JB NEWS Informativo Nr. 456 Editoria: Ir Jerônimo Borges Loja Templários da Nova Era – GLSC Quinta-feira 20h00 – Templo Obreiros da Paz Praia de Canasvieiras Madri, 27 de novembro de 2011 Índice deste domingo* 1. Almanaque 2. Ovídio Inácio Ferreira: Vejo pelos olhos de Enid 3. Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas Chico da Botica – 16º. Aniversário de fundação (Ir. João Lauro Desidério Alves – VM) 4. Obelisco – Verbete do Vade-Mécum “Do Meio-Dia à Meia-Noite”(Ir. João Ivo Girardi) 5. Perguntas e Respostas do Ir Pedro Juk) 6. Destaques JB * Pesquisas e artigos da edição de hoje: Arquivo próprio - Internet - Colaboradores – Blogs - http:pt.wikipedia.org Imagens: próprias e www.google.com.br Livros Indicados Livro de autoria do IrAquiles Garcia Grande Instrutor Litúrgico da Grande Loja de Santa Catarina SINOPSE: Trata-se de estudo sobre três histórias e quatro fantasias que transitam historicamente na Maçonaria, envolvendo-a com a Ordem dos Cavaleiros Templários da Idade Média. Após uma incursão no panorama humano da Era Medieval, sua educação e cultura, é descrita a pré, a proto e a história da Maçonaria Operativa, sua transição para a Especulativa, com sua evolução histórica. Também a proto-história e história da Cavalaria Templária. O estudo incursiona na Arquitetura, desde recuados tempos, para chegar à Romântica e à Gótica ligadas à envoltura dos Maçons Operativos e da Ordem Templária. Encerra-se o estudo abordando de frente as realidades e fantasias maçônicotemplárias, inclusive sobre a gnose hermética desses Cavaleiros que se diz fundamentando alguns dos Altos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito. O capítulo final trata sobre a realidade histórica que se passou entre a Maçonaria Operativa e osTemplários. Esta obra está disponível no site www.editoralexia.com Encomendas via e-mail: [email protected] [email protected] - via telefone: (11) 3020 3009 1 – Almanaque Hoje, 27 de novembro de 2011, é o 231º. dia do calendário gregoriano. Faltam 34 para acabar o ano. Eventos Históricos: 399 - É eleito o Papa Anastácio I, 39º papa, que sucedeu o Papa Sirício. 1199 - Fundada a cidade da Guarda, Portugal, através de Foral de D. Sancho I. 1754 - A mais antiga referência que se tem do nome da cidade de Pittsburgh. 1807 - A família real portuguesa foge para o Brasil na sequência da do país por tropas napoleónicas. 1830 - Aparição de Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina de Lauboré. 1838 - Uma força naval francesa bombardeia Veracruz, México, iniciando a Guerra dos Pastéis. 1856 - Recarei é elevado a freguesia. 1906 - A Costa Rica adopta a sua bandeira. 1907 - Fundação da Capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa no Distrito de Pedras, Município de Morada Nova, Estado do Ceará, Brasil. 1935 - Levante comunista no Rio de Janeiro (v. Intentona Comunista). 1940 - Romênia durante a II Guerra Mundial: mais de 60 antigos dignitários ou oficiais são executados na prisão de Jilava enquanto aguardavam julgamento. 1941 - Batalha de Moscovo: forças alemãs finalmente avançaram para a posição mais a leste que puderam alcançar. 1942 - EUA: nasce Jimi Hendrix. 1945 - Noruega é admitida como Estado-Membro da ONU. 1979 - Extinção do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). 1983 - Diretas-Já: manifestação na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo. 1985 - Cometa Halley, o mais famoso dos cometas, atinge o ponto mais próximo ao Planeta Terra. 2001 - O Telescópio Espacial Hubble detecta hidrogénio na atmosfera do planeta Osíris, a primeira atmosfera planetária fora do nosso sistema solar a ser encontrada. 2003 - São estimados em 54.862.417 os casos de infecção pelo HIV em todo o mundo, 30% destes estavam na África do Sul. 2005 - O Clube Atlético Mineiro é rebaixado à série B do Campeonato Brasileiro. 