modo programado e estruturado, uma visão de gestão de emergência. O secretário de estado da protecção civil esclareceu que se “ adoptou uma estratégia transversal, assente nos pilares basilares da prevenção, da preparação e da resposta, entendidas como etapas sucessivas de um ciclo contínuo em que queremos assegurar a melhoria permanente”, referindo-se a medidas como a revisão da Lei de Bases da Protecção Civil e a definição de uma regulamentação própria para os serviços Municipais de Protecção Civil e para o sector dos bombeiros. A recente reorganização do sistema de segurança interna foi também concebida sobre este enquadramento geral, de acordo com o Secretário- Geral do Sistema de Segurança Interna, o Juiz Conselheiro Mário Mendes. O seminário levou também a debate a emergência médica. Sobre este assunto, o Professor Doutor Romero Bandeira, da Universidade do Porto, defendeu a formação das pessoas na questão da gestão do pânico, no sentido de alcançarem respostas mais eficazes em caso de catástrofe. Também o Presidente da Fundação AMI, o Professor Doutor Fernando Nobre alertou para a perigosidade da psicologia de massas, alertando a necessidade de “prevenir e atalhar qualquer movimento que tende a provocar o sentimento de pânico. A prevenção aqui é fulcral”. Já Susana Silva, da Autoridade Nacional da Protecção Civil, reforçou a importância da sociedade estar cada vez mais “consciente dos seus riscos porque só assim estamos preparados para os tentar minimizar”. Acidente em Setúbal No passado dia 23 Maio, pelas 08h15, na Estrada Nacional 10, no Alto do Serrador, o condutor de uma viatura de matrícula britânica perdeu o controlo e embateu violentamente numa árvore. Os bombeiros Sapadores de Setúbal deslocavam-se para Azeitão quando detectaram o acidente, e cortaram a Estrada Nacional, para poderem criar uma área de trabalho para remover a vítima em segurança. Depois de contactado o CODU, foi solicitada uma Ambulância e a VMER, ao mesmo tempo que a Central dos Sapadores enviou uma viatura de desencarceramento e duas outras viaturas de apoio. Estiveram presentes no local: 4 viaturas dos Sapadores de Setúbal com 15 elementos e uma ambulância com 2 elementos do CODU e a VMER de Setúbal. A vítima, de sexo masculino, esteve sempre inconsciente mas mostrando sinais de vida. Secretariado Regional de Setúbal 16 Alto Risco Junho de 2009 Jornal da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais incêndios florestais �� � � Relatório de incêndios florestais Arde mais em 2009 � ������������������ � �� ���� �� ����� ������ �� ������ ������ ���� � ������ �� ���� �� �� �� ���� �� ���� ������ ����� ������� ������ ������ � ������ ������� �� ����� �� �� ��� �� ������������������������������������������� Um relatório provisório da Autoridade Nacional Florestal (ANF) refere que a������������������������������������������������������������������� área ardida em Portugal �� � ����� � ��� ����� � ����� � �� ����� �� ��� �� ���� �� ���� ����� �� ���� �� ������ ������� �� ���� �� �� ��� � �� ���� ���� �� ���� ���� continental quase duplicou em relação à média dos últimos dez anos. A média inclui os fatídicos anos �������������������������������������� � de 2003 e 2005 que contabilizaram 425 mil e 338 mil hectares destruídos, respectivamente. � Até ao dia 15 de Junho (o que inclui as fases Alfa e Bravo) arderam 17262 hectares, o que representa mais 18 ha do que durante todo o ano de 2008, num total de 6981 ocorrências. Entre elas, 2129 foram incêndios florestais e 4852 fogachos, quer afectaram 4 612 ha de povoamentos e 12650 ha de mato. De acordo com o mesmo relatório, o maior número de ocorrências verificou-se no distrito do Porto, com 1288 registadas, sendo o número fortemente influenciado pelo elevado número de fogachos, 1127, que afectaram áreas inferiores a 1 hectare. Entre os distritos que apresentam um total de ocorrências elevado estão Vila Real, Viseu e Braga. Foi nesta últi- ma, de resto, que também se verificou o maior número de reacendimentos, 283. O maior número de ignições aconteceu no mês de Março, com 3644 ocorrências, o que representa 52% do total. Entre elas, 2370 foram fogachos e 1274 incêndios florestais. No que toca a grandes incêndios (aqueles cuja área afectada é igual ou superior a 100 hectares), até 15 de Junho registaram-se 20 ocorrências enquadráveis nessa categoria. O que resultou