Modelagem Computacional e Educação Apresentação dos cap. 7, 8, 10 e 12 do livro Learning With Artificial Worlds: Computer Based Modelling in the Curriculum, de Mellar, Bliss, Boohan, Ogborn e Tompsett. por Jorge Fernando Silva de Araujo Prof. Fábio Ferrentini Soares Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Uma Introdução à Modelagem Quantitativa. Introdução; Diferentes Tipos de Modelos; Diferentes Tipos de Ferramentas de Modelagem; Alunos e Modelagem Quantitativa. Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Introdução Modelos quantitativos ou matemáticos – são anteriores aos computadores. Estes apenas permitiram maior complexidade; O comportamento de muitos sistemas simples podem ser preditos com grande precisão usando uns poucos princípios de Física básica e o conhecimento das condições iniciais; As Leis de Newton podem ser usadas para fazer previsões sobre sistemas mecânicos se os valores iniciais de grandezas tais como velocidade, distância e força forem conhecidos; Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Introdução Nos modelos quantitativos, as condições iniciais são especificadas por valores dados para as variáveis independentes e há um relação algébrica que permite calcular os valores para as variáveis independentes; Em sistemas complexos, pode ser difícil identificar e mensurar as variáveis relevantes para os problemas ou especificar relacionamento entre elas; Uma tentativa bem sucedida é a descrita no livro “The Limits to Growth – Meadows et al.,1993”, no qual um modelo para um sistema social e econômico foi construído e usado para fazer previsões de longo prazo sobre seu comportamento. Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Modelos Há dois tipos básicos de modelos: são os modelos Estáticos (cap.5-> constraints) e os Dinâmicos (evolutionary); Modelos Estáticos – valores iniciais são dados e as saídas são calculadas; Modelos Dinâmicos – os valores calculados são realimentados no relacionamento entre as variáveis do sistema, de modo que um comportamento pode ser observado no decorrer do tempo. Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Modelos Modelos Estáticos Ford – segurança nos carros – o valor da vida; Tempo de recorrência – estradas; A necessidade de iteração quando os cálculos são complexos – raízes de uma equação, uma saída com um valor desejado – custo de um carro; Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Modelos Modelos Dinâmicos O Censo; Malthus – pobreza - o crescimento da população à taxas mais elevadas do que os recursos para sustenta-la – qual a população após dois séculos?; Sistemas ambientais (ecologia); Também utiliza valores iniciais, mas o resultado altera o valor inicial(p.ex. a população; Além disso, é possível verificar quais os resultados para outras taxas de crescimento; Modelo mais complexo: % população e % alimentos. Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Modelos Modelos Dinâmicos A comparação com os dados: as discrepâncias. Taxas de crescimento <> para períodos <>; Modelos Incorretos – criar novos modelos que incluam particularidades; Fermentação da levedura; Ecossistema. Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Modelos Modelos não-Determinísticos – todos os modelos anteriores são determinísticos, ou seja, para as mesmas condições iniciais eles irão repetir sempre as mesmas saídas e ter o mesmo comportamento; Resultados <> são obtidos cada vez que se roda o programa. Resultados individuais não são importantes, mas, sim, a média desses resultados. Esta modelagem, de Monte Carlo, (variáveis geradas randomicamente) foi primeiramente utilizada por von Neumann e Ulam, em Los Alamos, sendo fundamental para o desenvolvimento da bomba de Hidrogênio. Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Modelos Modelos não-Determinísticos: Modelos Dinâmicos Iterativos também podem ser nãodeterminísticos, mas de modo <>. Alguns modelos podem ter comportamento tão caótico, que os resultados parecem ter-se originado de modelos distintos (7.6); Inicialmente, o comportamento pode ser o mesmo, mas para pequeno incremento nas taxas de crescimento iniciais ou nos valores iniciais, há mudanças extremas nos resultados finais; No nível computacional, há que se distinguir entre núme-ros randômicos e falsos randômicos, que precisam de uma “semente” inicial: mudando-se a semente, muda-se a seqüência; usando-se a mesma semente, reproduz-se a mêsma seqüência, a qual pode ser usada para testar-se um modelo randômico. Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Ferramentas de Modelagem Algumas ferramentas de modelagem são boas para a construção de modelos estáticos; outras, são melhores para modelos dinâmicos. Algumas suportam bem ambos os modelos, mas todas têm em comum o relacionamento algébrico entre as variáveis; A mudança da forma de representação de cada ferramenta de modelagem pode ser decisiva para ajudar a entender ou para esconder detalhes importantes sobre um problema em particular. Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Ferramentas de Modelagem Usando planilhas para Modelos Quantitativos Outras Ferramentas: Linguagens de Programação Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Ferramentas de Modelagem Planilhas - Vantagens São populares e geralmente estão disponíveis nas escolas; São fáceis de serem usadas e são muito versáteis; São apropriadas para muitos tipos de modelos e freqüentemente usadas em modelos estáticos; A facilidade de entrar novos dados as tornam ideal para responder a questões do tipo “o que aconteceria se...” e para soluções de tentativa e erro; Algumas têm sofisticadas características para a obtenção de soluções numéricas; Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Ferramentas de Modelagem Planilhas –Desvantagens Limitadas visualmente; Relacionamentos são referências às células; Em iterações, mudar uma fórmula muitas vezes envolve mudar uma faixa de células, gastando muito tempo no processo; O uso dos gráficos costuma ser inconveniente. Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Ferramentas de Modelagem Linguagens de Programação: A dificuldade não estava em escrever um programa para a modelagem quantitativa, mas, sim, em todas as outras características necessárias para pode manipular a ferramenta de modelagem. Basic DMS – Um “sheel” no qual modelos eram construídos com a sintaxe Basic; CMS – Similar a uma planilha, mas significativamente os nomes eram usados para variáveis e obtinham saídas gráficas mais fáceis para os modelos; Dynamo – Linguagem de programação especificamente desenvolvida para a modelagem dinâmica; Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Ferramentas de Modelagem Linguagens de Programação: Stella – Usa uma metáfora dos tanques e fluxos, que pode ser natural para representar a movimentação do dinheiro em um sistema econômico ou uma reação química. No entanto, torna-se mais difícil pensar em grandezas como a velocidade e a aceleração deste modo. DMS, CMS, STELLA -> difference equations Dinamix -> Equações Diferenciais Isto pode ser visto como uma ponte entre usar o computador para dar soluções numéricas para os problemas e usar o cálculo para dar soluções analíticas! Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Diferentes Tipos de Ferramentas de Modelagem Linguagens de Programação: MODEL BUILDER -> as variáveis são representadas por blocos que podem mover-ser na tela, mostrando seus nomes e/ou o algoritmo para calcula-las. Os blocos podem ser superpostos e isto pode ser útil quan é mostrado o relacionamento espacial entre eles. EXTEND -> ALGEBRAIC PROPOSER -> NUMERATOR -> Q-MOD -> parte do”Tools for Exploratory Learning Programme” LIKE NUMERATOR -> Cap. 7: Interpretando o Mundo com Números: Os Alunos e a Modelagem Quantitativa O foco está no conceito de variável; Os alunos têm muita dificuldade em compreender a sua natureza; Discussão sobre o uso, pelos alunos, do que se denomina de situated quantities – quantidades associadas ou definidas com eventos ou objetos específicos – ao invés de variáveis; Cada ferramenta tem a sua própria metáfora; Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: Introdução; Uma Ferramenta de apoio ao Raciocínio Quantitativo; As Tarefas; Exigências das Tarefas; A Natureza das Quantidades; Quantidades Definidas (Situated); Relacionamento Entre Variáveis; Avaliação dos Modelos dos Alunos; Ferramenta de Pesquisa ou Ferramenta Pedagógica? Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: Introdução Tipos de questões que requerem raciocínio quantitativo: Você ficaria com sobrepeso se comesse um lanche extra todos os dias? Quantas pessoas podem viajar metrô na hora do rush? É possível conseguir toda a energia, proteínas e fibras que você precisa somente comendo pão? Qual o efeito que os atrasos podem ter na velocidade com que você faz uma viagem? Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: Introdução O raciocínio usado pelos alunos em seus trabalhos com diferentes tipos de programas de modelagem – quantitativo, semi-quantitativo e qualitativo – deve ser ajudado pelas ferramentas de computador que foram desenvolvidas para isto. Deve-se olhar, em especial, para as ferramentas que apoiam o raciocínio quantitativo. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: Uma Ferramenta de Apoio ao Raciocínio Quantitativo O Q-MOD foi desenvolvido como uma ferramenta para construir modelos quantitativos estáticos simples. Os modelos consistem em caixas que representam variáveis, e links que representam operações aritméticas simples. Ele desenvolvido depois do IQON e seu design foi fortemente influenciado por isso. Um exemplo está no item 8.1, onde se calcula o tempo necessário para atingir uma certa mudança de peso. É fornecido um conjunto de ferramentas criar, apagar e mover as caixas e os links, e para mudar o valor das variáveis. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: Uma Ferramenta de Apoio ao Raciocínio Quantitativo Mudar o valor de uma variável imediatamente atualiza o valor de todas as outras - cada número muda, e também o "indicador de nível" da caixa. Isso mostra seu valor relativo a um máximo e mínimo, sua aparência diferindo de variáveis independentes (ex: energia usada), variáveis dependentes (ex: mudança por semana) e constantes (ex: energia na gordura). A ferramenta foi tão bem construída que uma direção de cálculo deve ser escolhida. Ainda considerando as relações entre, por exemplo, velocidade, tempo e distância, os alunos tinham que escolher, cada um, para fazer a variável dependente. Qual cálculo será pedido depende da meta do modelo, e a decisão requer algum plano estratégico. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: As Tarefas Como outras ferramentas desenvolvidas pelo TELP, há dois tipos de tarefas: as Exploratórias; as Expressivas; O Q-MOD permite, ainda, escolher entre: Tarefas “Dieta”; Tarefa “Tráfego”. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: As Tarefas Tarefas Exploratórias: são dados aos alunos modelos já construídos, além de problemas sobre os quais são argüidos com a ajuda desses modelos. Na tarefa “Dieta”, pede-se para investigar os problemas relacionados com a comida necessária para uma alimentação saudável, ou como o peso depende da comida ingerida; Na tarefa “Tráfego”, os problemas são sobre o número de pessoas que viajam de metro, que caminham nas ruas ou sobre o número de carros circulando em uma rua. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: As Tarefas Tarefas Expressivas. São dadas algumas questões aos alunos, além de alguns dados relevantes. Eles tinham que construir seus próprios modelos para ajudá-los a responder às questões; Um dado número de variáveis já criadas foi fornecido, e embora nenhuma estivesse conectada, nenhuma tarefa poderia ser completada sem o uso de novas variáveis ou links. Na tarefa “Dieta”, pede-se para investigar sobre a energia e as proteínas retiradas do alimento e sobre o efeito de comer um lanche extra a cada dia. Na tarefa “Tráfego”, os problemas são sobre os atrasos quan-do se voa de avião e nos engarrafamentos nas estradas. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: Exigências das Tarefas Desafios – As tarefas são projetadas para serem um desafio, mas não são impossíveis para alunos de 12 a 13 anos, e cada tarefa tem um conjunto similar de demanda cognitiva; Na fig 8.1, o modelo mostrado tem três relacionamentos. O resultado dependerá de três variáveis independentes; Todas as tarefas requerem uma estrutura com mais de uma relação, envolvendo a ação simultânea de mais de um fator; Todos os modelos requerem o uso de algumas quantidades compostas, como calorias por dia e quilogramas por semana. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: Exigências das Tarefas Todos os alunos tiveram algum sentido das tarefas e tentaram resolvê-las, embora nem todos tenham construído modelos completos ou tenham usado os modelos para explorar toda uma faixa de possibilidades; As tarefas e as ferramentas foram muito bem sucedidas em permitir aos alunos uma variedade de formas de raciocínio. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: A Natureza das Quantidades Pode ser visto que, quando usando uma ferramenta com a qual manipulam variáveis quantitativas, os alunos definem o uso de tais variáveis. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: A Natureza das Quantidades Objetos e Eventos – variáveis criadas pelos alunos às quais foram dados nomes como queijo, lanche, etc. Numerais – muitos alunos tentam dar valores às quantidades. Se por um lado é interessante por poderem ser facilmente multiplicadas ou adicionadas, é freqüente ver que as unidades foram ignoradas. Lembranças Armazenadas – é o uso de variáveis com as quais não foi feito nenhum cálculo, tendo sido abandonadas após a sua criação. Variáveis como Constantes – por já terem sido fornecidas nos problemas, os valores de algumas variáveis não são modificados em qualquer circunstância, tornando-se, então, “constantes”. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: A Natureza das Quantidades Constantes Alteráveis – a visão de que as constantes podiam ser alteradas, como anteriormente. Variáveis – poucos alunos mostraram claramente uma compreensão mais geral da idéia de variável. Por exemplo, onde alguns criaram variáveis separadas para as velocidades do trem e do avião, outros mantiveram uma variável, e entraram com <> valores. Há outros casos não tão freqüentes. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: Quantidades Definidas Pode ser comum o raciocínio de que caminhar uma distância pequena em baixa velocidade é a mesma coisa que caminhar uma distância maior a uma velocidade maior. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: Relacionamento entre Variáveis Processamento Mecânico – conjunto ou seqüência de operações em grande quantidade. P.ex., 410 cal/porção * 6 porções = 2460 cal. Conexões com o Mundo Real – significa pensar em como os valores em um modelo se relacionam de modo plausível.P.ex. Se um carro está devagar, o espaço p/ o próximo carro pode ser menor, pois precisa de menos tempo para frear. Se mais rápido, o espaço deve ser maior p/ dar tempo de frear. Relações Semi-Quantitativas – Trata de um conjunto de influências Mútuas. Neste caso, pode-se pensar que se a velocidade é baixa, então os carros estão mais próximos e cabem mais carros em um túnel. Assim, passarão mais carros nesse túnel. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: Avaliação dos Modelos dos ALunos Nas tarefas expressivas os alunos geralmente sabiam o que estavam tentando fazer quando eles criavam links e quando eles não obtinham o que pretendiam; Modelos eram construídos segundo valores dados ou seguindo algum planejamento. Em quase todas as relações, não mais do que duas relações eram ligadas à variável dependente. Esta visão binária os levava a ligar duas caixas diretamente, ao invés de ligá-las a uma terceira caixa, como a interface requeria; Alguns alunos construíram modelos úteis com ligações corretas entre velocidade, distância e tempo, enquanto que outros mostraram alguma compreensão estratégia requerida, mas não foram capazes de construir um modelo útil. Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: Avaliação dos Modelos dos ALunos Um modelo é útil porque ele é uma representação simplificada; Nenhum aluno quis um modelo mais simples. Ao invés disto, vários sugeriram complicações, como engarrafamentos ou variações dos valores das variáveis ou acidentes de carro; Cap. 8: Raciocinando com uma Ferramenta de Modelagem Quantitativa: Ferramenta de Pesquisa ou Ferramenta Pedagógica? A ferramenta quantitativa provou, de muitos modos, ser muito útil como uma ferramenta de pesquisa, particularmente em revelar as dificuldades dos alunos segundo os aspectos de raciocínio e modelos quantitativos; No entanto, a ferramenta não trabalha consistentemente com unidades derivadas de quantidades. Cap. 10: Usando Planilhas para Desenvolver Compreensão em Ciência: Introdução; Por que Planilhas? A Natureza das Dificuldades dos Estudantes com o Equilíbrio em Química; Direcionando as Dificuldades dos Estudantes; Conclusão. Cap. 10: Usando Planilhas para Desenvolver Compreensão em Ciência: Introdução Na verdade, a real compreensão em Ciência é essencialmente qualitativa, ainda que seja freqüentemente expressa por relações matemáticas. Isto leva estudantes adiantados a gastar muito tempo e esforço em fazer cálculos, que estão associados a dois tipos de demanda: Alguns dos Modelos Matemáticos envolvidos são complexos e/ou; Há a necessidade de se repetir a análise para uma grande quantidade de dados. Cap. 10: Usando Planilhas para Desenvolver Compreensão em Ciência: Introdução Isto provoca um desvio do que deveria ser o centro da atenção do aluno – a compreensão dos princípios científicos – e reduz o nível de cognição do mesmo (Ogborn & Miller). Cap. 10: Usando Planilhas para Desenvolver Compreensão em Ciência: Por que Planilhas? São usadas