PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
ESCOLA DE ARQUITETURA E DESIGN
DESENHO INDUSTRIAL – DESIGN DE MODA
INAIÊ FERREIRA DOS SANTOS
JOSEANE APARECIDA CORDEIRO
JESSICA ISADORA CARVALHO MENDES
COLEÇÃO DE ACESSÓRIOS PARA BICICLETA 2014
PEDAIS COLORIDOS
CURITIBA
2014
INAIÊ FERREIRA DOS SANTOS
JOSEANE APARECIDA CORDEIRO
JESSICA ISADORA CARVALHO MENDES
COLEÇÃO DE ACESSÓRIOS PARA BICICLETA 2014
PEDAIS COLORIDOS
Relatório apresentado à disciplina de
Projeto de Moda III do Curso de
Graduação em Desenho Industrial –
Design
de
Moda
da
Pontifícia
Universidade Católica do Paraná, como
requisito parcial à obtenção de nota.
Orientadora: Professora Gabriela Garcez
Duarte
CURITIBA
2014
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 – Desenho de Leonardo da Vinci ............................................................... 10
Figura 2 – Celerífero ................................................................................................ 10
Figura 3 – Drasiana .................................................................................................. 11
Figura 4 – Drasiana de George Von Reichenblank .................................................. 12
Figura 5 – Drasiana para damas .............................................................................. 13
Figura 6 – Drasiana com mecanismos de propulsão ............................................... 13
Figura 7 – Bicicleta de Compertz com manivela e roda dentada ............................. 14
Figura 8 – Drasiana com tração na roda traseira de McMillan ................................. 14
Figura 9 – Drasiana com pedais............................................................................... 15
Figura 10 – Drasiana de Lallemente ........................................................................ 15
Figura 11 – Bicicleta tipo McMillan de tração com pedal .......................................... 16
Figura 12 – Primeira bicicleta com tração por corrente contínua de transmissão .... 17
Figura 13 – Bicicleta com roda dianteira maior que a roda traseira ......................... 17
Figura 14 – Bicicleta Kangaroo ................................................................................ 18
Figura 15 – Bicileta dobrável .................................................................................... 19
Figura 16 – Bicicleta Rover III .................................................................................. 19
Figura 17 – BMX ...................................................................................................... 20
Figura 18 – Bicicleta Mountain Bike ......................................................................... 20
Figura 19 – Bicicleta Speed Zipp.............................................................................. 21
Figura 20 – Partes da bicicleta ................................................................................. 24
Figura 21 – Partes do quadro ................................................................................... 25
Figura 22 – Corrente ................................................................................................ 28
Figura 23 – Pneu e tubular ....................................................................................... 31
Figura 24 – Tipos de guidão ..................................................................................... 31
Figura 25 – Logomarca J I J Bike ............................................................................. 39
Figura 26 – Painel de estilo de vida ......................................................................... 40
Figura 27 – Brainstorming ........................................................................................ 41
Figura 28 – Painel de inspiração .............................................................................. 41
Figura 29 – Cartela de cores .................................................................................... 43
Figura 30 – Cartela de materiais e aviamentos ........................................................ 43
Figura 31 – Cartela de estampas ............................................................................. 44
Figura 32 – Bolsa Spray ........................................................................................... 45
Figura 33 – Bolsa Multiuso ....................................................................................... 45
Figura 34 – Capa /Mochila ....................................................................................... 46
Figura 35 – Bolsa para armazenamento de spray .................................................... 47
Figura 36 – Estojo para pincéis ................................................................................ 47
Figura 37 – Bolsa saco ............................................................................................. 48
Figura 38 – Protetor para o pescoço ........................................................................ 49
Figura 39 – Porta treco quadro................................................................................. 49
Figura 40 – Bolsa dianteira....................................................................................... 50
Figura 41 – Bolsa dupla ........................................................................................... 50
Figura 42 – Caneleira para ciclista ........................................................................... 51
Figura 43 – Alforge ................................................................................................... 51
Figura 44 – Estojo para canote ................................................................................ 52
Figura 45 – Mochila .................................................................................................. 52
Figura 46 – Macacão protetor .................................................................................. 53
Figura 47 – Capa de chuva com mangas ................................................................. 54
Figura 48 – Bolsa para quadro ................................................................................. 55
Figura 49 – Mochila .................................................................................................. 55
Figura 50 – Capa selim ............................................................................................ 56
Figura 51 – Espelho retrovisor ................................................................................. 56
Figura 52 – Capa/mochila ........................................................................................ 57
Figura 53 – Bolsa para armazenamento de spray .................................................... 58
Figura 54 – Bolsa saco ............................................................................................. 58
Figura 55 – Estojo para canote ................................................................................ 59
Figura 56 – Macacão protetor .................................................................................. 60
Figura 57 – Ficha técnica de cores capa/mochila .................................................... 61
Figura 58 – Ficha técnica de cores bolsa para armazenamento de spray ............... 61
Figura 59 – Ficha técnica de cores bolsa saco ........................................................ 62
Figura 60 – Ficha técnica de cores estojo para canote ............................................ 62
Figura 61 – Ficha técnica de cores macacão protetor .............................................. 63
Figura 62 – Capa/mochila 1 ..................................................................................... 64
Figura 63 – Capa/mochila 2 ..................................................................................... 64
Figura 64 – Capa/mochila 3 ..................................................................................... 65
Figura 65 – Bolsa para armazenamento de spray 1 ................................................. 65
Figura 66 – Bolsa para armazenamento de spray 2 ................................................. 66
Figura 67 – Bolsa saco 1 .......................................................................................... 66
Figura 68 – Bolsa saco 2 .......................................................................................... 67
Figura 69 – Bolsa saco 3 .......................................................................................... 67
Figura 70 – Estojo para canote 1 ............................................................................. 68
Figura 71 – Estojo para canote 2 ............................................................................. 68
Figura 72 – Estojo para canote 3 ............................................................................. 69
Figura 73 – Macacão protetor frente ........................................................................ 69
Figura 74 – Macacão protetor lateral........................................................................ 70
Figura 75 – Macacão protetor bolso ......................................................................... 70
Figura 76 – Macacão protetor costas ........................................................................ 71
Figura 77 – Estojo para canote ................................................................................. 75
Figura 78 – Bolsa para armazenamento de spray fechada ....................................... 76
Figura 79 – Bolsa para armazenamento de spray .................................................... 76
Figura 80 – Macacão protetor frente ........................................................................ 77
Figura 81 – Macacão protetor lateral........................................................................ 78
Figura 82 – Macacão protetor costas ....................................................................... 79