2009 - A banda Australiana AC/DC volta ao Brasil depois de 13 anos Feriados e Eventos cíclicos: Data Nacional de Combate ao Câncer no Brasil Dia do Técnico de Segurança do Trabalho (no Brasil) Feriado municipal da cidade de Guarda Mitologia hindu: Dia de Parvatti Devi, esposa de Shiva Dia de Nossa Senhora das Graças Emancipação política da cidade de Umarizal-RN Santos do Dia Santo Virgílio, monge e, a seguir, abade do Mosteiro de Aghaboe Fatos Históricos de santa catarina 1937: Ato do Governo do Estado Novo nomeou o IrNereu Ramos como interventor em Santa Catarina Históricos maçõnicos do dia: (Fonte: “o Livro dos Dias” e arquivo pessoal) 1725: A Primeira Grande Loja resolve que “O Mestre de cada Loja, com o consentimento dos Vigilantes e da maioria dos Mestres, pode fazer Mestres a seu critério” 1907: Fundada a Grande Loja da Nicarágua. 1917: Fundada a Grande Loja Simbólica da Bulgária, fechada pouco antes da II Guerra Mundial. 2 – Ovídio Inácio ferreira: vejo pelos olhos de enid Artigo do Ir Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, delegado de polícia aposentado, professor e Grão Mestre do Grande Oriente do Estado de Goiás que escreve todos os domingos Contato: [email protected] Ovídio Inácio Ferreira: Vejo pelos olhos de Enid Ser humano forte, que plantou seu jardim, decorou sua alma, foi à luta, fez colheita e não esperou que alguém lhe trouxesse flores, ele as colheu com alegria, suportando com muita resignação os ferimentos, sem tristezas, vencendo obstáculos, abrindo caminhos, corrigindo os passos. Aprendeu e consolidou sua fé. Falo de Ovídio Inácio Ferreira. Ovídio é nome latino que se refere a “ovelha”, cujo significado é reinar rodeado pela família. Assume qualquer responsabilidade, assim como também resolve os problemas e se emociona com todas as situações. Capaz de ficar dias em silêncio curtindo sua tristeza quando alguém o fere. Não é do tipo vingativo. Hoje acometido por uma “retinopatia diabética”, perdeu a visão total, desdobrando-se também numa “polineuropatia diabética”, que lhe causa intensas dores e dificulta a movimentação dos seus membros inferiores. Na sua casa da Rua 75, no dia 20 de novembro reuniu a família, amigos, irmãos da maçonaria e com Enid os recepcionou com alegria, belas palavras, sorrisos, emoção e um saboroso almoço, muito energizado espiritualmente. A todos ofereceu um CD de músicas de sua preferência, produzido pelo neto Ovídio Inácio Ferreira Neto, cuja abertura traz o poema “Vou-me embora pro passado”, de Jessier Quirino, que em certas estrofes diz: “Vou-me embora pro passado, lá tem tudo que há de bom. No passado é outra história, outra civilização. Não se vê tantos horrores. No passado tem remédio, pra quando se precisar. Lá, tem doutor de família, que tem prazer de curar. Vou-me embora pro passado, pra não viver sufocado, pra não viver poluído, pra não morrer enjaulado. Lá, não se vê violência. Não se vê tanto barulho. No passado é outro astral. Se eu tiver qualquer saudade, escreverei pro presente, e quando eu estiver cansado da jornada, do batente, terei uma Cama Patente, daquelas do selo azul, num quarto calmo e seguro, onde ali descansarei. Lá sou amigo do rei. Lá tem muito mais futuro. Vou-me embora pro passado.” Ovídio Inácio Ferreira, já se aproximando dos 78 anos de vida, filho de Gabriel Inácio Ferreira e Benvinda Ferreira, nasceu na Cidade de Goiás, em 11 de dezembro de 1933. Vindo muito jovem com seus pais para Goiânia, passou a residir no antigo Bairro Popular, exatamente na Rua 75. Posteriormente, casando-se com Enid Antunes Ferreira em 23 de julho de 1960, fixou residência no n° 310 da mesma rua, casa onde mora há 53 anos. Seu casamento foi realizado na Igreja Nossa Senhora do Rosário, da Cidade de Goiás, cerimônia celebrada pelo Frei José Sérgio. Não fosse a interferência do Vigário Geral da Arquidiocese de Goiânia, Antônio Ribeiro de Oliveira, que um ano após tornava-se Bispo Auxiliar, o enlace matrimonial não teria sido realizado, em razão do noivo ser maçom, iniciado em 25 de janeiro do mesmo ano na Loja Maçônica Aurora de Goiás, de Goiânia, que integra há 51 anos. Da união nasceram os filhos Edmilson, Élcio, Elaine, Ovídio Inácio Filho, Elcione, Élvio e Fátima Maria da Silveira, família que cresceu muito bem encaminhada, gerando 17 netos, 3 bisnetos, noras e genros. Ovídio Inácio sobreviveu e venceu na vida, com muitas dificuldades. Foi vendedor de laranjas, entregador de leite, pasteleiro no Mercado Central, lavador de vidros