numa maior área ardida foi o incêndio em Vinhais, Tuizelo, Distrito de Bragança, em que arderam 830 hectares.A causa foi renovação de pastagens. � �������������������������������������������������������������������� ���������������������� � � ���������� � ��������������������� ���� ������� ������ ��������� �������������� ����� ������ ������ ������ ������� ������ ������ ������ ������� ����� ������ ������ ������ ������� ������ ������ ������� �������� ����� ���� ������ ������ ������� ������ ������ ������ �������� ����� ������ ������ ������ ������� ������ ������ ������ �������� ����� ���� ������ ������ ������� ������ ������ ������ �������� ����� ������ ������ ������ ������� ������ ������ ������ �������� ����� ������ ������ ��������� � ������� ������� ������ ������� ������� �������� ������ ������� ������ ������ ������ ������� � ����� ���� ���� ������ ����� ������������� ������ �������� ������������� ������� ����� ���� ������ ������ ���� ������� ��� ������� ������ ��� ��� ������� ��� �� ���������� ����� �� ������� �� ��� �� ������� ������� ����� ���� ������ �� ������ ������ ������� ������ ����� ������ ���� ��� ����� �� ���� �� ��� ��� � ������ ����� � � ����� � � � � � ��������������������������������������������������������� ������ ������� �������� ������ ������ ������ ������ ������ ������ ���������������������������������������������������������� ���������� ���� ��� ���� ���� �� � ��� �� ���� � ��� �� ������ ������ ��� ��� ������� �� ���������� �������������������������������� ������� ��� � ��� ���� ��� ���� ������ ������ ��� �� ����� � ��� ��� ���� ��� ����� ������ ����� ����� ���� ��������� � � � � � � � � � ������� ���� ���������������������������������� ����������������������������������������������������������� ����������� ������� Fonte: Relatório de Incêndios da Autoridade Florestal Nacional � � ����������������������������������������������������������� � � ��������������� � � ��� � � �� � ���� � ������ ������� ������ ������ ��������� �������������� ���� ���� ����� ����� ������ ���� ��� ���� ���� ��� ���� ���� �� ��� ��� �� �� �� ���� ��� ����� ���� ���� ���� ��� ���� ������ ������ �������� ���� ������ ������ ���� ���� ���� �� ����� ����������������������������� ���� ��� ��� ��� �� ���� ��� ���� ���� �� ��� ��� �� ��� ��� �� �� �� �� ��� ���� ���� �� �� ��� ��� ��� ��� ����� ���������������������������������������������������� ��� ��� ��� ��� ���� ���� ���� ��� ���� ������ ������ ��� ��� ���� ���� �� ���� ���� ���� ����� ��� ���� ���� �� ��� ��� ��� �� ��� ��� �� �� �� �� ���� ������ ������ �� ���� ���� ���� ��� ���� ���� �� ��� ��� ��� �� ��� ��� �� �� ��� ��� ������� ����� ���� ���� ���� ��� ���� ������ ������ �������� ���� ���� ������ �� ������ ������ ������ ��� ���� ���� ������ ��� ���� ���� ������ � � � � � � ����� �� ����� ����� � �� ����� ������ ����� ����� ���� ��������� � � � � � � � � � ��������� ������������������������������������ ����������� Fonte: Relatório de Incêndios da Autoridade Florestal Nacional � �� �� ����� ���� �� ������� ���� ������ ��� �� ����� � ����� ������� �� ��� ��������������������������������������������������������������������� bombeiros, o Grupo de Intervenção é que os comandantes de bombeiros poJá está em curso a fase Charlie, 4255������������������������������������������������������������� Fase Charlie arrancou a 1 de Julho o período mais crítico em incêndios florestais e que se prolonga até 30 de Setembro. Nesta fase são proibidas as queimadas e fogueiras em zonas florestais. Esta fase é a que mobiliza mais meios humanos e equipamentos, contando com cerca de 9800 elementos, 2200 veículos e 56 meios aéreos. Vão estar disponíveis de Protecção e Socorro da GNR e as 120 equipas de intervenção permanente. ���������������������������������������������������� � Este ano trouxe novas regras, decorrentes no Regulamento do Fogo Técnico, publicado em Diário da República. Uma delas diz respeito à utilização do contrafogo. A partir de agora, apenas com a autorização expressa do comandante da Autoridade Nacional de Protecção Civil dem usar o fogo no combate a incêndios florestais. Essa autorização terá que fi������������������������������ car registada na fita do tempo, que os Comandos Distritais de Operações de Socorro fazem de cada incêndio. De acordo com o regulamento, quem não cumprir as formalidades pode ser responsabilizado pelas consequências dos seus actos.