Quadro 1 – Análise de similares............................................................................... 32
Quadro 2 – Caloi Supra 20 ....................................................................................... 35
Quadro 3 – HTX Sport .............................................................................................. 36
Quadro 4 – Aluminum 2014...................................................................................... 37
Quadro 5 – City Tour Caloi ....................................................................................... 38
Quadro 6 – Ficha Técnica Estojo para canote ......................................................... 72
Quadro 7 – Ficha Técnica Bolsa para armazenamento de spray............................. 73
Quadro 8 – Ficha Técnica Macacão protetor ........................................................... 74
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 9
2 A BICICLETA E SEU USO ATUALMENTE........................................................... 9
3 PARTES DA BICICLETA..................................................................................... 24
3.1 QUADRO............................................................................................................. 25
3.2 TRANSMISSÃO CENTRAL................................................................................. 26
3.2.1 Coroas ........................................................................................................... 27
3.2.2 Bielas ............................................................................................................. 27
3.2.3 Pedais ............................................................................................................ 27
3.2.4 Corrente ......................................................................................................... 27
3.3CÂMBIO ............................................................................................................... 28
3.3.1Desviador ......................................................................................................... 28
3.3.2Câmbio traseiro ............................................................................................... 29
3.3.3Alavancas de câmbio ...................................................................................... 29
3.4 FREIOS ............................................................................................................... 29
3.5 RODAS................................................................................................................ 29
3.5.1 Raios .............................................................................................................. 29
3.5.2 Cubo............................................................................................................... 30
3.5.3 Aros................................................................................................................ 30
3.5.4 Pneus e tubulares ......................................................................................... 30
3.6DIREÇÃO ............................................................................................................. 31
3.6.1 Guidão ........................................................................................................... 31
3.6.2 Garfo dianteiro .............................................................................................. 32
3.7 SELIM.................................................................................................................. 32
4 ANÁLISE DE SIMILARES ................................................................................... 32
5 IDENTIDADE DA MARCA ................................................................................... 39
6 COLETA DE DADOS ........................................................................................... 40
6.1 PAINEL E TEXTO LIFESTYLE ........................................................................... 40
6.2 MAPA CONCEITUAL E INSPIRAÇÃO ................................................................ 41
6.3 CARTELA DE CORES, MATERIAIS E ESTAMPAS ........................................... 42
6.4 DESENHOS DA COLEÇÃO ................................................................................ 44
6.5 DESENHO TÉCNICO.......................................................................................... 57
6.6 FICHA TÉCNICA DE CORES ............................................................................. 60
6.7 CONFECÇÃO ..................................................................................................... 63
6.8 FICHAS TÉCNICAS ............................................................................. ...............71
6.9 PEÇAS FINAIS CONFECCIONADAS ................................................................. 75
7 CONCLUSÃO ...................................................................................................... 80
REFERENCIAS ......................................................................................................... 81
ANEXO A – QUESTIONÁRIO DE ESTILO DE VIDA ............................................... 83
ANEXO B – FICHA DE PILOTAGEM ESTOJO PARA CANOTE ............................ 87
ANEXO C – FICHA DE PILOTAGEM BOLSA PARA ARMAZENAMENTO DE
SPRAY ...................................................................................................................... 88
ANEXO D – FICHA DE PILOTAGEM MACACÃO PROTETOR .............................. 89
9
1 INTRODUÇÃO
O trabalho aqui descrito mostra uma breve introdução sobre a história da
bicicleta, desde esboços de Leonardo da Vinci e modelos como os do inglês Lewis
Compertz, que inventou o que foi uma pioneira das bicicletas com pedais, à criações
de designs desenvolvidos em meados de 1880 que são utilizados até hoje, e
tecnologias desenvolvidas para melhorar aspectos tanto de conforto como
praticidade e melhor mobilidade.
Descreve ainda a utilização da bicicleta com o passar dos anos e a
movimentação econômica e a integração de classes que esse meio de transporte
fácil trouxe a uma sociedade que vivia em um mundo pós-guerra. E a chegada da
mesma ao Brasil.
Dada à introdução é mostrado então de forma completa as partes que
compõem uma bicicleta, o estudo de similares, o estudo sobre o persona escolhido e
todos os dados necessários para se desenvolver uma coleção de acessórios para
bicicletas e cliclistas (AS AUTORAS, 2014).
2 A BICICLETA E SEU USO ATUALMENTE
A bicicleta desde sua origem tem sido a mais eficiente máquina do mundo no
que diz respeito à utilização da propulsão humana e na diminuição dos índices de
poluição (SUA PESQUISA, 2014).
De acordo com dados levantados não se sabe ao certo quando surgiu a
bicicleta, assim como quem foi seu inventor. Uns dizem que foi criada por Leonardo
Da Vinci, outros pelo Conde francês Mede de Sirvac, temos também sua
representação nos baixo-relevos do Egito e Babilônia e em afrescos de Pompéia, o
que torna seu surgimento ainda mais impreciso (IBID).
Em 1966, monges italianos, no restauro de manuscritos de Leonardo da Vinci,
descobriram também desenhos datados de 1490, em que se podia distinguir uma
máquina muito semelhante às modernas bicicletas, dotada inclusivamente de pedais
e tração por corrente, conforme mostra figura 1 (SUA PESQUISA, 2014).
10
Figura 1 – Desenho de Leonardo Da Vinci.
Fonte: Biocicleta, 2014.
Em poucos registros encontrados mostram que em 1790, após uma serie de
estudos, o Conde Sirvac inventou o que chamou de celerífero (Figura 2), que
significa velocidade, marcha ou cavalo de duas rodas (ALVES, 1972).
Figura 2 –Celerífero.
Fonte: Biocicleta, 2014.
Este invento era bastante rude, composto por uma trave de madeira
prolongada por uma cabeça de animal e colocada sobre duas rodas, também de
madeira uma atrás da outra, com direção fixa. A arrancada era dada com os pés
11
firmes no chão os quais o impulsionavam com a ajuda de alguém que o empurrasse,
pois não tinha tração na roda como as de hoje (TUDO SOBRE RODAS, 2014).
O modo de mover-se era muito simples. Era necessário apenas correr a
grandes passadas e com isso alcançava-se velocidade média de oito ou nove
quilômetros por hora. Seu maior problema era o fato de não ser dirigível, o que o
tornava inviável como meio de transporte (TUDO SOBRE RODAS, 2014).
De acordo com Rauck (1981), o aperfeiçoamento do celerífero se deu apartir
da criação da Drasiana como mostra a figura 3, pelo Barão Karl DraisvonSauerbronn
em 1816, quando ele acrescentou molas ao assento e o guidão. É considerada a
primeira bicicleta dirigível e foi criada em madeira.
Figura 3 – Drasiana.
Fonte: Urbanriders, 2014.
O autor ainda relata que em 1818, Drais conseguiu a patente do seu veículo
por dez anos. O fato de ser dirigível transformou-a em um grande meio de
transporte, pois, com a direção, era fácil conduzi-la e manter equilíbrio, ficando
conhecida como um grande avanço no campo das ciências mecânicas.
Em outubro de 1817, George Von Reichenbach, engenheiro da corte de Maiz,
criou um veiculo com os mesmos princípios da drasiana, porém com um centro de
12
gravidade bem mais baixo devido ao fato de que a barra que servia de trave e
assento estava muito baixa, tinha um assento acolchoado que podia subir e descer
para acomodar os diversos tamanhos de usuários. A roda traseira se movia dentro
de um garfo e o garfo dianteiro era arqueado como aparece na figura 4 (TUDO
SOBRE RODAS, 2014).
Figura 4 – Drasiana de George Von Reichenblank.
Fonte: Rauck, 1981.
Em 1819, ele lança a bicicleta para damas (figura 5), que tinha armação de
madeira recoberta de ferro muito curvada para abaixar, de maneira que as damas
não tivessem problemas com as saias longas e fartas, ficando conhecido como “pai
espiritual da bicicleta” (IBID).