em farmácia, faxineiro de loja, office boy, tendo gratas recordações de muitas famílias e comerciantes, como Olímpio Jaime e Leide Jaime, família Andrelino de Morais, Sílvio Berto, Norberto Piragibe, Alfredo Ferezin, Joaquim Brandão e outros a quem serviu com o seu humilde trabalho. Na sequência prestou concurso nos Correios, hoje Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, onde exerceu as funções de mensageiro, carteiro, guarda fio e chefe de linhas e instalações, durante 20 anos. Paralelamente, com registro profissional de jornalista, integrou os Diários Associados, dirigido pelo jornalista Francisco Braga Sobrinho, composto pelos órgãos de imprensa Rádio Clube de Goiânia, Folha de Goiás e TV Goiá, sendo em Goiás o primeiro locutor esportivo na televisão, com a primeira entrevista com Expedito Miranda. Participou de jornadas esportivas nos Estádios Olímpico Pedro Ludovico, Antônio Acioly e Pacaembu, em São Paulo. Integraram o seu grupo de trabalho esportivo, Baltazar de Castro, Luiz Rotoli, Cunha Junior, Ciro Lisita Junior, Luiz de Carvalho, Jesus Boquady, Orimar de Bastos, Luiz de Oliveira Machado, José Marques de Albuquerque e outros comunicadores. Foi diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Goiás. Incentivado pelo seu irmão Gumercindo Inácio Ferreira, renomado advogado, que ocupou a presidência da Federação Goiana de Desportos e também Grão Mestre do Grande Oriente do Estado de Goiás, dedicou-se ao estudo das letras jurídicas, bacharelando-se em 1969, na Faculdade de Direito da UFG, turma que homenageou os Desembargadores Clenon de Barros Loyola e Romeu Pires de Campos Barros. Um ano após submeteu-se a concurso para Juiz de Direito, sendo aprovado iniciou carreira na magistratura, como titular na Comarca de Ouvidor, passando por Três Ranchos, Davinópolis, Goiânia, onde foi Juiz Substituto durante 9 anos em quase todas as varas e presidente do Tribunal do Juri. Titular em Ipameri e na Cidade de Goiás onde nasceu, se casou e encerrou sua carreira. Montou seu escritório em Goiânia, com o filho e neto, já advogados, Ovídio Inácio Ferreira Filho e Ovídio Inácio Ferreira Neto. Na maçonaria ocupou os mais importantes cargos, chegando a ser Grão Mestre Estadual e portador da maior comenda que o Grande Oriente do Brasil homenageia um maçom, “Comenda D. Pedro I”. Tem em seu filho e neto “Ovídios” não só seguidores da carreira jurídica, mas também de missão maçônica, antecedida pelo irmão Gumercindo Inácio Ferreira. Aos que estiveram em sua residência, na voz do seu filho Ovídio Inácio Filho, ofereceu um texto do reconhecido palestrante espírita Divaldo Ferreira Franco, enfatizando o seguinte parágrafo: “Diante da minha visão, defronto com os que sofrem na escuridão, cegos em solidão. Oro por eles. Porque eu sei que depois desta vida, na “outra vida” eles também enxergarão. Muito obrigado Senhor, pelo que me deste, pelo que me dás, pelos olhos meus que veem o céu, a terra e o mar”. Concluindo, acrescentou ao texto, sua própria voz: "Muito obrigado Senhor, pelos olhos da Enid, que me destes e que me permitem hoje ver o mundo. Nos passos da Enid, vou cumprindo minha jornada. Muito obrigado meu Deus. Eu te quero louvar, agradecer e bendizer." 3 – Loja Francisco Xavier Ferreira de pesquisas Maçônicas Chico da Botica – 16º. Aniversário de fundação (enviado pelo Ir Marco Antonio Perottoni- Porto Alegre RS) No dia 19 de novembro de 2011, tivemos um dia repleto de muito conhecimento e entusiasmo de 30 Irmãos que compareceram a programação elaborada para a comemoração de nosso 16º aniversário. Tivemos a presença, honrosa de nosso Irmão José Adalberto Silveira Soares, Grão Mestre Adjunto do GOB-RS, representando o mesmo e dando um brilho especial o evento. Destacamos, também que um de nossos ilustres palestrantes, o Irmão Benedito Marque Ballouk Filho, é o atual Grão Mestre Adjunto do GOSP/GOB. A plateia contou com a presença de Irmãos de grande cultura e conhecimento maçônico que proporcionou um caloroso debate no final das apresentações, cada manifestação se tornou uma nova palestra, com certeza. A abertura foi feita dentro dos padrões do GORGS e a saudação a Bandeira