para descrever modelos estáticos e dinâmicos e podem ser utilizadas em uma ampla gama de situações; Possuem um conjunto de facilidades gráficas; Podem ser usadas para testar suas próprias idéias, testando uma variedade de modelos construídos por eles mesmos; Podem explorar modelos construídos por outros, em geral modelos científicos bem aceitos; Esses dois modos parecem estar relacionados aos modelos exploratórios/expressivos; Há um bom número de pacotes de SW capazes de serem usados em <> áreas conceituais; Cap. 10: Usando Planilhas para Desenvolver Compreensão em Ciência: Por que Planilhas? Estão sendo usadas cada vez mais amplamente por professores em sala de aula; Interface user-friendly; Cap. 10: Usando Planilhas para Desenvolver Compreensão em Ciência: A Natureza das Dificuldades dos Estudantes com E.Q. O equilíbrio químico é o núcleo dos conceitos em Química, cuja compreensão é essencial para muitos trabalhos qualitativos e quantitativos; Os cursos tendem a enfatizar os aspectos quantitativos, reforçando o ensino aos estudantes do uso apropriados das equações, o que envolve cálculos difíceis e/ou repetitivos; Trabalhos anteriores mostram que os estudantes têm concepções alternativas altamente resistentes às mudanças. Cap. 10: Usando Planilhas para Desenvolver Compreensão em Ciência: Direcionando as Dificuldades dos Estudantes A taxa de Equilíbrio da Concentração; O efeito da mudança da concentração no equilíbrio; A natureza dinâmica e probabilística do Equilíbrio Químico; Os diferentes modos como a temperatura e a pressão da concentração afetam o equilíbrio da concentração; Cap. 10: Usando Planilhas para Desenvolver Compreensão em Ciência: Conclusão O exemplo resumidamente descrito, cobre uma faixa de dificuldades conceituais, aritméticas e de programação. O ponto chave é que a ferramenta computacional está sendo usada para permitir aos estudantes que vejam as conseqüências quantitativas de diferentes concepções qualitativas; O aparente conclusão paradoxal é que o mais importante atributo de uma ferramenta computacional pode ser ajudar aos alunos a mudarem suas compreensões qualitativas! Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Um estudo usando Model Builder Introdução; Apresentando a Modelagem para os Estudantes; O Modelo dos Estudantes; A Avaliação dos Estudantes; Conclusão. Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Model Builder (Winbourne) Introdução Model Builder é um sistema de modelagem dinâmico quantitativo, projetado para tornar os aprendizes capazes de rapidamente envolver-se na atividade de modelagem. O autor quis investigar um número de questões, incluindo: Dado um problema, os alunos podem formular com sucesso seus próprios modelos? Eles podem explicar o que o modelo deles está fazendo? Esta "explicação" encoraja os alunos a avaliar a relação entre suas teorias e o mundo real? O software auxilia os alunos na formulação de alguma imagem mental da situação sendo modelada? Os alunos podem usar sua experiência de trabalho com o computador para refletir na natureza de modelagem em geral ? Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Model Builder (Winbourne) Introdução Os alunos podem usar sua experiência de trabalho com o computador para refletir na natureza de modelagem em geral ? De que modos a modelagem do computador pode ajudar o desenvolvimento matemático? Foram realizadas duas sessões, cada uma de uma hora e meia, introduzindo os alunos à modelagem; na terceira sessão, que durou um dia inteiro, os alunos trabalharam em um problema deles próprios. Duas semanas depois, foram feitas as entrevistas de avaliação com os alunos; Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Model Builder Apresentando a Modelagem para os Estudantes; Os alunos foram introduzidos à uma abordagem da modelagem, cujo processo é caracterizado pelos seguintes quatro passos: Identificar e Definir o Problema; Definir o Propósito do Modelo; Decidir quais são os Principais Fatores do Modelo; Definir as relações entre os componentes do modelo. Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Model Builder Apresentando a Modelagem para os Estudantes; O problema escolhido pelos alunos, dentre os vários apresentados, foi: “Há um novo supermercado sendo construído na cidade. Qual o tamanho que o estacionamento deve ter? Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Model Builder Apresentando a Modelagem para os Estudantes; 1-Identificar e Definir o Problema - Inicialmente, os alunos pensaram que o problema estava suficientemente bem definido para ir direto para o próximo passo; 2-Definir o Propósito do Modelo- os alunos estavam satisfeitos ao pensar que um misterioso “Ele" queria a solução do problema. " Ele", eles pensavam, ficaria satisfeito simplesmente com uma resposta na forma do número de espaços requeridos pelos carros. Eles não viram nenhuma necessidade de uma outra explicação; Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Model Builder Apresentando a Modelagem para os Estudantes; 3-Decidir quais são os Principais Fatores do Modelo - Esta parte da discussão deles provou ser particularmente interessante e informativa. As primeiras sugestões foram: local do supermercado; acesso às estradas principais; tamanho da área disponível; popularidade do supermercado; proximidade de outros supermercado; tamanho do próprio supermercado; quantidade de mercadorias estocadas; qualidade dos sistemas de transporte público; qualidade das estradas de rodagem; disponibilidade de ruas ou outros estacionamentos. Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Model Builder Apresentando a Modelagem para os Estudantes; Como freqüentemente ocorre nos primeiros estágios da solução de problemas, os alunos estavam pensando qualitativamente, e não quantitativamente. Além disso, algumas de suas sugestões não poderiam ser pensadas de modo quantitativo de jeito nenhum. Para criar um modelo com o Model Builder, entretanto, eles precisariam tornar explícitos alguns de seus elementos quantitativos. Foi sugerido que eles simplificassem o problema retornando ao Passo 1 e definindo os detalhes do problema. Através da discussão, o vago “Ele" do Passo 2 começou a tomar a forma da seção de planejamento de uma enorme cadeia de supermercado. "Ele" requeria os serviços de consultores/arquitetos para ajudar a decidir o melhor tamanho para a nova loja deles. Isto pareceu ajudar os alunos a identificar fatores quantitativos, tais como: Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Model Builder Apresentando a Modelagem para os Estudantes; Isto pareceu ajudar os alunos a identificar fatores quantitativos, tais como: número de pessoas fazendo compras "a pé"; número de carros chegando; número de carros saindo; número de caixas (de dinheiro) em operação; eficiência de check-outs. Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Model Builder Apresentando a Modelagem para os Estudantes; 4-Definir as relações entre os componentes do modelo - Neste ponto, os alunos foram introduzidos ao Model Builder. Usando o Model Builder Tutorial, eles começaram com uma figura mostrando alguns elementos de um simples modelo de orçamento. Eles definiram, então, os blocos e suas ações para representar as variáveis e a relação entre elas. Isso corresponde à sugestão de Mason (Mason, 1988) de apresentar modelos incompletos e convidar ao desenvolvimento e crítica. Com orientação, os alunos completaram suas próprias versões do sistema de orçamento, dando a oportunidade de frisar que no Model Builder somente fatores quantitativos poderiam ser representados. Escolher os fatores principais de um modelo não é tão simples, e significa pensar cuidadosamente sobre o problema em si, seu propósito e sobre a natureza da ferramenta de modelagem. Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Model Builder O modelo dos Estudantes; Mostrando os primeiros componentes na tela; Fazendo o Modelo – tendo definido os propósitos do modelo, os estudantes precisaram decidir sobre o principal passo(3). Percepção do Processo de Modelagem – embora possa parecer muito brusca, foi feita uma abordagem direta aos alunos, com perguntas sobre o uso do sistema de modelagem. Modelagem e Matemática. Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Model Builder A Avaliação dos Estudantes; Nenhum dos alunos sentiu que tivesse construído um modelo perfeito, embora eles sentissem que tiveram sucesso ainda assim. Eles aceitaram implicitamente que o contexto fazia a perfeição sem sentido, prontamente reconhecendo a necessidade de atribuir fatores mais complexos. Cap. 12: Aprendendo sobre Modelagem Matemática: Model Builder Conclusão. Este estudo demonstrou para o autor alguma coisa do poder da modelagem computacional, convencendo-o da praticabilidade e real valor do uso da modelagem na sala de aula. Desenvolver modelos e discutí-los, leva aos estudantes uma consciência de seu próprio aprendizado, e parece que o potencial de modelagem nas salas de aula apenas começou a ser explorado.