13
Figura 5 – Drasiana para damas
Fonte: Rauck, 1981.
As bicicletas foram evoluindo em sua forma de dirigir e com assentos
reguláveis e outros acessórios, porém faltava ainda a criação de um mecanismo de
propulsão que não fosse o contato dos pés com o chão. O mecanismo da bicicleta
foi estudado nesta época pelo mecânico Neremberg Johan Carl Siegismund Bauer
(figura 6). Contudo em 1821, o inglês Lewis Compertz encontrou uma solução que
ainda consumia muita energia humana, acoplou a uma drasiana um mecanismo
composto por uma manivela e uma roda dentada que impulsionava a roda dianteira
conforme figura 7 (TUDO SOBRE RODAS, 2014).
Figura 6 – Drasiana com mecanismo de propulsão.
Fonte: Rauck, 1981.
14
Figura 7 – Bicicleta de Compertz com manivela e roda dentada.
Fonte: Rauck, 1981.
Em 1838, Kirkpark MacMillan, ferreiro escocês, aclopou elementos ao eixo da
roda traseira a qual, através de duas manivelas, se acionava com dois pedais unidos
à parte dianteira do quadro e, pela primeira vez, torna-se realidade a tração da roda
traseira, mecanismo utilizado até hoje (figura 8).
Figura 8 – Drasiana com tração na roda traseira de McMillan.
Fonte: Rauck, 1981.
Depois de um espaço de quinze anos, em 1853, o alemão Philip Moritz Ficher
montou um par de manivelas à roda dianteira de uma drasiana e aros metálicos a
ambas as rodas, transformando-a assim numa bicicleta. Apesar do sucesso, este
invento não influenciou no desenvolvimento da bicicleta (TUDO SOBRE RODAS,
2014).
15
No ano de 1861, Pierre Michaux, um construtor de carruagem colocou dois
pedais facilitando sua impulsão, como podemos observar na figura 9 (IBID).
Figura 9 – Drasiana com pedais.
Fonte: Escola de bicicleta, 2014.
Apareceram as Lallemente (figura 10), construídas por Pierre Lallemente em
Paris, que logo consegue patente americana. Não teve, porém, o êxito comercial
como esperava (TUDO SOBRE RODAS, 2014).
Figura 10 – Drasiana de Lallemente.
Fonte: Rauck, 1981.
16
James Starley inventou os raios e Jules Truffant escavou o aro da roda,
cobrindo-o de borracha. Robert Thompson, 1815, requereu a patente para o tubo de
borracha (TUDO SOBRE RODAS, 2014).
O escocês Thomas McCall equipou a bicicleta de MacMillan com freios. Surge
na Itália em 1868 um modelo bastante delicado deste estilo de bicicleta. Em Nova
York, dois americanos deram continuidade às bicicletas do tipo MacMillaN (IBID).
Surgem em 1869 os modelos de bicicletas com tração traseira construídas
por Trefz, um professor de Stuttgart, modernizando definitivamente a técnica de
tração com pedal. Ele substituiu o pedal oscilantecriado por MacMillan por um pedal
com manivela através de varas como podemos observar na figura 11 a seguir
(TUDO SOBRE RODAS, 2014).
Figura 11 – Bicicleta tipo MacMillan de tração com pedal.
Fonte: Rauck, 1981.
Neste mesmo ano, Micahux constrói em Paris uma grande fábrica de
bicicletas, mas o descobrimento mais significativo deste ano foi relativo a GuilmetMeyer com a criação da tração não mais sobre a roda traseira, mas, pela primeira
vez através de uma corrente continua de transmissão, que se tornou antecessora
imediata das bicicletas atuais (figura 12).
17
Figura 12 – Primeira bicicleta com tração por corrente contínua de transmissão.
Fonte: Rauck, 1981.
As bicicletas de roda dianteira maior que a roda traseira (figura 13), eram
muito perigosas devido ao fato de a parte dianteira ser bem mais pesada que a
traseira o que provocava o seu capotamento facilmente. O aumento de tamanho das
rodas passou a ser sinônimo de status, pois, quanto mais alto estivesse o usuário
mais distante dos outros ficava, elas chegaram a ter rodas de um metro e meio de
diâmetro (MUSEU DA BICICLETA, 2014).
Figura 13 – Bicicleta com roda dianteira
maior que a roda traseira.
Fonte: Rauck, 1981.
18
As firmas Singer & Co., Hilman, Herbert & Cooper, produziram em 1884, na
cidade de Coventry, a bicicleta de segurança chamada Kangaroo, ou seja, canguru,
com rodas de tamanhos iguais, conforme a figura 14 (MUSEU DA BICICLETA,
2014).
Figura 14 – Bicicleta Kangaroo.
Fonte: Urbanriders, 2014.
Em 1887, John Bloyd Dunlop descobre o pneu a ar, sendo a Fire Fly da firma
Cycle Co., uma das primeiras bicicletas equipadas em série com pneus a ar. O tubo
era muito rudimentar, quando estourava ou furava, levava várias horas para o seu
reparo (IBID).
A bicicleta foi utilizada durante a Segunda Guerra pelas unidades de infantaria
da Itália, França e logo também pela Holanda, Bélgica e Espanha como meio de
transporte, sendo então criada a bicicleta dobrável, que os soldados a carregavam
nas costas como mochilas (figura 15).
19
Figura 15 – Bicicleta dobrável.
Fonte: Urbanriders, 2014.
John Starley termina a era das bicicletas altas lançando a sua bicicleta Rover
III (figura 16), com quadro trapezoidal curvado e rodas com raios tangenciais de
tamanhos quase iguais e transmissão por corrente para a roda traseira (MUSEU DA
BICICLETA, 2014).
Figura 16 – Bicicleta Rover III.
Fonte: Urbanriders, 2014.
A partir daí, foram inúmeras as inovações como o sucesso da BMX nos anos
70, da Mountain Bike nos anos 80 e a Multi Sport Zipp-Speed anos 90, conforme
podemos observar nas figuras 17, 18 e 19.
20
Figura 17 – BMX.
Fonte: Urbanriders, 2014.
Figura 18 – Bicicleta Mountain Bike.
Fonte: Urbanriders, 2014.
21
Figura 19 – Bicicleta Speed Zipp.
Fonte: Urbanriders, 2014.
Em seguida foram criados acessórios que tornaram a bicicleta mais ágil e
confortável como a suspensão, freios a disco e hidráulicos, pneus adequados a cada
tipo de terreno, selins mais anatômicos, câmbio de marchas, materiais mais leves, e
vários estilos de bicicletas especificas para cada atividade. Foram inúmeras
inovações tecnológicas que tornaram o veículo cada vez mais popular (MUSEU DA
BICICLETA, 2014).
Segundo Busto (1992), a bicicleta foi também o veículo que abriu caminho
para a produção em massa de automóveis. Fábricas mundialmente conhecidas
como Peugeot, Ford, Morris e Opel tornaram-se famosas construindo principalmente
bicicletas.
Em 1990 o veículo de duas rodas tornou-se parte do dia a dia, rompendo
todas as barreiras sociais e estabelecendo também uma nova maneira de transporte
individual e de fácil acesso as massas. Durante o período de reconstrução mundial,
pós-guerra no século XX, a indústria européia produziu muitas bicicletas para
exportação, euforia que durou até a década de 60.