Nacional pelo Irmão Dante Cesar Melo Rostirola e cuja data magna se comemorava nesse mesmo dia. A seguir se desenrolaram as palestra, muito esperadas e atentamente acompanhadas pelos Irmãos presentes. Primeiramente o Irmão Benedito Marques Ballouk Filho, discorreu sobra o tema “A Inserção da Maçonaria na Política” e a constituição do GEAP – Grupo Estadual de Ação Política, coordenado pelo GOSP/GOB e seus excelentes resultados nas eleições municipais de 2008 e estaduais e federais de 2010, com a eleição de um número significativo de maçons apoiados. A proposta do Irmão Ballouk, e que solicitou sermos multiplicadores, é extremamente interessante, espalhar a ideia da união maçônica brasileira de fato (CMSB + COMAB + GOB), a exemplo da experiência gaúcha da MURGS, e a experiência da Grande Loja Unida da Alemanha e aumentar em muito a nossa capacidade propositiva e a nossa força junto ao mundo politico profano na busca de atingirmos o objetivo primário da Sublime Instituição, que é a promoção da evolução da humanidade. Fez um chamamento a participação de todos e a necessidade de comprometimento de cada um com a Ordem, lembrando que “nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”.. A seguir o Irmão Jorge Pedro Cyrino, participante ativo na área cultural do GOSP/GOB, trazendo seu posicionamento com relação a nossa Sublime Instituição, trazendo questões a serem analisadas por todos, como: O que esperamos nos dias atuais da Instituição Maçônica? Espelhados em nossos antepassados gostaríamos de ter uma atuação mais dominante perante a sociedade profana?. Será que esses Irmãos permitiam em épocas pretéritas que seus atos e atuações se tornassem públicas? Não se era mais respeitados os Irmãos como membros que pregava em suas fileiras segredos? Sintetizou seu posicionamento dizendo que a maçonaria não importa aonde, no Brasil, apresenta as mesmas características e os mesmos problemas. Finalizando as apresentações o Irmão Fábio Rogério Pedro Cyrino, também de atuação permanente no departamento de cultura do GOSP/GOB, tratando da “Instituição Maçônica nos dias atuais”, trazendo a evolução da Ordem e seu posicionamento no mundo atual ficando evidente que, no Brasil, ainda temos muito a evoluir para nos comparar com outros países. Os dados estatísticos mostrados, considerando as 190 Potências denominadas “reconhecidas” e encabeçadas pela Grande Loja Unida da Inglaterra, das quais fazem parte, no Brasil, O Grande Oriente do Brasil, e as Grandes Lojas do Estado de São Paulo, Espirito Santo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, deixam evidentes que muito ainda temos que evoluir e qualificar nossas Lojas, neste sentido destacou os desafios que a Maçonaria deve vencer, entre eles o desenvolvimento no campo educacional, cultural, político e social. A radiografia atual da maçonaria brasileira e mundial nos mostra uma situação é preocupante. E a "desculpa" de que o que nos importa é a qualidade e não a quantidade e pode nos levar ao mesmo resultado que a escola Positivista teve no Brasil, num futuro não muito distante. Fez, também, referencia a Grande Loja Unida Alemã, que interage no mundo profano de lá, agregando nela todas as potências maçônicas existentes em solo alemão, e sobre a posição no ranking mundial, de número de lojas e obreiros, que a maçonaria brasileira atingiria, se a Maçonaria Unida Brasileira fosse efetivada, dando-nos muito maior campo de atuação evitando-se assim as evasões e a diminuição constante do tamanho da maçonaria no Brasil. Hoje o Brasil ocupa a 21ª posição no ranking das potencia reconhecidas, se houvesse a união entre GOB, COMAB e CMSB, passaríamos a ocupar a 15ª e em números absolutos seríamos a 1ª Obediência Maçônica do mundo atrás somente da Grande Loja Unida da Inglaterra. A seguir foram abertos os debates que, como já foi dito, foram entusiasmados e esclarecedores para todos trazendo os entendimentos e posicionamentos de cada Irmão que se manifestou, colocando mais luzes nas já esclarecedoras e importantes questões colocadas pelos nossos ilustres Palestrantes. Por fim ficam nossos sinceros e efusivos agradecimentos e nossa eterna gratidão, primeiramente aos Irmãos Benedito Marques Ballouk Filho, Jorge Pedro Cyrino e Fábio Rogério Pedro Cyrino pelas suas disposições em estarem aqui no Rio Grande do Sul e dar um brilho especial as comemorações de nossos 16º aniversário, ao Irmão José Adalberto Silveira Soares, que mesmo não contando com a anuência expressa das demais Potências, consideramos têlo como representante da maçonaria Unida do Rio Grande do Sul e, por fim aos nossos Irmãos que se fizeram presentes e, com suas luzes, abrilhantaram e contribuíram para o sucesso do evento, cujos temas são palpitantes e sempre presentes em nossa Ordem. Cabe ressaltar que em contatos com os Irmãos presentes o retorno sobre o evento e principalmente as palestras foi bastante positivo nos encorajando a continuarmos a promover a cultura e as boas ideias maçônicas. Fica o agradecimento sincero da Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas a todos. Um TFA João Lauro Desidério Alves Venerável Mestre Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas - MLAA GORGS - Porto Alegre - RS 4 – Verbete do Vade-Mécum: Peça de Arquitetura O Ir. João Ivo Girardi da Loja Obreiros de Salomão nr. 39 (Blumenau) dominicalmente enfoca um dos mais de 3.000 verbetes de sua obra de 700 páginas. “Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite”. Contato: [email protected] VERBETE DESTE DOMINGO: OBELISCO: [gr. obelískos: pequeno espeto] 1. Monumento quadrangular, agulhado, feito, ordinariamente, de uma só pedra sobre um pedestal. 2. Objeto alto e alongado. 3. Um obelisco é um monumento comemorativo, típico do Antigo Egito, constituído de um pilar de pedra em forma quadrangular alongada e sutil, que se afunila ligeiramente em direção a sua parte mais alta, normalmente decorado com inscrições hieroglíficas gravadas nos quatro lados, terminado com um ponto piramidal. Os mais antigos obeliscos eram feito a partir de apenas uma peça de pedra (monolitos). 4. No Egito, os obeliscos eram conhecidos como tekhenu, termo do qual deriva a raiz grega da palavra tecnologia. O prefixo tecno diz respeito a um estudo das Artes Liberais como descrito na Maçonaria, enquanto que uma tecnologia é uma dissertação ou tratado relativo a essas Artes. Na Maçonaria somos constantemente levados à busca da iluminação. O símbolo do Sol, que também é o símbolo da luz, é representado por um ponto dentro do círculo. Esse também era o símbolo de On, o templo egípcio do deus-Sol, e era o símbolo de Rá, o próprio deus-Sol. É interessante lembrar que esse viria a ser um símbolo alquímico para o ouro. Além disso, o conceito de colunas duplas do Templo do rei Salomão se baseava nas colunas egípcias: os obeliscos que, por sua vez, eram especificamente dedicados a Rá, cuja capital era em Heliópolis. 5. Obelisco de Washington: De todos os edifícios maçônicos, o mais conhecido e admirável é sem dúvida o obelisco de mármore branco com 165m de altura do Monumento à Washington . A enorme pedra angular foi colocada em posição perto do eixo central do Capitólio e da Casa Branca no domingo 4 de julho de 1848. A cerimônia foi conduzida por Benjamin B. French, Grão-Mestre da Grande Loja do Distrito de Colúmbia, que vestiu um avental e uma faixa os quais pertenceram ao presidente George Washington, e utilizou o mesmo malhete usado para o evento no Capitólio, em 1793. Não se trata exatamente de um obelisco como os egpcios com um único bloco de pedra; o monumento é uma construção de arranha-céu com várias plataformas e uma escada interna. Em 1901 foi instalado um elevador elétrico e passou a ficar permanentemente iluminado para a segurança de aviões ea partir de 1929. Apesar de toda a sua magnificência, a verdadeira magia do obelisco não está em sua altura imponente, seu mármore vislumbrante ou em qualquer outro aspecto da grandiosa engenharia. Esses elementos por si só não representam um edifício maçônico, apesar de sua construção ser impressionante. A importante função do monumento de Washington é transmitir o mais simples e importante de todos os emblemas maçônicos, dentro do qual sempre esteve o segedo perdido da Maçonaria. O obelisco não é um elemento único; ele incorpora dentro da sua totalidade o mais importante terraço circular, que é tão grande que levou três anos para ser construído. É da vista área que a verdadeira natureza e propósito do monumento podem ser observados, e, do céu, dia ou noite, ele parece ser nada menos que um gigantesco edifício de Luz, um ponto dentro de um círculo. 