22
No final dos anos 70, os norte-americanos lançam para o mercado o mundo
do bicicross, voltado para o público infanto-juvenil. Na década de 80 os movimentos
verdes, o ambientalismo e a preservação da natureza tomam conta da opinião
pública e alguns jovens faziam suas loucuras despencando morro abaixo nas
reservas florestais dos Estados Unidos, o que ficou conhecido como Mountain Bike
(TUDO SOBRE RODAS, 2014).
Em 1987, a Europa importava 70 mil bicicletas, quatro anos depois este
número passou a ser 3,6 milhões de bicicletas (IBID).
A bicicleta foi trazida ao Brasil em 1898 pelos barões do café, pois na Europa
as competições ciclísticas estavam em voga e divertiam a classe privilegiada.
Entretanto, ao povo restava apenas assistir as competições. Somente em 1948 as
bicicletas começaram a ser fabricadas no Brasil pela fábrica Caloi e tornaram-se
populares (DETRAN RS, 2014).
No dia 1° de abril de 1948, a Monark iniciou suas atividades no País,
montando bicicletas importadas da Suécia, vindo a produzi-las a partir dos anos 50,
na data de 10 de abril a Caloi procedeu ao requerimento de seu registro para
abertura de firma. Estes produtores montavam suas bicicletas com material nacional
como os quadros, pára-lamas, selins e importavam os eixos, cubos, catracas e
correntes. Porém a embrionária indústria nacional não conseguia competir com as
bicicletas importadas em termos de preço e qualidade (IBID).
A década de 50 foi marcada pelo lançamento da linha Fiorentina, nos
modelos para adulto e crianças que permaneceu até os anos 60, quando surgiram
os modelos dobráveis. O início dos anos 60 trouxe muita instabilidade ao País
devido a inflação alta, as crises sucessivas de âmbito político e social, que levaram a
Revolução de 1964, daí que, em dezembro de 1965 a marca Hélbia foi vendida aos
funcionários e, depois desta, outras tantas desapareceram do mercado, devido a um
processo degenerativo que assolou o parque industrial nos anos seguintes
(DETRAN RS, 2014).
Na década de 70 acontece o lançamento da linha esportiva de bicicletas
dotadas de câmbio de 10 marchas, aro 27, como a Positron 10. Em 1978 acontece o
lançamento da linha para cross, que ditou uma tendência nas linhas infantis e
infanto-juvenis, em 1979 acontece o lançamento da Ceci, os novos modelos cruiser,
caloisinho, ventura e Mountain Bike vieram posteriormente (IBID).
23
Em 1998, a indústria de bicicletas Companhia Brasileira de Bicicletas (CBB),
cujo nome fantasia é Sundown, com uma linha completa de bicicletas para
consumidores de todas as idades. Os modelos de produtos vão da linha infantil a de
adulto, específicos para a prática de esportes como Mountain Bike e uma nova linha
de bicicletas top, voltadas para o público especializado de bicicleta (DETRAN RS,
2014).
Além do crescimento das indústrias, ressurgem as associações e os clubes
de ciclistas, que podem ser profissionais ou apenas grupos de apreciadores desta
atividade que gostam de pedalar.
De acordo com a Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes
(GEIPOT), existem associações nas cidades brasileiras, que foram criadas com os
objetivos de conscientizar a população de que a bicicleta é um veículo, esclarecer o
ciclista quanto aos seus direitos e deveres, esclarecer o motorista quanto aos seus
deveres em relação ao ciclista, conscientizar as autoridades quanto a necessidades
de adotar medidas que protejam os ciclistas, obter espaços seguros para circulação
de bicicletas, inserir a bicicleta nas discussões das diretrizes do trânsito como
alternativa viável para solução de problemas relativos aos deslocamentos urbanos,
alertar para melhoria geral da qualidade de vida pela adoção de um meio de
transporte urbano rápido, barato, silencioso, não poluente, econômico, saudável,
acessível e discreto.
Atualmente, mais do que ser utilizada como transporte urbano, prática de
esporte e lazer a bicicleta está gerando uma nova cultura, a Cultura da Bicicleta,
palavras como planejamento cicloviárioe cicloativismo começam a fazer parte do
vocabulário e não é mais possível falar em mobilidade urbana sem considerar o
papel da bicicleta na organização das cidades (DETRAN RS, 2014)
Para exemplificar o fenômeno da bicicleta na atualidade, o secretário-geral da
Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, declarou a importância da
bicicleta para o desenvolvimento sustentável. Existe o Fórum Mundial da Bicicleta
que é realizado em várias cidades e recebe convidados do mundo inteiro para
discutir o tema (TUDO SOBRE RODAS, 2014).
É cada vez maior o número de pessoas usando a bicicleta como meio de
transporte nas grandes cidades. Mas a segurança do ciclista ainda é uma questão
importante e que acaba afastando muita gente dessa opção de vida por receio de
algum acidente, embora exista o Código de Trânsito Brasileiro que trata a bicicleta
24
como veículo de propulsão humana, implantando o direito do ciclista de trafegar
pelas ruas e estradas das cidades do país.
É grande o apelo para que as pessoas façam uso da bicicleta como meio de
transporte, mas ainda há a necessidade de uma mudança cultural e educacional que
proporcione mais segurança aos ciclistas e pedestres (DETRAN RS, 2014).
3 AS PARTES DA BICICLETA
A estrutura básica das bicicletas são semelhantes mesmo em diferentes
estilos. Na figura 20 podemos observar as partes que compõe as bicicletas em geral
e em seguida uma prevê explicação de algumas partes específicas de cada
categoria.
Figura 20 – Partes da bicicleta.
Fonte: Comer, rezar e pedalar, 2014.
1. Mesa
5. Cabos
2. Guidão
6. Caixa de direção
3. Alavanca de freio
7. Freio dianteiro
4. Trocador de câmbio
8. Garfo
25
9. Cubo
18. Corrente
10. Pneu
19. Câmbio dianteiro
11. Raio
20. Coroa
12. Alavanca de blocagem
21. Mov. Central
13. Quadro
22. Pedal
14. Blocagem do selim
23. Pedivela
15. Selim
24. Câmbio traseiro
16. Canote do selim
25. Pinhão
17. Freio traseiro
26. Pneu
3.1 QUADRO
O quadro é o principal componente de uma bicicleta, onde se fixam todas as
outras partes. Caracteriza-se pelo seu peso que deve ser leve e ao mesmo tempo
rígido. Suas qualidades mecânicas dependem dos materiais de que é feito e das
tecnologias de fabricação utilizadas. O quadro determina o tamanho da bicicleta, a
forma e suporta todos os acessórios (ESCOLA DE BICICLETA, 2014).
O quadro compõe-se de três tubos unidos entre eles pelos extremos por meio
de solda simples ou com cachimbos soldados (figura 21).
Figura 21 – Partes do quadro.
Fonte: Escola de bicicleta, 2014.