6. Monumento à Washington: Em 1833, a National Monument Society de Washington anunciou sua intenção de erguer um memorial ao primeiro presidente dos EUA, George Washington (1732-99), cujo esplendor não encontre paralelo no mundo. Embora a realização dos planos do grupo tenha demorado mais de 50 anos, é quase consenso que o Washington Monument é a estrutura mais espetacular da cidade. Quando foi concluido, em 1885, o monumento tinha 169m de altura e era a estrutura mais alta do mundo. Seu recorde foi quebrado cinco anos mais tarde pela Torre Eiffel, de 300m. Porém, como a torre é de ferro, o monumento ainda é a estrutura de alvenaria mais alta do planeta. Visível de praticamente qualquer parte da cidade, ele é como um ímã para atrair visitantes: todos os anos, mais de 550 mil pessoas esperam pacientemente em fila para fazer o passeio de um minuto de elevador até o topo, onde a sala com janelas pequenas oferece lindas vistas da cidade. Até recentemente, os mais animados podiam subir os 897 degraus do monumento até o topo, mas agora isso só é possível em visitas guiadas. Talvez nenhum americano mereça mais um monumento do que George Washington, chamado de Pai de Seu País. Filho de fazendeiro de classe média, ele amava a caça e a pesca e era um bom agrimensor. Sua sorte melhorou muito ao se casar com Martha Custis, uma viúva rica com contatos sociais excelentes. No serviço militar, precoce, não foi brilhante, mas ele aprendeu rápido com os erros. Durante a Guerra de Independência Americana, ganhou o comando do Exército Continental das Colônias. Pegou um grupo de soldados indisciplinados e transformou-os numa força de combate coesa e disciplinada. Sob o comando de Washington, o Exército Continental perdeu mais batalhas do que ganhou, mas venceu as que mais importavam e conseguiu a rendição do general inglês Charles Cornwallis em Yorktown, em 1781. A vitória aparentemente impossível de Washington sobre a maior força militar do mundo deu-lhe a estatura de um verdadeiro deus entre o povo e o exército. Quando chegou a hora de o Congresso escolher o primeiro presidente para o novo país, George Washington foi aclamado. Ele era respeitado pela força moral, pela honestidade e pela capacidade de enfrentar desafios com determinação e equilíbrio. Importante também era o fato de despertar confiança tanto no Norte como no Sul do país. Washington aceitou a presidência com reservas (queria voltar à vida de fazendeiro na Virgínia). Mas ele tinha também uma sólida visão do que precisava ser feito para construir o novo governo. Durante seus dois mandatos como presidente exerceu influência estabilizadora nos turbulentos primeiros anos do país e estabeleceu muitas das declarações entre setores do governo que perduraram até hoje. A ideia de erguer um monumento a George Washington havia sido sugerida diversas vezes desde o fim da Guerra de Independência. De fato, o plano original de Pierre L'Enfant para a cidade já previa uma grande estátua equestre de Washington no centro do Mall, mas não havia recursos para tanto. Em 1804, o presidente Thomas Jefferson colocou uma modesta pedra em homenagem a Washington onde esperava que um monumento maior fosse erguido algum dia. Essa pedra ainda pode ser vista a alguns passos da base do monumento. O projeto ficou sob a responsabilidade do arquiteto Robert Mills. A construção do monumento foi iniciada em 1848, mas por volta de 1854, quando ele estava com 46m de altura, o dinheiro acabou. A estrutura ganhou um teto e o projeto foi suspenso. Só em 1878 a obra foi retomada. Nessa época, o mármore original de Maryland havia se esgotado, e foi preciso trazer mármore de Massachusetts para terminar o monumento em 1885. Daí a pequena variação de cor a partir do primeiro terço do monumento (alguns dos guardas do parque costumam brincar e dizer que é a marca de água das enchentes do rio Potomac). Nas visitas guiadas a pé, você verá as 193 pedras memoriais doadas pelos 50 estados americanos, por países estrangeiros e por diversas organizações. 7. Obelisco do Vaticano: Na cidade do Vaticano, no coração da praça de São Pedro ergue-se um imenso obelisco egípcio. Esculpido 1300 anos antes de Jesus vir ao mundo, o portentoso monólito não tinha relevância alguma ali, nenhum vínculo com o Cristianismo moderno. No entanto, lá estava ele. No coração da Igreja de Cristo. Um marco de pedra gritando para ser ouvido. Um lembrete para aqueles poucos sábios que recordavam como tudo havia começado. Aquela Igreja, nascida do ventre dos Antigos Mistérios, ainda ostentava seus ritos e símbolos. Um símbolo acima de todos os outros. Adornando seus altares, vestimentas, campanários e Escrituras havia a imagem singular da cristandade - a de um ser humano precioso e sacrificado. Mais do que qualquer outra fé, o Cristianismo compreendia o poder transformador do sacrifício. Mesmo na atualidade, para honrar a imolação de Jesus, seus seguidores realizavam débeis gestos individuais de renúncia... jejuns, restrições na Quaresma, dízimos. 8. (...) No livro O Símbolo Perdido, de Dan Brown, o desenlace da história, é no alto do obelisco (Washington) que Peter Solomon revela a Robert Langdon onde realmente está escondido o grande segredo guardado pela Maçonaria: a Palavra Perdida. 9. Rituais: (...) As Colunas erguidas de cada lado da entrada do Templo de Salomão, correspondem aos obeliscos egípcios. (RC). (V. Capitólio, Coluna, Hieróglifos, Nova Ordem, Palavra Perdida, Secular, Washington). 5 – Perguntas e Respostas - Ir Pedro Juk Questões apresentadas pelo Respeitável Irmão Roberto Broilo Bragaglia, Loja Eduardo Teixeira 2, nº 80, REAA, sem declinar o nome da Obediência, Oriente de Balneário de Camboriú, Estado de Santa Catarina. [email protected] Gostaria de verificar se pudessem me ajudar, pois tenho duas duvidas, e não encontro lugar para pesquisa, referente aos seguintes temas: 1 - Quando em loja o Irmão esta trabalhando em algum cargo e tendo de apresentar, entre colunas uma peça de arquitetura, ele não tem antes de se encaminhar entre colunas, deixar na cadeira onde ele esta sentado a joia do cargo que ocupa, e apresentar a peça só com o traje maçônico? 2 - As Colunas de Aprendiz e Companheiro, o topo fica onde? Perto do Oriente, ou perto das Colunas? O Aprendiz mais novo senta-se então onde? Mais próximo do Primeiro Vigilante ou mais próximo do Oriente? APONTAMENTOS: 1 - Não existe qualquer necessidade de que um Obreiro que precise apresentar uma Peça de Arquitetura se desloque para “entre Colunas”, salvo se o Ritual assim exarar. Estar entre Colunas significa se posicionar entre as Colunas do Norte e do Sul, geralmente próximo a porta de entrada da Sala da Loja (Templo). Caso seja premente o Obreiro fazer a leitura entre Colunas e estiver ele ocupando um cargo, o mesmo simplesmente o faz sem que seja necessário desvestir-se da joia distintiva que lhe fora revestida pelo Mestre de Cerimônias. Nesse caso o Irmão vai ao local determinado usando a joia distintiva. Um Obreiro só deixa a insígnia distintiva de ofício caso ele careça se ausentar definitivamente dos trabalhos. Aí ele é substituído por outro Irmão na forma de costume. Não é em hipótese alguma aconselhável que os Vigilantes deixem os seus lugares em Loja para apresentação de Peças de Arquitetura. Assim também não deve se ausentar do local de ofício o Cobridor Interno. 2 – Coluna do Norte – é todo o espaço compreendido na Loja que se limita na sua base pelo eixo longitudinal do Templo (equador); no seu topo pela parede Norte da Loja que vai do canto com a parede ocidental até a balaustrada do Oriente; na sua lateral direita (daquele que posicionado sobre o eixo olha para o Norte) com a balaustrada e o espaço que compreende a entrada do Oriente; lateral esquerda (daquele que posicionado sobre o eixo olha ainda para o Norte) pela parede ocidental e a metade norte da porta do Templo. Coluna do Sul - é todo o espaço abrangido na Loja que se limita na sua base pelo eixo longitudinal do Templo (equador); no seu topo pela parede Sul da