26
1. Tubo do selim
2. Tubo horizontal
3. Tubo obliquo
4. Jogo da transmissão central
5. Jogo de direção
6. Garfo posterior
7. Garfo anterior
O quadro pode ser fabricado por diversos materiais que estejam de acordo
com a relação peso/preço, ou seja, quanto mais leve mais caro. O aço é um
componente básico da bicicleta tradicional, possui excelentes propriedades
mecânicas, não é muito caro e é pesado, há quadros de aço estirados um pouco
mais leves e os de aço temperados que são muito utilizados em competição pela
sua rigidez e leveza. O alumínio é mais leve, porém não tão forte. Nas bicicletas de
corrida existem reclamações de que a espessura extra transmite demasiada
vibração ao ciclista. Mesmo assim, os fabricantes utilizam no alumínio o dobro de
espessura que na do aço, tornando a resistência ótima e com uma economia de 1/3
no peso. Já o titânio é um material muito leve e resistente, o seu peso é
praticamente a metade de um quadro de aço e apresenta a melhor relação
peso/resistência, porém é muito caro, por isso é geralmente utilizado pela elite
esportiva. Os monocascos são fabricados em carbono e são aerodinâmicos, são
específicos e caros, são utilizados nas competições contra relógio e nas de pista.
Cromo-Molibdênio são ligas de aço utilizadas nas bicicletas mountain bike, são
considerados de alta qualidade, razoavelmente leves, um bom tubo não tem soldas,
pois seguirá um processo de laminado em sua fabricação com grande precisão
(COMER, REZAR E PEDALAR, 2014).
3.2 TRANSMISSÃO CENTRAL
O jogo de transmissão central se compõem de um eixo, um cubo fixo, um
cubo móvel, uma contra porca, um parafuso de fixação e uma arruela, a ela se
acoplam as bielas, os pedais, as coroas e a corrente (IBID).
27
3.2.1 Coroas
As coroas são aros dentados que transmitem a energia ao pedalar para as
correntes. São sustentadas pelas bielas por meio de cinco raios as quais por sua
vez são sustentadas pelo eixo da coroa. Bicicletas normais possuem apenas uma
coroa na frente, que normalmente possui 40 dentes, bicicletas com marchas
possuem três coroas na frente, de 44, 32 e 22 dentes, bicicletas de corrida possuem
geralmente 52-38, chegando até possuir 58 dentes.São de aço normal ou de liga de
alumínio (COMER, REZAR E PEDALAR, 2014).
3.2.2 Bielas
As bielas são as alavancas que o ciclista move a bicicleta, são de liga leve e
podem ter comprimentos diferentes. As bielas se fixam ao eixo por um montante
quadrado. O comprimento das bielas podem variar de 165 mm a180 mm segundo o
tamanho do entre pernas do ciclista e sua especialidade (IBID).
3.2.3 Pedais
São considerados os componentes mais importantes na relação bicicleta
ciclista, todo controle dos movimentos, a transmissão de força, todo desempenho do
ato de pedalar e até o conforto do ciclista são determinados pela maior ou menor
eficiência desta relação. Existem três tipos de pedais, os comuns das bicicletas
populares feitos de resina ou de nylon; os pedais com firma pé que são com correias
de aço cromado ou alumínio e o pedal automático que permite o encaixe de um
calçado específico no pedal fixando o pé sobre ele (COMER, REZAR E PEDALAR,
2014).
3.2.4 Corrente
A corrente é formada por um conjunto de elos, constituídos por placas em
forma de oito, unidas entre si por pequenos eixos cilíndricos e cavilhas que correm
pelo interior de pequenos cilindros que separam as placas interiores e exteriores
como podemos observar na figura 22 (ANGELI, 1994).
28
Figura 22 – Corrente.
Fonte: Angeli, 1994.
3.3 CÂMBIO
O câmbio é constituído por três elementos o desviador, que atua sobre as
coroas, o câmbio traseiro, que atua sobre os peões e as alavancas.
Angeli (1994) afirma que o câmbio é o elemento que marca a diferença entre
uma bicicleta normal e uma de competição, apesar de hoje as pessoas preferirem
mesmo que não seja para competição, as bicicletas com câmbio para facilitar a
pedalada em percursos mais difíceis.
O conjunto exige características como resistência, precisão milimétrica e
facilidade de uso, assim como a capacidade de trocar de marcha com rapidez
(ANGELI, 1994).
3.3.1 Desviador
A função do desviador é passar a corrente de uma coroa para outra, seu
movimento se produz mediante a tensão de um cabo proveniente de uma das
alavancas do câmbio. É composto por um corpo, fixado mediante uma braçadeira
soldada no quadro. Hoje se utiliza para o desviador a alavanca de câmbio
sincronizada, que permite passar de forma precisa a corrente de uma coroa para
outra com apenas um toque (IS8, 2014).
29
3.3.2 Câmbio traseiro
Tem a função de passar a corrente de um peão para o outro, é constituído por
um corpo principal, o qual vem unido a um tensor. O corpo do câmbio que constitui a
parte superior está fixado ao quadro (IS8, 2014).
3.3.3 Alavancas de câmbio
Tem a função de mover o câmbio e o desviador, folgam os cabos de aço que
correm pelo interior de suas determinadas fendas. Fixadas nas laterais do tubo
obliquo do quadro, que atua sobre o câmbio posterior, hoje existem as alavancas de
câmbio sincronizadas (IBID).
3.4 FREIOS
Os freios mais utilizados pelos ciclistas são o de tiro central e o de tiro lateral
pela eficiência e leveza, esses tipos de freios chegam simultaneamente ao aro, vem
provido de um tensor de cabo que permite graduar a tensão. O mais eficiente dos
freios é o freio a disco, que consegue desacelerar a roda rapidamente a quelquer
velocidade (IS8, 2014).
3.5 RODAS
As rodas compõem de quatro elementos, os raios, os cubos, os aros e os
pneus ou tubular. Esses elementos devem ser fortes e variam de acordo com as
necessidades da modalidade escolhida (COMER, REZAR E PEDALAR, 2014).
3.5.1 Raios
Tem a função de unir o cubo ao aro, são de aço cromado ou de aço
inoxidável, como s extremos reforçados. Seu diâmetro pode ser de 1,8 ou 2 mm.
Independente da qualidade do aro ou do cubo de roda, a colocação dos raios é o
elemento mais importante para o rendimento, equilíbrio e resistência da roda (IBID).
30
3.5.2 Cubo
O cubo é o elemento central onde se fixa o garfo em volta do qual gira a roda,
são de alumínio ou carbono, mais leves que o aço. Os cubos dos centros podem ser
de dois tamanhos, modelos grandes ou pequenos, os grandes asseguram uma
maior rigidez e os pequenos uma maior leveza. Algumas bicicletas possuem o
sistema de blocagem rápida, acessório que permite retirara roda girando uma
pequena alavanca, nas bicicletas sem esse acessório, esta operação se faz
desparafusando as duas porcas na roda (COMER, REZAR E PEDALAR, 2014).
3.5.3 Aros
Existem duas classes fundamentais de aros, para pneus e para tubulares.
Devem ser leves e ao mesmo tempo rígidos e cada vez mais são afiliados para
favorecer ao aero dinamismo, atualmente utilizam-se aros mais altos que se
deformam menos e necessitam de menos raios, adaptando-se em qualquer tipo de
corrida. Os raios para pneus têm bordas para coloca-los, para os tubulares são lisos
para receber a fita adesiva sobre a qual colocará o tubular, o aro para tubular deve
ser de alumínio. Existem aros com bordas lisas e estriadas, as estriadas propiciam
uma freada melhor, exceto em caso de chuva (IBID).