Loja que vai da balaustrada do Oriente até o canto com a parede ocidental; na sua lateral direita (daquele que posicionado sobre o eixo olha para o Sul) com a parede ocidental e a metade sul da porta do Templo; lateral esquerda (daquele que posicionado sobre o eixo olha ainda para o Sul) pela balaustrada e o espaço que envolve saída do Oriente. Dadas essas considerações os Aprendizes sentam-se encostados no topo da Coluna do Norte e os Companheiros de maneira análoga, porém encostados no topo da Coluna do Sul. Em relação ao Aprendiz mais novo obedecendo à alegoria da renovação da Natureza, esse inicia a sua jornada próxima ao Primeiro Vigilante cujo ciclo iniciático está representado pelas primeiras três Colunas Zodiacais (constelações de Áries, Touro e Gêmeos – Primavera no Hemisfério Norte). Já o Companheiro rompe a sua senda no Sul a partir da balaustrada, cujo ciclo iniciático reporta-se ao Outono no Hemisfério Norte (Colunas Zodiacais de Libra, Escorpião e Sagitário). A jornada do Maçom no Rito Escocês Antigo e Aceito sugere nos graus iniciáticos à passagem alegórica pelos ciclos naturais relacionados ao hemisfério Norte do Planeta. Toda essa alegoria está intrinsicamente ligada às Colunas Zodiacais, cujas constelações e os respectivos alinhamentos com o Sol denotam as estações do ano. – Primavera, Verão, Outono e Inverno – infância, adolescência, juventude e maturidade. Em se referindo ao Zodíaco, na Maçonaria a expressão jamais se refere à Astrologia oculta como horóscopo, adivinhações, previsões, destino, etc. Se bem entendida a “Arte” os ciclos da Natureza no tocante à Sublime Instituição sugerem ao Iniciado o nascimento, a vida e a morte como lição de renovação e aperfeiçoamento. Daí resulta a máxima filosófica: “A semente que cair no chão e não morrer estará fadada ao esquecimento, porém aquela que morrer, certamente produzirá bons frutos”. Finalizando. Rituais escoceses que porventura sugiram que o recém-iniciado deva se sentar próximo à grade do Oriente estão equivocados. Esse costume é de outra vertente maçônica (inglesa) que possui um arcabouço doutrinário diferente da vertente francesa (escocesismo). T.F.A. PEDRO JUK [email protected] NOV/2011 NA DÚVIDA pergunte ao [email protected] que o Ir Pedro Juk responde. Não esqueça de mencionar nome completo, Loja, Oriente, Rito praticado e Obediência. 6 – Destaques JB Edições Especais de Dezembro do JB News Várias edições especiais do JB News estarão sendo publicadas a partir da primeira semana do mês de dezembro, relativamente às viagens empreendidas durante novembro, a começar da Expedição Maçônica de Estudos iniciada em Portugal. Chegamos em Madri por volta das 24h00 (horário local), última escala dessa maratona. Rádio Sintonia 33. 24 horas do no ar cesse: www.radiosintonia33.com.br A clarabóia do teto do Templo Nobre da Grande Loja da Escócia, em determinada época do ano projeta o sol ... diretamente no piso junto ao pavimento mosaico Coluna do Mestre fotografada na Capela Rosslyn (Edimburgo – 24.11.11) Ir Sinval Santos da Silveira* FEITIÇO DE AMOR Meus pensamentos voltados para ti, somente para ti, não mais me permitem à realidade retornar. Tomam conta dos meus dias e das noites, imaginando tua doce presença, comigo a falar. Ouço tua voz, te vejo a minha frente caminhar, me convidando para amar. Graciosa, como sempre, sorrindo me faz lembrar, das lindas noites de luar, em que nas desertas praias da tua terra, me levavas à passear. Ainda sinto as atrevidas ondas, tentando tuas delicadas pernas molhar. Hoje recolhi vestígios da areia, trazendo fortes lembranças daquele lugar. Tudo me faz lembrar. Só não sei mais quem sou, dos caminhos por onde vou, e de onde vim, até aqui. Ensinaste-me, apenas, a te amar, sem me mostrar o caminho de volta, para a vida continuar... Veja mais poemas do autor: Clicando no seu BLOG: http://poesiasinval.blogspot.com/ * Sinval Santos da Silveira Obreiro da ARLS.·. Alferes Tiradentes Registrado sob o nº 20 da M.·. R.·. Grande Loja de Santa Catarina Os presentes versos foram extraídos do site da Loja Alferes Tiradentes: http://www.alferes20.org Criado e mantido pelo Ir. Juarez de Oliveira Castro