3.5.4 Pneus e tubulares
Os pneus transmitem o movimento das rodas no chão e de acordo com
especialistas, um bom pneu deve oferecer tração nas subidas e freadas. Na
dianteira o pneu deve oferecer tração nas curvas e segurar também nas freadas, na
traseira deve tracionar nas subidas. O pneu se compõe de duas partes, uma
cobertura de borracha e uma câmera de ar de látex. A cobertura de borracha é
confeccionada a partir de uma malha de nylon emborrachada, dispostas a diversas
direções e várias camadas. Já o tubular forma um bloco com câmera de ar fechada
no interior, costurada e envolvida por uma tira de algodão, sobre a qual se aplica um
adesivo para fixar ao aro (figura 23). A diferença entre o pneu e o tubular é que o
tubular é mais caro e mais leve e o pneu permite uma reparação mais fácil quando
se fura a câmera de ar (COMER, REZAR E PEDALAR, 2014)
31
Figura 23 – Pneu e tubular.
Fonte: Comer, rezar e pedalar, 2014.
3.6 DIREÇÃO
Chama-se direção o conjunto construído pelo garfo dianteiro, o tubo de eixo e
o guidão. Sua função principal consiste em conservar o equilíbrio e a instabilidade
(COMER, REZAR E PEDALAR, 2014).
3.6.1 Guidão
O guidão é largo para proporcionar por apoio quando se conduz. Alguns
ciclistas preferem os guidões mais estreitos para trafegar num tráfego tenso,
geralmente são feitos de aço ou alumínio, a largura normal é de 56 cm, existem
guidões diferentes que correspondem a morfologia do corredor e sua posição
preferida, sendo guidão inclinado, quadrado ou redondo como mostra a figura 24.
Figura 24 – Tipos de guidão.
Fonte: Angeli, 1994.
32
3.6.2 Garfo dianteiro
O comprimento, a inclinação e a curvatura do garfo dianteiro se medem desde
a borda inferior ao centro da cabeça superior, tendo esse comprimento
aproximadamente 385 mm. A inclinação do garfo é a do tubo de direção, a curvatura
varia de 4 a 6 cm. Existem garfos com suspensões, as quais são encontradas tanto
nos garfos dianteiros como nos traseiros, além dos modelos diferentes. Uma boa
suspensão é verificada de acordo com seu peso, resistência e rigidez, além da sua
compressão que deve ser macia (COMER, REZAR E PEDALAR, 2014).
3.7 SELIM
O selim é um dos três pontos de apoio do ciclista, sendo que os outros são o
guidão e os pedais. Suporta praticamente todo peso do corpo, exceto dos membros
inferiores. É sustentado pelo tubo do selim, que pode regular a altura. Existe o selim
largo e montado sobre molas, que é usado nas bicicletas comuns; o de competição
que é mais estreito e comprido, com o objetivo de diminuir o risco de atrito; o de
cicloturismo que é largo e comprido para máximo conforto e o de mountain bike que
é mais largo que o de corrida.
4 ANALISE DE SIMILARES
A seguir elaborou-se uma pesquisa de similares de quatro bicicletas da marca
Caloi. A análise serve para uma melhor compreensão de cada modelo selecionado e
visualização dos pontos positivos e negativos, como diferenciais, geometria e
preços, para ajudar no desenvolvimento de uma nova coleção de acessórios para a
bicicleta e seu usuário (AS AUTORAS, 2014).
Quadro 1 – Análise de similares
Preço
Supra 20
HTX Sport
Aluminum 2014
City Tour
R$ 1.799,00
R$ 999,00
R$ 529,00
R$ 2.299,00
33
Quadro de alumínio
mais leve e resistente
à corrosão;
Freios v-Brake em
alumínio;
Alavanca de freios de
alumínio;
Câmbio 21
velocidades;
Trocadores Grip
System Caloi;
Quick Release para
ajuste da altura do
selim
Quadro de alumínio
6061 com headset
integrado;
Amortecedor RST
Gila 100 mm;
Câmbio Shimano
Altus 24
velocidades;
Componentes Caloi
Quadro de alumínio
6061;
Amortecedor Caloi
50 mm;
Câmbio Shimano TZ
21 velocidades;
Componentes Caloi
16,18 e 20
17,19 e 21
18
_
Alumínio 6061
Alumínio
Quadro
Alumínio 6061
tratado,
conformado c/
ponteira standard
p/ feio a disco,
gancheira
removível, headset
integrado
Alumínio 6061 c/
suporte de freio de
disco Standard,
gancheira removível,
Headset integrado
Garfo
Amortecedor RST
Gila 100 mm
Alumínio com 80
mm
Rígido aço carbono
RST Single Shock 30
mm
Caloi Rise Bar 31.8
Rise Bar
Aço carbono Curvo
Caloi Flat Alumínio
Aros
26
26
26
_
Raios
Inox
Aço
Aço
_
Cubo
dianteiro
Shimano com
Quick Release
_
_
Shimano Acera
Cubo traseiro
Shimano com
Quick Release
_
_
Shimano Acera
Kylin
26x2.10
MTB 26”
Continental Town Ride
700x37
Diferenciais
Quadro de alumínio
6061;
Amortecedor RST
Single Shock 30 mm;
Câmbio Shimano
Acera 27 velocidades;
Componentes Caloi
CONJUNTO DE
QUADROS
Tamanhos
Guidão
RODAS
Pneus
SISTEMA DE
FREIOS
34
Disco Shimano
mecânico
V-Brak alumínio
V-Brak alumínio
Shimano disco
mecânico
Shimano Altus
Alumínio
_
_
Alavanca de
câmbio
Shimano Altus
_
_
_
Câmbio
dianteiro
Shimano Altus
Shimano TZ
_
_
Câmbio
traseiro
Shimano Altus
Shimano EZ Fire
_
_
Shimano
Roda livre 7
velocidades
_
Shimano 9
velocidades
Em Kraton
Kraton
PVC
Kraton
Aluminio c/ refletor
Plástico MTB
Plástico MTB
Alumínio
Corrente
Shimano HG
_
KMC
_
Pedivela
Shimano Altus
Aço
Aço
Shimano M391
Freios
Alavanca de
freio
MARCHAS
Roda livre
COMPONENTES
Manopla
Pedal
Fonte: Caloi, 2014.
De acordo com a análise realizada podemos observar que há uma
semelhança no que diz respeito aos modelos. Verificamos bicicletas do tipo
Mountain Bike e do tipo mobilidade, sendo este o modelo utilizado pelo público alvo
selecionado para o projeto. Para um melhor resultado realizamos uma comparação
de geometria entre as bicicletas analisadas, como pode ser visto nos quadros 2, 3, 4
e 5 a seguir (AS AUTORAS, 2014).
35
Quadro 2 – Caloi Supra 20.
Fonte: As autoras, 2014.
36
Quadro 3 – HTX Sport.
Fonte: As autoras, 2014.
37
Quadro 4 – Aluminum 2014.
Fonte: As autoras, 2014.
38
Quadro 5 – City Tour Caloi.
Fonte: As autoras, 2014.
39
5 IDENTIDADE DA MARCA
J I J Bike é uma marca que desenvolve acessórios para bicicletas com formas
e materiais mais orgânicos. Sua modelagem consiste basicamente em amarrações o
que dispensa a utilização de materiais como zíperes e estruturas mais rígidas na
maioria das peças. Sua cartela de cores e de estampas está diretamente ligada a
culturas de tribos africanas, que tem contato com a natureza. Proporcionando ao
usuário a leve sensação de fazer parte dessa cultura tão rica.Sua imagem não é
apenas associada à moda para usuários de bicicletas, mas sim produtos com
desempenho nas funções estéticas e funcionais. A identidade da marca reflete
contemporaneidade, liberdade, consciência, inovação, mobilidade e atitude (figura
25).
Figura 25 – Logomarca J I J Bike.
Fonte: As autoras, 2014.
A marca é antes de tudo um signo e a função dos signos é significar. Essa
derivação do signo ao significado nos leva do puramente sensorial (do nome como
grafismo) ao mental (do nome como signo ou representação) (COSTA, 2008).
Esse percurso da sensação à representação mental envolve a semiótica e a
psicologia ao mesmo tempo. Nele surge o significado na mente dos
indivíduos, e esse processo de significação é a semiose (COSTA, 2008,
p.19)
J I J Bike, é o reflexo da liberdade em vários momentos, assim é pertinente
uma identificação real do público com a marca. Para efetivar ações de marketing
requer muitas vezes, ir ao mercado e expor o produto e pelas respostas geradas,
indicar qual é a imagem da marca perante o público e assim traçar realmente os
seus valores, já que a empresa é pioneira em acessórios “híbridos” (bicicleta e
cotidiano).
40
6 COLETA DE DADOS
A coleta de dados define a estrutura definida da coleção dos acessórios para
a bicicleta e ciclista, todos os textos, painéis e desenhos resultaram no
desenvolvimento prático e teórico da coleção.
6.1 PAINEL E TEXTO LIFESTYLE
Para desenvolver este trabalho, inicialmente criou-se um painel semântico de
estilo de vida, com o intuito de identificar o usuário dos acessórios para bicicleta.
Segundo Louise (2012), “o Painel de público-alvo é aquele que representa os
gostos, as preferências e o estilo de vida dos consumidores estudados”.
A figura 26, abaixo, mostra que o público alvo (persona) selecionado é jovem,
possui um estilo alternativo, é uma pessoa independente que preza a liberdade,
gosta de viajar, conhecer o mundo, estima à natureza. Segue um estilo de vida
saudável, aprecia músicas e artes em geral, se expressa através de desenhos e
cores (AS AUTORAS, 2014).
Figura 26 – Painel de estilo de vida.
Fonte: As autoras, 2014.
41
6.2 MAPA CONCEITUAL E INSPIRAÇÃO
A partir do painel de estilo de vida, foi elaborado um estudo através do
Brainstorming e painel semântico de inspiração, como pode ser visto nas figuras 27
e 28,para ter-se uma melhor percepção e uma melhor análise em relação à persona,
para auxiliar e chegar a idéias que possam ser usadas no desenvolvimento de uma
coleção de acessórios para bicicleta (AS AUTORAS, 2014).
Figura 27 – Braisntorming.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 28 – Painel de inspiração.
Fonte: As autoras, 2014.
42
Através do painel de inspiração, foi elaborado o conceito da coleção que tem
como objetivo trazer para o dia a dia as cores e as padronagens de várias culturas,
juntamente com as cores vivas das ilustrações criadas pelo persona, na tentativa de
tornar os acessórios do seu cotidiano mais típicos de lugares ricos em culturas e em
confecções artesanais.
Coleção: Pedais Coloridos
O que fazer com esse crescente aumento de veículos
nas nossas ruas, antes que isso leve-nos ao caos
urbano, poluição e stress?
Vamos fazer uso de nossas "ferramentas", essas estão
ao nosso alcance e fazem parte de nós...
Nós escolhemos dirigir menos...
Nós escolhemos viajar mais...
Nós escolhemos conhecer mais culturas...
Nós escolhemos respirar melhor...
Nós escolhemos colocar mais cores no dia a dia...
Nós escolhemos apreciar mais a natureza..
Nós escolhemos mais liberdade...
Nós escolhemos a Bicicleta como meio de transporte...
Nós escolhemos ..."A vida com mais estilo"...
Nós escolhemos O Conceito Pedais Coloridos...
6.3 CARTELA DE CORES, MATERIAIS E ESTAMPAS
Com o painel de inspiração finalizado selecionamos algumas cores para
estarem presente na coleção, conforme a figura 29.
As cores escolhidas são diretamente do gosto do persona, foram retiradas de
suas ilustrações como também das cores predominantes de seu vestuário.
Nos materiais optamos pela lona por ser um material resistente e ao mesmo
tempo ecológico, que traz o reaproveitamento da matéria prima. Materiais sintéticos
como o nylon,aparece em sobreposição com os tecidos planos conferindo um ar
tecnológico e esportivo. Os aviamentos escolhidos vêm confirmar a idéia de
elementos naturais. Um estilo de vida mais orgânico e sem tanta sofisticação (figura
30).
43
Figura 29 – Cartela de cores.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 30 – Cartela de materiais e aviamentos.
Fonte: As autoras, 2014.
As estampas foram inspiradas no persona, seu vestuário e estilo de vida,
vistas nas pinturas das tribos visitadas por ele, lembram elementos étnicos e tribais,
44
que simbolizam o querer e estar próximo de várias culturas, como podemos
visualizar na figura 31.
Figura 31 – Cartela de estampas.
Fonte: As autoras, 2014.
6.4 DESENHOS DA COLEÇÃO
Os acessórios criados para coleção Pedais Coloridos, transmitem na sua
modelagem e estampas a identidade do seu público alvo. Suas peças com formas
orgânicas passam a impressão da simplicidade. Apesar da composição final dos
acessórios como um todo, parecerem um pouco rústico, na confecção de cada uma
das peças foi priorizado um acabamento de boa qualidade, visando à durabilidade
dos itens e a utilização dos mesmos durante o dia a dia do usuário, como podemos
visualizar nas imagens a seguir.
45
Figura 32 – Bolsa para spray.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 33 – Bolsa multiuso.
Fonte: As autoras, 2014.
46
Figura 34 – Capa/Mochila.
Fonte: As autoras, 2014.
47
Figura 35 – Bolsa para armazenamento de spray.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 36 – Estojos para pincéis.
Fonte: As autoras, 2014.
48
Figura 37 – Bolsa Saco.
Fonte: As autoras, 2014.
49
Figura 38 – Protetor para o pescoço.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 39 – Porta treco quadro.
Fonte: As autoras, 2014.
50
Figura 40 – Bolso dianteiro.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 41 – Bolsa dupla.
Fonte: As autoras, 2014.
51
Figura 42 – Caneleira para ciclista.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 43 – Alforge.
Fonte: As autoras, 2014.
52
Figura 44 – Estojo para canote.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 45 – Mochila.
Fonte: As autoras, 2014.
53
Figura 46 – Macacão protetor.
Fonte: As autoras, 2014.
54
Figura 47 – Capa de chuva com mangas.
Fonte: As autoras, 2014.
55
Figura 48 – Bolsa para quadro.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 49 – Mochila.
Fonte: As autoras, 2014.
56
Figura 50 – Capa selim.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 51 – Espelho retrovisor.
Fonte: As autoras, 2014.
57
6.5 DESENHO TÉCNICO DAS 5 PEÇAS CONFECCIONADAS
Das alternativas geradas, foram escolhidos cinco acessórios que contemplam os
conceitos estéticos e harmônicos da coleção. Em seguida podemos observar os
desenhos técnicos e suas respectivas medidas (AS AUTORAS, 2014).
Figura 52 – Capa/Mochila.
Fonte: As autoras, 2014.
58
Figura 53 – Bolsa para armazenamento de spray.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 54 – Bolsa saco.
Fonte: As autoras, 2014.
59
Figura 55 – Estojo para canote.
Fonte: As autoras, 2014.
60
Figura 56 – Macacão Protetor.
Fonte: As autoras, 2014.
6.6 FICHA TÉCNICA DE CORES
Em seguida foram realizadas as fichas técnicas de cores dos acessórios
confeccionados. Usamos as estampas para padronizar os mesmos.
61
Figura 57 – Ficha técnica de cores Bolsa Saco.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 58 – Ficha técnica de cores Capa / Mochila.
Fonte: As autoras, 2014.
62
Figura 59 – Ficha técnica de cores Bolsa para armazenamento de spray.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 60 – Ficha técnica de cores Estojo para canote.
Fonte: As autoras, 2014.
63
Figura 61 – Ficha técnica de cores Macacão Protetor.
Fonte: As autoras, 2014.
6.7 CONFECÇÃO
A partir do desenvolvimento da modelagem plana, elaborou-se os mockupsde
algodão cru com a proposta inicial das peças com ergonomia que atendesse as
questões de necessidade do usuário de bicicleta. Segue algumas imagens dos
acessórios confeccionados.
64
Figura 62 – Capa / Mochila 1.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 63 – Capa / Mochila 2.
Fonte: As autoras, 2014.
65
Figura 64 – Capa / Mochila 3.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 65 – Bolsa para armazenamento de spray 1.
Fonte: As autoras, 2014.
66
Figura 66 – Bolsa para armazenamento de spary 2.
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 67 – Bolsa saco 1 .
Fonte: As autoras, 2014.
67
Figura 68 – Bolsa saco 2 .
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 69 – Bolsa saco 3 .
Fonte: As autoras, 2014.
68
Figura 70 – Estojo para canote 1 .
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 71 – Estojo para canote 2 .
Fonte: As autoras, 2014.
69
Figura 72 – Estojo para canote 3 .
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 73 – Macacão protetor frente .
Fonte: As autoras, 2014.
70
Figura 74 – Macacão protetor lateral .
Fonte: As autoras, 2014
Figura 75 – Macacão protetor bolso .
Fonte: As autoras, 2014.
71
Figura 76 – Macacão protetor costas .
Fonte: As autoras, 2014.
6.8 FICHAS TÉCNICAS
As fichas técnicas a seguir contêm os desenhos finalizados e estampados e o
preço final de custo e de venda das três peças finais confeccionadas.
72
Quadro 6 – Ficha Técnica Estojo para canote.
Fonte: As autoras, 2014.
73
Quadro 7 – Ficha Técnica Bolsa para armazenamento de spray.
Fonte: As autoras, 2014.
74
Quadro 8 – Ficha Técnica Macacão protetor.
Fonte: As autoras, 2014.
75
6.9 PEÇAS FINAIS CONFECCIONADAS
A partir de todas as etapas feitas no decorrer do projeto, foram escolhidas três
peças para serem confeccionadas, entre elas estão o estojo para canote, que
também pode ser usado no quadro da bicicleta, para guardar garrafinha de água,
objetos pessoais como celular, chaves, carteira, ou até mesmo para o trabalho como
pincéis; a bolsa para armazenamento de spray, que serve para armazenar spray
para uso no trabalho, já que o público alvo selecionado é um ilustrador; e o macacão
protetor, que por ser impermeável além de proteger da chuva, serve também para a
proteção aos respingos de spray durante o processo de uma ilustração, todas as
peças proporcionam conforto ao usuário e também sacia suas necessidades
pessoais do dia a dia sem tirar sua liberdade, pois não prende os movimentos ao
utilizar a bicicleta, como podemos visualizar nas figuras a seguir.
Detalhes do vídeo editorial dos produtos finais anexado ao relatório.
Figura 77 – Estojo para canote.
Fonte: As autoras, 2014.
76
Figura 78 – Bolsa para armazenamento de spray fechada .
Fonte: As autoras, 2014.
Figura 79 – Bolsa para armazenamento de spary.
Fonte: As autoras, 2014.
77
Figura 80 – Macacão protetor frente.
Fonte: As autoras, 2014.
78
Figura 81 – Macacão protetor lateral.
Fonte: As autoras, 2014.
79
Figura 82 – Macacão protetor costas.
Fonte: As autoras, 2014.
80
7 CONCLUSÃO
Com base nos resultados de cada etapa realizada no decorrer do processo de
criação da coleção de acessórios para bicicletas, pode-se concluir que o resultado
esperado foi alcançado, pois ao final da confecção dos protótipos, foram analisados
os gastos e o valor comercial de cada uma das peças, e o produto final, tanto em
questões de valor quanto em aparência condizem com o público alvo escolhido.
A partir de técnicas como o brainstorming e desenvolvimento de painéis de
público e ambiência, e partindo deste para uma cartela de cores, e de estampas
pode-se criar uma coleção de vinte acessórios para bicicletas e seus usuários.
Posteriormente, foram analisados quais os melhores materiais que se encaixariam
ao gosto e as necessidades do público, chegando assim a uma cartela de materiais,
e também ao tipo de estamparia utilizada.
Os três produtos finais confeccionados oferecem a resistência e rigidez que o
público precisa no dia a dia, além de uma estética condicente ao gosto do público.
81
REFERÊNCIAS
BIOCICLETA. Artigos.Disponível em: < http://www.biocicleta.com.br/artigos>.
Acesso em: 08 abr. 2014.
CALOI.Aluminum. Disponível em: <http://www.caloi.com.br/bike/aluminum>. Acesso
em: 06 abr. 2014.
CALOI. Bikes. Disponível em: <http://www.caloi.com.br/bikes/>. Acesso em: 06 abr.
2014.
CALOI. City Tour. Disponível em: <http://www.caloi.com.br/bike/city-tour>. Acesso
em: 06 abr. 2014.
CALOI.HTX Sport. Disponível em: <http://www.caloi.com.br/bike/htxsport>. Acesso
em: 06 abr. 2014.
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RAUCK, Max J. B. História de La bicicleta. Barcelona, Blume, 1981.
83
ANEXO A – QUESTIONÁRIO DE ESTILO DE VIDA
84
85
86
87
ANEXO B – FICHA DE PILOTAGEM ESTOJO PARA CANOTE
88
ANEXO C – FICHA DE PILOTAGEM BOLSA PARA ARMAZENAMENTO DE
SPRAY
89
ANEXO D – FICHA DE PILOTAGEM MACACÃO PROTETOR
90
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